CODORNAS
Genética e Melhoramento
Alice Melo Cândido - Zootecnia, UFSC
CODORNAS
Diferentes características de
Coloração dos ovos
Taxa de postura
Cor das penas
Precocidade
Tamanho
Peso
Carne Ovos
Mais utilizadas
CODORNAS
Excelente aceitação do ovo no
mercado nacional e da carne,
muito apreciada em países da Ásia,
Europa, Estados Unidos e Canadá.
COTURNICULTURA
A carne é considerada exótica,
e o seu consumo ainda é
pequeno devido ao preço alto
para os padrões brasileiros.
Para atingir maior produtividade é
necessário obter material genético de
qualidade, para isso, são necessários
programas de melhoramento bem
fundamentados
Reprodução Aos 45 dias de idade já são consideradas
adultas, e são escolhidos os melhores
machos e fêmeas para a postura.
Os ovos deverão ser frescos ficando de 4 a
8 dias, perfeitos pesando o equivalente a
11 gramas e nem muito redondos nem
muito pontudos.
As fêmeas são cobertas diariamente, e
põem em média um ovo por dia, sendo
que 90% deles são fecundados.
As fêmeas não devem ser utilizadas como
reprodutoras por mais de um ano, pois a
partir daí a produção entra em declínio e a
qualidade dos embriões fica
comprometido.
Adquirir os ovos férteis, ou pintinhos, originários
de aves da mais alta qualidade e de matrizeiros
que tenham condições de comprovar a sua
origem, evitando, assim, a aquisição de lotes
parentes. Se o criador não sabe a origem das
aves que adquiriu inicialmente, mesmo que
conduza corretamente os cruzamentos, não
terá como saber se não são parentes.
As codornas são animais extremamente sensíveis
a laços sanguíneos, são muito propensas a
problemas genéticos. Os cruzamentos entre
família potencializam os efeitos defeitos
genéticos e os ovos podem nascer desde
inférteis até aves com problemas de formação.
Reprodução
Destino
Ovos para consumo
Carne para consumo
Machos e fêmeas para criação
Genética e Melhoramento
No Brasil, os programas de melhoramento
genético de codorna são ainda rudimentares.
A prática corrente tem sido a reprodução do
material genético disponível que, pela deficiência
de controle e de esquema de seleção, sofre
problemas de depressão pela consanguinidade,
resultando em redução de postura, queda de
fertilidade e aumento de mortalidade.
Genética e Melhoramento
O melhoramento genético na granja precisa ser
planejado desde o primeiro dia de vida dos filhotes.
Genética e Melhoramento
As aves são separadas por tipo e 5% delas vão passar por testes
O grupo representa o plantel de toda a granja
As aves de corte
Análise das aves:
45 dias com 280 gramas.
Pesadas individualmente para
avaliar o peso médio do lote.
As aves de postura
Análise dos ovos:
Começo de postura: 12 gramas.
Espessura da casca de 0,20 mm.
Análise das aves:
250 ovos em toda sua fase produtiva
Genética e Melhoramento
Para que estes programas sejam eficientes é
necessário que se tenha variabilidade
genética, e esta variabilidade pode ser
atualmente identificada com o auxílio dos
marcadores moleculares.
Filho?
Genética e Melhoramento
Conhecimento dos padrões
de variações genéticas
Random Amplified Polymorphic DNA
(RAPD)
Amplificação de segmentos de
DNA genômico a partir de
oligonucleotídeos iniciadores
curtos e aleatórios
RAPD utilizado para:
Genotipagem individual dentro das espécies
Estimar variabilidade genética
Estimar parentesco e níveis de consanguinidade
Identificar espécies ou linhagens
Realizar análise de progênie
Estabelecer estratégia econômica
Genética e Melhoramento
Algumas avaliações genéticas para seleção de indivíduos:
Número médio de alelos por loco;
Frequências alélicas por loco;
Número de alelos observados;
Heterozigosidade esperada;
Heterozigosidade observada;
Frequência de alelos nulos.
Poder de discriminação individual dos locos:
Probabilidades de identidade genética (PI) e
Exclusão de paternidade (PE)
Genetic Improvement for Body Weight of Japanese Quail
Sheida Varkoohi e Keyomars Kaviani
Kermanshah, Iran
February 2012 and November 2012
Neste trabalho, foi realizado um melhoramento genético da
Codorna Japônica para ganho para maior ganho de peso à 4
semanas de idade após 3 gerações.
O resultado foi maior ganho de peso obtido após 3 gerações de aves
selecionadas, o que acarretaria em um melhor resultado após mais gerações.
O grupo controle também teve um bom resultado mesmo sem seleção
genética, pode ser devido à boa alimentação, à boa genética que os
animais possuem mesmo sem seleção ou à outros fatores externos.
Grupo 1: Ganho de peso à 4 semanas Grupo 2: Controle
177.6 161.2
Resultado do Experimento
Conclusões
Falta material genético que garanta o potencial da
produção.
Uma solução é a especialização de tarefas: aviários
de codornas especializados nos seguimentos de
seleção (avozeiros), de multiplicação (matrizeiros) e
de produção (produtores comerciais). Entretanto, não
existe ainda no Brasil qualquer programa de
melhoramento genético de codorna, desenvolvido
em bases técnicas.
A prática corrente tem sido a reprodução do material
genético disponível que, pela deficiência de controle
e falta de esquema de seleção adequados, sofre
problemas de depressão pela consanguinidade
resultando em redução de postura, queda de
fertilidade e aumento de mortalidade.
PERSPECTIVAS DO MELHORAMENTO GENÉTICO DE CODORNAS NO BRASIL , Elias Nunes Martins, 2002
Conclusões
O esquema para desenvolvimento de material
genético em codornas deve seguir o mesmo
procedimento que é praticado para galinhas de
postura e frangos de corte, ou seja, o
desenvolvimento de linhagens por seleção, para
características complementares ou não, visando a
intensificação dos efeitos genéticos aditivos, e o
posterior cruzamento para explorar a heterose e
recuperar os efeitos de uma possível depressão
causada pela endogamia.
O processo de desenvolvimento de linhagens passa
primeiramente pela avaliação da estrutura das
populações disponíveis, por meio da estimação da
variabilidade genética existente nas características
economicamente importantes e das correlações
entre elas.
PERSPECTIVAS DO MELHORAMENTO GENÉTICO DE CODORNAS NO BRASIL , Elias Nunes Martins, 2002
OBRIGADA

Codornas

  • 1.
    CODORNAS Genética e Melhoramento AliceMelo Cândido - Zootecnia, UFSC
  • 2.
    CODORNAS Diferentes características de Coloraçãodos ovos Taxa de postura Cor das penas Precocidade Tamanho Peso Carne Ovos Mais utilizadas
  • 3.
    CODORNAS Excelente aceitação doovo no mercado nacional e da carne, muito apreciada em países da Ásia, Europa, Estados Unidos e Canadá. COTURNICULTURA A carne é considerada exótica, e o seu consumo ainda é pequeno devido ao preço alto para os padrões brasileiros. Para atingir maior produtividade é necessário obter material genético de qualidade, para isso, são necessários programas de melhoramento bem fundamentados
  • 4.
    Reprodução Aos 45dias de idade já são consideradas adultas, e são escolhidos os melhores machos e fêmeas para a postura. Os ovos deverão ser frescos ficando de 4 a 8 dias, perfeitos pesando o equivalente a 11 gramas e nem muito redondos nem muito pontudos. As fêmeas são cobertas diariamente, e põem em média um ovo por dia, sendo que 90% deles são fecundados. As fêmeas não devem ser utilizadas como reprodutoras por mais de um ano, pois a partir daí a produção entra em declínio e a qualidade dos embriões fica comprometido.
  • 5.
    Adquirir os ovosférteis, ou pintinhos, originários de aves da mais alta qualidade e de matrizeiros que tenham condições de comprovar a sua origem, evitando, assim, a aquisição de lotes parentes. Se o criador não sabe a origem das aves que adquiriu inicialmente, mesmo que conduza corretamente os cruzamentos, não terá como saber se não são parentes. As codornas são animais extremamente sensíveis a laços sanguíneos, são muito propensas a problemas genéticos. Os cruzamentos entre família potencializam os efeitos defeitos genéticos e os ovos podem nascer desde inférteis até aves com problemas de formação. Reprodução
  • 6.
    Destino Ovos para consumo Carnepara consumo Machos e fêmeas para criação
  • 7.
    Genética e Melhoramento NoBrasil, os programas de melhoramento genético de codorna são ainda rudimentares. A prática corrente tem sido a reprodução do material genético disponível que, pela deficiência de controle e de esquema de seleção, sofre problemas de depressão pela consanguinidade, resultando em redução de postura, queda de fertilidade e aumento de mortalidade.
  • 8.
    Genética e Melhoramento Omelhoramento genético na granja precisa ser planejado desde o primeiro dia de vida dos filhotes.
  • 9.
    Genética e Melhoramento Asaves são separadas por tipo e 5% delas vão passar por testes O grupo representa o plantel de toda a granja As aves de corte Análise das aves: 45 dias com 280 gramas. Pesadas individualmente para avaliar o peso médio do lote. As aves de postura Análise dos ovos: Começo de postura: 12 gramas. Espessura da casca de 0,20 mm. Análise das aves: 250 ovos em toda sua fase produtiva
  • 10.
    Genética e Melhoramento Paraque estes programas sejam eficientes é necessário que se tenha variabilidade genética, e esta variabilidade pode ser atualmente identificada com o auxílio dos marcadores moleculares. Filho?
  • 11.
    Genética e Melhoramento Conhecimentodos padrões de variações genéticas Random Amplified Polymorphic DNA (RAPD) Amplificação de segmentos de DNA genômico a partir de oligonucleotídeos iniciadores curtos e aleatórios RAPD utilizado para: Genotipagem individual dentro das espécies Estimar variabilidade genética Estimar parentesco e níveis de consanguinidade Identificar espécies ou linhagens Realizar análise de progênie Estabelecer estratégia econômica
  • 12.
    Genética e Melhoramento Algumasavaliações genéticas para seleção de indivíduos: Número médio de alelos por loco; Frequências alélicas por loco; Número de alelos observados; Heterozigosidade esperada; Heterozigosidade observada; Frequência de alelos nulos. Poder de discriminação individual dos locos: Probabilidades de identidade genética (PI) e Exclusão de paternidade (PE)
  • 13.
    Genetic Improvement forBody Weight of Japanese Quail Sheida Varkoohi e Keyomars Kaviani Kermanshah, Iran February 2012 and November 2012 Neste trabalho, foi realizado um melhoramento genético da Codorna Japônica para ganho para maior ganho de peso à 4 semanas de idade após 3 gerações. O resultado foi maior ganho de peso obtido após 3 gerações de aves selecionadas, o que acarretaria em um melhor resultado após mais gerações. O grupo controle também teve um bom resultado mesmo sem seleção genética, pode ser devido à boa alimentação, à boa genética que os animais possuem mesmo sem seleção ou à outros fatores externos.
  • 14.
    Grupo 1: Ganhode peso à 4 semanas Grupo 2: Controle 177.6 161.2 Resultado do Experimento
  • 15.
    Conclusões Falta material genéticoque garanta o potencial da produção. Uma solução é a especialização de tarefas: aviários de codornas especializados nos seguimentos de seleção (avozeiros), de multiplicação (matrizeiros) e de produção (produtores comerciais). Entretanto, não existe ainda no Brasil qualquer programa de melhoramento genético de codorna, desenvolvido em bases técnicas. A prática corrente tem sido a reprodução do material genético disponível que, pela deficiência de controle e falta de esquema de seleção adequados, sofre problemas de depressão pela consanguinidade resultando em redução de postura, queda de fertilidade e aumento de mortalidade. PERSPECTIVAS DO MELHORAMENTO GENÉTICO DE CODORNAS NO BRASIL , Elias Nunes Martins, 2002
  • 16.
    Conclusões O esquema paradesenvolvimento de material genético em codornas deve seguir o mesmo procedimento que é praticado para galinhas de postura e frangos de corte, ou seja, o desenvolvimento de linhagens por seleção, para características complementares ou não, visando a intensificação dos efeitos genéticos aditivos, e o posterior cruzamento para explorar a heterose e recuperar os efeitos de uma possível depressão causada pela endogamia. O processo de desenvolvimento de linhagens passa primeiramente pela avaliação da estrutura das populações disponíveis, por meio da estimação da variabilidade genética existente nas características economicamente importantes e das correlações entre elas. PERSPECTIVAS DO MELHORAMENTO GENÉTICO DE CODORNAS NO BRASIL , Elias Nunes Martins, 2002
  • 17.