Conselho Nacional do Café – CNC
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CLIPPING – 21/10/2015
Acesse: www.cncafe.com.br
Seca prejudica produção de café no Cerrado Mineiro
Canal Rural
21/10/2015
Henrique Bighetti
Uma das principais regiões produtoras
de café do Cerrado Mineiro, Araguari
não vê chuva há mais de 30 dias e as
temperaturas estão dois graus acima da
média. Se a seca persistir por mais
tempo, a produção da próxima safra
deve ser prejudicada.
A situação está levando os cafezais a
perderem folhas, e os chumbinhos –
pequenos grãos que surgem após a
florada, que depois vão se transformar
nos frutos – não conseguem se
desenvolver como deveriam. Quem
esperava por uma safra volumosa, já
começa a refazer as contas.
– Inicialmente, eu já esperava uma produção de até 50 sacas por hectare. Essa safra eu já
estimo uma perda pelo menos de 15%. Isso já é bastante significativo, principalmente porque
todos os produtos que a gente compra, como adubos, defensivos, eles são cotados em dólar e
com essa alta, o meu custo vai ser maior – diz o produtor Sérgio Segatin Bronzi.
Na fazenda do cafeicultor João Alberto Alves, o tempo seco está favorecendo o
desenvolvimento de pragas como o bicho mineiro. O inseto ataca as plantas e rouba os
nutrientes da folha.
– Isso gera um prejuízo enorme na lavoura, porque ele [bicho mineiro] começa a "desfolhar"
essa folha. Agredida, ela vai cair e ela desfolhando, o chumbinho fica exposto. A condição
natural da planta começa a ser prejudicada, porque não tem a folha e, com isso, com certeza a
produção será prejudicada – afirma.
Para tentar diminuir os impactos da seca, os produtores utilizam a irrigação. Mas nos próximos
dias isso pode mudar, porque a escassez de água dos últimos dias diminuiu o nível dos
reservatórios e vai obrigar o produtor a reduzir pela metade o uso da irrigação nos cafezais.
A fazenda de Alves é dividida em sete lotes e cada um deles é irrigado 12 horas por dia, com
um intervalo de quatro dias entre uma área e outra. Agora, o planejamento deve ser
modificado.
– A partir de amanhã nós vamos aumentar esse intervalo para oito dias. Nós sabemos que
vamos ter consequências, mas nós não temos outra opção. Se nós não fizermos dessa forma,
nós vamos prejudicar os usuários mais baixos e nós não queremos isso. Nós queremos dividir
o pouco que temos com todos que precisam – afirma.
Na safra 2015/2016, colhida este ano, a região de Araguari produziu aproximadamente 400 mil
sacas de café. De acordo com o presidente da Associação dos Cafeicultores de Araguari,
Cláudio Morales (foto: reprodução Canal Rural), a meta de dobrar a produção na próxima
temporada pode não ser alcançada se a seca persistir por muito tempo.
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– A nossa região, que corresponde à região de Araguari, Indianópolis, Cascalho Rico e
Uberlândia, nós tivemos uma produção de 400 mil sacas em uma área de aproximadamente 20
mil hectares. No próximo ano, nós esperamos uma safra de 800 a 900 mil sacas, mas com
esse calor acima da média a gente não sabe qual será o prejuízo para a próxima safra para o
produtor – afirma.
Sem chuva, segunda florada do café no Sul de Minas tem problemas de pegamento
Notícias Agrícolas
21/10/2015
Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
A ausência de chuvas nas principais regiões produtores pode comprometer a safra 2016/17 de
café. No Sul de Minas Gerais as chuvas de 120 a 180 mm em setembro estimularam a florada
nos cafezais, no entanto desde o inicio de outubro as precipitações irregulares impedem o bom
desenvolvimento dos chumbinhos da segunda florada.
O pesquisador da fundação Procafé, Alysson Fagundes explique que nestas regiões "a
temperatura estava muito alta e a umidade no solo não era suficiente, então os botões florais
evoluíram, mas não conseguiram abrir".
Essa realidade pode resultar em mais um ano de redução na produtividade para muitos
produtores de Minas Gerais e São Paulo. Contudo é importante ressaltar que "esse problema
vem ocorrendo em parte da segunda florada, não sendo portanto uma situação generalizada,
mas que pode se complicar caso as chuvas continuem irregulares", declara Fagundes.
As condições climáticas desfavoráveis também estão influenciando no desenvolvimento da
primeira florada, que em muitas regiões mostraram um desempenho de até 90% nos cafezais.
De acordo com o pesquisador os chumbinhos estão sofrendo com as altas temperaturas e a
baixa umidade no solo.
As avaliações de danos da primeira e segunda florada só serão possíveis após o registro das
primeiras chuvas significativas para as regiões. No entanto, as previsões climáticas para os
próximos dias ainda indicam tempo seco e quente na maior parte das áreas produtoras de café
do Sudeste, incluindo Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Mogiana.
Guaxupé: falta de chuva e altas temperaturas podem ocasionar queda de botões florais
Notícias Agrícolas
21/10/2015
Fernanda Custódio e Larissa Albuquerque
A falta de chuvas há mais de 34 dias e as altas temperaturas na região de Guaxupé (MG) estão
prejudicando a formação dos chumbinhos nos cafezais. Esse cenário pode ocasionar a queda
dos botões florais da segunda florada se as precipitações não retornarem à região nos
próximos dias.
Caso se confirme, essa poderá ser a terceira quebra de safra consecutiva na produção do
estado. Segundo o presidente do sindicato rural, Mário Guilherme do Valle, em setembro as
chuvas favoreceram o desenvolvimento da primeira florada, que progrediu bem e animou os
produtores de café do sul de Minas.
No entanto, depois do dia 20 do mês passado as precipitações cessaram e as temperaturas
começaram a se elevar, prejudicando a umidade no solo. "Nós sabemos que os cafezais
aguentam temperaturas altas, mas não por tantos dias seguidos", explica Valle.
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As previsões climáticas indicam chuvas para a região somente para o final do mês de outubro.
Com isso, os cafeicultores possivelmente irão amargar perdas tanto na primeira, com a queda
ou queima dos chumbinhos devido à alta temperatura, quanto na segunda florada, com o mau
desenvolvimento dos botões florais.
"Nós já começamos, seguramente, a acreditar em perda, que ainda é difícil de mensurar no
momento, mas que certamente o mercado já está se movimentando a favor de altas", declara
Valle.
Atualmente na região a saca dos tipos mais negociados variam entre R$ 520,00 a R$ 530,00 e,
contratos com a safra 2016/17, em torno dos R$ 600,00/saca. Preços que, segundo o
presidente, ainda remuneram os produtores mesmo estando abaixo das expectativas do setor.
Café: Rabobank projeta déficit de 2,8 milhões de sacas em 2015/16
Agência Estado
21/10/2015
O Rabobank projeta que o mercado de café vai registrar um déficit de produção de 2,8 milhões
de ascas de 60 quilos nesta temporada, em virtude da seca na Indonésia e na Colômbia, dois
importantes produtores. Além disso, o banco alerta que o clima no Brasil não está tão favorável
quanto o previsto há um mês.
"A presença do El Niño está sendo sentida em várias regiões produtoras de café e isso não
deve mudar logo", alertou o Rabobank. Fonte: Dow Jones Newswires.
FAEMG assina acordo para impulsionar cafés especiais
Sistema FAEMG
21/10/2015
O presidente do SISTEMA FAEMG,
Roberto Simões (ao centro na foto:
divulgação), assinou termo de
cooperação com AMIS e Amipão, para
implementar ações de promoção da
visibilidade e incentivo ao consumo dos
cafés especiais junto ao trade
mercadista e panificador. O acordo foi
oficializado durante a solenidade de
abertura do evento Superminas, na tarde
de terça (20), no Expominas, em Belo
Horizonte.
Roberto Simões destacou que a união
entre as entidades trará importante fortalecimento ao segmento no mercado doméstico: “Temos
hoje expressiva produção de grãos de altíssima qualidade e em grande quantidade em todo o
nosso estado. Destaque para nossas quatro regiões mineiras com denominação de origem.
Nossos cafés especiais são reconhecidos e valorizados mundo afora mas, infelizmente, ainda
não conquistaram espaço merecido junto ao consumidor brasileiro. É de grande importância
que hoje as redes supermercadista e panificadora possam se unir em fortalecimento ao
trabalho da FAEMG e dos produtores rurais mineiros”.
O termo leva ainda as assinaturas do presidente do Conselho da AMIS (Associação Mineira de
Supermercados), Alexandre Poni e do presidente da Amipão (Sindicato e Associação Mineira
da Indústria da Panificação), José Batista de Oliveira.
Cafés Especiais – Segundo Roberto Simões, a qualidade do café vem da combinação de
espécie e variedade, condições de solo, altitude, relevo e clima, e dos cuidados durante o
Conselho Nacional do Café – CNC
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cultivo, colheita, secagem, classificação, armazenamento e transporte: “Os cafés de excelência
podem ser consagrados pela qualidade e raridade de sua produção e pela reputação de sua
região de origem. Além disso, para ser considerado um café especial, o grão da amostra
padrão poderá ter no máximo cinco defeitos, devendo ser livre de impurezas e, principalmente,
obter no mínimo 80 pontos numa escala internacional de qualidade. Sobre todos estes
aspectos, estão os atributos sensoriais, a qualidade da bebida, que precisa ser superior ao
padrão. ”
A produção de cafés especiais no Brasil cresce entre 10% a 15% a cada ano. Atualmente, de
acordo com a BSCA (Brazilian Specialty Coffee Association – Associação Brasileira de Cafés
Especiais), cerca de 10% do café produzido no Brasil é especial, devendo chegar a mais de 4
milhões de sacas em 2015. Deste total, estima-se que 50% saia de lavouras mineiras. Das 20
milhões de sacas de café que serão consumidas este ano por brasileiros, estima-se que
apenas um milhão é de cafés especiais.
Segundo dados da BSCA, a demanda pelos grãos especiais cresce em torno de 15% ao ano,
principalmente no exterior, enquanto o crescimento do café commodity é de cerca de 2%. O
valor de venda atual para alguns cafés diferenciados tem um sobrepreço que varia entre 30% e
40% a mais do que o café cultivado de modo convencional. Em alguns casos, pode ultrapassar
a barreira dos 100%. Os principais mercados consumidores dos cafés especiais brasileiros são,
na ordem, Japão, Estados Unidos e União Europeia, havendo crescimento muito grande por
parte da Coréia do Sul e Austrália.
Superminas – O Sistema FAEMG participa ainda da Superminas com estande institucional.
Segundo a analista de eventos do Senar Minas, Suzana Diniz, além de divulgar o trabalho da
entidade, um dos objetivos da participação é promover a aproximação entre ex-alunos dos
cursos do SENAR (que já participam do Projeto Aproxima) e os compradores: “Reuniremos em
nosso estande produtores que se capacitaram conosco, desenvolveram produtos de altíssima
qualidade e precisam agora conquistar mais espaço no mercado. Traremos, por exemplo,
queijos de cabra e vaca, doces diversos, cachaça, produtos apícolas, defumados, frutas
vermelhas e cafés especiais”.
Consolidado como o segundo maior e o mais completo evento do varejo alimentício nacional, o
29º Congresso e Feira Supermercadista e da Panificação (Superminas 2015) é realizado pela
AMIS (Associação Mineira de Supermercados) e Amipão (Sindicato e Associação Mineira da
Indústria da Panificação). Voltado a supermercadistas, panificadores e fornecedores, o evento
segue até o dia 22, e não é aberto ao público em geral.
O tema deste ano “Informação: ferramenta estratégica” será debatido em palestras, fóruns e
consultorias nos três dias do congresso. A Superminas é ainda composta pela feira, onde os
participantes têm acesso às novidades e tendências em alimentos, máquinas, equipamentos e
softwares usados no comércio varejista, reunindo cerca de 420 expositores nacionais e
internacionais.
Cooperativa de crédito é opção de juros baratos
Sistema OCB
20/10/2015
As cooperativas de crédito são excelentes opções para quem busca juros mais baratos,
sobretudo neste contexto de crise econômica nacional. O assunto foi pautado em um jornal de
grande circulação do Estado de Minas Gerais, afirmando que "as cooperativas conseguem
oferecer taxas de juros mais baratas aos cooperados". E muitas delas não cobram as famosas
taxas de manutenção de conta.
Para mostrar essa diferença, a matéria citou o exemplo de um empréstimo realizado em uma
cooperativa e em um banco. "Com os juros bancários na estratosfera, girando em torno de 5%
ao mês no crédito pessoal e de 14,6% no cheque especial, conforme a Fundação Ipead, o
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melhor mesmo é não se endividar. Com essas taxas, em 12 meses um empréstimo de R$ 10
mil se transforma em R$ 17,9 mil no crédito pessoal e em R$ 51,3 mil no especial".
De acordo com o Banco Central, atualmente, existem 1.133 cooperativas de crédito em todo o
país e algumas delas, as mais estruturadas, atuam oferecendo serviços como conta-corrente,
poupança, empréstimos pessoais, financiamento de veículos, entre outros. A publicação
ressaltou a igualdade praticada nas entidades. "Além do menor gasto com juros e taxas, as
cooperativas ainda têm a vantagem de repartir os resultados do fim do ano com os cooperados.
É como se fosse um banco que distribui os lucros para os clientes, que também são os donos
da instituição".
Além disso, "as cooperativas de crédito são reguladas e fiscalizadas pelo Banco Central e
oferecem praticamente a mesma segurança do sistema financeiro tradicional. Nelas, os
depósitos são garantidos pelo Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), que
cobre até R$ 250 mil em caso de intervenção ou liquidação extrajudicial".
Brasileiros descobrem proteína do café com efeito de morfina
EXAME.com
21/10/2015
Da EFE
Pesquisadores brasileiros identificaram um fragmento de proteína no café que possui
propriedades analgésicas e ansiolíticas semelhantes às da morfina, mas com a vantagem de
ter efeitos mais fortes e mais prolongados, divulgou a Embrapa nesta quarta-feira.
Os efeitos da substância já foram testados com sucesso em ratos de laboratório. A descoberta
foi descrita na tese de doutorado do biólogo molecular Felipe Vinechy, em um projeto conjunto
da Embrapa e com a Universidade de Brasília, entidades que já solicitaram as respectivas
patentes sobre sete diferentes partículas de proteínas isoladas do café.
Vinechy, que inicialmente pretendia isolar genes do café associados à qualidade do produto em
um projeto para o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronôma para o
Desenvolvimento (Cirad) da França, identificou sequências genéticas do grão com estruturas
semelhantes as de alguns opióides endógenos de humanos.
O biólogo, orientado pelo pesquisador da Embrapa, Carlos Bloch Júnior, decidiu se concentrar
nos fragmentos identificados e avaliar experimentalmente suas funções e seus efeitos em
mamíferos.
Os experimentos com ratos mostraram que as substâncias tinham propriedades semelhantes
às da morfina, mas com efeitos analgésicos maiores e mais duráveis, de até quatro horas, e
sem outros efeitos colaterais.
O possível desenvolvimento de um analgésico ou de um tranqüilizante a partir da substância do
café, no entanto, exigirá novas pesquisas que permitam sintetizar a proteína e analisar seus
efeitos em humanos.
A descoberta foi possível devido a ao banco de dados com a descrição completa do genoma
do café criado pela Embrapa em 2004, que inclui 200 mil sequências genéticas, 30 mil delas já
identificadas.

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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck CLIPPING – 21/10/2015 Acesse: www.cncafe.com.br Seca prejudica produção de café no Cerrado Mineiro Canal Rural 21/10/2015 Henrique Bighetti Uma das principais regiões produtoras de café do Cerrado Mineiro, Araguari não vê chuva há mais de 30 dias e as temperaturas estão dois graus acima da média. Se a seca persistir por mais tempo, a produção da próxima safra deve ser prejudicada. A situação está levando os cafezais a perderem folhas, e os chumbinhos – pequenos grãos que surgem após a florada, que depois vão se transformar nos frutos – não conseguem se desenvolver como deveriam. Quem esperava por uma safra volumosa, já começa a refazer as contas. – Inicialmente, eu já esperava uma produção de até 50 sacas por hectare. Essa safra eu já estimo uma perda pelo menos de 15%. Isso já é bastante significativo, principalmente porque todos os produtos que a gente compra, como adubos, defensivos, eles são cotados em dólar e com essa alta, o meu custo vai ser maior – diz o produtor Sérgio Segatin Bronzi. Na fazenda do cafeicultor João Alberto Alves, o tempo seco está favorecendo o desenvolvimento de pragas como o bicho mineiro. O inseto ataca as plantas e rouba os nutrientes da folha. – Isso gera um prejuízo enorme na lavoura, porque ele [bicho mineiro] começa a "desfolhar" essa folha. Agredida, ela vai cair e ela desfolhando, o chumbinho fica exposto. A condição natural da planta começa a ser prejudicada, porque não tem a folha e, com isso, com certeza a produção será prejudicada – afirma. Para tentar diminuir os impactos da seca, os produtores utilizam a irrigação. Mas nos próximos dias isso pode mudar, porque a escassez de água dos últimos dias diminuiu o nível dos reservatórios e vai obrigar o produtor a reduzir pela metade o uso da irrigação nos cafezais. A fazenda de Alves é dividida em sete lotes e cada um deles é irrigado 12 horas por dia, com um intervalo de quatro dias entre uma área e outra. Agora, o planejamento deve ser modificado. – A partir de amanhã nós vamos aumentar esse intervalo para oito dias. Nós sabemos que vamos ter consequências, mas nós não temos outra opção. Se nós não fizermos dessa forma, nós vamos prejudicar os usuários mais baixos e nós não queremos isso. Nós queremos dividir o pouco que temos com todos que precisam – afirma. Na safra 2015/2016, colhida este ano, a região de Araguari produziu aproximadamente 400 mil sacas de café. De acordo com o presidente da Associação dos Cafeicultores de Araguari, Cláudio Morales (foto: reprodução Canal Rural), a meta de dobrar a produção na próxima temporada pode não ser alcançada se a seca persistir por muito tempo.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck – A nossa região, que corresponde à região de Araguari, Indianópolis, Cascalho Rico e Uberlândia, nós tivemos uma produção de 400 mil sacas em uma área de aproximadamente 20 mil hectares. No próximo ano, nós esperamos uma safra de 800 a 900 mil sacas, mas com esse calor acima da média a gente não sabe qual será o prejuízo para a próxima safra para o produtor – afirma. Sem chuva, segunda florada do café no Sul de Minas tem problemas de pegamento Notícias Agrícolas 21/10/2015 Aleksander Horta e Larissa Albuquerque A ausência de chuvas nas principais regiões produtores pode comprometer a safra 2016/17 de café. No Sul de Minas Gerais as chuvas de 120 a 180 mm em setembro estimularam a florada nos cafezais, no entanto desde o inicio de outubro as precipitações irregulares impedem o bom desenvolvimento dos chumbinhos da segunda florada. O pesquisador da fundação Procafé, Alysson Fagundes explique que nestas regiões "a temperatura estava muito alta e a umidade no solo não era suficiente, então os botões florais evoluíram, mas não conseguiram abrir". Essa realidade pode resultar em mais um ano de redução na produtividade para muitos produtores de Minas Gerais e São Paulo. Contudo é importante ressaltar que "esse problema vem ocorrendo em parte da segunda florada, não sendo portanto uma situação generalizada, mas que pode se complicar caso as chuvas continuem irregulares", declara Fagundes. As condições climáticas desfavoráveis também estão influenciando no desenvolvimento da primeira florada, que em muitas regiões mostraram um desempenho de até 90% nos cafezais. De acordo com o pesquisador os chumbinhos estão sofrendo com as altas temperaturas e a baixa umidade no solo. As avaliações de danos da primeira e segunda florada só serão possíveis após o registro das primeiras chuvas significativas para as regiões. No entanto, as previsões climáticas para os próximos dias ainda indicam tempo seco e quente na maior parte das áreas produtoras de café do Sudeste, incluindo Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Mogiana. Guaxupé: falta de chuva e altas temperaturas podem ocasionar queda de botões florais Notícias Agrícolas 21/10/2015 Fernanda Custódio e Larissa Albuquerque A falta de chuvas há mais de 34 dias e as altas temperaturas na região de Guaxupé (MG) estão prejudicando a formação dos chumbinhos nos cafezais. Esse cenário pode ocasionar a queda dos botões florais da segunda florada se as precipitações não retornarem à região nos próximos dias. Caso se confirme, essa poderá ser a terceira quebra de safra consecutiva na produção do estado. Segundo o presidente do sindicato rural, Mário Guilherme do Valle, em setembro as chuvas favoreceram o desenvolvimento da primeira florada, que progrediu bem e animou os produtores de café do sul de Minas. No entanto, depois do dia 20 do mês passado as precipitações cessaram e as temperaturas começaram a se elevar, prejudicando a umidade no solo. "Nós sabemos que os cafezais aguentam temperaturas altas, mas não por tantos dias seguidos", explica Valle.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck As previsões climáticas indicam chuvas para a região somente para o final do mês de outubro. Com isso, os cafeicultores possivelmente irão amargar perdas tanto na primeira, com a queda ou queima dos chumbinhos devido à alta temperatura, quanto na segunda florada, com o mau desenvolvimento dos botões florais. "Nós já começamos, seguramente, a acreditar em perda, que ainda é difícil de mensurar no momento, mas que certamente o mercado já está se movimentando a favor de altas", declara Valle. Atualmente na região a saca dos tipos mais negociados variam entre R$ 520,00 a R$ 530,00 e, contratos com a safra 2016/17, em torno dos R$ 600,00/saca. Preços que, segundo o presidente, ainda remuneram os produtores mesmo estando abaixo das expectativas do setor. Café: Rabobank projeta déficit de 2,8 milhões de sacas em 2015/16 Agência Estado 21/10/2015 O Rabobank projeta que o mercado de café vai registrar um déficit de produção de 2,8 milhões de ascas de 60 quilos nesta temporada, em virtude da seca na Indonésia e na Colômbia, dois importantes produtores. Além disso, o banco alerta que o clima no Brasil não está tão favorável quanto o previsto há um mês. "A presença do El Niño está sendo sentida em várias regiões produtoras de café e isso não deve mudar logo", alertou o Rabobank. Fonte: Dow Jones Newswires. FAEMG assina acordo para impulsionar cafés especiais Sistema FAEMG 21/10/2015 O presidente do SISTEMA FAEMG, Roberto Simões (ao centro na foto: divulgação), assinou termo de cooperação com AMIS e Amipão, para implementar ações de promoção da visibilidade e incentivo ao consumo dos cafés especiais junto ao trade mercadista e panificador. O acordo foi oficializado durante a solenidade de abertura do evento Superminas, na tarde de terça (20), no Expominas, em Belo Horizonte. Roberto Simões destacou que a união entre as entidades trará importante fortalecimento ao segmento no mercado doméstico: “Temos hoje expressiva produção de grãos de altíssima qualidade e em grande quantidade em todo o nosso estado. Destaque para nossas quatro regiões mineiras com denominação de origem. Nossos cafés especiais são reconhecidos e valorizados mundo afora mas, infelizmente, ainda não conquistaram espaço merecido junto ao consumidor brasileiro. É de grande importância que hoje as redes supermercadista e panificadora possam se unir em fortalecimento ao trabalho da FAEMG e dos produtores rurais mineiros”. O termo leva ainda as assinaturas do presidente do Conselho da AMIS (Associação Mineira de Supermercados), Alexandre Poni e do presidente da Amipão (Sindicato e Associação Mineira da Indústria da Panificação), José Batista de Oliveira. Cafés Especiais – Segundo Roberto Simões, a qualidade do café vem da combinação de espécie e variedade, condições de solo, altitude, relevo e clima, e dos cuidados durante o
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck cultivo, colheita, secagem, classificação, armazenamento e transporte: “Os cafés de excelência podem ser consagrados pela qualidade e raridade de sua produção e pela reputação de sua região de origem. Além disso, para ser considerado um café especial, o grão da amostra padrão poderá ter no máximo cinco defeitos, devendo ser livre de impurezas e, principalmente, obter no mínimo 80 pontos numa escala internacional de qualidade. Sobre todos estes aspectos, estão os atributos sensoriais, a qualidade da bebida, que precisa ser superior ao padrão. ” A produção de cafés especiais no Brasil cresce entre 10% a 15% a cada ano. Atualmente, de acordo com a BSCA (Brazilian Specialty Coffee Association – Associação Brasileira de Cafés Especiais), cerca de 10% do café produzido no Brasil é especial, devendo chegar a mais de 4 milhões de sacas em 2015. Deste total, estima-se que 50% saia de lavouras mineiras. Das 20 milhões de sacas de café que serão consumidas este ano por brasileiros, estima-se que apenas um milhão é de cafés especiais. Segundo dados da BSCA, a demanda pelos grãos especiais cresce em torno de 15% ao ano, principalmente no exterior, enquanto o crescimento do café commodity é de cerca de 2%. O valor de venda atual para alguns cafés diferenciados tem um sobrepreço que varia entre 30% e 40% a mais do que o café cultivado de modo convencional. Em alguns casos, pode ultrapassar a barreira dos 100%. Os principais mercados consumidores dos cafés especiais brasileiros são, na ordem, Japão, Estados Unidos e União Europeia, havendo crescimento muito grande por parte da Coréia do Sul e Austrália. Superminas – O Sistema FAEMG participa ainda da Superminas com estande institucional. Segundo a analista de eventos do Senar Minas, Suzana Diniz, além de divulgar o trabalho da entidade, um dos objetivos da participação é promover a aproximação entre ex-alunos dos cursos do SENAR (que já participam do Projeto Aproxima) e os compradores: “Reuniremos em nosso estande produtores que se capacitaram conosco, desenvolveram produtos de altíssima qualidade e precisam agora conquistar mais espaço no mercado. Traremos, por exemplo, queijos de cabra e vaca, doces diversos, cachaça, produtos apícolas, defumados, frutas vermelhas e cafés especiais”. Consolidado como o segundo maior e o mais completo evento do varejo alimentício nacional, o 29º Congresso e Feira Supermercadista e da Panificação (Superminas 2015) é realizado pela AMIS (Associação Mineira de Supermercados) e Amipão (Sindicato e Associação Mineira da Indústria da Panificação). Voltado a supermercadistas, panificadores e fornecedores, o evento segue até o dia 22, e não é aberto ao público em geral. O tema deste ano “Informação: ferramenta estratégica” será debatido em palestras, fóruns e consultorias nos três dias do congresso. A Superminas é ainda composta pela feira, onde os participantes têm acesso às novidades e tendências em alimentos, máquinas, equipamentos e softwares usados no comércio varejista, reunindo cerca de 420 expositores nacionais e internacionais. Cooperativa de crédito é opção de juros baratos Sistema OCB 20/10/2015 As cooperativas de crédito são excelentes opções para quem busca juros mais baratos, sobretudo neste contexto de crise econômica nacional. O assunto foi pautado em um jornal de grande circulação do Estado de Minas Gerais, afirmando que "as cooperativas conseguem oferecer taxas de juros mais baratas aos cooperados". E muitas delas não cobram as famosas taxas de manutenção de conta. Para mostrar essa diferença, a matéria citou o exemplo de um empréstimo realizado em uma cooperativa e em um banco. "Com os juros bancários na estratosfera, girando em torno de 5% ao mês no crédito pessoal e de 14,6% no cheque especial, conforme a Fundação Ipead, o
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck melhor mesmo é não se endividar. Com essas taxas, em 12 meses um empréstimo de R$ 10 mil se transforma em R$ 17,9 mil no crédito pessoal e em R$ 51,3 mil no especial". De acordo com o Banco Central, atualmente, existem 1.133 cooperativas de crédito em todo o país e algumas delas, as mais estruturadas, atuam oferecendo serviços como conta-corrente, poupança, empréstimos pessoais, financiamento de veículos, entre outros. A publicação ressaltou a igualdade praticada nas entidades. "Além do menor gasto com juros e taxas, as cooperativas ainda têm a vantagem de repartir os resultados do fim do ano com os cooperados. É como se fosse um banco que distribui os lucros para os clientes, que também são os donos da instituição". Além disso, "as cooperativas de crédito são reguladas e fiscalizadas pelo Banco Central e oferecem praticamente a mesma segurança do sistema financeiro tradicional. Nelas, os depósitos são garantidos pelo Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), que cobre até R$ 250 mil em caso de intervenção ou liquidação extrajudicial". Brasileiros descobrem proteína do café com efeito de morfina EXAME.com 21/10/2015 Da EFE Pesquisadores brasileiros identificaram um fragmento de proteína no café que possui propriedades analgésicas e ansiolíticas semelhantes às da morfina, mas com a vantagem de ter efeitos mais fortes e mais prolongados, divulgou a Embrapa nesta quarta-feira. Os efeitos da substância já foram testados com sucesso em ratos de laboratório. A descoberta foi descrita na tese de doutorado do biólogo molecular Felipe Vinechy, em um projeto conjunto da Embrapa e com a Universidade de Brasília, entidades que já solicitaram as respectivas patentes sobre sete diferentes partículas de proteínas isoladas do café. Vinechy, que inicialmente pretendia isolar genes do café associados à qualidade do produto em um projeto para o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronôma para o Desenvolvimento (Cirad) da França, identificou sequências genéticas do grão com estruturas semelhantes as de alguns opióides endógenos de humanos. O biólogo, orientado pelo pesquisador da Embrapa, Carlos Bloch Júnior, decidiu se concentrar nos fragmentos identificados e avaliar experimentalmente suas funções e seus efeitos em mamíferos. Os experimentos com ratos mostraram que as substâncias tinham propriedades semelhantes às da morfina, mas com efeitos analgésicos maiores e mais duráveis, de até quatro horas, e sem outros efeitos colaterais. O possível desenvolvimento de um analgésico ou de um tranqüilizante a partir da substância do café, no entanto, exigirá novas pesquisas que permitam sintetizar a proteína e analisar seus efeitos em humanos. A descoberta foi possível devido a ao banco de dados com a descrição completa do genoma do café criado pela Embrapa em 2004, que inclui 200 mil sequências genéticas, 30 mil delas já identificadas.