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Aula 1o. – Gestão e Análise de Custo
HISTÓRIA DA CONTABILIDADE DE CUSTO
A humanidade passou por diversas transformações ao longo dos tempos, seja no que diz
respeito ao relacionamento com o próximo ou no modo como guardava e registrava seus bens.
A Contabilidade de Custo surgiu pela necessidade de avaliar estoques nas indústrias, por volta
do século XVIII, quando acontecera a Revolução Industrial e teve como base a Contabilidade
Financeira ou Contabilidade Geral, que foi sendo desenvolvida na Era Mercantilista para servir
de grande base estrutural para as empresas comerciais.
Segundo Martins (2003, p. 19), “para a apuração do resultado de cada período, bem como o
levantamento do Balanço em seu final, bastava o levantamento dos estoques em termos físicos,
já que sua medida em valores monetários era extremamente simples”.
O Contador verificava o montante pago por item estocado e dessa maneira custeava as
mercadorias, fazendo o cálculo basicamente por diferença, computando o quanto possuía de
estoques iniciais, adicionando as compras do período e comparando com o que ainda restava,
apurava o valor de aquisição das mercadorias vendidas, na clássica disposição:
Custo das mercadorias vendidas
Estoques Iniciais
(+) Compras
(-) Estoques Finais
(=) Custo das Mercadorias Vendidas
Aula 1o. – Gestão e Análise de Custo
HISTÓRIA DA CONTABILIDADE DE CUSTO
As produções dos bens eram geralmente feitas por pessoas físicas comuns, que não
constituíam empresa Jurídica. A maioria delas viviam do comércio e não da produção ou
fabricação de bens, sendo assim mais fácil de conhecer e identificar o valor de compra
dos bens, podendo simplesmente a consulta dos documentos de aquisição.
O contador, a partir desde momento, passa a ser uma peça fundamental em uma
empresa, pois o surgimento das indústrias exigiu que este tivesse que elaborar o Balanço
Patrimonial e as Demonstrações de Resultado do Exercício com uma outra visão, sendo
que o valor de compras nas empresas comerciais estava sendo substituído por uma série
de valores pagos pelos fatores de produção utilizados.
Nada mais razoável, para solução desse problema, do que vermos o Contador tentando
adaptar à empresa industrial os mesmos critérios utilizados na comercial. Nesta, no
balanço final, permaneciam como estoques no Ativo apenas os valores sacrificados pela
compra dos bens. Nenhum outro valor relativo a juros e outros encargos financeiros, a
honorários dos proprietários e administradores, a salários e comissões de vendedores e
outros, era ativado. Todos estes gastos automaticamente apropriados como despesas do
período, independentemente da venda ou não de mercadorias.
Aula 1o. – Gestão e Análise de Custo
HISTÓRIA DA CONTABILIDADE DE CUSTO
Em sua essência a Contabilidade é única para qualquer empresa, já que a parte conceitual e as
técnicas aplicadas são as mesmas. Contudo, como as empresas têm particularidades próprias
devido ao ramo de atividade que atuam – comércio, indústria e prestação de serviços –, a
Contabilidade deve adaptar-se a essas distintas atividades. Com efeito, a Contabilidade de
Custos se aplica predominantemente às empresas industriais devido ao estudo do custeamento
da produção.
A Contabilidade de Custos remonta aos primórdios da Revolução Industrial iniciada na Inglaterra,
na segunda metade do século XVIII. Até então, só existia a Contabilidade Financeira que,
desenvolvida na era Mercantilista, estava bem estruturada para servir as empresas comerciais.
Em consequência do surgimento das primeiras indústrias, da descoberta de novas tecnologias e
do aparecimento de sistemas produtivos complexos, houve a necessidade de se obter um
controle das aplicações de capital e informações adequadas acerca dos custos de produção, a
fim de melhor apurar o resultado das empresas industriais emergentes.
Como técnica independente e sistemática, a Contabilidade de Custos apareceu pela primeira vez
nos Estados Unidos no início do século XX com a Escola Clássica da Administração Científica,
sobretudo estudando o problema da mão-de-obra e sua repercussão no custo industrial. Mais
tarde passou a preocupar-se com os custos e controle da matéria-prima consumida nas
operações produtivas e com os demais custos indiretos de fabricação.
Aula 1o. – Gestão e Análise de Custo
1. CONCEITO CONTABILIDADE DE CUSTO
É a parte da Contabilidade que coleta, organiza, interpreta e fornece informações acerca do
custo de um produto ou serviço, dos estoques, das atividades operacionais, da maximização da
capacidade produtiva, da rentabilidade de um produto ou serviço, da fixação do preço de venda,
etc., a fim de subsidiar a administração no processo de planejamento e tomada de decisões.
2. OBJETIVO
 Apurar o custo de um produto ou serviço;
 Determinar o custo dos diversos centros de custos;
 Controlar as atividades operacionais;
 Buscar a melhoria dos processos e eliminação de desperdícios;
 Perseguir a otimização dos resultados;
 Auxiliar a administração no planejamento e tomada de decisões gerenciais.
3. FINALIDADE
Fornecer à administração informações acerca dos custos de um produto ou serviço, dos
estoques, dos centros de custos, das atividades operacionais, etc., para subsidiá-la na avaliação
e controle da eficiência do processo operacional, na determinação do resultado e avaliação do
patrimônio, e no planejamento e tomada de decisões, inclusive de natureza estratégica.
Aula 1o. – Gestão e Análise de Custo
TERMINOLOGIA EMPREGADA NA ÁREA DE CUSTOS
A área de custos possui terminologia própria, conforme descrita a seguir:
GASTO – É o sacrifício financeiro assumido pela empresa na aquisição de um bem ou serviço,
sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos, normalmente
dinheiro. Por exemplo: compra de matéria-prima; compra de máquinas e equipamentos;
contratação de mão-de-obra; contratação de fornecimento de energia elétrica.
Dependendo da destinação, o gasto pode ser classificado como:
a) INVESTIMENTO – quando registrado no Ativo das empresas para baixa em função de venda,
amortização, consumo, desaparecimento, perecimento ou desvalorização. Por exemplo: móveis
e utensílios; computadores e periféricos; ações de outras empresas; matéria-prima estocada;
fretes e seguros pagos sobre matéria-prima adquirida.
b) CUSTO – quando consumido no processo produtivo visando à produção de outros bens ou
serviços. Por exemplo: matéria-prima consumida; salários e encargos sociais do pessoal da área
fabril; energia elétrica consumida na área fabril; depreciação e manutenção das máquinas da
área fabril.
c) DESPESA – quando consumido nas áreas administrativa e comercial, para a obtenção de
receitas. Por exemplo: salários e encargos sociais do pessoal da administração e de vendas;
comissão dos vendedores; energia elétrica consumida na administração e vendas; depreciação e
manutenção das máquinas da administração e vendas.
Aula 1o. – Gestão e Análise de Custo
TERMINOLOGIA GRÁFICA
INVESTIMENTO
GASTO CUSTO
DESPESA
1. A aquisição de matéria-prima em si (a vista ou a prazo) é um gasto; enquanto permanecer
estocada (estoque de matéria-prima) é um investimento; ao ser consumida no processo
produtivo é um custo; ao ser incorporada ao produto acabado que é estocado (estoque de
produtos acabados), volta a ser investimento; e quando o produto acabado é vendido, torna-se
despesa;
2. A compra de um computador é um gasto. Como representa um bem será ativado, assumindo a
forma de investimento. Se ele for instalado para utilização na área fabril, sua depreciação será
um custo; se nas áreas administrativas ou de vendas, sua depreciação será uma despesa;
3. O gasto com energia elétrica da área fabril é registrado diretamente como custo; e da
administração, como despesa (não passa, portanto, pela fase de investimento);
4. Os encargos financeiros relativos à aquisição de matéria-prima são despesas.
Aula 1o. – Gestão e Análise de Custo
1. PERDA – é o consumo não intencional (involuntário ou decorrente de fatores fortuitos) de um
bem ou serviço. Por exemplo: perdas normais de matérias-primas no processo produtivo; perdas
com incêndios e inundações; obsoletismo de estoques; gasto com mão-de-obra no período de
greve. Perdas não representam despesas nem custos, exatamente pela característica de
involuntariedade, e são apropriadas diretamente no Resultado do período em que ocorrem.
2. DESPERDÍCIO – é o consumo intencional (voluntário) de um bem ou serviço, que pode ser
eliminado sem prejuízo da qualidade ou quantidade dos bens, serviços ou receitas geradas. Por
exemplo: retrabalho decorrente de defeitos de fabricação; estocagem e movimentação
desnecessária de materiais e produtos; cargos intermediários de chefia e supervisão
desnecessários. Desperdícios são classificados como custo ou despesa e, portanto, é sinônimo de
prejuízo.
3. DESEMBOLSO – é o efetivo pagamento de um gasto. Pode ocorrer antes, durante ou depois da
aquisição. Por exemplo: pagamento de salários aos empregados; pagamento de empréstimo
bancário; pagamento de um bem adquirido a vista.
4. FÁBRICA – é o setor produtivo (setor fabril) da empresa industrial. Engloba, pois, todos os
departamentos de produção (usinagem, pintura, montagem, etc.) e os de apoio à produção
(almoxarifado, controle de qualidade, engenharia da fábrica, etc.).
5. DEPARTAMENTO – é a unidade operacional constituída por equipamentos de características
semelhantes e pessoas que desenvolvem atividades homogêneas e que possui um responsável.
Por exemplo: almoxarifado, manutenção, controle de qualidade, recursos humanos, contabilidade,
etc.
Aula 1o. – Gestão e Análise de Custo
6. CENTRO DE CUSTOS – é a denominação dada aos departamentos da fábrica.
7. CENTRO DE DESPESAS – é a denominação dada aos departamentos das áreas administrativa e
vendas.
8. PRODUTO – é o bem produzido para venda.
9. PREÇO DE VENDA – é o valor estabelecido pela venda de uma unidade de um bem ou pela
prestação de um serviço.
10. RECEITA – é o produto da quantidade vendida de um bem ou serviço pelo preço de venda
unitário.
11. CUSTO DE PRODUÇÃO – é todo gasto consumido no processo produtivo.
12. CUSTO DO PERÍODO – é todo gasto não-incluído no custo de produção, ou seja, é toda despesa
realizada. Assim, todas as despesas administrativas e de vendas são consideradas custos do período.
13. DISTINÇÃO ENTRE CUSTO E DESPESA
A distinção dos gastos entre CUSTO e DESPESA é fundamental para a apuração do custo de produção
e do Resultado do período. Para facilitar essa distinção e admitindo que uma empresa industrial, em
geral, é constituída sinteticamente de três blocos (fábrica, administração e vendas), diz-se que:
Se o gasto ocorrer na(s) Fábrica é CUSTO, caso seja, na Administração e Vendas é DESPESA.
Aula 1o. – Gestão e Análise de Custo
O CUSTO É um gasto de produção e só afetará o Resultado do período à parte que corresponder aos
produtos vendidos (sob a forma de CPV – Custo dos Produtos Vendidos), a menos que toda a produção
seja vendida. A DESPESA é um gasto do período e afetará diretamente o Resultado.
Em diagrama tem-se:
DIAGRAMA CUSTO X DESPESA
GASTO
CUSTO DESPESA
PRODUTOS
ESTOQUES VENDA
CPV RESULTADO
Aula 1o. – Gestão e Análise de Custo
Na Demonstração do Resultado do Exercício observa-se claramente a
separação entre CUSTO e DESPESA.
Receita Bruta de Vendas $ xxx.xxx,xx
(-) Deduções de Vendas $ xxx.xxx,xx
= Receita Líquida de Vendas $ xxx.xxx,xx
(-) Cuso dos Produtos Vendidos $ xxx.xxx,xx
= Lucro Bruto $ xxx.xxx,xx
(-) Despesas Operacionais:
Despesas Administrativas $ xxx.xxx,xx
Despesas de Vendas $ xxx.xxx,xx
Despesas Financeiras $ xxx.xxx,xx
= Lucro Operacional $ xxx.xxx,xx

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História e conceitos da contabilidade de custos

  • 1. Aula 1o. – Gestão e Análise de Custo HISTÓRIA DA CONTABILIDADE DE CUSTO A humanidade passou por diversas transformações ao longo dos tempos, seja no que diz respeito ao relacionamento com o próximo ou no modo como guardava e registrava seus bens. A Contabilidade de Custo surgiu pela necessidade de avaliar estoques nas indústrias, por volta do século XVIII, quando acontecera a Revolução Industrial e teve como base a Contabilidade Financeira ou Contabilidade Geral, que foi sendo desenvolvida na Era Mercantilista para servir de grande base estrutural para as empresas comerciais. Segundo Martins (2003, p. 19), “para a apuração do resultado de cada período, bem como o levantamento do Balanço em seu final, bastava o levantamento dos estoques em termos físicos, já que sua medida em valores monetários era extremamente simples”. O Contador verificava o montante pago por item estocado e dessa maneira custeava as mercadorias, fazendo o cálculo basicamente por diferença, computando o quanto possuía de estoques iniciais, adicionando as compras do período e comparando com o que ainda restava, apurava o valor de aquisição das mercadorias vendidas, na clássica disposição: Custo das mercadorias vendidas Estoques Iniciais (+) Compras (-) Estoques Finais (=) Custo das Mercadorias Vendidas
  • 2. Aula 1o. – Gestão e Análise de Custo HISTÓRIA DA CONTABILIDADE DE CUSTO As produções dos bens eram geralmente feitas por pessoas físicas comuns, que não constituíam empresa Jurídica. A maioria delas viviam do comércio e não da produção ou fabricação de bens, sendo assim mais fácil de conhecer e identificar o valor de compra dos bens, podendo simplesmente a consulta dos documentos de aquisição. O contador, a partir desde momento, passa a ser uma peça fundamental em uma empresa, pois o surgimento das indústrias exigiu que este tivesse que elaborar o Balanço Patrimonial e as Demonstrações de Resultado do Exercício com uma outra visão, sendo que o valor de compras nas empresas comerciais estava sendo substituído por uma série de valores pagos pelos fatores de produção utilizados. Nada mais razoável, para solução desse problema, do que vermos o Contador tentando adaptar à empresa industrial os mesmos critérios utilizados na comercial. Nesta, no balanço final, permaneciam como estoques no Ativo apenas os valores sacrificados pela compra dos bens. Nenhum outro valor relativo a juros e outros encargos financeiros, a honorários dos proprietários e administradores, a salários e comissões de vendedores e outros, era ativado. Todos estes gastos automaticamente apropriados como despesas do período, independentemente da venda ou não de mercadorias.
  • 3. Aula 1o. – Gestão e Análise de Custo HISTÓRIA DA CONTABILIDADE DE CUSTO Em sua essência a Contabilidade é única para qualquer empresa, já que a parte conceitual e as técnicas aplicadas são as mesmas. Contudo, como as empresas têm particularidades próprias devido ao ramo de atividade que atuam – comércio, indústria e prestação de serviços –, a Contabilidade deve adaptar-se a essas distintas atividades. Com efeito, a Contabilidade de Custos se aplica predominantemente às empresas industriais devido ao estudo do custeamento da produção. A Contabilidade de Custos remonta aos primórdios da Revolução Industrial iniciada na Inglaterra, na segunda metade do século XVIII. Até então, só existia a Contabilidade Financeira que, desenvolvida na era Mercantilista, estava bem estruturada para servir as empresas comerciais. Em consequência do surgimento das primeiras indústrias, da descoberta de novas tecnologias e do aparecimento de sistemas produtivos complexos, houve a necessidade de se obter um controle das aplicações de capital e informações adequadas acerca dos custos de produção, a fim de melhor apurar o resultado das empresas industriais emergentes. Como técnica independente e sistemática, a Contabilidade de Custos apareceu pela primeira vez nos Estados Unidos no início do século XX com a Escola Clássica da Administração Científica, sobretudo estudando o problema da mão-de-obra e sua repercussão no custo industrial. Mais tarde passou a preocupar-se com os custos e controle da matéria-prima consumida nas operações produtivas e com os demais custos indiretos de fabricação.
  • 4. Aula 1o. – Gestão e Análise de Custo 1. CONCEITO CONTABILIDADE DE CUSTO É a parte da Contabilidade que coleta, organiza, interpreta e fornece informações acerca do custo de um produto ou serviço, dos estoques, das atividades operacionais, da maximização da capacidade produtiva, da rentabilidade de um produto ou serviço, da fixação do preço de venda, etc., a fim de subsidiar a administração no processo de planejamento e tomada de decisões. 2. OBJETIVO  Apurar o custo de um produto ou serviço;  Determinar o custo dos diversos centros de custos;  Controlar as atividades operacionais;  Buscar a melhoria dos processos e eliminação de desperdícios;  Perseguir a otimização dos resultados;  Auxiliar a administração no planejamento e tomada de decisões gerenciais. 3. FINALIDADE Fornecer à administração informações acerca dos custos de um produto ou serviço, dos estoques, dos centros de custos, das atividades operacionais, etc., para subsidiá-la na avaliação e controle da eficiência do processo operacional, na determinação do resultado e avaliação do patrimônio, e no planejamento e tomada de decisões, inclusive de natureza estratégica.
  • 5. Aula 1o. – Gestão e Análise de Custo TERMINOLOGIA EMPREGADA NA ÁREA DE CUSTOS A área de custos possui terminologia própria, conforme descrita a seguir: GASTO – É o sacrifício financeiro assumido pela empresa na aquisição de um bem ou serviço, sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos, normalmente dinheiro. Por exemplo: compra de matéria-prima; compra de máquinas e equipamentos; contratação de mão-de-obra; contratação de fornecimento de energia elétrica. Dependendo da destinação, o gasto pode ser classificado como: a) INVESTIMENTO – quando registrado no Ativo das empresas para baixa em função de venda, amortização, consumo, desaparecimento, perecimento ou desvalorização. Por exemplo: móveis e utensílios; computadores e periféricos; ações de outras empresas; matéria-prima estocada; fretes e seguros pagos sobre matéria-prima adquirida. b) CUSTO – quando consumido no processo produtivo visando à produção de outros bens ou serviços. Por exemplo: matéria-prima consumida; salários e encargos sociais do pessoal da área fabril; energia elétrica consumida na área fabril; depreciação e manutenção das máquinas da área fabril. c) DESPESA – quando consumido nas áreas administrativa e comercial, para a obtenção de receitas. Por exemplo: salários e encargos sociais do pessoal da administração e de vendas; comissão dos vendedores; energia elétrica consumida na administração e vendas; depreciação e manutenção das máquinas da administração e vendas.
  • 6. Aula 1o. – Gestão e Análise de Custo TERMINOLOGIA GRÁFICA INVESTIMENTO GASTO CUSTO DESPESA 1. A aquisição de matéria-prima em si (a vista ou a prazo) é um gasto; enquanto permanecer estocada (estoque de matéria-prima) é um investimento; ao ser consumida no processo produtivo é um custo; ao ser incorporada ao produto acabado que é estocado (estoque de produtos acabados), volta a ser investimento; e quando o produto acabado é vendido, torna-se despesa; 2. A compra de um computador é um gasto. Como representa um bem será ativado, assumindo a forma de investimento. Se ele for instalado para utilização na área fabril, sua depreciação será um custo; se nas áreas administrativas ou de vendas, sua depreciação será uma despesa; 3. O gasto com energia elétrica da área fabril é registrado diretamente como custo; e da administração, como despesa (não passa, portanto, pela fase de investimento); 4. Os encargos financeiros relativos à aquisição de matéria-prima são despesas.
  • 7. Aula 1o. – Gestão e Análise de Custo 1. PERDA – é o consumo não intencional (involuntário ou decorrente de fatores fortuitos) de um bem ou serviço. Por exemplo: perdas normais de matérias-primas no processo produtivo; perdas com incêndios e inundações; obsoletismo de estoques; gasto com mão-de-obra no período de greve. Perdas não representam despesas nem custos, exatamente pela característica de involuntariedade, e são apropriadas diretamente no Resultado do período em que ocorrem. 2. DESPERDÍCIO – é o consumo intencional (voluntário) de um bem ou serviço, que pode ser eliminado sem prejuízo da qualidade ou quantidade dos bens, serviços ou receitas geradas. Por exemplo: retrabalho decorrente de defeitos de fabricação; estocagem e movimentação desnecessária de materiais e produtos; cargos intermediários de chefia e supervisão desnecessários. Desperdícios são classificados como custo ou despesa e, portanto, é sinônimo de prejuízo. 3. DESEMBOLSO – é o efetivo pagamento de um gasto. Pode ocorrer antes, durante ou depois da aquisição. Por exemplo: pagamento de salários aos empregados; pagamento de empréstimo bancário; pagamento de um bem adquirido a vista. 4. FÁBRICA – é o setor produtivo (setor fabril) da empresa industrial. Engloba, pois, todos os departamentos de produção (usinagem, pintura, montagem, etc.) e os de apoio à produção (almoxarifado, controle de qualidade, engenharia da fábrica, etc.). 5. DEPARTAMENTO – é a unidade operacional constituída por equipamentos de características semelhantes e pessoas que desenvolvem atividades homogêneas e que possui um responsável. Por exemplo: almoxarifado, manutenção, controle de qualidade, recursos humanos, contabilidade, etc.
  • 8. Aula 1o. – Gestão e Análise de Custo 6. CENTRO DE CUSTOS – é a denominação dada aos departamentos da fábrica. 7. CENTRO DE DESPESAS – é a denominação dada aos departamentos das áreas administrativa e vendas. 8. PRODUTO – é o bem produzido para venda. 9. PREÇO DE VENDA – é o valor estabelecido pela venda de uma unidade de um bem ou pela prestação de um serviço. 10. RECEITA – é o produto da quantidade vendida de um bem ou serviço pelo preço de venda unitário. 11. CUSTO DE PRODUÇÃO – é todo gasto consumido no processo produtivo. 12. CUSTO DO PERÍODO – é todo gasto não-incluído no custo de produção, ou seja, é toda despesa realizada. Assim, todas as despesas administrativas e de vendas são consideradas custos do período. 13. DISTINÇÃO ENTRE CUSTO E DESPESA A distinção dos gastos entre CUSTO e DESPESA é fundamental para a apuração do custo de produção e do Resultado do período. Para facilitar essa distinção e admitindo que uma empresa industrial, em geral, é constituída sinteticamente de três blocos (fábrica, administração e vendas), diz-se que: Se o gasto ocorrer na(s) Fábrica é CUSTO, caso seja, na Administração e Vendas é DESPESA.
  • 9. Aula 1o. – Gestão e Análise de Custo O CUSTO É um gasto de produção e só afetará o Resultado do período à parte que corresponder aos produtos vendidos (sob a forma de CPV – Custo dos Produtos Vendidos), a menos que toda a produção seja vendida. A DESPESA é um gasto do período e afetará diretamente o Resultado. Em diagrama tem-se: DIAGRAMA CUSTO X DESPESA GASTO CUSTO DESPESA PRODUTOS ESTOQUES VENDA CPV RESULTADO
  • 10. Aula 1o. – Gestão e Análise de Custo Na Demonstração do Resultado do Exercício observa-se claramente a separação entre CUSTO e DESPESA. Receita Bruta de Vendas $ xxx.xxx,xx (-) Deduções de Vendas $ xxx.xxx,xx = Receita Líquida de Vendas $ xxx.xxx,xx (-) Cuso dos Produtos Vendidos $ xxx.xxx,xx = Lucro Bruto $ xxx.xxx,xx (-) Despesas Operacionais: Despesas Administrativas $ xxx.xxx,xx Despesas de Vendas $ xxx.xxx,xx Despesas Financeiras $ xxx.xxx,xx = Lucro Operacional $ xxx.xxx,xx