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Resumos História A 11º
A Europa nos sécs. XVII e XVIII- Sociedade, poder e dinâmicas coloniais
A População europeia nos sécs. XVII e XVIII
Economia e população
A economia pré industrial assenta na base agrária, vive-se da agricultura de subsistência, esta
base condiciona a demografia e causa crises de penúria.
A variação demográfica é condicionada por uma série de fatores externos, mas a
industrialização vai fazer desaparecer este conjunto de condicionalismos.
Séc. XVII- século de profunda crise demográfica.
Séc. XVIII- Ínicio de crescimento demográfico que se mantém até hoje.
Até ao séc. XVIII existia um modelo demográfico de tipo antigo que se traduzia em:
1. Elevada Natalidade;
2. Elevada Mortalidade;
3. Crises de penúria ciclicas.
O séc. XVIII- Regime Demográfico Novo
Em meados do séc. XVIII surge um novo regime demográfico, diminui a mortalidade à conta
de um quadro geralizado de melhoriass, nomeadamente, alimentação, saúde pública e
medicina e vai diminuir também a natalidade.
Nos finais do séc. XVIII e inicio dos sécs. XIX dá-se uma multiplicação e rejuveniscimento da
população europeia, 35% da população têm menos de 20 anos.
A Europa dos Estados Absolutos e a Europa dos Parlamentos
Estratificação social e poder politico nas sociedades de Antigo Regime
Uma sociedade assente no previlégio
Entre o séc. XVI e os finais do séc. XVIII a Europa vive o periodo do Antigo Regime, este
período apesar da importância politico/económica é sobretudo no aspeto social que se
distingue.
A sociedade de Antigo Regime é baseada numa estratificação hierarquizada e rigida, numa
sociedade de ordens ou estado, com a seguinte ordem:
1. Clero;
2. Nobreza;
3. 3º estado.
Os privilégios promovem as diferenças entre cada uma destas ordens.
O Clero ou 1º Estado
A proximidade de Deus confere ao clero o direito de ordem superior.
O Clero:
1. É isento de Impostos à coroa;
2. Recebe impostos e taxas;
3. Recebe doações de particulares;
4. Possui leis e tribunais próprios;
5. Ocupa lugar de destque na administração do Reino.
O clero apresenta uma constituição própria e esta divide-se em:
1. Alto Clero (ocupam altos cargos de administração, têm laços com a nobreza e a casa
real);
2. Baixo Clero (clero secular, oriundo das camadas mais baixas da sociedade)
A Nobreza ou 2º Estado
A Nobreza divide-se em:
1. Alta Nobreza (ex: Marquês, Duque);
2. Baixa Nobreza (ex: Condes, barões e viscondes).
A Nobreza também possui uma série de privilégios, nomeadamente:
1. Possui cargos administrativos;
2. Possui grandes propriedades;
3. É isenta do pagamento de impostos;
4. Recebe taxas e “tenças” por parte do rei;
5. Continua a possuir o poder das armas.
O 3º Estado
Esta é a ordem mais heterógenea de todas, alberga desde o mendigo à alta burguesia.
O 3º Estado:
1. Mais de 85% do “todo social”;
2. Não possui direitos de cidadania;
3. É obrigado ao pagamento de taxas e impostos ao estado, ao clero e à nobreza;
4. É a base do trabalho, do rendimento e riqueza das nações.
O Absolutismo Régio
O rei é o topo da pirâmide social do Antigo Regime.
O absolutismo régio resulta de um longo processo de centralização do poder na figura do rei,
concentra os poderes burocráticos e responsabilidades do estado.
O Antigo Regime é assimum poder supremo do rei, reforçado pela sacralização da pessoa
real.
Fundamentos do Poder Real
Abade de bossuet é o teorizador do Absolutismo Régio, leva à fundamentação do caracter
sagrado ao poder real.
O Poder Real:
1. É sagrado, logo é inquestionável;
2. Tem caracter paternal, o monarca protege os mais fracos;
3. É absoluto, o rei decide sozinho;
4. Está submetido à razão, é governado pela sabedoria.
A Autoridade Régia no Absolutismo
O Rei é o chefe dos exércitos, tutela sobre a igreja e concentra em si todos os poderes,
nomeadamente:
1. Lesgislativo;
2. Executivo;
3. Judicial.
A centralização e concentração dos poderes na figura do rei exige um reforço de valores e
capitais, isto leva ao incremento de impostos e à criação de uma máquina burocrática para o
funcionamento do estado.
A Corte Régia desempenha um papel fundamental na questão do absolutismo, é a forma de
controlar as ordens sociais, a Nobreza e o Clero são submetidos ao controle do Rei através da
vida na corte, tudo isto obriga a um grande despendio de verbas.
Versalhes são o exemplo máximo das Cortes Europeias.
Sociedade e poder em Portugal no Quadro do Antigo Regime
O modelo socio-politico do Antigo Regime é baseadona realidade do reino de França, modelo
Luís XIV.
A Europa apresenta variações sobre o modelo francês.
Portugal apresenta um quadro de sociedade e politica do Antigo Regime muito próprio.
O quadro da Restauração da Independência (1640) marca o inicio do Antigo Regime Nacional.
O conflito armado, as questões diplomáticas e a exploração ultramarina conferem poder à
nobreza e retira-o ao rei.
A Nobreza Nacional é quem organiza o exérrcito e a defesa e é chamada novamente à guerra
entre 1640 e 1700.
O papel da nobreza afirma-se no quadro do governo e da exploração de colónias.
O conde de Castelo Melhor é um exemplo do poder da Nobreza.
A situação económica dá relevo à atividade agrícola e destaca-se igualmente o poder da
Nobreza Fundiária.
No quadro social português temos a preponderância da nobreza (figura do “cavaleiro-
mercador”), e temos também uma burguesia sub-desenvolvida, esta é afastada da
organização e exploração do grande comércio colonial.

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Resumos de História 11º ano

  • 1. Resumos História A 11º A Europa nos sécs. XVII e XVIII- Sociedade, poder e dinâmicas coloniais A População europeia nos sécs. XVII e XVIII Economia e população A economia pré industrial assenta na base agrária, vive-se da agricultura de subsistência, esta base condiciona a demografia e causa crises de penúria. A variação demográfica é condicionada por uma série de fatores externos, mas a industrialização vai fazer desaparecer este conjunto de condicionalismos. Séc. XVII- século de profunda crise demográfica. Séc. XVIII- Ínicio de crescimento demográfico que se mantém até hoje. Até ao séc. XVIII existia um modelo demográfico de tipo antigo que se traduzia em: 1. Elevada Natalidade; 2. Elevada Mortalidade; 3. Crises de penúria ciclicas. O séc. XVIII- Regime Demográfico Novo Em meados do séc. XVIII surge um novo regime demográfico, diminui a mortalidade à conta de um quadro geralizado de melhoriass, nomeadamente, alimentação, saúde pública e medicina e vai diminuir também a natalidade. Nos finais do séc. XVIII e inicio dos sécs. XIX dá-se uma multiplicação e rejuveniscimento da população europeia, 35% da população têm menos de 20 anos. A Europa dos Estados Absolutos e a Europa dos Parlamentos Estratificação social e poder politico nas sociedades de Antigo Regime Uma sociedade assente no previlégio Entre o séc. XVI e os finais do séc. XVIII a Europa vive o periodo do Antigo Regime, este período apesar da importância politico/económica é sobretudo no aspeto social que se distingue. A sociedade de Antigo Regime é baseada numa estratificação hierarquizada e rigida, numa sociedade de ordens ou estado, com a seguinte ordem: 1. Clero; 2. Nobreza; 3. 3º estado.
  • 2. Os privilégios promovem as diferenças entre cada uma destas ordens. O Clero ou 1º Estado A proximidade de Deus confere ao clero o direito de ordem superior. O Clero: 1. É isento de Impostos à coroa; 2. Recebe impostos e taxas; 3. Recebe doações de particulares; 4. Possui leis e tribunais próprios; 5. Ocupa lugar de destque na administração do Reino. O clero apresenta uma constituição própria e esta divide-se em: 1. Alto Clero (ocupam altos cargos de administração, têm laços com a nobreza e a casa real); 2. Baixo Clero (clero secular, oriundo das camadas mais baixas da sociedade) A Nobreza ou 2º Estado A Nobreza divide-se em: 1. Alta Nobreza (ex: Marquês, Duque); 2. Baixa Nobreza (ex: Condes, barões e viscondes). A Nobreza também possui uma série de privilégios, nomeadamente: 1. Possui cargos administrativos; 2. Possui grandes propriedades; 3. É isenta do pagamento de impostos; 4. Recebe taxas e “tenças” por parte do rei; 5. Continua a possuir o poder das armas. O 3º Estado Esta é a ordem mais heterógenea de todas, alberga desde o mendigo à alta burguesia. O 3º Estado: 1. Mais de 85% do “todo social”; 2. Não possui direitos de cidadania; 3. É obrigado ao pagamento de taxas e impostos ao estado, ao clero e à nobreza; 4. É a base do trabalho, do rendimento e riqueza das nações. O Absolutismo Régio O rei é o topo da pirâmide social do Antigo Regime. O absolutismo régio resulta de um longo processo de centralização do poder na figura do rei, concentra os poderes burocráticos e responsabilidades do estado.
  • 3. O Antigo Regime é assimum poder supremo do rei, reforçado pela sacralização da pessoa real. Fundamentos do Poder Real Abade de bossuet é o teorizador do Absolutismo Régio, leva à fundamentação do caracter sagrado ao poder real. O Poder Real: 1. É sagrado, logo é inquestionável; 2. Tem caracter paternal, o monarca protege os mais fracos; 3. É absoluto, o rei decide sozinho; 4. Está submetido à razão, é governado pela sabedoria. A Autoridade Régia no Absolutismo O Rei é o chefe dos exércitos, tutela sobre a igreja e concentra em si todos os poderes, nomeadamente: 1. Lesgislativo; 2. Executivo; 3. Judicial. A centralização e concentração dos poderes na figura do rei exige um reforço de valores e capitais, isto leva ao incremento de impostos e à criação de uma máquina burocrática para o funcionamento do estado. A Corte Régia desempenha um papel fundamental na questão do absolutismo, é a forma de controlar as ordens sociais, a Nobreza e o Clero são submetidos ao controle do Rei através da vida na corte, tudo isto obriga a um grande despendio de verbas. Versalhes são o exemplo máximo das Cortes Europeias. Sociedade e poder em Portugal no Quadro do Antigo Regime O modelo socio-politico do Antigo Regime é baseadona realidade do reino de França, modelo Luís XIV. A Europa apresenta variações sobre o modelo francês. Portugal apresenta um quadro de sociedade e politica do Antigo Regime muito próprio. O quadro da Restauração da Independência (1640) marca o inicio do Antigo Regime Nacional. O conflito armado, as questões diplomáticas e a exploração ultramarina conferem poder à nobreza e retira-o ao rei. A Nobreza Nacional é quem organiza o exérrcito e a defesa e é chamada novamente à guerra entre 1640 e 1700. O papel da nobreza afirma-se no quadro do governo e da exploração de colónias.
  • 4. O conde de Castelo Melhor é um exemplo do poder da Nobreza. A situação económica dá relevo à atividade agrícola e destaca-se igualmente o poder da Nobreza Fundiária. No quadro social português temos a preponderância da nobreza (figura do “cavaleiro- mercador”), e temos também uma burguesia sub-desenvolvida, esta é afastada da organização e exploração do grande comércio colonial.