APRENDER COM PERGUNTAS
Livro Paulo e Estevão
n. 02
“Mas, como revelarmos dedicação ao Todo Poderoso
que está nos Céus, destruindo suas obras?
Jeziel – Livro Paulo e Estevão
• O pai de Jeziel buscara vingar-se das faltas sofridas pelos romanos. Ateara fogo
em terreno vizinho. Jeziel e Abigail temiam pela resposta de Roma a atitude
impensada do pai. Porém, Jeziel confiava que mesmo na dificuldade e na dor,
Deus estaria com eles e aconselhava seu pai. Amorosamente, questionava-o
no intuito de fazê-lo perceber os desenganos de sua conduta.
Contexto
Falar e agir
• Jeziel questiona seu pai (e a todos nós) quanto ao
fato de prestarmos homenagens a Deus, mas, ao
mesmo tempo, nossas ações contradizerem
nossas palavras.
Convida-nos, assim, a refletir como anda a nossa
coerência entre o que falamos e fazemos.
Destruição
• Precisamos entender melhor o
que Jeziel quis dizer com a
palavra destruição, eis que a
mesma é muitas vezes
importante e necessária, trata-
se inclusive de uma Lei Divina.
• “Preciso é que tudo se destrua
para renascer e se regenerar;
porque, o que chamais
destruição não passa de uma
transformação, que tem por
fim a renovação e melhoria dos
seres vivos.”
Livro dos Espíritos – questão 728
Ampliando horizontes
• Recordemos que o próprio Mestre
Jesus disse que não veio destruir a
lei, mas cumpri-la. (Cap. 01 do
Evangelho Segundo o Espiritismo)
• Percebe-se, porém, grandes
transformações na forma como
víamos a Deus depois de sua vinda a
Terra.
• Ele destruiu velhos e equivocados
conceitos para nos levar ao caminho
do bem. Assim, também, a
destruição necessária terá como
resultado um bem maior, ainda que
futuro.
Tipos de Destruição
• destruição necessária
• destruição abusiva
• A destruição necessária ocorre na Natureza tendo em vista a natural
transformação biológica, a renovação e até a melhoria das espécies.
Dessa forma, os Espíritos Superiores nos esclarecem: Preciso é que
tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamais
destruição não passa de uma transformação, que tem por fim a
renovação e melhoria dos seres vivos. Allan Kardec: O Livro dos
Espíritos, questão 728.
• A destruição abusiva não está prevista na lei natural porque coloca
em risco a vida no Planeta. Toda destruição antecipada obsta ao
desenvolvimento do princípio inteligente. Por isso foi que Deus fez
que cada ser experimentasse a necessidade de viver e de se
reproduzir. Allan Kardec: O Livro dos Espíritos, questão 729.
Destruição abusiva
• Jochedeb quis fazer justiça com as próprias mãos, porém,
sua ação atingiu não apenas o romano que odiava, mas
sua propriedade, o plantio, os empregados, etc.
• A destruição abusiva decorre de um instinto ainda
inferior, porém, a destruição necessária se coaduna com
a lei divina e é necessária para o desenvolvimento do
homem.
Deus é UNO
• O que acontece na natureza também acontece no mundo espiritual,
eis que o pensamento de Deus é um só, e suas leis se coadunam
tanto para o mundo material quanto para o mundo espiritual.
• Esta é a razão de aprendermos tanto com a natureza, seus
princípios também valem para as coisas do espírito.
Construir x destruir
• Discernir quando estamos agindo com base em nossos
instintos inferiores e quando estamos aplicando a lei divina
é um marco evolutivo na vida de todos nós.
• Aprenderemos, muitas vezes cometendo equívocos como
Jochedeb que deixou-se levar por baixos instintos.
“Para construir a floresta a Natureza gasta séculos de serviço. Para destruí-la, basta a
chispa de fogo.
Para construir a casa, grande turma de obreiros despende longos dias. Para destruí-la,
basta um só homem de picareta, no espaço de algumas horas.
Para construir o jarro de legítima porcelana, o ceramista utiliza tempo enorme de vigília e
preparação. Para destruí-lo, basta um martelo.
Para construir o avião, primorosa equipe de técnicos associa prodígios de inteligência, na
ação de conjunto. Para destruí-lo, basta um erro de cálculo.
Para construir o depósito de combustíveis, o homem é constrangido a providências
numerosas, alusivas à edificação e à preservação. Para destruí-lo, basta um fósforo
aceso.
Para construir a cidade, o povo emprega anos e anos de sacrifício. Para destruí-la, basta
hoje uma bomba.
Irmãos, sempre que chamados à crítica, respeitemos o esforço nobre dos semelhantes.
Para construir, são necessários amor e trabalho, estudo e competência, compreensão e
serenidade, disciplina e devotamento. Para destruir, porém, basta o golpe.”
.André Luiz – Ideal Espírita
Equilíbrio
• “A sabedoria divina dotou os seres
vivos de dois instintos opostos: o de
destruição e o de conservação.
Ambos funcionam como princípios
da natureza. Pelo primeiro, os seres
se destroem reciprocamente, visando
diferentes fins, entre os quais a
alimentação com os despojos
materiais. Deus coloca […] o
remédio ao lado do mal […] para
manter o equilíbrio e servir de
contrapeso.”
• CALLIGARIS Rodolfo. As Leis Morais.
Vinha de Luz – Em nossa luta
• “Segundo o poder que o Senhor me deu para edificação, e não para destruição.” —
PAULO (2 Coríntios, 13.10)
•
• Em nossa luta diária, tenhamos suficiente cuidado no uso dos poderes que nos foram
emprestados pelo Senhor. A ideia de destruição assalta-nos a mente em ocasiões
incontáveis.
• Associações de forças menos esclarecidas no bem e na verdade? Somos tentados a
movimentar processos de aniquilamento.
• Companheiros menos desejáveis nos trabalhos de cada dia? Intentamos abandoná-
los de vez.
• Cooperadores endurecidos? Deixá-los ao desamparo.
• Manifestações apaixonadas, em desacordo com os imperativos da prudência
evangélica? Nossos ímpetos iniciais resumem-se a propósitos de sufocação violenta.
• Algo que nos contrarie as ideias e os programas pessoais? Nossa intolerância
cristalizada reclama destruição.
(...) continua
Vinha de Luz – Em nossa luta
• Entretanto, qual a finalidade dos poderes que repousam em nossas
mãos, em nome do Divino Doador?
• Responde-nos Paulo de Tarso, com muita propriedade,
esclarecendo-nos que recebeu faculdades do Senhor para edificar
e não para destruir.
• Não estamos na obra do mundo para aniquilar o que é
imperfeito, mas para completar o que se encontra inacabado.
• Renovemos para o bem, transformemos para a luz.
• O Supremo Pai não nos concede poderes para disseminarmos a
morte. Nossa missão é de amor infatigável para a Vida Abundante.
• .Emmanuel
Lição Final
A pergunta de Estevão atravessa os séculos, nos
alcança e nos remete a reflexão.
Afinal, como poderemos crer em Deus, sermos gratos a
Ele pela benção da vida e destruirmos a sua obra?
O homem é dotado de inteligência para poder discernir.
A medida que evoluirmos,
a destruição que causarmos será sempre
Para renovar, renascer, regenerar...

Aprender com perguntas - Paulo e Estevão 02

  • 1.
    APRENDER COM PERGUNTAS LivroPaulo e Estevão n. 02
  • 2.
    “Mas, como revelarmosdedicação ao Todo Poderoso que está nos Céus, destruindo suas obras? Jeziel – Livro Paulo e Estevão
  • 3.
    • O paide Jeziel buscara vingar-se das faltas sofridas pelos romanos. Ateara fogo em terreno vizinho. Jeziel e Abigail temiam pela resposta de Roma a atitude impensada do pai. Porém, Jeziel confiava que mesmo na dificuldade e na dor, Deus estaria com eles e aconselhava seu pai. Amorosamente, questionava-o no intuito de fazê-lo perceber os desenganos de sua conduta. Contexto
  • 4.
    Falar e agir •Jeziel questiona seu pai (e a todos nós) quanto ao fato de prestarmos homenagens a Deus, mas, ao mesmo tempo, nossas ações contradizerem nossas palavras. Convida-nos, assim, a refletir como anda a nossa coerência entre o que falamos e fazemos.
  • 5.
    Destruição • Precisamos entendermelhor o que Jeziel quis dizer com a palavra destruição, eis que a mesma é muitas vezes importante e necessária, trata- se inclusive de uma Lei Divina. • “Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar; porque, o que chamais destruição não passa de uma transformação, que tem por fim a renovação e melhoria dos seres vivos.” Livro dos Espíritos – questão 728
  • 6.
    Ampliando horizontes • Recordemosque o próprio Mestre Jesus disse que não veio destruir a lei, mas cumpri-la. (Cap. 01 do Evangelho Segundo o Espiritismo) • Percebe-se, porém, grandes transformações na forma como víamos a Deus depois de sua vinda a Terra. • Ele destruiu velhos e equivocados conceitos para nos levar ao caminho do bem. Assim, também, a destruição necessária terá como resultado um bem maior, ainda que futuro.
  • 7.
    Tipos de Destruição •destruição necessária • destruição abusiva • A destruição necessária ocorre na Natureza tendo em vista a natural transformação biológica, a renovação e até a melhoria das espécies. Dessa forma, os Espíritos Superiores nos esclarecem: Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamais destruição não passa de uma transformação, que tem por fim a renovação e melhoria dos seres vivos. Allan Kardec: O Livro dos Espíritos, questão 728. • A destruição abusiva não está prevista na lei natural porque coloca em risco a vida no Planeta. Toda destruição antecipada obsta ao desenvolvimento do princípio inteligente. Por isso foi que Deus fez que cada ser experimentasse a necessidade de viver e de se reproduzir. Allan Kardec: O Livro dos Espíritos, questão 729.
  • 8.
    Destruição abusiva • Jochedebquis fazer justiça com as próprias mãos, porém, sua ação atingiu não apenas o romano que odiava, mas sua propriedade, o plantio, os empregados, etc. • A destruição abusiva decorre de um instinto ainda inferior, porém, a destruição necessária se coaduna com a lei divina e é necessária para o desenvolvimento do homem.
  • 9.
    Deus é UNO •O que acontece na natureza também acontece no mundo espiritual, eis que o pensamento de Deus é um só, e suas leis se coadunam tanto para o mundo material quanto para o mundo espiritual. • Esta é a razão de aprendermos tanto com a natureza, seus princípios também valem para as coisas do espírito.
  • 10.
    Construir x destruir •Discernir quando estamos agindo com base em nossos instintos inferiores e quando estamos aplicando a lei divina é um marco evolutivo na vida de todos nós. • Aprenderemos, muitas vezes cometendo equívocos como Jochedeb que deixou-se levar por baixos instintos.
  • 11.
    “Para construir afloresta a Natureza gasta séculos de serviço. Para destruí-la, basta a chispa de fogo. Para construir a casa, grande turma de obreiros despende longos dias. Para destruí-la, basta um só homem de picareta, no espaço de algumas horas. Para construir o jarro de legítima porcelana, o ceramista utiliza tempo enorme de vigília e preparação. Para destruí-lo, basta um martelo. Para construir o avião, primorosa equipe de técnicos associa prodígios de inteligência, na ação de conjunto. Para destruí-lo, basta um erro de cálculo. Para construir o depósito de combustíveis, o homem é constrangido a providências numerosas, alusivas à edificação e à preservação. Para destruí-lo, basta um fósforo aceso. Para construir a cidade, o povo emprega anos e anos de sacrifício. Para destruí-la, basta hoje uma bomba. Irmãos, sempre que chamados à crítica, respeitemos o esforço nobre dos semelhantes. Para construir, são necessários amor e trabalho, estudo e competência, compreensão e serenidade, disciplina e devotamento. Para destruir, porém, basta o golpe.” .André Luiz – Ideal Espírita
  • 12.
    Equilíbrio • “A sabedoriadivina dotou os seres vivos de dois instintos opostos: o de destruição e o de conservação. Ambos funcionam como princípios da natureza. Pelo primeiro, os seres se destroem reciprocamente, visando diferentes fins, entre os quais a alimentação com os despojos materiais. Deus coloca […] o remédio ao lado do mal […] para manter o equilíbrio e servir de contrapeso.” • CALLIGARIS Rodolfo. As Leis Morais.
  • 13.
    Vinha de Luz– Em nossa luta • “Segundo o poder que o Senhor me deu para edificação, e não para destruição.” — PAULO (2 Coríntios, 13.10) • • Em nossa luta diária, tenhamos suficiente cuidado no uso dos poderes que nos foram emprestados pelo Senhor. A ideia de destruição assalta-nos a mente em ocasiões incontáveis. • Associações de forças menos esclarecidas no bem e na verdade? Somos tentados a movimentar processos de aniquilamento. • Companheiros menos desejáveis nos trabalhos de cada dia? Intentamos abandoná- los de vez. • Cooperadores endurecidos? Deixá-los ao desamparo. • Manifestações apaixonadas, em desacordo com os imperativos da prudência evangélica? Nossos ímpetos iniciais resumem-se a propósitos de sufocação violenta. • Algo que nos contrarie as ideias e os programas pessoais? Nossa intolerância cristalizada reclama destruição. (...) continua
  • 14.
    Vinha de Luz– Em nossa luta • Entretanto, qual a finalidade dos poderes que repousam em nossas mãos, em nome do Divino Doador? • Responde-nos Paulo de Tarso, com muita propriedade, esclarecendo-nos que recebeu faculdades do Senhor para edificar e não para destruir. • Não estamos na obra do mundo para aniquilar o que é imperfeito, mas para completar o que se encontra inacabado. • Renovemos para o bem, transformemos para a luz. • O Supremo Pai não nos concede poderes para disseminarmos a morte. Nossa missão é de amor infatigável para a Vida Abundante. • .Emmanuel
  • 15.
    Lição Final A perguntade Estevão atravessa os séculos, nos alcança e nos remete a reflexão. Afinal, como poderemos crer em Deus, sermos gratos a Ele pela benção da vida e destruirmos a sua obra? O homem é dotado de inteligência para poder discernir. A medida que evoluirmos, a destruição que causarmos será sempre Para renovar, renascer, regenerar...