A Universidade e a
  Sociedade do Conhecimento

  Luis Borges Gouveia
  http://about.me/lbgouveia




21º IGNITE em Portugal - Galerias de Paris, Porto 11/04/2012
Sociedade do Conhecimento
• Crescente importância da informação e do seu
  fluxo
  – Quem melhor dominar a organização e produção de
    informação, é mais capaz
• Crescente importância da mediação digital
  – Quem melhor dominar a tecnologia e possuir recursos
    humanos com literacia adequada, é mais capaz
• Ciclo perpétuo e rápido de:
  – Potencial – capacidade – mudança – adaptação
  – Palavra-chave: sustentabilidade
[
    acredito que é uma fase de transição e
    não o que as próximas gerações vão
    experimentar…
]
[
    tudo muito rápido, demasiado complexo e
    pouco sustentável para a escala da
    felicidade humana
]
A Universidade
• Uma instituição de ensino superior com
  capacidade de ensinar e investigar e que
  concede graus académicos
• Os edifícios e os espaços
  da instituição
• O corpo de alunos e professores
  da instituição
Sociedade do conhecimento
“A Sociedade do Conhecimento, do ponto
de vista da informação, é gerida pela
lógica do mercado de modo a que não
leva à ação política da sociedade civil
nem ao desenvolvimento para a vida
social e cultural”

           In Maria Bettencourt Pires (2007, p.42)
Heteronomia universitária
• Dependência da universidade perante a lógica
  e necessidades do capital financeiro…
• Irrelevância da atividade das universidades na
  definição da sua agenda de investigação e
  desenvolvimento

• Coloca em causa o desenvolvimento autónomo
  das universidades como instituições sociais
  empenhadas
Crise
• De valores
  (entendido como o que é comum e importante e
  deve ser defendido e preservado)
• Económica
  (como assegurar a sustentabilidade e o legado
  atual)
• De identidade
  (quem representa, qual o seu espaço, território,
  especialidade, língua, cultura, etc.)
Mudança
Excelente oportunidade para empreender!
• O drive não é tecnológico…
  – O e-learning é importante
  – Tal como foram outras tecnologias

  – … e tudo ficou na mesma
As mesmas salas de aulas…
Os mesmos laboratórios…
No essencial, a mesma organização
          universitária…
No essencial, os mesmos papéis para
       alunos e professores
No essencial, a mesma organização do
 conhecimento e da sua leccionação
A universidade
• Da casa do conhecimento à casa da memória
  acionável
  (que permite fazer)
• Espaço de descoberta e
  experimentação, onde se pode criar em
  ambiente protegido
  (legal, ambiental, económico e político – safe
  house)
A universidade
• Espaço de diálogo e de maturação
  pessoal
  (crescimento e transformação pessoal)
• Local onde se aprende a aprender e se
  adquire uma cultura humanística
  (criando uma consciência e dimensão
  humana)
A universidade
• Espaço de confrontação de ideias e de busca
  de verdade
  (tornar agradável e humana a busca de
  conhecimento, falando com quem sabe)
• Local onde se pode encontrar ajuda, resolver
  problemas e saber mais sobre algo
  (valor social e utilidade)
Precisamos de universidades?
SIM! … mas provavelmente não das que temos…
• As Universidade Modernas apareceram no Séc.
  XVIII e os seus modelos foram consolidados no
  Séc. XIX
• Das élites para a massificação no Séc. XX (60’s) e
  para a universidade-empresa (90’s)
• Em 2012 urge repensar a universidade para uma
  sociedade pós-industrial, global e com desafios novos,
  colocados por novas causas e gentes
oportunidades
• Repensar a escola, é…
  – Repensar os papeis dos interlocutores
    (alunos, professores, funcionários e outros…)
  – Repensar os espaços
    (físicos e virtuais)
  – Repensar as práticas
    (pedagógicas e motivacionais)
  – Repensar as ferramentas
    (da cadeira ao tablet)
  – Repensar o modelo de negócio
    (quem paga e o quê…
    empresas, estudantes, sociedade, …)
Muito que fazer!
     Em pouco tempo
   Com pouco orçamento

Existem muitas competências
Muita diversidade e potencial

   Exige-se criatividade!
       … e coragem
A Universidade no Séc XXI
• Vai ser diversa
  (muitos modelos e formas de ser universidade)
• Vai ser alternativa
  (assumir ser o espaço de descoberta e verdade)
• Vai ter de ser um local de valor social
  (produzir algo que tenha retorno social e imediato)
• Vai ter de ser coletiva, plural, mas respeitando
  tradição, conhecimento e qualidade
  (respeitar comunidades e crescer com elas)

• Vai ter de fazer opções e ter marca
  (o que sabe fazer bem e a distingue)

A Universidade e a Sociedade do Conhecimento

  • 1.
    A Universidade ea Sociedade do Conhecimento Luis Borges Gouveia http://about.me/lbgouveia 21º IGNITE em Portugal - Galerias de Paris, Porto 11/04/2012
  • 2.
    Sociedade do Conhecimento •Crescente importância da informação e do seu fluxo – Quem melhor dominar a organização e produção de informação, é mais capaz • Crescente importância da mediação digital – Quem melhor dominar a tecnologia e possuir recursos humanos com literacia adequada, é mais capaz • Ciclo perpétuo e rápido de: – Potencial – capacidade – mudança – adaptação – Palavra-chave: sustentabilidade
  • 3.
    [ acredito que é uma fase de transição e não o que as próximas gerações vão experimentar… ] [ tudo muito rápido, demasiado complexo e pouco sustentável para a escala da felicidade humana ]
  • 4.
    A Universidade • Umainstituição de ensino superior com capacidade de ensinar e investigar e que concede graus académicos • Os edifícios e os espaços da instituição • O corpo de alunos e professores da instituição
  • 5.
    Sociedade do conhecimento “ASociedade do Conhecimento, do ponto de vista da informação, é gerida pela lógica do mercado de modo a que não leva à ação política da sociedade civil nem ao desenvolvimento para a vida social e cultural” In Maria Bettencourt Pires (2007, p.42)
  • 6.
    Heteronomia universitária • Dependênciada universidade perante a lógica e necessidades do capital financeiro… • Irrelevância da atividade das universidades na definição da sua agenda de investigação e desenvolvimento • Coloca em causa o desenvolvimento autónomo das universidades como instituições sociais empenhadas
  • 7.
    Crise • De valores (entendido como o que é comum e importante e deve ser defendido e preservado) • Económica (como assegurar a sustentabilidade e o legado atual) • De identidade (quem representa, qual o seu espaço, território, especialidade, língua, cultura, etc.)
  • 8.
    Mudança Excelente oportunidade paraempreender! • O drive não é tecnológico… – O e-learning é importante – Tal como foram outras tecnologias – … e tudo ficou na mesma
  • 9.
    As mesmas salasde aulas…
  • 10.
  • 11.
    No essencial, amesma organização universitária…
  • 12.
    No essencial, osmesmos papéis para alunos e professores
  • 13.
    No essencial, amesma organização do conhecimento e da sua leccionação
  • 14.
    A universidade • Dacasa do conhecimento à casa da memória acionável (que permite fazer) • Espaço de descoberta e experimentação, onde se pode criar em ambiente protegido (legal, ambiental, económico e político – safe house)
  • 15.
    A universidade • Espaçode diálogo e de maturação pessoal (crescimento e transformação pessoal) • Local onde se aprende a aprender e se adquire uma cultura humanística (criando uma consciência e dimensão humana)
  • 16.
    A universidade • Espaçode confrontação de ideias e de busca de verdade (tornar agradável e humana a busca de conhecimento, falando com quem sabe) • Local onde se pode encontrar ajuda, resolver problemas e saber mais sobre algo (valor social e utilidade)
  • 17.
    Precisamos de universidades? SIM!… mas provavelmente não das que temos… • As Universidade Modernas apareceram no Séc. XVIII e os seus modelos foram consolidados no Séc. XIX • Das élites para a massificação no Séc. XX (60’s) e para a universidade-empresa (90’s) • Em 2012 urge repensar a universidade para uma sociedade pós-industrial, global e com desafios novos, colocados por novas causas e gentes
  • 18.
    oportunidades • Repensar aescola, é… – Repensar os papeis dos interlocutores (alunos, professores, funcionários e outros…) – Repensar os espaços (físicos e virtuais) – Repensar as práticas (pedagógicas e motivacionais) – Repensar as ferramentas (da cadeira ao tablet) – Repensar o modelo de negócio (quem paga e o quê… empresas, estudantes, sociedade, …)
  • 19.
    Muito que fazer! Em pouco tempo Com pouco orçamento Existem muitas competências Muita diversidade e potencial Exige-se criatividade! … e coragem
  • 20.
    A Universidade noSéc XXI • Vai ser diversa (muitos modelos e formas de ser universidade) • Vai ser alternativa (assumir ser o espaço de descoberta e verdade) • Vai ter de ser um local de valor social (produzir algo que tenha retorno social e imediato) • Vai ter de ser coletiva, plural, mas respeitando tradição, conhecimento e qualidade (respeitar comunidades e crescer com elas) • Vai ter de fazer opções e ter marca (o que sabe fazer bem e a distingue)