ANATOMIA DA PELE
FISIOLOGIA DA CICATRIZAÇÃO
AVALIAÇÃO DA FERIDA
Órgão de proteção e adaptação do indivíduo
com o meio ambiente;
Estrutura complexa com várias funções de
manutenção da vida;
Milhões de receptores nervosos que
identificam estímulos ambientais.
PELE
Maior órgão do corpo (1,5 a 2,0m2 );
Também chamado de tegumento;
A espessura é variável segundo a região
anatômica, idade e sexo;
PELE
 O Tegumento é mais espesso na face posterior do
pescoço (até 4 mm e nas regiões palmar e plantar
3 mm);
 É menos espesso no dorso do pé e nas mãos,
face anterior do pescoço, antebraço e braço;
 A pele é mais fina nas mulheres e crianças;
PELE
pH ácido (4,5 - 6,0);
A secreção sebácea contribui para reduzir o
pH da pele;
Descamação da pele (estrato córneo).
PELE
EPIDERME
DERME
VASOS
TECIDO
ADIPOSO
NERVO
colágeno
MUSCULO
PELE
Poucos microrganismos conseguem invadir a pele
íntegra (fungos, esquistossoma e estrongilóides),
os demais agentes necessitam de solução de
continuidade para invasão.
Queratinócitos ___ (Queratina)
Melanócios ___ (Cor da pele)
Células de Langerhans ___ (Defesa imunológica)
Células de Merkel ___ (Sentir)
EPIDERME
EXTRATO CÓRNEO
EXTRATO BASAL
A espessura desta camada
é de 1,5mm;
As células superficiais
descamam-se
constantemente;
Células queratinizadas;
Esta camada da pele não
possui vasos sanguíneos.
EPIDERME (EXTRATO CORNEO)
EPIDERME (EXTRATO BASAL)
Também chamada de
camada germinativa;
Possui uma intensa
capacidade de produção
celular;
Permite constante
renovação da epiderme;
Fibroblastos ___ (secreção de Colágeno);
Colágeno ___ (força e volume);
Elastina ___ (elasticidade);
Glândulas sudoríparas: típicas e atípicas.___ (suor);
Folículo piloso ___ (pelo);
Vasos sanguíneos __(nutrição e troca gasosa).
ESTRUTURAS DA DERME
Glândulas sebáceas _
(pH, lubrificção e ação antimicrobiana);
Vasos linfáticos_(sistema imunológico);
Terminações nervosas _ (tato).
ESTRUTURAS DA DERME
HIPODERME
Também denominada de tecido
adiposo ou tecido subcutâneo;
Termorregulação;
Provisão de energia;
Reserva nutricional;
Adipócitos.
FUNÇÕES DA PELE
•Barreira aos agentes físicos;
•Protege contra lesões mecânicas;
•Evita a perda de líquidos corporais;
•Reduz penetração de radiação UV;
•Termorregulação;
•Orgão sensorial;
•Participa na Produção de Vitamina D;
•Posto avançado na vigilância Imunologica;
•Associação Estética;
FATORES QUE ALTERAM A
INTEGRIDADE DA PELE
1.Sol: aumenta o envelhecimento e o risco de
câncer e queimaduras;
2.Hidratação: quando diminuída acarreta
ressecamento e descamação;
3.Sabões: alteram a flora e o pH da pele;
4.Fumo( a conc.de o2 nos tecidos);
5.Presença de infecção;
6. Idade: aumenta a vulnerabilidade e a
fragilidade capilar dificultando a
cicatrização;
7.Uso de: hormônios, antibacterianos,
antiinflamatórios, antihistamínicos,
corticosteróides;
8. Stress.
FATORES QUE ALTERAM A
INTEGRIDADE DA PELE
CICATRIZAÇÃO POR PRIMEIRA INTENÇÃO
TIPOS DE CICATRIZAÇÃO
Mínimo de perda tecidual
Resposta inflamatória rápida
Reduz incidência de
complicações
Bordas regulares unidos por
suturas
Cicatriz com menor índice de
defeitos
É consequência de complicações
Grande perda tecidual
Período cicatricial mais
prolongado
devido a resposta inflamatória
intensa
CICATRIZAÇÃO POR SEGUNDA INTENÇÃO
TIPOS DE CICATRIZAÇÃO
Maior incidência de defeitos
cicatriciais
(cicatriz hipertrófica, quelóide)
CICATRIZAÇÃO POR FECHAMENTO PRIMÁRIO RETARDADO OU TERCEIRA INTENÇÃO
TIPOS DE CICATRIZAÇÃO
 Feridas mais extensas;
Contaminação/Infecção;
Feridas Suturadas e a
cicatrização posterior
acontece por reepitalização
FASES DA CICATRIZAÇÃO
FASE INFLAMATÓRIA
Caracteriza-se pelos sinais típicos do
processo inflamatório:
DOR
CALOR
EDEMA
RUBOR
Dura em média 3 a 5 dias;
Macrófagos/Neutrófilos.
Mediadores químicos aumentam a permeabilidade
provocando a vasodilatação dos vasos e favorecem a
quimiotaxia dos leucócitos.
FASES DA CICATRIZAÇÃO
FASE PROLIFERATIVA
• Angiogênese (é a formação de novos vasos sanguíneos a partir dos
vasos já existentes)
• Formação do tecido de granulação;
• Deposição de colágeno e elastina;
• Contração da ferida.
FASES DA CICATRIZAÇÃO
FASE MATURAÇÃO
• Remodelamento;
• Reepitelização.
Reorganização das fibras de colágeno, inicia com a formação
do tecido cicatricial e mudança na forma, tamanho e
resistência da cicatriz.
FATORES ADVERSOS
À CICATRIZAÇÃO
 Má nutrição
 Doenças crônicas
 Insuficiência do sistema imunológico
 Má perfusão tecidual
 Idade avançada
 Terapia medicamentosa
FATORES SISTÊMICOS
Subdividem-se em Fatores Sistêmicos e Fatores Locais
FATORES ADVERSOS
À CICATRIZAÇÃO
FATORES LOCAIS
 Infecção
 Isquemia
 Necrose
 Corpos estranhos / crosta
 Agentes irritantes
 Lesão muito extensa
FASES DA CICATRIZAÇÃO
1
2
3
TRATAMENTO DE FERIDAS
FASES DA CICATRIZAÇÃO
1
2
3
TRATAMENTO DE FERIDAS
CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS
AGUDAS CRÔNICAS
CONFORME A DENSIDADE MICROBIANA
Limpa: produzida pelo cirurgião; sem quebra de assepsia; sem
envolvimento dos sistemas respiratório, gênito-urinário, alimentar ou
orofaringe;
Baixa contaminação: lesão ocorrida há menos de 4 horas; que não
apresenta sujidades ou que não envolve os sistemas respiratório,
gênito-urinário, alimentar ou orofaringe;
Contaminada: decorrente de trauma recente; com presença de
inflamação não purulenta; com a possibilidade de haver sujidades na
ferida;
Suja ou infectada: com presença de inflamação ou contaminação
bacteriana aguda; de origem traumática; com evolução de mais de 12
horas; pode haver supuração.
Conforme a progressão da lesão
FECHADAS
Abrasão/contusão: a pele e/ou mucosa são lesionadas, mas permanecem íntegras.
Podem ser profundas e alcançar tecido conectivo, muscular, tendíneo e ósseo.
Geralmente resultantes de esmagamento ou fricção.
ABERTAS
Incisa: sol. de continuidade linear, bordas regulares e profundidade variável. Produzida
por objetos cortantes (faca, bisturi). São mais propensas a hemorragias, pois a ausência
de irregularidades dificulta a agregação plaquetária.
Lacerada: produzida por objetos ponteagudos que cortam o tecido formando bordas
irregulares, pouco sangrenta. Aquelas ocorridas há menos de 3 horas podem ser
suturadas plano a plano, após reavivamento e regularização das bordas (incisas). Quando
ocorridas a mais de 4 horas fecha-se parcialmente e utiliza-se drenos.
Avulsionada: produzida por despregamento do tecido subcutâneo, resultando no
arranchamento da pele. Pouco sangrentas, de grande espaço morto.
Punctória: produzida por elementos perfurantes (cravos, pregos, estiletes e espetos).
Não atingem cavidades/órgãos.
Penetrante: solução de continuidade da pele e tecidos subjacentes alcançando
cavidades (abdome, tórax, seios faciais, etc). Geralmente resultam em perfuração de
vísceras, empiema ou evisceração.
Avaliação de feridas
AVALIANDO A FERIDA
Qual o tamanho ?
Qual a localização ?
Há quanto tempo existe ?
É infectada ou colonizada ?
Qual é o agente infectante ?
Necessita debridamento ? De que tipo ?
Que curativo usar ?
Está em qual fase da cicatrização ?
Como está a pele ao redor ?
Tem odor ?
Tem exsudato ?
AVALIANDO A FERIDA
TECIDO DE GRANULAÇÃO SADIO :
CARACTERÍSTICAS DO
TECIDO DE GRANULAÇÃO
 Vermelho vivo
 Brilhante
 Não sangra facilmente ou muito pouco
TECIDO DE GRANULAÇÃO DOENTE :
 Vermelho escuro
 Sem brilho ou ressecado
 Sangra com abundância
AVALIANDO A FERIDA
CARACTERÍSTICAS DO
TECIDO DE GRANULAÇÃO
DIFICULDADES NA
IDENTIFICAÇÃO DE FERIDAS
INFECTADAS
 Os sintomas de inflamação da fase inicial podem
ser confundidos com sintomas de infecção
 Uma ferida que não cicatriza pode ser devido a
presença de infecção
AVALIANDO A FERIDA
 Algumas infecções são “silenciosas”, com
sintomatologia atípica
 Desvalorizar ou super-valorizar presença
ou ausência de alguns sinais como
exsudato purulento
DIFICULDADES NA
IDENTIFICAÇÃO DE FERIDAS
INFECTADAS
AVALIANDO A FERIDA
AVALIAÇÃO DO ESTADO DA FERIDA
 Mensuração
 Extensão do tecido envolvido
 Presença de espaço morto
 Localização anatômica
 Tipo de tecido no leito da ferida
 Cor da ferida
 Exsudato
 Borda da ferida
 Infecção
1) MENSURAÇÃO
 Medida Linear (comprimento e largura)
 Fotografia
BIDIMENSIONAL
 Manual
PLANIMETRIA
 Medida Linear (comp X largura X profundidade)
 Molde (volume)
TRIDIMENSIONAL
2) EXTENSÃO DO TECIDO ENVOLVIDO
Estruturas envolvidas
Estadiamento
Porque e para que ?
3) ESPAÇOS MORTOS
Sinus
Fístulas
4) LOCALIZAÇÃO ANATÔMICA
Potencial de contaminação
Documentação
5) TIPO DE TECIDO NO LEITO DA FERIDA
 Tecidos viáveis:
 Granulação e epitelização
 Tecidos inviáveis:
 Fibrina desvitalizada, tecidos necróticos
6) COR DO TECIDO
 Granulação:
 Rosa, vermelho pálido, vermelho vivo
 Esfacelo
 Amarelo, marrom
 Necrose:
 Cinza, marrom, negra
(red  yellow  black)
7) EXSUDATO
 Volume
 Odor
 Cor
Pode ser:
seroso, serosanguinolento, sanguinolento e
purulento
8) BORDAS
 Epitelização
 Necrose
 Isquemia
 Macerada
 Irregular
 Infecção
 Contaminação
LIMPEZA E
DESBRIDAMENTO
DESBRIDAMENTO
AUTOLÍTICO manutenção da umidade
MECÂNICO fricção (gaze)
irrigação ( 20 ml - ag 40x12)
hidroterapia (turbilhonamento)
ENZIMÁTICO colagenase e papaina
OSMÓTICO alginatos e hidrocolóide pó ou
pasta
CIRÚRGICO

Aula 1.ppt

  • 1.
    ANATOMIA DA PELE FISIOLOGIADA CICATRIZAÇÃO AVALIAÇÃO DA FERIDA
  • 2.
    Órgão de proteçãoe adaptação do indivíduo com o meio ambiente; Estrutura complexa com várias funções de manutenção da vida; Milhões de receptores nervosos que identificam estímulos ambientais. PELE
  • 3.
    Maior órgão docorpo (1,5 a 2,0m2 ); Também chamado de tegumento; A espessura é variável segundo a região anatômica, idade e sexo; PELE
  • 4.
     O Tegumentoé mais espesso na face posterior do pescoço (até 4 mm e nas regiões palmar e plantar 3 mm);  É menos espesso no dorso do pé e nas mãos, face anterior do pescoço, antebraço e braço;  A pele é mais fina nas mulheres e crianças; PELE
  • 5.
    pH ácido (4,5- 6,0); A secreção sebácea contribui para reduzir o pH da pele; Descamação da pele (estrato córneo). PELE
  • 6.
  • 7.
    PELE Poucos microrganismos consegueminvadir a pele íntegra (fungos, esquistossoma e estrongilóides), os demais agentes necessitam de solução de continuidade para invasão.
  • 8.
    Queratinócitos ___ (Queratina) Melanócios___ (Cor da pele) Células de Langerhans ___ (Defesa imunológica) Células de Merkel ___ (Sentir) EPIDERME
  • 9.
  • 10.
    A espessura destacamada é de 1,5mm; As células superficiais descamam-se constantemente; Células queratinizadas; Esta camada da pele não possui vasos sanguíneos. EPIDERME (EXTRATO CORNEO)
  • 11.
    EPIDERME (EXTRATO BASAL) Tambémchamada de camada germinativa; Possui uma intensa capacidade de produção celular; Permite constante renovação da epiderme;
  • 12.
    Fibroblastos ___ (secreçãode Colágeno); Colágeno ___ (força e volume); Elastina ___ (elasticidade); Glândulas sudoríparas: típicas e atípicas.___ (suor); Folículo piloso ___ (pelo); Vasos sanguíneos __(nutrição e troca gasosa). ESTRUTURAS DA DERME
  • 13.
    Glândulas sebáceas _ (pH,lubrificção e ação antimicrobiana); Vasos linfáticos_(sistema imunológico); Terminações nervosas _ (tato). ESTRUTURAS DA DERME
  • 14.
    HIPODERME Também denominada detecido adiposo ou tecido subcutâneo; Termorregulação; Provisão de energia; Reserva nutricional; Adipócitos.
  • 15.
    FUNÇÕES DA PELE •Barreiraaos agentes físicos; •Protege contra lesões mecânicas; •Evita a perda de líquidos corporais; •Reduz penetração de radiação UV; •Termorregulação; •Orgão sensorial; •Participa na Produção de Vitamina D; •Posto avançado na vigilância Imunologica; •Associação Estética;
  • 16.
    FATORES QUE ALTERAMA INTEGRIDADE DA PELE 1.Sol: aumenta o envelhecimento e o risco de câncer e queimaduras; 2.Hidratação: quando diminuída acarreta ressecamento e descamação; 3.Sabões: alteram a flora e o pH da pele; 4.Fumo( a conc.de o2 nos tecidos); 5.Presença de infecção;
  • 17.
    6. Idade: aumentaa vulnerabilidade e a fragilidade capilar dificultando a cicatrização; 7.Uso de: hormônios, antibacterianos, antiinflamatórios, antihistamínicos, corticosteróides; 8. Stress. FATORES QUE ALTERAM A INTEGRIDADE DA PELE
  • 18.
    CICATRIZAÇÃO POR PRIMEIRAINTENÇÃO TIPOS DE CICATRIZAÇÃO Mínimo de perda tecidual Resposta inflamatória rápida Reduz incidência de complicações Bordas regulares unidos por suturas Cicatriz com menor índice de defeitos
  • 19.
    É consequência decomplicações Grande perda tecidual Período cicatricial mais prolongado devido a resposta inflamatória intensa CICATRIZAÇÃO POR SEGUNDA INTENÇÃO TIPOS DE CICATRIZAÇÃO Maior incidência de defeitos cicatriciais (cicatriz hipertrófica, quelóide)
  • 20.
    CICATRIZAÇÃO POR FECHAMENTOPRIMÁRIO RETARDADO OU TERCEIRA INTENÇÃO TIPOS DE CICATRIZAÇÃO  Feridas mais extensas; Contaminação/Infecção; Feridas Suturadas e a cicatrização posterior acontece por reepitalização
  • 21.
    FASES DA CICATRIZAÇÃO FASEINFLAMATÓRIA Caracteriza-se pelos sinais típicos do processo inflamatório: DOR CALOR EDEMA RUBOR Dura em média 3 a 5 dias; Macrófagos/Neutrófilos. Mediadores químicos aumentam a permeabilidade provocando a vasodilatação dos vasos e favorecem a quimiotaxia dos leucócitos.
  • 22.
    FASES DA CICATRIZAÇÃO FASEPROLIFERATIVA • Angiogênese (é a formação de novos vasos sanguíneos a partir dos vasos já existentes) • Formação do tecido de granulação; • Deposição de colágeno e elastina; • Contração da ferida.
  • 23.
    FASES DA CICATRIZAÇÃO FASEMATURAÇÃO • Remodelamento; • Reepitelização. Reorganização das fibras de colágeno, inicia com a formação do tecido cicatricial e mudança na forma, tamanho e resistência da cicatriz.
  • 24.
    FATORES ADVERSOS À CICATRIZAÇÃO Má nutrição  Doenças crônicas  Insuficiência do sistema imunológico  Má perfusão tecidual  Idade avançada  Terapia medicamentosa FATORES SISTÊMICOS Subdividem-se em Fatores Sistêmicos e Fatores Locais
  • 25.
    FATORES ADVERSOS À CICATRIZAÇÃO FATORESLOCAIS  Infecção  Isquemia  Necrose  Corpos estranhos / crosta  Agentes irritantes  Lesão muito extensa
  • 26.
  • 27.
  • 28.
  • 29.
    CONFORME A DENSIDADEMICROBIANA Limpa: produzida pelo cirurgião; sem quebra de assepsia; sem envolvimento dos sistemas respiratório, gênito-urinário, alimentar ou orofaringe; Baixa contaminação: lesão ocorrida há menos de 4 horas; que não apresenta sujidades ou que não envolve os sistemas respiratório, gênito-urinário, alimentar ou orofaringe; Contaminada: decorrente de trauma recente; com presença de inflamação não purulenta; com a possibilidade de haver sujidades na ferida; Suja ou infectada: com presença de inflamação ou contaminação bacteriana aguda; de origem traumática; com evolução de mais de 12 horas; pode haver supuração.
  • 30.
    Conforme a progressãoda lesão FECHADAS Abrasão/contusão: a pele e/ou mucosa são lesionadas, mas permanecem íntegras. Podem ser profundas e alcançar tecido conectivo, muscular, tendíneo e ósseo. Geralmente resultantes de esmagamento ou fricção. ABERTAS Incisa: sol. de continuidade linear, bordas regulares e profundidade variável. Produzida por objetos cortantes (faca, bisturi). São mais propensas a hemorragias, pois a ausência de irregularidades dificulta a agregação plaquetária. Lacerada: produzida por objetos ponteagudos que cortam o tecido formando bordas irregulares, pouco sangrenta. Aquelas ocorridas há menos de 3 horas podem ser suturadas plano a plano, após reavivamento e regularização das bordas (incisas). Quando ocorridas a mais de 4 horas fecha-se parcialmente e utiliza-se drenos. Avulsionada: produzida por despregamento do tecido subcutâneo, resultando no arranchamento da pele. Pouco sangrentas, de grande espaço morto. Punctória: produzida por elementos perfurantes (cravos, pregos, estiletes e espetos). Não atingem cavidades/órgãos. Penetrante: solução de continuidade da pele e tecidos subjacentes alcançando cavidades (abdome, tórax, seios faciais, etc). Geralmente resultam em perfuração de vísceras, empiema ou evisceração.
  • 31.
  • 32.
    AVALIANDO A FERIDA Qualo tamanho ? Qual a localização ? Há quanto tempo existe ? É infectada ou colonizada ? Qual é o agente infectante ? Necessita debridamento ? De que tipo ? Que curativo usar ? Está em qual fase da cicatrização ? Como está a pele ao redor ? Tem odor ? Tem exsudato ?
  • 33.
    AVALIANDO A FERIDA TECIDODE GRANULAÇÃO SADIO : CARACTERÍSTICAS DO TECIDO DE GRANULAÇÃO  Vermelho vivo  Brilhante  Não sangra facilmente ou muito pouco
  • 34.
    TECIDO DE GRANULAÇÃODOENTE :  Vermelho escuro  Sem brilho ou ressecado  Sangra com abundância AVALIANDO A FERIDA CARACTERÍSTICAS DO TECIDO DE GRANULAÇÃO
  • 35.
    DIFICULDADES NA IDENTIFICAÇÃO DEFERIDAS INFECTADAS  Os sintomas de inflamação da fase inicial podem ser confundidos com sintomas de infecção  Uma ferida que não cicatriza pode ser devido a presença de infecção AVALIANDO A FERIDA
  • 36.
     Algumas infecçõessão “silenciosas”, com sintomatologia atípica  Desvalorizar ou super-valorizar presença ou ausência de alguns sinais como exsudato purulento DIFICULDADES NA IDENTIFICAÇÃO DE FERIDAS INFECTADAS AVALIANDO A FERIDA
  • 37.
    AVALIAÇÃO DO ESTADODA FERIDA  Mensuração  Extensão do tecido envolvido  Presença de espaço morto  Localização anatômica  Tipo de tecido no leito da ferida  Cor da ferida  Exsudato  Borda da ferida  Infecção
  • 38.
    1) MENSURAÇÃO  MedidaLinear (comprimento e largura)  Fotografia BIDIMENSIONAL  Manual PLANIMETRIA  Medida Linear (comp X largura X profundidade)  Molde (volume) TRIDIMENSIONAL
  • 39.
    2) EXTENSÃO DOTECIDO ENVOLVIDO Estruturas envolvidas Estadiamento Porque e para que ?
  • 40.
  • 41.
    4) LOCALIZAÇÃO ANATÔMICA Potencialde contaminação Documentação
  • 42.
    5) TIPO DETECIDO NO LEITO DA FERIDA  Tecidos viáveis:  Granulação e epitelização  Tecidos inviáveis:  Fibrina desvitalizada, tecidos necróticos
  • 43.
    6) COR DOTECIDO  Granulação:  Rosa, vermelho pálido, vermelho vivo  Esfacelo  Amarelo, marrom  Necrose:  Cinza, marrom, negra (red  yellow  black)
  • 44.
    7) EXSUDATO  Volume Odor  Cor Pode ser: seroso, serosanguinolento, sanguinolento e purulento
  • 45.
    8) BORDAS  Epitelização Necrose  Isquemia  Macerada  Irregular  Infecção  Contaminação
  • 46.
  • 47.
    DESBRIDAMENTO AUTOLÍTICO manutenção daumidade MECÂNICO fricção (gaze) irrigação ( 20 ml - ag 40x12) hidroterapia (turbilhonamento) ENZIMÁTICO colagenase e papaina OSMÓTICO alginatos e hidrocolóide pó ou pasta CIRÚRGICO