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SALA DE OPERAÇÕES: MONTAGEM,
CIRCULAÇÃO E DESMONTAGEM
Teresina (PI), março de 2015
 ACADÊMICOS:
 Alzira Silva
 Francisco Lucas Fontes
 Márcio Barros
 Natana Karen
 Waldennia Veloso
 DOCENTE:
 Rosane Santana
 Sala de operação (SO): local
destinado à realização do ato
anestésico-cirúrgico, possuindo
estrutura física padronizada e
regulamentada.
 A SO é fundamental para o
desenvolvimento de atividades no
centro cirúrgico (CC).
 Protocolos de procedimentos
operacionais padrão (POP) são de
suma importância na montagem,
circulação e desmontagem de uma
SO.
 Para que uma cirurgia ocorra de
maneira correta e segura, alguns
cuidados devem ser tomados e
considerados, como: adequação do
espaço físico, vestimenta
apropriada, utilização adequada do
uniforme privativo e de EPIs,
equipamentos em perfeitas
condições de uso, materiais
apropriados à anestesia e à
cirurgia, manuseio correto dos
materiais esterilizados com
técnicas assépticas, controle do
ambiente e do número de pessoas
durante o procedimento.
 Envolve procedimentos realizados com a finalidade de assegurar condições
funcionais e técnicas necessárias ao bom andamento do ato cirúrgico e à
segurança do paciente.
 Procedimento esse, normalmente, realizado pelo circulante da sala.
 O circulante verifica o procedimento programado antes da chegada do
paciente, consulta as informações contidas no aviso de cirurgia, providencia
materiais permanentes e descartáveis, kits cirúrgicos, pacotes de campos,
opas (aventais cirúrgicos esterilizados), compressas, gazes e demais
materiais.
 Os objetivos da efetiva montagem
de uma SO são: proporcionar a
realização do ato anestésico-
cirúrgico com técnica asséptica,
planejar e disponibilizar materiais e
equipamentos necessários e
adequados para a realização da
anestesia e da cirurgia, bem como
adequar os recursos humanos aos
protocolos assistenciais.
 Segundo a ANVISA, são
equipamentos básicos de uma SO:
 Mesa cirúrgica
 Foco central e focos acessórios
 Duas mesas de instrumentação
 Duas mesas auxiliares
 Um equipamento de anestesia
 Um bisturi elétrico
 Dois hampers
 Dois baldes para lixo
 Um coletor para materiais
perfurocortantes
 Instalações elétricas
 Instalações hidráulicas
 Saídas de gases medicinais
 Sistema de ventilação com ar-
condicionado centralizado
 A SOBECC recomenda que a
montagem da SO siga protocolos
supervisionados pelo enfermeiro,
com lista de materiais,
equipamentos, artigos e
particularidades.
 Os procedimentos e as atividades realizadas pelo
circulante de sala, antes, durante e após o ato
cirúrgico, têm como finalidade propiciar condições
funcionais e técnicas necessárias ao
desenvolvimento do procedimento.
 ALGUMAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELO CIRCULANTE:
 Verificar a sua escala de atividades, confirmando a SO sob sua responsabilidade e
se existe alguma informação importante ou adicional.
 Ler o aviso de cirurgia, confirmando os materiais específicos e os equipamentos
solicitados pela equipe médica.
 Verificar o nome e a idade do paciente, o horário da cirurgia, a equipe cirúrgica e o
anestesiologista escalado, bem como o tipo de anestesia e tempo estimado.
 Realizar limpeza preparatória da SO, juntamente com o profissional do serviço de
higiene.
 Verificar as condições de limpeza da SO e dos equipamentos. Checar também
tomadas e equipamentos fixos e móveis, como foco de luz e mesa cirúrgica.
 Trazer para a SO todo material necessário.
 Providenciar equipamentos específicos necessários a cada tipo de intervenção e os
solicitados pela equipe no aviso de cirurgia.
 Garantir que os lavabos contenham escovas descartáveis esterilizadas, sabão
líquido e antisséptico adequado para a degermação e lavagem das mãos.
 Providenciar bancos, suportes de soro, braçadeiras, arcos, hampers, mesas para o
instrumental, mesas acessórias, além de extensões elétricas.
 Checar a integridade das embalagens e a validade dos materiais.
 Verificar e montar o carro de anestesia, seguindo os POP da instituição.
 ALGUMAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELO CIRCULANTE:
 Providenciar os impressos necessários, como ficha de anestesia, folha de débito
(ou gasto), ficha de descrição cirúrgica, requisição de exames laboratoriais, etc.
 Disponibilizar os artigos em mesas auxiliares, de acordo com a anestesia a ser
realizada (geral ou bloqueio).
 Disponibilizar material para ventilação e intubação de vias aéreas difíceis.
 ALGUMAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELO CIRCULANTE:
 A circulação de SO é realizada de
acordo com a evolução do ato
anestésico-cirúrgico e dos tempos
cirúrgicos.
 Também é levado em conta a
especificidade do procedimento, as
condições clínicas e a gravidade da
patologia cirúrgica do paciente.
 A circulação da SO é atividade
privativa da equipe de Enfermagem,
em geral realizada pelo técnico ou
pelo auxiliar de Enfermagem, sob
comando e supervisão direta do
enfermeiro.
 A SOBECC recomenda que em
grandes cirurgias, a circulação deva
ser também realizada pelo
enfermeiro, além do técnico ou
auxiliar.
 Em cirurgias complexas
(transplantes, cardíacas,
neurológicas, ortopédicas,
robóticas) também pode haver
necessidade de dois circulantes de
sala e do enfermeiro assistencial.
 Os profissionais que realizam a
circulação devem ter conhecimento
científico específico e treinamento
adequado.
 A SOBECC possui 61
recomendações para circulação em
SO. Citaremos algumas nos próximos
slides...
 RECOMENDAÇÕES PARA CIRCULAÇÃO EM SO:
 Conduzir o paciente à SO, em maca própria, com os devidos cuidados com sondas,
drenos e cateteres.
 Receber o paciente na SO, apresentar-se e conferir sua identificação.
 Confirmar os dados do prontuário, verificar pulseira de identificação, confirmar o
jejum e verificar se o paciente retirou adornos, próteses e órteses.
 Colocar o paciente em decúbito dorsal horizontal, mantendo o alinhamento corporal e
em posição anatômica.
 Auxiliar na monitorização do paciente, instalando oxímetro de pulso, monitor
cardíaco, aparelho de pressão não invasivo, termômetro.
 Colaborar com o anestesiologista na punção de AVP ou AVC, na infusão venosa, na
indução anestésica e no fornecimento de materiais.
 Auxiliar na oxigenação do paciente, antes da indução anestésica, por meio da
colocação de máscara de O2.
 Realizar a primeira fase da lista de verificação de segurança em cirurgia antes da
indução anestésica (sign in).
 Manter-se atento às etapas da anestesia, atuando em consonância com o
anestesiologista.
 Manter o paciente aquecido com os acessórios disponíveis, preferencialmente manta
térmica.
 Auxiliar a equipe na paramentação cirúrgica.
 Iniciar a abertura dos pacotes em sequência lógica, com técnica asséptica.
 RECOMENDAÇÕES PARA CIRCULAÇÃO EM SO:
 Ajustar focos de luz sobre o campo operatório.
 Aproximar os hampers e os lixos da equipe, para o desprezo de compressas, gazes,
embalagens, etc.
 Aproximar do cirurgião bancos e pedais dos equipamentos.
 Realizar a segunda fase da lista de verificação de segurança em cirurgia antes da
incisão cirúrgica (timeout).
 Realizar contagem das compressas, agulhas e gazes utilizadas nas cirurgias com
abertura de cavidades.
 Manter a sala em ordem após o início da cirurgia e ao longo de todo o procedimento.
 Evitar sair da sala durante o processo anestésico-cirúrgico.
 RECOMENDAÇÕES PARA CIRCULAÇÃO EM SO:
 Evitar aberturas desnecessárias da porta da SO, a fim de evitar a penetração de
particular presentes no corredor.
 Manter certa distância da mesa do instrumentador, a fim de não atrapalhá-lo e/ou
confundi-lo.
 Realizar a terceira e última fase da lista de verificação de segurança em cirurgia antes
da saída do paciente da SO (sign out).
 Solicitar ajuda de outro profissional quando for transportar equipamentos pesados e
de alto valor.
 Retirar campos e instrumentos cirúrgicos que estejam sobre o paciente, utilizando
sempre EPIs.
 Remover excesso de antisséptico, sangue e secreções da pele do paciente.
 RECOMENDAÇÕES PARA CIRCULAÇÃO EM SO:
 Vestir a camisola no paciente e cobri-lo com lençóis e cobertores.
 Organizar o prontuário com impressos, pertences e exames e encaminhá-lo,
juntamente com o paciente.
 Auxiliar no processo de transporte do paciente para a SRPA.
 Passar o plantão para a equipe de Enfermagem da SRPA.
 Retornar à SO, a fim de iniciar a desmontagem.
 RECOMENDAÇÕES PARA CIRCULAÇÃO EM SO:
 Consiste na retirada de materiais e
equipamentos utilizados no
procedimento, bem como dos que
não foram utilizados.
 Giro de sala: equipe (auxiliares de
Enfermagem) responsável pela
retirada e pelo encaminhamento de
todo o material e equipamento ao
final de um procedimento, bem
como a limpeza concorrente da SO.
 A proposta do “giro de sala” reduz
consideravelmente o tempo de
espera entre o término de uma
cirurgia e o início de outra na
mesma SO, auxiliando também no
desempenho do circulante.
 O “giro de sala” é algo ainda em
expansão no Brasil.
 RECOMENDAÇÕES PARA DESMONTAGEM DA SO:
 Reunir em um carro limpo, produtos e instrumentais não utilizados para devolução
ao local destinado à sua guarda.
 Seguir rotina de desmontagem e limpeza da SO determinada pela instituição.
 Descartar o material perfurocortante em recipiente rígido específico.
 Reunir e retirar os instrumentais da mesa, acondicionando-os na caixa em que
vieram e observando sua integridade e seu número de identificação.
 Agrupar as peças de aço inoxidável, assim como instrumentais avulsos.
 Revisar e desprezar os campos e os lençóis sujos em hampers após contagem dos
instrumentais.
 RECOMENDAÇÕES PARA DESMONTAGEM DA SO:
 Acondicionar os materiais e/ou instrumentais sujos, encaminhando-os para o
expurgo da CME.
 Remover da sala equipamentos que não serão utilizados na cirurgia seguinte.
 Informar aos profissionais do serviço de higiene sobre a necessidade da retirada do
lixo, da troca dos sacos plásticos e da limpeza do chão.
 Proceder a limpeza concorrente e à montagem do próximo procedimento.
 A montagem da SO é imprescindível para o bom andamento do procedimento
anestésico-cirúrgico. É também, uma forma de o enfermeiro estabelecer e
quantificar os indicadores de qualidade assistenciais.
 A circulação da SO envolve conhecimentos especiais da equipe de
Enfermagem sobre técnicas assépticas, espaço físico, manuseio de
materiais/equipamentos e assistência ao paciente e equipe cirúrgica.
 A desmontagem da SO também proporciona condições de atendimento ideal ao
paciente cirúrgico, de moro a remover os itens após o término de cada
procedimento e deixar a sala limpa e organizada para receber o próximo
paciente.
Montagem, circulação e desmontagem de uma sala de operação (SO) - No Caminho da Enfermagem - Lucas Fontes

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Montagem, circulação e desmontagem de uma sala de operação (SO) - No Caminho da Enfermagem - Lucas Fontes

  • 1. SALA DE OPERAÇÕES: MONTAGEM, CIRCULAÇÃO E DESMONTAGEM Teresina (PI), março de 2015
  • 2.  ACADÊMICOS:  Alzira Silva  Francisco Lucas Fontes  Márcio Barros  Natana Karen  Waldennia Veloso  DOCENTE:  Rosane Santana
  • 3.  Sala de operação (SO): local destinado à realização do ato anestésico-cirúrgico, possuindo estrutura física padronizada e regulamentada.  A SO é fundamental para o desenvolvimento de atividades no centro cirúrgico (CC).  Protocolos de procedimentos operacionais padrão (POP) são de suma importância na montagem, circulação e desmontagem de uma SO.  Para que uma cirurgia ocorra de maneira correta e segura, alguns cuidados devem ser tomados e considerados, como: adequação do espaço físico, vestimenta apropriada, utilização adequada do uniforme privativo e de EPIs, equipamentos em perfeitas condições de uso, materiais apropriados à anestesia e à cirurgia, manuseio correto dos materiais esterilizados com técnicas assépticas, controle do ambiente e do número de pessoas durante o procedimento.
  • 4.  Envolve procedimentos realizados com a finalidade de assegurar condições funcionais e técnicas necessárias ao bom andamento do ato cirúrgico e à segurança do paciente.  Procedimento esse, normalmente, realizado pelo circulante da sala.  O circulante verifica o procedimento programado antes da chegada do paciente, consulta as informações contidas no aviso de cirurgia, providencia materiais permanentes e descartáveis, kits cirúrgicos, pacotes de campos, opas (aventais cirúrgicos esterilizados), compressas, gazes e demais materiais.
  • 5.  Os objetivos da efetiva montagem de uma SO são: proporcionar a realização do ato anestésico- cirúrgico com técnica asséptica, planejar e disponibilizar materiais e equipamentos necessários e adequados para a realização da anestesia e da cirurgia, bem como adequar os recursos humanos aos protocolos assistenciais.
  • 6.  Segundo a ANVISA, são equipamentos básicos de uma SO:  Mesa cirúrgica  Foco central e focos acessórios  Duas mesas de instrumentação  Duas mesas auxiliares  Um equipamento de anestesia  Um bisturi elétrico  Dois hampers  Dois baldes para lixo  Um coletor para materiais perfurocortantes  Instalações elétricas  Instalações hidráulicas  Saídas de gases medicinais  Sistema de ventilação com ar- condicionado centralizado
  • 7.  A SOBECC recomenda que a montagem da SO siga protocolos supervisionados pelo enfermeiro, com lista de materiais, equipamentos, artigos e particularidades.  Os procedimentos e as atividades realizadas pelo circulante de sala, antes, durante e após o ato cirúrgico, têm como finalidade propiciar condições funcionais e técnicas necessárias ao desenvolvimento do procedimento.
  • 8.  ALGUMAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELO CIRCULANTE:  Verificar a sua escala de atividades, confirmando a SO sob sua responsabilidade e se existe alguma informação importante ou adicional.  Ler o aviso de cirurgia, confirmando os materiais específicos e os equipamentos solicitados pela equipe médica.  Verificar o nome e a idade do paciente, o horário da cirurgia, a equipe cirúrgica e o anestesiologista escalado, bem como o tipo de anestesia e tempo estimado.  Realizar limpeza preparatória da SO, juntamente com o profissional do serviço de higiene.  Verificar as condições de limpeza da SO e dos equipamentos. Checar também tomadas e equipamentos fixos e móveis, como foco de luz e mesa cirúrgica.
  • 9.  Trazer para a SO todo material necessário.  Providenciar equipamentos específicos necessários a cada tipo de intervenção e os solicitados pela equipe no aviso de cirurgia.  Garantir que os lavabos contenham escovas descartáveis esterilizadas, sabão líquido e antisséptico adequado para a degermação e lavagem das mãos.  Providenciar bancos, suportes de soro, braçadeiras, arcos, hampers, mesas para o instrumental, mesas acessórias, além de extensões elétricas.  Checar a integridade das embalagens e a validade dos materiais.  Verificar e montar o carro de anestesia, seguindo os POP da instituição.  ALGUMAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELO CIRCULANTE:
  • 10.  Providenciar os impressos necessários, como ficha de anestesia, folha de débito (ou gasto), ficha de descrição cirúrgica, requisição de exames laboratoriais, etc.  Disponibilizar os artigos em mesas auxiliares, de acordo com a anestesia a ser realizada (geral ou bloqueio).  Disponibilizar material para ventilação e intubação de vias aéreas difíceis.  ALGUMAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELO CIRCULANTE:
  • 11.  A circulação de SO é realizada de acordo com a evolução do ato anestésico-cirúrgico e dos tempos cirúrgicos.  Também é levado em conta a especificidade do procedimento, as condições clínicas e a gravidade da patologia cirúrgica do paciente.  A circulação da SO é atividade privativa da equipe de Enfermagem, em geral realizada pelo técnico ou pelo auxiliar de Enfermagem, sob comando e supervisão direta do enfermeiro.  A SOBECC recomenda que em grandes cirurgias, a circulação deva ser também realizada pelo enfermeiro, além do técnico ou auxiliar.
  • 12.  Em cirurgias complexas (transplantes, cardíacas, neurológicas, ortopédicas, robóticas) também pode haver necessidade de dois circulantes de sala e do enfermeiro assistencial.  Os profissionais que realizam a circulação devem ter conhecimento científico específico e treinamento adequado.  A SOBECC possui 61 recomendações para circulação em SO. Citaremos algumas nos próximos slides...
  • 13.  RECOMENDAÇÕES PARA CIRCULAÇÃO EM SO:  Conduzir o paciente à SO, em maca própria, com os devidos cuidados com sondas, drenos e cateteres.  Receber o paciente na SO, apresentar-se e conferir sua identificação.  Confirmar os dados do prontuário, verificar pulseira de identificação, confirmar o jejum e verificar se o paciente retirou adornos, próteses e órteses.  Colocar o paciente em decúbito dorsal horizontal, mantendo o alinhamento corporal e em posição anatômica.  Auxiliar na monitorização do paciente, instalando oxímetro de pulso, monitor cardíaco, aparelho de pressão não invasivo, termômetro.  Colaborar com o anestesiologista na punção de AVP ou AVC, na infusão venosa, na indução anestésica e no fornecimento de materiais.
  • 14.  Auxiliar na oxigenação do paciente, antes da indução anestésica, por meio da colocação de máscara de O2.  Realizar a primeira fase da lista de verificação de segurança em cirurgia antes da indução anestésica (sign in).  Manter-se atento às etapas da anestesia, atuando em consonância com o anestesiologista.  Manter o paciente aquecido com os acessórios disponíveis, preferencialmente manta térmica.  Auxiliar a equipe na paramentação cirúrgica.  Iniciar a abertura dos pacotes em sequência lógica, com técnica asséptica.  RECOMENDAÇÕES PARA CIRCULAÇÃO EM SO:
  • 15.  Ajustar focos de luz sobre o campo operatório.  Aproximar os hampers e os lixos da equipe, para o desprezo de compressas, gazes, embalagens, etc.  Aproximar do cirurgião bancos e pedais dos equipamentos.  Realizar a segunda fase da lista de verificação de segurança em cirurgia antes da incisão cirúrgica (timeout).  Realizar contagem das compressas, agulhas e gazes utilizadas nas cirurgias com abertura de cavidades.  Manter a sala em ordem após o início da cirurgia e ao longo de todo o procedimento.  Evitar sair da sala durante o processo anestésico-cirúrgico.  RECOMENDAÇÕES PARA CIRCULAÇÃO EM SO:
  • 16.  Evitar aberturas desnecessárias da porta da SO, a fim de evitar a penetração de particular presentes no corredor.  Manter certa distância da mesa do instrumentador, a fim de não atrapalhá-lo e/ou confundi-lo.  Realizar a terceira e última fase da lista de verificação de segurança em cirurgia antes da saída do paciente da SO (sign out).  Solicitar ajuda de outro profissional quando for transportar equipamentos pesados e de alto valor.  Retirar campos e instrumentos cirúrgicos que estejam sobre o paciente, utilizando sempre EPIs.  Remover excesso de antisséptico, sangue e secreções da pele do paciente.  RECOMENDAÇÕES PARA CIRCULAÇÃO EM SO:
  • 17.  Vestir a camisola no paciente e cobri-lo com lençóis e cobertores.  Organizar o prontuário com impressos, pertences e exames e encaminhá-lo, juntamente com o paciente.  Auxiliar no processo de transporte do paciente para a SRPA.  Passar o plantão para a equipe de Enfermagem da SRPA.  Retornar à SO, a fim de iniciar a desmontagem.  RECOMENDAÇÕES PARA CIRCULAÇÃO EM SO:
  • 18.  Consiste na retirada de materiais e equipamentos utilizados no procedimento, bem como dos que não foram utilizados.  Giro de sala: equipe (auxiliares de Enfermagem) responsável pela retirada e pelo encaminhamento de todo o material e equipamento ao final de um procedimento, bem como a limpeza concorrente da SO.  A proposta do “giro de sala” reduz consideravelmente o tempo de espera entre o término de uma cirurgia e o início de outra na mesma SO, auxiliando também no desempenho do circulante.  O “giro de sala” é algo ainda em expansão no Brasil.
  • 19.  RECOMENDAÇÕES PARA DESMONTAGEM DA SO:  Reunir em um carro limpo, produtos e instrumentais não utilizados para devolução ao local destinado à sua guarda.  Seguir rotina de desmontagem e limpeza da SO determinada pela instituição.  Descartar o material perfurocortante em recipiente rígido específico.  Reunir e retirar os instrumentais da mesa, acondicionando-os na caixa em que vieram e observando sua integridade e seu número de identificação.  Agrupar as peças de aço inoxidável, assim como instrumentais avulsos.  Revisar e desprezar os campos e os lençóis sujos em hampers após contagem dos instrumentais.
  • 20.  RECOMENDAÇÕES PARA DESMONTAGEM DA SO:  Acondicionar os materiais e/ou instrumentais sujos, encaminhando-os para o expurgo da CME.  Remover da sala equipamentos que não serão utilizados na cirurgia seguinte.  Informar aos profissionais do serviço de higiene sobre a necessidade da retirada do lixo, da troca dos sacos plásticos e da limpeza do chão.  Proceder a limpeza concorrente e à montagem do próximo procedimento.
  • 21.  A montagem da SO é imprescindível para o bom andamento do procedimento anestésico-cirúrgico. É também, uma forma de o enfermeiro estabelecer e quantificar os indicadores de qualidade assistenciais.  A circulação da SO envolve conhecimentos especiais da equipe de Enfermagem sobre técnicas assépticas, espaço físico, manuseio de materiais/equipamentos e assistência ao paciente e equipe cirúrgica.  A desmontagem da SO também proporciona condições de atendimento ideal ao paciente cirúrgico, de moro a remover os itens após o término de cada procedimento e deixar a sala limpa e organizada para receber o próximo paciente.