Conselho Nacional do Café – CNC
SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF)
Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632
E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck
CLIPPING – 03/02/2015
Acesse: www.cncafe.com.br
Cafeicultores de Caconde, SP, somam perdas de 50% após chuva de granizo
G1
03/02/2015
Do G1 São Carlos e Araraquara
Chuva de granizo causa estragos em lavouras de café de Caconde (Foto: Eder Ribeiro/ EPTV)
Os produtores de café de Caconde (SP), que estavam perdendo parte da plantação por conta do
tempo seco, agora também contabilizam danos causados pela chuva de granizo que atingiu o
município no domingo (1º). Em alguns cafezais os prejuízos chegam a 50%.
Mais da metade da lavoura de três hectares de Renan Bruno dos Santos se perdeu com a
tempestade, quando choveu o equivalente a 20% do volume esperado para todo o mês de fevereiro.
“Olhando para a lavoura, nós ficamos bem tristes porque a gente via a chuva de pedras danificando
muito as plantas. Começou a quebrar os galhos de café, derrubar, cair muita folha”, contou o
cafeicultor.
O bairro mais atingido foi o São João, onde Paulo Donizetti Ferreira tem uma fazenda de 50 hectares.
Metade da plantação foi afetada, resultando em um prejuízo de mais de R$ 100 mil. “A seca chegou e
a gente já estava tendo uma perda de 20% a 25%, aí a chuva veio, só que ela trouxe o granizo junto
e a perda, no geral, já está em 50%”, afirmou.
Conselho Nacional do Café – CNC
SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF)
Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632
E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck
Funcionários da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé e Região estão visitando as
propriedades para contabilizar as perdas. Apesar de ainda não haver um balanço, eles sabem que a
situação é crítica porque a tempestade ocorreu no período de crescimento dos frutos. “É a fase em
que o fruto está em expansão, então esse fruto que cai no chão não tem aproveitamento e o que fica
na planta e foi lesado pelo granizo acaba perdendo qualidade depois”, explicou o técnico agrícola
Ariovaldo de Moraes.
Para minimizar os prejuízos, os produtores tentam salvar o que restou das lavouras e devem recorrer
à pulverização para, segundo Moraes, ajudar as plantas a se protegerem das doenças, evitando
danos ainda maiores.
Frutos não resistiram à chuva de granizo e caíram dos galhos (Foto: Eder Ribeiro/EPTV)
Estiagem pode provocar queda na safra de café no Espírito Santo
Ascom Incaper
03/02/2015
Juliana Esteves
Uma combinação nada produtiva para a cafeicultura capixaba. A estiagem, as altas temperaturas e a
insolação, associadas a outros fatores, devem provocar queda na safra de café do Espírito Santo. As
informações são do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).
Segundo o pesquisador do Incaper e coordenador do programa estadual de cafeicultura, Romário
Gava Ferrão, a queda na safra de café Conilon já era esperada, mas a situação se agravou por conta
da seca.
Conselho Nacional do Café – CNC
SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF)
Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632
E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck
“O principal problema é a estiagem. Algumas regiões estão há mais de 40 dias sem chuva, enfrentam
temperaturas bastante elevadas e insolação. Isso leva ao estresse da planta e do ambiente. Mais da
metade do Conilon plantado no Espírito Santo é irrigado, mas os reservatórios baixaram muito. Há
problemas na quantidade de água para a irrigação, porque a água disponível para esta finalidade
está mais escassa. O produtor não consegue disponibilizar a quantidade de água exigida pela planta.
Esta época de seca coincide justamente com a fase em que a planta demanda mais água, que é a do
enchimento de grãos. A falta de água pode provocar o chochamento dos grãos, formação de grãos
menores e com menor peso. A seca, a insolação e as altas temperaturas chegaram justamente num
momento em que a planta mais precisa de água”, explicou Ferrão.
Na primeira estimativa de safra divulgada pela Conab, com base nos dados apurados em novembro e
dezembro de 2014, estimou-se uma perda na ordem de 10%, podendo chegar a 15%. Esta queda na
produção já era esperada devido, principalmente, a três fatores:
1- O café é uma planta bienal. Um ano produz mais, outro menos. No caso do Conilon, como foi
registrada uma safra recorde no ano passado, já era de se esperar uma um pouco menor este ano.
2- Uma frente fria prolongada (mais de 10 dias) com ventos fortes e muito frio, atingiu o Estado na
época do florescimento (agosto-setembro) nas principais regiões produtoras do Espírito Santo. Isso
provocou queda de flores, de folhas e interferiu na fertilização da flor (formação do embrião do fruto).
As rosetas cresceram com falhas, produzindo um menor número de frutos.
3- Na época da formação dos frutos (novembro–dezembro), houve déficit hídrico. Não choveu na
quantidade necessária para a formação dos grãos, e o desenvolvimento dos frutos foi comprometido.
Muitos chegaram a cair do pé.
Estes três fatores associados à estiagem devem provocar uma queda ainda maior do que a prevista
na safra de café do Espírito Santo. A produção capixaba de Conilon, que em 2014 bateu recorde com
9,9 milhões de sacas colhidas, este ano deve ser de apenas 8,5 milhões.
Quanto ao Arábica, havia para este ano a expectativa de uma safra um pouco maior do que a de
2014. Apesar da previsão de alta, o déficit hídrico e as altas temperaturas podem provocar uma
queda na safra deste ano. As estimativas só devem ser confirmadas entre o meses de abril e maio.
“Os técnicos do Incaper vão a campo quantificar tudo isso. Só depois, quando for divulgada a
segunda estimativa de safra, será possível confirmar se houve ou não essa maior perda”, pontuou
Ferrão.
Saída técnica para o produtor – Existem tecnologias que auxiliam o cafeicultor a minimizar os
efeitos climáticos. O Incaper desenvolveu e recomenda diversas variedades de café tolerantes à
seca. O manejo de irrigação, poda, a associação de café com outras espécies e as tecnologias
relacionadas à conservação do solo também contribuem para reduzir os impactos causados pela
estiagem. “O produtor deve ter consciência de que a mudança climática é um problema real. Tem que
se programar para enfrentar estes problemas. Não é enfrentar na hora que a situação aparece. Tem
que usar mais tecnologia, reservar água na propriedade, fazer um bom manejo de irrigação, implantar
e conduzir as lavouras usando as tecnologias desenvolvidas e adaptadas para as condições do
nosso Estado. Além disso, é importante pensar em diversificar a produção, para que no ano de safra
baixa, ele possa compensar com outras culturas potenciais. Enfim, a saída é melhorar a gestão do
saber, do conhecimento, da tecnologia, planejando com antecedência. O produtor tem que se
programar”, finalizou Ferrão.
Conselho Nacional do Café – CNC
SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF)
Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632
E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck
Trigo fecha o mês com tombo em Chicago
Valor Econômico
03/02/2015
Mariana Caetano
O primeiro mês de 2015 não foi muito animador para os principais produtos agrícolas negociados
pelo Brasil no exterior e referenciados nas bolsas americanas. À exceção do preço médio do açúcar
demerara, que subiu ligeiramente ante dezembro de 2014, as cotações das demais commodities
recuaram – no caso do trigo, despencaram.
Os contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente, os de maior liquidez) do cereal,
que vinham em movimento de recuperação desde setembro do ano passado na bolsa de Chicago,
acumularam baixa de 10,16% até ontem, em relação ao mês anterior, para a média de US$ 5,4964
por bushel, indicam cálculos do Valor Data. Em relação a janeiro de 2014, a queda é de 5,25%.
A expectativa de elevada oferta global de trigo, fruto da redução do consumo, tem pesado sobre os
preços. Com a valorização do dólar, o cereal dos EUA também ficou menos competitivo, o que
diminuiu o apetite dos estrangeiros pela compra do produto.
Os fundos especulativos refletiram o pessimismo com o trigo. Relatório da Comissão de Negociação
de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês) apontou que os gestores de recursos –
"managed money" – encerraram a semana de 20 de janeiro com um saldo líquido vendido (que indica
aposta na baixa) de 2.462 contratos (entre futuros e opções) de trigo brando, ante uma posição
líquida comprada de 9.430 contratos na semana anterior. No caso do trigo duro, as apostas na
valorização caíram 20% na mesma comparação, para um saldo líquido comprado de 15.860
contratos.
Ainda em Chicago, as cotações da soja e do milho voltaram a ceder, depois de terem reagido no fim
de 2014. Os preços médios do milho recuaram 2,18% ante dezembro, e 8,59% sobre janeiro de 2014.
No caso da soja, as baixas foram mais expressivas: de 2,86% e 21,81%, no mesmo intervalo.
As apostas na desvalorização da soja têm crescido em ritmo acelerado. A oleaginosa, que na
primeira semana de 2015 contabilizou saldo líquido comprado de 42.603 contratos, passou a uma
posição líquida vendida de 7.539 contratos na semana até o dia 20.
A produção recorde de soja em 2014/15 nos EUA deve ser seguida por uma safra abundante também
no Brasil. A colheita brasileira está no início, e apesar das preocupações com o clima seco, as
previsões continuam apontando uma produção histórica, entre 94 milhões e 96 milhões de toneladas.
Há ainda temores com a demanda da China, em função de cancelamentos de compras dos EUA e
margens de esmagamento negativas no país asiático.
O milho também enfrenta tensão com a demanda, o que fez os investidores reduzirem em 3,7% as
apostas na alta do grão, para um saldo líquido de 197.018 contratos comprados na semana até 20 de
janeiro. A forte queda do petróleo deixou o etanol pouco competitivo nos EUA – no país, o
biocombustível é feito com o grão. Os estoques elevados, também reflexo de uma safra volumosa, e
o início da colheita na América do Sul são fatores adicionais de pressão às cotações.
Na bolsa de Nova York, o café arábica foi protagonista da maior redução de preços médios no mês:
2,40%, ainda que em relação a janeiro de 2014 o grão apresente alta de 43,81%. A escassez de
Conselho Nacional do Café – CNC
SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF)
Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632
E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck
chuvas que castiga o Sudeste do Brasil – e que foi responsável pela supervalorização do café no
primeiro semestre de 2014 – não tem dado suporte às cotações nas últimas semanas.
Os fundos reduziram em 13,4% a crença na elevação do café na semana até o dia 20, para um saldo
líquido de compra de 26.061 contratos. Mas as previsões de novas quedas na colheita brasileira
neste ciclo 2015/16 mantêm abertas as portas para um repique de preços.
O açúcar demerara também está às voltas com os efeitos da seca no Brasil, e fechou janeiro com
ganho marginal de 0,03% em Nova York, ante dezembro. Contribuiu para esse suporte o aumento da
tributação da gasolina no Brasil, que tende a ampliar a atratividade do etanol e reduzir a produção de
açúcar. Os elevados estoques globais ainda mantêm parte dos especuladores na defensiva, mas a
sinalização é positiva: os fundos cortaram em 56,5% as apostas na baixa do açúcar na semana até o
dia 20, para um saldo líquido vendido de 21.680 contratos.
Já o futuro de segunda posição do suco de laranja encerrou o mês com preço médio 1,69% menor,
ante dezembro. Entretanto, houve redução na expectativa de desvalorização da bebida, em meio às
projeções de queda na produção em São Paulo e na Flórida e aos contínuos recuos do consumo nos
EUA. A posição líquida vendida caiu 46,8% na semana até o dia 20, para 474 contratos.
Por outro lado, diminuiu a confiança dos investidores na alta do algodão. O saldo líquido passou de
3.558 contratos comprados, na semana até o dia 13, para 7.331 contratos vendidos na semana
seguinte. As indicações de elevada oferta mundial têm pesado sobre as cotações da fibra – o preço
médio caiu 1,50% ante dezembro, e 29,57% em relação a janeiro de 2014.
O cacau, por sua vez, fechou o mês com baixa de 1,25%, em meio às recentes divulgações de queda
na moagem global da amêndoa. Os fundos aumentaram as apostas na alta da commodity na semana
passada, mas a fraca demanda industrial deve arrefecer essa confiança.
Na BM&FBovespa, grãos seguem bolsa americana e recuam
Valor Econômico
03/02/2015
Mariana Caetano
Na esteira do observado na bolsa de Chicago, os contratos futuros de segunda posição de entrega de
soja e milho negociados na BM&FBovespa também chegaram ao fim de janeiro com preços médios
inferiores aos de dezembro de 2014. Conforme o Valor Data, a soja enfrentou baixa de 2,57% no
acumulado deste mês, até ontem, ao passo que no milho a retração foi de 4,48%.
Já em relação a janeiro de 2014, a soja apresentou recuo de 18,25%, sob a contínua pressão da
elevada oferta global. O milho, ao contrário, subiu 7,91% na mesma comparação, reflexo da
expectativa de ligeira redução da área plantada no Brasil pelo segundo ano seguido nesta safra
2014/15 – o que deve resultar em uma produção menor.
O café arábica ficou praticamente estável ante dezembro, com ligeira baixa de 0,40%. Em relação a
janeiro de 2014, entretanto, o avanço chegou a 47,43%, reflexo do crescente temor com os efeitos da
seca nas lavouras do grão no país.
Conselho Nacional do Café – CNC
SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF)
Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632
E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck
No campo positivo, etanol e boi registraram alta de 2,64% e 1,30% em janeiro frente ao mês anterior,
respectivamente, sustentados pela tensão com a estiagem no Centro-Sul do Brasil. No caso do
etanol, também pesou a maior tributação anunciada para a gasolina. Embalado pela boa demanda, o
boi subiu 26,85%, ante janeiro de 2014.
Ferrugem infecta 80% dos cultivos de café de El Salvador
CaféPoint
03/02/2015
A reportagem é do http://www.laprensagrafica.com / Tradução por Juliana Santin
O fungo da ferrugem do café estendeu-se com rapidez desde as últimas chuvas de 2014
e a Fundação Salvadorenha para Pesquisas de Café (Procafe) detalhou as medidas que
devem ser tomadas pelos produtores a partir de agora.
A Procafe salvadorenha também advertiu que as precipitações que foram observadas no
começo da temporada de colheita propiciaram a virulência do fungo nos cafezais, “até se observar
nesses níveis de até 80% de incidência”.
Há três maneiras de ilustrar até onde a ferrugem infectou. A Procafe considerou o impacto sobre cada
arbusto. No entanto, a Associação Cafeeira estima que a média de infestação das fazendas de 13
departamentos do país é de 25% a 70%. Finalmente, o Governo calcula que o fungo afetou um pouco
mais de 10%.
“Existe grande quantidade de esporos com capacidade de reproduzir e multiplicar a doença na
próxima época chuvosa”, disse a Procafe.
O presidente da Associação Cafeeira, Sergio Ticas, disse que durante a colheita do grão (de
setembro a março), as pessoas levaram esporos do fungo de um arbusto a outro.
A temporada de colheita é complicada para o combate à ferrugem. O especialista agrícola do
Departamento de Agricultura do Governo dos Estados Unidos, Miguel Fabio Gerrera, disse que não
se podem aplicar fungicidas ou agroquímicos durante a colheita, porque pode afetar a cereja que será
processada.
A Procafe estimulou os cafeicultores a tomar atitudes nessa temporada, que é a de floração. Porém,
os cafeicultores devem ser muito cuidadosos para não entorpecer a maturação da cereja. A
instituição pediu para “não realizar a aplicação de fungicida durante o processo de abertura da flor”.
Se as condições são as adequadas para aplicar um fungicida, a fundação recomenda eleger os que
sejam do “grupo das estrobilurinas”, que se preparam a partir de outros fungos. Se não há floração,
os cafeicultores podem aplicar esses fungicidas em plantas jovens, de entre um a três anos.
O mesmo pode ser feito nos “cafezais adultos, com mais de 50% da folhagem e com boas
perspectivas de colheita”. Finalmente, a recomendação se estende aos arbustos que tenham menos
de 25% de infestação de ferrugem.
No caso dos cafezais não cumprirem com nenhuma das condições anteriores, a Procafe “sugere
fazer uma amostra e realizar um plano de controle químico a ser iniciado em maio”. Um dos fatores
Conselho Nacional do Café – CNC
SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF)
Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632
E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck
que levou à baixa no rendimento do cultivo de café foi a idade dos arbustos. Quanto mais anos
produziram, mais são vulneráveis à ferrugem.
No país, predominam bourbon e pacas, devido ao fato de fornecerem uma xícara de excelente
qualidade. Segundo a Procafe, a idade média dos arbustos bourbon é de 42 anos e das pacas, de 38
anos. No entanto, somente 17% do parque está em processo de renovação.
Diferentes setores governamentais, associações e cooperação esperam impulsionar um intenso
processo de renovação a partir desse ano. No entanto, falta determinar as variedades que serão
utilizadas.
Uma das propostas que se terão a partir do plano que será desenvolvido pelo Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA), segundo Herrera, é que os cafeicultores terão a opção de
manter as variedades atuais, mas com melhores práticas agronômicas.
Programa de Coberturas de Preços de Café incentiva produção no México
CaféPoint
03/02/2015
A reportagem é do http://pulsoslp.com.mx / Tradução por Juliana Santin
Cafeicultores do México receberão incentivos para a produção do grão através do
Programa de Coberturas de Preços de Café implementado pela Agência de Serviços de
Comercialização e Desenvolvimento de Mercados Agropecuários (Aserca) da Secretaria
de Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento Rural, Pesca e Alimentação (Sagarpa).
O porta-voz da Sagarpa, Cambeses Ballina, disse que o financiamento a nível nacional será de 320
milhões de pesos (cerca de US$ 21,65 milhões) onde pretendem beneficiar 72 mil produtores de café
em 12 estados do México.
A intenção é oferecer uma prevenção para os tempos difíceis aos produtores, diante do cenário
caracterizado pela volatilidade de preços nos mercados de café a nível internacional. Dessa forma, a
Saparga considerou necessário a implementação do esquema e que pagariam aos produtores a partir
de fevereiro próximo.
Trata-se de estabelecer uma série de mecanismos, que verificarão que cada um dos pequenos
produtores, através de contrato, recebam um pagamento pelo benefício do café e que comercializem
ao exterior, pois a ideia é que, em conjunto, contribuam com mais de 90% da produção nacional.
Na região, cerca de 95% dos produtores têm menos de cinco hectares e a receita de suas famílias
depende até em 78% das vendas de café, o que estabelece claramente a importância de proteger
sua renda diante da volatilidade de preços nos mercados internacionais.

Clipping cnc 03022015 versão de impressão

  • 1.
    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck CLIPPING – 03/02/2015 Acesse: www.cncafe.com.br Cafeicultores de Caconde, SP, somam perdas de 50% após chuva de granizo G1 03/02/2015 Do G1 São Carlos e Araraquara Chuva de granizo causa estragos em lavouras de café de Caconde (Foto: Eder Ribeiro/ EPTV) Os produtores de café de Caconde (SP), que estavam perdendo parte da plantação por conta do tempo seco, agora também contabilizam danos causados pela chuva de granizo que atingiu o município no domingo (1º). Em alguns cafezais os prejuízos chegam a 50%. Mais da metade da lavoura de três hectares de Renan Bruno dos Santos se perdeu com a tempestade, quando choveu o equivalente a 20% do volume esperado para todo o mês de fevereiro. “Olhando para a lavoura, nós ficamos bem tristes porque a gente via a chuva de pedras danificando muito as plantas. Começou a quebrar os galhos de café, derrubar, cair muita folha”, contou o cafeicultor. O bairro mais atingido foi o São João, onde Paulo Donizetti Ferreira tem uma fazenda de 50 hectares. Metade da plantação foi afetada, resultando em um prejuízo de mais de R$ 100 mil. “A seca chegou e a gente já estava tendo uma perda de 20% a 25%, aí a chuva veio, só que ela trouxe o granizo junto e a perda, no geral, já está em 50%”, afirmou.
  • 2.
    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Funcionários da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé e Região estão visitando as propriedades para contabilizar as perdas. Apesar de ainda não haver um balanço, eles sabem que a situação é crítica porque a tempestade ocorreu no período de crescimento dos frutos. “É a fase em que o fruto está em expansão, então esse fruto que cai no chão não tem aproveitamento e o que fica na planta e foi lesado pelo granizo acaba perdendo qualidade depois”, explicou o técnico agrícola Ariovaldo de Moraes. Para minimizar os prejuízos, os produtores tentam salvar o que restou das lavouras e devem recorrer à pulverização para, segundo Moraes, ajudar as plantas a se protegerem das doenças, evitando danos ainda maiores. Frutos não resistiram à chuva de granizo e caíram dos galhos (Foto: Eder Ribeiro/EPTV) Estiagem pode provocar queda na safra de café no Espírito Santo Ascom Incaper 03/02/2015 Juliana Esteves Uma combinação nada produtiva para a cafeicultura capixaba. A estiagem, as altas temperaturas e a insolação, associadas a outros fatores, devem provocar queda na safra de café do Espírito Santo. As informações são do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Segundo o pesquisador do Incaper e coordenador do programa estadual de cafeicultura, Romário Gava Ferrão, a queda na safra de café Conilon já era esperada, mas a situação se agravou por conta da seca.
  • 3.
    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck “O principal problema é a estiagem. Algumas regiões estão há mais de 40 dias sem chuva, enfrentam temperaturas bastante elevadas e insolação. Isso leva ao estresse da planta e do ambiente. Mais da metade do Conilon plantado no Espírito Santo é irrigado, mas os reservatórios baixaram muito. Há problemas na quantidade de água para a irrigação, porque a água disponível para esta finalidade está mais escassa. O produtor não consegue disponibilizar a quantidade de água exigida pela planta. Esta época de seca coincide justamente com a fase em que a planta demanda mais água, que é a do enchimento de grãos. A falta de água pode provocar o chochamento dos grãos, formação de grãos menores e com menor peso. A seca, a insolação e as altas temperaturas chegaram justamente num momento em que a planta mais precisa de água”, explicou Ferrão. Na primeira estimativa de safra divulgada pela Conab, com base nos dados apurados em novembro e dezembro de 2014, estimou-se uma perda na ordem de 10%, podendo chegar a 15%. Esta queda na produção já era esperada devido, principalmente, a três fatores: 1- O café é uma planta bienal. Um ano produz mais, outro menos. No caso do Conilon, como foi registrada uma safra recorde no ano passado, já era de se esperar uma um pouco menor este ano. 2- Uma frente fria prolongada (mais de 10 dias) com ventos fortes e muito frio, atingiu o Estado na época do florescimento (agosto-setembro) nas principais regiões produtoras do Espírito Santo. Isso provocou queda de flores, de folhas e interferiu na fertilização da flor (formação do embrião do fruto). As rosetas cresceram com falhas, produzindo um menor número de frutos. 3- Na época da formação dos frutos (novembro–dezembro), houve déficit hídrico. Não choveu na quantidade necessária para a formação dos grãos, e o desenvolvimento dos frutos foi comprometido. Muitos chegaram a cair do pé. Estes três fatores associados à estiagem devem provocar uma queda ainda maior do que a prevista na safra de café do Espírito Santo. A produção capixaba de Conilon, que em 2014 bateu recorde com 9,9 milhões de sacas colhidas, este ano deve ser de apenas 8,5 milhões. Quanto ao Arábica, havia para este ano a expectativa de uma safra um pouco maior do que a de 2014. Apesar da previsão de alta, o déficit hídrico e as altas temperaturas podem provocar uma queda na safra deste ano. As estimativas só devem ser confirmadas entre o meses de abril e maio. “Os técnicos do Incaper vão a campo quantificar tudo isso. Só depois, quando for divulgada a segunda estimativa de safra, será possível confirmar se houve ou não essa maior perda”, pontuou Ferrão. Saída técnica para o produtor – Existem tecnologias que auxiliam o cafeicultor a minimizar os efeitos climáticos. O Incaper desenvolveu e recomenda diversas variedades de café tolerantes à seca. O manejo de irrigação, poda, a associação de café com outras espécies e as tecnologias relacionadas à conservação do solo também contribuem para reduzir os impactos causados pela estiagem. “O produtor deve ter consciência de que a mudança climática é um problema real. Tem que se programar para enfrentar estes problemas. Não é enfrentar na hora que a situação aparece. Tem que usar mais tecnologia, reservar água na propriedade, fazer um bom manejo de irrigação, implantar e conduzir as lavouras usando as tecnologias desenvolvidas e adaptadas para as condições do nosso Estado. Além disso, é importante pensar em diversificar a produção, para que no ano de safra baixa, ele possa compensar com outras culturas potenciais. Enfim, a saída é melhorar a gestão do saber, do conhecimento, da tecnologia, planejando com antecedência. O produtor tem que se programar”, finalizou Ferrão.
  • 4.
    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Trigo fecha o mês com tombo em Chicago Valor Econômico 03/02/2015 Mariana Caetano O primeiro mês de 2015 não foi muito animador para os principais produtos agrícolas negociados pelo Brasil no exterior e referenciados nas bolsas americanas. À exceção do preço médio do açúcar demerara, que subiu ligeiramente ante dezembro de 2014, as cotações das demais commodities recuaram – no caso do trigo, despencaram. Os contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente, os de maior liquidez) do cereal, que vinham em movimento de recuperação desde setembro do ano passado na bolsa de Chicago, acumularam baixa de 10,16% até ontem, em relação ao mês anterior, para a média de US$ 5,4964 por bushel, indicam cálculos do Valor Data. Em relação a janeiro de 2014, a queda é de 5,25%. A expectativa de elevada oferta global de trigo, fruto da redução do consumo, tem pesado sobre os preços. Com a valorização do dólar, o cereal dos EUA também ficou menos competitivo, o que diminuiu o apetite dos estrangeiros pela compra do produto. Os fundos especulativos refletiram o pessimismo com o trigo. Relatório da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês) apontou que os gestores de recursos – "managed money" – encerraram a semana de 20 de janeiro com um saldo líquido vendido (que indica aposta na baixa) de 2.462 contratos (entre futuros e opções) de trigo brando, ante uma posição líquida comprada de 9.430 contratos na semana anterior. No caso do trigo duro, as apostas na valorização caíram 20% na mesma comparação, para um saldo líquido comprado de 15.860 contratos. Ainda em Chicago, as cotações da soja e do milho voltaram a ceder, depois de terem reagido no fim de 2014. Os preços médios do milho recuaram 2,18% ante dezembro, e 8,59% sobre janeiro de 2014. No caso da soja, as baixas foram mais expressivas: de 2,86% e 21,81%, no mesmo intervalo. As apostas na desvalorização da soja têm crescido em ritmo acelerado. A oleaginosa, que na primeira semana de 2015 contabilizou saldo líquido comprado de 42.603 contratos, passou a uma posição líquida vendida de 7.539 contratos na semana até o dia 20. A produção recorde de soja em 2014/15 nos EUA deve ser seguida por uma safra abundante também no Brasil. A colheita brasileira está no início, e apesar das preocupações com o clima seco, as previsões continuam apontando uma produção histórica, entre 94 milhões e 96 milhões de toneladas. Há ainda temores com a demanda da China, em função de cancelamentos de compras dos EUA e margens de esmagamento negativas no país asiático. O milho também enfrenta tensão com a demanda, o que fez os investidores reduzirem em 3,7% as apostas na alta do grão, para um saldo líquido de 197.018 contratos comprados na semana até 20 de janeiro. A forte queda do petróleo deixou o etanol pouco competitivo nos EUA – no país, o biocombustível é feito com o grão. Os estoques elevados, também reflexo de uma safra volumosa, e o início da colheita na América do Sul são fatores adicionais de pressão às cotações. Na bolsa de Nova York, o café arábica foi protagonista da maior redução de preços médios no mês: 2,40%, ainda que em relação a janeiro de 2014 o grão apresente alta de 43,81%. A escassez de
  • 5.
    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck chuvas que castiga o Sudeste do Brasil – e que foi responsável pela supervalorização do café no primeiro semestre de 2014 – não tem dado suporte às cotações nas últimas semanas. Os fundos reduziram em 13,4% a crença na elevação do café na semana até o dia 20, para um saldo líquido de compra de 26.061 contratos. Mas as previsões de novas quedas na colheita brasileira neste ciclo 2015/16 mantêm abertas as portas para um repique de preços. O açúcar demerara também está às voltas com os efeitos da seca no Brasil, e fechou janeiro com ganho marginal de 0,03% em Nova York, ante dezembro. Contribuiu para esse suporte o aumento da tributação da gasolina no Brasil, que tende a ampliar a atratividade do etanol e reduzir a produção de açúcar. Os elevados estoques globais ainda mantêm parte dos especuladores na defensiva, mas a sinalização é positiva: os fundos cortaram em 56,5% as apostas na baixa do açúcar na semana até o dia 20, para um saldo líquido vendido de 21.680 contratos. Já o futuro de segunda posição do suco de laranja encerrou o mês com preço médio 1,69% menor, ante dezembro. Entretanto, houve redução na expectativa de desvalorização da bebida, em meio às projeções de queda na produção em São Paulo e na Flórida e aos contínuos recuos do consumo nos EUA. A posição líquida vendida caiu 46,8% na semana até o dia 20, para 474 contratos. Por outro lado, diminuiu a confiança dos investidores na alta do algodão. O saldo líquido passou de 3.558 contratos comprados, na semana até o dia 13, para 7.331 contratos vendidos na semana seguinte. As indicações de elevada oferta mundial têm pesado sobre as cotações da fibra – o preço médio caiu 1,50% ante dezembro, e 29,57% em relação a janeiro de 2014. O cacau, por sua vez, fechou o mês com baixa de 1,25%, em meio às recentes divulgações de queda na moagem global da amêndoa. Os fundos aumentaram as apostas na alta da commodity na semana passada, mas a fraca demanda industrial deve arrefecer essa confiança. Na BM&FBovespa, grãos seguem bolsa americana e recuam Valor Econômico 03/02/2015 Mariana Caetano Na esteira do observado na bolsa de Chicago, os contratos futuros de segunda posição de entrega de soja e milho negociados na BM&FBovespa também chegaram ao fim de janeiro com preços médios inferiores aos de dezembro de 2014. Conforme o Valor Data, a soja enfrentou baixa de 2,57% no acumulado deste mês, até ontem, ao passo que no milho a retração foi de 4,48%. Já em relação a janeiro de 2014, a soja apresentou recuo de 18,25%, sob a contínua pressão da elevada oferta global. O milho, ao contrário, subiu 7,91% na mesma comparação, reflexo da expectativa de ligeira redução da área plantada no Brasil pelo segundo ano seguido nesta safra 2014/15 – o que deve resultar em uma produção menor. O café arábica ficou praticamente estável ante dezembro, com ligeira baixa de 0,40%. Em relação a janeiro de 2014, entretanto, o avanço chegou a 47,43%, reflexo do crescente temor com os efeitos da seca nas lavouras do grão no país.
  • 6.
    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck No campo positivo, etanol e boi registraram alta de 2,64% e 1,30% em janeiro frente ao mês anterior, respectivamente, sustentados pela tensão com a estiagem no Centro-Sul do Brasil. No caso do etanol, também pesou a maior tributação anunciada para a gasolina. Embalado pela boa demanda, o boi subiu 26,85%, ante janeiro de 2014. Ferrugem infecta 80% dos cultivos de café de El Salvador CaféPoint 03/02/2015 A reportagem é do http://www.laprensagrafica.com / Tradução por Juliana Santin O fungo da ferrugem do café estendeu-se com rapidez desde as últimas chuvas de 2014 e a Fundação Salvadorenha para Pesquisas de Café (Procafe) detalhou as medidas que devem ser tomadas pelos produtores a partir de agora. A Procafe salvadorenha também advertiu que as precipitações que foram observadas no começo da temporada de colheita propiciaram a virulência do fungo nos cafezais, “até se observar nesses níveis de até 80% de incidência”. Há três maneiras de ilustrar até onde a ferrugem infectou. A Procafe considerou o impacto sobre cada arbusto. No entanto, a Associação Cafeeira estima que a média de infestação das fazendas de 13 departamentos do país é de 25% a 70%. Finalmente, o Governo calcula que o fungo afetou um pouco mais de 10%. “Existe grande quantidade de esporos com capacidade de reproduzir e multiplicar a doença na próxima época chuvosa”, disse a Procafe. O presidente da Associação Cafeeira, Sergio Ticas, disse que durante a colheita do grão (de setembro a março), as pessoas levaram esporos do fungo de um arbusto a outro. A temporada de colheita é complicada para o combate à ferrugem. O especialista agrícola do Departamento de Agricultura do Governo dos Estados Unidos, Miguel Fabio Gerrera, disse que não se podem aplicar fungicidas ou agroquímicos durante a colheita, porque pode afetar a cereja que será processada. A Procafe estimulou os cafeicultores a tomar atitudes nessa temporada, que é a de floração. Porém, os cafeicultores devem ser muito cuidadosos para não entorpecer a maturação da cereja. A instituição pediu para “não realizar a aplicação de fungicida durante o processo de abertura da flor”. Se as condições são as adequadas para aplicar um fungicida, a fundação recomenda eleger os que sejam do “grupo das estrobilurinas”, que se preparam a partir de outros fungos. Se não há floração, os cafeicultores podem aplicar esses fungicidas em plantas jovens, de entre um a três anos. O mesmo pode ser feito nos “cafezais adultos, com mais de 50% da folhagem e com boas perspectivas de colheita”. Finalmente, a recomendação se estende aos arbustos que tenham menos de 25% de infestação de ferrugem. No caso dos cafezais não cumprirem com nenhuma das condições anteriores, a Procafe “sugere fazer uma amostra e realizar um plano de controle químico a ser iniciado em maio”. Um dos fatores
  • 7.
    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck que levou à baixa no rendimento do cultivo de café foi a idade dos arbustos. Quanto mais anos produziram, mais são vulneráveis à ferrugem. No país, predominam bourbon e pacas, devido ao fato de fornecerem uma xícara de excelente qualidade. Segundo a Procafe, a idade média dos arbustos bourbon é de 42 anos e das pacas, de 38 anos. No entanto, somente 17% do parque está em processo de renovação. Diferentes setores governamentais, associações e cooperação esperam impulsionar um intenso processo de renovação a partir desse ano. No entanto, falta determinar as variedades que serão utilizadas. Uma das propostas que se terão a partir do plano que será desenvolvido pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), segundo Herrera, é que os cafeicultores terão a opção de manter as variedades atuais, mas com melhores práticas agronômicas. Programa de Coberturas de Preços de Café incentiva produção no México CaféPoint 03/02/2015 A reportagem é do http://pulsoslp.com.mx / Tradução por Juliana Santin Cafeicultores do México receberão incentivos para a produção do grão através do Programa de Coberturas de Preços de Café implementado pela Agência de Serviços de Comercialização e Desenvolvimento de Mercados Agropecuários (Aserca) da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento Rural, Pesca e Alimentação (Sagarpa). O porta-voz da Sagarpa, Cambeses Ballina, disse que o financiamento a nível nacional será de 320 milhões de pesos (cerca de US$ 21,65 milhões) onde pretendem beneficiar 72 mil produtores de café em 12 estados do México. A intenção é oferecer uma prevenção para os tempos difíceis aos produtores, diante do cenário caracterizado pela volatilidade de preços nos mercados de café a nível internacional. Dessa forma, a Saparga considerou necessário a implementação do esquema e que pagariam aos produtores a partir de fevereiro próximo. Trata-se de estabelecer uma série de mecanismos, que verificarão que cada um dos pequenos produtores, através de contrato, recebam um pagamento pelo benefício do café e que comercializem ao exterior, pois a ideia é que, em conjunto, contribuam com mais de 90% da produção nacional. Na região, cerca de 95% dos produtores têm menos de cinco hectares e a receita de suas famílias depende até em 78% das vendas de café, o que estabelece claramente a importância de proteger sua renda diante da volatilidade de preços nos mercados internacionais.