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EDUCAÇÃO VOLTADA
PARA OS ASPECTOS DA
SAÚDE
Prof. Samia Murayama
2
SAÚDE
 De acordo com a Organização Mundial de
Saúde, a “Saúde é um estado de completo
bem-estar físico, mental e social e não a
mera ausência de moléstia ou
enfermidades”.
 Também, porque os níveis de bem-estar
dependem de inúmeras variáveis existentes
no ambiente físico, mental e social do
individuo.
3
 De forma errada, tenta-se definir saúde como
sendo a não-doença, pois os sistemas de
saúde, em sua maioria, baseiam-se no conceito
de que se obtém saúde erradicando-se as
doenças.
 A saúde é resultante da influência de vários
fatores socio-econômico,culturais, como:
alimentação, habitação, educação, renda, meio
ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer,
liberdade e acesso aos serviços de saúde.
SAÚDE
4
Saúde Comunitária
 É a saúde pública em seus aspectos da promoção,
prevenção e reabilitação, de acordo com a
evolução da sociedade e do homem;
 Visa o estudo à solução dos problemas que
condicionam a saúde dos indivíduos
integrados em seu meio ambiente, segundo
planos e programas coordenados em diversos
níveis:
 Organização Mundial de Saúde – OMS
 Ministério da Saúde – Federal
 Secretaria Estadual da Saúde – Estadual
 Secretaria Municipal da Saúde - Municipal
5
SAÚDE PÚBLICA
 CONCEITO:
 “É a arte de evitar a doença, prolongar a vida e
promover a saúde física e mental, e a eficiência,
através de esforços organizados da comunidade”
(Winslow, 1920).
 Saúde “é o estado de completo bem-estar físico,
mental e social e não apenas ausência de afecção
ou doença” (OMS).
 Doença “é a alteração ou desvio do estado de
equilibrio de um individuo com o meio” (MS).
 A saúde não é um processo estático e, sim,
dinâmico.
6
 É um conjunto de processos interativos,
compreendendo as inter-relações entre o
agente etiológico, o suscetível (homem)
e o meio ambiente.
 O homem responde a esse estímulo
patológico, que resultará em sua
recuperação, cronicidade da doença,
invalidez ou morte.
História Natural da Doença
7
Meio Ambiente
↓
Agente Causal Especifico
↓
Reservatório
↓
Porta de Saída
↓
Modo de transmissão do agente
↓
Porta de entrada do novo hospedeiro
↓
Suscetibilidade
História Natural da Doença
8
 Período de Pré-patogênese – É a fase que
antecede a doença e envolve as relações entre os
agentes etiológicos, o homem suscetível e os
fatores predisponentes (ambientais, econômicos,
culturais, psicossociais e genéticos) que estimulam
o desenvolvimento da doença.
- Interações de fatores;
- Alterações precoces;
- Primeiros sintomas;
- Promoção da saúde;
- Proteção especifica;
- Prevenção primária.
História Natural da Doença
9
 Período de Patogênese – é a fase com implantação e
evolução da doença no homem, provocando:
- Alterações bioquímicas, fisiológicas e histológicas: período
de incubação, no qual não se percebem alterações clínicas ou
em exames laboratoriais;
- Sinais e sintomas: estágio denominado clínico, com
alterações funcionais no organismo, cujo final pode ser, nas
moléstias agudas, cura, cura com sequelas ou morte.
- e nas moléstias crônicas, um prolongamento dessa etapa,
inicialmente com alterações irreversíveis no morfologia. Pode
evoluir para cura com sequelas ou morte.
História Natural da Doença
10
 Deve estar baseada no conhecimento da história
natural da doença, com o objetivo de interromper ou
anular-se sua evolução.
 Cabe às estruturas políticas e econômicas a
responsabilidade pela programação, e ao
profissional da saúde, a prevenção a partir da
conscientização da comunidade em que atua,
agindo como educador.
 A prevenção deve acontecer nos três níveis:
primária, secundária e terciária.
NÍVEIS DE PREVENÇÃO
11
 Primária: age na fase pré-patogênica da doença e
inclui:
- Promoção da Saúde – medidas amplas que
visam ao aumento do bem-estar geral e da
qualidade de vida.
- As medidas preconizadas não se dirigem a
determinada doença ou desordem, mas objetivam
aumentar a saúde e o bem-estar gerais.
- Ex: moradia adequada, escolas, áreas de lazer,
alimentação adequada, educação sanitária,
conservação da natureza.
NÍVEIS DE PREVENÇÃO
12
 Primária: age na fase pré-patogênica da doença e
inclui:
- Proteção Especifica: é a prevenção no seu sentido
convencional, é quase sempre uma intervenção
medica.
- Ao empregar medidas dirigidas a uma doença ou
grupo de doenças especificas, iremos interromper as
causas das mesmas, antes que atinjam o homem.
- Ex:imunização, saúde ocupacional, higiene pessoal,
proteção contra acidentes, saneamento ambiental,
tratamento da água e do esgoto e do lixo, controle de
roedores e vetores, vacinação de animais.
NÍVEIS DE PREVENÇÃO
13
 Secundária: realizada no individuo sob ação do
agente causador da doença, e compreende:
- Diagnóstico e tratamento precoces – tem como
objetivo evitar a propagação de doenças
contagiosas, curar ou estacionar o processo
evolutivo das moléstias, evitar complicações ou
seqüelas e encurtar o período de invalidez.
- Ex: Procura de casos na comunidade, exames
periódicos individuais, isolamento para evitar a
propagação da doença e tratamento para evitar
sua propagação.
NÍVEIS DE PREVENÇÃO
14
 Secundária: realizada no individuo sob ação
do agente causador da doença, e
compreende:
- Limitação da Incapacidade – nesta fase as
ações são para controlar a doença instalada
e evitar futuras complicações e seqüelas.
- Ex: tratamento adequado para interromper o
processo mórbido, provisão de meios para
limitar a incapacidade e evitar a morte.
NÍVEIS DE PREVENÇÃO
15
 Terciária: realizada através da reabilitação (impedir
a incapacidade total).
- Reabilitação: é a interrupção do processo
patológico e da prevenção da incapacidade total
apos a estabilização das alterações anatômicas e
fisiológicas.
- tem como objetivo principal recolocar a pessoa
afetada em uma posição útil na sociedade, com a
utilização máxima da sua capacidade restante.
- Ex: Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Ocupação
para o reabilitado.
NÍVEIS DE PREVENÇÃO

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  • 1. EDUCAÇÃO VOLTADA PARA OS ASPECTOS DA SAÚDE Prof. Samia Murayama
  • 2. 2 SAÚDE  De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a “Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não a mera ausência de moléstia ou enfermidades”.  Também, porque os níveis de bem-estar dependem de inúmeras variáveis existentes no ambiente físico, mental e social do individuo.
  • 3. 3  De forma errada, tenta-se definir saúde como sendo a não-doença, pois os sistemas de saúde, em sua maioria, baseiam-se no conceito de que se obtém saúde erradicando-se as doenças.  A saúde é resultante da influência de vários fatores socio-econômico,culturais, como: alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade e acesso aos serviços de saúde. SAÚDE
  • 4. 4 Saúde Comunitária  É a saúde pública em seus aspectos da promoção, prevenção e reabilitação, de acordo com a evolução da sociedade e do homem;  Visa o estudo à solução dos problemas que condicionam a saúde dos indivíduos integrados em seu meio ambiente, segundo planos e programas coordenados em diversos níveis:  Organização Mundial de Saúde – OMS  Ministério da Saúde – Federal  Secretaria Estadual da Saúde – Estadual  Secretaria Municipal da Saúde - Municipal
  • 5. 5 SAÚDE PÚBLICA  CONCEITO:  “É a arte de evitar a doença, prolongar a vida e promover a saúde física e mental, e a eficiência, através de esforços organizados da comunidade” (Winslow, 1920).  Saúde “é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas ausência de afecção ou doença” (OMS).  Doença “é a alteração ou desvio do estado de equilibrio de um individuo com o meio” (MS).  A saúde não é um processo estático e, sim, dinâmico.
  • 6. 6  É um conjunto de processos interativos, compreendendo as inter-relações entre o agente etiológico, o suscetível (homem) e o meio ambiente.  O homem responde a esse estímulo patológico, que resultará em sua recuperação, cronicidade da doença, invalidez ou morte. História Natural da Doença
  • 7. 7 Meio Ambiente ↓ Agente Causal Especifico ↓ Reservatório ↓ Porta de Saída ↓ Modo de transmissão do agente ↓ Porta de entrada do novo hospedeiro ↓ Suscetibilidade História Natural da Doença
  • 8. 8  Período de Pré-patogênese – É a fase que antecede a doença e envolve as relações entre os agentes etiológicos, o homem suscetível e os fatores predisponentes (ambientais, econômicos, culturais, psicossociais e genéticos) que estimulam o desenvolvimento da doença. - Interações de fatores; - Alterações precoces; - Primeiros sintomas; - Promoção da saúde; - Proteção especifica; - Prevenção primária. História Natural da Doença
  • 9. 9  Período de Patogênese – é a fase com implantação e evolução da doença no homem, provocando: - Alterações bioquímicas, fisiológicas e histológicas: período de incubação, no qual não se percebem alterações clínicas ou em exames laboratoriais; - Sinais e sintomas: estágio denominado clínico, com alterações funcionais no organismo, cujo final pode ser, nas moléstias agudas, cura, cura com sequelas ou morte. - e nas moléstias crônicas, um prolongamento dessa etapa, inicialmente com alterações irreversíveis no morfologia. Pode evoluir para cura com sequelas ou morte. História Natural da Doença
  • 10. 10  Deve estar baseada no conhecimento da história natural da doença, com o objetivo de interromper ou anular-se sua evolução.  Cabe às estruturas políticas e econômicas a responsabilidade pela programação, e ao profissional da saúde, a prevenção a partir da conscientização da comunidade em que atua, agindo como educador.  A prevenção deve acontecer nos três níveis: primária, secundária e terciária. NÍVEIS DE PREVENÇÃO
  • 11. 11  Primária: age na fase pré-patogênica da doença e inclui: - Promoção da Saúde – medidas amplas que visam ao aumento do bem-estar geral e da qualidade de vida. - As medidas preconizadas não se dirigem a determinada doença ou desordem, mas objetivam aumentar a saúde e o bem-estar gerais. - Ex: moradia adequada, escolas, áreas de lazer, alimentação adequada, educação sanitária, conservação da natureza. NÍVEIS DE PREVENÇÃO
  • 12. 12  Primária: age na fase pré-patogênica da doença e inclui: - Proteção Especifica: é a prevenção no seu sentido convencional, é quase sempre uma intervenção medica. - Ao empregar medidas dirigidas a uma doença ou grupo de doenças especificas, iremos interromper as causas das mesmas, antes que atinjam o homem. - Ex:imunização, saúde ocupacional, higiene pessoal, proteção contra acidentes, saneamento ambiental, tratamento da água e do esgoto e do lixo, controle de roedores e vetores, vacinação de animais. NÍVEIS DE PREVENÇÃO
  • 13. 13  Secundária: realizada no individuo sob ação do agente causador da doença, e compreende: - Diagnóstico e tratamento precoces – tem como objetivo evitar a propagação de doenças contagiosas, curar ou estacionar o processo evolutivo das moléstias, evitar complicações ou seqüelas e encurtar o período de invalidez. - Ex: Procura de casos na comunidade, exames periódicos individuais, isolamento para evitar a propagação da doença e tratamento para evitar sua propagação. NÍVEIS DE PREVENÇÃO
  • 14. 14  Secundária: realizada no individuo sob ação do agente causador da doença, e compreende: - Limitação da Incapacidade – nesta fase as ações são para controlar a doença instalada e evitar futuras complicações e seqüelas. - Ex: tratamento adequado para interromper o processo mórbido, provisão de meios para limitar a incapacidade e evitar a morte. NÍVEIS DE PREVENÇÃO
  • 15. 15  Terciária: realizada através da reabilitação (impedir a incapacidade total). - Reabilitação: é a interrupção do processo patológico e da prevenção da incapacidade total apos a estabilização das alterações anatômicas e fisiológicas. - tem como objetivo principal recolocar a pessoa afetada em uma posição útil na sociedade, com a utilização máxima da sua capacidade restante. - Ex: Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Ocupação para o reabilitado. NÍVEIS DE PREVENÇÃO