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sustentabilidade
U4
POLUIÇÃO AQUÁTICA
A água é utilizada pelo homem para satisfazer as suas
necessidades metabólicas e em quase todas as suas atividades. É
um recurso indispensável à existência da Vida na Terra.
A poluição da água consiste em qualquer alteração física, química
ou biológica da qualidade da água que a torna imprópria para
consumo ou causa danos aos organismos vivos.
Água – recurso vital
Estima-se que entre 2000 e
2054 a população humana
aumente em cerca de 42
milhões de pessoas, o que
levará a uma maior pressão
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Água – recurso vital
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necessária ao fabrico de
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Poluição das águas Página 90
CAUSAS DA POLUIÇÃO DA ÁGUA
Poluentes físicos – descargas de água aquecida
proveniente de circuitos de refrigeração de certas
fábricas, centrais térmicas e nucleares.
Poluentes biológicos – como vírus, bactérias e
outros microrganismos nocivos à saúde.
Poluentes químicos – como nitratos e fosfatos
provenientes do sector agrícola, detergentes e
materiais orgânicos oriundos dos centros urbanos,
de áreas agrícolas e de unidades de criação de
gado e de certas indústrias, petróleo (marés
negras).
Partículas em suspensão – sedimentos
provenientes, por exemplo da erosão.
Poluição aquática
A poluição aquática pode sentir-se ao nível de:
 Linhas de água superficiais (rios e ribeiros)
 Linhas de água superficiais (lagos e lagoas)
 Oceanos
 Águas subterrâneas
Para avaliar a qualidade da água tem-se em
conta vários parâmetros:
 a presença de bactérias Coliformes fecais
(Escherichia coli)
 a quantidade de matéria orgânica
biodegradável
Qualidade da água e oxigénio
dissolvido
CBO – Carência Bioquímica de Oxigénio
A quantidade de oxigénio dissolvido na água que as
bactérias decompositoras necessitam para degradar a
matéria orgânica de um determinado volume de água
durante um período de incubação. Geralmente, utiliza-
se um período de 5 dias, a 20ºC.
Qualidade
da água
Oxigénio dissolvido
DBO - Demanda biológica de oxigénio
Poluição num curso de água
Página 93
 Consumo de oxigénio
Matéria orgânica
Poluição num curso de água
Carência Bioquímica de oxigénio
CBO
Poluição num curso de água
Consequências da descarga
orgânica num curso de
água
O tempo e a distância
necessária para a
recuperação de uma linha
de água depende das
dimensões da descarga, do
volume, da corrente de
água, da temperatura e do
pH da água
Eutrofização
A eutrofização é um processo com
origem natural ou antrópica em
que há um aumento da
produtividade primária nos ambientes
aquáticos devido a algas e outros
organismos infestantes, como resultado
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Eutrofização natural
Eutrofização natural
Verifica-se durante a evolução dos ecossistemas, ao
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 É o fenómeno pelo qual a
água é enriquecida por
nutrientes diversos,
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nitrogenados e fosfatados.
 A eutrofização resulta da
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utilizados na agricultura
ou da adição excessiva na
água de lixo e esgotos
domésticos, além de
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diversos.
Eutrofização cultural
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aderentes às rochas
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Eutrofização cultural
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submersa fica na
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Tratamento de águas residuais
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bactérias aeróbias ou anaeróbias eliminam até 90% da matéria
orgânica dissolvida. As bactérias decompositoras podem ser
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51.3.poluição e degradação de recursos2011.iiip.aqua.trata.residuos

  • 1. Biologia 12º ano maio 2013 Leonor Vaz Pereira Poluição e degradação de recursos – Parte III TEMA 5 PRESERVAR E RECUPERAR O MEIO AMBIENTE
  • 2. Que soluções para o efeito da atividade humana sobre o ambiente? Situação Problemática Que atividades humanas tem contribuído para a contaminação do planeta? Quais os principais contaminantes do ar, água e solo? Quais os impactes ao nível dos ecossistemas e da saúde? Capítulo 2. Crescimento da população humana e sustentabilidade Capítulo 1.1. Contaminantes da atmosfera, do solo e da água e seus efeitos fisiológicos Porque é que as águas residuais são um dos principais fatores de contaminação? Como diminuir os impactes da atividade humana? De que modo se podem controlar as emissões gasosas? Capítulo 1.2. Tratamento de resíduos Que fatores tem condicionado o desenvolvimento da população humana ao longo do tempo Quais as consequências da explosão demográfica para a qualidade de vida? Quais as consequências da explosão demográfica para o meio ambiente O nível de desenvolvimento condicionará o seu crescimento? Implica domínio das temáticas Reprodução e manipulação da fertilidade U1 Património genético e alterações do material genético U2 Imunidade e controlo de doenças U3 Produção de alimentos e sustentabilidade U4
  • 3. POLUIÇÃO AQUÁTICA A água é utilizada pelo homem para satisfazer as suas necessidades metabólicas e em quase todas as suas atividades. É um recurso indispensável à existência da Vida na Terra. A poluição da água consiste em qualquer alteração física, química ou biológica da qualidade da água que a torna imprópria para consumo ou causa danos aos organismos vivos.
  • 4. Água – recurso vital Estima-se que entre 2000 e 2054 a população humana aumente em cerca de 42 milhões de pessoas, o que levará a uma maior pressão sobre os recursos da água doce.
  • 5. Água – recurso vital Quantidade de água necessária ao fabrico de certos produtos agrícolas e determinados bens de consumo frequentes nas sociedades modernas Uso da água no planeta entre 1900 e 2000.
  • 6. Poluição das águas Que atividades humanas intervêm na contaminação das águas? Página 90
  • 8. CAUSAS DA POLUIÇÃO DA ÁGUA Poluentes físicos – descargas de água aquecida proveniente de circuitos de refrigeração de certas fábricas, centrais térmicas e nucleares. Poluentes biológicos – como vírus, bactérias e outros microrganismos nocivos à saúde. Poluentes químicos – como nitratos e fosfatos provenientes do sector agrícola, detergentes e materiais orgânicos oriundos dos centros urbanos, de áreas agrícolas e de unidades de criação de gado e de certas indústrias, petróleo (marés negras). Partículas em suspensão – sedimentos provenientes, por exemplo da erosão.
  • 9. Poluição aquática A poluição aquática pode sentir-se ao nível de:  Linhas de água superficiais (rios e ribeiros)  Linhas de água superficiais (lagos e lagoas)  Oceanos  Águas subterrâneas Para avaliar a qualidade da água tem-se em conta vários parâmetros:  a presença de bactérias Coliformes fecais (Escherichia coli)  a quantidade de matéria orgânica biodegradável
  • 10. Qualidade da água e oxigénio dissolvido CBO – Carência Bioquímica de Oxigénio A quantidade de oxigénio dissolvido na água que as bactérias decompositoras necessitam para degradar a matéria orgânica de um determinado volume de água durante um período de incubação. Geralmente, utiliza- se um período de 5 dias, a 20ºC. Qualidade da água Oxigénio dissolvido DBO - Demanda biológica de oxigénio
  • 11. Poluição num curso de água Página 93
  • 12.  Consumo de oxigénio Matéria orgânica Poluição num curso de água
  • 13. Carência Bioquímica de oxigénio CBO Poluição num curso de água
  • 15. O tempo e a distância necessária para a recuperação de uma linha de água depende das dimensões da descarga, do volume, da corrente de água, da temperatura e do pH da água
  • 16. Eutrofização A eutrofização é um processo com origem natural ou antrópica em que há um aumento da produtividade primária nos ambientes aquáticos devido a algas e outros organismos infestantes, como resultado do enriquecimento da água em nutrientes, nomeadamente azoto e fósforo.
  • 18. Eutrofização natural Verifica-se durante a evolução dos ecossistemas, ao longo de grandes períodos de tempo, como parte do processo natural de sucessão ecológica. Página 94
  • 19. Eutrofização cultural  É o fenómeno pelo qual a água é enriquecida por nutrientes diversos, principalmente compostos nitrogenados e fosfatados.  A eutrofização resulta da lixiviação de fertilizantes utilizados na agricultura ou da adição excessiva na água de lixo e esgotos domésticos, além de resíduos industriais diversos.
  • 20. Eutrofização cultural Ecossistema fluvial com reduzido arrastamento de sedimentos O mesmo ecossistema com arrastamento de muitos sedimentos Muitos sítios de descanso e refúgio para animais Enterramento dos sítios de refúgio A argila em suspensão impede a passagem de luz Desaparecimento de quase todos os organismos Arrastamento dos organismos aderentes às rochas A luz que penetra permite a fotossíntese das plantas e algas com manutenção das cadeias alimentaresBactérias, protozoários e larvas de insectos aderem às rochas
  • 22. Eutrofização cultural Água clara A luz penetra Vegetação aquática no fundo Fitoplâncton reduzido Poucos nutrientes
  • 23. Eutrofização cultural Água turva A vegetação submersa fica na obscuridade Abundância de fitoplâncton e de nutrientes
  • 24. Eutrofização cultural Os decompositores alimentam-se de detritos Esgotamento do oxigénio dissolvido Peixes e moluscos sufocam e morrem A vegetação submersa fica na obscuridade Abundância de nutrientes e crescimento rápido do fitoplâncton Acumulação de detritos e organismos mortos
  • 25. Eutrofização cultural O excesso de nitratos e fosfatos (fertilizantes) na água provoca a proliferação de cianobactérias, algas e jacintos de água. Como consequência, verifica-se uma diminuição da luminosidade e desaparece a vegetação aquática submersa. É consequência da ação antrópica e ocorre, geralmente, em lagos e albufeiras, junto a zonas urbanas ou agrícolas.
  • 26. Eutrofização cultural A morte destes organismos e a sua decomposição por bactérias aeróbias reduz a concentração de oxigénio dissolvido. Os peixes e os moluscos morrem por asfixia. Proliferam bactérias anaeróbias que produzem tóxicos (metano e sulfureto de hidrogénio) com mau cheiro.
  • 28. Poluição em águas subterrâneosPágina 95
  • 30. Soluções para a poluição aquática
  • 31. Tratamento de águas residuais ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTOS
  • 32. Tratamento de águas residuais Águas residuais – águas que foram utilizadas em atividades domésticas, industriais ou agrícolas e que contém uma grande variedade de resíduos. Estação de tratamento de águas residuais (ETAR) – nestas estações, as águas residuais são sujeitas a tratamentos que removem os poluentes e o efluente final é devolvido ao ambiente. Página 102
  • 33. Tratamento de águas residuais FOSSA SÉPTICA
  • 34. Tratamento de águas residuais ETAR’s Página 103
  • 35. Tratamento de águas residuais ETAR’s Tratamento preliminar – nesta primeira fase há a remoção e desintegração dos sólidos de maiores dimensões. Tratamento primário – processo mecânico que remove materiais sólidos de maiores dimensões por filtração, e matéria sólida em suspensão, por decantação.
  • 36. Tratamento de águas residuais ETAR’s Tratamento secundário – processo biológico, durante o qual bactérias aeróbias ou anaeróbias eliminam até 90% da matéria orgânica dissolvida. As bactérias decompositoras podem ser incluídas em lamas ativadas. Que são misturadas com as águas resultantes do tratamento primário, ou podem recobrir um leito de gravilha sobre o qual passa a água (tanques de percolação). Ao tratamento secundário segue-se uma nova decantação.
  • 37. Tratamento de águas residuais Tratamento terciário ou avançado – tratamento físico ou químico destinado a remover poluentes específicos. Nem sempre é utilizado, uma vez que é muito dispendioso. Antes de ser devolvida ao ambiente, a água é desinfetada com cloro ou radiações ultravioleta para matar organismos patogénicos eventualmente existentes. As lamas, que resultam da decantação nos tratamentos primário e secundário, são sujeitas a compostagem e podem ser utilizadas como fertilizante. O biogás, produzido por bactérias anaeróbias durante o tratamento secundário ou a compostagem de lamas, pode ser aproveitado como fonte de energia.
  • 38. Tratamento de águas residuais
  • 39. Tratamento de águas residuais
  • 40. Tratamento de águas residuais
  • 41. “Programas de Proteção de Recursos Hídricos não devem considerar o corpo d’água isoladamente”
  • 42. FOSSAS, SUMIDOUROS, VALAS DE INFILTRAÇÃO, LAGOAS DE ESTABILIZAÇÃO - devem ficar a uma distância de, no mínimo, 1,50 m do nível máximo do lençol freático FOSSAS SECAS - devem distar, no mínimo, 15 metros de poços e de mananciais superficiais SUMIDOUROS E VALAS DE INFILTRAÇÃO - devem ficar a, no mínimo, 20 metros de poços e de outros mananciais ATERROS SANITÁRIOS, LAGOAS DE ESTABILIZAÇÃO - devem ter distância satisfatória (no mínimo 500 metros) de poços e de recursos hídricos superficiais