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3.7     DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - DFC1

        A Demonstração do Fluxo de Caixa – DFC indica a origem de todo o dinheiro que
entrou no caixa, bem como a aplicação de todo o dinheiro que saiu do caixa em
determinado período, e, ainda, o Resultado do Fluxo Financeiro. Assim como a DRE, a DFC
é uma demonstração dinâmica e também está contida no Balanço Patrimonial que, por sua
vez, é uma demonstração estática.
        Se, por exemplo, tivermos um Balanço Patrimonial cujo disponível seja em 31/12 X1
de R$ 1.820.000 e em 31/12/X2 de R$ 2.500.000 estamos diante de uma situação estática,
ou seja, uma fotografia do saldo disponível no início do período e outra no final do período.
Mas quais foram as razões que contribuíram para o aumento das disponibilidades em R$
680.000? A Demonstração do Fluxo de Caixa irá indicar-nos o que ocorreu no período em
termos de saída e entrada de dinheiro no caixa e o resultado desse fluxo.
        Consideram-se nesse fluxo os ingressos e saídas de caixa, bancos e equivalentes.
Como equivalentes de caixa devem ser considerados os investimentos de altíssima liquidez,
prontamente conversíveis em uma quantia conhecida de dinheiro e que apresentam risco
insignificante de alteração de valor (definição adotada pelo IASB).
        A Lei 6.404/76, após as alterações da Lei 11.638/2007, passou a exigir a elaboração
e publicação da DFC, porém a companhia fechada com patrimônio líquido, na data do
balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e
publicação da demonstração dos fluxos de caixa.
        Segundo a Lei das S.A., conforme o inciso I do Art. 188, a DFC indicará as
alterações ocorridas, durante o exercício, no saldo de caixa e equivalentes de caixa,
segregando-se essas alterações em, no mínimo, três fluxos: das operações, dos
financiamentos e dos investimentos.

3.7.1   Classificação das movimentações de caixa por fluxo de atividade

a) Atividades operacionais

     Abrange as transações que envolvem a consecução do objeto social da empresa,
como receitas recebidas, recebimento de duplicatas, pagamento de fornecedores,
pagamento de despesas operacionais, etc.

b) Atividades de financiamento

       Além da captação recursos provenientes dos proprietários da empresa (sócios ou
acionistas) por meio do capital social, toda captação de empréstimos e outros recursos
deverá ser incluída nesse grupo. A remuneração ao capital próprio em forma de distribuição
de lucro (dividendos ou juros de capital próprio) e a amortização dos empréstimos serão
parcelas subtrativas nesse grupo.

c) Atividades de investimento

       Transações de compra ou venda de ativos permanentes como aquisições ou vendas
de participações em outras entidades e de ativos imobilizados utilizados na produção, na
prestação de serviços ou manutenção do negócio, etc.

3.7.2   Principais transações que afetam ou não o caixa

a) Transações que aumentam o caixa (disponível)


1
  Resumo com adaptações da obra de José Carlos Marion (Contabilidade empresarial, 10. ed. São
Paulo, Atlas, 2003. p. 426-47)
Disponível em http://julio1976.sites.uol.com.br                                           41
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       Integralização do capital social em dinheiro pelos sócios ou acionistas; empréstimos
bancários e financiamentos; venda de itens do ativo permanente; vendas a vista e
recebimento de duplicatas a receber e outras entradas como: juros recebidos, dividendos
recebidos, indenizações de seguros recebidas, etc.

b) Transações que diminuem o caixa (disponível)

       Pagamentos de dividendos aos acionistas; pagamentos de juros e amortizações de
dívidas; aquisição de itens do ativo permanente; compras a vista e pagamentos de
fornecedores; pagamentos de despesas/custos; contas a pagar e outros.

c) Transações que não afetam o caixa

      Depreciação, amortização e exaustão; provisão para devedores duvidosos; ajustes
de avaliação patrimonial; acréscimos ou decréscimos de itens de investimentos avaliados
pelo método de equivalência patrimonial.

3.7.3   Métodos de elaboração da DFC

         A movimentação das disponibilidades da empresa, em um dado período, deve ser
estruturada na DFC. A soma algébrica dos resultados líquidos de cada um dos fluxos de
atividade totaliza a variação no caixa no período, que deve ser conciliada com a diferença
entre os saldos respectivos das disponibilidades, constantes no balanço, entre o início e o
fim do período considerado.
         Para divulgar o fluxo de caixa oriundo das atividades operacionais, o FASB e o
IASB recomendam que as empresas utilizem o método direto. É facultada a elaboração do
fluxo das operações pelo método indireto, ou método da reconciliação.
        O método direto explica as entradas e saídas brutas de dinheiro dos principais
componentes das atividades operacionais, como os recebimentos pelas vendas de produtos
e serviços e os pagamentos a fornecedores e empregados. O saldo final das operações
expressa o volume líquido de caixa provido ou consumido pelas operações durante um
período.
        O método indireto faz a conciliação entre o lucro líquido e o caixa gerado pelas
operações, por isso é também chamado de método da reconciliação.

3.7.4   Exemplo comentado para elaboração da DFC
      As demonstrações básicas para elaboração da DFC são: Balanço Patrimonial; DRE
e DLPA (ou DMPL).
a) Método Direto
                                                        Cia Entubação
                                                    CNPJ 00.000.000/0000-00
                                Demonstração do Resultado do Exercício findo em 31/12/2002
                                                         Em R$ 10 mil
                         Receita Operacional bruta (13)                              10.000
                         (-) CMV (14)                                                (5.500)
                         (=) Lucro Operacional Bruto                                  4.500
                         (-) Despesas Operacionais                                   (1.500)
                               Vendas (15)                                (500)
                               Administrativas (16)                       (500)
                                  Depreciação (17)                   (120)
                               Outras despesas (18)                       (500)
                         (=) Lucro operacional                                        3.000
                         (...)
                         (-) Provisão para IR e CSLL (19)                            (1.050)

                         (=) Lucro líquido do exercício                               1.950

Disponível em http://julio1976.sites.uol.com.br                                                42
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                                                   Cia. Entubação
                                               CNPJ 00.000.000/0000-00
                                          Balanço Patrimonial em 31/12/2002
                                                    Em R$ 10 mil
                 ATIVO                     2001    2002                 PASSIVO                     2001     2002
  • Ativo Circulante                        3.000   4.000 • Passivo Circulante                       2.000    4.520
  Disponível (1)                            1.500   2.300 Fornecedores (8)                           1.000    2.000
  Duplicatas a receber (2)                    500   1.000 Empréstimos bancários (9)                  1.000    1.470
  Estoques (3)                              1.000   1.500 Imposto de renda a pagar (10)                  0    1.050

  • Ativo Realizável a longo prazo                           • Passivo Exigível a longo prazo

  • Ativo Permanente                         3.500     6.820 • Resultado de Exercícios futuros
  Investimentos
     Participações em outras cias. (7)         500     2.640 • Patrimônio Líquido                   4.500     7.100
  Imobilizado                                                Capital Social Realizado (11)          4.500     6.000
     Móveis e utensílios (4)                 1.200     1.500 Reservas de Capital
     (-) depreciação acumulada (5)           (200)     (320) Ajustes de Avaliação Patrimonial
     Terrenos (6)                            2.000     3.000 Reservas de Lucro
  Diferido                                                   Ações em tesouraria
  Intangível                                                 Lucros/Prejuízos Acumulados (12)           0     1.100

  Total do Ativo                             6.500    11.620 Total do Passivo + PL                  6.500    11.620

                                                             Cia Entubação
                                                        CNPJ 00.000.000/0000-00
                                 Demonstração de Lucros ou Prejuízos acumulados em 31/12/2002
                                                              Em R$ 10 mil
                             Saldo no início do período                                  0
                             (+) Lucro do exercício                                    1.950
                             (-) Distribuição de dividendos (20)                       (850)

                             (=) Saldo no final do período                                  1.100

       A técnica da elaboração da DFC pelo método direto consiste na análise de item por
item que afeta o caixa.

Referências às notas:
(1) A comparação entre os valores iniciais e finais do disponível representa a diferença a
    ser explicitada pela DFC, no nosso exemplo R$ 800;

(2) e (13) Para determinar           o montante recebido de vendas podemos utilizar a seguinte
    fórmula:
                    R$ 500           (2) duplicatas a receber no início do período
             (+) R$ 10.000           (13) referentes a vendas a prazo de 2002
               (-) R$ 1.000          (2) duplicatas a receber no final do período
              (=) R$ 9.500           Valor recebido no exercício decorrente de vendas

(3) ,(8) e (14) Estas três informações devem ser utilizadas em conjunto para encontramos o
    montante pago aos fornecedores no período. Sabendo que:
                                 CMV = EI + C – EF      temos,
                    (14) R$ 5.500 = (3) R$ 1.000 + Compras – (3) R$ 1.500
                                     Compras = R$ 6.000
Temos:
                  R$ 1.000 (8) referentes a fornecedores no início de 2002
             (+) R$ 6.000 referentes a compras a prazo em 2002
              (-) R$ 2.000 (8) saldo final de fornecedores em 2002
             (=) R$ 5.000 Valor do pagamento de compras


Disponível em http://julio1976.sites.uol.com.br                                                              43
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(4) Neste item houve um aumento de R$ 300. Significa que a empresa adquiriu mais
    móveis e utensílios, portanto, houve um pagamento para essa compra (saída de
    dinheiro do caixa). Entretanto, há duas variáveis a serem consideradas: 1) Estamos
    partindo do pressuposto que não houve ajustes de avaliação patrimonial. Isso é fácil
    concluir porque não há esta reserva constituída no patrimônio líquido; 2) outra
    preocupação básica é saber se a nova aquisição de itens do permanente foi a vista e
    com recursos próprios ou financiada. No caso de aquisições a vista com recursos
    próprios, não há dificuldade para estruturar a DFC. A simples leitura das notas
    explicativas poderia eliminar esta dúvida;

(5) A depreciação não afeta o caixa, isto é, não há desembolso. Como a depreciação é um
    fenômeno econômico e não financeiro não é considerada na DFC, assim como não são
    consideradas PPDD, provisão para perdas, etc;

(6) Mesma interpretação para o item (4). Podemos entender que houve aumento de R$
    1.000, ou seja, um desembolso de disponível;

(7) Verificando a DRE podemos constatar a não existência da conta Resultado da
    Equivalência Patrimonial, assim concluímos que houve novas aquisições de ações no
    valor de R$ 2.140 (2.640 – 500). Portanto, houve saída de caixa de $ 2.140;

(9) O aumento de empréstimos bancários significa que a empresa contraiu mais
    empréstimos no valor de R$ 470. Dessa forma, entraram mais R$ 470 no caixa da
    empresa (fonte de recursos). É necessário ser cuidadoso na análise de empréstimos e
    financiamentos, uma vez que essas obrigações podem aumentar por mera atualização
    da dívida, como por exemplo, em virtude de variação cambial. Enquanto as obrigações
    não forem pagas, não afetam o caixa;

(10) A variação aumentativa de imposto de renda a pagar não afeta o caixa. É apenas o
     reconhecimento de uma dívida com o governo. Afetará o caixa na ocasião de seu
     pagamento;

(11) Houve aumento de capital que, obviamente, não foi realizado com utilização de saldo de
     lucros ou reservas (vide a DLPA), e sim com recursos dos próprios acionistas no valo de
     R$ 1.500;

(12) Normalmente a variação de lucros ou reservas não afetam o caixa. Não podemos
     esquecer que os lucros e as reservas são originados da receita, e esta já foi
     considerada como fonte de caixa no item (2). Entre as exceções de reservas que afetam
     o caixa, podemos citar o ágio nas vendas das ações;

(15) Todas as despesas com vendas foram pagas, pois não há obrigação referente a estas
     despesas evidenciadas no passivo circulante. Então, tivemos uma saída de caixa de R$
     500. Se o total de PPDD estiver incluso neste total deverá ser reduzido;

(16) e (17) Todas as despesas administrativas foram pagas, pois não há dívida concernente
     a essas despesas no PC. Porém, devemos reduzir o valor da depreciação do total e
     então teremos R$ 380 de variação que afeta o caixa;

(18) Há um gasto de R$ 500 de despesas financeiras. Como não há discriminação de dívida
     no PC referente a Juros a pagar, significa que houve pagamento integral. Portanto
     houve uma saída de caixa de R$ 500;

(19) Não houve saída de caixa para pagar Imposto de Renda, uma vez que esta dívida está
     evidenciada no PC;
Disponível em http://julio1976.sites.uol.com.br                                          44
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(20) A distribuição de dividendos no valor de R$ 850 afeta o caixa, pois houve um
     desembolso. Note que os dividendos distribuídos já foram pagos, pois não constam
     como dívida no PC.


                                                  Cia Entubação
                                              CNPJ 00.000.000/0000-00
                          Demonstração do Fluxo de Caixa (método direto) em 31/12/2002
                                                   Em R$ 10 mil
                                                                          2001            2002
     a) Atividades Operacionais
         Recebimento de vendas                                   (2)                      9.500
         (-) Pagamento de compras                                (3)                     (5.000)
         (=) Caixa bruto obtido nas operações                                             4.500
         (-) Despesas de vendas pagas                           (15)                      (500)
         (-) Despesas administrativas pagas                     (16)                      (380)
         (=) Caixa gerado nos negócios                                                    3.620
         (-) Despesas financeiras pagas                         (18)                      (500)
         (=) Caixa gerado nos negócios após operações                                     3.120
         financeiras

     b) Atividades de Investimento
        (-) aquisições de ativos permanentes
          Móveis e utensílios                                 (4)                         (300)
          Terrenos                                            (6)                        (1.000)
          Ações de outras cias.                               (7)                        (2.140)

     c) Atividades de Financiamentos
         Integralização de capital                           (11)                        1.500
         Empréstimos bancários obtidos                        (9)                         470
         (-) Dividendos distribuídos pagos                   (20)                        (850)

     Total dos efeitos no Caixa                                                           800
        saldo existente no início do período                  (1)                        1.500
        saldo existente no final do período                   (2)        1.500           2.300
     Variação no Caixa                                                                    800



b) Método Indireto

        Realizaremos a estruturação da DFC pelo método indireto utilizando apenas o
Balanço Patrimonial da Cia Entubação.
        As atividades de investimento e financiamentos podem ser obtidas da mesma forma
que o modelo direto. As atividades operacionais diferenciam-se apenas pelo fato de que no
método indireto o ponto de partida é o lucro líquido apurado no exercício e não o montante
recebido de vendas.
        Os ajustes do lucro líquido, como regra geral, são os seguintes:

1)     Os aumentos no AC provocam uso de dinheiro (aplicação); as reduções de AC
       produzem caixa (origem);
2)     Os aumentos de PC evitam saída de mais dinheiro, aumentando o caixa (origem); as
       reduções do PC significam que o pagamento foi feito, reduzindo o caixa (aplicação);
3)     Para calcular as variações líquidas, basta subtrair o saldo anterior do saldo atual das
       contas do circulante (ativo e passivo).




Disponível em http://julio1976.sites.uol.com.br                                                    45
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE DESENVOLVIMENTO DO
                                                     CENTRO-OESTE

                                             Cia Entubação
                                        CNPJ 00.000.000/0000-00
                      Demonstração do Fluxo de Caixa (método indireto) em 31/12/2002
                                              Em R$ 10 mil
                                                                        2001                      2002
  a) Atividades Operacionais
      Lucro líquido apurado no período                                                           1.950
      (+) Depreciação                                                                             120
      (=) Lucro que afeta o caixa                                                                2.070

      Variações do Ativo Circulante
      (-) Aumento de duplicatas a receber                                                        (500)
      (-) Aumento de estoques                                                                    (500)

      Variações do Passivo Circulante
      (+) Aumento de fornecedores                                                                1.000
      (+) Aumento de impostos a pagar                                                            1.050

      (=) Caixa gerado nos negócios                                                              3.120

  b) Atividades de Investimento
     (-) aquisições de ativos permanentes
       Móveis e utensílios                                                                        (300)
       Terrenos                                                                                  (1.000)
       Ações de outras cias.                                                                     (2.140)

  c) Atividades de Financiamentos
      Integralização de capital                                                                  1.500
      Empréstimos bancários obtidos                                                               470
      (-) Dividendos distribuídos pagos                                                          (850)

  Total dos efeitos no Caixa                                                                      800
     saldo existente no início do período                                                        1.500
     saldo existente no final do período                                      1.500              2.300
  Variação no Caixa                                                                               800

3.8     EXERCÍCIOS

62) Apresentamos uma empresa que deu prejuízo e pagou dividendos. Aparentemente, um
    absurdo, porém o fluxo de caixa vai mostrar que não há absurdo, pois a empresa tem
    disponível suficiente para isso. Apresente a DFC pelos dois métodos. Abaixo seguem as
    demonstrações da Cia. Transportadora:
                                                  Cia. Transportadora
                                            Balanço Patrimonial em 31/12/X1
                                                        Em R$ mil
                 ATIVO                       X0        X1                PASSIVO                    X0      X1
  • Ativo Circulante                                         • Passivo Circulante
  Caixa                                        200       250 Fornecedores                            500        600
  Duplicatas a receber                         450       550
                                                             • Passivo Exigível a longo prazo
  • Ativo Realizável a longo prazo                           Financiamentos                        3.000    2.700

  • Ativo Permanente                                         • Resultado de Exercícios futuros
  Investimentos
                                                             • Patrimônio Líquido
  Imobilizado                                                Capital Social Realizado              1.000    1.000
    Móveis e utensílios                     6.000      6.600 Reservas de Capital
    (-) depreciação acumulada             (1.200)    (2.400) Ajustes de Avaliação Patrimonial
                                                             Reservas de Lucro                       700        700
  Diferido                                                   Ações em tesouraria
  Intangível                                                 Lucros/Prejuízos Acumulados             250         0

  Total do Ativo                             5.450    5.000 Total do Passivo + PL                  5.450    5.000

Disponível em http://julio1976.sites.uol.com.br                                                            46
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE DESENVOLVIMENTO DO
                                                      CENTRO-OESTE

              Demonstração de Resultados                       Demonstração de Lucros Ou Prejuízos Acumulados
                                      X0             X1                                           X0     X1
  Receita                                            5.650
  (-) Custo do serviço                             (3.600)     Saldo no início do período                          250
  Lucro Bruto                                      (2.050)     (-) Prejuízo do exercício                          (50)
  (-) Despesas Operacionais                        (2.100)     (-) dividendos distribuídos                       (200)
      Despesas com Depreciações                    (1.200)     (=) saldo no final do período                         0
  (=) Prejuízo do exercício                            (50)

63) Apresentamos as demonstrações financeiras da Cia. Padoan Ribeiro S.A. Elabore a
    DFC pelos métodos direto e indireto.
                                             Cia. Padoan Ribeiro S.A.
                                         Balanço Patrimonial em 31/12/X2

                   ATIVO                  X1         X2                      PASSIVO                   X1        X2
  • Ativo Circulante                                           • Passivo Circulante
  Disponível                                                   Obrigações a fornecedores
     Caixa                                          23.470        Duplicatas a pagar                            200.000
     Bancos                              278.000    65.310     Obrigações tributárias
     Aplicação fin. de liq. Imediata               210.000        ICMS a recolher                                36.000
  Direitos a realizar                                             COFINS a recolher                              11.500
     Duplicatas a receber                          300.000        PIS a recolher                                  4.200
     (-) PPDD                                       (6.000)       Provisão para IRPJ                             27.458
  Estoque de mercadorias                            50.000        Provisão para CSLL                             15.393
  Propaganda e publicidade a vencer                   6.000    Obrigações trabalhistas
                                                                  Salários a pagar                                9.000
  • Ativo Realizável a longo prazo                                Contrib. a previdência a recolher               3.780
                                                                  FGTS a recolher                                   800
  • Ativo Permanente                                              Férias + 13º + Contrib. Prev.                  23.370
  Investimentos                                                Outras obrigações
     Participações em outras cias.                  60.000        Aluguéis a pagar                                1.000
  Imobilizado                                                  Participações e destinações
     Computadores                                     5.000       Empregados                                     11.107
     (-) depreciação acumulada                      (1.000)       Dividendos a pagar                             94.974
     Móveis e utensílios                            10.000     • Passivo Exigível a longo prazo
     (-) depreciação acumulada                      (1.000)    • Resultado de Exercícios futuros
     Imóveis                             100.000   100.000
     (-) depreciação acumulada                      (4.000) • Patrimônio Líquido
     Veículos                                       60.000 Capital Social Realizado                   400.000   450.000
     (-) depreciação acumulada                      (4.000) Reservas de Capital
  Diferido                                                     Ajustes de Avaliação Patrimonial
     Gastos de organização                22.000    22.000 Reservas de Lucro                                      4.998
     (-) amortização acumulada                      (2.200) Ações em tesouraria
  Intangível                                                   Lucros/Prejuízos Acumulados

  Total do Ativo                         400.000   893.580 Total do Passivo + PL                      400.000   893.580

                Demonstração de Resultados                    Demonstração de Lucros Ou Prejuízos Acumulados
                                        X1           X2                                          X1      X2
  Receita Operacional Bruta                        930.000 Saldo no início do período                        0
  (-) Deduções                                     (203.500) (-) Lucro Líquido do exercício             99.972
  (=) Receita Operacional Líquida                  726.500 (-) Reserva legal                           (4.998)
  (-) Custo mercadoria e do serviço                (358.390) (-) Dividendos distribuídos              (94.974)
  (=) Lucro Operacional Bruto                      368.110 (=) saldo no final do período                     0
  (-) Despesas Operacionais                        (214.180)
  (=) Lucro Operacional                            153.930
  (+) Receita não operacional
  (-) Despesa não operacional
  (=) Lucro antes do IR e CS                       153.930
  (-) Provisão para CS                             (15.393)
  (-) Provisão para IR                             (27.458)
  (=) Lucro após o IR e CS                         111.079
  (-) Participações                                 (11.107)
  (=) Lucro Líquido do exercício                    99.972


Disponível em http://julio1976.sites.uol.com.br                                                                 47

Dfc fluxo caixa

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    CENTRO UNIVERSITÁRIO DEDESENVOLVIMENTO DO CENTRO-OESTE 3.7 DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - DFC1 A Demonstração do Fluxo de Caixa – DFC indica a origem de todo o dinheiro que entrou no caixa, bem como a aplicação de todo o dinheiro que saiu do caixa em determinado período, e, ainda, o Resultado do Fluxo Financeiro. Assim como a DRE, a DFC é uma demonstração dinâmica e também está contida no Balanço Patrimonial que, por sua vez, é uma demonstração estática. Se, por exemplo, tivermos um Balanço Patrimonial cujo disponível seja em 31/12 X1 de R$ 1.820.000 e em 31/12/X2 de R$ 2.500.000 estamos diante de uma situação estática, ou seja, uma fotografia do saldo disponível no início do período e outra no final do período. Mas quais foram as razões que contribuíram para o aumento das disponibilidades em R$ 680.000? A Demonstração do Fluxo de Caixa irá indicar-nos o que ocorreu no período em termos de saída e entrada de dinheiro no caixa e o resultado desse fluxo. Consideram-se nesse fluxo os ingressos e saídas de caixa, bancos e equivalentes. Como equivalentes de caixa devem ser considerados os investimentos de altíssima liquidez, prontamente conversíveis em uma quantia conhecida de dinheiro e que apresentam risco insignificante de alteração de valor (definição adotada pelo IASB). A Lei 6.404/76, após as alterações da Lei 11.638/2007, passou a exigir a elaboração e publicação da DFC, porém a companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos de caixa. Segundo a Lei das S.A., conforme o inciso I do Art. 188, a DFC indicará as alterações ocorridas, durante o exercício, no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregando-se essas alterações em, no mínimo, três fluxos: das operações, dos financiamentos e dos investimentos. 3.7.1 Classificação das movimentações de caixa por fluxo de atividade a) Atividades operacionais Abrange as transações que envolvem a consecução do objeto social da empresa, como receitas recebidas, recebimento de duplicatas, pagamento de fornecedores, pagamento de despesas operacionais, etc. b) Atividades de financiamento Além da captação recursos provenientes dos proprietários da empresa (sócios ou acionistas) por meio do capital social, toda captação de empréstimos e outros recursos deverá ser incluída nesse grupo. A remuneração ao capital próprio em forma de distribuição de lucro (dividendos ou juros de capital próprio) e a amortização dos empréstimos serão parcelas subtrativas nesse grupo. c) Atividades de investimento Transações de compra ou venda de ativos permanentes como aquisições ou vendas de participações em outras entidades e de ativos imobilizados utilizados na produção, na prestação de serviços ou manutenção do negócio, etc. 3.7.2 Principais transações que afetam ou não o caixa a) Transações que aumentam o caixa (disponível) 1 Resumo com adaptações da obra de José Carlos Marion (Contabilidade empresarial, 10. ed. São Paulo, Atlas, 2003. p. 426-47) Disponível em http://julio1976.sites.uol.com.br 41
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    CENTRO UNIVERSITÁRIO DEDESENVOLVIMENTO DO CENTRO-OESTE Integralização do capital social em dinheiro pelos sócios ou acionistas; empréstimos bancários e financiamentos; venda de itens do ativo permanente; vendas a vista e recebimento de duplicatas a receber e outras entradas como: juros recebidos, dividendos recebidos, indenizações de seguros recebidas, etc. b) Transações que diminuem o caixa (disponível) Pagamentos de dividendos aos acionistas; pagamentos de juros e amortizações de dívidas; aquisição de itens do ativo permanente; compras a vista e pagamentos de fornecedores; pagamentos de despesas/custos; contas a pagar e outros. c) Transações que não afetam o caixa Depreciação, amortização e exaustão; provisão para devedores duvidosos; ajustes de avaliação patrimonial; acréscimos ou decréscimos de itens de investimentos avaliados pelo método de equivalência patrimonial. 3.7.3 Métodos de elaboração da DFC A movimentação das disponibilidades da empresa, em um dado período, deve ser estruturada na DFC. A soma algébrica dos resultados líquidos de cada um dos fluxos de atividade totaliza a variação no caixa no período, que deve ser conciliada com a diferença entre os saldos respectivos das disponibilidades, constantes no balanço, entre o início e o fim do período considerado. Para divulgar o fluxo de caixa oriundo das atividades operacionais, o FASB e o IASB recomendam que as empresas utilizem o método direto. É facultada a elaboração do fluxo das operações pelo método indireto, ou método da reconciliação. O método direto explica as entradas e saídas brutas de dinheiro dos principais componentes das atividades operacionais, como os recebimentos pelas vendas de produtos e serviços e os pagamentos a fornecedores e empregados. O saldo final das operações expressa o volume líquido de caixa provido ou consumido pelas operações durante um período. O método indireto faz a conciliação entre o lucro líquido e o caixa gerado pelas operações, por isso é também chamado de método da reconciliação. 3.7.4 Exemplo comentado para elaboração da DFC As demonstrações básicas para elaboração da DFC são: Balanço Patrimonial; DRE e DLPA (ou DMPL). a) Método Direto Cia Entubação CNPJ 00.000.000/0000-00 Demonstração do Resultado do Exercício findo em 31/12/2002 Em R$ 10 mil Receita Operacional bruta (13) 10.000 (-) CMV (14) (5.500) (=) Lucro Operacional Bruto 4.500 (-) Despesas Operacionais (1.500) Vendas (15) (500) Administrativas (16) (500) Depreciação (17) (120) Outras despesas (18) (500) (=) Lucro operacional 3.000 (...) (-) Provisão para IR e CSLL (19) (1.050) (=) Lucro líquido do exercício 1.950 Disponível em http://julio1976.sites.uol.com.br 42
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    CENTRO UNIVERSITÁRIO DEDESENVOLVIMENTO DO CENTRO-OESTE Cia. Entubação CNPJ 00.000.000/0000-00 Balanço Patrimonial em 31/12/2002 Em R$ 10 mil ATIVO 2001 2002 PASSIVO 2001 2002 • Ativo Circulante 3.000 4.000 • Passivo Circulante 2.000 4.520 Disponível (1) 1.500 2.300 Fornecedores (8) 1.000 2.000 Duplicatas a receber (2) 500 1.000 Empréstimos bancários (9) 1.000 1.470 Estoques (3) 1.000 1.500 Imposto de renda a pagar (10) 0 1.050 • Ativo Realizável a longo prazo • Passivo Exigível a longo prazo • Ativo Permanente 3.500 6.820 • Resultado de Exercícios futuros Investimentos Participações em outras cias. (7) 500 2.640 • Patrimônio Líquido 4.500 7.100 Imobilizado Capital Social Realizado (11) 4.500 6.000 Móveis e utensílios (4) 1.200 1.500 Reservas de Capital (-) depreciação acumulada (5) (200) (320) Ajustes de Avaliação Patrimonial Terrenos (6) 2.000 3.000 Reservas de Lucro Diferido Ações em tesouraria Intangível Lucros/Prejuízos Acumulados (12) 0 1.100 Total do Ativo 6.500 11.620 Total do Passivo + PL 6.500 11.620 Cia Entubação CNPJ 00.000.000/0000-00 Demonstração de Lucros ou Prejuízos acumulados em 31/12/2002 Em R$ 10 mil Saldo no início do período 0 (+) Lucro do exercício 1.950 (-) Distribuição de dividendos (20) (850) (=) Saldo no final do período 1.100 A técnica da elaboração da DFC pelo método direto consiste na análise de item por item que afeta o caixa. Referências às notas: (1) A comparação entre os valores iniciais e finais do disponível representa a diferença a ser explicitada pela DFC, no nosso exemplo R$ 800; (2) e (13) Para determinar o montante recebido de vendas podemos utilizar a seguinte fórmula: R$ 500 (2) duplicatas a receber no início do período (+) R$ 10.000 (13) referentes a vendas a prazo de 2002 (-) R$ 1.000 (2) duplicatas a receber no final do período (=) R$ 9.500 Valor recebido no exercício decorrente de vendas (3) ,(8) e (14) Estas três informações devem ser utilizadas em conjunto para encontramos o montante pago aos fornecedores no período. Sabendo que: CMV = EI + C – EF temos, (14) R$ 5.500 = (3) R$ 1.000 + Compras – (3) R$ 1.500 Compras = R$ 6.000 Temos: R$ 1.000 (8) referentes a fornecedores no início de 2002 (+) R$ 6.000 referentes a compras a prazo em 2002 (-) R$ 2.000 (8) saldo final de fornecedores em 2002 (=) R$ 5.000 Valor do pagamento de compras Disponível em http://julio1976.sites.uol.com.br 43
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    CENTRO UNIVERSITÁRIO DEDESENVOLVIMENTO DO CENTRO-OESTE (4) Neste item houve um aumento de R$ 300. Significa que a empresa adquiriu mais móveis e utensílios, portanto, houve um pagamento para essa compra (saída de dinheiro do caixa). Entretanto, há duas variáveis a serem consideradas: 1) Estamos partindo do pressuposto que não houve ajustes de avaliação patrimonial. Isso é fácil concluir porque não há esta reserva constituída no patrimônio líquido; 2) outra preocupação básica é saber se a nova aquisição de itens do permanente foi a vista e com recursos próprios ou financiada. No caso de aquisições a vista com recursos próprios, não há dificuldade para estruturar a DFC. A simples leitura das notas explicativas poderia eliminar esta dúvida; (5) A depreciação não afeta o caixa, isto é, não há desembolso. Como a depreciação é um fenômeno econômico e não financeiro não é considerada na DFC, assim como não são consideradas PPDD, provisão para perdas, etc; (6) Mesma interpretação para o item (4). Podemos entender que houve aumento de R$ 1.000, ou seja, um desembolso de disponível; (7) Verificando a DRE podemos constatar a não existência da conta Resultado da Equivalência Patrimonial, assim concluímos que houve novas aquisições de ações no valor de R$ 2.140 (2.640 – 500). Portanto, houve saída de caixa de $ 2.140; (9) O aumento de empréstimos bancários significa que a empresa contraiu mais empréstimos no valor de R$ 470. Dessa forma, entraram mais R$ 470 no caixa da empresa (fonte de recursos). É necessário ser cuidadoso na análise de empréstimos e financiamentos, uma vez que essas obrigações podem aumentar por mera atualização da dívida, como por exemplo, em virtude de variação cambial. Enquanto as obrigações não forem pagas, não afetam o caixa; (10) A variação aumentativa de imposto de renda a pagar não afeta o caixa. É apenas o reconhecimento de uma dívida com o governo. Afetará o caixa na ocasião de seu pagamento; (11) Houve aumento de capital que, obviamente, não foi realizado com utilização de saldo de lucros ou reservas (vide a DLPA), e sim com recursos dos próprios acionistas no valo de R$ 1.500; (12) Normalmente a variação de lucros ou reservas não afetam o caixa. Não podemos esquecer que os lucros e as reservas são originados da receita, e esta já foi considerada como fonte de caixa no item (2). Entre as exceções de reservas que afetam o caixa, podemos citar o ágio nas vendas das ações; (15) Todas as despesas com vendas foram pagas, pois não há obrigação referente a estas despesas evidenciadas no passivo circulante. Então, tivemos uma saída de caixa de R$ 500. Se o total de PPDD estiver incluso neste total deverá ser reduzido; (16) e (17) Todas as despesas administrativas foram pagas, pois não há dívida concernente a essas despesas no PC. Porém, devemos reduzir o valor da depreciação do total e então teremos R$ 380 de variação que afeta o caixa; (18) Há um gasto de R$ 500 de despesas financeiras. Como não há discriminação de dívida no PC referente a Juros a pagar, significa que houve pagamento integral. Portanto houve uma saída de caixa de R$ 500; (19) Não houve saída de caixa para pagar Imposto de Renda, uma vez que esta dívida está evidenciada no PC; Disponível em http://julio1976.sites.uol.com.br 44
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    CENTRO UNIVERSITÁRIO DEDESENVOLVIMENTO DO CENTRO-OESTE (20) A distribuição de dividendos no valor de R$ 850 afeta o caixa, pois houve um desembolso. Note que os dividendos distribuídos já foram pagos, pois não constam como dívida no PC. Cia Entubação CNPJ 00.000.000/0000-00 Demonstração do Fluxo de Caixa (método direto) em 31/12/2002 Em R$ 10 mil 2001 2002 a) Atividades Operacionais Recebimento de vendas (2) 9.500 (-) Pagamento de compras (3) (5.000) (=) Caixa bruto obtido nas operações 4.500 (-) Despesas de vendas pagas (15) (500) (-) Despesas administrativas pagas (16) (380) (=) Caixa gerado nos negócios 3.620 (-) Despesas financeiras pagas (18) (500) (=) Caixa gerado nos negócios após operações 3.120 financeiras b) Atividades de Investimento (-) aquisições de ativos permanentes Móveis e utensílios (4) (300) Terrenos (6) (1.000) Ações de outras cias. (7) (2.140) c) Atividades de Financiamentos Integralização de capital (11) 1.500 Empréstimos bancários obtidos (9) 470 (-) Dividendos distribuídos pagos (20) (850) Total dos efeitos no Caixa 800 saldo existente no início do período (1) 1.500 saldo existente no final do período (2) 1.500 2.300 Variação no Caixa 800 b) Método Indireto Realizaremos a estruturação da DFC pelo método indireto utilizando apenas o Balanço Patrimonial da Cia Entubação. As atividades de investimento e financiamentos podem ser obtidas da mesma forma que o modelo direto. As atividades operacionais diferenciam-se apenas pelo fato de que no método indireto o ponto de partida é o lucro líquido apurado no exercício e não o montante recebido de vendas. Os ajustes do lucro líquido, como regra geral, são os seguintes: 1) Os aumentos no AC provocam uso de dinheiro (aplicação); as reduções de AC produzem caixa (origem); 2) Os aumentos de PC evitam saída de mais dinheiro, aumentando o caixa (origem); as reduções do PC significam que o pagamento foi feito, reduzindo o caixa (aplicação); 3) Para calcular as variações líquidas, basta subtrair o saldo anterior do saldo atual das contas do circulante (ativo e passivo). Disponível em http://julio1976.sites.uol.com.br 45
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    CENTRO UNIVERSITÁRIO DEDESENVOLVIMENTO DO CENTRO-OESTE Cia Entubação CNPJ 00.000.000/0000-00 Demonstração do Fluxo de Caixa (método indireto) em 31/12/2002 Em R$ 10 mil 2001 2002 a) Atividades Operacionais Lucro líquido apurado no período 1.950 (+) Depreciação 120 (=) Lucro que afeta o caixa 2.070 Variações do Ativo Circulante (-) Aumento de duplicatas a receber (500) (-) Aumento de estoques (500) Variações do Passivo Circulante (+) Aumento de fornecedores 1.000 (+) Aumento de impostos a pagar 1.050 (=) Caixa gerado nos negócios 3.120 b) Atividades de Investimento (-) aquisições de ativos permanentes Móveis e utensílios (300) Terrenos (1.000) Ações de outras cias. (2.140) c) Atividades de Financiamentos Integralização de capital 1.500 Empréstimos bancários obtidos 470 (-) Dividendos distribuídos pagos (850) Total dos efeitos no Caixa 800 saldo existente no início do período 1.500 saldo existente no final do período 1.500 2.300 Variação no Caixa 800 3.8 EXERCÍCIOS 62) Apresentamos uma empresa que deu prejuízo e pagou dividendos. Aparentemente, um absurdo, porém o fluxo de caixa vai mostrar que não há absurdo, pois a empresa tem disponível suficiente para isso. Apresente a DFC pelos dois métodos. Abaixo seguem as demonstrações da Cia. Transportadora: Cia. Transportadora Balanço Patrimonial em 31/12/X1 Em R$ mil ATIVO X0 X1 PASSIVO X0 X1 • Ativo Circulante • Passivo Circulante Caixa 200 250 Fornecedores 500 600 Duplicatas a receber 450 550 • Passivo Exigível a longo prazo • Ativo Realizável a longo prazo Financiamentos 3.000 2.700 • Ativo Permanente • Resultado de Exercícios futuros Investimentos • Patrimônio Líquido Imobilizado Capital Social Realizado 1.000 1.000 Móveis e utensílios 6.000 6.600 Reservas de Capital (-) depreciação acumulada (1.200) (2.400) Ajustes de Avaliação Patrimonial Reservas de Lucro 700 700 Diferido Ações em tesouraria Intangível Lucros/Prejuízos Acumulados 250 0 Total do Ativo 5.450 5.000 Total do Passivo + PL 5.450 5.000 Disponível em http://julio1976.sites.uol.com.br 46
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    CENTRO UNIVERSITÁRIO DEDESENVOLVIMENTO DO CENTRO-OESTE Demonstração de Resultados Demonstração de Lucros Ou Prejuízos Acumulados X0 X1 X0 X1 Receita 5.650 (-) Custo do serviço (3.600) Saldo no início do período 250 Lucro Bruto (2.050) (-) Prejuízo do exercício (50) (-) Despesas Operacionais (2.100) (-) dividendos distribuídos (200) Despesas com Depreciações (1.200) (=) saldo no final do período 0 (=) Prejuízo do exercício (50) 63) Apresentamos as demonstrações financeiras da Cia. Padoan Ribeiro S.A. Elabore a DFC pelos métodos direto e indireto. Cia. Padoan Ribeiro S.A. Balanço Patrimonial em 31/12/X2 ATIVO X1 X2 PASSIVO X1 X2 • Ativo Circulante • Passivo Circulante Disponível Obrigações a fornecedores Caixa 23.470 Duplicatas a pagar 200.000 Bancos 278.000 65.310 Obrigações tributárias Aplicação fin. de liq. Imediata 210.000 ICMS a recolher 36.000 Direitos a realizar COFINS a recolher 11.500 Duplicatas a receber 300.000 PIS a recolher 4.200 (-) PPDD (6.000) Provisão para IRPJ 27.458 Estoque de mercadorias 50.000 Provisão para CSLL 15.393 Propaganda e publicidade a vencer 6.000 Obrigações trabalhistas Salários a pagar 9.000 • Ativo Realizável a longo prazo Contrib. a previdência a recolher 3.780 FGTS a recolher 800 • Ativo Permanente Férias + 13º + Contrib. Prev. 23.370 Investimentos Outras obrigações Participações em outras cias. 60.000 Aluguéis a pagar 1.000 Imobilizado Participações e destinações Computadores 5.000 Empregados 11.107 (-) depreciação acumulada (1.000) Dividendos a pagar 94.974 Móveis e utensílios 10.000 • Passivo Exigível a longo prazo (-) depreciação acumulada (1.000) • Resultado de Exercícios futuros Imóveis 100.000 100.000 (-) depreciação acumulada (4.000) • Patrimônio Líquido Veículos 60.000 Capital Social Realizado 400.000 450.000 (-) depreciação acumulada (4.000) Reservas de Capital Diferido Ajustes de Avaliação Patrimonial Gastos de organização 22.000 22.000 Reservas de Lucro 4.998 (-) amortização acumulada (2.200) Ações em tesouraria Intangível Lucros/Prejuízos Acumulados Total do Ativo 400.000 893.580 Total do Passivo + PL 400.000 893.580 Demonstração de Resultados Demonstração de Lucros Ou Prejuízos Acumulados X1 X2 X1 X2 Receita Operacional Bruta 930.000 Saldo no início do período 0 (-) Deduções (203.500) (-) Lucro Líquido do exercício 99.972 (=) Receita Operacional Líquida 726.500 (-) Reserva legal (4.998) (-) Custo mercadoria e do serviço (358.390) (-) Dividendos distribuídos (94.974) (=) Lucro Operacional Bruto 368.110 (=) saldo no final do período 0 (-) Despesas Operacionais (214.180) (=) Lucro Operacional 153.930 (+) Receita não operacional (-) Despesa não operacional (=) Lucro antes do IR e CS 153.930 (-) Provisão para CS (15.393) (-) Provisão para IR (27.458) (=) Lucro após o IR e CS 111.079 (-) Participações (11.107) (=) Lucro Líquido do exercício 99.972 Disponível em http://julio1976.sites.uol.com.br 47