À cidade associam-se um 
conjunto de características: 
densa ocupação humana e o elevado índice 
de construção; 
uma intensa afluência de trânsito; 
grande concentração de actividades económi 
cas, com predomínio de actividades do sector 
terciário; 
elevado número de equipamentos sociais e 
culturais.
Critérios de definição de 
cidade: 
Demográfico 
valoriza o número de habitantes e/ou 
a densidade populacional 
Funcional 
tem em conta a influência exercida pela cidade 
sobre as áreas envolventes e o tipo de 
actividades a que a população se dedica 
Jurídico-administrativo. 
definidas por decisão legislativa .
Áreas funcionais - áreas mais ou menos homogéneas, 
com características próprias. 
Um dos factores que condiciona a organização das 
áreas funcionais é a renda locativa (custo do solo) que é 
influenciada pela: 
acessibilidade 
distância ao centro. 
NOTA 
De um modo geral, o custo do solo diminui à medida 
que nos afastamos do centro da cidade.
O preço do solo é ainda influenciado por outros 
factores como: 
condições ambientais - relevo, poluição, 
zonas verdes, paisagem, etc; 
aspectos sociais - as características 
socioeconómicas da população residente; 
planos de urbanização - as actividades 
projectadas para uma determinada 
área condicionam o custo do solo
O CBD é uma área muito dinâmica, 
onde as diferentes funções se vão 
sucedendo: 
numa primeira fase, assistiu-se à 
substituição das funções industrial 
e residencial pelo comércio e outras 
actividades terciárias; 
actualmente, verifica-se a tendência 
para a descentralização destas 
funções para outras áreas.
Para a dinâmica do CBD 
contribuem factores como: 
a especulação fundiária; 
o congestionamento do centro (área 
mais antiga, de ruas estreitas); 
a diminuição da acessibilidade - 
acesso ao centro mais difícil e 
demorado.
Factores de expansão urbana são: 
o crescimento demográfico que, aliado ao elevado custo 
da habitação na cidade, leva à procura de novas áreas 
residenciais nos subúrbios; 
a dinâmica da construção civil, tanto no que toca ao 
parque habitacional como à edificação de espaços 
destinados a actividades económicas; 
o desenvolvimento das próprias actividades 
económicas, que conduz à necessidade de expandir e 
modernizar as empresas e, como tal, à procura de novos 
espaços de localização; 
o desenvolvimento dos transportes e das infra-estruturas 
viárias, que aumenta a acessibilidade e 
diminui os tempos e os custos das deslocações; 
o aumento da taxa de motorização das famílias.
 A expansão urbana faz-se à custa das áreas periféricas 
das cidades, dando origem à suburbanização - 
ocupação urbana dos subúrbios. 
Impactes sociais e territoriais da Suburbanização: 
a intensificação dos movimentos pendulares, cada vez mais 
complexos, uma vez que as deslocações se fazem em 
direcção à grande cidade, mas também entre as diferentes 
áreas suburbanas que a envolvem; 
o aumento das despesas, da fadiga e do stress associados às 
deslocações quotidianas da população activa e escolar; 
a falta de equipamentos colectivos e fraca oferta de 
serviços em muitos aglomerados populacionais; 
a proliferação de loteamentos clandestinos e o 
aparecimento de bairros de habitação precária; 
a ocupação de solos agrícolas e florestais.
O processo de crescimento da suburbanização 
origina o aparecimento de áreas periurbanas 
(áreas onde o espaço rural começa a ser ocupado) . 
A expansão da rede viária facilita este processo, 
que apresenta como principais características: 
a localização difusa da função residencial 
e das actividades económicas; 
vantagens relativamente a aspectos como a 
acessibilidade, o custo dos solos e a quali 
dade ambiental.
A periurbanização é um factor de difusão das 
características e do ritmo da vida urbana, que se 
associa ao modo de vida rural: 
as novas actividades económicas absorvem mão-de-obra 
local que, em muitos casos, continua a ocupar-se também 
de tarefas agrícolas; 
com o desenvolvimento do comércio e de alguns serviços, a 
população adquire novos hábitos de consumo; 
a melhoria da acessibilidade e, muitas vezes, dos 
transportes públicos viabiliza as deslocações diárias de 
parte da população, que passa a trabalhar nos centros 
urbanos próximos.
Acções de incidência social poderão também contribuir para melhorar a 
qualidade de vida no espaço urbano: 
melhoria da gestão do tráfego urbano, através da construção de mais 
parques de estacionamento na entrada das cidades e da criação de 
interfaces adequados às necessidades específicas de cada centro 
urbano, em conjugação com o aumento da eficácia dos transportes 
públicos; 
o alargamento dos serviços de acompanhamento de crianças e jovens 
(espaços de ocupação de tempos livres, equipamentos desportivos, salas 
de apoio ao estudo), que diminuam as situações de risco social; 
o desenvolvimento de serviços de apoio à população idosa que permita 
o acompanhamento domiciliário e, através de um maior contacto social, 
a diminuição das situações de solidão; 
o aumento do número de espaços verdes, a promoção da melhoria dos já 
existentes e a construção e optimização de equipamentos colectivos, 
nomeadamente os desportivos, de cultura e lazer, que promovam o 
convívio e o encontro da população urbana.
Acentuado desequilíbrio da rede urbana 
portuguesa evidencia-se: 
pela dimensão dos centros urbanos - predomínio de 
pequenos núcleos urbanos, fraca representatividade das 
cidades de média dimensão e dois grandes centros 
urbanos: Lisboa e Porto; 
pela repartição geográfica - forte concentração urbana no 
Litoral, onde sobressaem as áreas metropolitanas; 
pelo nível de funções - predomínio das funções de nível 
superior e das restantes funções urbanas nas principais 
áreas urbanas do Litoral, com destaque para Lisboa e 
Porto.
Consequências do desequilíbrio da rede 
urbana portuguesa: 
redução da capacidade de inserção das eco 
nomias regionais na economia nacional; 
a limitação das relações de complementaridade 
entre os diferentes centros urbanos e, como 
tal, do dinamismo económico e social; 
a limitação da competitividade nacional no con 
texto europeu e mundial, pela perda de sinergias que uma 
rede urbana equilibrada.
Um maior equilíbrio da rede urbana nacional 
possibilita uma maior coesão territorial e social. 
As políticas de ordenamento urbano, poderão 
promover o desenvolvimento regional pela adopção de 
medidas que: 
potencializem as especificidades de cada região; 
facilitem a coordenação de acções ao nível da 
administração local; 
reforcem a complementaridade entre os diferentes 
centros urbanos; 
permitam desenvolver cidades e sistemas urbanos do 
Interior que funcionem como pólos regionais de 
desenvolvimento.

Cidades

  • 1.
    À cidade associam-seum conjunto de características: densa ocupação humana e o elevado índice de construção; uma intensa afluência de trânsito; grande concentração de actividades económi cas, com predomínio de actividades do sector terciário; elevado número de equipamentos sociais e culturais.
  • 2.
    Critérios de definiçãode cidade: Demográfico valoriza o número de habitantes e/ou a densidade populacional Funcional tem em conta a influência exercida pela cidade sobre as áreas envolventes e o tipo de actividades a que a população se dedica Jurídico-administrativo. definidas por decisão legislativa .
  • 3.
    Áreas funcionais -áreas mais ou menos homogéneas, com características próprias. Um dos factores que condiciona a organização das áreas funcionais é a renda locativa (custo do solo) que é influenciada pela: acessibilidade distância ao centro. NOTA De um modo geral, o custo do solo diminui à medida que nos afastamos do centro da cidade.
  • 4.
    O preço dosolo é ainda influenciado por outros factores como: condições ambientais - relevo, poluição, zonas verdes, paisagem, etc; aspectos sociais - as características socioeconómicas da população residente; planos de urbanização - as actividades projectadas para uma determinada área condicionam o custo do solo
  • 5.
    O CBD éuma área muito dinâmica, onde as diferentes funções se vão sucedendo: numa primeira fase, assistiu-se à substituição das funções industrial e residencial pelo comércio e outras actividades terciárias; actualmente, verifica-se a tendência para a descentralização destas funções para outras áreas.
  • 6.
    Para a dinâmicado CBD contribuem factores como: a especulação fundiária; o congestionamento do centro (área mais antiga, de ruas estreitas); a diminuição da acessibilidade - acesso ao centro mais difícil e demorado.
  • 7.
    Factores de expansãourbana são: o crescimento demográfico que, aliado ao elevado custo da habitação na cidade, leva à procura de novas áreas residenciais nos subúrbios; a dinâmica da construção civil, tanto no que toca ao parque habitacional como à edificação de espaços destinados a actividades económicas; o desenvolvimento das próprias actividades económicas, que conduz à necessidade de expandir e modernizar as empresas e, como tal, à procura de novos espaços de localização; o desenvolvimento dos transportes e das infra-estruturas viárias, que aumenta a acessibilidade e diminui os tempos e os custos das deslocações; o aumento da taxa de motorização das famílias.
  • 8.
     A expansãourbana faz-se à custa das áreas periféricas das cidades, dando origem à suburbanização - ocupação urbana dos subúrbios. Impactes sociais e territoriais da Suburbanização: a intensificação dos movimentos pendulares, cada vez mais complexos, uma vez que as deslocações se fazem em direcção à grande cidade, mas também entre as diferentes áreas suburbanas que a envolvem; o aumento das despesas, da fadiga e do stress associados às deslocações quotidianas da população activa e escolar; a falta de equipamentos colectivos e fraca oferta de serviços em muitos aglomerados populacionais; a proliferação de loteamentos clandestinos e o aparecimento de bairros de habitação precária; a ocupação de solos agrícolas e florestais.
  • 9.
    O processo decrescimento da suburbanização origina o aparecimento de áreas periurbanas (áreas onde o espaço rural começa a ser ocupado) . A expansão da rede viária facilita este processo, que apresenta como principais características: a localização difusa da função residencial e das actividades económicas; vantagens relativamente a aspectos como a acessibilidade, o custo dos solos e a quali dade ambiental.
  • 10.
    A periurbanização éum factor de difusão das características e do ritmo da vida urbana, que se associa ao modo de vida rural: as novas actividades económicas absorvem mão-de-obra local que, em muitos casos, continua a ocupar-se também de tarefas agrícolas; com o desenvolvimento do comércio e de alguns serviços, a população adquire novos hábitos de consumo; a melhoria da acessibilidade e, muitas vezes, dos transportes públicos viabiliza as deslocações diárias de parte da população, que passa a trabalhar nos centros urbanos próximos.
  • 11.
    Acções de incidênciasocial poderão também contribuir para melhorar a qualidade de vida no espaço urbano: melhoria da gestão do tráfego urbano, através da construção de mais parques de estacionamento na entrada das cidades e da criação de interfaces adequados às necessidades específicas de cada centro urbano, em conjugação com o aumento da eficácia dos transportes públicos; o alargamento dos serviços de acompanhamento de crianças e jovens (espaços de ocupação de tempos livres, equipamentos desportivos, salas de apoio ao estudo), que diminuam as situações de risco social; o desenvolvimento de serviços de apoio à população idosa que permita o acompanhamento domiciliário e, através de um maior contacto social, a diminuição das situações de solidão; o aumento do número de espaços verdes, a promoção da melhoria dos já existentes e a construção e optimização de equipamentos colectivos, nomeadamente os desportivos, de cultura e lazer, que promovam o convívio e o encontro da população urbana.
  • 12.
    Acentuado desequilíbrio darede urbana portuguesa evidencia-se: pela dimensão dos centros urbanos - predomínio de pequenos núcleos urbanos, fraca representatividade das cidades de média dimensão e dois grandes centros urbanos: Lisboa e Porto; pela repartição geográfica - forte concentração urbana no Litoral, onde sobressaem as áreas metropolitanas; pelo nível de funções - predomínio das funções de nível superior e das restantes funções urbanas nas principais áreas urbanas do Litoral, com destaque para Lisboa e Porto.
  • 13.
    Consequências do desequilíbrioda rede urbana portuguesa: redução da capacidade de inserção das eco nomias regionais na economia nacional; a limitação das relações de complementaridade entre os diferentes centros urbanos e, como tal, do dinamismo económico e social; a limitação da competitividade nacional no con texto europeu e mundial, pela perda de sinergias que uma rede urbana equilibrada.
  • 14.
    Um maior equilíbrioda rede urbana nacional possibilita uma maior coesão territorial e social. As políticas de ordenamento urbano, poderão promover o desenvolvimento regional pela adopção de medidas que: potencializem as especificidades de cada região; facilitem a coordenação de acções ao nível da administração local; reforcem a complementaridade entre os diferentes centros urbanos; permitam desenvolver cidades e sistemas urbanos do Interior que funcionem como pólos regionais de desenvolvimento.