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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA
CENTRO DE EDUCAÇÃO
CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS NATURAIS
(LICENCIATURA À DISTÂNCIA)
LEILANY CAMPOS BARRETO
A IMPORTÂNCIA DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS (HQs) COMO
RECURSO DIDÁTICO NO ENSINO DE CIÊNCIAS
JOÃO PESSOA – PB
2014
LEILANY CAMPOS BARRETO
A IMPORTÂNCIA DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS (HQs) COMO
RECURSO DIDÁTICO NO ENSINO DE CIÊNCIAS
Monografia apresentada como exigência parcial
para obtenção do Certificado de Conclusão do
Curso de Graduação em Ciências Naturais
(Licenciatura à Distância), pela Universidade
Federal da Paraíba. Orientadora: Profª. Dra.
Evaneide Ferreira Silva. Coorientadora: Profª. Esp.
Jailma Simone Gonçalves Leite.
JOÃO PESSOA – PB
2014
LEILANY CAMPOS BARRETO
A IMPORTÂNCIA DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS (HQs) COMO
RECURSO DIDÁTICO NO ENSINO DE CIÊNCIAS
Esta Monografia foi julgada adequada para a obtenção do Grau de Graduação em Ciências
Naturais. E aprovada em sua forma final pela Universidade Federal da Paraíba na
modalidade à distância.
Data: ____/____/____
________________________________________________
Profa. Dra. Evaneide Ferreira Silva
(Orientadora)
__________________________________________________
Prof.
Examinador
__________________________________________________
Prof.
Examinador
JOÃO PESSOA – PB
2014
Agradeço a Deus, que nos criou e foi espírito inventivo nesta
tarefa. Seu fôlego de vida na minha foi meu amparo e mim deu
coragem para regatear realidades e propor sempre um novo
mundo de questionamentos e possibilidades
AGRADECIMENTOS
A minha “filhota” que é a razão do meu viver, o meu amanhã, a minha inspiração, a minha
esperança, o meu amor mais puro e bonito... Amo muito você filha!
Ao meu esposo (in memória) que em silêncio meus pensamentos te buscam na sabedoria de
continuar vivendo.
Aos meus pais que mim deram a vida e mim ensinaram a vivê-la com dignidade e que por
muitas vezes se doaram por inteiros e renunciaram aos seus sonhos, para que, muitas vezes,
pudesse realizar os meus.
Aos meus irmãos Lavoisier e Lúcia Campos Barreto por todos os momentos que passamos
juntos, dos sorrisos, das lágrimas, da dor e da felicidade.
A minha orientadora Drª. Evaneide Ferreira por ter colaborado para minha formação, por
acreditar em mim. Você foi professora, orientadora, amiga... Você mim ensinou mais que
concepções, técnicas, teorias, você mim ensinou o caminho a respeito da vida.
A minha maravilhosa e inesquecível coorientadora Jailma Simone Gonçalves Leite que me
orientou e auxiliou em um momento importantíssimo, muito obrigado!
As diretoras, professores e alunos da Escola Municipal “Nossa Senhora do Rosário” que
mim receberam com muito carinho.
Ao tutor presencial da UFPB Virtual, José Vieira que sempre mim orientou nessa jornada.
Aos tutores a distância pela dedicação de querer nos fazer pessoas melhores na transmissão
do conhecimento.
Aos professores da plataforma Moodle que estenderam suas mãos para abraçar ou para
punir, mas sempre para ensinar! Todos passaram pelas nossas vidas, abrindo portas,
mediando e mostrando o conhecimento. Obrigada a todos!
A professora Thais Josy Castro Freire de Assis por fazer do aprendizado não um trabalho,
mas um contentamento em nossas vidas.
Aos meus amigos de curso que jamais esquecerei os risos que mim fizeram perceber o
quanto o mudo é belo, em meio as grandes tragédias, pelos encontros felizes que passamos
juntos, pelas trocas de palavras, dúvidas e incertezas da vida. Agradeço por podre chamá-
los de amigos!
A todos o meu muito obrigado!
Ler uma história em quadrinho é ler sua linguagem, em seu
aspecto verbal e visual (ou não verbal). Assim, a relação entre
fala e imagem, a onomatopeia, as vozes narrativas, o tempo, o
espaço e os diversos tipos de balões utilizados são analisados
com crítica e fundamentação. Trata-se de uma leitura
constitutiva e fundamental (Paulo Ramos).
RESUMO
As Histórias em Quadrinhos (HQs) há mais de um século vêm divertindo, trazendo
informações e promovendo a educação. Possuindo um código de formação próprio e
uma linguagem universal que a cada geração proporciona o desenvolvimento crítico e
sua formação cultural. Assim, diante dessas características, a pesquisa teve como
objetivo principal aplicar as HQs como recurso didático no ensino de Ciências Naturais,
com o intuito de facilitar a aprendizagem de conteúdos abordados em sala de aula. A
análise da pesquisa salienta considerações sobre o uso de HQs em aulas de Ciências,
como também a postura do discente diante do ensino-aprendizagem. Com a finalidade
de avaliar o uso da aplicação de uma ferramenta pedagógica foi realizada uma pesquisa
de campo com alunos do 6º ano do ensino fundamental da escola Nossa Senhora do
Rosário, localizada no município de Pombal-PB. A pesquisa contou com uma
abordagem metodológica sistemática qualitativa e quantitativa, através de debates, da
produção de HQs pelos discentes e um questionário como mediadores para a coleta de
dados, com o propósito de mostrar a modelagem desse objeto de aprendizagem. Os
resultados comprovaram que a maioria dos discentes acertaram as questões referentes
ao tema trabalhado e que os mesmos afirmaram que os balões é o item que mais chama
atenção numa HQ. Além disso, resultados constataram que apenas uma minoria
apresentaram dificuldades em elaborar tirinhas quadrinizadas.
Palavras-Chave: Histórias em Quadrinhos. Ciências Naturais. Recurso Didático.
ABSTRACT
The Comics (comics) for over a century have fun, providing information and promoting
education. Possessing its own code of training and a universal language that every
generation provides the critical development and their cultural backgrounds. Given such
characteristics, the research aimed to apply the comics as a teaching resource in the
teaching of natural sciences, in order to facilitate the learning of content covered in
class. The analysis of the research highlights considerations on the use of comics in
science classes, but also the attitude of the student on the teaching-learning. In order to
evaluate the use of the application of a pedagogical tool field research with students in
the 6th grade of elementary school Our Lady of the Rosary, in the municipality of
Pombal -PB was performed. The research involved a systematic qualitative and
quantitative methodological approach through discussions, the production of comics by
students as mediators and a questionnaire to collect data for the purpose of showing the
modeling of this learning object. The results showed that most students agreed matters
relating to the theme worked and that they said the balloons is the item you will notice a
HQ. In addition, results found that only a minority had difficulties in preparing
quadrinizadas strips.
Key-Words: Comics. Natural Sciences. Teaching resource.
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO.........................................................................................................12
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA............................................................................14
2.1 AS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS......................................................................14
2.2 PARTICULARIEDADES BÁSICAS DAS HISTÓRIAS EM
QUADRINHOS...............................................................................................................16
2.3 A APLICAÇÃO DA LINGUAGEM QUADRINIZADA COMO RECURSO
DIDÁTICO NO ENSINO DE
CIÊNCIAS.......................................................................................................................25
2.4 A APLICAÇÃO DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS (HQs) COMO
MECANISMO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO NO ENSINO DE
CIÊNCIAS.......................................................................................................................31
3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS............................................................33
3.1 LOCALIDADES DA PESQUISA............................................................................33
3.2 POPULAÇÕES DA PESQUISA...............................................................................34
4. MÉTODOS DE COLETA DE DADOS...................................................................35
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO...............................................................................36
5.1 DA FASE PRELIMINAR À FASE DE ELABORAÇÃO E O RESULTADO DO
QUESTIONÁRIO...........................................................................................................36
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................47
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...........................................................................48
APÊNDICE.....................................................................................................................52
APÊNDICE A..................................................................................................................53
11
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - O Tico-Tico primeiro exemplar de quadrinhos
Figura 02 - Exemplo de requadro
Figura 3 - Balão de Diálogo ou Fala
Figura 4 - Balão de Pensamento
Figura 05 - Exemplos de onomatopeias
Figura 06 - Exemplo de linhas Cinéticas
Figura 7 - Exemplo de metáfora visual
Figura 8 - Exemplo de cores nas HQs
Figura 9 - Tirinha que apresenta muitos lapsos de tempo
Figura 10 - Exemplo de HQs somente com imagens
Figura 11 - Quadrinho de Maurício de Souza, ano 2000.
Figura 12 - Escola Municipal N. S. do Rosário
Figura 13 - Registros da aula ministrada na escola
Figura 14 - Diálogo sobre o movimento de rotação e translação
Figura 15 - Diálogo sobre o céu e estrelas
Figura 16 - Representação das nuvens em dia de chuva e em dia de sol
Figura 17 - Destaca a lua, as estrela e as nuvens carregadas e o uso de onomatopeias.
Figura 18 - Mostra um diálogo sobre as fases da lua
Figura 19 - Um destaque aos Astros luminosos (estrelas)
Figura 20 - Através do diálogo na tirinha em quadrinho abaixo, você compreendeu de
quais Astros os personagens estão se referindo.
Figura 21 - O diálogo na tirinha em quadrinho sobre Astro
Figura 22 – Foi perguntada aos discentes de quais Astros os personagens do quadrinho
estavam falando
Figura 23 - O que chamam mais atenção ao ler uma HQs
Figura 24 - Ao elaborar as tirinhas quadrinizadas teve alguma dificuldade.
12
1 INTRODUÇÃO
As Histórias em Quadrinhos (HQs), em interação com o rádio, o jornal, o
cinema, televisão e outros, representam mídias de comunicação universalmente
conhecidos que podem influenciar na formação do seu público. Desde meados do século
passado pesquisadores passaram a explorar a armação gráfica dos quadrinhos em suas
obras como CRINE (1970), MOYÁ (1977), SILVA in LUYTEN (1983), CARUSO
(2002), SANTOS (2003), CAPTU (2003), VERGUEIRA (2004), LUYTEN (2005),
entre outros, que pretenderam contribuir de forma autêntica para estudos sobre os
recursos linguísticos, visuais, icônicos, narrativos, cinésicos e outros mais, que tornam a
comunicação mais direta, eficiente, dinâmica e expressiva. Desta forma, a interação
quadrinhos e leitor tornam-se rápida e a compreensão da mensagem ocorre sem grandes
dificuldades dentro do ensino/aprendizagem.
Os quadrinhos ocupam um lugar entre as manifestações culturais da
humanidade que formou a linguagem como forma de expressão crítica social e política
do século XX e continua sendo a desse novo século, pois os mesmos estão baseados na
complexidade de símbolos e da arte criada ao longo do desenvolvimento de sua criação.
As histórias em quadrinhos são uma rica fonte de pesquisa, sendo atrativas e
convidativas à leitura. As HQs são voltadas para diversos públicos desde o infantil ao
adulto por apresentar uma linguagem simples e de fácil acesso e com isso tornando-se
presente no dia a dia.
A proposta da utilização de HQ como ferramenta didática teve a finalidade de
mencionar a importância de tornar os conceitos científicos mais acessíveis aos alunos
desse nível de escolaridade, bem como os benefícios que este meio de comunicação de
massa pode trazer para a educação ao serem inseridos como instrumento pedagógico na
escola.
É de suma importância destacar a reflexão das pinturas feitas pelos povos da
antiguidade com a intenção de contar algum fato ou modo de vida, pois as mesmas
possibilitaram um enorme conhecimento, ao longo da historia da humanidade, dos
hábitos e costumes. Essas artes são tão importantes na vida das pessoas, que Barbosa
(1991, p. 27) é sintético em suas palavras ao afirmar que “[...] se a arte não fosse
importante não existiria desde o tempo das cavernas, resistindo a todas as tentativas de
menosprezo”.
13
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) as HQs devem
estar inseridas nos conteúdos de temas transversais, pois isso mostra que a compreensão
de um produto cultural tão complexo como as HQs exige de toda a identificação de seus
elementos característicos e do modo como sua narrativa é articulada. Portanto seu uso
como recurso didático instrumental favorece o alcance dos objetivos educacionais do
ensino por parte do professor.
Trabalhar com HQs nos espaços escolares requer do professor compromisso
com o domínio metodológico do conteúdo e o fazer pedagógico a ser aplicado e
trabalhado com os alunos. Observa-se que alguns educadores ainda se encontram
hesitantes em usar as HQs em sala de aula como recurso didático, com receio de
misturar os momentos de lazer com os de aprender. Mas o segredo está em fazer um
bom uso didático dos quadrinhos, atrelando-os aos conteúdos que se deseja trabalhar
com a turma. E diante disso os educadores devem usar, além da ousadia, a criatividade
para utilizar os quadrinhos na hora e na medida certa para auxiliar a aprendizagem dos
alunos.
Nesse âmbito motivado pelo potencial das HQs no processo contínuo de ensino
e aprendizagem, faz-se uso desse recurso pedagógico em aulas de Ciências que foi
aplicado em uma escola pública municipal da cidade de Pombal-PB.
Para isto, este trabalho teve como objetivo geral aplicar as HQs como recurso
didático no ensino de Ciências Naturais. Como objetivos específicos: aplicar uma aula
teórica abordando o tema “Universo”; aplicar uma aula utilizando como recurso
didático as HQs; avaliar a compreensão dos discentes acerca do tema abordado através
da construção de HQs.
14
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 AS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS
As histórias em quadrinhos (HQs) existem há mais de um século e ainda hoje
triunfa o seu público tanto jovem como adultos, pois suas imagens e falas em forma de
balões cativa e dão asas a uma grande criatividade. O autor Martins (2004) define HQs
como sendo:
Explanações feitas com desenhos sequenciais, em geral no sentido horizontal
e comumente acompanhado de narrativas curtas, de diálogo e algumas
descrições da situação, convencionalmente, apresentados no interior de
figuras chamadas balões. [...] É interessante salientar que a HQ faz parte das
narrativas, são tecidas numa certas sequências, para que haja entre os leitores,
o entendimento da história. (MARTINS, 2004, p. 23-53).
Para Martins (2004, p. 93) “um gênero textual que tem atraído muito a atenção
do jovem e do adolescente são as histórias em quadrinhos e, por isso, tem sido ponto de
partida para a formação de muitos leitores”. E essa formação gera muitas possibilidades
de comportamento, no momento que eles encontram com determinadas situações
criadas nas narrativas das HQs. É também de suma importância salientar que, as
grandes vantagens dos investimentos para os escritores e o êxito dos gibis, é que cada
dia atraia os compradores. De acordo com Coelho (1991, p. 251) as HQs são
consideradas “Fenômeno extremamente complexo e dependendo de uma complicada
política econômica para poder se realizar como produto de sucesso, a literatura em
quadrinhos afeta inúmeras áreas: desde a propriamente literária até a ética”.
Como produto de sucesso as HQs passaram a ganharam cada dia inúmeros
investidores e a narrativa gráfica foram vistas como uma arte literária. Em um de seus
livros Will Eisner comenta que as HQs como arte sequencial são intercaladas com
narrativas gráficas quadrinizadas. Eisner (2005, p. 10) conceitua a narrativa gráfica
como:
Uma descrição genérica para qualquer narração que use imagens para
transmitir ideias enquanto que quadrinhos estruturam-se conforme disposição
impressa de arte e balões em sequência, particularmente como acontece nas
revistas em quadrinhos.
15
Segundo o referido autor a arte “controla a escrita, e o produto passa a ser
pouco mais do que uma literatura barata”. Para o Eisner os quadrinhos só são
verdadeiramente quadrinhos quando são “produzidos por uma sequencia de imagens
ligadamente com quadros que podemos também ser chamar de arte sequencial”. Não
podemos negar que as HQs aparecem como meio de diálogo em um vasto consumo da
população de leitores e isso mostra que as HQs são mais abordáveis ao público em
geral, não só por causa do preço quanto pela sua linguagem que demonstra.
As HQs não podem ser consideradas destrutivas quando utilizadas como
instrumento didático na forma da comunicação, isso vai depender da forma de como ela
é submetida, pois, por intermédio de suas narrativas e argumentações, elas ajudam os
seus leitores a acomodaras suas individualidades dentro da época e ao mundo.
Os analíticos viam os quadrinhos como nefastos para os jovens, podendo levá-
los a se desinteressarem pelos estudos categóricos, o que não aconteceu, devido aos
conteúdos educativos e moralistas encontrados nas revistas. Na opinião de Amelia
Hamze (2008, p.1) “apesar das histórias em quadrinhos terem sofrido acirradas críticas,
acabou suplantando a visão de alguns educadores e provando (sendo bem escolhida) que
têm grande importância e eficácia nos trabalhos escolares”.
É necessário então de uma urgência rudimentar para compreender as HQs e sua
linguagem. Para Scott McCloud (2005, p. 3), “se as pessoas não compreendiam os
quadrinhos, era porque tinham uma definição estreita demais sobre eles”. Para o autor,
obter uma definição apropriada seria uma “forma de invalidar os estereótipos [...] e
demonstrar que o potencial dos quadrinhos é ilimitado e emocionante”.
As HQs eram miradas como uma nova forma de reconto gráfico-visual que
constitui em formação elementos como: tempo, personagens, espaço e ação, que
podemos utilizar vários recursos para representar a fala. “Nas HQs, esse conjunto é
fruto da dicotomia verbal não/verbal, na qual tanto os desenhos quanto as palavras são
necessárias ao entendimento da história”. (EGUTI, 2001, p. 45). Os quadrinhos são
considerados como um dialeto, sua nomenclatura e constituído de uma variedade de
símbolos visuais, incluindo assim o poder dos cartuns e do realismo, tanto como em
surpreendentes combinações com separados.
Entende-se por cartum desenhos gráficos de humor no qual aparece a crítica
social, ou seja, palavra inglesa “cartoon” significa: cartão, papelão duro, e deu origem
16
ao termo cartunista: desenhista de cartazes. No Brasil, a cartum também é uma forma de
expressar ideias e opiniões, seja uma crítica política, esportiva, religiosa, social. O
desenho pode ter uma imagem (isolado), duas ou três (sequenciado) dentro de
quadrinhos ou aberto; pode ter balões, legendas e se beneficiar de temas fixos.
Vergueiro (2004, p. 31) afirma que “as HQs constituem um sistema narrativo composto
por dois códigos que atuam em constante interação; o visual e o verbal”.
E essa interação quando colocada dentro dos quadrinhos, assume uma função
excelente, unindo se um com o outro e mostrando que a mensagem seja interpretada
com clareza, ou seja, os dois códigos constituem uma sequência de fatos narrados que
tem a capacidade de causar, a pessoa que recebe a informação, subvenção para entender
a história que é contada nas HQs.
2.2 PARTICULARIEDADES BÁSICAS DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS
Uma HQs tem atributos visuais impressas que recorre à imagem (ilustração,
desenho) e a escrita no decurso de várias formas de comunicação com uma linguagem
própria, passando a ser designada como produto de cultura.
Assim, as relações das HQs e suas diversas qualidades de metodologias
disponíveis que são oferecidas vêm obtendo importância na área da educação, e se
tornando um divertimento inelegível aos leitores e vem alcançando evidências
mundialmente com a produção de super-heróis dentro dos vários gêneros textuais, mas
de acordo com Martins (2004, p. 93):
Dentre os diversos gêneros textuais para se iniciar a formação do leitor, um
gênero textual que tem se destacado são as HQ por ser um texto com muita
ação, diálogo, numa linguagem simples mais adequada ao mundo
sociocultural do aluno, com muitas ilustrações, cores e expressões
fisionômicas.
Depois de um longo espaço de tempo as HQs foram ganhando estabilidade e
alcançaram sucesso com publicações exclusivas, denominadas de gibis. Em uma nova
sociedade cada vez mais globalizada encontramos hoje quadrinho em jornais, gibis,
livros didáticos, na mídia televisiva e em propagandas de empresas.
No Brasil, surgiram dentro do século XIX às primeiras HQs em divulgações
jornalísticas, em forma de tirinhas, nesse tempo o mais famoso artista foi Angelo
17
Agostini, usando suas paródias e humores gráficos. O mesmo ficou conhecido por criar
os personagens “Nhô Quim” (1969) e Zé Capoeira (1883).
Já em 11 de outubro de 1905 foi lançado o primeiro exemplar no Brasil
unicamente de quadrinhos: O Tico-tico, que aduzia várias histórias e personagens,
nacionais e internacionais, além de adequação de habituais clássicos de artes em forma
de quadrinhos (FIGURA 1). O título da original do exemplar foi designado por
Agostini. Nessa época as literaturas para as crianças eram inadequadas para as suas
idades.
O grande interesse para as crianças da época (além das estórias tradicionais e
as de Lobato que continuavam sendo lidas e ouvidas com encanto...) é o
jornalzinho OTico Tico, que continua sendo publicado. [...] Acompanhando o
sucesso feito pelo OTico Tico, surgem novas revistinhas infantis que, embora
de curta duração, já prenunciam a nova era que se anuncia: a era da imagem,
que, em nossos dias, está competindo com a forma tradicional de literatura –
a expressa pela palavra. (COELHO, 1991, p. 242).
O Tico- Tico surge da necessidade de ter uma revista integralmente brasileira,
“este marco é importante, pois os quadrinhos que antes eram editados somente em
álbuns ou livros passam a ser divulgados por um veículo de comunicação de massa,
sendo acessíveis a um número bem maior de pessoas”. (LUYTEN, 1987, p. 18)
Figura 1 - O Tico-Tico primeiro exemplar de quadrinhos.
Fonte: <http://www.brasilcultura.com.br/>
Com inúmeras determinações as histórias em quadrinhos não pararam de
progredir e se tornaram até hoje imemoráveis para seu público, Pode ser citado exemplo
18
bem sucedido das HQs brasileiros, o cartunista Maurício de Sousa. Podemos entender
melhor a interpretação dos quadrinhos como sendo uma peculiaridade que se encontra
inserida entre os textos com os quais comumente coexistimos e que constitui o painel
dos chamados narrativos por apresentarem atributos semelhantes à narração, como
personagens, espaço, tempo, sobretudo pela estratégia de se caracterizar por uma
sequência de ações.
Apenas divergem pelo fato de que, ao invés do narrador, a interlocução é
refletida de forma direta, simbolizando em forma de balões, uma estruturação gráfica,
em concordância com um dialeto não verbal, na qual as imagens desempenham um
papel de evidência, de modo a promover a ligação entre os interlocutores por meio de
uma descrição de causa e efeito.
De acordo com Vergueiro (2007, p. 24) os quadros ou vinhetas constituem a
representação, por meio de uma imagem fixa de um instante específico ou de uma
determinada ação e acontecimento. Já para Eisner (p. 41, 1999) é preciso uma sequência
de ações representativas para o contexto das histórias contadas através dos desenhos.
Com isso os quadrinhos apresentam a paginação em seu todo e o quadro em si, o autor
Eisner (1999) caracteriza que:
[...] nas histórias em quadrinhos, encontra-se na verdade dois - quadrinhos‘
nesse sentido: a página total, que pode conter vários quadrinhos, e o
quadrinho em si, dentro do qual se descreve a ação narrativa. Eles são o
dispositivo de controle da arte sequencial (EISNER, 1999, p. 41).
Para compreendermos a linguagem dos quadrinhos temos que entender seus
elementos como: balão, requadro, onomatopeia, linhas cinéticas, metáfora visual, cores,
e tempo. O requadro (FIGURA 2) é conceituado como um aglomerado de linhas que
delimitam o local de cada cena para compor o quadrinho, ou seja, a moldurados
quadrinhos para que a história seja bem elaborada dentro das cenas. Para Eisner (1999)
compor essa posição significa dizer que:
O ato de enquadrar ou emoldurar a ação não só define o seu perímetro, mas
estabelece a posição do leitor em relação à cena e indica a duração do evento.
[...] Colocar a ação em quadrinhos separa as cenas e os atos como uma
pontuação. Uma vez estabelecido e disposto na sequência, o quadrinho torna-
se o critério por meio do qual se julga a ilusão de tempo (EISNER, 1999, p.
28).
19
Rama e Vergueiro menciona a existência do requadro que surgem nas histórias
em quadrinhos como um elemento dispensável, ou seja, não é obrigatoriamente usá-los.
Em alguns casos essa “linha é facilmente imaginada pelo leitor de forma automática,
sua ausência não implicando em qualquer dificuldade adicional para a leitura” (RAMA;
VERGUEIRO, 2004, p. 39).
Figura 02 - Exemplo de requadro
Fonte: <http://depositodocalvin.blogspot.com.br>
Nos dois primeiros e no último requadros as cenas e o enquadramento na
tirinha significam o ambiente fechado no qual Calvin está dormindo e de onde seu pai
quer acordá-lo. Ao sair do quarto, o autor usa o espaço que é a retirada do requadro que
o leitor ao interpretar a sequência dos fatos transmite visualmente o espaço.
Os balões são considerados convenções gráficas onde é introduzido a fala ou
pensamento dos personagens, informando aos leitores que um personagem está falando,
por isso ao ler o que está escrito nos balões, faz-se uma ligação entre a imagem e o texto
escrito, interpretando a história de sua maneira.
Os balões são considerados como dispositivo de contenção empregado no
controle para encerrar a representação da fala, o som, o pensamento, dentre outros.
(FIGURA 3 e 4), também são adequados para o delineamento do tempo. Os outros
fenômenos naturais [...] representados por signos reconhecíveis, tornam-se parte do
vocabulário usado para expressar o tempo. Eles são indispensáveis ao contador de
20
histórias, principalmente quando ele está procurando envolver o leitor. (EISNER, 1989,
p. 28).
Do ponto de vista de Eisner, “o balão é um recurso extremo. Ele tenta captar e
tornar visível um elemento etéreo: o som. A disposição dos balões que cercam a fala
(...) contribuem para a medição de tempo” (EISNER, 1999, p. 26). Assim as HQs,
consegue estabelecer em seu uso uma série de métodos peculiares. A seguir uma
exemplificação de balões dentro das HQs:
Figura 3 - Balão de Diálogo ou Fala Figura 4 - Balão de Pensamento
Fonte das Figuras: <http://pt.slideshare.net/terccre/hq4-091107165001phpapp01>
Outros rudimentos importantes das HQs além dos balões são as onomatopeias
que dinamizam a linguagem dos personagens, representando um elemento que também
possui ligação direta com a cena apresentada. A ligação da onomatopeia e esses
componentes visuais são muito grande e junta à onomatopeia tem duas funções
distintas: “representa um som, ao mesmo tempo em que sugere um movimento”
(RAMOS, 2009, p. 81).
De acordo com o dicionário on-line Priberam (2012), onomatopeia é o
“processo de formação de uma palavra cujo som imita aproximadamente o som do que
significa”. Com isso, as mesmas significam palavras ou expressões que podem
representar sons. Os efeitos visuais surgem nas HQs também através das onomatopeias.
As onomatopeias também são usadas como efeitos visuais nos quadrinhos. Assim, sua
forma e sua cor podem indicar um movimento ou dar mais dinamismo a uma cena e
qualquer fala artística possui meios próprios para acontecer à comunicação.
21
Entende-se que, em geral, as onomatopeias são de entendimento quase
universal. Muitas delas são utilizadas em histórias em quadrinhos publicadas em nosso
país, com adaptações de outros idiomas, sobretudo do inglês, e se tornam tão familiares
que não nos apercebemos que surgiram a partir de verbos que evidência a ação das
personagens e vêm de sua representação verbal. A seguir a figura 5 é uma
exemplificação de onomatopeias dentro das HQs:
Figura 05 - Exemplos de onomatopeias
Fonte:<http://helenaconectada.blogspot.com.br/2010/12/o-que-e-onomatopeia.html>
O uso das chamadas linhas de movimento ou cinéticas (FIGURA 6) é um bom
exemplo de expressionismo nos quadrinhos que merece proeminência e atenção do
leitor e servem para diferenciar os movimentos dos personagens. No pensamento de
Vergueiro é, “uma convenção gráfica que expressa à ilusão do movimento ou a
trajetória dos objetos que se movem” (2006 apud Ramos 2009, p.118).
Figura 06 - Exemplo de linhas Cinéticas
Fonte: <http://erida-souza.blogspot.com.br/2010/12/o-genero-textual-historia-em-quadrinho.html>
22
A metáfora visual (FIGURA 7) é uma convenção gráfica que expressa o estado
psíquico dos personagens mediante imagens de caráter metafórico (ACEVEDO, 1990,
p.38). As metáforas visuais sempre ocorrem quando uma imagem se agrega a um
conceito diferente de sua interpretação original. No dizer de Vergueiro (2009, p. 54),
elas se organizam em “signos ou convenções do senso comum, como, por exemplo, ‘ver
estrelas’, ‘falar cobras e lagartos’, ‘dormir como um tronco’, etc. As metáforas visuais
possibilitam um rápido entendimento da ideia”.
Figura 7 - Exemplo de metáfora visual
Fonte: <http://pt.slideshare.net/terccre/hq4-091107165001phpapp01>
As cores são elementos marcantes e que chama a atenção dentro da
comunicação visual nas HQs. Nos quadrinhos, a maior parte das mensagens é emitida
pelo uso de cores. Farina (1994, p. 26) salienta que as cores possuem “amplas
possibilidades” e “seu potencial tem, em primeiro lugar, a capacidade de liberar as
reservas da imaginação criativa do homem”.
A cor é muito importante dentro da narrativa das HQs, pois na maioria das
vezes as informações são através delas, ou seja, um elemento capaz de criar a linguagem
dos quadrinhos, mesmo dentro das histórias em preto-e-branco, não se trata apenas de
um artifício estilístico.
O Incrível Hulk é verde, o Lanterna verde também, ambos se caracterizam pela
cor vede. Maurício de Souza também usou as cores para produzir as identidades de seus
personagens e dar vida à imaginação. A Monica pode representar um personagem de
característica forte que é conhecida por usar um vestido vermelho (FIGURA 8).
23
Figura 8 - Exemplo de cores nas HQs
Fonte:<http://diversao.terra.com.br/arte-e-cultura/os-melhores-momentos-da-turma-da-
monica,a939078553a7a310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html>
Temos também dentro das HQs o lapso do tempo (time) que é um elemento
muito importante e essencial na arte sequencial, é o espaço que liga o antes e depois da
ação. Devendo assim ser complementado pela imaginação do leitor, fazendo com que a
história tenha continuidade. No universo da consciência humana, o tempo se combina
com o espaço e o som numa composição de interdependência, na qual as concepções,
ações, movimentos e deslocamentos possuem um significado e são medidos através da
percepção que temos da relação entre eles (EISNER, 1999, p.25).
De maneira geral são recursos empregados para movimentação dos
personagens dentro dos quadrinhos, ideias de ação, tempo transcorrido, sucessão de
acontecimentos (Ramos, 2010). Por exemplo, como no quadrinho abaixo (FIGURA 9)
observando a sequência do contexto da HQs que se passa em uma praia.
Figura 9 - Tirinha que apresenta muitos lapsos de tempo
Fonte: <http://www.educacaopublica.rj.gov.br/suavoz/0116.html>
24
No pensamento de Abramovich (2001, p.158) as histórias em quadrinhos
fazem parte integrante deste século e é tolo e preconceituoso esnobá-las ou não levá-las
a sério, afinal, envolve uma concepção de desenhos, de humor, de ritmo acelerado, de
intervenção rápida nas situações os personagens se defrontam, num ritmo conciso e
quase cinematográfico que encanta as crianças.
Por esse motivo é que os quadrinhos são vistos com uma arte sequencial, pois
indica uma junção de quadros narrando histórias, ou seja, o que movimenta as figuras
de cada cena á a leitura e a imaginação do leitor, diferentemente dos desenhos aminados
que vemos na televisão, que as figuras são fotografadas para dar movimento aos
personagens. A arte sequencial é vista por Eisner como um “veiculo de expressão
criativa, uma disciplina distinta, uma forma artística e literária que lida com a
disposição de figuras ou imagens e palavras para narrar uma história ou dramatizar uma
ideia” (EISER, 1999, p. 05).
O mestre Will Eisner conceitua a arte sequencial como “uma forma artística e
literária que lida com a disposição de figuras ou imagens e palavras para narrar uma
história ou dramatizar uma ideia” (EISNER, 1999, p.5). O autor indaga que também é
possível contar histórias somente com as imagens, sem amparo das palavras, mas é
“preciso ter uma lógica na sequência das imagens para alcançar sua finalidade”
(EISNER, 1999, p.16). A seguir demonstramos um exemplo (FIGURA 10):
Figura 10 - Exemplo de HQs somente com imagens
Fonte:<http://br.monografias.com/trabalhos3/historias-em-quadrinhos-formacao-leitores/historias-em-quadrinhos-
formação-leitores2.shtml>
25
Nesta história vista acima, apesar de não existir a conversa, existiu a leitura das
imagens permitindo assim a compreensão da ação das cenas do personagem ao pular de
paraquedas do avião. Podemos observar nessa sequência que a imagem fixa e sem
palavras, através de seus traços, busca fornecer a dinamização da sequência de eventos
na história, a quase idealização do som e a representação da vida psicológica das
personagens, pois a eficácia da mensagem transmitida na tirinha acima está na
amplitude das informações de imagem.
Argumentações, em alguns casos como o de campanhas de comunidades
relacionadas à área da educação, saúde, ao trânsito, energia ao consumo de água, dentre
outros, é de fundamental importância que haja uma real interação para quem ler o
discurso.
2.3 A APLICAÇÃO DA LINGUAGEM QUADRINIZADA COMO RECURSO
DIDÁTICO NO ENSINO DE CIÊNCIAS
A linguagem quadrinizada ao longo de um seguimento histórico de construção
vem sofrendo várias transformações e principalmente críticas. No campo educacional,
entre os anos 50 e 60, as HQs eram vistas por educadores e pais como uma ameaça a
intelectualidade dos alunos e filhos.
Embora muitos tivessem a opinião de que essa linguagem era um perigo em
longo prazo, outros perceberam que os quadrinhos poderiam ser um meio conveniente
de transição de mensagem, principalmente para aquelas pessoas que eram privadas do
conhecimento letrado, como ressalta Vergueiro (2004, p. 9) “o acesso à palavra escrita
de forma paulatina, infringindo inicialmente apenas as parcelas mais privilegiadas da
população, o que garantiu a presença da imagem gráfica como elemento essencial de
comunicação da história da humanidade”.
Dessa forma, as indústrias, viram que os quadrinhos eram uma forma rápida e
eficaz de atingir a maioria da população. E com esse reconhecimento e aceitação dentro
de outras esferas sociais fizeram com que os educadores refletissem a prática dos
quadrinhos e sobre a maneira de ver e julgar tanto dentro como fora da sala de aula.
Unindo a linguagem quadrinizada juntamente com a transmissão de mensagem e
o prazer que a leitura proporciona as crianças e jovens, a inserção dos quadrinhos nos
26
livros didáticos é reconhecida como um marco referencial na aceitação desse meio de
veiculação entre educadores.
Trabalhar histórias em quadrinhos no campo escolar é uma forma significativa e
dinâmica para os alunos lerem, escreverem, criarem, pesquisarem, dramatizarem sobre a
vida (INÁCIO, 2003). As HQs quando usadas como ferramenta pedagógica na escola,
proporcionam aos alunos uma gama de aulas diversificadas, explorando as suas
culturas. Mas para que isso ocorra é preciso usar conhecimentos, critérios e
criatividades para que aja uma perfeita aplicação delas sem perder os objetivos a que a
disciplina opõe. A magnitude das HQs nas escolas é mencionada por Araújo, Costa e
Costa (2008) quando afirma que:
[...] os quadrinhos podem ser utilizados na educação como instrumento para a
prática educativa, porque neles podemos encontrar elementos composicionais
que poderiam ser bastante úteis como meio de alfabetização e leitura
saudável, sem falar na presença de técnicas artísticas como enquadramento,
relação entre figura e fundo entre outras, que são importantes nas Artes
Visuais e que poderiam se relacionar perfeitamente com a educação,
induzindo os alunos que não sabem ler e escrever a aprenderem a ler e
escrever a partir de imagens, ou seja, estariam se alfabetizando visualmente.
(ARAÚJO, COSTA E COSTA 2008, p. 29).
Compreender a ler e escrever usando imagens seriam uma ótima metodologia,
isso é um bom motivo para que os pesquisadores ao longo dos anos não param de
mostrar a importâncias dos quadrinhos no ambiente escolar. Os Parâmetros Curriculares
Nacionais (PCNs) reafirmam a importância da escola na formação de indivíduos
competentes para a sociedade:
[...] é necessário que a escola garanta um conjunto de práticas planejadas com
o propósito de contribuir para que os alunos se apropriem dos conteúdos de
maneira crítica e construtiva‖ (BRASIL, 1997, p. 33). De acordo com
os PCNs, as HQs deverão estar estão inseridas nos conteúdos de temas
transversais que tratam de questões sociais (saúde, orientação sexual, cultura,
meio ambiente e ética). Organizadas em diversas linguagens, as histórias em
quadrinhos viabilizam diferentes contextos e produzem informações
vinculadas aos temas sociais (BRASIL, 1997, p. 136).
A opção em utilizar HQs para o ensino de Ciências gera um rompimento da
metodologia rotineira dos livros didáticos como fonte de informação e conhecimento a
respeito da Ciência no processo de ensino-aprendizagem, buscando assim,
possibilidades de tornara as aulas mais prazerosas tanto para os alunos com para os
professores, como salienta SILVA (1983, p. 60):
27
As revistas de histórias em quadrinhos são tidas como meio de comunicação
de massa. E, por tudo que este meio possa induzir, deveria se discutido nas
salas de aula, no sentido de se poder desenvolver o caráter mitológico e
ideológico das ações das personagens que trabalham o comportamento
psicológico e social dos seres humanos na sua realidade e em situações
concretas. Portanto, são uma questão de coerência observar as ilusões,
desilusões e embustes vinculados pelas histórias em quadrinhos nos livros
didáticos destinados as crianças.
Atualmente os meios de comunicação transmitem cada vez mais informações
que ume imagem, som e texto, causando assim um enorme distanciamento entre o que é
transmitido pelas mídias e as informações que são recebidas em sala de aula, pois
observamos que a agilidade do meio midiático é muito maior ao que se constata no
ambiente escolar.
As HQs podem ser usadas para introduzir um tema, afunilar um conceito já
apresentado, para gerar debates a partir de um assunto e também para demonstrar uma
idealização. Não existe uma regra definida para utilizar os quadrinhos na sala de aula.
Entretanto uma organização de ideias é fundamental para que haja um bom
aproveitamento no ensino do seu uso para que dessa forma, os objetivos da
aprendizagem sejam atingidos. Elas se manifestam através de códigos ideográficos que
não precisam ser expostos para sua devida interpretação, esse é o grande benefício das
HQs, mesmo com a multiplicidade das imagens a compreensão é feita normalmente sem
considerações posteriores.
Para escrever, por exemplo, a história da preservação do Meio Ambiente, os
pesquisadores fazem uso dos diferentes documentos, no qual denominamos de fontes
históricas, que podem ser escritas, sonoras e visuais. Por isso, a análise dos quadrinhos é
essencial, pois contém nela uma forma de ler, de ver, além de desenvolver habilidades
de interpretação (FIGURA 11).
As HQs, por possuírem uma grande sucessão de formas de uso, poderiam ser
mecanismo de ensino nas várias disciplinas da programação escolar, e apesar de ser
considerada uma mídia tão valorosa igual a muitas outras, ainda hoje precisam de
apreço e de âmbito dentro das unidades de ensino. As HQs possuem em sua bagagem
um estilo e uma linguagem própria, com uma união de texto e imagem, mas sempre
contextualizando a aprendizagem da língua materna. Podemos citar uma boa estratégia
para usar em aulas de Ciências Naturais, utilizando os quadrinhos como material
didático de apoio (FIGURA 11).
28
Figura 11 - Quadrinho de Maurício de Souza, ano 2000.
Fonte: <http://raizasas.blogspot.com.br/2010/11/codigo-florestal-o-retorno_04.html>
A ilustração da figura 11 é formada por personagens tipicamente brasileiros
inseridos na cultura, nas ilustrações, nas personagens e na oralidade nas tradições
retratando e narrando um fato (um protesto), suas peculiaridades e organização
societárias com narrações humoradas, interativas e acima de tudo educativas.
Se tratando de um material que liga linguagem visual e textual (características
típicas dos quadrinhos) e com uma abundância de temas, as editorações da Turma da
Mônica podem ser largamente utilizadas como forma interdisciplinar, ou seja, com a
disciplina Ciências e outras.
O cenário atual do ensino de Ciência se depara com uma enorme
responsabilidade, de não só ensinar os conteúdos programáticos, mas sim de provocar
nos alunos o pensamento crítico de como ele pode ser ou estar dento da sociedade
moderna. Com isso ele pode se tornar responsável em seus posicionamentos acerca de
diferentes situações que lhe são oferecidas dentro dos assuntos abordados nas aulas de
Ciências e de forma construtivista, utilizando a comunicação para manipular conflitos e
apoiar nas suas decisões. Além de ser capaz de expressar suas opiniões, seus
sentimentos e ideias, mas principalmente também de saber interpretar e considerar as
argumentações dos outros e, principalmente sabendo discutir essas ideias (BRASIL,
2000).
É através dessa óptica que podemos analisar as aulas de Ciências para
sabermos se o educador é capaz de promover situações de provocar no aluno um olhar
crítico do seu desenvolvimento científico. Diferentes abordagens de ensino são
29
consideráveis para essa instigação ao raciocínio crítico e ao estabelecimento social do
aluno, e cabe ao professor abrir novas possibilidades para a discussão, pois, o educador
e escritor Flávio Calazans, diz que com as HQs o aluno “aprende com prazer, para
jamais esquecer”.
Porém, aplicar novas metodologias em aulas de Ciências requer do professor,
discutir aspectos de forma contextualizada e que o mesmo possa identificar em qual
situação determinado assunto abordado nas aulas será aplicado para que o aluno estude
e compreenda o que está sendo transmitido. De acordo com Lewontin (2000, p. 7-21), o
aluno descobre sua realidade a partir de suas próprias experiências podendo determiná-
la a partir da interação com o mundo externo e com isso essa construção de
conhecimento dar-se-á através da interação entre professor e aluno. Conhecimento este
que é as Ciências, a qual é intrinsecamente influenciada pelas diversas instituições
formais, que também as prestigiam.
Neste contexto, as HQs são consideradas uma ferramenta comunicativa que
aliada com a rapidez surge com as várias trocas de informações dos dias atuais e os
vários avanços das novas tecnologias que se encontram aliada as necessidades dos seres
humanos dentro dos setores sociais econômicos e políticos junto com a Ciência, pois
essa abordagem pode ser analisada por Reis e Cicillini, (2001, p.4.) “consideramos a
Ciência como uma atividade social e dinâmica cujo objetivo consiste na produção do
conhecimento sobre a natureza, buscando soluções para satisfazer novas necessidades
de ordem ideológica, econômica e política”.
Utilizando-se da seguinte argumentação Nogueira, discute as chances e
oportunidades que os docentes têm para usufruir das HQs no ambiente escolar e ressalta
que elas podem levar os discentes a ter o gosto pela leitura e compreender a sua
realidade.
As HQs podem ser utilizadas para estimular a leitura e o interesse dos
estudantes pelas abstrações, mantendo o vínculo com o objeto formal e
abrindo caminho para o desenvolvimento do raciocínio lógico e para a
criação de instrumentos de compreensão da realidade social em que vivem.
(NOGUEIRA, 2009, p.1).
Pode-se ressaltar também o papel que as histórias em quadrinhos podem ter em
aulas de Ciências, como uma importante ferramenta pedagógica de reflexão sobre o seu
dia a dia, deixando mais claros conceitos difíceis para os alunos. O autor Bezerra (2003)
30
diz que os quadrinhos levam os alunos ao aprendizado das diversas temporalidades do
seu dia a dia e levando docente e discente a um bom diálogo em busca do conhecimento
e da construção de saberes e explica que:
Não se trata de insistir nas definições dos diversos significados de tempo,
mas levar o aluno a perceber as diversas temporalidades no decorrer da
História [...]. Sendo um produto cultural forjado pelas necessidades concretas
das sociedades, historicamente situadas, o tempo representa um conjunto
complexo de vivências humanas. (BEZERRA, 2003, p.44).
As HQs nas escolas desde 2006 foram inseridas na lista do Programa Nacional
Biblioteca da Escola (PNBE) e assim foram propagadas para todas as instituições
escolares. A assiduidade das histórias em quadrinhos na escolar - engajada pelo governo
federal - tem grandes novos desafios aos professores e trazido à tona uma aliada
necessidade de se compreender melhor a linguagem, seus recursos e obras
(VERGUEIRA E RAMOS, 2009c, p.7).
Nesta ótica, através do uso das HQs em aulas de Ciências o educando deve ser
apontado como o principal meio da formação do conhecimento na unidade escolar, e,
consequentemente, deve ser incentivando a ir além do decorar e da repetição de tarefa, e
assim, buscar o prazer nas descobertas o que leva ao seu desenvolvimento cognitivo.
Seguindo essa linha de pensamento é interessante também que o educador esteja seguro
e saiba comandar a linguagem dos quadrinhos e dando o seu devido valor, pois:
As HQs começaram a entrar no ambiente escolar por intermédio dos
personagens que viram filmes (Homem Aranha, X-Men2, Huck), de gibitecas e dos
livros didáticos, que são utilizadas para narrar pequenas histórias para relatar temas de
diferentes áreas do conhecimento. No entendimento de Calazans as HQs podem ser
usadas como ferramenta de ensino/aprendizagem, e as mesmas conseguem os objetivos
esperados conseguindo também manter a atenção dos alunos tal quais outros recursos
didáticos e utiliza da seguinte argumentação:
[...] os quadrinhos quando são projetados em sala de aula, como recurso para
complementar o ensino de determinado conteúdo, prendem mais atenção dos
alunos do que outros recursos, como o vídeo, por exemplo, porque permitem
que ocorra uma leitura simultânea da página, podendo o leitor captar a ação
em todos os seus tempos. (CALAZANS, 2004, p.17).
As HQs incorporam um dinamismo, que em muitas vezes não encontramos nas
historias tradicionais, e, além disso, pode possibilitar ao educando uma relação no seu
31
cotidiano, na sua cultura e na sua formação como cidadão, pois “quando os quadrinhos
são usados de modo adequado, permitem a reflexão crítica, que se constrói pela
mediação do professor, devendo ir muito além da simples leitura ou preenchimento de
balões em branco como atividades para a escrita” (PIZARRO, 2005. p.45).
De fato, muito mais que trazer a diversão e lazer as HQs são extremamente
capazes de rechear suas histórias com conteúdos, nos quais seu principal aliado são os
personagens, em razão da sua fala familiar, a capacidade de aproximar-se do leitor e dos
diversos conceitos a ele embutidos, tornam-se um material muito atrativo, para alunos e
professores (PIZARRO, 2009; LYUTEN, 2011). Com isso, Linsingen (2007, p. 7),
menciona a batalha dos educandos em busca de novos atrativos pedagógicos com o
propósito minimizarem o hiato entre a linguagem docente e a compreensão discente.
2.4 A APLICAÇÃO DE HQs COMO MECANISMO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO NO
ENSINO DE CIÊNCIAS
Considerados como veículo de comunicação visual impressa, as HQs passaram
a serem consideradas como produtos de consumo humano elaborado pela indústria
cultural. As HQs possuem várias aplicações, seja como elemento de Marketing ou como
mecanismo de comunicação do conhecimento caracterizando-se como um meio
pedagógico.
Assim, os quadrinhos, além de ser um dos primeiros veículos a caminhar para
a padronização de conteúdos, também incorporavam a globalização
econômica em seus processos de produção, garantindo, dessa forma, a
sobrevivência em um mercado cada vez mais competitivo. (VERGUEIRO,
2004, p.7).
As HQs com seus diferentes gêneros, oferta condições diversas de aplicação no
ambiente escolar e em todos os níveis de escolaridade, e com isso pode-se configurar
como prática de leituras almejadas para várias idades. Se isso for possível, os
educadores vão se surpreender com a gigantesca sucessão de recursos didáticos de
auxilio que a linguagem dos quadrinhos pode trazer em sua bagagem para a realidade da
escola.
32
Mesmo diante de muitas críticas, as HQs conseguiram ser vista como uma
excelente modalidade e de potencialidades no âmbito educacional, que podem se unir a
outras ferramentas educativas, para o autor Amelia Hamze (2008) enfatiza que:
Apesar das histórias em quadrinhos terem sofrido acirradas críticas, acabou
suplantando a visão de alguns educadores e provando (sendo bem escolhida)
que têm grande importância e eficácia nos trabalhos escolares. [...] As
histórias em quadrinhos possuem potencialidade pedagógica especial e
podem dar suporte a novas modalidades educativas, podendo ser aproveitadas
nas aulas de Língua portuguesa, História, Geografia, Matemática, Ciências,
Arte, de maneira interdisciplinar, fazendo com que aprendendo se torne ao
mesmo tempo, mais reflexivo e prazeroso em nossas salas de aula. (HAMZE,
2008 p.1).
Nessa perspectiva as HQs se caracterizam por apresentar várias dimensões
lúdicas, ilustrações, cores, humor, etc., que mexe com a imaginação do leitor e ajuda a
arquitetar um mundo mágico de diversões e conhecimentos. Com isso, as histórias em
quadrinhos auxiliam como apetrechos lúdicos, animador, possível de releituras e
estimulador de novas criações, e ainda uma poderosa linguagem que permite
contextualizar o conteúdo do ensino das ciências (Caruso et al, 2002). ”Por meio de
leituras em quadrinhos, conceitos e valores podem ser discutidos com o leitor iniciante,
o que possibilitará uma melhor interpretação da realidade que o cerca” (MARTINS,
2004, p.102).
As HQs ao unir duas grandes riquezas de comunicação cultural: Arte e leitura,
elas se transformam em uma fonte de incentivo para atividades didáticas, podendo se
tornar um meio de contribuição de grande valia as aulas. Os livros didáticos também
contam com atividades repletas de tiras de histórias em quadrinhos, até com textos
inteiros, refletindo a tendência mundial da inclusão das HQs nas escolas, nas salas de
aula (VERGUEIRO, 2004). Com isso os docentes buscam objetivos apropriados para
que possa alcançar uma aprendizagem significativa, segundo Araújo, Costa e Costa
(2008) são necessários que:
Os docentes tenham um planejamento, conhecimento e desenvolvimento de
seu trabalho nas atividades que utilizarem as histórias em quadrinhos,
independente da disciplina ministrada e, buscar estabelecer objetivos que
sejam adequados às necessidades e as características do corpo discente da
sala de aula, visto que isso é fundamental para a capacidade de compreensão
dos alunos e de conhecimento do conteúdo aplicado. (ARAUJO, COSTA E
COSTA 2008, p.8).
33
Desse modo é, portanto necessário, então buscar objetivos que sejam ajustados
de acordo com as necessidades dos discentes, ao longo dos anos e para que sejam
almejados esses objetivos no ensino de Ciências, pois a cada dia o mesmo está se
fundamentando no prático, buscando o saber de novas intervenções com ideias para as
novas práticas educativas. Com isso, as HQs ampliam as muitas formas de leitura,
diversifica as ideias dos educadores, quando utilizam esse recurso didático como
auxiliador de ensino.
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Mediante o quadro que se encontra o ensino nas escolas municipais, de modo
geral, ainda pode ser observado, em muitas delas, a aplicação de modelos tradicionais
na disciplina de Ciências Naturais. Esse trabalho teve como finalidade avaliar o uso da
aplicação de uma ferramenta pedagógica, Histórias em Quadrinhos (HQs), para um
melhor desenvolvimento do ensino/aprendizagem com alunos do 6º ano do ensino
fundamental da escola ‘Nossa Senhora do Rosário’, localizada no município de Pombal-
PB. Para essa investigação foi usado à pesquisa de campo qualitativo e quantitativo,
através de debates, da produção de HQs pelos discentes e um questionário como
mediadores para a coleta de dados, com o propósito de mostrar a modelagem desse
objeto de aprendizagem.
3.1 LOCALIDADE DA PESQUISA
A pesquisa foi realizada na Escola Municipal Nossa Senhora do Rosário
(Figura 12) na cidade de Pombal/PB. Situada à rua Cel. João Leite, nº 419 no Centro, a
qual atente atualmente 641 alunos, sendo 214 matriculados no Ensino Fundamental I e 427
no Ensino Fundamental II, nos turnos, Matutino e Vespertino. A mesma conta com 48
professores, uma Diretora, uma Orientadora escolar e duas Supervisoras. A referida
escola possui o Projeto Político Pedagógico (PPP), pois a sua construção está
determinada na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) 9394/96: Art. 12. “Os estabelecimentos
de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a
incumbência de: I – Elaborar e executar sua proposta pedagógica”.
34
Figura 12 - Escola Municipal N. S. do Rosário
Fonte: Arquivo pessoal
Possui também, Sala para os Professores, Laboratório de Informática, Biblioteca,
Sala de Supervisão, Cozinha e Bebedouros, área de lazer, como também Retroprojetor,
Computadores, Máquina de Xerox, Micro system (som), Mimeógrafos, Kits Didáticos e
Jogos Educativos.
3.2 POPULAÇÕES DA PESQUISA
O método da demonstração sistemática foi realizado em uma turma do 5º ano
do ensino fundamental. A turma era constituída de 25 alunos com faixa etária entre 10 e
20 anos de ambos os sexos no turno matutino.
4 MÉTODOS DE COLETA DE DADOS
A investigação ocorreu em três fases consecutivas:
1º - Fase preliminar: nessa fase foram traçadas duas aulas (duração de 45 minutos)
teóricas com o tema “Universo”. Esta aula foi apresentada através de slides.
Posteriormente ocorreu uma discussão em grupo sobre o tema e consequentemente
foram abordas perguntas relacionadas ao conteúdo e as HQs, tratando das facilidades e
dificuldades vivenciadas pelos alunos (Figura 13).
35
Figura 13 - Registros da aula ministrada na escola
Fonte: Arquivo pessoal
2º - Fase de elaboração e produção: Posteriormente, em outra aula, foi
requisitada aos discentes a proposta de produzir suas próprias tirinhas em quadrinhos, a
partir do entendimento da aula realizada na fase preliminar. Quando todos os alunos
concluíram as suas produções discutiu-se sobre os diferentes aspectos citados dentro das
tirinhas e suas ideias explícitas ao tema central proposto.
3º - Fase de aplicação do questionário para a coleta de dados: nessa fase foi
aplicado um questionário padronizado com perguntas fechadas (APÊNDICE I) para os
discentes, que de acordo com Gil (1999, p.128), pode ser definido “como a técnica de
investigação composta por um número mais ou menos elevado de questões apresentadas
por escrito às pessoas como o intuito de obter informações referentes ao tema da
pesquisa de campo”. Onde após a aplicação foi observado o progresso da aprendizagem
dos mesmos com ligação ao tema abordado durante as aulas de Ciências, tanto na aula
teórica como na aula da produção de quadrinhos com o propósito de diagnosticar a
forma como eles aprenderam e compreenderam o assunto abordado.
5 RESULTADOS E DISCUSSÃO
5.1 DA FASE PRELIMINAR À ELABORAÇÃO E O RESULTADO DO
QUESTIONÁRIO
Na fase preliminar foi observado que os discentes demonstraram muito
interesse e curiosidade para assistir as aulas propostas. Mas os mesmos apresentaram
um pouco de dificuldade para formar grupos, pois eles não têm essa prática diária
36
constante. Com isto se perdeu algum tempo para começar a aplicação das aulas. Ficou
constatado que os alunos eram tímidos para falar diante do debate proposto e para
questionar os seus conhecimentos prévios através da aula teórica com o conteúdo
abordado. Foram feitas várias argumentações sobre “Universo” (o Céu, as Estrelas, os
Planetas, os Satélites, a Lua, etc.). Em vários momentos observou-se que alguns alunos
conversaram em voz baixa evidenciando o interesse pelo tema.
Na fase de elaboração os alunos estavam radiantes, motivados e muito atentos.
As HQs que foram produzidas pelos alunos podem ser consideradas como tirinhas em
quadrinhos, e foram observadas, analisadas e classificadas em grupos que delinearam
ideias e situações semelhantes. Conferiram-se vários contextos para trabalhar nessa
pesquisa e ao estabelecer essa conexão, a compreensão sobre o tema. O aluno “A” que
produziu a tirinha apresentada na figura 14 ilustra um diálogo simples com dois
personagens dentro de dois requadros, argumentando o tema proposto, sobre a Terra e o
sol, levando em consideração o senso comum para sua produção.
Figura 14 - Diálogo sobre o movimento de rotação e translação.
Fonte: Produzida pelo aluno “A”
Apesar de ter utilizado frases curtas, pouco expressivas, o discente soube
sequenciar sua historinha em quadrinho, mesmo não mostrando uma contextualização
relevante. Neste quadrinho produzido pelo aluno “A”, podemos observar a posição dos
requadros em formatos iguais uns aos outros. Para Vergueiro (2007, p. 24) “os quadros
37
ou vinhetas constituem a representação, por meio de uma imagem fixa de um instante
específico ou de uma determinada ação e acontecimento”. Fazendo também uso de dois
balões - componentes característicos dos quadrinhos - para a conversa dos mesmos.
O aluno “B” que produziu a tirinha da figura 15 mostrou entendimento e soube
dar uma sequência lógica a uma história, mostrando com clareza seu entendimento ao
encaixar cada parte da narrativa em ordem, revelando a sua compreensão ao montar
uma HQs. Observa-se na figura 15 o uso de um título na história quadrinizada, cujo
tema é “Céu e Estrelas”.
Figura 15 - Diálogo sobre o céu e estrelas
Fonte: Produzida pelo aluno “B”
Neste caso, o aluno utilizou também linguagem simples deixando nítido,
através das formas, das cores e complementos dos desenhos sua compreensão da
problematização do tema “Universo”.
O aluno “C”, que produziu a tirinha em quadrinho na figura 16, formulou um
diálogo para discutir o tema proposto, especificando em seu desenho o dia com sol e o
dia chuvoso, interpretando os diferentes tipos de nuvens. É possível observar que no
último requadro o aluno destaca bem o personagem masculino deixando a personagem
feminina em casa após a chuva.
38
Figura 16 - Representação das nuvens em dia de chuva e em dia de sol.
Fonte: Produzida pelo aluno “C”
Nota-se no último requadro a ausência da chuva e o sol já brilhando no
horizonte no tempo descrito na narração da tirinha em quadrinho. Percebe-se também o
uso das cores, o azul representando a água da chuva e o amarelo representando o sol. Na
passagem das cenas ele procura mostrar um ambiente bem arborizado, que com as
chuvas fica mais alegre e colorido.
O aluno “C” soube expressar sua HQs mesmo sem mostrar uma
contextualização. Na tirinha da figura 16, observa-se que o aluno compreendeu com
clareza o conteúdo abordado na aula e não teve dificuldade em elaborar um texto ligado
as imagens, pois através do processo de observação, podemos, segundo Ludke e André
(1986, p. 26),
Chegar mais perto da “perspectiva dos sujeitos”. Na medida em que o
observador acompanha in loco a vivência, as experiências diárias dos sujeitos
pode tentar apreender a sua visão de mundo, isto é, o significado que eles
atribuem à realidade que os cerca e às suas próprias ações.
Da mesma forma como escreve Bachelard (2005, p. 12), é “observando que as
coisas nos ‘falam’ e que por isso temos, se dermos pleno valor a essa linguagem, um
contato com as coisas [...]”. Com isso o observador procura colher e anotar os
acontecimentos da realidade, sem precisar de recursos técnicos específicos.
O aluno “D” foi capaz de produzir na figura 17 sua própria tirinha em
quadrinho mostrando em sua historinha a Lua, as estrelas e as nuvens. A narração
ocorre em sequência de quatro requadros, com pouca fala com a presença do sol no
39
primeiro requadro, já no segundo, o sol dar lugar as nuvens carregadas e relâmpagos
dando a visão de tempo.
Figura 17 - A lua, as estrela e as nuvens carregadas.
Fonte: Produzida pelo aluno “D”
Observa-se que no terceiro requadro não existe a presença de personagem,
dando a indicação que o mesmo está dentro da casa, e no último requadro os
personagens terminam a história conversando em cima de uma montanha.
A HQ do aluno “E” mostra que ele utilizou uma linguagem extensa, ou seja,
um diálogo extenso em que os personagens usam para citar as fases da lua e indagar
porque o sol desaparece, usando cores e expressões bem contextualizadas em vários
momentos e bem mais objetivo (FIGURA 18).
Figura 18 - Mostra um diálogo sobre as fases da lua.
Fonte: Produzida pelo aluno “E”
40
No primeiro requadro ilustra as estrelas e as nuvens bem coloridas. No segundo
observa-se a presença de chuva, e no terceiro a presença do sol. O sol se põe e na
sequencia aparece e depois desaparece no requadro final dando a narração uma
sequencias de acontecimentos dentro da narrativa
O aluno mostrou compreensão e conseguiu formular uma historinha a partir do
conteúdo abordado, tendo a criatividade de identificar e colocar cada parte do conteúdo
em sua ordem, mostrando ainda que compreendeu como produzir uma tirinha em
quadrinho.
A tirinha em quadrinho do aluno “F” ilustra a imensidão de astros luminosos
(estrelas), utilizando uma linguagem bem mais cotidiana e clara, fazendo uso de
complementos visuais. Percebe-se nesse desenho que o aluno foi bem mais tímido na
escrita, mas mesmo assim desenvolveu um entendimento do conteúdo conforme ilustra
a figura 19.
Figura 19 - Um destaque aos Astros luminosos (estrelas)
Fonte: Produzida pelo aluno “F”
Ressalta-se que foi utilizado, num primeiro momento uma análise das
atividades, o conhecimento prévio e o que eles adquiriram em sala de aula sobre o
conteúdo abordado. Ao serem analisadas as HQs produzidas pelos discentes, foram
observadas que na maioria delas as falas dos personagens foram satisfatórias no
decorrer da sequência, pois durante a produção das tirinhas devem-se levar sempre em
consideração as dificuldades dos alunos em realizar esse tipo de atividade.
41
Durante a realização da atividade, percebeu-se que as expressões dos desenhos
dos discentes foram quase todos motivados pela curiosidade de descobrir algo novo.
Mesmo os mais tímidos, foram considerados produtivos e significativos, uma vez que
este recurso induziu o aluno a se dedicar com mais esforço na disciplina e assim
despertar seu interesse e clareza em abordar conteúdos científicos de forma simples.
Por fim, foi possível observar nas tirinhas desenhadas pelos alunos, o estimulo
que os mesmos encontraram nessa linguagem quadrinizada para transmitir as
mensagens e as particularidades com que eles trabalharam os elementos distintos dessa
narrativa (balões de fala, requadros, cores, closes, interpretações, dentre outras). Na
opinião de Pillar (1996, p. 28), o desenho é um registro de tudo que é significativo para
a criança, constituindo sua primeira linguagem gráfica na comunicação de experiências,
pensamentos, alegrias, etc..
Na fase do questionário a aplicação se deu baseada nos objetivos sugeridos
inicialmente e nas questões abordadas para a investigação, mostrando os resultados
alcançados obtidos através da pesquisa de campo, que na visão de Minayo (1994, p. 54),
para alcançarmos sucesso na pesquisa de campo, inicialmente, “devemos buscar uma
aproximação com as pessoas da área selecionada para o estudo”, pois segundo o mesmo
autor “o recorte que o pesquisador faz em termos de espaço, representando uma
realidade empírica a ser estudada a partir das concepções teóricas que fundamentam o
objeto da investigação” (p.53). Isso significa dizer que é a seleção de uma determinada
área para ser trabalhada a análise da pesquisa.
Desse modo, contamos com um coletivo de discentes bastante variados, com
idade entre 11 e 20 anos, do sexo masculino e feminino. Sucessivamente, questionou-se,
num total de vinte educandos, se eles acham que a ferramenta didática aplicada
contribuiu para facilitar o seu aprendizado na aula ministrada sobre “Universo”. Todos
responderam “sim”. A análise desse resultado obtido veio tornar mais sólida acerca das
questões que as HQs trazem como facilitador no aprendizado dos discentes na sala de
aula.
Dessa forma, elas são consideradas como uma categoria cultural em sua grande
maioria, bastante estimada e podendo ser considerada uma boa ferramenta no método de
ensino/aprendizagem de Ciências Naturais. De acordo com Brito e Costa (2010, p. 500),
através dessas práticas na sala de aula os docentes “[...] podem influenciar
42
significativamente a trajetória escolar dos alunos, contribuindo para o sucesso escolar,
especialmente daqueles com maiores dificuldades educacionais”.
Em seguida, questionou-se aos discentes, ao observar o diálogo na tirinha em
quadrinho, se eles compreenderam de quais Astros os personagens estavam se referindo.
Podemos observar o diálogo dos dois personagens na tirinha em quadrinhos sobre os
Astros na figura 20.
Figura 20 - Através do diálogo na tirinha em quadrinho abaixo, você
compreendeu de quais Astros os personagens estão se referindo?
Fonte: Livro didático 5º ano do ensino fundamental ‘Coleção Araribá’
Através da observação dos discentes os resultados do diálogo na tirinha em
quadrinhos sobre os Astros estão ilustrados na figura 21.
Figura 21 - O diálogo na tirinha em quadrinho sobre Astro
Fonte: Elaborada pela autora com base nos resultados do questionário
2%
98%
O diálogo na tirinha em quadrinho
sobre os Astros
Sim
Não
43
E com esse resultado obteve-se 98% de acertos dos discentes respondendo que
o diálogo da tirinha quadrinizada se tratava das estrelas e apenas 2% não conseguiram
bons êxitos. Através da leitura da tirinha quadrinizada foi possível para os discentes
darem a resposta, pois, na visão de Costa (1987, p.71): “O indivíduo expressa e
interpreta significados subjetivos e na medida em que a comunicação é bem sucedida,
os participantes estabelecem um significado intersubjetivo, ou seja, aquele que o
discurso tem para eles”. E com isso os discentes interpretam a fala e a imagem dos
personagens de um modo divertido dentro do entendimento que é mencionado dentro do
quadrinho.
No mesmo questionamento perguntou-se aos discentes de quais Astros os
personagens do quadrinho estavam falando. A maioria dos discentes foi relevante em
suas respostas e entendeu a mensagem apoiada em uma série de reflexões anteriores
realizadas após a intervenção docente. No questionamento seguinte questionou-se de
quais astros os personagens dos quadrinhos estavam falando. Os resultados indicaram
que 90% dos educandos disseram que se tratava das estrelas, 5% disseram que o dialogo
dos personagens era sobre cometa, e 5% disseram que era sobre satélite. A resposta está
ilustrada na figura 22.
Figura 22 Qual seria esse Astro que os personagens estão falando?
Fonte: Elaborada pela autora com base nos resultados do questionário
Observa-se que dos 20 educandos, 18 responderam que se tratava das estrelas,
sendo que um deles disse se tratar de um satélite e outro disse que era um cometa.
Mesmo as respostas não sendo cem por cento corretas, as mesmas reforçam que o uso
de HQs garante um melhor entendimento do conteúdo estudado que de acordo com o
5%
86%
9%
Qual seria esse Astro que os
personagens estão falando
Satélites
Estrelas
Cometas
44
pensamento de Cachapuz (2000. 79p.), “[...] O aluno tem de passar a desempenhar
papéis que o conduzem a atitudes de responsabilidades partilhada e cooperativa, que
lhes permitem valorizar as suas capacidades de intervenção e de assumir vários papéis
ao longo do trabalho investigativo”.
Na pergunta consequente, foi questionado o que lhe chamava mais atenção
quando eles liam uma história em quadrinhos. Observem o resultado conforme a figura
23.
Figura 23 - O que chamam mais atenção ao ler uma HQ
Fonte: Elaborada pela autora com base nos resultados do questionário
Através da leitura quadrinizada o aluno é capaz de perceber que a “língua
varia, também os gêneros variam, adapta-se, renovam-se e multiplicam-se”
(MARCUSCHI, 2002, p.18). Ressalta-se que os balões são os componentes que mais
chamam a atenção dos discentes. Depois dos balões predominam as cores e os
personagens o que nos leva a refletir que esses dois elementos também atraem a atenção
dos leitos. Em seguida ficaram outros elementos (onomatopeias, linhas cinéticas,
desenho/ imagem). Essas questões de múltiplas escolhas foram mencionadas com o
propósito de quantificar a crítica deles com relação as argumentação de dialogo dentro
dos balões.
A pergunta seguinte foi se durante a produção e elaboração das tirinhas
quadrinizadas apresentou importância quanto ao seu aprendizado. Os resultados
demonstraram que todos os alunos acreditam que as HQs contribuíram muito no
aprendizado. Segundo Groensteen (2004, p. 44), “É nas articulações internas em elos de
10%
75%
10%
5%
O que chama mais atenção ao ler
uma HQs?
Os personagens
Os balões
As cores
Outros
45
imagens que se fixa o sentido, jogando o texto, por este ângulo, frequentemente, apenas
um papel complementar”.
Em seguida ao perguntar se eles tiveram alguma dificuldade durante a
elaboração das tirinhas em quadrinhos 80% responderão que não enquanto que 20%
tiveram dificuldades. É possível afirmar, nessa perspectiva, que houve uma grande
atenção dos alunos aos conteúdos desenvolvidos e trabalhados. Diante disso,
simultaneamente a aprendizagem aconteceu de maneira suscetível, facilitando com isso
o entendimento e a transmissão do conhecimento através da HQs. Isso foi percebido
tanto durante a explicação das aulas, como na ocasião da produção (FIGURA 24).
Figura 24 - Ao elaborar as tirinhas quadrinizadas tiveram alguma dificuldade?
Fonte: Elaborada pela autora com base nos resultados do questionário
Mesmo diante das várias explicações dentro das sincronias conjuntivas de:
imagens, textos e sequência de raciocínio; trabalhados juntas nas produções das tirinhas,
pode expressar que as respostas dos discentes no processo de aprendizagem foram
satisfatórias, uma vez que conseguiram desempenhar um papel de discentes conscientes
e produtivos diante da aula práticas, e mediante suas respostas percebe-se que não é
necessário aplicar só conteúdos que trabalham com a memorização de conceitos. O
autor Vergueiro (2009, p.21) em uma de suas concepções nos mostra que, “as HQs
causa motivação dos educandos para o conteúdo das aulas, o ponto de vista de suas
curiosidades e estimulando o seu senso crítico”.
No mesmo questionamento, os resultados demonstraram que um total de 20%
dos alunos tiveram dificuldades em elaborar suas tirinhas quadrinizadas. Isso
provavelmente ocorreu pela falta de hábito em utilizar HQs em sala de aula.
20%
80%
Ao elaborar as tirinhas
quadrinizadas tiveram alguma
dificuldade?
Sim
Não
46
Embora a quarta questão (APENDICE I) tenha confirmado que a participação
dos discentes durante a elaboração e produção das tirinhas contribuiu para o
aprendizado, foi notável o nível de aproveitamento dos discentes, pois o índice de
acertos foi bastante significativo, principalmente nas questões que envolvem a produção
dos quadrinhos e a importância para o aprendizado dos mesmos.
Isso só alavanca o quanto é preciso inserir no dia a dia dos discentes aulas
práticas através de diferentes ferramentas. Por fim, dentro desse mesmo
questionamento, dos 20% dos discentes que tiveram dificuldades em elaborar suas
tirinhas quadrinizadas, foi perguntado se sua dificuldade era em: escrever a historinha
baseada na aula; montar a sequência dos acontecimentos; desenhar a história em
quadrinho (HQs). Dos 25 discentes, 20% deles tiveram dificuldades em montar a
sequência dos acontecimentos, os 80% não sentiram dificuldades.
Apesar de terem produzido suas próprias tirinhas alguns tiveram dificuldades
em montar a sequência dos acontecimentos. Talvez isso tenha ocorrido, provavelmente,
pelo fato de eles não terem o conhecimento necessário quanto às estruturas dos
quadrinhos. Nesse sentido, pode-se dar mais ênfase quanto à importância de ensinar aos
discentes como se estrutura uma HQs no qual está sendo trabalhado, para que eles
adquiram nas aulas de Ciências uma melhor compreensão dos mesmos, e que criem
possibilidades de desenvolver suas capacidades de produção do gênero em questão.
47
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A pesquisa teve como proposta analisar com o desenvolvimento e utilização de
recursos didáticos nas aulas de Ciências vem sendo aplicados na escola municipal de
ensino fundamental ‘Nossa Senhora do Rosário’ localizada na cidade de Pombal PB.
As HQs são de suma importância quando bem utilizadas no processo de
ensino/aprendizagem, por esse motivo, buscou-se nessa investigação introduzir essa
prática nas aulas de Ciências, com a finalidade de mostrar que o gênero textual HQs
podendo se transformar em uma ferramenta eficiente para o sistema de aprendizagem
dos discentes.
A investigação evidenciou que, embora nunca tendo participado de atividades
práticas na produção de quadrinhos, os discentes se mostraram motivados, interessados
e curiosos durante a realização das fases da pesquisa, de forma que a ferramenta HQs
contribuiu para facilitar o aprendizado durante as aulas aplicadas.
Resultados evidenciaram que 98% dos discentes demonstraram entender o
tema proposto através das HQs; 75% afirmaram que os balões eram atrativos e apenas
20% não conseguiram elaborar as tirinhas quadrinizadas.
Diante dessa investigação, pode-se considerar que a ferramenta didática HQs
oferece um maior sentido à aprendizagem dos educandos e contribui de forma positiva
para a construção da formação científica de forma evolutiva e criativa.
As HQs tem se tornado ao longo do seu desenvolvimento uma importante
aliada no decorrer do processo de ensino/aprendizagem, onde através dela os discentes
ampliam suas habilidades de acordo os fatos ocorridos de sua realidade vivenciada.
Ficou constatado que os educando gostaram das HQs, e que as mesmas foram
essenciais para produção com qualquer expressão textual. Além disso, na produção das
atividades práticas, os educandos conseguiram evoluir bem as argumentações aplicadas,
e com isso conseguiram assimilar com maior facilidade o conteúdo abordado.
Contudo, as HQs não só pode facilitar o processo de ensino aprendizagem, mas
também ser uma aliada de grande importância no cotidiano escolar e o educador deve se
adequar às atividades de acordo com sua realidade em sala de aula, inovando e
aprimorando com criatividade e podendo sempre utilizar as HQs como uma inacabável
modalidade de informações e conceitos.
48
REFERÊNCIAS
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49
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p.21.
52
APÊNDICES
53
Apêndice A
Escola:________________________________________________________________
Turma (Série): ________________________Idade: ______
Sexo: ( ) Feminino ( ) Masculino Data:____/____/_____
QUESTIONÁRIO
1) Você acha que a ferramenta didática história em quadrinhos (HQs) contribuiu
para facilitar o seu aprendizado na aula ministrada sobre Universo?
Sim (X) Não ( )
2) Ao observar o diálogo na tirinha em quadrinho abaixo, você compreendeu de
quais Astros os personagens estão se referindo?
Sim ( ) Não ( )
54
a) Qual seria esse astro que os personagens estão falando?
( ) planetas ( ) estrelas ( ) lua ( ) cometas ( ) satélites
3) O que lhe chama mais atenção quando você ler uma história em quadrinhos?
( ) os personagens ( ) os balões ( ) as cores ( ) outros
4) A sua participação durante a produção e elaboração das tirinhas quadrinizadas
teve alguma importância para o seu aprendizado?
( ) Sim ( ) Não
5) Durante a elaboração das tirinhas quadrinizadas você teve alguma dificuldade?
( ) Sim ( ) Não
Se sim, qual?
( ) Escrever a historinha baseada na aula
( ) Montar a sequência dos acontecimentos
( ) Desenhar a história em quadrinho (HQs)

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Tcc 2014.1 A IMPORTÂNCIA DAS HQ's COMO RECURSO DIDÁTICO NO ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS

  • 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA CENTRO DE EDUCAÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS NATURAIS (LICENCIATURA À DISTÂNCIA) LEILANY CAMPOS BARRETO A IMPORTÂNCIA DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS (HQs) COMO RECURSO DIDÁTICO NO ENSINO DE CIÊNCIAS JOÃO PESSOA – PB 2014
  • 2. LEILANY CAMPOS BARRETO A IMPORTÂNCIA DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS (HQs) COMO RECURSO DIDÁTICO NO ENSINO DE CIÊNCIAS Monografia apresentada como exigência parcial para obtenção do Certificado de Conclusão do Curso de Graduação em Ciências Naturais (Licenciatura à Distância), pela Universidade Federal da Paraíba. Orientadora: Profª. Dra. Evaneide Ferreira Silva. Coorientadora: Profª. Esp. Jailma Simone Gonçalves Leite. JOÃO PESSOA – PB 2014
  • 3. LEILANY CAMPOS BARRETO A IMPORTÂNCIA DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS (HQs) COMO RECURSO DIDÁTICO NO ENSINO DE CIÊNCIAS Esta Monografia foi julgada adequada para a obtenção do Grau de Graduação em Ciências Naturais. E aprovada em sua forma final pela Universidade Federal da Paraíba na modalidade à distância. Data: ____/____/____ ________________________________________________ Profa. Dra. Evaneide Ferreira Silva (Orientadora) __________________________________________________ Prof. Examinador __________________________________________________ Prof. Examinador JOÃO PESSOA – PB 2014
  • 4. Agradeço a Deus, que nos criou e foi espírito inventivo nesta tarefa. Seu fôlego de vida na minha foi meu amparo e mim deu coragem para regatear realidades e propor sempre um novo mundo de questionamentos e possibilidades
  • 5. AGRADECIMENTOS A minha “filhota” que é a razão do meu viver, o meu amanhã, a minha inspiração, a minha esperança, o meu amor mais puro e bonito... Amo muito você filha! Ao meu esposo (in memória) que em silêncio meus pensamentos te buscam na sabedoria de continuar vivendo. Aos meus pais que mim deram a vida e mim ensinaram a vivê-la com dignidade e que por muitas vezes se doaram por inteiros e renunciaram aos seus sonhos, para que, muitas vezes, pudesse realizar os meus. Aos meus irmãos Lavoisier e Lúcia Campos Barreto por todos os momentos que passamos juntos, dos sorrisos, das lágrimas, da dor e da felicidade. A minha orientadora Drª. Evaneide Ferreira por ter colaborado para minha formação, por acreditar em mim. Você foi professora, orientadora, amiga... Você mim ensinou mais que concepções, técnicas, teorias, você mim ensinou o caminho a respeito da vida. A minha maravilhosa e inesquecível coorientadora Jailma Simone Gonçalves Leite que me orientou e auxiliou em um momento importantíssimo, muito obrigado! As diretoras, professores e alunos da Escola Municipal “Nossa Senhora do Rosário” que mim receberam com muito carinho. Ao tutor presencial da UFPB Virtual, José Vieira que sempre mim orientou nessa jornada. Aos tutores a distância pela dedicação de querer nos fazer pessoas melhores na transmissão do conhecimento. Aos professores da plataforma Moodle que estenderam suas mãos para abraçar ou para punir, mas sempre para ensinar! Todos passaram pelas nossas vidas, abrindo portas, mediando e mostrando o conhecimento. Obrigada a todos! A professora Thais Josy Castro Freire de Assis por fazer do aprendizado não um trabalho, mas um contentamento em nossas vidas. Aos meus amigos de curso que jamais esquecerei os risos que mim fizeram perceber o quanto o mudo é belo, em meio as grandes tragédias, pelos encontros felizes que passamos juntos, pelas trocas de palavras, dúvidas e incertezas da vida. Agradeço por podre chamá- los de amigos! A todos o meu muito obrigado!
  • 6. Ler uma história em quadrinho é ler sua linguagem, em seu aspecto verbal e visual (ou não verbal). Assim, a relação entre fala e imagem, a onomatopeia, as vozes narrativas, o tempo, o espaço e os diversos tipos de balões utilizados são analisados com crítica e fundamentação. Trata-se de uma leitura constitutiva e fundamental (Paulo Ramos).
  • 7. RESUMO As Histórias em Quadrinhos (HQs) há mais de um século vêm divertindo, trazendo informações e promovendo a educação. Possuindo um código de formação próprio e uma linguagem universal que a cada geração proporciona o desenvolvimento crítico e sua formação cultural. Assim, diante dessas características, a pesquisa teve como objetivo principal aplicar as HQs como recurso didático no ensino de Ciências Naturais, com o intuito de facilitar a aprendizagem de conteúdos abordados em sala de aula. A análise da pesquisa salienta considerações sobre o uso de HQs em aulas de Ciências, como também a postura do discente diante do ensino-aprendizagem. Com a finalidade de avaliar o uso da aplicação de uma ferramenta pedagógica foi realizada uma pesquisa de campo com alunos do 6º ano do ensino fundamental da escola Nossa Senhora do Rosário, localizada no município de Pombal-PB. A pesquisa contou com uma abordagem metodológica sistemática qualitativa e quantitativa, através de debates, da produção de HQs pelos discentes e um questionário como mediadores para a coleta de dados, com o propósito de mostrar a modelagem desse objeto de aprendizagem. Os resultados comprovaram que a maioria dos discentes acertaram as questões referentes ao tema trabalhado e que os mesmos afirmaram que os balões é o item que mais chama atenção numa HQ. Além disso, resultados constataram que apenas uma minoria apresentaram dificuldades em elaborar tirinhas quadrinizadas. Palavras-Chave: Histórias em Quadrinhos. Ciências Naturais. Recurso Didático.
  • 8. ABSTRACT The Comics (comics) for over a century have fun, providing information and promoting education. Possessing its own code of training and a universal language that every generation provides the critical development and their cultural backgrounds. Given such characteristics, the research aimed to apply the comics as a teaching resource in the teaching of natural sciences, in order to facilitate the learning of content covered in class. The analysis of the research highlights considerations on the use of comics in science classes, but also the attitude of the student on the teaching-learning. In order to evaluate the use of the application of a pedagogical tool field research with students in the 6th grade of elementary school Our Lady of the Rosary, in the municipality of Pombal -PB was performed. The research involved a systematic qualitative and quantitative methodological approach through discussions, the production of comics by students as mediators and a questionnaire to collect data for the purpose of showing the modeling of this learning object. The results showed that most students agreed matters relating to the theme worked and that they said the balloons is the item you will notice a HQ. In addition, results found that only a minority had difficulties in preparing quadrinizadas strips. Key-Words: Comics. Natural Sciences. Teaching resource.
  • 9. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO.........................................................................................................12 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA............................................................................14 2.1 AS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS......................................................................14 2.2 PARTICULARIEDADES BÁSICAS DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS...............................................................................................................16 2.3 A APLICAÇÃO DA LINGUAGEM QUADRINIZADA COMO RECURSO DIDÁTICO NO ENSINO DE CIÊNCIAS.......................................................................................................................25 2.4 A APLICAÇÃO DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS (HQs) COMO MECANISMO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO NO ENSINO DE CIÊNCIAS.......................................................................................................................31 3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS............................................................33 3.1 LOCALIDADES DA PESQUISA............................................................................33 3.2 POPULAÇÕES DA PESQUISA...............................................................................34 4. MÉTODOS DE COLETA DE DADOS...................................................................35 5. RESULTADOS E DISCUSSÃO...............................................................................36 5.1 DA FASE PRELIMINAR À FASE DE ELABORAÇÃO E O RESULTADO DO QUESTIONÁRIO...........................................................................................................36 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................47 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...........................................................................48 APÊNDICE.....................................................................................................................52 APÊNDICE A..................................................................................................................53
  • 10. 11 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - O Tico-Tico primeiro exemplar de quadrinhos Figura 02 - Exemplo de requadro Figura 3 - Balão de Diálogo ou Fala Figura 4 - Balão de Pensamento Figura 05 - Exemplos de onomatopeias Figura 06 - Exemplo de linhas Cinéticas Figura 7 - Exemplo de metáfora visual Figura 8 - Exemplo de cores nas HQs Figura 9 - Tirinha que apresenta muitos lapsos de tempo Figura 10 - Exemplo de HQs somente com imagens Figura 11 - Quadrinho de Maurício de Souza, ano 2000. Figura 12 - Escola Municipal N. S. do Rosário Figura 13 - Registros da aula ministrada na escola Figura 14 - Diálogo sobre o movimento de rotação e translação Figura 15 - Diálogo sobre o céu e estrelas Figura 16 - Representação das nuvens em dia de chuva e em dia de sol Figura 17 - Destaca a lua, as estrela e as nuvens carregadas e o uso de onomatopeias. Figura 18 - Mostra um diálogo sobre as fases da lua Figura 19 - Um destaque aos Astros luminosos (estrelas) Figura 20 - Através do diálogo na tirinha em quadrinho abaixo, você compreendeu de quais Astros os personagens estão se referindo. Figura 21 - O diálogo na tirinha em quadrinho sobre Astro Figura 22 – Foi perguntada aos discentes de quais Astros os personagens do quadrinho estavam falando Figura 23 - O que chamam mais atenção ao ler uma HQs Figura 24 - Ao elaborar as tirinhas quadrinizadas teve alguma dificuldade.
  • 11. 12 1 INTRODUÇÃO As Histórias em Quadrinhos (HQs), em interação com o rádio, o jornal, o cinema, televisão e outros, representam mídias de comunicação universalmente conhecidos que podem influenciar na formação do seu público. Desde meados do século passado pesquisadores passaram a explorar a armação gráfica dos quadrinhos em suas obras como CRINE (1970), MOYÁ (1977), SILVA in LUYTEN (1983), CARUSO (2002), SANTOS (2003), CAPTU (2003), VERGUEIRA (2004), LUYTEN (2005), entre outros, que pretenderam contribuir de forma autêntica para estudos sobre os recursos linguísticos, visuais, icônicos, narrativos, cinésicos e outros mais, que tornam a comunicação mais direta, eficiente, dinâmica e expressiva. Desta forma, a interação quadrinhos e leitor tornam-se rápida e a compreensão da mensagem ocorre sem grandes dificuldades dentro do ensino/aprendizagem. Os quadrinhos ocupam um lugar entre as manifestações culturais da humanidade que formou a linguagem como forma de expressão crítica social e política do século XX e continua sendo a desse novo século, pois os mesmos estão baseados na complexidade de símbolos e da arte criada ao longo do desenvolvimento de sua criação. As histórias em quadrinhos são uma rica fonte de pesquisa, sendo atrativas e convidativas à leitura. As HQs são voltadas para diversos públicos desde o infantil ao adulto por apresentar uma linguagem simples e de fácil acesso e com isso tornando-se presente no dia a dia. A proposta da utilização de HQ como ferramenta didática teve a finalidade de mencionar a importância de tornar os conceitos científicos mais acessíveis aos alunos desse nível de escolaridade, bem como os benefícios que este meio de comunicação de massa pode trazer para a educação ao serem inseridos como instrumento pedagógico na escola. É de suma importância destacar a reflexão das pinturas feitas pelos povos da antiguidade com a intenção de contar algum fato ou modo de vida, pois as mesmas possibilitaram um enorme conhecimento, ao longo da historia da humanidade, dos hábitos e costumes. Essas artes são tão importantes na vida das pessoas, que Barbosa (1991, p. 27) é sintético em suas palavras ao afirmar que “[...] se a arte não fosse importante não existiria desde o tempo das cavernas, resistindo a todas as tentativas de menosprezo”.
  • 12. 13 De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) as HQs devem estar inseridas nos conteúdos de temas transversais, pois isso mostra que a compreensão de um produto cultural tão complexo como as HQs exige de toda a identificação de seus elementos característicos e do modo como sua narrativa é articulada. Portanto seu uso como recurso didático instrumental favorece o alcance dos objetivos educacionais do ensino por parte do professor. Trabalhar com HQs nos espaços escolares requer do professor compromisso com o domínio metodológico do conteúdo e o fazer pedagógico a ser aplicado e trabalhado com os alunos. Observa-se que alguns educadores ainda se encontram hesitantes em usar as HQs em sala de aula como recurso didático, com receio de misturar os momentos de lazer com os de aprender. Mas o segredo está em fazer um bom uso didático dos quadrinhos, atrelando-os aos conteúdos que se deseja trabalhar com a turma. E diante disso os educadores devem usar, além da ousadia, a criatividade para utilizar os quadrinhos na hora e na medida certa para auxiliar a aprendizagem dos alunos. Nesse âmbito motivado pelo potencial das HQs no processo contínuo de ensino e aprendizagem, faz-se uso desse recurso pedagógico em aulas de Ciências que foi aplicado em uma escola pública municipal da cidade de Pombal-PB. Para isto, este trabalho teve como objetivo geral aplicar as HQs como recurso didático no ensino de Ciências Naturais. Como objetivos específicos: aplicar uma aula teórica abordando o tema “Universo”; aplicar uma aula utilizando como recurso didático as HQs; avaliar a compreensão dos discentes acerca do tema abordado através da construção de HQs.
  • 13. 14 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 AS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS As histórias em quadrinhos (HQs) existem há mais de um século e ainda hoje triunfa o seu público tanto jovem como adultos, pois suas imagens e falas em forma de balões cativa e dão asas a uma grande criatividade. O autor Martins (2004) define HQs como sendo: Explanações feitas com desenhos sequenciais, em geral no sentido horizontal e comumente acompanhado de narrativas curtas, de diálogo e algumas descrições da situação, convencionalmente, apresentados no interior de figuras chamadas balões. [...] É interessante salientar que a HQ faz parte das narrativas, são tecidas numa certas sequências, para que haja entre os leitores, o entendimento da história. (MARTINS, 2004, p. 23-53). Para Martins (2004, p. 93) “um gênero textual que tem atraído muito a atenção do jovem e do adolescente são as histórias em quadrinhos e, por isso, tem sido ponto de partida para a formação de muitos leitores”. E essa formação gera muitas possibilidades de comportamento, no momento que eles encontram com determinadas situações criadas nas narrativas das HQs. É também de suma importância salientar que, as grandes vantagens dos investimentos para os escritores e o êxito dos gibis, é que cada dia atraia os compradores. De acordo com Coelho (1991, p. 251) as HQs são consideradas “Fenômeno extremamente complexo e dependendo de uma complicada política econômica para poder se realizar como produto de sucesso, a literatura em quadrinhos afeta inúmeras áreas: desde a propriamente literária até a ética”. Como produto de sucesso as HQs passaram a ganharam cada dia inúmeros investidores e a narrativa gráfica foram vistas como uma arte literária. Em um de seus livros Will Eisner comenta que as HQs como arte sequencial são intercaladas com narrativas gráficas quadrinizadas. Eisner (2005, p. 10) conceitua a narrativa gráfica como: Uma descrição genérica para qualquer narração que use imagens para transmitir ideias enquanto que quadrinhos estruturam-se conforme disposição impressa de arte e balões em sequência, particularmente como acontece nas revistas em quadrinhos.
  • 14. 15 Segundo o referido autor a arte “controla a escrita, e o produto passa a ser pouco mais do que uma literatura barata”. Para o Eisner os quadrinhos só são verdadeiramente quadrinhos quando são “produzidos por uma sequencia de imagens ligadamente com quadros que podemos também ser chamar de arte sequencial”. Não podemos negar que as HQs aparecem como meio de diálogo em um vasto consumo da população de leitores e isso mostra que as HQs são mais abordáveis ao público em geral, não só por causa do preço quanto pela sua linguagem que demonstra. As HQs não podem ser consideradas destrutivas quando utilizadas como instrumento didático na forma da comunicação, isso vai depender da forma de como ela é submetida, pois, por intermédio de suas narrativas e argumentações, elas ajudam os seus leitores a acomodaras suas individualidades dentro da época e ao mundo. Os analíticos viam os quadrinhos como nefastos para os jovens, podendo levá- los a se desinteressarem pelos estudos categóricos, o que não aconteceu, devido aos conteúdos educativos e moralistas encontrados nas revistas. Na opinião de Amelia Hamze (2008, p.1) “apesar das histórias em quadrinhos terem sofrido acirradas críticas, acabou suplantando a visão de alguns educadores e provando (sendo bem escolhida) que têm grande importância e eficácia nos trabalhos escolares”. É necessário então de uma urgência rudimentar para compreender as HQs e sua linguagem. Para Scott McCloud (2005, p. 3), “se as pessoas não compreendiam os quadrinhos, era porque tinham uma definição estreita demais sobre eles”. Para o autor, obter uma definição apropriada seria uma “forma de invalidar os estereótipos [...] e demonstrar que o potencial dos quadrinhos é ilimitado e emocionante”. As HQs eram miradas como uma nova forma de reconto gráfico-visual que constitui em formação elementos como: tempo, personagens, espaço e ação, que podemos utilizar vários recursos para representar a fala. “Nas HQs, esse conjunto é fruto da dicotomia verbal não/verbal, na qual tanto os desenhos quanto as palavras são necessárias ao entendimento da história”. (EGUTI, 2001, p. 45). Os quadrinhos são considerados como um dialeto, sua nomenclatura e constituído de uma variedade de símbolos visuais, incluindo assim o poder dos cartuns e do realismo, tanto como em surpreendentes combinações com separados. Entende-se por cartum desenhos gráficos de humor no qual aparece a crítica social, ou seja, palavra inglesa “cartoon” significa: cartão, papelão duro, e deu origem
  • 15. 16 ao termo cartunista: desenhista de cartazes. No Brasil, a cartum também é uma forma de expressar ideias e opiniões, seja uma crítica política, esportiva, religiosa, social. O desenho pode ter uma imagem (isolado), duas ou três (sequenciado) dentro de quadrinhos ou aberto; pode ter balões, legendas e se beneficiar de temas fixos. Vergueiro (2004, p. 31) afirma que “as HQs constituem um sistema narrativo composto por dois códigos que atuam em constante interação; o visual e o verbal”. E essa interação quando colocada dentro dos quadrinhos, assume uma função excelente, unindo se um com o outro e mostrando que a mensagem seja interpretada com clareza, ou seja, os dois códigos constituem uma sequência de fatos narrados que tem a capacidade de causar, a pessoa que recebe a informação, subvenção para entender a história que é contada nas HQs. 2.2 PARTICULARIEDADES BÁSICAS DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS Uma HQs tem atributos visuais impressas que recorre à imagem (ilustração, desenho) e a escrita no decurso de várias formas de comunicação com uma linguagem própria, passando a ser designada como produto de cultura. Assim, as relações das HQs e suas diversas qualidades de metodologias disponíveis que são oferecidas vêm obtendo importância na área da educação, e se tornando um divertimento inelegível aos leitores e vem alcançando evidências mundialmente com a produção de super-heróis dentro dos vários gêneros textuais, mas de acordo com Martins (2004, p. 93): Dentre os diversos gêneros textuais para se iniciar a formação do leitor, um gênero textual que tem se destacado são as HQ por ser um texto com muita ação, diálogo, numa linguagem simples mais adequada ao mundo sociocultural do aluno, com muitas ilustrações, cores e expressões fisionômicas. Depois de um longo espaço de tempo as HQs foram ganhando estabilidade e alcançaram sucesso com publicações exclusivas, denominadas de gibis. Em uma nova sociedade cada vez mais globalizada encontramos hoje quadrinho em jornais, gibis, livros didáticos, na mídia televisiva e em propagandas de empresas. No Brasil, surgiram dentro do século XIX às primeiras HQs em divulgações jornalísticas, em forma de tirinhas, nesse tempo o mais famoso artista foi Angelo
  • 16. 17 Agostini, usando suas paródias e humores gráficos. O mesmo ficou conhecido por criar os personagens “Nhô Quim” (1969) e Zé Capoeira (1883). Já em 11 de outubro de 1905 foi lançado o primeiro exemplar no Brasil unicamente de quadrinhos: O Tico-tico, que aduzia várias histórias e personagens, nacionais e internacionais, além de adequação de habituais clássicos de artes em forma de quadrinhos (FIGURA 1). O título da original do exemplar foi designado por Agostini. Nessa época as literaturas para as crianças eram inadequadas para as suas idades. O grande interesse para as crianças da época (além das estórias tradicionais e as de Lobato que continuavam sendo lidas e ouvidas com encanto...) é o jornalzinho OTico Tico, que continua sendo publicado. [...] Acompanhando o sucesso feito pelo OTico Tico, surgem novas revistinhas infantis que, embora de curta duração, já prenunciam a nova era que se anuncia: a era da imagem, que, em nossos dias, está competindo com a forma tradicional de literatura – a expressa pela palavra. (COELHO, 1991, p. 242). O Tico- Tico surge da necessidade de ter uma revista integralmente brasileira, “este marco é importante, pois os quadrinhos que antes eram editados somente em álbuns ou livros passam a ser divulgados por um veículo de comunicação de massa, sendo acessíveis a um número bem maior de pessoas”. (LUYTEN, 1987, p. 18) Figura 1 - O Tico-Tico primeiro exemplar de quadrinhos. Fonte: <http://www.brasilcultura.com.br/> Com inúmeras determinações as histórias em quadrinhos não pararam de progredir e se tornaram até hoje imemoráveis para seu público, Pode ser citado exemplo
  • 17. 18 bem sucedido das HQs brasileiros, o cartunista Maurício de Sousa. Podemos entender melhor a interpretação dos quadrinhos como sendo uma peculiaridade que se encontra inserida entre os textos com os quais comumente coexistimos e que constitui o painel dos chamados narrativos por apresentarem atributos semelhantes à narração, como personagens, espaço, tempo, sobretudo pela estratégia de se caracterizar por uma sequência de ações. Apenas divergem pelo fato de que, ao invés do narrador, a interlocução é refletida de forma direta, simbolizando em forma de balões, uma estruturação gráfica, em concordância com um dialeto não verbal, na qual as imagens desempenham um papel de evidência, de modo a promover a ligação entre os interlocutores por meio de uma descrição de causa e efeito. De acordo com Vergueiro (2007, p. 24) os quadros ou vinhetas constituem a representação, por meio de uma imagem fixa de um instante específico ou de uma determinada ação e acontecimento. Já para Eisner (p. 41, 1999) é preciso uma sequência de ações representativas para o contexto das histórias contadas através dos desenhos. Com isso os quadrinhos apresentam a paginação em seu todo e o quadro em si, o autor Eisner (1999) caracteriza que: [...] nas histórias em quadrinhos, encontra-se na verdade dois - quadrinhos‘ nesse sentido: a página total, que pode conter vários quadrinhos, e o quadrinho em si, dentro do qual se descreve a ação narrativa. Eles são o dispositivo de controle da arte sequencial (EISNER, 1999, p. 41). Para compreendermos a linguagem dos quadrinhos temos que entender seus elementos como: balão, requadro, onomatopeia, linhas cinéticas, metáfora visual, cores, e tempo. O requadro (FIGURA 2) é conceituado como um aglomerado de linhas que delimitam o local de cada cena para compor o quadrinho, ou seja, a moldurados quadrinhos para que a história seja bem elaborada dentro das cenas. Para Eisner (1999) compor essa posição significa dizer que: O ato de enquadrar ou emoldurar a ação não só define o seu perímetro, mas estabelece a posição do leitor em relação à cena e indica a duração do evento. [...] Colocar a ação em quadrinhos separa as cenas e os atos como uma pontuação. Uma vez estabelecido e disposto na sequência, o quadrinho torna- se o critério por meio do qual se julga a ilusão de tempo (EISNER, 1999, p. 28).
  • 18. 19 Rama e Vergueiro menciona a existência do requadro que surgem nas histórias em quadrinhos como um elemento dispensável, ou seja, não é obrigatoriamente usá-los. Em alguns casos essa “linha é facilmente imaginada pelo leitor de forma automática, sua ausência não implicando em qualquer dificuldade adicional para a leitura” (RAMA; VERGUEIRO, 2004, p. 39). Figura 02 - Exemplo de requadro Fonte: <http://depositodocalvin.blogspot.com.br> Nos dois primeiros e no último requadros as cenas e o enquadramento na tirinha significam o ambiente fechado no qual Calvin está dormindo e de onde seu pai quer acordá-lo. Ao sair do quarto, o autor usa o espaço que é a retirada do requadro que o leitor ao interpretar a sequência dos fatos transmite visualmente o espaço. Os balões são considerados convenções gráficas onde é introduzido a fala ou pensamento dos personagens, informando aos leitores que um personagem está falando, por isso ao ler o que está escrito nos balões, faz-se uma ligação entre a imagem e o texto escrito, interpretando a história de sua maneira. Os balões são considerados como dispositivo de contenção empregado no controle para encerrar a representação da fala, o som, o pensamento, dentre outros. (FIGURA 3 e 4), também são adequados para o delineamento do tempo. Os outros fenômenos naturais [...] representados por signos reconhecíveis, tornam-se parte do vocabulário usado para expressar o tempo. Eles são indispensáveis ao contador de
  • 19. 20 histórias, principalmente quando ele está procurando envolver o leitor. (EISNER, 1989, p. 28). Do ponto de vista de Eisner, “o balão é um recurso extremo. Ele tenta captar e tornar visível um elemento etéreo: o som. A disposição dos balões que cercam a fala (...) contribuem para a medição de tempo” (EISNER, 1999, p. 26). Assim as HQs, consegue estabelecer em seu uso uma série de métodos peculiares. A seguir uma exemplificação de balões dentro das HQs: Figura 3 - Balão de Diálogo ou Fala Figura 4 - Balão de Pensamento Fonte das Figuras: <http://pt.slideshare.net/terccre/hq4-091107165001phpapp01> Outros rudimentos importantes das HQs além dos balões são as onomatopeias que dinamizam a linguagem dos personagens, representando um elemento que também possui ligação direta com a cena apresentada. A ligação da onomatopeia e esses componentes visuais são muito grande e junta à onomatopeia tem duas funções distintas: “representa um som, ao mesmo tempo em que sugere um movimento” (RAMOS, 2009, p. 81). De acordo com o dicionário on-line Priberam (2012), onomatopeia é o “processo de formação de uma palavra cujo som imita aproximadamente o som do que significa”. Com isso, as mesmas significam palavras ou expressões que podem representar sons. Os efeitos visuais surgem nas HQs também através das onomatopeias. As onomatopeias também são usadas como efeitos visuais nos quadrinhos. Assim, sua forma e sua cor podem indicar um movimento ou dar mais dinamismo a uma cena e qualquer fala artística possui meios próprios para acontecer à comunicação.
  • 20. 21 Entende-se que, em geral, as onomatopeias são de entendimento quase universal. Muitas delas são utilizadas em histórias em quadrinhos publicadas em nosso país, com adaptações de outros idiomas, sobretudo do inglês, e se tornam tão familiares que não nos apercebemos que surgiram a partir de verbos que evidência a ação das personagens e vêm de sua representação verbal. A seguir a figura 5 é uma exemplificação de onomatopeias dentro das HQs: Figura 05 - Exemplos de onomatopeias Fonte:<http://helenaconectada.blogspot.com.br/2010/12/o-que-e-onomatopeia.html> O uso das chamadas linhas de movimento ou cinéticas (FIGURA 6) é um bom exemplo de expressionismo nos quadrinhos que merece proeminência e atenção do leitor e servem para diferenciar os movimentos dos personagens. No pensamento de Vergueiro é, “uma convenção gráfica que expressa à ilusão do movimento ou a trajetória dos objetos que se movem” (2006 apud Ramos 2009, p.118). Figura 06 - Exemplo de linhas Cinéticas Fonte: <http://erida-souza.blogspot.com.br/2010/12/o-genero-textual-historia-em-quadrinho.html>
  • 21. 22 A metáfora visual (FIGURA 7) é uma convenção gráfica que expressa o estado psíquico dos personagens mediante imagens de caráter metafórico (ACEVEDO, 1990, p.38). As metáforas visuais sempre ocorrem quando uma imagem se agrega a um conceito diferente de sua interpretação original. No dizer de Vergueiro (2009, p. 54), elas se organizam em “signos ou convenções do senso comum, como, por exemplo, ‘ver estrelas’, ‘falar cobras e lagartos’, ‘dormir como um tronco’, etc. As metáforas visuais possibilitam um rápido entendimento da ideia”. Figura 7 - Exemplo de metáfora visual Fonte: <http://pt.slideshare.net/terccre/hq4-091107165001phpapp01> As cores são elementos marcantes e que chama a atenção dentro da comunicação visual nas HQs. Nos quadrinhos, a maior parte das mensagens é emitida pelo uso de cores. Farina (1994, p. 26) salienta que as cores possuem “amplas possibilidades” e “seu potencial tem, em primeiro lugar, a capacidade de liberar as reservas da imaginação criativa do homem”. A cor é muito importante dentro da narrativa das HQs, pois na maioria das vezes as informações são através delas, ou seja, um elemento capaz de criar a linguagem dos quadrinhos, mesmo dentro das histórias em preto-e-branco, não se trata apenas de um artifício estilístico. O Incrível Hulk é verde, o Lanterna verde também, ambos se caracterizam pela cor vede. Maurício de Souza também usou as cores para produzir as identidades de seus personagens e dar vida à imaginação. A Monica pode representar um personagem de característica forte que é conhecida por usar um vestido vermelho (FIGURA 8).
  • 22. 23 Figura 8 - Exemplo de cores nas HQs Fonte:<http://diversao.terra.com.br/arte-e-cultura/os-melhores-momentos-da-turma-da- monica,a939078553a7a310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html> Temos também dentro das HQs o lapso do tempo (time) que é um elemento muito importante e essencial na arte sequencial, é o espaço que liga o antes e depois da ação. Devendo assim ser complementado pela imaginação do leitor, fazendo com que a história tenha continuidade. No universo da consciência humana, o tempo se combina com o espaço e o som numa composição de interdependência, na qual as concepções, ações, movimentos e deslocamentos possuem um significado e são medidos através da percepção que temos da relação entre eles (EISNER, 1999, p.25). De maneira geral são recursos empregados para movimentação dos personagens dentro dos quadrinhos, ideias de ação, tempo transcorrido, sucessão de acontecimentos (Ramos, 2010). Por exemplo, como no quadrinho abaixo (FIGURA 9) observando a sequência do contexto da HQs que se passa em uma praia. Figura 9 - Tirinha que apresenta muitos lapsos de tempo Fonte: <http://www.educacaopublica.rj.gov.br/suavoz/0116.html>
  • 23. 24 No pensamento de Abramovich (2001, p.158) as histórias em quadrinhos fazem parte integrante deste século e é tolo e preconceituoso esnobá-las ou não levá-las a sério, afinal, envolve uma concepção de desenhos, de humor, de ritmo acelerado, de intervenção rápida nas situações os personagens se defrontam, num ritmo conciso e quase cinematográfico que encanta as crianças. Por esse motivo é que os quadrinhos são vistos com uma arte sequencial, pois indica uma junção de quadros narrando histórias, ou seja, o que movimenta as figuras de cada cena á a leitura e a imaginação do leitor, diferentemente dos desenhos aminados que vemos na televisão, que as figuras são fotografadas para dar movimento aos personagens. A arte sequencial é vista por Eisner como um “veiculo de expressão criativa, uma disciplina distinta, uma forma artística e literária que lida com a disposição de figuras ou imagens e palavras para narrar uma história ou dramatizar uma ideia” (EISER, 1999, p. 05). O mestre Will Eisner conceitua a arte sequencial como “uma forma artística e literária que lida com a disposição de figuras ou imagens e palavras para narrar uma história ou dramatizar uma ideia” (EISNER, 1999, p.5). O autor indaga que também é possível contar histórias somente com as imagens, sem amparo das palavras, mas é “preciso ter uma lógica na sequência das imagens para alcançar sua finalidade” (EISNER, 1999, p.16). A seguir demonstramos um exemplo (FIGURA 10): Figura 10 - Exemplo de HQs somente com imagens Fonte:<http://br.monografias.com/trabalhos3/historias-em-quadrinhos-formacao-leitores/historias-em-quadrinhos- formação-leitores2.shtml>
  • 24. 25 Nesta história vista acima, apesar de não existir a conversa, existiu a leitura das imagens permitindo assim a compreensão da ação das cenas do personagem ao pular de paraquedas do avião. Podemos observar nessa sequência que a imagem fixa e sem palavras, através de seus traços, busca fornecer a dinamização da sequência de eventos na história, a quase idealização do som e a representação da vida psicológica das personagens, pois a eficácia da mensagem transmitida na tirinha acima está na amplitude das informações de imagem. Argumentações, em alguns casos como o de campanhas de comunidades relacionadas à área da educação, saúde, ao trânsito, energia ao consumo de água, dentre outros, é de fundamental importância que haja uma real interação para quem ler o discurso. 2.3 A APLICAÇÃO DA LINGUAGEM QUADRINIZADA COMO RECURSO DIDÁTICO NO ENSINO DE CIÊNCIAS A linguagem quadrinizada ao longo de um seguimento histórico de construção vem sofrendo várias transformações e principalmente críticas. No campo educacional, entre os anos 50 e 60, as HQs eram vistas por educadores e pais como uma ameaça a intelectualidade dos alunos e filhos. Embora muitos tivessem a opinião de que essa linguagem era um perigo em longo prazo, outros perceberam que os quadrinhos poderiam ser um meio conveniente de transição de mensagem, principalmente para aquelas pessoas que eram privadas do conhecimento letrado, como ressalta Vergueiro (2004, p. 9) “o acesso à palavra escrita de forma paulatina, infringindo inicialmente apenas as parcelas mais privilegiadas da população, o que garantiu a presença da imagem gráfica como elemento essencial de comunicação da história da humanidade”. Dessa forma, as indústrias, viram que os quadrinhos eram uma forma rápida e eficaz de atingir a maioria da população. E com esse reconhecimento e aceitação dentro de outras esferas sociais fizeram com que os educadores refletissem a prática dos quadrinhos e sobre a maneira de ver e julgar tanto dentro como fora da sala de aula. Unindo a linguagem quadrinizada juntamente com a transmissão de mensagem e o prazer que a leitura proporciona as crianças e jovens, a inserção dos quadrinhos nos
  • 25. 26 livros didáticos é reconhecida como um marco referencial na aceitação desse meio de veiculação entre educadores. Trabalhar histórias em quadrinhos no campo escolar é uma forma significativa e dinâmica para os alunos lerem, escreverem, criarem, pesquisarem, dramatizarem sobre a vida (INÁCIO, 2003). As HQs quando usadas como ferramenta pedagógica na escola, proporcionam aos alunos uma gama de aulas diversificadas, explorando as suas culturas. Mas para que isso ocorra é preciso usar conhecimentos, critérios e criatividades para que aja uma perfeita aplicação delas sem perder os objetivos a que a disciplina opõe. A magnitude das HQs nas escolas é mencionada por Araújo, Costa e Costa (2008) quando afirma que: [...] os quadrinhos podem ser utilizados na educação como instrumento para a prática educativa, porque neles podemos encontrar elementos composicionais que poderiam ser bastante úteis como meio de alfabetização e leitura saudável, sem falar na presença de técnicas artísticas como enquadramento, relação entre figura e fundo entre outras, que são importantes nas Artes Visuais e que poderiam se relacionar perfeitamente com a educação, induzindo os alunos que não sabem ler e escrever a aprenderem a ler e escrever a partir de imagens, ou seja, estariam se alfabetizando visualmente. (ARAÚJO, COSTA E COSTA 2008, p. 29). Compreender a ler e escrever usando imagens seriam uma ótima metodologia, isso é um bom motivo para que os pesquisadores ao longo dos anos não param de mostrar a importâncias dos quadrinhos no ambiente escolar. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) reafirmam a importância da escola na formação de indivíduos competentes para a sociedade: [...] é necessário que a escola garanta um conjunto de práticas planejadas com o propósito de contribuir para que os alunos se apropriem dos conteúdos de maneira crítica e construtiva‖ (BRASIL, 1997, p. 33). De acordo com os PCNs, as HQs deverão estar estão inseridas nos conteúdos de temas transversais que tratam de questões sociais (saúde, orientação sexual, cultura, meio ambiente e ética). Organizadas em diversas linguagens, as histórias em quadrinhos viabilizam diferentes contextos e produzem informações vinculadas aos temas sociais (BRASIL, 1997, p. 136). A opção em utilizar HQs para o ensino de Ciências gera um rompimento da metodologia rotineira dos livros didáticos como fonte de informação e conhecimento a respeito da Ciência no processo de ensino-aprendizagem, buscando assim, possibilidades de tornara as aulas mais prazerosas tanto para os alunos com para os professores, como salienta SILVA (1983, p. 60):
  • 26. 27 As revistas de histórias em quadrinhos são tidas como meio de comunicação de massa. E, por tudo que este meio possa induzir, deveria se discutido nas salas de aula, no sentido de se poder desenvolver o caráter mitológico e ideológico das ações das personagens que trabalham o comportamento psicológico e social dos seres humanos na sua realidade e em situações concretas. Portanto, são uma questão de coerência observar as ilusões, desilusões e embustes vinculados pelas histórias em quadrinhos nos livros didáticos destinados as crianças. Atualmente os meios de comunicação transmitem cada vez mais informações que ume imagem, som e texto, causando assim um enorme distanciamento entre o que é transmitido pelas mídias e as informações que são recebidas em sala de aula, pois observamos que a agilidade do meio midiático é muito maior ao que se constata no ambiente escolar. As HQs podem ser usadas para introduzir um tema, afunilar um conceito já apresentado, para gerar debates a partir de um assunto e também para demonstrar uma idealização. Não existe uma regra definida para utilizar os quadrinhos na sala de aula. Entretanto uma organização de ideias é fundamental para que haja um bom aproveitamento no ensino do seu uso para que dessa forma, os objetivos da aprendizagem sejam atingidos. Elas se manifestam através de códigos ideográficos que não precisam ser expostos para sua devida interpretação, esse é o grande benefício das HQs, mesmo com a multiplicidade das imagens a compreensão é feita normalmente sem considerações posteriores. Para escrever, por exemplo, a história da preservação do Meio Ambiente, os pesquisadores fazem uso dos diferentes documentos, no qual denominamos de fontes históricas, que podem ser escritas, sonoras e visuais. Por isso, a análise dos quadrinhos é essencial, pois contém nela uma forma de ler, de ver, além de desenvolver habilidades de interpretação (FIGURA 11). As HQs, por possuírem uma grande sucessão de formas de uso, poderiam ser mecanismo de ensino nas várias disciplinas da programação escolar, e apesar de ser considerada uma mídia tão valorosa igual a muitas outras, ainda hoje precisam de apreço e de âmbito dentro das unidades de ensino. As HQs possuem em sua bagagem um estilo e uma linguagem própria, com uma união de texto e imagem, mas sempre contextualizando a aprendizagem da língua materna. Podemos citar uma boa estratégia para usar em aulas de Ciências Naturais, utilizando os quadrinhos como material didático de apoio (FIGURA 11).
  • 27. 28 Figura 11 - Quadrinho de Maurício de Souza, ano 2000. Fonte: <http://raizasas.blogspot.com.br/2010/11/codigo-florestal-o-retorno_04.html> A ilustração da figura 11 é formada por personagens tipicamente brasileiros inseridos na cultura, nas ilustrações, nas personagens e na oralidade nas tradições retratando e narrando um fato (um protesto), suas peculiaridades e organização societárias com narrações humoradas, interativas e acima de tudo educativas. Se tratando de um material que liga linguagem visual e textual (características típicas dos quadrinhos) e com uma abundância de temas, as editorações da Turma da Mônica podem ser largamente utilizadas como forma interdisciplinar, ou seja, com a disciplina Ciências e outras. O cenário atual do ensino de Ciência se depara com uma enorme responsabilidade, de não só ensinar os conteúdos programáticos, mas sim de provocar nos alunos o pensamento crítico de como ele pode ser ou estar dento da sociedade moderna. Com isso ele pode se tornar responsável em seus posicionamentos acerca de diferentes situações que lhe são oferecidas dentro dos assuntos abordados nas aulas de Ciências e de forma construtivista, utilizando a comunicação para manipular conflitos e apoiar nas suas decisões. Além de ser capaz de expressar suas opiniões, seus sentimentos e ideias, mas principalmente também de saber interpretar e considerar as argumentações dos outros e, principalmente sabendo discutir essas ideias (BRASIL, 2000). É através dessa óptica que podemos analisar as aulas de Ciências para sabermos se o educador é capaz de promover situações de provocar no aluno um olhar crítico do seu desenvolvimento científico. Diferentes abordagens de ensino são
  • 28. 29 consideráveis para essa instigação ao raciocínio crítico e ao estabelecimento social do aluno, e cabe ao professor abrir novas possibilidades para a discussão, pois, o educador e escritor Flávio Calazans, diz que com as HQs o aluno “aprende com prazer, para jamais esquecer”. Porém, aplicar novas metodologias em aulas de Ciências requer do professor, discutir aspectos de forma contextualizada e que o mesmo possa identificar em qual situação determinado assunto abordado nas aulas será aplicado para que o aluno estude e compreenda o que está sendo transmitido. De acordo com Lewontin (2000, p. 7-21), o aluno descobre sua realidade a partir de suas próprias experiências podendo determiná- la a partir da interação com o mundo externo e com isso essa construção de conhecimento dar-se-á através da interação entre professor e aluno. Conhecimento este que é as Ciências, a qual é intrinsecamente influenciada pelas diversas instituições formais, que também as prestigiam. Neste contexto, as HQs são consideradas uma ferramenta comunicativa que aliada com a rapidez surge com as várias trocas de informações dos dias atuais e os vários avanços das novas tecnologias que se encontram aliada as necessidades dos seres humanos dentro dos setores sociais econômicos e políticos junto com a Ciência, pois essa abordagem pode ser analisada por Reis e Cicillini, (2001, p.4.) “consideramos a Ciência como uma atividade social e dinâmica cujo objetivo consiste na produção do conhecimento sobre a natureza, buscando soluções para satisfazer novas necessidades de ordem ideológica, econômica e política”. Utilizando-se da seguinte argumentação Nogueira, discute as chances e oportunidades que os docentes têm para usufruir das HQs no ambiente escolar e ressalta que elas podem levar os discentes a ter o gosto pela leitura e compreender a sua realidade. As HQs podem ser utilizadas para estimular a leitura e o interesse dos estudantes pelas abstrações, mantendo o vínculo com o objeto formal e abrindo caminho para o desenvolvimento do raciocínio lógico e para a criação de instrumentos de compreensão da realidade social em que vivem. (NOGUEIRA, 2009, p.1). Pode-se ressaltar também o papel que as histórias em quadrinhos podem ter em aulas de Ciências, como uma importante ferramenta pedagógica de reflexão sobre o seu dia a dia, deixando mais claros conceitos difíceis para os alunos. O autor Bezerra (2003)
  • 29. 30 diz que os quadrinhos levam os alunos ao aprendizado das diversas temporalidades do seu dia a dia e levando docente e discente a um bom diálogo em busca do conhecimento e da construção de saberes e explica que: Não se trata de insistir nas definições dos diversos significados de tempo, mas levar o aluno a perceber as diversas temporalidades no decorrer da História [...]. Sendo um produto cultural forjado pelas necessidades concretas das sociedades, historicamente situadas, o tempo representa um conjunto complexo de vivências humanas. (BEZERRA, 2003, p.44). As HQs nas escolas desde 2006 foram inseridas na lista do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) e assim foram propagadas para todas as instituições escolares. A assiduidade das histórias em quadrinhos na escolar - engajada pelo governo federal - tem grandes novos desafios aos professores e trazido à tona uma aliada necessidade de se compreender melhor a linguagem, seus recursos e obras (VERGUEIRA E RAMOS, 2009c, p.7). Nesta ótica, através do uso das HQs em aulas de Ciências o educando deve ser apontado como o principal meio da formação do conhecimento na unidade escolar, e, consequentemente, deve ser incentivando a ir além do decorar e da repetição de tarefa, e assim, buscar o prazer nas descobertas o que leva ao seu desenvolvimento cognitivo. Seguindo essa linha de pensamento é interessante também que o educador esteja seguro e saiba comandar a linguagem dos quadrinhos e dando o seu devido valor, pois: As HQs começaram a entrar no ambiente escolar por intermédio dos personagens que viram filmes (Homem Aranha, X-Men2, Huck), de gibitecas e dos livros didáticos, que são utilizadas para narrar pequenas histórias para relatar temas de diferentes áreas do conhecimento. No entendimento de Calazans as HQs podem ser usadas como ferramenta de ensino/aprendizagem, e as mesmas conseguem os objetivos esperados conseguindo também manter a atenção dos alunos tal quais outros recursos didáticos e utiliza da seguinte argumentação: [...] os quadrinhos quando são projetados em sala de aula, como recurso para complementar o ensino de determinado conteúdo, prendem mais atenção dos alunos do que outros recursos, como o vídeo, por exemplo, porque permitem que ocorra uma leitura simultânea da página, podendo o leitor captar a ação em todos os seus tempos. (CALAZANS, 2004, p.17). As HQs incorporam um dinamismo, que em muitas vezes não encontramos nas historias tradicionais, e, além disso, pode possibilitar ao educando uma relação no seu
  • 30. 31 cotidiano, na sua cultura e na sua formação como cidadão, pois “quando os quadrinhos são usados de modo adequado, permitem a reflexão crítica, que se constrói pela mediação do professor, devendo ir muito além da simples leitura ou preenchimento de balões em branco como atividades para a escrita” (PIZARRO, 2005. p.45). De fato, muito mais que trazer a diversão e lazer as HQs são extremamente capazes de rechear suas histórias com conteúdos, nos quais seu principal aliado são os personagens, em razão da sua fala familiar, a capacidade de aproximar-se do leitor e dos diversos conceitos a ele embutidos, tornam-se um material muito atrativo, para alunos e professores (PIZARRO, 2009; LYUTEN, 2011). Com isso, Linsingen (2007, p. 7), menciona a batalha dos educandos em busca de novos atrativos pedagógicos com o propósito minimizarem o hiato entre a linguagem docente e a compreensão discente. 2.4 A APLICAÇÃO DE HQs COMO MECANISMO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO NO ENSINO DE CIÊNCIAS Considerados como veículo de comunicação visual impressa, as HQs passaram a serem consideradas como produtos de consumo humano elaborado pela indústria cultural. As HQs possuem várias aplicações, seja como elemento de Marketing ou como mecanismo de comunicação do conhecimento caracterizando-se como um meio pedagógico. Assim, os quadrinhos, além de ser um dos primeiros veículos a caminhar para a padronização de conteúdos, também incorporavam a globalização econômica em seus processos de produção, garantindo, dessa forma, a sobrevivência em um mercado cada vez mais competitivo. (VERGUEIRO, 2004, p.7). As HQs com seus diferentes gêneros, oferta condições diversas de aplicação no ambiente escolar e em todos os níveis de escolaridade, e com isso pode-se configurar como prática de leituras almejadas para várias idades. Se isso for possível, os educadores vão se surpreender com a gigantesca sucessão de recursos didáticos de auxilio que a linguagem dos quadrinhos pode trazer em sua bagagem para a realidade da escola.
  • 31. 32 Mesmo diante de muitas críticas, as HQs conseguiram ser vista como uma excelente modalidade e de potencialidades no âmbito educacional, que podem se unir a outras ferramentas educativas, para o autor Amelia Hamze (2008) enfatiza que: Apesar das histórias em quadrinhos terem sofrido acirradas críticas, acabou suplantando a visão de alguns educadores e provando (sendo bem escolhida) que têm grande importância e eficácia nos trabalhos escolares. [...] As histórias em quadrinhos possuem potencialidade pedagógica especial e podem dar suporte a novas modalidades educativas, podendo ser aproveitadas nas aulas de Língua portuguesa, História, Geografia, Matemática, Ciências, Arte, de maneira interdisciplinar, fazendo com que aprendendo se torne ao mesmo tempo, mais reflexivo e prazeroso em nossas salas de aula. (HAMZE, 2008 p.1). Nessa perspectiva as HQs se caracterizam por apresentar várias dimensões lúdicas, ilustrações, cores, humor, etc., que mexe com a imaginação do leitor e ajuda a arquitetar um mundo mágico de diversões e conhecimentos. Com isso, as histórias em quadrinhos auxiliam como apetrechos lúdicos, animador, possível de releituras e estimulador de novas criações, e ainda uma poderosa linguagem que permite contextualizar o conteúdo do ensino das ciências (Caruso et al, 2002). ”Por meio de leituras em quadrinhos, conceitos e valores podem ser discutidos com o leitor iniciante, o que possibilitará uma melhor interpretação da realidade que o cerca” (MARTINS, 2004, p.102). As HQs ao unir duas grandes riquezas de comunicação cultural: Arte e leitura, elas se transformam em uma fonte de incentivo para atividades didáticas, podendo se tornar um meio de contribuição de grande valia as aulas. Os livros didáticos também contam com atividades repletas de tiras de histórias em quadrinhos, até com textos inteiros, refletindo a tendência mundial da inclusão das HQs nas escolas, nas salas de aula (VERGUEIRO, 2004). Com isso os docentes buscam objetivos apropriados para que possa alcançar uma aprendizagem significativa, segundo Araújo, Costa e Costa (2008) são necessários que: Os docentes tenham um planejamento, conhecimento e desenvolvimento de seu trabalho nas atividades que utilizarem as histórias em quadrinhos, independente da disciplina ministrada e, buscar estabelecer objetivos que sejam adequados às necessidades e as características do corpo discente da sala de aula, visto que isso é fundamental para a capacidade de compreensão dos alunos e de conhecimento do conteúdo aplicado. (ARAUJO, COSTA E COSTA 2008, p.8).
  • 32. 33 Desse modo é, portanto necessário, então buscar objetivos que sejam ajustados de acordo com as necessidades dos discentes, ao longo dos anos e para que sejam almejados esses objetivos no ensino de Ciências, pois a cada dia o mesmo está se fundamentando no prático, buscando o saber de novas intervenções com ideias para as novas práticas educativas. Com isso, as HQs ampliam as muitas formas de leitura, diversifica as ideias dos educadores, quando utilizam esse recurso didático como auxiliador de ensino. 3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Mediante o quadro que se encontra o ensino nas escolas municipais, de modo geral, ainda pode ser observado, em muitas delas, a aplicação de modelos tradicionais na disciplina de Ciências Naturais. Esse trabalho teve como finalidade avaliar o uso da aplicação de uma ferramenta pedagógica, Histórias em Quadrinhos (HQs), para um melhor desenvolvimento do ensino/aprendizagem com alunos do 6º ano do ensino fundamental da escola ‘Nossa Senhora do Rosário’, localizada no município de Pombal- PB. Para essa investigação foi usado à pesquisa de campo qualitativo e quantitativo, através de debates, da produção de HQs pelos discentes e um questionário como mediadores para a coleta de dados, com o propósito de mostrar a modelagem desse objeto de aprendizagem. 3.1 LOCALIDADE DA PESQUISA A pesquisa foi realizada na Escola Municipal Nossa Senhora do Rosário (Figura 12) na cidade de Pombal/PB. Situada à rua Cel. João Leite, nº 419 no Centro, a qual atente atualmente 641 alunos, sendo 214 matriculados no Ensino Fundamental I e 427 no Ensino Fundamental II, nos turnos, Matutino e Vespertino. A mesma conta com 48 professores, uma Diretora, uma Orientadora escolar e duas Supervisoras. A referida escola possui o Projeto Político Pedagógico (PPP), pois a sua construção está determinada na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) 9394/96: Art. 12. “Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de: I – Elaborar e executar sua proposta pedagógica”.
  • 33. 34 Figura 12 - Escola Municipal N. S. do Rosário Fonte: Arquivo pessoal Possui também, Sala para os Professores, Laboratório de Informática, Biblioteca, Sala de Supervisão, Cozinha e Bebedouros, área de lazer, como também Retroprojetor, Computadores, Máquina de Xerox, Micro system (som), Mimeógrafos, Kits Didáticos e Jogos Educativos. 3.2 POPULAÇÕES DA PESQUISA O método da demonstração sistemática foi realizado em uma turma do 5º ano do ensino fundamental. A turma era constituída de 25 alunos com faixa etária entre 10 e 20 anos de ambos os sexos no turno matutino. 4 MÉTODOS DE COLETA DE DADOS A investigação ocorreu em três fases consecutivas: 1º - Fase preliminar: nessa fase foram traçadas duas aulas (duração de 45 minutos) teóricas com o tema “Universo”. Esta aula foi apresentada através de slides. Posteriormente ocorreu uma discussão em grupo sobre o tema e consequentemente foram abordas perguntas relacionadas ao conteúdo e as HQs, tratando das facilidades e dificuldades vivenciadas pelos alunos (Figura 13).
  • 34. 35 Figura 13 - Registros da aula ministrada na escola Fonte: Arquivo pessoal 2º - Fase de elaboração e produção: Posteriormente, em outra aula, foi requisitada aos discentes a proposta de produzir suas próprias tirinhas em quadrinhos, a partir do entendimento da aula realizada na fase preliminar. Quando todos os alunos concluíram as suas produções discutiu-se sobre os diferentes aspectos citados dentro das tirinhas e suas ideias explícitas ao tema central proposto. 3º - Fase de aplicação do questionário para a coleta de dados: nessa fase foi aplicado um questionário padronizado com perguntas fechadas (APÊNDICE I) para os discentes, que de acordo com Gil (1999, p.128), pode ser definido “como a técnica de investigação composta por um número mais ou menos elevado de questões apresentadas por escrito às pessoas como o intuito de obter informações referentes ao tema da pesquisa de campo”. Onde após a aplicação foi observado o progresso da aprendizagem dos mesmos com ligação ao tema abordado durante as aulas de Ciências, tanto na aula teórica como na aula da produção de quadrinhos com o propósito de diagnosticar a forma como eles aprenderam e compreenderam o assunto abordado. 5 RESULTADOS E DISCUSSÃO 5.1 DA FASE PRELIMINAR À ELABORAÇÃO E O RESULTADO DO QUESTIONÁRIO Na fase preliminar foi observado que os discentes demonstraram muito interesse e curiosidade para assistir as aulas propostas. Mas os mesmos apresentaram um pouco de dificuldade para formar grupos, pois eles não têm essa prática diária
  • 35. 36 constante. Com isto se perdeu algum tempo para começar a aplicação das aulas. Ficou constatado que os alunos eram tímidos para falar diante do debate proposto e para questionar os seus conhecimentos prévios através da aula teórica com o conteúdo abordado. Foram feitas várias argumentações sobre “Universo” (o Céu, as Estrelas, os Planetas, os Satélites, a Lua, etc.). Em vários momentos observou-se que alguns alunos conversaram em voz baixa evidenciando o interesse pelo tema. Na fase de elaboração os alunos estavam radiantes, motivados e muito atentos. As HQs que foram produzidas pelos alunos podem ser consideradas como tirinhas em quadrinhos, e foram observadas, analisadas e classificadas em grupos que delinearam ideias e situações semelhantes. Conferiram-se vários contextos para trabalhar nessa pesquisa e ao estabelecer essa conexão, a compreensão sobre o tema. O aluno “A” que produziu a tirinha apresentada na figura 14 ilustra um diálogo simples com dois personagens dentro de dois requadros, argumentando o tema proposto, sobre a Terra e o sol, levando em consideração o senso comum para sua produção. Figura 14 - Diálogo sobre o movimento de rotação e translação. Fonte: Produzida pelo aluno “A” Apesar de ter utilizado frases curtas, pouco expressivas, o discente soube sequenciar sua historinha em quadrinho, mesmo não mostrando uma contextualização relevante. Neste quadrinho produzido pelo aluno “A”, podemos observar a posição dos requadros em formatos iguais uns aos outros. Para Vergueiro (2007, p. 24) “os quadros
  • 36. 37 ou vinhetas constituem a representação, por meio de uma imagem fixa de um instante específico ou de uma determinada ação e acontecimento”. Fazendo também uso de dois balões - componentes característicos dos quadrinhos - para a conversa dos mesmos. O aluno “B” que produziu a tirinha da figura 15 mostrou entendimento e soube dar uma sequência lógica a uma história, mostrando com clareza seu entendimento ao encaixar cada parte da narrativa em ordem, revelando a sua compreensão ao montar uma HQs. Observa-se na figura 15 o uso de um título na história quadrinizada, cujo tema é “Céu e Estrelas”. Figura 15 - Diálogo sobre o céu e estrelas Fonte: Produzida pelo aluno “B” Neste caso, o aluno utilizou também linguagem simples deixando nítido, através das formas, das cores e complementos dos desenhos sua compreensão da problematização do tema “Universo”. O aluno “C”, que produziu a tirinha em quadrinho na figura 16, formulou um diálogo para discutir o tema proposto, especificando em seu desenho o dia com sol e o dia chuvoso, interpretando os diferentes tipos de nuvens. É possível observar que no último requadro o aluno destaca bem o personagem masculino deixando a personagem feminina em casa após a chuva.
  • 37. 38 Figura 16 - Representação das nuvens em dia de chuva e em dia de sol. Fonte: Produzida pelo aluno “C” Nota-se no último requadro a ausência da chuva e o sol já brilhando no horizonte no tempo descrito na narração da tirinha em quadrinho. Percebe-se também o uso das cores, o azul representando a água da chuva e o amarelo representando o sol. Na passagem das cenas ele procura mostrar um ambiente bem arborizado, que com as chuvas fica mais alegre e colorido. O aluno “C” soube expressar sua HQs mesmo sem mostrar uma contextualização. Na tirinha da figura 16, observa-se que o aluno compreendeu com clareza o conteúdo abordado na aula e não teve dificuldade em elaborar um texto ligado as imagens, pois através do processo de observação, podemos, segundo Ludke e André (1986, p. 26), Chegar mais perto da “perspectiva dos sujeitos”. Na medida em que o observador acompanha in loco a vivência, as experiências diárias dos sujeitos pode tentar apreender a sua visão de mundo, isto é, o significado que eles atribuem à realidade que os cerca e às suas próprias ações. Da mesma forma como escreve Bachelard (2005, p. 12), é “observando que as coisas nos ‘falam’ e que por isso temos, se dermos pleno valor a essa linguagem, um contato com as coisas [...]”. Com isso o observador procura colher e anotar os acontecimentos da realidade, sem precisar de recursos técnicos específicos. O aluno “D” foi capaz de produzir na figura 17 sua própria tirinha em quadrinho mostrando em sua historinha a Lua, as estrelas e as nuvens. A narração ocorre em sequência de quatro requadros, com pouca fala com a presença do sol no
  • 38. 39 primeiro requadro, já no segundo, o sol dar lugar as nuvens carregadas e relâmpagos dando a visão de tempo. Figura 17 - A lua, as estrela e as nuvens carregadas. Fonte: Produzida pelo aluno “D” Observa-se que no terceiro requadro não existe a presença de personagem, dando a indicação que o mesmo está dentro da casa, e no último requadro os personagens terminam a história conversando em cima de uma montanha. A HQ do aluno “E” mostra que ele utilizou uma linguagem extensa, ou seja, um diálogo extenso em que os personagens usam para citar as fases da lua e indagar porque o sol desaparece, usando cores e expressões bem contextualizadas em vários momentos e bem mais objetivo (FIGURA 18). Figura 18 - Mostra um diálogo sobre as fases da lua. Fonte: Produzida pelo aluno “E”
  • 39. 40 No primeiro requadro ilustra as estrelas e as nuvens bem coloridas. No segundo observa-se a presença de chuva, e no terceiro a presença do sol. O sol se põe e na sequencia aparece e depois desaparece no requadro final dando a narração uma sequencias de acontecimentos dentro da narrativa O aluno mostrou compreensão e conseguiu formular uma historinha a partir do conteúdo abordado, tendo a criatividade de identificar e colocar cada parte do conteúdo em sua ordem, mostrando ainda que compreendeu como produzir uma tirinha em quadrinho. A tirinha em quadrinho do aluno “F” ilustra a imensidão de astros luminosos (estrelas), utilizando uma linguagem bem mais cotidiana e clara, fazendo uso de complementos visuais. Percebe-se nesse desenho que o aluno foi bem mais tímido na escrita, mas mesmo assim desenvolveu um entendimento do conteúdo conforme ilustra a figura 19. Figura 19 - Um destaque aos Astros luminosos (estrelas) Fonte: Produzida pelo aluno “F” Ressalta-se que foi utilizado, num primeiro momento uma análise das atividades, o conhecimento prévio e o que eles adquiriram em sala de aula sobre o conteúdo abordado. Ao serem analisadas as HQs produzidas pelos discentes, foram observadas que na maioria delas as falas dos personagens foram satisfatórias no decorrer da sequência, pois durante a produção das tirinhas devem-se levar sempre em consideração as dificuldades dos alunos em realizar esse tipo de atividade.
  • 40. 41 Durante a realização da atividade, percebeu-se que as expressões dos desenhos dos discentes foram quase todos motivados pela curiosidade de descobrir algo novo. Mesmo os mais tímidos, foram considerados produtivos e significativos, uma vez que este recurso induziu o aluno a se dedicar com mais esforço na disciplina e assim despertar seu interesse e clareza em abordar conteúdos científicos de forma simples. Por fim, foi possível observar nas tirinhas desenhadas pelos alunos, o estimulo que os mesmos encontraram nessa linguagem quadrinizada para transmitir as mensagens e as particularidades com que eles trabalharam os elementos distintos dessa narrativa (balões de fala, requadros, cores, closes, interpretações, dentre outras). Na opinião de Pillar (1996, p. 28), o desenho é um registro de tudo que é significativo para a criança, constituindo sua primeira linguagem gráfica na comunicação de experiências, pensamentos, alegrias, etc.. Na fase do questionário a aplicação se deu baseada nos objetivos sugeridos inicialmente e nas questões abordadas para a investigação, mostrando os resultados alcançados obtidos através da pesquisa de campo, que na visão de Minayo (1994, p. 54), para alcançarmos sucesso na pesquisa de campo, inicialmente, “devemos buscar uma aproximação com as pessoas da área selecionada para o estudo”, pois segundo o mesmo autor “o recorte que o pesquisador faz em termos de espaço, representando uma realidade empírica a ser estudada a partir das concepções teóricas que fundamentam o objeto da investigação” (p.53). Isso significa dizer que é a seleção de uma determinada área para ser trabalhada a análise da pesquisa. Desse modo, contamos com um coletivo de discentes bastante variados, com idade entre 11 e 20 anos, do sexo masculino e feminino. Sucessivamente, questionou-se, num total de vinte educandos, se eles acham que a ferramenta didática aplicada contribuiu para facilitar o seu aprendizado na aula ministrada sobre “Universo”. Todos responderam “sim”. A análise desse resultado obtido veio tornar mais sólida acerca das questões que as HQs trazem como facilitador no aprendizado dos discentes na sala de aula. Dessa forma, elas são consideradas como uma categoria cultural em sua grande maioria, bastante estimada e podendo ser considerada uma boa ferramenta no método de ensino/aprendizagem de Ciências Naturais. De acordo com Brito e Costa (2010, p. 500), através dessas práticas na sala de aula os docentes “[...] podem influenciar
  • 41. 42 significativamente a trajetória escolar dos alunos, contribuindo para o sucesso escolar, especialmente daqueles com maiores dificuldades educacionais”. Em seguida, questionou-se aos discentes, ao observar o diálogo na tirinha em quadrinho, se eles compreenderam de quais Astros os personagens estavam se referindo. Podemos observar o diálogo dos dois personagens na tirinha em quadrinhos sobre os Astros na figura 20. Figura 20 - Através do diálogo na tirinha em quadrinho abaixo, você compreendeu de quais Astros os personagens estão se referindo? Fonte: Livro didático 5º ano do ensino fundamental ‘Coleção Araribá’ Através da observação dos discentes os resultados do diálogo na tirinha em quadrinhos sobre os Astros estão ilustrados na figura 21. Figura 21 - O diálogo na tirinha em quadrinho sobre Astro Fonte: Elaborada pela autora com base nos resultados do questionário 2% 98% O diálogo na tirinha em quadrinho sobre os Astros Sim Não
  • 42. 43 E com esse resultado obteve-se 98% de acertos dos discentes respondendo que o diálogo da tirinha quadrinizada se tratava das estrelas e apenas 2% não conseguiram bons êxitos. Através da leitura da tirinha quadrinizada foi possível para os discentes darem a resposta, pois, na visão de Costa (1987, p.71): “O indivíduo expressa e interpreta significados subjetivos e na medida em que a comunicação é bem sucedida, os participantes estabelecem um significado intersubjetivo, ou seja, aquele que o discurso tem para eles”. E com isso os discentes interpretam a fala e a imagem dos personagens de um modo divertido dentro do entendimento que é mencionado dentro do quadrinho. No mesmo questionamento perguntou-se aos discentes de quais Astros os personagens do quadrinho estavam falando. A maioria dos discentes foi relevante em suas respostas e entendeu a mensagem apoiada em uma série de reflexões anteriores realizadas após a intervenção docente. No questionamento seguinte questionou-se de quais astros os personagens dos quadrinhos estavam falando. Os resultados indicaram que 90% dos educandos disseram que se tratava das estrelas, 5% disseram que o dialogo dos personagens era sobre cometa, e 5% disseram que era sobre satélite. A resposta está ilustrada na figura 22. Figura 22 Qual seria esse Astro que os personagens estão falando? Fonte: Elaborada pela autora com base nos resultados do questionário Observa-se que dos 20 educandos, 18 responderam que se tratava das estrelas, sendo que um deles disse se tratar de um satélite e outro disse que era um cometa. Mesmo as respostas não sendo cem por cento corretas, as mesmas reforçam que o uso de HQs garante um melhor entendimento do conteúdo estudado que de acordo com o 5% 86% 9% Qual seria esse Astro que os personagens estão falando Satélites Estrelas Cometas
  • 43. 44 pensamento de Cachapuz (2000. 79p.), “[...] O aluno tem de passar a desempenhar papéis que o conduzem a atitudes de responsabilidades partilhada e cooperativa, que lhes permitem valorizar as suas capacidades de intervenção e de assumir vários papéis ao longo do trabalho investigativo”. Na pergunta consequente, foi questionado o que lhe chamava mais atenção quando eles liam uma história em quadrinhos. Observem o resultado conforme a figura 23. Figura 23 - O que chamam mais atenção ao ler uma HQ Fonte: Elaborada pela autora com base nos resultados do questionário Através da leitura quadrinizada o aluno é capaz de perceber que a “língua varia, também os gêneros variam, adapta-se, renovam-se e multiplicam-se” (MARCUSCHI, 2002, p.18). Ressalta-se que os balões são os componentes que mais chamam a atenção dos discentes. Depois dos balões predominam as cores e os personagens o que nos leva a refletir que esses dois elementos também atraem a atenção dos leitos. Em seguida ficaram outros elementos (onomatopeias, linhas cinéticas, desenho/ imagem). Essas questões de múltiplas escolhas foram mencionadas com o propósito de quantificar a crítica deles com relação as argumentação de dialogo dentro dos balões. A pergunta seguinte foi se durante a produção e elaboração das tirinhas quadrinizadas apresentou importância quanto ao seu aprendizado. Os resultados demonstraram que todos os alunos acreditam que as HQs contribuíram muito no aprendizado. Segundo Groensteen (2004, p. 44), “É nas articulações internas em elos de 10% 75% 10% 5% O que chama mais atenção ao ler uma HQs? Os personagens Os balões As cores Outros
  • 44. 45 imagens que se fixa o sentido, jogando o texto, por este ângulo, frequentemente, apenas um papel complementar”. Em seguida ao perguntar se eles tiveram alguma dificuldade durante a elaboração das tirinhas em quadrinhos 80% responderão que não enquanto que 20% tiveram dificuldades. É possível afirmar, nessa perspectiva, que houve uma grande atenção dos alunos aos conteúdos desenvolvidos e trabalhados. Diante disso, simultaneamente a aprendizagem aconteceu de maneira suscetível, facilitando com isso o entendimento e a transmissão do conhecimento através da HQs. Isso foi percebido tanto durante a explicação das aulas, como na ocasião da produção (FIGURA 24). Figura 24 - Ao elaborar as tirinhas quadrinizadas tiveram alguma dificuldade? Fonte: Elaborada pela autora com base nos resultados do questionário Mesmo diante das várias explicações dentro das sincronias conjuntivas de: imagens, textos e sequência de raciocínio; trabalhados juntas nas produções das tirinhas, pode expressar que as respostas dos discentes no processo de aprendizagem foram satisfatórias, uma vez que conseguiram desempenhar um papel de discentes conscientes e produtivos diante da aula práticas, e mediante suas respostas percebe-se que não é necessário aplicar só conteúdos que trabalham com a memorização de conceitos. O autor Vergueiro (2009, p.21) em uma de suas concepções nos mostra que, “as HQs causa motivação dos educandos para o conteúdo das aulas, o ponto de vista de suas curiosidades e estimulando o seu senso crítico”. No mesmo questionamento, os resultados demonstraram que um total de 20% dos alunos tiveram dificuldades em elaborar suas tirinhas quadrinizadas. Isso provavelmente ocorreu pela falta de hábito em utilizar HQs em sala de aula. 20% 80% Ao elaborar as tirinhas quadrinizadas tiveram alguma dificuldade? Sim Não
  • 45. 46 Embora a quarta questão (APENDICE I) tenha confirmado que a participação dos discentes durante a elaboração e produção das tirinhas contribuiu para o aprendizado, foi notável o nível de aproveitamento dos discentes, pois o índice de acertos foi bastante significativo, principalmente nas questões que envolvem a produção dos quadrinhos e a importância para o aprendizado dos mesmos. Isso só alavanca o quanto é preciso inserir no dia a dia dos discentes aulas práticas através de diferentes ferramentas. Por fim, dentro desse mesmo questionamento, dos 20% dos discentes que tiveram dificuldades em elaborar suas tirinhas quadrinizadas, foi perguntado se sua dificuldade era em: escrever a historinha baseada na aula; montar a sequência dos acontecimentos; desenhar a história em quadrinho (HQs). Dos 25 discentes, 20% deles tiveram dificuldades em montar a sequência dos acontecimentos, os 80% não sentiram dificuldades. Apesar de terem produzido suas próprias tirinhas alguns tiveram dificuldades em montar a sequência dos acontecimentos. Talvez isso tenha ocorrido, provavelmente, pelo fato de eles não terem o conhecimento necessário quanto às estruturas dos quadrinhos. Nesse sentido, pode-se dar mais ênfase quanto à importância de ensinar aos discentes como se estrutura uma HQs no qual está sendo trabalhado, para que eles adquiram nas aulas de Ciências uma melhor compreensão dos mesmos, e que criem possibilidades de desenvolver suas capacidades de produção do gênero em questão.
  • 46. 47 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS A pesquisa teve como proposta analisar com o desenvolvimento e utilização de recursos didáticos nas aulas de Ciências vem sendo aplicados na escola municipal de ensino fundamental ‘Nossa Senhora do Rosário’ localizada na cidade de Pombal PB. As HQs são de suma importância quando bem utilizadas no processo de ensino/aprendizagem, por esse motivo, buscou-se nessa investigação introduzir essa prática nas aulas de Ciências, com a finalidade de mostrar que o gênero textual HQs podendo se transformar em uma ferramenta eficiente para o sistema de aprendizagem dos discentes. A investigação evidenciou que, embora nunca tendo participado de atividades práticas na produção de quadrinhos, os discentes se mostraram motivados, interessados e curiosos durante a realização das fases da pesquisa, de forma que a ferramenta HQs contribuiu para facilitar o aprendizado durante as aulas aplicadas. Resultados evidenciaram que 98% dos discentes demonstraram entender o tema proposto através das HQs; 75% afirmaram que os balões eram atrativos e apenas 20% não conseguiram elaborar as tirinhas quadrinizadas. Diante dessa investigação, pode-se considerar que a ferramenta didática HQs oferece um maior sentido à aprendizagem dos educandos e contribui de forma positiva para a construção da formação científica de forma evolutiva e criativa. As HQs tem se tornado ao longo do seu desenvolvimento uma importante aliada no decorrer do processo de ensino/aprendizagem, onde através dela os discentes ampliam suas habilidades de acordo os fatos ocorridos de sua realidade vivenciada. Ficou constatado que os educando gostaram das HQs, e que as mesmas foram essenciais para produção com qualquer expressão textual. Além disso, na produção das atividades práticas, os educandos conseguiram evoluir bem as argumentações aplicadas, e com isso conseguiram assimilar com maior facilidade o conteúdo abordado. Contudo, as HQs não só pode facilitar o processo de ensino aprendizagem, mas também ser uma aliada de grande importância no cotidiano escolar e o educador deve se adequar às atividades de acordo com sua realidade em sala de aula, inovando e aprimorando com criatividade e podendo sempre utilizar as HQs como uma inacabável modalidade de informações e conceitos.
  • 47. 48 REFERÊNCIAS ACEVEDO, Juan. Como fazer história em quadrinhos. São Paulo: Global, 1990, 38p. ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 2001, p.158. ARAÚJO de, J. C.; COSTA de, M. A.; COSTA de, E. V. A Margem - Estudos, Uberlândia - MG, 2008, p.8-29. BARBOSA, A.M.T.B. A imagem no ensino da arte: anos oitenta e novos tempos. São Paulo: Perspectiva; Porto Alegre: Fundação IOCHPE, 1991, p.27. BEZERRA, Holien Gonçalves. Ensino de História: conteúdos e conceitos básicos. In KARNAL, Leandro (org.). História na sala de aula. SP: Contexto, 2003, p.44. BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa/Secretaria de educação Fundamental. - Brasília: Ministério da Educação. 1997, p.144. BRASIL. MEC. PCN+ Ensino Médio – Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais – Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. Secretaria de Educação Básica. – Brasília: MEC/SEF, 2000. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/CienciasNatureza.pdf> Acesso em 04 de mar.2014. Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Língua Portuguesa /Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: Ministério da Educação. 1997, p. 441. BRASIL, LEI 9394, de 20/12/96 IN Diário Oficial de 23/12/96. BACHELARD, G. A poética do espaço. 7ª tiragem. Tradução de Antônio de Pádua Danesi. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p. 12 (Coleção Tópicos, 1 ed. 1989). BRITO, M. S. T.; COSTA, M. Práticas e percepções docentes e suas relações com o prestígio e clima escolar das escolas públicas do município do Rio de Janeiro. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 15, n.45, p. 500-510, set./dez. 2010. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbedu/v15n45/08.pdf>. Acesso em: 14 de abr.2014 COELHO, Nelly Novaes. Panorama Histórico da Literatura Infantil/Juvenil. 4. ed. São Paulo: Ática, 1991, p251-242. CALAZANS, F. M. de A. História em quadrinhos na escola São Paulo: Paulus, 2004, p.17.
  • 48. 49 COSTA, Daniel N. Martins da. Por que ensinar Língua Estrangeira na escola de 1°grau. São Paulo: EPU, 1987, p.71. CACHAPUZ, A. A formação de professores de Ciências. Perspectivas do Ensino. Centro de Estudos de Educação em Ciências. 2000, p.79. CARUSO, F.; DE CARVALHO, M.; SILVEIRA, M.C. Uma proposta de ensino e divulgação de Ciências através dos quadrinhos. In: ICSU CONFERENCE ON SCIENCE AND MATHEMATICS EDUCATION. 2002. Rio de Janeiro: International Council on Science (ICSU) e Academia Brasileira de Ciências. set. 2002. EGUTI, Claricia Akemi. A Representatividade da oralidade nas Histórias em Quadrinhos. 2011. p 45(Dissertação Mestrado) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas 2001. EISNER, W. Narrativas gráficas. 1ª Edição. São Paulo. Devir Livraria, 2005, p. 6-10. ____________. Quadrinhos e arte sequencial. São Paulo: Martins Fontes, 1999, p.25. ____________. Quadrinhos e arte sequencial: a compreensão e a prática da forma de arte mais popular do mundo. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999. 5-16-25-26- 28-41 p, il. Tradução de: Comics and sequencial art. ____________. Quadrinhos e Arte sequencial. São Paulo: Martins Fonte, 1989, p.28. FARINA, Modesto. Psicodinâmica das cores em comunicação. 4. ed. São Paulo: Edgar Blücher, 1994, 26p.GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas, 1999, p.128. GIL, Antonio Carlos. Métodos e Técnicas em Pesquisa Social. 5.ed. São Paulo: Atlas, 1999, p.128. <http://www.dicionariodoaurelio.com/dicionario.php?P=Industria > Acesso em: 17 fev.2014. <http://www.dicionariodoaurelio.com/dicionario.php?=Comercio > Acesso em: 17 fev.2014. <http://www.dicionariodoaurelio.com/dicionario.php?P=Servico > Acesso em: 17 fev.2014. GROENSTEEN, Thierry. História em quadrinhos: essa desconhecida arte popular. João Pessoa: Marca de Fantasia, 2004, 44p. GROENSTEEN, Thierry. Historia em Quadrinhos: essa desconhecida arte popular. João Pessoa: Marca de fantasia, 2004, p.44. HAMZE, Amélia. História em quadrinhos e os Parâmetros Curriculares Nacionais. São Paulo. 2008, p. 1. Disponível em: <http://educador.brasilescola.com/trabalho- docente/historia-quadrinho.htm> Acesso em: 17 fev.2014. INÁCIO, Cleoni Fanelli. Na escola com as histórias em quadrinhos. v. 9, n. 26 (2003). Disponível em:
  • 49. 50 <http://revcom.portcom.intercom.org.br/index.php/Comedu/article/view/4551/4274>. Acesso em: 17de fev.2014. LUYTEN, Sonia M. Bibe. O que é história em quadrinhos. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1987, p18. LEWONTIN, R. C. Biologia como Ideologia – A Doutrina do DNA. Ribeirão Preto: Funpec, 2000, p.7-21. LINSINGEN, L.; v. Mangás e sua utilização pedagógica no ensino de ciências sob a perspectiva CTS. Ciência & Ensino, Campinas, v. 1, número especial, 1-9p. Novembro, 2007. LÜDKE, Menga; ANDRÉ, Marli E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986, p.17. McCLOUD, Scott. Desvendando os Quadrinhos. São Paulo: MBooks do Brasil, 2005, p.3. MARTINS, Silvane Aparecida de Freitas. Histórias em Quadrinhos: Um convite Para a iniciação do leitor. In: I SIMPÓSIO CIENTÍFICO-CULTURAL, 2004. Anais. Paranaíba: UEMS, 2004, p. 23-53-93-102. MINAYO, M. C. de S. (Org.). Pesquisa social: teoria método e criatividade. 17ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994, p.50-54. MARCUSCHI, L.A.Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: DIONíSIO, A. P. et al. (Orgs.). Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002, p. 19-36. NOGUEIRA, N. A. S. Aprendendo história através das HQs: experiências e considerações. 2009, p1. Disponível em: < http://pt.scribd.com/doc/12794646/Aprendendo-Historia-atraves-das-HQs > Publicado em 25 fev. 2009. (Acesso em 14 abr.2014). PRIBERAM. Dicionário da língua portuguesa. Disponível em: <http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=quadrinhos> Acesso em: 05 abr. 2014. PILLAR, A. D. Desenho e escrita como sistemas de representação. Porto Alegre, RS: Artes Médicas, 1996ª, 28 p. PIZARRO, M. V.; JUNIOR, J. L. A história em quadrinhos como recurso didático no ensino de indicadores da alfabetização científica nas séries iniciais. VII Encontro Nacional Em Educação em Ciências, Florianópolis, 2009. PIZARRO, M. V. História em Quadrinhos: a Turma da Mônica como recurso didático à prática pedagógica do professor da 3ª série do ensino fundamental. (Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Bauru). 2005, p.45. Disponível em <http://aveb.univap.br/opencms/opencms/sites/ve2007neo/p BR/imagens/27-06- 07/Escola/trabalho_85_anax20carolina_anais.pdf >Acesso em: 05 abr. 2014.
  • 50. 51 REIS, M. S. A.; CICILLINI, G. A. As relações entre ciência-tecnologia-sociedade e sua abordagem em livros paradidáticos. In: MOREIRA, Marco Antonio; TOIGO, Adriana M.; GRECA, Ileana; COSTA, Sayonara S. C.; ABS, Carolina. Atas do III ENPEC. Atibaia, nov. 2001. 4 p. RAMOS, Paulo. A linguagem dos quadrinhos. São Paulo: Contexto. 2009, p.81-118. _____________. A leitura dos quadrinhos. 1 reimpr. São Paulo: Editora Contexto, 2010a. SILVA, J. N. HQ nos livros didáticos. In: LUYTEN, S. M. B. (org.). História em Quadrinhos – Leitura Crítica. São Paulo: Edições Paulinas, 1983, p. 60. VERGUEIRO, W., & SANTOS, R. E. (2006). A pesquisa sobre histórias em quadrinhos na Universidade de São Paulo: análise da produção de 1972 a 2005. Disponível em:<http://www.unirevista.unisinos.br/_pdf/UNIrev_VergueiroSantos.PDF> Acesso em: 05 abr. 2014. ____________. W. A linguagem dos quadrinhos: uma― alfabetização‖ necessária. In: RAMA, Angela; VERGUEIRO, Waldomiro. (Org.). Como usar as historia em quadrinhos na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2007. 24p. ____________. W. Uso das HQ no ensino In:_____(Org.), Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2004, p 7-9-39. ____________.W. RAMOS, P. apresentação. In____ (orgs.). Quadrinhos na educação: da rejeição à prática. São Paulo: Contexto, 2009, p.07-54. VERGUEIRO, Waldomiro. Quadrinhos na educação. São Paulo: Contexto. 2009, p.21.
  • 52. 53 Apêndice A Escola:________________________________________________________________ Turma (Série): ________________________Idade: ______ Sexo: ( ) Feminino ( ) Masculino Data:____/____/_____ QUESTIONÁRIO 1) Você acha que a ferramenta didática história em quadrinhos (HQs) contribuiu para facilitar o seu aprendizado na aula ministrada sobre Universo? Sim (X) Não ( ) 2) Ao observar o diálogo na tirinha em quadrinho abaixo, você compreendeu de quais Astros os personagens estão se referindo? Sim ( ) Não ( )
  • 53. 54 a) Qual seria esse astro que os personagens estão falando? ( ) planetas ( ) estrelas ( ) lua ( ) cometas ( ) satélites 3) O que lhe chama mais atenção quando você ler uma história em quadrinhos? ( ) os personagens ( ) os balões ( ) as cores ( ) outros 4) A sua participação durante a produção e elaboração das tirinhas quadrinizadas teve alguma importância para o seu aprendizado? ( ) Sim ( ) Não 5) Durante a elaboração das tirinhas quadrinizadas você teve alguma dificuldade? ( ) Sim ( ) Não Se sim, qual? ( ) Escrever a historinha baseada na aula ( ) Montar a sequência dos acontecimentos ( ) Desenhar a história em quadrinho (HQs)