Bank aus Verantwortung
Bancos de desenvolvimento:
A experiência do KfW no
financiamento de eficiência
energética no Brasil
Congresso Brasileiro de Eficiência Energética, São Paolo,
30.08.2016
Tabea von Frieling de Valencia
Apresentação do banco KfW
2
› Banco de Desenvolvimento da
República Federal da Alemanha
› Fundado em 1948 como
“Kreditanstalt für Wiederaufbau”
(Banco da Reconstrução)
› Acionistas: 80% Federação, 20% Estados
› Sede: Frankfurt am Main
Filiais: Berlim; Bonn
› Melhor classificação de risco : AAA
› Novos contratos 2015: EUR 79,3 bilhões
› Aprox. 5.800 funcionários
› 60 representações em todo mundo
Quem é o KfW?
3
4
Somos o maior financiador de programas de proteção do
meio ambiente e do clima no mundo
Financiamento
no setor publico e privado de
países emergentes e em
desenvolvimento
Negócios internacionais
Fomento da
construção de
habitações novas,
renovação de
habitações
existentes, educação
Fomento de PMEs,
fundadores de
empresas, empresas
de recente fundação
Financiamento na
infraestrutura
municipal
e empréstimos
globais na
Alemanha/Europa;
negócios por encargo
do governo federal
Fomentamos a economia da
Alemanha
Financiamento
internacional
de projetos
e exportações
Fomentamos a
internacionalização
Promovemos o
desenvolvimento
Setor de
negócios PMEs
Setor de negócios
clientes
particulares
Setor de negócios
municipais
Setor de negócios
Financiamento de
exportações e
projetos
Setor de negócios
Promoção de países
em desenvolvimento
e em transição
Fomento da economia doméstica
Fomentamos a proteção do meio ambiente e do clima
Compromisso em 2014: EUR 26,6 bilhões para proteção do meio ambiente e do clima (36 % do
volume financiado nesse período)
Objetivos
› Aumentar as cotas de energias renováveis no abastecimento de energia
› Melhorar a eficiência energética
› Incentivar a introdução de novas tecnologias e de inovações no Brasil
Áreas de Fomento
› Tecnologias das energias renováveis (PCH, Eólica, FV, CSP e Biogás)
› Eficiência Energética
› Oferta (Geração , Transmissão e Distribuição de energia)
› Demanda (Empresas, Habitações, Edifícios públicos e infraestrutura)
Contribuição da cooperação financeira
› cerca de 425 milhões EUR (Projetos em andamento)
› cerca de 1.014 milhões EUR (Acordo governamental /em preparação)
5
Áreas prioritárias: Energias Renováveis e Eficiência Energética
Parceiros dos projetos da Cooperação Financeira: Setor de Energias Renováveis e EE
› Programa Eólico I (100 Mi EUR)
› ProClima (260 Mi EUR)
› Programa Eólico II (250 Mi EUR)
› Programa Mobilidade Urbana (300 Mi EUR)
› Programa de Eficiência Energética
› (150 +4,5 Mi EUR)
› Repotencialização de PCHs (120 Mi EUR)
› Mineirão Solar (10 Mi EUR)
Bancos públicos de
desenvolvimento
Empresas públicas
de Energia
6
› Programa Paraopeba (100 Mi EUR)
› Programa DKTI Biogás (150 Mi EUR)
Estados/ Empresas
fornecedoras
estaduais
Como desenhar uma linha de eficiência
energética no Brasil ?
7
Por qué fomentar Eficiência Energética
›
Fonte: Agência Internacional de
Energia (IEA): Capturing Multiple
Benefits of Energy Efficiency 2014
› Existem múltiplos benefícios de
medidas na Eficiência Energética
› No Brasil existe um grande
potencial de economia energética
relacionada a emissões de C02 em
todos os setores.
› Contudo, a demanda por
financiamento verde só está
começando a desenvolver-se.
Barreiras para o desenvolvimento de EE no Brasil
Informação
› Falta de consciência dos gestores em todos os setores (comercial, industrial,
publico e bancário)
Cultural › Foco na ampliação de produção sem prestar atenção ao custo de energia
Mercado
› Oportunidade de EE não são conhecidas
› Fabricantes estão considerados como maior fonte de informação sobre
atualizações técnicas
› Mercado de ESCOs pouco estabelecido
› Poucos especialistas de EE para desenvolver projetos de EE com maior escala
Técnico › Percepção de risco-alto para trabalhos de EE
Finanças
› Instituições financeiras no Brasil tem dificuldade de avaliar projetos de EE
› Alto nível de endividamento das empresas brasileiras e do setor publico
10
Investidores
EE
Taxa de juros
Governo
alemão
Mercado
de capitais
Subvenção
de juros
Financiamento
Modelo básico de um programa promocional de
financiamento de EE: KfW – Banco de desenvolvimento
Empréstimo de refinanciamiento
(prazos variáveis)
Assistência técnica
Banco de
desenvolvimento
Taxa de juros
Margem por risco de
crédito e custos de
transação
Empréstimo de refinanciamiento
(prazos variáveis)
Assistência técnica
O desenho de linhas de crédito de eficiência energética é muito mais complexo que o
financiamento regular
11
Aspectos chave no desenho de linhas de eficiência energética para a
mitigação de gases de efeito estufa
Linhas de
eficiência
energética
1. O Marco regulador é oportuno para investimentos em EE?
2. Qual é o impacto ambiental esperado e como poderá ser
medido?
3. Investimentos elegíveis?
5. Que tipos de incentivos financeiros são necessários?
6. Que tipo de assistência técnica necessária?
4. O setor financeiro é um canal de distribuição
adequado?
12A experiência do KfW no setor de eficiência energética / Rio / Janeiro 2014
Aspectos chaves no desenho de linhas de eficiência energética (1)
1. O Marco regulador é oportuno para investimentos em EE?
› Análise da consciência ambiental geral;
› Aplicação efetiva de leis e regulamentos, caso haja;
› Qué incentivos existem para investimentos de eficiência energética?
› preços da energia;
› incentivos fiscais;
› incentivos para a empresas que competem nos mercados globais
› Conhecimento técnico;
› No Brasil o marco regulatório é ainda fraco, mas em processo de evolução; portanto,
as Instituições Financeiras têm um papel central em expandir o financiamento verde.
13A experiência do KfW no setor de eficiência energética / Rio / Janeiro 2014
Aspectos chaves no desenho de linhas de eficiência energética (2)
2. Qual é o impacto ambiental esperado e como podrá ser medido?
Possíveis indicadores:
› Economía absoluta ou relativa de energía (GWh/p.a./ > 15%)
› Redução de emissões (t C02 p.a./ > 20%) em relação ao cenário base ou tecnologias
de referência;
› Custo máximo de redução de emissões (p.ej. 30 EUR/t CO2) (performance based)
› Desafío: Combinar um impacto ambiental mensurável com eficiência financeira.
14A experiência do KfW no setor de eficiência energética / Rio / Janeiro 2014
Aspetos chave no desenho de linhas de eficiência energética (3)
3. É preferível promover uma gama ampla ou limitada de investimentos
ambientais eletivos?
› Programas inicias poderiam optar por uma ampla gama (p.ex. lista positiva de
IFC)
(non-performance based) para introduzir exemplos de melhores práticas;
› mas: custos de transação elevados e risco de parasitismo (free riding)
› Programas mais avançados ou baseados em demanda bem definida deveriam
optar por uma gama limitada e predefinida de produtos de crédito estandardizados
para reduzir custos de transação/parasitismo.
15A experiência do KfW no setor de eficiência energética / Rio / Janeiro 2014
Aspetos chave no desenho de linhas de eficiência energética (4)
4. O setor financeiro é um canal de distribuição adequado?
› Geralmente, os bancos nacionais de desenvolvimento e instituições financieras
locais são bons canais de distribuição.
› Estandarização de produtos verdes (de impacto comprovado) aumenta a eficiência.
16A experiência do KfW no setor de eficiência energética / Rio / Janeiro 2014
Aspectos chave no desenho de linhas de eficiência energética (5)
5. Que tipos de incentivos financeiros são necessários?
› Para instituições financeiras: linhas de crédito a longo prazo a juros inferiores
ao do mercado; garantias parciais de crédito
› Para o investidor final: Juros subsidiados são permitidos sem distorção do
mercado se:
› conseguirem impactos ambientais adicionais (p.ex. para investimentos com
efeitos externos positivos, com efeitos de demonstração);
› Investidores respeitam a nova legislação ambiental e, através deste, se vê
afetada sua competitividade;
› Uma ampla gama de investimentos eletivos poderiam dar lugar a subsídios feitos a
medida e, por isso, a elevados custos de transação.
› Os prazos deverão corresponder ao período de amortização de investimentos verdes.
17A experiência do KfW no setor de eficiência energética / Rio / Janeiro 2014
Aspectos chave no desenho de linhas de eficiência energética (6)
6. Que tipo de assistência técnica será necessária?
› Bancos de desenvolvimento de segundo piso
› conscientização
› canais de distribução / marketing
› MRV (Monitorar, Reportar, Avaliar): Controle dos critérios de elegibilidade, reportar economia de CO2/
economia de energia)
› Intermediários Financeiros (IF)
› identificação (ownership) com produtos verdes
› definição de gama de investimentos eletivos
› guias / scouts para identificar os projetos dos cliente finais
› desenho de produtos verdes
› capacitação do pessoal
› capacitação em matéria de instrumentos de crédito verde e uso pragmático de
"instrumentos para o cálculo de emissões de CO2"
› Cliente final
› campanhas de informação
› auditorias energéticas / estudos de factibilidade
› assessoria financeira
18
Componentes de Programa de Eficiência Energética
Programa de Eficiência Energética
Linha de crédito Medidas de acompanhamento técnico
A. Financiamento
de investimentos
B. AT para instituição financeira
•Desenvolvimento de produto de crédito
•Assistência na implementação
•Desenvolvimento da capacidade
C. AT para clientes/
empresas
• Identificação
• Preparação
• Monitoramento
Fundo de Garantia
Impacto da crises económica no financiamento internacional
Risgo
cambial
› Bancos de desenvolvimentos oferecem credito em moeda estrangeira. Alguns
bancos de desenvolvimento não tem hedge natural e tem dificuldade de assumir
risco cambial.
› Custos atuais do hedge (10-15%) devido a longo prazo do financiamento
inviabiliza atratividade da linha de credito.
Garantias
› Exigência de Garantia da União por muitos bancos de desenvolvimento intern.:
Bancos de Desenvolvimento tem dificuldades obter as garantias exigidas.
Demanda
de credito
Devido ao alto endividamento do setor publico e privado e as garantias exigidas
pelos bancos poucos clientes são elegíveis para financiamento.
›Demanda de credito
Oportunidades para eficiência energética
Para
instituições
financeiras
› Iniciativas de financiamento verde ajudam instituições financeiras a ter acesso a
fundos internacionais e diversificar refinanciamento.
› iniciativas de financiamento verde ajudam a introduzir novos produtos de
crédito que respeitem o clima, ter acesso em curto prazo a um crescente
mercado verde e atender novos grupos de clientes.
Para
tomador do
empréstimo
› Aumento significativo do preço de energia torna investimentos em eficiência
energética mais atrativos.
› Financiamento a longo prazo e assistência técnica (AT) para investimentos de
eficiência energética poderão reduzir custos energéticos e aumentar a
competitividade.
Bancos de Desenvolvimento Internacionais mostram interesse crescente no financiamento de
eficiência energética no Brasil.
Para que essas linhas serão exitosas será necessário:
- Criar um mercado para produtos financeiros verdes;
- Combinar um impacto ambiental mensurável com eficiência financeira;
- Desenhar incentivos financeiros eficazes
esquemas de assistência técnica.
Muito Obrigada!
› Agencia do KfW no
Brasil
› SCN Quadra 1, Brasília
Trade Center, Sala
1706
› 70711-902 Brasília-D.F.
› E-Mail:
› Tabea.Frieling@kfw.de
› Tel.: +55 61 39666-
870
› Tel.: +55 61 39666-
899
21
Experiências da Alemanha no Financiamento de
Eficiência Energética
22
23
Mudança Climática e
Recursos Limitados
Reengenharia de
Abastecimento de Energia
Abastecimento Econômico
e Seguro de EnergiaDesafios
Saída da energia nuclear
Esfera central de
atividade de
politicas,
economia e
domicílios
Transformação energética na Alemanha
Alemanha definiu metas ambiciosas e está dentro do cronograma para cumprí-las
Clima
Energias
Renováveis
Eficiência
Energetica
% consumo final de
energia
% consumo de energia
elétrica
% consumo de
energia primária (vs.
2008)
Produtividade
Energética *
retrofit energetico
de edifícacoes
% redução de gases
estufa (vs. 1990)
12.4%
(2012)
25.4%
-3,3 %
+1.1% p.a.
~1% p.a.
-23.8%
(estimado)
2020 2025 2030 2035 2040 2050
+2.1% p.a.
duplicação da taxa de retrofit: 1%  2%
-40
-55
-70
-80 to -95
35 40 to 45
50 65
80
55 to 60
18
30
45
60
-20
-50
Alcancado
2013
24
Os três pilares da transformação energética na Alemanha
Mudar para fontes renováveis, reduzir pela metade o consumo de
energia e atualizar redes de transmissão.
Energias Renováveis Rede do FuturoEficiência Energética
Decreto de
Fontes de
Energias
Renováveis
Energy
Saving
Ordinance
Iniciativa Nacional do Clima
Programa de Incentivo de
Mercado
Expansão e Aceleração das
Redes de Transmissão
Plano de Exigencia Federal
• Crescimento constante
• Custos eficientes
• Sustentável para o meio
ambiente
• Aumentar flexibilidade
• Ampliar capacidade
• Integrar fontes
renováveis
• Reduzir o consumo de
energia
• Melhorar eficiência
@FederalMinistryforEconomicAffairsand
Energy
25
Medidas de eficiencia energetica na Alemanha
Existe um marco regulador definido e um balance de incentivos,
regulacoes, oferta de consultorias e informacoes
• Energy Saving Ordinance (building
codes) and on-site consultations
• Low-interest loans for renovations
• Heat Metering Ordinance
• Energy performance certificates
• Electricity tax
• Guidance on energy: Eco Top Ten
• EU-Ecodesign Directive and Energy
Efficiency Labelling Ordinance
• Grants for cross-cutting technologies
• On-site consultations
• European emission trading system
• Efficiency classification
(Ecodesign Directive)
Transport
Buildings Appliances and lighting
Industry and business
• Motor vehicle taxation
• Fuel taxes
• Federal fuel strategy
• EU emission reduction targets for
vehicles
@FederalMinistryforEconomicAffairsand
Energy
26
Financiamento de recorde em 2012
Retrofit energético e novos edifícios residênciais
1,5
1,0
1,4
2,0
1,3
0,9
1,5
9,0
8,7
8,9
3,5
5,5
0,0
1,0
2,0
3,0
4,0
5,0
6,0
7,0
8,0
9,0
2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012
Biliões de Euros
Montante comprometido
Apoio do Goverrno
Federal
6,5
5,4
9,9
27
Programas Promocionais do KfW
Edifícios RetrofitEdifícios Retrofit Edifícios RetrofitEdifícios Retrofit Edifícios RetrofitEdifícios Retrofit
Novos Edifícios EENovos Edifícios EE Novos Edifícios EENovos Edifícios EE
EE Produção de
Tecnologia
EE Produção de
Tecnologia
EE InovaçãoEE Inovação
Termal RETermal RE
Conversão de
aquecimento fóssil para
renovável
Conversão de
aquecimento fóssil para
renovável
EE Iluminação
Publica
EE Urban QuartersEE Urban Quarters
Armazenamento de
RE
Armazenamento de
RE
Armazenamento de
RE
Armazenamento de
RE EE InfraestruturaEE Infraestrutura
Conselho
Conselho
Conselho
Residencial PME e Industria Municipalidades
28
Efeitos positivos de Programas EE em Habitações
• Redução de CO2 desde 2006 = 5,7 MM t p.a.
• Promoção junta de EE e ER em edifícios
• 2 de 3 novos edifícios cumprem os critérios promocionais do KfW
Efeitos financeiros positivos
Poupança dos custos de energia é maior que o investimento para o retrofit energético
Valor das propriedades é incrementado
Orçamento público: Governo federal, estados e governos locais estão beneficiados por
múltiplos efeitos de imposto
› Economia crescente com foco em PMEs:
› 400 000 + empregos; 83% dos empregados são gerados por PMEs (2011)
29
Financiamento de EE/ER – Experiências e lições aprendidas (1)
Demanda
› Na Alemanha empréstimos de EE são um mercado de
múltiplos bilhões de EUR
Auditorias
energéticas
› Auditoria é um instrumento essencial para promoção e
garantia de qualidade
› Só uma pequena parcela de auditorias energéticas
(patrocinadas) levaram a uma aplicação de
empréstimo de PMEs
Edifícios
› Edifícios tem a maior demanda de todos os grupos de
clientes
› Demanda para empréstimos de EE para edifícios
comercias maior que para demanda para plantas
industriais (mais regulado, investimento de longo
prazo)
Tipo de
empréstimo
› Tipo de empréstimo adequado depende do tamanho e
negócio da empresa: produtos padronizados para
PMEs, produtos customizados para empresas
grandes
Eficiência Energética
30
Financiamento de EE/ER – Experiências e lições aprendidas (2)
Critérios de
escolha
› Critérios simples e transparente para o
cliente fomentam a demanda
Produtos
estandardizados
› Produtos padronizados podem ser itens de
venda rápida porque…
› … efetivamente reduzem os custos das
transações
Eficiência Energética
31
Financiamento de EE/ER – Experiências e lições aprendidas (3)
Mesa
redonda
› Reuniões de EE, onde as companhias
compartilham suas experiências e implementam
medidas de EE junto com parceiros, são um
instrumento efetivo de promoção
EE em
PMEs
› As empresas tendem a ser relutante na
captação de benefícios facilmente accessíveis
(low-hanging fruits)
› Usa momentos de oportunidade para
investimentos
ISO
50001
› Empresas que estão aplicando sistemas de
gestão energética são mais a fim de investir em
EE
Eficiência Energética
32
Financiamento de EE/ER – Experiências e lições aprendidas (4)
Pesquisa
› Pesquisa para demonstrar os efeitos do
programa de empréstimo (Poupança de CO2,
empregos, efeitos de imposto…) é essencial
para ter o suporte de legisladores
› Pesquisa para monitorar a situação de PMEs e
demanda são essencial para otimização do
programa
Regulador
› KfW se tornou regulador de standards de EE
para casa e auditores energéticas sem intenção,
isso significa melhor reputação mais também
responsabilidade adicional
Estratégia de
comunicação
› Comunicação de resultados de pesquisa,
indicadores econômicos etc. enfatizam o papel
de liderança que o KfW tem em apoiar PMEs e
na transformação energética etc.
Eficiência Energética

Agências de Fomento Internacionais

  • 1.
    Bank aus Verantwortung Bancosde desenvolvimento: A experiência do KfW no financiamento de eficiência energética no Brasil Congresso Brasileiro de Eficiência Energética, São Paolo, 30.08.2016 Tabea von Frieling de Valencia
  • 2.
  • 3.
    › Banco deDesenvolvimento da República Federal da Alemanha › Fundado em 1948 como “Kreditanstalt für Wiederaufbau” (Banco da Reconstrução) › Acionistas: 80% Federação, 20% Estados › Sede: Frankfurt am Main Filiais: Berlim; Bonn › Melhor classificação de risco : AAA › Novos contratos 2015: EUR 79,3 bilhões › Aprox. 5.800 funcionários › 60 representações em todo mundo Quem é o KfW? 3
  • 4.
    4 Somos o maiorfinanciador de programas de proteção do meio ambiente e do clima no mundo Financiamento no setor publico e privado de países emergentes e em desenvolvimento Negócios internacionais Fomento da construção de habitações novas, renovação de habitações existentes, educação Fomento de PMEs, fundadores de empresas, empresas de recente fundação Financiamento na infraestrutura municipal e empréstimos globais na Alemanha/Europa; negócios por encargo do governo federal Fomentamos a economia da Alemanha Financiamento internacional de projetos e exportações Fomentamos a internacionalização Promovemos o desenvolvimento Setor de negócios PMEs Setor de negócios clientes particulares Setor de negócios municipais Setor de negócios Financiamento de exportações e projetos Setor de negócios Promoção de países em desenvolvimento e em transição Fomento da economia doméstica Fomentamos a proteção do meio ambiente e do clima Compromisso em 2014: EUR 26,6 bilhões para proteção do meio ambiente e do clima (36 % do volume financiado nesse período)
  • 5.
    Objetivos › Aumentar ascotas de energias renováveis no abastecimento de energia › Melhorar a eficiência energética › Incentivar a introdução de novas tecnologias e de inovações no Brasil Áreas de Fomento › Tecnologias das energias renováveis (PCH, Eólica, FV, CSP e Biogás) › Eficiência Energética › Oferta (Geração , Transmissão e Distribuição de energia) › Demanda (Empresas, Habitações, Edifícios públicos e infraestrutura) Contribuição da cooperação financeira › cerca de 425 milhões EUR (Projetos em andamento) › cerca de 1.014 milhões EUR (Acordo governamental /em preparação) 5 Áreas prioritárias: Energias Renováveis e Eficiência Energética
  • 6.
    Parceiros dos projetosda Cooperação Financeira: Setor de Energias Renováveis e EE › Programa Eólico I (100 Mi EUR) › ProClima (260 Mi EUR) › Programa Eólico II (250 Mi EUR) › Programa Mobilidade Urbana (300 Mi EUR) › Programa de Eficiência Energética › (150 +4,5 Mi EUR) › Repotencialização de PCHs (120 Mi EUR) › Mineirão Solar (10 Mi EUR) Bancos públicos de desenvolvimento Empresas públicas de Energia 6 › Programa Paraopeba (100 Mi EUR) › Programa DKTI Biogás (150 Mi EUR) Estados/ Empresas fornecedoras estaduais
  • 7.
    Como desenhar umalinha de eficiência energética no Brasil ? 7
  • 8.
    Por qué fomentarEficiência Energética › Fonte: Agência Internacional de Energia (IEA): Capturing Multiple Benefits of Energy Efficiency 2014 › Existem múltiplos benefícios de medidas na Eficiência Energética › No Brasil existe um grande potencial de economia energética relacionada a emissões de C02 em todos os setores. › Contudo, a demanda por financiamento verde só está começando a desenvolver-se.
  • 9.
    Barreiras para odesenvolvimento de EE no Brasil Informação › Falta de consciência dos gestores em todos os setores (comercial, industrial, publico e bancário) Cultural › Foco na ampliação de produção sem prestar atenção ao custo de energia Mercado › Oportunidade de EE não são conhecidas › Fabricantes estão considerados como maior fonte de informação sobre atualizações técnicas › Mercado de ESCOs pouco estabelecido › Poucos especialistas de EE para desenvolver projetos de EE com maior escala Técnico › Percepção de risco-alto para trabalhos de EE Finanças › Instituições financeiras no Brasil tem dificuldade de avaliar projetos de EE › Alto nível de endividamento das empresas brasileiras e do setor publico
  • 10.
    10 Investidores EE Taxa de juros Governo alemão Mercado decapitais Subvenção de juros Financiamento Modelo básico de um programa promocional de financiamento de EE: KfW – Banco de desenvolvimento Empréstimo de refinanciamiento (prazos variáveis) Assistência técnica Banco de desenvolvimento Taxa de juros Margem por risco de crédito e custos de transação Empréstimo de refinanciamiento (prazos variáveis) Assistência técnica O desenho de linhas de crédito de eficiência energética é muito mais complexo que o financiamento regular
  • 11.
    11 Aspectos chave nodesenho de linhas de eficiência energética para a mitigação de gases de efeito estufa Linhas de eficiência energética 1. O Marco regulador é oportuno para investimentos em EE? 2. Qual é o impacto ambiental esperado e como poderá ser medido? 3. Investimentos elegíveis? 5. Que tipos de incentivos financeiros são necessários? 6. Que tipo de assistência técnica necessária? 4. O setor financeiro é um canal de distribuição adequado?
  • 12.
    12A experiência doKfW no setor de eficiência energética / Rio / Janeiro 2014 Aspectos chaves no desenho de linhas de eficiência energética (1) 1. O Marco regulador é oportuno para investimentos em EE? › Análise da consciência ambiental geral; › Aplicação efetiva de leis e regulamentos, caso haja; › Qué incentivos existem para investimentos de eficiência energética? › preços da energia; › incentivos fiscais; › incentivos para a empresas que competem nos mercados globais › Conhecimento técnico; › No Brasil o marco regulatório é ainda fraco, mas em processo de evolução; portanto, as Instituições Financeiras têm um papel central em expandir o financiamento verde.
  • 13.
    13A experiência doKfW no setor de eficiência energética / Rio / Janeiro 2014 Aspectos chaves no desenho de linhas de eficiência energética (2) 2. Qual é o impacto ambiental esperado e como podrá ser medido? Possíveis indicadores: › Economía absoluta ou relativa de energía (GWh/p.a./ > 15%) › Redução de emissões (t C02 p.a./ > 20%) em relação ao cenário base ou tecnologias de referência; › Custo máximo de redução de emissões (p.ej. 30 EUR/t CO2) (performance based) › Desafío: Combinar um impacto ambiental mensurável com eficiência financeira.
  • 14.
    14A experiência doKfW no setor de eficiência energética / Rio / Janeiro 2014 Aspetos chave no desenho de linhas de eficiência energética (3) 3. É preferível promover uma gama ampla ou limitada de investimentos ambientais eletivos? › Programas inicias poderiam optar por uma ampla gama (p.ex. lista positiva de IFC) (non-performance based) para introduzir exemplos de melhores práticas; › mas: custos de transação elevados e risco de parasitismo (free riding) › Programas mais avançados ou baseados em demanda bem definida deveriam optar por uma gama limitada e predefinida de produtos de crédito estandardizados para reduzir custos de transação/parasitismo.
  • 15.
    15A experiência doKfW no setor de eficiência energética / Rio / Janeiro 2014 Aspetos chave no desenho de linhas de eficiência energética (4) 4. O setor financeiro é um canal de distribuição adequado? › Geralmente, os bancos nacionais de desenvolvimento e instituições financieras locais são bons canais de distribuição. › Estandarização de produtos verdes (de impacto comprovado) aumenta a eficiência.
  • 16.
    16A experiência doKfW no setor de eficiência energética / Rio / Janeiro 2014 Aspectos chave no desenho de linhas de eficiência energética (5) 5. Que tipos de incentivos financeiros são necessários? › Para instituições financeiras: linhas de crédito a longo prazo a juros inferiores ao do mercado; garantias parciais de crédito › Para o investidor final: Juros subsidiados são permitidos sem distorção do mercado se: › conseguirem impactos ambientais adicionais (p.ex. para investimentos com efeitos externos positivos, com efeitos de demonstração); › Investidores respeitam a nova legislação ambiental e, através deste, se vê afetada sua competitividade; › Uma ampla gama de investimentos eletivos poderiam dar lugar a subsídios feitos a medida e, por isso, a elevados custos de transação. › Os prazos deverão corresponder ao período de amortização de investimentos verdes.
  • 17.
    17A experiência doKfW no setor de eficiência energética / Rio / Janeiro 2014 Aspectos chave no desenho de linhas de eficiência energética (6) 6. Que tipo de assistência técnica será necessária? › Bancos de desenvolvimento de segundo piso › conscientização › canais de distribução / marketing › MRV (Monitorar, Reportar, Avaliar): Controle dos critérios de elegibilidade, reportar economia de CO2/ economia de energia) › Intermediários Financeiros (IF) › identificação (ownership) com produtos verdes › definição de gama de investimentos eletivos › guias / scouts para identificar os projetos dos cliente finais › desenho de produtos verdes › capacitação do pessoal › capacitação em matéria de instrumentos de crédito verde e uso pragmático de "instrumentos para o cálculo de emissões de CO2" › Cliente final › campanhas de informação › auditorias energéticas / estudos de factibilidade › assessoria financeira
  • 18.
    18 Componentes de Programade Eficiência Energética Programa de Eficiência Energética Linha de crédito Medidas de acompanhamento técnico A. Financiamento de investimentos B. AT para instituição financeira •Desenvolvimento de produto de crédito •Assistência na implementação •Desenvolvimento da capacidade C. AT para clientes/ empresas • Identificação • Preparação • Monitoramento Fundo de Garantia
  • 19.
    Impacto da criseseconómica no financiamento internacional Risgo cambial › Bancos de desenvolvimentos oferecem credito em moeda estrangeira. Alguns bancos de desenvolvimento não tem hedge natural e tem dificuldade de assumir risco cambial. › Custos atuais do hedge (10-15%) devido a longo prazo do financiamento inviabiliza atratividade da linha de credito. Garantias › Exigência de Garantia da União por muitos bancos de desenvolvimento intern.: Bancos de Desenvolvimento tem dificuldades obter as garantias exigidas. Demanda de credito Devido ao alto endividamento do setor publico e privado e as garantias exigidas pelos bancos poucos clientes são elegíveis para financiamento. ›Demanda de credito
  • 20.
    Oportunidades para eficiênciaenergética Para instituições financeiras › Iniciativas de financiamento verde ajudam instituições financeiras a ter acesso a fundos internacionais e diversificar refinanciamento. › iniciativas de financiamento verde ajudam a introduzir novos produtos de crédito que respeitem o clima, ter acesso em curto prazo a um crescente mercado verde e atender novos grupos de clientes. Para tomador do empréstimo › Aumento significativo do preço de energia torna investimentos em eficiência energética mais atrativos. › Financiamento a longo prazo e assistência técnica (AT) para investimentos de eficiência energética poderão reduzir custos energéticos e aumentar a competitividade. Bancos de Desenvolvimento Internacionais mostram interesse crescente no financiamento de eficiência energética no Brasil. Para que essas linhas serão exitosas será necessário: - Criar um mercado para produtos financeiros verdes; - Combinar um impacto ambiental mensurável com eficiência financeira; - Desenhar incentivos financeiros eficazes esquemas de assistência técnica.
  • 21.
    Muito Obrigada! › Agenciado KfW no Brasil › SCN Quadra 1, Brasília Trade Center, Sala 1706 › 70711-902 Brasília-D.F. › E-Mail: › Tabea.Frieling@kfw.de › Tel.: +55 61 39666- 870 › Tel.: +55 61 39666- 899 21
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    Experiências da Alemanhano Financiamento de Eficiência Energética 22
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    23 Mudança Climática e RecursosLimitados Reengenharia de Abastecimento de Energia Abastecimento Econômico e Seguro de EnergiaDesafios Saída da energia nuclear Esfera central de atividade de politicas, economia e domicílios Transformação energética na Alemanha Alemanha definiu metas ambiciosas e está dentro do cronograma para cumprí-las Clima Energias Renováveis Eficiência Energetica % consumo final de energia % consumo de energia elétrica % consumo de energia primária (vs. 2008) Produtividade Energética * retrofit energetico de edifícacoes % redução de gases estufa (vs. 1990) 12.4% (2012) 25.4% -3,3 % +1.1% p.a. ~1% p.a. -23.8% (estimado) 2020 2025 2030 2035 2040 2050 +2.1% p.a. duplicação da taxa de retrofit: 1%  2% -40 -55 -70 -80 to -95 35 40 to 45 50 65 80 55 to 60 18 30 45 60 -20 -50 Alcancado 2013
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    24 Os três pilaresda transformação energética na Alemanha Mudar para fontes renováveis, reduzir pela metade o consumo de energia e atualizar redes de transmissão. Energias Renováveis Rede do FuturoEficiência Energética Decreto de Fontes de Energias Renováveis Energy Saving Ordinance Iniciativa Nacional do Clima Programa de Incentivo de Mercado Expansão e Aceleração das Redes de Transmissão Plano de Exigencia Federal • Crescimento constante • Custos eficientes • Sustentável para o meio ambiente • Aumentar flexibilidade • Ampliar capacidade • Integrar fontes renováveis • Reduzir o consumo de energia • Melhorar eficiência @FederalMinistryforEconomicAffairsand Energy
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    25 Medidas de eficienciaenergetica na Alemanha Existe um marco regulador definido e um balance de incentivos, regulacoes, oferta de consultorias e informacoes • Energy Saving Ordinance (building codes) and on-site consultations • Low-interest loans for renovations • Heat Metering Ordinance • Energy performance certificates • Electricity tax • Guidance on energy: Eco Top Ten • EU-Ecodesign Directive and Energy Efficiency Labelling Ordinance • Grants for cross-cutting technologies • On-site consultations • European emission trading system • Efficiency classification (Ecodesign Directive) Transport Buildings Appliances and lighting Industry and business • Motor vehicle taxation • Fuel taxes • Federal fuel strategy • EU emission reduction targets for vehicles @FederalMinistryforEconomicAffairsand Energy
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    26 Financiamento de recordeem 2012 Retrofit energético e novos edifícios residênciais 1,5 1,0 1,4 2,0 1,3 0,9 1,5 9,0 8,7 8,9 3,5 5,5 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0 9,0 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Biliões de Euros Montante comprometido Apoio do Goverrno Federal 6,5 5,4 9,9
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    27 Programas Promocionais doKfW Edifícios RetrofitEdifícios Retrofit Edifícios RetrofitEdifícios Retrofit Edifícios RetrofitEdifícios Retrofit Novos Edifícios EENovos Edifícios EE Novos Edifícios EENovos Edifícios EE EE Produção de Tecnologia EE Produção de Tecnologia EE InovaçãoEE Inovação Termal RETermal RE Conversão de aquecimento fóssil para renovável Conversão de aquecimento fóssil para renovável EE Iluminação Publica EE Urban QuartersEE Urban Quarters Armazenamento de RE Armazenamento de RE Armazenamento de RE Armazenamento de RE EE InfraestruturaEE Infraestrutura Conselho Conselho Conselho Residencial PME e Industria Municipalidades
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    28 Efeitos positivos deProgramas EE em Habitações • Redução de CO2 desde 2006 = 5,7 MM t p.a. • Promoção junta de EE e ER em edifícios • 2 de 3 novos edifícios cumprem os critérios promocionais do KfW Efeitos financeiros positivos Poupança dos custos de energia é maior que o investimento para o retrofit energético Valor das propriedades é incrementado Orçamento público: Governo federal, estados e governos locais estão beneficiados por múltiplos efeitos de imposto › Economia crescente com foco em PMEs: › 400 000 + empregos; 83% dos empregados são gerados por PMEs (2011)
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    29 Financiamento de EE/ER– Experiências e lições aprendidas (1) Demanda › Na Alemanha empréstimos de EE são um mercado de múltiplos bilhões de EUR Auditorias energéticas › Auditoria é um instrumento essencial para promoção e garantia de qualidade › Só uma pequena parcela de auditorias energéticas (patrocinadas) levaram a uma aplicação de empréstimo de PMEs Edifícios › Edifícios tem a maior demanda de todos os grupos de clientes › Demanda para empréstimos de EE para edifícios comercias maior que para demanda para plantas industriais (mais regulado, investimento de longo prazo) Tipo de empréstimo › Tipo de empréstimo adequado depende do tamanho e negócio da empresa: produtos padronizados para PMEs, produtos customizados para empresas grandes Eficiência Energética
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    30 Financiamento de EE/ER– Experiências e lições aprendidas (2) Critérios de escolha › Critérios simples e transparente para o cliente fomentam a demanda Produtos estandardizados › Produtos padronizados podem ser itens de venda rápida porque… › … efetivamente reduzem os custos das transações Eficiência Energética
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    31 Financiamento de EE/ER– Experiências e lições aprendidas (3) Mesa redonda › Reuniões de EE, onde as companhias compartilham suas experiências e implementam medidas de EE junto com parceiros, são um instrumento efetivo de promoção EE em PMEs › As empresas tendem a ser relutante na captação de benefícios facilmente accessíveis (low-hanging fruits) › Usa momentos de oportunidade para investimentos ISO 50001 › Empresas que estão aplicando sistemas de gestão energética são mais a fim de investir em EE Eficiência Energética
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    32 Financiamento de EE/ER– Experiências e lições aprendidas (4) Pesquisa › Pesquisa para demonstrar os efeitos do programa de empréstimo (Poupança de CO2, empregos, efeitos de imposto…) é essencial para ter o suporte de legisladores › Pesquisa para monitorar a situação de PMEs e demanda são essencial para otimização do programa Regulador › KfW se tornou regulador de standards de EE para casa e auditores energéticas sem intenção, isso significa melhor reputação mais também responsabilidade adicional Estratégia de comunicação › Comunicação de resultados de pesquisa, indicadores econômicos etc. enfatizam o papel de liderança que o KfW tem em apoiar PMEs e na transformação energética etc. Eficiência Energética