SlideShare uma empresa Scribd logo
HISTÓRIA DO CRISTIANISMO 4ª AULA
O cristianismo do ano 70 ao 300
OBJETIVO
Primeiras igrejas, primeiras heresias
EBD - ESCOLA BÍBLICA DISCIPULADORA - 2017
Prof. Francisco Tudela
O Valor da História do cristianismo
• A História do cristianismo como uma síntese.
• A História do cristianismo como um auxílio para a compreensão do presente.
• A História do cristianismo como um guia
Conhecendo os erros do passado, evitamos repeti-los (1 Co 10.6,11). Ex.:
Novas seitas geradas a partir de heresias antigas, antissemitismo, relação
Igreja-Estado, perseguição dos dissidentes, ...
• A História do cristianismo como uma força motivadora
• A História do cristianismo como uma ferramenta prática
• A História do cristianismo como força libertadora
CONHECENDO A CLASSE: ALUNOS E PROFESSOR
Há quem:
• Veja o Deus no At como ciumento e arbitrário, pois, escolheu um povo acima dos
demais e sempre está conferindo quem o desobedece para tomar vingança.
• Afirme que Deus no AT é um Deus de justiça (está ali para punir).
• Diga que Deus no AT é perverso pois mata até crianças. Ex 12.12
• Veja Deus no NT como Pai dos cristãos que é amoroso, não requer nada de nós,
antes nos dá tudo, inclusive a salvação e gratuitamente.
1) Você acha que o Deus apresentado no AT é outro Deus do apresentado no NT?
Dt 32.39 Vejam agora que eu sou o único, eu mesmo. Não há deus além de mim. Faço
morrer e faço viver, feri e curarei, e ninguém é capaz de livrar-se da minha mão.
1 Tm 2.5 Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo
Jesus.
Mt 28.19 Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do
Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Há quem tenha as seguintes visões possíveis:
1- Há três deuses independentes;
2- Há apenas um Deus que aparece e opera em três modos;
3- Há apenas uma Pessoa que é Deus e Cristo foi sua primeira criação;
4- Há uma Divindade existindo em três Pessoas
2) Como você acha que Deus é?
TEMÁTICAS DESTA AULA
1. Dificuldades nas primeiras igrejas
2. Primeiras heresias
O QUE ACONTECEU NO PRIMEIRO SÉCULO?
• OS ESCRITOS DO NOVO TESTAMENTO SÃO COMPILADOS.
• O CRISTIANISMO SE ESPALHA.
• O INÍCIO DAS PERSEGUIÇÕES.
Os ensinos de Jesus são coletados e preservados.
Os escritos do Novo Testamento são completados.
Uma nova geração de líderes sucede aos apóstolos.
Apesar disso, a expectativa de que o senhor voltará a qualquer momento continua
em alta. “O fim está perto”.
O evangelho é levado a uma grande parte do mundo conhecido do império
romano, e até para regiões além deste.
DETALHANDO UM POUCO MAIS…
Igrejas locais começaram nas sinagogas judaicas em todas as partes do império.
O cristianismo era visto, em princípio, como parte do judaísmo.
A seguir a igreja passa por uma forte crise para entender a si mesma como uma fé
universal e como relacionar-se com as suas raízes judaicas.
No ano 70, quando os judeus se rebelaram contra a autoridade romana, os cristãos
não tomaram parte na revolta e se mudaram para Pella na Jordânia.
RUÍNAS DE PELLA NA ATUALIDADE
9
FATOS EM DESTAQUE NESTE PERÍODO
1. O incêndio de Roma que devastou 10 dos seus 14 bairros no ano 65.
Nero é acusado pelo povo de ser o seu autor e lançou a culpa sobre os cristãos.
Inicia-se a 3ª perseguição, até o ano 68, e morrerão, entre outros, Pedro e Paulo.
2. A revolta em Jerusalém que levou à sua destruição em 70.
Com o fim do templo judaico ocorre a separação definitiva entre cristãos e
judeus e cristianismo e judaísmo tornam-se religiões distintas.
Os Remorsos de Nero após matar sua
mãe, por John W. Warterhouse, 1878
Do Templo restou uma parede: O Muro das Lamentações.
Roma reagiu em 67 e matou 40 mil judeus, (talvez neste ano tenha morrido Paulo).
Em 70 o general Tito ataca Jerusalém arrasa tudo: a cidade e o Templo de Salomão.
Onde fora o Templo de Salomão foi construído, em 688, um santuário islâmico,
sobre a rocha onde Abraão sacrificaria seu filho Isaac, que para o Islã teria sido o
lugar de partida de Maomé na viagem aos céus.
Em 1993 a cúpula foi pintada de ouro.
16.16-18 ...você é Pedro - Jesus mudara o nome de Simão para Pedro (Mc 3.16),
que significa pedra - e agora o justifica:
O Pai revelara a Pedro que Jesus é o Cristo filho do Deus vivo, e sobre esta pedra,
isto é, esta convicção de que “Tu és o Cristo”, será edificada a igreja.
O início da construção da igreja de Jesus se dá dentro de cada homem que crê
tal como Pedro creu.
“Eu te digo que tu és Pedro (Petros), e sobre esta pedra (Petra) edificarei a minha
Igreja (Ekklesia) , e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;”
Petros = Pedra móvel, pedra pequena.
Petra = Rocha grande e firme.
ANÚNCIO DA IGREJA -
Mateus 16.18
O que é a Igreja?
12
Igreja é uma palavra de origem grega, escolhida pelos autores da Septuaginta para
traduzir o termo hebraico usado pelos judeus para designar a assembleia geral.
No contexto bíblico, o termo igreja designa uma reunião de pessoas: Mt 18.17 ”Se
ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a
igreja, trate-o como pagão ou publicano.”
13
IGREJA - conceito
Ekklesia
É um termo no grego clássico composto de dois vocábulos:
“ek”- de, para fora,
“kalew”- chamar, convocar.
14
IGREJA - conceito
ek+ kalew
chamarpara fora
Chamados para fora
15
Chamados para fora
No grego
Sair de casa para ir à reunião
16
Chamados para fora
Na igreja
Chamados para fora do mundo
Chamados para fora do domínio do tentador
Chamados para fora do domínio do pecado
Chamados para fora da influência negativa do mundo
Chamados para fora do judaísmo (Representante das religiões!)
17
A vida da Igreja neste período – “Primitiva”
Cada igreja tomava para si a responsabilidade de assistência aos pobres e doentes,
com as ofertas coletadas no culto para este destino.
Os diáconos eram responsáveis por contar as ofertas e distribuí-las aos pobres e
necessitados, enquanto as mulheres ajudavam fazendo roupas (At 9.36).
A igreja não condenou a escravidão, porém minou-a ao lembrar que senhor e
escravo, conversos, eram irmãos.
O convívio entre cristãos e pagãos não foi condenado, no que não fosse prejudicial
aos princípios cristãos (1 Co. 5.10; 10.20-33), porém, Paulo exortou a separação
total de práticas ligadas à idolatria ou imoralidade pagãs e no casamento.
19
Escrevendo nos anos 150, Justino Mártir (pg46) nos dá
uma ideia de como os cristãos se juntavam para adorar:
“No dia chamado pelo nome do sol, ocorre uma reunião de todos
os que vivem nas cidades e no campo.
As memórias dos apóstolos são lidas, assim como os escritos dos
profetas, tanto quanto o tempo permitir.
Quando o leitor termina, o presidente, em seu discurso, admoesta
e insta a todos para que imitem aqueles valiosos exemplos.
Então todos nos levantamos e oramos juntos em voz alta.
Finda a oração, saudamo-nos mutuamente com um beijo.
20
Neste momento, como já citamos, traz-se o pão, com o vinho
misturado à água, para o presidente, que os recebe e ora,
oferecendo “louvor e glória ao Pai do Universo, em nome do
Filho e do Espírito Santo”, dando graças por termos sido
considerados dignos de receber esses dons em nossas mãos.
Quando ele conclui sua orações e ações de graça, o povo
aquiesce dizendo Amém – assim seja.
O pão e o vinho abençoados eram então distribuídos pelos
diáconos, que mais tarde levavam pão e vinho aos que não
tinham podido estar na reunião.
A ninguém é permitido compartilhar a menos que creia
serem verdadeiras as coisas ensinadas e que tenha sido
lavado nas águas que trazem a remissão dos pecados e dão
o segundo nascimento, e viva conforme Cristo nos ordenou.
Pois não os recebemos como pão comum e vinho comum,
mas como Jesus Cristo nosso Salvador.”
21
A forma litúrgica que Justino descreve, centrada na leitura bíblica, no
sermão, nas orações e na comunhão tem permanecido inalterada como
padrão básico do culto para a maioria dos cristãos por 2000 anos.
Os primeiros cristãos oravam em pé.
A prática de ajoelhar-se, que só se tornou comum no século IX, começou
quando as pessoas passaram a se ajoelhar quando o padre pronunciava
as palavras “Este é o meu corpo, este é o meu sangue” na comunhão.
22
O Contexto político
A Igreja estava com 66 anos
Crescera enormemente
Sofrera, sofria e sofreria perseguições tremendas:
1ª Nero (64-67 dC) – Cristãos queimados, crucificados.
2ª Domiciano (95 d.C) 40 mil cristãos torturados e mortos.
3ª Trajano (98 d.C) – 3ª tentativa romana de erradicar a fé cristã.
A IGREJA MOSTRAVA SINAIS DE CORRUPÇÃO E APOSTASIA.
PRIMEIRAS
HERESIAS
1Co 11.19 Pois é necessário que haja divergências entre vocês, para que
sejam conhecidos quais dentre vocês são aprovados.
Nicolaítas – Ap 2.6,15 ; At 6.5
Historiadores como Jerônimo, Epifânio, Teodoreto, Irineu, Hipólito e
Clemente de Alexandria descrevem Nicolau, como um prosélito (judeu
recém convertido) de Antioquia que fora separado para o diaconato.
Nicolau se desviara do evangelho e os que o seguiram foram chamados
de nicolaítas.
Nicolau incentivava uma poligamia diferente, que homens casados
tivessem esposas em comum.
Porém, não há fundamento bíblico para essa tese.
Outra possibilidade, que considero melhor contextualizada, é:
Em hebraico: Nicolau = Vitorioso sobre o povo.
NICOLAÍTA É AQUELE QUE DOMINA SOBRE O POVO.
A doutrina nicolaíta concebeu a ideia de uma casta especial e superior
na Igreja, uma classe entre Deus e o povo: O CLERO.
O clero se caracteriza pela hierarquia eclesiástica.
O que era “fato” em Éfeso, final da era apostólica, se tornou “doutrina”
dois séculos depois em Pérgamo, e na igreja Católica Romana.
H D
EBIONISMO
Nega a Natureza
Divina
H D
DOCETISMO
Nega a Natureza
Humana
H D
H D D
ARIANISMO NESTORIANISMO
EUTIQUIANISMO APOLINARIANISMO
Nega a Natureza
Divina
Nega a União das
naturezas
Nega Haver
Duas Naturezas
Nega o Espírito
Humano
D
H
Os desvios teológicos citados em 1Tm
1.19,20 ocorrem por:
1) Falta de resistência às pressões do
mundo com consequente
endurecimento pelo pecado que afasta
a pessoa da fé.
2) Aceitar teologias diferentes dos
ensinos de Jesus.
Deles surgiram as FALSAS CONCEPÇÕES
CRISTOLÓGICAS, o liberalismo, a
teologia da libertação, etc...
Em grego, aparência = dokesis  Docetistas = aqueles que acreditam que o corpo
humano de Cristo era só aparente.
Jesus era a divindade fantasiada de homem, Cristo era o verdadeiro Deus mas não
um verdadeiro homem. (1Jo 1.1; 4,2e3)
Ou Cristo-espírito habitou o Jesus-humano após seu batismo, e o deixou antes
da morte na cruz.
Ou JESUS não era humano, parecia sê-lo, seu corpo era uma ilusão e somente
“parecia” que Cristo tinha sido crucificado.
Jesus (o homem) morreu, mas Cristo (o messias) não morreu.
Como o corpo é um invólucro para o espírito, nada que se faz com o corpo afeta
o espírito, logo quem está salvo não tem mais nenhum pecado.
O corpo é a sede do pecado e do mal.
DOCETISMO: Negam a encarnação (Deus fez-se
homem) pois ser morto na Cruz é escandaloso
EBIONISTAS
Eram judeus cristãos, no ano 107, e criam que Jesus foi o
homem que, havendo cumprido plenamente a vontade de
Deus, alcançou um estreito relacionamento com Deus e se
tornou o Messias após ser batizado.
Para eles a Lei estava em vigor e a salvação dependia
exclusivamente da sua observância.
MARCIANISMO - Gnosticismo
Ireneu escreveu sobre grupos com doutrinas
gnósticas:
Na Síria: Saturnino / No Egito: Basílides / No Ponto
e em Roma: Marcião
Marcião, um homem de negócios, filho de um bispo
da Igreja de Roma, foi excomungado em 144 por
pregar que, pelo fato do mundo ser mau, Deus não
poderia tê-lo criado e quem o criou foi um deus
inferior, o Deus do AT.
Foi expulso da igreja de Roma e com sua riqueza
fundou sua própria comunidade, que defendia um
dualismo gnóstico que rejeitava o Deus do AT em
troca de um Deus de amor revelado em Jesus no NT.
O propósito de Deus não era um mundo com imperfeições, mas o deus do AT, seja
por ignorância ou maldade fez este mundo e nele colocou a humanidade.
O deus do At é ciumento e arbitrário, que escolhe um povo acima dos demais, e
que sempre está conferindo quem o desobedece para tomar vingança.
O deus do AT é um Deus de justiça.
Deus, Pai dos cristãos, está acima do deus do AT, não é vingativo, mas é todo amor,
não requer nada de nós, antes nos dá tudo, inclusive a salvação, e gratuitamente.
Marcião entendia que este Deus não estabelece leis, apenas nos convida a amá-lo.
Que Deus se compadeceu de nós, criaturas do deus do AT e enviou seu Filho para
nos salvar.
Jesus não nasceu de Maria, já que tal coisa o teria feito súdito do deus do AT, mas
apareceu repentinamente, como homem maduro.
Naturalmente, no final não haverá julgamento algum, já que Deus é amor e perdoa
totalmente. (ver adendo)
Cria que o judaísmo era mau e rejeitava a Bíblia Hebraica (AT) e o Deus nela
apresentado, pois era a palavra de um ser inferior.
Assim formou seu cânon: o Evangelho de Lucas truncado e dez cartas de Paulo.
O seu cânon bíblico continha parte do Evangelho de Lucas e algumas cartas de
Paulo, e as citações do AT neste cânon foram incluídas por judaizantes e portanto
não genuínas.
MONTANISMO
Montano da Frígia, em torno de 155 d.C, com suas auxiliares Priscila e Maximila,
anunciavam o fim do mundo e a volta iminente de Cristo.
Montano se dizia a encarnação do Espírito Santo e batizava em “Nome do Pai,
do Filho e de Montano”.
Não permitiam o casamento dos viúvos, o sexo era prática mundana, exaltavam
a castidade, dividiam os pecados em mortais e veniais, valorizavam o martírio.
Os cristãos deviam se reunir na cidade de Pepusa, na Frígia, onde surgiria a
Jerusalém celeste.
Este movimento conviveu com a Igreja dos séculos II, III e IV, sumindo e
reaparecendo de tempos em tempos com nova roupagem.
Mais tarde, dos ideais do Montanismo, surgem os monges da Igreja Católica
Romana, que viviam separados do mundo.
Tertuliano tornou-se o mais importante convertido ao Montanismo.
NEOPLATONISMO
Escola filosófica fundada na Alexandria concebia que Deus era
“Um”, isto é, era singular, Indivisível, transcendente e Impassível.
A matéria provém de emanações do “Um”, e o homem, combinação
de alma e corpo, teria como destino a união com o “Um”.
Opunha-se à fé cristã da trindade e da vontade do Pai de se
relacionar com o homem.
MANIQUEISMO
Fundado pelo babilônio Mani (216 a 276) que combinava elementos cristãos e
orientais.
Era dualista, considerava que o universo se compõe do reino das trevas (o mal) e
da luz (o bem) e ambos lutam pelo domínio do homem.
O espírito do homem, preso à matéria má, necessitava de um ascetismo rigoroso,
inclusive o sexual, para ser liberto;
O celibato era louvável e havia uma casta sacerdotal, composta por pessoas
“perfeitas” que “santificavam” as demais.
Rejeitavam a Jesus, porém criam em um "Cristo celestial”.
MONARQUIANISMO MODAL
(PATRIPASSIANISMO / SABELIANISMO)
A dificuldade judaica em ver mais de uma Pessoa em Deus adentrou nas igrejas
cristãs com as seguintes visões possíveis:
1- Há três deuses independentes;
2- Há apenas um Deus que aparece e opera em três modos;
3- Há apenas uma Pessoa que é Deus e Cristo foi sua primeira criação;
4- Há uma Divindade existindo em três Pessoas.
Por volta do ano 200, Sabélio formou uma doutrina onde a trindade era uma
manifestação de três formas do mesmo Deus e não uma mesma essência de três
pessoas distintas.
Deus Pai (quando criador e legislador), Deus Filho (quando redentor) e Deus
Espírito Santo (quando mediador, doador de vida e agente divino).
O Sabelianismo, perdura hoje no pentecostalismo da Nova Visão,...
MONARQUIANISMO DINÂMICO
(I: ADOCIONISMO)
No séc. III, Paulo de Samósata, bispo de Antioquia e importante autoridade política
no governo da rainha de Palmira, defendeu a ideia de que Cristo era um homem
que, pela justiça e por ter recebido o logos divino (ES) no batismo, alcançou a
divindade e o caráter de salvador.
Conhecida como adocionismo, ou monarquianismo (governo de uma só pessoa).
O iniciador desta doutrina foi Teódoto de Bizâncio, que dizia que um homem
comum chamado Jesus, em determinado momento de sua vida (batismo), foi
“adotado” e, assim, “ungido” como filho de Deus.
Este monarquismo é chamado de “dinâmico” uma vez que Jesus, passando a viver
como Cristo, foi sendo exaltado progressivamente até tornar-se uma divindade
(após a ressurreição), quando passou a ser “semelhante” a Deus (mas não “igual”).
O adocionismo, portanto, tirava a plena divindade e eternidade de Jesus.
O grande problema do monarquianismo era como relacionar Cristo a Deus.
MONARQUIANISMO DINÂMICO
(II: SUBORDINACIONISMO OU ARIANISMO)
O presbítero Ário, da igreja de Antioquia, com boas intenções, tentando explicar a
trindade, vem com uma tese herege, conhecida como arianismo.
Ário dizia que Jesus era uma “criatura perfeita, criada antes de todas as eras”. :
“Deus nem sempre foi Pai... houve um tempo que estava só... Mas depois se
tornou Pai... O Filho não existiu sempre... Teve uma origem de criação... Deus
fez a certo ser e o chamou Palavra, Sabedoria e Filho, para que pudesse nos
dar uma forma por meio dele”.
Com esta declaração a Igreja se divide, e em 325, Constantino convoca na cidade
de Nicéia um Concílio, porém, Ário não poderia estar presente pois não era bispo,
assim, Eusébio de Nicomedia é convocado para defendê-lo.
Subordinacionismo = Jesus estava subordinado à essência (não necessariamente à
vontade) do Pai, sendo inferior, ontologicamente, a ele.
 Diante desta situação foi realizado o primeiro concílio
ecumênico da história, convocado pelo imperador
Constantino, em 325. Teve como objetivo solucionar os
problemas que dividiam a cristandade causados pelo
arianismo.
O ARIANISMO AINDA EXISTE?
Os T.J e os Mórmons por exemplo, trazem filosofias semelhantes ao arianismo,
bem como a Igreja Mundial do Poder de Deus:
“Ele é a imagem do Deus invisível, a encarnação do verbo. Mas ele não é
sempiterno, é eterno. O pai que é Deus é sempiterno, aquele que antes dele nunca
existiu como ele, nem existirá depois dele, sempre existiu e sempre existirá. A
primeira obra dele foi Jesus Cristo”. (Valdemiro Santiago.)
Qual a diferença entre ser criado e ser gerado?
Criar = fazer – dar origem a algo de natureza distinta.
Gerar = ser o pai de – dar origem a algo da mesma natureza.
O QUE O HOMEM CRIA É UMA ESTÁTUA E O QUE O HOMEM GERA É UM FILHO.
O QUE DEUS CRIA NÃO É DIVINO E O QUE DEUS GERA É UM FILHO.
Séc. II - Docetismo: Jesus tinha
apenas uma natureza divina.
Sua humanidade era aparente
Séc. I - Ebionitas: Jesus foi um
homem comum sobre o qual
repousou o Espírito Santo.
Séc. III - Adocianismo:
O homem Jesus, filho de Maria,
recebeu o logos (ES) no
batismo.
Há uma questão na encarnação de Jesus:
Qual humanidade Jesus assumiu?
Igual a nossa?
Antes da queda ou depois da queda de Adão?
Naquela época essa questão dividia as opiniões .
E a depender da humanidade apontada:
- Jesus deixará de ser o Salvador
- O homem viverá sob a pretensão da
impecabilidade
- A salvação se dará por imitação.
- A Justificação não será pela fé em Cristo.
- E etc...
Lucas 1.35- O Nascimento de Jesus foi único.
Pensamento pós Lapsariano (do latim lapsus: 'queda’).
Os pós-laparianos, chamados de perfeccionistas, consideram
Jesus como alguém igual a nós em todos os aspectos.
Vejam o silogismo ilógico da lógica dos perfeccionistas:
“Se Ele foi como nós, podemos ser como Ele”.
A discussão não tem sentido pois Jesus é Deus que se fez homem, portanto, é:
Pré-lapsariano (idêntico a Adão antes da queda) no sentido moral e espiritual: não
tem qualquer inclinação para o pecado.
Pós-lapsariano (idêntico a Adão após a queda, isto é, como nós) no sentido físico e
morfológico: sentia frio, fome, sede, cansaço e veio na estatura
dos homens de sua época.
40
“Perca sua cabeça para
entender a trindade,
perca sua alma se
negar a trindade”
42
Partilha
O que você concluiu:
1) O Deus apresentado no AT é outro Deus do apresentado no NT?
2) Qual a relação entre Deus, Jesus e Espírito Santo?
1. HISTÓRIA DO CRISTIANISMO – Shelley B. L. - Ed Shedd– 1ª Edição 2004
2. UMA HISTÓRIA ILUSTRADA DO CRISTIANISMO – Gonzales J. L. – Ed Vida Nova -
1995
3. HISTÓRIA DO CRISTIANISMO – COLLINS&MATTHEW – Ed. Loyola - 2000
4. HISTÓRIA DA IGREJA – Walton R.C. – Ed VidaHistória do Cristianismo, Shelley,
Bruce L., 1927, Ed. Shedd
5. Textos Bíblicos extraídos da Bíblia Sagrada NVI; São Paulo; Ed. Vida; 2001
6. Bíblia De Estudo NVI, Barker; São Paulo; Ed. Vida; 2003
7. Reflexões extraídas da World Wide Web
44
ADENDO
A revista Veja (nº 48 28/11/12) apresentou nas páginas amarelas (lugar de
destaque na revista) uma entrevista com o pastor Rob Bell.
Em preto o texto da Veja, em cores meu comentário.
1. “ele enfureceu a igreja ao questionar dogmas, que o cristianismo passa por
uma revolução e que arrasta multidões de jovens para seus sermões.” (pg 19).
Comentário:
1 a - Parece-me que o dogma questionado é o da salvação pela fé x salvação
pelas obras, isto é, o propósito deste pastor é somente levar o amor de Deus
pregado por Jesus, e não o julgamento da alma. (Jo 3.36)
1 b – Será que é necessária uma revolução na religião?
Não basta a mudança do “nascer de novo” em cada um?
45
2. “A terra está cheia de sofrimento humano. Creio que não é por acaso que as
pessoas mais interessadas em discutir o inferno depois da morte são as menos
interessadas em discutir o inferno sobre a terra. E vice-versa.” (pg 22)
Comentário: Ser cristão não é só não fazer nada de errado, isto está certo, mas,
temos, também, a responsabilidade de fazer o bem, e não o fazendo pecamos.
Falhamos em exercitar a prática do amor (boas obras) como elemento eficaz de
testemunho de nossa fé.
3. É interessante destacar algumas declarações desse pastor:
“Acredito em céu e inferno como dimensões da nossa existência aqui e agora, e
que são realidades que se estendem para a dimensão para a qual vamos ao
morrer. Acho que o problema de muitas igrejas é que elas falam com extrema
autoridade sobre aquilo que todos nós, inclusive elas, desconhecemos. Ninguém
sabe o que acontece quando morremos. Não tem fotografia, não tem video.”
(pg19).
Comentário: Temos certeza para onde vamos (Jo 6.40; 17.3).
46
4. “Há um número crescente de cristãos que acreditam que, decorrido o tempo
necessário, Deus conquistará todos nós, ganhará todos os corações. Para mim é
incompreensível um cristão que não considera a salvação universal”.
Comentário: Em suma ele afirma que no momento certo toda a humanidade será
salva. A salvação está disponível para os que aceitam a Jesus, os demais estão
eternamente condenados.
5. Perguntado: Gandhi, que não era cristão, está no inferno?
“Acredito que está com Deus que tanto o amou.” (pg 23)
Perguntado: Hittler está no céu?
“Minha suposição é que Deus lhe deu o que ele queria. Qualquer reconciliação
ou perdão, nesse caso, está além da minha compreensão.”(pg 24)
Comentário: Se Gandhi não creu em Jesus como seu salvador, ele está separado
de Deus, assim como Hittler.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

14 o cristianismo na pós-modernidade- 14ª aula
14   o cristianismo na pós-modernidade- 14ª aula14   o cristianismo na pós-modernidade- 14ª aula
14 o cristianismo na pós-modernidade- 14ª aula
PIB Penha
 
9 a idade média as cruzadas - 9ª aula
9   a idade média as cruzadas - 9ª aula9   a idade média as cruzadas - 9ª aula
9 a idade média as cruzadas - 9ª aula
PIB Penha
 
8 o cristianismo na idade média -8ª aula
8   o cristianismo na idade média -8ª aula8   o cristianismo na idade média -8ª aula
8 o cristianismo na idade média -8ª aula
PIB Penha
 
10 Os pré-reformadores do cristianismo - 10ª aula
10   Os pré-reformadores do cristianismo - 10ª aula10   Os pré-reformadores do cristianismo - 10ª aula
10 Os pré-reformadores do cristianismo - 10ª aula
PIB Penha
 
História da igreja antiga
História da igreja antigaHistória da igreja antiga
História da igreja antiga
Alberto Simonton
 
História da Igreja Moderna
História da Igreja ModernaHistória da Igreja Moderna
História da Igreja Moderna
Alberto Simonton
 
Seminário sobre a história da igreja. parte 3 as igrejas antigas e no brasil
Seminário sobre a história da igreja. parte 3   as igrejas antigas e no brasilSeminário sobre a história da igreja. parte 3   as igrejas antigas e no brasil
Seminário sobre a história da igreja. parte 3 as igrejas antigas e no brasil
Robson Rocha
 
História da igreja II
História da igreja IIHistória da igreja II
História da igreja II
Sérgio Miguel
 
Aula 3 - Terceiro Período - A Igreja Imperial
Aula 3 -  Terceiro Período - A Igreja ImperialAula 3 -  Terceiro Período - A Igreja Imperial
Aula 3 - Terceiro Período - A Igreja Imperial
Adriano Pascoa
 
A história da igreja cristã
A história da igreja cristãA história da igreja cristã
A história da igreja cristã
Filipe
 
Introdução à História da Igreja Cristã
Introdução à História da Igreja CristãIntrodução à História da Igreja Cristã
Introdução à História da Igreja Cristã
Alberto Simonton
 
Historia da igreja aula 1
Historia da igreja aula 1Historia da igreja aula 1
Historia da igreja aula 1
Lisanro Cronje
 
Historia da igreja i aula 1
Historia da igreja i  aula 1Historia da igreja i  aula 1
Historia da igreja i aula 1
Moisés Sampaio
 
HistóRia Da Igreja Pdf Modulo 1
HistóRia Da Igreja Pdf Modulo 1HistóRia Da Igreja Pdf Modulo 1
HistóRia Da Igreja Pdf Modulo 1
fogotv
 
Aula 1 A Igreja Apostólica
Aula 1 A Igreja ApostólicaAula 1 A Igreja Apostólica
Aula 1 A Igreja Apostólica
Marcia oliveira
 
Lição 4 - Não farás imagens de esculturas
Lição 4 - Não farás imagens de esculturasLição 4 - Não farás imagens de esculturas
Lição 4 - Não farás imagens de esculturas
Adriano Pascoa
 
História da igreja i
História da igreja iHistória da igreja i
História da igreja i
Sérgio Miguel
 
História do cristianismo ii - Um resumo histórico
História do cristianismo ii - Um resumo históricoHistória do cristianismo ii - Um resumo histórico
História do cristianismo ii - Um resumo histórico
Gustavo Messias
 
Aula 5 Quinto Período - A Reforma Protestante
Aula 5   Quinto Período - A Reforma ProtestanteAula 5   Quinto Período - A Reforma Protestante
Aula 5 Quinto Período - A Reforma Protestante
Adriano Pascoa
 

Mais procurados (19)

14 o cristianismo na pós-modernidade- 14ª aula
14   o cristianismo na pós-modernidade- 14ª aula14   o cristianismo na pós-modernidade- 14ª aula
14 o cristianismo na pós-modernidade- 14ª aula
 
9 a idade média as cruzadas - 9ª aula
9   a idade média as cruzadas - 9ª aula9   a idade média as cruzadas - 9ª aula
9 a idade média as cruzadas - 9ª aula
 
8 o cristianismo na idade média -8ª aula
8   o cristianismo na idade média -8ª aula8   o cristianismo na idade média -8ª aula
8 o cristianismo na idade média -8ª aula
 
10 Os pré-reformadores do cristianismo - 10ª aula
10   Os pré-reformadores do cristianismo - 10ª aula10   Os pré-reformadores do cristianismo - 10ª aula
10 Os pré-reformadores do cristianismo - 10ª aula
 
História da igreja antiga
História da igreja antigaHistória da igreja antiga
História da igreja antiga
 
História da Igreja Moderna
História da Igreja ModernaHistória da Igreja Moderna
História da Igreja Moderna
 
Seminário sobre a história da igreja. parte 3 as igrejas antigas e no brasil
Seminário sobre a história da igreja. parte 3   as igrejas antigas e no brasilSeminário sobre a história da igreja. parte 3   as igrejas antigas e no brasil
Seminário sobre a história da igreja. parte 3 as igrejas antigas e no brasil
 
História da igreja II
História da igreja IIHistória da igreja II
História da igreja II
 
Aula 3 - Terceiro Período - A Igreja Imperial
Aula 3 -  Terceiro Período - A Igreja ImperialAula 3 -  Terceiro Período - A Igreja Imperial
Aula 3 - Terceiro Período - A Igreja Imperial
 
A história da igreja cristã
A história da igreja cristãA história da igreja cristã
A história da igreja cristã
 
Introdução à História da Igreja Cristã
Introdução à História da Igreja CristãIntrodução à História da Igreja Cristã
Introdução à História da Igreja Cristã
 
Historia da igreja aula 1
Historia da igreja aula 1Historia da igreja aula 1
Historia da igreja aula 1
 
Historia da igreja i aula 1
Historia da igreja i  aula 1Historia da igreja i  aula 1
Historia da igreja i aula 1
 
HistóRia Da Igreja Pdf Modulo 1
HistóRia Da Igreja Pdf Modulo 1HistóRia Da Igreja Pdf Modulo 1
HistóRia Da Igreja Pdf Modulo 1
 
Aula 1 A Igreja Apostólica
Aula 1 A Igreja ApostólicaAula 1 A Igreja Apostólica
Aula 1 A Igreja Apostólica
 
Lição 4 - Não farás imagens de esculturas
Lição 4 - Não farás imagens de esculturasLição 4 - Não farás imagens de esculturas
Lição 4 - Não farás imagens de esculturas
 
História da igreja i
História da igreja iHistória da igreja i
História da igreja i
 
História do cristianismo ii - Um resumo histórico
História do cristianismo ii - Um resumo históricoHistória do cristianismo ii - Um resumo histórico
História do cristianismo ii - Um resumo histórico
 
Aula 5 Quinto Período - A Reforma Protestante
Aula 5   Quinto Período - A Reforma ProtestanteAula 5   Quinto Período - A Reforma Protestante
Aula 5 Quinto Período - A Reforma Protestante
 

Semelhante a 4 história do cristianismo -4ª aula

T200 O início da Igreja Cristã até Roma
T200 O início da Igreja Cristã até RomaT200 O início da Igreja Cristã até Roma
T200 O início da Igreja Cristã até Roma
GersonPrates
 
Aula 1 - Primeiro Período - A Igreja Apostólica
Aula 1 - Primeiro Período - A Igreja ApostólicaAula 1 - Primeiro Período - A Igreja Apostólica
Aula 1 - Primeiro Período - A Igreja Apostólica
Adriano Pascoa
 
2 - O periodo dos apostolos.pptx
2 - O periodo dos apostolos.pptx2 - O periodo dos apostolos.pptx
2 - O periodo dos apostolos.pptx
PIB Penha - SP
 
4- Cap 5.11 a 8.1 a ESCOLHA DOS SETE DIÁCONOS / PRISÃO E MORTE DE ESTEVÃO
4- Cap 5.11 a 8.1 a ESCOLHA DOS SETE DIÁCONOS / PRISÃO E MORTE DE ESTEVÃO4- Cap 5.11 a 8.1 a ESCOLHA DOS SETE DIÁCONOS / PRISÃO E MORTE DE ESTEVÃO
4- Cap 5.11 a 8.1 a ESCOLHA DOS SETE DIÁCONOS / PRISÃO E MORTE DE ESTEVÃO
PIB Penha - SP
 
Aula 4 - Quarto Período - A Idade Média Cristã
Aula 4 - Quarto Período - A Idade Média CristãAula 4 - Quarto Período - A Idade Média Cristã
Aula 4 - Quarto Período - A Idade Média Cristã
Adriano Pascoa
 
Aula 2 - Seminário sobre a Igreja
Aula 2 - Seminário sobre a IgrejaAula 2 - Seminário sobre a Igreja
Aula 2 - Seminário sobre a Igreja
IBC de Jacarepaguá
 
Panorama da História do Cristianismo
Panorama da História do CristianismoPanorama da História do Cristianismo
Panorama da História do Cristianismo
Pr. Welfany Nolasco Rodrigues
 
Historia do cristianismo- A igreja em expansão - Tópicos
Historia do cristianismo- A igreja em expansão - TópicosHistoria do cristianismo- A igreja em expansão - Tópicos
Historia do cristianismo- A igreja em expansão - Tópicos
Filipe Jardel Lima Martins
 
Documento santodomingo iv conferência
Documento santodomingo   iv conferênciaDocumento santodomingo   iv conferência
Documento santodomingo iv conferência
Diêgo De Lima Dantas
 
14 periodo da igreja primitiva
14  periodo da igreja primitiva14  periodo da igreja primitiva
14 periodo da igreja primitiva
PIB Penha
 
O apostolo Paulo.ppt
O apostolo Paulo.pptO apostolo Paulo.ppt
O apostolo Paulo.ppt
Diego Rocha
 
150 anos oficial
150 anos   oficial150 anos   oficial
150 anos oficial
William Cardoso
 
Cristianismo (1)
Cristianismo (1)Cristianismo (1)
Cristianismo (1)
Iran Teixeira
 
3 - Heresias no sec II.pptx
3 - Heresias no sec II.pptx3 - Heresias no sec II.pptx
3 - Heresias no sec II.pptx
PIB Penha - SP
 
7 - A igreja catolica imperial1.pptx
7 - A igreja catolica imperial1.pptx7 - A igreja catolica imperial1.pptx
7 - A igreja catolica imperial1.pptx
PIB Penha - SP
 
História da Igreja I: Aula 3 - Paulo e os Pais Apostólicos
História da Igreja I: Aula 3 - Paulo e os Pais ApostólicosHistória da Igreja I: Aula 3 - Paulo e os Pais Apostólicos
História da Igreja I: Aula 3 - Paulo e os Pais Apostólicos
Andre Nascimento
 
História Eclesiástica
História EclesiásticaHistória Eclesiástica
História Eclesiástica
Marco Sousa
 
Seminário sobre a história da igreja. parte 1 a origem da igreja
Seminário sobre a história da igreja. parte 1   a origem da igrejaSeminário sobre a história da igreja. parte 1   a origem da igreja
Seminário sobre a história da igreja. parte 1 a origem da igreja
Robson Rocha
 
2 atos e o avanco do evangelho - 2 aula
2   atos e o avanco do evangelho - 2 aula2   atos e o avanco do evangelho - 2 aula
2 atos e o avanco do evangelho - 2 aula
PIB Penha
 
Epístolas gerais - aula 1
Epístolas gerais - aula 1Epístolas gerais - aula 1
Epístolas gerais - aula 1
Moisés Sampaio
 

Semelhante a 4 história do cristianismo -4ª aula (20)

T200 O início da Igreja Cristã até Roma
T200 O início da Igreja Cristã até RomaT200 O início da Igreja Cristã até Roma
T200 O início da Igreja Cristã até Roma
 
Aula 1 - Primeiro Período - A Igreja Apostólica
Aula 1 - Primeiro Período - A Igreja ApostólicaAula 1 - Primeiro Período - A Igreja Apostólica
Aula 1 - Primeiro Período - A Igreja Apostólica
 
2 - O periodo dos apostolos.pptx
2 - O periodo dos apostolos.pptx2 - O periodo dos apostolos.pptx
2 - O periodo dos apostolos.pptx
 
4- Cap 5.11 a 8.1 a ESCOLHA DOS SETE DIÁCONOS / PRISÃO E MORTE DE ESTEVÃO
4- Cap 5.11 a 8.1 a ESCOLHA DOS SETE DIÁCONOS / PRISÃO E MORTE DE ESTEVÃO4- Cap 5.11 a 8.1 a ESCOLHA DOS SETE DIÁCONOS / PRISÃO E MORTE DE ESTEVÃO
4- Cap 5.11 a 8.1 a ESCOLHA DOS SETE DIÁCONOS / PRISÃO E MORTE DE ESTEVÃO
 
Aula 4 - Quarto Período - A Idade Média Cristã
Aula 4 - Quarto Período - A Idade Média CristãAula 4 - Quarto Período - A Idade Média Cristã
Aula 4 - Quarto Período - A Idade Média Cristã
 
Aula 2 - Seminário sobre a Igreja
Aula 2 - Seminário sobre a IgrejaAula 2 - Seminário sobre a Igreja
Aula 2 - Seminário sobre a Igreja
 
Panorama da História do Cristianismo
Panorama da História do CristianismoPanorama da História do Cristianismo
Panorama da História do Cristianismo
 
Historia do cristianismo- A igreja em expansão - Tópicos
Historia do cristianismo- A igreja em expansão - TópicosHistoria do cristianismo- A igreja em expansão - Tópicos
Historia do cristianismo- A igreja em expansão - Tópicos
 
Documento santodomingo iv conferência
Documento santodomingo   iv conferênciaDocumento santodomingo   iv conferência
Documento santodomingo iv conferência
 
14 periodo da igreja primitiva
14  periodo da igreja primitiva14  periodo da igreja primitiva
14 periodo da igreja primitiva
 
O apostolo Paulo.ppt
O apostolo Paulo.pptO apostolo Paulo.ppt
O apostolo Paulo.ppt
 
150 anos oficial
150 anos   oficial150 anos   oficial
150 anos oficial
 
Cristianismo (1)
Cristianismo (1)Cristianismo (1)
Cristianismo (1)
 
3 - Heresias no sec II.pptx
3 - Heresias no sec II.pptx3 - Heresias no sec II.pptx
3 - Heresias no sec II.pptx
 
7 - A igreja catolica imperial1.pptx
7 - A igreja catolica imperial1.pptx7 - A igreja catolica imperial1.pptx
7 - A igreja catolica imperial1.pptx
 
História da Igreja I: Aula 3 - Paulo e os Pais Apostólicos
História da Igreja I: Aula 3 - Paulo e os Pais ApostólicosHistória da Igreja I: Aula 3 - Paulo e os Pais Apostólicos
História da Igreja I: Aula 3 - Paulo e os Pais Apostólicos
 
História Eclesiástica
História EclesiásticaHistória Eclesiástica
História Eclesiástica
 
Seminário sobre a história da igreja. parte 1 a origem da igreja
Seminário sobre a história da igreja. parte 1   a origem da igrejaSeminário sobre a história da igreja. parte 1   a origem da igreja
Seminário sobre a história da igreja. parte 1 a origem da igreja
 
2 atos e o avanco do evangelho - 2 aula
2   atos e o avanco do evangelho - 2 aula2   atos e o avanco do evangelho - 2 aula
2 atos e o avanco do evangelho - 2 aula
 
Epístolas gerais - aula 1
Epístolas gerais - aula 1Epístolas gerais - aula 1
Epístolas gerais - aula 1
 

Último

Lição 12 - A Bendita Esperança: A Marca do Cristão.pptx
Lição 12 - A Bendita Esperança: A Marca do Cristão.pptxLição 12 - A Bendita Esperança: A Marca do Cristão.pptx
Lição 12 - A Bendita Esperança: A Marca do Cristão.pptx
Celso Napoleon
 
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (2)
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (2)Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (2)
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (2)
Nilson Almeida
 
Lição 13 Estudo Biblico para alimento da alma.pptx
Lição 13 Estudo Biblico para alimento da alma.pptxLição 13 Estudo Biblico para alimento da alma.pptx
Lição 13 Estudo Biblico para alimento da alma.pptx
JaquelineSantosBasto
 
Enfermos - Unção para consagração dosa enfermos
Enfermos - Unção para consagração dosa enfermosEnfermos - Unção para consagração dosa enfermos
Enfermos - Unção para consagração dosa enfermos
FernandoCavalcante48
 
PROFECIAS DE NOSTRADAMUS SÃO BÍBLICAS_.pdf
PROFECIAS DE NOSTRADAMUS SÃO BÍBLICAS_.pdfPROFECIAS DE NOSTRADAMUS SÃO BÍBLICAS_.pdf
PROFECIAS DE NOSTRADAMUS SÃO BÍBLICAS_.pdf
Nelson Pereira
 
de volta as estrelas - Erich von Däniken.pdf
de volta as estrelas - Erich von Däniken.pdfde volta as estrelas - Erich von Däniken.pdf
de volta as estrelas - Erich von Däniken.pdf
marcobueno2024
 
Teresa Gerhardinger - corajosa mulher de fé e de visão mundial (1989)
Teresa Gerhardinger - corajosa mulher de fé e de visão mundial (1989)Teresa Gerhardinger - corajosa mulher de fé e de visão mundial (1989)
Teresa Gerhardinger - corajosa mulher de fé e de visão mundial (1989)
Elton Zanoni
 
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (3)
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (3)Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (3)
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (3)
Nilson Almeida
 
Bíblia Sagrada - Jonas - slides testamento3 (1).pptx
Bíblia Sagrada - Jonas - slides testamento3 (1).pptxBíblia Sagrada - Jonas - slides testamento3 (1).pptx
Bíblia Sagrada - Jonas - slides testamento3 (1).pptx
Igreja Jesus é o Verbo
 
Lição 13 – A Cidade Celestial - CPAD.pptx
Lição 13 – A Cidade Celestial - CPAD.pptxLição 13 – A Cidade Celestial - CPAD.pptx
Lição 13 – A Cidade Celestial - CPAD.pptx
Celso Napoleon
 
O que está oculto na Maçonaria? Livro cristão.
O que está oculto na Maçonaria? Livro cristão.O que está oculto na Maçonaria? Livro cristão.
O que está oculto na Maçonaria? Livro cristão.
REFORMADOR PROTESTANTE
 

Último (11)

Lição 12 - A Bendita Esperança: A Marca do Cristão.pptx
Lição 12 - A Bendita Esperança: A Marca do Cristão.pptxLição 12 - A Bendita Esperança: A Marca do Cristão.pptx
Lição 12 - A Bendita Esperança: A Marca do Cristão.pptx
 
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (2)
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (2)Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (2)
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (2)
 
Lição 13 Estudo Biblico para alimento da alma.pptx
Lição 13 Estudo Biblico para alimento da alma.pptxLição 13 Estudo Biblico para alimento da alma.pptx
Lição 13 Estudo Biblico para alimento da alma.pptx
 
Enfermos - Unção para consagração dosa enfermos
Enfermos - Unção para consagração dosa enfermosEnfermos - Unção para consagração dosa enfermos
Enfermos - Unção para consagração dosa enfermos
 
PROFECIAS DE NOSTRADAMUS SÃO BÍBLICAS_.pdf
PROFECIAS DE NOSTRADAMUS SÃO BÍBLICAS_.pdfPROFECIAS DE NOSTRADAMUS SÃO BÍBLICAS_.pdf
PROFECIAS DE NOSTRADAMUS SÃO BÍBLICAS_.pdf
 
de volta as estrelas - Erich von Däniken.pdf
de volta as estrelas - Erich von Däniken.pdfde volta as estrelas - Erich von Däniken.pdf
de volta as estrelas - Erich von Däniken.pdf
 
Teresa Gerhardinger - corajosa mulher de fé e de visão mundial (1989)
Teresa Gerhardinger - corajosa mulher de fé e de visão mundial (1989)Teresa Gerhardinger - corajosa mulher de fé e de visão mundial (1989)
Teresa Gerhardinger - corajosa mulher de fé e de visão mundial (1989)
 
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (3)
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (3)Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (3)
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (3)
 
Bíblia Sagrada - Jonas - slides testamento3 (1).pptx
Bíblia Sagrada - Jonas - slides testamento3 (1).pptxBíblia Sagrada - Jonas - slides testamento3 (1).pptx
Bíblia Sagrada - Jonas - slides testamento3 (1).pptx
 
Lição 13 – A Cidade Celestial - CPAD.pptx
Lição 13 – A Cidade Celestial - CPAD.pptxLição 13 – A Cidade Celestial - CPAD.pptx
Lição 13 – A Cidade Celestial - CPAD.pptx
 
O que está oculto na Maçonaria? Livro cristão.
O que está oculto na Maçonaria? Livro cristão.O que está oculto na Maçonaria? Livro cristão.
O que está oculto na Maçonaria? Livro cristão.
 

4 história do cristianismo -4ª aula

  • 1. HISTÓRIA DO CRISTIANISMO 4ª AULA O cristianismo do ano 70 ao 300 OBJETIVO Primeiras igrejas, primeiras heresias EBD - ESCOLA BÍBLICA DISCIPULADORA - 2017 Prof. Francisco Tudela
  • 2. O Valor da História do cristianismo • A História do cristianismo como uma síntese. • A História do cristianismo como um auxílio para a compreensão do presente. • A História do cristianismo como um guia Conhecendo os erros do passado, evitamos repeti-los (1 Co 10.6,11). Ex.: Novas seitas geradas a partir de heresias antigas, antissemitismo, relação Igreja-Estado, perseguição dos dissidentes, ... • A História do cristianismo como uma força motivadora • A História do cristianismo como uma ferramenta prática • A História do cristianismo como força libertadora
  • 3. CONHECENDO A CLASSE: ALUNOS E PROFESSOR Há quem: • Veja o Deus no At como ciumento e arbitrário, pois, escolheu um povo acima dos demais e sempre está conferindo quem o desobedece para tomar vingança. • Afirme que Deus no AT é um Deus de justiça (está ali para punir). • Diga que Deus no AT é perverso pois mata até crianças. Ex 12.12 • Veja Deus no NT como Pai dos cristãos que é amoroso, não requer nada de nós, antes nos dá tudo, inclusive a salvação e gratuitamente. 1) Você acha que o Deus apresentado no AT é outro Deus do apresentado no NT?
  • 4. Dt 32.39 Vejam agora que eu sou o único, eu mesmo. Não há deus além de mim. Faço morrer e faço viver, feri e curarei, e ninguém é capaz de livrar-se da minha mão. 1 Tm 2.5 Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus. Mt 28.19 Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Há quem tenha as seguintes visões possíveis: 1- Há três deuses independentes; 2- Há apenas um Deus que aparece e opera em três modos; 3- Há apenas uma Pessoa que é Deus e Cristo foi sua primeira criação; 4- Há uma Divindade existindo em três Pessoas 2) Como você acha que Deus é?
  • 5. TEMÁTICAS DESTA AULA 1. Dificuldades nas primeiras igrejas 2. Primeiras heresias
  • 6. O QUE ACONTECEU NO PRIMEIRO SÉCULO? • OS ESCRITOS DO NOVO TESTAMENTO SÃO COMPILADOS. • O CRISTIANISMO SE ESPALHA. • O INÍCIO DAS PERSEGUIÇÕES.
  • 7. Os ensinos de Jesus são coletados e preservados. Os escritos do Novo Testamento são completados. Uma nova geração de líderes sucede aos apóstolos. Apesar disso, a expectativa de que o senhor voltará a qualquer momento continua em alta. “O fim está perto”. O evangelho é levado a uma grande parte do mundo conhecido do império romano, e até para regiões além deste. DETALHANDO UM POUCO MAIS…
  • 8. Igrejas locais começaram nas sinagogas judaicas em todas as partes do império. O cristianismo era visto, em princípio, como parte do judaísmo. A seguir a igreja passa por uma forte crise para entender a si mesma como uma fé universal e como relacionar-se com as suas raízes judaicas. No ano 70, quando os judeus se rebelaram contra a autoridade romana, os cristãos não tomaram parte na revolta e se mudaram para Pella na Jordânia. RUÍNAS DE PELLA NA ATUALIDADE
  • 9. 9 FATOS EM DESTAQUE NESTE PERÍODO 1. O incêndio de Roma que devastou 10 dos seus 14 bairros no ano 65. Nero é acusado pelo povo de ser o seu autor e lançou a culpa sobre os cristãos. Inicia-se a 3ª perseguição, até o ano 68, e morrerão, entre outros, Pedro e Paulo. 2. A revolta em Jerusalém que levou à sua destruição em 70. Com o fim do templo judaico ocorre a separação definitiva entre cristãos e judeus e cristianismo e judaísmo tornam-se religiões distintas. Os Remorsos de Nero após matar sua mãe, por John W. Warterhouse, 1878
  • 10. Do Templo restou uma parede: O Muro das Lamentações. Roma reagiu em 67 e matou 40 mil judeus, (talvez neste ano tenha morrido Paulo). Em 70 o general Tito ataca Jerusalém arrasa tudo: a cidade e o Templo de Salomão. Onde fora o Templo de Salomão foi construído, em 688, um santuário islâmico, sobre a rocha onde Abraão sacrificaria seu filho Isaac, que para o Islã teria sido o lugar de partida de Maomé na viagem aos céus. Em 1993 a cúpula foi pintada de ouro.
  • 11. 16.16-18 ...você é Pedro - Jesus mudara o nome de Simão para Pedro (Mc 3.16), que significa pedra - e agora o justifica: O Pai revelara a Pedro que Jesus é o Cristo filho do Deus vivo, e sobre esta pedra, isto é, esta convicção de que “Tu és o Cristo”, será edificada a igreja. O início da construção da igreja de Jesus se dá dentro de cada homem que crê tal como Pedro creu. “Eu te digo que tu és Pedro (Petros), e sobre esta pedra (Petra) edificarei a minha Igreja (Ekklesia) , e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;” Petros = Pedra móvel, pedra pequena. Petra = Rocha grande e firme. ANÚNCIO DA IGREJA - Mateus 16.18
  • 12. O que é a Igreja? 12 Igreja é uma palavra de origem grega, escolhida pelos autores da Septuaginta para traduzir o termo hebraico usado pelos judeus para designar a assembleia geral. No contexto bíblico, o termo igreja designa uma reunião de pessoas: Mt 18.17 ”Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano.”
  • 13. 13 IGREJA - conceito Ekklesia É um termo no grego clássico composto de dois vocábulos: “ek”- de, para fora, “kalew”- chamar, convocar.
  • 14. 14 IGREJA - conceito ek+ kalew chamarpara fora Chamados para fora
  • 15. 15 Chamados para fora No grego Sair de casa para ir à reunião
  • 16. 16 Chamados para fora Na igreja Chamados para fora do mundo
  • 17. Chamados para fora do domínio do tentador Chamados para fora do domínio do pecado Chamados para fora da influência negativa do mundo Chamados para fora do judaísmo (Representante das religiões!) 17
  • 18. A vida da Igreja neste período – “Primitiva” Cada igreja tomava para si a responsabilidade de assistência aos pobres e doentes, com as ofertas coletadas no culto para este destino. Os diáconos eram responsáveis por contar as ofertas e distribuí-las aos pobres e necessitados, enquanto as mulheres ajudavam fazendo roupas (At 9.36). A igreja não condenou a escravidão, porém minou-a ao lembrar que senhor e escravo, conversos, eram irmãos. O convívio entre cristãos e pagãos não foi condenado, no que não fosse prejudicial aos princípios cristãos (1 Co. 5.10; 10.20-33), porém, Paulo exortou a separação total de práticas ligadas à idolatria ou imoralidade pagãs e no casamento.
  • 19. 19 Escrevendo nos anos 150, Justino Mártir (pg46) nos dá uma ideia de como os cristãos se juntavam para adorar: “No dia chamado pelo nome do sol, ocorre uma reunião de todos os que vivem nas cidades e no campo. As memórias dos apóstolos são lidas, assim como os escritos dos profetas, tanto quanto o tempo permitir. Quando o leitor termina, o presidente, em seu discurso, admoesta e insta a todos para que imitem aqueles valiosos exemplos. Então todos nos levantamos e oramos juntos em voz alta. Finda a oração, saudamo-nos mutuamente com um beijo.
  • 20. 20 Neste momento, como já citamos, traz-se o pão, com o vinho misturado à água, para o presidente, que os recebe e ora, oferecendo “louvor e glória ao Pai do Universo, em nome do Filho e do Espírito Santo”, dando graças por termos sido considerados dignos de receber esses dons em nossas mãos. Quando ele conclui sua orações e ações de graça, o povo aquiesce dizendo Amém – assim seja. O pão e o vinho abençoados eram então distribuídos pelos diáconos, que mais tarde levavam pão e vinho aos que não tinham podido estar na reunião. A ninguém é permitido compartilhar a menos que creia serem verdadeiras as coisas ensinadas e que tenha sido lavado nas águas que trazem a remissão dos pecados e dão o segundo nascimento, e viva conforme Cristo nos ordenou. Pois não os recebemos como pão comum e vinho comum, mas como Jesus Cristo nosso Salvador.”
  • 21. 21 A forma litúrgica que Justino descreve, centrada na leitura bíblica, no sermão, nas orações e na comunhão tem permanecido inalterada como padrão básico do culto para a maioria dos cristãos por 2000 anos. Os primeiros cristãos oravam em pé. A prática de ajoelhar-se, que só se tornou comum no século IX, começou quando as pessoas passaram a se ajoelhar quando o padre pronunciava as palavras “Este é o meu corpo, este é o meu sangue” na comunhão.
  • 22. 22 O Contexto político A Igreja estava com 66 anos Crescera enormemente Sofrera, sofria e sofreria perseguições tremendas: 1ª Nero (64-67 dC) – Cristãos queimados, crucificados. 2ª Domiciano (95 d.C) 40 mil cristãos torturados e mortos. 3ª Trajano (98 d.C) – 3ª tentativa romana de erradicar a fé cristã. A IGREJA MOSTRAVA SINAIS DE CORRUPÇÃO E APOSTASIA.
  • 23. PRIMEIRAS HERESIAS 1Co 11.19 Pois é necessário que haja divergências entre vocês, para que sejam conhecidos quais dentre vocês são aprovados.
  • 24. Nicolaítas – Ap 2.6,15 ; At 6.5 Historiadores como Jerônimo, Epifânio, Teodoreto, Irineu, Hipólito e Clemente de Alexandria descrevem Nicolau, como um prosélito (judeu recém convertido) de Antioquia que fora separado para o diaconato. Nicolau se desviara do evangelho e os que o seguiram foram chamados de nicolaítas. Nicolau incentivava uma poligamia diferente, que homens casados tivessem esposas em comum. Porém, não há fundamento bíblico para essa tese. Outra possibilidade, que considero melhor contextualizada, é: Em hebraico: Nicolau = Vitorioso sobre o povo. NICOLAÍTA É AQUELE QUE DOMINA SOBRE O POVO.
  • 25. A doutrina nicolaíta concebeu a ideia de uma casta especial e superior na Igreja, uma classe entre Deus e o povo: O CLERO. O clero se caracteriza pela hierarquia eclesiástica. O que era “fato” em Éfeso, final da era apostólica, se tornou “doutrina” dois séculos depois em Pérgamo, e na igreja Católica Romana.
  • 26. H D EBIONISMO Nega a Natureza Divina H D DOCETISMO Nega a Natureza Humana H D H D D ARIANISMO NESTORIANISMO EUTIQUIANISMO APOLINARIANISMO Nega a Natureza Divina Nega a União das naturezas Nega Haver Duas Naturezas Nega o Espírito Humano D H Os desvios teológicos citados em 1Tm 1.19,20 ocorrem por: 1) Falta de resistência às pressões do mundo com consequente endurecimento pelo pecado que afasta a pessoa da fé. 2) Aceitar teologias diferentes dos ensinos de Jesus. Deles surgiram as FALSAS CONCEPÇÕES CRISTOLÓGICAS, o liberalismo, a teologia da libertação, etc...
  • 27. Em grego, aparência = dokesis  Docetistas = aqueles que acreditam que o corpo humano de Cristo era só aparente. Jesus era a divindade fantasiada de homem, Cristo era o verdadeiro Deus mas não um verdadeiro homem. (1Jo 1.1; 4,2e3) Ou Cristo-espírito habitou o Jesus-humano após seu batismo, e o deixou antes da morte na cruz. Ou JESUS não era humano, parecia sê-lo, seu corpo era uma ilusão e somente “parecia” que Cristo tinha sido crucificado. Jesus (o homem) morreu, mas Cristo (o messias) não morreu. Como o corpo é um invólucro para o espírito, nada que se faz com o corpo afeta o espírito, logo quem está salvo não tem mais nenhum pecado. O corpo é a sede do pecado e do mal. DOCETISMO: Negam a encarnação (Deus fez-se homem) pois ser morto na Cruz é escandaloso
  • 28. EBIONISTAS Eram judeus cristãos, no ano 107, e criam que Jesus foi o homem que, havendo cumprido plenamente a vontade de Deus, alcançou um estreito relacionamento com Deus e se tornou o Messias após ser batizado. Para eles a Lei estava em vigor e a salvação dependia exclusivamente da sua observância.
  • 29. MARCIANISMO - Gnosticismo Ireneu escreveu sobre grupos com doutrinas gnósticas: Na Síria: Saturnino / No Egito: Basílides / No Ponto e em Roma: Marcião Marcião, um homem de negócios, filho de um bispo da Igreja de Roma, foi excomungado em 144 por pregar que, pelo fato do mundo ser mau, Deus não poderia tê-lo criado e quem o criou foi um deus inferior, o Deus do AT. Foi expulso da igreja de Roma e com sua riqueza fundou sua própria comunidade, que defendia um dualismo gnóstico que rejeitava o Deus do AT em troca de um Deus de amor revelado em Jesus no NT.
  • 30. O propósito de Deus não era um mundo com imperfeições, mas o deus do AT, seja por ignorância ou maldade fez este mundo e nele colocou a humanidade. O deus do At é ciumento e arbitrário, que escolhe um povo acima dos demais, e que sempre está conferindo quem o desobedece para tomar vingança. O deus do AT é um Deus de justiça. Deus, Pai dos cristãos, está acima do deus do AT, não é vingativo, mas é todo amor, não requer nada de nós, antes nos dá tudo, inclusive a salvação, e gratuitamente. Marcião entendia que este Deus não estabelece leis, apenas nos convida a amá-lo. Que Deus se compadeceu de nós, criaturas do deus do AT e enviou seu Filho para nos salvar.
  • 31. Jesus não nasceu de Maria, já que tal coisa o teria feito súdito do deus do AT, mas apareceu repentinamente, como homem maduro. Naturalmente, no final não haverá julgamento algum, já que Deus é amor e perdoa totalmente. (ver adendo) Cria que o judaísmo era mau e rejeitava a Bíblia Hebraica (AT) e o Deus nela apresentado, pois era a palavra de um ser inferior. Assim formou seu cânon: o Evangelho de Lucas truncado e dez cartas de Paulo. O seu cânon bíblico continha parte do Evangelho de Lucas e algumas cartas de Paulo, e as citações do AT neste cânon foram incluídas por judaizantes e portanto não genuínas.
  • 32. MONTANISMO Montano da Frígia, em torno de 155 d.C, com suas auxiliares Priscila e Maximila, anunciavam o fim do mundo e a volta iminente de Cristo. Montano se dizia a encarnação do Espírito Santo e batizava em “Nome do Pai, do Filho e de Montano”. Não permitiam o casamento dos viúvos, o sexo era prática mundana, exaltavam a castidade, dividiam os pecados em mortais e veniais, valorizavam o martírio. Os cristãos deviam se reunir na cidade de Pepusa, na Frígia, onde surgiria a Jerusalém celeste. Este movimento conviveu com a Igreja dos séculos II, III e IV, sumindo e reaparecendo de tempos em tempos com nova roupagem. Mais tarde, dos ideais do Montanismo, surgem os monges da Igreja Católica Romana, que viviam separados do mundo. Tertuliano tornou-se o mais importante convertido ao Montanismo.
  • 33. NEOPLATONISMO Escola filosófica fundada na Alexandria concebia que Deus era “Um”, isto é, era singular, Indivisível, transcendente e Impassível. A matéria provém de emanações do “Um”, e o homem, combinação de alma e corpo, teria como destino a união com o “Um”. Opunha-se à fé cristã da trindade e da vontade do Pai de se relacionar com o homem.
  • 34. MANIQUEISMO Fundado pelo babilônio Mani (216 a 276) que combinava elementos cristãos e orientais. Era dualista, considerava que o universo se compõe do reino das trevas (o mal) e da luz (o bem) e ambos lutam pelo domínio do homem. O espírito do homem, preso à matéria má, necessitava de um ascetismo rigoroso, inclusive o sexual, para ser liberto; O celibato era louvável e havia uma casta sacerdotal, composta por pessoas “perfeitas” que “santificavam” as demais. Rejeitavam a Jesus, porém criam em um "Cristo celestial”.
  • 35. MONARQUIANISMO MODAL (PATRIPASSIANISMO / SABELIANISMO) A dificuldade judaica em ver mais de uma Pessoa em Deus adentrou nas igrejas cristãs com as seguintes visões possíveis: 1- Há três deuses independentes; 2- Há apenas um Deus que aparece e opera em três modos; 3- Há apenas uma Pessoa que é Deus e Cristo foi sua primeira criação; 4- Há uma Divindade existindo em três Pessoas. Por volta do ano 200, Sabélio formou uma doutrina onde a trindade era uma manifestação de três formas do mesmo Deus e não uma mesma essência de três pessoas distintas. Deus Pai (quando criador e legislador), Deus Filho (quando redentor) e Deus Espírito Santo (quando mediador, doador de vida e agente divino). O Sabelianismo, perdura hoje no pentecostalismo da Nova Visão,...
  • 36. MONARQUIANISMO DINÂMICO (I: ADOCIONISMO) No séc. III, Paulo de Samósata, bispo de Antioquia e importante autoridade política no governo da rainha de Palmira, defendeu a ideia de que Cristo era um homem que, pela justiça e por ter recebido o logos divino (ES) no batismo, alcançou a divindade e o caráter de salvador. Conhecida como adocionismo, ou monarquianismo (governo de uma só pessoa). O iniciador desta doutrina foi Teódoto de Bizâncio, que dizia que um homem comum chamado Jesus, em determinado momento de sua vida (batismo), foi “adotado” e, assim, “ungido” como filho de Deus. Este monarquismo é chamado de “dinâmico” uma vez que Jesus, passando a viver como Cristo, foi sendo exaltado progressivamente até tornar-se uma divindade (após a ressurreição), quando passou a ser “semelhante” a Deus (mas não “igual”). O adocionismo, portanto, tirava a plena divindade e eternidade de Jesus. O grande problema do monarquianismo era como relacionar Cristo a Deus.
  • 37. MONARQUIANISMO DINÂMICO (II: SUBORDINACIONISMO OU ARIANISMO) O presbítero Ário, da igreja de Antioquia, com boas intenções, tentando explicar a trindade, vem com uma tese herege, conhecida como arianismo. Ário dizia que Jesus era uma “criatura perfeita, criada antes de todas as eras”. : “Deus nem sempre foi Pai... houve um tempo que estava só... Mas depois se tornou Pai... O Filho não existiu sempre... Teve uma origem de criação... Deus fez a certo ser e o chamou Palavra, Sabedoria e Filho, para que pudesse nos dar uma forma por meio dele”. Com esta declaração a Igreja se divide, e em 325, Constantino convoca na cidade de Nicéia um Concílio, porém, Ário não poderia estar presente pois não era bispo, assim, Eusébio de Nicomedia é convocado para defendê-lo. Subordinacionismo = Jesus estava subordinado à essência (não necessariamente à vontade) do Pai, sendo inferior, ontologicamente, a ele.
  • 38.  Diante desta situação foi realizado o primeiro concílio ecumênico da história, convocado pelo imperador Constantino, em 325. Teve como objetivo solucionar os problemas que dividiam a cristandade causados pelo arianismo. O ARIANISMO AINDA EXISTE? Os T.J e os Mórmons por exemplo, trazem filosofias semelhantes ao arianismo, bem como a Igreja Mundial do Poder de Deus: “Ele é a imagem do Deus invisível, a encarnação do verbo. Mas ele não é sempiterno, é eterno. O pai que é Deus é sempiterno, aquele que antes dele nunca existiu como ele, nem existirá depois dele, sempre existiu e sempre existirá. A primeira obra dele foi Jesus Cristo”. (Valdemiro Santiago.) Qual a diferença entre ser criado e ser gerado? Criar = fazer – dar origem a algo de natureza distinta. Gerar = ser o pai de – dar origem a algo da mesma natureza. O QUE O HOMEM CRIA É UMA ESTÁTUA E O QUE O HOMEM GERA É UM FILHO. O QUE DEUS CRIA NÃO É DIVINO E O QUE DEUS GERA É UM FILHO.
  • 39. Séc. II - Docetismo: Jesus tinha apenas uma natureza divina. Sua humanidade era aparente Séc. I - Ebionitas: Jesus foi um homem comum sobre o qual repousou o Espírito Santo. Séc. III - Adocianismo: O homem Jesus, filho de Maria, recebeu o logos (ES) no batismo. Há uma questão na encarnação de Jesus: Qual humanidade Jesus assumiu? Igual a nossa? Antes da queda ou depois da queda de Adão? Naquela época essa questão dividia as opiniões . E a depender da humanidade apontada: - Jesus deixará de ser o Salvador - O homem viverá sob a pretensão da impecabilidade - A salvação se dará por imitação. - A Justificação não será pela fé em Cristo. - E etc...
  • 40. Lucas 1.35- O Nascimento de Jesus foi único. Pensamento pós Lapsariano (do latim lapsus: 'queda’). Os pós-laparianos, chamados de perfeccionistas, consideram Jesus como alguém igual a nós em todos os aspectos. Vejam o silogismo ilógico da lógica dos perfeccionistas: “Se Ele foi como nós, podemos ser como Ele”. A discussão não tem sentido pois Jesus é Deus que se fez homem, portanto, é: Pré-lapsariano (idêntico a Adão antes da queda) no sentido moral e espiritual: não tem qualquer inclinação para o pecado. Pós-lapsariano (idêntico a Adão após a queda, isto é, como nós) no sentido físico e morfológico: sentia frio, fome, sede, cansaço e veio na estatura dos homens de sua época. 40
  • 41. “Perca sua cabeça para entender a trindade, perca sua alma se negar a trindade”
  • 42. 42 Partilha O que você concluiu: 1) O Deus apresentado no AT é outro Deus do apresentado no NT? 2) Qual a relação entre Deus, Jesus e Espírito Santo?
  • 43. 1. HISTÓRIA DO CRISTIANISMO – Shelley B. L. - Ed Shedd– 1ª Edição 2004 2. UMA HISTÓRIA ILUSTRADA DO CRISTIANISMO – Gonzales J. L. – Ed Vida Nova - 1995 3. HISTÓRIA DO CRISTIANISMO – COLLINS&MATTHEW – Ed. Loyola - 2000 4. HISTÓRIA DA IGREJA – Walton R.C. – Ed VidaHistória do Cristianismo, Shelley, Bruce L., 1927, Ed. Shedd 5. Textos Bíblicos extraídos da Bíblia Sagrada NVI; São Paulo; Ed. Vida; 2001 6. Bíblia De Estudo NVI, Barker; São Paulo; Ed. Vida; 2003 7. Reflexões extraídas da World Wide Web
  • 44. 44 ADENDO A revista Veja (nº 48 28/11/12) apresentou nas páginas amarelas (lugar de destaque na revista) uma entrevista com o pastor Rob Bell. Em preto o texto da Veja, em cores meu comentário. 1. “ele enfureceu a igreja ao questionar dogmas, que o cristianismo passa por uma revolução e que arrasta multidões de jovens para seus sermões.” (pg 19). Comentário: 1 a - Parece-me que o dogma questionado é o da salvação pela fé x salvação pelas obras, isto é, o propósito deste pastor é somente levar o amor de Deus pregado por Jesus, e não o julgamento da alma. (Jo 3.36) 1 b – Será que é necessária uma revolução na religião? Não basta a mudança do “nascer de novo” em cada um?
  • 45. 45 2. “A terra está cheia de sofrimento humano. Creio que não é por acaso que as pessoas mais interessadas em discutir o inferno depois da morte são as menos interessadas em discutir o inferno sobre a terra. E vice-versa.” (pg 22) Comentário: Ser cristão não é só não fazer nada de errado, isto está certo, mas, temos, também, a responsabilidade de fazer o bem, e não o fazendo pecamos. Falhamos em exercitar a prática do amor (boas obras) como elemento eficaz de testemunho de nossa fé. 3. É interessante destacar algumas declarações desse pastor: “Acredito em céu e inferno como dimensões da nossa existência aqui e agora, e que são realidades que se estendem para a dimensão para a qual vamos ao morrer. Acho que o problema de muitas igrejas é que elas falam com extrema autoridade sobre aquilo que todos nós, inclusive elas, desconhecemos. Ninguém sabe o que acontece quando morremos. Não tem fotografia, não tem video.” (pg19). Comentário: Temos certeza para onde vamos (Jo 6.40; 17.3).
  • 46. 46 4. “Há um número crescente de cristãos que acreditam que, decorrido o tempo necessário, Deus conquistará todos nós, ganhará todos os corações. Para mim é incompreensível um cristão que não considera a salvação universal”. Comentário: Em suma ele afirma que no momento certo toda a humanidade será salva. A salvação está disponível para os que aceitam a Jesus, os demais estão eternamente condenados. 5. Perguntado: Gandhi, que não era cristão, está no inferno? “Acredito que está com Deus que tanto o amou.” (pg 23) Perguntado: Hittler está no céu? “Minha suposição é que Deus lhe deu o que ele queria. Qualquer reconciliação ou perdão, nesse caso, está além da minha compreensão.”(pg 24) Comentário: Se Gandhi não creu em Jesus como seu salvador, ele está separado de Deus, assim como Hittler.

Notas do Editor

  1. Utilizar o desenho dos círculos pequeno e grande para demonstrar a nossa limitação.