PSICÓLOGOS QUE MUDARAM A HISTÓRIA
Nasceu em 1896, em Neuchâtel, Suiça. Estudou Química, Geologia, Biologia, Matemática, Filosofia, Lógica e Epistemologia. Dedicou-se à psicologia e à psiquiatria.  A observação do desenvolvimento dos filhos permitiu-lhe ter material necessário para as suas primeiras obras e a sua teoria do desenvolvimento cognitivo. Em 1923 publica o seu primeiro livro de psicologia, “A linguagem e o Pensamento na Criança”. Escreveu mais de 50 livros e 500 artigos sobre o desenvolvimento intelectual da criança. Morreu com 85 anos, em Genebra. Jean Piaget
Posição interaccionista O sujeito é um elemento activo no processo de conhecer. Conhecimento  depende Estruturas inatas do sujeito Dados provenientes do meio
 
Construção  progressiva ao  longo do tempo, por estádios. Estruturas mentais organizadas que envolve diferentes mecanismos.
Esquema: acções fundamentais do conhecimento, físicas ou mentais. Adaptação: modificação dos comportamentos que permitem o equilíbrio das relações entre o meio e o organismo. Assimilação: incorporação dos dados  exteriores aos esquemas mentais. Acomodação: transformação dos esquemas mentais. Equilibração:  entre assimilação e acomodação permite a construção da inteligência
Sujeito Meio ASSIMILAÇÃO Sujeito Meio ACOMODAÇÃO
Estádio sensoriomotor; (do nascimento até aos 2 anos) Estádio pré-operatório; (dos 2 aos 6/7 anos) Estádio das operações concretas; (dos 6/7 aos 11/12 anos) Estádio das operações formais (dos 11/12 aos 16 anos)
Inteligência sensorial e motora. Objecto permanente/ permanência do objecto A criança procura um objecto escondido porque tem noção de que o objecto continua a existir mesmo quando não o vê. Filme
Função simbólica – capacidade de representar mentalmente objectos ou acontecimentos que não ocorreram no presente, através de símbolos.  Os objectos passam a representar o que a criança deseja.
Pensamento intuitivo E gocentrismo – a criança não compreende que existem outras perspectivas diferentes da sua.
Egocentrismo ultrapassado. Pensamento lógico. Operações mentais concretas. Conservação da matéria . Desenvolve os conceitos de espaço, tempo, numero e lógica.
Pensamento abstracto, lógico e formal. Coloca mentalmente as hipóteses, deduzindo as consequências  RACIONCÍNIO HIPOTÉTICO-DEDUTIVO Egocentrismo intelectual – considera que através do seu pensamento pode resolver todos os problemas e que as suas ideias/convicções são as melhores.
Wundt Médico, psicólogo e filosofo nascido em 1832 na Alemanha É considerado um dos fundadores da psicologia moderna experimental Criou o 1º laboratório de psicologia em 1873
A consciência Wundt tinha a convicção de que a consciência era constituída por várias partes distintas e que se deveria recorrer à analise dos elementos mais simples. Para Wundt a consciência tinha um papel activo na organização do seu próprio conteúdo  A curiosidade de Wundt residia exactamente nesse processo activo de organização , e foi essa mesma curiosidade que o levou ao estudo da consciência A metodologia seguida por Wundt  foi partir dos elementos básicos dos processos conscientes , perceber o modo como esses elementos eram organizados e sintetizados em experiências mentais mais complexas e determinar as leis que orientavam este processo.
As sensações e os sentimentos Os elementos simples que constituíam a consciência eram as  sensações e os sentimentos. As sensações ocorrem sempre que um órgão dos sentidos é estimulado e a informação enviada para o cérebro .Wundt acreditava que era possível estudar rigorosamente a sensação estabelecendo a sua intensidade, modalidade e duração. Já o sentimento é a parte subjectiva da sensação, são as qualidades que acompanham as sensações. Que fazem delas boas ou más. Para comprovar a sua teoria fez a experiência de ouvir  um metrónomo , constatando que alguns ritmos lhe davam uma sensação de prazer maior que outros. Wundt (sentado) no seu laboratório na Universidade de Leipzig
Metodologia de investigação Introspecção controlada:  só o sujeito que vive a experiência é que pode descrevê-la fazendo uma auto-análise dos seus estados psicológicos emcondições experimentais. Condições experimentais: - Os observadores treinados eram alunos ou psicólogos que trabalhavam com ele; - Antes de se submeterem á introspecção controlada teriam de realizar cerca de 10 000 auto-análises individuais  A introspecção era uma  percepção interna  que dava a conhecer os elementos básicos que constituíam a consciência de modo a conhece-la melhor. Porém a introspecção controlada sé dava a conhecer os elementos básicos da consciência, como as sensações e as percepções, pois os processos complexos como a memória não poderiam ser estudados experimentalmente pois tinha-se de recorrer a metodologias qualitativas
Conclusão   Wundt procurou autonomizar a psicologia da filosofia. Para isso definiu um objecto (a consciência) e um método de investigação (introspecção controlada) com a finalidade de dar estatuto de ciência à psicologia. Procurou desenvolver uma teoria sobre a natureza da mente humana que conjugasse a componente biológica com a social, o mundo interno com o externo. Wundt (no centro) no papel de sujeito experimental
António Damásio Nasceu em 1944 Licenciou-se e fez o doutoramento em Neurologia na Universidade de Lisboa Começou a desenvolver as suas pesquisas no Centro de Estudos Egas Moniz Vai para os Estados Unidos como investigador do Centro de Pesquisas da Afasia de Boston Integra na Universidade de lowa  dirigindo o Departamento de Neurologia do Comportamento e Neurociência  Cognitiva e o Centro de Investigação da Doença de Alzheimer desta universidade Escreve “O Erro de Descartes,  O Sentimento de Si e Ao Encontro de Espinosa”
Metodologia de Investigação É o estudo do comportamento de muitos dos seus doentes, com lesões cerebrais, que o leva a colocar um conjunto de hipóteses inovadoras relativamente ao funcionamento do cérebro Juntamente com a sua mulher, Hanna Damásio, e uma equipa de investigadores, desenvolveu trabalhos de pesquisa que o levam a analisar as consequências no comportamento de uma lesão nos lobos pré-frontais decorrente de um acidente ocorrido em 1848  O cérebro de  Phineas Gage  foi atravessado por uma barra de ferro, o que afectou a parte frontal do cérebro. Sobreviveu sendo que o seu comportamento se modificou: ele que costumava ser um homem calmo começou a ser agressivo
António Damásio procura então compreender a mente a partir do funcionamento do cérebro, rejeitando o dualismo corpo-mente, afirmando que a mente é uma produção do cérebro  Para Damásio, assim como os nossos sentidos nos dão a conhecer o mundo exterior através de processos de activação nervosa, as  emoções são padrões de activação nervosa  que correspondem a estados do nosso mundo interior
Se vemos um cão com um ar feroz aproximar-se, esta imagem vai activar o sistema nervoso simpático:  o ritmo cardíaco acelera a respiração fica mais rápida a tensão muscular aumenta Estas modificações corporais correspondem a uma  emoção a que chamamos medo . O nosso cérebro regista esta informação, que pode vir a ser utilizada mais tarde. As emoções são, portanto, representações cognitivas de estados corporais. Este mecanismo leva Damásio a encarar o organismo como uma totalidade em constante interacção com os meios exterior e interior: o corpo, o cérebro e a mente agem em conjunto porque são uma realidade única
Damásio, desenvolve assim o conceito de  marcador somático Quando vemos o cão, o estado corporal de medo que provocou como resposta ficou registado, marcado. É criada, assim, uma representação cognitiva que inclui duas informações:  A informação que resulta da percepção  externa  (o cão com ar feroz)  A informação emocional  interna  (o medo face ao cão).  Ficam então associadas na nossa memória as duas informações que serão utilizadas numa situação semelhante. Assim as  emoções possuem um valor adaptativo  ; permitem-nos avaliar o meio, as situações e agirmos de forma adaptativa. A decisão implica então uma avaliação do mundo que é acompanhada pelas emoções e sentimentos.
“ A emoção e o sentimento desempenham um papel no raciocínio e esse papel é geralmente benéfico. Quando o papel é benéfico, a presença da emoção e do sentimento é indispensável.  (…) Dou especial valor às emoções e aos sentimentos ligados às consequências futuras das decisões  visto que eles constituem uma antecipação da consequência das acções, uma espécie de previsão do futuro. (…) É importante notar que o sinal emocional não é um substituto do raciocínio. O sinal emocional tem um papel auxiliar. Aumenta a eficiência do raciocínio e aumenta também a sua rapidez. Em certos casos, o sinal emocional pode tornar o processo de raciocínio supérfluo, o que acontece quando rejeitamos decididamente uma escolha que levaria por certo a uma catástrofe, ou quando, pelo contrário, fazemos uma escolha vantajosa cuja probabilidade de sucesso é extremamente alta.” As emoções e os sentimentos estão então intimamente relacionados com a razão, são os  alicerces da mente : integram os processos cognitivos e a capacidade de decidir, bem como a consciência de si próprio.
Distinção entre emoções e sentimentos “ Surgem quando tomamos consciência dessas ‘emoções’ corporais, quando estas são transferidas para certas zonas do cérebro onde são codificadas sob a forma de actividade neuronal.” Sentimento “ A emoção é um conjunto de reacções corporais (algumas muito complexas) face a certos estímulos.  A partir do  momento em que sentimos medo, o ritmo cardíaco acelera-se, a boca seca, a pele empalidece, os músculos contraem-se. Tais reacções são automáticas e inconscientes.” Emoção
O inconsciente Para a compreensão  do ser humano, tem de se admitir a existência do inconsciente e não apenas  fazer uma análise e introspecção da parte consciente de cada um A análise de desejos, pulsões, tendências e recordações são fundamentais no estudo dos comportamentos humanos. Divã de Freud
Conclusão:  A afirmação de que  o cérebro e a mente constituem uma realidade una e a forma como as emoções e os sentimentos passaram a ser encarados constituem-se como elementos fundamentais da psicologia actual.  A afirmação  da base biológica da mente e o papel das emoções e dos sentimentos nos processos cognitivos, como a resolução de problemas e as tomadas de decisão, perspectivam de uma forma inovadora as grandes questões da psicologia. Ultrapassa, assim, as dicotomias mente-corpo, razão-emoção. Vídeo António Damásio
Sigmund Freud   Nasce na República Checa. De oito irmãos era o preferido da mãe, o que o faz reconhecer que “ um homem que foi sem dúvida alguma o preferido da sua mãe mantém durante a vida o sentimento de um conquistador e a confiança no êxito que muitas vezes induz à concretização do sucesso”. Aluno excelente forma-se em medicina mas o facto de ser judeu e as dificuldades económicas obrigam-no a exercer neurologia. De 1885 a 1886 estuda em Paris com o professor Jean Charcot, um dos pioneiros da hipnose. Das experiências com Charcot, Freud desenvolve as suas hipóteses do inconsciente e do psiquismo desconhecido. Durante a sua vida dedica-se à escrita, a dar aulas, a consultar pacientes e frequentava conferências. Morre em Londres, em 1939, com 83 anos.
Concepção do psiquismo Primeira tópica   Analogia do iceberg - Consciente corresponde à parte visível; - Inconsciente corresponde à parte submersa Conclusão : O inconsciente é uma zona do psiquismo muito maior por comparação com o consciente, exercendo uma forte influência no comportamento humano. Freud e a psicanálise
  Segunda tópica   id, ego, superego id  :  zona inconsciente, primitiva, instintiva, a partir da qual se formam o ego e o superego.  Rege-se pelo princípio do prazer e não se orienta por normas ou princípios morais, sociais ou lógicos. Ego  : zona fundamentalmente consciente regida por princípios lógicos. Mediador  entre pulsões inconscientes e exigências do mundo real. Superego  : zona do psiquismo que corresponde à interiorização das normas , valores sociais e morais  apreendidos no processo de socialização.
Estádios psicossexuais Estádio oral  : a zona erógena é a boca. O bebé obtém prazer ao mamar e ao levar objectos à boca. Formação do ego. Estádio anal  : a zona erógena é a região anal. A criança obtém prazer pela estimulação do ânus ao reter e expulsar as fezes. Estádio  fálico  : a zona erógena é a região genital. É neste estádio que surge o complexo de Édipo, que consiste na atracção da criança pelo progenitor do sexo oposto e agressividade para com o progenitor do mesmo sexo.
Estádio de latência  : aparente atenuação da actividade sexual. A criança reprime no inconsciente as experiências que a perturbaram no estado fálico. Estádio genital  : zona erógena é a região genital, ocorrendo uma activação da sexualidade e uma reactivação do complexo de Édipo.  Neste estádio a prazer sexual envolve todo o corpo, integrando todas as zonas erógenas.
Metodologia de investigação e exploração do inconsciente Associações livres  : é pedido ao paciente que diga tudo o que sente e pensa, manifestando assim recalcamentos inconscientes que o analista poderá identificar e interpretar. Interpretação dos sonhos  : é pedido ao paciente que relate os seus sonhos, sendo estes encarados como a realização simbólica de desejos recalcados. Cabe então ao analista dar um sentido aos sonhos relatados, interpretando-os. Análise da transferência  : o paciente transfere para o psicanalista os sentimentos de amor/ódio que viveu na infância. Análise dos actos falhados  : o psicanalista procura interpretar os esquecimentos e lapsos do analisado.
CONCLUSÃO:   Freud apresenta então um novo conceito de ser humano, dominado por pulsões de carácter maioritariamente sexual, reduzindo o ser humano a uma fórmula simplista de comportamento estímulo-resposta, encontrando as suas justificações na  consciência  e no  inconsciente  de cada um. Freud e a interpretação dos sonhos
Nasceu em 1878, na Carolina do Sul A mãe, muito religiosa, pretendia que o filho fosse pastor da igreja baptista; o pai, alcoólico e violento, abandona a família quando Watson tem 13 anos Na escola não ultrapassa um rendimento escolar médio Estudou na Universidade de Chicago, onde faz uma pós-graduação em Filosofia Em 1908, vai leccionar Psicologia Animal para a Universidade John Hopkins e, um ano depois, dirige a influente revista  Psychological Review Em 1913, publica um artigo considerado o texto fundador da nova corrente em psicologia: o behaviorismo ou comportamentalismo Trabalhou para um agência de publicidade onde aplicou os seus estudos Morre em 1958, em Nova Iorque
Declara a necessidade  da psicologia se constituir como ciência autónoma e objectiva, uma ciência natural e experimental Afirma que a Psicologia não pode ter como objecto o estudo da mente e da consciência "Creio ser possível criar uma psicologia (..) jamais usando os termos consciência, estados mentais, mente, conteúdo, verificável por introspecção, imagem e outros afins (...) A definição pode ser feita em termos de estímulo e resposta, formação de hábitos, integração de hábitos e outros."
A sua concepção baseia-se na relação estímulo-resposta Desta forma, para ter o estatuto de ciência rigorosa e objectiva, a psicologia terá de definir como objecto de estudo o comportamento O  comportamento  é precisamente a resposta (R) de um indivíduo a um estímulo (E) ou a um conjunto de estímulos do meio ambiente (situação) Estímulo Resposta Meio Esta corrente passa a designar-se por  behaviorismo ,  comportamentalismo  ou  condutismo O objectivo desta corrente é então estabelecer as relações entre estímulos e respostas, que tanto se aplica em humanos como nos outros animais
Uma ideia central do behaviorismo decorre da sua concepção de ser humano: uma página em branco inicial que o meio e a educação vão moldar Os comportamentos são, portanto, aprendizagens condicionadas pelo meio onde nos encontramos inseridos O ser humano reage aos estímulos exteriores em função dos reflexos condicionados que adquiriu Rejeita qualquer ideia de transmissão hereditária de uma aptidão ou qualidade de carácter:"O homem não nasce, constrói-se" ” Dêem-me uma dúzia de crianças sadias, bem constituídas, e a espécie de mundo que preciso para as educai, e eu garanto que, tomando qualquer uma delas ao acaso, prepará-la-ei para se tornar um especialista que eu seleccione: um médico, um comerciante, um advogado e, sim, até um pedinte ou ladrão, independentemente dos seus talentos, inclinações, tendências, aptidões, assim como da profissão e da raça dos seus ancestrais.” Pequeno Albert
Na psicologia decompõe-se o comportamento nos seus elementos para serem explicados de modo objectivo e rigoroso. Para esse efeito, recorre ao método experimental, seguindo os requisitos desta metodologia:  Definição de uma amostra da população dividindo-a em dois grupos Grupo experimental Faz variar o factor que considera responsável pelo comportamento (variável independente).  Grupo de controlo  Não há qualquer intervenção O comportamento dos dois grupos é depois comparado. Se se concluir que a variável que se manipulou modifica o comportamento, e depois de confirmado por outras experiências, faz-se a  generalização  para a população.
Rompe com as concepções dominantes na época e adopta um modelo de investigação e de interpretação que visa dotar a psicologia com o estatuto de ciência objectiva.  No entanto, a sua nova concepção de comportamento humano é simplista e, portanto, limitada Afastou do estudo da psicologia os processos mentais e os comportamentos mais complexos , por decompor  o objecto de estudo nas suas componentes mais simples As concepções de Watson serão retomadas por Hull e por Skinner  Novos modelos explicativos, protagonizados pela psicologia cognitiva, vão pôr em causa o reducionismo behaviorista Ao considerar que o ser humano é resultado de processos de aprendizagem, deu grande ênfase à influência do meio, à prevalência dos factores adquiridos sobre os factores inatos
A psicologia hoje A preocupação com a explicação do que se passa no  mundo e no interior  de cada um de nós preocupa os seres humanos desde tempo imemoriais.
A psicologia que emerge nos finais do séc. XIX apresenta-se como a área do saber que procura desvendar a  mente humana.  Uma reflexão fundamentada é iniciada por Wundt.  Wilhelm Maximilian Wundt  (1832 - 1920)
A procura do rigor e objectividade que assegurasse o estatuto de ciência à psicologia leva Watson a abandonar o estatuto da mente. Watson dirige as suas preocupações para o comportamento humano expresso em respostas a estímulos.  John Watson (1878 – 1958)
A mente reveste, com Freud, aspectos até então desconhecidos: são os  conflitos internos da mente , que têm origem no  inconsciente , o centro de reflexão do fundador da  psicanálise .  Na década de 60, passa a vigorar uma concepção de mente que encontra no funcionamento do computador o seu modelo: as formas com as informações são recolhidas e processadas. O  cérebro é o centro processador.
Cognitivismo   Os processos cognitivos: Percepção; Linguagem; Resolução de problemas (entre outros) Motor do comportamento. A corrente que defendeu esta perspectiva –  cognitivismo  – foi dominante durante mais de uma década.  Jerome Bruner é um dos impulsionadores do cognitivismo, que corresponde a uma ruptura com o behaviorismo e um regresso à mente.  Jerome Bruner (nasceu em 1915)
Jerome Bruner Nasceu em 1915 em Nova Iorque Graduou-se na Universidade de Duke e posteriormente em Harvard, onde obteve o título de doutor em Psicologia Ensinou e fez investigação, também, na New School for Social Research  Possui doutoramentos “honoris causa” pelas Universidades de Yale, Columbia, Sorbonne, Berlim e Roma, entre outras    Possui uma obra muito diversificada e traduzida na área da educação, pedagogia e psicologia.
Bruner  Defende que a cognição é fundamentalmente uma criação de  significados : o ser humano é um ser intencional.  Os processos mentais decorrem de um sujeito situado que atribui sentido e significado às relações que estabelece nas múltiplas situações, contextos e interacções.  Bruner desenvolve uma psicologia cultural, dado considerar que o desenvolvimento cognitivo está profundamente relacionado com a cultura.  O ser humano constrói os significados na sua relação com os grupos, com a cultura a que pertence.  Psicologia
Identidade pessoal Bruner compreende que a relação que se estabelece com o mundo não é uma mera relação de apreensão do real físico ou social. Os seres humanos  constroem significados  para as suas experiências.  Cada um de nós produz e partilha várias narrativas que dão sentido e coerência ao que acontece e às relações que estabelecemos com os outros. As narrativas fazer parte integrante da nossa identidade pessoal.
Fim   Trabalho realizado por: Bernardo Mendes Carolina Almeida João Magalhães Mafalda Ramos Mariana Santos Sílvia Pimenta

Concepções da mente

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    Nasceu em 1896,em Neuchâtel, Suiça. Estudou Química, Geologia, Biologia, Matemática, Filosofia, Lógica e Epistemologia. Dedicou-se à psicologia e à psiquiatria. A observação do desenvolvimento dos filhos permitiu-lhe ter material necessário para as suas primeiras obras e a sua teoria do desenvolvimento cognitivo. Em 1923 publica o seu primeiro livro de psicologia, “A linguagem e o Pensamento na Criança”. Escreveu mais de 50 livros e 500 artigos sobre o desenvolvimento intelectual da criança. Morreu com 85 anos, em Genebra. Jean Piaget
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    Posição interaccionista Osujeito é um elemento activo no processo de conhecer. Conhecimento depende Estruturas inatas do sujeito Dados provenientes do meio
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    Construção progressivaao longo do tempo, por estádios. Estruturas mentais organizadas que envolve diferentes mecanismos.
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    Esquema: acções fundamentaisdo conhecimento, físicas ou mentais. Adaptação: modificação dos comportamentos que permitem o equilíbrio das relações entre o meio e o organismo. Assimilação: incorporação dos dados exteriores aos esquemas mentais. Acomodação: transformação dos esquemas mentais. Equilibração: entre assimilação e acomodação permite a construção da inteligência
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    Sujeito Meio ASSIMILAÇÃOSujeito Meio ACOMODAÇÃO
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    Estádio sensoriomotor; (donascimento até aos 2 anos) Estádio pré-operatório; (dos 2 aos 6/7 anos) Estádio das operações concretas; (dos 6/7 aos 11/12 anos) Estádio das operações formais (dos 11/12 aos 16 anos)
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    Inteligência sensorial emotora. Objecto permanente/ permanência do objecto A criança procura um objecto escondido porque tem noção de que o objecto continua a existir mesmo quando não o vê. Filme
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    Função simbólica –capacidade de representar mentalmente objectos ou acontecimentos que não ocorreram no presente, através de símbolos. Os objectos passam a representar o que a criança deseja.
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    Pensamento intuitivo Egocentrismo – a criança não compreende que existem outras perspectivas diferentes da sua.
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    Egocentrismo ultrapassado. Pensamentológico. Operações mentais concretas. Conservação da matéria . Desenvolve os conceitos de espaço, tempo, numero e lógica.
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    Pensamento abstracto, lógicoe formal. Coloca mentalmente as hipóteses, deduzindo as consequências RACIONCÍNIO HIPOTÉTICO-DEDUTIVO Egocentrismo intelectual – considera que através do seu pensamento pode resolver todos os problemas e que as suas ideias/convicções são as melhores.
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    Wundt Médico, psicólogoe filosofo nascido em 1832 na Alemanha É considerado um dos fundadores da psicologia moderna experimental Criou o 1º laboratório de psicologia em 1873
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    A consciência Wundttinha a convicção de que a consciência era constituída por várias partes distintas e que se deveria recorrer à analise dos elementos mais simples. Para Wundt a consciência tinha um papel activo na organização do seu próprio conteúdo A curiosidade de Wundt residia exactamente nesse processo activo de organização , e foi essa mesma curiosidade que o levou ao estudo da consciência A metodologia seguida por Wundt foi partir dos elementos básicos dos processos conscientes , perceber o modo como esses elementos eram organizados e sintetizados em experiências mentais mais complexas e determinar as leis que orientavam este processo.
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    As sensações eos sentimentos Os elementos simples que constituíam a consciência eram as sensações e os sentimentos. As sensações ocorrem sempre que um órgão dos sentidos é estimulado e a informação enviada para o cérebro .Wundt acreditava que era possível estudar rigorosamente a sensação estabelecendo a sua intensidade, modalidade e duração. Já o sentimento é a parte subjectiva da sensação, são as qualidades que acompanham as sensações. Que fazem delas boas ou más. Para comprovar a sua teoria fez a experiência de ouvir um metrónomo , constatando que alguns ritmos lhe davam uma sensação de prazer maior que outros. Wundt (sentado) no seu laboratório na Universidade de Leipzig
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    Metodologia de investigaçãoIntrospecção controlada: só o sujeito que vive a experiência é que pode descrevê-la fazendo uma auto-análise dos seus estados psicológicos emcondições experimentais. Condições experimentais: - Os observadores treinados eram alunos ou psicólogos que trabalhavam com ele; - Antes de se submeterem á introspecção controlada teriam de realizar cerca de 10 000 auto-análises individuais A introspecção era uma percepção interna que dava a conhecer os elementos básicos que constituíam a consciência de modo a conhece-la melhor. Porém a introspecção controlada sé dava a conhecer os elementos básicos da consciência, como as sensações e as percepções, pois os processos complexos como a memória não poderiam ser estudados experimentalmente pois tinha-se de recorrer a metodologias qualitativas
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    Conclusão Wundt procurou autonomizar a psicologia da filosofia. Para isso definiu um objecto (a consciência) e um método de investigação (introspecção controlada) com a finalidade de dar estatuto de ciência à psicologia. Procurou desenvolver uma teoria sobre a natureza da mente humana que conjugasse a componente biológica com a social, o mundo interno com o externo. Wundt (no centro) no papel de sujeito experimental
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    António Damásio Nasceuem 1944 Licenciou-se e fez o doutoramento em Neurologia na Universidade de Lisboa Começou a desenvolver as suas pesquisas no Centro de Estudos Egas Moniz Vai para os Estados Unidos como investigador do Centro de Pesquisas da Afasia de Boston Integra na Universidade de lowa dirigindo o Departamento de Neurologia do Comportamento e Neurociência Cognitiva e o Centro de Investigação da Doença de Alzheimer desta universidade Escreve “O Erro de Descartes, O Sentimento de Si e Ao Encontro de Espinosa”
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    Metodologia de InvestigaçãoÉ o estudo do comportamento de muitos dos seus doentes, com lesões cerebrais, que o leva a colocar um conjunto de hipóteses inovadoras relativamente ao funcionamento do cérebro Juntamente com a sua mulher, Hanna Damásio, e uma equipa de investigadores, desenvolveu trabalhos de pesquisa que o levam a analisar as consequências no comportamento de uma lesão nos lobos pré-frontais decorrente de um acidente ocorrido em 1848 O cérebro de Phineas Gage foi atravessado por uma barra de ferro, o que afectou a parte frontal do cérebro. Sobreviveu sendo que o seu comportamento se modificou: ele que costumava ser um homem calmo começou a ser agressivo
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    António Damásio procuraentão compreender a mente a partir do funcionamento do cérebro, rejeitando o dualismo corpo-mente, afirmando que a mente é uma produção do cérebro Para Damásio, assim como os nossos sentidos nos dão a conhecer o mundo exterior através de processos de activação nervosa, as emoções são padrões de activação nervosa que correspondem a estados do nosso mundo interior
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    Se vemos umcão com um ar feroz aproximar-se, esta imagem vai activar o sistema nervoso simpático: o ritmo cardíaco acelera a respiração fica mais rápida a tensão muscular aumenta Estas modificações corporais correspondem a uma emoção a que chamamos medo . O nosso cérebro regista esta informação, que pode vir a ser utilizada mais tarde. As emoções são, portanto, representações cognitivas de estados corporais. Este mecanismo leva Damásio a encarar o organismo como uma totalidade em constante interacção com os meios exterior e interior: o corpo, o cérebro e a mente agem em conjunto porque são uma realidade única
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    Damásio, desenvolve assimo conceito de marcador somático Quando vemos o cão, o estado corporal de medo que provocou como resposta ficou registado, marcado. É criada, assim, uma representação cognitiva que inclui duas informações: A informação que resulta da percepção externa (o cão com ar feroz) A informação emocional interna (o medo face ao cão). Ficam então associadas na nossa memória as duas informações que serão utilizadas numa situação semelhante. Assim as emoções possuem um valor adaptativo ; permitem-nos avaliar o meio, as situações e agirmos de forma adaptativa. A decisão implica então uma avaliação do mundo que é acompanhada pelas emoções e sentimentos.
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    “ A emoçãoe o sentimento desempenham um papel no raciocínio e esse papel é geralmente benéfico. Quando o papel é benéfico, a presença da emoção e do sentimento é indispensável. (…) Dou especial valor às emoções e aos sentimentos ligados às consequências futuras das decisões visto que eles constituem uma antecipação da consequência das acções, uma espécie de previsão do futuro. (…) É importante notar que o sinal emocional não é um substituto do raciocínio. O sinal emocional tem um papel auxiliar. Aumenta a eficiência do raciocínio e aumenta também a sua rapidez. Em certos casos, o sinal emocional pode tornar o processo de raciocínio supérfluo, o que acontece quando rejeitamos decididamente uma escolha que levaria por certo a uma catástrofe, ou quando, pelo contrário, fazemos uma escolha vantajosa cuja probabilidade de sucesso é extremamente alta.” As emoções e os sentimentos estão então intimamente relacionados com a razão, são os alicerces da mente : integram os processos cognitivos e a capacidade de decidir, bem como a consciência de si próprio.
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    Distinção entre emoçõese sentimentos “ Surgem quando tomamos consciência dessas ‘emoções’ corporais, quando estas são transferidas para certas zonas do cérebro onde são codificadas sob a forma de actividade neuronal.” Sentimento “ A emoção é um conjunto de reacções corporais (algumas muito complexas) face a certos estímulos. A partir do momento em que sentimos medo, o ritmo cardíaco acelera-se, a boca seca, a pele empalidece, os músculos contraem-se. Tais reacções são automáticas e inconscientes.” Emoção
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    O inconsciente Paraa compreensão do ser humano, tem de se admitir a existência do inconsciente e não apenas fazer uma análise e introspecção da parte consciente de cada um A análise de desejos, pulsões, tendências e recordações são fundamentais no estudo dos comportamentos humanos. Divã de Freud
  • 27.
    Conclusão: Aafirmação de que o cérebro e a mente constituem uma realidade una e a forma como as emoções e os sentimentos passaram a ser encarados constituem-se como elementos fundamentais da psicologia actual. A afirmação da base biológica da mente e o papel das emoções e dos sentimentos nos processos cognitivos, como a resolução de problemas e as tomadas de decisão, perspectivam de uma forma inovadora as grandes questões da psicologia. Ultrapassa, assim, as dicotomias mente-corpo, razão-emoção. Vídeo António Damásio
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    Sigmund Freud Nasce na República Checa. De oito irmãos era o preferido da mãe, o que o faz reconhecer que “ um homem que foi sem dúvida alguma o preferido da sua mãe mantém durante a vida o sentimento de um conquistador e a confiança no êxito que muitas vezes induz à concretização do sucesso”. Aluno excelente forma-se em medicina mas o facto de ser judeu e as dificuldades económicas obrigam-no a exercer neurologia. De 1885 a 1886 estuda em Paris com o professor Jean Charcot, um dos pioneiros da hipnose. Das experiências com Charcot, Freud desenvolve as suas hipóteses do inconsciente e do psiquismo desconhecido. Durante a sua vida dedica-se à escrita, a dar aulas, a consultar pacientes e frequentava conferências. Morre em Londres, em 1939, com 83 anos.
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    Concepção do psiquismoPrimeira tópica Analogia do iceberg - Consciente corresponde à parte visível; - Inconsciente corresponde à parte submersa Conclusão : O inconsciente é uma zona do psiquismo muito maior por comparação com o consciente, exercendo uma forte influência no comportamento humano. Freud e a psicanálise
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    Segundatópica id, ego, superego id : zona inconsciente, primitiva, instintiva, a partir da qual se formam o ego e o superego. Rege-se pelo princípio do prazer e não se orienta por normas ou princípios morais, sociais ou lógicos. Ego : zona fundamentalmente consciente regida por princípios lógicos. Mediador entre pulsões inconscientes e exigências do mundo real. Superego : zona do psiquismo que corresponde à interiorização das normas , valores sociais e morais apreendidos no processo de socialização.
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    Estádios psicossexuais Estádiooral : a zona erógena é a boca. O bebé obtém prazer ao mamar e ao levar objectos à boca. Formação do ego. Estádio anal : a zona erógena é a região anal. A criança obtém prazer pela estimulação do ânus ao reter e expulsar as fezes. Estádio fálico : a zona erógena é a região genital. É neste estádio que surge o complexo de Édipo, que consiste na atracção da criança pelo progenitor do sexo oposto e agressividade para com o progenitor do mesmo sexo.
  • 32.
    Estádio de latência : aparente atenuação da actividade sexual. A criança reprime no inconsciente as experiências que a perturbaram no estado fálico. Estádio genital : zona erógena é a região genital, ocorrendo uma activação da sexualidade e uma reactivação do complexo de Édipo. Neste estádio a prazer sexual envolve todo o corpo, integrando todas as zonas erógenas.
  • 33.
    Metodologia de investigaçãoe exploração do inconsciente Associações livres : é pedido ao paciente que diga tudo o que sente e pensa, manifestando assim recalcamentos inconscientes que o analista poderá identificar e interpretar. Interpretação dos sonhos : é pedido ao paciente que relate os seus sonhos, sendo estes encarados como a realização simbólica de desejos recalcados. Cabe então ao analista dar um sentido aos sonhos relatados, interpretando-os. Análise da transferência : o paciente transfere para o psicanalista os sentimentos de amor/ódio que viveu na infância. Análise dos actos falhados : o psicanalista procura interpretar os esquecimentos e lapsos do analisado.
  • 34.
    CONCLUSÃO: Freud apresenta então um novo conceito de ser humano, dominado por pulsões de carácter maioritariamente sexual, reduzindo o ser humano a uma fórmula simplista de comportamento estímulo-resposta, encontrando as suas justificações na consciência e no inconsciente de cada um. Freud e a interpretação dos sonhos
  • 35.
    Nasceu em 1878,na Carolina do Sul A mãe, muito religiosa, pretendia que o filho fosse pastor da igreja baptista; o pai, alcoólico e violento, abandona a família quando Watson tem 13 anos Na escola não ultrapassa um rendimento escolar médio Estudou na Universidade de Chicago, onde faz uma pós-graduação em Filosofia Em 1908, vai leccionar Psicologia Animal para a Universidade John Hopkins e, um ano depois, dirige a influente revista Psychological Review Em 1913, publica um artigo considerado o texto fundador da nova corrente em psicologia: o behaviorismo ou comportamentalismo Trabalhou para um agência de publicidade onde aplicou os seus estudos Morre em 1958, em Nova Iorque
  • 36.
    Declara a necessidade da psicologia se constituir como ciência autónoma e objectiva, uma ciência natural e experimental Afirma que a Psicologia não pode ter como objecto o estudo da mente e da consciência "Creio ser possível criar uma psicologia (..) jamais usando os termos consciência, estados mentais, mente, conteúdo, verificável por introspecção, imagem e outros afins (...) A definição pode ser feita em termos de estímulo e resposta, formação de hábitos, integração de hábitos e outros."
  • 37.
    A sua concepçãobaseia-se na relação estímulo-resposta Desta forma, para ter o estatuto de ciência rigorosa e objectiva, a psicologia terá de definir como objecto de estudo o comportamento O comportamento é precisamente a resposta (R) de um indivíduo a um estímulo (E) ou a um conjunto de estímulos do meio ambiente (situação) Estímulo Resposta Meio Esta corrente passa a designar-se por behaviorismo , comportamentalismo ou condutismo O objectivo desta corrente é então estabelecer as relações entre estímulos e respostas, que tanto se aplica em humanos como nos outros animais
  • 38.
    Uma ideia centraldo behaviorismo decorre da sua concepção de ser humano: uma página em branco inicial que o meio e a educação vão moldar Os comportamentos são, portanto, aprendizagens condicionadas pelo meio onde nos encontramos inseridos O ser humano reage aos estímulos exteriores em função dos reflexos condicionados que adquiriu Rejeita qualquer ideia de transmissão hereditária de uma aptidão ou qualidade de carácter:"O homem não nasce, constrói-se" ” Dêem-me uma dúzia de crianças sadias, bem constituídas, e a espécie de mundo que preciso para as educai, e eu garanto que, tomando qualquer uma delas ao acaso, prepará-la-ei para se tornar um especialista que eu seleccione: um médico, um comerciante, um advogado e, sim, até um pedinte ou ladrão, independentemente dos seus talentos, inclinações, tendências, aptidões, assim como da profissão e da raça dos seus ancestrais.” Pequeno Albert
  • 39.
    Na psicologia decompõe-seo comportamento nos seus elementos para serem explicados de modo objectivo e rigoroso. Para esse efeito, recorre ao método experimental, seguindo os requisitos desta metodologia: Definição de uma amostra da população dividindo-a em dois grupos Grupo experimental Faz variar o factor que considera responsável pelo comportamento (variável independente). Grupo de controlo Não há qualquer intervenção O comportamento dos dois grupos é depois comparado. Se se concluir que a variável que se manipulou modifica o comportamento, e depois de confirmado por outras experiências, faz-se a generalização para a população.
  • 40.
    Rompe com asconcepções dominantes na época e adopta um modelo de investigação e de interpretação que visa dotar a psicologia com o estatuto de ciência objectiva. No entanto, a sua nova concepção de comportamento humano é simplista e, portanto, limitada Afastou do estudo da psicologia os processos mentais e os comportamentos mais complexos , por decompor o objecto de estudo nas suas componentes mais simples As concepções de Watson serão retomadas por Hull e por Skinner Novos modelos explicativos, protagonizados pela psicologia cognitiva, vão pôr em causa o reducionismo behaviorista Ao considerar que o ser humano é resultado de processos de aprendizagem, deu grande ênfase à influência do meio, à prevalência dos factores adquiridos sobre os factores inatos
  • 41.
    A psicologia hojeA preocupação com a explicação do que se passa no mundo e no interior de cada um de nós preocupa os seres humanos desde tempo imemoriais.
  • 42.
    A psicologia queemerge nos finais do séc. XIX apresenta-se como a área do saber que procura desvendar a mente humana. Uma reflexão fundamentada é iniciada por Wundt. Wilhelm Maximilian Wundt  (1832 - 1920)
  • 43.
    A procura dorigor e objectividade que assegurasse o estatuto de ciência à psicologia leva Watson a abandonar o estatuto da mente. Watson dirige as suas preocupações para o comportamento humano expresso em respostas a estímulos. John Watson (1878 – 1958)
  • 44.
    A mente reveste,com Freud, aspectos até então desconhecidos: são os conflitos internos da mente , que têm origem no inconsciente , o centro de reflexão do fundador da psicanálise . Na década de 60, passa a vigorar uma concepção de mente que encontra no funcionamento do computador o seu modelo: as formas com as informações são recolhidas e processadas. O cérebro é o centro processador.
  • 45.
    Cognitivismo Os processos cognitivos: Percepção; Linguagem; Resolução de problemas (entre outros) Motor do comportamento. A corrente que defendeu esta perspectiva – cognitivismo – foi dominante durante mais de uma década. Jerome Bruner é um dos impulsionadores do cognitivismo, que corresponde a uma ruptura com o behaviorismo e um regresso à mente. Jerome Bruner (nasceu em 1915)
  • 46.
    Jerome Bruner Nasceuem 1915 em Nova Iorque Graduou-se na Universidade de Duke e posteriormente em Harvard, onde obteve o título de doutor em Psicologia Ensinou e fez investigação, também, na New School for Social Research Possui doutoramentos “honoris causa” pelas Universidades de Yale, Columbia, Sorbonne, Berlim e Roma, entre outras   Possui uma obra muito diversificada e traduzida na área da educação, pedagogia e psicologia.
  • 47.
    Bruner Defendeque a cognição é fundamentalmente uma criação de significados : o ser humano é um ser intencional. Os processos mentais decorrem de um sujeito situado que atribui sentido e significado às relações que estabelece nas múltiplas situações, contextos e interacções. Bruner desenvolve uma psicologia cultural, dado considerar que o desenvolvimento cognitivo está profundamente relacionado com a cultura. O ser humano constrói os significados na sua relação com os grupos, com a cultura a que pertence. Psicologia
  • 48.
    Identidade pessoal Brunercompreende que a relação que se estabelece com o mundo não é uma mera relação de apreensão do real físico ou social. Os seres humanos constroem significados para as suas experiências. Cada um de nós produz e partilha várias narrativas que dão sentido e coerência ao que acontece e às relações que estabelecemos com os outros. As narrativas fazer parte integrante da nossa identidade pessoal.
  • 49.
    Fim Trabalho realizado por: Bernardo Mendes Carolina Almeida João Magalhães Mafalda Ramos Mariana Santos Sílvia Pimenta