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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA
CENTRO DE EDUCAÇÃO
CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS NATURAIS
(LICENCIATURA À DISTÂNCIA)
MARLENE ENEAS DA SILVA FALCÃO
A EXPERIMENTAÇÃO COMO FERRAMENTA DIDÁTICA DE
APRENDIZAGEM NO ENSINO FUNDAMENTAL DE CIÊNCIAS NATURAIS
MEDIANTE PERCEPÇÕES DOS DOCENTES E DISCENTES
JOÃO PESSOA – PB
2014
MARLENE ENEAS DA SILVA FALCÃO
A EXPERIMENTAÇÃO COMO FERRAMENTA DIDÁTICA DE
APRENDIZAGEM NO ENSINO FUNDAMENTAL DE CIÊNCIAS NATURAIS
MEDIANTE PERCEPÇÕES DOS DOCENTES E DISCENTES
Monografia apresentada como exigência parcial
para obtenção do Certificado de Conclusão do
Curso de Graduação em Ciências Naturais
(Licenciatura à Distância), pela Universidade
Federal da Paraíba. Orientadora: Profª. Dra.
Evaneide Ferreira Silva. Coorientadora: Profª. Esp.
Jailma Simone Gonçalves Leite.
JOÃO PESSOA – PB
2014
MARLENE ENEAS DA SILVA FALCÃO
A EXPERIMENTAÇÃO COMO FERRAMENTA DIDÁTICA DE
APRENDIZAGEM NO ENSINO FUNDAMENTAL DE CIÊNCIAS NATURAIS
MEDIANTE PERCEPÇÕES DOS DOCENTES E DISCENTES
Esta Monografia foi julgada adequada para a obtenção do Grau de Graduação em Ciências
Naturais. E aprovada em sua forma final pela Universidade Federal da Paraíba na
modalidade à distância.
Data: ____/____/____
________________________________________________
Profa. Dra. Evaneide Ferreira Silva
(Orientadora)
__________________________________________________
Prof.
Examinador
__________________________________________________
Prof.
Examinador
JOÃO PESSOA – PB
2014
O método de educação pode se prolongar a vida toda,
sendo que o período escolar representa o fundamento no qual a
estrutura da vida pode se apoiar e crescer.
Robert H. Jackson
AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus por ter me concedido a graça de concluir este curso, pois, sem a minha
fé e a minha perseverança não chegaria a lugar nenhum.
Aos meus pais, Raimunda Izabel da Silva (In memória) e José Eneas da Silva, que, com
seu jeito simples de ser, sempre me incentivou a estudar e lutar pelos meus objetivos.
Ao meu querido esposo Eduardo, pelo incentivo a prosseguir, mostrando-me que eu sou
capaz de superar minhas dificuldades.
As minhas amadas filhas Isabel e Maria Eduarda pela compreensão de por muitas vezes,
está atarefada com os trabalhos acadêmica e não pude dar-lhes a atenção devida, vocês é
a razão do meu viver.
Aos meus irmãos que sempre me apoiaram.
A Minha querida Evanalba Arnaud, (nenê, minha mãe do coração), o meu muito
obrigado, pela força e confiança depositada em minha pessoa.
A Rejane Maria Lira de Araújo, minha amiga querida, pela força e incentivo.
Aos meus colegas e amigos Alessandro, Isabel Lucena e em especial a Leilany Campos
pela força e troca de conhecimentos e buscas de soluções para superar nossas
dificuldades durante o curso.
A professora orientadora Drª. Evaneide Ferreira, por ter sido fundamental nesse
processo , compartilhando, mostrando-me que era possível. Você é muito especial!É
muito mais que uma professora e orientadora, é uma amiga, que levarei por toda á vida.
A coorientadora professora Jailma Simone Gonçalves Leite compreensão e pela
amizade.
Aos professores, alunos e responsáveis pelas Escolas Municipais “Aruanda” e Colégio
“Polígono”, pelo acolhimento e respeito.
Ao tutor presencial José Vieira por está sempre dispostos a nos orientar a respeitos dos
assuntos relacionados ao curso.
Aos meus queridos professores (as) e tutores a distância da plataforma, que
contribuíram com seus ensinamentos para minha formação, pois, através de seus
conhecimentos me ajudaram a superar muitas dificuldades no decorrer de todo o curso.
Agradeço também, a coordenadora do curso, Drª. Maria de Lourdes Pereira e ao
secretário do curso, Cristiano Lelis, pelo apoio.
RESUMO
As aulas práticas experimentais quando bem utilizadas, estabelecem uma ligação no
processo de ensino/aprendizagem em ciências, por estimular e despertar interesse nos
alunos, facilitando dessa forma a compreensão dos conteúdos estudados. No entanto
muitos docentes contrapõem em usar este método pedagógico, sendo que por muitas
vezes alguns professores usam de maneira demonstrativa, não contribuindo para a
construção da aprendizagem significativa. Buscou-se então com essa investigação e
diante desse cenário analisar professores e alunos de duas diferentes instituições de
ensino, sendo uma escola pública e uma escola particular, ambas estão localizadas na
cidade de João Pessoa/PB, com o objetivo de analisar como as atividades experimentais
estão sendo desenvolvidas e expostas em sala de aula nestas diferentes modalidades. Os
resultados, não são muito promissores, pois apesar de alguns docentes mostrarem de
forma evidente sobre a forma como a experimentação deve ser utilizada em sala de aula,
a maioria não utiliza essa ferramenta pedagógica. Quanto aos alunos, estes entendem a
experimentação de forma bastante positiva e de muita utilidade para entender conceitos.
Para esta finalidade realizou-se uma entrevista com os docentes e aplicaram-se
questionários aos discentes, além da realização de duas aulas práticas nas duas escolas
em estudo. Os questionários aplicados aos docentes revelaram que elas entendem e
admitem a necessidade de se aplicar atividades experimentais nas aulas de ciências.
Quanto aos eventos aplicados aos discentes, ficou constatado que mais de 80% gostam
da disciplina de ciências e das atividades experimentais, embora a maioria afirme sentir
dificuldades em entender os conteúdos. Embora poucos discentes tenham discordado da
necessidade de um laboratório na escola, mais de 60% concordaram que é indispensável
este espaço. Os resultados ainda evidenciam um maior desempenho na aprendizagem
dos discentes, através de aulas práticas experimentais nas duas escolas analisadas.
Palavras-chave: Experimentação. Ensino de Ciências. Aprendizagem.
ABSTRACT
Experimental practical classes when used properly, provide a link in the teaching /
learning process in science, to stimulate and arouse interest in students, thus facilitating
understanding of the content studied. However many teachers opposed to using this
teaching method, and for some teachers often use a demonstrative way, not contributing
to the construction of meaningful learning. Then we tried with this investigation and in
this scenario to analyze teachers and students of two different educational institutions,
being a public school and a private school, both are located in the city of João Pessoa /
PB, with the aim of analyzing how activities experimental are being developed and
exposed in the classroom in these different modalities. The results are not very
promising, because although some teachers to show clearly on how the testing should
be used in the classroom, most do not use this educational tool. As for students, they
understand the trial very positively and very useful for understanding concepts. For this
purpose, an interview was held with teachers and questionnaires were applied to
students, in addition to holding two practical classes in two schools in the study. The
questionnaire to teachers revealed that they understand and acknowledge the need to
apply experimental activities in science classes. As applied to events to students, it was
found that more than 80% like the discipline of science and experimental activities,
although most states have difficulties in understanding the content. While few students
have disagreed with the need for a laboratory school, over 60% agreed that it is essential
that space. The results also show a greater learning performance of students, through
experimental practice classes in two schools analyzed.
Keywords: Experimentation. Science Teaching. Learning.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................11
2 REFERENCIAL TEÓRICO.............................................................................15
2.1 BREVE RELATO DO ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS NO
BRASIL...........................................................................................................13
2.2 UMA ABORDAGEM DA EXPERIMENTAÇÃO NO ENSINO DE CIÊNCIAS
NATURAIS....................................................................................................15
2.3 A INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA ATRAVÉS DA ANÁLISE POR MEIO DA
TEORIA E DA PRÁTICA...............................................................................17
2.4 AS EXPERIMENTAÇÕES DE CUNHO
INVESTIGATIVO..........................................................................................19
2.5 A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE CIÊNCIAS ATRAVÉS DO MÉTODO
EXPERIMENTAL............................................................................................20
2.6 OS PCNs DE CIÊNCIAS NATURAIS E A
EXPERIMENTAÇÃO.....................................................................................22
3 METODOLOGIA...............................................................................................24
3.1 TIPO DE PESQUISA......................................................................................24
3.2 POPULAÇÃO E AMOSTRAS........................................................................25
3.3 AMBIENTES DA PESQUISA........................................................................26
3.4 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS................................................26
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES......................................................................30
4.1 ANÁLISE E RESULTADOS DA ENTREVISTA COM OS PROFESSORES DE
CIÊNCIAS NATURAIS....................................................................................30
4.2 ANÁLISE E RESULTADOS DAS AULAS PRÁTICAS NAS ESCOLAS
MAGIA DO SABER E QUADRANTE.......................................................... 32
4.3 ANÁLISE E RESULTADOS DO PRÉ-TESTE COM OS
ALUNOS........................................................................................................41
5 CONCLUSÕES...................................................................................................46
6 REFLEXÕES......................................................................................................48
7 REFERÊNCIAS………………………………………..………………………50
8 APÊNDICES………………………………………………………………...…55
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 e 2 - Escola “Magia” Colégio “Quadrante”.....................................................27
Figura 3 e 4 - Entrevista com os Professores de Ciências Naturais - Aplicação dos
Questionários Pré-teste....................................................................................................29
Figura 5 e 6 - Aulas ministradas - Aplicação dos Questionários Pós-teste....................29
Figura 7 e 8 - Gostam da disciplina de Ciências Naturais e por quê?............................30
Figura 9 e 10 - Dificuldades na disciplina de Ciências Naturais? Se sim,
quais?...............................................................................................................................30
Figura 9 e 10 - Dificuldades na disciplina de Ciências Naturais? Se sim,
quais?...............................................................................................................................32
Figura 11 e 12 - Transcrição de um aluno da escola “Magia do Saber” - Transcrição de
um aluno da escola “Quadrante”.....................................................................................35
Figura 13 e 14 - Gostam da disciplina de Ciências Naturais e por quê?........................36
Figura 15 - Transcrição de um aluno da escola “Magia do Saber”................................37
Figura 16 - Transcrição de um aluno da escola “Quadrante”.........................................37
Figura 17 - Nas aulas de Ciências Naturais você desenvolve atividades experimentais
(aulas práticas)?...............................................................................................................38
Figura 18 e 19 - As atividades experimentais desenvolvidas em sala de aula
estimularam o seu entusiasmo pelo conteúdo abordado e pela disciplina de Ciências
Naturais? Por quê?...........................................................................................................38
Figura 20 e 21 - Você gosta de atividades práticas? Por quê?.......................................39
Figura 22 - O que entendem por atividade experimental...............................................40
Figura 23 e 24 - Em sua opinião, para a realização de experimentos nas aulas de
Ciências Naturais é indispensável à instituição escolar possuir um laboratório equipado
específico?.......................................................................................................................41
Figuras 25 e 26 - A função da experimentação é facilitar a compreensão do conteúdo
abordado despertando os discentes para a curiosidade e interesse pelo
estudo...............................................................................................................................42
Figuras 27 e 28 – Vocês gostam de aulas práticas?........................................................43
Figura 29 e 30 – Em sua opinião as aulas práticas ajudam a aprimorar seus
conhecimentos?...............................................................................................................44
Figuras 31 e 32- Quais os conteúdos de Ciências Naturais, você acredita que aprenderia
melhor através de uma aula prática?................................................................................45
Figura 33 - Na aula prática sobre sistema circulatório, você observou se existiram
mudanças nos batimentos cardíacos de uma pessoa em repouso e após uma atividade
física? Por quê?................................................................................................................46
Figura 34 - Após o experimento vocês conseguiram compreender a importância do
cálcio na estrutura óssea de um determinado
corpo?..............................................................................................................................47
11
1 INTRODUÇÃO
Diante das exigências de uma nova sociedade, as informações científicas e
tecnológicas tornam-se essenciais na construção da formação de indivíduos críticos e
aptos a compreender o mundo e suas transformações atuais, pois frente a esse cenário
exigem-se cada vez mais dos educadores e dos gestores escolares estratégias didáticas
diversificadas para possibilitar um ensino de qualidade que ofereça para os discentes
uma aprendizagem dinâmica, crítica e integradora.
Com isso, o ensino de Ciências Naturais tem por finalidade facilitar o
desenvolvimento de diferentes habilidades para que o discente possa raciocinar
criticamente diante dos problemas apresentados e discutidos em sala de aula, permitindo
dessa forma, posicionar mediante suas decisões e questionamentos acerca das reflexões
do dia a dia para que fora da escola tenham as suas indagações.
O aluno, quando fora da escola aprimoram uma serie de explicações diante dos
fenômenos naturais e tecnológicos que pode conduzir uma lógica interna diferente das
Ciências Naturais, embora por muitas vezes possa a ela se assemelhar. De certo modo
esses esclarecimentos estão ligados à curiosidade e respostas dos alunos, pois e nela que
se encontra o ponto de partida para o desenvolvimento da construção e da compreensão
dos fenômenos naturais que as instituições escolares desenvolvem (PCN/ CIÊNCIAS
NATURAIS 1997 p.117).
Dessa forma, os discentes entram na escola trazendo seus conhecimentos prévios
sobre conteúdos relacionados à disciplina de Ciências, valendo salientar que esses não
devem ser descartados e nem ignorados pelo docente, pois servirão de embasamento
para a construção da compreensão acerca dos fenômenos naturais. As atribuições dos
docentes ao utilizarem a experimentação em aulas de Ciências é fazer com que os
discentes sintam-se incentivados e estimulados ao explicar alguns fenômenos,
promovendo a construção do conhecimento através da instrumentalização dessa prática
de ensino para almejar os objetivos da aprendizagem desejada mediante os conceitos
científicos. Na visão de Delizoicov e Angotti (1991, p. 22): “na aprendizagem de
Ciências Naturais, as atividades experimentais devem ser garantidas de maneira a evitar
que a relação teoria-prática seja transformada numa dicotomia”.
12
Segundo Calore Santos (2004, p.59-61), ao adotar um novo olhar no ensino de
Ciências na elaboração das aulas até a sua apresentação: “o docente coloca o discente
13
mais próximo do processo de construção da ciência, conduzindo-o a ampliar uma
compreensão própria do mundo inato sem perder a noção dos princípios científicos”.
Somando-se a isso, as concepções experimentais levam os discentes a serem
protagonistas do processo de investigação, de manejar materiais e instrumentos
laboratoriais, a colocar em ordem suas observações e ideias e ao entendimento de
conceitos científico básico.
Podendo também despertar no discente um grande empenho e esforço, as
atividades práticas oferecem momentos ricos de oportunidades no processo de
aprendizagem. Mas, para que essas ações de planejamento se concretizem os estudiosos
mencionam ser necessário que o ensino de Ciências Naturais intercorra a partir de
atividades práticas, onde os alunos, mediante essas atividades, sejam capazes de desafiar
e vivenciar o processo de reconstrução do conhecimento relembrando e organizando
uma ação mental, para que com isso chegue a uma conclusão, a um processo
investigativo, para que o conhecimento aconteça numa interação contínua entre a teoria,
prática, ação, observação, comparação e sistematização (FRIZZO E MARIN 1997,
p.14).
Desse modo, trabalhar experimentação em sala de aula exige do professor um
compromisso de um domínio metodológico para que a experimentação seja realizada de
forma adequada e se transforma em uma estratégia auxiliadora para facilitar o
ensino/aprendizagem. Observa-se que muitos professores se omitem em realizar nas
aulas de Ciências a experimentação com insegurança de não conseguir bons êxitos no
manuseio dos experimentos, uma vez que, as atividades experimentais exigem dos
mesmos planejamentos para que possa favorecer o aprendizado do aluno, fornecendo
meios de motivá-los e promovendo situações de compreensão e interpretação dos
fenômenos que intercorre no seu dia a dia.
Diante desse cenário, para a realização da investigação científica, foram
analisados professores e alunos de duas diferentes instituições de ensino, sendo uma
pública e outra privada, ambas localizadas na cidade de João Pessoa/PB. Para isso essa
pesquisa teve como objetivo geral analisar como as atividades experimentais estão
sendo desenvolvidas e explanadas em sala de aula de duas diferentes modalidades de
instituição de ensino, de modo que venha desenvolver o interesse do discente no ensino
de Ciências Naturais. E como objetivos específicos, identificar as dificuldades dos
professores em desenvolver atividades experimentais em sala de aula nas duas
14
modalidades de instituição de ensino; reconhecer as reais necessidades desses docentes
com base no ensino de conceitos científicos mediante a exposição e uso de
experimentação em aulas de ciências que possa aguçar a curiosidade dos discentes;
analisar o uso de experimentos como fator problematizador na construção do
conhecimento crítico e criativo do aluno nas referidas escolas. Para que dessa forma
possa conhecer o desafio de trabalhar e desenvolver a prática da experimentação no
ensino de Ciências Naturais, através de experiências referentes aos conteúdos
abordados, que de forma direta auxiliem na construção do conhecimento dos discentes.
15
2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 BREVE RELATO DO ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS NO BRASIL
O ensino de Ciências Naturais durante sua história no ensino fundamental, tem
se conduzido por diferentes orientações que ainda hoje se manifesta nas salas de aula,
mesmo que resumidamente, vale ressaltar fatos ainda reais do ensino tradicional em
algumas instituições de ensino que não perdem sua relevância.
De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases n. 4.024/61, as aulas de Ciências
Naturais só eram aplicadas no ensino secundário (antigo ginasial), mostrando um
cenário dominado pelo ensino tradicional, ainda que com muito interesse os esforços de
transformação estivessem em processo. Cabia aos professores à tarefa da transmissão
dos conhecimentos acumulados pela humanidade, através de aulas expositivas, e cabia
aos alunos absorver as informações.
A partir de 1971, com a promulgação da Lei n. 5.692, o ensino de Ciências
Naturais passou a ser de caráter obrigatório em todo o primeiro grau completo. Dentro
desse cenário o conhecimento científico era neutro e não se tinha em questão a verdade
científica. Valorizava-se a quantidade de conteúdos aplicados e trabalhados em sala de
aula e um dos principais recursos de aprendizagem e avaliação eram os questionários
aplicados para os alunos, que os mesmos tinham que deter seus conhecimentos nas
ideias apresentadas e nos livros didáticos selecionados pelo professor. Essa abordagem
foi criticada por Paulo Freire quando o mesmo fazia uma analogia comparando o ensino
tradicional, como depósito bancário, dizendo que:
O relato os transforma em vasilhas, em reservatórios a serem cheios pelo
docente.Quanto mais vá enchendo os reservatórios com seus depósitos,tanto
melhor docente será. Quanto mais se deixe de maneira obediente encher,
tanto melhores docentes serão (FREIRE, 1970, p. 58).
Na visão do autor a sala de aula era vista como o único lugar de educação formal
como também o único local que o aluno poderia obter seus conhecimentos. As ações
propostas para o ensino de Ciências discutidas para a conclusão da lei designavam-se
pelas necessidades de uma mudança no currículo para responder aos avanços do
conhecimento científico e a influência de uma escola nova.
16
Assim, essas mudanças mudaram o eixo das questões pedagógicas e dos
aspectos lógicos para perspectivas psicológicos, passando a valorizar a participação
dinâmica e crítica do aluno no processo de ensino/aprendizagem, pois de acordo com
Montessori (1965, p. 309) os professores devem despertar um desejo, provocar e excitar
o aluno para que o mesmo “tenha o interesse pelas manifestações dos fenômenos
naturais em geral, levando-o a amar a natureza e a sentir a ansiosa expectativa de todo
àquele que aguarda o resultado de uma experiência que preparou com cuidado e
carinho”.
Propunha dentro desse cenário que os objetivos predominantes informativos
dessem também posição aos objetivos formativos, ou seja, que as atividades
experimentais passassem a ter um papel representativo como um importante elemento
para a compreensão de novos conceitos. Com isso as atividades práticas passaram a ter
papel marcante no desenvolvimento de projetos e cursos de formação de professores, no
qual os próprios indivíduos são capazes de gerir os seus próprios ofícios. O incentivo
atual, segundo Nóvoa (1992, p.27) encontra-se na:
Valorização de paradigmas de formação que promovam a preparação de
professores reflexivos, que assumam a responsabilidade do seu próprio
desenvolvimento profissional e que participem como protagonistas na
execução das políticas educativas.
Diante desses fatos o objetivo do ensino de Ciências Naturais passou a ser o de
oferecer condições ao aluno para que ele possa identificar situações problemas a partir
de observações sobre fatos e com isso levantando hipóteses de forma que pudessem tirar
suas próprias conclusões. Dessa forma de acordo com BRASIL (1997, p.20) o aluno
passa a ser capaz de ‘redescobrir’ o já publicado pela ciência e é capaz de reconhecer a
vivência científica compreendida então como o método científico, um segmento rígido
de etapas preestabelecidas.
Mais adiante, nos anos 80, surge a preocupação de pesquisas ligadas à
investigação das pré-concepções das crianças sobre os fenômenos naturais e suas
ligações com os conceitos científicos. Uma interessante linha de pesquisa próximo aos
conceitos evidentes são os que norteiam as ideias piagentinas, que segundo ele a
inteligência que só é possível identificar através da presença de objetos, não se pode
afirmar que é inteligência propriamente dita. Segundo Piaget (1986, p.23) a inteligência:
Não surge, de modo algum, num dado momento do desenvolvimento mental,
como um mecanismo completamente montado e radicalmente diferente dos
que o precederam. Apresenta, pelo contrário uma continuidade admirável
17
com os processos adquiridos ou mesmo inatos respeitantes à associação
habitual e ao reflexo, processos sobre os quais ela se baseia ao mesmo tempo
em que os utiliza.
O autor relata em sua concepção que as crianças e adolescentes se baseiam a
concepções científicas de outros períodos, como é o caso das explicações baseadas no
lamarquiana que admite as mudanças dos caracteres em uma espécie são determinadas
pelo esforço próprio do indivíduo em resposta a pressões do ambiente, sendo passadas à
prole, constituindo o principal fator evolutivo e das concepções baseadas nas
aristotélicas para o deslocamento dos corpos. Além disso, a compreensão didática a
investigação das concepções alternativas e o paradigma de aprendizagem por mudanças
concretas pressupõem que a aprendizagem surge do envolvimento participativo e ativo
do aluno na construção dos conhecimentos prévios.
2.2 UMA ABORDAGEM DIDÁTICA DA EXPERIMENTAÇÃO NO ENSINO DE
CIÊNCIAS NATURAIS
A ligação teoria e prática têm sido observadas e trabalhadas pelos educadores
como um único sentido, em que a pratica fundamenta a teoria, pois “o desafio que se
apresenta é o de propiciar um ambiente que permita o diálogo entre a teoria e o
experimento, sem estabelecer entre eles uma hierarquia e uma regra de procedência”
(AMARAL; SILVA, 2000, p. 130-140).
Os educadores deploram a falta de condições para trabalharem com a
experimentação em sala de aula, tendo como fator primordial dessa deploração o
número elevado de alunos nas turmas, e a falta de adequação das infraestruturas das
instituições escolares. Com isso, pode-se acrescentar também a falta de compreensão
sobre o real papel da experimentação na aprendizagem dos alunos. De acordo com
Hodson (1994, p.299-313), “o trabalho experimental deve estimular o desenvolvimento
conceitual, fazendo com que os estudantes explorem, elaborem e supervisionem suas
ideias, comparando-as com a ideia científica”, desse modo os alunos poderão ter
atribuições importantes na propagação do desenvolvimento intelectual, pois os mesmos
precisam trabalhar mais a reflexão do que o trabalho prático propriamente dito.
18
Em meio aos obstáculos já apontados anteriormente em trabalhar aulas
experimentais em sala de aula, evidencia-se também o modo limitado de flexões com
que os professores preparam seus planos de aula e realiza a rotina do trabalho prático.
São notórios que as atividades experimentais não se asseguram por si só, os
resultados das aplicações desejadas no processo de ensino/aprendizagem. No
entendimento de Giordan (1999, p. 43-49), “a experimentação desperta o interesse entre
alunos de diversos níveis de escolarização”. Para o autor as aulas experimentais deixam
os alunos motivados e os professores afirmam que os mesmos conseguem aprender com
mais facilidade e enfatiza que a explicação dos resultados experimentais sob a
compreensão exclusiva é algo comum, que ocorre como resultado imediato da
realização dos experimentos.
Ressalta-se que, as restrições das atividades práticas diversificadas nas
atividades científicas são preocupantes, sobretudo, pelo modo inadequado e sua
inabilidade para o acesso a aprendizados importantes. Na visão de Santos (2006, p.
223), “as aulas experimentais devem primar pelo desenvolvimento da criatividade em
relação aos resultados obtidos nas práticas, os quais não precisam ser obrigatoriamente,
os esperados”. Tendo o objetivo de buscar a discussão das ideias propostas e assim
favorecer o desenvolvimento da observação, argumentação, e do fenômeno em estudo.
Ainda do ponto de vista de Hodson (1994, p. 299-313) a prática experimental é
“Pensar, raciocinar ou discorrer com sutileza e aplicar”. Os professores podem aplicar
demasiadamente como algo normal, baseado na ideia de que servirão de ajuda para
alcançar os objetivos propostos e aplicá-las sem explorar o potencial dos experimentos e
dos próprios alunos.
Dentro dessa visão nota-se que os objetivos estabelecidos para a aprendizagem
a partir da aplicação de aulas experimentais estão predestinados ao fracasso, caso o
professor incorpore as atividades práticas baseadas exclusivamente na técnica, ou seja,
tecnicista, dentro do ensino de ciências. A compreensão das atividades práticas
experimentais, como já citadas anteriormente, tem se apoiado na convicção de haver
uma ordem científica que utilize um grupo de pessoas conseguintes característicos e
possa permite a comprovação do conhecimento, nesse sentido apoiando-se em Barberá e
Valdéz (1996, p. 365), é provável afirmar que:
O conhecimento de procedimentos é, ainda, considerado como aspecto
fundamental das atividades experimentais, em muitos estabelecimentos
19
escolares, em detrimento da reflexão e do conhecimento de conceitos que
a experimentação pode favorecer. Os alunos aprendem, muitas vezes, a
manipular equipamentos, fazer medidas e observações, mas restam
lacunas sobre conceitos importantes que deveriamser elaborados.
Nesse sentido, as atividades onde o aluno se reprime só na manipulação de
materiais ou na observação, certamente não conseguirão demonstrar o caráter cognitivo,
ou seja, aqueles que participam pouco na elaboração das hipóteses, na opinião das
ideias, na análise das variáveis, entre outras. Geralmente essas atividades experimentais
apresentam uma estrutura definida e estruturada e com isso passa a dificultar a
participação do aluno. Pode-se dizer que as aulas práticas podem ter um grande poder
de desenvolvimento das capacidades intelectuais dos alunos, se for conduzida de forma
favorável ao seu entendimento e o seu pensamento lógico, podendo dessa forma levá-
los a uma aprendizagem significativa e alcançarem resultados satisfatórios de suas
habilidades.
2.3 A INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA ATRAVÉS DA ANÁLISE POR MEIO DA TEORIA E
DA PRÁTICA
A finalidade do ensino experimental está ligada com o conhecimento da
necessidade de assumir, pelo professor, uma posição determinada sobre como orientar e
aprender ciências. A postura do educador deve ser segundo Longhini e Nardi (2007) de
um “pesquisador desde o início de sua formação docente”, para que possa ajudar o
aluno na investigação, desenvolvimento e mudanças de sua compreensão sobre
determinados fenômenos que fazem parte das concepções científicas. Os alunos devem
ser instigados para explorarem suas opiniões em determinadas situações, e serem
incentivados a faze reflexões sobre seu próprio potencial através de suas ideias para que
possam explicar os fenômenos e observações levantadas nas aulas experimentais, pois
segundo André (2002, p.19) é sutil em suas palavras ao dizer que “o educador que tem
acesso à pesquisa sobre sua prática tem maiores chances de desenvolver uma
profissionalidade autônoma e responsável”, sendo dessa forma capaz de transmitir de
maneira eficaz as informações adequadas para os alunos.
Sabe-se que diante da experimentação realizada em aulas de ciências, a ajuda
pedagógica e de suma importância para que haja mediações e teoremas que contribuam
20
nos processos de interação e que haja dinamismo que caracterize a prática da atividade
experimental. E que essa ajuda, do educador, deve ser explorada a reflexão empírica a
problematização para que o experimento seja tematizado e contextualizado.
Na visão de Mortimer et al. (2000, p.273) alega que “não adianta realizar
atividades práticas em sala de aula se as mesmas não favorecerem o instante da
discussão teórico/prático”. Ocorrendo de modo analógico essa discussão os alunos
passam a transcenderem os seus conhecimentos a nível fenomenológico e os
conhecimentos do dia a dia.
É comum observar a prática de aulas que se detém a determinados
procedimentos experimentais, limitada a roteiros prontos e a discussão puramente
teórica, sem as devidas explicações. O educador deve primeiramente valorizar o modo
de pensar de cada indivíduo, ao invés de construir uma só ideia, e com isso diminuir as
relações entre a teoria e a prática mediante a interação dos mesmos que compõe o
ensino aprendizagem, pois dentro desse entendimento “os conceitos da ciência tornam-
se construções que foram criadas e impostas sobre os fenômenos para interpretá-los e
explicá-los, com grandes esforços intelectuais”. (DRIVER et al, 1999, p. 31-40).
Nesse entendimento o autor Matthews (1994, cap.7) “o uso da prática efetua
uma vasta análise de trabalhos indicando que a maioria deles sobrevaloriza o papel do
aluno na construção de conhecimento, em detrimento de elementos pertencentes ao
mundo físico”, levando em consideração a importância da complexidade da união entre
a teoria e a prática de ensino/aprendizagem ligados a ciências.
Para que os alunos tenham acesso aos sistemas de conhecimento da ciência, o
processo de construção do conhecimento tem que ultrapassar a investigação
empírica pessoal. Quem aprende precisa ter acesso não apenas às
experiências físicas, mas também aos conceitos e modelos da ciência
convencional (DRIVER et. al., 1999 p.31).
Portanto, o desafio encontra-se em orientar os alunos a se aprimorarem dos
modelos propostos pelo autor, reconhecendo que as aplicabilidades do domínio das
ideias sejam aplicadas pelos próprios aprendizes, juntamente com a intervenção do
professor para fornecer explicações dos experimentos como também disponibilizar as
ferramentas necessárias.
É necessário levar em conta que os fenômenos relativos ao Ensino de Ciências
não devem ser limitados ao que pode ser elaborado na sala de aula ou no laboratório, e
21
sim oferecer negociações de significados do ponto de vista da opinião dos alunos, como
descritos por Machado (1999, p. 200) quando diz que:
As experiências de vida e as eventualidades do mundo social, ao serem
inseridas na sala de aula, facilitam que as linhas como conceitos funcionem
nas relações sociais possam possibilitar experiências aos alunos, e que são
poucas as limitações encontradas dentro das escolas, pois as escolas seguem
os mesmos modelos arquitetônicos.
O pesquisador Lawrence Stenhouse (1995, p. 27) acredita que todo professor
deve assumir seu lado experimentador no seu dia a dia e transformar a sala de aula em
laboratório, ou seja, o professor deve assumir um papel de aprendiz. E que o
profissional da educação deve lançar mão de estratégias variadas até obter as melhores
soluções para garantir a aprendizagem dos alunos. E ainda afirma que condições ideais,
todos seriam capazes de criar o próprio currículo, adequado à realidade e às
necessidades da garotada.
Dessa forma as instituições escolares ao separarem o contexto teórico do prático
cooperam para que o aprendizado dos alunos seja diminuído, juntamente com o
intelecto e a contribuição para a melhoria da qualidade do ensino.
2.4 AS EXPERIMENTAÇÕES DE CUNHO INVESTIGATIVO
A utilização das atividades experimentais, como ponto de partida, para
desenvolver no aluno a assimilação de conceitos, é uma maneira de levá-lo a participar
de sua maneira de aprender. Para Carvalho et al (1995, p.120) “o aluno deve sair de uma
posição passiva e começar a ver e a agir sobre seu objeto de estudo, entrelaçando
relações entre os acontecimentos do experimento”, pois só assim se chega a uma
explicação causal acerca dos resultados de suas ações ou interações.
Desse modo, para que a experimentação aplicada em aulas de Ciências possa
ser considerada uma atividade de investigação cientifica o aluno não deve se limitar a
simples observações ou uma manipulação de objetos, mas sim, reprimir-se a
características de trabalhos científicos. De acordo com a compreensão de Carvalho et
al.(1998, p.200), “a solução de um problema pela experimentação deve abranger
também reflexões, relatos, discussões, ponderações e explicações particulares de uma
22
investigação científica”. A experiência de procedimentos e comportamentos torna-se
dentro do método de aprendizagem, tão importante, tal qual a aprendizagem de
conceitos.
Aplicar hipóteses, organizar experiências, realizá-las, apanhar dados,
investigar resultados, isto é, enfrentar trabalhos de laboratório como ‘projetos
de investigação’ beneficiar a motivação dos alunos, fazendo-os assumir
atitudes, tais como interesse, desejo de experimentar algo novo, habituar-se a
duvidar de certas afirmações, a comparar resultados, a obterem mudanças
conceituais, metodológicas e posicionamento (LEWIN; LOMASCÓLO,
1998, p.147).
As atividades experimentais facilitam a intuição de que o conhecimento
científico se realiza por meio de um sistema dinâmico e aberto que convoca o aluno a
compartilhar da construção do seu próprio conhecimento. Dessa forma, Gil e Castro
(1996, p.155) utilizam das seguintes argumentações para descrever algumas
perspectivas importantes de atividades científicas que podem ser conhecidas em uma
atividade experimental de investigação tais como: expor situações problemas; favorecer
a mediação dos alunos sobre a importância e o interesse das condições propostas e
desenvolver análise de cunho qualitativo e significativo que ajude os alunos a
compreenderem e aceitar as propostas planejadas e consequentemente formular
perguntas eficientes sobre o que se investiga. Assim, fica evidente a reflexão sobre a
elaboração de hipóteses como tarefa central da investigação cientifica, sendo esse um
método de sobrepor à abordagem das situações claras às pré-concepções dos alunos.
2.5 A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE CIÊNCIAS ATRAVÉS DO MÉTODO
EXPERIMENTAL
Quando o ensino de Ciência é realizado através da investigação significa que
ele se torna inovador e passa então a mudar o foco da dinâmica das aulas ministradas
pelos professores deixando dessa forma de ser uma pura transição de conteúdos
elaborados. E, ao mudar o foco, outras reflexões se fazem necessárias, como por
exemplo, um novo olhar no sentido de agir, e reconsiderar as estratégias metodológicas
utilizadas nas aulas de Ciências Naturais e também, revisar as pressuposições do
trabalho executado. Diante desse exposto, o professor ao tomar para si esse papel, será
23
obrigado a acompanhar as discussões, afrontar novas questões, discutir e conduzir o
processo de ensino/aprendizagem do aluno. Na opinião de Schnetzler (1995, p. 30):
O educador precisa saber reconhecer as percepções prévias de seus alunos
sobre o fenômeno ou conceito em estudo. Em função dessas percepções
precisa planejar desenvolver e avaliar atividades e procedimentos de ensino
até que venham promover a evolução conceitual nos alunos em direção às
ideias cientificamente aceita. Enfim, ele deve atuar como professor-
pesquisador.
Assim a experimentação no ensino de Ciências Naturais é de suma importância
durante a realização das aulas, não apenas porque desperta a importância da Ciência nos
alunos, mas sim, por inúmeras outros argumentos de interesse do próprio professor.
Segundo Vasconcelos et al. (2002) “a aproximação com a prática pode ser considerada
não só como ferramenta do ensino de ciências na problematização dos conteúdos
estudados, como também ser utilizada como um fim em si só”, e com isso enfatizando a
necessidade de mudança de atitude com a natureza e seus recursos, possuindo dessa
forma uma relevância disciplinar de profunda significância no âmbito social.
Baseado no entendimento de Kovaliczn (1999) não se deve encarar as
experimentais como uma prática pela prática, de forma utilitarista, mas como uma
prática que transforme de acordo com a realidade, com objetivos bem definidos, ou seja,
a efetivação da práxis. Essas articulações experimentais são importantes, uma vez que
os conteúdos de Ciências encontram-se atrelados a uma ciência experimental, de
afirmação cientifica ligada a pressupostos teóricos, e com isso, a concepção da
utilização de experimentos é difundida com uma enorme estratégia para o ensino.
Além disso, sabe-se que todos os conteúdos de Ciências apresentam uma ideia
de que as aulas práticas, quando se consolidam apenas em mostrar para os alunos
ilustrações ou a comprovação de teorias já estudadas, ficam limitadas e não é favorável
a construção do conhecimento para o aluno. Isso geralmente ocorre quando a maior
parte das aulas em laboratórios é para os alunos manipularem os apetrechos e preparar
soluções e outras. Essas práticas contribuem muito pouco para o conhecimento e o
relacionamento dos mesmos na sociedade. Para Delizoicov e Angotti (1991, p. 22), ao
estudar Ciências Naturais, “as atividades experimentais devem ser garantidas de
maneira a evitar que a relação teoria-prática seja transformada numa dicotomia”.
Compartilhando desse entendimento os autores Arruda e Laburu (1998 p. 73)
explicam que existe uma grande necessidade de juntar a teoria com a realidade. E assim
24
tornando a ciência numa troca entre experimento e teoria, onde ambos não existam um
fim a ser alcançado, mas os fatos e os experimentos, adequando à realidade.
As atividades experimentais que exigem do aluno atitudes mecânicas durante o
seu desenvolvimento cognitivo, mostra que o professor oferece objetivos de
competências mecânicas, ao invés de oferecer objetivos que os levem a compreensão
dos fatos reais da Ciência e o desenvolvimento de suas atitudes. Em uma de suas
argumentações o autor Bizzo (2002, p.75) nos conduz ao seguinte entendimento:
Os experimentos, por si só não assegura a aprendizagem, o mesmo não é
suficiente para modificar e transformar a forma de pensar dos alunos, o que
exige um acompanhamento permanente do professor, que deve procurar
quais são as explicações apresentadas pelos alunos para os resultados
encontrados e propor se necessário, uma nova situação de desafio.
Desse modo, as atividades experimentais que se pretende executar em aulas de
Ciências devem ser desenvolvidas sob a habilidade e orientação do professor, para que
possa oferece condições de testar suas ideias sobre os fenômenos científicos do seu
entorno.
2.6 OS PCNs DE CIÊNCIAS NATURAIS E A EXPERIMENTAÇÃO
Sabe-se que a educação cumpre um papel de transformação dentro da sociedade.
Estudos mostram que um dos renomados autores clássicos, como Freire (1996, p.168)
relata que nas instituições escolares são ensinados valores que os alunos levam para
toda vida. Assim as aulas experimentais na realidade educacional brasileira enfrentam
grandes problemas, seja pela escassez de materiais, estruturas físicas e até mesmo pela
falta de formação continuada de professores, sem contar com a falta de incentivos e
aperfeiçoamentos inovados. Mas não se pode deixar que esses fatores sejam usados
como desculpas para um ensino de Ciências de má qualidade.
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) o experimento
usado pelas unidades escolares atualmente são os constituídos por atividades que o
professor acompanha um protocolo, um guia ou até mesmo uma receita, assim explica o
fenômeno consequente do experimento. O professor exibe para os alunos, e os mesmos
observam e seguem os resultados. Mesmo quando o professor demonstra o experimento
o aluno pode ter uma participação essencial, desde que o educador exija o auxílio dos
25
alunos e deixe-o manipular os materiais e de suas opiniões sobre os possíveis resultados
do experimento (BRASIL 2001, p. 122).
Os PCNs evidência que a aplicação do experimento em sala de aula torna-se
importante quando os alunos podem preparar os materiais para serem manipulados por
eles, participar da atividade. Assim o educador deve ter uma atenção maior na
realização das atividades, e isso deve ser analisando com os alunos e fazendo com que
eles compreendam o que se pode realizar, dessa forma cumprindo o protocolo do
professor que estará sempre participando passo a passo o experimento (BRASIL, 2001,
p.123).
Neste contexto, os PCNs também relatam os desafios da experimentação
principalmente quando os alunos são os próprios construtores. Portanto a atuação dos
professores se torna maior na situação seguinte, devem ser argumentadas com os alunos
suas qualidades próprias que estão abandonadas, é de suma importância que o professor
dialogue com a sala sobre os elementos que serão de extrema necessidade para cada tipo
de experimento e também como irão atuar testando as hipóteses que foram necessárias,
por fim colhendo e relacionando os resultados (BRASIL, 2001, p. 123).
Os experimentos em sala de aula se tornam mais importantes quando os alunos
estão ativos e participativos na construção e confecção de acordo com seu protocolo. Os
PCNs menciona também que os alunos devem realizar por si só as ações sobre os
materiais e resultados, ordenando e preparando situações problemas para que sejam
preparadas anotações do que foi realizando (BRASIL, 2001, p. 123).
Portanto os PCNs destacam que é comum os alunos apresentarem suas ideias, e
assim os mesmos mudam os experimentos manipulados que são protocolados e que é
necessário incentivar a discussão das mesmas, e poderem colocar em prática, sempre
que for possível, pois adotar essa postura em sala de aula não é perda de tempo em
trabalhos como esse.
26
3 METODOLOGIA
3.1 TIPO DE PESQUISA
A elaboração dessa pesquisa buscou conhecer dentro do contexto escolar, a
proposta da experimentação problematizadora nas aulas de Ciências Naturais, visando
dessa forma, a valorização da discussão, das trocas de informações, do confronto de
ideias entre os alunos e das concepções dos professores, pois de acordo com Francisco
Júnior et al. (2008, p. 34), “o conhecimento é uma construção social e coletiva, o que
exige do aluno a interação e a reflexão”.
Desse modo, a investigação se classifica como uma pesquisa de natureza
aplicada com uma aproximação real quantitativa e qualitativa, que de acordo com
Martinelli (1994, p. 34) “a abordagem quantitativa quando não exclusiva, serve de
fundamento ao conhecimento produzido pela pesquisa qualitativa”. Com uma
abordagem de cunho explicativo por meio de uma pesquisa participante através de aulas
práticas, questionários pré-teste e pós-teste e entrevistas semi-estruturadas com os
professores que na concepção de Gil (2011), a entrevista como técnica de investigação
do real se caracteriza pelo contato direto entre o pesquisador e o sujeito da pesquisa. O
referido autor ainda ressalta que o uso do questionário é uma técnica de aprimoramento
do real, compostas por questões, com o intuito de obter informações.
3.2 POPULAÇÃO DA PESQUISA
A população pesquisada foram dois professores, que no ato da pesquisa foram
analisados mediante entrevistas semi-estruturadas com o intuito de analisar como os
mesmos estão desenvolvendo as aulas experimentais em sala de aula; os professores
lecionam a disciplina de Ciências Naturais no ensino fundamental II, sendo dois de uma
escola pública e dois de uma escola particular, ambos do sexo feminino, com idade na
faixa etária de 30 a 48 anos, que foram selecionados de forma casual, não possuindo
nenhum grau de proximidade com o pesquisador e cinquenta alunos do 8º ano do ensino
fundamental II, em escolas previamente selecionadas, sendo uma pública e a outra
27
particular, por meio da aplicação de aulas práticas e questionários pré e pós-testes com
questões objetivas e subjetivas como processo de adequação do real, para a obtenção de
informações relativas ao tema abordado na pesquisa. Os referidos que participaram da
pesquisa possuíam idades variando entre 14 a 17 anos de ambos os sexos. Os mesmos
foram escolhidos de forma aleatória e pela disponibilidade de participarem da aula
prática e de responderem os questionários.
3.3 AMBIENTES DA PESQUISA
A pesquisa foi elaborada em duas escolas. Na Escola Municipal “Magia do
Saber” (FIGURA 1) na cidade de João Pessoa/PB, situada à Rua Eurídice Felix Cabral
nº S/N, bairro dos Bancários a qual atende atualmente 450 alunos, sendo 164
matriculados no Ensino Fundamental I e 283 no Ensino Fundamental II, nos turnos
manhã e tarde. A mesma conta com 24 professores, 01 diretora, 01 orientadora escolar e
01 supervisora. E no Colégio Particular “Quadrante” (FIGURA 2), também na mesma
cidade, situada à Rua Paulino do Santo Coelho nº 31, bairro cidade universitária.
Atualmente atende 812 alunos, sendo 258 matriculados no Ensino Fundamental I, 314
no Ensino Fundamental II e 240 no Ensino Médio, distribuídos nos turnos manhã e
tarde. A referida escola conta com 60 professores, 02 diretores, 02 orientadores
escolares e 02 supervisores.
Figura 1 e 2 - Escolas “Magia do Saber” e Colégio “Quadrante”
Fonte: Arquivo pessoal
28
Ambas possuem o Projeto Político Pedagógico (PPP), que através dos
rudimentos democráticos apontados pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB) de 1996 que se pode encontrar o aporte legal das instituições escolares
para produção da sua proposta pedagógica, pois é considerado um documento que, por
natureza, reclama elaboração coletiva, envolvendo toda a comunidade escolar.
Exatamente por ser a tradução formal do projeto pedagógico da escola, não pode
destituir da participação de ninguém em sua formulação.
Por esse motivo, não é documento que se elabore às pressas, mas exige que se
disponha de certo tempo, para admitir que o processo participativo – retardado, quase
sempre – possa acontecer. Tornando-se dessa forma um importante documento de
informações para o funcionamento da escola, nele encontram-se as funções das escolas,
suas atribuições e composição dos segmentos e setores da unidade escolar. (RES.
CEED/RS- 1998 N° 236 – JUSTIFICATIVA. p. 7).
É notório vermos que, a construção do PPP possa surtir efeito não é
obrigatoriamente necessário induzir os gestores escolares e os funcionários a
trabalharem mais, mas sim, dar oportunidades que lhe proporcione aprender a pensar e
modelar um projeto pedagógico sistemático.
3.4 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS
Nessa etapa é importante que o pesquisador tenha entendimento investigativo
para transformar situações imprevisíveis em oportunidades a fim de colher que seja de
suma importância para o estudo. Dessa forma a investigação científica foi executada em
quatro momentos:
1º momento: realizou-se a entrevista individualmente com os docentes de
Ciências Naturais do ensino fundamental (APÊNICE I) das escolas supracitadas.
Ressalta-se que esse método representa uma das principais técnicas de coleta de dados
utilizadas nas análises qualitativas, que para Bogdan e Biklen (1994, p. 134) as
entrevistas têm como objetivo de “recolher dados descritivos na linguagem do próprio
individuo, permitindo ao investigador desenvolver intuitivamente uma ideia sobre a
maneira como os indivíduos decifram aspectos do mundo”, pois tal procedimento
29
possibilita e permite uma maior proximidade do entrevistado como o pesquisador,
(FIGURA 3 e 4).
Figura 3 e 4 - Entrevista com os Professores de Ciências Naturais das escolas “Magia
do Saber” e “Quadrante”
2º momento: Nesse momento a pesquisa optou pelo uso do questionário
(APENDICE II) pré-teste para os docentes do ensino fundamental II (8º ano) com
cinquenta alunos das duas escolas já citadas anteriormente (FIGURA 5 e 6). Como
sabemos, o questionário busca respostas em vários aspectos da realidade do aluno. As
perguntas poderão conter segundo Gil (1999, p.132), “conteúdo sobre a realidade,
atitudes, comportamentos, sentimentos, padrões de desempenho, comportamento
presente ou passado”, entre outros.
Figura 5 e 6 - Aplicação dos Questionários Pré-teste para os discentes das escolas
“Magia do Saber” e “Quadrante”.
ZZ
Fonte: Arquivo pessoal
Fonte: Arquivo pessoal
30
3º momento: foram aplicadas duas aulas práticas, uma na escola municipal
“Magia do Saber” com o tema central “Sistema Circulatório” (APÊNICE III) e outra
aula em uma escola particular “Quadrante” com o tema central “Esqueleto e Estrutura
Óssea” (APÊNICE IV).
Ambas com objetivos específicos de: medir pulsação e frequência cardíaca e
compará-la; relacionar a circulação ao funcionamento do corpo; reconhecer o
funcionamento da circulação sanguínea através na prática uma atividade física (corrida
de curta distância). Salienta-se que nesse momento os alunos puderam vivenciar a
prática do conteúdo teórico abordado em sala de aula conforme demonstra abaixo,
(Figura 7 e 8).
Figura 7 e 8 - Aulas práticas ministradas nas escolas “Magia do Saber” e “Quadrante”
4º momento: foi aplicado o questionário pós-teste nas escolas pesquisadas
(APÊNICE V), que teve o intuito de contribuir para que os alunos expressassem suas
opiniões e discutissem sobre as aulas experimentais, como também suas aplicações em
aulas de Ciências Naturais, (FIGURA 9 e 10).
Figura 9 e 10 - Aplicações dos Questionários Pós-teste nas escolas “Magia do Saber” e
Colégio “Quadrante”
Fonte: Arquivo pessoal
Fonte: Arquivo pessoal
31
Ressalta-se que com a aplicação do pós-teste foram alcançados os dados que
possibilitaram reconhecer o real valor de trabalhar aulas experimentais dentro da prática
pedagógica durante o processo de ensino/aprendizagem.
32
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Foi realizada uma pesquisa participante, para a coleta de dados de caráter
quantitativo e qualitativo, provindo do método dedutivo por meio de entrevistas semi-
estruturadas com os professores de Ciências Naturais e de questionários pré e pós-testes
de múltipla escolha, com duas turmas do 8º ano do ensino fundamental de uma escola
pública e uma escola particular, ambas na cidade de João Pessoa.
A exibição dos dados ocorreu através de aulas práticas e de gráficos, seguidos
de investigações críticas dos resultados os quais tinham como finalidade de notificar se
a didática aplicada nas escolas estava dentro dos critérios segundo os Parâmetros
Curriculares Nacionais (PCNs). Os dados foram pesquisados estatisticamente, para a
classificação das frequências relativas, ligados às perguntas introduzidas nos
questionários.
4.1 RESULTADOS E ANÁLISE DA ENTREVISTA COM OS PROFESSORES DE
CIÊNCIAS NATURAIS
Realizou-se a entrevista individualmente com questões semi-estruturas, através
de um modelo de questionário (APENDICE I) igual para ambas, dentro de uma
abordagem linear e com respostas previstas, pois segundo Gil (2006, p. 117) “é a
técnica em que o investigador se apresenta frente ao investigado e lhe formulam
perguntas, com o objetivo de obtenção dos dados que interessam à investigação. A
entrevista é, portanto, uma forma de interação social”. Podendo se transformar em uma
simples conversa com um tema especifico onde se pode seguir uma ordem através de
um questionário.
Ao entrevistar a professora A (da escola pública), foi perguntado se ela poderia
conceituar atividade experimental. Sua resposta foi clara e objetiva: “atividades práticas
desenvolvidas a partir dos conceitos teóricos abordados em aulas teórica”. A professora
B (da escola particular) disse que: “como um ato de realizar experimentos com a
intenção de demonstrar como algo funciona, a veracidade ou eficiência de um processo
ou procedimento”.
33
Em seguida foi questionado se elas poderiam dizer a diferença entre atividades
experimentais e aulas de laboratórios, ambas responderam que não existia diferença.
Foram questionados com elas, quais seriam os fatores que despertavam mais
interesse para promover atividades experimentais dentro da escola. A professora A
respondeu que seria “a participação de todos na atividade, a manipulação de materiais, a
dinâmica dos experimentos e seus resultados obtidos”. Já a professora B em sua
entrevista disse: “maior facilidade para aprender a teoria vivenciada na prática”.
Perguntou-se também, qual a finalidade de aplicar uma atividade experimental?
A professora A respondeu que era “permitir o aprendizado do aluno de forma mais
dinâmica e participativa”, já a professora B disse que era a de “aplicar na prática as
teorias aplicadas em sala de aula com o intuito de facilitar a aprendizagem”. Na opinião
de Praia et al. (2002 p. 253), “as aulas experimentais, o uso das investigações,
transforma os alunos em indivíduos mais participantes na construção de seus
conhecimentos”, ordenando, dessa forma, um maior esforço mental, pois os alunos
estarão praticando a utilização de conceitos, metodologias experimentais, ou seja,
utilizando uma postura mais próxima das metodologias científicas atuais.
Quando questionadas se as mesmas conseguiriam perceber mudança de
comportamento em seus alunos quando eles estão em sala de aula e quando eles estão
no laboratório. A professora A disse o seguinte: “bem, a escola não possui laboratório,
porém, existem atividades experimentais que podemos realizar em sala de aula e, isso,
torna os alunos mais interessados, curiosos e de certo modo facilita o aprendizado”. A
professora B respondeu que “sim, desperta mais o interesse e absorve melhor os
conhecimentos aplicados nas aulas teóricas”.
Perguntou-se também se as professoras costumam, durante suas aulas, avaliar
as atividades experimentais ou só as teóricas? A professora “A” respondeu que “na
maioria das vezes as aulas teóricas, pois, são as mais aplicadas na escola”. Já a
professora “B” disse que “a avaliação é continua em todas as atividades, tanto nas aulas
teóricas como nas aulas práticas”. Na concepção de Luckesi (2005, p. 4) a avaliação
deve ser, “pontual, diagnóstica, inclusiva, democrática e dialógica”, pois é um
acompanhamento constante em busca de melhores resultados, que são organizados,
aplicados e respondidos de acordo com os objetivos propostos das ações de ensino-
aprendizagem.
34
4.2 RESULTADOS E ANÁLISE DAS AULAS PRÁTICAS NAS ESCOLAS MAGIA DO
SABER E QUADRANTE
A aula realizada nas escolas “Magia do Saber” e “Quadrante” foram sobre
Sistema Circulatório e Esqueleto e Estrutura Óssea. Em um primeiro momento e dias
diferentes foram trabalhados através de discussões os conhecimentos prévios dos alunos
quanto ao tema abordado. Após essa etapa foi aplicado o experimento em sala de aula
onde se observou durante a realização do mesma a interação entre aluno, conteúdo e
professor.
Nesta etapa foram propostos conteúdos apropriados às necessidades da
aprendizagem dos alunos e as atividades práticas foram de suma importância e
proveitosas, pois foi possível fazer uma pequena retomada de conhecimentos já
trabalhados em aulas anteriores como ponto estratégico de partida, pela professora
titular. Uma vez que o tempo proposto durante as aulas foi bem organizado para que os
alunos pudessem fazer anotações, exporem suas possíveis dúvidas e analisarem os
problemas quanto ao experimento proposto.
Deste modo, o material exposto para a realização do experimento, como
também a instrução planejada antes e durante, imputou uma responsabilidade maior
para os alunos na medida em que esses materiais de estudo oferecem oportunidades para
que os mesmos se envolvam no processo da capacidade de adquirir ou de absorver
conhecimentos, sendo este, comumente discutido como elemento que facilita a
aquisição de uma forma clara (WILLIAMS, 2001 p. 31).
Com isso, foram obtidos os objetivos propostos de curto prazo dos conteúdos
em questão e as atividades foram entendidas por todos os alunos de forma criativa e
dinâmica. Além disso, as informações obtidas durante o processo de
ensino/aprendizagem foram suficientes para promover o senso crítico dos mesmos, pois
quando o professor é reflexivo, em uma escola também reflexiva, as aulas passam a
serem planejadas dentro de uma proposta pedagógica condizente que criam condições
de reflexão individual e coletiva. Portanto as aulas práticas não podem ficar só nos
planos de aulas, elas tem que serem aplicadas de verdade pelos professores
(ALARCÃO, 2005, p.44).
35
4.3 RESULTADOS E ANÁLISE DO PRÉ-TESTE COM OS ALUNOS
De acordo com os dados obtidos pela aplicação dos questionários pré-teste
(APENDICE II) nas escolas de João Pessoa-PB, foi constatado que a análise realizada
remeteu-se a uma estatística de perguntas pré-estabelecidas, uma vez que o objetivo era
analisar e avaliar como as atividades experimentais estão sendo desenvolvidas e
explanadas em sala de aula de duas diferentes modalidades de instituição de ensino,
pública e privada, de modo que venha desenvolver o interesse do discente no ensino de
Ciências Naturais.
As respostas analisadas ressaltaram diversas características relevantes no
contexto do questionário pré-teste em foco (APÊNDICE II) proporcionando tanto o
aperfeiçoamento do instrumento de pesquisa como o reconhecimento de diversos fatores
importantes a esta temática.
A primeira questão do pré-teste foi se os alunos gostam da disciplina de
Ciências Naturais e por quê? Como pode ser observada na Figura 11, dos 26
respondentes da escola “Magia do Saber”, 87% disseram que gostavam da disciplina e
13% não gostam. Entretanto, no colégio “Quadrante” observado na Figura 12, dos 24
respondentes da escola “Polígono”, 83% disseram gostar da disciplina e 17% disseram
não gostar da disciplina de Ciências Naturais (FIGURAS 7 e 8).
Figura 11 e 12 - Gostam da disciplina de Ciências Naturais e por quê?
Disciplina
Fonte: autora (2014)
Sim
87%
Não
13%
Escola "Magia do Saber"
Gosta da disciplina de Ciências
Naturais?
Sim
83%
Não
17%
Colégio "Quadrante"
Gosta da disciplina de Ciências
Naturais?
36
Os alunos que disseram gostarem da disciplina eram por que, na visão destes,
“estuda o corpo humano” e os que disseram não gostam responderam: é porque acham
que as aulas ”não interessantes”. Nota-se um percentual bem satisfatório em ambas as
escolas de alunos que gosta da disciplina de Ciências, pois de acordo com Pierson e
Hosoume (1997, p.86) afirma que a nossa sociedade atual não é apenas tecnológica
pelos aparatos e instrumentos que incorporam o nosso dia-a-dia, mas principalmente,
pela forma através da qual passamos a ver e interpretar as coisas à nossa volta, as
explicações que procuramos dar aos fenômenos a cada momento.
Com relação às dificuldades foi perguntado a eles se sente algum tipo de
dificuldade na disciplina de Ciências Naturais, e quais? Como ilustra as Figuras 13 e 14,
os seguintes resultados foram obtidos: 69% dos alunos da escola “Magia do Saber”
responderam que não sentem dificuldades na disciplina, enquanto 23% responderam
que sentem dificuldades na disciplina.
Ressalta-se que alguns estavam tímidos de falar que não conseguiram entender e
outros disseram que não ligam muito, pois não gostam da disciplina e nem a maneira
como a professora explica. Já, 8% não quiseram responder essa pergunta. No colégio
“Quadrante” 72% dos alunos disse gostar da disciplina e 28% sentem dificuldades
porque não conseguem entender a explicação da professora.
Figura 13 e 14 - Gostam da disciplina de Ciências Naturais e por quê?
Dificuldades na disciplina de Ciências Naturais
Fonte: autora (2014)
Sim
23%
Não
69%
Não
respond
eram
8%
Escola "Magia do Saber"
Você sente dificuldade na disciplina
de Ciências Naturais?
Sim
72%
Não
28%
Colégio "Quadrante"
Você sente dificuldade na disciplina
de Ciências Naturais?
37
Portanto, nota-se uma linguagem técnica utilizada pelo professor de Ciências e
que dificulta o aprendizado do aluno. E através do uso da mesma o aluno se sente
tímido e constrangido para questionar suas dúvidas, de acordo com as concepções de
Piaget (2001, p.21) a cooperação e a comunicação entre professor/aluno é importante
para que o aluno entenda os conteúdos expostos durante a aula.
Ainda de acordo com os dados acima, observa-se que os alunos apresentam em
suas respostas aspectos que denotam a não compreensão dos conteúdos da disciplina,
apesar de uma porcentagem muito pequena não entenderem, é um pouco preocupante,
como comprovando em uma das respostas transcritas na Figura 15:
Figura 15 - Transcrição de um aluno da escola “Magia do Saber”
Observa-se de acordo com essa opinião que o aluno da escola “Quadrante”
também sente um pouco de dificuldade em alguns assuntos abordados pela professora,
que pode ser observado na Figura 16 abaixo.
Figura 16 - Transcrição de um aluno da escola “Quadrante”
Outro ponto observado também é que uma minoria de discentes não quiseram
responder quais seriam essas dificuldades. Quanto à pergunta, se nas aulas de Ciências
Naturais eles desenvolvem atividades experimentais, as respostas foram as seguintes:
100% dos alunos da escola “Magia do Saber” disseram que não tinham aulas práticas.
Contudo, os alunos do colégio “Quadrante”, 92% responderam que não, e 8 %
responderam que sim (FIGURA 17).
38
Figura 17 - Nas aulas de Ciências Naturais você desenvolve atividades experimentais
(aulas práticas)?
Observa-se nesse questionamento que o pouco convívio com as práticas
experimentais faz com que os alunos não tenham afinidade com as mesmas, porém o
desejo de conviver com essas práticas ficaram evidentes. Em relação à pergunta sobre o
que eles achavam das aulas práticas quando desenvolvidas em sala de aula, se elas
estimulavam o seu entusiasmo pelo conteúdo abordado e pela disciplina de Ciências
Naturais, e Por que, as respostas foram:
Figura 18 e 19- As atividades experimentais desenvolvidas em sala de aula
estimularam o seu entusiasmo pelo conteúdo abordado e pela disciplina de Ciências Naturais?
Por quê?
Desenvolvimento de aulas práticas
As atividades experimentais estimula o entusiasmo pela disciplina
Fonte: autora (2014)
Fonte: autora (2014)
Sim
62%
Não
38%
Escola "Magia do Saber"
As atividades experimentais
desenvolvidas em sala de aula
estimularam o seuentusiasmopelo
conteúdo abordado e pela
disciplina de Ciências Naturais?
Sim
17%
Não
75%
Não
respond
eran
8%
Colégio"Quadrante"
As atividades experimentais
desenvolvidas em sala de aula
estimularam o seuentusiasmopelo
conteúdo abordado e pela
disciplina de Ciências Naturais?
sim
8%
Não
92%
ColégioQuadrante"
Nas aulas de Ciências Naturais
você desenvolve atividades
experimentais (aulas práticas)?
39
Diante das observações comprovou-se que as atividades experimentais é uma
maneira de alterar a realidade do aprendizado do aluno em um contexto próprio.
Existindo o interesse tanto do professor como do aluno, haverá a motivação e o
engajamento para que possa ocorrer uma definição precisa dos termos a serem
trabalhados nas aulas de ciências.
Laburu (2006, p. 382) demonstra que as atividades experimentais podem servir
de poderoso estímulo, impulso e incentivo como componente primordial para despertar
ou manter o interesse dos alunos nos conteúdos de ciências trabalhados. White (1996,
p.761) também discute que essas atividades predispõe o aluno à aprendizagem, atuando
na parte emocional de sua estrutura mental. Dessa forma, podemos dizer que as aulas
experimentais estimulam e direcionam a atenção do aluno para o tema cientifico que
será abordado na sala de aula.
Quando perguntado se eles gostam de atividades práticas, os resultados foram
os seguintes: 88% dos participantes da escola “Magia do Saber” responderam que
gostam de aulas práticas e 12% dizem não gostar de aulas práticas. 83% dos
participantes do colégio “Quadrante” responderam que gostam de atividades
experimentais, 13% não gostam e 4% não responderam essa pergunta.
Figura 20 e 21 - Você gosta de atividades práticas? Por quê?
Atividades práticas
Fonte: autora (2014)
Sim
88%
Não
12%
Escola "Magia do Saber"
Você gosta de atividades
práticas?
Sim
83%
Não
13%
Não
respon
derm
4%
Colégio"Quadrante"
Você gosta de atividades práticas?
40
Observa-se tanto na Figura 20 como na Figura 21, que o pouco contato que
eles têm com aulas experimentais, faz com que a minoria não respondam ou até mesmo
não gostem de aulas práticas. O professor deve fazer com que os alunos percebam e
adquira a prática experimental de conceitos científicos, explorar também os conceitos
teóricos, favorecer para os mesmos a interação teoria/realidade e para assumissem “uma
capacidade de compreender que a ciência contemporânea não é apenas experimentação,
mas sim, teoria e experiência, realizada e interpretada à luz de teorias” (BUNGE, 1974,
p. 10).
Outro ponto abordado no questionário pré-teste foi o que eles entendiam por
atividade experimental, com relação a essa questão os respondentes emitiram diferentes
respostas espontâneas e poucos responderam. Algumas das respostas podem ser
observadas na Figura 22.
Figura 22 - O que entendem por atividade experimental
Escola “Magia do Saber”
Respostas
Colégio “Quadrante”
Respostas
É abordada a teoria para a
prática
Nela é testado nosso aprendizado
Sair do dia a dia É a prática do aprendizado
Momento que você entra
em contato com a ciência
Todos juntos para ver como funciona a teoria na
prática
Estudar a prática dos
conteúdos
Aula mais divertida e interativa para um melhor
aprendizado
Observa-se que 6% dos alunos da escola “Magia do Saber” responderam algo
sobre atividade experimental e 46% não souberam ou não quiseram responder o que
Conceito de atividades experimentais
Fonte: autora (2014)
41
entendiam por atividades experimentais. No colégio “Quadrante” 8% citou algum
conceito sobre atividades práticas e 40% não responderam. Portanto, fica evidente que
86% dos respondentes não conseguiram dizer o que entende por atividades
experimentais.
Na pergunta seguinte foi questionado se na opinião deles, para a realização de
experimentos nas aulas de Ciências Naturais é indispensável à instituição escolar
possuir um laboratório equipado específico, observa-se que 92% dos alunos da escola
“Magia do Saber” responderam que a escola precisa de um laboratório específico para
as aulas de Ciências Naturais, e 4% disseram que não é preciso um laboratório
especifico, enquanto 4% não responderam (FIGURA 19). Por outro lado, 69% dos
alunos do colégio “Quadrante” disseram que é preciso de um laboratório específicos e
31% afirmaram que não, como pode ser observado na Figura 23 e 24.
Figura 23 e 24 - Em sua opinião, para a realização de experimentos nas aulas de
Ciências Naturais é indispensável à instituição escolar possuir um
laboratório equipado específico?
Sabe-se que não é preciso que as escolas possuam de laboratórios específicos.
O professor pode, em sala de aula, elaborar metodologias de aulas práticas e realizá-las.
É indispensável à instituição escolar possuir um laboratório equipado específico
Fonte: autora (2014)
Sim
69%
Não
31%
Colégio"Quadrante"
Em sua opinião, para a realização
de experimentos nas aulas de
Ciências Naturais é indispensável
à instituiçãoescolar possuir um
laboratório equipado específico?
Sim
92%
Não
4%
Não
respon
deram
4%
Escola "Magia do Saber"
Em sua opinião, para a
realização de experimentos nas
aulas de Ciências Naturais é
indispensável à instituição
escolar possuir um laboratório
equipado específico?
42
Mas, para que ocorra a aprendizagem significativa é preciso à contextualização e a
problematização das situações discutidas em sala de aula, pois é essencial para que todo
o trabalho desenvolvido com os alunos não tenha um caráter apenas ilustrativo, e cabe
ao professor orientar e direcionar o aluno na execução dos experimentos. Para Ausubel
(1963, p. 58), a aprendizagem significativa é o mecanismo da percepção humana, por
excelência, para adquirir e armazenar a vasta quantidade de ideias e informações
representadas em qualquer campo de conhecimento.
A questão seguinte procurou relatar se a função da experimentação é facilitar a
compreensão do conteúdo abordado despertando os discentes para a curiosidade e
interesse pelo estudo, ou seja, adaptar a teoria à realidade. Como respostas 88% dos
alunos da escola “Magia do Saber” afirmou que sim, 8% disseram que não e 4% não
quiseram responder. Todavia, 69% dos respondentes do colégio “Quadrante” disseram
que sim e 31% disseram que não, Figuras 25 e 26.
Figuras 25 e 26 - A função da experimentação é facilitar a compreensão do
conteúdo abordado despertando os discentes para a curiosidade e interesse pelo estudo.
Observa-se que a maioria dos alunos entende que a função da experimentação é
facilitar a compreensão do conteúdo, pois segundo o Weels apud Galiazzi e Perez
A função da experimentação é facilitar a compreensão do conteúdo estudado
Fonte: autora (2014)
69%
31%
Colégio"Quadrante"
A função da experimentação é
facilitar a compreensão do
conteúdo abordado despertando
os discentes para a curiosidade e
interesse peloestudo.
Sim
Não
Sim
88%
Não
4%
Não
respond
eram
8%
Escola "Magia do Saber"
A função da experimentação é
facilitar a compreensão do
conteúdo abordado despertando
os discentes para a curiosidade e
interesse peloestudo.
43
(1999, p. 326), a experimentação deve ser introduzida dentro da sala de aula com o
objetivo de levar o aluno à reflexão entre prática e teoria, pois é importante salientar que
a explicação do conhecimento não se restringe somente ao início da atividade
experimental, ocorrem-nos diferentes momentos em sala de aula, o que exige atenção
permanente do professor (LIMA e MARCONDES 2005, p.1).
É essencial entender que as atividades experimentais além de sua função ela
deve também ser fundamentada não só na observação, mas na teoria, na mediação do
sujeito, nas questões sociais e culturais com a finalidade de mostrar o desenvolvimento
do aluno mediante a problematização das observações em aulas práticas e o diálogo.
4.4 RESULTADOS E ANÁLISE DO PÓS-TESTE COM OS ALUNOS
Com relação à primeira questão do questionário (FIGURA 27 e 28) do pós-
teste da escola “Magia do Saber”, (APÊNDICE V) foi perguntado aos alunos se gostam
de aula prática, as respostas foram as seguintes: o percentual de 80%, afirmaram gostar
das aulas práticas e 20% não gostam. No colégio “Quadrante” 96% dos respondentes
disse gostar de aulas práticas e 4% disseram não gostarem.
Figuras 27 e 28 – Vocês gostam de aulas práticas?
Gostam de aulas praticas?
Fonte: autora (2014)
Sim
80%
Não
20%
Escola "Magia do Saber"
Vocês gostamde aulas práticas?
Sim
96%
Não
4%
Escola "Quadrante"
Vocês gostamde aulas práticas?
44
Observa-se nesse questionamento que mesmo não tendo muito aulas práticas,
os alunos gostam. Nota-se, portanto, a falta da prática docente, pois segundo Cruz
(2005, p. 192), ao falarmos da prática docente se está “exigindo que falemos de sujeitos
que possuem um ofício, o saber de uma arte, a arte de ensinar, e que produzem e
utilizam saberes próprios do seu oficio no seu trabalho cotidiano nas escolas”.
Em outra questão objetiva do questionário, expostos nas Figuras 29 e 30, foram
abordados se as aulas práticas ajudam a aprimorar os conhecimentos dos mesmos.
Como resultado obtido, 80% dos respondentes da escola “Magia do Saber” disseram
que sim, 20% afirmaram que não. Por outro lado, dos discentes do colégio “Quadrante”,
96% responderam que sim e 4% que não.
Figura 29 e 30 – Em sua opinião as aulas práticas ajudam a aprimorar seus
conhecimentos?
Ainda dentro da análise da questão, observa-se um número grande de aceitação
das aulas práticas no aprimoramento do conhecimento, possibilitando dessa forma a
suposição de que os demais não compreendem o real valor de aulas experimentais.
Ficou ressaltado que os alunos em alguns momentos demonstraram evidências de que
nas aulas experimentais a resolução e explicações dos conteúdos são mais bem
detalhadas, facilitando o entendimento e a compreensão dos temas abordados.
As aulas práticas aprimoram o conhecimento
Fonte: autora (2014)
Sim
80%
Não
20%
Escola "Magia do Saber"
Em sua opinião as aulas práticas
ajudam a aprimorar seus
conhecimantos?
Sim
96%
Não
4%
Colégio"Quadrante"
Em sua opinião as aulas práticas
ajudam a aprimorar seus
conhecimentos?
45
Em outra pergunta foi questionado com os alunos, quais conteúdos de Ciências
Naturais, você acreditaria que aprenderia melhor através de uma aula
experimental?(FIGURAS 31 e 32). Os resultados revelaram que, 28% dos respondentes
da escola “Magia do Saber” disseram ser “mistura de gases”, 24% responderam que
seria o “estudo do corpo humano”, 20% não responderam, 12% disseram que seria
“todos os conteúdos”, 8% responderam que aprenderiam melhor através de aulas
práticas o conteúdo “água” e 8% disseram que seria o estudo dos “planetas”.
Figuras 31 e 32- Quais os conteúdos de Ciências Naturais, você acredita que
aprenderia melhor através de uma aula prática?
Nesse questionamento observa-se que os alunos mostram uma variedade de
opções de conteúdos estabelecidos para ser trabalhado em sala de aula. Cabe ao
professor, usar metodologias adequadas para diversificar e dar qualidade as aulas de
ciências e não ficar atrelados a métodos tradicionais, mas sim, alcançar através das aulas
práticas uma aprendizagem significativa e com objetivos que possam explanar ideias e
concepções desenvolvidas nas aulas teóricas, pois os alunos podem ‘ver na prática’ o
que acontece na teoria, ou aprender a utilizar algum instrumento ou técnica de
laboratório específica, (BORGES 1997, p. 3).
Aprendendo melhor através de aulas práticas
Fonte: autora (2014)
8%
24%
28%
8%
12%
20%
Escola "Magia do Saber"
Quais os conteúdos de Ciências
Naturais, voce acredita que
aprenderia melhor através de
uma aula prática?
Água
Corpo humano
Mistura de gases
O Planeta
Todos os
conteúdos
Não
responderam
71%
16%
6% 7%
Colégio"Quadrante"
Quai os conteúdos d Ciências
Naturais voce acredita que
aprenderia melhor através de
aulas práticas?
Corpo
humano
As plantas
Os animais
Todos
46
No mesmo questionamento, 71% dos respondentes do colégio “Quadrante”
responderam que aprenderiam melhor através de aulas práticas o conteúdo “corpo
humano”, 16% dos respondentes disseram “as plantas”, 7% seria todos os conteúdos, e
6% seria o tema “os animais”. Observa-se que esses resultados tornam mais sólidos a
necessidade de se trabalhar em sala de aula com metodologias inovadoras. Sabe-se que
o ensino de ciências se torna mais reforçado quando o aluno passa a ser um sujeito
constituído por seu grupo social, que deve lidar com diferentes conhecimentos,
interpretando-os a partir de suas ideias e valores (OLIVEIRA 1997, p.37).
Sabemos que para ser aplicados conteúdos de ciências através de aulas práticas
não é preciso que os docentes vinculem o ensino com práticas com a existência de salas
adequadas, materiais específicos e instalações apropriadas, que na maioria das vezes
não estão disponibilizadas nas escolas públicas.
Quando perguntado aos alunos da escola “Magia do Saber”, de acordo com o
conteúdo abordado durante a aula prática em sala de aula (APÊNDICE III), se os
mesmos observaram se existiram mudanças nos batimentos cardíacos de uma pessoa em
repouso e após uma atividade física, e o porquê dessa mudança. 92% dos respondentes
disseram que sim, 8% disseram que não.
Figura 33 - Na aula prática sobre sistema circulatório, você observou se existiram
mudanças nos batimentos cardíacos de uma pessoa em repouso e após uma atividade física? Por
quê?
As aulas práticas sobre sistema Circulatório
Fonte: autora (2014)
Sim
92%
Não
8%
Escola "Magia do Saber"
Na aula prática sobre sistema
circulatatório, você observou se
existiumudanças nos batimentos
cardiaços de uma pessoa em repouso
e após uma atividade física? Por
que?
47
No colégio “Quadrante” foi perguntado aos alunos, de acordo com o conteúdo
da aula prática (APÊNDICE IV), se os mesmos após o experimento conseguiram
compreender a importância do cálcio na estrutura óssea de um determinado corpo. Para
esta questão, de acordo com a Figura 31, foi obtido o seguinte resultado: 99%
responderam que ficou mais fácil a compreensão do conteúdo abordado na prática, 1%
disse que não.
Figura 34 - Após o experimento vocês conseguiram compreender a importância do
cálcio na estrutura óssea de um determinado corpo?
Observa-se que a maioria dos pesquisados apontam que há um esclarecimento de
dúvidas, ou seja, nas aulas experimentais ocorre um segmento dialogal maior do que em
aulas teóricas, deixando evidente que as aulas se tornam mais dinâmicas, interessantes e
ajudam a entender melhor a matéria em estudo.
Observou-se que durante a aula experimental a comunicação dos alunos foi de
suma importância para esclarecer suas dúvidas e que neste sentido houve trocas de
ideias. Na explicação de Krasilchik (2000, p.5), as aulas práticas são motivadoras da
aprendizagem, e podem levar os alunos ao desenvolvimento de habilidades técnicas e
principalmente auxiliando a fixação, o conhecimento sobre os fenômenos e fatos.
As aulas práticas sobre esqueleto e estrutura óssea
Fonte: autora (2014)
Sim
99%
Não
1%
Colégio"Quadrante"
Após o experimento vocês
conseguiramcompreender a
importância do cálciona estrutura
ósseade um determinado corpo?
48
O que se observa, a partir dessa afirmação do autor, é que se deve existir uma
mudança no modo de transmissão de conteúdo, ressaltando uma nova postura do
professor, pois ficou evidente que aulas práticas tornam mais fácil o
ensino/aprendizagem.
49
5 CONCLUSÕES
Diante desta pesquisa foi possível verificar que as professoras entrevistadas
tinham uma visão contextual da experimentação em sala de aula, e isso é visto como
fator positivo, pois significa que os mesmos não estão pensando de um modo fechado,
tradicional, mas, também não tem a prática da utilização, acreditando que reproduzir
experimentos ou aplicar aulas práticas possa resolver os problemas do
ensino/aprendizagem de Ciências.
Os docentes concordam com as transcendências da realidade das aulas, deixando
evidente que realizam sempre que podem. Porém, sabe-se que é necessário delimitar
que tipo de experimento se encaixa no ensino, e com isso, estudar, deliberar as
diferentes práticas experimentais, e como elas devem ser aplicadas com precisão nos
conceitos teóricos em sala de aula.
Assim, observou-se que existe uma necessidade de uma formação continuada
que leve o professor a refletir sobre a aplicação da experimentação em sala de aula, pois
se percebe na análise da entrevista que os mesmos usam essa prática quando podem e
tem conceitos simplismos sobre aulas práticas, deixando o aluno confuso e desmotivado
por não terem o hábito de unir a teoria com a prática.
Dessa forma é importante repensar a formação dos futuros profissionais da
educação, e promover estratégias de formação continuada para que os alunos não sintam
certas dificuldades no aprendizado, pois se observou que na opinião dos alunos a
experimentação amplia o aprendizado e torna as aulas mais prazerosas e dinâmicas,
quando o docente relaciona a teoria com a prática, contudo para que isso possa ocorrer,
em sala de aula, esta prática fica desenvolvida e aplicada de forma correta.
A aplicação de aulas práticas é de extrema importância para a construção do
conhecimento científico dos alunos, e por isso é que se torna importante para o ensino
de Ciências Naturais. Uma vez que a partir dos resultados obtidos, ficou evidenciado
que a maioria dos discentes gosta da disciplina de ciências e quando os professores
utilizam em suas aulas experimentos em sala de aula, eles se interessam e ficam
estimulados para estudarem os temas científicos abordados.
Constatou-se que 80% dos alunos da escola “Magia do Saber” e 96% dos
alunos do colégio “Quadrante” disseram que as aulas práticas ajudam a aprimorar os
conhecimentos possibilitando dessa forma a suposição das dificuldades de elaborarem
50
conceitos. Ficando claro que os alunos em alguns momentos demonstraram evidências
de que nas aulas experimentais a resolução e explicações dos conteúdos são mais bem
detalhadas, facilitando o entendimento e a compreensão dos temas abordados.
51
REFLEXÕES
Durante o período que realizei as pesquisas nas escolas, encontrei algumas
dificuldades, tanto por parte dos gestores, como também dos professores. Muitas das
escolas que procurei aplicar as pesquisas, não aceitaram que a mesma fosse realizada,
creio, que com receio do que iria encontrar. De fato, depois de uma longa jornada a
procura das escolas nas quais pudesse aplicar a pesquisa científica, enfim, encontrei-as.
Achei melhor começar aplicando uma entrevista com os professores, para
sondar o como eles trabalhavam e de que forma. Foi decepcionante para minha futura
carreia que desejo almejar. As mesmas não tinham o hábito de aplicar aulas práticas, por
alegarem não terem tempo de prepara-las, já estavam se sentindo cansadas por atuarem
o bastante tempo nas escolas.
Percebi por alguns instantes que elas ainda estão atreladas ao método
tradicional, até mesmo na escola particular, onde eu acharia que séria um pouco
diferente. O que observei é que os professores não estão dispostos a inovar suas aulas,
seja por falta de habilidades, seja por puro comodismo. Ao concluir a pesquisa percebi
que de fato, as maiorias dos alunos nunca tiveram uma aula prática experimental.
Em ambas as escolas foram aplicadas questionários pré-teste e pós-teste, nos
quais observei que a realidade é bem próxima uma da outra, em relação às aulas
experimentais, quanto à escola da rede pública, quanto a da rede privada de ensino não
tem o hábito de inserir aulas experimentais com seus alunos.
O assunto trabalhado pela professora regente da escola pública “Magia do
saber” (nome fictício) foi sobre o Sistema Circulatório. Sendo assim preparei um
experimento para a turma relacionado com o tema abordado em sala. Já na escola da
rede privada de ensino, ”Quadrante” (nome fictício) o assunto trabalhado pela
professora regente foi sobre, Esqueleto e Estrutura Óssea. Assim, foi pude desenvolver
em sala os experimentos sobre a temática apresentada em sala.
A meu ver, o professor deve ser entendido como um agente de educação
integral, cujas habilidades, conhecimentos e atitudes em relação ao aluno são o centro
da eficácia do processo educativo. Ainda tentei mostrar para esses professores de
52
Ciências que estamos diante de uma sociedade que apresenta um processo acelerado de
mudanças, onde a escola deve educar para tornar seus educandos cidadãos criativos,
participativos, críticos e atuantes.
Observei também, mesmo não tendo muito acesso que, nem sempre a gestão da
escola tem uma prática que venha ao encontro dessa realidade de participação e não
cobram muito dos professores para que eles tenham uma postura renovada capazes de
levar o novo, o diferente para melhorar o aprendizado do aluno, pois diante desses fatos
sabemos que o professor deve promover um trabalho coletivo e delegar funções que
tenha envolvimento onde todos tenham uma postura voltada para a motivação.
O professor deve assumir uma postura renovada, coisas que não consegui ver
nas escolas, pois segundo Paulo Freire (2007, p.11), os mesmos devem estar
“convencidos de que os educadores libertadores não são missionários, não são técnicos,
não são meros professores. Têm de se tornar, cada vez mais, militantes”. Devem ser
militantes no sentido político dessa palavra. Algo mais que um ativista. Um militante é
um ativista crítico.
Sabe-se que esse método renovado de ensino tem-se uma aproximação do
mundo real, ou seja, contexto, cotidiano e teoria, que dessa forma possam ser analisados
os fenômenos, integrando e interagindo para os alunos consigam entender conceitos.
Não se pode deixar de frisar muitos fatores que impedem sim no desenvolvimento da
Educação Científica nas unidades escolares, como por exemplo, a falta de materiais, a
falta de estruturas adequadas, os salários e a carga horária inadequada, e tudo isso
requer políticas públicas para um maior incentivo na educação científica para que possa
ser desenvolvida.
Assim, durante o período da pesquisa refleti sobre a minha futura profissão e
aprendi que devemos introduzir a teoria do pensar dialética a prática, apontando
caminhos para um melhor aproveitamento e oferecer aos alunos sugestões e propostas
que possam melhorar cada dia sua aprendizagem para que durante a sua trajetória
estudantil eles possam elaborar conceitos e vivenciá-los.
53
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A EXPERIMENTAÇÃO COMO FERRAMENTA DIDÁTICA DE APRENDIZAGEM NO ENSINO FUNDAMENTAL DE CIÊNCIAS NATURAIS MEDIANTE PERCEPÇÕES DOS DOCENTES E DISCENTES

  • 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA CENTRO DE EDUCAÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS NATURAIS (LICENCIATURA À DISTÂNCIA) MARLENE ENEAS DA SILVA FALCÃO A EXPERIMENTAÇÃO COMO FERRAMENTA DIDÁTICA DE APRENDIZAGEM NO ENSINO FUNDAMENTAL DE CIÊNCIAS NATURAIS MEDIANTE PERCEPÇÕES DOS DOCENTES E DISCENTES JOÃO PESSOA – PB 2014
  • 2. MARLENE ENEAS DA SILVA FALCÃO A EXPERIMENTAÇÃO COMO FERRAMENTA DIDÁTICA DE APRENDIZAGEM NO ENSINO FUNDAMENTAL DE CIÊNCIAS NATURAIS MEDIANTE PERCEPÇÕES DOS DOCENTES E DISCENTES Monografia apresentada como exigência parcial para obtenção do Certificado de Conclusão do Curso de Graduação em Ciências Naturais (Licenciatura à Distância), pela Universidade Federal da Paraíba. Orientadora: Profª. Dra. Evaneide Ferreira Silva. Coorientadora: Profª. Esp. Jailma Simone Gonçalves Leite. JOÃO PESSOA – PB 2014
  • 3. MARLENE ENEAS DA SILVA FALCÃO A EXPERIMENTAÇÃO COMO FERRAMENTA DIDÁTICA DE APRENDIZAGEM NO ENSINO FUNDAMENTAL DE CIÊNCIAS NATURAIS MEDIANTE PERCEPÇÕES DOS DOCENTES E DISCENTES Esta Monografia foi julgada adequada para a obtenção do Grau de Graduação em Ciências Naturais. E aprovada em sua forma final pela Universidade Federal da Paraíba na modalidade à distância. Data: ____/____/____ ________________________________________________ Profa. Dra. Evaneide Ferreira Silva (Orientadora) __________________________________________________ Prof. Examinador __________________________________________________ Prof. Examinador JOÃO PESSOA – PB 2014
  • 4. O método de educação pode se prolongar a vida toda, sendo que o período escolar representa o fundamento no qual a estrutura da vida pode se apoiar e crescer. Robert H. Jackson
  • 5. AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus por ter me concedido a graça de concluir este curso, pois, sem a minha fé e a minha perseverança não chegaria a lugar nenhum. Aos meus pais, Raimunda Izabel da Silva (In memória) e José Eneas da Silva, que, com seu jeito simples de ser, sempre me incentivou a estudar e lutar pelos meus objetivos. Ao meu querido esposo Eduardo, pelo incentivo a prosseguir, mostrando-me que eu sou capaz de superar minhas dificuldades. As minhas amadas filhas Isabel e Maria Eduarda pela compreensão de por muitas vezes, está atarefada com os trabalhos acadêmica e não pude dar-lhes a atenção devida, vocês é a razão do meu viver. Aos meus irmãos que sempre me apoiaram. A Minha querida Evanalba Arnaud, (nenê, minha mãe do coração), o meu muito obrigado, pela força e confiança depositada em minha pessoa. A Rejane Maria Lira de Araújo, minha amiga querida, pela força e incentivo. Aos meus colegas e amigos Alessandro, Isabel Lucena e em especial a Leilany Campos pela força e troca de conhecimentos e buscas de soluções para superar nossas dificuldades durante o curso. A professora orientadora Drª. Evaneide Ferreira, por ter sido fundamental nesse processo , compartilhando, mostrando-me que era possível. Você é muito especial!É muito mais que uma professora e orientadora, é uma amiga, que levarei por toda á vida. A coorientadora professora Jailma Simone Gonçalves Leite compreensão e pela amizade. Aos professores, alunos e responsáveis pelas Escolas Municipais “Aruanda” e Colégio “Polígono”, pelo acolhimento e respeito. Ao tutor presencial José Vieira por está sempre dispostos a nos orientar a respeitos dos assuntos relacionados ao curso. Aos meus queridos professores (as) e tutores a distância da plataforma, que contribuíram com seus ensinamentos para minha formação, pois, através de seus conhecimentos me ajudaram a superar muitas dificuldades no decorrer de todo o curso. Agradeço também, a coordenadora do curso, Drª. Maria de Lourdes Pereira e ao secretário do curso, Cristiano Lelis, pelo apoio.
  • 6. RESUMO As aulas práticas experimentais quando bem utilizadas, estabelecem uma ligação no processo de ensino/aprendizagem em ciências, por estimular e despertar interesse nos alunos, facilitando dessa forma a compreensão dos conteúdos estudados. No entanto muitos docentes contrapõem em usar este método pedagógico, sendo que por muitas vezes alguns professores usam de maneira demonstrativa, não contribuindo para a construção da aprendizagem significativa. Buscou-se então com essa investigação e diante desse cenário analisar professores e alunos de duas diferentes instituições de ensino, sendo uma escola pública e uma escola particular, ambas estão localizadas na cidade de João Pessoa/PB, com o objetivo de analisar como as atividades experimentais estão sendo desenvolvidas e expostas em sala de aula nestas diferentes modalidades. Os resultados, não são muito promissores, pois apesar de alguns docentes mostrarem de forma evidente sobre a forma como a experimentação deve ser utilizada em sala de aula, a maioria não utiliza essa ferramenta pedagógica. Quanto aos alunos, estes entendem a experimentação de forma bastante positiva e de muita utilidade para entender conceitos. Para esta finalidade realizou-se uma entrevista com os docentes e aplicaram-se questionários aos discentes, além da realização de duas aulas práticas nas duas escolas em estudo. Os questionários aplicados aos docentes revelaram que elas entendem e admitem a necessidade de se aplicar atividades experimentais nas aulas de ciências. Quanto aos eventos aplicados aos discentes, ficou constatado que mais de 80% gostam da disciplina de ciências e das atividades experimentais, embora a maioria afirme sentir dificuldades em entender os conteúdos. Embora poucos discentes tenham discordado da necessidade de um laboratório na escola, mais de 60% concordaram que é indispensável este espaço. Os resultados ainda evidenciam um maior desempenho na aprendizagem dos discentes, através de aulas práticas experimentais nas duas escolas analisadas. Palavras-chave: Experimentação. Ensino de Ciências. Aprendizagem.
  • 7. ABSTRACT Experimental practical classes when used properly, provide a link in the teaching / learning process in science, to stimulate and arouse interest in students, thus facilitating understanding of the content studied. However many teachers opposed to using this teaching method, and for some teachers often use a demonstrative way, not contributing to the construction of meaningful learning. Then we tried with this investigation and in this scenario to analyze teachers and students of two different educational institutions, being a public school and a private school, both are located in the city of João Pessoa / PB, with the aim of analyzing how activities experimental are being developed and exposed in the classroom in these different modalities. The results are not very promising, because although some teachers to show clearly on how the testing should be used in the classroom, most do not use this educational tool. As for students, they understand the trial very positively and very useful for understanding concepts. For this purpose, an interview was held with teachers and questionnaires were applied to students, in addition to holding two practical classes in two schools in the study. The questionnaire to teachers revealed that they understand and acknowledge the need to apply experimental activities in science classes. As applied to events to students, it was found that more than 80% like the discipline of science and experimental activities, although most states have difficulties in understanding the content. While few students have disagreed with the need for a laboratory school, over 60% agreed that it is essential that space. The results also show a greater learning performance of students, through experimental practice classes in two schools analyzed. Keywords: Experimentation. Science Teaching. Learning.
  • 8. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO...................................................................................................11 2 REFERENCIAL TEÓRICO.............................................................................15 2.1 BREVE RELATO DO ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS NO BRASIL...........................................................................................................13 2.2 UMA ABORDAGEM DA EXPERIMENTAÇÃO NO ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS....................................................................................................15 2.3 A INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA ATRAVÉS DA ANÁLISE POR MEIO DA TEORIA E DA PRÁTICA...............................................................................17 2.4 AS EXPERIMENTAÇÕES DE CUNHO INVESTIGATIVO..........................................................................................19 2.5 A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE CIÊNCIAS ATRAVÉS DO MÉTODO EXPERIMENTAL............................................................................................20 2.6 OS PCNs DE CIÊNCIAS NATURAIS E A EXPERIMENTAÇÃO.....................................................................................22 3 METODOLOGIA...............................................................................................24 3.1 TIPO DE PESQUISA......................................................................................24 3.2 POPULAÇÃO E AMOSTRAS........................................................................25 3.3 AMBIENTES DA PESQUISA........................................................................26 3.4 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS................................................26 4 RESULTADOS E DISCUSSÕES......................................................................30 4.1 ANÁLISE E RESULTADOS DA ENTREVISTA COM OS PROFESSORES DE CIÊNCIAS NATURAIS....................................................................................30 4.2 ANÁLISE E RESULTADOS DAS AULAS PRÁTICAS NAS ESCOLAS MAGIA DO SABER E QUADRANTE.......................................................... 32 4.3 ANÁLISE E RESULTADOS DO PRÉ-TESTE COM OS ALUNOS........................................................................................................41 5 CONCLUSÕES...................................................................................................46 6 REFLEXÕES......................................................................................................48 7 REFERÊNCIAS………………………………………..………………………50 8 APÊNDICES………………………………………………………………...…55
  • 9. LISTA DE FIGURAS Figura 1 e 2 - Escola “Magia” Colégio “Quadrante”.....................................................27 Figura 3 e 4 - Entrevista com os Professores de Ciências Naturais - Aplicação dos Questionários Pré-teste....................................................................................................29 Figura 5 e 6 - Aulas ministradas - Aplicação dos Questionários Pós-teste....................29 Figura 7 e 8 - Gostam da disciplina de Ciências Naturais e por quê?............................30 Figura 9 e 10 - Dificuldades na disciplina de Ciências Naturais? Se sim, quais?...............................................................................................................................30 Figura 9 e 10 - Dificuldades na disciplina de Ciências Naturais? Se sim, quais?...............................................................................................................................32 Figura 11 e 12 - Transcrição de um aluno da escola “Magia do Saber” - Transcrição de um aluno da escola “Quadrante”.....................................................................................35 Figura 13 e 14 - Gostam da disciplina de Ciências Naturais e por quê?........................36 Figura 15 - Transcrição de um aluno da escola “Magia do Saber”................................37 Figura 16 - Transcrição de um aluno da escola “Quadrante”.........................................37 Figura 17 - Nas aulas de Ciências Naturais você desenvolve atividades experimentais (aulas práticas)?...............................................................................................................38 Figura 18 e 19 - As atividades experimentais desenvolvidas em sala de aula estimularam o seu entusiasmo pelo conteúdo abordado e pela disciplina de Ciências Naturais? Por quê?...........................................................................................................38 Figura 20 e 21 - Você gosta de atividades práticas? Por quê?.......................................39 Figura 22 - O que entendem por atividade experimental...............................................40 Figura 23 e 24 - Em sua opinião, para a realização de experimentos nas aulas de Ciências Naturais é indispensável à instituição escolar possuir um laboratório equipado específico?.......................................................................................................................41 Figuras 25 e 26 - A função da experimentação é facilitar a compreensão do conteúdo abordado despertando os discentes para a curiosidade e interesse pelo estudo...............................................................................................................................42 Figuras 27 e 28 – Vocês gostam de aulas práticas?........................................................43 Figura 29 e 30 – Em sua opinião as aulas práticas ajudam a aprimorar seus conhecimentos?...............................................................................................................44 Figuras 31 e 32- Quais os conteúdos de Ciências Naturais, você acredita que aprenderia melhor através de uma aula prática?................................................................................45
  • 10. Figura 33 - Na aula prática sobre sistema circulatório, você observou se existiram mudanças nos batimentos cardíacos de uma pessoa em repouso e após uma atividade física? Por quê?................................................................................................................46 Figura 34 - Após o experimento vocês conseguiram compreender a importância do cálcio na estrutura óssea de um determinado corpo?..............................................................................................................................47
  • 11. 11 1 INTRODUÇÃO Diante das exigências de uma nova sociedade, as informações científicas e tecnológicas tornam-se essenciais na construção da formação de indivíduos críticos e aptos a compreender o mundo e suas transformações atuais, pois frente a esse cenário exigem-se cada vez mais dos educadores e dos gestores escolares estratégias didáticas diversificadas para possibilitar um ensino de qualidade que ofereça para os discentes uma aprendizagem dinâmica, crítica e integradora. Com isso, o ensino de Ciências Naturais tem por finalidade facilitar o desenvolvimento de diferentes habilidades para que o discente possa raciocinar criticamente diante dos problemas apresentados e discutidos em sala de aula, permitindo dessa forma, posicionar mediante suas decisões e questionamentos acerca das reflexões do dia a dia para que fora da escola tenham as suas indagações. O aluno, quando fora da escola aprimoram uma serie de explicações diante dos fenômenos naturais e tecnológicos que pode conduzir uma lógica interna diferente das Ciências Naturais, embora por muitas vezes possa a ela se assemelhar. De certo modo esses esclarecimentos estão ligados à curiosidade e respostas dos alunos, pois e nela que se encontra o ponto de partida para o desenvolvimento da construção e da compreensão dos fenômenos naturais que as instituições escolares desenvolvem (PCN/ CIÊNCIAS NATURAIS 1997 p.117). Dessa forma, os discentes entram na escola trazendo seus conhecimentos prévios sobre conteúdos relacionados à disciplina de Ciências, valendo salientar que esses não devem ser descartados e nem ignorados pelo docente, pois servirão de embasamento para a construção da compreensão acerca dos fenômenos naturais. As atribuições dos docentes ao utilizarem a experimentação em aulas de Ciências é fazer com que os discentes sintam-se incentivados e estimulados ao explicar alguns fenômenos, promovendo a construção do conhecimento através da instrumentalização dessa prática de ensino para almejar os objetivos da aprendizagem desejada mediante os conceitos científicos. Na visão de Delizoicov e Angotti (1991, p. 22): “na aprendizagem de Ciências Naturais, as atividades experimentais devem ser garantidas de maneira a evitar que a relação teoria-prática seja transformada numa dicotomia”.
  • 12. 12 Segundo Calore Santos (2004, p.59-61), ao adotar um novo olhar no ensino de Ciências na elaboração das aulas até a sua apresentação: “o docente coloca o discente
  • 13. 13 mais próximo do processo de construção da ciência, conduzindo-o a ampliar uma compreensão própria do mundo inato sem perder a noção dos princípios científicos”. Somando-se a isso, as concepções experimentais levam os discentes a serem protagonistas do processo de investigação, de manejar materiais e instrumentos laboratoriais, a colocar em ordem suas observações e ideias e ao entendimento de conceitos científico básico. Podendo também despertar no discente um grande empenho e esforço, as atividades práticas oferecem momentos ricos de oportunidades no processo de aprendizagem. Mas, para que essas ações de planejamento se concretizem os estudiosos mencionam ser necessário que o ensino de Ciências Naturais intercorra a partir de atividades práticas, onde os alunos, mediante essas atividades, sejam capazes de desafiar e vivenciar o processo de reconstrução do conhecimento relembrando e organizando uma ação mental, para que com isso chegue a uma conclusão, a um processo investigativo, para que o conhecimento aconteça numa interação contínua entre a teoria, prática, ação, observação, comparação e sistematização (FRIZZO E MARIN 1997, p.14). Desse modo, trabalhar experimentação em sala de aula exige do professor um compromisso de um domínio metodológico para que a experimentação seja realizada de forma adequada e se transforma em uma estratégia auxiliadora para facilitar o ensino/aprendizagem. Observa-se que muitos professores se omitem em realizar nas aulas de Ciências a experimentação com insegurança de não conseguir bons êxitos no manuseio dos experimentos, uma vez que, as atividades experimentais exigem dos mesmos planejamentos para que possa favorecer o aprendizado do aluno, fornecendo meios de motivá-los e promovendo situações de compreensão e interpretação dos fenômenos que intercorre no seu dia a dia. Diante desse cenário, para a realização da investigação científica, foram analisados professores e alunos de duas diferentes instituições de ensino, sendo uma pública e outra privada, ambas localizadas na cidade de João Pessoa/PB. Para isso essa pesquisa teve como objetivo geral analisar como as atividades experimentais estão sendo desenvolvidas e explanadas em sala de aula de duas diferentes modalidades de instituição de ensino, de modo que venha desenvolver o interesse do discente no ensino de Ciências Naturais. E como objetivos específicos, identificar as dificuldades dos professores em desenvolver atividades experimentais em sala de aula nas duas
  • 14. 14 modalidades de instituição de ensino; reconhecer as reais necessidades desses docentes com base no ensino de conceitos científicos mediante a exposição e uso de experimentação em aulas de ciências que possa aguçar a curiosidade dos discentes; analisar o uso de experimentos como fator problematizador na construção do conhecimento crítico e criativo do aluno nas referidas escolas. Para que dessa forma possa conhecer o desafio de trabalhar e desenvolver a prática da experimentação no ensino de Ciências Naturais, através de experiências referentes aos conteúdos abordados, que de forma direta auxiliem na construção do conhecimento dos discentes.
  • 15. 15 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 BREVE RELATO DO ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS NO BRASIL O ensino de Ciências Naturais durante sua história no ensino fundamental, tem se conduzido por diferentes orientações que ainda hoje se manifesta nas salas de aula, mesmo que resumidamente, vale ressaltar fatos ainda reais do ensino tradicional em algumas instituições de ensino que não perdem sua relevância. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases n. 4.024/61, as aulas de Ciências Naturais só eram aplicadas no ensino secundário (antigo ginasial), mostrando um cenário dominado pelo ensino tradicional, ainda que com muito interesse os esforços de transformação estivessem em processo. Cabia aos professores à tarefa da transmissão dos conhecimentos acumulados pela humanidade, através de aulas expositivas, e cabia aos alunos absorver as informações. A partir de 1971, com a promulgação da Lei n. 5.692, o ensino de Ciências Naturais passou a ser de caráter obrigatório em todo o primeiro grau completo. Dentro desse cenário o conhecimento científico era neutro e não se tinha em questão a verdade científica. Valorizava-se a quantidade de conteúdos aplicados e trabalhados em sala de aula e um dos principais recursos de aprendizagem e avaliação eram os questionários aplicados para os alunos, que os mesmos tinham que deter seus conhecimentos nas ideias apresentadas e nos livros didáticos selecionados pelo professor. Essa abordagem foi criticada por Paulo Freire quando o mesmo fazia uma analogia comparando o ensino tradicional, como depósito bancário, dizendo que: O relato os transforma em vasilhas, em reservatórios a serem cheios pelo docente.Quanto mais vá enchendo os reservatórios com seus depósitos,tanto melhor docente será. Quanto mais se deixe de maneira obediente encher, tanto melhores docentes serão (FREIRE, 1970, p. 58). Na visão do autor a sala de aula era vista como o único lugar de educação formal como também o único local que o aluno poderia obter seus conhecimentos. As ações propostas para o ensino de Ciências discutidas para a conclusão da lei designavam-se pelas necessidades de uma mudança no currículo para responder aos avanços do conhecimento científico e a influência de uma escola nova.
  • 16. 16 Assim, essas mudanças mudaram o eixo das questões pedagógicas e dos aspectos lógicos para perspectivas psicológicos, passando a valorizar a participação dinâmica e crítica do aluno no processo de ensino/aprendizagem, pois de acordo com Montessori (1965, p. 309) os professores devem despertar um desejo, provocar e excitar o aluno para que o mesmo “tenha o interesse pelas manifestações dos fenômenos naturais em geral, levando-o a amar a natureza e a sentir a ansiosa expectativa de todo àquele que aguarda o resultado de uma experiência que preparou com cuidado e carinho”. Propunha dentro desse cenário que os objetivos predominantes informativos dessem também posição aos objetivos formativos, ou seja, que as atividades experimentais passassem a ter um papel representativo como um importante elemento para a compreensão de novos conceitos. Com isso as atividades práticas passaram a ter papel marcante no desenvolvimento de projetos e cursos de formação de professores, no qual os próprios indivíduos são capazes de gerir os seus próprios ofícios. O incentivo atual, segundo Nóvoa (1992, p.27) encontra-se na: Valorização de paradigmas de formação que promovam a preparação de professores reflexivos, que assumam a responsabilidade do seu próprio desenvolvimento profissional e que participem como protagonistas na execução das políticas educativas. Diante desses fatos o objetivo do ensino de Ciências Naturais passou a ser o de oferecer condições ao aluno para que ele possa identificar situações problemas a partir de observações sobre fatos e com isso levantando hipóteses de forma que pudessem tirar suas próprias conclusões. Dessa forma de acordo com BRASIL (1997, p.20) o aluno passa a ser capaz de ‘redescobrir’ o já publicado pela ciência e é capaz de reconhecer a vivência científica compreendida então como o método científico, um segmento rígido de etapas preestabelecidas. Mais adiante, nos anos 80, surge a preocupação de pesquisas ligadas à investigação das pré-concepções das crianças sobre os fenômenos naturais e suas ligações com os conceitos científicos. Uma interessante linha de pesquisa próximo aos conceitos evidentes são os que norteiam as ideias piagentinas, que segundo ele a inteligência que só é possível identificar através da presença de objetos, não se pode afirmar que é inteligência propriamente dita. Segundo Piaget (1986, p.23) a inteligência: Não surge, de modo algum, num dado momento do desenvolvimento mental, como um mecanismo completamente montado e radicalmente diferente dos que o precederam. Apresenta, pelo contrário uma continuidade admirável
  • 17. 17 com os processos adquiridos ou mesmo inatos respeitantes à associação habitual e ao reflexo, processos sobre os quais ela se baseia ao mesmo tempo em que os utiliza. O autor relata em sua concepção que as crianças e adolescentes se baseiam a concepções científicas de outros períodos, como é o caso das explicações baseadas no lamarquiana que admite as mudanças dos caracteres em uma espécie são determinadas pelo esforço próprio do indivíduo em resposta a pressões do ambiente, sendo passadas à prole, constituindo o principal fator evolutivo e das concepções baseadas nas aristotélicas para o deslocamento dos corpos. Além disso, a compreensão didática a investigação das concepções alternativas e o paradigma de aprendizagem por mudanças concretas pressupõem que a aprendizagem surge do envolvimento participativo e ativo do aluno na construção dos conhecimentos prévios. 2.2 UMA ABORDAGEM DIDÁTICA DA EXPERIMENTAÇÃO NO ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS A ligação teoria e prática têm sido observadas e trabalhadas pelos educadores como um único sentido, em que a pratica fundamenta a teoria, pois “o desafio que se apresenta é o de propiciar um ambiente que permita o diálogo entre a teoria e o experimento, sem estabelecer entre eles uma hierarquia e uma regra de procedência” (AMARAL; SILVA, 2000, p. 130-140). Os educadores deploram a falta de condições para trabalharem com a experimentação em sala de aula, tendo como fator primordial dessa deploração o número elevado de alunos nas turmas, e a falta de adequação das infraestruturas das instituições escolares. Com isso, pode-se acrescentar também a falta de compreensão sobre o real papel da experimentação na aprendizagem dos alunos. De acordo com Hodson (1994, p.299-313), “o trabalho experimental deve estimular o desenvolvimento conceitual, fazendo com que os estudantes explorem, elaborem e supervisionem suas ideias, comparando-as com a ideia científica”, desse modo os alunos poderão ter atribuições importantes na propagação do desenvolvimento intelectual, pois os mesmos precisam trabalhar mais a reflexão do que o trabalho prático propriamente dito.
  • 18. 18 Em meio aos obstáculos já apontados anteriormente em trabalhar aulas experimentais em sala de aula, evidencia-se também o modo limitado de flexões com que os professores preparam seus planos de aula e realiza a rotina do trabalho prático. São notórios que as atividades experimentais não se asseguram por si só, os resultados das aplicações desejadas no processo de ensino/aprendizagem. No entendimento de Giordan (1999, p. 43-49), “a experimentação desperta o interesse entre alunos de diversos níveis de escolarização”. Para o autor as aulas experimentais deixam os alunos motivados e os professores afirmam que os mesmos conseguem aprender com mais facilidade e enfatiza que a explicação dos resultados experimentais sob a compreensão exclusiva é algo comum, que ocorre como resultado imediato da realização dos experimentos. Ressalta-se que, as restrições das atividades práticas diversificadas nas atividades científicas são preocupantes, sobretudo, pelo modo inadequado e sua inabilidade para o acesso a aprendizados importantes. Na visão de Santos (2006, p. 223), “as aulas experimentais devem primar pelo desenvolvimento da criatividade em relação aos resultados obtidos nas práticas, os quais não precisam ser obrigatoriamente, os esperados”. Tendo o objetivo de buscar a discussão das ideias propostas e assim favorecer o desenvolvimento da observação, argumentação, e do fenômeno em estudo. Ainda do ponto de vista de Hodson (1994, p. 299-313) a prática experimental é “Pensar, raciocinar ou discorrer com sutileza e aplicar”. Os professores podem aplicar demasiadamente como algo normal, baseado na ideia de que servirão de ajuda para alcançar os objetivos propostos e aplicá-las sem explorar o potencial dos experimentos e dos próprios alunos. Dentro dessa visão nota-se que os objetivos estabelecidos para a aprendizagem a partir da aplicação de aulas experimentais estão predestinados ao fracasso, caso o professor incorpore as atividades práticas baseadas exclusivamente na técnica, ou seja, tecnicista, dentro do ensino de ciências. A compreensão das atividades práticas experimentais, como já citadas anteriormente, tem se apoiado na convicção de haver uma ordem científica que utilize um grupo de pessoas conseguintes característicos e possa permite a comprovação do conhecimento, nesse sentido apoiando-se em Barberá e Valdéz (1996, p. 365), é provável afirmar que: O conhecimento de procedimentos é, ainda, considerado como aspecto fundamental das atividades experimentais, em muitos estabelecimentos
  • 19. 19 escolares, em detrimento da reflexão e do conhecimento de conceitos que a experimentação pode favorecer. Os alunos aprendem, muitas vezes, a manipular equipamentos, fazer medidas e observações, mas restam lacunas sobre conceitos importantes que deveriamser elaborados. Nesse sentido, as atividades onde o aluno se reprime só na manipulação de materiais ou na observação, certamente não conseguirão demonstrar o caráter cognitivo, ou seja, aqueles que participam pouco na elaboração das hipóteses, na opinião das ideias, na análise das variáveis, entre outras. Geralmente essas atividades experimentais apresentam uma estrutura definida e estruturada e com isso passa a dificultar a participação do aluno. Pode-se dizer que as aulas práticas podem ter um grande poder de desenvolvimento das capacidades intelectuais dos alunos, se for conduzida de forma favorável ao seu entendimento e o seu pensamento lógico, podendo dessa forma levá- los a uma aprendizagem significativa e alcançarem resultados satisfatórios de suas habilidades. 2.3 A INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA ATRAVÉS DA ANÁLISE POR MEIO DA TEORIA E DA PRÁTICA A finalidade do ensino experimental está ligada com o conhecimento da necessidade de assumir, pelo professor, uma posição determinada sobre como orientar e aprender ciências. A postura do educador deve ser segundo Longhini e Nardi (2007) de um “pesquisador desde o início de sua formação docente”, para que possa ajudar o aluno na investigação, desenvolvimento e mudanças de sua compreensão sobre determinados fenômenos que fazem parte das concepções científicas. Os alunos devem ser instigados para explorarem suas opiniões em determinadas situações, e serem incentivados a faze reflexões sobre seu próprio potencial através de suas ideias para que possam explicar os fenômenos e observações levantadas nas aulas experimentais, pois segundo André (2002, p.19) é sutil em suas palavras ao dizer que “o educador que tem acesso à pesquisa sobre sua prática tem maiores chances de desenvolver uma profissionalidade autônoma e responsável”, sendo dessa forma capaz de transmitir de maneira eficaz as informações adequadas para os alunos. Sabe-se que diante da experimentação realizada em aulas de ciências, a ajuda pedagógica e de suma importância para que haja mediações e teoremas que contribuam
  • 20. 20 nos processos de interação e que haja dinamismo que caracterize a prática da atividade experimental. E que essa ajuda, do educador, deve ser explorada a reflexão empírica a problematização para que o experimento seja tematizado e contextualizado. Na visão de Mortimer et al. (2000, p.273) alega que “não adianta realizar atividades práticas em sala de aula se as mesmas não favorecerem o instante da discussão teórico/prático”. Ocorrendo de modo analógico essa discussão os alunos passam a transcenderem os seus conhecimentos a nível fenomenológico e os conhecimentos do dia a dia. É comum observar a prática de aulas que se detém a determinados procedimentos experimentais, limitada a roteiros prontos e a discussão puramente teórica, sem as devidas explicações. O educador deve primeiramente valorizar o modo de pensar de cada indivíduo, ao invés de construir uma só ideia, e com isso diminuir as relações entre a teoria e a prática mediante a interação dos mesmos que compõe o ensino aprendizagem, pois dentro desse entendimento “os conceitos da ciência tornam- se construções que foram criadas e impostas sobre os fenômenos para interpretá-los e explicá-los, com grandes esforços intelectuais”. (DRIVER et al, 1999, p. 31-40). Nesse entendimento o autor Matthews (1994, cap.7) “o uso da prática efetua uma vasta análise de trabalhos indicando que a maioria deles sobrevaloriza o papel do aluno na construção de conhecimento, em detrimento de elementos pertencentes ao mundo físico”, levando em consideração a importância da complexidade da união entre a teoria e a prática de ensino/aprendizagem ligados a ciências. Para que os alunos tenham acesso aos sistemas de conhecimento da ciência, o processo de construção do conhecimento tem que ultrapassar a investigação empírica pessoal. Quem aprende precisa ter acesso não apenas às experiências físicas, mas também aos conceitos e modelos da ciência convencional (DRIVER et. al., 1999 p.31). Portanto, o desafio encontra-se em orientar os alunos a se aprimorarem dos modelos propostos pelo autor, reconhecendo que as aplicabilidades do domínio das ideias sejam aplicadas pelos próprios aprendizes, juntamente com a intervenção do professor para fornecer explicações dos experimentos como também disponibilizar as ferramentas necessárias. É necessário levar em conta que os fenômenos relativos ao Ensino de Ciências não devem ser limitados ao que pode ser elaborado na sala de aula ou no laboratório, e
  • 21. 21 sim oferecer negociações de significados do ponto de vista da opinião dos alunos, como descritos por Machado (1999, p. 200) quando diz que: As experiências de vida e as eventualidades do mundo social, ao serem inseridas na sala de aula, facilitam que as linhas como conceitos funcionem nas relações sociais possam possibilitar experiências aos alunos, e que são poucas as limitações encontradas dentro das escolas, pois as escolas seguem os mesmos modelos arquitetônicos. O pesquisador Lawrence Stenhouse (1995, p. 27) acredita que todo professor deve assumir seu lado experimentador no seu dia a dia e transformar a sala de aula em laboratório, ou seja, o professor deve assumir um papel de aprendiz. E que o profissional da educação deve lançar mão de estratégias variadas até obter as melhores soluções para garantir a aprendizagem dos alunos. E ainda afirma que condições ideais, todos seriam capazes de criar o próprio currículo, adequado à realidade e às necessidades da garotada. Dessa forma as instituições escolares ao separarem o contexto teórico do prático cooperam para que o aprendizado dos alunos seja diminuído, juntamente com o intelecto e a contribuição para a melhoria da qualidade do ensino. 2.4 AS EXPERIMENTAÇÕES DE CUNHO INVESTIGATIVO A utilização das atividades experimentais, como ponto de partida, para desenvolver no aluno a assimilação de conceitos, é uma maneira de levá-lo a participar de sua maneira de aprender. Para Carvalho et al (1995, p.120) “o aluno deve sair de uma posição passiva e começar a ver e a agir sobre seu objeto de estudo, entrelaçando relações entre os acontecimentos do experimento”, pois só assim se chega a uma explicação causal acerca dos resultados de suas ações ou interações. Desse modo, para que a experimentação aplicada em aulas de Ciências possa ser considerada uma atividade de investigação cientifica o aluno não deve se limitar a simples observações ou uma manipulação de objetos, mas sim, reprimir-se a características de trabalhos científicos. De acordo com a compreensão de Carvalho et al.(1998, p.200), “a solução de um problema pela experimentação deve abranger também reflexões, relatos, discussões, ponderações e explicações particulares de uma
  • 22. 22 investigação científica”. A experiência de procedimentos e comportamentos torna-se dentro do método de aprendizagem, tão importante, tal qual a aprendizagem de conceitos. Aplicar hipóteses, organizar experiências, realizá-las, apanhar dados, investigar resultados, isto é, enfrentar trabalhos de laboratório como ‘projetos de investigação’ beneficiar a motivação dos alunos, fazendo-os assumir atitudes, tais como interesse, desejo de experimentar algo novo, habituar-se a duvidar de certas afirmações, a comparar resultados, a obterem mudanças conceituais, metodológicas e posicionamento (LEWIN; LOMASCÓLO, 1998, p.147). As atividades experimentais facilitam a intuição de que o conhecimento científico se realiza por meio de um sistema dinâmico e aberto que convoca o aluno a compartilhar da construção do seu próprio conhecimento. Dessa forma, Gil e Castro (1996, p.155) utilizam das seguintes argumentações para descrever algumas perspectivas importantes de atividades científicas que podem ser conhecidas em uma atividade experimental de investigação tais como: expor situações problemas; favorecer a mediação dos alunos sobre a importância e o interesse das condições propostas e desenvolver análise de cunho qualitativo e significativo que ajude os alunos a compreenderem e aceitar as propostas planejadas e consequentemente formular perguntas eficientes sobre o que se investiga. Assim, fica evidente a reflexão sobre a elaboração de hipóteses como tarefa central da investigação cientifica, sendo esse um método de sobrepor à abordagem das situações claras às pré-concepções dos alunos. 2.5 A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE CIÊNCIAS ATRAVÉS DO MÉTODO EXPERIMENTAL Quando o ensino de Ciência é realizado através da investigação significa que ele se torna inovador e passa então a mudar o foco da dinâmica das aulas ministradas pelos professores deixando dessa forma de ser uma pura transição de conteúdos elaborados. E, ao mudar o foco, outras reflexões se fazem necessárias, como por exemplo, um novo olhar no sentido de agir, e reconsiderar as estratégias metodológicas utilizadas nas aulas de Ciências Naturais e também, revisar as pressuposições do trabalho executado. Diante desse exposto, o professor ao tomar para si esse papel, será
  • 23. 23 obrigado a acompanhar as discussões, afrontar novas questões, discutir e conduzir o processo de ensino/aprendizagem do aluno. Na opinião de Schnetzler (1995, p. 30): O educador precisa saber reconhecer as percepções prévias de seus alunos sobre o fenômeno ou conceito em estudo. Em função dessas percepções precisa planejar desenvolver e avaliar atividades e procedimentos de ensino até que venham promover a evolução conceitual nos alunos em direção às ideias cientificamente aceita. Enfim, ele deve atuar como professor- pesquisador. Assim a experimentação no ensino de Ciências Naturais é de suma importância durante a realização das aulas, não apenas porque desperta a importância da Ciência nos alunos, mas sim, por inúmeras outros argumentos de interesse do próprio professor. Segundo Vasconcelos et al. (2002) “a aproximação com a prática pode ser considerada não só como ferramenta do ensino de ciências na problematização dos conteúdos estudados, como também ser utilizada como um fim em si só”, e com isso enfatizando a necessidade de mudança de atitude com a natureza e seus recursos, possuindo dessa forma uma relevância disciplinar de profunda significância no âmbito social. Baseado no entendimento de Kovaliczn (1999) não se deve encarar as experimentais como uma prática pela prática, de forma utilitarista, mas como uma prática que transforme de acordo com a realidade, com objetivos bem definidos, ou seja, a efetivação da práxis. Essas articulações experimentais são importantes, uma vez que os conteúdos de Ciências encontram-se atrelados a uma ciência experimental, de afirmação cientifica ligada a pressupostos teóricos, e com isso, a concepção da utilização de experimentos é difundida com uma enorme estratégia para o ensino. Além disso, sabe-se que todos os conteúdos de Ciências apresentam uma ideia de que as aulas práticas, quando se consolidam apenas em mostrar para os alunos ilustrações ou a comprovação de teorias já estudadas, ficam limitadas e não é favorável a construção do conhecimento para o aluno. Isso geralmente ocorre quando a maior parte das aulas em laboratórios é para os alunos manipularem os apetrechos e preparar soluções e outras. Essas práticas contribuem muito pouco para o conhecimento e o relacionamento dos mesmos na sociedade. Para Delizoicov e Angotti (1991, p. 22), ao estudar Ciências Naturais, “as atividades experimentais devem ser garantidas de maneira a evitar que a relação teoria-prática seja transformada numa dicotomia”. Compartilhando desse entendimento os autores Arruda e Laburu (1998 p. 73) explicam que existe uma grande necessidade de juntar a teoria com a realidade. E assim
  • 24. 24 tornando a ciência numa troca entre experimento e teoria, onde ambos não existam um fim a ser alcançado, mas os fatos e os experimentos, adequando à realidade. As atividades experimentais que exigem do aluno atitudes mecânicas durante o seu desenvolvimento cognitivo, mostra que o professor oferece objetivos de competências mecânicas, ao invés de oferecer objetivos que os levem a compreensão dos fatos reais da Ciência e o desenvolvimento de suas atitudes. Em uma de suas argumentações o autor Bizzo (2002, p.75) nos conduz ao seguinte entendimento: Os experimentos, por si só não assegura a aprendizagem, o mesmo não é suficiente para modificar e transformar a forma de pensar dos alunos, o que exige um acompanhamento permanente do professor, que deve procurar quais são as explicações apresentadas pelos alunos para os resultados encontrados e propor se necessário, uma nova situação de desafio. Desse modo, as atividades experimentais que se pretende executar em aulas de Ciências devem ser desenvolvidas sob a habilidade e orientação do professor, para que possa oferece condições de testar suas ideias sobre os fenômenos científicos do seu entorno. 2.6 OS PCNs DE CIÊNCIAS NATURAIS E A EXPERIMENTAÇÃO Sabe-se que a educação cumpre um papel de transformação dentro da sociedade. Estudos mostram que um dos renomados autores clássicos, como Freire (1996, p.168) relata que nas instituições escolares são ensinados valores que os alunos levam para toda vida. Assim as aulas experimentais na realidade educacional brasileira enfrentam grandes problemas, seja pela escassez de materiais, estruturas físicas e até mesmo pela falta de formação continuada de professores, sem contar com a falta de incentivos e aperfeiçoamentos inovados. Mas não se pode deixar que esses fatores sejam usados como desculpas para um ensino de Ciências de má qualidade. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) o experimento usado pelas unidades escolares atualmente são os constituídos por atividades que o professor acompanha um protocolo, um guia ou até mesmo uma receita, assim explica o fenômeno consequente do experimento. O professor exibe para os alunos, e os mesmos observam e seguem os resultados. Mesmo quando o professor demonstra o experimento o aluno pode ter uma participação essencial, desde que o educador exija o auxílio dos
  • 25. 25 alunos e deixe-o manipular os materiais e de suas opiniões sobre os possíveis resultados do experimento (BRASIL 2001, p. 122). Os PCNs evidência que a aplicação do experimento em sala de aula torna-se importante quando os alunos podem preparar os materiais para serem manipulados por eles, participar da atividade. Assim o educador deve ter uma atenção maior na realização das atividades, e isso deve ser analisando com os alunos e fazendo com que eles compreendam o que se pode realizar, dessa forma cumprindo o protocolo do professor que estará sempre participando passo a passo o experimento (BRASIL, 2001, p.123). Neste contexto, os PCNs também relatam os desafios da experimentação principalmente quando os alunos são os próprios construtores. Portanto a atuação dos professores se torna maior na situação seguinte, devem ser argumentadas com os alunos suas qualidades próprias que estão abandonadas, é de suma importância que o professor dialogue com a sala sobre os elementos que serão de extrema necessidade para cada tipo de experimento e também como irão atuar testando as hipóteses que foram necessárias, por fim colhendo e relacionando os resultados (BRASIL, 2001, p. 123). Os experimentos em sala de aula se tornam mais importantes quando os alunos estão ativos e participativos na construção e confecção de acordo com seu protocolo. Os PCNs menciona também que os alunos devem realizar por si só as ações sobre os materiais e resultados, ordenando e preparando situações problemas para que sejam preparadas anotações do que foi realizando (BRASIL, 2001, p. 123). Portanto os PCNs destacam que é comum os alunos apresentarem suas ideias, e assim os mesmos mudam os experimentos manipulados que são protocolados e que é necessário incentivar a discussão das mesmas, e poderem colocar em prática, sempre que for possível, pois adotar essa postura em sala de aula não é perda de tempo em trabalhos como esse.
  • 26. 26 3 METODOLOGIA 3.1 TIPO DE PESQUISA A elaboração dessa pesquisa buscou conhecer dentro do contexto escolar, a proposta da experimentação problematizadora nas aulas de Ciências Naturais, visando dessa forma, a valorização da discussão, das trocas de informações, do confronto de ideias entre os alunos e das concepções dos professores, pois de acordo com Francisco Júnior et al. (2008, p. 34), “o conhecimento é uma construção social e coletiva, o que exige do aluno a interação e a reflexão”. Desse modo, a investigação se classifica como uma pesquisa de natureza aplicada com uma aproximação real quantitativa e qualitativa, que de acordo com Martinelli (1994, p. 34) “a abordagem quantitativa quando não exclusiva, serve de fundamento ao conhecimento produzido pela pesquisa qualitativa”. Com uma abordagem de cunho explicativo por meio de uma pesquisa participante através de aulas práticas, questionários pré-teste e pós-teste e entrevistas semi-estruturadas com os professores que na concepção de Gil (2011), a entrevista como técnica de investigação do real se caracteriza pelo contato direto entre o pesquisador e o sujeito da pesquisa. O referido autor ainda ressalta que o uso do questionário é uma técnica de aprimoramento do real, compostas por questões, com o intuito de obter informações. 3.2 POPULAÇÃO DA PESQUISA A população pesquisada foram dois professores, que no ato da pesquisa foram analisados mediante entrevistas semi-estruturadas com o intuito de analisar como os mesmos estão desenvolvendo as aulas experimentais em sala de aula; os professores lecionam a disciplina de Ciências Naturais no ensino fundamental II, sendo dois de uma escola pública e dois de uma escola particular, ambos do sexo feminino, com idade na faixa etária de 30 a 48 anos, que foram selecionados de forma casual, não possuindo nenhum grau de proximidade com o pesquisador e cinquenta alunos do 8º ano do ensino fundamental II, em escolas previamente selecionadas, sendo uma pública e a outra
  • 27. 27 particular, por meio da aplicação de aulas práticas e questionários pré e pós-testes com questões objetivas e subjetivas como processo de adequação do real, para a obtenção de informações relativas ao tema abordado na pesquisa. Os referidos que participaram da pesquisa possuíam idades variando entre 14 a 17 anos de ambos os sexos. Os mesmos foram escolhidos de forma aleatória e pela disponibilidade de participarem da aula prática e de responderem os questionários. 3.3 AMBIENTES DA PESQUISA A pesquisa foi elaborada em duas escolas. Na Escola Municipal “Magia do Saber” (FIGURA 1) na cidade de João Pessoa/PB, situada à Rua Eurídice Felix Cabral nº S/N, bairro dos Bancários a qual atende atualmente 450 alunos, sendo 164 matriculados no Ensino Fundamental I e 283 no Ensino Fundamental II, nos turnos manhã e tarde. A mesma conta com 24 professores, 01 diretora, 01 orientadora escolar e 01 supervisora. E no Colégio Particular “Quadrante” (FIGURA 2), também na mesma cidade, situada à Rua Paulino do Santo Coelho nº 31, bairro cidade universitária. Atualmente atende 812 alunos, sendo 258 matriculados no Ensino Fundamental I, 314 no Ensino Fundamental II e 240 no Ensino Médio, distribuídos nos turnos manhã e tarde. A referida escola conta com 60 professores, 02 diretores, 02 orientadores escolares e 02 supervisores. Figura 1 e 2 - Escolas “Magia do Saber” e Colégio “Quadrante” Fonte: Arquivo pessoal
  • 28. 28 Ambas possuem o Projeto Político Pedagógico (PPP), que através dos rudimentos democráticos apontados pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996 que se pode encontrar o aporte legal das instituições escolares para produção da sua proposta pedagógica, pois é considerado um documento que, por natureza, reclama elaboração coletiva, envolvendo toda a comunidade escolar. Exatamente por ser a tradução formal do projeto pedagógico da escola, não pode destituir da participação de ninguém em sua formulação. Por esse motivo, não é documento que se elabore às pressas, mas exige que se disponha de certo tempo, para admitir que o processo participativo – retardado, quase sempre – possa acontecer. Tornando-se dessa forma um importante documento de informações para o funcionamento da escola, nele encontram-se as funções das escolas, suas atribuições e composição dos segmentos e setores da unidade escolar. (RES. CEED/RS- 1998 N° 236 – JUSTIFICATIVA. p. 7). É notório vermos que, a construção do PPP possa surtir efeito não é obrigatoriamente necessário induzir os gestores escolares e os funcionários a trabalharem mais, mas sim, dar oportunidades que lhe proporcione aprender a pensar e modelar um projeto pedagógico sistemático. 3.4 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS Nessa etapa é importante que o pesquisador tenha entendimento investigativo para transformar situações imprevisíveis em oportunidades a fim de colher que seja de suma importância para o estudo. Dessa forma a investigação científica foi executada em quatro momentos: 1º momento: realizou-se a entrevista individualmente com os docentes de Ciências Naturais do ensino fundamental (APÊNICE I) das escolas supracitadas. Ressalta-se que esse método representa uma das principais técnicas de coleta de dados utilizadas nas análises qualitativas, que para Bogdan e Biklen (1994, p. 134) as entrevistas têm como objetivo de “recolher dados descritivos na linguagem do próprio individuo, permitindo ao investigador desenvolver intuitivamente uma ideia sobre a maneira como os indivíduos decifram aspectos do mundo”, pois tal procedimento
  • 29. 29 possibilita e permite uma maior proximidade do entrevistado como o pesquisador, (FIGURA 3 e 4). Figura 3 e 4 - Entrevista com os Professores de Ciências Naturais das escolas “Magia do Saber” e “Quadrante” 2º momento: Nesse momento a pesquisa optou pelo uso do questionário (APENDICE II) pré-teste para os docentes do ensino fundamental II (8º ano) com cinquenta alunos das duas escolas já citadas anteriormente (FIGURA 5 e 6). Como sabemos, o questionário busca respostas em vários aspectos da realidade do aluno. As perguntas poderão conter segundo Gil (1999, p.132), “conteúdo sobre a realidade, atitudes, comportamentos, sentimentos, padrões de desempenho, comportamento presente ou passado”, entre outros. Figura 5 e 6 - Aplicação dos Questionários Pré-teste para os discentes das escolas “Magia do Saber” e “Quadrante”. ZZ Fonte: Arquivo pessoal Fonte: Arquivo pessoal
  • 30. 30 3º momento: foram aplicadas duas aulas práticas, uma na escola municipal “Magia do Saber” com o tema central “Sistema Circulatório” (APÊNICE III) e outra aula em uma escola particular “Quadrante” com o tema central “Esqueleto e Estrutura Óssea” (APÊNICE IV). Ambas com objetivos específicos de: medir pulsação e frequência cardíaca e compará-la; relacionar a circulação ao funcionamento do corpo; reconhecer o funcionamento da circulação sanguínea através na prática uma atividade física (corrida de curta distância). Salienta-se que nesse momento os alunos puderam vivenciar a prática do conteúdo teórico abordado em sala de aula conforme demonstra abaixo, (Figura 7 e 8). Figura 7 e 8 - Aulas práticas ministradas nas escolas “Magia do Saber” e “Quadrante” 4º momento: foi aplicado o questionário pós-teste nas escolas pesquisadas (APÊNICE V), que teve o intuito de contribuir para que os alunos expressassem suas opiniões e discutissem sobre as aulas experimentais, como também suas aplicações em aulas de Ciências Naturais, (FIGURA 9 e 10). Figura 9 e 10 - Aplicações dos Questionários Pós-teste nas escolas “Magia do Saber” e Colégio “Quadrante” Fonte: Arquivo pessoal Fonte: Arquivo pessoal
  • 31. 31 Ressalta-se que com a aplicação do pós-teste foram alcançados os dados que possibilitaram reconhecer o real valor de trabalhar aulas experimentais dentro da prática pedagógica durante o processo de ensino/aprendizagem.
  • 32. 32 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO Foi realizada uma pesquisa participante, para a coleta de dados de caráter quantitativo e qualitativo, provindo do método dedutivo por meio de entrevistas semi- estruturadas com os professores de Ciências Naturais e de questionários pré e pós-testes de múltipla escolha, com duas turmas do 8º ano do ensino fundamental de uma escola pública e uma escola particular, ambas na cidade de João Pessoa. A exibição dos dados ocorreu através de aulas práticas e de gráficos, seguidos de investigações críticas dos resultados os quais tinham como finalidade de notificar se a didática aplicada nas escolas estava dentro dos critérios segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Os dados foram pesquisados estatisticamente, para a classificação das frequências relativas, ligados às perguntas introduzidas nos questionários. 4.1 RESULTADOS E ANÁLISE DA ENTREVISTA COM OS PROFESSORES DE CIÊNCIAS NATURAIS Realizou-se a entrevista individualmente com questões semi-estruturas, através de um modelo de questionário (APENDICE I) igual para ambas, dentro de uma abordagem linear e com respostas previstas, pois segundo Gil (2006, p. 117) “é a técnica em que o investigador se apresenta frente ao investigado e lhe formulam perguntas, com o objetivo de obtenção dos dados que interessam à investigação. A entrevista é, portanto, uma forma de interação social”. Podendo se transformar em uma simples conversa com um tema especifico onde se pode seguir uma ordem através de um questionário. Ao entrevistar a professora A (da escola pública), foi perguntado se ela poderia conceituar atividade experimental. Sua resposta foi clara e objetiva: “atividades práticas desenvolvidas a partir dos conceitos teóricos abordados em aulas teórica”. A professora B (da escola particular) disse que: “como um ato de realizar experimentos com a intenção de demonstrar como algo funciona, a veracidade ou eficiência de um processo ou procedimento”.
  • 33. 33 Em seguida foi questionado se elas poderiam dizer a diferença entre atividades experimentais e aulas de laboratórios, ambas responderam que não existia diferença. Foram questionados com elas, quais seriam os fatores que despertavam mais interesse para promover atividades experimentais dentro da escola. A professora A respondeu que seria “a participação de todos na atividade, a manipulação de materiais, a dinâmica dos experimentos e seus resultados obtidos”. Já a professora B em sua entrevista disse: “maior facilidade para aprender a teoria vivenciada na prática”. Perguntou-se também, qual a finalidade de aplicar uma atividade experimental? A professora A respondeu que era “permitir o aprendizado do aluno de forma mais dinâmica e participativa”, já a professora B disse que era a de “aplicar na prática as teorias aplicadas em sala de aula com o intuito de facilitar a aprendizagem”. Na opinião de Praia et al. (2002 p. 253), “as aulas experimentais, o uso das investigações, transforma os alunos em indivíduos mais participantes na construção de seus conhecimentos”, ordenando, dessa forma, um maior esforço mental, pois os alunos estarão praticando a utilização de conceitos, metodologias experimentais, ou seja, utilizando uma postura mais próxima das metodologias científicas atuais. Quando questionadas se as mesmas conseguiriam perceber mudança de comportamento em seus alunos quando eles estão em sala de aula e quando eles estão no laboratório. A professora A disse o seguinte: “bem, a escola não possui laboratório, porém, existem atividades experimentais que podemos realizar em sala de aula e, isso, torna os alunos mais interessados, curiosos e de certo modo facilita o aprendizado”. A professora B respondeu que “sim, desperta mais o interesse e absorve melhor os conhecimentos aplicados nas aulas teóricas”. Perguntou-se também se as professoras costumam, durante suas aulas, avaliar as atividades experimentais ou só as teóricas? A professora “A” respondeu que “na maioria das vezes as aulas teóricas, pois, são as mais aplicadas na escola”. Já a professora “B” disse que “a avaliação é continua em todas as atividades, tanto nas aulas teóricas como nas aulas práticas”. Na concepção de Luckesi (2005, p. 4) a avaliação deve ser, “pontual, diagnóstica, inclusiva, democrática e dialógica”, pois é um acompanhamento constante em busca de melhores resultados, que são organizados, aplicados e respondidos de acordo com os objetivos propostos das ações de ensino- aprendizagem.
  • 34. 34 4.2 RESULTADOS E ANÁLISE DAS AULAS PRÁTICAS NAS ESCOLAS MAGIA DO SABER E QUADRANTE A aula realizada nas escolas “Magia do Saber” e “Quadrante” foram sobre Sistema Circulatório e Esqueleto e Estrutura Óssea. Em um primeiro momento e dias diferentes foram trabalhados através de discussões os conhecimentos prévios dos alunos quanto ao tema abordado. Após essa etapa foi aplicado o experimento em sala de aula onde se observou durante a realização do mesma a interação entre aluno, conteúdo e professor. Nesta etapa foram propostos conteúdos apropriados às necessidades da aprendizagem dos alunos e as atividades práticas foram de suma importância e proveitosas, pois foi possível fazer uma pequena retomada de conhecimentos já trabalhados em aulas anteriores como ponto estratégico de partida, pela professora titular. Uma vez que o tempo proposto durante as aulas foi bem organizado para que os alunos pudessem fazer anotações, exporem suas possíveis dúvidas e analisarem os problemas quanto ao experimento proposto. Deste modo, o material exposto para a realização do experimento, como também a instrução planejada antes e durante, imputou uma responsabilidade maior para os alunos na medida em que esses materiais de estudo oferecem oportunidades para que os mesmos se envolvam no processo da capacidade de adquirir ou de absorver conhecimentos, sendo este, comumente discutido como elemento que facilita a aquisição de uma forma clara (WILLIAMS, 2001 p. 31). Com isso, foram obtidos os objetivos propostos de curto prazo dos conteúdos em questão e as atividades foram entendidas por todos os alunos de forma criativa e dinâmica. Além disso, as informações obtidas durante o processo de ensino/aprendizagem foram suficientes para promover o senso crítico dos mesmos, pois quando o professor é reflexivo, em uma escola também reflexiva, as aulas passam a serem planejadas dentro de uma proposta pedagógica condizente que criam condições de reflexão individual e coletiva. Portanto as aulas práticas não podem ficar só nos planos de aulas, elas tem que serem aplicadas de verdade pelos professores (ALARCÃO, 2005, p.44).
  • 35. 35 4.3 RESULTADOS E ANÁLISE DO PRÉ-TESTE COM OS ALUNOS De acordo com os dados obtidos pela aplicação dos questionários pré-teste (APENDICE II) nas escolas de João Pessoa-PB, foi constatado que a análise realizada remeteu-se a uma estatística de perguntas pré-estabelecidas, uma vez que o objetivo era analisar e avaliar como as atividades experimentais estão sendo desenvolvidas e explanadas em sala de aula de duas diferentes modalidades de instituição de ensino, pública e privada, de modo que venha desenvolver o interesse do discente no ensino de Ciências Naturais. As respostas analisadas ressaltaram diversas características relevantes no contexto do questionário pré-teste em foco (APÊNDICE II) proporcionando tanto o aperfeiçoamento do instrumento de pesquisa como o reconhecimento de diversos fatores importantes a esta temática. A primeira questão do pré-teste foi se os alunos gostam da disciplina de Ciências Naturais e por quê? Como pode ser observada na Figura 11, dos 26 respondentes da escola “Magia do Saber”, 87% disseram que gostavam da disciplina e 13% não gostam. Entretanto, no colégio “Quadrante” observado na Figura 12, dos 24 respondentes da escola “Polígono”, 83% disseram gostar da disciplina e 17% disseram não gostar da disciplina de Ciências Naturais (FIGURAS 7 e 8). Figura 11 e 12 - Gostam da disciplina de Ciências Naturais e por quê? Disciplina Fonte: autora (2014) Sim 87% Não 13% Escola "Magia do Saber" Gosta da disciplina de Ciências Naturais? Sim 83% Não 17% Colégio "Quadrante" Gosta da disciplina de Ciências Naturais?
  • 36. 36 Os alunos que disseram gostarem da disciplina eram por que, na visão destes, “estuda o corpo humano” e os que disseram não gostam responderam: é porque acham que as aulas ”não interessantes”. Nota-se um percentual bem satisfatório em ambas as escolas de alunos que gosta da disciplina de Ciências, pois de acordo com Pierson e Hosoume (1997, p.86) afirma que a nossa sociedade atual não é apenas tecnológica pelos aparatos e instrumentos que incorporam o nosso dia-a-dia, mas principalmente, pela forma através da qual passamos a ver e interpretar as coisas à nossa volta, as explicações que procuramos dar aos fenômenos a cada momento. Com relação às dificuldades foi perguntado a eles se sente algum tipo de dificuldade na disciplina de Ciências Naturais, e quais? Como ilustra as Figuras 13 e 14, os seguintes resultados foram obtidos: 69% dos alunos da escola “Magia do Saber” responderam que não sentem dificuldades na disciplina, enquanto 23% responderam que sentem dificuldades na disciplina. Ressalta-se que alguns estavam tímidos de falar que não conseguiram entender e outros disseram que não ligam muito, pois não gostam da disciplina e nem a maneira como a professora explica. Já, 8% não quiseram responder essa pergunta. No colégio “Quadrante” 72% dos alunos disse gostar da disciplina e 28% sentem dificuldades porque não conseguem entender a explicação da professora. Figura 13 e 14 - Gostam da disciplina de Ciências Naturais e por quê? Dificuldades na disciplina de Ciências Naturais Fonte: autora (2014) Sim 23% Não 69% Não respond eram 8% Escola "Magia do Saber" Você sente dificuldade na disciplina de Ciências Naturais? Sim 72% Não 28% Colégio "Quadrante" Você sente dificuldade na disciplina de Ciências Naturais?
  • 37. 37 Portanto, nota-se uma linguagem técnica utilizada pelo professor de Ciências e que dificulta o aprendizado do aluno. E através do uso da mesma o aluno se sente tímido e constrangido para questionar suas dúvidas, de acordo com as concepções de Piaget (2001, p.21) a cooperação e a comunicação entre professor/aluno é importante para que o aluno entenda os conteúdos expostos durante a aula. Ainda de acordo com os dados acima, observa-se que os alunos apresentam em suas respostas aspectos que denotam a não compreensão dos conteúdos da disciplina, apesar de uma porcentagem muito pequena não entenderem, é um pouco preocupante, como comprovando em uma das respostas transcritas na Figura 15: Figura 15 - Transcrição de um aluno da escola “Magia do Saber” Observa-se de acordo com essa opinião que o aluno da escola “Quadrante” também sente um pouco de dificuldade em alguns assuntos abordados pela professora, que pode ser observado na Figura 16 abaixo. Figura 16 - Transcrição de um aluno da escola “Quadrante” Outro ponto observado também é que uma minoria de discentes não quiseram responder quais seriam essas dificuldades. Quanto à pergunta, se nas aulas de Ciências Naturais eles desenvolvem atividades experimentais, as respostas foram as seguintes: 100% dos alunos da escola “Magia do Saber” disseram que não tinham aulas práticas. Contudo, os alunos do colégio “Quadrante”, 92% responderam que não, e 8 % responderam que sim (FIGURA 17).
  • 38. 38 Figura 17 - Nas aulas de Ciências Naturais você desenvolve atividades experimentais (aulas práticas)? Observa-se nesse questionamento que o pouco convívio com as práticas experimentais faz com que os alunos não tenham afinidade com as mesmas, porém o desejo de conviver com essas práticas ficaram evidentes. Em relação à pergunta sobre o que eles achavam das aulas práticas quando desenvolvidas em sala de aula, se elas estimulavam o seu entusiasmo pelo conteúdo abordado e pela disciplina de Ciências Naturais, e Por que, as respostas foram: Figura 18 e 19- As atividades experimentais desenvolvidas em sala de aula estimularam o seu entusiasmo pelo conteúdo abordado e pela disciplina de Ciências Naturais? Por quê? Desenvolvimento de aulas práticas As atividades experimentais estimula o entusiasmo pela disciplina Fonte: autora (2014) Fonte: autora (2014) Sim 62% Não 38% Escola "Magia do Saber" As atividades experimentais desenvolvidas em sala de aula estimularam o seuentusiasmopelo conteúdo abordado e pela disciplina de Ciências Naturais? Sim 17% Não 75% Não respond eran 8% Colégio"Quadrante" As atividades experimentais desenvolvidas em sala de aula estimularam o seuentusiasmopelo conteúdo abordado e pela disciplina de Ciências Naturais? sim 8% Não 92% ColégioQuadrante" Nas aulas de Ciências Naturais você desenvolve atividades experimentais (aulas práticas)?
  • 39. 39 Diante das observações comprovou-se que as atividades experimentais é uma maneira de alterar a realidade do aprendizado do aluno em um contexto próprio. Existindo o interesse tanto do professor como do aluno, haverá a motivação e o engajamento para que possa ocorrer uma definição precisa dos termos a serem trabalhados nas aulas de ciências. Laburu (2006, p. 382) demonstra que as atividades experimentais podem servir de poderoso estímulo, impulso e incentivo como componente primordial para despertar ou manter o interesse dos alunos nos conteúdos de ciências trabalhados. White (1996, p.761) também discute que essas atividades predispõe o aluno à aprendizagem, atuando na parte emocional de sua estrutura mental. Dessa forma, podemos dizer que as aulas experimentais estimulam e direcionam a atenção do aluno para o tema cientifico que será abordado na sala de aula. Quando perguntado se eles gostam de atividades práticas, os resultados foram os seguintes: 88% dos participantes da escola “Magia do Saber” responderam que gostam de aulas práticas e 12% dizem não gostar de aulas práticas. 83% dos participantes do colégio “Quadrante” responderam que gostam de atividades experimentais, 13% não gostam e 4% não responderam essa pergunta. Figura 20 e 21 - Você gosta de atividades práticas? Por quê? Atividades práticas Fonte: autora (2014) Sim 88% Não 12% Escola "Magia do Saber" Você gosta de atividades práticas? Sim 83% Não 13% Não respon derm 4% Colégio"Quadrante" Você gosta de atividades práticas?
  • 40. 40 Observa-se tanto na Figura 20 como na Figura 21, que o pouco contato que eles têm com aulas experimentais, faz com que a minoria não respondam ou até mesmo não gostem de aulas práticas. O professor deve fazer com que os alunos percebam e adquira a prática experimental de conceitos científicos, explorar também os conceitos teóricos, favorecer para os mesmos a interação teoria/realidade e para assumissem “uma capacidade de compreender que a ciência contemporânea não é apenas experimentação, mas sim, teoria e experiência, realizada e interpretada à luz de teorias” (BUNGE, 1974, p. 10). Outro ponto abordado no questionário pré-teste foi o que eles entendiam por atividade experimental, com relação a essa questão os respondentes emitiram diferentes respostas espontâneas e poucos responderam. Algumas das respostas podem ser observadas na Figura 22. Figura 22 - O que entendem por atividade experimental Escola “Magia do Saber” Respostas Colégio “Quadrante” Respostas É abordada a teoria para a prática Nela é testado nosso aprendizado Sair do dia a dia É a prática do aprendizado Momento que você entra em contato com a ciência Todos juntos para ver como funciona a teoria na prática Estudar a prática dos conteúdos Aula mais divertida e interativa para um melhor aprendizado Observa-se que 6% dos alunos da escola “Magia do Saber” responderam algo sobre atividade experimental e 46% não souberam ou não quiseram responder o que Conceito de atividades experimentais Fonte: autora (2014)
  • 41. 41 entendiam por atividades experimentais. No colégio “Quadrante” 8% citou algum conceito sobre atividades práticas e 40% não responderam. Portanto, fica evidente que 86% dos respondentes não conseguiram dizer o que entende por atividades experimentais. Na pergunta seguinte foi questionado se na opinião deles, para a realização de experimentos nas aulas de Ciências Naturais é indispensável à instituição escolar possuir um laboratório equipado específico, observa-se que 92% dos alunos da escola “Magia do Saber” responderam que a escola precisa de um laboratório específico para as aulas de Ciências Naturais, e 4% disseram que não é preciso um laboratório especifico, enquanto 4% não responderam (FIGURA 19). Por outro lado, 69% dos alunos do colégio “Quadrante” disseram que é preciso de um laboratório específicos e 31% afirmaram que não, como pode ser observado na Figura 23 e 24. Figura 23 e 24 - Em sua opinião, para a realização de experimentos nas aulas de Ciências Naturais é indispensável à instituição escolar possuir um laboratório equipado específico? Sabe-se que não é preciso que as escolas possuam de laboratórios específicos. O professor pode, em sala de aula, elaborar metodologias de aulas práticas e realizá-las. É indispensável à instituição escolar possuir um laboratório equipado específico Fonte: autora (2014) Sim 69% Não 31% Colégio"Quadrante" Em sua opinião, para a realização de experimentos nas aulas de Ciências Naturais é indispensável à instituiçãoescolar possuir um laboratório equipado específico? Sim 92% Não 4% Não respon deram 4% Escola "Magia do Saber" Em sua opinião, para a realização de experimentos nas aulas de Ciências Naturais é indispensável à instituição escolar possuir um laboratório equipado específico?
  • 42. 42 Mas, para que ocorra a aprendizagem significativa é preciso à contextualização e a problematização das situações discutidas em sala de aula, pois é essencial para que todo o trabalho desenvolvido com os alunos não tenha um caráter apenas ilustrativo, e cabe ao professor orientar e direcionar o aluno na execução dos experimentos. Para Ausubel (1963, p. 58), a aprendizagem significativa é o mecanismo da percepção humana, por excelência, para adquirir e armazenar a vasta quantidade de ideias e informações representadas em qualquer campo de conhecimento. A questão seguinte procurou relatar se a função da experimentação é facilitar a compreensão do conteúdo abordado despertando os discentes para a curiosidade e interesse pelo estudo, ou seja, adaptar a teoria à realidade. Como respostas 88% dos alunos da escola “Magia do Saber” afirmou que sim, 8% disseram que não e 4% não quiseram responder. Todavia, 69% dos respondentes do colégio “Quadrante” disseram que sim e 31% disseram que não, Figuras 25 e 26. Figuras 25 e 26 - A função da experimentação é facilitar a compreensão do conteúdo abordado despertando os discentes para a curiosidade e interesse pelo estudo. Observa-se que a maioria dos alunos entende que a função da experimentação é facilitar a compreensão do conteúdo, pois segundo o Weels apud Galiazzi e Perez A função da experimentação é facilitar a compreensão do conteúdo estudado Fonte: autora (2014) 69% 31% Colégio"Quadrante" A função da experimentação é facilitar a compreensão do conteúdo abordado despertando os discentes para a curiosidade e interesse peloestudo. Sim Não Sim 88% Não 4% Não respond eram 8% Escola "Magia do Saber" A função da experimentação é facilitar a compreensão do conteúdo abordado despertando os discentes para a curiosidade e interesse peloestudo.
  • 43. 43 (1999, p. 326), a experimentação deve ser introduzida dentro da sala de aula com o objetivo de levar o aluno à reflexão entre prática e teoria, pois é importante salientar que a explicação do conhecimento não se restringe somente ao início da atividade experimental, ocorrem-nos diferentes momentos em sala de aula, o que exige atenção permanente do professor (LIMA e MARCONDES 2005, p.1). É essencial entender que as atividades experimentais além de sua função ela deve também ser fundamentada não só na observação, mas na teoria, na mediação do sujeito, nas questões sociais e culturais com a finalidade de mostrar o desenvolvimento do aluno mediante a problematização das observações em aulas práticas e o diálogo. 4.4 RESULTADOS E ANÁLISE DO PÓS-TESTE COM OS ALUNOS Com relação à primeira questão do questionário (FIGURA 27 e 28) do pós- teste da escola “Magia do Saber”, (APÊNDICE V) foi perguntado aos alunos se gostam de aula prática, as respostas foram as seguintes: o percentual de 80%, afirmaram gostar das aulas práticas e 20% não gostam. No colégio “Quadrante” 96% dos respondentes disse gostar de aulas práticas e 4% disseram não gostarem. Figuras 27 e 28 – Vocês gostam de aulas práticas? Gostam de aulas praticas? Fonte: autora (2014) Sim 80% Não 20% Escola "Magia do Saber" Vocês gostamde aulas práticas? Sim 96% Não 4% Escola "Quadrante" Vocês gostamde aulas práticas?
  • 44. 44 Observa-se nesse questionamento que mesmo não tendo muito aulas práticas, os alunos gostam. Nota-se, portanto, a falta da prática docente, pois segundo Cruz (2005, p. 192), ao falarmos da prática docente se está “exigindo que falemos de sujeitos que possuem um ofício, o saber de uma arte, a arte de ensinar, e que produzem e utilizam saberes próprios do seu oficio no seu trabalho cotidiano nas escolas”. Em outra questão objetiva do questionário, expostos nas Figuras 29 e 30, foram abordados se as aulas práticas ajudam a aprimorar os conhecimentos dos mesmos. Como resultado obtido, 80% dos respondentes da escola “Magia do Saber” disseram que sim, 20% afirmaram que não. Por outro lado, dos discentes do colégio “Quadrante”, 96% responderam que sim e 4% que não. Figura 29 e 30 – Em sua opinião as aulas práticas ajudam a aprimorar seus conhecimentos? Ainda dentro da análise da questão, observa-se um número grande de aceitação das aulas práticas no aprimoramento do conhecimento, possibilitando dessa forma a suposição de que os demais não compreendem o real valor de aulas experimentais. Ficou ressaltado que os alunos em alguns momentos demonstraram evidências de que nas aulas experimentais a resolução e explicações dos conteúdos são mais bem detalhadas, facilitando o entendimento e a compreensão dos temas abordados. As aulas práticas aprimoram o conhecimento Fonte: autora (2014) Sim 80% Não 20% Escola "Magia do Saber" Em sua opinião as aulas práticas ajudam a aprimorar seus conhecimantos? Sim 96% Não 4% Colégio"Quadrante" Em sua opinião as aulas práticas ajudam a aprimorar seus conhecimentos?
  • 45. 45 Em outra pergunta foi questionado com os alunos, quais conteúdos de Ciências Naturais, você acreditaria que aprenderia melhor através de uma aula experimental?(FIGURAS 31 e 32). Os resultados revelaram que, 28% dos respondentes da escola “Magia do Saber” disseram ser “mistura de gases”, 24% responderam que seria o “estudo do corpo humano”, 20% não responderam, 12% disseram que seria “todos os conteúdos”, 8% responderam que aprenderiam melhor através de aulas práticas o conteúdo “água” e 8% disseram que seria o estudo dos “planetas”. Figuras 31 e 32- Quais os conteúdos de Ciências Naturais, você acredita que aprenderia melhor através de uma aula prática? Nesse questionamento observa-se que os alunos mostram uma variedade de opções de conteúdos estabelecidos para ser trabalhado em sala de aula. Cabe ao professor, usar metodologias adequadas para diversificar e dar qualidade as aulas de ciências e não ficar atrelados a métodos tradicionais, mas sim, alcançar através das aulas práticas uma aprendizagem significativa e com objetivos que possam explanar ideias e concepções desenvolvidas nas aulas teóricas, pois os alunos podem ‘ver na prática’ o que acontece na teoria, ou aprender a utilizar algum instrumento ou técnica de laboratório específica, (BORGES 1997, p. 3). Aprendendo melhor através de aulas práticas Fonte: autora (2014) 8% 24% 28% 8% 12% 20% Escola "Magia do Saber" Quais os conteúdos de Ciências Naturais, voce acredita que aprenderia melhor através de uma aula prática? Água Corpo humano Mistura de gases O Planeta Todos os conteúdos Não responderam 71% 16% 6% 7% Colégio"Quadrante" Quai os conteúdos d Ciências Naturais voce acredita que aprenderia melhor através de aulas práticas? Corpo humano As plantas Os animais Todos
  • 46. 46 No mesmo questionamento, 71% dos respondentes do colégio “Quadrante” responderam que aprenderiam melhor através de aulas práticas o conteúdo “corpo humano”, 16% dos respondentes disseram “as plantas”, 7% seria todos os conteúdos, e 6% seria o tema “os animais”. Observa-se que esses resultados tornam mais sólidos a necessidade de se trabalhar em sala de aula com metodologias inovadoras. Sabe-se que o ensino de ciências se torna mais reforçado quando o aluno passa a ser um sujeito constituído por seu grupo social, que deve lidar com diferentes conhecimentos, interpretando-os a partir de suas ideias e valores (OLIVEIRA 1997, p.37). Sabemos que para ser aplicados conteúdos de ciências através de aulas práticas não é preciso que os docentes vinculem o ensino com práticas com a existência de salas adequadas, materiais específicos e instalações apropriadas, que na maioria das vezes não estão disponibilizadas nas escolas públicas. Quando perguntado aos alunos da escola “Magia do Saber”, de acordo com o conteúdo abordado durante a aula prática em sala de aula (APÊNDICE III), se os mesmos observaram se existiram mudanças nos batimentos cardíacos de uma pessoa em repouso e após uma atividade física, e o porquê dessa mudança. 92% dos respondentes disseram que sim, 8% disseram que não. Figura 33 - Na aula prática sobre sistema circulatório, você observou se existiram mudanças nos batimentos cardíacos de uma pessoa em repouso e após uma atividade física? Por quê? As aulas práticas sobre sistema Circulatório Fonte: autora (2014) Sim 92% Não 8% Escola "Magia do Saber" Na aula prática sobre sistema circulatatório, você observou se existiumudanças nos batimentos cardiaços de uma pessoa em repouso e após uma atividade física? Por que?
  • 47. 47 No colégio “Quadrante” foi perguntado aos alunos, de acordo com o conteúdo da aula prática (APÊNDICE IV), se os mesmos após o experimento conseguiram compreender a importância do cálcio na estrutura óssea de um determinado corpo. Para esta questão, de acordo com a Figura 31, foi obtido o seguinte resultado: 99% responderam que ficou mais fácil a compreensão do conteúdo abordado na prática, 1% disse que não. Figura 34 - Após o experimento vocês conseguiram compreender a importância do cálcio na estrutura óssea de um determinado corpo? Observa-se que a maioria dos pesquisados apontam que há um esclarecimento de dúvidas, ou seja, nas aulas experimentais ocorre um segmento dialogal maior do que em aulas teóricas, deixando evidente que as aulas se tornam mais dinâmicas, interessantes e ajudam a entender melhor a matéria em estudo. Observou-se que durante a aula experimental a comunicação dos alunos foi de suma importância para esclarecer suas dúvidas e que neste sentido houve trocas de ideias. Na explicação de Krasilchik (2000, p.5), as aulas práticas são motivadoras da aprendizagem, e podem levar os alunos ao desenvolvimento de habilidades técnicas e principalmente auxiliando a fixação, o conhecimento sobre os fenômenos e fatos. As aulas práticas sobre esqueleto e estrutura óssea Fonte: autora (2014) Sim 99% Não 1% Colégio"Quadrante" Após o experimento vocês conseguiramcompreender a importância do cálciona estrutura ósseade um determinado corpo?
  • 48. 48 O que se observa, a partir dessa afirmação do autor, é que se deve existir uma mudança no modo de transmissão de conteúdo, ressaltando uma nova postura do professor, pois ficou evidente que aulas práticas tornam mais fácil o ensino/aprendizagem.
  • 49. 49 5 CONCLUSÕES Diante desta pesquisa foi possível verificar que as professoras entrevistadas tinham uma visão contextual da experimentação em sala de aula, e isso é visto como fator positivo, pois significa que os mesmos não estão pensando de um modo fechado, tradicional, mas, também não tem a prática da utilização, acreditando que reproduzir experimentos ou aplicar aulas práticas possa resolver os problemas do ensino/aprendizagem de Ciências. Os docentes concordam com as transcendências da realidade das aulas, deixando evidente que realizam sempre que podem. Porém, sabe-se que é necessário delimitar que tipo de experimento se encaixa no ensino, e com isso, estudar, deliberar as diferentes práticas experimentais, e como elas devem ser aplicadas com precisão nos conceitos teóricos em sala de aula. Assim, observou-se que existe uma necessidade de uma formação continuada que leve o professor a refletir sobre a aplicação da experimentação em sala de aula, pois se percebe na análise da entrevista que os mesmos usam essa prática quando podem e tem conceitos simplismos sobre aulas práticas, deixando o aluno confuso e desmotivado por não terem o hábito de unir a teoria com a prática. Dessa forma é importante repensar a formação dos futuros profissionais da educação, e promover estratégias de formação continuada para que os alunos não sintam certas dificuldades no aprendizado, pois se observou que na opinião dos alunos a experimentação amplia o aprendizado e torna as aulas mais prazerosas e dinâmicas, quando o docente relaciona a teoria com a prática, contudo para que isso possa ocorrer, em sala de aula, esta prática fica desenvolvida e aplicada de forma correta. A aplicação de aulas práticas é de extrema importância para a construção do conhecimento científico dos alunos, e por isso é que se torna importante para o ensino de Ciências Naturais. Uma vez que a partir dos resultados obtidos, ficou evidenciado que a maioria dos discentes gosta da disciplina de ciências e quando os professores utilizam em suas aulas experimentos em sala de aula, eles se interessam e ficam estimulados para estudarem os temas científicos abordados. Constatou-se que 80% dos alunos da escola “Magia do Saber” e 96% dos alunos do colégio “Quadrante” disseram que as aulas práticas ajudam a aprimorar os conhecimentos possibilitando dessa forma a suposição das dificuldades de elaborarem
  • 50. 50 conceitos. Ficando claro que os alunos em alguns momentos demonstraram evidências de que nas aulas experimentais a resolução e explicações dos conteúdos são mais bem detalhadas, facilitando o entendimento e a compreensão dos temas abordados.
  • 51. 51 REFLEXÕES Durante o período que realizei as pesquisas nas escolas, encontrei algumas dificuldades, tanto por parte dos gestores, como também dos professores. Muitas das escolas que procurei aplicar as pesquisas, não aceitaram que a mesma fosse realizada, creio, que com receio do que iria encontrar. De fato, depois de uma longa jornada a procura das escolas nas quais pudesse aplicar a pesquisa científica, enfim, encontrei-as. Achei melhor começar aplicando uma entrevista com os professores, para sondar o como eles trabalhavam e de que forma. Foi decepcionante para minha futura carreia que desejo almejar. As mesmas não tinham o hábito de aplicar aulas práticas, por alegarem não terem tempo de prepara-las, já estavam se sentindo cansadas por atuarem o bastante tempo nas escolas. Percebi por alguns instantes que elas ainda estão atreladas ao método tradicional, até mesmo na escola particular, onde eu acharia que séria um pouco diferente. O que observei é que os professores não estão dispostos a inovar suas aulas, seja por falta de habilidades, seja por puro comodismo. Ao concluir a pesquisa percebi que de fato, as maiorias dos alunos nunca tiveram uma aula prática experimental. Em ambas as escolas foram aplicadas questionários pré-teste e pós-teste, nos quais observei que a realidade é bem próxima uma da outra, em relação às aulas experimentais, quanto à escola da rede pública, quanto a da rede privada de ensino não tem o hábito de inserir aulas experimentais com seus alunos. O assunto trabalhado pela professora regente da escola pública “Magia do saber” (nome fictício) foi sobre o Sistema Circulatório. Sendo assim preparei um experimento para a turma relacionado com o tema abordado em sala. Já na escola da rede privada de ensino, ”Quadrante” (nome fictício) o assunto trabalhado pela professora regente foi sobre, Esqueleto e Estrutura Óssea. Assim, foi pude desenvolver em sala os experimentos sobre a temática apresentada em sala. A meu ver, o professor deve ser entendido como um agente de educação integral, cujas habilidades, conhecimentos e atitudes em relação ao aluno são o centro da eficácia do processo educativo. Ainda tentei mostrar para esses professores de
  • 52. 52 Ciências que estamos diante de uma sociedade que apresenta um processo acelerado de mudanças, onde a escola deve educar para tornar seus educandos cidadãos criativos, participativos, críticos e atuantes. Observei também, mesmo não tendo muito acesso que, nem sempre a gestão da escola tem uma prática que venha ao encontro dessa realidade de participação e não cobram muito dos professores para que eles tenham uma postura renovada capazes de levar o novo, o diferente para melhorar o aprendizado do aluno, pois diante desses fatos sabemos que o professor deve promover um trabalho coletivo e delegar funções que tenha envolvimento onde todos tenham uma postura voltada para a motivação. O professor deve assumir uma postura renovada, coisas que não consegui ver nas escolas, pois segundo Paulo Freire (2007, p.11), os mesmos devem estar “convencidos de que os educadores libertadores não são missionários, não são técnicos, não são meros professores. Têm de se tornar, cada vez mais, militantes”. Devem ser militantes no sentido político dessa palavra. Algo mais que um ativista. Um militante é um ativista crítico. Sabe-se que esse método renovado de ensino tem-se uma aproximação do mundo real, ou seja, contexto, cotidiano e teoria, que dessa forma possam ser analisados os fenômenos, integrando e interagindo para os alunos consigam entender conceitos. Não se pode deixar de frisar muitos fatores que impedem sim no desenvolvimento da Educação Científica nas unidades escolares, como por exemplo, a falta de materiais, a falta de estruturas adequadas, os salários e a carga horária inadequada, e tudo isso requer políticas públicas para um maior incentivo na educação científica para que possa ser desenvolvida. Assim, durante o período da pesquisa refleti sobre a minha futura profissão e aprendi que devemos introduzir a teoria do pensar dialética a prática, apontando caminhos para um melhor aproveitamento e oferecer aos alunos sugestões e propostas que possam melhorar cada dia sua aprendizagem para que durante a sua trajetória estudantil eles possam elaborar conceitos e vivenciá-los.
  • 53. 53 REFERÊNCIAS AUSUBEL, D.P. (1963). The psychology of meaningful verbal learning. New York, Grune and Stratton. AMARAL, L.O.F.; SILVA, A.C. Trabalho Prático: Concepções de Professores sobre as Aulas Experimentais nas Disciplinas de Química Geral. Cadernos de Avaliação, Belo Horizonte, v.1, n.3, p. 130-140. 2000. ANDRÉ, M.E.D.A. Pesquisa, formação e prática docente. In: ANDRÉ, M.E.D.A. (org.) Papel da pesquisa na prática de professores. Campinas, SP: Papirus, 2002. Disponível em: <http://www.scielo.org.ar/scielo.php?pid=S185066662007000100004&script=sci_artte xt> Acesso em 18 de ago. 2014. ARRUDA, S.M.; LABURU, C.E. Considerações sobre a função de experimento no ensino de Ciências. In: NARDI, Roberto (Org.). Considerações atuais no ensino de Ciências. São Paulo: Editora Escritura, 1998. p. 73-87. ALARCÃO, Isabel. Professores reflexivos em uma escola reflexiva. São Paulo: Cortez, 2005. BUNGE, M. Teoria e realidade. São Paulo: Perspectiva, 1974. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1516- 73132012000100007&script=sci_arttext>Acesso em 14 de set. 2014. BORGES, T. Um estudo de modelos mentais. Investigações em Ensino de Ciências. Disponível em <http://www.if.ufrgs.br/public/ensino/vol2/n3/borges.htm1997> Acesso em 09 de set. 2014. BRASIL. Constituição. Constituição da República Federativa do Brasil de 05 de outubro de 1988 (com a redação atualizada). ________. Lei nº. 4.024, de 20 de dezembro de 1961. Fixa as Diretrizes e Bases da Educação ________. Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971, que fixa as Diretrizes e Bases para o ensino de 1º e 2º graus e dá outras providências. _______. Lei N. º 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais: ciências naturais. Brasília: MEC/SEF, 1997. Disponível em:< http://www.michelfoucault.com.br/files/Daiane%20Bocasanta%20-%20Tese%20- %2029jan14.pdf> Acesso em 13 de ago. 2014. _______. Parâmetros Curriculares Nacionais de Ciências. Brasília, DF: Senado Federal, 2001, p. 122-123.
  • 54. 54 _______. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências Naturais. Brasília: MEC/SEF, 1997, p.117. BOGDAN, R., Biklen, S., (1994). Investigação Qualitativa em Educação – uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto Editor. BARBERÁ, ó.; Valdés, P. (1996). Investigação e Docência Experiências: O trabalho prático no ensino de ciências: uma revisão. Ensino de Ciências. v. 14, n. 3, p. 365- 379. BIZZO, Nélio. Ciências: fácil ou difícil. São Paulo: Ática, 2002.p.75. CARVALHO, A. M. P.; GIL, D. Formação de professores de ciências: tendências e inovações.2. ed. São Paulo: Cortez / Coleção questões da nossa época, 1995. 120 p. CRUZ, G. (2005), A prática docente no contexto da sala de aula frente às reformas curriculares [em linha]. Disponível em < http://www.ipv.pt/millenium/arq8_2.htm> Acesso em 15 de set. 2014. CARVALHO, A. M. P.; GIL, D. Formação de professores de ciências: tendências e inovações. 2. Ed. São Paulo: Cortez / Coleção questões da nossa época, 1995. 120 p. CARVALHO, A. M. P.; VANNUCCHI, A. I. ; BARROS, M. A.; GONÇALVES, M. E. R.;REY, R. C. . Ciências no Ensino Fundamental - O Conhecimento Físico. São Paulo: Editora Scipione, 1998. 200 p. CALOR, Ricardo Adolfo; SANTOS, Charles Morply Dias dos. Filosofia eensino de ciências: uma convergência necessária. Revista Ciência Hoje. RJ,v. 35, n.210, p.59-61, nov. 2004. Mensal. Disponível em: <http://terceiroano- csjd.blogspot.com.br/2014/05/momento-cientista-registro-do-nosso.html> Acesso em 17 jul. 2014. DELIZOICOV, D.; ANGOTTI,J.A.Metodologia do Ensino de Ciências. SãoPaulo: Cortez, 1992, p 22. Disponível em <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/23-4.pdf> Acesso em 20 de set. 2014. DRIVER, R.; ASOKO, H.; LEACH, J.; MORTIMER, E.; SCOTT, P. Construindo conhecimento científico na sala de aula. Química Nova na Escola, São Paulo, v.1, n.9, p.31-40, mai.1999. FREIRE, P. 1996. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo, Paz e Terra, 168 p. FRIZZO, Mariza Nunes; MARIN, Eulália Beschouner. O ensino de Ciênciasnas séries iniciais. 3. ed. Ijuí: Unijuí, 1997. 14p. FREIRE, P., A concepção Bancária da educação como instrumento da opressão. Seus pressupostos, sua crítica. In: FREIRE, P., Pedagogia do oprimido, 17º edição, Editora Paz e Terra, Coleção o Mundo Hoje, v.21, Rio de Janeiro, 1970, p. 57-75. Disponível
  • 55. 55 em:<http://www.mackenzie.br/fileadmin/Graduacao/CCBS/Cursos/Ciencias_Biologicas /1o_2012/Biblioteca_TCC_Lic/2010/1o_2010/Diogo.pdf> Acesso em 13 de ago. 2014. FRANCISCO JÚNIOR et al. Experimentação Problematizadora: Fundamentos Teóricos e Práticos para a Aplicação em Salas de Aula de Ciências. Química Nova na Escola, n. 30, p. 34-41, 2008. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 36ªed. São Paulo: Paz e Terra, 2007.p.11. GIL PEREZ, D. e CASTRO, PV A orientação das práticas de laboratório investigação: um exemplo ilustrativo. Educação em Ciências, Barcelona, v.14, n.2, p.155- 163 1996. Disponível em:< http://fep.if.usp.br/~profis/arquivos/ivenpec/Arquivos/Painel/PNL220.pdf> Acesso em 22 de ago. 2014. Gil, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2011. _________. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. Ed. São Paulo: Atlas, 1999. _________. Métodos e técnicas de pesquisa social/5. Ed. São Paulo: Atlas, 2006. GIORDAN, M. O papel da experimentação no ensino de Ciências. Química Nova na Escola, São Paulo, n. 10, p. 43-49, nov. 1999. GALIAZZI, M. C., GONÇALVES, F. P. A Natureza Pedagógica da Experimentação: Uma Pesquisa na Licenciatura em Química. Química Nova, Vol. 27, no. 2, p.326-331, 2004. HODSON, D. Hacia um Enfoque más critico Del Trabajo de laboratório. Enseñanza de Las Ciências, 12(3), p.299-313, 1994. Disponível em: <http://www.quimica.ufpr.br/eduquim/eneq2008/resumos/R0342-1.pdf> Acesso em 16 de ago. 2014. KRASILCHIK, M. Reforma e Realidade: o caso do ensino das ciências. São Paulo em Perspectiva, São Paulo, v.14, n.1, 2000. Disponível em:<http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br>. Acesso em: 20 de set. 2014. KOVALICZN, R. A. O professor de Ciências e de Biologia frente às parasitoses comuns em escolares. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, 1999 a. LABURÚ, C.E. Fundamentos para um experimento cativante. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 23, n. 3, p. 382-404, 2006. LUCKESI, Cipriano Carlos. Entrevista concedida à Aprender a Fazer, publicada em IP – Impressão Pedagógica, publicação da Editora Gráfica Expoente, Curitiba, PR, nº 36, 2004, p. 4-6. Disponível em <http://www.luckesi.com.br/artigosavaliacao.htm>. Acesso em: 12 de set. 2014. LIMA, V. e MARCONDES, M.E. Atividades Experimentais no Ensino de Química: Reflexões de um grupo de professores a partir do tema eletroquímico. Ensenañza de Las Ciencias, 2005. Número Extra. VII CONGRESO. Disponível em:
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