CLIPPING – 30/09/2014 
Acesse: www.cncafe.com.br 
Café: OIC informa que exportação mundial diminui 1,2% em agosto 
Agência Estado 
30/09/2014 
Tomas Okuda 
A exportação mundial de café apresentou queda de 1,2% em 
agosto passado, em comparação com o mesmo mês de 2013. 
Foram embarcadas 8,85 milhões de sacas de 60 kg ante 8,95 
milhões de sacas em agosto de 2013. A informação é da 
Organização Internacional do Café (OIC). 
A exportação mundial nos 11 primeiros mês do ano cafeeiro 2013/14 (outubro 2013 a agosto de 
2014) apresentou redução de cerca de 2% em comparação com os 11 primeiros meses do período 
anterior. 
Nos últimos 12 meses encerrados em agosto de 2014, a exportação de café arábica totalizou 69,18 
milhões de sacas, em comparação com volume de 69,17 milhões de sacas no ano anterior. O 
embarque de robusta no período foi de 40,31 milhões de sacas, em comparação com 42,17 milhões 
de sacas. 
J. Ganes: oferta de café do Brasil deve ser menor do que 40 mi/scs em 2015 
Agência Safras 
30/09/2014 
Cândida Schaedler 
"Cada semana que passa sem chuva suficiente torna a situação 
ainda pior", afirma a presidente da J. Ganes Consulting, Judy 
Ganes-Chase (foto: J. Ganes Conculting), consultora baseada na 
cidade do Panamá, no Panamá. 
Segundo ela, a produção brasileira em 2015 deve ficar abaixo de 40 milhões de 
sacas de 60 quilos. Para esta temporada, o potencial já estava baixo, entre 43 e 44 
milhões de sacas, porque foi prejudicada pela falta de crescimento vegetativo e de 
fertilizantes. 
Além disso, segundo a consultora, o enfraquecimento do real pode ajudar no rally dos preços 
internacionais do café. As cotações em queda por três anos consecutivos fizeram com que 
produtores utilizassem menos fertilizantes, enquanto a seca fez com que a raiz se separasse do solo 
rachado, impedindo as plantas de absorverem nutrientes. As informações são da Bloomberg. 
Café: chuvas irregulares no sul de Minas não resolvem déficit hídrico 
Notícias Agrícolas 
30/09/2014 
Jhonatas Simião 
No último final de semana, alguns municípios da região Sul 
de Minas Gerais – importante região produtora de café – 
receberam as chuvas previstas pela Somar Meteorologia, 
conforme informação reportada pelo Notícias Agrícolas. A 
expectativa era de que as precipitações mesmo em baixos 
volumes pudessem induzir a florada nas regiões produtoras 
que sofrem com déficit hídrico recorde. No entanto, de 
acordo com o técnico da Cooxupé, Éder Santos, a chuva 
Conselho Nacional do Café – CNC 
SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) 
Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 
E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck
não conseguiu reverter a situação dos cafezais. 
Segundo Santos, as chuvas na região Sul de Minas foram irregulares em volume e distribuição. “O 
volume registrado por nossas estações meteorológicas foi pequeno, embora saibamos que em 
algumas regiões o volume foi até significativo, a chuva dessa forma é prejudicial porque deixa a 
planta desorientada, isso mexe com o metabolismo dos cafezais”, afirma. 
De acordo com o técnico, a irregularidade também prejudica os produtores no trato aos cafezais. 
“Sem chuvas uniformes os produtores também não conseguem fazer adubação e pulverização nos 
cafezais piorando ainda mais a situação”. 
Segundo o técnico da Cooxupé, os municípios que receberam chuvas com volume superior a 10 mm 
devem ter abertura de florada nos próximos oito dias. No entanto, a preocupação é com o pegamento 
dos botões. 
“Após abertura da florada, a planta começa a iniciar suas atividades metabólicas, então é preciso que 
as chuvas sejam contínuas para que os produtores possam realizar os tratamentos necessários”, 
explica o técnico. 
As plantas sofrem com a estiagem desde início do ano e seriam necessárias precipitações em torno 
de 60 a 70 mm para que a planta tenha uma situação confortável para a próxima safra. 
“O armazenamento de água no solo é muito baixo, a planta ainda não tem água disponível para que 
ela possa realizar todas as suas atividades de maneira satisfatória”, explica Santos. 
Assista à entrevista no site do CNC: http://www.cncafe.com.br/site/capa.asp?id=18368. 
MG: chuvas são insuficientes para reverter déficit hídrico em Três Corações 
Notícias Agrícolas 
30/09/2014 
Fernanda Custódio 
As chuvas registradas no final de semana na região de Três Corações (MG) foram esparsas, fracas e 
insuficientes para reverter o déficit hídrico. Desde o início do ano, o estado sofre com a ausência de 
precipitações, que prejudicaram expressivamente a produção de café. 
Com isso, o vice-presidente do Sindicato Rural do município, Heitor Gonzaga Reis, destaca que a 
perspectiva é que haja o abortamento dos chumbinhos. Consequentemente, o cenário deve agravar 
as perdas para a próxima safra. 
“É natural que isso aconteça e os produtores já trabalham com perspectiva de perdas para a próxima 
safra. Em relação às chuvas, temos algumas previsões para os próximos dias, mas não é certeza que 
se confirmem”, explica o vice-presidente. 
Em contrapartida, os preços da saca do café permanecem oscilando bastante, porém, não cobrem os 
custos de produção. Frente a esse cenário, o vice-presidente sinaliza que está cada vez mais difícil 
para os cafeicultores se manterem na atividade, o que aumenta a expectativa que mais produtores 
deixem a cafeicultura neste ano. 
Por outro lado, a situação também tem afetado a economia das cidades da região, que pendem 
exclusivamente da atividade. “Tem muita gente desistindo e isso afeta diretamente a economia da 
região”, ratifica Reis. 
Assista à entrevista no site do CNC: http://www.cncafe.com.br/site/capa.asp?id=18367. 
Conselho Nacional do Café – CNC 
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Café: primeiros dias de outubro devem seguir com clima seco no Brasil 
Agência Safras 
30/09/2014 
Lessandro Carvalho 
A maior parte das regiões produtoras de café do Brasil deverá receber chuvas 
abaixo da média nos primeiros 10 dias de outubro. A previsão é de Drew Lerner, 
presidente da World Weather Inc, segundo noticiou a Bloomberg. 
Na segunda metade de outubro, a previsão é de chuvas "erráticas", que devem 
melhorar em volume contra a primeira metade do mês, mas serem menos constantes, menos 
"organizadas". Ainda assim, o mês deverá fechar com precipitações abaixo da média. 
Sem a umidade suficiente nas próximas semanas, áreas que já vêm sofrendo com falta de 
precipitações terão um estresse ainda maior, em um período crucial de floradas, avaliou Drew Lerner. 
Por que o investidor aposta em café, cacau e gado 
The Wall Street Journal 
30/09/2014 
Por Leslie Josephs / Colaborou Kelsey Gee 
Os fundos de hedge e outros gestores de recursos 
estão migrando para pequenos mercados, como o 
de cacau, café (foto: Getty Images) e até gado, 
que desafiam a forte queda registrada nos preços 
globais das matérias-primas. 
Esses investidores estão apostando em produtos 
cuja demanda tem disparado à medida que os 
mercados emergentes prosperam e sua classe 
média se expande, o que está elevando o 
consumo de produtos como chocolate e 
hambúrguer. 
Investidores e economistas acreditam que a 
demanda por esses produtos é menos vulnerável a uma desaceleração do crescimento da China. A 
demanda chinesa por alimentos mais sofisticados ainda é forte, e a ascensão de outros mercados 
emergentes ajudará a aliviar qualquer retração, dizem eles. 
Ao mesmo tempo, agricultores têm dificuldade para atender à demanda porque elevar a produção de 
café e cacau, assim como a atividade pecuária, é caro e requer tempo. Essa dinâmica pode deixar a 
oferta limitada e os preços elevados por anos, dizem investidores e analistas. 
Os pés de café e os cacaueiros levam mais de três anos para produzir grãos de alta qualidade, 
enquanto um boi é geralmente abatido para produzir carne com 18 a 22 meses de vida. Por outro 
lado, quando a oferta no mercado de milho está limitada, os agricultores podem plantar e colher uma 
safra maior em questão de meses, rapidamente anulando qualquer alta nos preços. 
Os preços de grãos e de algodão caíram este ano porque os produtores americanos plantaram safras 
excepcionalmente grandes depois de um período de alta nos preços, e o clima favorável impulsionou 
a produtividade. 
"Se há um indicador nos preços para plantar mais milho, os produtores vão subir em seus tratores e 
plantar cada hectare de terra que têm", diz David Donora, chefe de commodities da Threadneedle 
Investments, em Londres, que administra US$ 158,7 bilhões. 
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SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) 
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Os contratos futuros de café arábica subiram 73% até agora no ano, enquanto os de cacau 
avançaram 22%. Os futuros de gado tiveram alta de 22% e os futuros para gado de confinamento 
subiram 41%. As apostas de fundos de hedge e outros investidores na alta dos preços de café e 
cacau se mantêm perto de níveis recordes em vários meses, contrastando com uma queda 
expressiva nas apostas de alta para outras commodities, da soja ao cobre, segundo dados do 
governo americano. 
Além disso, preocupações com a fraca atividade industrial na China derrubaram os preços de 
commodities como cobre e algodão. O Índice de Commodities da Bloomberg, que monitora os preços 
futuros de 22 commodities, caiu mais de 4% neste ano. 
Mercados emergentes como a China lideram o crescimento global da demanda por café, carne e 
chocolate. O consumo de carne bovina e vitela deverão subir 5,1% na China este ano, ante um 
crescimento global de 0,7%, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o USDA. 
Na América Latina, o mercado de café deve crescer 5,7% este ano, ante uma alta mundial de 3,9%, 
segundo a firma de pesquisa Euromonitor International. Os ganhos virão de um aumento no número 
de consumidores com renda disponível nesses países. O percentual da população mundial vivendo 
em situação de miséria, ou com menos de US$ 1,25 por dia, caiu em mais de 50%, para 20,6%, entre 
1990 e 2010, segundo o Banco Mundial. 
Produtos como café e chocolate tendem a registrar quedas menores na demanda durante retrações 
econômicas, à medida que continuem baratos para a maioria dos consumidores, dizem economistas. 
O número de pessoas com condições de comprar pequenos luxos também continua crescendo junto 
com a renda em países em desenvolvimento. 
Como consumidores, nos acostumamos a certos gostos e hábitos alimentares", diz John Baffes, 
economista sênior do Banco Mundial. "É difícil mudar." 
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura informou recentemente que seu 
Índice de Preços de Alimentos caiu em agosto para o menor nível em quase quatro anos, com queda 
nos preços de grãos, açúcar e soja. O índice de preços de carne, porém, atingiu alta recorde. 
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Problemas de abastecimento dispararam os preços da carne, do café e do cacau este ano. Uma seca 
afetou a produção no Brasil, o maior produtor de café do mundo. Os preços do cacau estão subindo 
em meio a temores de que o surto de ebola se espalhe pela Costa do Marfim e impeça a produção e 
exportação do principal ingrediente do chocolate no país, o maior produtor mundial. 
Os investidores apostam que esses mercados precisarão de muito tempo para resolver os problemas 
na cadeia de suprimento. 
Sem dúvida, as commodities de melhor desempenho tendem a estar em mercados menores, 
limitando as oportunidades para os investidores. O valor dos contratos em aberto no mercado futuro 
de cacau dos EUA chega a US$ 7,1 bilhões, comparado com cerca de US$ 21,1 bilhões de milho e 
cerca de US$ 137 bilhões no mercado futuro de petróleo. 
Por enquanto, os preços ainda estão subindo mais que o previsto. O USDA estimou recentemente 
uma alta entre 8% e 9% nos preços de carne bovina e vitela este ano, acima da previsão do mês 
passado, que era de alta entre 6,5% e 7,5%. 
No mercado de café, os produtores brasileiros alertam que os pés danificados pela pior seca em 
décadas não vão se recuperar para a safra do ano que vem. Danilo Silva Fernandes, presidente da 
cooperativa Coopervitae, em Nova Resende, Minas Gerais, diz que a produção entre seus membros 
caiu 20% este ano, e pode cair outros 14% no próximo. 
"Houve muito pouco crescimento pela falta d' água", diz ele. 
Agência dos EUA faz doação a países afetados pela ferrugem e seca 
Cafépoint 
30/09/2014 
Reportagem: Agence France-Presse (AFP) / Tradução: Juliana Santin 
A Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional (USAID) detalhou 
que sua doação de US$ 10 milhões a países centro-americanos ajudará milhares de 
produtores afetados pela seca e pelo fungo da ferrugem do café. 
“Devemos garantir que os centro-americanos afetados pela seca devastadora e a crise 
do fungo da ferrugem tenham suficiente para comer, sustentar suas famílias e encontrar 
trabalho”, disse o administrador adjunto da USAID, Mark Feierstein. “O programa ajudará a prevenir 
que as famílias recaiam na pobreza, permitindo às pessoas seguir em suas comunidades e contribuir 
com o desenvolvimento local”. 
Os Estados Unidos canalizarão US$ 10 milhões através do Programa Mundial de Alimentos da 
Organização das Nações Unidas (ONU) para assistir a 220.000 agricultores na Guatemala, Honduras 
e El Salvador que enfrentam dificuldades para ter acesso a alimentos. 
A USAID adiantou a doação na terça-feira, sem muitos detalhes, durante uma reunião do secretário 
de Estado, John Kerry, com os chanceleres dos três países em Nova York, à margem da Assembleia 
Geral da ONU. 
O programa, que visa transferência de dinheiro em efetivos e bônus alimentícios às pessoas mais 
necessitadas nesses países, faz parte de uma iniciativa da USAID de US$ 80 milhões para ajuda 
alimentícia na América Central. 
Segundo a agência assistencial, a atual seca, o foco de fungo de ferrugem que ataca os cafezais e o 
aumento dos preços dos alimentos contribuíram para a insegurança alimentar e com a alta nas taxas 
de desnutrição na América Central. Cerca de 2,3 milhões de pessoas na América Central necessitam 
de ajuda alimentícia. 
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A ferrugem do café, um fungo que ataca os arbustos do cafezal reduzindo sua produtividade, está 
expandindo nos últimos dois anos, causando severas perdas aos produtores. Estima-se que 53% das 
áreas cultivadas da América Central tenham sido atacadas pelo fungo, cuja propagação é favorecida 
pelas condições de mudança climática. 
A USAID investiu US$ 20 milhes esse ano para combater essa praga na América Latina e no Caribe. 
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Clipping cnc 30092014 versao de impressao

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    CLIPPING – 30/09/2014 Acesse: www.cncafe.com.br Café: OIC informa que exportação mundial diminui 1,2% em agosto Agência Estado 30/09/2014 Tomas Okuda A exportação mundial de café apresentou queda de 1,2% em agosto passado, em comparação com o mesmo mês de 2013. Foram embarcadas 8,85 milhões de sacas de 60 kg ante 8,95 milhões de sacas em agosto de 2013. A informação é da Organização Internacional do Café (OIC). A exportação mundial nos 11 primeiros mês do ano cafeeiro 2013/14 (outubro 2013 a agosto de 2014) apresentou redução de cerca de 2% em comparação com os 11 primeiros meses do período anterior. Nos últimos 12 meses encerrados em agosto de 2014, a exportação de café arábica totalizou 69,18 milhões de sacas, em comparação com volume de 69,17 milhões de sacas no ano anterior. O embarque de robusta no período foi de 40,31 milhões de sacas, em comparação com 42,17 milhões de sacas. J. Ganes: oferta de café do Brasil deve ser menor do que 40 mi/scs em 2015 Agência Safras 30/09/2014 Cândida Schaedler "Cada semana que passa sem chuva suficiente torna a situação ainda pior", afirma a presidente da J. Ganes Consulting, Judy Ganes-Chase (foto: J. Ganes Conculting), consultora baseada na cidade do Panamá, no Panamá. Segundo ela, a produção brasileira em 2015 deve ficar abaixo de 40 milhões de sacas de 60 quilos. Para esta temporada, o potencial já estava baixo, entre 43 e 44 milhões de sacas, porque foi prejudicada pela falta de crescimento vegetativo e de fertilizantes. Além disso, segundo a consultora, o enfraquecimento do real pode ajudar no rally dos preços internacionais do café. As cotações em queda por três anos consecutivos fizeram com que produtores utilizassem menos fertilizantes, enquanto a seca fez com que a raiz se separasse do solo rachado, impedindo as plantas de absorverem nutrientes. As informações são da Bloomberg. Café: chuvas irregulares no sul de Minas não resolvem déficit hídrico Notícias Agrícolas 30/09/2014 Jhonatas Simião No último final de semana, alguns municípios da região Sul de Minas Gerais – importante região produtora de café – receberam as chuvas previstas pela Somar Meteorologia, conforme informação reportada pelo Notícias Agrícolas. A expectativa era de que as precipitações mesmo em baixos volumes pudessem induzir a florada nas regiões produtoras que sofrem com déficit hídrico recorde. No entanto, de acordo com o técnico da Cooxupé, Éder Santos, a chuva Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck
  • 2.
    não conseguiu revertera situação dos cafezais. Segundo Santos, as chuvas na região Sul de Minas foram irregulares em volume e distribuição. “O volume registrado por nossas estações meteorológicas foi pequeno, embora saibamos que em algumas regiões o volume foi até significativo, a chuva dessa forma é prejudicial porque deixa a planta desorientada, isso mexe com o metabolismo dos cafezais”, afirma. De acordo com o técnico, a irregularidade também prejudica os produtores no trato aos cafezais. “Sem chuvas uniformes os produtores também não conseguem fazer adubação e pulverização nos cafezais piorando ainda mais a situação”. Segundo o técnico da Cooxupé, os municípios que receberam chuvas com volume superior a 10 mm devem ter abertura de florada nos próximos oito dias. No entanto, a preocupação é com o pegamento dos botões. “Após abertura da florada, a planta começa a iniciar suas atividades metabólicas, então é preciso que as chuvas sejam contínuas para que os produtores possam realizar os tratamentos necessários”, explica o técnico. As plantas sofrem com a estiagem desde início do ano e seriam necessárias precipitações em torno de 60 a 70 mm para que a planta tenha uma situação confortável para a próxima safra. “O armazenamento de água no solo é muito baixo, a planta ainda não tem água disponível para que ela possa realizar todas as suas atividades de maneira satisfatória”, explica Santos. Assista à entrevista no site do CNC: http://www.cncafe.com.br/site/capa.asp?id=18368. MG: chuvas são insuficientes para reverter déficit hídrico em Três Corações Notícias Agrícolas 30/09/2014 Fernanda Custódio As chuvas registradas no final de semana na região de Três Corações (MG) foram esparsas, fracas e insuficientes para reverter o déficit hídrico. Desde o início do ano, o estado sofre com a ausência de precipitações, que prejudicaram expressivamente a produção de café. Com isso, o vice-presidente do Sindicato Rural do município, Heitor Gonzaga Reis, destaca que a perspectiva é que haja o abortamento dos chumbinhos. Consequentemente, o cenário deve agravar as perdas para a próxima safra. “É natural que isso aconteça e os produtores já trabalham com perspectiva de perdas para a próxima safra. Em relação às chuvas, temos algumas previsões para os próximos dias, mas não é certeza que se confirmem”, explica o vice-presidente. Em contrapartida, os preços da saca do café permanecem oscilando bastante, porém, não cobrem os custos de produção. Frente a esse cenário, o vice-presidente sinaliza que está cada vez mais difícil para os cafeicultores se manterem na atividade, o que aumenta a expectativa que mais produtores deixem a cafeicultura neste ano. Por outro lado, a situação também tem afetado a economia das cidades da região, que pendem exclusivamente da atividade. “Tem muita gente desistindo e isso afeta diretamente a economia da região”, ratifica Reis. Assista à entrevista no site do CNC: http://www.cncafe.com.br/site/capa.asp?id=18367. Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck
  • 3.
    Café: primeiros diasde outubro devem seguir com clima seco no Brasil Agência Safras 30/09/2014 Lessandro Carvalho A maior parte das regiões produtoras de café do Brasil deverá receber chuvas abaixo da média nos primeiros 10 dias de outubro. A previsão é de Drew Lerner, presidente da World Weather Inc, segundo noticiou a Bloomberg. Na segunda metade de outubro, a previsão é de chuvas "erráticas", que devem melhorar em volume contra a primeira metade do mês, mas serem menos constantes, menos "organizadas". Ainda assim, o mês deverá fechar com precipitações abaixo da média. Sem a umidade suficiente nas próximas semanas, áreas que já vêm sofrendo com falta de precipitações terão um estresse ainda maior, em um período crucial de floradas, avaliou Drew Lerner. Por que o investidor aposta em café, cacau e gado The Wall Street Journal 30/09/2014 Por Leslie Josephs / Colaborou Kelsey Gee Os fundos de hedge e outros gestores de recursos estão migrando para pequenos mercados, como o de cacau, café (foto: Getty Images) e até gado, que desafiam a forte queda registrada nos preços globais das matérias-primas. Esses investidores estão apostando em produtos cuja demanda tem disparado à medida que os mercados emergentes prosperam e sua classe média se expande, o que está elevando o consumo de produtos como chocolate e hambúrguer. Investidores e economistas acreditam que a demanda por esses produtos é menos vulnerável a uma desaceleração do crescimento da China. A demanda chinesa por alimentos mais sofisticados ainda é forte, e a ascensão de outros mercados emergentes ajudará a aliviar qualquer retração, dizem eles. Ao mesmo tempo, agricultores têm dificuldade para atender à demanda porque elevar a produção de café e cacau, assim como a atividade pecuária, é caro e requer tempo. Essa dinâmica pode deixar a oferta limitada e os preços elevados por anos, dizem investidores e analistas. Os pés de café e os cacaueiros levam mais de três anos para produzir grãos de alta qualidade, enquanto um boi é geralmente abatido para produzir carne com 18 a 22 meses de vida. Por outro lado, quando a oferta no mercado de milho está limitada, os agricultores podem plantar e colher uma safra maior em questão de meses, rapidamente anulando qualquer alta nos preços. Os preços de grãos e de algodão caíram este ano porque os produtores americanos plantaram safras excepcionalmente grandes depois de um período de alta nos preços, e o clima favorável impulsionou a produtividade. "Se há um indicador nos preços para plantar mais milho, os produtores vão subir em seus tratores e plantar cada hectare de terra que têm", diz David Donora, chefe de commodities da Threadneedle Investments, em Londres, que administra US$ 158,7 bilhões. Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck
  • 4.
    Os contratos futurosde café arábica subiram 73% até agora no ano, enquanto os de cacau avançaram 22%. Os futuros de gado tiveram alta de 22% e os futuros para gado de confinamento subiram 41%. As apostas de fundos de hedge e outros investidores na alta dos preços de café e cacau se mantêm perto de níveis recordes em vários meses, contrastando com uma queda expressiva nas apostas de alta para outras commodities, da soja ao cobre, segundo dados do governo americano. Além disso, preocupações com a fraca atividade industrial na China derrubaram os preços de commodities como cobre e algodão. O Índice de Commodities da Bloomberg, que monitora os preços futuros de 22 commodities, caiu mais de 4% neste ano. Mercados emergentes como a China lideram o crescimento global da demanda por café, carne e chocolate. O consumo de carne bovina e vitela deverão subir 5,1% na China este ano, ante um crescimento global de 0,7%, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o USDA. Na América Latina, o mercado de café deve crescer 5,7% este ano, ante uma alta mundial de 3,9%, segundo a firma de pesquisa Euromonitor International. Os ganhos virão de um aumento no número de consumidores com renda disponível nesses países. O percentual da população mundial vivendo em situação de miséria, ou com menos de US$ 1,25 por dia, caiu em mais de 50%, para 20,6%, entre 1990 e 2010, segundo o Banco Mundial. Produtos como café e chocolate tendem a registrar quedas menores na demanda durante retrações econômicas, à medida que continuem baratos para a maioria dos consumidores, dizem economistas. O número de pessoas com condições de comprar pequenos luxos também continua crescendo junto com a renda em países em desenvolvimento. Como consumidores, nos acostumamos a certos gostos e hábitos alimentares", diz John Baffes, economista sênior do Banco Mundial. "É difícil mudar." A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura informou recentemente que seu Índice de Preços de Alimentos caiu em agosto para o menor nível em quase quatro anos, com queda nos preços de grãos, açúcar e soja. O índice de preços de carne, porém, atingiu alta recorde. Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck
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    Problemas de abastecimentodispararam os preços da carne, do café e do cacau este ano. Uma seca afetou a produção no Brasil, o maior produtor de café do mundo. Os preços do cacau estão subindo em meio a temores de que o surto de ebola se espalhe pela Costa do Marfim e impeça a produção e exportação do principal ingrediente do chocolate no país, o maior produtor mundial. Os investidores apostam que esses mercados precisarão de muito tempo para resolver os problemas na cadeia de suprimento. Sem dúvida, as commodities de melhor desempenho tendem a estar em mercados menores, limitando as oportunidades para os investidores. O valor dos contratos em aberto no mercado futuro de cacau dos EUA chega a US$ 7,1 bilhões, comparado com cerca de US$ 21,1 bilhões de milho e cerca de US$ 137 bilhões no mercado futuro de petróleo. Por enquanto, os preços ainda estão subindo mais que o previsto. O USDA estimou recentemente uma alta entre 8% e 9% nos preços de carne bovina e vitela este ano, acima da previsão do mês passado, que era de alta entre 6,5% e 7,5%. No mercado de café, os produtores brasileiros alertam que os pés danificados pela pior seca em décadas não vão se recuperar para a safra do ano que vem. Danilo Silva Fernandes, presidente da cooperativa Coopervitae, em Nova Resende, Minas Gerais, diz que a produção entre seus membros caiu 20% este ano, e pode cair outros 14% no próximo. "Houve muito pouco crescimento pela falta d' água", diz ele. Agência dos EUA faz doação a países afetados pela ferrugem e seca Cafépoint 30/09/2014 Reportagem: Agence France-Presse (AFP) / Tradução: Juliana Santin A Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional (USAID) detalhou que sua doação de US$ 10 milhões a países centro-americanos ajudará milhares de produtores afetados pela seca e pelo fungo da ferrugem do café. “Devemos garantir que os centro-americanos afetados pela seca devastadora e a crise do fungo da ferrugem tenham suficiente para comer, sustentar suas famílias e encontrar trabalho”, disse o administrador adjunto da USAID, Mark Feierstein. “O programa ajudará a prevenir que as famílias recaiam na pobreza, permitindo às pessoas seguir em suas comunidades e contribuir com o desenvolvimento local”. Os Estados Unidos canalizarão US$ 10 milhões através do Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas (ONU) para assistir a 220.000 agricultores na Guatemala, Honduras e El Salvador que enfrentam dificuldades para ter acesso a alimentos. A USAID adiantou a doação na terça-feira, sem muitos detalhes, durante uma reunião do secretário de Estado, John Kerry, com os chanceleres dos três países em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU. O programa, que visa transferência de dinheiro em efetivos e bônus alimentícios às pessoas mais necessitadas nesses países, faz parte de uma iniciativa da USAID de US$ 80 milhões para ajuda alimentícia na América Central. Segundo a agência assistencial, a atual seca, o foco de fungo de ferrugem que ataca os cafezais e o aumento dos preços dos alimentos contribuíram para a insegurança alimentar e com a alta nas taxas de desnutrição na América Central. Cerca de 2,3 milhões de pessoas na América Central necessitam de ajuda alimentícia. Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck
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    A ferrugem docafé, um fungo que ataca os arbustos do cafezal reduzindo sua produtividade, está expandindo nos últimos dois anos, causando severas perdas aos produtores. Estima-se que 53% das áreas cultivadas da América Central tenham sido atacadas pelo fungo, cuja propagação é favorecida pelas condições de mudança climática. A USAID investiu US$ 20 milhes esse ano para combater essa praga na América Latina e no Caribe. Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck