IV SEMINÁRIO DOS CONSELHOS DE CONSUMIDORES DE ENERGIA ELÉTRICA REGIÃO SUDESTE
Sumário da Apresentação A energia no mundo e no Brasil Motivações para a eficiência energética A eficiência energética no Brasil Breve histórico CONPET ANEEL PNEf – Plano Nacional de Eficiência PROCEL Conclusões
Cenário de Consumo mundial de Energia Fonte:  IEA - World Energy Outlook 2009. Em 2030, aumento em 50% da demanda de energia; Taxa de crescimento anual média : 1,6 %; Domínio dos combustíveis fósseis: 80%; Rápido Crescimento do uso do Gás; Declínio da participação % da energia nuclear; A participação percentual das fontes renováveis se mantém constante; Necessidade $ 20 trilhões de 2005 a 2030;
Papel da Eficiência Energética na segurança energética mundial Fonte:  IEA (2006) Ferramenta de operação  – Ajuste transitório de demanda e oferta Ferramenta de longo prazo – Utilização mais estratégica dos  recursos naturais
Fonte:  Estudo da WBCSD Projeção de consumo de energia em edifícios baseada nos consumos per capita
Motivadores para Eficiência Energética Redução dos impactos socioambientais Redução de custos e aumento de competitividade Aumento da eficiência econômica  Redução da intensidade energética Menor necessidade de investimentos em infraestrutura de Geração, Transmissão e Distribuição Maior segurança energética Melhoria da balança comercial (no caso do Brasil) Redução da importação de diesel e GLP
E o Brasil ?
Matriz Energética   ESTRUTURA DA OFERTA DE ENERGIA ELÉTRICA (%) (1)  Toda energia térmica considerada como sendo de fonte não renovável (1) Fonte:  MME  (Balanço Energético)
Programas Nacionais em Eficiência Energética Ministério de Minas e Energia ELETROBRAS PETROBRAS ANEEL CONPET PEE DDE PROCEL
Outros agentes federais envolvidos com Eficiência  Energética Ministério do Meio Ambiente Bancos Públicos Universidades Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO Outros Programas Federais de Governo
Brasil:  breve  histórico O fim da energia farta e barata: as crises da década de 70 Os choques do petróleo O aumento dos juros internacionais A vigorosa reação internacional A tímida reação nacional Os primeiros programas nacionais Cortes do CNP (Conselho Nacional do Petróleo) CONSERVE PECO Programa de Mobilização Energética – PME EGTD – O estímulo ao consumo de eletricidade
Principais ações brasileiras de Eficiência  Energética 1991 PROCEL 1985 Programa Brasileiro de Etiquetagem -  PBE 1984 PEE  – Programas de Eficiência das Concessionárias de Energia Elétrica 2000 Lei de Eficiência Energética (n o  10.295, de 17 de outubro de 2001) 2001 Etiquetas informativas quanto à eficiência energética de equipamentos Conservação de energia elétrica:  marketing , indústrias, prédios públicos, saneamento ambiental etc. Conservação de petróleo, gás e derivados: transportes, marketing, educação etc. Lei n o  9.991/00 – investimento de 0,5% da receita das concessionárias distribuidoras em eficiência energética Níveis mínimos de eficiência energética para máquinas, equipamentos e edificações
O CONPET Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural Criado por Decreto Presidencial em 18 de julho de 1991 A PETROBRAS é responsável pela Secretaria Executiva do Programa fornecendo apoio de infra-estrutura administrativa, suporte técnico e financeiro.   OBJETIVOS: Promover a conscientização da população sobre a importância da racionalização do uso dos derivados do petróleo e do gás natural. Estimular a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico em busca da eficiência energética.
Ações desenvolvidas pelo CONPET PRÊMIO NACIONAL DE  CONSERVAÇÃO E USO RACIONAL DE ENERGIA Fogões Aquecedores  de Água Veículos Transporte Indústria Imprensa SELO CONPET DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA CONPET em AÇÃO Divulgação Conscientização Eficiência Energética Indústria
Estimativas de Economia de Diesel e Redução de Emissão de CO2 Estimativa de Economia Diesel (10 6  litros) Redução de Emissão de CO 2 (t/ano) (*) 2006 292 818.000 2007 336 941.000 2008 386 1.081.000 2009 444 1.243.000 2010 510 1.428.000 TOTAL 1.968 5.511.000
Programas de Eficiência das Concessionárias de Energia Elétrica  PEE - Lei no 9.991, de 24 /07/ 2000 0,5%  da receita operacional líquida das distribuidoras em eficiência energética no uso final (Lei n o  11.465, de 28/03/2007)
Programas de Eficiência das Concessionárias de Energia Elétrica - PEE Benefícios para as concessionárias Perdas Comerciais   -   Elemento facilitador para negociação de débitos junto a clientes devedores, inclusive no setor público; Perdas Técnicas   -   Redução do índice de perdas técnicas; Clientes Livres  - Fidelização de clientes livres e potencialmente livres utilizando a eficiência energética como vantagem competitiva; Responsabilidade Social   -   Promoção da cidadania em áreas de baixo poder aquisitivo, através de projeto de educação de hábitos de consumo; e Imagem   -   A Empresa obtém ganhos de imagem devido ao caráter social de muitos projetos.
Fatores que afetam a Modicidade Tarifária O nível das tarifas é determinado por um conjunto de fatores, com destaque para: Disponibilidade de Recursos Energéticos Política Ambiental Natureza e estabilidade do Marco Regulatório Disponibilidade de Capital a baixo custo Características do Mercado -  Qualidade e Confiabilidade do Fornecimento -  Eficiência Operacional dos Agentes -  Política Tributária e de Encargos Setoriais -  Política Social
Investimentos e resultados Programas de Eficiência das Concessionárias de Energia Elétrica - PEE Ciclo Número de Empresas Investimento  (milhões de R$) Demanda Evitada (MW) Energia Econ. (GWh/ano) 1998/1999 17 196 250 755 1999/2000 42 230 370 1.020 2000/2001 64 152 251 894 2001/2002 64 142 85 348 2002/2003 64 154 54 222 2003/2004 64 313 110 489 2004/2005 64 175 275 925 2005/2006 63 311 158 569 2006/2007 61 261 138 369 Total - 1.934 1.691 5.591
Estimativas de Potencial de Economia de Energia no Brasil Estimativa da ABESCO – Associação Brasileira de Empresas de Serviços de Conservação de Energia;   Estimativa RELUZ/Eletrobrás; R$ 130,00 / MWh;
Metas do Plano Nacional de Energia 2030 relativas à eficiência energética Conservação  autônoma  de 5% do mercado,  resultante da evolução dos equipamentos e de ações não-compulsórias de mudança de hábito e cultura, tradicionalmente considerada nos estudos de planejamento: 55.700 GWh Conservação  induzida  de mais 5 % do mercado, resultante da implementação de uma política governamental de eficiência energética: equivalente a 53.300 GWh
Metas do Plano Nacional de Energia 2030 relativas à eficiência energética
PROCEL – PROGRAMA NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DE ENERGIA Março/2011
Procel
Papel   Articulador
Resultados Acumulados (1986-2009)
Investimentos
Plano de Otimização do Procel
Subprogramas Consumo de Energia no Brasil em 2010 Fonte:  EPE – Empresa de Pesquisa Energética CENTRO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA CENTRO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
Gestão Energética Municipal  1 Gestão Energética Municipal Ajudar as prefeituras brasileiras a planejar e gerir seus gastos  com energia elétrica. Objetivo Formação de Agentes de Economia de Energia em pequenos municípios Planejamento do uso da energia em grandes municípios Premiação de  projetos eficientes das  Cidades
Iluminação Pública e Semafórica Eficientes  2 Iluminação Pública Diminuição dos gastos públicos dos municípios com  melhoria das condições de vida noturna e segurança dos cidadãos Objetivo 13 anos de  evolução  tecnológica Transformação do mercado : mais de 6 milhões  de novas lâmpadas de vapor de sódio Resultados do Programa Procel Reluz  * U$ 1,00 = R$ 1,70  Crescimento obtido mesmo com um aumento do parque de 70% 63% 7% Nº de Pontos 3,3 milhões Investimento* U$ 647 milhões Economia 778 GWh/ano
Procel Sanear 3 Saneamento Redução do consumo de energia elétrica e água nos sistemas de saneamento dos municípios. Objetivo
Procel Edifica e EPP - Edificações Eficientes 4 Edificações brasileiras receberão etiqueta classificando o nível de EFICIÊNCIA ENERGÉTICA. Entra no seleto grupo de países que classificam a EE das suas edificações Brasil Edificações Eficientes
5 Entra no seleto grupo de países que classificam a EE das suas edificações Brasil Indústrias Procel Indústria EFICIÊNCIA ENERGÉTICA INDUSTRIAL Laboratórios capacitados:  14  (Rede LAMOTRIZ) Multiplicadores capacitados:  227 Agentes treinados:  3.160 Indústrias beneficiadas:  788 Publicações técnicas:  28 (guias técnicos e manuais)
Arquitetura da Atuação  Procel - DTD Planeja Avalia e reporta resultado Capacita-ção Laborato-rial Selo Procel Centros de Excelên-cia Treina-mentos Estudos em IP Apoio a Lei de EE Diagnós-ticos (PPH, solar) Divulga-ção Solenidade Anual Portal Procel Info Eventos Casa genial Prêmio Procel Educa-ção Subsidiaplanos e incenti-vos (Solar,  IPI) Plano de otimiza-ção do Procel Plano Procel Solar Plano Selo Metodo-logias de avaliação Relatório anual Estudos em Energia Solar Acordos com fabrican-tes
Plano Procel Solar Temas: - Estudos, Pesquisas - Apoio ao Ensino Formal - Atuação no Selo Procel - Inovação - Apoio a Programas
Selo Procel 31  categorias 206  empresas 3.770  produtos ORIENTA  o consumidor na hora da compra e   ESTIMULA  a fabricação e a comercialização de produtos mais  eficientes
Selo Procel: Produtos
Selo Procel: Revisão dos Índices Redução de 32% Redução de 26% 15,9 23,3
Selo Procel: Solenidade Anual Parceria com o Conpet/Petrobras Homenagem aos Fabricantes
Selo Procel: Capacitação de laboratórios Ensaio do Selo e PBE
Rede de Centros de Excelência Rede Especializada de Eficiência Energética Potencializar a produção científica Dinamizar o desenvolvimento tecnológico na área de EE Capacitar profissionais para atuarem em EE
Estudos em IP Elaboração de um Plano de EE na IP em conjunto com o DTP Estudo
Estudos em IP Lâmpada = VS 70W Iluminância média (Lux) = 10,73 Lâmpada = VM 80W Iluminância média (Lux) = 3,97
Relatório Anual de Resultados Processo de Elaboração Versão Completa Sumário executivo  Português/Inglês/ Espanhol (800 exemplares) Versão on-line  (Procel Info)
Portal Procel Info (www.procelinfo.com.br) Mais de  11.800  usuários  cadastrados em 4 anos 7.000  assinantes  da Newsletter diária Média de  31.400   acessos/mês
  Prêmio Nacional de Conservação de Energia Contempla 6 categorias (17 modalidades): www.premioconservacaoenergia.com.b r Reconhece e incentiva ações de eficiência energética que contribuam para o desenvolvimento sustentável do Brasil. Promovido sob a coordenação da Eletrobras/PROCEL e Petrobras/CONPET. 153 inscrições em 2009 Micro e Peq.  Empresas Indústria Administração Pública Edificações Imprensa Empresas do Setor Energético
Procel Educação Modelo de Funcionamento do Procel Educação Ferramentas
A eficiência energética é normalmente a alternativa mais viável para o atendimento de demandas futuras A eficiência energética beneficia direta e indiretamente toda a sociedade O Brasil estabeleceu uma forte estrutura de Programas de Eficiência Energética e um invejável Marco legal Há um imenso potencial de Eficiência Energética ainda a ser explorado no Brasil e no Mundo A realização deste potencial, ao contrário do que se imagina, depende muito mais da quebra de paradigmas comportamentais, e não tanto de paradigmas tecnológicos Conclusões
Eng º Marco Aurélio Moreira Gerente da Divisão de Eficiência Energética na Indústria e no Comércio [email_address]

Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica) e Eletrobrás

  • 1.
    IV SEMINÁRIO DOSCONSELHOS DE CONSUMIDORES DE ENERGIA ELÉTRICA REGIÃO SUDESTE
  • 2.
    Sumário da ApresentaçãoA energia no mundo e no Brasil Motivações para a eficiência energética A eficiência energética no Brasil Breve histórico CONPET ANEEL PNEf – Plano Nacional de Eficiência PROCEL Conclusões
  • 3.
    Cenário de Consumomundial de Energia Fonte: IEA - World Energy Outlook 2009. Em 2030, aumento em 50% da demanda de energia; Taxa de crescimento anual média : 1,6 %; Domínio dos combustíveis fósseis: 80%; Rápido Crescimento do uso do Gás; Declínio da participação % da energia nuclear; A participação percentual das fontes renováveis se mantém constante; Necessidade $ 20 trilhões de 2005 a 2030;
  • 4.
    Papel da EficiênciaEnergética na segurança energética mundial Fonte: IEA (2006) Ferramenta de operação – Ajuste transitório de demanda e oferta Ferramenta de longo prazo – Utilização mais estratégica dos recursos naturais
  • 5.
    Fonte: Estudoda WBCSD Projeção de consumo de energia em edifícios baseada nos consumos per capita
  • 6.
    Motivadores para EficiênciaEnergética Redução dos impactos socioambientais Redução de custos e aumento de competitividade Aumento da eficiência econômica Redução da intensidade energética Menor necessidade de investimentos em infraestrutura de Geração, Transmissão e Distribuição Maior segurança energética Melhoria da balança comercial (no caso do Brasil) Redução da importação de diesel e GLP
  • 7.
  • 8.
    Matriz Energética ESTRUTURA DA OFERTA DE ENERGIA ELÉTRICA (%) (1) Toda energia térmica considerada como sendo de fonte não renovável (1) Fonte: MME (Balanço Energético)
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    Programas Nacionais emEficiência Energética Ministério de Minas e Energia ELETROBRAS PETROBRAS ANEEL CONPET PEE DDE PROCEL
  • 10.
    Outros agentes federaisenvolvidos com Eficiência Energética Ministério do Meio Ambiente Bancos Públicos Universidades Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO Outros Programas Federais de Governo
  • 11.
    Brasil: breve histórico O fim da energia farta e barata: as crises da década de 70 Os choques do petróleo O aumento dos juros internacionais A vigorosa reação internacional A tímida reação nacional Os primeiros programas nacionais Cortes do CNP (Conselho Nacional do Petróleo) CONSERVE PECO Programa de Mobilização Energética – PME EGTD – O estímulo ao consumo de eletricidade
  • 12.
    Principais ações brasileirasde Eficiência Energética 1991 PROCEL 1985 Programa Brasileiro de Etiquetagem - PBE 1984 PEE – Programas de Eficiência das Concessionárias de Energia Elétrica 2000 Lei de Eficiência Energética (n o 10.295, de 17 de outubro de 2001) 2001 Etiquetas informativas quanto à eficiência energética de equipamentos Conservação de energia elétrica: marketing , indústrias, prédios públicos, saneamento ambiental etc. Conservação de petróleo, gás e derivados: transportes, marketing, educação etc. Lei n o 9.991/00 – investimento de 0,5% da receita das concessionárias distribuidoras em eficiência energética Níveis mínimos de eficiência energética para máquinas, equipamentos e edificações
  • 13.
    O CONPET ProgramaNacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural Criado por Decreto Presidencial em 18 de julho de 1991 A PETROBRAS é responsável pela Secretaria Executiva do Programa fornecendo apoio de infra-estrutura administrativa, suporte técnico e financeiro.   OBJETIVOS: Promover a conscientização da população sobre a importância da racionalização do uso dos derivados do petróleo e do gás natural. Estimular a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico em busca da eficiência energética.
  • 14.
    Ações desenvolvidas peloCONPET PRÊMIO NACIONAL DE CONSERVAÇÃO E USO RACIONAL DE ENERGIA Fogões Aquecedores de Água Veículos Transporte Indústria Imprensa SELO CONPET DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA CONPET em AÇÃO Divulgação Conscientização Eficiência Energética Indústria
  • 15.
    Estimativas de Economiade Diesel e Redução de Emissão de CO2 Estimativa de Economia Diesel (10 6 litros) Redução de Emissão de CO 2 (t/ano) (*) 2006 292 818.000 2007 336 941.000 2008 386 1.081.000 2009 444 1.243.000 2010 510 1.428.000 TOTAL 1.968 5.511.000
  • 16.
    Programas de Eficiênciadas Concessionárias de Energia Elétrica PEE - Lei no 9.991, de 24 /07/ 2000 0,5% da receita operacional líquida das distribuidoras em eficiência energética no uso final (Lei n o 11.465, de 28/03/2007)
  • 17.
    Programas de Eficiênciadas Concessionárias de Energia Elétrica - PEE Benefícios para as concessionárias Perdas Comerciais - Elemento facilitador para negociação de débitos junto a clientes devedores, inclusive no setor público; Perdas Técnicas - Redução do índice de perdas técnicas; Clientes Livres - Fidelização de clientes livres e potencialmente livres utilizando a eficiência energética como vantagem competitiva; Responsabilidade Social - Promoção da cidadania em áreas de baixo poder aquisitivo, através de projeto de educação de hábitos de consumo; e Imagem - A Empresa obtém ganhos de imagem devido ao caráter social de muitos projetos.
  • 18.
    Fatores que afetama Modicidade Tarifária O nível das tarifas é determinado por um conjunto de fatores, com destaque para: Disponibilidade de Recursos Energéticos Política Ambiental Natureza e estabilidade do Marco Regulatório Disponibilidade de Capital a baixo custo Características do Mercado - Qualidade e Confiabilidade do Fornecimento - Eficiência Operacional dos Agentes - Política Tributária e de Encargos Setoriais - Política Social
  • 19.
    Investimentos e resultadosProgramas de Eficiência das Concessionárias de Energia Elétrica - PEE Ciclo Número de Empresas Investimento (milhões de R$) Demanda Evitada (MW) Energia Econ. (GWh/ano) 1998/1999 17 196 250 755 1999/2000 42 230 370 1.020 2000/2001 64 152 251 894 2001/2002 64 142 85 348 2002/2003 64 154 54 222 2003/2004 64 313 110 489 2004/2005 64 175 275 925 2005/2006 63 311 158 569 2006/2007 61 261 138 369 Total - 1.934 1.691 5.591
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    Estimativas de Potencialde Economia de Energia no Brasil Estimativa da ABESCO – Associação Brasileira de Empresas de Serviços de Conservação de Energia; Estimativa RELUZ/Eletrobrás; R$ 130,00 / MWh;
  • 21.
    Metas do PlanoNacional de Energia 2030 relativas à eficiência energética Conservação autônoma de 5% do mercado, resultante da evolução dos equipamentos e de ações não-compulsórias de mudança de hábito e cultura, tradicionalmente considerada nos estudos de planejamento: 55.700 GWh Conservação induzida de mais 5 % do mercado, resultante da implementação de uma política governamental de eficiência energética: equivalente a 53.300 GWh
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    Metas do PlanoNacional de Energia 2030 relativas à eficiência energética
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    PROCEL – PROGRAMANACIONAL DE CONSERVAÇÃO DE ENERGIA Março/2011
  • 24.
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    Papel Articulador
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    Subprogramas Consumo deEnergia no Brasil em 2010 Fonte: EPE – Empresa de Pesquisa Energética CENTRO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA CENTRO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
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    Gestão Energética Municipal 1 Gestão Energética Municipal Ajudar as prefeituras brasileiras a planejar e gerir seus gastos com energia elétrica. Objetivo Formação de Agentes de Economia de Energia em pequenos municípios Planejamento do uso da energia em grandes municípios Premiação de projetos eficientes das Cidades
  • 31.
    Iluminação Pública eSemafórica Eficientes 2 Iluminação Pública Diminuição dos gastos públicos dos municípios com melhoria das condições de vida noturna e segurança dos cidadãos Objetivo 13 anos de evolução tecnológica Transformação do mercado : mais de 6 milhões de novas lâmpadas de vapor de sódio Resultados do Programa Procel Reluz * U$ 1,00 = R$ 1,70 Crescimento obtido mesmo com um aumento do parque de 70% 63% 7% Nº de Pontos 3,3 milhões Investimento* U$ 647 milhões Economia 778 GWh/ano
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    Procel Sanear 3Saneamento Redução do consumo de energia elétrica e água nos sistemas de saneamento dos municípios. Objetivo
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    Procel Edifica eEPP - Edificações Eficientes 4 Edificações brasileiras receberão etiqueta classificando o nível de EFICIÊNCIA ENERGÉTICA. Entra no seleto grupo de países que classificam a EE das suas edificações Brasil Edificações Eficientes
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    5 Entra noseleto grupo de países que classificam a EE das suas edificações Brasil Indústrias Procel Indústria EFICIÊNCIA ENERGÉTICA INDUSTRIAL Laboratórios capacitados: 14 (Rede LAMOTRIZ) Multiplicadores capacitados: 227 Agentes treinados: 3.160 Indústrias beneficiadas: 788 Publicações técnicas: 28 (guias técnicos e manuais)
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    Arquitetura da Atuação Procel - DTD Planeja Avalia e reporta resultado Capacita-ção Laborato-rial Selo Procel Centros de Excelên-cia Treina-mentos Estudos em IP Apoio a Lei de EE Diagnós-ticos (PPH, solar) Divulga-ção Solenidade Anual Portal Procel Info Eventos Casa genial Prêmio Procel Educa-ção Subsidiaplanos e incenti-vos (Solar, IPI) Plano de otimiza-ção do Procel Plano Procel Solar Plano Selo Metodo-logias de avaliação Relatório anual Estudos em Energia Solar Acordos com fabrican-tes
  • 36.
    Plano Procel SolarTemas: - Estudos, Pesquisas - Apoio ao Ensino Formal - Atuação no Selo Procel - Inovação - Apoio a Programas
  • 37.
    Selo Procel 31 categorias 206 empresas 3.770 produtos ORIENTA o consumidor na hora da compra e ESTIMULA a fabricação e a comercialização de produtos mais eficientes
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  • 39.
    Selo Procel: Revisãodos Índices Redução de 32% Redução de 26% 15,9 23,3
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    Selo Procel: SolenidadeAnual Parceria com o Conpet/Petrobras Homenagem aos Fabricantes
  • 41.
    Selo Procel: Capacitaçãode laboratórios Ensaio do Selo e PBE
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    Rede de Centrosde Excelência Rede Especializada de Eficiência Energética Potencializar a produção científica Dinamizar o desenvolvimento tecnológico na área de EE Capacitar profissionais para atuarem em EE
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    Estudos em IPElaboração de um Plano de EE na IP em conjunto com o DTP Estudo
  • 44.
    Estudos em IPLâmpada = VS 70W Iluminância média (Lux) = 10,73 Lâmpada = VM 80W Iluminância média (Lux) = 3,97
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    Relatório Anual deResultados Processo de Elaboração Versão Completa Sumário executivo Português/Inglês/ Espanhol (800 exemplares) Versão on-line (Procel Info)
  • 46.
    Portal Procel Info(www.procelinfo.com.br) Mais de 11.800 usuários cadastrados em 4 anos 7.000 assinantes da Newsletter diária Média de 31.400 acessos/mês
  • 47.
    PrêmioNacional de Conservação de Energia Contempla 6 categorias (17 modalidades): www.premioconservacaoenergia.com.b r Reconhece e incentiva ações de eficiência energética que contribuam para o desenvolvimento sustentável do Brasil. Promovido sob a coordenação da Eletrobras/PROCEL e Petrobras/CONPET. 153 inscrições em 2009 Micro e Peq. Empresas Indústria Administração Pública Edificações Imprensa Empresas do Setor Energético
  • 48.
    Procel Educação Modelode Funcionamento do Procel Educação Ferramentas
  • 49.
    A eficiência energéticaé normalmente a alternativa mais viável para o atendimento de demandas futuras A eficiência energética beneficia direta e indiretamente toda a sociedade O Brasil estabeleceu uma forte estrutura de Programas de Eficiência Energética e um invejável Marco legal Há um imenso potencial de Eficiência Energética ainda a ser explorado no Brasil e no Mundo A realização deste potencial, ao contrário do que se imagina, depende muito mais da quebra de paradigmas comportamentais, e não tanto de paradigmas tecnológicos Conclusões
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    Eng º MarcoAurélio Moreira Gerente da Divisão de Eficiência Energética na Indústria e no Comércio [email_address]

Notas do Editor

  • #5 Este gráfico mostra que, desde o primeiro choque do petróleo até o final do século passado, as ações de eficiência energética empreendidas proporcionaram uma economia de quase 50% relativa á base histórica de 1973.
  • #12 O fim da energia farta e barata: os esforços governamentais e privados para obtenção de uma maior eficiência energética são uma conseqüência direta dos choques do petróleo de 1973 e 1979. a vigorosa reação internacional e a tímida reação nacional enquanto os países industrializados adotaram rigorosas medidas para conter o consumo dos derivados de petróleo - Europa e Estados Unidos - (racionamento de combustível, cotas para aquecimento etc.), o Brasil seguiu praticamente indiferente à crise, no ritmo do então vigente II Plano Nacional de Desenvolvimento. as primeiras reações nacionais foram efetivamente esboçadas somente a partir do segundo choque (1979), quando o conselho nacional de petróleo promoveu cortes lineares (5% e 10%) de suprimento de combustíveis(1980~1983). Os Primeiros Programas Nacionais: CONSERVE - Conservação de Energia na Indústria, promovido pelo Ministério da Indústria e Comércio e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, junto aos consumidores enego-intensivos, buscando a substituição ou redução de derivados de petróleo PECO - Programa de Economia de Combustíveis (1983) PME - Programa de Mobilização Energética, com recursos da união para o mme . visando investir em iluminação pública. EGTD - Energia Garantida Por Tempo Determinado , com substituição de combustíveis por eletricidade. a estratégia adotada pelo Brasil foi a redução do consumo do petróleo por meio do incentivo ao consumo de energia elétrica e da a diversificação da matriz de combustíveis, inclusive com o lançamento do PRÓ-ALCOOL .
  • #13 Os programas sistematizados, considerados referências internacionais são: PBE - PROGRAMA BRASILEIRO DE ETIQUETAGEM criação: 1984; coordenação: INMETRO promoção da eficiência energética por meio de etiquetas informativas de classificação de equipamentos em função da eficiência energética 33 equipamentos etiquetados e 27 em processo PROCEL – PROGRAMA NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA criação: 1985; executora: Eletrobrás áreas de atuação: comércio, saneamento, indústria, edificações, prédios públicos, iluminação pública, gestão energética municipal, etiquetagem, prêmio e selo, educação números de 1986 a 2005: energia economizada: 22 TWh/ano; redução de demanda na ponta: 5.905 MW; investimentos totais: R$ 15,6 bilhões CONPET – PROGRAMA NACIONAL DE RACIONALIZAÇÃO DO USO DOS DERIVADOS DO PETRÓLEO E DO GÁS NATURAL criação: 1991; executora: Petrobras áreas de atuação: etiquetagem, transporte de cargas e passageiros, prêmio e selo conpet, educação números de 2000 a 2005: 300 milhões de litros de diesel economizados por ano; 860 mil toneladas de CO2 não emitidas por ano; 2,3 milhões de alunos e 3.800 escolas assistidos
  • #17 Obriga as concessionárias de distribuição de energia elétrica a aplicarem, no mínimo, 0,25% de suas receitas em programas de eficiência energética Os tipos de projetos são: comércios e serviços, comunidades de baixa renda, indústria, poderes públicos, serviços públicos, residencial, aquecimento solar e rural
  • #18 Perdas Comerciais – Elemento facilitador para negociação de débitos junto a clientes devedores, inclusive no setor público; Perdas Técnicas – Redução do índice de perdas técnicas; Clientes Livres - Fidelização de clientes livres e potencialmente livres utilizando a eficiência energética como vantagem competitiva; Responsabilidade Social – Promoção da cidadania em áreas de baixo poder aquisitivo, através de projeto de educação de hábitos de consumo; e Imagem – A Empresa obtém ganhos de imagem devido ao caráter social de muitos projetos. Apesar da IP ser de responsabilidade das prefeituras muitos consumidores enxergam como responsabilidade da Concessionária, aumentando os ganhos de imagem.
  • #19 Perdas Comerciais – Elemento facilitador para negociação de débitos junto a clientes devedores, inclusive no setor público; Perdas Técnicas – Redução do índice de perdas técnicas; Clientes Livres - Fidelização de clientes livres e potencialmente livres utilizando a eficiência energética como vantagem competitiva; Responsabilidade Social – Promoção da cidadania em áreas de baixo poder aquisitivo, através de projeto de educação de hábitos de consumo; e Imagem – A Empresa obtém ganhos de imagem devido ao caráter social de muitos projetos. Apesar da IP ser de responsabilidade das prefeituras muitos consumidores enxergam como responsabilidade da Concessionária, aumentando os ganhos de imagem.
  • #21 apresento agora as estimativas iniciais de potencial de economia de energia, que estão sendo trabalhados pelo Departamento de Desenvolvimento Energético da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético tratam-se de estimativas conservadoras de potenciais técnicos cujas fontes são o PROCEL, CONPET e a ABESCO os potenciais técnicos hoje existentes para economia de energia elétrica concentram-se nos setores industrial, residencial e comercial, e totalizam 29,7 TWh já no setor de petróleo e gás, destacam-se os setores de transportes, industrial e residencial, totalizando-se um potencial 5,5 bilhões de toneladas equivalentes de petróleo