CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
PARTE I – ASPECTOS FUNDAMENTAIS DA CONTABILIDADE DE CUSTOS 
CAPÍTULO I – Introdução 
1. Uma abordagem contextual e sistémica da empresa 
2. O ciclo de gestão das organizações 
3. A necessidade de sistemas de informação para a gestão 
4. Os objectivos principais dos sistemas contabilísticos 
4.1. Contabilidade de Custos, Contabilidade Financeira e Contabilidade de Gestão 
4.2. A Gestão de Custos e os sistemas contabilísticos 
5. A importância da informação como base do processo de tomada de decisão 
5.1. Os gestores como clientes da Informação Contabilística 
5.2. A cadeia de valor das funções de negócio 
CAPÍTULO II – Conceitos básicos sobre custos 
1. Conceitos e terminologia 
2. O custo e os objectos de custos 
3. A acumulação e a afectação de custos 
4. A multiplicidade das noções de custos 
4.1. Custo primário ou primo 
4.2. Custo industrial ou custo de produção 
4.3. Custo complexivo ou preço de custo 
4.4. Custo económico-técnico ou preço de venda normal 
5. Análise das margens e dos resultados face às diversas noções de custos 
6. As cadeias de valor, o ciclo de custeio e os níveis de custeio 
6.1. As cadeias de valor da empresa e do produto 
6.2. O ciclo de custeio: custos do produto e custo do período 
6.3. Níveis de custeio: a importância do cálculo do custo industrial da produção 
CAPÍTULO III – A classificação dos custos e o seu significado 
1. Os custos e o seu cálculo 
1.1. Custos directos e custos indirectos 
1.2. Custos reais e custos teóricos 
1.3. Custos totais e custos unitários 
2. Os custos e o processo de decisão e controlo 
2.1. Custos relevantes e custos irrelevantes 
2.2. Custos evitáveis e custos irreversíveis 
2.3. Custos de oportunidade e custos/rendimentos marginais 
2.4. Custos controláveis e não controláveis 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 2 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
3. Os custos e o seu comportamento face às alterações do volume de produção 
3.1. O volume de produção e o processo de decisão 
3.2. Os custos variáveis e os custos fixos 
4. A importância do conhecimento dos custos para a determinação dos resultados 
4.1. A estrutura básica do planeamento da Contabilidade de Custos 
4.2. A ligação da Contabilidade de Custos com a Contabilidade Financeira 
CONTABILIDADE 
 É o mais importante instrumento proporcionador de informação para gerir as organizações. 
CONTABILIDADE GERAL 
 Ramo da contabilidade orientado para o conhecimento da situação patrimonial e financeira 
e dos resultados globais das organizações. 
 Revela essencialmente o valor do activo (disponibilidades financeiras, créditos sobre 
terceiros, existências de toda a natureza, imobilizado, etc.), o montante do passivo, e a 
situação líquida da empresa por diferença daquelas duas grandezas, e apura os resultados 
do período pelo confronto dos custos com os proveitos (estes por natureza/tipo: despesas 
com o pessoal, serviços e fornecimentos de terceiros, etc.). 
CONTABILIDADE ANALÍTICA 
 Ramo da contabilidade que proporciona um adequado domínio dos custos, proveitos e 
resultados, constituindo um elemento privilegiado da gestão económica das organizações. 
 Sistema de informação que tem em vista a medida e análise dos custos, proveitos e 
resultados (de forma analítica e não globalizante) relacionados com os diversos objectivos 
prosseguidos pelas organizações. 
 Permite a medição e controlo da eficiência e eficácia dos diversos segmentos 
organizacionais, da forma como aqueles contribuem para os resultados globais da empresa 
(toda esta informação é disponibilizada por períodos mais curtos). 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 3 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
 Possibilita a comparação de custos e proveitos entre períodos, empresas similares, etc. 
 Determinação e análise dos custos inerentes ao desenvolvimento da actividade da empresa e consequente concretização dos 
seus objectivos. 
 A actividade da empresa implica custos que deverão ser determinados o mais objectivamente possível para que seja possível 
fazer a análise dos dados históricos, o planeamento e a tomada de decisões. 
Nota: qualquer sistema de apuramento de custos gera encargos e estes devem ser sempre comparados com os benefícios deles 
decorrentes. 
A Contabilidade Analítica integrada com a Contabilidade Orçamental permite obter o Modelo Económico da Empresa. Estamos a falar da Contabilidade 
de Gestão – apurar desvios para implementar as respectivas acções correctivas. 
A empresa deverá ter capacidade organizativa para mensurar. 
CONTABILIDADE GERAL vs CONTABILIDADE ANALÍTICA 
81 - Resultados Correntes do Exercício 
Existências iniciais Vendas de mercadorias e produtos 1.150.000 
Matérias-primas 200.000 Resultados líquidos (prejuízo) 100.000 
Compras 
Matérias-primas 400.000 
Existências finais 
Matérias-primas 200.000 
Custo das existências consumidas 400.000 
Outros custos por naturezas 850.000 
Total 1.250.000 Total 1.250.000 
 Como se distribuíram os custos por cada um dos produtos fabricados? 
 Quais os custos unitários dos produtos fabricados (informação essencial à determinação 
dos preços de venda, valorização das existências finais e controlo dos custos de 
produção)? 
 Quais os resultados com que cada produto contribuiu para o resultado corrente do 
exercício (todos deram prejuízo, ou só alguns)? 
Contrariamente à Contabilidade Geral, a Contabilidade Analítica dá a resposta a estas 
questões: 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 4 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Análise das Vendas 
Produtos Preço de Venda Unidades produzidas e vendidas Importância % 
A 30,00 20.000 600.000 52 
B 50,00 5.000 250.000 22 
C 20,00 15.000 300.000 26 
40.000 1.150.000 100 
Análise dos Custos da Vendas 
Produtos Vendas MP Outros Custos Total C. Unitário Resultados Rend. 
A 600.000 200.000 375.000 575.000 28,75 + 25.000 + 4% 
B 250.000 80.000 145.000 225.000 45,00 + 25.000 + 10% 
C 300.000 120.000 330.000 450.000 30,00 - 150.000 - 50% 
1.150.000 400.000 850.000 1.250.000 - 100.000 - 9% 
Análise dos Custos Unitários 
Produtos MP MOD Combustíveis Amort. Outros Custos C. Unitário Resultado Unitário 
A 10,00 12,00 1,00 0,75 5,00 28,75 + 1,25 
B 16,00 20,00 2,00 0,50 6,50 45,00 + 5,00 
C 8,00 14,00 1,00 1,00 6,00 30,00 - 10,00 
 Compensa mais produzir as matérias-primas ou adquiri-las a terceiros? 
 Deverá a empresa ter serviço próprio de manutenção/reparação ou recorrer a terceiros? 
 Compensa mais reparar uma máquina ou substitui-la por uma nova? 
 Qual a justificação para os diversos custos parcelares? 
 Precisam os custos parcelares de acções correctivas? 
Estas são algumas das questões respondidas pela Contabilidade Analítica, que a Contabilidade 
Geral não consegue satisfazer. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 5 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
ORGANIZAÇÕES 
 Decompõem-se em segmentos organizacionais; 
 Cada segmento organizacional tem funções a desempenhar e objectivos a atingir; 
 O responsável do segmento organizacional motiva e coordena o grupo humano que o 
compõe com vista à prossecução dos objectivos definidos; 
 Aquele responsável responde perante uma autoridade superior sobre o desempenho do 
segmento que comanda; 
 A determinação e comparação dos custos com os benefícios proporcionados à organização 
são assim de extrema importância. 
TIPO DE ORGANIZAÇÕES 
 Essencialmente, existem empresas industriais, comerciais, e de prestação de serviços. 
EMPRESA INDUSTRIAL – CICLOS 
 Os serviços de aprovisionamento adquirem matérias aos fornecedores (preço da facturas e 
demais gastos suportados até à chegada ao armazém de matérias-primas: transporte, 
seguros, descargas, assim como também os encargos de armazenagem); 
 As matérias-primas são requisitadas pela fabricação que as transforma em produtos 
acabados (custos das matérias consumidas e custos de conversão: mão-de-obra, 
combustíveis, amortizações, etc.); 
 Fluxo da produção para o armazém de produtos acabados, originando novos custos de 
armazenamento; 
 Os serviços comerciais encarregam-se da venda e distribuição dos produtos acabados, 
resultando daqui custos de distribuição (ou comerciais, de venda); 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 6 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
 Os serviços administrativos e financeiros ocupam-se de gestão e controlo das operações 
da empresa, bem como da obtenção de capitais para o seu normal funcionamento (custos 
administrativos e financeiros). 
Matérias armazenáveis e matérias não 
armazenáveis: está implícito a questão temporal. 
As matérias não armazenáveis são adquiridas e 
imediatamente consumidas. 
CUSTOS 
Aqui, todos os produtos (mesmo que 
acabados) consideram-se em curso de fabrico 
ÓPTICA ECONÓMICA / ÓPTICA DA DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS 
 Há que suportar custos para incorrer em proveitos; 
 É um sacrifício, esforço, dispêndio efectuado para obter certa coisa ou alcançar certo 
objectivo; 
 Valor monetário associado à utilização ou consumo de um recurso, seja um bem ou um 
serviço; 
 Conceito de carácter económico que corresponde à utilização dos recursos numa 
organização. 
PROVEITOS 
 Conceito de carácter económico que corresponde à cedência de bens ou serviços a 
terceiros. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 7 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
DESPESA 
ÓPTICA FINANCEIRA / ÓPTICA DO BALANÇO 
 Conceito de carácter jurídico e monetário que corresponde à assumpção da obrigação de 
pagar custos. 
RECEITA 
 Conceito de carácter jurídico e monetário que corresponde ao direito de receber os 
proveitos. 
PAGAMENTO 
 Conceito de carácter financeiro (em sentido restrito) que corresponde a fluxos de saída de 
meios líquidos das organizações, pela contraprestação dos recursos adquiridos. 
RECEBIMENTO 
 Conceito de carácter financeiro (em sentido restrito) que corresponde a fluxos de entrada 
de meios líquidos das organizações, pela contraprestação dos bens ou serviços cedidos a 
terceiros. 
CUSTOS TECNOLÓGICOS 
 São custos materiais, correspondendo ao conjunto das quantidades de bens e serviços que 
se consumiram ou utilizaram. 
CUSTOS POR NATUREZAS 
O custo monetário resulta primeiramente do seu custo tecnológico ou material 
(quantidade de bens e serviços que se consumiram ou utilizaram). 
 Conforme preconizado no POC e adoptado pela Contabilidade Financeira, os resultados de 
um exercício económico são classificados por natureza (independentemente da função a 
que respeitem). 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 8 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
CUSTOS POR FUNÇÕES 
 Adoptado pela Contabilidade de Gestão, os resultados de um exercício económico são 
classificados por funções/actividades. Os custos por funções são determinados de acordo 
com a estrutura organizacional (organigrama funcional da empresa), ou seja, são 
identificadas as funções com que os custos estão relacionados, e dentro de cada função 
quais as diferentes actividades que a integram. 
Identificam-se sempre, em qualquer empresa, cinco funções e respectivos custos: 
Custos de Aprovisionamento → custos dos armazéns de matérias e de produtos acabados e semi-acabados; 
Custo de Produção → ou custo industrial, representa a valorização dos recursos utilizados na elaboração dos 
produtos ou serviços; 
Custos de Distribuição → ou custo comercial, estão relacionados com o funcionamento da estrutura comercial; 
Custos Administrativos → resultam do funcionamento da estrutura administrativa; 
Custos Financeiros → custo associado à utilização de capitais alheios (não correspondem ao funcionamento de 
qualquer estrutura da empresa). 
CUSTOS DE PRODUÇÃO E OS SEUS DIVERSOS ESTÁDIOS 
 São vários os tipos de custo associados à actividade de uma unidade industrial: 
Custo das Matérias Consumidas 
O consumo da matéria-prima constitui um custo directo do produto. O seu valor depende do custo a que se encontra registado no armazém (Qtd x custo 
unitário) e do critério valorimétrico de saída (FIFO, LIFO, CMP ou outros). 
O custo unitário é o somatório do custo de aquisição (custo total suportado até à chegada da matéria à empresa), bem como de todos os custos que se 
verifique internamente e devam ser imputados às matérias antes de se registar a sua entrada em armazém (preparação prévia da matéria, custos de 
armazenagem que devam ser repartidos em função das compras…). 
A quantidade de matéria consumida é calculada através das requisições que a fábrica faz aos armazéns de matérias (registo da matéria requisitada e 
respectivo objecto de custo/custeio). 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 9 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
CMC  SoMP  COMPRAS  SfMP  REGULARIZAÇÕES 
Como funcionam os critérios valorimétricos FIFO, LIFO e CMP? 
Existências iniciais: 1.000 Kg a 20 €/Kg 
Compras: 5.000 Kg a 22 €/Kg 
Consumos: 5.500 Kg 
Valorização dos consumos e respectivas existências finais segundo o FIFO: 
CONSUMO€  1.000 20  4.500 22  119.000 € 
EXIST.FINAISQ  EXIST.INICIAIS  COMPRAS CONSUMOS  1.000  5.000  5.500  500 Kg 
EXIST.FINAIS €  50022,00 11.000,00 € 
Valorização dos consumos e respectivas existências finais segundo o LIFO: 
CONSUMO€  5.000 22,00  500 20,00  120.000,00 € 
EXIST.FINAIS €  500 20,00  10.000,00 € 
Valorização dos consumos e respectivas existências finais segundo o Custo Médio Ponderado: 
CMPMP  21,67 
€/Kg 
CONSUMO€  5.500 21,67  119.185,00 € 
EXIST.FINAIS €  500 21,67  10.835,00 € 
   
1.000 20,00 5.000 22,00  
6.000 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 10 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Custos de Transformação/Conversão 
 São custos que envolvem o custo da Mão-de-Obra Directa e Gastos Gerais de Fabrico. 
Incluem-se nesta rubrica os custos associados à remuneração do factor trabalho específico ao objecto de custo/custeio (horas registadas e respectivo custo 
horário). 
Estes custos são calculados à priori, e por esta razão é feita a especialização mensal mediante uma taxa teórica apurada que permite redistribuir os custos 
(remunerações e encargos com remunerações) de forma regular ao longo do período de laboração. Exemplo da taxa de encargos sociais teórica para uma 
remuneração mensal de 1.500,00 €: 
A. Ordenados relativo ao tempo de trabalho: 1.500,00 x 11 meses = 16.500,00 € 
B. Encargos Sociais 
Mês de Férias 1.500,00 
Subsídio de Férias 1.500,00 
Subsídio de Natal 1.500,00 
Segurança Social → 1.500 x 14 x 0,2375 = 4.987,50 
Seguro de A.T. e outros encargos 412,50 9.900,00 
9.900   
C. Taxa de Encargos Sociais (B/A) → 0,60 60% 
16.500 
Assim, o custo da mão-de-obra será acrescido de 60%: 
MOD  Nr.ºHoras Custo.Horário1,60 
Os custos evidenciados na Contabilidade Financeira (se mensualizados) serão coincidentes com os custos a repercutir mensalmente nas várias funções 
pela Contabilidade de Gestão. 
São todas as outras naturezas de custos industriais (custos indirectos) que não estejam directamente relacionados com o objecto de custo (Produto), e portanto, 
a este não sejam custos directos. 
Refira-se que a componente dos G.G.F. tem em muitos casos um peso significativo no custo total, pelo que existe uma preocupação em fazer a 
repartição/imputação destes custos pelos diferentes objectos de custeio o mais correctamente possível, por forma a não originar tomadas de decisões 
desadequadas. 
São exemplos de Gastos Gerais de Fabrico: 
 MOI (mão-de-obra indirecta); 
 Consumos de água, electricidade e combustíveis; 
 Consumo de matérias subsidiárias; 
 Amortizações de edifícios e equipamentos; 
 Seguros (excepto os que respeitam ao pessoal); 
 Rendas; 
 Etc. 
CUSTO.PRIMO  MP  MOD 
CUSTO.TRANSFORMAÇÃO  MOD  G.G.F. 
Mão-de-Obra Directa 
Gastos Gerais de Fabrico 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 11 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Custo Industrial do Produto 
 É o custo de fabricação do produto. 
CIP  MP  MOD  G.G.F.  CUSTO.PRIMO  G.G.F  MP  CT 
Custo Industrial da Produção Acabada 
 É o custo da produção terminada e transferida para o armazém de produtos acabados. 
 Este custo valoriza os produtos acabados durante o período, independentemente do 
momento em que foram iniciados. Ou seja, incorpora também para além do CIP , eventual 
produção em vias de fabrico existente no início e no fim do período. 
Nota: a produção em curso de fabrico distingue-se do conceito de produto intermédio ou semi-acabado. Este último pode 
ser comercializado ou ser sujeito a operações de transformação adicionais, enquanto a produção em via de fabrico 
corresponde ao valor de um produto iniciado em determinado período e que no final deste ainda não se encontra 
concluído. 
 O custo unitário do CIPA permite valorizar os produtos vendidos bem como as existências 
em armazém no final do mês (tendo em atenção o critério valorimétrico utilizado e as 
existência iniciais de produtos acabados). 
CIPA  SoPCF  CIP  SfPCF 
CIPA 
 
CIPA unitário . 
  Qtd produzida 
Custo Industrial da Produção Vendida 
 É o custo da produção que se encontra no armazém de produtos acabados e que é 
vendida. 
 O CIPV ou custo das vendas corresponde ao somatório dos custos incorporados nos 
produtos e/ou serviços vendidos num determinado período, independentemente do 
momento em que foram produzidos. Trata-se de um custo do período. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 12 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
 Este custo pode ser determinado também pelo método directo, calculando-se para o efeito 
o produto da quantidade vendida pelo custo de produção unitário. 
 É este custo que se repercute na DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR FUNÇÕES 
(na rubrica Custos das Vendas). 
CIPV  SoPA  CIPA  SfPA 
CUSTO NÃO INDUSTRIAIS 
 Custos de Distribuição ou Comerciais; 
 Custos Administrativos; 
 Custos Financeiros ou Proveitos Financeiros; 
À soma algébrica destes custos chamamos Custo Comercial, em sentido lato. 
CUSTO COMPLETO OU COMPLEXIVO 
 É um custo do período e corresponde a todos os custos que afectam o resultado naquele 
período. 
CUSTOS NÃO INDUSTRIAIS 
CUSTO.COMPLEXIVO  CIPV  C.DISTRIBUIÇÃO  C.ADMINISTRATIVOS  C.FINANCEIROS 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 13 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
 Se adicionarmos ao custo industrial do produto (CIPV) a quota-parte que lhe compete em 
todos os restantes gastos da empresa (custos não industriais: de distribuição, 
administrativos e financeiros, obtém-se o custo complexivo. Este constitui o preço de venda 
abaixo do qual a empresa terá prejuízo. 
 Ao adicionar os custos figurativos (estes incluem a quota-parte a atribuir à remuneração 
dos capitais investidos na empresa pelos seus sócios e ao risco decorrente do exercício da 
actividade a que se dedica) obtém-se o custo económico-técnico, a que equivale ao preço 
de venda normal. 
 O preço de venda superior ao custo económico-técnico proporciona o chamado lucro puro. 
CUSTOS DO PRODUTO versus CUSTOS DO PERÍODO 
 No período que se considerar (para efeitos de gestão, geralmente é o mês civil), as 
empresas fabricam os seus produtos. Os que não são vendidos no período considerado 
ficam em stock no armazém (variação de produção). 
 Temos então custos dos produtos que correspondem à valorização das existências e 
somente os custos dos produtos que são vendidos é que são considerados também custos 
do período (afectam o resultado). Os custos do período incorporam pois o custo industrial 
dos produtos que são vendidos e os custos das restantes funções que ocorram nesse 
intervalo de tempo. 
CUSTOS DIRECTOS 
 São aqueles que se identificam exclusiva e especificamente com o objecto de 
custo/custeio. 
CUSTOS INDIRECTOS 
 São aqueles que respeitam a diferentes objectos de custo/custeio. A sua repartição pelos 
vários objectos de custo/custeio assenta em critérios de imputação por vezes subjectivos e 
questionáveis. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 14 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
CUSTO FIXOS versus CUSTOS VARIÁVEIS 
 Consoante varia o nível de actividade da empresa, alguns dos custos atrás referidos 
comportam-se como Custos Fixos e outros como Custos Variáveis. 
 Os Custos Variáveis dependem do nível de actividade da empresa e os Custos Fixos, no 
curto prazo, são constantes independentemente da actividade desenvolvida. A variabilidade 
do nível de actividade da empresa mede-se para os custos industriais em função da 
quantidade produzida e para os custos não industriais em função das quantidades 
vendidas. 
 Normalmente os Custos Fixos identificam-se com os custos de estrutura, considerando uma 
determinada capacidade instalada. 
EXERCÍCIO NR.º 1 – Dra. Maria Hélder 
A Generosa da Estremadura S.A. dedica-se ao fabrico de uma afamada marca de vinho moscatel. O 
balancete do razão em 31.Dez.”N” apresenta entre outros os seguintes valores em €: 
Compras 3.820.000,00 
Fornecimentos e serviços externos 210.000,00 
Gastos com o pessoal 752.000,00 
Gastos de amortização 136.000,00 
Outros gastos e perdas (operacionais) 40.000,00 
Gastos e perdas de financiamento 245.000,00 
Vendas 5.166.000,00 
Outros rendimentos e ganhos (operacionais) 48.200,00 
Rendimentos e ganhos de financiamento 2.800,00 
Relativamente ao ano “N” foram ainda recolhidos os seguintes elementos (valores em €): 
Repartição de alguns gastos por destino Fábrica Distribuição Administrativos TOTAIS 
Fornecimentos e serviços externos 62.000,00 95.000,00 53.000,00 210.000,00 
Gastos com o pessoal 242.000,00 284.000,00 226.000,00 752.000,00 
Gastos de depreciação e de amortização 74.000,00 37.000,00 25.000,00 136.000,00 
Outros gastos e perdas 4.000,00 6.000,00 30.000,00 40.000,00 
TOTAIS 382.000,00 422.000,00 334.000,00 1.138.000,00 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 15 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Existências Em 01.Jan.”N” Em 31.Dez.”N” 
Matérias-primas e subsidiárias € 740.000,00 € 860.000,00 
Produtos em curso de fabrico € 42.000,00 € 34.000,00 
Produtos acabados e intermédios € 117.000,00 € ? 
Produtos acabados e intermédios 36.000 litros 48.000 litros 
Quantidade de vinho “Moscatel” vendida no ano “N”: 1.148.000 litros. 
O critério de valorimetria adoptado para o custeio das saídas é o FIFO. 
PEDIDO: 
Prepare as demonstrações dos resultados por funções e por naturezas, admitindo que a taxa de IRC 
é de 20%. 
RESOLUÇÃO DO EXERCÍCIO NR.º 1 
Balancete do razão é um balancete que só inclui contas de razão (contas principais, de dois dígitos). 
€740.000,00 
€860.000,00 
€42.000,00 
€4.090.000,00 
€34.000,00 
€3.700.000,00 
1) Apuramento do Custo das Matérias Consumidas 
€117.000,00 
36.000 litros 
CMC SOMP CMP SfMP    CMC  740.000  3.820.000  860.000 
CMC  3.700.000,00 € 
€ ? 
48.000 litros 
Significa que, no período, se verificou o fluxo do AMP para a FABRICAÇÃO de € 3.700.000,00 de matérias-primas 
1.148.000 litros vendidos 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 16 → 150 
€3.820.000,00
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
2) Apuramento do Custo de Fabricação/Produção (Custo Industrial – CIP) 
CTc transformação Mod GGF   .  .  62.000 242.000 74.000 4.000     CT c transformação 
 .  382.000,00  CT c transformação 
CIP  MP  Mod  GGF CIP  3.700.000  382.000 
CIP  4.082.000,00 € 
Significa que o custo de produção do período ascendeu a € 4.082.000,00 
3) Apuramento do Custo da Produção Acabada/Terminada (Pt) 
Pt CIPA  SoPCF  CIP  SfPCF CIPA  42.000  4.082.000 34.000 
CIPA  4.090.000Pt  4.090.000,00 € 
Significa que, no período, o fluxo para o APA da produção terminada foi de € 4.090.000,00 
4) Apuramento do Custo das Vendas (CIPV) 
Sabemos que vendemos 1.148.000 litros de vinho “Moscatel” no período “N” e queremos apurar o seu custo: 
CIPV  SoPA  CIPA  SfPA 
Mas, para calcular o CIPV temos que previamente calcular o SfPA – stock de existências finais de produtos acabados (este dado não 
é fornecido no enunciado do exercício). 
Todos os fluxos de saída na unidade industrial são valorizados/custeados pelo critério FIFO. Assim, temos: 
Stock inicial no APA em quantidades…………………….: 36.000 litros 
Produção vendida em quantidades (que saiu do APA)...: 1.148.000 litros 
Stock final no APA em quantidades………………………: 48.000 litros 
1.148.000 36.000 48.000 1.160.000 litros 
A quantidade de produção terminada que foi transferida da FABRICAÇÃO para o APA foi de 1.160.000 litros de “Moscatel” 
Pt 1.160.000 litros 
 custos 
c . u .  3,52586 
Q 
custo da P 
. . 4.090.000,00 
t €/litro 
. .    
P l 
1.160.000 
c u 
t 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 17 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
SfP€A  48.000.litros c.unitário  48.0003,52586  169.241,00 
CIPV  SoPA  CIPA  SfPA CIPV 117.000 4.090.000 169.241 
CIPV  4.037.759,00 € 
Os 1.148.000 litros que foram vendidos no período “N” tiveram um custo industrial de € 4.037.759,00 
5) Apuramento da Variação da Produção 
 A variação da produção: calcula-se a diferença algébrica entre os stocks finais e os stocks 
iniciais das contas “Produtos acabados e intermédios”, “Subprodutos, desperdícios, 
resíduos e refugos” e “Produtos e trabalhos em curso”, tomando ainda em consideração o 
movimento registado em “Regularização de existências”. 
    V PRODUÇÃO SfPA SfPCF SOPA SOPCF .     
V.PRODUÇÃO  169.241 34.000  117.000  42.000 
V.PRODUÇÃO  203.241159.000  44.241,00 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 18 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR NATUREZAS 
POC Custos e Perdas Ano “N” 
61 Custos das mercadorias vendidas e matérias consumidas 3.700.000,00 
62 Fornecimento e serviços externos 210.000,00 
63 Impostos 0,00 
64 Custos com o pessoal 752.000,00 
65 Outros custos e perdas operacionais 40.000,00 
66 Amortizações e ajustamentos do exercício 136.000,00 
67 Provisões do exercício 0,00 
(A) 4.838.000,00 
68 Custos e perdas financeiras 245.000,00 
(C) 5.083.000,00 
69 Custos e perdas extraordinárias 0,00 
(E) 5.083.000,00 
86 Imposto sobre o rendimento do exercício – 20% 35.648,00 
(G) 5.118.648,0 
88 Resultado líquido do exercício 142.593,00 
Total 5.261.241,00 
Proveitos e Ganhos 
71 Vendas 5.166.000,00 
72 Prestações de serviços 0,00 
Variação da produção 44.241,00 
73 Proveitos suplementares 0,00 
74 Subsídios à exploração 0,00 
75 Trabalhos para a própria empresa 0,00 
76 Outros proveitos e ganhos operacionais 48.200,00 
77 Reversões de amortizações e ajustamentos 0,00 
(B) 5.258.441,00 
78 Proveitos e ganhos financeiros 2.800,00 
(D) 5.261.241,00 
79 Proveitos e ganhos extraordinários 0,00 
Total (F) 5.261.241,00 
RESUMO: 
Resultados Operacionais: (B) – (A) 420.441,00 
Resultados Financeiros: ( D-B ) – ( C-A ) - 242.200,00 
Resultados Correntes: (D) – (C) 178.241,00 
Resultados Antes de Impostos: ( F-E) 178.241,00 
Resultados Líquidos: (F) – (G) 142.593,00 
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR FUNÇÕES 
Ano “N” 
Vendas e prestações de serviços 5.166.000,00 
Custos das vendas e das prestações de serviços - 4.037.759,00 
Resultados brutos 1.128.241,00 
Outros proveitos e ganhos operacionais 48.200,00 
Custos de distribuição - 422.000,00 
Custos administrativos - 334.000,00 
Outros custos e perdas operacionais 40.000,00 
Resultados operacionais 420.441,00 
Custo líquido de financiamento - 242.200,00 
Ganhos (perdas) em filiais e associadas 0,00 
Ganhos (perdas) em outros investimentos 0,00 
Resultados correntes 178.241,00 
Impostos sobre os resultados correntes (20%) - 35.648,00 
Resultados correntes após impostos 142.593,00 
Resultados extraordinários 0,00 
Impostos sobre os resultados extraordinários (20%) 0,00 
Resultados líquidos 142.593,00 
Resultados por acção - 
Já estão incorporados 
TPC: RESOLUÇÃO DO EXERCÍCIO UTILIZANDO O MÉTODO LIFO E CUSTO MÉDIO PONDERADO 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 19 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
ARTICULAÇÃO ENTRE A CONTABILIDADE ANALÍTICA 
E A CONTABILIDADE FINANCEIRA 
Em Portugal não existe normalização quanto à Contabilidade Analítica. Cada empresa concebe o seu 
plano de Contabilidade Analítica (classe 9). Os sistemas que existem para fazer a articulação entre a 
Contabilidade Financeira e Contabilidade Analítica são: 
 SISTEMAS MONISTAS (1 só plano de contas: C. Geral) 
 Sistema Monista Radical ou único indiviso 
 Sistema Monista Diviso ou Monisto Moderado 
 SISTEMAS DUALISTA (2 planos de contas) 
 Sistema Duplo-Contabilístico 
 Sistema Duplo-Misto 
EXERCÍCIO NR.º 2 – Dra. Maria Hélder 
Considere a unidade industrial BETA SA que fabrica um único produto e que em determinado período 
apresentou a seguinte informação: 
1. Balancete de verificação em anexo (em milhares de €). 
2. Existências em 31.DEZ.”N” (valores em milhares de €): 
Mercadorias 100 
Produtos fabricados 1.500 
Produtos em curso de fabrico 1.000 
Matérias-primas 2.000 
3. Classificação dos custos do período por funções ou por destino (valores em milhares de €): 
Custos do sector fabril 4.500 (1.000 de MOD) 
Custos do sector comercial 1.280 
Custos do sector administrativo 400 
Gastos de financiamento 400 
Outros gastos e perdas 70 
TOTAIS 6.650 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 20 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
4. Os impostos sobre o resultado do exercício representam 20%. 
5. A produção do período é avaliada ao custo industrial. 
ANEXO 
Balancete de verificação em 31.DEZ.”N” da unidade industrial BETA SA obtido na Contabilidade 
Financeira (valores em milhares de €): 
CONTAS MOV. ACUMULADO SALDOS 
Débito Crédito Devedor Credor 
Caixa e depósitos à ordem 16.000 15.500 500 
Clientes 23.000 20.000 3.000 
Fornecedores 17.000 18.200 1.200 
Provisões 100 100 
Compras de Matérias-primas 15.500 500 15.000 
Mercadorias 100 100 
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo 3.000 3.000 
Produtos acabados e intermédios 2.000 2.000 
Produtos e trabalhos em curso 500 500 
Activos fixos tangíveis 6.800 6.800 
Capital 3.000 3.000 
Fornecimentos e serviços externos 3.000 100 2.900 
Gastos com o pessoal 2.000 2.000 
Gastos da amortização e de depreciação 1.100 1.100 
Provisões do período 180 180 
Outros gastos e perdas 70 70 
Gastos e perdas de financiamento 400 400 
Vendas 600 33.600 33.000 
Outros rendimentos e ganhos 410 410 
Rendimentos e ganhos de financiamento 40 40 
Resultado líquido do período 940 940 
TOTAIS 92.290 92.290 37.650 37.650 
PEDIDOS: 
1. Registos na Contabilidade Interna do movimento do período e do apuramento do resultado, 
em sistema dualista duplo-contabilístico. 
2. Elabore as demonstrações dos Resultados por Funções e por Naturezas. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 21 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
m€ 3.000 m€ 500 
m€ 2.000 
m€ 100 
m€ 1.500 
m€ 1.000 
m€ 2.000 
1) Apuramento do Custo das Matérias Consumidas e das Mercadorias Vendidas 
CMC  SoMP  Compras  SfMP 
CMC  3.00015.000  2.000 
CMC  16.000 m€ 
CMV  SoMercadoria  Compras  SfMercadoria 
CMV 100 0 100 
CMV  0 
2) Apuramento do Custo de Fabricação/Produção (Custo Industrial – CIP) 
CI  MP CT 
CI  MP  MOD GGF 
CI 16.0001.000 3.500 
CI  20.500 m€ 
3) Apuramento do Custo da Produção Acabada/Terminada (Pt) 
CIPA  SoPCF  CI  SfPCF 
CIPA  500  20.500 1.000 
CIPA  20.000 m€ 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 22 → 150 
m€ 15.000 
m€ 100 
Mercadorias 
m€ 16.000 m€ 20.00 
m€ 20.500
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
4) Apuramento do Custo das Vendas (CIPV) 
CIPV  SoPA  CIPA  SfPA 
CIPV  2.000 20.0001.500 
CIPV  20.500 m€ 
5) Apuramento da Variação da Produção 
 A variação da produção: calcula-se a diferença algébrica entre os stocks finais e os stocks 
iniciais das contas “Produtos acabados e intermédios”, “Subprodutos, desperdícios, 
resíduos e refugos” e “Produtos e trabalhos em curso”, tomando ainda em consideração o 
movimento registado em “Regularização de existências”. 
    V.PRODUÇÃO  SfPA  SfPCF  SoPA  SoPCF 
V.PRODUÇÃO  1.500 1.000  2.000  500 
V.PPRODUÇÃO  2.500  2.500  0 
Demonstração de Resultados por Naturezas (em milhares de €): 
CUSTOS E PERDAS PROVEITOS E GANHOS 
61 – C.M.C.M.V. 16.000 71 – Vendas 33.000 
62 – Fornecimentos e Serviços Externos 2.900 72 – Prestação de Serviços 0 
63 – Impostos 0 73 – Proveitos Suplementares 0 
64 – Custos com o pessoal 2.000 74 – Subsídios à Exploração 0 
65 – Outros custos operacionais 70 75 – Trabalhos p/a própria Empresa 0 
66 – Amortizações e Ajustam. do Exerc. 1.100 76 – Outros Proveitos Operacionais 410 
67 – Provisões do Exercício 180 77 – Reversão Amort. e Ajustamentos 0 
68 – Custos Financeiros 400 78 – Proveitos Financeiros 40 
69 – Custos Extraordinários 0 79 – Proveitos Extraordinários 0 
22.650 Variação da Produção 0 
Imposto s/ o rendimento do Exercício 2.160 
Resultado Líquido do Exercício 8.640 
33.450 33.450 
RAI  33.450  22.650 10.800 m€ 
Imposto s/Rendimento do Exercício (30%)10.8000,2  2.160 m€ 
RLE 10.800  2.160  8.640 m€ 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 23 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Demonstração de Resultados por Funções (em milhares de €): 
TOTAL 
Vendas e Prestação de Serviços 33.000 
Custo das Vendas e Prestação de Serviços (20.500) 
Resultado Bruto 12.500 
Outros Proveitos Operacionais 410 
Custos de Distribuição (1.280) 
Custos Administrativos (400) 
Outros Custos Operacionais (70) 
Resultados Operacionais 11.160 
Resultados Financeiros (360) 
Resultados Correntes 10.800 
Impostos sobre os Resultados Correntes (20%) (2.160) 
Resultados Correntes após Impostos 8.640 
Resultados Extraordinários 0 
Imposto sobre os Resultados Extraordinários (20%) 0 
RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 8.640 
( - 400 + 40 ) 
( 10.800 x 0,20 ) 
RELEVAÇÃO DIGRÁFICA EM SISTEMA DUALISTA DUPLO-CONTABILÍSTICO 
São 3 as fases da Relevação Digráfica em Sistema Dualista Duplo-Contabilístico: 
 Abertura dos saldos iniciais; 
 Movimentos do período; 
 Apuramento de resultados. 
Contas 91.X – são contas reflectidas, contas de contrapartida 
Contas 92.X – são contas de reclassificação dos custos 
Contas 93.X – são contas de existências 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 24 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 25 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
EXERCÍCIO NR.º 1 – Dr. Luís Abrantes 
SISTEMA DUPLO-CONTABILÍSTICO – DR POR FUNÇÕES – DR POR NATUREZAS. 
Considere uma empresa industrial e os seguintes dados relativos ao ano N (valores em €): 
1. Existências iniciais do activo de exploração: 
Matérias-primas 200.000,00 
Produtos em curso de fabrico 50.000,00 
Produtos acabados 120.000,00 
2. Compras de matérias-primas: 2.000.000,00 
3. Custos do mês, classificados segundo a natureza específica (classe 6, contabilidade geral): 
Fornecimentos e serviços externos 540.000,00 
Custos com o pessoal 200.000,00 
Amortizações do exercício 160.000,00 
Custos e perdas financeiras 80.000,00 
Custos e perdas extraordinárias 20.000,00 
4. Reclassificação dos mesmos custos, por funções (classe 9, contabilidade analítica): 
Custos fabris 630.000,00 
Custos de distribuição 150.000,00 
Custos administrativos 120.000,00 
Custos e perdas financeiras 80.000,00 
Custos e perdas extraordinárias 20.000,00 
5. Custo das matérias consumidas: 1.900.000,00 
6. Custo da produção terminada: 2.300.000,00 
7. Custo dos produtos vendidos: 1.800.000,00 
8. Proveitos e ganhos do mês: 
Vendas 2.300.000,00 
Proveitos suplementares 30.000,00 
Proveitos e ganhos financeiros 10.000,00 
Proveitos e ganhos extraordinários 30.000,00 
9. Impostos sobre os lucros: 30% 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 26 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
PEDIDOS: 
a) Relevação digráfica do movimento do período e apuramento dos resultados, em sistema 
dualista duplo-contabilístico; 
b) Demonstração de resultados por funções (contabilidade analítica); 
c) Demonstração de resultados por naturezas (contabilidade geral). 
€ 200.000,00 
€ 50.000,00 
€ 2.000.000,00 € 120.000,00 
€ 1.900.000,00 
CI = € 2.530.000,00 
€ 300.000,00 
1) Apuramento do Custo das Vendas (CIPV) 
CIPV  SoPA  CIPA  SfPA 
1.800.000  120.000  2.300.000  SfPA 
SfPA  620.000,00 
CIPA= € 2.300.000,00 
€ 280.000,00 
2) Apuramento do Custo da Produção Acabada/Terminada (Pt) 
CIPA  SoPCF  CI  SfPCF 
2.300.000  50.000  2.530.000  SfPCF 
SfPCF  280.000,00 
3) Apuramento do Custo de Fabricação/Produção (Custo Industrial – CIP) 
CI  MP CT 
CI 1.900.000  630.000 
CI  2.530.000,00 
CIPV= € 1.800.000,00 
€ 620.000,00 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 27 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
4) Apuramento do Custo das Matérias Consumidas e das Mercadorias Vendidas 
CMC  SoMP  Compras  SfMP 
1.900.000  200.000  2.000.000  SfMP 
SfMP  300.000,00 
5) Apuramento da Variação da Produção 
 A variação da produção: calcula-se a diferença algébrica entre os stocks finais e os stocks 
iniciais das contas “Produtos acabados e intermédios”, “Subprodutos, desperdícios, 
resíduos e refugos” e “Produtos e trabalhos em curso”, tomando ainda em consideração o 
movimento registado em “Regularização de existências”. 
    V.PRODUÇÃO  SfPA  SfPCF  SoPA  SoPCF 
V.PRODUÇÃO  620.000  280.000  120.000  50.000 
V.PRODUÇÃO  900.000 170.000 
V.PRODUÇÃO  730.000,00 
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR NATUREZAS 
Demonstração dos Resultados Líquidos 
CUSTOS E PERDAS PROVEITOS E GANHOS 
61 – C.M.C. 1.900.000 71 – Vendas 2.300.000 
62 – Fornecimentos e Serviços Externos 540.000 72 – Prestação de Serviços 
63 – Impostos 73 – Proveitos Suplementares 30.000 
64 – Custos com o pessoal 200.000 74 – Subsídios à Exploração 
65 – Outros custos operacionais 75 – Trabalhos p/a própria Empresa 
66 – Amortizações e Ajustam. do Exerc. 160.000 76 – Outros Proveitos Operacionais 
67 – Provisões do Exercício 77 – Reversão Amort. e Ajustamentos 
68 – Custos Financeiros 80.000 78 – Proveitos Financeiros 10.000 
69 – Custos Extraordinários 20.000 79 – Proveitos Extraordinários 30.000 
2.900.000 Variação da Produção 730.000 
Imposto s/ o rendimento do Exercício 60.000 
Resultado Líquido do Exercício 140.000 
3.100.000 3.100.000 
Imposto s/Rendimento do Exercício (30%) 3.100.000  2.900.0000,3  60.000,00 
RLE  3.100.000  2.900.000  60.000  200.000  60.000 140.000,00 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 28 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR FUNÇÕES (Contabilidade Analítica) 
TOTAL 
Vendas e Prestação de Serviços 2.300.000,00 
Custo das Vendas e Prestação de Serviços - 1.800.000,00 
Resultado Bruto 500.000,00 
Outros Proveitos Operacionais 30.000,00 
Custos de Distribuição - 150.000,00 
Custos Administrativos - 120.000,00 
Outros Custos Operacionais 0,00 
Resultados Operacionais 260.000,00 
Resultados Financeiros - 70.000,00 
Resultados Correntes 190.000,00 
Impostos sobre os Resultados Correntes (30%) - 57.000,00 
Resultados Correntes após Impostos 133.000,00 
Resultados Extraordinários 10.000,00 
Imposto sobre os Resultados Extraordinários (30%) - 3.000,00 
RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 140.000,00 
Proveitos Suplementares 
( - 80.000 + 10.000 ) 
( 190.000 x 0,30 ) 
( - 20.000 + 30.000 ) 
Nota: As empresas com sistemas de contabilidade analítica devem adoptar o Sistema de Inventário 
Permanente. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 29 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 30 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
EXERCÍCIO NR.º 2 – Dr. Luís Abrantes 
SISTEMA DUPLO-CONTABILÍSTICO – DR POR FUNÇÕES – DR POR NATUREZAS. 
Considere uma empresa que no mês passado apresentava os seguintes dados (valores em €): 
PRODUÇÃO DISTRIB. ADMIN. OUTROS FINANCEIROS EXTRAORD. TOTAL 
Vendas 1.400.000 
Proveitos Suplementares 700 
Subsídios à Exploração 3.000 
Trabalhos Própria Empresa 27.000 
Outros Prov. Operacionais 300 
Reversão de Ajustamentos 800 
Proveitos Financeiros 500 
Proveitos Extraordinários 4.800 
Forn. e Serviços Externos 120.000 40.000 36.000 4.000 200.000 
Impostos 500 1.000 4.400 5.900 
Custos com o Pessoal 160.000 31.400 40.000 231.400 
Outros Custos Operaci. 1.200 200 1.300 200 2.900 
Amort. e Ajust. Exercício 80.000 20.000 14.000 600 114.600 
Custos Financeiros 100 600 2.000 8.000 10.700 
Custos Extraordinários 200 500 1.300 800 2.800 
362.000 93.700 99.000 4.800 8.000 800 
Relativamente às existências, são conhecidos os seguintes valores (em €): 
INICIAIS FINAIS 
Produtos Acabados 40.000 65.000 
Mercadorias 6.000 2.000 
Produtos em Curso 50.000 70.000 
Matérias-Primas 75.000 55.000 
Compra de Mercadorias 36.000 
Compra de Matérias-Primas 780.000 
Do custo dos trabalhos para o imobilizado, € 15.000 dizem respeito a consumo de matérias-primas, 
sendo o restante referente a custos de transformação. 
Imposto sobre os lucros: 30% 
PEDIDOS: 
1) Contabilização do movimento do período e do apuramento de resultados, em sistema dualista 
duplo-contabilístico; 
2) Demonstração dos resultados, por funções e por naturezas. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 31 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
€ 75.000,00 
€ 50.000,00 
€ 780.000,00 € 120.000,00 
CIPV= € 1.800.000,00 
€ 620.000,00 
CIPA= € 1.115.000,00 
CI = € 1.162.000,00 
€ 70.000,00 
€ 800.000,00 
€ 55.000,00 
€ 6.000,00 
€ 36.000,00 Armazém 
de 
Mercadorias 
€ 2.000,00 
IMOBILIZADO 
(trabalhos para a 
própria empresa) 
1) Apuramento do Custo das Matérias Consumidas e das Mercadorias Vendidas 
CMC  SoMP  Compras  SfMP 
CMC  75.000  780.000  55.000 
CMC  800.000,00 € 
CMV  SoMercadoria Compras SfMercadoria 
CMV  6.000  36.000  2.000 
CMV  40.000,00 € 
2) Apuramento do Custo de Fabricação/Produção (Custo Industrial – CIP) 
CI  MP CT 
CI  800.000  362.000 
CI  1.162.000,00 € 
3) Apuramento do Custo da Produção Terminada (Pt - CIPA) 
CIPA  SoPCF  CI  SfPCF 
CIPA  50.000 1.162.000  70.000 
CIPA  1.142.000,00 € 
CIPA  1.142.000  27.000  1.115.000,00 € (transferidos para o APA) 
Destes € 1.142.000,00 de Produção Terminada, € 27.000 vão para imobilizado (trabalhos para a própria empresa). 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 32 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
4) Apuramento do Custo das Matérias Consumidas e das Mercadorias Vendidas 
CIPV  SoPA  CIPA  SfPA 
CIPV  40.000 1.115.000  65.000 
CIPV  1.090.000,00 € 
5) Apuramento da Variação da Produção 
 A variação da produção: calcula-se a diferença algébrica entre os stocks finais e os stocks 
iniciais das contas “Produtos acabados e intermédios”, “Subprodutos, desperdícios, 
resíduos e refugos” e “Produtos e trabalhos em curso”, tomando ainda em consideração o 
movimento registado em “Regularização de existências”. 
    V.PRODUÇÃO  SfPA  SfPCF  SoPA  SoPCF 
V.PRODUÇÃO  65.000  70.000  40.000  50.000 
V.PRODUÇÃO  135.000  90.000 
V.PRODUÇÃO  45.000,00 € 
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR NATUREZAS 
Demonstração dos Resultados Líquidos 
CUSTOS E PERDAS PROVEITOS E GANHOS 
61 – C.M.V.M.C. 840.000 71 – Vendas 1.400.000 
62 – Fornecimentos e Serviços Externos 200.000 72 – Prestação de Serviços 0 
63 – Impostos 5.900 73 – Proveitos Suplementares 700 
64 – Custos com o pessoal 231.400 74 – Subsídios à Exploração 3.000 
65 – Outros custos operacionais 2.900 75 – Trabalhos p/a própria Empresa 27.000 
66 – Amortizações e Ajustam. do Exerc. 114.600 76 – Outros Proveitos Operacionais 300 
67 – Provisões do Exercício 0 77 – Reversão Amort. e Ajustamentos 800 
68 – Custos Financeiros 10.700 78 – Proveitos Financeiros 500 
69 – Custos Extraordinários 2.800 79 – Proveitos Extraordinários 4.800 
1.408.300 Variação da Produção 45.000 
Imposto s/ o rendimento do Exercício 22.140 
Resultado Líquido do Exercício 51.660 
1.482.100 1.482.100 
RAI  1.482.100 1.408.300  73800,00 € 
Imposto s/Rendimento do Exercício (30%)  73.8000,3  22.140,00 € 
RLE  73.800  22.140  51.660,00 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 33 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR FUNÇÕES (Contabilidade Analítica) 
TOTAL 
1. Vendas das Mercadorias e dos Produtos 1.400.000,00 
2. Custos das Mercadorias e Produtos Vendidos - 1.130.000,00 
3. Sub-Total 270.000,00 
4. Custos de Trabalhos para Imobilizado - 27.000,00 
5. Resultado Bruto (3-4) 243.000,00 
6. Outros Proveitos Operacionais (700+3.000+27.000+300+800) 31.800,00 
7. Custos de Distribuição - 93.700,00 
8. Custos Administrativos - 99.000,00 
9. Outros Custos Operacionais - 4.800,00 
10. Resultados Operacionais (5+6+7+8+9) 73.300,00 
11. Resultados Financeiros - 7.500,00 
12. Resultados Correntes 69.800,00 
13. Impostos sobre os Resultados Correntes (30%) - 20.940,00 
14. Resultados Correntes após Impostos 48.860,00 
15. Resultados Extraordinários 4.000,00 
16. Imposto sobre os Resultados Extraordinários (30%) - 1.200,00 
RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 51.660,00 
1.090.000 + 40.000 
TOTAL Produção T. Empresa 
Compra de Matérias-Primas 780.000 
Exist. Iniciais Matérias-Primas 75.000 
Exist. Finais Matérias-Primas 55.000 
Custo Matérias Consumidas 800.000 785.000 15.000 
Custos de Transformação 362.000 350.000 12.000 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 34 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 35 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
PARTE II – A MEDIDA DA PRODUÇÃO 
CAPÍTULO I – Quadro Conceptual 
6. Conceitos de produto, de processo produtivo e de sistema produtivo 
7. Estudos dos sistemas e dos processos produtivos 
2.1. Classificação dos sistemas produtivos – uniformes e múltiplos 
2.2. Segmentação dos processos e dos sistemas produtivos 
2.3. Estruturas dos sistemas e dos processos produtivos 
8. Os conceitos de medida da produção 
4.3. A produção terminada 
4.4. A produção inacabada e graus de acabamento 
4.5. A produção equivalente a acabada: os coeficientes de acabamento 
4.6. A produção acabada 
4.7. A produção efectiva 
CAPÍTULO II – A medida das produções efectiva e terminada 
7. A medida da produção efectiva de um produto e o método das unidades equivalentes 
1.1. Num segmento do seu processo produtivo 
1.2. Num sistema produtivo segmentado 
8. A medida das produções efectiva e terminada de um centro produtivo 
2.1. O método de homogeneização das produções efectivas 
Produto: coisa produzida (um bem ou serviço). 
Processo produtivo: conjunto das acções, de diversos agentes/factores, a que as matérias-primas 
são sujeitas para a sua transformação em produtos acabados. 
Sistema produtivo: tipo de sistema de produção utilizado pela unidade produtiva. O tipo de produção 
pode ser uniforme (quando elabora um único produto – P1) ou múltipla (se fabrica 
dois ou mais produtos – P1, P2, P3, …Pn). Em produção múltipla, ela será disjunta 
quando se fabrica um produto em cada ciclo do processo produtivo (exemplo de 
uma indústria de mobiliário), e conjunta quando em simultâneo no mesmo ciclo 
do processo produtivo se obtém dois ou mais produtos (exemplo da indústria 
petrolífera ou lacticínios). 
Processo produtivo não segmentado: inexistência de segmentos menores… uma só fase de 
fabricação (por razões técnicas ou convencionais). 
Processo não segmentado 
0 1 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 36 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Processo produtivo segmentado: quando a elaboração dos produtos está sujeita a várias fases de 
fabricação (exemplo da indústria do calçado, onde normalmente se identificam 4 fases de fabricação: 
corte, costura, montagem, e acabamento). 
Processo segmentado 
0 1 2 3 w-1 w 
Estádio de elaboração de um produto: é a parte já decorrida do processo produtivo. 
Regimes de fabrico: A unidade industrial poderá trabalhar no regime de fabricação contínua, 
ininterruptamente (caso da indústria do vidro, em que parar a actividade do forno implicaria o seu 
colapso), sendo este regime típico da produção uniforme. Ou poderá trabalhar em regime de 
fabricação descontínua (é necessário parar a fabricação de certos produtos para se produzirem 
outros), podendo ser em série ou por encomenda (produtos com características específicas). 
Estrutura do processo produtivo: forma como se ordenam as operações no processo da produção, 
podendo a unidade produtiva ter uma estrutura linear, convergente, divergente, ou mista. 
Estrutura linear: as operações sucedem-se por ordem cronológica formando uma série única. 
A1A2 A3 ...An 
Estrutura convergente: se uma dada operação é precedida de duas ou mais séries lineares 
de operações. 
A1A2 A3 ...An 
C1C2 ...Cn 
B1B2 ...Bn 
Estrutura divergente: se a uma dada operação sucedem duas ou mais séries lineares de 
operações. 
B1B2 ...Bn 
A1A2 ...An 
C1C2 ...Cn 
Estrutura mista: combinação de duas ou mais das estruturas anteriores. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 37 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Produção terminada: contabilisticamente a produção terminada pressupõe um fluxo – a produção 
terminada de um certo segmento j é a que, tendo nele sido acabada, transita 
para o segmento j+1; a produção terminada na unidade industrial como um 
todo é a que, tendo sido acabada no segmento w, último integrante do 
processo, transita dali para os pontos de armazenagem dos produtos prontos 
para venda. 
 Produção Terminada no último segmento do processo de fabrico e que 
Ptw  Pv  SF  SOPA  transita para o armazém de produtos acabados, calculada pelo método 
PA 
indirecto, utilizando para o efeito a Produção Vendida. 
O valor da produção terminada numa das fases de fabrico e que transitou 
para outro segmento é conseguida através da variação dos stocks de 
produtos em curso de fabrico, variação essa observada no segmento que se 
sucedeu (“anda-se para trás até chegar ao valor). Nas unidades produtivas é 
utilizado o método directo de registo/anotação dos valores. 
Repare-se que a Produção Terminada corresponde ao CIPA, com a diferença 
que a primeira é medida em unidades físicas e a segunda em unidades 
monetárias (euros). 
Produção inacabada ou em curso de fabrico: é a produção que num dado momento ainda se 
encontra nas linhas de fabrico, e que não é 
susceptível de ser transferida para o segmento 
seguinte ou para o armazém de produtos 
acabados. 
Produção equivalente a acabada: para se conseguir medir a Produção Efectiva no período há a 
necessidade de valorizar a Produção em Curso em unidades de 
produto, convertendo os seus stocks iniciais e finais em unidades 
equivalentes a acabadas (de facto não conseguiríamos chegar à 
Produção Efectiva com valores medidos em horas de trabalho ou 
quilogramas de factores). Para o efeito, utilizam-se coeficientes 
de acabamento que espelham o grau de acabamento 
(comparativamente com a produção acabada – produtos prontos 
a serem vendidos) da produção inacabada. 
Coeficiente de Acabamento: 
Quantidade do factor já incorporado 
. . . . 
Quantidade total necessária desse factor 
. . . . 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 38 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Produção efectiva: é a produção que efectivamente se produziu no período, esteja ou não totalmente 
acabada. 
Pej Pt caFj .SFPC caO j .SOPC    
j  factor produtivo 
Regimes de incorporação de factores: diz respeito ao modo como, numa perspectiva económica e 
não física, os factores de produção (MP, MOD, GGF) são 
incorporados num dado segmento. 
Incorporações Pontuais: 
Incorporações Lineares: 
São incorporações instantâneas que podem acontecer tanto num único 
ponto do processo produtivo como em várias vezes ao longo da fase de 
fabricação. 
São incorporações contínuas que podem acontecer com intensidade 
constante ou não ao longo do processo produtivo. 
EXEMPLOS DE INCORPORAÇÕES E COEFICIENTES DE ACABAMENTO 
60% 
LOTE EM LABORAÇÃO= 2.000 UF 
0% 100% 
Pt = 5.000 UF 
(de automóveis) 
SO=0 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 39 → 150 
t 
Incorporação linear e constante de MP1 
Incorporação pontual de MP2 = 60% 
30% 
Incorporação pontual de MP2 = 40% 
Pe de MP1 e MP2 ?
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
          
PeMP Pt caMP SF caMP SOMP   UEA UEA MP 1 1. 1 1. 1 5.000 0,3 2.000 0 5.000 600 5.600 
          
PeMP Pt caMP SF caMP SOMP   UEA UEA MP 2 2 . 2 2 . 2 5.000 0,6 2.000 0 5.000 1.200 6.200 
60% 
LOTE EM LABORAÇÃO= 2.000 UF 
80% 
0% 100% 
Pt = 5.000 UF 
(de automóveis) 
SO=0 
          
PeMP Pt caMP SF caMP SOMP   UEA UEA MP 1 1. 1 1. 1 5.000 0,8 2.000 0 5.000 1.600 6.600 
          
PeMP Pt caMP SF caMP SOMP   UEA UEA MP 2 2 . 2 2. 2 5.000 1 2.000 0 5.000 2000 7.000 
Incorporação linear e constante de MP2 = 50% 
Incorporação pontual de MP1 
Incorporação pontual de MP2 = 50% 
30% 
80% 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 40 → 150 
t 
Incorporação linear e constante de MP1 
Incorporação pontual de MP2 = 60% 
30% 
Incorporação pontual de MP2 = 40% 
Pe de MP1 e MP2 ? 
60% 
t 0% 100% 
ca de MP1 e MP2 ?
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Coeficientes de Acabamento decorridos 80% do período? 
caMP1  100% 
50% 25%* 75% 
caMP 2    
* t2  t1  100%  60%  40% de tempo ainda a decorrer 
t ca 
0,450% 
0,2x ? 
Incorporação pontual de MP2 = 20% 
60% 
Incorporação pontual de MP1 
30% 
80% 
Incorporação linear e constante de MP2 
t 0% 100% 
ca de MP1 e MP2 ? 
Coeficientes de Acabamento decorridos 80% do período? 
caMP1  100% 
20% 40%* 60% 
caMP 2    
* t2  t1  100%  60%  40% de tempo ainda a decorrer 
t ca 
0,480% 
0,2x ? 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 41 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
EXERCÍCIOS SOBRE A MEDIDA DA PRODUÇÃO – Produções Terminadas, Produções Efectivas, 
Produções Acabadas e Produções 
Equivalentes a Acabadas). 
1.PROCESSO PRODUTIVO NÃO SEGMENTADO 
EXERCÍCIO NR.º 1 – Dra. Maria Hélder 
Considere uma unidade industrial que apresenta as seguintes características estruturais: 
 O processo de fabrico é constituído por um único segmento (processo produtivo não 
segmentado). 
 No processo de transformação é fabricado um único produto P (produção uniforme ou única). 
INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DADO PERÍODO 
1. Existências iniciais de produtos em curso de fabrico: 2.000 UF com 50% de acabamento. 
2. Produção transferida para o armazém de produtos fabricados (ou produção terminada) no 
período: 15.000 UF do produto P. 
3. Existências finais de produtos em curso de fabrico: nulas. 
PEDIDO: 
Calcule a produção efectiva do período, sendo a incorporação dos factores efectuada do seguinte 
modo: 
 Pontualmente no início do processo de fabrico; 
 Linearmente ao longo de todo o processo de produção; 
 Linearmente entre 0 e 50% do processo produtivo; 
 Linearmente entre 50% e o final do processo de fabrico; 
 Pontualmente no início do processo 50% dos factores e os restantes a 60% desse processo. 
Todos os factores foram incorporados (100%) 
pontualmente no início do processo de fabrico 
SO = 2.000 UF SF = 0 
0% 100% 
Pej Pt caFj .SFPC caO j .SOPC    
50% 
Pt = 15.000 UF 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 42 → 150 
t 
O lote está localizado a meio do processo produtivo 
PePeríodo= 13.000 UF
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Pe  15.000  0  100% 2.000 
Pe  15.000  2.000  13.000 UF 
Todos os factores foram incorporados 
linearmente ao longo do processo de produção 
SO = 2.000 UF SF = 0 
t PePeríodo= 14.000 UF 
0% 100% 
Pej Pt caFj .SFPC caO j .SOPC    
Pe  15.000  0  50% 2.000 
Pe  15.000 1.000 14.000 UF 
50% 
Todos os factores foram incorporados linearmente 
entre 0% e 50% do processo produtivo 
SO = 2.000 UF SF = 0 
50% 
t PePeríodo= 13.000 UF 
0% 100% 
Pej Pt caFj .SFPC caO j .SOPC    
Pe  15.000  0  100% 2.000 
Pe  15.000  2.000  13.000 UF 
Todos os factores foram incorporados linearmente 
entre 50% e o final do processo produtivo 
SO = 2.000 UF SF = 0 
t PePeríodo= 15.000 UF 
0% 100% 
Pej Pt caFj .SFPC caO j .SOPC    
Pe  15.000  0  0% 2.000 
Pe  15.000  0  15.000 UF 
Pt = 15.000 UF 
Pt = 15.000 UF 
50% 
Pt = 15.000 UF 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 43 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Os factores foram incorporados pontualmente em 50% no início 
do processo e os restantes a 60% desse processo 
F 50% F 50% 
SO = 2.000 UF SF = 0 
t PePeríodo= 14.000 UF 
60% 
0% 100% 
Pej Pt caFj .SFPC caO j .SOPC    
Pe  15.000  0  50% 2.000 
Pe  15.000 1.000 14.000 UF 
50% 
EXERCÍCIO NR.º 1 – Dr. Luís Abrantes 
Pt = 15.000 UF 
DADOS GERAIS: 
 A Sociedade Industrial X Lda tem como objecto a produção e comercialização do único produto P. 
 O processo produtivo de P decorre numa única fase, sendo caracterizado pelo seguinte esquema 
de incorporação de factores: 
Matérias-primas: 
 MP1: 50% instantaneamente no ponto 0,3 do processo produtivo e o restante no 
ponto 0,7 do mesmo processo; 
 MP2: 80% no início do processo produtivo e os restantes 20% decorridos 60% do 
mesmo. 
Custos de conversão 
 Linearmente ao longo de todo o processo produtivo. 
DADOS RELATIVOS AO ACTIVO DE EXPLORAÇÃO: 
 As existências em 31.12.N-1 eram as seguintes: 
 Produtos em curso de fabrico – 4.000 unidades físicas de P com 35% de 
acabamento temporal. 
 Produtos acabados – 4.000 unidades. 
 Fluxos relativos ao ano N: 
 Vendas de P – 100.000 unidades. 
Um incêndio destruiu 1.000 unidades físicas de produtos em curso de fabrico que se encontravam 
no ponto 0,5 do processo produtivo. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 44 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
 No fim do exercício N o activo de exploração apresentava a seguinte composição: 
 Produtos em curso de fabrico – 5.000 unidades físicas de P com 65% de 
acabamento temporal. 
 Produtos acabados – 5.000 unidades. 
PEDIDOS: 
Cômputo dos valores dos fluxos e stocks relativos ao produto P e para o ano N. 
Quebra = 1.000 UF 
MP2 = 20% 
Custos de 
Conversão 
MP MP1 = 50% 2 = 80% 
50% 
SoPCF = 4.000 UF 
SfPCF = 5.000 UF 
0% 100% 
Pt Pv SFPA SOPA    
Pt  100.000  5.000  4.000  101.000 UF 
Pej Pt cafj SfPCF cao j SoPCF caq Quebra   .  .  . 
Sf = 5.000 UF caMP1 50% 2.500 UEA 
caMP2 100% 5.000 UEA 
t = 65% caCT 65% 3.250 UEA 
So = 4.000 UF caMP1 50% 2.000 UEA 
caMP2 80% 3.200 UEA 
t = 35% caCT 35% 1.400 UEA 
Q = 1.000 UF caMP1 50% 500 UEA 
caMP2 80% 800 UEA 
t = 50% caCT 50% 500 UEA 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 45 → 150 
t 
60% 
MP1 = 50% 
30% 35% 65% 70%
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
QTA: Quadro Tecnicamente Adequado 
Cômputo da Pe: UEA → Unidades Equivalentes às Acabadas 
M1 M2 C.Conversão 
UF ca UEA ca UEA ca UEA 
Produção Terminada + 101.000 100% 101.000 100% 101.000 100% 101.000 
Stock final produção em curso + 5.000 50% 2.500 100% 5.000 65% 3.250 
Stock inicial produção em curso - 4.000 50% 2.000 80% 3.200 35% 1.400 
Quebra + 1.000 50% 500 80% 800 50% 500 
Produção Efectiva Total 102.000 103.600 103.350 
Produção Efectiva Útil 101.500 102.800 102.850 
Pej Pt cafj SfPCF cao j SoPCF caq Quebra   .  .  . 
PeTOTALMP  101.000  2.500  2.000  500  102.000 
UF 
1 
PeÚTILMP  101.000  2.500  2.000  101.500 
UF 
1 
PeTOTALMP  101.000  5.000  3.200  800  103.600 
UF 
2 
PeÚTILMP  101.000  5.000  3.200  102.800 
UF 
2 
 101.000  3.250 1.400  500  103.350 PeTOTALCT UF 
 101.000  3.250 1.400  102.850 PeÚTILCT UF 
LOCALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO vs REGIMES DE INCORPORAÇÃO DE FACTORES 
Situações/Casos Localização da Produção (L) Incorporação de Factores (I) 
1º Pontual Pontual 
2º Pontual Linear (contínua) 
3º Linear (contínua) Pontual 
4º Linear (contínua) Linear (contínua) 
16 combinações possíveis 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 46 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Processo Produtivo em que: 
I L 
 As 2.000 UF são constituídas por dois lotes de 1.000 UF cada, localizadas: 
 Lote 1 – no ponto 0,3 do processo; 
 Lote 2 – no ponto 0,6 do processo produtivo. 
 Factor F é incorporado instantaneamente a 40% do processo. 
Calcule o cam e as UEA. 
L I L 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 47 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
MÉTODO DA SEPARAÇÃO DOS LOTES 
L1: ca  0%  0 UEA 1.000UF 0  0 UEA 
50% 
ca UF m 
 1.000  
2.000 
UF 
L2: ca  100% 1.000 UEA 1.000UF 100%  1.000 UEA 
MÉTODO DO COEFICIENTE DE ACABAMENTO MÉDIO (PONDERADO) 
(% Lote 1  ca) + (% Lote 2  ca) = cam 
50%0  50%100%  50%cam 
PCFUEA  2.000UF 50%  1.000 UEA 
Processo Produtivo em que: 
L I L 
 As 2.000 UF estão localizadas: 
 Lote 1 – 60% no ponto 0,3 do processo; 
 Lote 2 – restantes 40% no ponto 0,8 do processo produtivo. 
 Factor F é incorporado da seguinte forma: 
 40% no início do processo; 
 60% no ponto 0,6 do processo produtivo. 
Calcule o cam e as UEA. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 48 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Lote 1 (60%) 
Incorporou 40% de F 40%60%  24% 
Lote 2 (40%) 
Incorporou 100% de F 100%40%  40% 
cam  24%  40%  64% 
PCFUEA  2.000UF 64%  1.280 UEA 
ca UF 
40% 1.200 = 480 UEA 
100% 800 = 800 UEA 
1.280 UEA 
L L 
Processo Produtivo em que: 
 As 2.000 UF estão localizadas: 
1.280  
→ 64% 
2.000 
 Lote 1 – 40% no ponto 0,2 do processo; 
 Lote 2 – restantes no ponto 0,7 do processo produtivo. 
I 
 Factor F é incorporado linearmente entre 40% e 80% do processo produtivo. 
Calcule o cam e as UEA. 
Lote 1 (40%) 
Incorporou 0% de F 0% 40%  0% 
Lote 2 (60%) 
Incorporou 75% de F 75%60%  45% 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 49 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
t caf 
80% - 40% = 40% 100% 
70% - 40% = 30% x 
75% 
 
100% 30%  
40% 
x  
cam  0%  45%  45% 
PCFUEA  2.000UF  45%  900 UEA 
Processo Produtivo em que: 
 As 2.000 UF estão localizadas: 
 Lote 1 – 40% no ponto 0,2 do processo; 
 Lote 2 – restantes no ponto 0,9 do processo produtivo. 
 Factor F é incorporado linearmente: 
 60% entre o início e 40% do processo; 
 40% entre o 80% e o termo do processo produtivo. 
Calcule o cam e as UEA. 
Lote 1 (40%) 
Incorporou 30% de F 30%40%  12% 
Lote 2 (60%) 
Incorporou 20% de F, mais os 60% já incorporados 20%  60%60%  48% 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 50 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
t caf 
40% - 0% = 40% 60% 
20% - 0% = 20% x 
t caf 
100% - 80% = 20% 40% 
90% - 80% = 10% x 
 
40% 10%  
x  30% 
20% 
 
60% 20%  
40% 
20% 
x  
cam  12%  48%  60% 
PCFUEA  2.000UF 60%  1.200 UEA 
30%800UF  240UEA 
80%1.200UF  960UEA 
60% 
 
240 960  1.200 
 
2.000 
2.000 
cam 
REGRA: 
L1L2 Ica  0% 
I L2 L1ca 100% 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 51 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Processo Produtivo em que: 
 As 2.000 UF estão linearmente distribuídas ao longo de todo o processo produtivo. 
 Factor F é incorporado pontualmente: 
 40% no ponto 20% do processo; 
 60% no ponto 80% processo produtivo. 
Calcule o cam e as UEA. 
Incorporação (momento t) % lotes (t) ca (físico) Ponderação 
0% – 20% 20% 0% 0,00 
20% – 80% 60% 40% 0,24 
80% – 100% 20% 100% 0,20 
Coeficiente de Acabamento Médio 44% 
PCF (UEA)  2.000UF  44%  880UEA 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 52 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Incorporação (momento t) % lotes (t) ca (físico) Ponderação 
0% – 40% 40% 0% 0,00 
40% – 50% 25% 0% 0,00 
50% – 80% 75% 100% 0,75 
Coeficiente de Acabamento Médio 75% 
REGRA: 
 
L I 
2 2 2 L  
L 
2 1 
    
L I L ca 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 53 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
50% 
I  I L  
L 
1 2  0%  100% 
 
2 
1 2 
2 
2 
 
I1  L1 
SEMPRE cam=50% 
I2  L2 
REGRA: Se o intervalo de localização e de incorporação forem coincidentes, o coeficiente de 
acabamento médio é de 50% L1;L2  I1;I2 cam  50% 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 54 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Processo Produtivo em que: 
 As 2.000 UF estão linearmente distribuídas entre o ponto 0,4 e 0,8 do processo produtivo. 
 Factor F é incorporado linearmente entre 20% e o ponto 60% do processo. 
Calcule o cam e as UEA. 
Incorporação (momento t) % lotes (t) ca (físico) Ponderação 
40% – 60% 50% 75% 0,375 
60% – 80% 50% 100% 0,500 
Coeficiente de Acabamento Médio 87,5% 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 55 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
PCF (UEA)  2.000UF 87,5%  1.750UEA 
50% da produção está localizada entre o ponto 40% e 60% e incorpora um mínimo de 50% de 
factor e um máximo de 100%. Logo o coeficiente de acabamento médio (cam) será de 75%. 
75% 
100% 50%  
2 
Processo Produtivo em que: 
 As 2.000 UF estão linearmente distribuídas entre o início e o termo do processo produtivo. 
 Factor F é incorporado linearmente: 
 40% entre o início e o ponto 0,4 do processo; 
 60% entre os pontos 0,6 e 0,8 do processo produtivo. 
Calcule o cam e as UEA. 
Incorporação (momento t) % lotes (t) % incorporação ca (físico) Ponderação 
0% – 40% 40% 40% 50% 0,08 
40% – 60% 20% 40% 100% 0,08 
60% – 80% 20% 100% 70% 0,14 
80% – 100% 20% 100% 100% 0,20 
Coeficiente de Acabamento Médio 50% 
PCF (UEA)  2.000UF 50%  1.000UEA 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 56 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
EXERCÍCIO NR.º 2 – Dr. Luís Abrantes 
O processo produtivo da Unidade Industrial X é constituído por um único segmento, sendo fabricados 
os produtos P1 e P2 (produção múltipla disjunta), caracterizado pelo seguinte esquema de 
incorporação de factores: 
 MATÉRIAS-PRIMAS: 
 M1: instantaneamente, no início do processo produtivo; 
 M2: instantaneamente, no ponto 0,60. 
 MÃO-DE-OBRA E GGF: linearmente, desde o ponto 0,20 até ao fim do processo. 
INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DADO PERÍODO: 
 Produções Terminadas: 
 P1: 30.000 UF 
 P2: 35.000 UF 
 Existências iniciais de produtos em curso de fabrico: 
 P1: 2.500 UF com 20% de acabamento 
 P2: 3.000 UF com 70% de acabamento 
 Existências finais de produtos em curso de fabrico: 
 P1: 2.000 UF com 65% de acabamento 
 P2: 2.400 UF com 20% de acabamento 
PEDIDOS: 
Calcule as produções efectivas com referência a todos os factores. 
MP1 = 100% 
MOD + GGF 
MP2 = 100% 
20% 65% 
t 0% 100% 40% 60% 70% 
PtP1= 30.000 UF 
PtP2= 35.000 UF 
SoP2 = 3.000 UF (PCF) 
SfP1 = 2.000 UF (PCF) 
SoP1 = 2.500 UF (PCF) 
SfP2 = 2.400 UF (PCF) 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 57 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
PRODUTO P1: 
caM1: 100% 
So = 2.500 UF ; t = 0,2 caM2: 0% 
caCT: 0% 
caM1: 100% 
Sf = 2.000 UF ; t = 0,65 caM2: 100% 
caCT: 56,25% 
t caCT 
100% - 20% = 80% 100% 
65% - 20% = 45% X 
Se 100% dos CT são incorporados linearmente em 80% do segmento, a 
quanto corresponderá 45% desse mesmo segmento em termos da 
incorporação daquele factor? 
0,5625 
 
100% 45%  0,45 
 
0,8 
80% 
X  
   
1 1 . 1 . 1 PeM PtM caf 1 SfM cao 1 SoM M M 
PeM1  30.000 1,00 2.000 1,00 2.500 
PeM1  29.500 UF 
   
2 2 . 2 . 2 PeM PtM caf 2 SfM cao 2 SoM M M 
PeM1  30.000 1,00 2.000  0,00 2.500 
PeM1  32.000 UF 
PeCT PtCT caf SfCT cao SoCT CT CT   .  . 
PeM1  30.000  0,5625 2.000  0,00 2.500 
PeM1  31.125 UF 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 58 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
PRODUTO P2: 
caM1: 100% 
So = 3.000 UF ; t = 0,7 caM2: 100% 
caCT: 62,5% 
caM1: 100% 
Sf = 2.400 UF ; t = 0,20 caM2: 0% 
caCT: 0% 
t caCT 
100% - 20% = 80% 100% 
70% - 20% = 50% X 
Se 100% dos CT são incorporados linearmente em 80% do segmento, a 
quanto corresponderá 50% desse mesmo segmento em termos da 
incorporação daquele factor? 
0,625 
 
100% 50%  0,50 
 
0,8 
80% 
X  
   
1 1 . 1 . 1 PeM PtM caf 1 SfM cao 1 SoM M M 
PeM1  35.000 1,00 2.400 1,003.000 
PeM1  34.400 UF 
   
2 2 . 2 . 2 PeM PtM caf 2 SfM cao 2 SoM M M 
PeM1  35.000  0,00 2.400 1,003.000 
PeM1  32.000 UF 
PeCT PtCT caf SfCT cao SoCT CT CT   .  . 
PeM1  35.000  0,00 2.400  0,6253.000 
PeM1  33.125 UF 
 
L I 
1 
 
I I 
2 1 
ca 
 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 59 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
EXERCÍCIO NR.º 3 – Dra. Maria Hélder 
Considere uma unidade industrial que apresenta as seguintes características estruturais: 
 O processo de fabrico é constituído por um único segmento (processo produtivo não 
segmentado). 
 No processo de transformação são fabricados vários produtos – P1 e P2 – (produção múltipla 
disjunta). 
 No processo produtivo são consumidos quatro factores produtivos: Matéria-prima M1 e M2, 
MOD e GGF. 
 O regime de incorporação dos factores no processo de fabrico é o seguinte: 
M1: instantaneamente, no início do processo. 
M2: instantaneamente, no ponto 0,6. 
MOD: linearmente, desde o ponto 0,2 até ao fim do processo. 
GGF: linearmente, entre o início e o ponto 0,4 do processo. 
INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DADO PERÍODO 
1. Produções terminadas: P1: 20.000 UF 
P2: 45.000 UF 
2. Existências iniciais de produtos em curso de fabrico: 
P2: 3.000 UF uniformemente distribuídas ao longo do processo. 
3. Existências finais de produtos em curso de fabrico: 
P1: 2.000 UF com 70% de acabamento. 
P2: 4.000 UF com 30% de acabamento. 
PEDIDO: Calcule as produções efectivas com referência a todos os factores. 
GGF 
MP2 = 100% 
MOD 
30% 40% 70% 
MP1 = 100% 
20% 
t 0% 100% 60% 
PtP1= 20.000 UF 
PtP2= 45.000 UF 
SoP2 = 3.000 UF (PCF) 
SfP2 = 4.000 UF (PCF) SfP1 = 2.000 UF (PCF) 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 60 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Cômputo da Pe de P1: UEA 
M1 M2 MOD GGF 
UF ca UEA ca UEA ca UEA ca UEA 
Produção Terminada + 20.000 100% 20.000 100% 20.000 100% 20.000 100% 20.000 
Stock final produção em curso + 2.000 100% 2.000 100% 2.000 62,5% 1.250 100% 2.000 
Stock inicial produção em curso - 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 
Produção Efectiva Total 22.000 22.000 21.250 22.000 
 A produção terminada tem sempre um coeficiente de acabamento de 100%. É o primeiro 
valor a registar-se no QTA (quadro tecnicamente adequado). 
 As incorporações de M1 e M2 foram efectuadas (na sua totalidade e pontualmente) antes 
da localização do stock final da produção em curso de P1 (este localiza-se a 70% do 
processo produtivo), pelo que o coeficiente de acabamento do stock final da PCF de P1 é 
de 100%, em termos destes dois factores. 
 No que respeita à MOD, verifica-se que esta é incorporada a 100%, de forma linear, a 
partir de 20% do processo produtivo até ao fim deste (100%). Há que fazer as seguintes 
contas/proporção: 
t caMOD 
100% - 20% = 80% 100% 
70% - 20% = 50% X 
Se 100% da MOD é incorporada linearmente em 80% do segmento, a quanto 
corresponderá 50% desse mesmo segmento em termos da incorporação 
daquele factor? 
0,625 
 
100% 50%  0,5 
 
0,8 
80% 
X  
 Em termos de GGF, a sua incorporação é total, e de forma linear, para o intervalo de 0% a 
40% do processo produtivo. Logo, na localização de 70% do processo produtivo 
(precisamente onde se encontra o stock final da produção em curso de P1), o coeficiente 
de acabamento dos GGF é de 100%. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 61 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Cômputo da Pe de P2: UEA 
M1 M2 MOD GGF 
UF ca UEA ca UEA ca UEA ca UEA 
Produção Terminada + 45.000 100% 45.000 100% 45.000 100% 45.000 100% 45.000 
Stock final produção em curso + 4.000 100% 4.000 0% 0 12,5% 500 75% 3.000 
Stock inicial produção em curso - 3.000 100% 3.000 40% 1.200 40% 1.200 80% 2.400 
Produção Efectiva Total 46.000 43.800 44.300 45.600 
 A produção terminada tem sempre um coeficiente de acabamento de 100%. É o primeiro 
valor a registar-se no QTA (quadro tecnicamente adequado). 
 A incorporação de M1 é de 100% (logo no início do segmento) pelo que o coeficiente de 
acabamento do stock final PCF de P2 é de 100%. 
 A incorporação de M2 é de 100% pontualmente a 60% do processo produtivo, logo à direita 
do stock final PCF de P2, pelo que o coeficiente de acabamento é de 0%. 
 No que respeita à MOD, verifica-se que esta é incorporada a 100%, de forma linear, a 
partir de 20% do processo produtivo até ao fim deste (100%). Há que fazer as seguintes 
contas/proporção: 
t caMOD 
100% - 20% = 80% 100% 
30% - 20% = 10% X 
Se 100% da MOD é incorporada linearmente em 80% do segmento, a quanto 
corresponderá 10% desse mesmo segmento em termos da incorporação 
daquele factor? 
0,125 
 
100% 10%  0,1 
 
0,8 
80% 
X  
 Em termos de GGF, a sua incorporação é total, e de forma linear, para o intervalo de 0% a 
40% do processo produtivo. Logo, na localização de 30% do processo produtivo 
(precisamente onde se encontra o stock final da produção em curso de P2), o coeficiente 
de acabamento dos GGF será de: 
t caMOD 
40% - 0% = 40% 100% 
30% - 0% = 30% X 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 62 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Se 100% da MOD é incorporada linearmente em 40% do segmento, a quanto 
corresponderá 30% desse mesmo segmento em termos da incorporação 
daquele factor? 
0,75 
 
100% 30%  0,3 
 
0,4 
40% 
X  
 A incorporação de M1 é de 100% (pontualmente logo no início do segmento) pelo que o 
coeficiente de acabamento do stock inicial PCF de P2 (este distribuído uniformemente ao 
longo do processo produtivo) é de 100%. 
 Quanto à incorporação pontual de M2, verifica-se o seguinte: 
Incorporação (momento t) % lote (t) ca físico Ponderação 
0% – 60% 60% 0% 0 
60% – 100% 40% 100% 0,4 
Coeficiente acabamento médio 0,4 
 Relativamente à MOD (que é incorporada totalmente e de forma linear entre 20% e 100% 
do processo produtivo), verifica-se o seguinte: 
Incorporação (momento t) % lote (t) ca físico Ponderação 
0% – 20% 20% 0% 0 
20% – 100% 80% 50% 0,4 
Coeficiente acabamento médio 0,4 
Repare-se que a 20% do segmento (início da incorporação da MOD) o 
coeficiente de acabamento mínimo é de 0%, e a 100% do segmento 
(incorporação total da MOD) o coeficiente de acabamento máximo é de 100%. 
Logo, o coeficiente de acabamento médio é de 50% em 80% do segmento, o 
que dá uma ponderação de 40%. 
50%80%  40% 
 Em termos de GGF, verifica-se o seguinte: 
cam  
Incorporação (momento t) % lote (t) ca físico Ponderação 
0% – 40% 40% 50% 0,2 
40% – 100% 60% 100% 0,6 
Coeficiente acabamento médio 0,8 
50% 
 
0% 100%  
2 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 63 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Repare-se que entre 0% e 40% do segmento ocorre a incorporação total dos 
GGF, ou seja, 100% deste factor é linearmente incorporado em 40% do 
processo produtivo, o que perfaz um coeficiente de acabamento médio de 
50% para aquele hiato de tempo. Para os restantes 60%, a incorporação é de 
100% (de 40% a 100% do processo produtivo), o que dá um coeficiente de 
acabamento médio de 60% para esta parte do segmento. 
EXERCÍCIO NR.º 4 – Dr. Luís Abrantes 
A unidade industrial Z apresenta as seguintes características estruturais: 
 Processo de fabrico que decorre em 3 fases sucessivas a que correspondem os centros 
produtivos A, B, e C, isto é, três segmentos. 
 Produção uniforme ou única. 
 Regime de incorporação dos três factores – MP, MOD, GGF – nos seguintes termos: 
 MATÉRIAS-PRIMAS: no início do segmento A e no ponto 0,5 dos segmentos B e C; 
 MÃO-DE-OBRA DIRECTA: linearmente ao longo de todo o processo em cada 
segmento; 
 GASTOS GERAIS DE FABRICO: linearmente entre o ponto 0,1 e 0,9 em cada um 
dos segmentos. 
INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DADO PERÍODO: 
1. Produção terminada no centro C: 30.000 UF 
2. Existências iniciais de produtos em curso de fabrico: 
 Centro A: 4.000 UF uniformemente distribuídas ao longo do segmento. 
 Centro B: 5.000 UF uniformemente distribuídas ao longo do segmento. 
 Centro C: 3.000 UF uniformemente distribuídas ao longo do segmento. 
3. Existências finais de produtos em curso de fabrico: 
 Centro A: 2.000 UF uniformemente distribuídas entre 0% e 50% do segmento. 
 Centro B: 1.500 UF uniformemente distribuídas entre 50% e o termo do segmento. 
 Centro C: 1.200 UF uniformemente distribuídas entre 30% e 80% do segmento. 
PEDIDO: 
Calcule as produções efectivas dos centros A, B, e C com referência a cada um dos factores. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 64 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
CENTRO A: 
GGF 
MOD 
MP = 100% 
10% 90% 
t 0% 100% 50% 
SfA = 2.000 UF (PCF) 
CENTRO B: 
GGF 
MOD 
MP = 100% 
10% 90% 
t 50% 
0% SoB = 5.000 UF (PCF) 
100% CENTRO C: 
SoA = 4.000 UF (PCF) 
SfB = 1.500 UF (PCF) 
Pt = 30.000 UF 
GGF 
MOD 
MP = 100% 
10% 30% 80% 90% 
t 50% 
0% SoC = 3.000 UF (PCF) 
100% SfC = 1.200 UF (PCF) 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 65 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Cômputo da Pe do CENTRO C: UEA 
MP MOD GGF 
UF ca UEA ca UEA ca UEA 
Produção Terminada + 30.000 100% 30.000 100% 30.000 100% 30.000 
Stock final produção em curso + 1.200 60% 720 55% 660 56,25% 675 
Stock inicial produção em curso - 3.000 50% 1.500 50% 1.500 50% 1.500 
Produção Efectiva Total 28.200 29.220 29.110 29.175 
 Já sabemos que a Produção Terminada é sempre considerada com um acabamento de 100% para cada 
um dos factores produtivos. 
STOCK FINAL 
 O Stock final da produção em curso no Centro C corresponde a um lote de 1.200 UF que se encontram 
distribuídas uniformemente entre os pontos 0,3 e 0,8 do processo produtivo. 
 Em termos de matérias-primas, o coeficiente de acabamento médio é de 60%: 
CAMP = ? 
t ca físico % produção Ponderação 
30% – 50% 20% 0% 40% 0,0 
50% – 80% 30% 100% 60% 0,6 
Coeficiente acabamento médio 0,6 
t %lote 
0,5100% 
0,1x ? 
0,2 
 
0,1 1  
0,5 
x  
 Em termos de MOD verifica-se o seguinte: 
CAMOD = ? 
Se o lote (100%) está compreendido entre os pontos 0,3 e 0,8 do segmento 
(t), ou seja, ocupa 50% desse segmento, poderemos afirmar que cada 10% 
desses 50% de segmento (uma quinta parte) “vale” 20%. Assim, duas 
quintas partes correspondem a 40% do lote, e as restantes três quintas 
partes corresponderão a 60% da produção. 
t ca físico % produção Ponderação 
0% – 30% 30% 30% 0% 0,00 
30% – 80% 50% 55% 100% 0,55 
80% – 100% 20% 0% 0% 0,00 
Coeficiente acabamento médio 0,55 
CAmínimo[0,3]  30% 
CAmáximo[0,8]  80% 
55% 
 
30% 80%  110% 
 
2 
2 
CAmédio  
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 66 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
 Em termos de GGF verifica-se o seguinte: 
CAGGF = ? 
t ca físico % produção Ponderação 
10% – 30% 20% 25% 0% 0,0000 
30% – 80% 50% 56,25% 100% 0,5625 
Coeficiente acabamento médio 0,5625 
t ca 
0,80100% 
0,2x ? 
0,25 
 
0,2 1  
0,8 
x  
t ca 
0,80100% 
0,7x ? 
0,875 
 
0,7 1  
0,8 
x  
Entre o ponto 0,1 e 0,3 do segmento assistiu-se à incorporação de 25% do 
factor GGF. Para chegar-se a este valor temos que calcular a proporção, isto 
é, se 100% da incorporação se dá no intervalo de 80% do segmento (90%- 
10%), então teremos uma incorporação de 25% para 20% do segmento. 
Sabemos agora que o coeficiente de acabamento mínimo (no ponto 0,3) vale 
25%. 
Tem que se efectuar os cálculos para se saber qual é o montante de 
incorporação dos GGF em 70% do segmento (80% – 10%). De facto, 
interessa-nos saber a percentagem de incorporação no ponto 0,8 dado que 
este representa o coeficiente de acabamento máximo do stock final de PCF 
de P1. 
CAmínimo[0,3]  25% CAmáximo[0,8]  87,5% 
56,25% 
 
25% 87,5%  112,5% 
 
2 
2 
CAmédio  
STOCK INICIAL 
 O Stock inicial da produção em curso no Centro C corresponde a um lote de 3.000 UF que se encontram 
distribuídas uniformemente por todo o processo produtivo (não existindo pois necessidade de se calcular 
proporções de produção em relação ao segmento). 
 Em termos de matérias-primas, o coeficiente de acabamento médio é de 50%: 
CAMP = ? 
t ca físico % produção Ponderação 
0% – 50% 50% 0% 50% 0,0 
50% – 100% 50% 100% 50% 0,5 
Coeficiente acabamento médio 0,5 
 Em termos de MOD e GGF verifica-se o seguinte: 
CAMOD = 50% CAGGf = 50% 
É sabido que quando os pontos de início e fim entre a produção/lote e a incorporação 
coincidem (em incorporação linear e localização linear), o coeficiente de acabamento 
médio é SEMPRE de 50%. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 67 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Cômputo da Pe do CENTRO B: UEA 
MP MOD GGF 
UF ca UEA ca UEA ca UEA 
Produção Terminada + 28.200 100% 28.200 100% 28.200 100% 28.200 
Stock final produção em curso + 1.500 100% 1.500 75% 1.125 80% 1.200 
Stock inicial produção em curso - 5.000 50% 2.500 50% 2.500 50% 2.500 
Produção Efectiva Total 24.700 27.200 26.825 26.900 
 A Produção Terminada no Centro B corresponde à Produção Efectiva do Centro C (anda-se para trás). 
 A matéria-prima tem um coeficiente de acabamento de 100%: o lote do stock final de PCF encontra-se à 
direita da incorporação. 
 Em termos de MOD, verifica-se o seguinte para as existências finais de PCF: 
CAMOD = ? 
t ca físico % produção Ponderação 
0% – 50% 50% 50% 0% 0,00 
50% – 100% 40% 75% 100% 0,75 
Coeficiente acabamento médio 0,75 
CAmínimo[0,5]  50% CAmáximo[1]  100% 
75% 
 
50% 100%  150% 
 
2 
2 
CAmédio  
 Em termos de GGF, verifica-se o seguinte para as existências finais de PCF: 
CAGGF = ? 
t ca físico % produção Ponderação 
10% – 50% 50% 50% 0% 0,00 
50% – 90% 40% 75% 80% 0,60 
90% – 100% 10% 100% 20% 0,20 
Coeficiente acabamento médio 0,80 
t ca 
0,80100% 
0,1x ? 
0,125% 
 
0,1 1  
0,8 
x  
Os GGF são incorporados a 100% entre o ponto 0,1 e 0,9 (80% do 
segmento), sendo que cada parte do total de oito vale 0,125. Então, quatro 
partes (do ponto 0,1 a 0,5) valem 50% de incorporação de GGF. O que 
significa que o coeficiente de acabamento mínimo (no ponto 0,5 – início do 
lote) é de 50%. 
CAmínimo[0,5]  50% CAmáximo[0,9]  100% 
75% 
 
50% 100%  150% 
 
2 
2 
CAmédio  
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 68 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Cômputo da Pe do CENTRO A: UEA 
MP MOD GGF 
UF ca UEA ca UEA ca UEA 
Produção Terminada + 24.700 100% 24.700 100% 24.700 100% 24.700 
Stock final produção em curso + 2.000 100% 2.000 25% 500 20% 400 
Stock inicial produção em curso - 4.000 100% 4.000 50% 2.000 50% 2.000 
Produção Efectiva Total 22.700 22.700 23.200 23.100 
 A Produção Terminada no Centro A corresponde à Produção Efectiva do Centro B (anda-se para trás). 
 A matéria-prima tem um coeficiente de acabamento de 100% pois é incorporada no início do processo. 
 Em termos de MOD, verifica-se o seguinte para as existências finais de PCF: 
CAmínimo[0]  0% CAmáximo[0,5]  50% 
25% 
 
0% 50%  50% 
 
2 
2 
CAmédio  
 Em termos de GGF, verifica-se o seguinte para as existências finais de PCF: 
CAGGF = ? 
t ca físico % produção Ponderação 
0% – 10% 10% 0% 20% 0,00 
10% – 50% 40% 25% 80% 0,20 
Coeficiente acabamento médio 0,20 
CAmínimo[0,1]  0% CAmáximo[0,5]  50% 
25% 
 
0% 50%  50% 
 
2 
2 
CAmédio  
PRODUÇÃO DIFERENCIADA E PRODUÇÃO HOMOGENEIZADA 
Produção Diferenciada (Pd) 
 É a produção de cada um dos produtos expressa em termos da respectiva unidade de 
medida física: 
P1: 1.000 caixas 
P2: 5.000 litros 
P3: 4.000 kg 
Etc… 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 69 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
 Não podemos somar produções diferenciadas, como por exemplo, produção de garrafas de 
água de quantidades diferentes (garrafas de água de um quarto, meio litro, três quartos, 
etc.). 
 A forma de resolver o problema, isto é, de agregar a Produção Diferenciada, é feita através 
da Homogeneização da Produção. 
Produção Homogeneizada (Ph) 
 É a produção expressa numa unidade de medida comum que permite a agregação de 
produção diferenciadas. Essa unidade é chamada unidade homogeneizadora. A produção 
homogeneizada é calculada utilizando-se coeficientes de homogeneização  ,F  . 
Factor 
Coeficiente 
Homogeneizante 
Exemplo: unidade industrial de produção múltipla (P1, P2, P3) em que os consumos de MP M1 são: 
Consumos Unitários 
P1: 1.000 UF 5,0 Kg 
P2: 2.000 UF 2,0 Kg 
P3: 5.000 UF 8,0 Kg 
Não se podem somar produções 
Estes consumos unitários (5 Kg , 2 Kg e 8 Kg) podem ser utilizados como coeficientes de 
homogeneização. 
1. Eleger um produto que vai funcionar como elemento homogeneizador 
Coeficiente da homogeneização i ,F  – cálculo dos coeficientes de homogeneização 
i  
P1: 5,0 Kg 1,0 
P2: 2,0 Kg 0,4 
P3: 8,0 Kg 1,6 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 70 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
2. Calcular a produção homogeneizada 
Cálculo da Produção Homogeneizada 
UF i  
Pi i 
P1: 1.000 1,0 1.000 
P2: 2.000 0,4 800 
P3: 5.000 1,6 8.000 
Total da Produção: 9.800 
E se fosse com referência ao Produto P3? 
P1: 5,0 Kg 0,625 
P2: 2,0 Kg 0,25 
P3: 8,0 Kg 1,0 
UF i  
i  
Pi i 
P1: 1.000 0,625 625 
P2: 2.000 0,25 500 
P3: 5.000 1,0 5.000 
Total da Produção: 6.125 
Corresponde a um coeficiente técnico que exprime a relação entre consumos normais de um 
mesmo factor para vários produtos. A produção que assumir o valor 1 designa-se de unidade 
homogeneizadora e pode ser expresso em termos absolutos ou relativos. 
Corresponde ao somatório da produção (múltipla) homogeneizada, com 
referência ao factor F, para os diversos produtos 
Ph,F i.i ,F Pi 
Deste modo, é possível repartir pelos diferentes produtos custos comuns de factores. Exemplo: 
CONSUMO DE M1: € 980.000,00. QUANTO CUSTA P1, P2, P3 EM TERMOS DE MP? 
Se conseguir agregar/homogeneizar a produção… 
€980.000,00  UF 
P1  €100 P2  €40 P3  €160 
9.800 
UF 
100€ / 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 71 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
EXERCÍCIO NR.º 5 – Dr. Luís Abrantes 
PRODUÇÃO DIFERENCIADA vs PRODUÇÃO HOMOGENEIZADA 
Considere uma unidade industrial de produção múltipla num processo não segmentado. 
INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DADO PERÍODO: 
1. Produção terminada: 
 P1 = 2.400 UF 
 P2 = 1.200 UF 
2. Existências iniciais e finais de produção em curso nulas. 
3. Custo de factores consumidos: 
 Matérias-primas = € 50.400 
 Custos de transformação = € 48.000 
4. Consumos unitários de factores: 
MP CT 
P1 2,5 Kg 1,50 UF 
P2 1,0 Kg 1,0 UF 
PEDIDO: Calcule os custos globais e unitários da produção do mês 
MP: Cálculo do custo global e unitário 
PRODUTOS PRODUÇÃO COEF. HOM. PRODUÇÃO HOM. CUSTO MP CUSTO UNITÁRIO 
P1 2.400 2,5 6.000 42.000 17,50 
P2 1.200 1,0 1.200 8.400 7,00 
Não se soma 7.200 50.400 
KP1  KMP  kCT 
K Custo Global MP MP 
 . . 
PeHOMOGENEIZADA 
Custo Unitário 
homogeneizador 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 72 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Uma vez determinada a Produção Homogeneizada (7.200 UF) e sabendo-se que o custo 
global da matéria-prima foi de € 50.400, obtém-se o custo unitário homogeneizador: 
k MPP 7,00 
 €7,00  1.200 UF  
€8.400 €50.400,00 
  
7.200 
2 
UF 
€50.400,00  €8.400,00  €42.000,00 
CUSTO . GLOBAL  €42.000,00  
17,50€ / 
€7,00 2,5  €17,50 ou UF 
PRODUÇÃO UF 
2.400 
CT: Cálculo do custo global e unitário 
PRODUTOS PRODUÇÃO COEF. HOM. PRODUÇÃO HOM. CUSTO MP CUSTO UNITÁRIO 
P1 2.400 1,5 3.600 36.000 15,00 
P2 1.200 1,0 1.200 12.000 10,00 
Não se soma 4.800 48.000 
SÍNTESE: custos globais e unitários dos produtos (P1+P2) 
Matéria-prima Custos de Transformação TOTAL 
PRODUTOS Global Unitário Global Unitário Global Unitário 
P1 42.000 17,50 36.000 15,00 78.000 32,50 
P2 8.400 7,00 12.000 10,00 20.400 17,00 
TOTAL 50.400 48.000 98.400 
CÁLCULO DO CUSTO DA PRODUÇÃO 
EXERCÍCIO NR.º 6 – Dr. Luís Abrantes 
Custo Unitário 
homogeneizador 
Considere uma unidade industrial que se dedica à fabricação de um único produto P (produção 
uniforme) e cuja produção decorre apenas num segmento (processo produtivo não segmentado). 
O regime de incorporação dos factores – Matérias-primas (M1,M2) e Custos de Transformação (CT) é 
o seguinte: 
 M1: pontualmente, no início do segmento; 
 M2: instantaneamente no ponto 0,6 do processo de fabrico; 
 CT: linearmente ao longo do processo de fabrico. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 73 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
O critério de valorimetria utilizado para a saída das existências é o custo cronológico directo (FIFO). 
INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DADO PERÍODO 
1. Produção vendida de P = 32.000 UF 
2. Existências de produtos acabados: 
 Existências finais: 2.400 UF 
 Existências iniciais: 400 UF, no valor de € 8.000 
3. Existências em curso de fabrico: 
 Existências finais: 800 UF, com 80% de acabamento 
 Existências iniciais: 1.200 UF, com 50% de acabamento, no valor de €18.900 (M1 = €18.000) 
4. Custos do período (valores em €): 
 Matérias-primas: M1 = 588.000 e M2 = 95.700 
 Mão-de-obra e Gastos Gerais de Fabrico: 59.570 
PEDIDOS: 
1. Calcule os custos globais e unitários da produção; 
2. Calcule o custo da produção terminada e o valor da existência final; 
3. Idem para os critérios valorimétricos CUSTO MÉDIO e LIFO; 
4. Calcule o custo da produção vendida. 
CÁLCULO DE CUSTOS TOTAIS E CUSTOS UNITÁRIOS 
 n 
f 
custo.unitáriok  CUSTO.TOTAL  
PRODUÇÃO 
Ktotal kf 
 
1 
, f factor 
Custo Unitário com referência a um factor (por exemplo, MP): 
kMP  . . 
CUSTOTOTAL MP 
  PRODUÇÃO PeMP 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 74 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
MOD + GGF 
MP1 = 100% MP2 = 100% 
t 0% 100% 50% 60% 80% 
Pt= ? 
SoPCF= 1.200 UF SfPCF = 800 UF 
SoPA = 400 UF 
ARMAZÉM 
DE PRODUTOS 
ACABADOS 
SoPCF = 1.200 UF 
FABRICAÇÃO 
Pv = 32.000 UF 
SfPA = 2.400 UF 
Pt = 34.000 UF 
SfPCF = 800 UF 
1. Cálculo dos custos globais e unitários da produção 
Cômputo da Pe : UEA 
M1 M2 CT 
PRODUTO P UF/UEA ca UEA ca UEA 
PRODUÇÃO TERMINADA + 34.000 100% 34.000 100% 34.000 
STOCK FINAL PCF + 800 100% 800 80% 640 
STOCK INICIAL PCF – 1.200 0% 0 50% 600 
PRODUÇÃO EFECTIVA 33.600 34.800 34.040 
Para se calcular a Produção Efectiva (UEA) há que primeiramente calcular-se a Produção 
Terminada (UF) – “andar para trás”: 
SoPA Pt SfPA Pv400Pt 2.400 32.000Pt 34.000 UF 
NOTA: só se homogeneíza produções nos casos de produção múltipla. Em 
produção uniforme não se calculam homogeneizações. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 75 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Cada um dos factores dos factores produtivos (M1, M2 e CT) tem o seu valor/quantidade de 
Produção Efectiva (produção que efectivamente se produziu no período, esteja ou não 
totalmente acabada): 
Produção Efectiva em termos de factores: Quantidades: 
M1 33.600 UEA 
M2 34.800 UEA 
CT 34.040 UEA 
NOTA: Nunca se somam Produções Efectivas 
Cálculo do custo global e unitário da Produção Efectiva 
Factores Custos Globais Produção Efectiva Custo Unitário 
M1 588.000 € 33.600 UEA 17,50 € 
M2 95.700 € 34.800 UEA 2,75 € 
CT 59.570 € 34.040 UEA 1,75 € 
TOTAL 743.270 € 22,00 € 
É necessário proceder ao cálculo dos custos globais e unitários da Produção Efectiva para se 
poder chegar ao custo da Produção Terminada. Até porque estamos perante o critério FIFO. 
Só não seria necessário se não existissem Stocks iniciais nem finais – situação em que 
Produção Terminada seria igual à Produção Efectiva. 
2. Cálculo do custo da Produção Terminada e valor da Existência 
Final (FIFO) 
Não podemos calcular directamente o custo da Produção Terminada multiplicando as 
quantidades (34.000 UF) pelo custo unitário de € 22,00 (custo unitário de todos os factores da 
Produção Efectiva). 
Teremos sim que verificar, para cada um dos factores e respeitando o critério valorimétrico FIFO, 
qual a “quota-parte” que corresponde às existências iniciais e a “quota-parte” que é imputável à 
produção do período, valorizando-as, respectivamente, como custos de produtos (existências) e 
custos do período (Pe): 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 76 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Cálculo do custo da Produção Terminada (FIFO) 
FIFO M1 M2 CT 
UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total 
Custo 
Total 
Stock Inicial 1.200 15,00 18.000 0 0,00 0 600 1,50 900 18.900 
Período (Pe) 32.800 17,50 574.000 34.000 2,75 93.500 33.400 1,75 58.450 725.950 
Pt 34.000 592.000 34.000 93.500 34.000 59.350 744.850 
No critério FIFO, saem primeiro as existências iniciais e completa-se/soma-se a produção do 
período necessária para se obter a Produção Terminada (sempre por factores, para depois 
chegar ao total). Como estamos a calcular custos, o valor das Existências iniciais é dado no 
enunciado (não de forma imediata) e o valor da Produção Efectiva é calculado com os custos 
unitários que achamos anteriormente (agora em função das novas quantidades, precisamente 
aquelas que foram adicionadas às existências iniciais para totalizar o valor de 34.000 UF). 
Cálculo do custo do Stock Final de produtos em curso (FIFO) 
FIFO M1 M2 CT 
UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total 
Custo 
Total 
Stock Final 800 17,50 14.000 800 2,75 2.200 640 1,75 1.120 17.320 
No critério FIFO, as Existências finais são as “sobrantes” à Produção Efectiva, isto é, as que 
restam após se ter tirado a “quota-parte” que integrou a Produção Terminada, e portanto, 
valorizadas a custos do período (por factores, e a seus custos unitários). 
Cálculo do custo da Produção Terminada 
Fabricação (em €) 
Si (PCF) 18.900 
Consumos 
M1 588.000 
M2 95.700 
CT 59.570 
762.170 
34.000 x 22 = 748.000 Produção Terminada 
(errado: atenção ao FIFO) 
744.850 Produção Terminada 
17.320 Sf (PCF) 
762.170 
NOTA: Poderia-se ter chegado ao valor dos Sf subtraindo à Pt o valor € 762.170 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 77 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Fabricação (em €) 
Si (PCF) 
Consumos 
Pe M1 
Pe M2 
Pe CT 
Produção Terminada 
Sf (PCF) 
FABRICAÇÃO 
Si (PCF) 
Consumos 
Pe M1 
Pe M2 
Pe CT 
Prod. Term. 
Sf (PCF) 
3. Cálculo do custo da Produção Terminada e valor da Existência 
Final, considerando os critérios valorimétricos LIFO e CUSTO 
MÉDIO 
Utilizando o critério LIFO 
Cálculo do custo da Produção Terminada (LIFO) 
LIFO M1 M2 CT 
UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total 
Custo 
Total 
Stock Inicial 400 15,00 6.000 0 0,00 0 0 0,00 0 6.000 
Período (Pe) 33.600 17,50 588.000 34.000 2,75 93.500 34.000 1,75 59.500 741.000 
Pt 34.000 594.000 34.000 93.500 34.000 59.500 747.000 
A Produção Efectiva em termos do factor matéria-prima M1 foi de 33.600 UEA (ver cálculo acima 
das produções efectivas). O Stock inicial era de 1.200 UF. Pelo sistema LIFO, a produção efectiva 
do período é a que “sai primeiro”. O resto que falta para atingir 34.000 UF da Produção 
Terminada é “retirado” ao stock inicial – ou seja, 400 UF. As 33.600 UF são um custo do período, 
sendo valorizadas ao custo unitário de € 17,50. As 400 UF do stock inicial (custo do produto) 
encontravam-se valorizadas a € 18.000 quanto ao factor M1 e € 900 quanto ao factor CT (o factor 
M2 não tem valor, pois só é incorporado depois do ponto 0,5). Rapidamente se chega ao custo 
unitário de M1 pela divisão dos € 18.000 pelas 1.200 UF (€15,00): 
€15,00 
€ €18.000,00 
18.900 1 €     
M UF So So 
1.200 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 78 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
A Produção Efectiva em termos do factor matéria-prima M2 foi de 34.800 UF. Pelo LIFO, sai 
primeiro este valor. Como este valor é superior a 34.000 UF da Produção Terminada, não foi 
necessário “retirar” qualquer valor ao Stock inicial. 
A Produção Efectiva em termos do factor CT foi de 34.040 UF. Pelo LIFO, sai primeiro este valor. 
Como este valor é superior a 34.000 UF da Produção Terminada, não foi necessário “retirar” 
qualquer valor ao Stock inicial. 
Cálculo do custo do Stock Final de produtos em curso (LIFO) 
LIFO M1 M2 CT 
UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total 
Custo 
Total 
Período (Pe) - - - 800 2,75 2.200 40 1,75 70 2.270 
So 800 15,00 12.000 - - - 600 1,50 900 12.900 
Sf 800 15,00 12.000 800 2.200 640 970 15.170 
Fabricação (em UEA) 
SoM1 = 1.200 
SoM2 = 0 
SoCT = 600 
PeM1 = 33.600 UEA 
PeM2 = 34.800 UEA 
PeM3 = 34.040 UEA 
Pt = 34.000 
SfM1 = 800 
SfM2 = 800 
SfCT = 640 
Fabricação (em €) 
Si (PCF) 18.900 
Consumos 
M1 588.000 
M2 95.700 
CT 59.570 
762.170 
747.000 Produção Terminada 
15.170 Sf (PCF) 
762.170 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 79 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Utilizando o critério CUSTO MÉDIO PONDERADO 
€ € 
  
C médio So Pe  
So PeUEA 
. 
C médioM  17,4138 
€ / PM1 
  
18.000 588.000 
. 1  
1.200 33.600 
C médioM  2,75 
€ / PM2 
  
0 95.700 
. 2  
0 34.800 
C médioCT  1,7457 
€ / PCT 
  
. 900 59.570  
600 34.040 
C.Pt €  34.00021,9095  €744.922,00 
€ 800 17,4138 €13.931,04 
SfPCFM 
1 
€ 800 2,75 €2.200,00 
   
SfPCFM 
2 
€ 640 1,7457 €1.117,248 
   
1 
   
SfPCFM 
  €21,9095 
  €17.248 
Cálculo do custo do Stock Final de produtos em curso (CUSTO MÉDIO) 
C.MÉDIO M1 M2 CT 
UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total 
Custo 
Total 
Stock Final 800 17,4138 13.931 800 2,75 2.200 640 1,117 1.117 17.248 
Fabricação (em €) 
Si (PCF) 18.900 
Consumos 
M1 588.000 
M2 95.700 
CT 59.570 
762.170 
744.922 Produção Terminada 
17.248 Sf (PCF) 
762.170 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 80 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
4. Cálculo do custo da Produção Vendida 
SoPCF = 1.200 UF 
FABRICAÇÃO 
Pt = 34.000 UF 
SfPCF = 800 UF 
Utilizando o critério FIFO 
SoPA = 400 UF → € 8.000 
ARMAZÉM 
DE PRODUTOS 
ACABADOS 
Pv = 32.000 UF 
SfPA = 2.400 UF 
Cálculo do custo da Produção Vendida (FIFO) 
UF/UEA CUSTO UNITÁRIO CUSTO TOTAL 
Existência Inicial PA 400 20,00 8.000,00 
Produção Terminada (So) - - - 
M1 1.200 15,00 18.000,00 
M2 0 0 0 
CT 600 1,50 900,00 
Produção Terminada (período) - - - 
M1 30.400 17,50 532.000,00 
M2 31.600 2,75 86.900,00 
CT 31.000 1,75 54.250,00 
PRODUÇÃO VENDIDA 32.000 700.050,00 
A produção vendida de 32.000 UF desdobra-se em Existências iniciais de produtos acabados, 
mais produção terminada no período que deu entrada no APA (armazém de produtos acabados). 
Para se calcular o custo da Produção Vendida há pois que se apurar, à “luz” do critério FIFO, as 
quantidades de Existências iniciais de produtos acabados e de Produção Terminada do período e 
os seus respectivos custos, que integram a produção vendida. 
O valor total da existência inicial de Produtos Acabados consta no enunciado: consegue-se 
assim achar o seu custo unitário. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 81 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Como estamos no critério FIFO, tem que se recolher primeiramente as quantidades de factores e 
respectivos custos que integram o stock inicial e fazem parte da Pt, e o que falta (que pertence à 
produção do período) que também integrou a Pt. O somatório deverá corresponder a 32.000 UF 
da Produção Vendida: 
 
 
M1: Pe UF SoPA SoPCF 000 . 32 400 . 30 200 . 1 400     
 
 
 
M2: Pe UF SoPA SoPCF 000 . 32 600 . 31 0 400     
 
 
 
CT: Pe UF SoPA SoPCF 000 . 32 000 . 31 600 400     
 
Cálculo do custo do Stock Final de produtos acabados (FIFO) 
UF/UEA CUSTO UNITÁRIO CUSTO TOTAL 
Existência Final PA 2.400 22,00 52.800,00 
A quantidade da Existência final de PA é dada no enunciado. Como estamos no FIFO, é um custo 
do período (dado as Existências iniciais de produtos acabados se terem esgotado, restando 
produção do período). 
PRODUTOS FABRICADOS 
Quantidades Euros 
So (PA) 400 UF 8.000,00 
Produção Terminada 34.000 UF 744.850,00 
34.400 UF 752.850,00 
Quantidades Euros 
32.000 UF 700.050,00 Produção Vendida 
2.400 UF 52.800,00 Sf (PA) 
34.400 UF 752.850,00 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 82 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Utilizando o critério LIFO 
Cálculo do custo da Produção Vendida (LIFO) 
Produção Efectiva Produção Vendida Produção Período Transferida 
M1 33.600 32.000 1.600 
M2 34.000 32.000 2.000 
CT 34.000 32.000 2.000 
No critério LIFO, são utilizadas primeiramente as quantidades produzidas no período (Pe) 
que integram/estão implícitas na Produção Terminada (e depois, se necessário, retirar-se-ia 
o que faltava às existências iniciais de produtos acabados). Verificamos pois que a produção 
do período implícita na Produção Terminada é sempre superior à Produção Vendida, 
bastando por isso efectuar a multiplicação das 32.000 UF vendidas pelos custos do período 
para se ter o custo da produção vendida. A produção do período transferida para o APA é 
que vai constar das Existências finais de produtos acabados. 
Cálculo do custo da Produção Vendida (LIFO) 
UF/UEA CUSTO UNITÁRIO CUSTO TOTAL 
Produção Terminada (período) - - - 
M1 32.000 17,50 560.000,00 
M2 32.000 2,75 88.000,00 
CT 32.000 1,75 56.000,00 
PRODUÇÃO VENDIDA 32.000 22,00 704.000,00 
Cálculo do custo do Stock Final de produtos acabados (LIFO) 
UF/UEA CUSTO UNITÁRIO CUSTO TOTAL 
Produção Terminada (período) 
M1 1.600 17,50 28.000,00 
M2 2.000 2,75 5.500,00 
CT 2.000 1,75 3.500,00 
Produção Terminada (So) 
M1 400 15,00 6.000,00 
M2 0 0 0 
CT 0 0 0 
Existência Inicial PA 400 20,00 8.000,00 
EXISTÊNCIA FINAL PA 2.400 51.000,00 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 83 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
A quantidade da existência final de Produtos Acabados foi dada no enunciado: 2.400 UF. Estas 
Existências finais são compostas por Produção Terminada transferida no período para o 
armazém de produtos acabados (Pe do período “que sobrou, não incluída nas vendas” + SoPCF) e 
pelas existências que já encontravam no APA. Assim, temos: 
 
 
M1: SoPA UF Pe SoPCF 400 . 2 400 400 600 . 1     
 
 
 
M2: SoPA UF Pe SoPCF 400 . 2 400 0 000 . 2     
 
 
 
CT: SoPA UF Pe SoPCF 400 . 2 400 0 000 . 2     
 
Utilizando o critério CUSTO MÉDIO 
PRODUTOS FABRICADOS 
Quantidades Euros 
So (PA) 400 UF 8.000,00 
Produção Terminada 34.000 UF 744.922,00 
34.400 UF 752.922,00 
21,88726 
C.MÉDIO  752.922,00  
34.400 
C.P.VENDIDA  32.00021,88726  700.392,00 
SfP€A  2.40021,88726  52.530,00 
Quantidades Euros 
32.000 UF 700.392,00 Produção Vendida 
2.400 UF 52.530,00 Sf (PA) 
34.400 UF 752.922,00 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 84 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
EXERCÍCIO NR.º 7 – Dr. Luís Abrantes 
CÁLCULO DO CUSTO COMPLETO DA PRODUÇÃO EM PROCESSO 
PRODUTIVO NÃO SEGMENTADO – PRODUÇÃO MÚLTIPLA 
Considere uma unidade industrial que se dedica à fabricação de P1, P2 e P3 (produção múltipla 
disjunta) e cuja produção decorre apenas num segmento (processo produtivo não segmentado). 
1. O regime de incorporação e o respectivo consumo de factores – matérias-primas (M1, M2 e M3) e 
custo de transformação (CT) – é o seguinte: 
5.1. Todos os produtos consomem a matéria-prima básica M1, cuja incorporação ocorre no início 
do processo; cada unidade de P1 necessita de uma unidade de M1; para produzir P2 e P3 são 
necessárias 2,0 UF e 1,5 UF de M1, respectivamente. 
5.2. Os produtos P1 e P2 consomem também M2, sendo a incorporação em P1 feita entre o ponto 
0,5 e o termo do processo produtivo; com uma unidade de M2 obtêm-se duas unidades de P1; 
em P2 a incorporação de M2 é feita em dois momentos: a 30% do processo de fabrico (0,6 
UF de M2/UF de produto) e a 60% do processo (0,4 UF de M2/UF do produto); 
5.3. O produto P3 também utiliza M3, que é incorporada linearmente entre 40% e 80% do 
processo produtivo. 
5.4. O custo de transformação é incorporado linearmente ao longo do processo de fabrico para 
todos os produtos, sendo o consumo de P1 superior em 20% ao de P2 e o consumo de P3 
superior em 10% ao de P1. 
2. O critério de valorimetria utilizado para a saída de existências é o custo cronológico directo 
(FIFO). 
INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DADO PERÍODO: 
3. Produção vendida: 
☻ P1 = 10.000 UF ; P2 = 12.000 UF ; P3 = 8.000 UF 
4. Existências de produtos acabados: 
☻ Existências iniciais: P1 = 1.000 UF ; P2 = 3.500 UF ; P3 = 1.000 UF 
☻ Existências finais: P1 = 1.000 UF ; P2 = 1.500 UF ; P3 = 2.000 UF 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 85 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
5. Existências em curso de fabrico: 
5.1. Existências iniciais: 
☻ P1 = 3.000 UF, linearmente distribuídas ao longo do processo produtivo. 
☻ P2 = 400 UF, com 75% de acabamento. 
5.2. Existências finais: 
☻ P1 = 2.000 UF, linearmente distribuídas ao longo do processo produtivo. 
☻ P2 = 800 UF, com 50% de acabamento. 
☻ P3 = 1.000 UF, com 50% de acabamento. 
6. O custo das existências iniciais, referidas anteriormente, é o seguinte (valores em €): 
P1 P2 P3 
Produtos acabados 20.000,00 105.000,00 26.100,00 
Produtos em curso 42.850,00 11.300,00 0,00 
7. Custos do período (valores em €): 
☻ Matérias-primas: M1 = 448.000,00 ; M2 = 59.820,00 ; M3 = 23.125,00 
☻ Custos de Transformação = 255.300,00 
PEDIDOS: 
1. Cálculo dos custos globais e unitários da produção. 
2. Cálculo do custo da produção terminada e do custo da existência final de produtos em curso. 
3. Apresentação da conta de FABRICAÇÃO da unidade industrial. 
4. Cálculo do custo da produção vendida e do custo da existência final de produtos acabados. 
PARA UMA MAIOR SIMPLIFICAÇÃO, VAMOS DESENHAR O ESQUEMA DO PROCESSO 
PRODUTIVO POR PARTES (caso contrário o desenho ficaria muito complexo e pouco 
perceptível) 
SoP1 = 1.000 UF 
SoP2 = 3.500 UF 
SoP3 = 1.000 UF 
ARMAZÉM 
DE PRODUTOS 
ACABADOS 
FABRICAÇÃO 
PVP1 = 10.000 UF 
PVP2 = 12.000 UF 
PVP3 = 8.000 UF 
SfP1 = 1.000 UF 
SfP2 = 1.500 UF 
SfP3 = 2.000 UF 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 86 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
PRODUTO P1: 
MP1 
MP2 
CT 
t 0% 100% 50% 
PRODUTO P2: 
MP1 
MP2 (0,60 UF) 
CT 
MP2 = (0,40 UF) 
t 30% 
50% 60% 75% 
0% 100% PRODUTO P3: 
SoP1 = 3.000 UF (PCF) 
SfP1 = 2.000 UF (PCF) 
SfP2= 800 UF (PCF) SoP2 = 400 UF (PCF) 
MP1 CT 
MP3 
t 0% 100% 50% 80% 
SfP3= 1.000 UF (PCF) 
40% 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 87 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
1. Cálculo dos custos globais e unitários da produção 
Cômputo da Pe : UEA 
M1 M2 M3 CT 
PRODUTO P1 
UF/UEA ca UEA ca UEA ca UEA 
PRODUÇÃO TERMINADA + 10.000 100% 10.000 - - 100% 10.000 
STOCK FINAL PCF + 2.000 25% 500 - - 50% 1.000 
STOCK INICIAL PCF – 3.000 25% 750 - - 50% 1.500 
PRODUÇÃO EFECTIVA 9.000 9.750 0 9.500 
PRODUTO P2 
PRODUÇÃO TERMINADA + 10.000 100% 10.000 - - 100% 10.000 
STOCK FINAL PCF + 800 60% 480 - - 50% 400 
STOCK INICIAL PCF – 400 100% 400 - - 75% 300 
PRODUÇÃO EFECTIVA 10.400 10.080 0 10.100 
PRODUTO P3 
PRODUÇÃO TERMINADA + 9.000 - - 100% 9.000 100% 9.000 
STOCK FINAL PCF + 1.000 - - 25% 250 50% 500 
STOCK INICIAL PCF – - - - - - - - 
PRODUÇÃO EFECTIVA 10.000 0 9.250 9.500 
Para se calcular a Produção Efectiva (UEA) há que primeiramente calcular-se a Produção 
Terminada (UF) – “andar para trás”: 
SoPA PtP1 SfP1  PVP11.000 PtP11.000 10.000PtP1 10.000 UF 
SoPA  PtP2 SfPA  PVP23.500PtP2 1.500 12.000PtP2 10.000UF 
SoPA  PtP3 SfPA  PVP31.000PtP3 2.000  8.000PtP3  9.000 UF 
Quanto ao cálculo do coeficiente de acabamento da MP M3 do Produto P3, justifica-se da seguinte 
forma: se em 40% do segmento se dá a incorporação total (100%) de M3, então para 10% desse 
mesmo segmento assistiremos à incorporação de 25% daquele factor. 
NOTA: como estamos numa situação de produção múltipla (vários produtos) há 
que homogeneizar a produção. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 88 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Ficha de incorporação de factores – ficha técnica 
P1 P2 P3 
M1 1,00 2,00 1,50 
M2 0,50 1,00 - 
M3 - - 1,00 
CT 1,20 1,00 1,32 
Estes “pesos” que os factores têm nos produtos encontra-se no enunciado. 
Cálculo do custo global e unitário da produção efectiva, por produtos 
FACTORES PRODUTOS CUSTOS PRODUÇÃO COEF. HOM. PROD. HOM. (Ph) CUSTO UNITÁRIO 
P1 90.000 9.000 1,00 9.000 10,00 
M1 P2 208.000 10.400 2,00 20.800 20,00 
P3 150.000 10.000 1,50 15.000 15,00 
448.000 44.800 
P1 19.500 9.750 0,50 4.875 2,00 
M2 P2 40.320 10.080 1,00 10.080 4,00 
P3 - - - - - 
59.820 14.955 
P1 - - - - - 
M3 P2 - - - - - 
P3 23.125 9.250 1,00 9.250 2,50 
23.125 9.250 2,50 
P1 85.500 9.500 1,20 11.400 9,00 
CT P2 75.750 10.100 1,00 10.100 7,50 
P3 94.050 9.500 1,32 12.540 9,90 
255.300 P. Efectiva 34.040 
O enunciado informa-nos os custos globais do período em termos de factores (M1=448.000 ; 
M2=59.820 ; M3=23.125 ; CT=255.300). Fazendo a homogeneização da produção, já podemos 
somar o que se produziu (em termos de cada factor) para os três produtos – no caso de M1 temos 
uma produção total de 44.800 UF. Por uma regra de três simples, se um total de 44.800 UF 
produzidas corresponde a um custo global de €448.000, então, para P2, 20.800 UF produzidas 
corresponderão a €208.000. Para se calcular o custo unitário: 
       
 
PefPi i 
CUSTOS GLOBAIS P P P M M M CT 
k 
. 1 2 3 1 2 3 
 
 
 
Ou, faz-se a proporção entre o custo unitário do elemento homogeneizador (€10,00) e o 
coeficiente homogeneizador do custo unitário que se pretende determinar. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 89 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Síntese de Custos 
P1 P2 P3 
FACTORES C. Total C. Unit. C. Total C. Unit. C. Total C. Unit. 
M1 90.000 10,00 208.000 20,00 150.000 15,00 
M2 19.500 2,00 40.320 4,00 - - 
M3 - - - - 23.125 2,50 
CT 85.500 9,00 75.750 7,50 94.050 9,90 
TOTAL 195.000 21,00 324.070 31,50 267.175 27,40 
2. Cálculo do custo da Produção Terminada e valor da Existência 
Final (FIFO) 
Cálculo do custo da Produção Terminada para P1 (FIFO) 
FIFO M1 M2 CT 
P1 UEA C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total 
Custo 
Total 
De So 3.000 - ? 750 - ? 1.500 - ? 42.850 
Período (Pe) 7.000 10,00 70.000 9.250 2,00 18.500 8.500 9,00 76.500 165.000 
Pt 10.000 - ? 10.000 - ? 10.000 - ? 207.850 
Sabemos que a Produção Terminada para P1 corresponde a 10.000 UF (já determinada 
anteriormente) – é este valor que começaremos a colocar na tabela. Como estamos perante o 
critério valorimétrico FIFO, as existências iniciais de PCF são as primeiras a “sair” – estes 
valores deverão ser colocados na tabela. O seu custo global é dado no enunciado, pelo que 
colocaremos este valor (€42.850) na tabela. Neste momento, só é necessário preencher a 
produção do período (quantidades) que falta para se obter o valor de 10.000 da Pt. Como 
sabemos os custos unitários daquela produção (Pe) em termos dos factores, rapidamente 
chegamos ao custo global. A soma dos custos dos produtos/existências e dos custos do 
período/Pe dá-nos o custo da Produção Terminada. Quanto aos custos unitários e totais por 
factores, a informação não é relevante para a determinação do custo da Pt, pelo que se deixa “em 
branco”. 
Cálculo do valor da Existência Final para P1 (FIFO) 
FIFO M1 M2 CT 
P1 UEA C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total 
Custo 
Total 
Sf PCF 2.000 10,00 20.000 500 2,00 1.000 1.000 9,00 9.000 30.000 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 90 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
O valor das Existências Finais é calculado com base nos custos unitários do período, pois 
estamos no critério FIFO (à produção do período que “sobrou” chamámos Existências Finais). 
Cálculo do custo da Produção Terminada para P2 (FIFO) 
FIFO M1 M2 CT 
P2 UEA C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total 
Custo 
Total 
De So 400 - ? 400 - ? 300 - ? 11.300 
Período (Pe) 9.600 20,00 192.000 9.600 4,00 38.400 9.700 7,50 72.750 303.150 
Pt 10.000 - ? 10.000 - ? 10.000 - ? 314.450 
Cálculo do valor da Existência Final para P2 (FIFO) 
FIFO M1 M2 CT 
P2 UEA C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total 
Custo 
Total 
Sf PCF 800 20,00 16.000 480 4,00 1.920 400 7,50 3.000 20.920 
Cálculo do custo da Produção Terminada para P3 (FIFO) 
FIFO M1 M3 CT 
P3 UEA C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total 
Custo 
Total 
De So - - - - - - - - - 0 
Período (Pe) 9.000 15,00 135.000 9.000 2,50 22.500 9.000 9,90 89.100 246.600 
Pt 9.000 - 135.000 9.000 - 22.500 9.000 - 89.100 246.600 
Poderia dispensar-se a tabela: 
PePt  9.000UFkP3  9.00015,00 2,50 9,90  246.600,00 
PtP €  
246.600,00 
3 
Cálculo do valor da Existência Final para P3 (FIFO) 
FIFO M1 M3 CT 
P3 UEA C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total 
Custo 
Total 
Sf PCF 1.000 15,00 15.000 250 2,50 625 500 9,90 4.950 20.575 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 91 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
3. Apresentação da conta de FABRICAÇÃO da unidade industrial 
(FIFO) 
FABRICAÇÃO 
Si (PCF) 
P1 42.850 
P2 11.300 54.150 
Consumos 
M1 448.000 
M2 59.820 
M3 23.125 
CT 255.300 786.245 
840.395 
Produção Terminada 
P1 207.850 
P2 314.450 
P3 246.600 768.900 
Sf (PCF) 
P1 30.000 
P2 20.920 
P3 20.575 71.495 
840.395 
4. Cálculo da Produção Vendida e do custo da Existência Final de 
produtos acabados (FIFO) 
Cálculo do custo da Produção Vendida (FIFO) 
Método da Identificação/Sequenciação dos Lotes 
P1 P2 P3 
UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total 
So PA 1.000 20,00 20.000 3.500 30,00 105.000 1.000 26,10 26.100 
Pt (So) 
M1 3.000 - - 400 - - - - - 
M2 750 - - 400 - - - - - 
CT 1.500 - - 300 - - - - - 
42.850 11.300 0 
Pt (período) 
M1 6.000 10,00 60.000 8.100 20,00 162.000 7.000 15,00 105.000 
M2 8.250 2,00 16.500 8.100 4,00 32.400 7.000 2,50 17.500 
CT 7.500 9,00 67.500 8.200 7,50 61.500 7.000 9,90 69.300 
P. VENDIDA 10.000 206.850 12.000 372.200 8.000 217.900 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 92 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Cálculo do valor do Stock Final (FIFO) 
P1 P2 P3 
UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total 
So PA 1.000 21,00 21.000 1.500 31,50 47.250 2.000 27,40 54.800 
Correctamente, para se calcular o custo dos produtos vendidos, deve ser 
efectuada a sequênciação dos lotes, isto é, se se trabalha com o FIFO, 
deverão ser identificados os lotes iniciais e completados com a produção 
do período até se obter a produção vendida. Esta é a forma correcta do 
ponto de vista conceptual. Contudo, no ISCAP, admite-se que se possa 
utilizar o custo médio da Pt, através do método simplificador. 
Cálculo do custo da Produção Vendida (Custo Médio da Pt) - Método Simplificador 
P1 P2 P3 
UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total 
So PA 1.000 20,00 20.000 3.500 30,00 105.000 1.000 26,10 26.100 
Pt 9.000 20,785 187.065 8.500 31,445 267.283 7.000 27,40 191.800 
P. VENDIDA 10.000 207.065 12.000 372.283 8.000 217.900 
Cálculo do custo unitário (médio) da Pt 
Custo da Pt Pt (UF) Custo Unitário 
P1 207.850 10.000 20,785 
P2 314.450 10.000 31,445 
P3 246.600 9.000 27,400 
Cálculo do valor do Stock Final (FIFO) 
P1 P2 P3 
UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total 
So PA 1.000 20,785 20.785 1.500 31,445 47.168 2.000 27,40 54.800 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 93 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
PRODUTOS FABRICADOS 
Si (PA) 
P1 20.000 
P2 105.000 
P2 26.100 151.100 
Pt 
P1 207.850 
P2 314.450 
P3 246.600 768.900 
920.000 
Produção Vendida 
P1 207.065 
P2 372.283 
P3 217.900 797.248 
Sf (PA) 
P1 20.785 
P2 47.168 
P3 54.800 122.753 
920.000 
RESOLUÇÃO DO PROFESSOR – DR. LUIS ABRANTES 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 94 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 95 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 96 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
EXERCÍCIO NR.º 8 – Dr. Luís Abrantes 
CÁLCULO DO CUSTO COMPLETO DA PRODUÇÃO EM PROCESSO 
PRODUTIVO SEGMENTADO – PRODUÇÃO MÚLTIPLA 
Considere uma unidade industrial com dois centros produtivos principais – Centro A e Centro B, com 
as seguintes características: 
1. No Centro A produz-se o produto P1, sendo parte comercializada e a parte restante transferida 
para o Centro B, onde se obtém os produtos P2 e P3. A produção do Centro A é medida em Kg 
de P1, sendo a produção do Centro B medida em UF de P2 e P3. 
2. As matérias-primas são incorporadas nos seguintes termos: 
 Centro A: M1 no início do processo, com um desperdício de 10%. 
 Centro B: M2 a 50% do processo; cada unidade de P2 consome 1,0 Kg de M2 e 2,0 
Kg de P1; cada unidade de P3 consome 2,0 Kg de M2 e 1,0 Kg de P1. 
3. Os tempos de laboração no Centro B são de 20 e 40 minutos para cada unidade de P2 e P3, 
respectivamente. 
4. A MOD e os GGF são incorporados linearmente ao longo do processo produtivo e os respectivos 
custos são imputados com base em orçamentos anuais de € 750.000 e € 1.500.000, 
respectivamente. 
5. Critério de valorimetria: FIFO 
INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DETERMINADO MÊS: 
6. Existências iniciais: 
☻ Centro A: 2.000 Kg de P1, com 50% de acabamento; valor de € 9.875 
☻ Armazém: 10.000 Kg de P1, no valor de € 50.000 
4.000 UF de P2, no valor de € 50.000 
3.000 UF de P3, no valor de € 27.000 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 97 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
7. Existências finais: 
☻ Armazém: 10.000 Kg de P1 
☻ Centro B: 4.000 UF de P2, com 75% de acabamento 
1.000 UF de P3, com 30% de acabamento 
8. Vendas: P1= 25.000 Kg a 5,35 €/Kg ; P2= 20.000 UF a 13,50 €/UF ; P3= 20.000 UF a 13,50 €/UF 
8. Custos do Período: 
M1 M2 
Matérias-primas 2,70 €/Kg € 27.000 
Centro A Centro B 
Mão-de-obra Directa € 49.200 € 26.800 
PEDIDOS: 
1. Cálculo do custo da produção terminada e do custo da existência final de produtos em curso. 
2. Apresentação das contas de FABRICAÇÃO Centro A e Centro B. 
3. Diga, justificando, qual será mais vantajoso: 
3.1. “A produção e venda de P2 ou P3”? 
3.2. “A venda de P1 sem transformação ou a venda de P1 transformado em P2 e P3”? 
SoP1 = 2.000 Kg 
CENTRO A PtP1 
P1 (kg) 
CENTRO B 
P2 e P3 (UF) 
PtP1 PtP2 
APA 
SfP1 = 10.000 Kg 
Produção Vendida → 
CLIENTES 
SfP2 = 4.000 UF 
SfP3 = 1.000 UF 
PtP3 
P1: 25.000 Kg ; 5,35 €/Kg 
P2: 20.000 UF ; 13,50 €/kg 
P3: 20.000 UF ; 13,50 €/Kg 
SoP1 = 10.000 Kg 
SoP2 = 4.000 UF 
SoP3 = 3.000 UF 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 98 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
CENTRO A: 
M1 ; 10% desperdício 
t 0% 100% 50% 
CENTRO B: 
VENDA 
SoP1 = 2.000 Kg ; €9.875,00 SfP1 = 0 Kg ; €0,00 
MP1 
MOD + GGF 
t 30% 
50% 75% 
0% 100% SfP3= 1.000 UF SfP2 = 4.000 UF 
PtP1 
SoP2 = 0 UF SoP3= 0 UF 
1. Cálculo do custo da Produção Terminada e do custo da 
Existência Final dos produtos em curso 
Em virtude do tipo de elementos que são disponibilizados no enunciado, temos de “partir” da 
Produção Vendida para chegar às Produções Terminadas. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 99 → 150 
PtP1 
PtP2 PtP3 
MOD + GGF
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Cálculo da Produção Terminada 
P1 (Kg) P2 (UF) P3 (UF) 
Produção Vendida + 25.000 20.000 20.000 
Stock final de PA + 10.000 0 0 
Stock inicial de PA – 10.000 4.000 3.000 
Produção Terminada 25.000 16.000 17.000 
SoPA  Pt SfPA  PvPt  Pv SfPA SoPA 
SoP1 = 10.000 Kg 
SoP2 = 4.000 UF 
SoP3 = 3.000 UF 
CENTRO B 
SoP1 = 2.000 Kg 
CENTRO A PtP1 
P1 (kg) 
PtP1 = 25.000 Kg 
APA 
SfP1 = 10.000 Kg 
Produção Vendida → 
Cômputo da Pe : UEA 
CENTRO B 
P1 e P2 (UF) 
SfP2 = 4.000 UF 
SfP3 = 1.000 UF 
PtP2 = 16.000 UF PtP3 = 17.000 UF 
P1: 25.000 Kg ; 5,35 €/Kg 
P2: 20.000 UF ; 13,50 €/kg 
P3: 20.000 UF ; 13,50 €/Kg 
P1 M2 CT 
PRODUTO P2 
UF/UEA ca UEA ca UEA 
PRODUÇÃO TERMINADA + 16.000 100% 16.000 100% 16.000 
STOCK FINAL PCF + 4.000 100% 4.000 75% 3.000 
STOCK INICIAL PCF – 0 0% 0 0% 0 
PRODUÇÃO EFECTIVA 20.000 20.000 19.000 
PRODUTO P3 P1 M2 CT 
PRODUÇÃO TERMINADA + 17.000 100% 17.000 100% 17.000 
STOCK FINAL PCF + 1.000 0% 0 30% 300 
STOCK INICIAL PCF – 0 0% 0 0% 0 
PRODUÇÃO EFECTIVA 18.000 17.000 17.300 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 100 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
CENTRO B – Ficha de incorporação de factores 
P2 (UF) P3 (UF) 
P1 Kg 2,00 1,00 
M2 Kg 1,00 2,00 
CT minutos 20,00 40,00 
CENTRO B – Incorporações de P1 em P2 e P3 
P2 (UF) P3 (UF) 
Produção Efectiva 20.000 18.000 UF 
Incorporação 2,00 1,00 Kg 
Total de necessidades de P1 40.000 18.000 Kg 
Total das necessidades de fabrico de P1 58.000 Kg 
PtP1 para venda (que vai para o APA) 25.000 Kg 
Total das Produções Terminadas de P1 83.000 Kg 
Cômputo da Pe de P1: UEA 
M1 CT 
PRODUTO P1 
UF/UEA ca UEA 
PRODUÇÃO TERMINADA + 83.000 100% 83.000 
STOCK FINAL PCF + 0 0% 0 
STOCK INICIAL PCF – 2.000 50% 1.000 
PRODUÇÃO EFECTIVA 81.000 82.000 
CENTRO A: 
10% desperdício 
90.000 Kg 
t 0% 100% 50% 
81.000Kg90% 
X100% X  90.000Kg 
81.000 Kg 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 101 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Taxa de desperdício 10% 
Incorporação de M1 90.000 Kg 
Custo M1 2,70 €/Kg 
Custo Total de M1 243.000,00 
CENTRO A 
81.000 Kg (1-Taxa Desperdício) 
Cálculo do custo global e unitário da Produção Efectiva de P1 
Custo Total P. Efectiva Custo Unitário 
M1 243.000,00 81.000 3,00 ou 2,70 : 0,90 
MOD 49.200,00 82.000 0,60 
GGF (*) 98.400,00 82.000 1,20 
TOTAL 390.600,00 4,80 
(*) Relação entre GGF e MOD com base no orçamento anual: 
2,00 
1.500.000,00  
750.000,00 
CENTRO B 
Cálculo do custo global e unitário da produção efectiva, por produtos 
FACTORES PRODUTOS CUSTOS PRODUÇÃO COEF. HOM. PROD. HOM. (Ph) CUSTO UNITÁRIO 
P1 P2 193.000 20.000 2,00 40.000 9,650 
P3 86.850 18.000 1,00 18.000 4,825 
279.850 58.000 
M2 P2 10.000 20.000 1,00 20.000 0,50 
P3 17.000 17.000 2,00 34.000 1,00 
27.000 54.000 
MOD P2 9.500 19.000 1,00 19.000 0,50 
P3 17.300 17.300 2,00 34.600 1,00 
26.800 53.600 
GGF P2 19.000 19.000 1,00 19.000 1,00 
P3 34.600 17.300 2,00 34.600 2,00 
53.600 P. Efectiva 53.600 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 102 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Cálculo da Produção Terminada e Existência Final do CENTRO A 
M1 CT 
PRODUTO P1 UF C. Unit. C.Total UF C. Unit. C.Total TOTAL 
De Exist. Inicial 2.000 ? ? 1.000 ? ? 9.875,00 
Do Período 81.000 3,00 243.000,00 82.000 1,80 147.600,00 390.600,00 
Produção Terminada 83.000 ? 83.000 ? 400.475,00 
Stock Final 0 0 0 0 0 0 0,00 
Kg 
400.475,00€  
83.000 
Kg 
4,825€ / 
FABRICAÇÃO CENTRO A 
SoP1 9.875 
M1 243.000 
Mod 49.200 
GGF 98.400 390.600 
400.475 
Produção Transferida para B 
P1 279.850 (58.000 Kg) 
Produção Transferida para Venda 
P1 120.625 (25.000 Kg) 
SfPCF 
400.475 
Síntese de Custos de P2 e P3 
(25.000 x 4,825 €) 
P2 P3 
Custo Total Custo Unitário Custo Total Custo Unitário 
Si (PCF) 
Consumos 
P1 193.000,00 9,650 86.850,00 4,825 
M2 10.000,00 0,500 17.000,00 1,000 
Mod 9.500,00 0,500 17.300,00 1,000 
GGF 19.000,00 1,000 34.600,00 2,000 
TOTAL 231.500,00 11,650 155.750,00 8,825 
CPtP2  16.00011,65  186.400,00 € 
CPtP3  17.0008,825  150.025,00 € 
Como não há Existências Iniciais (SoPCF) a Pt é valorizada 
exclusivamente a custos do Período. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 103 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
P2 P3 
PRODUÇÃO TERMINADA 16.000 17.000 
CUSTO UNITÁRIO TOTAL 11,650 8,825 
CUSTO DA PRODUÇÃO TERMINADA 186.400,00 150.025,00 
Cálculo do Custo da Existência Final da Produção em Curso 
P1 M2 CT 
UF C. Unit. C.Total UF C. Unit. C.Total UF C. Unit. C.Total TOTAL 
Exist. Final P2 4.000 9,650 38.600 4.000 0,500 2.000 3.000 1,500 4.500 45.100,00 
Exist. Final P3 1.000 4,825 4.825 0 1,000 0,00 300 3,000 900 5.725,00 
FABRICAÇÃO CENTRO B 
Si (PCF) 
SoP2 
SoP3 
Consumos 
Pt Cº A 279.850 
M2 27.000 
Mod 26.800 
GGF 53.600 387.250 
387.250 
Produção Terminada 
P2 186.400 
P3 150.025 336.425 
SfPCF 
P2 45.100 
P3 5.725 50.825 
387.250 
Cálculo do Custo da Produção Vendida – CENTRO A (FIFO) 
P1 
UF C. Unit. C.Total 
Exist. Inicial PA 10.000 5,00 50.000 
Produção Terminada 15.000 4,825 72.375 
Produção Vendida 25.000 122.375 
Exist. Final PA 10.000 4,825 48.250 
Cálculo do Custo da Produção Vendida – CENTRO B (FIFO) 
P2 P3 
UF C. Unit. C.Total UF C. Unit. C.Total 
Exist. Inicial PA 4.000 12,50 50.000 3.000 9,00 27.000 
Produção Terminada 16.000 11,65 186.400 17.000 8,825 150.025 
Produção Vendida 20.000 236.400 20.000 177.025 
Exist. Final PA 0 11,65 0 0 8,825 0 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 104 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Qual será mais vantajoso? Produzir e vender P2 ou P3? 
Cálculo das Margens Brutas 
P2 P3 
Vendas 270.000 210.000 
Custos das Vendas 236.400 177.025 
Margens Brutas 33.600 32.975 
Qtd. Vendida (UF) 20.000 20.000 
Margem Unitária (€/UF) 1,68 1,648 
270.000  20.000UF 13,50€ / Kg 
210.000  20.000UF 10,50€ / Kg 
CONCLUSÃO: 
P2 é mais rentável em termos absolutos e unitários do que P3. 
Tem que se efectuar a análise através da Margem Unitária (a quantidade de P3 poderia ser 
diferente da quantidade de P2). 
A venda de P1 (sem transformação) ou a venda de P1 transformado 
em P2 e P3? Qual será mais vantajoso? 
Cálculo das Margens Brutas 
P1 
Vendas 133.750 
Custos das Vendas 122.375 
Margens Brutas 11.375 
Qtd. Vendida 25.000 Kg 
Margem Unitária (€/Kg) 0,4550 
25.000Kg 5,35€ / Kg  133.750,00 € 
CONCLUSÃO: 
P22Kg  0,910€ / UF  
P31Kg  0,455€ /UF  
É mais rentável transformar P1 em P2 e P3. Note-se que P2 incorpora 2Kg de P1, a que 
corresponde uma margem de 0,4550 x 2Kg = €0,910, inferior a €1,680 e €1,6488 em P2 e P3. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 105 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
EXAME 11-JAN-2007 – I PARTE 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 106 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
RESOLUÇÃO DO PROF. DR. LUÍS ABRANTES 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 107 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 108 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 109 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 110 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 111 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 112 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
PARTE III – A VALORIZAÇÃO DA PRODUÇÃO NAS UNIDADES INDUSTRIAIS 
CAPÍTULO I – O custo das produções efectivas e terminadas – processo produtivo disjunto 
1. A avaliação da produção a custos reais 
2. A relevância dos custos dos factores produtivos 
3. A importância da análise do comportamento dos custos face ao volume da actividade 
4. Técnicas de custeio: custeio total, custeio variável e custeio racional 
4.1. A aplicação da técnica do custeio total ou completo 
4.1.1. As componentes do custo de produção 
4.1.2. A problemática da valorização da produção a custeio total 
4.2. A avaliação da produção a custeio racional 
4.3. A importância do custeio variável para a decisão 
4.3.1. Os efeitos da avaliação da produção a custo variável 
4.3.2. O debate: custeio variável vs custeio total 
5. Métodos de custeio 
5.1. Método indirecto ou custos por processos ou fases 
5.2. Método directo ou custos por ordens de produção 
CAPÍTULO II – As novas metodologias de custeio 
1. O problema da imputação dos gastos indirectos ao custo dos produtos 
1.1. O contributo do método dos centros de análise ou método das secções homogéneas 
1.2. A importância da repartição dos gastos gerais de fabrico (GGF) 
1.3. A aplicação prática do método 
2. As críticas dirigidas ao método das secções pelos autores do custeio baseado nas actividades 
(ABC) 
3. A comparação entre o custeio ABC e o custeio tradicional. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 113 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
REPARTIÇÃO DE GASTOS GERAIS DE FABRICO 
(problemática da imputação dos G.G.F.) 
Gastos Gerais de Fabrico 
 São todos os custos comuns da área fabril que não respeitam às matérias-primas e à mão-de-obra 
directa; 
 Podem também ser custos directos do produto, mas que pelo seu reduzido valor são incluídos 
nos encargos gerais de fabrico; 
 São difíceis de repartir (p.ex., é difícil saber-se quanto gasta de electricidade determinado 
equipamento, ou então, teria de se suportar um custo elevado para se obter tal informação), daí a 
necessidade de se determinar uma taxa/coeficiente de imputação; 
 O “peso”/importância dos G.G.F. tem vindo a aumentar, no total dos custos de produção 
(transferência de custos directos para indirectos: desenvolvimento tecnológico/automação, o que 
aumenta os custos com equipamentos e MOI, em detrimento da MOD; aumento dos custos da 
energia; a própria exigência crescente de uma gestão mais eficiente, face às mudanças operadas 
no ambiente interno e externo das empresas); 
A forma mais utilizada de repartir os G.G.F. é através da utilização de coeficiente teóricos (taxas de 
imputação pré-determinadas) em detrimento dos coeficientes reais (taxas de imputação com base 
em valores do período). 
Nem sempre se pode esperar pelo final do mês para se calcular os coeficientes de imputação. 
Seguramente esta acção produziria inconvenientes na eficiência da empresa. Assim, determinam-se 
as quotas teóricas a imputar aos produtos ou às ordens de fabrico com base em valores previsionais 
do ano. 
GGFREAIS 
BASE IMPUTAÇÃOREAL 
.  
COEF REAL 
. 
GGFPREVISIONAIS ANO 
.  . 
BASE IMPUTAÇÃOPREVISIONAL ANO 
COEF TEÓRICO 
. . 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 114 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
EXERCÍCIO NR.º 1 – Dr. Luís Abrantes1 
1. Uma determinada unidade industrial é constituída por centros principais – CA e CB – onde 
decorrem as duas fases de elaboração dos produtos, e por três centros auxiliares – CX, CY e CZ. 
2. Os gastos gerais de fabrico de determinado mês foram os seguintes (valores em €): 
A B X Y Z 
Mão de Obra Indirecta 25.000,00 40.000,00 4.875,00 6.375,00 3.087,50 
Renda da Fábrica: 18.000,00 
Electricidade: 17.550,00 
Limpeza da Fábrica: 4.500,00 
Reparações CY: 2.650,00 
Amortizações: taxa anual de 12% 
3. Para a repartição dos gastos gerais de fabricos, identificados anteriormente, é conhecida a 
seguinte informação: 
Áreas ocupadas (m2) Consumo de Energia (kWh) Equipamento (€) 
CA 1.000 60.000 1.260.000,00 
CB 2.000 150.000 1.616.000,00 
CX 200 6.000 60.000,00 
CY 300 12.000 60.000,00 
CZ 100 6.000 100.000,00 
A matriz de repartição dos custos auxiliares pelos principais revela a seguinte estrutura: 
DESTINO A B X Y Z TOTAL 
ORIGEM 
Centro X 50% 35% 10% 5% 100% 
Centro Y 45% 40% 10% 5% 100% 
Centro Z 30% 70% 100% 
PEDIDO: 
Repartição dos Gastos Gerais de Fabrico (repartição primária) e subsequente redistribuição dos 
custos dos centros auxiliares e imputação aos centros principais (repartição secundária). 
1 Fonte: ISCAP – Exercícios de Contabilidade de Gestão Avançada. Ano lectivo 2007-2008. Adaptado. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 115 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
CENTROS PRINCIPAIS CENTROS AUXILIARES 
REPARTIÇÃO DOS GGF A B X Y Z TOTAL 
Repartição Primária 
MOI 25.000,00 40.000,00 4.875,00 6.375,00 3.087,50 79.337,50 
Renda + Limpeza Fábrica 6.250,00 12.500,00 1.250,00 1.875,00 625,00 22.500,00 
Electricidade 4.500,00 11.250,00 450,00 900,00 450,00 17.550,00 
Conservação e Reparação --- --- --- 2.650,00 --- 2.650,00 
Amortizações do Exercício 12.600,00 16.160,00 600,00 600,00 1.000,00 30.960,00 
48.350,00 79.910,00 7.175,00 12.400,00 5.162,50 152.997,50 
Repartição Secundária 
Centro X 4.250,00 2.975,00 - 8.500,00 850,00 425,00 0,00 
Centro Y 5.962,50 5.300,00 1.325,00 - 13.250,00 662,50 0,00 
Centro Z 1.875,00 4.375,00 0,00 0,00 - 6.250,00 0,00 
TOTAL GGF 60.437,50 92.560,00 0,00 0,00 0,00 152.997,50 
REPARTIÇÃO PRIMÁRIA 
Começa-se por preencher na coluna “TOTAL” os valores totais que fazem parte da repartição primária 
dos GGF (por natureza de gastos). Por exemplo, o total dos gastos com a Mão-de-Obra Indirecta 
corresponde ao somatório dos valores afectados aos centros (valores esses que foram dados no 
enunciado), e que corresponde a € 79.337,50. 
Seguidamente, terá de se distribuir aqueles gastos totais pelos centros (o que obrigará fazer alguns 
cálculos), para que seja concluído o preenchimento da tabela quanto à Repartição Primária. Assim, 
temos: 
Distribuição da Renda e Limpeza da Fábrica 
Como a base de imputação para a Renda e para a Limpeza da Fábrica é a mesma – em função da 
área ocupada – poderemos agrupar estes dois tipos de GGF (na resolução do exame poupa-se 
tempo). 
Renda + Limpeza  18.000,00  4.500,00  22.500,00 € 
Área 1.000 2.000 200 300 100 3.600m2 TOTAL       
GGF 22.500,00 
Incorpora-se no custo dos produtos fabricados, por 
€/m2 . 2    
Coeficiente de Imputação 6,25 
BASE IMPUTAÇÃO m 
3.600 
cada m2 de área ocupada, € 6,25 de GGF (gastos na 
Renda e Limpeza). 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 116 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
CENTRO A: 1.000 m2 x 6,25 € = 6.250,00 € 
CENTRO B: 2.000 m2 x 6,25 € = 12.500,00 € 
CENTRO X: 200 m2 x 6,25 € = 1.250,00 € 
CENTRO Y: 300 m2 x 6,25 € = 1.875,00 € 
CENTRO Z: 100 m2 x 6,25 € = 625,00 € 
Distribuição da Electricidade 
A base de imputação dos gastos com a electricidade é dada no enunciado – Consumo de Energia 
(kWh). 
ConsumoTOTAL  60.000 150.000  6.000 12.000  6.000  234.000kWh 
GGF 17.550,00 
€/kWh 
   
BASE IMPUTAÇÃO kWh 
Coeficiente de Imputação 0,075 
234.000 
. 
CENTRO A: 60.000 kWh x 0,075 € = 4.500,00 € 
CENTRO B: 150.000 kWh x 0,075 € = 11.250,00 € 
CENTRO X: 6.000 kWh x 0,075 € = 450,00 € 
CENTRO Y: 12.000 kWh x 0,075 € = 900,00 € 
CENTRO Z: 6.000 kWh x 0,075 € = 450,00 € 
Incorpora-se no custo dos produtos 
fabricados, por cada unidade de kWh 
de consumo de energia, € 0,075 de GGF 
(gasto de electricidade). 
Distribuição das Amortizações do Exercício 
Como a taxa anual de amortização é de 12%, teremos uma taxa mensal de 1%, que iremos fazer 
incidir nos valores dos equipamentos (estes dados no enunciado). 
CENTRO A: 1.260.000,00 x 0,01 = 12.600,00 € 
CENTRO B: 1.616.000,00 x 0,01 = 16.160,00 € 
CENTRO X: 60.000,00 x 0,01 = 600,00 € 
CENTRO Y: 60.000,00 x 0,01 = 600,00 € 
CENTRO Z: 100.000,00 x 0,01 = 1.000,00 € 
REPARTIÇÃO SECUNDÁRIA 
A redistribuição dos custos dos centros auxiliares e imputação aos centros principais (repartição 
secundária) é feita com apoio à matriz dada: 
DESTINO A B X Y Z TOTAL 
ORIGEM 
Centro X 50% 35% 10% 5% 100% 
Centro Y 45% 40% 10% 5% 100% 
Centro Z 30% 70% 100% 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 117 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Fazendo a leitura na vertical, o centro auxiliar X recebe 10% do centro auxiliar Y, o centro auxiliar Y 
recebe 10% do centro auxiliar X, o centro auxiliar Z recebe 5% do centro auxiliar X e mais 5% do 
centro auxiliar Y. 
Repare-se que não existe auto-consumo: o centro auxiliar não recebe de si próprio (um exemplo 
frequente de auto-consumo é a existência de centros auxiliares de fornecimento de energia que 
consomem também eles próprios energia para poder gerar energia para os centros principais). 
Há pois que calcular o custo total da produção de cada centro auxiliar para depois imputá-los aos 
centros principais. 
X – custo total da produção do centro auxiliar X 
Y – custo total da produção do centro auxiliar Y 
Z – custo total da produção do centro auxiliar Z 
X  7.175,00 10%.Y X  8.500,00 
Y  12.400,00 10%.X Y  13.250,00 
Z  5.162,50  5%.X  5%.Y Z  6.250,00 
Estes valores terão que ser inscritos na tabela (Repartição Secundária) na coluna vertical e horizontal 
do centro em causa. 
Como representam custos que “vão sair” desse centro auxiliar e posteriormente divididos pelos 
restantes centros (principais e auxiliares), são valores negativos. 
Note-se que, em relação ao centro auxiliar X, o custo apurado para o total da sua produção foi de € 
8.500,00. Este valor foi distribuído, de acordo com a matriz de repartição secundária: € 4.250,00 
(50%) para o centro principal A; € 2.975,00 (35%) para o centro principal B; € 850,00 (10%) para o 
centro auxiliar Y; e por último (para totalizar os 100%), € 425,00 (5%) para o centro auxiliar Z. 
O centro X tem custos directos de € 7.175,00. No entanto recebe 10% do centro Y (prestações 
recíprocas). 
Repare-se que o total dos GGF para os centros auxiliares é zero. 
Não poderia ser de outra forma, pois os valores daqueles são absorvidos pelos centros principais. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 118 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
EXERCÍCIO NR.º 2 – Dr. Luís Abrantes 
DADOS: 
1. Uma unidade industrial é constituída por três centros principais e quatro centros auxiliares: 
 CENTROS PRINCIPAIS 
 Centro A: 1ª Fase de elaboração dos produtos 
 Centro B: 2ª Fase de elaboração dos produtos 
 Centro C: Fases de acabamento, verificação e embalagem 
 CENTROS AUXILIARES 
 Centro X: Serviços gerais (direcção técnica, planeamento, controlo fabril,…) 
 Centro Y: Produção de vapor 
 Centro W: Manutenção dos equipamentos 
 Centro Z: Transformação de energia eléctrica 
2. Os critérios de imputação dos custos dos centros auxiliares são os seguintes: 
CENTROS CRITÉRIOS DE IMPUTAÇÃO 
 Centro X: Aos centros principais, proporcionalmente à MOD desses centros 
 Centro Y: % do consumo de vapor 
 Centro W: Com base nos serviços prestados a cada um dos centros 
 Centro Z: % do consumo de energia, com base em contadores instalados em cada centro 
3. O edifício onde está instalada a unidade industrial foi adquirido por 200.000 euros, sendo 
amortizado por quotas constantes, com vida útil de 20 anos. 
4. Valor de aquisição dos equipamentos por centros (€): 
CENTROS VALOR 
A 200.000 
B 120.000 
C 60.000 
Y 40.000 
W 30.000 
Z 50.000 
500.000 
Método de cálculo das amortizações: quotas constantes. Vida útil: 8 anos 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 119 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
5. Apresenta-se em ANEXO a repartição (primária) de alguns gastos gerais de fabrico pelos centros 
principais e auxiliares. 
6. Programa de lubrificação dos Serviços de Manutenção aos centros principais: 
CENTROS NR.º DE MÁQUINAS PERIODICIDADE CONSUMO POR LUBIRIFICAÇÃO (Kg) 
A 4 Trimestral 200,0 
B 12 Mensal 100,0 
C 10 Mensal 20,0 
O custo do consumo dos lubrificantes destes centros foi de 5.700 euros. 
7. A mão-de-obra directa reparte-se pelos centros produtivos nos seguintes termos (€): 
TOTAL A B C 
50.000 10.000 15.000 25.000 
8. Da leitura dos contadores obteve-se a seguinte distribuição relativa de consumo de energia 
eléctrica 
A B C X Y W Z 
36,0% 27,0% 16,2% 0,9% 2,7% 7,2% 10,0% 
9. A produção de vapor teve a seguinte afectação: 
A B C Geral 
45,0% 30,0% 20,0% 5,0% 
10. Os serviços prestados pelo centro W – Manutenção de Equipamento – distribuem-se: 
A B C X Y 
55,0% 20,0% 15,0% 2,0% 8,0% 
11. Critérios de imputação dos custos dos centros principais aos produtos: 
CENTROS CRITÉRIOS DE IMPUTAÇÃO 
 Centro A: % à mão-de-obra directa 
 Centro B: % ao peso dos produtos 
 Centro C: % ao número de unidades homogeneizadas 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 120 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
12. Aplicação de mão-de-obra aos produtos no centro A: 
a P1 a P2 a P3 a P4 TOTAL 
1.500 5.000 1.500 2.000 10.000 
13. Produção efectiva e armazenada 
Toneladas 
P1 P2 P3 P4 
100 200 150 50 
14. Os coeficientes de homogeneização foram calculados com base no custo primário de cada 
tonelada de produto no centro A. 
15. O custo das matérias-primas é de 100 euros por tonelada. O aproveitamento das matérias-primas 
é total. 
PEDIDOS: 
1. Repartição dos Gastos Gerais de Fabrico e subsequente redistribuição dos custos dos centros 
auxiliares e imputação aos centros principais. 
2. Imputação dos GGF ao custo contabilístico dos produtos 
NOTA: Sugere-se a criação de um centro meramente contabilístico para colectar os custos imputáveis 
em função da área ocupada por cada centro de actividade, cuja repartição é a seguinte: 
A B C X Y W Z 
25,0% 25,0% 20,0% 12,0% 4,0% 8,0% 6,0% 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 121 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
ANEXO 
Repartição de Gastos Gerais de Fabrico 
CENTROS PRINCIPAIS CENTROS AUXILIARES 
Fase 1 Fase 2 Acabamº Sos Gerais Vapor Manuten. Energ. Ele. Comum-Edif 
TOTAL A B C X Y W Z K 
REPARTIÇÃO PRIMÁRIA 
Custo das Matérias Consumidas 
Materiais de consumo corrente 6.990 1.776 1.518 1.376 930 715 480 195 
Sobressalentes de máquinas 7.840 3.000 2.000 500 500 1.340 500 
Fornecimentos e serviços externos 
Electricidade 16.300 
Combustíveis 7.820 
Lubrificantes 6.200 300 200 
Ferramentas e utensílios 1.200 200 300 300 50 300 50 
Comunicação 3.000 
Seguro do Equipamento 5.000 
Seguro do edifício 3.000 
Conservação e reparação de edifícios 1.000 
Trabalhos Especializados (assistª extª eqº) 6.000 6.000 
Impostos – IMI 2.650 
Custos com o pessoal 
Mão-de-obra indirecta 100.000 30.000 25.000 20.000 5.000 16.000 4.000 
Ordenados 50.000 5.000 4.000 6.000 23.000 1.500 7.000 3.500 
Encargos sobre remunerações 32.000 
Seguros de Acidentes de Trabalho 6.000 
Amortizações do exercício 
Edifícios e outras construções 10.000 
Equipamento básico 62.500 
Equipamento Administrativo 2.500 
TOTAL DOS GASTOS GERAIS 330.000 
REDISTRIBUIÇÃO DE CUSTOS 
CENTROS AUXILIARES 
X 
YWZ 
K 
TOTAL DOS GASTOS GERAIS 330.000 0 0 0 0 0 
EMBORA NÃO ESTEJA AQUI A RESOLUÇÃO, ESTE EXERCÍCIO FOI RESOLVIDO NA AULA 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 122 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
EXERCÍCIO NR.º 1 – Dra. Maria Hélder – Repartição de Custos por C.os de Responsabilidade 
Considere uma empresa Alfa SA cuja unidade industrial tem o seu sector fabril organizado do 
seguinte modo: dois centros produtivos A, B e três centros auxiliares X, Y, e Z. 
INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DETERMINADO MÊS DO ANO “N”: 
Repartição Primária (valores em €) 
DESCRIÇÃO A B X Y Z TOTAL 
Custos Fixos 39.000,00 46.300,00 30.450,00 11.500,00 34.250,00 161.500,00 
Custos Variáveis 9.032,00 14.500,00 21.640,00 3.800,00 3.078,00 52.050,00 
Custos Totais 48.032,00 60.800,00 52.090,00 15.300,00 37.328,00 213.550,00 
Matriz das prestações de serviços (em unidade de obra – UO) 
DESCRIÇÃO A B X Y Z TOTAL 
Centro X 1.000 750 500 --- 250 2.500 
Centro Y 600 1.500 750 --- 900 3.750 
Centro Z 250 200 50 --- --- 500 
PEDIDOS: 
1. Partindo dos elementos acima, calcule o custo das unidades de obra (unidade de custeio) 
dos centros X, Y e Z. 
2. Calcule os custos dos centros de produção A e B. 
RESOLUÇÃO: 
Unidades de Obra (UO) correspondem a unidades físicas – por exemplo, horas. Por unidade de 
custeio entende-se o valor unitário da unidade de obra. 
CENTROS PRINCIPAIS CENTROS AUXILIARES 
REPARTIÇÃO DOS GGF A B X Y Z TOTAL 
Repartição Primária 48.032,00 60.800,00 52.090,00 15.300,00 37.328,00 213.550,00 
Repartição Secundária 
Centro X 30.000,00 22.500,00 (60.000,00) --- 7.500,00 0,00 
Centro Y 2.448,00 6.120,00 3.060,00 (15.300,00) 3.672,00 0,00 
Centro Z 24.250,00 19.400,00 4.850,00 --- (48.500,00) 0,00 
TOTAL GGF 104.730,00 108.820,00 0,00 0,00 0,00 213.550,00 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 123 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
O centro X tem auto-consumo (poderá verificar-se na matriz das prestações de serviços que o centro 
X recebeu de si próprio 500 unidades de obra). Estas 500 unidades de obra vão ser redistribuídas 
pelos centros A, B, e Z. Isto é, os valores indicados na matriz das prestações de serviços 
relativamente à distribuição que o centro X faz para os restantes centros (1.000 UO para A, 750 UO 
para B, e 250 UO para Z) vão ser recalculados para ter em linha de conta a incorporação das 500 UO 
de auto-consumo. 
CENTRO X – produziu um total de 2.500 UO 
1,25 
 
2.500 500  2.000 
UO 
 
2.500 
UO UO 
2.000 
UO 
UO 
CENTRO A: 1.000 UO x 1,25 = 1.250 UO 
CENTRO B: 750 UO x 1,25 = 937,5 UO 
CENTRO Z: 250 UO x 1,25 = 312,5 UO 
A matriz das prestações de serviços (em UO) passa a ter nova configuração: 
DESCRIÇÃO A B X Y Z TOTAL 
Centro X 1.250 937,5 --- --- 312,5 2.500 
Centro Y 600 1.500 750 --- 900 3.750 
Centro Z 250 200 50 --- --- 500 
Passemos à redistribuição dos custos dos centros auxiliares e imputação aos centros principais 
(repartição secundária): 
X – custo total da produção do centro auxiliar X 
Y – custo total da produção do centro auxiliar Y 
Z – custo total da produção do centro auxiliar Z 
X  2.500UO x  ; sendo x  a unidade de custeio do centro X x   24,00€ 
Y  3.750UO y  ; sendo y  a unidade de custeio do centro Y y   4,08€ 
Z  500UO z  ; sendo z  a unidade de custeio do centro Z Z  97,00€ 
X  2.500UO  24,00€  60.000,00€ 
Y  3.750UO  4,08€  15.300,00€ 
Z  500UO 97,00€  48.500,00€ 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 124 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
MÉTODOS DE CUSTEIO – DIRECTO, INDIRECTO E MISTO 
(Métodos de Apuramento do Custo dos Produtos) 
MÉTODO DIRECTO (job order costing) 
…ou de Custos Específicos; 
…ou de Custos por Lotes de Fabrico; 
…ou de Custos por Obra, Encomenda 
…ou de Custos por Tarefas 
Aplica-se a empresas cuja produção é diversificada ou descontínua, conseguindo-se com relativa 
facilidade distinguir e determinar (em qualidade e quantidade) cada um dos produtos ou lote de 
produtos em fabrico. 
O facto da actividade da empresa estruturar-se em ordens de fabrico específicas possibilita a 
imputação directa dos respectivos custos. O produto é monitorizado ao longo de todo o processo 
produtivo, sendo portanto identificados e determinados todos os custos directos à produção. Estes são 
acumulados numa ficha de custeio. 
Assim, à encomenda (a pedido do cliente ou de outro departamento da empresa) é atribuído um 
número que fará parte da ficha de custo. Neste documento serão acumulados todos os custos 
respeitantes à obra (MP, Mod, quota-parte de GGF). 
Para imputação dos GGF (overhead charges) às Ordens de Fabrico são utilizadas taxas de imputação 
predeterminadas: 
TAXA IMPUTAÇÃO GGF 
BASE IMPUTAÇÃOHMod HUEq 
. ; 
.  
HMod: horas de mão-de-obra directa (Labor Time Ticket: actualmente as máquinas fazem a validação do tempo de trabalho do operador). 
HUEq: horas de utilização do equipamento. 
Estas taxas determinadas à priori poderão originar diferenças de imputação entre os GGF 
orçamentados e os efectivamente verificados no período. 
 DI  GGFEFECTIVOS GGFIMPUTADOS PERÍODO 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 125 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Não sendo significativa a diferença, esta será contabilizada em contas próprias (Resultados Analíticos 
ou Resultados Industriais). 
Caso a diferença seja significativa (regra geral, mais de 5%), deve-se ratear o desvio pela produção 
(encomendas ultimadas ou em curso). 
VER SITE DO AUTOR HORNGREN 
VANTAGENS DO MÉTODO: 
 Controlo detalhado dos resultados através da comparação dos custos de cada OF (obra de 
fabrico) com o respectivo valor de venda. 
 Ajustamentos/correcções de orçamentos futuros por análise/comparação com resultados 
passados. 
 Controlar a eficiência dos departamentos da empresa através da comparação entre os custos 
orçamentados (apresentado ao cliente) e os efectivamente suportados. 
INCONVENIENTES DO MÉTODO: 
 Os custos administrativos são significativos (verificação e comparação das encomendas). 
 O custo total surge apenas com o fecho da encomenda. 
 As ordens de produção não dependem do período contabilístico. 
 Não reflecte determinados factos de carácter conjuntural (greves, rupturas de 
aprovisionamento, avaria de máquinas, etc). 
Este sistema de custeio é utilizado por empresas de construção naval, metalomecânica, reparação de 
automóveis, serviços profissionais, e todas as que produzem por encomendas específicas. 
MÉTODO INDIRECTO ou de CUSTOS POR PROCESSOS (process costing) 
…ou de Custos por Fases de Fabrico 
…ou o método que se tem vindo a utilizar até agora no cálculo da Medida da Produção 
Aplica-se a empresas cuja produção não é diversificada (produtos homogéneos) ou que se desenrola 
de forma contínua ou ininterrupta, existindo a dificuldade (e por não ser também economicamente 
viável) na individualização dos produtos durante as fases de fabrico, acumulando-se sim os custos 
(por mês) em centros de fabricos. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 126 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Conhecem-se assim as quantidades produzidas e respectivos graus de acabamento, converte-se em 
UEA as produções realizadas em termos de MP, Mod e GGF. Finalmente é feita a imputação dos 
custos do mês às unidades efectivamente produzidas e às unidades em curso de fabrico no final do 
período. 
EXERCÍCIO: CUSTEIO POR ORDENS DE PRODUÇÃO (M. DIRECTO) – Dr. Luís Abrantes 
1. Uma unidade industrial integrada por cinco centros de custo: os centros principais A e B e os 
centros auxiliares X, Y e Z. 
2. Fabricação por encomenda, sob a especificação dos clientes. 
3. Adopção de custos efectivos, com recurso, ao longo do exercício, a quotas predeterminadas para 
a imputação dos gastos gerais de fabrico. 
4. Incorporação de matérias-primas exclusivamente no centro A (todas as encomendas passam, 
sucessivamente, pelo centros A e B). 
5. Relevação digráfica por centros (contas previstas no plano contabilístico, além de outras: 
Laboração – Centro A e Laboração – Centro B. 
6. Encomendas facturadas aos clientes pelo valor da transferência das linhas de fabrico para o 
armazém de produtos acrescido de 45%. 
7. Critérios de imputação dos gastos gerais de fabrico às encomendas: 
 Centro A – proporcionalmente ao número de horas de utilização do respectivo 
equipamento (HUEq). 
 Centro B – proporcionalmente ao número de horas de mão-de-obra directa (no 
próprio centro). 
DADOS RESPEITANTES A UM DETERMINADO PERÍODO 
1. Inexistência de “stocks” iniciais de encomendas ultimadas. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 127 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
2. Inventário inicial de encomendas em curso de fabrico: 
CENTRO A CENTRO B 
Nº Encª TOTAL M.P. H.M.O. C.M.O H.U.E. G.G.F. H.M.O. C.M.O. G.G.F. 
1015 5.350,00 € 4.000,00 € 100 150,00 € 80 800,00 € 50 100,00 € 300,00 € 
1020 7.160,00 € 6.000,00 € 80 160,00 € 70 700,00 € 40 60,00 € 240,00 € 
1030 600,00 € 500,00 € 10 20,00 € 8 80,00 € 
13.110,00 € 10.500,00 € 190 330,00 € 158 1.580,00 € 90 160,00 € 540,00 € 
3. Síntese do “Registo de Encomendas Ultimadas”: 
CENTRO A CENTRO B 
Nº Encª TOTAL M.P. H.M.O. C.M.O H.U.E. G.G.F. H.M.O. C.M.O. G.G.F. 
…. …. …. …. …. …. …. …. …. …. 
637.770,00 € 388.500,00 € 28.810 24.610,00 € 19.915 159.620,00 € 9.990 16.980,00 € 48.060,00 € 
4. Inventário final de encomendas em curso de fabrico: 
CENTRO A CENTRO B 
Nº Encª TOTAL M.P. H.M.O. C.M.O H.U.E. G.G.F. H.M.O. C.M.O. G.G.F. 
1030 20.900,00 € 18.000,00 € 300 600,00 € 203 1.640,00 € 100 180,00 € 480,00 € 
1050 4.440,00 € 4.000,00 € 80 120,00 € 40 320,00 € ---- ---- ---- 
25.340,00 € 22.000,00 € 380 720,00 € 243 1.960,00 100 180,00 € 480,00 € 
5. Inventário final de encomendas ultimadas: constituído apenas pela encomenda n.º 1.049 cujo 
custo a seguir se detalha: 
 Matérias-primas 10.000,00 
 Centro A 
 Mão-de-obra 400,00 
 Gastos Gerais de Fabrico imputados 2.400,00 
 Centro B 
 Mão-de-obra 300,00 
 Gastos Gerais de Fabrico imputados 720,00 
13.820,00 
6. Custos directos dos diferentes centros (valores em €): 
 Centro A 43.000,00 
 Centro B 40.000,00 
 Centro X 24.000,00 
 Centro Y 44.000,00 
 Centro Z 49.000,00 
TOTAL 200.000,00 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 128 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Consumos relativos dos serviços dos Centros Auxiliares: 
CENTROS DESTINATÁRIOS DOS SERVIÇOS 
Centros Auxiliares A B X Y Z 
X 40% 30% ---- 15% 15% 
Y 50% 20% 20% ---- 10% 
Z 60% 30% 10% ---- ---- 
PEDIDOS: 
1. Cálculo, em quadros tecnicamente adequados, dos valores necessários à satisfação dos pedidos 
seguintes: 
 Custo da Produção Efectiva por centros produtivos. 
 Custo da Produção Terminada por centros produtivos. 
 Custo da Produção Vendida. 
 Repartição secundária dos GGF efectivos. 
 Apuramento das Diferenças de Imputação. 
2. Relevação digráfica das operações anteriores. 
APURAMENTO DO CUSTO DAS PRODUÇÕES EFECTIVAS E TERMINADAS 
Pt ou 
Enc. Ultim. 
SoAPA=0 € 
SoPCF=600 € SoPCF=12.510 € 
MP PtA=581.160 € 
AMP Centro A Centro B APA 
PV 
SfPCF=20.900 € SfAPA=13.820 € 
(enc. n.º 1049) 
SfPCF=4.440 € 
A produção terminada (ou encomendas ultimadas) que é transferida para o armazém de Produtos Acabados (ou 
Armazém de Encomendas Ultimadas) é constituída pela produção efectivamente ocorrida no período, mais a variação 
nas Existências. 
SoPCF  Pe SfPCF  PtPe  Pt SfPCF SoPCF 
Pelos dados do enunciado, conseguimos determinar a Produção Efectiva (total e por centros produtivos). 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 129 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
CENTRO A CENTRO B 
C. TOTAIS M.P. H.M.O. C.M.O H.U.E. G.G.F. H.M.O. C.M.O. G.G.F. 
Enc. Ultimadas 637.770,00 € 388.500,00 € 20.810 24.610,00 € 19.915 159.620,00 € 9.990 16.980,00 € 48.060,00 € 
Exist. Final PCF 25.340,00 € 22.000,00 € 380 720,00 € 243 1.960,00 € 100 180,00 € 480,00 € 
Exist. Iniciais PCF 13.110,00 € 10.500,00 € 190 330,00 € 158 1.580,00 € 90 160,00 € 540,00 € 
PROD. EFECTIVA 650.000,00 € 400.000,00 € 21.000 25.000,00 € 20.000 160.000,00 € 10.000 17.000,00 € 48.000,00 € 
Conclui-se que: 
 O custo da Produção Terminada transferida do centro B para o APA é de € 637.770,00. 
 As existências finais no centro B estão valorizadas por € 20.900,00 (note-se que, pelo facto de existir dois centros e a produção das 
encomendas transferir-se sucessivamente do centro A para o centro B, o valor pelo qual estão valorizadas as existências finais em B – 
encomenda n.º 1.030 – corresponde à acumulação dos custos desde o centro A até ao centro B, para aquela encomenda. Aliás, se ao 
custo total das existências finais dos produtos em curso de fabrico – de € 25.340,00 – retiramos o valor da existência final/encomenda n.º 
1.050 no centro A – de € 4.440,00 –, obteremos a diferença de € 20.900,00). 
 As existências iniciais no centro B (encomendas nrs.º 1.015 e 1.020) estão valorizadas por € 12.510,00. 
 O custo da Produção Efectiva do centro B é de € 646.160,00. 
CENTRO A 
M.P. MOD GGF TOTAL 
INCORPORAÇÃO + 400.000,00 € 25.000,00 € 160.000,00 € 585.000,00 € 
Exist. Inicial PCF (encomenda n.º 1.030) + 500,00 € 20,00 € 80,00 € 600,00 € 
Exist. Final PCF (encomenda n.º 1.050) – 4.000,00 € 120,00 € 320,00 € 4.440,00 € 
PROD. TERMINADA (PtA) 396.500,00 € 24.900,00 € 159.760,00 € 581.160,00 € 
Conclui-se que: 
 O custo da Produção Terminada transferida do centro A para o centro B é de € 581.160,00. 
 As existências finais no centro A estão valorizadas por € 4.440,00. 
 As existências iniciais no centro A estão valorizadas por € 600,00. 
 O custo da Produção Efectiva do centro A é de € 585.000,00. 
APURAMENTO DO CUSTO DA PRODUÇÃO VENDIDA 
DESCRIÇÃO CUSTO TOTAL 
Encomendas Ultimadas 637.770,00 € 
Existências Iniciais de Encomendas Ultimadas (APA) 0,00 € 
Existências Finais de Encomendas Ultimadas (APA) 13.820,00 € 
Custo das Encomendas Vendidas 623.950,00 € 
Margem de Lucro sobre o Custo das Vendas: 45% 280.777,50 € 
Preço de Venda 904.727,50 € 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 130 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
REPARTIÇÃO DOS GASTOS GERAIS DE FABRICO 
CENTROS PRINCIPAIS CENTROS AUXILIARES 
A B X Y Z TOTAL 
Repartição Primária 43.000,00 40.000,00 24.000,00 44.000,00 49.000,00 200.000,00 
Redistribuição GGFe 
Centro X 16.000,00 12.000,00 (40.000,00) 6.000,00 6.000,00 0,00 
Centro Y 25.000,00 10.000,00 10.000,00 (50.000,00) 5.000,00 0,00 
Centro Z 36.000,00 18.000,00 6.000,00 --- (60.000,00) 0,00 
TOTAL GGF 120.000,00 80.000,00 0,00 0,00 0,00 200.000,00 
CENTROS DESTINATÁRIOS DOS SERVIÇOS 
Centros Auxiliares A B X Y Z 
X 40% 30% ---- 15% 15% 
Y 50% 20% 20% ---- 10% 
Z 60% 30% 10% ---- ---- 
X  24.000  0,2.Y  0,1.Z X  40.000,00 € 
Y  44.000  0,15.X Y  50.000,00 € 
Z  49.000  0,15.X  0,10.Y Z  60.000,00 € 
APURAMENTO DAS DIFERENÇAS DE IMPUTAÇÃO (Repartição Final) 
As diferenças entre os gastos imputados e os efectivos deverão ser tratadas da seguinte forma: 
1. Ratear e redistribui-las. 
2. Torná-las como proveitos e levar à conta de Resultados Analíticos. 
A solução depende de empresa para empresa, mas na vida prática não se costuma fazer rateio. Se 
no exame for omitido o rateio, ir para a segunda opção. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 131 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
GGFeA → HUEq 
GGFeB → HMod 
HUEq 
 €120.000,00  
TAXAA 6,00€ / 
HUEq 
20.000 
HMod 
 €80.000,00  
TAXAB 8,00€ / 
HMod 
10.000 
A B 
GGFefectivos 120.000,00 € 80.000,00 € 
GGFimputados 160.000,00 € 48.000,00 € 
Diferença de Incorporação – 40.000,00 € 8.000,00 € 
Balanço final positivo em €8.000,00 
Proveito em termos económicos Custo em termos económicos 
RELEVAÇÃO DIGRÁFICA DAS OPERAÇÕES 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 132 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 133 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
EXAME 11-JAN-2007 – II PARTE – PONTO NR.º 2 
A unidade industrial “A AUTOCONTROLO, SA” fabrica componentes para a industria automóvel, por 
especificação dos seus clientes, em dois departamentos A e B. Para cálculo do custo da sua 
produção utiliza o método directo. 
Os GGF são afectados às encomendas com base nas horas de utilização das máquinas no 
departamento A e com base no valor da mão-de-obra directa no departamento B. Para o ano “N” a 
empresa preparou as seguintes estimativas (valores em €): 
DEPARTAMENTOS 
A B 
GGF 300.000,00 240.000,00 
Mão-de-obra Directa 200.000,00 400.000,00 
Horas Máquinas 10.000 4.000 
Durante o mês de Janeiro apenas a encomenda nr.º 64 foi terminada e o seu custo foi o seguinte 
(valores em €): 
Mão-de-obra Directa Horas Máquinas 
Matérias-primas Departamento A Departamento B Departamento A Departamento B 
10.000,00 8.000,00 18.000,00 200 90 
PEDIDOS: 
a) Determine a taxa predeterminada dos GGF. (1 val) 
b) Calcule o custo total e unitário da encomenda nr.º 64 assumindo que foram produzidas 175 
UF. (1 val) 
c) Assumindo que para o ano “N” as horas reais/máquina do departamento A são 10.700, o 
valor da mão-de-obra real do departamento B é de € 370.000,00 e os GGF são € 310.000,00 
e € 230.000,00 para os departamentos A e B, respectivamente, determine as diferenças de 
imputação para cada um dos departamentos. (1 val) 
d) Comente: “O apuramento dos custos por ordens de produção é apropriado para as empresas 
de serviços”. (1 val) 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 134 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
DETERMINAÇÃO DA TAXA PREDETERMINADA DOS GGF 
No departamento A: GGF afectados às encomendas com base nas horas de utilização das máquinas. 
No departamento B: GGF afectados às encomendas com base no valor da mão-de-obra. 
€300.000,00 
€240.000,00 
_     0,60€ / € 
  HUEq 
Dep A HUEq GGF 30,00€ / 
10.000 
GGF Dep _B   CMod 
€400.000,00 
Ou seja: 
 Para o departamento A, a empresa estimou que os GGF seriam imputados ao custo dos 
produtos na razão de 30,00 euros por cada 1 hora de utilização do equipamento fabril. 
 Para o departamento B, a empresa estimou que os GGF seriam imputados ao custo dos 
produtos na razão de 0,60 euros por cada 1 euro de custo da mão-de-obra directa. 
CÁLCULO DO CUSTO TOTAL E UNITÁRIO DA ENCOMENDA NR.º 64 
Matérias-primas € 10.000,00 
Mão-de-obra directa do departamento A € 8.000,00 
Mão-de-obra directa do departamento B € 18.000,00 
GGF imputados ao departamento A (30,00 €/HUEq x 200 HUEq) € 6.000,00 
GGF imputados ao departamento B (0,60 €/CMod x 18.000,00 €/CMod) € 10.800,00 
CUSTO TOTAL DA ENCOMENDA NR.º 64 € 52.800,00 
UNIDADES DE OBRA DA ENCOMENDA NR.º 64 175 UF 
CUSTO UNITÁRIO DA ENCOMENDA NR.º 64 € 301,7143 
CÁLCULO DAS DIFERENÇAS DE IMPUTAÇÃO POR DEPARTAMENTO 
Departamento A Departamento B 
Taxa de Imputação 30,00 €/HUEq 0,60 €/CMod 
Unidades de Obra 10.700 HUEq 370.000,00 €/CMod 
GGF Imputados 321.000,00 € 222.000,00 € 
GGF Reais 310.000,00 € 230.000,00 € 
Diferença de Imputação – 11.000,00 € 8.000,00 € 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 135 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Note-se que os cálculos apresentados correspondem ao que foi dito anteriormente sobre a Diferença 
de Imputação: 
DI  GGFEFECTIVOS GGFIMPUTADOS PERÍODO 
300.000 
 
 
 
  
310.000   
   Por exemplo, 11.000,00 
DI € 
Ano N 
" " 
10.700 
10.000 
10.700 
 
 
 
”O CUSTEIO DIRECTO É APROPRIADO PARA AS EMPRESAS DE SERVIÇOS?” 
Uma empresa de serviços apresenta um tipo de produção diversificada, sendo possível determinar a 
qualidade e quantidade de cada ordem de produção. A imputação directa de todos os custos à tarefa 
produzida é assim efectuada com relativa facilidade. 
SISTEMAS DE CUSTEIO 
Até ao momento, os custos dos produtos têm sido determinados considerando na sua formação todos 
os custos industriais (ou custos de produção). 
E nestes custos industriais encontramos vários tipos de custos: Custos Directos, Custos Indirectos, 
Custos Variáveis e Custos Fixos. 
Custos Directos: relacionam-se directamente com os produtos; 
Custos Indirectos: sem relação directa com os produtos; 
Custos Variáveis: variam com o nível de produção; 
Custos Fixos: associam-se a determinada capacidade instalada, mantendo-se fixos independentemente do nível de produção. 
Consoante o tratamento que se dá aos CUSTOS FIXOS INDUSTRIAIS (directos e indirectos) na 
determinação do custo dos produtos teremos assim associado o respectivo Sistema de Custeio. 
De facto, poderemos querer que no cálculo dos custos dos produtos fabricados seja valorizada a 
totalidade, parte, ou simplesmente omitir a componente dos CUSTOS FIXOS INDUSTRIAIS. 
A decisão de incorporar (de forma total, parcial) ou não os CUSTOS FIXOS INDUSTRIAIS aos custos 
dos produtos relaciona-se com o volume de produção (que varia sensivelmente de período para 
período). 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 136 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Nem sempre a capacidade instalada de uma unidade industrial é utilizada em pleno. Se aquela não 
estiver a ser utilizada ao seu nível normal, poder-se-á considerar custos de subactividade (ou 
inactividade) a parte dos custos fixos que corresponde à capacidade não utilizada. 
De facto, o custo médio do produto pode variar sensivelmente de período para período sem que a 
justificação esteja na alteração no custo de aquisição/imputação dos factores nele incorporados, mas 
sim pelo facto de o nível de produção estar abaixo da produção normal (subactividade) ou acima da 
produção normal (sobreactividade). Os mesmos custos fixos de cada período vão-se distribuindo por 
quantidades produzidas sensivelmente diferentes. 
Cf 
10.000 CF 
100 UF 200 UF 500 UF 
1º Trim 2º Trim 3º Trim 
Cv 500 €/UF 500 €/UF 500 €/UF 
Cf 100 €/UF 50 €/UF 20 €/UF 
Ct 600 €/UF 550 €/UF 520 €/UF 
€ 
€10.000,00  UF 
UF 
100 
UF 
100€ / 
QTD produzida 
€10.000,00  UF 
200 
UF 
50€ / 
€10.000,00  
500 
UF 
20€ / 
Se a capacidade de produção normal da empresa for de 200 UF, o custo fixo industrial unitário é de € 
50,00. Se por razões de mercado (ou outras) a quantidade produzida for de 100 UF (produção de 
menos 50%), o custo fixo industrial unitário aumenta para o dobro – € 100,00. Nesta situação de 
subactividade o custo total aumenta, e certamente o preço de venda não cobrirá o custo de produção. 
Este decréscimo de produção (200 UF para 100 UF) e das vendas pode não ter um impacto 
significativo nos resultados se pensarmos que as existências finais em armazém estarão valorizadas 
ao mesmo custo. Nem sempre faz sentido considerar todos os custos fixos industriais na avaliação 
das existências. Poderemos pois discutir se aqueles custos de inactividade deverão fazer parte do 
custo dos produtos. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 137 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Assim, teremos os seguintes SISTEMAS DE CUSTEIO: 
Sistema de Custeio Total (absorption costing) 
Sistema de Custeio Racional 
Sistema de Custeio Variável (direct costing) 
SISTEMA DE CUSTEIO TOTAL 
 Considera todos os custos industriais (fixos e variáveis) como custos dos produtos fabricados, 
independentemente do nível de actividade. 
 As existências finais de Produtos Acabados são avaliadas pelo custo total de produção. 
 Os custos fixos de um produto relativos a um período só se tornam efectivamente custos na 
altura em que são vendidos (se não houver vendas, os stocks absorvem todos os custos e os 
resultados são nulos). 
CIPA CVIndUnit.Qtd CFInd 
Numa situação de subutilização da capacidade instalada e quando a produção do período é superior 
às vendas, o Sistema de Custeio Total/Completo difere os custos correspondentes à parte não 
utilizada para as unidades armazenadas (produzidas mas não vendidas), para os períodos seguintes. 
SISTEMA DE CUSTEIO VARIÁVEL 
 Os custos fixos não são incorporados no custo dos produtos, mas antes, são levados 
directamente e na totalidade à rubrica CINI – Custos Industriais Não Incorporados. São custos do 
período que afectam o resultado desse período. 
 Evidencia de forma mais precisa as margens de contribuição (variabilidade dos lucros – MC=PV-CV) 
e simplifica o trabalho contabilístico. 
 Ajuda a decidir a melhor utilização a curto prazo da capacidade instalada, perante a análise dos 
resultados face à variação do nível de actividade. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 138 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
SISTEMA DE CUSTEIO RACIONAL 
É incorporado no custo dos produtos os custos variáveis industriais e apenas uma parte dos custos 
fixos industriais. 
20% 
 PRODUZIRAM  SE _ 2 UF 
 
QUANDO NORMALMENTE SE PRODUZEM 
_ _ _ _10 
Pe 
Pn 
A taxa de 20% corresponde ao coeficiente que permite imputar aos Custos Fixos Industriais a 
proporção da Produção Efectiva em relação à Produção Normal, no período. 
Qtd CFInd Pe CIPA  CVIndUnit.   
Pn 
Diferença 
CFInd Pe CFIndperíodo    
Pn 
A diferença entre os Custos Fixos Industriais ocorridos no período e os Custos Fixos Industriais 
incorporados no custo dos produtos é considerada como custo do período e incluída na Demonstração 
de Resultados na rubrica de CINI. (Ver NIC 2) 
Coeficiente de Actividade 
 _ 
PRODUÇÃO EFECTIVA 
PRODUÇÃO NORMAL 
_ 
CA  100%CI  1CA CUSTO DE INACTIVIDADE 
CA  100%CI  1CA PROVEITOS DE SOBREACTIVIDADE 
CUSTOS FIXOS INDUSTRIAIS INCORPORADOS: 
CF  Pe 
Pn 
CF 100% Pe 
  
 CUSTOS FIXOS INDUSTRIAIS NÃO INCORPORADOS:   
 
Pn 
O Sistema de Custeio Racional neutraliza no custo total do produto os efeitos da variação da 
actividade, sendo um bom instrumento de orientação da política de vendas. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 139 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
EXERCÍCIO NR.º 1 – Dr. Luís Abrantes (adaptado) 
SISTEMAS DE CUSTEIO 
Uma determinada unidade industrial com produção uniforme apresenta o seguinte custo de produção 
unitário para o produto P (valores em €): 
Matérias-primas Mod GGF Variáveis GGF Fixos 
9,10 10,50 1,40 3,50 
 O preço de venda de P é de € 35,00. 
 O custo unitário dos GGF Fixos foi calculado com base num orçamento trimestral de € 525.000,00 
com referência a produção tida como normal de 150.000 UF. 
 O orçamento de gastos de distribuição e administrativos (considerados como fixos) é de € 
350.000,00 por trimestre. 
A produção e as vendas de cada trimestre são as seguintes (unidades físicas): 
1º Trim 2º Trim 3º Trim 4º Trim 
Produção 150.000 160.000 140.000 150.000 
Vendas 150.000 140.000 150.000 160.000 
As existências iniciais são nulas. 
O critério valorimétrico é o FIFO. 
Admita que os custos efectivos ou reais são iguais aos custos estimados. 
PEDIDO: 
Calcule e comente os resultados globais de cada trimestre: 
1. Em custeio total e custeio variável. 
2. Em custeio racional. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 140 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
CUSTEIO TOTAL 
1º TRIMESTRE 
Quantidade Valor Unitário Total 
Vendas 150.000 35,00 5.250.000,00 
Custo das Vendas 150.000 24,50 3.675.000,00 
Resultados Brutos 1.575.000,00 
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 
Resultados 1.225.000,00 
 3,50€ 
525.000,00 
150.000 
UF 
GGF Fixos 
MP € 9,10 
Mod € 10,50 
GGFV € 1,40 
GGFF € 3,50 
€ 24,50 
2º TRIMESTRE 
Quantidade Valor Unitário Total 
Vendas 140.000 35,00 4.900.000,00 
Custo das Vendas 140.000 24,28 3.399.375,00 
Resultados Brutos 1.500.625,00 
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 
Resultados 1.150.625,00 
 3,28125€ 
525.000,00 
160.000 
UF 
GGF Fixos 
MP € 9,10 
Mod € 10,50 
GGFV € 1,40 
GGFF € 3,28125 
€ 24,28125 
Ficaram em existências finais 20.000 UF (produziram-se 160.000 e 
venderam-se 140.000), valorizadas a € 24,28125. Teremos que ter 
em atenção este facto, pois estamos perante o critério FIFO. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 141 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
3º TRIMESTRE 
Quantidade Valor Unitário Total 
Vendas 150.000 35,00 5.250.000,00 
Custo das Vendas 150.000 24,28/24,75 3.703.125,00 
Resultados Brutos 1.546.875,00 
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 
Resultados 1.196.875,00 
20.000 UF em Exist. Finais: (20.000 UF x € 24,28125) = 485.625,00 
140.000 UF produzidas no trimestre: (130.000 UF x € 24,75) = 3.217.500,00 
3.703.125,00 
10.000 UF que ficam em Exist. Finais: (10.000 UF x € 24,75) = 247.500,00 
 3,75€ 
525.000,00 
140.000 
UF 
GGF Fixos 
MP € 9,10 
Mod € 10,50 
GGFV € 1,40 
GGFF € 3,75 
€ 24,75 
4º TRIMESTRE 
Quantidade Valor Unitário Total 
Vendas 160.000 35,00 5.600.000,00 
Custo das Vendas 160.000 24,75/24,50 3.922.500,00 
Resultados Brutos 1.677.500,00 
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 
Resultados 1.327.500,00 
10.000 UF em Exist. Finais: (10.000 UF x € 24,75) = 247.500,00 
150.000 UF produzidas no trimestre: (150.000 UF x € 24,50) = 3.675.000,00 
3.922.500,00 
 3,50€ 
525.000,00 
150.000 
UF 
GGF Fixos 
MP € 9,10 
Mod € 10,50 
GGFV € 1,40 
GGFF € 3,50 
€ 24,50 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 142 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
CUSTEIO VARIÁVEL 
1º TRIMESTRE 
Quantidade Valor Unitário Total 
Vendas 150.000 35,00 5.250.000,00 
Custo das Vendas 150.000 21,00 3.150.000,00 
Margem de Contribuição 2.100.000,00 
Custos Fixos Industriais 525.000,00 
Resultados Brutos 1.575.000,00 
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 
Resultados 1.225.000,00 
MP € 9,10 
Mod € 10,50 
GGFV € 1,40 
€ 21,00 
Os Custos Fixos Industriais são na sua totalidade imputados ao 
período. Mesmo que não se venda, o resultado é negativo pelos 
custos fixos. 
2º TRIMESTRE 
Quantidade Valor Unitário Total 
Vendas 140.000 35,00 4.900.000,00 
Custo das Vendas 140.000 21,00 2.940.000,00 
Margem de Contribuição 1.960.000,00 
Custos Fixos Industriais 525.000,00 
Resultados Brutos 1.435.000,00 
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 
Resultados 1.085.000,00 
A produção do 2º trimestre foi de 160.000 UF e venderam-se 140.000 UF. “Sobraram” pois 20.000 UF 
que ficam em armazém, valorizadas ao custo unitário de € 21,00. 
3º TRIMESTRE 
Quantidade Valor Unitário Total 
Vendas 150.000 35,00 5.250.000,00 
Custo das Vendas 150.000 21,00 3.150.000,00 
Margem de Contribuição 2.100.000,00 
Custos Fixos Industriais 525.000,00 
Resultados Brutos 1.575.000,00 
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 
Resultados 1.225.000,00 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 143 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Como estamos perante o critério FIFO, esgotam-se primeiramente as existências iniciais e seguidamente “entra” 
a produção do mês. No entanto, como o custo unitário é igual tanto na avaliação das existências como da 
produção do período, basta efectuar um só cálculo. Assim, sendo a produção do 3º trimestre de 140.000 UF, 
somando as 20.000 UF que transitaram do trimestre anterior, temos 160.000 UF. Destas, foram vendidas 
150.000 UF, ficando 10.000 UF em existências. 
4º TRIMESTRE 
Quantidade Valor Unitário Total 
Vendas 160.000 35,00 5.600.000,00 
Custo das Vendas 160.000 21,00 3.360.000,00 
Margem de Contribuição 2.240.000,00 
Custos Fixos Industriais 525.000,00 
Resultados Brutos 1.715.000,00 
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 
Resultados 1.365.000,00 
CUSTEIO RACIONAL 
1º TRIMESTRE 
Quantidade Valor Unitário Total 
Vendas 150.000 35,00 5.250.000,00 
Custo das Vendas 150.000 24,50 3.675.000,00 
Resultados Brutos (PN) 1.575.000,00 
Proveitos/Custos Inactividade 0,00 
Resultados Brutos 1.575.000,00 
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 
Resultados 1.225.000,00 
MP € 9,10 
Mod € 10,50 
GGFV € 1,40 
GGFF € 3,50 
€ 24,50 
A produção tida como Normal é de 150.000 UF. Neste 1º trimestre produziu-se 
150.000 UF. Não se verifica pois subactividade nem sobreactividade, pelo que 
não existe diferença entre a Produção Efectiva e a Produção Normal. Daí, não 
ser necessário imputar qualquer valor à rubrica CINI. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 144 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
2º TRIMESTRE 
Quantidade Valor Unitário Total 
Vendas 140.000 35,00 4.900.000,00 
Custo das Vendas 140.000 24,50 3.430.000,00 
Resultados Brutos (PN) 1.470.000,00 
Proveitos/Custos Inactividade 35.000,00 
Resultados Brutos 1.505.000,00 
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 
Resultados 1.155.000,00 
MP € 9,10 
Mod € 10,50 
GGFV € 1,40 
GGFF € 3,50 
€ 24,50 
106,67% 
CA UF 
 160.000  
150.000 
UF 
A produção deste trimestre excedeu em 6,67% a produção normal: quer dizer que se verificou 
uma situação de sobreactividade, originando um proveito a ser considerado na rubrica CINI da 
DR e que corresponde a 6,67% do montante global dos GGF Industriais Fixos (€ 525.000,00), 
ou seja, € 35.000,00. 
Fazendo as contas de outra forma, temos uma diferença de produção no trimestre de mais 
10.000 UF: 10.000 UF x € 3,50 = € 35.000,00. 
Entretanto, a produção não vendida foi de 20.000 UF, avaliadas unitariamente a € 24,50. 
3º TRIMESTRE 
Quantidade Valor Unitário Total 
Vendas 150.000 35,00 5.250.000,00 
Custo das Vendas 150.000 24,50 3.675.000,00 
Resultados Brutos (PN) 1.575.000,00 
Proveitos/Custos Inactividade – 35.000,00 
Resultados Brutos 1.540.000,00 
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 
Resultados 1.190.000,00 
MP € 9,10 
Mod € 10,50 
GGFV € 1,40 
GGFF € 3,50 
€ 24,50 
93,33% 
CA UF 
 140.000  
150.000 
UF 
A produção deste trimestre diminuiu em 6,67% relativamente à produção normal: quer dizer 
que se verificou uma situação de subactividade, originando um custo a ser considerado na 
rubrica CINI da DR e que corresponde a 6,67% do montante global dos GGF Industriais Fixos 
(€ 525.000,00), ou seja, € 35.000,00. 
Fazendo as contas de outra forma, temos uma diferença de produção no trimestre de menos 
10.000 UF: 10.000 UF x € 3,50 = € 35.000,00. 
Entretanto, a produção do mês que “sobrou” foi de 10.000 UF (20.000+140.000-150.000), 
avaliadas unitariamente a € 24,50. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 145 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
4º TRIMESTRE 
Quantidade Valor Unitário Total 
Vendas 160.000 35,00 5.600.000,00 
Custo das Vendas 160.000 24,50 3.920.000,00 
Resultados Brutos (PN) 1.680.000,00 
Proveitos/Custos Inactividade 0,00 
Resultados Brutos 1.680.000,00 
Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 
Resultados 1.330.000,00 
Como a produção do trimestre foi equivalente à produção normal, não à imputação a Custos Industriais 
Não Incorporados – CINI. Também não “sobrou” produção, pelo que as existências finais são nulas. 
ANÁLISE DOS RESULTADOS GLOBAIS DE CADA TRIMESTRE 
1º TRIMESTRE 
CUSTEIO TOTAL CUSTEIO VARIÁVEL DIFERENÇAS 
Resultados no final do trimestre 1.225.000,00 1.225.000,00 0,00 
Valor das Existências Finais 0,00 0,00 0,00 
2º TRIMESTRE 
CUSTEIO TOTAL CUSTEIO VARIÁVEL DIFERENÇAS 
Resultados no final do trimestre 1.150.625,00 1.085.000,00 65.625,00 
Valor das Existências Finais 485.625,00 420.000,00 65.625,00 
3º TRIMESTRE 
CUSTEIO TOTAL CUSTEIO VARIÁVEL DIFERENÇAS 
Resultados no final do trimestre 1.196.875,00 1.225.000,00 – 28.125,00 
Valor das Existências Finais 247.500,00 210.000,00 37.500,00 
4º TRIMESTRE 
CUSTEIO TOTAL CUSTEIO VARIÁVEL DIFERENÇAS 
Resultados no final do trimestre 1.327.500,00 1.365.000,00 – 37.500,00 
Valor das Existências Finais 0,00 0,00 0,00 
Aumentou o stock, absorveu 
custo. A economia de resultados 
fica na variação de stocks. 
Libera o custo 
que ficou retido 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 146 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
1º TRIMESTRE 
CUSTEIO TOTAL CUSTEIO RACIONAL DIFERENÇAS 
Resultados no final do trimestre 1.225.000,00 1.225.000,00 0,00 
Valor das Existências Finais 0,00 0,00 0,00 
2º TRIMESTRE 
CUSTEIO TOTAL CUSTEIO VARIÁVEL DIFERENÇAS 
Resultados no final do trimestre 1.150.625,00 1.155.000,00 – 4.375,00 
Valor das Existências Finais 485.625,00 490.000,00 – 4.375,00 
3º TRIMESTRE 
CUSTEIO TOTAL CUSTEIO VARIÁVEL DIFERENÇAS 
Resultados no final do trimestre 1.196.875,00 1.190.000,00 6.875,00 
Valor das Existências Finais 247.500,00 245.000,00 2.500,00 
4º TRIMESTRE 
CUSTEIO TOTAL CUSTEIO VARIÁVEL DIFERENÇAS 
Resultados no final do trimestre 1.327.500,00 1.330.000,00 – 2.500,00 
Valor das Existências Finais 0,00 0,00 0,00 
EXAME 11-JAN-2007 – II PARTE – PONTO NR.º 1 
Pe = Pn 
Pe > Pn 
Var. Stock > 0 
Pe < Pn 
Var. Stock < 0 
Pe = Pn 
Uma unidade industrial transformadora fabrica um único produto P, o qual é vendido ao preço unitário 
de € 6,00. Durante o primeiro ano de actividade vendeu 500.000 UF de P ficando ainda em armazém 
uma existência final a determinar. 
Para elaboração da demonstração dos resultados pelo sistema de custeio variável foram coligidos os 
seguintes dados: 
 Custo industrial variável das vendas: € 900.000,00 
 Custos fixos industriais: € 1.200.000,00 
 Outros custos variáveis: € 120.000,00 
 Outros custos fixos: € 550.000,00 
Para elaboração da demonstração dos resultados pelo sistema de custeio racional foram 
determinados os seguintes dados adicionais: 
 Custo das vendas: € 1.700.000,00 
 Custos industriais não incorporados: € 240.000,00 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 147 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
PEDIDOS: 
a. Elabore as demonstrações de resultados pelos sistemas de custeio variável e racional (0,75 val.) 
b. Utilizando os dados referentes ao sistema de custeio racional, calcule: 
b.1) O custo fixo das existências finais de produtos. (0,5 val) 
b.2) As existências finais e a produção efectiva (Pe) em unidades físicas. (0,5 val) 
c. Aplicando o sistema de custeio total ou por absorção, determine: 
c.1) O custo da produção efectiva. (0,5 val) 
c.2) O custo das vendas. (0,5) 
d. Elabore a demonstração dos resultados pelo sistema de custeio total ou por absorção. (0,75 val) 
e. Determine o valor das existências finais de produtos pelos três sistemas de custeio. (0,5 val) 
f. Calcule o coeficiente de actividade e a produção normal utilizados no sistema de custeio racional. 
(0,5 val) 
g. Explique as diferenças encontradas nos resultados. (1 val) 
h. Comente e justifique: “É mais exacto falar da relação Custo-Volume-Resultado do que a análise 
do ponto crítico”. (1 val) 
i. No exercício que está a resolver determine o ponto crítico das vendas. (0,5 val) 
PvP = € 6,00 
Produção Vendida = 500.000 UF 
Vendas = € 3.000.000,00 500.000UF 6,00€ 
Demonstração de Resultados (S.C. Variável e Racional) 
Custo Variável Custo Racional 
Vendas 3.000.000,00 3.000.000,00 
Custo das Vendas 900.000,00 1.700.000,00 
Margem de Contribuição 2.100.000,00 1.300.000,00 
Custos Fixos Industriais (não imputáveis) 1.200.000,00 240.000,00 
Resultados Brutos 900.000,00 1.060.000,00 
Outros Custos Variáveis 120.000,00 120.000,00 
Outros Custos Fixos 550.000,00 550.000,00 
Resultados Antes de Impostos 230.000,00 390.000,00 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 148 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Custo Fixo das Exist. Finais, UF de Exist. Finais e de Pe em S.C. Racional 
Custos Fixos Imputados em Custeio Racional (€ 1.700.000,00 – € 900.000,00) 800.000,00 € 
Custo Variável Unitário 1,80 €/UF 
Custo Fixo Unitário Imputado à produção (800.000 UF : 500.000 UF) 1,60 €/UF 
1) Custos Fixos Totais 1.200.000,00 € 
2) Custos Fixos Não Imputáveis à produção 240.000,00 € 
3) Custos Fixos Imputados à Produção Efectiva (1-2) 960.000,00 € 
4) Custos Fixos Imputados à Produção Vendida 800.000,00 € 
5) Custos Fixos Incorporados nas Existências Finais (3-4) 160.000,00 € 
EXISTÊNCIAS FINAIS 100.000 UF 
c CF 
f 1,60 
€ 
  1.200.000,00  
PN 
750.000 
Produção Efectiva = 500.000 + 100.000 = 600.000 UF 
600.000  Taxa Actividade 80% 
960.000,00  600.000 
UF 80% 
1,60 
750.000 
960.000,00  
1.200.000,00 
1,80 
900.000,00  
500.000 
Custo da Pe e Custo das Vendas em S.C. Total 
Custo da Produção Efectiva = 1,80 € x 600.000 UF + Custos Fixos 1.080.000,00 
1.200.000,00 
2.280.000,00 
Custo das Vendas 
Custo Variável Unitário 1,80 €/UF 
Custo Fixo Unitário (€ 1.200.000,00 : 600.000 UF) 2,00 €/UF 
3,80 €/UF 
Produção Vendida 500.000 
Custo das Vendas 1.900.000,00 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 149 → 150
CONTABILIDADE CUSTOS – CONTABILIDADE ANALÍTICA 
Demonstração de Resultados (S.C. Total) 
Custeio Total 
Vendas 3.000.000,00 
Custo das Vendas 1.900.000,00 
Resultados Brutos 1.100.000,00 
Outros Custos Variáveis 120.000,00 
Outros Custos Fixos 550.000,00 
Resultados Antes de Impostos 430.000,00 
Valor das Existências Finais pelos três Sistemas de Custeio 
Existências Finais: 100.000 UF 
CUSTO UNITÁRIO CUSTO EXIST. FINAIS 
Custeio Variável 1,80 180.000,00 
Custeio Racional 3,40 340.000,00 
Custeio Total 3,80 380.000,00 
Coeficiente de Actividade e PN em S.C. Racional 
Coeficiente de Actividade = 80% (CF imputados : CF totais) 
Produção Normal = 750.000 UF (Pe : 80%) 
CUSTEIO VARIÁVEL CUSTEIO RACIONAL CUSTEIO TOTAL 
Resultados Brutos 900.000,00 1.060.000,00 1.200.000,00 
Variação para CV 160.000,00 200.000,00 
Existência Final 180.000,00 340.000,00 380.000,00 
Variação para CV 160.000,00 200.000,00 
Os stocks em Custeio Variável não retêm Custos Fixos 
Critério Valorimétrico Método Directo Custeio Total ou Variável ou Racional 
(FIFO ou LIFO ou CMP) Método Indirecto Custeio Total ou Variável ou Racional 
. 
Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 150 → 150

Caderno analitica

  • 2.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA PARTE I – ASPECTOS FUNDAMENTAIS DA CONTABILIDADE DE CUSTOS CAPÍTULO I – Introdução 1. Uma abordagem contextual e sistémica da empresa 2. O ciclo de gestão das organizações 3. A necessidade de sistemas de informação para a gestão 4. Os objectivos principais dos sistemas contabilísticos 4.1. Contabilidade de Custos, Contabilidade Financeira e Contabilidade de Gestão 4.2. A Gestão de Custos e os sistemas contabilísticos 5. A importância da informação como base do processo de tomada de decisão 5.1. Os gestores como clientes da Informação Contabilística 5.2. A cadeia de valor das funções de negócio CAPÍTULO II – Conceitos básicos sobre custos 1. Conceitos e terminologia 2. O custo e os objectos de custos 3. A acumulação e a afectação de custos 4. A multiplicidade das noções de custos 4.1. Custo primário ou primo 4.2. Custo industrial ou custo de produção 4.3. Custo complexivo ou preço de custo 4.4. Custo económico-técnico ou preço de venda normal 5. Análise das margens e dos resultados face às diversas noções de custos 6. As cadeias de valor, o ciclo de custeio e os níveis de custeio 6.1. As cadeias de valor da empresa e do produto 6.2. O ciclo de custeio: custos do produto e custo do período 6.3. Níveis de custeio: a importância do cálculo do custo industrial da produção CAPÍTULO III – A classificação dos custos e o seu significado 1. Os custos e o seu cálculo 1.1. Custos directos e custos indirectos 1.2. Custos reais e custos teóricos 1.3. Custos totais e custos unitários 2. Os custos e o processo de decisão e controlo 2.1. Custos relevantes e custos irrelevantes 2.2. Custos evitáveis e custos irreversíveis 2.3. Custos de oportunidade e custos/rendimentos marginais 2.4. Custos controláveis e não controláveis Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 2 → 150
  • 3.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA 3. Os custos e o seu comportamento face às alterações do volume de produção 3.1. O volume de produção e o processo de decisão 3.2. Os custos variáveis e os custos fixos 4. A importância do conhecimento dos custos para a determinação dos resultados 4.1. A estrutura básica do planeamento da Contabilidade de Custos 4.2. A ligação da Contabilidade de Custos com a Contabilidade Financeira CONTABILIDADE  É o mais importante instrumento proporcionador de informação para gerir as organizações. CONTABILIDADE GERAL  Ramo da contabilidade orientado para o conhecimento da situação patrimonial e financeira e dos resultados globais das organizações.  Revela essencialmente o valor do activo (disponibilidades financeiras, créditos sobre terceiros, existências de toda a natureza, imobilizado, etc.), o montante do passivo, e a situação líquida da empresa por diferença daquelas duas grandezas, e apura os resultados do período pelo confronto dos custos com os proveitos (estes por natureza/tipo: despesas com o pessoal, serviços e fornecimentos de terceiros, etc.). CONTABILIDADE ANALÍTICA  Ramo da contabilidade que proporciona um adequado domínio dos custos, proveitos e resultados, constituindo um elemento privilegiado da gestão económica das organizações.  Sistema de informação que tem em vista a medida e análise dos custos, proveitos e resultados (de forma analítica e não globalizante) relacionados com os diversos objectivos prosseguidos pelas organizações.  Permite a medição e controlo da eficiência e eficácia dos diversos segmentos organizacionais, da forma como aqueles contribuem para os resultados globais da empresa (toda esta informação é disponibilizada por períodos mais curtos). Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 3 → 150
  • 4.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA  Possibilita a comparação de custos e proveitos entre períodos, empresas similares, etc.  Determinação e análise dos custos inerentes ao desenvolvimento da actividade da empresa e consequente concretização dos seus objectivos.  A actividade da empresa implica custos que deverão ser determinados o mais objectivamente possível para que seja possível fazer a análise dos dados históricos, o planeamento e a tomada de decisões. Nota: qualquer sistema de apuramento de custos gera encargos e estes devem ser sempre comparados com os benefícios deles decorrentes. A Contabilidade Analítica integrada com a Contabilidade Orçamental permite obter o Modelo Económico da Empresa. Estamos a falar da Contabilidade de Gestão – apurar desvios para implementar as respectivas acções correctivas. A empresa deverá ter capacidade organizativa para mensurar. CONTABILIDADE GERAL vs CONTABILIDADE ANALÍTICA 81 - Resultados Correntes do Exercício Existências iniciais Vendas de mercadorias e produtos 1.150.000 Matérias-primas 200.000 Resultados líquidos (prejuízo) 100.000 Compras Matérias-primas 400.000 Existências finais Matérias-primas 200.000 Custo das existências consumidas 400.000 Outros custos por naturezas 850.000 Total 1.250.000 Total 1.250.000  Como se distribuíram os custos por cada um dos produtos fabricados?  Quais os custos unitários dos produtos fabricados (informação essencial à determinação dos preços de venda, valorização das existências finais e controlo dos custos de produção)?  Quais os resultados com que cada produto contribuiu para o resultado corrente do exercício (todos deram prejuízo, ou só alguns)? Contrariamente à Contabilidade Geral, a Contabilidade Analítica dá a resposta a estas questões: Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 4 → 150
  • 5.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Análise das Vendas Produtos Preço de Venda Unidades produzidas e vendidas Importância % A 30,00 20.000 600.000 52 B 50,00 5.000 250.000 22 C 20,00 15.000 300.000 26 40.000 1.150.000 100 Análise dos Custos da Vendas Produtos Vendas MP Outros Custos Total C. Unitário Resultados Rend. A 600.000 200.000 375.000 575.000 28,75 + 25.000 + 4% B 250.000 80.000 145.000 225.000 45,00 + 25.000 + 10% C 300.000 120.000 330.000 450.000 30,00 - 150.000 - 50% 1.150.000 400.000 850.000 1.250.000 - 100.000 - 9% Análise dos Custos Unitários Produtos MP MOD Combustíveis Amort. Outros Custos C. Unitário Resultado Unitário A 10,00 12,00 1,00 0,75 5,00 28,75 + 1,25 B 16,00 20,00 2,00 0,50 6,50 45,00 + 5,00 C 8,00 14,00 1,00 1,00 6,00 30,00 - 10,00  Compensa mais produzir as matérias-primas ou adquiri-las a terceiros?  Deverá a empresa ter serviço próprio de manutenção/reparação ou recorrer a terceiros?  Compensa mais reparar uma máquina ou substitui-la por uma nova?  Qual a justificação para os diversos custos parcelares?  Precisam os custos parcelares de acções correctivas? Estas são algumas das questões respondidas pela Contabilidade Analítica, que a Contabilidade Geral não consegue satisfazer. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 5 → 150
  • 6.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA ORGANIZAÇÕES  Decompõem-se em segmentos organizacionais;  Cada segmento organizacional tem funções a desempenhar e objectivos a atingir;  O responsável do segmento organizacional motiva e coordena o grupo humano que o compõe com vista à prossecução dos objectivos definidos;  Aquele responsável responde perante uma autoridade superior sobre o desempenho do segmento que comanda;  A determinação e comparação dos custos com os benefícios proporcionados à organização são assim de extrema importância. TIPO DE ORGANIZAÇÕES  Essencialmente, existem empresas industriais, comerciais, e de prestação de serviços. EMPRESA INDUSTRIAL – CICLOS  Os serviços de aprovisionamento adquirem matérias aos fornecedores (preço da facturas e demais gastos suportados até à chegada ao armazém de matérias-primas: transporte, seguros, descargas, assim como também os encargos de armazenagem);  As matérias-primas são requisitadas pela fabricação que as transforma em produtos acabados (custos das matérias consumidas e custos de conversão: mão-de-obra, combustíveis, amortizações, etc.);  Fluxo da produção para o armazém de produtos acabados, originando novos custos de armazenamento;  Os serviços comerciais encarregam-se da venda e distribuição dos produtos acabados, resultando daqui custos de distribuição (ou comerciais, de venda); Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 6 → 150
  • 7.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA  Os serviços administrativos e financeiros ocupam-se de gestão e controlo das operações da empresa, bem como da obtenção de capitais para o seu normal funcionamento (custos administrativos e financeiros). Matérias armazenáveis e matérias não armazenáveis: está implícito a questão temporal. As matérias não armazenáveis são adquiridas e imediatamente consumidas. CUSTOS Aqui, todos os produtos (mesmo que acabados) consideram-se em curso de fabrico ÓPTICA ECONÓMICA / ÓPTICA DA DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS  Há que suportar custos para incorrer em proveitos;  É um sacrifício, esforço, dispêndio efectuado para obter certa coisa ou alcançar certo objectivo;  Valor monetário associado à utilização ou consumo de um recurso, seja um bem ou um serviço;  Conceito de carácter económico que corresponde à utilização dos recursos numa organização. PROVEITOS  Conceito de carácter económico que corresponde à cedência de bens ou serviços a terceiros. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 7 → 150
  • 8.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA DESPESA ÓPTICA FINANCEIRA / ÓPTICA DO BALANÇO  Conceito de carácter jurídico e monetário que corresponde à assumpção da obrigação de pagar custos. RECEITA  Conceito de carácter jurídico e monetário que corresponde ao direito de receber os proveitos. PAGAMENTO  Conceito de carácter financeiro (em sentido restrito) que corresponde a fluxos de saída de meios líquidos das organizações, pela contraprestação dos recursos adquiridos. RECEBIMENTO  Conceito de carácter financeiro (em sentido restrito) que corresponde a fluxos de entrada de meios líquidos das organizações, pela contraprestação dos bens ou serviços cedidos a terceiros. CUSTOS TECNOLÓGICOS  São custos materiais, correspondendo ao conjunto das quantidades de bens e serviços que se consumiram ou utilizaram. CUSTOS POR NATUREZAS O custo monetário resulta primeiramente do seu custo tecnológico ou material (quantidade de bens e serviços que se consumiram ou utilizaram).  Conforme preconizado no POC e adoptado pela Contabilidade Financeira, os resultados de um exercício económico são classificados por natureza (independentemente da função a que respeitem). Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 8 → 150
  • 9.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA CUSTOS POR FUNÇÕES  Adoptado pela Contabilidade de Gestão, os resultados de um exercício económico são classificados por funções/actividades. Os custos por funções são determinados de acordo com a estrutura organizacional (organigrama funcional da empresa), ou seja, são identificadas as funções com que os custos estão relacionados, e dentro de cada função quais as diferentes actividades que a integram. Identificam-se sempre, em qualquer empresa, cinco funções e respectivos custos: Custos de Aprovisionamento → custos dos armazéns de matérias e de produtos acabados e semi-acabados; Custo de Produção → ou custo industrial, representa a valorização dos recursos utilizados na elaboração dos produtos ou serviços; Custos de Distribuição → ou custo comercial, estão relacionados com o funcionamento da estrutura comercial; Custos Administrativos → resultam do funcionamento da estrutura administrativa; Custos Financeiros → custo associado à utilização de capitais alheios (não correspondem ao funcionamento de qualquer estrutura da empresa). CUSTOS DE PRODUÇÃO E OS SEUS DIVERSOS ESTÁDIOS  São vários os tipos de custo associados à actividade de uma unidade industrial: Custo das Matérias Consumidas O consumo da matéria-prima constitui um custo directo do produto. O seu valor depende do custo a que se encontra registado no armazém (Qtd x custo unitário) e do critério valorimétrico de saída (FIFO, LIFO, CMP ou outros). O custo unitário é o somatório do custo de aquisição (custo total suportado até à chegada da matéria à empresa), bem como de todos os custos que se verifique internamente e devam ser imputados às matérias antes de se registar a sua entrada em armazém (preparação prévia da matéria, custos de armazenagem que devam ser repartidos em função das compras…). A quantidade de matéria consumida é calculada através das requisições que a fábrica faz aos armazéns de matérias (registo da matéria requisitada e respectivo objecto de custo/custeio). Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 9 → 150
  • 10.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA CMC  SoMP  COMPRAS  SfMP  REGULARIZAÇÕES Como funcionam os critérios valorimétricos FIFO, LIFO e CMP? Existências iniciais: 1.000 Kg a 20 €/Kg Compras: 5.000 Kg a 22 €/Kg Consumos: 5.500 Kg Valorização dos consumos e respectivas existências finais segundo o FIFO: CONSUMO€  1.000 20  4.500 22  119.000 € EXIST.FINAISQ  EXIST.INICIAIS  COMPRAS CONSUMOS  1.000  5.000  5.500  500 Kg EXIST.FINAIS €  50022,00 11.000,00 € Valorização dos consumos e respectivas existências finais segundo o LIFO: CONSUMO€  5.000 22,00  500 20,00  120.000,00 € EXIST.FINAIS €  500 20,00  10.000,00 € Valorização dos consumos e respectivas existências finais segundo o Custo Médio Ponderado: CMPMP  21,67 €/Kg CONSUMO€  5.500 21,67  119.185,00 € EXIST.FINAIS €  500 21,67  10.835,00 €    1.000 20,00 5.000 22,00  6.000 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 10 → 150
  • 11.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Custos de Transformação/Conversão  São custos que envolvem o custo da Mão-de-Obra Directa e Gastos Gerais de Fabrico. Incluem-se nesta rubrica os custos associados à remuneração do factor trabalho específico ao objecto de custo/custeio (horas registadas e respectivo custo horário). Estes custos são calculados à priori, e por esta razão é feita a especialização mensal mediante uma taxa teórica apurada que permite redistribuir os custos (remunerações e encargos com remunerações) de forma regular ao longo do período de laboração. Exemplo da taxa de encargos sociais teórica para uma remuneração mensal de 1.500,00 €: A. Ordenados relativo ao tempo de trabalho: 1.500,00 x 11 meses = 16.500,00 € B. Encargos Sociais Mês de Férias 1.500,00 Subsídio de Férias 1.500,00 Subsídio de Natal 1.500,00 Segurança Social → 1.500 x 14 x 0,2375 = 4.987,50 Seguro de A.T. e outros encargos 412,50 9.900,00 9.900   C. Taxa de Encargos Sociais (B/A) → 0,60 60% 16.500 Assim, o custo da mão-de-obra será acrescido de 60%: MOD  Nr.ºHoras Custo.Horário1,60 Os custos evidenciados na Contabilidade Financeira (se mensualizados) serão coincidentes com os custos a repercutir mensalmente nas várias funções pela Contabilidade de Gestão. São todas as outras naturezas de custos industriais (custos indirectos) que não estejam directamente relacionados com o objecto de custo (Produto), e portanto, a este não sejam custos directos. Refira-se que a componente dos G.G.F. tem em muitos casos um peso significativo no custo total, pelo que existe uma preocupação em fazer a repartição/imputação destes custos pelos diferentes objectos de custeio o mais correctamente possível, por forma a não originar tomadas de decisões desadequadas. São exemplos de Gastos Gerais de Fabrico:  MOI (mão-de-obra indirecta);  Consumos de água, electricidade e combustíveis;  Consumo de matérias subsidiárias;  Amortizações de edifícios e equipamentos;  Seguros (excepto os que respeitam ao pessoal);  Rendas;  Etc. CUSTO.PRIMO  MP  MOD CUSTO.TRANSFORMAÇÃO  MOD  G.G.F. Mão-de-Obra Directa Gastos Gerais de Fabrico Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 11 → 150
  • 12.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Custo Industrial do Produto  É o custo de fabricação do produto. CIP  MP  MOD  G.G.F.  CUSTO.PRIMO  G.G.F  MP  CT Custo Industrial da Produção Acabada  É o custo da produção terminada e transferida para o armazém de produtos acabados.  Este custo valoriza os produtos acabados durante o período, independentemente do momento em que foram iniciados. Ou seja, incorpora também para além do CIP , eventual produção em vias de fabrico existente no início e no fim do período. Nota: a produção em curso de fabrico distingue-se do conceito de produto intermédio ou semi-acabado. Este último pode ser comercializado ou ser sujeito a operações de transformação adicionais, enquanto a produção em via de fabrico corresponde ao valor de um produto iniciado em determinado período e que no final deste ainda não se encontra concluído.  O custo unitário do CIPA permite valorizar os produtos vendidos bem como as existências em armazém no final do mês (tendo em atenção o critério valorimétrico utilizado e as existência iniciais de produtos acabados). CIPA  SoPCF  CIP  SfPCF CIPA  CIPA unitário .   Qtd produzida Custo Industrial da Produção Vendida  É o custo da produção que se encontra no armazém de produtos acabados e que é vendida.  O CIPV ou custo das vendas corresponde ao somatório dos custos incorporados nos produtos e/ou serviços vendidos num determinado período, independentemente do momento em que foram produzidos. Trata-se de um custo do período. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 12 → 150
  • 13.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA  Este custo pode ser determinado também pelo método directo, calculando-se para o efeito o produto da quantidade vendida pelo custo de produção unitário.  É este custo que se repercute na DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR FUNÇÕES (na rubrica Custos das Vendas). CIPV  SoPA  CIPA  SfPA CUSTO NÃO INDUSTRIAIS  Custos de Distribuição ou Comerciais;  Custos Administrativos;  Custos Financeiros ou Proveitos Financeiros; À soma algébrica destes custos chamamos Custo Comercial, em sentido lato. CUSTO COMPLETO OU COMPLEXIVO  É um custo do período e corresponde a todos os custos que afectam o resultado naquele período. CUSTOS NÃO INDUSTRIAIS CUSTO.COMPLEXIVO  CIPV  C.DISTRIBUIÇÃO  C.ADMINISTRATIVOS  C.FINANCEIROS Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 13 → 150
  • 14.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA  Se adicionarmos ao custo industrial do produto (CIPV) a quota-parte que lhe compete em todos os restantes gastos da empresa (custos não industriais: de distribuição, administrativos e financeiros, obtém-se o custo complexivo. Este constitui o preço de venda abaixo do qual a empresa terá prejuízo.  Ao adicionar os custos figurativos (estes incluem a quota-parte a atribuir à remuneração dos capitais investidos na empresa pelos seus sócios e ao risco decorrente do exercício da actividade a que se dedica) obtém-se o custo económico-técnico, a que equivale ao preço de venda normal.  O preço de venda superior ao custo económico-técnico proporciona o chamado lucro puro. CUSTOS DO PRODUTO versus CUSTOS DO PERÍODO  No período que se considerar (para efeitos de gestão, geralmente é o mês civil), as empresas fabricam os seus produtos. Os que não são vendidos no período considerado ficam em stock no armazém (variação de produção).  Temos então custos dos produtos que correspondem à valorização das existências e somente os custos dos produtos que são vendidos é que são considerados também custos do período (afectam o resultado). Os custos do período incorporam pois o custo industrial dos produtos que são vendidos e os custos das restantes funções que ocorram nesse intervalo de tempo. CUSTOS DIRECTOS  São aqueles que se identificam exclusiva e especificamente com o objecto de custo/custeio. CUSTOS INDIRECTOS  São aqueles que respeitam a diferentes objectos de custo/custeio. A sua repartição pelos vários objectos de custo/custeio assenta em critérios de imputação por vezes subjectivos e questionáveis. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 14 → 150
  • 15.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA CUSTO FIXOS versus CUSTOS VARIÁVEIS  Consoante varia o nível de actividade da empresa, alguns dos custos atrás referidos comportam-se como Custos Fixos e outros como Custos Variáveis.  Os Custos Variáveis dependem do nível de actividade da empresa e os Custos Fixos, no curto prazo, são constantes independentemente da actividade desenvolvida. A variabilidade do nível de actividade da empresa mede-se para os custos industriais em função da quantidade produzida e para os custos não industriais em função das quantidades vendidas.  Normalmente os Custos Fixos identificam-se com os custos de estrutura, considerando uma determinada capacidade instalada. EXERCÍCIO NR.º 1 – Dra. Maria Hélder A Generosa da Estremadura S.A. dedica-se ao fabrico de uma afamada marca de vinho moscatel. O balancete do razão em 31.Dez.”N” apresenta entre outros os seguintes valores em €: Compras 3.820.000,00 Fornecimentos e serviços externos 210.000,00 Gastos com o pessoal 752.000,00 Gastos de amortização 136.000,00 Outros gastos e perdas (operacionais) 40.000,00 Gastos e perdas de financiamento 245.000,00 Vendas 5.166.000,00 Outros rendimentos e ganhos (operacionais) 48.200,00 Rendimentos e ganhos de financiamento 2.800,00 Relativamente ao ano “N” foram ainda recolhidos os seguintes elementos (valores em €): Repartição de alguns gastos por destino Fábrica Distribuição Administrativos TOTAIS Fornecimentos e serviços externos 62.000,00 95.000,00 53.000,00 210.000,00 Gastos com o pessoal 242.000,00 284.000,00 226.000,00 752.000,00 Gastos de depreciação e de amortização 74.000,00 37.000,00 25.000,00 136.000,00 Outros gastos e perdas 4.000,00 6.000,00 30.000,00 40.000,00 TOTAIS 382.000,00 422.000,00 334.000,00 1.138.000,00 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 15 → 150
  • 16.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Existências Em 01.Jan.”N” Em 31.Dez.”N” Matérias-primas e subsidiárias € 740.000,00 € 860.000,00 Produtos em curso de fabrico € 42.000,00 € 34.000,00 Produtos acabados e intermédios € 117.000,00 € ? Produtos acabados e intermédios 36.000 litros 48.000 litros Quantidade de vinho “Moscatel” vendida no ano “N”: 1.148.000 litros. O critério de valorimetria adoptado para o custeio das saídas é o FIFO. PEDIDO: Prepare as demonstrações dos resultados por funções e por naturezas, admitindo que a taxa de IRC é de 20%. RESOLUÇÃO DO EXERCÍCIO NR.º 1 Balancete do razão é um balancete que só inclui contas de razão (contas principais, de dois dígitos). €740.000,00 €860.000,00 €42.000,00 €4.090.000,00 €34.000,00 €3.700.000,00 1) Apuramento do Custo das Matérias Consumidas €117.000,00 36.000 litros CMC SOMP CMP SfMP    CMC  740.000  3.820.000  860.000 CMC  3.700.000,00 € € ? 48.000 litros Significa que, no período, se verificou o fluxo do AMP para a FABRICAÇÃO de € 3.700.000,00 de matérias-primas 1.148.000 litros vendidos Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 16 → 150 €3.820.000,00
  • 17.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA 2) Apuramento do Custo de Fabricação/Produção (Custo Industrial – CIP) CTc transformação Mod GGF   .  .  62.000 242.000 74.000 4.000     CT c transformação  .  382.000,00  CT c transformação CIP  MP  Mod  GGF CIP  3.700.000  382.000 CIP  4.082.000,00 € Significa que o custo de produção do período ascendeu a € 4.082.000,00 3) Apuramento do Custo da Produção Acabada/Terminada (Pt) Pt CIPA  SoPCF  CIP  SfPCF CIPA  42.000  4.082.000 34.000 CIPA  4.090.000Pt  4.090.000,00 € Significa que, no período, o fluxo para o APA da produção terminada foi de € 4.090.000,00 4) Apuramento do Custo das Vendas (CIPV) Sabemos que vendemos 1.148.000 litros de vinho “Moscatel” no período “N” e queremos apurar o seu custo: CIPV  SoPA  CIPA  SfPA Mas, para calcular o CIPV temos que previamente calcular o SfPA – stock de existências finais de produtos acabados (este dado não é fornecido no enunciado do exercício). Todos os fluxos de saída na unidade industrial são valorizados/custeados pelo critério FIFO. Assim, temos: Stock inicial no APA em quantidades…………………….: 36.000 litros Produção vendida em quantidades (que saiu do APA)...: 1.148.000 litros Stock final no APA em quantidades………………………: 48.000 litros 1.148.000 36.000 48.000 1.160.000 litros A quantidade de produção terminada que foi transferida da FABRICAÇÃO para o APA foi de 1.160.000 litros de “Moscatel” Pt 1.160.000 litros  custos c . u .  3,52586 Q custo da P . . 4.090.000,00 t €/litro . .    P l 1.160.000 c u t Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 17 → 150
  • 18.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA SfP€A  48.000.litros c.unitário  48.0003,52586  169.241,00 CIPV  SoPA  CIPA  SfPA CIPV 117.000 4.090.000 169.241 CIPV  4.037.759,00 € Os 1.148.000 litros que foram vendidos no período “N” tiveram um custo industrial de € 4.037.759,00 5) Apuramento da Variação da Produção  A variação da produção: calcula-se a diferença algébrica entre os stocks finais e os stocks iniciais das contas “Produtos acabados e intermédios”, “Subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos” e “Produtos e trabalhos em curso”, tomando ainda em consideração o movimento registado em “Regularização de existências”.     V PRODUÇÃO SfPA SfPCF SOPA SOPCF .     V.PRODUÇÃO  169.241 34.000  117.000  42.000 V.PRODUÇÃO  203.241159.000  44.241,00 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 18 → 150
  • 19.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR NATUREZAS POC Custos e Perdas Ano “N” 61 Custos das mercadorias vendidas e matérias consumidas 3.700.000,00 62 Fornecimento e serviços externos 210.000,00 63 Impostos 0,00 64 Custos com o pessoal 752.000,00 65 Outros custos e perdas operacionais 40.000,00 66 Amortizações e ajustamentos do exercício 136.000,00 67 Provisões do exercício 0,00 (A) 4.838.000,00 68 Custos e perdas financeiras 245.000,00 (C) 5.083.000,00 69 Custos e perdas extraordinárias 0,00 (E) 5.083.000,00 86 Imposto sobre o rendimento do exercício – 20% 35.648,00 (G) 5.118.648,0 88 Resultado líquido do exercício 142.593,00 Total 5.261.241,00 Proveitos e Ganhos 71 Vendas 5.166.000,00 72 Prestações de serviços 0,00 Variação da produção 44.241,00 73 Proveitos suplementares 0,00 74 Subsídios à exploração 0,00 75 Trabalhos para a própria empresa 0,00 76 Outros proveitos e ganhos operacionais 48.200,00 77 Reversões de amortizações e ajustamentos 0,00 (B) 5.258.441,00 78 Proveitos e ganhos financeiros 2.800,00 (D) 5.261.241,00 79 Proveitos e ganhos extraordinários 0,00 Total (F) 5.261.241,00 RESUMO: Resultados Operacionais: (B) – (A) 420.441,00 Resultados Financeiros: ( D-B ) – ( C-A ) - 242.200,00 Resultados Correntes: (D) – (C) 178.241,00 Resultados Antes de Impostos: ( F-E) 178.241,00 Resultados Líquidos: (F) – (G) 142.593,00 DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR FUNÇÕES Ano “N” Vendas e prestações de serviços 5.166.000,00 Custos das vendas e das prestações de serviços - 4.037.759,00 Resultados brutos 1.128.241,00 Outros proveitos e ganhos operacionais 48.200,00 Custos de distribuição - 422.000,00 Custos administrativos - 334.000,00 Outros custos e perdas operacionais 40.000,00 Resultados operacionais 420.441,00 Custo líquido de financiamento - 242.200,00 Ganhos (perdas) em filiais e associadas 0,00 Ganhos (perdas) em outros investimentos 0,00 Resultados correntes 178.241,00 Impostos sobre os resultados correntes (20%) - 35.648,00 Resultados correntes após impostos 142.593,00 Resultados extraordinários 0,00 Impostos sobre os resultados extraordinários (20%) 0,00 Resultados líquidos 142.593,00 Resultados por acção - Já estão incorporados TPC: RESOLUÇÃO DO EXERCÍCIO UTILIZANDO O MÉTODO LIFO E CUSTO MÉDIO PONDERADO Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 19 → 150
  • 20.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA ARTICULAÇÃO ENTRE A CONTABILIDADE ANALÍTICA E A CONTABILIDADE FINANCEIRA Em Portugal não existe normalização quanto à Contabilidade Analítica. Cada empresa concebe o seu plano de Contabilidade Analítica (classe 9). Os sistemas que existem para fazer a articulação entre a Contabilidade Financeira e Contabilidade Analítica são:  SISTEMAS MONISTAS (1 só plano de contas: C. Geral)  Sistema Monista Radical ou único indiviso  Sistema Monista Diviso ou Monisto Moderado  SISTEMAS DUALISTA (2 planos de contas)  Sistema Duplo-Contabilístico  Sistema Duplo-Misto EXERCÍCIO NR.º 2 – Dra. Maria Hélder Considere a unidade industrial BETA SA que fabrica um único produto e que em determinado período apresentou a seguinte informação: 1. Balancete de verificação em anexo (em milhares de €). 2. Existências em 31.DEZ.”N” (valores em milhares de €): Mercadorias 100 Produtos fabricados 1.500 Produtos em curso de fabrico 1.000 Matérias-primas 2.000 3. Classificação dos custos do período por funções ou por destino (valores em milhares de €): Custos do sector fabril 4.500 (1.000 de MOD) Custos do sector comercial 1.280 Custos do sector administrativo 400 Gastos de financiamento 400 Outros gastos e perdas 70 TOTAIS 6.650 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 20 → 150
  • 21.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA 4. Os impostos sobre o resultado do exercício representam 20%. 5. A produção do período é avaliada ao custo industrial. ANEXO Balancete de verificação em 31.DEZ.”N” da unidade industrial BETA SA obtido na Contabilidade Financeira (valores em milhares de €): CONTAS MOV. ACUMULADO SALDOS Débito Crédito Devedor Credor Caixa e depósitos à ordem 16.000 15.500 500 Clientes 23.000 20.000 3.000 Fornecedores 17.000 18.200 1.200 Provisões 100 100 Compras de Matérias-primas 15.500 500 15.000 Mercadorias 100 100 Matérias-primas, subsidiárias e de consumo 3.000 3.000 Produtos acabados e intermédios 2.000 2.000 Produtos e trabalhos em curso 500 500 Activos fixos tangíveis 6.800 6.800 Capital 3.000 3.000 Fornecimentos e serviços externos 3.000 100 2.900 Gastos com o pessoal 2.000 2.000 Gastos da amortização e de depreciação 1.100 1.100 Provisões do período 180 180 Outros gastos e perdas 70 70 Gastos e perdas de financiamento 400 400 Vendas 600 33.600 33.000 Outros rendimentos e ganhos 410 410 Rendimentos e ganhos de financiamento 40 40 Resultado líquido do período 940 940 TOTAIS 92.290 92.290 37.650 37.650 PEDIDOS: 1. Registos na Contabilidade Interna do movimento do período e do apuramento do resultado, em sistema dualista duplo-contabilístico. 2. Elabore as demonstrações dos Resultados por Funções e por Naturezas. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 21 → 150
  • 22.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA m€ 3.000 m€ 500 m€ 2.000 m€ 100 m€ 1.500 m€ 1.000 m€ 2.000 1) Apuramento do Custo das Matérias Consumidas e das Mercadorias Vendidas CMC  SoMP  Compras  SfMP CMC  3.00015.000  2.000 CMC  16.000 m€ CMV  SoMercadoria  Compras  SfMercadoria CMV 100 0 100 CMV  0 2) Apuramento do Custo de Fabricação/Produção (Custo Industrial – CIP) CI  MP CT CI  MP  MOD GGF CI 16.0001.000 3.500 CI  20.500 m€ 3) Apuramento do Custo da Produção Acabada/Terminada (Pt) CIPA  SoPCF  CI  SfPCF CIPA  500  20.500 1.000 CIPA  20.000 m€ Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 22 → 150 m€ 15.000 m€ 100 Mercadorias m€ 16.000 m€ 20.00 m€ 20.500
  • 23.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA 4) Apuramento do Custo das Vendas (CIPV) CIPV  SoPA  CIPA  SfPA CIPV  2.000 20.0001.500 CIPV  20.500 m€ 5) Apuramento da Variação da Produção  A variação da produção: calcula-se a diferença algébrica entre os stocks finais e os stocks iniciais das contas “Produtos acabados e intermédios”, “Subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos” e “Produtos e trabalhos em curso”, tomando ainda em consideração o movimento registado em “Regularização de existências”.     V.PRODUÇÃO  SfPA  SfPCF  SoPA  SoPCF V.PRODUÇÃO  1.500 1.000  2.000  500 V.PPRODUÇÃO  2.500  2.500  0 Demonstração de Resultados por Naturezas (em milhares de €): CUSTOS E PERDAS PROVEITOS E GANHOS 61 – C.M.C.M.V. 16.000 71 – Vendas 33.000 62 – Fornecimentos e Serviços Externos 2.900 72 – Prestação de Serviços 0 63 – Impostos 0 73 – Proveitos Suplementares 0 64 – Custos com o pessoal 2.000 74 – Subsídios à Exploração 0 65 – Outros custos operacionais 70 75 – Trabalhos p/a própria Empresa 0 66 – Amortizações e Ajustam. do Exerc. 1.100 76 – Outros Proveitos Operacionais 410 67 – Provisões do Exercício 180 77 – Reversão Amort. e Ajustamentos 0 68 – Custos Financeiros 400 78 – Proveitos Financeiros 40 69 – Custos Extraordinários 0 79 – Proveitos Extraordinários 0 22.650 Variação da Produção 0 Imposto s/ o rendimento do Exercício 2.160 Resultado Líquido do Exercício 8.640 33.450 33.450 RAI  33.450  22.650 10.800 m€ Imposto s/Rendimento do Exercício (30%)10.8000,2  2.160 m€ RLE 10.800  2.160  8.640 m€ Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 23 → 150
  • 24.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Demonstração de Resultados por Funções (em milhares de €): TOTAL Vendas e Prestação de Serviços 33.000 Custo das Vendas e Prestação de Serviços (20.500) Resultado Bruto 12.500 Outros Proveitos Operacionais 410 Custos de Distribuição (1.280) Custos Administrativos (400) Outros Custos Operacionais (70) Resultados Operacionais 11.160 Resultados Financeiros (360) Resultados Correntes 10.800 Impostos sobre os Resultados Correntes (20%) (2.160) Resultados Correntes após Impostos 8.640 Resultados Extraordinários 0 Imposto sobre os Resultados Extraordinários (20%) 0 RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 8.640 ( - 400 + 40 ) ( 10.800 x 0,20 ) RELEVAÇÃO DIGRÁFICA EM SISTEMA DUALISTA DUPLO-CONTABILÍSTICO São 3 as fases da Relevação Digráfica em Sistema Dualista Duplo-Contabilístico:  Abertura dos saldos iniciais;  Movimentos do período;  Apuramento de resultados. Contas 91.X – são contas reflectidas, contas de contrapartida Contas 92.X – são contas de reclassificação dos custos Contas 93.X – são contas de existências Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 24 → 150
  • 25.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 25 → 150
  • 26.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA EXERCÍCIO NR.º 1 – Dr. Luís Abrantes SISTEMA DUPLO-CONTABILÍSTICO – DR POR FUNÇÕES – DR POR NATUREZAS. Considere uma empresa industrial e os seguintes dados relativos ao ano N (valores em €): 1. Existências iniciais do activo de exploração: Matérias-primas 200.000,00 Produtos em curso de fabrico 50.000,00 Produtos acabados 120.000,00 2. Compras de matérias-primas: 2.000.000,00 3. Custos do mês, classificados segundo a natureza específica (classe 6, contabilidade geral): Fornecimentos e serviços externos 540.000,00 Custos com o pessoal 200.000,00 Amortizações do exercício 160.000,00 Custos e perdas financeiras 80.000,00 Custos e perdas extraordinárias 20.000,00 4. Reclassificação dos mesmos custos, por funções (classe 9, contabilidade analítica): Custos fabris 630.000,00 Custos de distribuição 150.000,00 Custos administrativos 120.000,00 Custos e perdas financeiras 80.000,00 Custos e perdas extraordinárias 20.000,00 5. Custo das matérias consumidas: 1.900.000,00 6. Custo da produção terminada: 2.300.000,00 7. Custo dos produtos vendidos: 1.800.000,00 8. Proveitos e ganhos do mês: Vendas 2.300.000,00 Proveitos suplementares 30.000,00 Proveitos e ganhos financeiros 10.000,00 Proveitos e ganhos extraordinários 30.000,00 9. Impostos sobre os lucros: 30% Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 26 → 150
  • 27.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA PEDIDOS: a) Relevação digráfica do movimento do período e apuramento dos resultados, em sistema dualista duplo-contabilístico; b) Demonstração de resultados por funções (contabilidade analítica); c) Demonstração de resultados por naturezas (contabilidade geral). € 200.000,00 € 50.000,00 € 2.000.000,00 € 120.000,00 € 1.900.000,00 CI = € 2.530.000,00 € 300.000,00 1) Apuramento do Custo das Vendas (CIPV) CIPV  SoPA  CIPA  SfPA 1.800.000  120.000  2.300.000  SfPA SfPA  620.000,00 CIPA= € 2.300.000,00 € 280.000,00 2) Apuramento do Custo da Produção Acabada/Terminada (Pt) CIPA  SoPCF  CI  SfPCF 2.300.000  50.000  2.530.000  SfPCF SfPCF  280.000,00 3) Apuramento do Custo de Fabricação/Produção (Custo Industrial – CIP) CI  MP CT CI 1.900.000  630.000 CI  2.530.000,00 CIPV= € 1.800.000,00 € 620.000,00 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 27 → 150
  • 28.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA 4) Apuramento do Custo das Matérias Consumidas e das Mercadorias Vendidas CMC  SoMP  Compras  SfMP 1.900.000  200.000  2.000.000  SfMP SfMP  300.000,00 5) Apuramento da Variação da Produção  A variação da produção: calcula-se a diferença algébrica entre os stocks finais e os stocks iniciais das contas “Produtos acabados e intermédios”, “Subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos” e “Produtos e trabalhos em curso”, tomando ainda em consideração o movimento registado em “Regularização de existências”.     V.PRODUÇÃO  SfPA  SfPCF  SoPA  SoPCF V.PRODUÇÃO  620.000  280.000  120.000  50.000 V.PRODUÇÃO  900.000 170.000 V.PRODUÇÃO  730.000,00 DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR NATUREZAS Demonstração dos Resultados Líquidos CUSTOS E PERDAS PROVEITOS E GANHOS 61 – C.M.C. 1.900.000 71 – Vendas 2.300.000 62 – Fornecimentos e Serviços Externos 540.000 72 – Prestação de Serviços 63 – Impostos 73 – Proveitos Suplementares 30.000 64 – Custos com o pessoal 200.000 74 – Subsídios à Exploração 65 – Outros custos operacionais 75 – Trabalhos p/a própria Empresa 66 – Amortizações e Ajustam. do Exerc. 160.000 76 – Outros Proveitos Operacionais 67 – Provisões do Exercício 77 – Reversão Amort. e Ajustamentos 68 – Custos Financeiros 80.000 78 – Proveitos Financeiros 10.000 69 – Custos Extraordinários 20.000 79 – Proveitos Extraordinários 30.000 2.900.000 Variação da Produção 730.000 Imposto s/ o rendimento do Exercício 60.000 Resultado Líquido do Exercício 140.000 3.100.000 3.100.000 Imposto s/Rendimento do Exercício (30%) 3.100.000  2.900.0000,3  60.000,00 RLE  3.100.000  2.900.000  60.000  200.000  60.000 140.000,00 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 28 → 150
  • 29.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR FUNÇÕES (Contabilidade Analítica) TOTAL Vendas e Prestação de Serviços 2.300.000,00 Custo das Vendas e Prestação de Serviços - 1.800.000,00 Resultado Bruto 500.000,00 Outros Proveitos Operacionais 30.000,00 Custos de Distribuição - 150.000,00 Custos Administrativos - 120.000,00 Outros Custos Operacionais 0,00 Resultados Operacionais 260.000,00 Resultados Financeiros - 70.000,00 Resultados Correntes 190.000,00 Impostos sobre os Resultados Correntes (30%) - 57.000,00 Resultados Correntes após Impostos 133.000,00 Resultados Extraordinários 10.000,00 Imposto sobre os Resultados Extraordinários (30%) - 3.000,00 RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 140.000,00 Proveitos Suplementares ( - 80.000 + 10.000 ) ( 190.000 x 0,30 ) ( - 20.000 + 30.000 ) Nota: As empresas com sistemas de contabilidade analítica devem adoptar o Sistema de Inventário Permanente. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 29 → 150
  • 30.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 30 → 150
  • 31.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA EXERCÍCIO NR.º 2 – Dr. Luís Abrantes SISTEMA DUPLO-CONTABILÍSTICO – DR POR FUNÇÕES – DR POR NATUREZAS. Considere uma empresa que no mês passado apresentava os seguintes dados (valores em €): PRODUÇÃO DISTRIB. ADMIN. OUTROS FINANCEIROS EXTRAORD. TOTAL Vendas 1.400.000 Proveitos Suplementares 700 Subsídios à Exploração 3.000 Trabalhos Própria Empresa 27.000 Outros Prov. Operacionais 300 Reversão de Ajustamentos 800 Proveitos Financeiros 500 Proveitos Extraordinários 4.800 Forn. e Serviços Externos 120.000 40.000 36.000 4.000 200.000 Impostos 500 1.000 4.400 5.900 Custos com o Pessoal 160.000 31.400 40.000 231.400 Outros Custos Operaci. 1.200 200 1.300 200 2.900 Amort. e Ajust. Exercício 80.000 20.000 14.000 600 114.600 Custos Financeiros 100 600 2.000 8.000 10.700 Custos Extraordinários 200 500 1.300 800 2.800 362.000 93.700 99.000 4.800 8.000 800 Relativamente às existências, são conhecidos os seguintes valores (em €): INICIAIS FINAIS Produtos Acabados 40.000 65.000 Mercadorias 6.000 2.000 Produtos em Curso 50.000 70.000 Matérias-Primas 75.000 55.000 Compra de Mercadorias 36.000 Compra de Matérias-Primas 780.000 Do custo dos trabalhos para o imobilizado, € 15.000 dizem respeito a consumo de matérias-primas, sendo o restante referente a custos de transformação. Imposto sobre os lucros: 30% PEDIDOS: 1) Contabilização do movimento do período e do apuramento de resultados, em sistema dualista duplo-contabilístico; 2) Demonstração dos resultados, por funções e por naturezas. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 31 → 150
  • 32.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA € 75.000,00 € 50.000,00 € 780.000,00 € 120.000,00 CIPV= € 1.800.000,00 € 620.000,00 CIPA= € 1.115.000,00 CI = € 1.162.000,00 € 70.000,00 € 800.000,00 € 55.000,00 € 6.000,00 € 36.000,00 Armazém de Mercadorias € 2.000,00 IMOBILIZADO (trabalhos para a própria empresa) 1) Apuramento do Custo das Matérias Consumidas e das Mercadorias Vendidas CMC  SoMP  Compras  SfMP CMC  75.000  780.000  55.000 CMC  800.000,00 € CMV  SoMercadoria Compras SfMercadoria CMV  6.000  36.000  2.000 CMV  40.000,00 € 2) Apuramento do Custo de Fabricação/Produção (Custo Industrial – CIP) CI  MP CT CI  800.000  362.000 CI  1.162.000,00 € 3) Apuramento do Custo da Produção Terminada (Pt - CIPA) CIPA  SoPCF  CI  SfPCF CIPA  50.000 1.162.000  70.000 CIPA  1.142.000,00 € CIPA  1.142.000  27.000  1.115.000,00 € (transferidos para o APA) Destes € 1.142.000,00 de Produção Terminada, € 27.000 vão para imobilizado (trabalhos para a própria empresa). Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 32 → 150
  • 33.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA 4) Apuramento do Custo das Matérias Consumidas e das Mercadorias Vendidas CIPV  SoPA  CIPA  SfPA CIPV  40.000 1.115.000  65.000 CIPV  1.090.000,00 € 5) Apuramento da Variação da Produção  A variação da produção: calcula-se a diferença algébrica entre os stocks finais e os stocks iniciais das contas “Produtos acabados e intermédios”, “Subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos” e “Produtos e trabalhos em curso”, tomando ainda em consideração o movimento registado em “Regularização de existências”.     V.PRODUÇÃO  SfPA  SfPCF  SoPA  SoPCF V.PRODUÇÃO  65.000  70.000  40.000  50.000 V.PRODUÇÃO  135.000  90.000 V.PRODUÇÃO  45.000,00 € DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR NATUREZAS Demonstração dos Resultados Líquidos CUSTOS E PERDAS PROVEITOS E GANHOS 61 – C.M.V.M.C. 840.000 71 – Vendas 1.400.000 62 – Fornecimentos e Serviços Externos 200.000 72 – Prestação de Serviços 0 63 – Impostos 5.900 73 – Proveitos Suplementares 700 64 – Custos com o pessoal 231.400 74 – Subsídios à Exploração 3.000 65 – Outros custos operacionais 2.900 75 – Trabalhos p/a própria Empresa 27.000 66 – Amortizações e Ajustam. do Exerc. 114.600 76 – Outros Proveitos Operacionais 300 67 – Provisões do Exercício 0 77 – Reversão Amort. e Ajustamentos 800 68 – Custos Financeiros 10.700 78 – Proveitos Financeiros 500 69 – Custos Extraordinários 2.800 79 – Proveitos Extraordinários 4.800 1.408.300 Variação da Produção 45.000 Imposto s/ o rendimento do Exercício 22.140 Resultado Líquido do Exercício 51.660 1.482.100 1.482.100 RAI  1.482.100 1.408.300  73800,00 € Imposto s/Rendimento do Exercício (30%)  73.8000,3  22.140,00 € RLE  73.800  22.140  51.660,00 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 33 → 150
  • 34.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR FUNÇÕES (Contabilidade Analítica) TOTAL 1. Vendas das Mercadorias e dos Produtos 1.400.000,00 2. Custos das Mercadorias e Produtos Vendidos - 1.130.000,00 3. Sub-Total 270.000,00 4. Custos de Trabalhos para Imobilizado - 27.000,00 5. Resultado Bruto (3-4) 243.000,00 6. Outros Proveitos Operacionais (700+3.000+27.000+300+800) 31.800,00 7. Custos de Distribuição - 93.700,00 8. Custos Administrativos - 99.000,00 9. Outros Custos Operacionais - 4.800,00 10. Resultados Operacionais (5+6+7+8+9) 73.300,00 11. Resultados Financeiros - 7.500,00 12. Resultados Correntes 69.800,00 13. Impostos sobre os Resultados Correntes (30%) - 20.940,00 14. Resultados Correntes após Impostos 48.860,00 15. Resultados Extraordinários 4.000,00 16. Imposto sobre os Resultados Extraordinários (30%) - 1.200,00 RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 51.660,00 1.090.000 + 40.000 TOTAL Produção T. Empresa Compra de Matérias-Primas 780.000 Exist. Iniciais Matérias-Primas 75.000 Exist. Finais Matérias-Primas 55.000 Custo Matérias Consumidas 800.000 785.000 15.000 Custos de Transformação 362.000 350.000 12.000 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 34 → 150
  • 35.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 35 → 150
  • 36.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA PARTE II – A MEDIDA DA PRODUÇÃO CAPÍTULO I – Quadro Conceptual 6. Conceitos de produto, de processo produtivo e de sistema produtivo 7. Estudos dos sistemas e dos processos produtivos 2.1. Classificação dos sistemas produtivos – uniformes e múltiplos 2.2. Segmentação dos processos e dos sistemas produtivos 2.3. Estruturas dos sistemas e dos processos produtivos 8. Os conceitos de medida da produção 4.3. A produção terminada 4.4. A produção inacabada e graus de acabamento 4.5. A produção equivalente a acabada: os coeficientes de acabamento 4.6. A produção acabada 4.7. A produção efectiva CAPÍTULO II – A medida das produções efectiva e terminada 7. A medida da produção efectiva de um produto e o método das unidades equivalentes 1.1. Num segmento do seu processo produtivo 1.2. Num sistema produtivo segmentado 8. A medida das produções efectiva e terminada de um centro produtivo 2.1. O método de homogeneização das produções efectivas Produto: coisa produzida (um bem ou serviço). Processo produtivo: conjunto das acções, de diversos agentes/factores, a que as matérias-primas são sujeitas para a sua transformação em produtos acabados. Sistema produtivo: tipo de sistema de produção utilizado pela unidade produtiva. O tipo de produção pode ser uniforme (quando elabora um único produto – P1) ou múltipla (se fabrica dois ou mais produtos – P1, P2, P3, …Pn). Em produção múltipla, ela será disjunta quando se fabrica um produto em cada ciclo do processo produtivo (exemplo de uma indústria de mobiliário), e conjunta quando em simultâneo no mesmo ciclo do processo produtivo se obtém dois ou mais produtos (exemplo da indústria petrolífera ou lacticínios). Processo produtivo não segmentado: inexistência de segmentos menores… uma só fase de fabricação (por razões técnicas ou convencionais). Processo não segmentado 0 1 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 36 → 150
  • 37.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Processo produtivo segmentado: quando a elaboração dos produtos está sujeita a várias fases de fabricação (exemplo da indústria do calçado, onde normalmente se identificam 4 fases de fabricação: corte, costura, montagem, e acabamento). Processo segmentado 0 1 2 3 w-1 w Estádio de elaboração de um produto: é a parte já decorrida do processo produtivo. Regimes de fabrico: A unidade industrial poderá trabalhar no regime de fabricação contínua, ininterruptamente (caso da indústria do vidro, em que parar a actividade do forno implicaria o seu colapso), sendo este regime típico da produção uniforme. Ou poderá trabalhar em regime de fabricação descontínua (é necessário parar a fabricação de certos produtos para se produzirem outros), podendo ser em série ou por encomenda (produtos com características específicas). Estrutura do processo produtivo: forma como se ordenam as operações no processo da produção, podendo a unidade produtiva ter uma estrutura linear, convergente, divergente, ou mista. Estrutura linear: as operações sucedem-se por ordem cronológica formando uma série única. A1A2 A3 ...An Estrutura convergente: se uma dada operação é precedida de duas ou mais séries lineares de operações. A1A2 A3 ...An C1C2 ...Cn B1B2 ...Bn Estrutura divergente: se a uma dada operação sucedem duas ou mais séries lineares de operações. B1B2 ...Bn A1A2 ...An C1C2 ...Cn Estrutura mista: combinação de duas ou mais das estruturas anteriores. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 37 → 150
  • 38.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Produção terminada: contabilisticamente a produção terminada pressupõe um fluxo – a produção terminada de um certo segmento j é a que, tendo nele sido acabada, transita para o segmento j+1; a produção terminada na unidade industrial como um todo é a que, tendo sido acabada no segmento w, último integrante do processo, transita dali para os pontos de armazenagem dos produtos prontos para venda.  Produção Terminada no último segmento do processo de fabrico e que Ptw  Pv  SF  SOPA  transita para o armazém de produtos acabados, calculada pelo método PA indirecto, utilizando para o efeito a Produção Vendida. O valor da produção terminada numa das fases de fabrico e que transitou para outro segmento é conseguida através da variação dos stocks de produtos em curso de fabrico, variação essa observada no segmento que se sucedeu (“anda-se para trás até chegar ao valor). Nas unidades produtivas é utilizado o método directo de registo/anotação dos valores. Repare-se que a Produção Terminada corresponde ao CIPA, com a diferença que a primeira é medida em unidades físicas e a segunda em unidades monetárias (euros). Produção inacabada ou em curso de fabrico: é a produção que num dado momento ainda se encontra nas linhas de fabrico, e que não é susceptível de ser transferida para o segmento seguinte ou para o armazém de produtos acabados. Produção equivalente a acabada: para se conseguir medir a Produção Efectiva no período há a necessidade de valorizar a Produção em Curso em unidades de produto, convertendo os seus stocks iniciais e finais em unidades equivalentes a acabadas (de facto não conseguiríamos chegar à Produção Efectiva com valores medidos em horas de trabalho ou quilogramas de factores). Para o efeito, utilizam-se coeficientes de acabamento que espelham o grau de acabamento (comparativamente com a produção acabada – produtos prontos a serem vendidos) da produção inacabada. Coeficiente de Acabamento: Quantidade do factor já incorporado . . . . Quantidade total necessária desse factor . . . . Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 38 → 150
  • 39.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Produção efectiva: é a produção que efectivamente se produziu no período, esteja ou não totalmente acabada. Pej Pt caFj .SFPC caO j .SOPC    j  factor produtivo Regimes de incorporação de factores: diz respeito ao modo como, numa perspectiva económica e não física, os factores de produção (MP, MOD, GGF) são incorporados num dado segmento. Incorporações Pontuais: Incorporações Lineares: São incorporações instantâneas que podem acontecer tanto num único ponto do processo produtivo como em várias vezes ao longo da fase de fabricação. São incorporações contínuas que podem acontecer com intensidade constante ou não ao longo do processo produtivo. EXEMPLOS DE INCORPORAÇÕES E COEFICIENTES DE ACABAMENTO 60% LOTE EM LABORAÇÃO= 2.000 UF 0% 100% Pt = 5.000 UF (de automóveis) SO=0 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 39 → 150 t Incorporação linear e constante de MP1 Incorporação pontual de MP2 = 60% 30% Incorporação pontual de MP2 = 40% Pe de MP1 e MP2 ?
  • 40.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA           PeMP Pt caMP SF caMP SOMP   UEA UEA MP 1 1. 1 1. 1 5.000 0,3 2.000 0 5.000 600 5.600           PeMP Pt caMP SF caMP SOMP   UEA UEA MP 2 2 . 2 2 . 2 5.000 0,6 2.000 0 5.000 1.200 6.200 60% LOTE EM LABORAÇÃO= 2.000 UF 80% 0% 100% Pt = 5.000 UF (de automóveis) SO=0           PeMP Pt caMP SF caMP SOMP   UEA UEA MP 1 1. 1 1. 1 5.000 0,8 2.000 0 5.000 1.600 6.600           PeMP Pt caMP SF caMP SOMP   UEA UEA MP 2 2 . 2 2. 2 5.000 1 2.000 0 5.000 2000 7.000 Incorporação linear e constante de MP2 = 50% Incorporação pontual de MP1 Incorporação pontual de MP2 = 50% 30% 80% Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 40 → 150 t Incorporação linear e constante de MP1 Incorporação pontual de MP2 = 60% 30% Incorporação pontual de MP2 = 40% Pe de MP1 e MP2 ? 60% t 0% 100% ca de MP1 e MP2 ?
  • 41.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Coeficientes de Acabamento decorridos 80% do período? caMP1  100% 50% 25%* 75% caMP 2    * t2  t1  100%  60%  40% de tempo ainda a decorrer t ca 0,450% 0,2x ? Incorporação pontual de MP2 = 20% 60% Incorporação pontual de MP1 30% 80% Incorporação linear e constante de MP2 t 0% 100% ca de MP1 e MP2 ? Coeficientes de Acabamento decorridos 80% do período? caMP1  100% 20% 40%* 60% caMP 2    * t2  t1  100%  60%  40% de tempo ainda a decorrer t ca 0,480% 0,2x ? Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 41 → 150
  • 42.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA EXERCÍCIOS SOBRE A MEDIDA DA PRODUÇÃO – Produções Terminadas, Produções Efectivas, Produções Acabadas e Produções Equivalentes a Acabadas). 1.PROCESSO PRODUTIVO NÃO SEGMENTADO EXERCÍCIO NR.º 1 – Dra. Maria Hélder Considere uma unidade industrial que apresenta as seguintes características estruturais:  O processo de fabrico é constituído por um único segmento (processo produtivo não segmentado).  No processo de transformação é fabricado um único produto P (produção uniforme ou única). INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DADO PERÍODO 1. Existências iniciais de produtos em curso de fabrico: 2.000 UF com 50% de acabamento. 2. Produção transferida para o armazém de produtos fabricados (ou produção terminada) no período: 15.000 UF do produto P. 3. Existências finais de produtos em curso de fabrico: nulas. PEDIDO: Calcule a produção efectiva do período, sendo a incorporação dos factores efectuada do seguinte modo:  Pontualmente no início do processo de fabrico;  Linearmente ao longo de todo o processo de produção;  Linearmente entre 0 e 50% do processo produtivo;  Linearmente entre 50% e o final do processo de fabrico;  Pontualmente no início do processo 50% dos factores e os restantes a 60% desse processo. Todos os factores foram incorporados (100%) pontualmente no início do processo de fabrico SO = 2.000 UF SF = 0 0% 100% Pej Pt caFj .SFPC caO j .SOPC    50% Pt = 15.000 UF Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 42 → 150 t O lote está localizado a meio do processo produtivo PePeríodo= 13.000 UF
  • 43.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Pe  15.000  0  100% 2.000 Pe  15.000  2.000  13.000 UF Todos os factores foram incorporados linearmente ao longo do processo de produção SO = 2.000 UF SF = 0 t PePeríodo= 14.000 UF 0% 100% Pej Pt caFj .SFPC caO j .SOPC    Pe  15.000  0  50% 2.000 Pe  15.000 1.000 14.000 UF 50% Todos os factores foram incorporados linearmente entre 0% e 50% do processo produtivo SO = 2.000 UF SF = 0 50% t PePeríodo= 13.000 UF 0% 100% Pej Pt caFj .SFPC caO j .SOPC    Pe  15.000  0  100% 2.000 Pe  15.000  2.000  13.000 UF Todos os factores foram incorporados linearmente entre 50% e o final do processo produtivo SO = 2.000 UF SF = 0 t PePeríodo= 15.000 UF 0% 100% Pej Pt caFj .SFPC caO j .SOPC    Pe  15.000  0  0% 2.000 Pe  15.000  0  15.000 UF Pt = 15.000 UF Pt = 15.000 UF 50% Pt = 15.000 UF Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 43 → 150
  • 44.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Os factores foram incorporados pontualmente em 50% no início do processo e os restantes a 60% desse processo F 50% F 50% SO = 2.000 UF SF = 0 t PePeríodo= 14.000 UF 60% 0% 100% Pej Pt caFj .SFPC caO j .SOPC    Pe  15.000  0  50% 2.000 Pe  15.000 1.000 14.000 UF 50% EXERCÍCIO NR.º 1 – Dr. Luís Abrantes Pt = 15.000 UF DADOS GERAIS:  A Sociedade Industrial X Lda tem como objecto a produção e comercialização do único produto P.  O processo produtivo de P decorre numa única fase, sendo caracterizado pelo seguinte esquema de incorporação de factores: Matérias-primas:  MP1: 50% instantaneamente no ponto 0,3 do processo produtivo e o restante no ponto 0,7 do mesmo processo;  MP2: 80% no início do processo produtivo e os restantes 20% decorridos 60% do mesmo. Custos de conversão  Linearmente ao longo de todo o processo produtivo. DADOS RELATIVOS AO ACTIVO DE EXPLORAÇÃO:  As existências em 31.12.N-1 eram as seguintes:  Produtos em curso de fabrico – 4.000 unidades físicas de P com 35% de acabamento temporal.  Produtos acabados – 4.000 unidades.  Fluxos relativos ao ano N:  Vendas de P – 100.000 unidades. Um incêndio destruiu 1.000 unidades físicas de produtos em curso de fabrico que se encontravam no ponto 0,5 do processo produtivo. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 44 → 150
  • 45.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA  No fim do exercício N o activo de exploração apresentava a seguinte composição:  Produtos em curso de fabrico – 5.000 unidades físicas de P com 65% de acabamento temporal.  Produtos acabados – 5.000 unidades. PEDIDOS: Cômputo dos valores dos fluxos e stocks relativos ao produto P e para o ano N. Quebra = 1.000 UF MP2 = 20% Custos de Conversão MP MP1 = 50% 2 = 80% 50% SoPCF = 4.000 UF SfPCF = 5.000 UF 0% 100% Pt Pv SFPA SOPA    Pt  100.000  5.000  4.000  101.000 UF Pej Pt cafj SfPCF cao j SoPCF caq Quebra   .  .  . Sf = 5.000 UF caMP1 50% 2.500 UEA caMP2 100% 5.000 UEA t = 65% caCT 65% 3.250 UEA So = 4.000 UF caMP1 50% 2.000 UEA caMP2 80% 3.200 UEA t = 35% caCT 35% 1.400 UEA Q = 1.000 UF caMP1 50% 500 UEA caMP2 80% 800 UEA t = 50% caCT 50% 500 UEA Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 45 → 150 t 60% MP1 = 50% 30% 35% 65% 70%
  • 46.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA QTA: Quadro Tecnicamente Adequado Cômputo da Pe: UEA → Unidades Equivalentes às Acabadas M1 M2 C.Conversão UF ca UEA ca UEA ca UEA Produção Terminada + 101.000 100% 101.000 100% 101.000 100% 101.000 Stock final produção em curso + 5.000 50% 2.500 100% 5.000 65% 3.250 Stock inicial produção em curso - 4.000 50% 2.000 80% 3.200 35% 1.400 Quebra + 1.000 50% 500 80% 800 50% 500 Produção Efectiva Total 102.000 103.600 103.350 Produção Efectiva Útil 101.500 102.800 102.850 Pej Pt cafj SfPCF cao j SoPCF caq Quebra   .  .  . PeTOTALMP  101.000  2.500  2.000  500  102.000 UF 1 PeÚTILMP  101.000  2.500  2.000  101.500 UF 1 PeTOTALMP  101.000  5.000  3.200  800  103.600 UF 2 PeÚTILMP  101.000  5.000  3.200  102.800 UF 2  101.000  3.250 1.400  500  103.350 PeTOTALCT UF  101.000  3.250 1.400  102.850 PeÚTILCT UF LOCALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO vs REGIMES DE INCORPORAÇÃO DE FACTORES Situações/Casos Localização da Produção (L) Incorporação de Factores (I) 1º Pontual Pontual 2º Pontual Linear (contínua) 3º Linear (contínua) Pontual 4º Linear (contínua) Linear (contínua) 16 combinações possíveis Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 46 → 150
  • 47.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Processo Produtivo em que: I L  As 2.000 UF são constituídas por dois lotes de 1.000 UF cada, localizadas:  Lote 1 – no ponto 0,3 do processo;  Lote 2 – no ponto 0,6 do processo produtivo.  Factor F é incorporado instantaneamente a 40% do processo. Calcule o cam e as UEA. L I L Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 47 → 150
  • 48.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA MÉTODO DA SEPARAÇÃO DOS LOTES L1: ca  0%  0 UEA 1.000UF 0  0 UEA 50% ca UF m  1.000  2.000 UF L2: ca  100% 1.000 UEA 1.000UF 100%  1.000 UEA MÉTODO DO COEFICIENTE DE ACABAMENTO MÉDIO (PONDERADO) (% Lote 1  ca) + (% Lote 2  ca) = cam 50%0  50%100%  50%cam PCFUEA  2.000UF 50%  1.000 UEA Processo Produtivo em que: L I L  As 2.000 UF estão localizadas:  Lote 1 – 60% no ponto 0,3 do processo;  Lote 2 – restantes 40% no ponto 0,8 do processo produtivo.  Factor F é incorporado da seguinte forma:  40% no início do processo;  60% no ponto 0,6 do processo produtivo. Calcule o cam e as UEA. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 48 → 150
  • 49.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Lote 1 (60%) Incorporou 40% de F 40%60%  24% Lote 2 (40%) Incorporou 100% de F 100%40%  40% cam  24%  40%  64% PCFUEA  2.000UF 64%  1.280 UEA ca UF 40% 1.200 = 480 UEA 100% 800 = 800 UEA 1.280 UEA L L Processo Produtivo em que:  As 2.000 UF estão localizadas: 1.280  → 64% 2.000  Lote 1 – 40% no ponto 0,2 do processo;  Lote 2 – restantes no ponto 0,7 do processo produtivo. I  Factor F é incorporado linearmente entre 40% e 80% do processo produtivo. Calcule o cam e as UEA. Lote 1 (40%) Incorporou 0% de F 0% 40%  0% Lote 2 (60%) Incorporou 75% de F 75%60%  45% Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 49 → 150
  • 50.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA t caf 80% - 40% = 40% 100% 70% - 40% = 30% x 75%  100% 30%  40% x  cam  0%  45%  45% PCFUEA  2.000UF  45%  900 UEA Processo Produtivo em que:  As 2.000 UF estão localizadas:  Lote 1 – 40% no ponto 0,2 do processo;  Lote 2 – restantes no ponto 0,9 do processo produtivo.  Factor F é incorporado linearmente:  60% entre o início e 40% do processo;  40% entre o 80% e o termo do processo produtivo. Calcule o cam e as UEA. Lote 1 (40%) Incorporou 30% de F 30%40%  12% Lote 2 (60%) Incorporou 20% de F, mais os 60% já incorporados 20%  60%60%  48% Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 50 → 150
  • 51.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA t caf 40% - 0% = 40% 60% 20% - 0% = 20% x t caf 100% - 80% = 20% 40% 90% - 80% = 10% x  40% 10%  x  30% 20%  60% 20%  40% 20% x  cam  12%  48%  60% PCFUEA  2.000UF 60%  1.200 UEA 30%800UF  240UEA 80%1.200UF  960UEA 60%  240 960  1.200  2.000 2.000 cam REGRA: L1L2 Ica  0% I L2 L1ca 100% Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 51 → 150
  • 52.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Processo Produtivo em que:  As 2.000 UF estão linearmente distribuídas ao longo de todo o processo produtivo.  Factor F é incorporado pontualmente:  40% no ponto 20% do processo;  60% no ponto 80% processo produtivo. Calcule o cam e as UEA. Incorporação (momento t) % lotes (t) ca (físico) Ponderação 0% – 20% 20% 0% 0,00 20% – 80% 60% 40% 0,24 80% – 100% 20% 100% 0,20 Coeficiente de Acabamento Médio 44% PCF (UEA)  2.000UF  44%  880UEA Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 52 → 150
  • 53.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Incorporação (momento t) % lotes (t) ca (físico) Ponderação 0% – 40% 40% 0% 0,00 40% – 50% 25% 0% 0,00 50% – 80% 75% 100% 0,75 Coeficiente de Acabamento Médio 75% REGRA:  L I 2 2 2 L  L 2 1     L I L ca Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 53 → 150
  • 54.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA 50% I  I L  L 1 2  0%  100%  2 1 2 2 2  I1  L1 SEMPRE cam=50% I2  L2 REGRA: Se o intervalo de localização e de incorporação forem coincidentes, o coeficiente de acabamento médio é de 50% L1;L2  I1;I2 cam  50% Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 54 → 150
  • 55.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Processo Produtivo em que:  As 2.000 UF estão linearmente distribuídas entre o ponto 0,4 e 0,8 do processo produtivo.  Factor F é incorporado linearmente entre 20% e o ponto 60% do processo. Calcule o cam e as UEA. Incorporação (momento t) % lotes (t) ca (físico) Ponderação 40% – 60% 50% 75% 0,375 60% – 80% 50% 100% 0,500 Coeficiente de Acabamento Médio 87,5% Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 55 → 150
  • 56.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA PCF (UEA)  2.000UF 87,5%  1.750UEA 50% da produção está localizada entre o ponto 40% e 60% e incorpora um mínimo de 50% de factor e um máximo de 100%. Logo o coeficiente de acabamento médio (cam) será de 75%. 75% 100% 50%  2 Processo Produtivo em que:  As 2.000 UF estão linearmente distribuídas entre o início e o termo do processo produtivo.  Factor F é incorporado linearmente:  40% entre o início e o ponto 0,4 do processo;  60% entre os pontos 0,6 e 0,8 do processo produtivo. Calcule o cam e as UEA. Incorporação (momento t) % lotes (t) % incorporação ca (físico) Ponderação 0% – 40% 40% 40% 50% 0,08 40% – 60% 20% 40% 100% 0,08 60% – 80% 20% 100% 70% 0,14 80% – 100% 20% 100% 100% 0,20 Coeficiente de Acabamento Médio 50% PCF (UEA)  2.000UF 50%  1.000UEA Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 56 → 150
  • 57.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA EXERCÍCIO NR.º 2 – Dr. Luís Abrantes O processo produtivo da Unidade Industrial X é constituído por um único segmento, sendo fabricados os produtos P1 e P2 (produção múltipla disjunta), caracterizado pelo seguinte esquema de incorporação de factores:  MATÉRIAS-PRIMAS:  M1: instantaneamente, no início do processo produtivo;  M2: instantaneamente, no ponto 0,60.  MÃO-DE-OBRA E GGF: linearmente, desde o ponto 0,20 até ao fim do processo. INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DADO PERÍODO:  Produções Terminadas:  P1: 30.000 UF  P2: 35.000 UF  Existências iniciais de produtos em curso de fabrico:  P1: 2.500 UF com 20% de acabamento  P2: 3.000 UF com 70% de acabamento  Existências finais de produtos em curso de fabrico:  P1: 2.000 UF com 65% de acabamento  P2: 2.400 UF com 20% de acabamento PEDIDOS: Calcule as produções efectivas com referência a todos os factores. MP1 = 100% MOD + GGF MP2 = 100% 20% 65% t 0% 100% 40% 60% 70% PtP1= 30.000 UF PtP2= 35.000 UF SoP2 = 3.000 UF (PCF) SfP1 = 2.000 UF (PCF) SoP1 = 2.500 UF (PCF) SfP2 = 2.400 UF (PCF) Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 57 → 150
  • 58.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA PRODUTO P1: caM1: 100% So = 2.500 UF ; t = 0,2 caM2: 0% caCT: 0% caM1: 100% Sf = 2.000 UF ; t = 0,65 caM2: 100% caCT: 56,25% t caCT 100% - 20% = 80% 100% 65% - 20% = 45% X Se 100% dos CT são incorporados linearmente em 80% do segmento, a quanto corresponderá 45% desse mesmo segmento em termos da incorporação daquele factor? 0,5625  100% 45%  0,45  0,8 80% X     1 1 . 1 . 1 PeM PtM caf 1 SfM cao 1 SoM M M PeM1  30.000 1,00 2.000 1,00 2.500 PeM1  29.500 UF    2 2 . 2 . 2 PeM PtM caf 2 SfM cao 2 SoM M M PeM1  30.000 1,00 2.000  0,00 2.500 PeM1  32.000 UF PeCT PtCT caf SfCT cao SoCT CT CT   .  . PeM1  30.000  0,5625 2.000  0,00 2.500 PeM1  31.125 UF Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 58 → 150
  • 59.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA PRODUTO P2: caM1: 100% So = 3.000 UF ; t = 0,7 caM2: 100% caCT: 62,5% caM1: 100% Sf = 2.400 UF ; t = 0,20 caM2: 0% caCT: 0% t caCT 100% - 20% = 80% 100% 70% - 20% = 50% X Se 100% dos CT são incorporados linearmente em 80% do segmento, a quanto corresponderá 50% desse mesmo segmento em termos da incorporação daquele factor? 0,625  100% 50%  0,50  0,8 80% X     1 1 . 1 . 1 PeM PtM caf 1 SfM cao 1 SoM M M PeM1  35.000 1,00 2.400 1,003.000 PeM1  34.400 UF    2 2 . 2 . 2 PeM PtM caf 2 SfM cao 2 SoM M M PeM1  35.000  0,00 2.400 1,003.000 PeM1  32.000 UF PeCT PtCT caf SfCT cao SoCT CT CT   .  . PeM1  35.000  0,00 2.400  0,6253.000 PeM1  33.125 UF  L I 1  I I 2 1 ca  Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 59 → 150
  • 60.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA EXERCÍCIO NR.º 3 – Dra. Maria Hélder Considere uma unidade industrial que apresenta as seguintes características estruturais:  O processo de fabrico é constituído por um único segmento (processo produtivo não segmentado).  No processo de transformação são fabricados vários produtos – P1 e P2 – (produção múltipla disjunta).  No processo produtivo são consumidos quatro factores produtivos: Matéria-prima M1 e M2, MOD e GGF.  O regime de incorporação dos factores no processo de fabrico é o seguinte: M1: instantaneamente, no início do processo. M2: instantaneamente, no ponto 0,6. MOD: linearmente, desde o ponto 0,2 até ao fim do processo. GGF: linearmente, entre o início e o ponto 0,4 do processo. INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DADO PERÍODO 1. Produções terminadas: P1: 20.000 UF P2: 45.000 UF 2. Existências iniciais de produtos em curso de fabrico: P2: 3.000 UF uniformemente distribuídas ao longo do processo. 3. Existências finais de produtos em curso de fabrico: P1: 2.000 UF com 70% de acabamento. P2: 4.000 UF com 30% de acabamento. PEDIDO: Calcule as produções efectivas com referência a todos os factores. GGF MP2 = 100% MOD 30% 40% 70% MP1 = 100% 20% t 0% 100% 60% PtP1= 20.000 UF PtP2= 45.000 UF SoP2 = 3.000 UF (PCF) SfP2 = 4.000 UF (PCF) SfP1 = 2.000 UF (PCF) Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 60 → 150
  • 61.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Cômputo da Pe de P1: UEA M1 M2 MOD GGF UF ca UEA ca UEA ca UEA ca UEA Produção Terminada + 20.000 100% 20.000 100% 20.000 100% 20.000 100% 20.000 Stock final produção em curso + 2.000 100% 2.000 100% 2.000 62,5% 1.250 100% 2.000 Stock inicial produção em curso - 0 0% 0 0% 0 0% 0 0% 0 Produção Efectiva Total 22.000 22.000 21.250 22.000  A produção terminada tem sempre um coeficiente de acabamento de 100%. É o primeiro valor a registar-se no QTA (quadro tecnicamente adequado).  As incorporações de M1 e M2 foram efectuadas (na sua totalidade e pontualmente) antes da localização do stock final da produção em curso de P1 (este localiza-se a 70% do processo produtivo), pelo que o coeficiente de acabamento do stock final da PCF de P1 é de 100%, em termos destes dois factores.  No que respeita à MOD, verifica-se que esta é incorporada a 100%, de forma linear, a partir de 20% do processo produtivo até ao fim deste (100%). Há que fazer as seguintes contas/proporção: t caMOD 100% - 20% = 80% 100% 70% - 20% = 50% X Se 100% da MOD é incorporada linearmente em 80% do segmento, a quanto corresponderá 50% desse mesmo segmento em termos da incorporação daquele factor? 0,625  100% 50%  0,5  0,8 80% X   Em termos de GGF, a sua incorporação é total, e de forma linear, para o intervalo de 0% a 40% do processo produtivo. Logo, na localização de 70% do processo produtivo (precisamente onde se encontra o stock final da produção em curso de P1), o coeficiente de acabamento dos GGF é de 100%. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 61 → 150
  • 62.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Cômputo da Pe de P2: UEA M1 M2 MOD GGF UF ca UEA ca UEA ca UEA ca UEA Produção Terminada + 45.000 100% 45.000 100% 45.000 100% 45.000 100% 45.000 Stock final produção em curso + 4.000 100% 4.000 0% 0 12,5% 500 75% 3.000 Stock inicial produção em curso - 3.000 100% 3.000 40% 1.200 40% 1.200 80% 2.400 Produção Efectiva Total 46.000 43.800 44.300 45.600  A produção terminada tem sempre um coeficiente de acabamento de 100%. É o primeiro valor a registar-se no QTA (quadro tecnicamente adequado).  A incorporação de M1 é de 100% (logo no início do segmento) pelo que o coeficiente de acabamento do stock final PCF de P2 é de 100%.  A incorporação de M2 é de 100% pontualmente a 60% do processo produtivo, logo à direita do stock final PCF de P2, pelo que o coeficiente de acabamento é de 0%.  No que respeita à MOD, verifica-se que esta é incorporada a 100%, de forma linear, a partir de 20% do processo produtivo até ao fim deste (100%). Há que fazer as seguintes contas/proporção: t caMOD 100% - 20% = 80% 100% 30% - 20% = 10% X Se 100% da MOD é incorporada linearmente em 80% do segmento, a quanto corresponderá 10% desse mesmo segmento em termos da incorporação daquele factor? 0,125  100% 10%  0,1  0,8 80% X   Em termos de GGF, a sua incorporação é total, e de forma linear, para o intervalo de 0% a 40% do processo produtivo. Logo, na localização de 30% do processo produtivo (precisamente onde se encontra o stock final da produção em curso de P2), o coeficiente de acabamento dos GGF será de: t caMOD 40% - 0% = 40% 100% 30% - 0% = 30% X Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 62 → 150
  • 63.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Se 100% da MOD é incorporada linearmente em 40% do segmento, a quanto corresponderá 30% desse mesmo segmento em termos da incorporação daquele factor? 0,75  100% 30%  0,3  0,4 40% X   A incorporação de M1 é de 100% (pontualmente logo no início do segmento) pelo que o coeficiente de acabamento do stock inicial PCF de P2 (este distribuído uniformemente ao longo do processo produtivo) é de 100%.  Quanto à incorporação pontual de M2, verifica-se o seguinte: Incorporação (momento t) % lote (t) ca físico Ponderação 0% – 60% 60% 0% 0 60% – 100% 40% 100% 0,4 Coeficiente acabamento médio 0,4  Relativamente à MOD (que é incorporada totalmente e de forma linear entre 20% e 100% do processo produtivo), verifica-se o seguinte: Incorporação (momento t) % lote (t) ca físico Ponderação 0% – 20% 20% 0% 0 20% – 100% 80% 50% 0,4 Coeficiente acabamento médio 0,4 Repare-se que a 20% do segmento (início da incorporação da MOD) o coeficiente de acabamento mínimo é de 0%, e a 100% do segmento (incorporação total da MOD) o coeficiente de acabamento máximo é de 100%. Logo, o coeficiente de acabamento médio é de 50% em 80% do segmento, o que dá uma ponderação de 40%. 50%80%  40%  Em termos de GGF, verifica-se o seguinte: cam  Incorporação (momento t) % lote (t) ca físico Ponderação 0% – 40% 40% 50% 0,2 40% – 100% 60% 100% 0,6 Coeficiente acabamento médio 0,8 50%  0% 100%  2 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 63 → 150
  • 64.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Repare-se que entre 0% e 40% do segmento ocorre a incorporação total dos GGF, ou seja, 100% deste factor é linearmente incorporado em 40% do processo produtivo, o que perfaz um coeficiente de acabamento médio de 50% para aquele hiato de tempo. Para os restantes 60%, a incorporação é de 100% (de 40% a 100% do processo produtivo), o que dá um coeficiente de acabamento médio de 60% para esta parte do segmento. EXERCÍCIO NR.º 4 – Dr. Luís Abrantes A unidade industrial Z apresenta as seguintes características estruturais:  Processo de fabrico que decorre em 3 fases sucessivas a que correspondem os centros produtivos A, B, e C, isto é, três segmentos.  Produção uniforme ou única.  Regime de incorporação dos três factores – MP, MOD, GGF – nos seguintes termos:  MATÉRIAS-PRIMAS: no início do segmento A e no ponto 0,5 dos segmentos B e C;  MÃO-DE-OBRA DIRECTA: linearmente ao longo de todo o processo em cada segmento;  GASTOS GERAIS DE FABRICO: linearmente entre o ponto 0,1 e 0,9 em cada um dos segmentos. INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DADO PERÍODO: 1. Produção terminada no centro C: 30.000 UF 2. Existências iniciais de produtos em curso de fabrico:  Centro A: 4.000 UF uniformemente distribuídas ao longo do segmento.  Centro B: 5.000 UF uniformemente distribuídas ao longo do segmento.  Centro C: 3.000 UF uniformemente distribuídas ao longo do segmento. 3. Existências finais de produtos em curso de fabrico:  Centro A: 2.000 UF uniformemente distribuídas entre 0% e 50% do segmento.  Centro B: 1.500 UF uniformemente distribuídas entre 50% e o termo do segmento.  Centro C: 1.200 UF uniformemente distribuídas entre 30% e 80% do segmento. PEDIDO: Calcule as produções efectivas dos centros A, B, e C com referência a cada um dos factores. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 64 → 150
  • 65.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA CENTRO A: GGF MOD MP = 100% 10% 90% t 0% 100% 50% SfA = 2.000 UF (PCF) CENTRO B: GGF MOD MP = 100% 10% 90% t 50% 0% SoB = 5.000 UF (PCF) 100% CENTRO C: SoA = 4.000 UF (PCF) SfB = 1.500 UF (PCF) Pt = 30.000 UF GGF MOD MP = 100% 10% 30% 80% 90% t 50% 0% SoC = 3.000 UF (PCF) 100% SfC = 1.200 UF (PCF) Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 65 → 150
  • 66.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Cômputo da Pe do CENTRO C: UEA MP MOD GGF UF ca UEA ca UEA ca UEA Produção Terminada + 30.000 100% 30.000 100% 30.000 100% 30.000 Stock final produção em curso + 1.200 60% 720 55% 660 56,25% 675 Stock inicial produção em curso - 3.000 50% 1.500 50% 1.500 50% 1.500 Produção Efectiva Total 28.200 29.220 29.110 29.175  Já sabemos que a Produção Terminada é sempre considerada com um acabamento de 100% para cada um dos factores produtivos. STOCK FINAL  O Stock final da produção em curso no Centro C corresponde a um lote de 1.200 UF que se encontram distribuídas uniformemente entre os pontos 0,3 e 0,8 do processo produtivo.  Em termos de matérias-primas, o coeficiente de acabamento médio é de 60%: CAMP = ? t ca físico % produção Ponderação 30% – 50% 20% 0% 40% 0,0 50% – 80% 30% 100% 60% 0,6 Coeficiente acabamento médio 0,6 t %lote 0,5100% 0,1x ? 0,2  0,1 1  0,5 x   Em termos de MOD verifica-se o seguinte: CAMOD = ? Se o lote (100%) está compreendido entre os pontos 0,3 e 0,8 do segmento (t), ou seja, ocupa 50% desse segmento, poderemos afirmar que cada 10% desses 50% de segmento (uma quinta parte) “vale” 20%. Assim, duas quintas partes correspondem a 40% do lote, e as restantes três quintas partes corresponderão a 60% da produção. t ca físico % produção Ponderação 0% – 30% 30% 30% 0% 0,00 30% – 80% 50% 55% 100% 0,55 80% – 100% 20% 0% 0% 0,00 Coeficiente acabamento médio 0,55 CAmínimo[0,3]  30% CAmáximo[0,8]  80% 55%  30% 80%  110%  2 2 CAmédio  Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 66 → 150
  • 67.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA  Em termos de GGF verifica-se o seguinte: CAGGF = ? t ca físico % produção Ponderação 10% – 30% 20% 25% 0% 0,0000 30% – 80% 50% 56,25% 100% 0,5625 Coeficiente acabamento médio 0,5625 t ca 0,80100% 0,2x ? 0,25  0,2 1  0,8 x  t ca 0,80100% 0,7x ? 0,875  0,7 1  0,8 x  Entre o ponto 0,1 e 0,3 do segmento assistiu-se à incorporação de 25% do factor GGF. Para chegar-se a este valor temos que calcular a proporção, isto é, se 100% da incorporação se dá no intervalo de 80% do segmento (90%- 10%), então teremos uma incorporação de 25% para 20% do segmento. Sabemos agora que o coeficiente de acabamento mínimo (no ponto 0,3) vale 25%. Tem que se efectuar os cálculos para se saber qual é o montante de incorporação dos GGF em 70% do segmento (80% – 10%). De facto, interessa-nos saber a percentagem de incorporação no ponto 0,8 dado que este representa o coeficiente de acabamento máximo do stock final de PCF de P1. CAmínimo[0,3]  25% CAmáximo[0,8]  87,5% 56,25%  25% 87,5%  112,5%  2 2 CAmédio  STOCK INICIAL  O Stock inicial da produção em curso no Centro C corresponde a um lote de 3.000 UF que se encontram distribuídas uniformemente por todo o processo produtivo (não existindo pois necessidade de se calcular proporções de produção em relação ao segmento).  Em termos de matérias-primas, o coeficiente de acabamento médio é de 50%: CAMP = ? t ca físico % produção Ponderação 0% – 50% 50% 0% 50% 0,0 50% – 100% 50% 100% 50% 0,5 Coeficiente acabamento médio 0,5  Em termos de MOD e GGF verifica-se o seguinte: CAMOD = 50% CAGGf = 50% É sabido que quando os pontos de início e fim entre a produção/lote e a incorporação coincidem (em incorporação linear e localização linear), o coeficiente de acabamento médio é SEMPRE de 50%. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 67 → 150
  • 68.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Cômputo da Pe do CENTRO B: UEA MP MOD GGF UF ca UEA ca UEA ca UEA Produção Terminada + 28.200 100% 28.200 100% 28.200 100% 28.200 Stock final produção em curso + 1.500 100% 1.500 75% 1.125 80% 1.200 Stock inicial produção em curso - 5.000 50% 2.500 50% 2.500 50% 2.500 Produção Efectiva Total 24.700 27.200 26.825 26.900  A Produção Terminada no Centro B corresponde à Produção Efectiva do Centro C (anda-se para trás).  A matéria-prima tem um coeficiente de acabamento de 100%: o lote do stock final de PCF encontra-se à direita da incorporação.  Em termos de MOD, verifica-se o seguinte para as existências finais de PCF: CAMOD = ? t ca físico % produção Ponderação 0% – 50% 50% 50% 0% 0,00 50% – 100% 40% 75% 100% 0,75 Coeficiente acabamento médio 0,75 CAmínimo[0,5]  50% CAmáximo[1]  100% 75%  50% 100%  150%  2 2 CAmédio   Em termos de GGF, verifica-se o seguinte para as existências finais de PCF: CAGGF = ? t ca físico % produção Ponderação 10% – 50% 50% 50% 0% 0,00 50% – 90% 40% 75% 80% 0,60 90% – 100% 10% 100% 20% 0,20 Coeficiente acabamento médio 0,80 t ca 0,80100% 0,1x ? 0,125%  0,1 1  0,8 x  Os GGF são incorporados a 100% entre o ponto 0,1 e 0,9 (80% do segmento), sendo que cada parte do total de oito vale 0,125. Então, quatro partes (do ponto 0,1 a 0,5) valem 50% de incorporação de GGF. O que significa que o coeficiente de acabamento mínimo (no ponto 0,5 – início do lote) é de 50%. CAmínimo[0,5]  50% CAmáximo[0,9]  100% 75%  50% 100%  150%  2 2 CAmédio  Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 68 → 150
  • 69.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Cômputo da Pe do CENTRO A: UEA MP MOD GGF UF ca UEA ca UEA ca UEA Produção Terminada + 24.700 100% 24.700 100% 24.700 100% 24.700 Stock final produção em curso + 2.000 100% 2.000 25% 500 20% 400 Stock inicial produção em curso - 4.000 100% 4.000 50% 2.000 50% 2.000 Produção Efectiva Total 22.700 22.700 23.200 23.100  A Produção Terminada no Centro A corresponde à Produção Efectiva do Centro B (anda-se para trás).  A matéria-prima tem um coeficiente de acabamento de 100% pois é incorporada no início do processo.  Em termos de MOD, verifica-se o seguinte para as existências finais de PCF: CAmínimo[0]  0% CAmáximo[0,5]  50% 25%  0% 50%  50%  2 2 CAmédio   Em termos de GGF, verifica-se o seguinte para as existências finais de PCF: CAGGF = ? t ca físico % produção Ponderação 0% – 10% 10% 0% 20% 0,00 10% – 50% 40% 25% 80% 0,20 Coeficiente acabamento médio 0,20 CAmínimo[0,1]  0% CAmáximo[0,5]  50% 25%  0% 50%  50%  2 2 CAmédio  PRODUÇÃO DIFERENCIADA E PRODUÇÃO HOMOGENEIZADA Produção Diferenciada (Pd)  É a produção de cada um dos produtos expressa em termos da respectiva unidade de medida física: P1: 1.000 caixas P2: 5.000 litros P3: 4.000 kg Etc… Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 69 → 150
  • 70.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA  Não podemos somar produções diferenciadas, como por exemplo, produção de garrafas de água de quantidades diferentes (garrafas de água de um quarto, meio litro, três quartos, etc.).  A forma de resolver o problema, isto é, de agregar a Produção Diferenciada, é feita através da Homogeneização da Produção. Produção Homogeneizada (Ph)  É a produção expressa numa unidade de medida comum que permite a agregação de produção diferenciadas. Essa unidade é chamada unidade homogeneizadora. A produção homogeneizada é calculada utilizando-se coeficientes de homogeneização  ,F  . Factor Coeficiente Homogeneizante Exemplo: unidade industrial de produção múltipla (P1, P2, P3) em que os consumos de MP M1 são: Consumos Unitários P1: 1.000 UF 5,0 Kg P2: 2.000 UF 2,0 Kg P3: 5.000 UF 8,0 Kg Não se podem somar produções Estes consumos unitários (5 Kg , 2 Kg e 8 Kg) podem ser utilizados como coeficientes de homogeneização. 1. Eleger um produto que vai funcionar como elemento homogeneizador Coeficiente da homogeneização i ,F  – cálculo dos coeficientes de homogeneização i  P1: 5,0 Kg 1,0 P2: 2,0 Kg 0,4 P3: 8,0 Kg 1,6 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 70 → 150
  • 71.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA 2. Calcular a produção homogeneizada Cálculo da Produção Homogeneizada UF i  Pi i P1: 1.000 1,0 1.000 P2: 2.000 0,4 800 P3: 5.000 1,6 8.000 Total da Produção: 9.800 E se fosse com referência ao Produto P3? P1: 5,0 Kg 0,625 P2: 2,0 Kg 0,25 P3: 8,0 Kg 1,0 UF i  i  Pi i P1: 1.000 0,625 625 P2: 2.000 0,25 500 P3: 5.000 1,0 5.000 Total da Produção: 6.125 Corresponde a um coeficiente técnico que exprime a relação entre consumos normais de um mesmo factor para vários produtos. A produção que assumir o valor 1 designa-se de unidade homogeneizadora e pode ser expresso em termos absolutos ou relativos. Corresponde ao somatório da produção (múltipla) homogeneizada, com referência ao factor F, para os diversos produtos Ph,F i.i ,F Pi Deste modo, é possível repartir pelos diferentes produtos custos comuns de factores. Exemplo: CONSUMO DE M1: € 980.000,00. QUANTO CUSTA P1, P2, P3 EM TERMOS DE MP? Se conseguir agregar/homogeneizar a produção… €980.000,00  UF P1  €100 P2  €40 P3  €160 9.800 UF 100€ / Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 71 → 150
  • 72.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA EXERCÍCIO NR.º 5 – Dr. Luís Abrantes PRODUÇÃO DIFERENCIADA vs PRODUÇÃO HOMOGENEIZADA Considere uma unidade industrial de produção múltipla num processo não segmentado. INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DADO PERÍODO: 1. Produção terminada:  P1 = 2.400 UF  P2 = 1.200 UF 2. Existências iniciais e finais de produção em curso nulas. 3. Custo de factores consumidos:  Matérias-primas = € 50.400  Custos de transformação = € 48.000 4. Consumos unitários de factores: MP CT P1 2,5 Kg 1,50 UF P2 1,0 Kg 1,0 UF PEDIDO: Calcule os custos globais e unitários da produção do mês MP: Cálculo do custo global e unitário PRODUTOS PRODUÇÃO COEF. HOM. PRODUÇÃO HOM. CUSTO MP CUSTO UNITÁRIO P1 2.400 2,5 6.000 42.000 17,50 P2 1.200 1,0 1.200 8.400 7,00 Não se soma 7.200 50.400 KP1  KMP  kCT K Custo Global MP MP  . . PeHOMOGENEIZADA Custo Unitário homogeneizador Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 72 → 150
  • 73.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Uma vez determinada a Produção Homogeneizada (7.200 UF) e sabendo-se que o custo global da matéria-prima foi de € 50.400, obtém-se o custo unitário homogeneizador: k MPP 7,00  €7,00  1.200 UF  €8.400 €50.400,00   7.200 2 UF €50.400,00  €8.400,00  €42.000,00 CUSTO . GLOBAL  €42.000,00  17,50€ / €7,00 2,5  €17,50 ou UF PRODUÇÃO UF 2.400 CT: Cálculo do custo global e unitário PRODUTOS PRODUÇÃO COEF. HOM. PRODUÇÃO HOM. CUSTO MP CUSTO UNITÁRIO P1 2.400 1,5 3.600 36.000 15,00 P2 1.200 1,0 1.200 12.000 10,00 Não se soma 4.800 48.000 SÍNTESE: custos globais e unitários dos produtos (P1+P2) Matéria-prima Custos de Transformação TOTAL PRODUTOS Global Unitário Global Unitário Global Unitário P1 42.000 17,50 36.000 15,00 78.000 32,50 P2 8.400 7,00 12.000 10,00 20.400 17,00 TOTAL 50.400 48.000 98.400 CÁLCULO DO CUSTO DA PRODUÇÃO EXERCÍCIO NR.º 6 – Dr. Luís Abrantes Custo Unitário homogeneizador Considere uma unidade industrial que se dedica à fabricação de um único produto P (produção uniforme) e cuja produção decorre apenas num segmento (processo produtivo não segmentado). O regime de incorporação dos factores – Matérias-primas (M1,M2) e Custos de Transformação (CT) é o seguinte:  M1: pontualmente, no início do segmento;  M2: instantaneamente no ponto 0,6 do processo de fabrico;  CT: linearmente ao longo do processo de fabrico. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 73 → 150
  • 74.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA O critério de valorimetria utilizado para a saída das existências é o custo cronológico directo (FIFO). INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DADO PERÍODO 1. Produção vendida de P = 32.000 UF 2. Existências de produtos acabados:  Existências finais: 2.400 UF  Existências iniciais: 400 UF, no valor de € 8.000 3. Existências em curso de fabrico:  Existências finais: 800 UF, com 80% de acabamento  Existências iniciais: 1.200 UF, com 50% de acabamento, no valor de €18.900 (M1 = €18.000) 4. Custos do período (valores em €):  Matérias-primas: M1 = 588.000 e M2 = 95.700  Mão-de-obra e Gastos Gerais de Fabrico: 59.570 PEDIDOS: 1. Calcule os custos globais e unitários da produção; 2. Calcule o custo da produção terminada e o valor da existência final; 3. Idem para os critérios valorimétricos CUSTO MÉDIO e LIFO; 4. Calcule o custo da produção vendida. CÁLCULO DE CUSTOS TOTAIS E CUSTOS UNITÁRIOS  n f custo.unitáriok  CUSTO.TOTAL  PRODUÇÃO Ktotal kf  1 , f factor Custo Unitário com referência a um factor (por exemplo, MP): kMP  . . CUSTOTOTAL MP   PRODUÇÃO PeMP Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 74 → 150
  • 75.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA MOD + GGF MP1 = 100% MP2 = 100% t 0% 100% 50% 60% 80% Pt= ? SoPCF= 1.200 UF SfPCF = 800 UF SoPA = 400 UF ARMAZÉM DE PRODUTOS ACABADOS SoPCF = 1.200 UF FABRICAÇÃO Pv = 32.000 UF SfPA = 2.400 UF Pt = 34.000 UF SfPCF = 800 UF 1. Cálculo dos custos globais e unitários da produção Cômputo da Pe : UEA M1 M2 CT PRODUTO P UF/UEA ca UEA ca UEA PRODUÇÃO TERMINADA + 34.000 100% 34.000 100% 34.000 STOCK FINAL PCF + 800 100% 800 80% 640 STOCK INICIAL PCF – 1.200 0% 0 50% 600 PRODUÇÃO EFECTIVA 33.600 34.800 34.040 Para se calcular a Produção Efectiva (UEA) há que primeiramente calcular-se a Produção Terminada (UF) – “andar para trás”: SoPA Pt SfPA Pv400Pt 2.400 32.000Pt 34.000 UF NOTA: só se homogeneíza produções nos casos de produção múltipla. Em produção uniforme não se calculam homogeneizações. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 75 → 150
  • 76.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Cada um dos factores dos factores produtivos (M1, M2 e CT) tem o seu valor/quantidade de Produção Efectiva (produção que efectivamente se produziu no período, esteja ou não totalmente acabada): Produção Efectiva em termos de factores: Quantidades: M1 33.600 UEA M2 34.800 UEA CT 34.040 UEA NOTA: Nunca se somam Produções Efectivas Cálculo do custo global e unitário da Produção Efectiva Factores Custos Globais Produção Efectiva Custo Unitário M1 588.000 € 33.600 UEA 17,50 € M2 95.700 € 34.800 UEA 2,75 € CT 59.570 € 34.040 UEA 1,75 € TOTAL 743.270 € 22,00 € É necessário proceder ao cálculo dos custos globais e unitários da Produção Efectiva para se poder chegar ao custo da Produção Terminada. Até porque estamos perante o critério FIFO. Só não seria necessário se não existissem Stocks iniciais nem finais – situação em que Produção Terminada seria igual à Produção Efectiva. 2. Cálculo do custo da Produção Terminada e valor da Existência Final (FIFO) Não podemos calcular directamente o custo da Produção Terminada multiplicando as quantidades (34.000 UF) pelo custo unitário de € 22,00 (custo unitário de todos os factores da Produção Efectiva). Teremos sim que verificar, para cada um dos factores e respeitando o critério valorimétrico FIFO, qual a “quota-parte” que corresponde às existências iniciais e a “quota-parte” que é imputável à produção do período, valorizando-as, respectivamente, como custos de produtos (existências) e custos do período (Pe): Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 76 → 150
  • 77.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Cálculo do custo da Produção Terminada (FIFO) FIFO M1 M2 CT UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total Custo Total Stock Inicial 1.200 15,00 18.000 0 0,00 0 600 1,50 900 18.900 Período (Pe) 32.800 17,50 574.000 34.000 2,75 93.500 33.400 1,75 58.450 725.950 Pt 34.000 592.000 34.000 93.500 34.000 59.350 744.850 No critério FIFO, saem primeiro as existências iniciais e completa-se/soma-se a produção do período necessária para se obter a Produção Terminada (sempre por factores, para depois chegar ao total). Como estamos a calcular custos, o valor das Existências iniciais é dado no enunciado (não de forma imediata) e o valor da Produção Efectiva é calculado com os custos unitários que achamos anteriormente (agora em função das novas quantidades, precisamente aquelas que foram adicionadas às existências iniciais para totalizar o valor de 34.000 UF). Cálculo do custo do Stock Final de produtos em curso (FIFO) FIFO M1 M2 CT UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total Custo Total Stock Final 800 17,50 14.000 800 2,75 2.200 640 1,75 1.120 17.320 No critério FIFO, as Existências finais são as “sobrantes” à Produção Efectiva, isto é, as que restam após se ter tirado a “quota-parte” que integrou a Produção Terminada, e portanto, valorizadas a custos do período (por factores, e a seus custos unitários). Cálculo do custo da Produção Terminada Fabricação (em €) Si (PCF) 18.900 Consumos M1 588.000 M2 95.700 CT 59.570 762.170 34.000 x 22 = 748.000 Produção Terminada (errado: atenção ao FIFO) 744.850 Produção Terminada 17.320 Sf (PCF) 762.170 NOTA: Poderia-se ter chegado ao valor dos Sf subtraindo à Pt o valor € 762.170 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 77 → 150
  • 78.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Fabricação (em €) Si (PCF) Consumos Pe M1 Pe M2 Pe CT Produção Terminada Sf (PCF) FABRICAÇÃO Si (PCF) Consumos Pe M1 Pe M2 Pe CT Prod. Term. Sf (PCF) 3. Cálculo do custo da Produção Terminada e valor da Existência Final, considerando os critérios valorimétricos LIFO e CUSTO MÉDIO Utilizando o critério LIFO Cálculo do custo da Produção Terminada (LIFO) LIFO M1 M2 CT UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total Custo Total Stock Inicial 400 15,00 6.000 0 0,00 0 0 0,00 0 6.000 Período (Pe) 33.600 17,50 588.000 34.000 2,75 93.500 34.000 1,75 59.500 741.000 Pt 34.000 594.000 34.000 93.500 34.000 59.500 747.000 A Produção Efectiva em termos do factor matéria-prima M1 foi de 33.600 UEA (ver cálculo acima das produções efectivas). O Stock inicial era de 1.200 UF. Pelo sistema LIFO, a produção efectiva do período é a que “sai primeiro”. O resto que falta para atingir 34.000 UF da Produção Terminada é “retirado” ao stock inicial – ou seja, 400 UF. As 33.600 UF são um custo do período, sendo valorizadas ao custo unitário de € 17,50. As 400 UF do stock inicial (custo do produto) encontravam-se valorizadas a € 18.000 quanto ao factor M1 e € 900 quanto ao factor CT (o factor M2 não tem valor, pois só é incorporado depois do ponto 0,5). Rapidamente se chega ao custo unitário de M1 pela divisão dos € 18.000 pelas 1.200 UF (€15,00): €15,00 € €18.000,00 18.900 1 €     M UF So So 1.200 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 78 → 150
  • 79.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA A Produção Efectiva em termos do factor matéria-prima M2 foi de 34.800 UF. Pelo LIFO, sai primeiro este valor. Como este valor é superior a 34.000 UF da Produção Terminada, não foi necessário “retirar” qualquer valor ao Stock inicial. A Produção Efectiva em termos do factor CT foi de 34.040 UF. Pelo LIFO, sai primeiro este valor. Como este valor é superior a 34.000 UF da Produção Terminada, não foi necessário “retirar” qualquer valor ao Stock inicial. Cálculo do custo do Stock Final de produtos em curso (LIFO) LIFO M1 M2 CT UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total Custo Total Período (Pe) - - - 800 2,75 2.200 40 1,75 70 2.270 So 800 15,00 12.000 - - - 600 1,50 900 12.900 Sf 800 15,00 12.000 800 2.200 640 970 15.170 Fabricação (em UEA) SoM1 = 1.200 SoM2 = 0 SoCT = 600 PeM1 = 33.600 UEA PeM2 = 34.800 UEA PeM3 = 34.040 UEA Pt = 34.000 SfM1 = 800 SfM2 = 800 SfCT = 640 Fabricação (em €) Si (PCF) 18.900 Consumos M1 588.000 M2 95.700 CT 59.570 762.170 747.000 Produção Terminada 15.170 Sf (PCF) 762.170 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 79 → 150
  • 80.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Utilizando o critério CUSTO MÉDIO PONDERADO € €   C médio So Pe  So PeUEA . C médioM  17,4138 € / PM1   18.000 588.000 . 1  1.200 33.600 C médioM  2,75 € / PM2   0 95.700 . 2  0 34.800 C médioCT  1,7457 € / PCT   . 900 59.570  600 34.040 C.Pt €  34.00021,9095  €744.922,00 € 800 17,4138 €13.931,04 SfPCFM 1 € 800 2,75 €2.200,00    SfPCFM 2 € 640 1,7457 €1.117,248    1    SfPCFM   €21,9095   €17.248 Cálculo do custo do Stock Final de produtos em curso (CUSTO MÉDIO) C.MÉDIO M1 M2 CT UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total Custo Total Stock Final 800 17,4138 13.931 800 2,75 2.200 640 1,117 1.117 17.248 Fabricação (em €) Si (PCF) 18.900 Consumos M1 588.000 M2 95.700 CT 59.570 762.170 744.922 Produção Terminada 17.248 Sf (PCF) 762.170 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 80 → 150
  • 81.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA 4. Cálculo do custo da Produção Vendida SoPCF = 1.200 UF FABRICAÇÃO Pt = 34.000 UF SfPCF = 800 UF Utilizando o critério FIFO SoPA = 400 UF → € 8.000 ARMAZÉM DE PRODUTOS ACABADOS Pv = 32.000 UF SfPA = 2.400 UF Cálculo do custo da Produção Vendida (FIFO) UF/UEA CUSTO UNITÁRIO CUSTO TOTAL Existência Inicial PA 400 20,00 8.000,00 Produção Terminada (So) - - - M1 1.200 15,00 18.000,00 M2 0 0 0 CT 600 1,50 900,00 Produção Terminada (período) - - - M1 30.400 17,50 532.000,00 M2 31.600 2,75 86.900,00 CT 31.000 1,75 54.250,00 PRODUÇÃO VENDIDA 32.000 700.050,00 A produção vendida de 32.000 UF desdobra-se em Existências iniciais de produtos acabados, mais produção terminada no período que deu entrada no APA (armazém de produtos acabados). Para se calcular o custo da Produção Vendida há pois que se apurar, à “luz” do critério FIFO, as quantidades de Existências iniciais de produtos acabados e de Produção Terminada do período e os seus respectivos custos, que integram a produção vendida. O valor total da existência inicial de Produtos Acabados consta no enunciado: consegue-se assim achar o seu custo unitário. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 81 → 150
  • 82.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Como estamos no critério FIFO, tem que se recolher primeiramente as quantidades de factores e respectivos custos que integram o stock inicial e fazem parte da Pt, e o que falta (que pertence à produção do período) que também integrou a Pt. O somatório deverá corresponder a 32.000 UF da Produção Vendida:   M1: Pe UF SoPA SoPCF 000 . 32 400 . 30 200 . 1 400        M2: Pe UF SoPA SoPCF 000 . 32 600 . 31 0 400        CT: Pe UF SoPA SoPCF 000 . 32 000 . 31 600 400      Cálculo do custo do Stock Final de produtos acabados (FIFO) UF/UEA CUSTO UNITÁRIO CUSTO TOTAL Existência Final PA 2.400 22,00 52.800,00 A quantidade da Existência final de PA é dada no enunciado. Como estamos no FIFO, é um custo do período (dado as Existências iniciais de produtos acabados se terem esgotado, restando produção do período). PRODUTOS FABRICADOS Quantidades Euros So (PA) 400 UF 8.000,00 Produção Terminada 34.000 UF 744.850,00 34.400 UF 752.850,00 Quantidades Euros 32.000 UF 700.050,00 Produção Vendida 2.400 UF 52.800,00 Sf (PA) 34.400 UF 752.850,00 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 82 → 150
  • 83.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Utilizando o critério LIFO Cálculo do custo da Produção Vendida (LIFO) Produção Efectiva Produção Vendida Produção Período Transferida M1 33.600 32.000 1.600 M2 34.000 32.000 2.000 CT 34.000 32.000 2.000 No critério LIFO, são utilizadas primeiramente as quantidades produzidas no período (Pe) que integram/estão implícitas na Produção Terminada (e depois, se necessário, retirar-se-ia o que faltava às existências iniciais de produtos acabados). Verificamos pois que a produção do período implícita na Produção Terminada é sempre superior à Produção Vendida, bastando por isso efectuar a multiplicação das 32.000 UF vendidas pelos custos do período para se ter o custo da produção vendida. A produção do período transferida para o APA é que vai constar das Existências finais de produtos acabados. Cálculo do custo da Produção Vendida (LIFO) UF/UEA CUSTO UNITÁRIO CUSTO TOTAL Produção Terminada (período) - - - M1 32.000 17,50 560.000,00 M2 32.000 2,75 88.000,00 CT 32.000 1,75 56.000,00 PRODUÇÃO VENDIDA 32.000 22,00 704.000,00 Cálculo do custo do Stock Final de produtos acabados (LIFO) UF/UEA CUSTO UNITÁRIO CUSTO TOTAL Produção Terminada (período) M1 1.600 17,50 28.000,00 M2 2.000 2,75 5.500,00 CT 2.000 1,75 3.500,00 Produção Terminada (So) M1 400 15,00 6.000,00 M2 0 0 0 CT 0 0 0 Existência Inicial PA 400 20,00 8.000,00 EXISTÊNCIA FINAL PA 2.400 51.000,00 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 83 → 150
  • 84.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA A quantidade da existência final de Produtos Acabados foi dada no enunciado: 2.400 UF. Estas Existências finais são compostas por Produção Terminada transferida no período para o armazém de produtos acabados (Pe do período “que sobrou, não incluída nas vendas” + SoPCF) e pelas existências que já encontravam no APA. Assim, temos:   M1: SoPA UF Pe SoPCF 400 . 2 400 400 600 . 1        M2: SoPA UF Pe SoPCF 400 . 2 400 0 000 . 2        CT: SoPA UF Pe SoPCF 400 . 2 400 0 000 . 2      Utilizando o critério CUSTO MÉDIO PRODUTOS FABRICADOS Quantidades Euros So (PA) 400 UF 8.000,00 Produção Terminada 34.000 UF 744.922,00 34.400 UF 752.922,00 21,88726 C.MÉDIO  752.922,00  34.400 C.P.VENDIDA  32.00021,88726  700.392,00 SfP€A  2.40021,88726  52.530,00 Quantidades Euros 32.000 UF 700.392,00 Produção Vendida 2.400 UF 52.530,00 Sf (PA) 34.400 UF 752.922,00 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 84 → 150
  • 85.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA EXERCÍCIO NR.º 7 – Dr. Luís Abrantes CÁLCULO DO CUSTO COMPLETO DA PRODUÇÃO EM PROCESSO PRODUTIVO NÃO SEGMENTADO – PRODUÇÃO MÚLTIPLA Considere uma unidade industrial que se dedica à fabricação de P1, P2 e P3 (produção múltipla disjunta) e cuja produção decorre apenas num segmento (processo produtivo não segmentado). 1. O regime de incorporação e o respectivo consumo de factores – matérias-primas (M1, M2 e M3) e custo de transformação (CT) – é o seguinte: 5.1. Todos os produtos consomem a matéria-prima básica M1, cuja incorporação ocorre no início do processo; cada unidade de P1 necessita de uma unidade de M1; para produzir P2 e P3 são necessárias 2,0 UF e 1,5 UF de M1, respectivamente. 5.2. Os produtos P1 e P2 consomem também M2, sendo a incorporação em P1 feita entre o ponto 0,5 e o termo do processo produtivo; com uma unidade de M2 obtêm-se duas unidades de P1; em P2 a incorporação de M2 é feita em dois momentos: a 30% do processo de fabrico (0,6 UF de M2/UF de produto) e a 60% do processo (0,4 UF de M2/UF do produto); 5.3. O produto P3 também utiliza M3, que é incorporada linearmente entre 40% e 80% do processo produtivo. 5.4. O custo de transformação é incorporado linearmente ao longo do processo de fabrico para todos os produtos, sendo o consumo de P1 superior em 20% ao de P2 e o consumo de P3 superior em 10% ao de P1. 2. O critério de valorimetria utilizado para a saída de existências é o custo cronológico directo (FIFO). INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DADO PERÍODO: 3. Produção vendida: ☻ P1 = 10.000 UF ; P2 = 12.000 UF ; P3 = 8.000 UF 4. Existências de produtos acabados: ☻ Existências iniciais: P1 = 1.000 UF ; P2 = 3.500 UF ; P3 = 1.000 UF ☻ Existências finais: P1 = 1.000 UF ; P2 = 1.500 UF ; P3 = 2.000 UF Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 85 → 150
  • 86.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA 5. Existências em curso de fabrico: 5.1. Existências iniciais: ☻ P1 = 3.000 UF, linearmente distribuídas ao longo do processo produtivo. ☻ P2 = 400 UF, com 75% de acabamento. 5.2. Existências finais: ☻ P1 = 2.000 UF, linearmente distribuídas ao longo do processo produtivo. ☻ P2 = 800 UF, com 50% de acabamento. ☻ P3 = 1.000 UF, com 50% de acabamento. 6. O custo das existências iniciais, referidas anteriormente, é o seguinte (valores em €): P1 P2 P3 Produtos acabados 20.000,00 105.000,00 26.100,00 Produtos em curso 42.850,00 11.300,00 0,00 7. Custos do período (valores em €): ☻ Matérias-primas: M1 = 448.000,00 ; M2 = 59.820,00 ; M3 = 23.125,00 ☻ Custos de Transformação = 255.300,00 PEDIDOS: 1. Cálculo dos custos globais e unitários da produção. 2. Cálculo do custo da produção terminada e do custo da existência final de produtos em curso. 3. Apresentação da conta de FABRICAÇÃO da unidade industrial. 4. Cálculo do custo da produção vendida e do custo da existência final de produtos acabados. PARA UMA MAIOR SIMPLIFICAÇÃO, VAMOS DESENHAR O ESQUEMA DO PROCESSO PRODUTIVO POR PARTES (caso contrário o desenho ficaria muito complexo e pouco perceptível) SoP1 = 1.000 UF SoP2 = 3.500 UF SoP3 = 1.000 UF ARMAZÉM DE PRODUTOS ACABADOS FABRICAÇÃO PVP1 = 10.000 UF PVP2 = 12.000 UF PVP3 = 8.000 UF SfP1 = 1.000 UF SfP2 = 1.500 UF SfP3 = 2.000 UF Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 86 → 150
  • 87.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA PRODUTO P1: MP1 MP2 CT t 0% 100% 50% PRODUTO P2: MP1 MP2 (0,60 UF) CT MP2 = (0,40 UF) t 30% 50% 60% 75% 0% 100% PRODUTO P3: SoP1 = 3.000 UF (PCF) SfP1 = 2.000 UF (PCF) SfP2= 800 UF (PCF) SoP2 = 400 UF (PCF) MP1 CT MP3 t 0% 100% 50% 80% SfP3= 1.000 UF (PCF) 40% Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 87 → 150
  • 88.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA 1. Cálculo dos custos globais e unitários da produção Cômputo da Pe : UEA M1 M2 M3 CT PRODUTO P1 UF/UEA ca UEA ca UEA ca UEA PRODUÇÃO TERMINADA + 10.000 100% 10.000 - - 100% 10.000 STOCK FINAL PCF + 2.000 25% 500 - - 50% 1.000 STOCK INICIAL PCF – 3.000 25% 750 - - 50% 1.500 PRODUÇÃO EFECTIVA 9.000 9.750 0 9.500 PRODUTO P2 PRODUÇÃO TERMINADA + 10.000 100% 10.000 - - 100% 10.000 STOCK FINAL PCF + 800 60% 480 - - 50% 400 STOCK INICIAL PCF – 400 100% 400 - - 75% 300 PRODUÇÃO EFECTIVA 10.400 10.080 0 10.100 PRODUTO P3 PRODUÇÃO TERMINADA + 9.000 - - 100% 9.000 100% 9.000 STOCK FINAL PCF + 1.000 - - 25% 250 50% 500 STOCK INICIAL PCF – - - - - - - - PRODUÇÃO EFECTIVA 10.000 0 9.250 9.500 Para se calcular a Produção Efectiva (UEA) há que primeiramente calcular-se a Produção Terminada (UF) – “andar para trás”: SoPA PtP1 SfP1  PVP11.000 PtP11.000 10.000PtP1 10.000 UF SoPA  PtP2 SfPA  PVP23.500PtP2 1.500 12.000PtP2 10.000UF SoPA  PtP3 SfPA  PVP31.000PtP3 2.000  8.000PtP3  9.000 UF Quanto ao cálculo do coeficiente de acabamento da MP M3 do Produto P3, justifica-se da seguinte forma: se em 40% do segmento se dá a incorporação total (100%) de M3, então para 10% desse mesmo segmento assistiremos à incorporação de 25% daquele factor. NOTA: como estamos numa situação de produção múltipla (vários produtos) há que homogeneizar a produção. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 88 → 150
  • 89.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Ficha de incorporação de factores – ficha técnica P1 P2 P3 M1 1,00 2,00 1,50 M2 0,50 1,00 - M3 - - 1,00 CT 1,20 1,00 1,32 Estes “pesos” que os factores têm nos produtos encontra-se no enunciado. Cálculo do custo global e unitário da produção efectiva, por produtos FACTORES PRODUTOS CUSTOS PRODUÇÃO COEF. HOM. PROD. HOM. (Ph) CUSTO UNITÁRIO P1 90.000 9.000 1,00 9.000 10,00 M1 P2 208.000 10.400 2,00 20.800 20,00 P3 150.000 10.000 1,50 15.000 15,00 448.000 44.800 P1 19.500 9.750 0,50 4.875 2,00 M2 P2 40.320 10.080 1,00 10.080 4,00 P3 - - - - - 59.820 14.955 P1 - - - - - M3 P2 - - - - - P3 23.125 9.250 1,00 9.250 2,50 23.125 9.250 2,50 P1 85.500 9.500 1,20 11.400 9,00 CT P2 75.750 10.100 1,00 10.100 7,50 P3 94.050 9.500 1,32 12.540 9,90 255.300 P. Efectiva 34.040 O enunciado informa-nos os custos globais do período em termos de factores (M1=448.000 ; M2=59.820 ; M3=23.125 ; CT=255.300). Fazendo a homogeneização da produção, já podemos somar o que se produziu (em termos de cada factor) para os três produtos – no caso de M1 temos uma produção total de 44.800 UF. Por uma regra de três simples, se um total de 44.800 UF produzidas corresponde a um custo global de €448.000, então, para P2, 20.800 UF produzidas corresponderão a €208.000. Para se calcular o custo unitário:         PefPi i CUSTOS GLOBAIS P P P M M M CT k . 1 2 3 1 2 3    Ou, faz-se a proporção entre o custo unitário do elemento homogeneizador (€10,00) e o coeficiente homogeneizador do custo unitário que se pretende determinar. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 89 → 150
  • 90.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Síntese de Custos P1 P2 P3 FACTORES C. Total C. Unit. C. Total C. Unit. C. Total C. Unit. M1 90.000 10,00 208.000 20,00 150.000 15,00 M2 19.500 2,00 40.320 4,00 - - M3 - - - - 23.125 2,50 CT 85.500 9,00 75.750 7,50 94.050 9,90 TOTAL 195.000 21,00 324.070 31,50 267.175 27,40 2. Cálculo do custo da Produção Terminada e valor da Existência Final (FIFO) Cálculo do custo da Produção Terminada para P1 (FIFO) FIFO M1 M2 CT P1 UEA C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total Custo Total De So 3.000 - ? 750 - ? 1.500 - ? 42.850 Período (Pe) 7.000 10,00 70.000 9.250 2,00 18.500 8.500 9,00 76.500 165.000 Pt 10.000 - ? 10.000 - ? 10.000 - ? 207.850 Sabemos que a Produção Terminada para P1 corresponde a 10.000 UF (já determinada anteriormente) – é este valor que começaremos a colocar na tabela. Como estamos perante o critério valorimétrico FIFO, as existências iniciais de PCF são as primeiras a “sair” – estes valores deverão ser colocados na tabela. O seu custo global é dado no enunciado, pelo que colocaremos este valor (€42.850) na tabela. Neste momento, só é necessário preencher a produção do período (quantidades) que falta para se obter o valor de 10.000 da Pt. Como sabemos os custos unitários daquela produção (Pe) em termos dos factores, rapidamente chegamos ao custo global. A soma dos custos dos produtos/existências e dos custos do período/Pe dá-nos o custo da Produção Terminada. Quanto aos custos unitários e totais por factores, a informação não é relevante para a determinação do custo da Pt, pelo que se deixa “em branco”. Cálculo do valor da Existência Final para P1 (FIFO) FIFO M1 M2 CT P1 UEA C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total Custo Total Sf PCF 2.000 10,00 20.000 500 2,00 1.000 1.000 9,00 9.000 30.000 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 90 → 150
  • 91.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA O valor das Existências Finais é calculado com base nos custos unitários do período, pois estamos no critério FIFO (à produção do período que “sobrou” chamámos Existências Finais). Cálculo do custo da Produção Terminada para P2 (FIFO) FIFO M1 M2 CT P2 UEA C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total Custo Total De So 400 - ? 400 - ? 300 - ? 11.300 Período (Pe) 9.600 20,00 192.000 9.600 4,00 38.400 9.700 7,50 72.750 303.150 Pt 10.000 - ? 10.000 - ? 10.000 - ? 314.450 Cálculo do valor da Existência Final para P2 (FIFO) FIFO M1 M2 CT P2 UEA C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total Custo Total Sf PCF 800 20,00 16.000 480 4,00 1.920 400 7,50 3.000 20.920 Cálculo do custo da Produção Terminada para P3 (FIFO) FIFO M1 M3 CT P3 UEA C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total Custo Total De So - - - - - - - - - 0 Período (Pe) 9.000 15,00 135.000 9.000 2,50 22.500 9.000 9,90 89.100 246.600 Pt 9.000 - 135.000 9.000 - 22.500 9.000 - 89.100 246.600 Poderia dispensar-se a tabela: PePt  9.000UFkP3  9.00015,00 2,50 9,90  246.600,00 PtP €  246.600,00 3 Cálculo do valor da Existência Final para P3 (FIFO) FIFO M1 M3 CT P3 UEA C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total UF C. Unit. C. Total Custo Total Sf PCF 1.000 15,00 15.000 250 2,50 625 500 9,90 4.950 20.575 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 91 → 150
  • 92.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA 3. Apresentação da conta de FABRICAÇÃO da unidade industrial (FIFO) FABRICAÇÃO Si (PCF) P1 42.850 P2 11.300 54.150 Consumos M1 448.000 M2 59.820 M3 23.125 CT 255.300 786.245 840.395 Produção Terminada P1 207.850 P2 314.450 P3 246.600 768.900 Sf (PCF) P1 30.000 P2 20.920 P3 20.575 71.495 840.395 4. Cálculo da Produção Vendida e do custo da Existência Final de produtos acabados (FIFO) Cálculo do custo da Produção Vendida (FIFO) Método da Identificação/Sequenciação dos Lotes P1 P2 P3 UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total So PA 1.000 20,00 20.000 3.500 30,00 105.000 1.000 26,10 26.100 Pt (So) M1 3.000 - - 400 - - - - - M2 750 - - 400 - - - - - CT 1.500 - - 300 - - - - - 42.850 11.300 0 Pt (período) M1 6.000 10,00 60.000 8.100 20,00 162.000 7.000 15,00 105.000 M2 8.250 2,00 16.500 8.100 4,00 32.400 7.000 2,50 17.500 CT 7.500 9,00 67.500 8.200 7,50 61.500 7.000 9,90 69.300 P. VENDIDA 10.000 206.850 12.000 372.200 8.000 217.900 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 92 → 150
  • 93.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Cálculo do valor do Stock Final (FIFO) P1 P2 P3 UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total So PA 1.000 21,00 21.000 1.500 31,50 47.250 2.000 27,40 54.800 Correctamente, para se calcular o custo dos produtos vendidos, deve ser efectuada a sequênciação dos lotes, isto é, se se trabalha com o FIFO, deverão ser identificados os lotes iniciais e completados com a produção do período até se obter a produção vendida. Esta é a forma correcta do ponto de vista conceptual. Contudo, no ISCAP, admite-se que se possa utilizar o custo médio da Pt, através do método simplificador. Cálculo do custo da Produção Vendida (Custo Médio da Pt) - Método Simplificador P1 P2 P3 UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total So PA 1.000 20,00 20.000 3.500 30,00 105.000 1.000 26,10 26.100 Pt 9.000 20,785 187.065 8.500 31,445 267.283 7.000 27,40 191.800 P. VENDIDA 10.000 207.065 12.000 372.283 8.000 217.900 Cálculo do custo unitário (médio) da Pt Custo da Pt Pt (UF) Custo Unitário P1 207.850 10.000 20,785 P2 314.450 10.000 31,445 P3 246.600 9.000 27,400 Cálculo do valor do Stock Final (FIFO) P1 P2 P3 UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total UF/UEA C. Unit. C. Total So PA 1.000 20,785 20.785 1.500 31,445 47.168 2.000 27,40 54.800 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 93 → 150
  • 94.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA PRODUTOS FABRICADOS Si (PA) P1 20.000 P2 105.000 P2 26.100 151.100 Pt P1 207.850 P2 314.450 P3 246.600 768.900 920.000 Produção Vendida P1 207.065 P2 372.283 P3 217.900 797.248 Sf (PA) P1 20.785 P2 47.168 P3 54.800 122.753 920.000 RESOLUÇÃO DO PROFESSOR – DR. LUIS ABRANTES Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 94 → 150
  • 95.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 95 → 150
  • 96.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 96 → 150
  • 97.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA EXERCÍCIO NR.º 8 – Dr. Luís Abrantes CÁLCULO DO CUSTO COMPLETO DA PRODUÇÃO EM PROCESSO PRODUTIVO SEGMENTADO – PRODUÇÃO MÚLTIPLA Considere uma unidade industrial com dois centros produtivos principais – Centro A e Centro B, com as seguintes características: 1. No Centro A produz-se o produto P1, sendo parte comercializada e a parte restante transferida para o Centro B, onde se obtém os produtos P2 e P3. A produção do Centro A é medida em Kg de P1, sendo a produção do Centro B medida em UF de P2 e P3. 2. As matérias-primas são incorporadas nos seguintes termos:  Centro A: M1 no início do processo, com um desperdício de 10%.  Centro B: M2 a 50% do processo; cada unidade de P2 consome 1,0 Kg de M2 e 2,0 Kg de P1; cada unidade de P3 consome 2,0 Kg de M2 e 1,0 Kg de P1. 3. Os tempos de laboração no Centro B são de 20 e 40 minutos para cada unidade de P2 e P3, respectivamente. 4. A MOD e os GGF são incorporados linearmente ao longo do processo produtivo e os respectivos custos são imputados com base em orçamentos anuais de € 750.000 e € 1.500.000, respectivamente. 5. Critério de valorimetria: FIFO INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DETERMINADO MÊS: 6. Existências iniciais: ☻ Centro A: 2.000 Kg de P1, com 50% de acabamento; valor de € 9.875 ☻ Armazém: 10.000 Kg de P1, no valor de € 50.000 4.000 UF de P2, no valor de € 50.000 3.000 UF de P3, no valor de € 27.000 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 97 → 150
  • 98.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA 7. Existências finais: ☻ Armazém: 10.000 Kg de P1 ☻ Centro B: 4.000 UF de P2, com 75% de acabamento 1.000 UF de P3, com 30% de acabamento 8. Vendas: P1= 25.000 Kg a 5,35 €/Kg ; P2= 20.000 UF a 13,50 €/UF ; P3= 20.000 UF a 13,50 €/UF 8. Custos do Período: M1 M2 Matérias-primas 2,70 €/Kg € 27.000 Centro A Centro B Mão-de-obra Directa € 49.200 € 26.800 PEDIDOS: 1. Cálculo do custo da produção terminada e do custo da existência final de produtos em curso. 2. Apresentação das contas de FABRICAÇÃO Centro A e Centro B. 3. Diga, justificando, qual será mais vantajoso: 3.1. “A produção e venda de P2 ou P3”? 3.2. “A venda de P1 sem transformação ou a venda de P1 transformado em P2 e P3”? SoP1 = 2.000 Kg CENTRO A PtP1 P1 (kg) CENTRO B P2 e P3 (UF) PtP1 PtP2 APA SfP1 = 10.000 Kg Produção Vendida → CLIENTES SfP2 = 4.000 UF SfP3 = 1.000 UF PtP3 P1: 25.000 Kg ; 5,35 €/Kg P2: 20.000 UF ; 13,50 €/kg P3: 20.000 UF ; 13,50 €/Kg SoP1 = 10.000 Kg SoP2 = 4.000 UF SoP3 = 3.000 UF Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 98 → 150
  • 99.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA CENTRO A: M1 ; 10% desperdício t 0% 100% 50% CENTRO B: VENDA SoP1 = 2.000 Kg ; €9.875,00 SfP1 = 0 Kg ; €0,00 MP1 MOD + GGF t 30% 50% 75% 0% 100% SfP3= 1.000 UF SfP2 = 4.000 UF PtP1 SoP2 = 0 UF SoP3= 0 UF 1. Cálculo do custo da Produção Terminada e do custo da Existência Final dos produtos em curso Em virtude do tipo de elementos que são disponibilizados no enunciado, temos de “partir” da Produção Vendida para chegar às Produções Terminadas. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 99 → 150 PtP1 PtP2 PtP3 MOD + GGF
  • 100.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Cálculo da Produção Terminada P1 (Kg) P2 (UF) P3 (UF) Produção Vendida + 25.000 20.000 20.000 Stock final de PA + 10.000 0 0 Stock inicial de PA – 10.000 4.000 3.000 Produção Terminada 25.000 16.000 17.000 SoPA  Pt SfPA  PvPt  Pv SfPA SoPA SoP1 = 10.000 Kg SoP2 = 4.000 UF SoP3 = 3.000 UF CENTRO B SoP1 = 2.000 Kg CENTRO A PtP1 P1 (kg) PtP1 = 25.000 Kg APA SfP1 = 10.000 Kg Produção Vendida → Cômputo da Pe : UEA CENTRO B P1 e P2 (UF) SfP2 = 4.000 UF SfP3 = 1.000 UF PtP2 = 16.000 UF PtP3 = 17.000 UF P1: 25.000 Kg ; 5,35 €/Kg P2: 20.000 UF ; 13,50 €/kg P3: 20.000 UF ; 13,50 €/Kg P1 M2 CT PRODUTO P2 UF/UEA ca UEA ca UEA PRODUÇÃO TERMINADA + 16.000 100% 16.000 100% 16.000 STOCK FINAL PCF + 4.000 100% 4.000 75% 3.000 STOCK INICIAL PCF – 0 0% 0 0% 0 PRODUÇÃO EFECTIVA 20.000 20.000 19.000 PRODUTO P3 P1 M2 CT PRODUÇÃO TERMINADA + 17.000 100% 17.000 100% 17.000 STOCK FINAL PCF + 1.000 0% 0 30% 300 STOCK INICIAL PCF – 0 0% 0 0% 0 PRODUÇÃO EFECTIVA 18.000 17.000 17.300 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 100 → 150
  • 101.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA CENTRO B – Ficha de incorporação de factores P2 (UF) P3 (UF) P1 Kg 2,00 1,00 M2 Kg 1,00 2,00 CT minutos 20,00 40,00 CENTRO B – Incorporações de P1 em P2 e P3 P2 (UF) P3 (UF) Produção Efectiva 20.000 18.000 UF Incorporação 2,00 1,00 Kg Total de necessidades de P1 40.000 18.000 Kg Total das necessidades de fabrico de P1 58.000 Kg PtP1 para venda (que vai para o APA) 25.000 Kg Total das Produções Terminadas de P1 83.000 Kg Cômputo da Pe de P1: UEA M1 CT PRODUTO P1 UF/UEA ca UEA PRODUÇÃO TERMINADA + 83.000 100% 83.000 STOCK FINAL PCF + 0 0% 0 STOCK INICIAL PCF – 2.000 50% 1.000 PRODUÇÃO EFECTIVA 81.000 82.000 CENTRO A: 10% desperdício 90.000 Kg t 0% 100% 50% 81.000Kg90% X100% X  90.000Kg 81.000 Kg Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 101 → 150
  • 102.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Taxa de desperdício 10% Incorporação de M1 90.000 Kg Custo M1 2,70 €/Kg Custo Total de M1 243.000,00 CENTRO A 81.000 Kg (1-Taxa Desperdício) Cálculo do custo global e unitário da Produção Efectiva de P1 Custo Total P. Efectiva Custo Unitário M1 243.000,00 81.000 3,00 ou 2,70 : 0,90 MOD 49.200,00 82.000 0,60 GGF (*) 98.400,00 82.000 1,20 TOTAL 390.600,00 4,80 (*) Relação entre GGF e MOD com base no orçamento anual: 2,00 1.500.000,00  750.000,00 CENTRO B Cálculo do custo global e unitário da produção efectiva, por produtos FACTORES PRODUTOS CUSTOS PRODUÇÃO COEF. HOM. PROD. HOM. (Ph) CUSTO UNITÁRIO P1 P2 193.000 20.000 2,00 40.000 9,650 P3 86.850 18.000 1,00 18.000 4,825 279.850 58.000 M2 P2 10.000 20.000 1,00 20.000 0,50 P3 17.000 17.000 2,00 34.000 1,00 27.000 54.000 MOD P2 9.500 19.000 1,00 19.000 0,50 P3 17.300 17.300 2,00 34.600 1,00 26.800 53.600 GGF P2 19.000 19.000 1,00 19.000 1,00 P3 34.600 17.300 2,00 34.600 2,00 53.600 P. Efectiva 53.600 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 102 → 150
  • 103.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Cálculo da Produção Terminada e Existência Final do CENTRO A M1 CT PRODUTO P1 UF C. Unit. C.Total UF C. Unit. C.Total TOTAL De Exist. Inicial 2.000 ? ? 1.000 ? ? 9.875,00 Do Período 81.000 3,00 243.000,00 82.000 1,80 147.600,00 390.600,00 Produção Terminada 83.000 ? 83.000 ? 400.475,00 Stock Final 0 0 0 0 0 0 0,00 Kg 400.475,00€  83.000 Kg 4,825€ / FABRICAÇÃO CENTRO A SoP1 9.875 M1 243.000 Mod 49.200 GGF 98.400 390.600 400.475 Produção Transferida para B P1 279.850 (58.000 Kg) Produção Transferida para Venda P1 120.625 (25.000 Kg) SfPCF 400.475 Síntese de Custos de P2 e P3 (25.000 x 4,825 €) P2 P3 Custo Total Custo Unitário Custo Total Custo Unitário Si (PCF) Consumos P1 193.000,00 9,650 86.850,00 4,825 M2 10.000,00 0,500 17.000,00 1,000 Mod 9.500,00 0,500 17.300,00 1,000 GGF 19.000,00 1,000 34.600,00 2,000 TOTAL 231.500,00 11,650 155.750,00 8,825 CPtP2  16.00011,65  186.400,00 € CPtP3  17.0008,825  150.025,00 € Como não há Existências Iniciais (SoPCF) a Pt é valorizada exclusivamente a custos do Período. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 103 → 150
  • 104.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA P2 P3 PRODUÇÃO TERMINADA 16.000 17.000 CUSTO UNITÁRIO TOTAL 11,650 8,825 CUSTO DA PRODUÇÃO TERMINADA 186.400,00 150.025,00 Cálculo do Custo da Existência Final da Produção em Curso P1 M2 CT UF C. Unit. C.Total UF C. Unit. C.Total UF C. Unit. C.Total TOTAL Exist. Final P2 4.000 9,650 38.600 4.000 0,500 2.000 3.000 1,500 4.500 45.100,00 Exist. Final P3 1.000 4,825 4.825 0 1,000 0,00 300 3,000 900 5.725,00 FABRICAÇÃO CENTRO B Si (PCF) SoP2 SoP3 Consumos Pt Cº A 279.850 M2 27.000 Mod 26.800 GGF 53.600 387.250 387.250 Produção Terminada P2 186.400 P3 150.025 336.425 SfPCF P2 45.100 P3 5.725 50.825 387.250 Cálculo do Custo da Produção Vendida – CENTRO A (FIFO) P1 UF C. Unit. C.Total Exist. Inicial PA 10.000 5,00 50.000 Produção Terminada 15.000 4,825 72.375 Produção Vendida 25.000 122.375 Exist. Final PA 10.000 4,825 48.250 Cálculo do Custo da Produção Vendida – CENTRO B (FIFO) P2 P3 UF C. Unit. C.Total UF C. Unit. C.Total Exist. Inicial PA 4.000 12,50 50.000 3.000 9,00 27.000 Produção Terminada 16.000 11,65 186.400 17.000 8,825 150.025 Produção Vendida 20.000 236.400 20.000 177.025 Exist. Final PA 0 11,65 0 0 8,825 0 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 104 → 150
  • 105.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Qual será mais vantajoso? Produzir e vender P2 ou P3? Cálculo das Margens Brutas P2 P3 Vendas 270.000 210.000 Custos das Vendas 236.400 177.025 Margens Brutas 33.600 32.975 Qtd. Vendida (UF) 20.000 20.000 Margem Unitária (€/UF) 1,68 1,648 270.000  20.000UF 13,50€ / Kg 210.000  20.000UF 10,50€ / Kg CONCLUSÃO: P2 é mais rentável em termos absolutos e unitários do que P3. Tem que se efectuar a análise através da Margem Unitária (a quantidade de P3 poderia ser diferente da quantidade de P2). A venda de P1 (sem transformação) ou a venda de P1 transformado em P2 e P3? Qual será mais vantajoso? Cálculo das Margens Brutas P1 Vendas 133.750 Custos das Vendas 122.375 Margens Brutas 11.375 Qtd. Vendida 25.000 Kg Margem Unitária (€/Kg) 0,4550 25.000Kg 5,35€ / Kg  133.750,00 € CONCLUSÃO: P22Kg  0,910€ / UF  P31Kg  0,455€ /UF  É mais rentável transformar P1 em P2 e P3. Note-se que P2 incorpora 2Kg de P1, a que corresponde uma margem de 0,4550 x 2Kg = €0,910, inferior a €1,680 e €1,6488 em P2 e P3. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 105 → 150
  • 106.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA EXAME 11-JAN-2007 – I PARTE Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 106 → 150
  • 107.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA RESOLUÇÃO DO PROF. DR. LUÍS ABRANTES Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 107 → 150
  • 108.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 108 → 150
  • 109.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 109 → 150
  • 110.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 110 → 150
  • 111.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 111 → 150
  • 112.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 112 → 150
  • 113.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA PARTE III – A VALORIZAÇÃO DA PRODUÇÃO NAS UNIDADES INDUSTRIAIS CAPÍTULO I – O custo das produções efectivas e terminadas – processo produtivo disjunto 1. A avaliação da produção a custos reais 2. A relevância dos custos dos factores produtivos 3. A importância da análise do comportamento dos custos face ao volume da actividade 4. Técnicas de custeio: custeio total, custeio variável e custeio racional 4.1. A aplicação da técnica do custeio total ou completo 4.1.1. As componentes do custo de produção 4.1.2. A problemática da valorização da produção a custeio total 4.2. A avaliação da produção a custeio racional 4.3. A importância do custeio variável para a decisão 4.3.1. Os efeitos da avaliação da produção a custo variável 4.3.2. O debate: custeio variável vs custeio total 5. Métodos de custeio 5.1. Método indirecto ou custos por processos ou fases 5.2. Método directo ou custos por ordens de produção CAPÍTULO II – As novas metodologias de custeio 1. O problema da imputação dos gastos indirectos ao custo dos produtos 1.1. O contributo do método dos centros de análise ou método das secções homogéneas 1.2. A importância da repartição dos gastos gerais de fabrico (GGF) 1.3. A aplicação prática do método 2. As críticas dirigidas ao método das secções pelos autores do custeio baseado nas actividades (ABC) 3. A comparação entre o custeio ABC e o custeio tradicional. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 113 → 150
  • 114.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA REPARTIÇÃO DE GASTOS GERAIS DE FABRICO (problemática da imputação dos G.G.F.) Gastos Gerais de Fabrico  São todos os custos comuns da área fabril que não respeitam às matérias-primas e à mão-de-obra directa;  Podem também ser custos directos do produto, mas que pelo seu reduzido valor são incluídos nos encargos gerais de fabrico;  São difíceis de repartir (p.ex., é difícil saber-se quanto gasta de electricidade determinado equipamento, ou então, teria de se suportar um custo elevado para se obter tal informação), daí a necessidade de se determinar uma taxa/coeficiente de imputação;  O “peso”/importância dos G.G.F. tem vindo a aumentar, no total dos custos de produção (transferência de custos directos para indirectos: desenvolvimento tecnológico/automação, o que aumenta os custos com equipamentos e MOI, em detrimento da MOD; aumento dos custos da energia; a própria exigência crescente de uma gestão mais eficiente, face às mudanças operadas no ambiente interno e externo das empresas); A forma mais utilizada de repartir os G.G.F. é através da utilização de coeficiente teóricos (taxas de imputação pré-determinadas) em detrimento dos coeficientes reais (taxas de imputação com base em valores do período). Nem sempre se pode esperar pelo final do mês para se calcular os coeficientes de imputação. Seguramente esta acção produziria inconvenientes na eficiência da empresa. Assim, determinam-se as quotas teóricas a imputar aos produtos ou às ordens de fabrico com base em valores previsionais do ano. GGFREAIS BASE IMPUTAÇÃOREAL .  COEF REAL . GGFPREVISIONAIS ANO .  . BASE IMPUTAÇÃOPREVISIONAL ANO COEF TEÓRICO . . Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 114 → 150
  • 115.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA EXERCÍCIO NR.º 1 – Dr. Luís Abrantes1 1. Uma determinada unidade industrial é constituída por centros principais – CA e CB – onde decorrem as duas fases de elaboração dos produtos, e por três centros auxiliares – CX, CY e CZ. 2. Os gastos gerais de fabrico de determinado mês foram os seguintes (valores em €): A B X Y Z Mão de Obra Indirecta 25.000,00 40.000,00 4.875,00 6.375,00 3.087,50 Renda da Fábrica: 18.000,00 Electricidade: 17.550,00 Limpeza da Fábrica: 4.500,00 Reparações CY: 2.650,00 Amortizações: taxa anual de 12% 3. Para a repartição dos gastos gerais de fabricos, identificados anteriormente, é conhecida a seguinte informação: Áreas ocupadas (m2) Consumo de Energia (kWh) Equipamento (€) CA 1.000 60.000 1.260.000,00 CB 2.000 150.000 1.616.000,00 CX 200 6.000 60.000,00 CY 300 12.000 60.000,00 CZ 100 6.000 100.000,00 A matriz de repartição dos custos auxiliares pelos principais revela a seguinte estrutura: DESTINO A B X Y Z TOTAL ORIGEM Centro X 50% 35% 10% 5% 100% Centro Y 45% 40% 10% 5% 100% Centro Z 30% 70% 100% PEDIDO: Repartição dos Gastos Gerais de Fabrico (repartição primária) e subsequente redistribuição dos custos dos centros auxiliares e imputação aos centros principais (repartição secundária). 1 Fonte: ISCAP – Exercícios de Contabilidade de Gestão Avançada. Ano lectivo 2007-2008. Adaptado. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 115 → 150
  • 116.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA CENTROS PRINCIPAIS CENTROS AUXILIARES REPARTIÇÃO DOS GGF A B X Y Z TOTAL Repartição Primária MOI 25.000,00 40.000,00 4.875,00 6.375,00 3.087,50 79.337,50 Renda + Limpeza Fábrica 6.250,00 12.500,00 1.250,00 1.875,00 625,00 22.500,00 Electricidade 4.500,00 11.250,00 450,00 900,00 450,00 17.550,00 Conservação e Reparação --- --- --- 2.650,00 --- 2.650,00 Amortizações do Exercício 12.600,00 16.160,00 600,00 600,00 1.000,00 30.960,00 48.350,00 79.910,00 7.175,00 12.400,00 5.162,50 152.997,50 Repartição Secundária Centro X 4.250,00 2.975,00 - 8.500,00 850,00 425,00 0,00 Centro Y 5.962,50 5.300,00 1.325,00 - 13.250,00 662,50 0,00 Centro Z 1.875,00 4.375,00 0,00 0,00 - 6.250,00 0,00 TOTAL GGF 60.437,50 92.560,00 0,00 0,00 0,00 152.997,50 REPARTIÇÃO PRIMÁRIA Começa-se por preencher na coluna “TOTAL” os valores totais que fazem parte da repartição primária dos GGF (por natureza de gastos). Por exemplo, o total dos gastos com a Mão-de-Obra Indirecta corresponde ao somatório dos valores afectados aos centros (valores esses que foram dados no enunciado), e que corresponde a € 79.337,50. Seguidamente, terá de se distribuir aqueles gastos totais pelos centros (o que obrigará fazer alguns cálculos), para que seja concluído o preenchimento da tabela quanto à Repartição Primária. Assim, temos: Distribuição da Renda e Limpeza da Fábrica Como a base de imputação para a Renda e para a Limpeza da Fábrica é a mesma – em função da área ocupada – poderemos agrupar estes dois tipos de GGF (na resolução do exame poupa-se tempo). Renda + Limpeza  18.000,00  4.500,00  22.500,00 € Área 1.000 2.000 200 300 100 3.600m2 TOTAL       GGF 22.500,00 Incorpora-se no custo dos produtos fabricados, por €/m2 . 2    Coeficiente de Imputação 6,25 BASE IMPUTAÇÃO m 3.600 cada m2 de área ocupada, € 6,25 de GGF (gastos na Renda e Limpeza). Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 116 → 150
  • 117.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA CENTRO A: 1.000 m2 x 6,25 € = 6.250,00 € CENTRO B: 2.000 m2 x 6,25 € = 12.500,00 € CENTRO X: 200 m2 x 6,25 € = 1.250,00 € CENTRO Y: 300 m2 x 6,25 € = 1.875,00 € CENTRO Z: 100 m2 x 6,25 € = 625,00 € Distribuição da Electricidade A base de imputação dos gastos com a electricidade é dada no enunciado – Consumo de Energia (kWh). ConsumoTOTAL  60.000 150.000  6.000 12.000  6.000  234.000kWh GGF 17.550,00 €/kWh    BASE IMPUTAÇÃO kWh Coeficiente de Imputação 0,075 234.000 . CENTRO A: 60.000 kWh x 0,075 € = 4.500,00 € CENTRO B: 150.000 kWh x 0,075 € = 11.250,00 € CENTRO X: 6.000 kWh x 0,075 € = 450,00 € CENTRO Y: 12.000 kWh x 0,075 € = 900,00 € CENTRO Z: 6.000 kWh x 0,075 € = 450,00 € Incorpora-se no custo dos produtos fabricados, por cada unidade de kWh de consumo de energia, € 0,075 de GGF (gasto de electricidade). Distribuição das Amortizações do Exercício Como a taxa anual de amortização é de 12%, teremos uma taxa mensal de 1%, que iremos fazer incidir nos valores dos equipamentos (estes dados no enunciado). CENTRO A: 1.260.000,00 x 0,01 = 12.600,00 € CENTRO B: 1.616.000,00 x 0,01 = 16.160,00 € CENTRO X: 60.000,00 x 0,01 = 600,00 € CENTRO Y: 60.000,00 x 0,01 = 600,00 € CENTRO Z: 100.000,00 x 0,01 = 1.000,00 € REPARTIÇÃO SECUNDÁRIA A redistribuição dos custos dos centros auxiliares e imputação aos centros principais (repartição secundária) é feita com apoio à matriz dada: DESTINO A B X Y Z TOTAL ORIGEM Centro X 50% 35% 10% 5% 100% Centro Y 45% 40% 10% 5% 100% Centro Z 30% 70% 100% Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 117 → 150
  • 118.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Fazendo a leitura na vertical, o centro auxiliar X recebe 10% do centro auxiliar Y, o centro auxiliar Y recebe 10% do centro auxiliar X, o centro auxiliar Z recebe 5% do centro auxiliar X e mais 5% do centro auxiliar Y. Repare-se que não existe auto-consumo: o centro auxiliar não recebe de si próprio (um exemplo frequente de auto-consumo é a existência de centros auxiliares de fornecimento de energia que consomem também eles próprios energia para poder gerar energia para os centros principais). Há pois que calcular o custo total da produção de cada centro auxiliar para depois imputá-los aos centros principais. X – custo total da produção do centro auxiliar X Y – custo total da produção do centro auxiliar Y Z – custo total da produção do centro auxiliar Z X  7.175,00 10%.Y X  8.500,00 Y  12.400,00 10%.X Y  13.250,00 Z  5.162,50  5%.X  5%.Y Z  6.250,00 Estes valores terão que ser inscritos na tabela (Repartição Secundária) na coluna vertical e horizontal do centro em causa. Como representam custos que “vão sair” desse centro auxiliar e posteriormente divididos pelos restantes centros (principais e auxiliares), são valores negativos. Note-se que, em relação ao centro auxiliar X, o custo apurado para o total da sua produção foi de € 8.500,00. Este valor foi distribuído, de acordo com a matriz de repartição secundária: € 4.250,00 (50%) para o centro principal A; € 2.975,00 (35%) para o centro principal B; € 850,00 (10%) para o centro auxiliar Y; e por último (para totalizar os 100%), € 425,00 (5%) para o centro auxiliar Z. O centro X tem custos directos de € 7.175,00. No entanto recebe 10% do centro Y (prestações recíprocas). Repare-se que o total dos GGF para os centros auxiliares é zero. Não poderia ser de outra forma, pois os valores daqueles são absorvidos pelos centros principais. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 118 → 150
  • 119.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA EXERCÍCIO NR.º 2 – Dr. Luís Abrantes DADOS: 1. Uma unidade industrial é constituída por três centros principais e quatro centros auxiliares:  CENTROS PRINCIPAIS  Centro A: 1ª Fase de elaboração dos produtos  Centro B: 2ª Fase de elaboração dos produtos  Centro C: Fases de acabamento, verificação e embalagem  CENTROS AUXILIARES  Centro X: Serviços gerais (direcção técnica, planeamento, controlo fabril,…)  Centro Y: Produção de vapor  Centro W: Manutenção dos equipamentos  Centro Z: Transformação de energia eléctrica 2. Os critérios de imputação dos custos dos centros auxiliares são os seguintes: CENTROS CRITÉRIOS DE IMPUTAÇÃO  Centro X: Aos centros principais, proporcionalmente à MOD desses centros  Centro Y: % do consumo de vapor  Centro W: Com base nos serviços prestados a cada um dos centros  Centro Z: % do consumo de energia, com base em contadores instalados em cada centro 3. O edifício onde está instalada a unidade industrial foi adquirido por 200.000 euros, sendo amortizado por quotas constantes, com vida útil de 20 anos. 4. Valor de aquisição dos equipamentos por centros (€): CENTROS VALOR A 200.000 B 120.000 C 60.000 Y 40.000 W 30.000 Z 50.000 500.000 Método de cálculo das amortizações: quotas constantes. Vida útil: 8 anos Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 119 → 150
  • 120.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA 5. Apresenta-se em ANEXO a repartição (primária) de alguns gastos gerais de fabrico pelos centros principais e auxiliares. 6. Programa de lubrificação dos Serviços de Manutenção aos centros principais: CENTROS NR.º DE MÁQUINAS PERIODICIDADE CONSUMO POR LUBIRIFICAÇÃO (Kg) A 4 Trimestral 200,0 B 12 Mensal 100,0 C 10 Mensal 20,0 O custo do consumo dos lubrificantes destes centros foi de 5.700 euros. 7. A mão-de-obra directa reparte-se pelos centros produtivos nos seguintes termos (€): TOTAL A B C 50.000 10.000 15.000 25.000 8. Da leitura dos contadores obteve-se a seguinte distribuição relativa de consumo de energia eléctrica A B C X Y W Z 36,0% 27,0% 16,2% 0,9% 2,7% 7,2% 10,0% 9. A produção de vapor teve a seguinte afectação: A B C Geral 45,0% 30,0% 20,0% 5,0% 10. Os serviços prestados pelo centro W – Manutenção de Equipamento – distribuem-se: A B C X Y 55,0% 20,0% 15,0% 2,0% 8,0% 11. Critérios de imputação dos custos dos centros principais aos produtos: CENTROS CRITÉRIOS DE IMPUTAÇÃO  Centro A: % à mão-de-obra directa  Centro B: % ao peso dos produtos  Centro C: % ao número de unidades homogeneizadas Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 120 → 150
  • 121.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA 12. Aplicação de mão-de-obra aos produtos no centro A: a P1 a P2 a P3 a P4 TOTAL 1.500 5.000 1.500 2.000 10.000 13. Produção efectiva e armazenada Toneladas P1 P2 P3 P4 100 200 150 50 14. Os coeficientes de homogeneização foram calculados com base no custo primário de cada tonelada de produto no centro A. 15. O custo das matérias-primas é de 100 euros por tonelada. O aproveitamento das matérias-primas é total. PEDIDOS: 1. Repartição dos Gastos Gerais de Fabrico e subsequente redistribuição dos custos dos centros auxiliares e imputação aos centros principais. 2. Imputação dos GGF ao custo contabilístico dos produtos NOTA: Sugere-se a criação de um centro meramente contabilístico para colectar os custos imputáveis em função da área ocupada por cada centro de actividade, cuja repartição é a seguinte: A B C X Y W Z 25,0% 25,0% 20,0% 12,0% 4,0% 8,0% 6,0% Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 121 → 150
  • 122.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA ANEXO Repartição de Gastos Gerais de Fabrico CENTROS PRINCIPAIS CENTROS AUXILIARES Fase 1 Fase 2 Acabamº Sos Gerais Vapor Manuten. Energ. Ele. Comum-Edif TOTAL A B C X Y W Z K REPARTIÇÃO PRIMÁRIA Custo das Matérias Consumidas Materiais de consumo corrente 6.990 1.776 1.518 1.376 930 715 480 195 Sobressalentes de máquinas 7.840 3.000 2.000 500 500 1.340 500 Fornecimentos e serviços externos Electricidade 16.300 Combustíveis 7.820 Lubrificantes 6.200 300 200 Ferramentas e utensílios 1.200 200 300 300 50 300 50 Comunicação 3.000 Seguro do Equipamento 5.000 Seguro do edifício 3.000 Conservação e reparação de edifícios 1.000 Trabalhos Especializados (assistª extª eqº) 6.000 6.000 Impostos – IMI 2.650 Custos com o pessoal Mão-de-obra indirecta 100.000 30.000 25.000 20.000 5.000 16.000 4.000 Ordenados 50.000 5.000 4.000 6.000 23.000 1.500 7.000 3.500 Encargos sobre remunerações 32.000 Seguros de Acidentes de Trabalho 6.000 Amortizações do exercício Edifícios e outras construções 10.000 Equipamento básico 62.500 Equipamento Administrativo 2.500 TOTAL DOS GASTOS GERAIS 330.000 REDISTRIBUIÇÃO DE CUSTOS CENTROS AUXILIARES X YWZ K TOTAL DOS GASTOS GERAIS 330.000 0 0 0 0 0 EMBORA NÃO ESTEJA AQUI A RESOLUÇÃO, ESTE EXERCÍCIO FOI RESOLVIDO NA AULA Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 122 → 150
  • 123.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA EXERCÍCIO NR.º 1 – Dra. Maria Hélder – Repartição de Custos por C.os de Responsabilidade Considere uma empresa Alfa SA cuja unidade industrial tem o seu sector fabril organizado do seguinte modo: dois centros produtivos A, B e três centros auxiliares X, Y, e Z. INFORMAÇÃO RELATIVA A UM DETERMINADO MÊS DO ANO “N”: Repartição Primária (valores em €) DESCRIÇÃO A B X Y Z TOTAL Custos Fixos 39.000,00 46.300,00 30.450,00 11.500,00 34.250,00 161.500,00 Custos Variáveis 9.032,00 14.500,00 21.640,00 3.800,00 3.078,00 52.050,00 Custos Totais 48.032,00 60.800,00 52.090,00 15.300,00 37.328,00 213.550,00 Matriz das prestações de serviços (em unidade de obra – UO) DESCRIÇÃO A B X Y Z TOTAL Centro X 1.000 750 500 --- 250 2.500 Centro Y 600 1.500 750 --- 900 3.750 Centro Z 250 200 50 --- --- 500 PEDIDOS: 1. Partindo dos elementos acima, calcule o custo das unidades de obra (unidade de custeio) dos centros X, Y e Z. 2. Calcule os custos dos centros de produção A e B. RESOLUÇÃO: Unidades de Obra (UO) correspondem a unidades físicas – por exemplo, horas. Por unidade de custeio entende-se o valor unitário da unidade de obra. CENTROS PRINCIPAIS CENTROS AUXILIARES REPARTIÇÃO DOS GGF A B X Y Z TOTAL Repartição Primária 48.032,00 60.800,00 52.090,00 15.300,00 37.328,00 213.550,00 Repartição Secundária Centro X 30.000,00 22.500,00 (60.000,00) --- 7.500,00 0,00 Centro Y 2.448,00 6.120,00 3.060,00 (15.300,00) 3.672,00 0,00 Centro Z 24.250,00 19.400,00 4.850,00 --- (48.500,00) 0,00 TOTAL GGF 104.730,00 108.820,00 0,00 0,00 0,00 213.550,00 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 123 → 150
  • 124.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA O centro X tem auto-consumo (poderá verificar-se na matriz das prestações de serviços que o centro X recebeu de si próprio 500 unidades de obra). Estas 500 unidades de obra vão ser redistribuídas pelos centros A, B, e Z. Isto é, os valores indicados na matriz das prestações de serviços relativamente à distribuição que o centro X faz para os restantes centros (1.000 UO para A, 750 UO para B, e 250 UO para Z) vão ser recalculados para ter em linha de conta a incorporação das 500 UO de auto-consumo. CENTRO X – produziu um total de 2.500 UO 1,25  2.500 500  2.000 UO  2.500 UO UO 2.000 UO UO CENTRO A: 1.000 UO x 1,25 = 1.250 UO CENTRO B: 750 UO x 1,25 = 937,5 UO CENTRO Z: 250 UO x 1,25 = 312,5 UO A matriz das prestações de serviços (em UO) passa a ter nova configuração: DESCRIÇÃO A B X Y Z TOTAL Centro X 1.250 937,5 --- --- 312,5 2.500 Centro Y 600 1.500 750 --- 900 3.750 Centro Z 250 200 50 --- --- 500 Passemos à redistribuição dos custos dos centros auxiliares e imputação aos centros principais (repartição secundária): X – custo total da produção do centro auxiliar X Y – custo total da produção do centro auxiliar Y Z – custo total da produção do centro auxiliar Z X  2.500UO x  ; sendo x  a unidade de custeio do centro X x   24,00€ Y  3.750UO y  ; sendo y  a unidade de custeio do centro Y y   4,08€ Z  500UO z  ; sendo z  a unidade de custeio do centro Z Z  97,00€ X  2.500UO  24,00€  60.000,00€ Y  3.750UO  4,08€  15.300,00€ Z  500UO 97,00€  48.500,00€ Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 124 → 150
  • 125.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA MÉTODOS DE CUSTEIO – DIRECTO, INDIRECTO E MISTO (Métodos de Apuramento do Custo dos Produtos) MÉTODO DIRECTO (job order costing) …ou de Custos Específicos; …ou de Custos por Lotes de Fabrico; …ou de Custos por Obra, Encomenda …ou de Custos por Tarefas Aplica-se a empresas cuja produção é diversificada ou descontínua, conseguindo-se com relativa facilidade distinguir e determinar (em qualidade e quantidade) cada um dos produtos ou lote de produtos em fabrico. O facto da actividade da empresa estruturar-se em ordens de fabrico específicas possibilita a imputação directa dos respectivos custos. O produto é monitorizado ao longo de todo o processo produtivo, sendo portanto identificados e determinados todos os custos directos à produção. Estes são acumulados numa ficha de custeio. Assim, à encomenda (a pedido do cliente ou de outro departamento da empresa) é atribuído um número que fará parte da ficha de custo. Neste documento serão acumulados todos os custos respeitantes à obra (MP, Mod, quota-parte de GGF). Para imputação dos GGF (overhead charges) às Ordens de Fabrico são utilizadas taxas de imputação predeterminadas: TAXA IMPUTAÇÃO GGF BASE IMPUTAÇÃOHMod HUEq . ; .  HMod: horas de mão-de-obra directa (Labor Time Ticket: actualmente as máquinas fazem a validação do tempo de trabalho do operador). HUEq: horas de utilização do equipamento. Estas taxas determinadas à priori poderão originar diferenças de imputação entre os GGF orçamentados e os efectivamente verificados no período.  DI  GGFEFECTIVOS GGFIMPUTADOS PERÍODO Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 125 → 150
  • 126.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Não sendo significativa a diferença, esta será contabilizada em contas próprias (Resultados Analíticos ou Resultados Industriais). Caso a diferença seja significativa (regra geral, mais de 5%), deve-se ratear o desvio pela produção (encomendas ultimadas ou em curso). VER SITE DO AUTOR HORNGREN VANTAGENS DO MÉTODO:  Controlo detalhado dos resultados através da comparação dos custos de cada OF (obra de fabrico) com o respectivo valor de venda.  Ajustamentos/correcções de orçamentos futuros por análise/comparação com resultados passados.  Controlar a eficiência dos departamentos da empresa através da comparação entre os custos orçamentados (apresentado ao cliente) e os efectivamente suportados. INCONVENIENTES DO MÉTODO:  Os custos administrativos são significativos (verificação e comparação das encomendas).  O custo total surge apenas com o fecho da encomenda.  As ordens de produção não dependem do período contabilístico.  Não reflecte determinados factos de carácter conjuntural (greves, rupturas de aprovisionamento, avaria de máquinas, etc). Este sistema de custeio é utilizado por empresas de construção naval, metalomecânica, reparação de automóveis, serviços profissionais, e todas as que produzem por encomendas específicas. MÉTODO INDIRECTO ou de CUSTOS POR PROCESSOS (process costing) …ou de Custos por Fases de Fabrico …ou o método que se tem vindo a utilizar até agora no cálculo da Medida da Produção Aplica-se a empresas cuja produção não é diversificada (produtos homogéneos) ou que se desenrola de forma contínua ou ininterrupta, existindo a dificuldade (e por não ser também economicamente viável) na individualização dos produtos durante as fases de fabrico, acumulando-se sim os custos (por mês) em centros de fabricos. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 126 → 150
  • 127.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Conhecem-se assim as quantidades produzidas e respectivos graus de acabamento, converte-se em UEA as produções realizadas em termos de MP, Mod e GGF. Finalmente é feita a imputação dos custos do mês às unidades efectivamente produzidas e às unidades em curso de fabrico no final do período. EXERCÍCIO: CUSTEIO POR ORDENS DE PRODUÇÃO (M. DIRECTO) – Dr. Luís Abrantes 1. Uma unidade industrial integrada por cinco centros de custo: os centros principais A e B e os centros auxiliares X, Y e Z. 2. Fabricação por encomenda, sob a especificação dos clientes. 3. Adopção de custos efectivos, com recurso, ao longo do exercício, a quotas predeterminadas para a imputação dos gastos gerais de fabrico. 4. Incorporação de matérias-primas exclusivamente no centro A (todas as encomendas passam, sucessivamente, pelo centros A e B). 5. Relevação digráfica por centros (contas previstas no plano contabilístico, além de outras: Laboração – Centro A e Laboração – Centro B. 6. Encomendas facturadas aos clientes pelo valor da transferência das linhas de fabrico para o armazém de produtos acrescido de 45%. 7. Critérios de imputação dos gastos gerais de fabrico às encomendas:  Centro A – proporcionalmente ao número de horas de utilização do respectivo equipamento (HUEq).  Centro B – proporcionalmente ao número de horas de mão-de-obra directa (no próprio centro). DADOS RESPEITANTES A UM DETERMINADO PERÍODO 1. Inexistência de “stocks” iniciais de encomendas ultimadas. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 127 → 150
  • 128.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA 2. Inventário inicial de encomendas em curso de fabrico: CENTRO A CENTRO B Nº Encª TOTAL M.P. H.M.O. C.M.O H.U.E. G.G.F. H.M.O. C.M.O. G.G.F. 1015 5.350,00 € 4.000,00 € 100 150,00 € 80 800,00 € 50 100,00 € 300,00 € 1020 7.160,00 € 6.000,00 € 80 160,00 € 70 700,00 € 40 60,00 € 240,00 € 1030 600,00 € 500,00 € 10 20,00 € 8 80,00 € 13.110,00 € 10.500,00 € 190 330,00 € 158 1.580,00 € 90 160,00 € 540,00 € 3. Síntese do “Registo de Encomendas Ultimadas”: CENTRO A CENTRO B Nº Encª TOTAL M.P. H.M.O. C.M.O H.U.E. G.G.F. H.M.O. C.M.O. G.G.F. …. …. …. …. …. …. …. …. …. …. 637.770,00 € 388.500,00 € 28.810 24.610,00 € 19.915 159.620,00 € 9.990 16.980,00 € 48.060,00 € 4. Inventário final de encomendas em curso de fabrico: CENTRO A CENTRO B Nº Encª TOTAL M.P. H.M.O. C.M.O H.U.E. G.G.F. H.M.O. C.M.O. G.G.F. 1030 20.900,00 € 18.000,00 € 300 600,00 € 203 1.640,00 € 100 180,00 € 480,00 € 1050 4.440,00 € 4.000,00 € 80 120,00 € 40 320,00 € ---- ---- ---- 25.340,00 € 22.000,00 € 380 720,00 € 243 1.960,00 100 180,00 € 480,00 € 5. Inventário final de encomendas ultimadas: constituído apenas pela encomenda n.º 1.049 cujo custo a seguir se detalha:  Matérias-primas 10.000,00  Centro A  Mão-de-obra 400,00  Gastos Gerais de Fabrico imputados 2.400,00  Centro B  Mão-de-obra 300,00  Gastos Gerais de Fabrico imputados 720,00 13.820,00 6. Custos directos dos diferentes centros (valores em €):  Centro A 43.000,00  Centro B 40.000,00  Centro X 24.000,00  Centro Y 44.000,00  Centro Z 49.000,00 TOTAL 200.000,00 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 128 → 150
  • 129.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Consumos relativos dos serviços dos Centros Auxiliares: CENTROS DESTINATÁRIOS DOS SERVIÇOS Centros Auxiliares A B X Y Z X 40% 30% ---- 15% 15% Y 50% 20% 20% ---- 10% Z 60% 30% 10% ---- ---- PEDIDOS: 1. Cálculo, em quadros tecnicamente adequados, dos valores necessários à satisfação dos pedidos seguintes:  Custo da Produção Efectiva por centros produtivos.  Custo da Produção Terminada por centros produtivos.  Custo da Produção Vendida.  Repartição secundária dos GGF efectivos.  Apuramento das Diferenças de Imputação. 2. Relevação digráfica das operações anteriores. APURAMENTO DO CUSTO DAS PRODUÇÕES EFECTIVAS E TERMINADAS Pt ou Enc. Ultim. SoAPA=0 € SoPCF=600 € SoPCF=12.510 € MP PtA=581.160 € AMP Centro A Centro B APA PV SfPCF=20.900 € SfAPA=13.820 € (enc. n.º 1049) SfPCF=4.440 € A produção terminada (ou encomendas ultimadas) que é transferida para o armazém de Produtos Acabados (ou Armazém de Encomendas Ultimadas) é constituída pela produção efectivamente ocorrida no período, mais a variação nas Existências. SoPCF  Pe SfPCF  PtPe  Pt SfPCF SoPCF Pelos dados do enunciado, conseguimos determinar a Produção Efectiva (total e por centros produtivos). Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 129 → 150
  • 130.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA CENTRO A CENTRO B C. TOTAIS M.P. H.M.O. C.M.O H.U.E. G.G.F. H.M.O. C.M.O. G.G.F. Enc. Ultimadas 637.770,00 € 388.500,00 € 20.810 24.610,00 € 19.915 159.620,00 € 9.990 16.980,00 € 48.060,00 € Exist. Final PCF 25.340,00 € 22.000,00 € 380 720,00 € 243 1.960,00 € 100 180,00 € 480,00 € Exist. Iniciais PCF 13.110,00 € 10.500,00 € 190 330,00 € 158 1.580,00 € 90 160,00 € 540,00 € PROD. EFECTIVA 650.000,00 € 400.000,00 € 21.000 25.000,00 € 20.000 160.000,00 € 10.000 17.000,00 € 48.000,00 € Conclui-se que:  O custo da Produção Terminada transferida do centro B para o APA é de € 637.770,00.  As existências finais no centro B estão valorizadas por € 20.900,00 (note-se que, pelo facto de existir dois centros e a produção das encomendas transferir-se sucessivamente do centro A para o centro B, o valor pelo qual estão valorizadas as existências finais em B – encomenda n.º 1.030 – corresponde à acumulação dos custos desde o centro A até ao centro B, para aquela encomenda. Aliás, se ao custo total das existências finais dos produtos em curso de fabrico – de € 25.340,00 – retiramos o valor da existência final/encomenda n.º 1.050 no centro A – de € 4.440,00 –, obteremos a diferença de € 20.900,00).  As existências iniciais no centro B (encomendas nrs.º 1.015 e 1.020) estão valorizadas por € 12.510,00.  O custo da Produção Efectiva do centro B é de € 646.160,00. CENTRO A M.P. MOD GGF TOTAL INCORPORAÇÃO + 400.000,00 € 25.000,00 € 160.000,00 € 585.000,00 € Exist. Inicial PCF (encomenda n.º 1.030) + 500,00 € 20,00 € 80,00 € 600,00 € Exist. Final PCF (encomenda n.º 1.050) – 4.000,00 € 120,00 € 320,00 € 4.440,00 € PROD. TERMINADA (PtA) 396.500,00 € 24.900,00 € 159.760,00 € 581.160,00 € Conclui-se que:  O custo da Produção Terminada transferida do centro A para o centro B é de € 581.160,00.  As existências finais no centro A estão valorizadas por € 4.440,00.  As existências iniciais no centro A estão valorizadas por € 600,00.  O custo da Produção Efectiva do centro A é de € 585.000,00. APURAMENTO DO CUSTO DA PRODUÇÃO VENDIDA DESCRIÇÃO CUSTO TOTAL Encomendas Ultimadas 637.770,00 € Existências Iniciais de Encomendas Ultimadas (APA) 0,00 € Existências Finais de Encomendas Ultimadas (APA) 13.820,00 € Custo das Encomendas Vendidas 623.950,00 € Margem de Lucro sobre o Custo das Vendas: 45% 280.777,50 € Preço de Venda 904.727,50 € Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 130 → 150
  • 131.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA REPARTIÇÃO DOS GASTOS GERAIS DE FABRICO CENTROS PRINCIPAIS CENTROS AUXILIARES A B X Y Z TOTAL Repartição Primária 43.000,00 40.000,00 24.000,00 44.000,00 49.000,00 200.000,00 Redistribuição GGFe Centro X 16.000,00 12.000,00 (40.000,00) 6.000,00 6.000,00 0,00 Centro Y 25.000,00 10.000,00 10.000,00 (50.000,00) 5.000,00 0,00 Centro Z 36.000,00 18.000,00 6.000,00 --- (60.000,00) 0,00 TOTAL GGF 120.000,00 80.000,00 0,00 0,00 0,00 200.000,00 CENTROS DESTINATÁRIOS DOS SERVIÇOS Centros Auxiliares A B X Y Z X 40% 30% ---- 15% 15% Y 50% 20% 20% ---- 10% Z 60% 30% 10% ---- ---- X  24.000  0,2.Y  0,1.Z X  40.000,00 € Y  44.000  0,15.X Y  50.000,00 € Z  49.000  0,15.X  0,10.Y Z  60.000,00 € APURAMENTO DAS DIFERENÇAS DE IMPUTAÇÃO (Repartição Final) As diferenças entre os gastos imputados e os efectivos deverão ser tratadas da seguinte forma: 1. Ratear e redistribui-las. 2. Torná-las como proveitos e levar à conta de Resultados Analíticos. A solução depende de empresa para empresa, mas na vida prática não se costuma fazer rateio. Se no exame for omitido o rateio, ir para a segunda opção. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 131 → 150
  • 132.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA GGFeA → HUEq GGFeB → HMod HUEq  €120.000,00  TAXAA 6,00€ / HUEq 20.000 HMod  €80.000,00  TAXAB 8,00€ / HMod 10.000 A B GGFefectivos 120.000,00 € 80.000,00 € GGFimputados 160.000,00 € 48.000,00 € Diferença de Incorporação – 40.000,00 € 8.000,00 € Balanço final positivo em €8.000,00 Proveito em termos económicos Custo em termos económicos RELEVAÇÃO DIGRÁFICA DAS OPERAÇÕES Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 132 → 150
  • 133.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 133 → 150
  • 134.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA EXAME 11-JAN-2007 – II PARTE – PONTO NR.º 2 A unidade industrial “A AUTOCONTROLO, SA” fabrica componentes para a industria automóvel, por especificação dos seus clientes, em dois departamentos A e B. Para cálculo do custo da sua produção utiliza o método directo. Os GGF são afectados às encomendas com base nas horas de utilização das máquinas no departamento A e com base no valor da mão-de-obra directa no departamento B. Para o ano “N” a empresa preparou as seguintes estimativas (valores em €): DEPARTAMENTOS A B GGF 300.000,00 240.000,00 Mão-de-obra Directa 200.000,00 400.000,00 Horas Máquinas 10.000 4.000 Durante o mês de Janeiro apenas a encomenda nr.º 64 foi terminada e o seu custo foi o seguinte (valores em €): Mão-de-obra Directa Horas Máquinas Matérias-primas Departamento A Departamento B Departamento A Departamento B 10.000,00 8.000,00 18.000,00 200 90 PEDIDOS: a) Determine a taxa predeterminada dos GGF. (1 val) b) Calcule o custo total e unitário da encomenda nr.º 64 assumindo que foram produzidas 175 UF. (1 val) c) Assumindo que para o ano “N” as horas reais/máquina do departamento A são 10.700, o valor da mão-de-obra real do departamento B é de € 370.000,00 e os GGF são € 310.000,00 e € 230.000,00 para os departamentos A e B, respectivamente, determine as diferenças de imputação para cada um dos departamentos. (1 val) d) Comente: “O apuramento dos custos por ordens de produção é apropriado para as empresas de serviços”. (1 val) Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 134 → 150
  • 135.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA DETERMINAÇÃO DA TAXA PREDETERMINADA DOS GGF No departamento A: GGF afectados às encomendas com base nas horas de utilização das máquinas. No departamento B: GGF afectados às encomendas com base no valor da mão-de-obra. €300.000,00 €240.000,00 _     0,60€ / €   HUEq Dep A HUEq GGF 30,00€ / 10.000 GGF Dep _B   CMod €400.000,00 Ou seja:  Para o departamento A, a empresa estimou que os GGF seriam imputados ao custo dos produtos na razão de 30,00 euros por cada 1 hora de utilização do equipamento fabril.  Para o departamento B, a empresa estimou que os GGF seriam imputados ao custo dos produtos na razão de 0,60 euros por cada 1 euro de custo da mão-de-obra directa. CÁLCULO DO CUSTO TOTAL E UNITÁRIO DA ENCOMENDA NR.º 64 Matérias-primas € 10.000,00 Mão-de-obra directa do departamento A € 8.000,00 Mão-de-obra directa do departamento B € 18.000,00 GGF imputados ao departamento A (30,00 €/HUEq x 200 HUEq) € 6.000,00 GGF imputados ao departamento B (0,60 €/CMod x 18.000,00 €/CMod) € 10.800,00 CUSTO TOTAL DA ENCOMENDA NR.º 64 € 52.800,00 UNIDADES DE OBRA DA ENCOMENDA NR.º 64 175 UF CUSTO UNITÁRIO DA ENCOMENDA NR.º 64 € 301,7143 CÁLCULO DAS DIFERENÇAS DE IMPUTAÇÃO POR DEPARTAMENTO Departamento A Departamento B Taxa de Imputação 30,00 €/HUEq 0,60 €/CMod Unidades de Obra 10.700 HUEq 370.000,00 €/CMod GGF Imputados 321.000,00 € 222.000,00 € GGF Reais 310.000,00 € 230.000,00 € Diferença de Imputação – 11.000,00 € 8.000,00 € Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 135 → 150
  • 136.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Note-se que os cálculos apresentados correspondem ao que foi dito anteriormente sobre a Diferença de Imputação: DI  GGFEFECTIVOS GGFIMPUTADOS PERÍODO 300.000      310.000      Por exemplo, 11.000,00 DI € Ano N " " 10.700 10.000 10.700    ”O CUSTEIO DIRECTO É APROPRIADO PARA AS EMPRESAS DE SERVIÇOS?” Uma empresa de serviços apresenta um tipo de produção diversificada, sendo possível determinar a qualidade e quantidade de cada ordem de produção. A imputação directa de todos os custos à tarefa produzida é assim efectuada com relativa facilidade. SISTEMAS DE CUSTEIO Até ao momento, os custos dos produtos têm sido determinados considerando na sua formação todos os custos industriais (ou custos de produção). E nestes custos industriais encontramos vários tipos de custos: Custos Directos, Custos Indirectos, Custos Variáveis e Custos Fixos. Custos Directos: relacionam-se directamente com os produtos; Custos Indirectos: sem relação directa com os produtos; Custos Variáveis: variam com o nível de produção; Custos Fixos: associam-se a determinada capacidade instalada, mantendo-se fixos independentemente do nível de produção. Consoante o tratamento que se dá aos CUSTOS FIXOS INDUSTRIAIS (directos e indirectos) na determinação do custo dos produtos teremos assim associado o respectivo Sistema de Custeio. De facto, poderemos querer que no cálculo dos custos dos produtos fabricados seja valorizada a totalidade, parte, ou simplesmente omitir a componente dos CUSTOS FIXOS INDUSTRIAIS. A decisão de incorporar (de forma total, parcial) ou não os CUSTOS FIXOS INDUSTRIAIS aos custos dos produtos relaciona-se com o volume de produção (que varia sensivelmente de período para período). Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 136 → 150
  • 137.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Nem sempre a capacidade instalada de uma unidade industrial é utilizada em pleno. Se aquela não estiver a ser utilizada ao seu nível normal, poder-se-á considerar custos de subactividade (ou inactividade) a parte dos custos fixos que corresponde à capacidade não utilizada. De facto, o custo médio do produto pode variar sensivelmente de período para período sem que a justificação esteja na alteração no custo de aquisição/imputação dos factores nele incorporados, mas sim pelo facto de o nível de produção estar abaixo da produção normal (subactividade) ou acima da produção normal (sobreactividade). Os mesmos custos fixos de cada período vão-se distribuindo por quantidades produzidas sensivelmente diferentes. Cf 10.000 CF 100 UF 200 UF 500 UF 1º Trim 2º Trim 3º Trim Cv 500 €/UF 500 €/UF 500 €/UF Cf 100 €/UF 50 €/UF 20 €/UF Ct 600 €/UF 550 €/UF 520 €/UF € €10.000,00  UF UF 100 UF 100€ / QTD produzida €10.000,00  UF 200 UF 50€ / €10.000,00  500 UF 20€ / Se a capacidade de produção normal da empresa for de 200 UF, o custo fixo industrial unitário é de € 50,00. Se por razões de mercado (ou outras) a quantidade produzida for de 100 UF (produção de menos 50%), o custo fixo industrial unitário aumenta para o dobro – € 100,00. Nesta situação de subactividade o custo total aumenta, e certamente o preço de venda não cobrirá o custo de produção. Este decréscimo de produção (200 UF para 100 UF) e das vendas pode não ter um impacto significativo nos resultados se pensarmos que as existências finais em armazém estarão valorizadas ao mesmo custo. Nem sempre faz sentido considerar todos os custos fixos industriais na avaliação das existências. Poderemos pois discutir se aqueles custos de inactividade deverão fazer parte do custo dos produtos. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 137 → 150
  • 138.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Assim, teremos os seguintes SISTEMAS DE CUSTEIO: Sistema de Custeio Total (absorption costing) Sistema de Custeio Racional Sistema de Custeio Variável (direct costing) SISTEMA DE CUSTEIO TOTAL  Considera todos os custos industriais (fixos e variáveis) como custos dos produtos fabricados, independentemente do nível de actividade.  As existências finais de Produtos Acabados são avaliadas pelo custo total de produção.  Os custos fixos de um produto relativos a um período só se tornam efectivamente custos na altura em que são vendidos (se não houver vendas, os stocks absorvem todos os custos e os resultados são nulos). CIPA CVIndUnit.Qtd CFInd Numa situação de subutilização da capacidade instalada e quando a produção do período é superior às vendas, o Sistema de Custeio Total/Completo difere os custos correspondentes à parte não utilizada para as unidades armazenadas (produzidas mas não vendidas), para os períodos seguintes. SISTEMA DE CUSTEIO VARIÁVEL  Os custos fixos não são incorporados no custo dos produtos, mas antes, são levados directamente e na totalidade à rubrica CINI – Custos Industriais Não Incorporados. São custos do período que afectam o resultado desse período.  Evidencia de forma mais precisa as margens de contribuição (variabilidade dos lucros – MC=PV-CV) e simplifica o trabalho contabilístico.  Ajuda a decidir a melhor utilização a curto prazo da capacidade instalada, perante a análise dos resultados face à variação do nível de actividade. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 138 → 150
  • 139.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA SISTEMA DE CUSTEIO RACIONAL É incorporado no custo dos produtos os custos variáveis industriais e apenas uma parte dos custos fixos industriais. 20%  PRODUZIRAM  SE _ 2 UF  QUANDO NORMALMENTE SE PRODUZEM _ _ _ _10 Pe Pn A taxa de 20% corresponde ao coeficiente que permite imputar aos Custos Fixos Industriais a proporção da Produção Efectiva em relação à Produção Normal, no período. Qtd CFInd Pe CIPA  CVIndUnit.   Pn Diferença CFInd Pe CFIndperíodo    Pn A diferença entre os Custos Fixos Industriais ocorridos no período e os Custos Fixos Industriais incorporados no custo dos produtos é considerada como custo do período e incluída na Demonstração de Resultados na rubrica de CINI. (Ver NIC 2) Coeficiente de Actividade  _ PRODUÇÃO EFECTIVA PRODUÇÃO NORMAL _ CA  100%CI  1CA CUSTO DE INACTIVIDADE CA  100%CI  1CA PROVEITOS DE SOBREACTIVIDADE CUSTOS FIXOS INDUSTRIAIS INCORPORADOS: CF  Pe Pn CF 100% Pe    CUSTOS FIXOS INDUSTRIAIS NÃO INCORPORADOS:    Pn O Sistema de Custeio Racional neutraliza no custo total do produto os efeitos da variação da actividade, sendo um bom instrumento de orientação da política de vendas. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 139 → 150
  • 140.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA EXERCÍCIO NR.º 1 – Dr. Luís Abrantes (adaptado) SISTEMAS DE CUSTEIO Uma determinada unidade industrial com produção uniforme apresenta o seguinte custo de produção unitário para o produto P (valores em €): Matérias-primas Mod GGF Variáveis GGF Fixos 9,10 10,50 1,40 3,50  O preço de venda de P é de € 35,00.  O custo unitário dos GGF Fixos foi calculado com base num orçamento trimestral de € 525.000,00 com referência a produção tida como normal de 150.000 UF.  O orçamento de gastos de distribuição e administrativos (considerados como fixos) é de € 350.000,00 por trimestre. A produção e as vendas de cada trimestre são as seguintes (unidades físicas): 1º Trim 2º Trim 3º Trim 4º Trim Produção 150.000 160.000 140.000 150.000 Vendas 150.000 140.000 150.000 160.000 As existências iniciais são nulas. O critério valorimétrico é o FIFO. Admita que os custos efectivos ou reais são iguais aos custos estimados. PEDIDO: Calcule e comente os resultados globais de cada trimestre: 1. Em custeio total e custeio variável. 2. Em custeio racional. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 140 → 150
  • 141.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA CUSTEIO TOTAL 1º TRIMESTRE Quantidade Valor Unitário Total Vendas 150.000 35,00 5.250.000,00 Custo das Vendas 150.000 24,50 3.675.000,00 Resultados Brutos 1.575.000,00 Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 Resultados 1.225.000,00  3,50€ 525.000,00 150.000 UF GGF Fixos MP € 9,10 Mod € 10,50 GGFV € 1,40 GGFF € 3,50 € 24,50 2º TRIMESTRE Quantidade Valor Unitário Total Vendas 140.000 35,00 4.900.000,00 Custo das Vendas 140.000 24,28 3.399.375,00 Resultados Brutos 1.500.625,00 Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 Resultados 1.150.625,00  3,28125€ 525.000,00 160.000 UF GGF Fixos MP € 9,10 Mod € 10,50 GGFV € 1,40 GGFF € 3,28125 € 24,28125 Ficaram em existências finais 20.000 UF (produziram-se 160.000 e venderam-se 140.000), valorizadas a € 24,28125. Teremos que ter em atenção este facto, pois estamos perante o critério FIFO. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 141 → 150
  • 142.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA 3º TRIMESTRE Quantidade Valor Unitário Total Vendas 150.000 35,00 5.250.000,00 Custo das Vendas 150.000 24,28/24,75 3.703.125,00 Resultados Brutos 1.546.875,00 Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 Resultados 1.196.875,00 20.000 UF em Exist. Finais: (20.000 UF x € 24,28125) = 485.625,00 140.000 UF produzidas no trimestre: (130.000 UF x € 24,75) = 3.217.500,00 3.703.125,00 10.000 UF que ficam em Exist. Finais: (10.000 UF x € 24,75) = 247.500,00  3,75€ 525.000,00 140.000 UF GGF Fixos MP € 9,10 Mod € 10,50 GGFV € 1,40 GGFF € 3,75 € 24,75 4º TRIMESTRE Quantidade Valor Unitário Total Vendas 160.000 35,00 5.600.000,00 Custo das Vendas 160.000 24,75/24,50 3.922.500,00 Resultados Brutos 1.677.500,00 Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 Resultados 1.327.500,00 10.000 UF em Exist. Finais: (10.000 UF x € 24,75) = 247.500,00 150.000 UF produzidas no trimestre: (150.000 UF x € 24,50) = 3.675.000,00 3.922.500,00  3,50€ 525.000,00 150.000 UF GGF Fixos MP € 9,10 Mod € 10,50 GGFV € 1,40 GGFF € 3,50 € 24,50 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 142 → 150
  • 143.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA CUSTEIO VARIÁVEL 1º TRIMESTRE Quantidade Valor Unitário Total Vendas 150.000 35,00 5.250.000,00 Custo das Vendas 150.000 21,00 3.150.000,00 Margem de Contribuição 2.100.000,00 Custos Fixos Industriais 525.000,00 Resultados Brutos 1.575.000,00 Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 Resultados 1.225.000,00 MP € 9,10 Mod € 10,50 GGFV € 1,40 € 21,00 Os Custos Fixos Industriais são na sua totalidade imputados ao período. Mesmo que não se venda, o resultado é negativo pelos custos fixos. 2º TRIMESTRE Quantidade Valor Unitário Total Vendas 140.000 35,00 4.900.000,00 Custo das Vendas 140.000 21,00 2.940.000,00 Margem de Contribuição 1.960.000,00 Custos Fixos Industriais 525.000,00 Resultados Brutos 1.435.000,00 Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 Resultados 1.085.000,00 A produção do 2º trimestre foi de 160.000 UF e venderam-se 140.000 UF. “Sobraram” pois 20.000 UF que ficam em armazém, valorizadas ao custo unitário de € 21,00. 3º TRIMESTRE Quantidade Valor Unitário Total Vendas 150.000 35,00 5.250.000,00 Custo das Vendas 150.000 21,00 3.150.000,00 Margem de Contribuição 2.100.000,00 Custos Fixos Industriais 525.000,00 Resultados Brutos 1.575.000,00 Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 Resultados 1.225.000,00 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 143 → 150
  • 144.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Como estamos perante o critério FIFO, esgotam-se primeiramente as existências iniciais e seguidamente “entra” a produção do mês. No entanto, como o custo unitário é igual tanto na avaliação das existências como da produção do período, basta efectuar um só cálculo. Assim, sendo a produção do 3º trimestre de 140.000 UF, somando as 20.000 UF que transitaram do trimestre anterior, temos 160.000 UF. Destas, foram vendidas 150.000 UF, ficando 10.000 UF em existências. 4º TRIMESTRE Quantidade Valor Unitário Total Vendas 160.000 35,00 5.600.000,00 Custo das Vendas 160.000 21,00 3.360.000,00 Margem de Contribuição 2.240.000,00 Custos Fixos Industriais 525.000,00 Resultados Brutos 1.715.000,00 Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 Resultados 1.365.000,00 CUSTEIO RACIONAL 1º TRIMESTRE Quantidade Valor Unitário Total Vendas 150.000 35,00 5.250.000,00 Custo das Vendas 150.000 24,50 3.675.000,00 Resultados Brutos (PN) 1.575.000,00 Proveitos/Custos Inactividade 0,00 Resultados Brutos 1.575.000,00 Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 Resultados 1.225.000,00 MP € 9,10 Mod € 10,50 GGFV € 1,40 GGFF € 3,50 € 24,50 A produção tida como Normal é de 150.000 UF. Neste 1º trimestre produziu-se 150.000 UF. Não se verifica pois subactividade nem sobreactividade, pelo que não existe diferença entre a Produção Efectiva e a Produção Normal. Daí, não ser necessário imputar qualquer valor à rubrica CINI. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 144 → 150
  • 145.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA 2º TRIMESTRE Quantidade Valor Unitário Total Vendas 140.000 35,00 4.900.000,00 Custo das Vendas 140.000 24,50 3.430.000,00 Resultados Brutos (PN) 1.470.000,00 Proveitos/Custos Inactividade 35.000,00 Resultados Brutos 1.505.000,00 Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 Resultados 1.155.000,00 MP € 9,10 Mod € 10,50 GGFV € 1,40 GGFF € 3,50 € 24,50 106,67% CA UF  160.000  150.000 UF A produção deste trimestre excedeu em 6,67% a produção normal: quer dizer que se verificou uma situação de sobreactividade, originando um proveito a ser considerado na rubrica CINI da DR e que corresponde a 6,67% do montante global dos GGF Industriais Fixos (€ 525.000,00), ou seja, € 35.000,00. Fazendo as contas de outra forma, temos uma diferença de produção no trimestre de mais 10.000 UF: 10.000 UF x € 3,50 = € 35.000,00. Entretanto, a produção não vendida foi de 20.000 UF, avaliadas unitariamente a € 24,50. 3º TRIMESTRE Quantidade Valor Unitário Total Vendas 150.000 35,00 5.250.000,00 Custo das Vendas 150.000 24,50 3.675.000,00 Resultados Brutos (PN) 1.575.000,00 Proveitos/Custos Inactividade – 35.000,00 Resultados Brutos 1.540.000,00 Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 Resultados 1.190.000,00 MP € 9,10 Mod € 10,50 GGFV € 1,40 GGFF € 3,50 € 24,50 93,33% CA UF  140.000  150.000 UF A produção deste trimestre diminuiu em 6,67% relativamente à produção normal: quer dizer que se verificou uma situação de subactividade, originando um custo a ser considerado na rubrica CINI da DR e que corresponde a 6,67% do montante global dos GGF Industriais Fixos (€ 525.000,00), ou seja, € 35.000,00. Fazendo as contas de outra forma, temos uma diferença de produção no trimestre de menos 10.000 UF: 10.000 UF x € 3,50 = € 35.000,00. Entretanto, a produção do mês que “sobrou” foi de 10.000 UF (20.000+140.000-150.000), avaliadas unitariamente a € 24,50. Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 145 → 150
  • 146.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA 4º TRIMESTRE Quantidade Valor Unitário Total Vendas 160.000 35,00 5.600.000,00 Custo das Vendas 160.000 24,50 3.920.000,00 Resultados Brutos (PN) 1.680.000,00 Proveitos/Custos Inactividade 0,00 Resultados Brutos 1.680.000,00 Custos de Distribuição e Administração 350.000,00 Resultados 1.330.000,00 Como a produção do trimestre foi equivalente à produção normal, não à imputação a Custos Industriais Não Incorporados – CINI. Também não “sobrou” produção, pelo que as existências finais são nulas. ANÁLISE DOS RESULTADOS GLOBAIS DE CADA TRIMESTRE 1º TRIMESTRE CUSTEIO TOTAL CUSTEIO VARIÁVEL DIFERENÇAS Resultados no final do trimestre 1.225.000,00 1.225.000,00 0,00 Valor das Existências Finais 0,00 0,00 0,00 2º TRIMESTRE CUSTEIO TOTAL CUSTEIO VARIÁVEL DIFERENÇAS Resultados no final do trimestre 1.150.625,00 1.085.000,00 65.625,00 Valor das Existências Finais 485.625,00 420.000,00 65.625,00 3º TRIMESTRE CUSTEIO TOTAL CUSTEIO VARIÁVEL DIFERENÇAS Resultados no final do trimestre 1.196.875,00 1.225.000,00 – 28.125,00 Valor das Existências Finais 247.500,00 210.000,00 37.500,00 4º TRIMESTRE CUSTEIO TOTAL CUSTEIO VARIÁVEL DIFERENÇAS Resultados no final do trimestre 1.327.500,00 1.365.000,00 – 37.500,00 Valor das Existências Finais 0,00 0,00 0,00 Aumentou o stock, absorveu custo. A economia de resultados fica na variação de stocks. Libera o custo que ficou retido Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 146 → 150
  • 147.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA 1º TRIMESTRE CUSTEIO TOTAL CUSTEIO RACIONAL DIFERENÇAS Resultados no final do trimestre 1.225.000,00 1.225.000,00 0,00 Valor das Existências Finais 0,00 0,00 0,00 2º TRIMESTRE CUSTEIO TOTAL CUSTEIO VARIÁVEL DIFERENÇAS Resultados no final do trimestre 1.150.625,00 1.155.000,00 – 4.375,00 Valor das Existências Finais 485.625,00 490.000,00 – 4.375,00 3º TRIMESTRE CUSTEIO TOTAL CUSTEIO VARIÁVEL DIFERENÇAS Resultados no final do trimestre 1.196.875,00 1.190.000,00 6.875,00 Valor das Existências Finais 247.500,00 245.000,00 2.500,00 4º TRIMESTRE CUSTEIO TOTAL CUSTEIO VARIÁVEL DIFERENÇAS Resultados no final do trimestre 1.327.500,00 1.330.000,00 – 2.500,00 Valor das Existências Finais 0,00 0,00 0,00 EXAME 11-JAN-2007 – II PARTE – PONTO NR.º 1 Pe = Pn Pe > Pn Var. Stock > 0 Pe < Pn Var. Stock < 0 Pe = Pn Uma unidade industrial transformadora fabrica um único produto P, o qual é vendido ao preço unitário de € 6,00. Durante o primeiro ano de actividade vendeu 500.000 UF de P ficando ainda em armazém uma existência final a determinar. Para elaboração da demonstração dos resultados pelo sistema de custeio variável foram coligidos os seguintes dados:  Custo industrial variável das vendas: € 900.000,00  Custos fixos industriais: € 1.200.000,00  Outros custos variáveis: € 120.000,00  Outros custos fixos: € 550.000,00 Para elaboração da demonstração dos resultados pelo sistema de custeio racional foram determinados os seguintes dados adicionais:  Custo das vendas: € 1.700.000,00  Custos industriais não incorporados: € 240.000,00 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 147 → 150
  • 148.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA PEDIDOS: a. Elabore as demonstrações de resultados pelos sistemas de custeio variável e racional (0,75 val.) b. Utilizando os dados referentes ao sistema de custeio racional, calcule: b.1) O custo fixo das existências finais de produtos. (0,5 val) b.2) As existências finais e a produção efectiva (Pe) em unidades físicas. (0,5 val) c. Aplicando o sistema de custeio total ou por absorção, determine: c.1) O custo da produção efectiva. (0,5 val) c.2) O custo das vendas. (0,5) d. Elabore a demonstração dos resultados pelo sistema de custeio total ou por absorção. (0,75 val) e. Determine o valor das existências finais de produtos pelos três sistemas de custeio. (0,5 val) f. Calcule o coeficiente de actividade e a produção normal utilizados no sistema de custeio racional. (0,5 val) g. Explique as diferenças encontradas nos resultados. (1 val) h. Comente e justifique: “É mais exacto falar da relação Custo-Volume-Resultado do que a análise do ponto crítico”. (1 val) i. No exercício que está a resolver determine o ponto crítico das vendas. (0,5 val) PvP = € 6,00 Produção Vendida = 500.000 UF Vendas = € 3.000.000,00 500.000UF 6,00€ Demonstração de Resultados (S.C. Variável e Racional) Custo Variável Custo Racional Vendas 3.000.000,00 3.000.000,00 Custo das Vendas 900.000,00 1.700.000,00 Margem de Contribuição 2.100.000,00 1.300.000,00 Custos Fixos Industriais (não imputáveis) 1.200.000,00 240.000,00 Resultados Brutos 900.000,00 1.060.000,00 Outros Custos Variáveis 120.000,00 120.000,00 Outros Custos Fixos 550.000,00 550.000,00 Resultados Antes de Impostos 230.000,00 390.000,00 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 148 → 150
  • 149.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Custo Fixo das Exist. Finais, UF de Exist. Finais e de Pe em S.C. Racional Custos Fixos Imputados em Custeio Racional (€ 1.700.000,00 – € 900.000,00) 800.000,00 € Custo Variável Unitário 1,80 €/UF Custo Fixo Unitário Imputado à produção (800.000 UF : 500.000 UF) 1,60 €/UF 1) Custos Fixos Totais 1.200.000,00 € 2) Custos Fixos Não Imputáveis à produção 240.000,00 € 3) Custos Fixos Imputados à Produção Efectiva (1-2) 960.000,00 € 4) Custos Fixos Imputados à Produção Vendida 800.000,00 € 5) Custos Fixos Incorporados nas Existências Finais (3-4) 160.000,00 € EXISTÊNCIAS FINAIS 100.000 UF c CF f 1,60 €   1.200.000,00  PN 750.000 Produção Efectiva = 500.000 + 100.000 = 600.000 UF 600.000  Taxa Actividade 80% 960.000,00  600.000 UF 80% 1,60 750.000 960.000,00  1.200.000,00 1,80 900.000,00  500.000 Custo da Pe e Custo das Vendas em S.C. Total Custo da Produção Efectiva = 1,80 € x 600.000 UF + Custos Fixos 1.080.000,00 1.200.000,00 2.280.000,00 Custo das Vendas Custo Variável Unitário 1,80 €/UF Custo Fixo Unitário (€ 1.200.000,00 : 600.000 UF) 2,00 €/UF 3,80 €/UF Produção Vendida 500.000 Custo das Vendas 1.900.000,00 Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 149 → 150
  • 150.
    CONTABILIDADE CUSTOS –CONTABILIDADE ANALÍTICA Demonstração de Resultados (S.C. Total) Custeio Total Vendas 3.000.000,00 Custo das Vendas 1.900.000,00 Resultados Brutos 1.100.000,00 Outros Custos Variáveis 120.000,00 Outros Custos Fixos 550.000,00 Resultados Antes de Impostos 430.000,00 Valor das Existências Finais pelos três Sistemas de Custeio Existências Finais: 100.000 UF CUSTO UNITÁRIO CUSTO EXIST. FINAIS Custeio Variável 1,80 180.000,00 Custeio Racional 3,40 340.000,00 Custeio Total 3,80 380.000,00 Coeficiente de Actividade e PN em S.C. Racional Coeficiente de Actividade = 80% (CF imputados : CF totais) Produção Normal = 750.000 UF (Pe : 80%) CUSTEIO VARIÁVEL CUSTEIO RACIONAL CUSTEIO TOTAL Resultados Brutos 900.000,00 1.060.000,00 1.200.000,00 Variação para CV 160.000,00 200.000,00 Existência Final 180.000,00 340.000,00 380.000,00 Variação para CV 160.000,00 200.000,00 Os stocks em Custeio Variável não retêm Custos Fixos Critério Valorimétrico Método Directo Custeio Total ou Variável ou Racional (FIFO ou LIFO ou CMP) Método Indirecto Custeio Total ou Variável ou Racional . Mário Figueiredo ISCAP - Ano Lectivo 2008/2009 Folha 150 → 150