Conselho Nacional do Café – CNC
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CLIPPING – 07/08/2014
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CEPEA: Com altas externas, preço do café arábica avança no Brasil
Cepea/Esalq USP
07/08/2014
Depois de terem recuado em julho, as cotações do arábica no físico brasileiro
apresentaram alta expressiva nos últimos sete dias, impulsionadas pelas elevações
externas. A média do Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para
melhor, posto em São Paulo, em julho, foi de R$ 387,87/saca de 60 kg, queda de
2,2% em relação a junho.
Entre 30 de julho e 6 de agosto, as negociações no envolvendo grãos de arábica aumentaram. Na
quarta-feira, 6, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica fechou a R$ 445,44/saca de 60 kg, forte
aumento de 7% em relação à quarta anterior, 30 de julho. O principal motivo para a oscilação nos
preços continua sendo a indefinição quanto ao real tamanho da safra brasileira (2014/15) que está
sendo colhida e que foi afetada severamente pela seca no início deste ano.
Já com relação ao mercado de robusta nos últimos sete dias, os preços recuaram. O Indicador
CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6 peneira 13 acima fechou a R$ 248,88/saca de 60 kg na quarta-feira,
queda de 0,8% em relação à quarta anterior – a retirar no Espírito Santo.(Fonte: Cepea –
www.cepea.esalq.usp.br)
Cafezais em estado crítico podem prejudicar produção nacional de 2014 a 2017
Notícias Agrícolas
07/08/2014
Talita Benegra
Já é certo que as incertezas quanto ao volume da safra brasileira deste ano aflijam o mercado e
preocupem todos os envolvidos neste meio, mas, no momento, os olhares se voltam também para a
safra dos próximos dois anos, já que, por ser uma cultura perene, as lavouras de café devem ter
produção prejudicada pelo grande estresse hídrico, estão depauperadas, algumas com doenças.
“Tudo de ruim que se pode imaginar na cafeicultura do Brasil e da América Central está ocorrendo
em 2014 e acontecerá também nos próximos dois anos”, essa é a conclusão do agrônomo e ex-
professor de Fisiologia da Universidade Federal de Viçosa, Prof. Alemar Braga Rena, após longa
conversa sobre as perspectivas para a produção nacional.
Depois de avaliar o cenário de sua própria fazenda, ele está estarrecido com a conjuntura em que se
encontram as lavouras mais antigas. “A situação está bem pior do que eu imaginava. Minhas
plantações estavam lindas e agora perderam folhas, estão em estado alarmante”. O Prof. Rena ainda
explicou que, em fins de fevereiro, quando seus cafezais ainda estavam intactos, foi, a convite da
COOXUPÉ, realizar uma palestra em Guaxupé e andou pelas regiões do Sul de Minas Gerais, onde
já havia encontrado cultivos em estado precário devido à forte estiagem do início do ano, além do
excesso de radiação e déficit de vapor no ar. “Se naquela época os plantios estavam assim, enquanto
a minha fazenda estava ótima, agora que detecto problemas em minha propriedade, imagine como
estão as outras”, indicou. Ele reiterou que “a recuperação dessas plantações jamais será completa”.
Todos os prognósticos e observações que o Prof. Rena alertou na palestra em 28 de fevereiro,
segundo ele, infelizmente se realizaram com maior evidência para a safra em andamento.
Para a próxima safra, além dessas percepções, o agrônomo pôde notar em suas análises que as
plantas que produziram 6 ou mais litros estão 90% desfolhadas e não têm nem sinal de gemas em
desenvolvimento. Caso apareçam, será tardiamente e as flores só vingarão a partir de dezembro, “ou
seja, não vão produzir nada”, disse ele.
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Outros dois cenários atípicos que geram preocupação para o fisiologista são as diversas ramificações
secundárias que estão aparecendo nas plantações. Elas produzem, ao invés de flores, gemas
vegetativas e não vão dar café. Além disso, a incidência de ferrugem tardia é grande por conta das
altas temperaturas deste ano e tem atormentado produtores.
Diante desse panorama, Rena diz que “a produção 2015 vai depender da quantidade de lavouras
irrigadas que temos e de plantações que foram podadas há dois anos e estão em melhores
condições para produzir”, mas, em sua opinião, a qualidade será afetada e a safra será inferior à
deste ano, que ele prevê em cerca de 40 milhões de sacas de 60 quilos.
Há ainda a questão dos próximos anos, pois, para o agrônomo, “se houver qualquer fenômeno
desfavorável no clima, a produção 2016/2017 também será seriamente afetada”.
Café, soja e milho são as culturas que mais sofrem com a seca em Guaxupé (MG)
Agrolink
07/08/2014
Em 2014 a estiagem atípica na região de Guaxupé, no sul de Minas Gerais, afetou a produção
agrícola. Entre as culturas que mais sofreram com a seca, está a soja, que teve cerca de 40% de
perda no total produzido. Em seguida, veio o café, que sofreu decréscimo de 25% da safra. Além
dessas culturas, o milho grão atingiu em média 55% de prejuízo, em relação aos anos anteriores.
O regime ideal de chuvas que era para ter ocorrido entre o mês de janeiro e fevereiro não atingiu as
expectativas dos lavradores. O índice pluviométrico mais alto, neste ano, foi de 53 mm, enquanto a
média agrícola padrão de chuvas regulares fica entre 700 a 800mm.
De acordo com Josélia Pegorim, meteorologista da Climatempo, o motivo para essa situação é a
chegada de uma grande massa de ar seco que influência o clima no Estado de Minas Gerais e inibe a
formação de chuvas. "Para os próximos dez dias não haverá mudanças no tempo em todo o estado
mineiro. O clima vai continuar seco e quente e sem qualquer expectativa de melhora”, afirma.
Além disso, com a falta de umidade, as lavouras em Guaxupé se tornaram um ambiente propício para
pragas e fungos capazes de disseminar doenças aos produtores. Um exemplo disso é o fungo
hemileia vasta pics que gera a doença ferrugem.
Para evitar prejuízos irreversíveis para o ano agrícola dos produtores, o engenheiro agrônomo da
EMATER José Inácio Silva Citton diz que há diferentes técnicas agrícolas que podem contribuir para
o mantimento regular das safras, mesmo com mudanças climáticas atípicas, conforme ele explica:
“Para a safra de café, há como o agricultor utilizar das seguintes técnicas de cultivo, como Palhada,
Plantio Direto, Curvas de Nível, Dissecação com herbicidas, Irrigação e a Rotação de Culturas. Entre
elas, a mais recomendada é a Roçada, pois é capaz de manter uma cobertura morta no solo da
lavoura, que impede a evaporação da água e da ação do sol, permitindo assim uma maior
conservação dos nutrientes” (Com informações de assessoria).
Café, arroz e trigo sofrem as consequências das chuvas de julho
Somar Meteorologia
07/08/2014
As chuvas, que atingiram de forma generalizada o Sul e o Sudeste do país no final de julho,
trouxeram consequências para as lavouras de arroz e trigo no Rio Grande do Sul e de café em São
Paulo e Minas Gerais. O excesso de umidade numa época crítica para as plantas, pode acarretar
numa produtividade mais baixa dessas culturas.
Café – Os cafezais paulistas e mineiros tiveram uma aceleração na floração de algumas plantas. O
problema é que caso ocorra uma nova chuva, com acumulados superiores a 20 mm durante esse
mês de agosto, poderá ocorrer uma primeira florada desta safra.
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Como a expectativa é que isso não aconteça de forma completa, há um risco de redução na florada
principal que deverá ocorrer entre os meses de setembro e outubro, o que reduziria também a
produtividade.
Trigo – O trigo do Rio Grande do Sul teve problemas para ser plantado. Os fortes temporais de junho
no Estado gaúcho provocaram um atraso na instalação das lavouras e como os volumes de água
diminuíram, mas as chuvas continuam, a preocupação agora é com as doenças.
Mesmo com uma área maior, a produtividade do trigo no Rio Grande do Sul deve ser menor, pois os
vários dias com chuva e a baixa taxa de luminosidade, aumentou o ataque das pragas.
Arroz – Já para o arroz gaúcho, a dificuldade está no preparo do solo. O plantio começa apenas em
setembro, mas os agricultores não conseguem colocar as máquinas no campo, porque a terra está
encharcada. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a água disponível no solo está entre 80% e
90%.
O problema do atraso nessa preparação é que provavelmente o plantio do arroz em setembro
também sofrerá um atraso.
Mas se tem um ponto positivo nesta história é o fornecimento de água para as áreas irrigadas, que
está garantido. Como as chuvas até agora ficaram acima da média para os meses de junho e julho na
região, os reservatórios e mananciais estão com armazenamento máximo de água.
Café: volume de contratos na BM&FBovespa subiu 38,4% ante julho de 2013
Agência Safras
07/08/2014
Lessandro Carvalho
O volume de contratos futuros de café negociados na BM&FBOVESPA em julho
de 2014 foi de 19.077 contratos, apresentando aumento de 38,4% no comparativo
com julho de 2013, quando o volume foi de 13.782 unidades. Houve incremento de
69,7% contra o mês imediatamente anterior, de junho de 2014, quando foram
movimentados 11.241 contratos. Os dados partem de relatório mensal da bolsa.
O volume financeiro envolvido nos contratos futuros de café na bolsa em julho foi de US$ 400,876
milhões, com elevação de 94,8% no comparativo com julho do ano passado (US$ 205,756 milhões).
Já contra o mês de junho de 2014 (US$ 237,445 milhões), agora em julho de 2014 houve subida de
68,8%.
O número de contratos futuros em aberto de café arábica na BM&FBovespa ao final de julho foi de
10.459, com aumento de 25,7% sobre o fim de julho do ano passado (8.323 contratos). Houve
incremento de 12,3% contra o mês anterior, de junho de 2014 (9.312 contratos).
ANO – No acumulado dos sete primeiros meses do ano, janeiro a julho, o volume de contratos
negociados chega a 111.287, aumento de 33,1% contra igual período de 2013 (83.616 contratos). O
volume financeiro movimentado chegou a US$ 2,315 bilhões de janeiro a julho de 2014, aumento de
62,9% contra igual período de 2013 (US$ 1,421 bilhão).
Volume de opções de café negociadas na BM&FBovespa subiu em julho
Agência Safras
07/08/2014
Lessandro Carvalho
O volume de contratos de opções de café arábica negociados na BM&FBOVESPA
em julho de 2014 foi de 445 contratos, apresentando aumento de 5,5% sobre o
mesmo mês do ano passado, julho de 2013, quando foram negociados 422
contratos. Os dados partem de relatório mensal da bolsa. Contra o mês
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imediatamente anterior, de junho de 2014, quando foram negociados 245 contratos, houve um
aumento de 81,6%.
O volume financeiro envolvido nos contratos de opções de café na bolsa em julho de 2014 foi de US$
2,054 milhões, com aumento de 85,6% sobre julho de 2013 (US$ 1,106 milhão), e com aumento de
110% contra junho de 2014 (US$ 978 mil).
O número de contratos de opções em aberto em julho (final do mês) foi de 1.917, com queda de
48,1% contra julho de 2013 (3.694 contratos), e com aumento de 10,4% contra junho de 2014 (1.736
contratos).
Folha Técnica: café como cultivo intercalar em café
Fundação Procafé
07/08/2014
J.B. Matiello, S.R. de Almeida e Iran B. Ferreira, engenheiros agrônomos Mapa/Fundação Procafé
Uma cultura intercalar na lavoura de café compreende, por tradição, o uso de cultivos anuais (feijão,
milho, arroz etc) no meio do cafezal, de forma temporária. Já, a associação de culturas é um conceito
mais abrangente, definindo melhor a combinação de cultivos, mesmo entre culturas permanentes,
como é o caso do próprio café como cultivo intercalar.
O plantio de cafeeiros em sistema de adensamento temporário, onde se vai eliminar, no futuro, uma
linha da plantação é, na verdade, uma forma de associação de café intercalar ao café definitivo. Com
essa combinação busca-se, principalmente, aproveitar melhor a área da lavoura, reduzir os custos e
aumentar as receitas, ampliando o retorno no curto prazo.
Um bom exemplo desse tipo de associação pode ser visto em uma lavoura de café plantada a 1,8 x
0,5m, que será transformada, para 3,6 x 0,5m, pela eliminação de uma linha alternada, visando o uso
mais intensivo do espaço inicialmente livre. Em se tratando de uma área nobre, como um terreno
irrigado em área total, sob um pivô normal, o adensamento temporário seria ainda mais justificável.
Na indicação da tecnologia adequada, para usar no sistema de intercalação com cafeeiros,
destacam-se as seguintes recomendações - a) Pode-se usar, na linha intercalar, a mesma variedade
ou outra com características mais indicadas, devendo ser de preferência de porte baixo, sendo
importante a sua resistência a doenças e uma alta produtividade inicial, não precisando ter muito
vigor e longevidade. b) Usar sempre um espaçamento submúltiplo do espaçamento final que se
deseja. Ele, ainda, deve possibilitar a passagem de máquina colhedeira automotriz (1,8 m já passa).
c) Em se tratando de variedade de porte alto, deve-se manter a altura através de capação herbácea,
depois da 1ª - 2ª safra, para reduzir o sombreamento da linha definitiva. d) A eliminação da fileira
intercalar deve ser feita antes que seja prejudicada a saia dos cafeeiros da linha definitiva, o que,
normalmente, ocorre após a 3ª- 4ª produção, dependendo do espaçamento utilizado.
A modalidade de combinação de café com café tem encontrado boa aceitação, ultimamente. Planta-
se a lavoura com espaçamento de 1,8-2,0 x 0,5 m, tira-se 2-3 safras, inclusive operando a colheita
com a automotriz, depois tira-se uma linha de cafeeiros, ficando um renque mecanizado normal.
Em alguns casos, onde foi planejada a eliminação de linha, os produtores acabam se arrependendo e
passam a adotar o adensamento em prazo mais longo, manejando com podas. Nessa condição não
se poderia adotar o conceito de uso de variedades pouco vigorosas na linha intercalar, já que elas
não responderiam a podas.
Outra forma de usar o café intercalado pode ser usada na substituição de lavouras. Nesse sistema
dobra-se a lavoura, com plantio de uma linha nova de cafeeiros no meio de um cafezal mais velho,
que se deseja substituir. Neste caso, é indicado que se acople o plantio com uma poda das plantas
velhas, por esqueletamento ou recepa. Cerca de 2 anos após arranca-se a linha de cafeeiros velhos
e teríamos uma lavoura toda nova.
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Linha intercalada de cafeeiros Catucai, entre 2 linhas velhas de cafeeiros da cultivar Tupy,
esqueletada, com fraca recuperação e que será eliminada neste ano, pós-colheita.
SIC 2014 e os grandes eventos mundiais de café
CaféPoint
07/08/2014
* Breno Mesquita
Por trás dos números que nos permitem comemorar o progressivo aumento do
consumo mundial de café, há muito trabalho. Há investimentos em qualidade, em
pesquisa e tecnologia. Há inovação e marketing. E há, no topo de tudo isso, a
crescente conscientização de cada elo da cadeia de que, para ter sucesso em
um mercado cada vez mais competitivo, é fundamental estar muito bem
preparado. Os grandes encontros, seminários e feiras são oportunidades
concorridas. Anualmente, milhares de produtores, torrefadores, exportadores, se
encontram em eventos promovidos em Seattle (EUA), Tóquio (Japão),
Melbourne (Austrália), Rimini (Itália), e em outras cidades e países que pouco ou
nada produzem do grão.
Maior produtor mundial de café, o Brasil também já entendeu bem a importância
de se promover por aqui um grande encontro, com perfil internacional e programação de grande
qualidade. Em 2013, a realização da primeira Semana Internacional do Café - SIC, juntamente à
reunião pelo cinquentenário da Organização Internacional do Café (OIC), atraiu para a capital mineira
nada menos que 12 mil visitantes de 70 países, e R$ 70 milhões em negócios.
Os realizadores, Faemg, Café Editora e Sebrae já apresentaram formato e atrações para a SIC 2014.
O evento, que será realizado de 15 a 18 de setembro, em BH, terá diversas novidades, revelando
novas atenções do setor. Diversos temas, desafios e oportunidades - cada vez mais em foco neste
mercado altamente competitivo - estarão em destaque na programação. Exemplo será a realização
inédita de um Seminário de Cafeicultura Sustentável, que irá trabalhar a otimização da produção sob
aspectos econômico, social e ambiental. Na outra ponta da cadeia, outro estreante: o Cafeteria
Gourmet oferecerá capacitação técnica e orientação em planejamento de negócios para
empreendedores de food service.
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Mantendo como grande mote a oportunidade de reunirmos toda a cafeicultura brasileira e
compradores internacionais, e divulgarmos a alta qualidade dos cafés brasileiros para o mundo, esta
nova edição reforça ainda nossa aposta nos eventos de intercâmbio e capacitação para cada uma
das etapas da cadeia produtiva.
Já consolidando-se entre os principais eventos mundiais, a SIC segue a receita de sucesso: unir o
foco negocial da feira de produtos e serviços, das rodadas de negócios e das sessões de cupping à
oportunidade para que o produtor participe de cursos, palestras e treinamentos de alto nível,
agregando conhecimentos e informações que lhe permitirão se situar e tomar decisões frente aos
grandes desafios e oportunidades.
Da porteira para dentro, nossos produtores dominam o dever de casa com excelência. A hora agora é
de ir além, conhecer o mundo após a porteira e voltar para casa com muitas novas ideias na
bagagem.
* Diretor da Faemg e presidente das Comissões de Café da Faemg e da CNA.
Educadores do Sul de MG passaram por treinamento sobre Educação Ambiental
Cooxupé / Phábrica de Ideias
07/08/2014
O Núcleo de Educação Ambiental Mata Viva® (NEA) de Guaxupé (MG) realizou nesta terça-feira
(05/08), das 8h às 17h, no Complexo Industrial Japy, da Cooxupé, a quarta formação de professores
com o objetivo de mostrar a relação entre temas, como meio ambiente e sustentabilidade, com o dia
a dia da população e como aplicá-los em sala de aula. Durante o dia, 20 educadores de Guaxupé e
municípios vizinhos participaram de atividades como vivências na natureza e conheceram conteúdos
de educação socioambiental desenvolvidos especialmente para a região. Lançado em 2013, o projeto
é realizado pela Cooxupé em parceria com a BASF e a Fundação Espaço ECO®.
A oficina foi a última realizada este ano e já levou conhecimento para mais de 100 professores de
escolas do Sul de Minas, região de atuação da Cooxupé. Este processo de capacitação é
fundamental para a visitação dos alunos no NEA ao longo do ano. A partir deste engajamento, os
professores identificam atividades de vivência na natureza que serão utilizadas nas visitas e são
estimulados a continuar a abordar o tema em sala de aula com a ajuda do material do professor
entregue na capacitação.
Entre as atividades realizadas no espaço, destacam-se a trilha interpretativa na mata nativa e a
utilização de materiais didáticos com conteúdo exclusivo relacionado à educação socioambiental.
Todas essas ações buscam demonstrar aos professores como utilizar a educação ambiental nas
mais variadas disciplinas escolares.
“Já fizemos quatro capacitações totalizando mais de 100 professores. Isso é fator fundamental para o
sucesso do projeto que foi lançado há pouco mais de oito meses. Nesse período, já foi possível
constatar a receptividade e o entusiasmo dos docentes com o Núcleo de Educação Ambiental, cuja
maior contribuição é enriquecer a formação científica aos educadores e proporcionar uma experiência
extraclasse diferenciada para os alunos”, afirma Roberto Araújo, diretor-presidente da Fundação
Espaço ECO®.
“Neste primeiro semestre, recebemos a visita de mais de 1.500 alunos de 11 municípios. O professor
é um ator crucial nessas visitas. Eles ajudam a fazer nossas crianças entenderem ainda mais a
importância da conscientização ambiental”, afirma Carlos Paulino da Costa, presidente da Cooxupé.
O projeto faz parte do Programa de Educação e Adequação Ambiental Mata Viva® e beneficiará
alunos da rede de ensino de mais de 20 cidades da região sul de Minas Gerais. Quem conhecer o
projeto poderá participar de ações que envolvem visita ao viveiro de mudas, oficinas temáticas e
outras atividades que proporcionam contato direto com a natureza.
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As visitas poderão ocorrer diariamente, mediante agendamento, com grupos de até 30 pessoas. Para
agendar, os interessados devem entrar em contato com Reginaldo Gomes Ferreira, pelo telefone (35)
9829-1028 ou e-mail: reginaldoferreira@cooxupe.com.br.
ACS e Cecafé esclarecem dúvidas sobre certificado de origem de café
Ascom ACS
07/08/2014
Armando Akio
A Associação Comercial de Santos (ACS) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé)
esclareceram dúvidas e apresentaram orientações sobre o preenchimento das informações para a
emissão do certificado de origem para exportação de café, que atende a normas da Organização
Internacional do Café (OIC).
A exposição foi feita na manhã de quarta-feira, 6 de agosto de 2014, no Auditório da Associação
Comercial de Santos, na Rua XV de Novembro, 137 - 1.º andar, no Centro Histórico.
O diretor executivo da Associação Comercial de Santos, Marcio Calves, abriu o evento, apresentando
o representante do Cecafé, Eduardo Heron, à plateia.
O encarregado do Departamento de Certificado de Origem da Associação Comercial de Santos,
Ricardo Melo, e Eduardo Heron responderam a diversas questões dos profissionais de despachos
aduaneiros e exportação.
Também auxiliaram nos trabalhos os profissionais do Departamento de Certificado de Origem da ACS
que atuam com café: Anderson Santos, Milene Trindade de Jesus e Eliana Santos.
Um dos objetivos da apresentação foi evitar erros de informação ou de outra ordem no lançamento
das informações para emissão do certificado de origem OIC.
O certificado de origem é um documento legal que comprova ao país comprador a procedência do
produto adquirido. O envio deste documento ao importador junto aos demais documentos da
exportação traz maior credibilidade e oferece diferencial de competitividade.
A Associação Comercial de Santos presta o serviço de emissão do certificado de origem, tanto para
as empresas associadas (que têm desconto nos valores), quanto para as não associadas.
Quando um exportador ou representante entra com solicitação de certificado de origem OIC, a
Associação Comercial de Santos controla o documento desde o pedido até a consolidação, que
ocorre após a entrega dos papéis necessários para a emissão.
As dúvidas esclarecidas pelos representantes da ACS e do Cecafé foram quanto às datas do
Registro de Exportação (RE) e da Alfândega. Ambas as dúvidas foram esclarecidas aos participantes.
Na qualidade de agências certificadoras credenciadas (Portaria MDIC 141, de 11/4/2013), em
atendimento à exigência do Acordo Internacional do Café (ICA 2007), a Associação Comercial de
Santos e o Cecafé esclarecerem as dúvidas com base no Acordo Internacional da OIC, bem como as
instruções do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
O representante do Cecafé disse que, se houver sugestões dos usuários, estas podem ser
encaminhadas, via Conselho dos Exportadores de Café do Brasil para o Governo Federal, para que
este as envie para a OIC.
O Departamento de Certificado de Origem da Associação Comercial de Santos vai encaminhar, via e-
mail, uma apostila com orientações sobre os procedimentos para a emissão do certificado de origem
OIC.
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Os interessados em mais esclarecimentos podem se dirigir ao Departamento de Certificado de
Origem da Associação Comercial de Santos, na Rua XV de Novembro, 137, telefone (13) 3212-8200,
ramais 233 e 243, ou pelo e-mail: certificado@acs.org.br.
Café: Governo de Camarões estabiliza preços para estimular produtores
Agência Estado
07/08/2014
O governo de Camarões decidiu estabilizar os preços das variedades de café arábica e robusta,
atendendo a pedidos de agricultores do país. A medida visa a compensar os baixos preços pagos aos
produtores, afirmou Michael Ndoping, gerente do Conselho Nacional de Cacau e Café.
A medida ocorre após uma queda de mais de 50% na produção de café de Camarões na temporada
2012/13, quando diversos agricultores reclamaram dos preços pouco remuneradores e migraram
para outras culturas, como inhame, banana e legumes. "A maior parte das fazendas de café foi
abandonada", afirmou Ndoping.
De acordo com dados do governo e de indústrias, divulgados no início do ano, a colheita de café
robusta de Camarões na temporada de 2012/13 foi de 16.175 toneladas, uma queda acentuada na
comparação com o volume colhido em 2011/12, de 36.641 toneladas. No caso do arábica, foram
produzidas quase 2.734 toneladas em 2012/13, contra 2.612 toneladas no ciclo anterior.
"O fundo de estabilização será formado para que quando os preços caírem, os agricultores sejam
compensados. Mas em caso de superávit, teremos um programa de assistência devidamente
planejado, através do qual usaremos o excedente de dinheiro para comprar fertilizantes, produtos
químicos e outros insumos para os produtores", disse o executivo. Fonte: Dow Jones Newswires.

Clipping cnc 07082014 versao de impressao

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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck CLIPPING – 07/08/2014 Acesse: www.cncafe.com.br CEPEA: Com altas externas, preço do café arábica avança no Brasil Cepea/Esalq USP 07/08/2014 Depois de terem recuado em julho, as cotações do arábica no físico brasileiro apresentaram alta expressiva nos últimos sete dias, impulsionadas pelas elevações externas. A média do Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto em São Paulo, em julho, foi de R$ 387,87/saca de 60 kg, queda de 2,2% em relação a junho. Entre 30 de julho e 6 de agosto, as negociações no envolvendo grãos de arábica aumentaram. Na quarta-feira, 6, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica fechou a R$ 445,44/saca de 60 kg, forte aumento de 7% em relação à quarta anterior, 30 de julho. O principal motivo para a oscilação nos preços continua sendo a indefinição quanto ao real tamanho da safra brasileira (2014/15) que está sendo colhida e que foi afetada severamente pela seca no início deste ano. Já com relação ao mercado de robusta nos últimos sete dias, os preços recuaram. O Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6 peneira 13 acima fechou a R$ 248,88/saca de 60 kg na quarta-feira, queda de 0,8% em relação à quarta anterior – a retirar no Espírito Santo.(Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br) Cafezais em estado crítico podem prejudicar produção nacional de 2014 a 2017 Notícias Agrícolas 07/08/2014 Talita Benegra Já é certo que as incertezas quanto ao volume da safra brasileira deste ano aflijam o mercado e preocupem todos os envolvidos neste meio, mas, no momento, os olhares se voltam também para a safra dos próximos dois anos, já que, por ser uma cultura perene, as lavouras de café devem ter produção prejudicada pelo grande estresse hídrico, estão depauperadas, algumas com doenças. “Tudo de ruim que se pode imaginar na cafeicultura do Brasil e da América Central está ocorrendo em 2014 e acontecerá também nos próximos dois anos”, essa é a conclusão do agrônomo e ex- professor de Fisiologia da Universidade Federal de Viçosa, Prof. Alemar Braga Rena, após longa conversa sobre as perspectivas para a produção nacional. Depois de avaliar o cenário de sua própria fazenda, ele está estarrecido com a conjuntura em que se encontram as lavouras mais antigas. “A situação está bem pior do que eu imaginava. Minhas plantações estavam lindas e agora perderam folhas, estão em estado alarmante”. O Prof. Rena ainda explicou que, em fins de fevereiro, quando seus cafezais ainda estavam intactos, foi, a convite da COOXUPÉ, realizar uma palestra em Guaxupé e andou pelas regiões do Sul de Minas Gerais, onde já havia encontrado cultivos em estado precário devido à forte estiagem do início do ano, além do excesso de radiação e déficit de vapor no ar. “Se naquela época os plantios estavam assim, enquanto a minha fazenda estava ótima, agora que detecto problemas em minha propriedade, imagine como estão as outras”, indicou. Ele reiterou que “a recuperação dessas plantações jamais será completa”. Todos os prognósticos e observações que o Prof. Rena alertou na palestra em 28 de fevereiro, segundo ele, infelizmente se realizaram com maior evidência para a safra em andamento. Para a próxima safra, além dessas percepções, o agrônomo pôde notar em suas análises que as plantas que produziram 6 ou mais litros estão 90% desfolhadas e não têm nem sinal de gemas em desenvolvimento. Caso apareçam, será tardiamente e as flores só vingarão a partir de dezembro, “ou seja, não vão produzir nada”, disse ele.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Outros dois cenários atípicos que geram preocupação para o fisiologista são as diversas ramificações secundárias que estão aparecendo nas plantações. Elas produzem, ao invés de flores, gemas vegetativas e não vão dar café. Além disso, a incidência de ferrugem tardia é grande por conta das altas temperaturas deste ano e tem atormentado produtores. Diante desse panorama, Rena diz que “a produção 2015 vai depender da quantidade de lavouras irrigadas que temos e de plantações que foram podadas há dois anos e estão em melhores condições para produzir”, mas, em sua opinião, a qualidade será afetada e a safra será inferior à deste ano, que ele prevê em cerca de 40 milhões de sacas de 60 quilos. Há ainda a questão dos próximos anos, pois, para o agrônomo, “se houver qualquer fenômeno desfavorável no clima, a produção 2016/2017 também será seriamente afetada”. Café, soja e milho são as culturas que mais sofrem com a seca em Guaxupé (MG) Agrolink 07/08/2014 Em 2014 a estiagem atípica na região de Guaxupé, no sul de Minas Gerais, afetou a produção agrícola. Entre as culturas que mais sofreram com a seca, está a soja, que teve cerca de 40% de perda no total produzido. Em seguida, veio o café, que sofreu decréscimo de 25% da safra. Além dessas culturas, o milho grão atingiu em média 55% de prejuízo, em relação aos anos anteriores. O regime ideal de chuvas que era para ter ocorrido entre o mês de janeiro e fevereiro não atingiu as expectativas dos lavradores. O índice pluviométrico mais alto, neste ano, foi de 53 mm, enquanto a média agrícola padrão de chuvas regulares fica entre 700 a 800mm. De acordo com Josélia Pegorim, meteorologista da Climatempo, o motivo para essa situação é a chegada de uma grande massa de ar seco que influência o clima no Estado de Minas Gerais e inibe a formação de chuvas. "Para os próximos dez dias não haverá mudanças no tempo em todo o estado mineiro. O clima vai continuar seco e quente e sem qualquer expectativa de melhora”, afirma. Além disso, com a falta de umidade, as lavouras em Guaxupé se tornaram um ambiente propício para pragas e fungos capazes de disseminar doenças aos produtores. Um exemplo disso é o fungo hemileia vasta pics que gera a doença ferrugem. Para evitar prejuízos irreversíveis para o ano agrícola dos produtores, o engenheiro agrônomo da EMATER José Inácio Silva Citton diz que há diferentes técnicas agrícolas que podem contribuir para o mantimento regular das safras, mesmo com mudanças climáticas atípicas, conforme ele explica: “Para a safra de café, há como o agricultor utilizar das seguintes técnicas de cultivo, como Palhada, Plantio Direto, Curvas de Nível, Dissecação com herbicidas, Irrigação e a Rotação de Culturas. Entre elas, a mais recomendada é a Roçada, pois é capaz de manter uma cobertura morta no solo da lavoura, que impede a evaporação da água e da ação do sol, permitindo assim uma maior conservação dos nutrientes” (Com informações de assessoria). Café, arroz e trigo sofrem as consequências das chuvas de julho Somar Meteorologia 07/08/2014 As chuvas, que atingiram de forma generalizada o Sul e o Sudeste do país no final de julho, trouxeram consequências para as lavouras de arroz e trigo no Rio Grande do Sul e de café em São Paulo e Minas Gerais. O excesso de umidade numa época crítica para as plantas, pode acarretar numa produtividade mais baixa dessas culturas. Café – Os cafezais paulistas e mineiros tiveram uma aceleração na floração de algumas plantas. O problema é que caso ocorra uma nova chuva, com acumulados superiores a 20 mm durante esse mês de agosto, poderá ocorrer uma primeira florada desta safra.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Como a expectativa é que isso não aconteça de forma completa, há um risco de redução na florada principal que deverá ocorrer entre os meses de setembro e outubro, o que reduziria também a produtividade. Trigo – O trigo do Rio Grande do Sul teve problemas para ser plantado. Os fortes temporais de junho no Estado gaúcho provocaram um atraso na instalação das lavouras e como os volumes de água diminuíram, mas as chuvas continuam, a preocupação agora é com as doenças. Mesmo com uma área maior, a produtividade do trigo no Rio Grande do Sul deve ser menor, pois os vários dias com chuva e a baixa taxa de luminosidade, aumentou o ataque das pragas. Arroz – Já para o arroz gaúcho, a dificuldade está no preparo do solo. O plantio começa apenas em setembro, mas os agricultores não conseguem colocar as máquinas no campo, porque a terra está encharcada. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a água disponível no solo está entre 80% e 90%. O problema do atraso nessa preparação é que provavelmente o plantio do arroz em setembro também sofrerá um atraso. Mas se tem um ponto positivo nesta história é o fornecimento de água para as áreas irrigadas, que está garantido. Como as chuvas até agora ficaram acima da média para os meses de junho e julho na região, os reservatórios e mananciais estão com armazenamento máximo de água. Café: volume de contratos na BM&FBovespa subiu 38,4% ante julho de 2013 Agência Safras 07/08/2014 Lessandro Carvalho O volume de contratos futuros de café negociados na BM&FBOVESPA em julho de 2014 foi de 19.077 contratos, apresentando aumento de 38,4% no comparativo com julho de 2013, quando o volume foi de 13.782 unidades. Houve incremento de 69,7% contra o mês imediatamente anterior, de junho de 2014, quando foram movimentados 11.241 contratos. Os dados partem de relatório mensal da bolsa. O volume financeiro envolvido nos contratos futuros de café na bolsa em julho foi de US$ 400,876 milhões, com elevação de 94,8% no comparativo com julho do ano passado (US$ 205,756 milhões). Já contra o mês de junho de 2014 (US$ 237,445 milhões), agora em julho de 2014 houve subida de 68,8%. O número de contratos futuros em aberto de café arábica na BM&FBovespa ao final de julho foi de 10.459, com aumento de 25,7% sobre o fim de julho do ano passado (8.323 contratos). Houve incremento de 12,3% contra o mês anterior, de junho de 2014 (9.312 contratos). ANO – No acumulado dos sete primeiros meses do ano, janeiro a julho, o volume de contratos negociados chega a 111.287, aumento de 33,1% contra igual período de 2013 (83.616 contratos). O volume financeiro movimentado chegou a US$ 2,315 bilhões de janeiro a julho de 2014, aumento de 62,9% contra igual período de 2013 (US$ 1,421 bilhão). Volume de opções de café negociadas na BM&FBovespa subiu em julho Agência Safras 07/08/2014 Lessandro Carvalho O volume de contratos de opções de café arábica negociados na BM&FBOVESPA em julho de 2014 foi de 445 contratos, apresentando aumento de 5,5% sobre o mesmo mês do ano passado, julho de 2013, quando foram negociados 422 contratos. Os dados partem de relatório mensal da bolsa. Contra o mês
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck imediatamente anterior, de junho de 2014, quando foram negociados 245 contratos, houve um aumento de 81,6%. O volume financeiro envolvido nos contratos de opções de café na bolsa em julho de 2014 foi de US$ 2,054 milhões, com aumento de 85,6% sobre julho de 2013 (US$ 1,106 milhão), e com aumento de 110% contra junho de 2014 (US$ 978 mil). O número de contratos de opções em aberto em julho (final do mês) foi de 1.917, com queda de 48,1% contra julho de 2013 (3.694 contratos), e com aumento de 10,4% contra junho de 2014 (1.736 contratos). Folha Técnica: café como cultivo intercalar em café Fundação Procafé 07/08/2014 J.B. Matiello, S.R. de Almeida e Iran B. Ferreira, engenheiros agrônomos Mapa/Fundação Procafé Uma cultura intercalar na lavoura de café compreende, por tradição, o uso de cultivos anuais (feijão, milho, arroz etc) no meio do cafezal, de forma temporária. Já, a associação de culturas é um conceito mais abrangente, definindo melhor a combinação de cultivos, mesmo entre culturas permanentes, como é o caso do próprio café como cultivo intercalar. O plantio de cafeeiros em sistema de adensamento temporário, onde se vai eliminar, no futuro, uma linha da plantação é, na verdade, uma forma de associação de café intercalar ao café definitivo. Com essa combinação busca-se, principalmente, aproveitar melhor a área da lavoura, reduzir os custos e aumentar as receitas, ampliando o retorno no curto prazo. Um bom exemplo desse tipo de associação pode ser visto em uma lavoura de café plantada a 1,8 x 0,5m, que será transformada, para 3,6 x 0,5m, pela eliminação de uma linha alternada, visando o uso mais intensivo do espaço inicialmente livre. Em se tratando de uma área nobre, como um terreno irrigado em área total, sob um pivô normal, o adensamento temporário seria ainda mais justificável. Na indicação da tecnologia adequada, para usar no sistema de intercalação com cafeeiros, destacam-se as seguintes recomendações - a) Pode-se usar, na linha intercalar, a mesma variedade ou outra com características mais indicadas, devendo ser de preferência de porte baixo, sendo importante a sua resistência a doenças e uma alta produtividade inicial, não precisando ter muito vigor e longevidade. b) Usar sempre um espaçamento submúltiplo do espaçamento final que se deseja. Ele, ainda, deve possibilitar a passagem de máquina colhedeira automotriz (1,8 m já passa). c) Em se tratando de variedade de porte alto, deve-se manter a altura através de capação herbácea, depois da 1ª - 2ª safra, para reduzir o sombreamento da linha definitiva. d) A eliminação da fileira intercalar deve ser feita antes que seja prejudicada a saia dos cafeeiros da linha definitiva, o que, normalmente, ocorre após a 3ª- 4ª produção, dependendo do espaçamento utilizado. A modalidade de combinação de café com café tem encontrado boa aceitação, ultimamente. Planta- se a lavoura com espaçamento de 1,8-2,0 x 0,5 m, tira-se 2-3 safras, inclusive operando a colheita com a automotriz, depois tira-se uma linha de cafeeiros, ficando um renque mecanizado normal. Em alguns casos, onde foi planejada a eliminação de linha, os produtores acabam se arrependendo e passam a adotar o adensamento em prazo mais longo, manejando com podas. Nessa condição não se poderia adotar o conceito de uso de variedades pouco vigorosas na linha intercalar, já que elas não responderiam a podas. Outra forma de usar o café intercalado pode ser usada na substituição de lavouras. Nesse sistema dobra-se a lavoura, com plantio de uma linha nova de cafeeiros no meio de um cafezal mais velho, que se deseja substituir. Neste caso, é indicado que se acople o plantio com uma poda das plantas velhas, por esqueletamento ou recepa. Cerca de 2 anos após arranca-se a linha de cafeeiros velhos e teríamos uma lavoura toda nova.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Linha intercalada de cafeeiros Catucai, entre 2 linhas velhas de cafeeiros da cultivar Tupy, esqueletada, com fraca recuperação e que será eliminada neste ano, pós-colheita. SIC 2014 e os grandes eventos mundiais de café CaféPoint 07/08/2014 * Breno Mesquita Por trás dos números que nos permitem comemorar o progressivo aumento do consumo mundial de café, há muito trabalho. Há investimentos em qualidade, em pesquisa e tecnologia. Há inovação e marketing. E há, no topo de tudo isso, a crescente conscientização de cada elo da cadeia de que, para ter sucesso em um mercado cada vez mais competitivo, é fundamental estar muito bem preparado. Os grandes encontros, seminários e feiras são oportunidades concorridas. Anualmente, milhares de produtores, torrefadores, exportadores, se encontram em eventos promovidos em Seattle (EUA), Tóquio (Japão), Melbourne (Austrália), Rimini (Itália), e em outras cidades e países que pouco ou nada produzem do grão. Maior produtor mundial de café, o Brasil também já entendeu bem a importância de se promover por aqui um grande encontro, com perfil internacional e programação de grande qualidade. Em 2013, a realização da primeira Semana Internacional do Café - SIC, juntamente à reunião pelo cinquentenário da Organização Internacional do Café (OIC), atraiu para a capital mineira nada menos que 12 mil visitantes de 70 países, e R$ 70 milhões em negócios. Os realizadores, Faemg, Café Editora e Sebrae já apresentaram formato e atrações para a SIC 2014. O evento, que será realizado de 15 a 18 de setembro, em BH, terá diversas novidades, revelando novas atenções do setor. Diversos temas, desafios e oportunidades - cada vez mais em foco neste mercado altamente competitivo - estarão em destaque na programação. Exemplo será a realização inédita de um Seminário de Cafeicultura Sustentável, que irá trabalhar a otimização da produção sob aspectos econômico, social e ambiental. Na outra ponta da cadeia, outro estreante: o Cafeteria Gourmet oferecerá capacitação técnica e orientação em planejamento de negócios para empreendedores de food service.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Mantendo como grande mote a oportunidade de reunirmos toda a cafeicultura brasileira e compradores internacionais, e divulgarmos a alta qualidade dos cafés brasileiros para o mundo, esta nova edição reforça ainda nossa aposta nos eventos de intercâmbio e capacitação para cada uma das etapas da cadeia produtiva. Já consolidando-se entre os principais eventos mundiais, a SIC segue a receita de sucesso: unir o foco negocial da feira de produtos e serviços, das rodadas de negócios e das sessões de cupping à oportunidade para que o produtor participe de cursos, palestras e treinamentos de alto nível, agregando conhecimentos e informações que lhe permitirão se situar e tomar decisões frente aos grandes desafios e oportunidades. Da porteira para dentro, nossos produtores dominam o dever de casa com excelência. A hora agora é de ir além, conhecer o mundo após a porteira e voltar para casa com muitas novas ideias na bagagem. * Diretor da Faemg e presidente das Comissões de Café da Faemg e da CNA. Educadores do Sul de MG passaram por treinamento sobre Educação Ambiental Cooxupé / Phábrica de Ideias 07/08/2014 O Núcleo de Educação Ambiental Mata Viva® (NEA) de Guaxupé (MG) realizou nesta terça-feira (05/08), das 8h às 17h, no Complexo Industrial Japy, da Cooxupé, a quarta formação de professores com o objetivo de mostrar a relação entre temas, como meio ambiente e sustentabilidade, com o dia a dia da população e como aplicá-los em sala de aula. Durante o dia, 20 educadores de Guaxupé e municípios vizinhos participaram de atividades como vivências na natureza e conheceram conteúdos de educação socioambiental desenvolvidos especialmente para a região. Lançado em 2013, o projeto é realizado pela Cooxupé em parceria com a BASF e a Fundação Espaço ECO®. A oficina foi a última realizada este ano e já levou conhecimento para mais de 100 professores de escolas do Sul de Minas, região de atuação da Cooxupé. Este processo de capacitação é fundamental para a visitação dos alunos no NEA ao longo do ano. A partir deste engajamento, os professores identificam atividades de vivência na natureza que serão utilizadas nas visitas e são estimulados a continuar a abordar o tema em sala de aula com a ajuda do material do professor entregue na capacitação. Entre as atividades realizadas no espaço, destacam-se a trilha interpretativa na mata nativa e a utilização de materiais didáticos com conteúdo exclusivo relacionado à educação socioambiental. Todas essas ações buscam demonstrar aos professores como utilizar a educação ambiental nas mais variadas disciplinas escolares. “Já fizemos quatro capacitações totalizando mais de 100 professores. Isso é fator fundamental para o sucesso do projeto que foi lançado há pouco mais de oito meses. Nesse período, já foi possível constatar a receptividade e o entusiasmo dos docentes com o Núcleo de Educação Ambiental, cuja maior contribuição é enriquecer a formação científica aos educadores e proporcionar uma experiência extraclasse diferenciada para os alunos”, afirma Roberto Araújo, diretor-presidente da Fundação Espaço ECO®. “Neste primeiro semestre, recebemos a visita de mais de 1.500 alunos de 11 municípios. O professor é um ator crucial nessas visitas. Eles ajudam a fazer nossas crianças entenderem ainda mais a importância da conscientização ambiental”, afirma Carlos Paulino da Costa, presidente da Cooxupé. O projeto faz parte do Programa de Educação e Adequação Ambiental Mata Viva® e beneficiará alunos da rede de ensino de mais de 20 cidades da região sul de Minas Gerais. Quem conhecer o projeto poderá participar de ações que envolvem visita ao viveiro de mudas, oficinas temáticas e outras atividades que proporcionam contato direto com a natureza.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck As visitas poderão ocorrer diariamente, mediante agendamento, com grupos de até 30 pessoas. Para agendar, os interessados devem entrar em contato com Reginaldo Gomes Ferreira, pelo telefone (35) 9829-1028 ou e-mail: reginaldoferreira@cooxupe.com.br. ACS e Cecafé esclarecem dúvidas sobre certificado de origem de café Ascom ACS 07/08/2014 Armando Akio A Associação Comercial de Santos (ACS) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) esclareceram dúvidas e apresentaram orientações sobre o preenchimento das informações para a emissão do certificado de origem para exportação de café, que atende a normas da Organização Internacional do Café (OIC). A exposição foi feita na manhã de quarta-feira, 6 de agosto de 2014, no Auditório da Associação Comercial de Santos, na Rua XV de Novembro, 137 - 1.º andar, no Centro Histórico. O diretor executivo da Associação Comercial de Santos, Marcio Calves, abriu o evento, apresentando o representante do Cecafé, Eduardo Heron, à plateia. O encarregado do Departamento de Certificado de Origem da Associação Comercial de Santos, Ricardo Melo, e Eduardo Heron responderam a diversas questões dos profissionais de despachos aduaneiros e exportação. Também auxiliaram nos trabalhos os profissionais do Departamento de Certificado de Origem da ACS que atuam com café: Anderson Santos, Milene Trindade de Jesus e Eliana Santos. Um dos objetivos da apresentação foi evitar erros de informação ou de outra ordem no lançamento das informações para emissão do certificado de origem OIC. O certificado de origem é um documento legal que comprova ao país comprador a procedência do produto adquirido. O envio deste documento ao importador junto aos demais documentos da exportação traz maior credibilidade e oferece diferencial de competitividade. A Associação Comercial de Santos presta o serviço de emissão do certificado de origem, tanto para as empresas associadas (que têm desconto nos valores), quanto para as não associadas. Quando um exportador ou representante entra com solicitação de certificado de origem OIC, a Associação Comercial de Santos controla o documento desde o pedido até a consolidação, que ocorre após a entrega dos papéis necessários para a emissão. As dúvidas esclarecidas pelos representantes da ACS e do Cecafé foram quanto às datas do Registro de Exportação (RE) e da Alfândega. Ambas as dúvidas foram esclarecidas aos participantes. Na qualidade de agências certificadoras credenciadas (Portaria MDIC 141, de 11/4/2013), em atendimento à exigência do Acordo Internacional do Café (ICA 2007), a Associação Comercial de Santos e o Cecafé esclarecerem as dúvidas com base no Acordo Internacional da OIC, bem como as instruções do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O representante do Cecafé disse que, se houver sugestões dos usuários, estas podem ser encaminhadas, via Conselho dos Exportadores de Café do Brasil para o Governo Federal, para que este as envie para a OIC. O Departamento de Certificado de Origem da Associação Comercial de Santos vai encaminhar, via e- mail, uma apostila com orientações sobre os procedimentos para a emissão do certificado de origem OIC.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Os interessados em mais esclarecimentos podem se dirigir ao Departamento de Certificado de Origem da Associação Comercial de Santos, na Rua XV de Novembro, 137, telefone (13) 3212-8200, ramais 233 e 243, ou pelo e-mail: certificado@acs.org.br. Café: Governo de Camarões estabiliza preços para estimular produtores Agência Estado 07/08/2014 O governo de Camarões decidiu estabilizar os preços das variedades de café arábica e robusta, atendendo a pedidos de agricultores do país. A medida visa a compensar os baixos preços pagos aos produtores, afirmou Michael Ndoping, gerente do Conselho Nacional de Cacau e Café. A medida ocorre após uma queda de mais de 50% na produção de café de Camarões na temporada 2012/13, quando diversos agricultores reclamaram dos preços pouco remuneradores e migraram para outras culturas, como inhame, banana e legumes. "A maior parte das fazendas de café foi abandonada", afirmou Ndoping. De acordo com dados do governo e de indústrias, divulgados no início do ano, a colheita de café robusta de Camarões na temporada de 2012/13 foi de 16.175 toneladas, uma queda acentuada na comparação com o volume colhido em 2011/12, de 36.641 toneladas. No caso do arábica, foram produzidas quase 2.734 toneladas em 2012/13, contra 2.612 toneladas no ciclo anterior. "O fundo de estabilização será formado para que quando os preços caírem, os agricultores sejam compensados. Mas em caso de superávit, teremos um programa de assistência devidamente planejado, através do qual usaremos o excedente de dinheiro para comprar fertilizantes, produtos químicos e outros insumos para os produtores", disse o executivo. Fonte: Dow Jones Newswires.