Universidade Federal de Goiás Curso de Verão Estado, Políticas Sociais e Educação O Professor e o Combate à Alienação Imposta Ezequiel Theodoro da Silva  E Formação de Professores Ilma Passos
A Coisificação do Professor “ Quem não estiver contente , que mude de   emprego!” “ Substituiremos todos os insatisfeitos!” “ Ensino não exige trabalho, não é trabalho.” “ Burguesia e proletariado são entidades imutáveis!” “ As oportunidades sociais não podem ser compartilhadas!” Beatriz Ensino é bico!
Papel Social do PROFESSOR  Nada e Coisa Nenhuma
Professor   Entidade vazia de significados, que não gera benefícios sociais visíveis. Leis  Conforme convém a  BURGUESIA.
Situação dos Professores...
 
Como mudar essa situação???
Ideologia Influência  da mídia a todo  momento, de modo coercitivo , fincando nas mentes a maneira de “viver”, conforme convém aos dominantes.
Não existe mais espaço para um trabalho transformador e criativo... Avalanche opressiva Retrocesso Intelectual Lavagem cerebral E o produto das escolas nacionais é...
“ Foi enterrado ontem às 4 horas da tarde, em Osasco, o professor Alcir de Oliveira Porciúncula. Trabalhara na véspera, dando aulas de recuperação, até 10 da noite (...)  Matou-o o trabalho ,  o  estafante  e  inglório  trabalho de lecionar . Pois o prof.  Alcir  era só isso : professor. Família grande – 6 filhos–  tinha que  tirar do magistério  o sustento para ela”  (Folha de São Paulo, 26/07/1978)
Frenético ritmo de vida do professor... A insatisfação se instala e impede o trabalho conscientizador (marionete nas mãos do poder) O salário mínimo não cobre as necessidades básicas de uma família
Imagem do Magistério Na ótica burguesa, é um abismo de SACRIFÍCIO entre intransponíveis colinas de indiferença e do riso sarcástico.
Domestificação para servir empresas Não há questionamento, a ideia é sempre SERVIR, no entanto a educação se torna MERCADORIA do sistema.
Estratégias e Manobras que visam a COISIFICAÇÃO
O Professor Coisificado...
Professores, não se deixem enganar por este sistema... Não permita que a alienação tome conta dos conhecimentos adquiridos durante sua formação... Não termine mal sua  história , faça-a acontecer!!!
A classe dominante tratou de congelar o trabalho conscientizador do professor.  Isso ocorre através dos mecanismos de repressão da burguesia estatal.  E o resultado é a completa COISIFICAÇÃO DO PROFESSOR. A Descoisificação do Professor: Saídas Viáveis Katiane
Uma das principais consequências prejudiciais causadas pela “intervenção” da classe dominante (hegemônica), ao trabalho conscientizador do professor foi:  a ausência da realidade social concreta nos encontros de sala de aula. Os professores brasileiros ainda se encontram dispersos para organizarem lutas reivindicatórias, mesmo fazendo parte de uma categoria de oprimidos. A superação dessa categoria oprimida somente ganhará solidificação quando  “criarem e difundirem uma nova ética”. Mecanismos Repressivos  X  Magistério =  Coisificação do Professor
O professor possui uma posição especial, por ser o responsável pela educação formal dos indivíduos (formador de opinião). Ele pode ser um “disseminador de uma nova concepção de mundo” A greve é um mecanismo de união da classe dos professores(e de outras), no qual leva a adesão dos indivíduos  que foram “usados pelo sistema”.
1. Recuperação da dignidade a partir das visões pejorativas que permeiam o magistério, exemplo:  “  O status do professor já era” 2. A restauração da autoridade moral do professor diante a sociedade começa com o processo de atualização do conhecimento; Exposição e Discussão de Algumas “Saídas Viáveis” para a Descoisificação dos Professores:
3. Busca a nova filosofia, política e economia da educação; 4. A atualização e aquisição de saberes não são colocados em hierarquia, mas com um dever de inclusão. Afinal, indivíduos que nada sabem e/ou decidem transformam-se em “inocentes úteis”; 5. Portanto, “quem não decide por falta de conhecimentos, não dirige os rumos de sua vida e não alcança a dignidade”.
Necessitamos de uma nova postura pedagógica.  A  nova imagem do magistério  e da educação deve partir das bases, tomando-se o cuidado de  não reproduzir em sala as mesmas injustiças e banalidades encontradas na nossa sociedade. Busca de uma nova pedagogia Alinne
“  Os educadores precisam convencer-se de que não são puros ensinantes - isso não existe - puros especialistas em docência. Nós somos militantes políticos porque somos professores e professoras. Nossa tarefa não se esgota no ensino de matemática ,da geografia ,etc. Implicando a seriedade e a competência com que ensinemos esses conteúdos, nossa tarefa exige o nosso compromisso e engajamento em favor da superação das injustiças sociais. É necessário desmascarar a ideologia de um certo discurso neoliberal, chamando às vezes de modernizante que, falando do tempo histórico atual, tenta convencer-nos de que a vida é assim mesmo.” ( Freire Paulo, Professora SIM, tia Não -cartas para ousar ensinar p.79,80)
Engolir a seco ou contestar? Então o que fazer?  “ Aceitar tudo sem contestar?” “ Reproduzir ou transformar?”  “ Educar ou domesticar?”  “ Formar cidadãos críticos e reflexivos ou alienados?”
Para que haja uma  revolução  no âmbito  educacional  exige e exigirá esforço participação e cooperação de todos os professores. Esforço significa não acomodação; participação significa atualização; cooperação significa partilha na disseminação e inseminação de uma nova intuição da vida.
Revendo  a Especificidade da Função da Escola As escolas  com novas finalidades que mascaram, bloqueiam ou impedem o cumprimento de sua finalidade específica primeira, ou seja, de ensinar. A escola passa a assumir outras responsabilidades: Alimentação (Restaurante); Comércio paralelo; Festas da comunidades; etc. Assim o professor vai assumindo tarefas que não lhe cabe: secretário, ajudante, merendeiro, tesoureiro, organizador de quermesse, entre outros.
“ ...é necessário que o educador se converta, tomando consciência da própria  prática. Só de boas intenções não se modifica o mundo. É  preciso agir sobre o mundo. Torna-se, assim, desejável que a teoria e prática formem uma unidade na ação de transformação.”( LUCKESI)
A Metodologia de Ensino como uma das dimensões da Prática Pedagógica A  metodologia está amarrada a três fatos históricos sociais: 1º - As lutas do povo para conquista da democracia 2º - Reflexões acerca da crise ou ameaça de falência do sistema educacional 3º - Questionamentos sobre a necessidade de conscientização e educação dos educadores Gislaine
Estes fatos e discussões mostram que o trabalho pedagógico não é neutro, é um ato Político relacionado a projetos sociais mais amplos. Reconhecimento do professor como um trabalhador, deixando para trás a visão de que “ ensinar é um sacerdócio ”. - Ensinar é  um sacerdócio !
Críticas às metodologias Tecnicismo: Acreditava-se que os problemas relacionados à educação seriam solucionados se o educador trabalhasse com técnicas “eficazes e eficientes”. Psicologismo: Enfatizava somente os círculos motivacionais, dando uma exagerada atenção aos esquemas behavioristas
O mundo da escola se apresentava distante do mundo dos alunos, e os conteúdos pouco ou nada contribuíam para a formação do aluno. O processo de formação dos professores também apresentava falhas no que diz respeito à relação entre teoria e prática, sendo que a teoria (os conteúdos) tinham que ser forçadamente encaixados nas metodologias (práticas). Para Saviani, os educadores davam mais atenção aos métodos de ensino, deixando o conteúdo em segundo plano.
Questionamentos sobre os processos e sobre os conteúdos utilizados na transmissão do conhecimento pela escola. O mundo da escola se apresentava distante do mundo dos alunos, e os conteúdos pouco ou nada contribuíam para a formação do aluno. Críticas a vertente técnica: Miriã
O processo de formação dos professores também apresentava falhas no que diz respeito à relação entre teoria e prática, sendo que a teoria (os conteúdos) tinham que ser forçadamente encaixados nas metodologias (práticas). Professores foram jogados no mercado de trabalho sendo levado a improvisar métodos de ensaio e erro em cobaias inocentes. Para Saviani, o interesse dos educadores por métodos de ensino, fez com que o conteúdo  ficasse em segundo plano.
Saviani e Namo apontavam a necessidade de se equilibrar a balança do trabalho pedagógico. “ O ensino brasileiro estava se transformando em um processo cartorial, levando os nossos alunos a aprenderem nada ou coisa alguma durante a trajetória escolar (p.90)”
Conseqüência da recuperação do teor político do ato pedagógico: “Politicismo”. O ato de ensinar foi tido como sinônimo de “fazer política”, transformando as aulas em uma verdadeira catequese ideológica e/ou por sessões de doutrinação partidária. “ Tenho sempre afirmado que de nada adianta armar os nossos professores com boas filosofias de educação, com bons posicionamentos políticos e com bons conhecimentos em sua área de conteúdo, se eles não forem devidamente instrumentalizados para o enfrentamento crítico da cotidianidade das escolas, se eles não souberem transformar teoria em prática (p.91)”.
Fenômeno do Politicismo: O ato de ensinar foi tido como sinônimo de “fazer política”, transformando as aulas em uma verdadeira catequese ideológica e/ou por sessões de doutrinação partidária. Todo educador tem uma opção política, e isso determina se suas práticas pedagógicas tendem a educar para adaptação ao meio ou educar para a transformação e libertação.  A opção política do professor reflete na seleção de conteúdos que concordem com sua opção, assim como reflete também nas decisões metodológicas e formas de avaliar.
Ideologia essa que força os professores e alunos a fazerem tudo programado e com o mínimo de tempo, tornando a educação  uma mercadoria, priorizando-se quantidade em detrimento à qualidade. Ideologia da pressa: Thayane
O trabalho pedagógico tem como componente básico a opção política. Isso exige do professor um posicionamento frente a: realidade social, função da escola. A partir deste posicionamento e/ou opção política existem duas questões a serem pensadas:  Por que ensinar?  Para que ensinar?
Diante dessas contradições temos duas opções: Educar para adaptação ao meio Educar para a transformação e libertação A opção política do professor/educador vai definir o tipo de trabalho pedagógico  que ele fará: Seleção de conteúdos (o que ensinar) Metodologia (como ensinar)
Muitas vezes o educador fica apenas no discurso, caindo na incoerência entre a teoria e a prática, além de a incoerência entre o seu pensamento e a sua ação (prática concreta). É necessário que os professores recuperem a sua imaginação criadora, e comece a pensar a didática não como uma fórmula mágica, mas como um campo dinâmico e flexível. A ideologia da pressa está inserida em toda a sociedade, na educação mede-se a produtividade do aluno pela quantidade e não pela qualidade (quantidade de livros lidos, quantidades de linhas escritas na redação e etc.)
Esta ideologia faz com que os professores a todo custo cumpram o programa de ensino dos conteúdos, perdendo a relação de diálogo entre professor aluno. O autor acredita que a resposta a estes dois questionamentos:  Podem levar o professor/educador a ter um posicionamento menos ingênuo frente a realidade socioeducacional. “ O que eu preciso saber para ensinar?” “ Por que e para que ensinar?”
Questionando a Formação do Professor Perda da identidade social que a transforma em: Uma instância administrativa; Burocratizada; Operacional. Samanta
À transmissão rápida de conhecimentos; Habilitação relâmpago por meio de treinamento, do adestramento, dosando e quantificando resumidamente o conhecimento até chegar à... ...informação técnico-instrumental de um quer fazer acrítico e alienado.  A partir da década de 90 a formação do professor se resumiu:
No século XXI a preocupação aumenta, devido a grande gama de papéis possíveis a serem assumidos pelos docentes. Freire (1975) Papel do professor no âmbito da “educação bancária” como instrumento de reprodução social . Bernstein (1977) Os professores são tradutores do saber científico produzido por outros. Mero transmissor de conhecimentos acumulados pela humanidade
Tardif Professor como tecnólogo do ensino. Sua ação centra-se no “plano dos meios e estratégias de ensino. Procura o desempenho e a eficácia para atingir os objetivos escolares. Há ênfase na repetição, na mecanização e na descontextualização. Lyotard (2002) Posição mais radical. Prevê a substituição dos docentes pelos atraentes recursos tecnológicos.
Questionando a Formação do Professor O professor formado numa das quatro situações apresentadas é passível de extinção.  Isso reforça a extinção da profissão docente, além de colocar em xeque o seu papel social.
Pensando sobre as políticas de formação de professores da educação básica no contexto do nosso país... Vamos esboçar duas perspectivas de análise de formação do professor: Perspectivas e análise da formação do professor
Projeto de sociedade globalizada e neoliberal...representa uma opção político-teórica; Projeto político educacional maior, de abrangência internacional, com orientações do Banco Mundial; Está vinculada, explicitamente, à educação e produtividade, numa visão puramente economista. 1ª Perspectiva: Caráter técnico-profissional:
Construção e domínio sólidos dos saberes da docência, quais sejam:  Saberes disciplinares e curriculares, saber da formação pedagógica, saber da experiência profissional e dos saberes da cultura e do mundo vivido na prática social (de forma interdisciplinar e contextualizada). 2ª Perspectiva: O professor como agente social
Unicidade entre teoria e prática; A formação tem como fundamento básico o trabalho como princípio educativo e a pesquisa como meio de produção de conhecimentos e intervenção na prática social e especificamente na prática pedagógica. “ Reconhecer o caráter profissional específico do professor e a existência de um espaço onde este possa ser exercido. ... Os professores podem ser verdadeiros agente sociais, capazes de planejar e gerir o ensino-aprendizagem, além de intervir nos complexos sistemas que constituem a estrutura social e profissional”.
A autonomia é entendida como processo coletivo e solidário de busca e construção permanentes... E essa contínua busca é fortalecida pela análise e interpretação da própria prática pedagógica. A explicitação da dimensão sociopolítica da educação e da escola... ...A formação visa oferecer aos futuros profissionais condições de autonomia e desenvolvimento de uma consciência  crítica. A formação profissional orientada por esses princípios tem por base a ideia de que a preparação para o magistério é uma tarefa complexa e inerentemente política...
Nesse sentido, uma política de valorização profissional deve articular formação, condições adequadas para o exercício da profissão salários dignos, justos e unificados e organização do magistério como categoria profissional.
 
Apresentação : Alinne, Beatriz, Gislaine, Kathianne, Miriã, Samanta e Thayane

Combate a alienação imposta

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    Universidade Federal deGoiás Curso de Verão Estado, Políticas Sociais e Educação O Professor e o Combate à Alienação Imposta Ezequiel Theodoro da Silva E Formação de Professores Ilma Passos
  • 2.
    A Coisificação doProfessor “ Quem não estiver contente , que mude de emprego!” “ Substituiremos todos os insatisfeitos!” “ Ensino não exige trabalho, não é trabalho.” “ Burguesia e proletariado são entidades imutáveis!” “ As oportunidades sociais não podem ser compartilhadas!” Beatriz Ensino é bico!
  • 3.
    Papel Social doPROFESSOR Nada e Coisa Nenhuma
  • 4.
    Professor Entidade vazia de significados, que não gera benefícios sociais visíveis. Leis Conforme convém a BURGUESIA.
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    Como mudar essasituação???
  • 8.
    Ideologia Influência da mídia a todo momento, de modo coercitivo , fincando nas mentes a maneira de “viver”, conforme convém aos dominantes.
  • 9.
    Não existe maisespaço para um trabalho transformador e criativo... Avalanche opressiva Retrocesso Intelectual Lavagem cerebral E o produto das escolas nacionais é...
  • 10.
    “ Foi enterradoontem às 4 horas da tarde, em Osasco, o professor Alcir de Oliveira Porciúncula. Trabalhara na véspera, dando aulas de recuperação, até 10 da noite (...) Matou-o o trabalho , o estafante e inglório trabalho de lecionar . Pois o prof. Alcir era só isso : professor. Família grande – 6 filhos– tinha que tirar do magistério o sustento para ela” (Folha de São Paulo, 26/07/1978)
  • 11.
    Frenético ritmo devida do professor... A insatisfação se instala e impede o trabalho conscientizador (marionete nas mãos do poder) O salário mínimo não cobre as necessidades básicas de uma família
  • 12.
    Imagem do MagistérioNa ótica burguesa, é um abismo de SACRIFÍCIO entre intransponíveis colinas de indiferença e do riso sarcástico.
  • 13.
    Domestificação para servirempresas Não há questionamento, a ideia é sempre SERVIR, no entanto a educação se torna MERCADORIA do sistema.
  • 14.
    Estratégias e Manobrasque visam a COISIFICAÇÃO
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    Professores, não sedeixem enganar por este sistema... Não permita que a alienação tome conta dos conhecimentos adquiridos durante sua formação... Não termine mal sua história , faça-a acontecer!!!
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    A classe dominantetratou de congelar o trabalho conscientizador do professor. Isso ocorre através dos mecanismos de repressão da burguesia estatal. E o resultado é a completa COISIFICAÇÃO DO PROFESSOR. A Descoisificação do Professor: Saídas Viáveis Katiane
  • 18.
    Uma das principaisconsequências prejudiciais causadas pela “intervenção” da classe dominante (hegemônica), ao trabalho conscientizador do professor foi: a ausência da realidade social concreta nos encontros de sala de aula. Os professores brasileiros ainda se encontram dispersos para organizarem lutas reivindicatórias, mesmo fazendo parte de uma categoria de oprimidos. A superação dessa categoria oprimida somente ganhará solidificação quando “criarem e difundirem uma nova ética”. Mecanismos Repressivos X Magistério = Coisificação do Professor
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    O professor possuiuma posição especial, por ser o responsável pela educação formal dos indivíduos (formador de opinião). Ele pode ser um “disseminador de uma nova concepção de mundo” A greve é um mecanismo de união da classe dos professores(e de outras), no qual leva a adesão dos indivíduos que foram “usados pelo sistema”.
  • 20.
    1. Recuperação dadignidade a partir das visões pejorativas que permeiam o magistério, exemplo: “ O status do professor já era” 2. A restauração da autoridade moral do professor diante a sociedade começa com o processo de atualização do conhecimento; Exposição e Discussão de Algumas “Saídas Viáveis” para a Descoisificação dos Professores:
  • 21.
    3. Busca anova filosofia, política e economia da educação; 4. A atualização e aquisição de saberes não são colocados em hierarquia, mas com um dever de inclusão. Afinal, indivíduos que nada sabem e/ou decidem transformam-se em “inocentes úteis”; 5. Portanto, “quem não decide por falta de conhecimentos, não dirige os rumos de sua vida e não alcança a dignidade”.
  • 22.
    Necessitamos de umanova postura pedagógica. A nova imagem do magistério e da educação deve partir das bases, tomando-se o cuidado de não reproduzir em sala as mesmas injustiças e banalidades encontradas na nossa sociedade. Busca de uma nova pedagogia Alinne
  • 23.
    “ Oseducadores precisam convencer-se de que não são puros ensinantes - isso não existe - puros especialistas em docência. Nós somos militantes políticos porque somos professores e professoras. Nossa tarefa não se esgota no ensino de matemática ,da geografia ,etc. Implicando a seriedade e a competência com que ensinemos esses conteúdos, nossa tarefa exige o nosso compromisso e engajamento em favor da superação das injustiças sociais. É necessário desmascarar a ideologia de um certo discurso neoliberal, chamando às vezes de modernizante que, falando do tempo histórico atual, tenta convencer-nos de que a vida é assim mesmo.” ( Freire Paulo, Professora SIM, tia Não -cartas para ousar ensinar p.79,80)
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    Engolir a secoou contestar? Então o que fazer? “ Aceitar tudo sem contestar?” “ Reproduzir ou transformar?” “ Educar ou domesticar?” “ Formar cidadãos críticos e reflexivos ou alienados?”
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    Para que hajauma revolução no âmbito educacional exige e exigirá esforço participação e cooperação de todos os professores. Esforço significa não acomodação; participação significa atualização; cooperação significa partilha na disseminação e inseminação de uma nova intuição da vida.
  • 26.
    Revendo aEspecificidade da Função da Escola As escolas com novas finalidades que mascaram, bloqueiam ou impedem o cumprimento de sua finalidade específica primeira, ou seja, de ensinar. A escola passa a assumir outras responsabilidades: Alimentação (Restaurante); Comércio paralelo; Festas da comunidades; etc. Assim o professor vai assumindo tarefas que não lhe cabe: secretário, ajudante, merendeiro, tesoureiro, organizador de quermesse, entre outros.
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    “ ...é necessárioque o educador se converta, tomando consciência da própria prática. Só de boas intenções não se modifica o mundo. É preciso agir sobre o mundo. Torna-se, assim, desejável que a teoria e prática formem uma unidade na ação de transformação.”( LUCKESI)
  • 28.
    A Metodologia deEnsino como uma das dimensões da Prática Pedagógica A metodologia está amarrada a três fatos históricos sociais: 1º - As lutas do povo para conquista da democracia 2º - Reflexões acerca da crise ou ameaça de falência do sistema educacional 3º - Questionamentos sobre a necessidade de conscientização e educação dos educadores Gislaine
  • 29.
    Estes fatos ediscussões mostram que o trabalho pedagógico não é neutro, é um ato Político relacionado a projetos sociais mais amplos. Reconhecimento do professor como um trabalhador, deixando para trás a visão de que “ ensinar é um sacerdócio ”. - Ensinar é um sacerdócio !
  • 30.
    Críticas às metodologiasTecnicismo: Acreditava-se que os problemas relacionados à educação seriam solucionados se o educador trabalhasse com técnicas “eficazes e eficientes”. Psicologismo: Enfatizava somente os círculos motivacionais, dando uma exagerada atenção aos esquemas behavioristas
  • 31.
    O mundo daescola se apresentava distante do mundo dos alunos, e os conteúdos pouco ou nada contribuíam para a formação do aluno. O processo de formação dos professores também apresentava falhas no que diz respeito à relação entre teoria e prática, sendo que a teoria (os conteúdos) tinham que ser forçadamente encaixados nas metodologias (práticas). Para Saviani, os educadores davam mais atenção aos métodos de ensino, deixando o conteúdo em segundo plano.
  • 32.
    Questionamentos sobre osprocessos e sobre os conteúdos utilizados na transmissão do conhecimento pela escola. O mundo da escola se apresentava distante do mundo dos alunos, e os conteúdos pouco ou nada contribuíam para a formação do aluno. Críticas a vertente técnica: Miriã
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    O processo deformação dos professores também apresentava falhas no que diz respeito à relação entre teoria e prática, sendo que a teoria (os conteúdos) tinham que ser forçadamente encaixados nas metodologias (práticas). Professores foram jogados no mercado de trabalho sendo levado a improvisar métodos de ensaio e erro em cobaias inocentes. Para Saviani, o interesse dos educadores por métodos de ensino, fez com que o conteúdo ficasse em segundo plano.
  • 34.
    Saviani e Namoapontavam a necessidade de se equilibrar a balança do trabalho pedagógico. “ O ensino brasileiro estava se transformando em um processo cartorial, levando os nossos alunos a aprenderem nada ou coisa alguma durante a trajetória escolar (p.90)”
  • 35.
    Conseqüência da recuperaçãodo teor político do ato pedagógico: “Politicismo”. O ato de ensinar foi tido como sinônimo de “fazer política”, transformando as aulas em uma verdadeira catequese ideológica e/ou por sessões de doutrinação partidária. “ Tenho sempre afirmado que de nada adianta armar os nossos professores com boas filosofias de educação, com bons posicionamentos políticos e com bons conhecimentos em sua área de conteúdo, se eles não forem devidamente instrumentalizados para o enfrentamento crítico da cotidianidade das escolas, se eles não souberem transformar teoria em prática (p.91)”.
  • 36.
    Fenômeno do Politicismo:O ato de ensinar foi tido como sinônimo de “fazer política”, transformando as aulas em uma verdadeira catequese ideológica e/ou por sessões de doutrinação partidária. Todo educador tem uma opção política, e isso determina se suas práticas pedagógicas tendem a educar para adaptação ao meio ou educar para a transformação e libertação.  A opção política do professor reflete na seleção de conteúdos que concordem com sua opção, assim como reflete também nas decisões metodológicas e formas de avaliar.
  • 37.
    Ideologia essa queforça os professores e alunos a fazerem tudo programado e com o mínimo de tempo, tornando a educação uma mercadoria, priorizando-se quantidade em detrimento à qualidade. Ideologia da pressa: Thayane
  • 38.
    O trabalho pedagógicotem como componente básico a opção política. Isso exige do professor um posicionamento frente a: realidade social, função da escola. A partir deste posicionamento e/ou opção política existem duas questões a serem pensadas: Por que ensinar? Para que ensinar?
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    Diante dessas contradiçõestemos duas opções: Educar para adaptação ao meio Educar para a transformação e libertação A opção política do professor/educador vai definir o tipo de trabalho pedagógico que ele fará: Seleção de conteúdos (o que ensinar) Metodologia (como ensinar)
  • 40.
    Muitas vezes oeducador fica apenas no discurso, caindo na incoerência entre a teoria e a prática, além de a incoerência entre o seu pensamento e a sua ação (prática concreta). É necessário que os professores recuperem a sua imaginação criadora, e comece a pensar a didática não como uma fórmula mágica, mas como um campo dinâmico e flexível. A ideologia da pressa está inserida em toda a sociedade, na educação mede-se a produtividade do aluno pela quantidade e não pela qualidade (quantidade de livros lidos, quantidades de linhas escritas na redação e etc.)
  • 41.
    Esta ideologia fazcom que os professores a todo custo cumpram o programa de ensino dos conteúdos, perdendo a relação de diálogo entre professor aluno. O autor acredita que a resposta a estes dois questionamentos: Podem levar o professor/educador a ter um posicionamento menos ingênuo frente a realidade socioeducacional. “ O que eu preciso saber para ensinar?” “ Por que e para que ensinar?”
  • 42.
    Questionando a Formaçãodo Professor Perda da identidade social que a transforma em: Uma instância administrativa; Burocratizada; Operacional. Samanta
  • 43.
    À transmissão rápidade conhecimentos; Habilitação relâmpago por meio de treinamento, do adestramento, dosando e quantificando resumidamente o conhecimento até chegar à... ...informação técnico-instrumental de um quer fazer acrítico e alienado. A partir da década de 90 a formação do professor se resumiu:
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    No século XXIa preocupação aumenta, devido a grande gama de papéis possíveis a serem assumidos pelos docentes. Freire (1975) Papel do professor no âmbito da “educação bancária” como instrumento de reprodução social . Bernstein (1977) Os professores são tradutores do saber científico produzido por outros. Mero transmissor de conhecimentos acumulados pela humanidade
  • 45.
    Tardif Professor comotecnólogo do ensino. Sua ação centra-se no “plano dos meios e estratégias de ensino. Procura o desempenho e a eficácia para atingir os objetivos escolares. Há ênfase na repetição, na mecanização e na descontextualização. Lyotard (2002) Posição mais radical. Prevê a substituição dos docentes pelos atraentes recursos tecnológicos.
  • 46.
    Questionando a Formaçãodo Professor O professor formado numa das quatro situações apresentadas é passível de extinção. Isso reforça a extinção da profissão docente, além de colocar em xeque o seu papel social.
  • 47.
    Pensando sobre aspolíticas de formação de professores da educação básica no contexto do nosso país... Vamos esboçar duas perspectivas de análise de formação do professor: Perspectivas e análise da formação do professor
  • 48.
    Projeto de sociedadeglobalizada e neoliberal...representa uma opção político-teórica; Projeto político educacional maior, de abrangência internacional, com orientações do Banco Mundial; Está vinculada, explicitamente, à educação e produtividade, numa visão puramente economista. 1ª Perspectiva: Caráter técnico-profissional:
  • 49.
    Construção e domíniosólidos dos saberes da docência, quais sejam: Saberes disciplinares e curriculares, saber da formação pedagógica, saber da experiência profissional e dos saberes da cultura e do mundo vivido na prática social (de forma interdisciplinar e contextualizada). 2ª Perspectiva: O professor como agente social
  • 50.
    Unicidade entre teoriae prática; A formação tem como fundamento básico o trabalho como princípio educativo e a pesquisa como meio de produção de conhecimentos e intervenção na prática social e especificamente na prática pedagógica. “ Reconhecer o caráter profissional específico do professor e a existência de um espaço onde este possa ser exercido. ... Os professores podem ser verdadeiros agente sociais, capazes de planejar e gerir o ensino-aprendizagem, além de intervir nos complexos sistemas que constituem a estrutura social e profissional”.
  • 51.
    A autonomia éentendida como processo coletivo e solidário de busca e construção permanentes... E essa contínua busca é fortalecida pela análise e interpretação da própria prática pedagógica. A explicitação da dimensão sociopolítica da educação e da escola... ...A formação visa oferecer aos futuros profissionais condições de autonomia e desenvolvimento de uma consciência crítica. A formação profissional orientada por esses princípios tem por base a ideia de que a preparação para o magistério é uma tarefa complexa e inerentemente política...
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    Nesse sentido, umapolítica de valorização profissional deve articular formação, condições adequadas para o exercício da profissão salários dignos, justos e unificados e organização do magistério como categoria profissional.
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    Apresentação : Alinne,Beatriz, Gislaine, Kathianne, Miriã, Samanta e Thayane