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HISTÓRIA DO CRISTIANISMO 10ª AULA
OBJETIVO
A pré-reforma 1054 a 1453
EBD - ESCOLA BÍBLICA DISCIPULADORA - 2017
Prof. Francisco Tudela
TEMÁTICAS DESTA AULA
1. Recapitulação
2. O 1º cisma do catolicismo ocidental
3. Queda de Constantinopla
4. Os pré-reformistas do cristianismo.
3
ESCOLA BÍBLICA DISCIPULADORA
A expansão do cristianismo
Embora tenha sido considerada uma seita subsersiva, durante boa parte do Império
Romano, o cristianismo se tornou a religião mais importante da Europa Ocidental.
Paulo de Tarso, que nasceu 10 anos após a morte de Jesus Cristo, foi o grande
responsável pela difusão do cristianismo.
A expansão do cristianismo
Com o cessar das perseguições e a liberdade de
culto dadas por Constantino (306-337), o
cristianismo teve condições para se expandir
por todo o império romano (Europa, parte da
África e àsia) entre os século IV e VI .
Teodósio, em 391, tornou o cristianismo a
religião oficial do Império Romano.
Inicia-se a formação do corpo eclesiástico,
responsável pela liturgia.
Assim, com a hierarquia, foi montada uma das
mais poderosas instituições da Idade Média.
Bispos conduziam as cerimônias e presbiteros e
diáconos serviam de auxiliares,
A expansão do cristianismo
A organização do clero
ARCEBISPO BISPO
DIOCESE
(BISPADO)
VÁRIAS
IGREJAS
VÁRIAS DIOCESES
(PROVÍNCIA
ECLESIÁSTICA)
PARÓQUIAS
VIGÁRIO
O Culto e a Religião Popular
Eram ministrados ao povo sacramentos que ocupavam a maior parte da adoração:
a) batismo; b) confirmação (crisma); c) eucaristia; d) penitência; e) extrema unção;
f) ordem; g) matrimônio.
O cumprimento desses sacramentos era suficiente para a
salvação.
A missa era o elemento central do culto, celebrada com
muito esplendor, com cerimoniais, movimentos,
vestimentas de luxo, música solene e belíssimos templos,
com objetivo de impactar o espírito através dos sentidos.
A Igreja Católica Medieval
Nas suas mãos estava o Poder Espiritual (poder sobre a família, e sociedade) e o Poder
Temporal ( autoridade sobre a política, administração de bens, etc.)
Nos Estados Pontifícios o Papa mantinha o
Poder Temporal e Espiritual.
A Igreja Medieval também matinhas obras de
caridade, leprosários, orfanatos, asilos, além de
escolas e centros culturais, administrados por
Abades.
Nas Abadias, existia um poder total por parte da
Igreja, não podendo ser invadida sem
autorização do próprio Papa.
Assim, não foi incomum a Igreja dar asilo a
quem lhe interessasse, sem que qualquer força
policial pudesse intervir.
A Igreja não era uma “célula” única e foi se
dividindo em Ordens Religiosas.
O Papado
Origem:
Constantino presidiu o 1º Concílio das Igrejas (313).
Construída a primeira basílica em Roma.
Em 402 Inocêncio I dizendo-se governante das Igrejas exigiu que todas as
controvérsias fossem levadas a ele.
Em 440 Leão I aumentou sua autoridade, sendo visto por alguns historiadores como
o primeiro papa.
Em 445 o Imperador Romano Valentiniano III reconheceu a pretensão do papa de
exercer autoridade sobre as igrejas.
A palavra "papa" significa pai.
Até o ano 500 todos os bispos ocidentais foram chamados assim.
Aos poucos, restringiram esse tratamento aos bispos de Roma, que valorizados,
entenderam que a Capital do império desfeito deveria ser sede da Igreja.
As Tradições:
No segundo século surgiu uma tradição
divulgada por Irineu de que tanto Paulo como
Pedro haviam fundado e dirigido aquela igreja.
Jerônimo chega a dizer que Pedro governou
esta igreja por 25 anos.
Consolida-se a lenda de que Pedro havia
fundado a igreja em Roma e transferido para lá
o seu pontificado.
Escolasticismo – Vem do grego scholé, que significa o lugar onde se aprende.
A mente medieval buscava uma unidade intelectual, política e eclesiástica, e o
ressurgimento da filosofia aristotélica levou estudiosos a integrarem estes
conhecimentos.
Seus estudos partiam da Bíblia, dos credos e dos escritos dos Pais da Igreja, e
buscavam resolver se a fé era ou não razoável.
A metodologia era a dialética ou lógica aristotélica: parte de uma verdade ou lei
geral que não se prova, mas se pressupõe.
Relacionando a lei geral a um fato particular, busca-se uma conclusão que, por sua
vez, torna-se uma nova lei ou verdade geral para ser relacionada a novos fatos.
Movimentos escolásticos:
Realismo: “Creio para que possa obedecer”. Anselmo de Cantuária.
Realismo Moderado: “Conheço para que possa crer”. Tomás de Aquino.
Nominalismo: “Eu creio – Algo separado do que conheço”. Roscelino e outros.
As ordens religiosas
Os beneditinos, a mais antiga Ordem Monástica, criada a partir de
uma abadia em 529, por São Bento.
A ordem foi criada no Monte Cassino, após a morte de São Bento
(480-543), em Núrsia, na Itália
Os monges deveriam fazer votos de castidade , pobreza e de
obediência aos superiores.
Outras ordens foram criadas na Baixa Idade Média, como a dos
dominicanos, por Domingos de Guzmán, em 1260.
Na Itália, com Francisco de Assis (1182-1226) os franciscanos, fizeram parte das chamadas
ordens mendicantes, renunciavam a bens materiais.
Administrado por abadessas, também existiam ordens femininas, como a das carmelitas,
eram ordens seculares, que tinham contato com o mundo.
De maneira geral, as ordens viviam da caridade pública e da ajuda de homens e famílias
abastadas, que contribuíam para sua sobrevivência.
• Baixo Império (século III a V d.C.):
• Crise do Império Romano, pelos seguintes motivos:
Fim das conquistas
Insubordinaçãoeinvasões
bárbaras
 redução do nº de escravos  cai a produtividade
Crise do século III
Emissão de moedas
Inflação
Queda na arrecadação
Crise militarDesproteção das fronteiras
Êxodo urbano e ruralização
476 d.C.: hérulos conquistam Roma
Fim da Idade Antiga e início da Idade Média
(Ruínas do Fórum Romano, Roma, Itália.)
O Cisma da Igreja – Ocidental e Oriental
Razões para a separação:
1. Divisão do Império em Ocidente e Oriente, com duas lideranças estabelecidas
por Teodósio, em 395.
2. Diferença de jurisdição: Oriente sob o Imperador, Ocidente sob o papa.
3. Diferenças culturais: a oriental mais introspectiva, monástica e mística e a
ocidental, mais inovadora e eclética na absorção de práticas pagãs, dai a maioria
das controvérsias teológicas surgirem no oriente entre 325 e 451.
4. Celibato no ocidente e casamento de clérigos abaixo de bispo permitido no
Oriente.
5. Uso de barba: Manutenção obrigatória no Oriente, ao contrário do Ocidente.
6. Cláusula filioque: Inclusão de cláusula no credo Niceno que indicava que o
Espírito Santo provinha do Pai e do Filho, algo não aceito no Oriente, gerou
acusação do patriarca Fócio de heresia pelo Ocidente.
7. Ocidente usava o idioma latino, Oriente usava o grego.
8. Divergência na data em que se deve celebrar a Páscoa.
9. Controvérsia iconoclasta causada por decisão do imperador Leão III em 726 de
proibir genuflexão a esculturas e imagens e, em 739, que tudo exceto a Bíblia fosse
removido das igrejas e destruído, limitando o poder dos monges e refutando as
acusações de idolatria dos muçulmanos.
10. A interferência do papa e do imperador Carlos Magno nos assuntos do Oriente
gerou rusgas entre as duas facções.
11. O Ocidente continuou a usar as esculturas, enquanto que o Oriente conservou
apenas os ícones, geralmente gravuras de Cristo que deveriam ser reverenciadas,
mas não cultuadas.
12. Ressentimento pela tentativa do papa Nicolau I de interferir na nomeação do
patriarca da Igreja no Oriente.
Em 1054, todas as diferenças vieram à tona quando um problema menor surgiu.
Miguel Cerulário, patriarca de Constantinopla de 1043 a 1059, condenou a Igreja do
Ocidente pelo uso de pão não-levedado na Eucaristia.
Esta era uma prática que se disseminara no Ocidente a partir do séc. IX.
Leão IX enviou dois representantes e o cardeal Humberto ao Oriente para por fim à
polêmica.
Ao final das discussões as diferenças de opinião eram ainda maiores.
Em 16/07/1054, os representantes romanos colocaram no altar superior da catedral
de Santa Sofia um decreto de excomunhão do patriarca e seus seguidores.
A resposta do oriente foi a anatematização do papa de Roma e seus seguidores.
A excomunhão mútua só foi suspensa em 07/12/1965, durante o Concílio Vaticano
II, pelo papa Paulo VI e pelo patriarca Atenágoras.
V- Império Bizantino:
• Capital: Constantinopla (ex-Bizâncio e atual Istambul).
• Economia: agricultura e, principalmente comércio.
• Política: estado Teocrático (Imperador como representante de Deus na Terra) e
Autocrático (Imperador com o poder absoluto, sendo chefe político, militar e religioso).
(Justiniano num mosaico na Igreja São Vitale em Ravenna.)
• Principal Imperador: Justiniano (527 – 565 d.C), que criou o Corpus Juris Civilis
(Corpo do Direito Civil, que influenciou vários povos) e construiu a catedral de Santa Sofia.
• Religião: cristianismo peculiar (movimentos heréticos monofisista – que não
acreditava na Santíssima Trindade – e iconoclasta – não admissão da adoração de
imagens).
• 1054: Cisma do Oriente: divisão do mundo cristão, em Igreja Católica
Apostólica Romana (liderada pelo papa em Roma) e Igreja Cristã Ortodoxa
(liderada pelo patriarca de Constantinopla).
• 1453 d.C.: queda de Constantinopla pelos turcos otomanos (islâmicos) e início
da Idade Moderna (1453 – 1789 d.C.).
V- Império Bizantino:
• Capital: Constantinopla (ex-Bizâncio e atual Istambul).
• Economia: agricultura e, principalmente comércio.
• Política: estado Teocrático (Imperador como representante de Deus na Terra) e
Autocrático (Imperador com o poder absoluto, sendo chefe político, militar e religioso).
(Justiniano num mosaico na Igreja São Vitale em Ravenna.)
• Principal Imperador: Justiniano (527 – 565 d.C), que criou o Corpus Juris Civilis
(Corpo do Direito Civil, que influenciou vários povos) e construiu a catedral de Santa Sofia.
• Religião: cristianismo peculiar (movimentos heréticos monofisista – que não
acreditava na Santíssima Trindade – e iconoclasta – não admissão da adoração de
imagens).
• 1054: Cisma do Oriente: divisão do mundo cristão, em Igreja Católica
Apostólica Romana (liderada pelo papa em Roma) e Igreja Cristã Ortodoxa
(liderada pelo patriarca de Constantinopla).
• 1453 d.C.: queda de Constantinopla pelos turcos otomanos (islâmicos) e início
da Idade Moderna (1453 – 1789 d.C.).
A queda de Constantinopla foi o símbolo do declínio do Império Romano do
Oriente (Império Bizantino), inaugurado por Constantino no século IV d.C.
A basílica de Hagia Sofia (Santa Sabedoria), foi transformada em mesquita no
mesmo dia em que os otomanos, com 200 mil homens (entre os soldados estavam
meninos cristãos sequestrados e convertidos ao islamismo.), transpuseram as
muralhas, como narra o historiador Alan Palmer:
Quando o Sultão Mehmed II (com 19 anos) entrou em Constantinopla em seu
tordilho naquela tarde de terça-feira, foi primeiro a Santa Sofia, a igreja da Santa
Sabedoria, e pôs a basílica sob sua proteção antes de ordenar que fosse
transformada em Mesquita. Cerca de sessenta e cinco horas mais tarde, retornou à
basílica para as preces rituais do meio-dia da sexta.
Logo a cidade de Constantinopla receberia o nome de Istambul (nome que significa
“na cidade”) e se tornaria a sede do Império Otomano.
Esse Império sobreviveu até a Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
Por medo da conversão forçada ao Islã, gregos e outros povos dos Balcãs fugiram
através do Mar Adriático para a Itália e levando obras de arte, manuscritos e estudos
que foram imprescindíveis para o início do Renascimento.
o Islam vê a Bíblia como um livro santo e Jesus Cristo
como um profeta; aos olhos dos muçulmanos, portanto, a
religião cristã era incompleta mas não completamente
falsa, e cristãos sendo "Povo do Livro," não deveriam ser
tratados como pagãos.
Os cristãos não deveriam ser perseguidos, desde que se
submetessem mansamente ao poder temporal do Islam.
Deus lhes enviou outros livros além do Alcorão: o livro
de Ibrahim (que se perdeu), a lei de Moisés (a Torá-
pentatêuco), os Salmos de David e o evangelho de Jesus.
Para o Islam o Cristianismo e os cristãos eram de
segunda classe, inferiores.
Contribuíam com mais taxas, usavam roupas distintas,
não podiam servir no exército, proibidos de casar com
muçulmanos e converter um muçulmano era crime.
A Igreja Ortodoxa Hoje
É um ajuntamento de igrejas autogovernadas.
São administrativamente independentes e
possuem vários ramos, embora todas
reconheçam a preeminência espiritual do
Patriarca de Constantinopla.
Dão grande importância à tradição.
Retornaram à prática de veneração e adoração
dos ícones.
E existe um intenso ritualismo e formalismo,
na sua adoração.
Desde o início existiram igrejas particulares que se separaram da Igreja.
Existiram outros cismas?
VOLTANDO À IGREJA OCIDENTAL: O questionamento do poder
No século X iniciam-se grandes divergências
entre algumas ordens religiosas, com destaque
aos movimentos de contestação do poder
temporal da Igreja.
Na França, na abadia de Cluny, monges
Beneditinos, formavam um mosteiro que se
dedicava a seguir às ordens papais, sem
interferência da nobreza.
Questionavam, também, a simonia (venda de
indulgências e sacramentos), além da vida
suntuosa de alguns bispos .
Em 1073, um monge de Cluny, se tornava papa
com o nome de Gregório VII, tomando
medidas soberanas no Dictatus papae.
As Riquezas da Igreja
Desde o Imperador Constantino o clero era isento dos impostos.
Governos posteriores dispuseram que só fossem ordenados para o sacerdócio os de
“pequena fortuna”, de poucas posses, de pouca ou nenhuma formação.
A igreja recebia ofertas dos fiéis, doações de terras e
edifícios para fins religiosos e dinheiro arrecadado
com a venda das indulgências.
A Igreja tornou-se rica na Europa e possuiu a quarta
parte das terras da França, Alemanha e Inglaterra.
A questão das investiduras
Em 962, Otão I, fundou o
Sacro Império Germânico-
romano, substituto do Império
Romano do Ocidente.
Os sucessores de Otão I, afim de manter a autoridade real,
passaram a nomear os bispos e abades, para dirigir os
mosteiros e dioceses.
Com isso, o rei tinha certa autoridade sobre os rumos da
Igreja Católica.
Entretanto, em 1075, o papa Gregório VII (1073-1085),
publicou um decreto contra essa prática.
Pelo decreto o papa proibia a escolha de bispos e abades
pelo leigos, como o rei.
Esse embate entre o poder espiritual (igreja) e o poder temporal (o rei),
ficou conhecido como “A Querela das Investiduras”.
O outro personagem desse fato foi o rei Henrique IV, da Germânia,
imperador do Sacro Império Germânico-romano.
O imperador declarou o papa deposto e, o papa, por sua vez, declarou o
imperador excomungado.
A atitude de Henrique IV acabou por provocar uma
dissidência entre senhores feudais.
Os senhores feudais acompanharam a autonomia da Igreja
nas questões espirituais.
Assim Henrique IV perdia o direito de suserania sobre os
nobres de terras da Europa.
Enfraquecido, Henrique IV teve de recuar em sua decisão
contra o papado.
O imperador , em 1077, se viu obrigado a se dirigir até a Itália, sede
do papado, e humilhar-se pedindo perdão publicamente ao papa
Gregório VII.
Contudo, em 1080, frente a um poderoso exército, destronou o papa
dando posse a um outro, Clemente III.
O papa Gregório VII, fugiu se refugiando na Península Italiana,
passando assim a existir dois papas, até 1122, durante 42 anos.
Em 962, Otão I, fundou o
Sacro Império Germânico-
romano, substituto do Império
Romano do Ocidente.
Os sucessores de Otão I, afim de manter a autoridade real,
passaram a nomear os bispos e abades, para dirigir os
mosteiros e dioceses.
Com isso, o rei tinha certa autoridade sobre os rumos da
Igreja Católica.
Entretanto, em 1075, o papa Gregório VII (1073-1085),
publicou um decreto contra essa prática.
Pelo decreto o papa proibia a escolha de bispos e abades
pelo leigos, como o rei.
Esse embate entre o poder espiritual (igreja) e o poder temporal (o rei),
ficou conhecido como “A Querela das Investiduras”.
O outro personagem desse fato foi o rei Henrique IV, da Germânia,
imperador do Sacro Império Germânico-romano.
O imperador declarou o papa deposto e, o papa, por sua vez, declarou o
imperador excomungado.
A questão das investiduras
Em 962, Otão I, fundou o
Sacro Império Germânico-
romano, substituto do Império
Romano do Ocidente.
Os sucessores de Otão I, afim de manter a autoridade real,
passaram a nomear os bispos e abades, para dirigir os
mosteiros e dioceses.
Com isso, o rei tinha certa autoridade sobre os rumos da
Igreja Católica.
Entretanto, em 1075, o papa Gregório VII (1073-1085),
publicou um decreto contra essa prática.
Pelo decreto o papa proibia a escolha de bispos e abades
pelo leigos, como o rei.
Esse embate entre o poder espiritual (igreja) e o poder temporal (o rei),
ficou conhecido como “A Querela das Investiduras”.
O outro personagem desse fato foi o rei Henrique IV, da Germânia,
imperador do Sacro Império Germânico-romano.
O imperador declarou o papa deposto e, o papa, por sua vez, declarou o
imperador excomungado.
A atitude de Henrique IV acabou por provocar uma
dissidência dos senhores feudais.
Os senhores feudais acompanharam a autonomia da Igreja
nas questões espirituais.
Assim Henrique IV perdia o direito de suserania sobre os
nobres de terras da Europa.
Enfraquecido, Henrique IV teve de recuar em sua decisão
contra o papado.
O imperador , em 1077, se viu obrigado a se dirigir até a Itália, sede
do papado, e humilhar-se pedindo perdão publicamente ao papa
Gregório VII.
Contudo, em 1080, frente a um poderoso exército, destronou o papa
dando posse a um outro, Clemente III.
O papa Gregório VII, fugiu se refugiando na Península Italiana,
passando assim a existir dois papas, até 1122, durante 42 anos.
Com o papa Calixto II, em 1122, se chegava ao fim a Querela das
Investiduras.
O imperador Henrique V, e o papa
assinaram um tratado pondo fim às
disputas quanto ao poder, a Dieta ou
Concordata de Worms, onde os bispos e
abades passavam a receber do papa o
poder espiritual simbolizado pelo báculo e
o anel, devendo prestar juramento de
fidelidade e vassalagem ao monarca.
Quanto ao Imperador a coroa e o cetro ,
formalizariam o símbolo do seu poder
temporal (político) aprovado pela igreja.
Tais símbolos se tornaram tão importantes
para as relações entre o Estado e a Igreja,
que perduraram até o fim da Idade Média.
Essa unidade esteve presente inclusive nas
Cruzadas.
Declínio do Papado (1309-1439)
Exigência do celibato forçou diversos clérigos a tomarem concubinas ou se
perderem em casos de amor ilícito com mulheres de suas congregações, tendo que
lidar com a questão dos filhos nascidos dessas uniões.
Alguns davam mais atenção a seus filhos do que a suas funções clericais.
Clérigos gozavam de uma vida de luxúria, especialmente durante a Renascença.
O feudalismo gerou dupla obediência: ao papa e ao senhor feudal, criando uma
divisão de interesses. Com isso clérigos se preocupavam mais com suas
responsabilidades seculares do que com as tarefas de ordem espiritual.
“Cativeiro Babilônico” (1309-1377) e Grande Cisma Ocidental (1378-1417) foram
responsáveis pela perda do prestígio do papa.
O cativeiro de Avignon
Com Felipe IV, o Belo, deu-se continuidade à política de seus
antecessores, expandindo fronteira e centralizando o poder real.
As dificuldades financeiras levaram Felipe IV a cobrar
impostos da Igreja Católica, dando inicio a um conflito.
O Papa Bonifácio VIII ameaçou o rei de excomunhão e
através da Bula Unam Sanctam, reafirmou a autoridade da
Igreja sobre os homens.
Com o agravamento da situação, Felipe IV, convocou a Assembleia
dos Estados Gerais, que reunia membros do clero, da nobreza e dos
comerciantes que acabou autorizando os impostos.
Com a morte de Bonifácio VIII o rei interferiu na sucessão papal
escolhendo Clemente V e transferindo o papado para Avingnon, na
França. Durante 70 anos (1307-1377) o papa esteve sob a tutela dos
reis franceses, aumentado a crise na igreja católica.
O papado se dividiu, com eleições de pontífices em Pisa e Roma
determinando excomunhões e perseguições. Isso ficou conhecido
como o “Cisma do Ocidente”. A crise só terminou em 1417, com a
eleição de Martim V, no Concílio de Constança.
Movimento Conciliar
Concílio de Pisa (1409): Havia 2 papas, Bento XIII em Avignon e Gregório XII em
Roma.
Foram depostos Bento XIII e Gregório XII e eleito Alexandre V como papa
legítimo.
Apesar da decisão os dois papas anteriores decidiram não abandonar seus postos.
Desta forma, o resultado concreto do Concílio de Pisa era que, agora, a Igreja
Romana possuía três papas, e não apenas dois.
Com a morte do papa Alexandre V, em 1410, sucedeu-o João XIII.
Concílio de Constança (1414-1418): Gregório XII abdicou e, depois de
negociações, Bento XIII e João XIII foram depostos em 1415.
Martinho V foi eleito o novo papa e, de quebra, o Concílio ainda condenou as ideias
de Wycliffe e condenou Huss.
16° Gregório XII e
Martinho V
Constança
ano 1414 e
1418
Extingue o Grande Cisma do Ocidente.
Condenação de John Wycliffe e de Jan Hus.
Decreta a supremacia do concílio sobre o Papa
(posteriormente o ab-rogado).
Eleição do Papa Martinho V.
17° Eugênio IV Basileia-
Ferrara-
Florença
Ano 1431 a
1432
Sanciona o cânon católico (relação oficial dos livros da Bíblia).
Tenta nova união com as Igrejas Orientais Ortodoxas.
Reconhecimento no romano pontífice de poderes sobre a
Igreja Universal.
Ratifica a figura do Purgatório.
MOVIMENTOS DE PROTESTO
No início do século XII surgiram movimentos de oposição à atitude do clero e ao
estado moral da Igreja.
Os Valdenses (1170). Liderados por Pedro Valdo, um
comerciante de Lyon, na França, distribuiu todo o seu
dinheiro entre os pobres vindo a tornar-se um evangelista
itinerante.
À ele juntaram-se grandes multidões que faziam frente à
Igreja espiritualmente enfraquecida.
Ainda que perseguidos pela inquisição papal continuaram
sempre ativos no ensino do Evangelho e na distribuição de
manuscritos parciais das Escrituras.
Saíam em dois e se vestiam com simplicidade para
pregar aos pobres em sua língua.
Precursores da Reforma
Em 1378, John Wycliffe, professor de Oxford, queria reformar a
Igreja romana excluindo os clérigos imorais e tomando suas
propriedades , que , segundo ele, eram a fonte da corrupção.
Combateu a transubstanciação, que os elementos da ceia
permaneciam e que Cristo estava espiritualmente presente
sendo percebido pela fé.
Esta ideia tirava a autoridade sacerdotal de deter a salvação de
alguém por ter nas mãos o corpo e sangue de Cristo na ceia.
Pregava que a Bíblia é a única autoridade para o crente e que a
Igreja Romana deveria voltar aos padrões da Igreja do NT.
Para apoiar suas ideias traduziu o NT para o inglês.
Apesar de não conseguir que a Igreja aceitasse seus dogmas, Wycliffe, formou
grupos de pregadores leigos, os lolardos.
Os lolardos ao proclamarem os ideais evangélicos entre o povo na Inglaterra
contribuiram para a Revolta dos Camponeses de 1381.
As propostas de Wycliffe agradaram os nobres ingleses, que vislumbraram a
possibilidade de colocar as mãos nas propriedades da Igreja.
As ideias de Wycliffe foram condenadas em Londres, em 1382, sendo obrigado a se
retirar para seu pastorado em Lutterworth.
Em 1414 a Igreja Romana condenou suas pregações e Wycliffe à pena de morte.
John Huss (1373-1415), pastor de 1402 a 1414, formado na
Universidade de Praga, onde lecionou e chegou a ser reitor,
conheceu os escritos de Wycliffe quando lecionava e começou a
propagá-los, pregando contra as falhas morais do clero, bispos e
papa defendendo a doutrina Wycliffista.
Com a ocorrência do Grande Cisma Ocidental, Huss apoiou o
antipapa Alexandre V (Gregório XII era o papa legítimo), na
esperança de que este aceitasse suas ideias.
Contudo, o antipapa rejeitou os ensinamentos de Wycliffe e
ordenou que seus livros fossem queimados e a pregação cessasse.
Huss tentou apelar da decisão, mas acabou excomungado pelo
antipapa.
Após a morte de Alexandre V, seu sucessor, João XIII, conclamou uma cruzada
contra o rei de Nápoles, que apoiava o papa rival Gregório XII.
Para cobrir as despesas da cruzada utilizou-se das indulgências, o que foi
condenado por Huss e seus seguidores.
Sua principal obra foi o livro De Ecclesia (1413), extrato de 2 obras de Wycliffe.
Durante o Concílio de Constança, Huss foi convocado para defender suas ideias
perante o clero, para tanto recebeu um salvo-conduto do Imperador Sigismundo.
Ao chegar, o salvo-conduto foi desconsiderado, Huss foi imediatamente preso.
Foi acusado de doutrinas que não pregara e defendeu as que pregou com base nas
Escrituras Sagradas, Huss foi condenado pelo Concílio como herege e entregue às
autoridades seculares, que o amarraram à estaca e queimaram vivo, em 6/7/1415.
Com a morte de Huss revoltas armadas com sentido cruzado surgiram na Boêmia.
Três foram lançadas contra Roma, sem sucesso.
Contudo, um século depois, mais de 90% das terras rurais boêmias eram Hussitas.
As ideias de Huss permaneceram através de seus seguidores.
O grupo mais radical, conhecido como taborita, rejeitava tudo na fé e na prática da
Igreja Romana que não se encontrasse na Bíblia.
Do grupo taborita saiu um grupo menor que formou aquilo que ficou conhecido como a
Unitas Fratrum (Irmãos Unidos), ou Irmãos Boêmios, em meados do séc. XV.
Deste grupo saiu a Igreja Morávia, que existe até hoje.
Uma curiosidade do grupo é que foi a fé dos irmãos morávios motivou John Wesley a
iniciar seu ministério.
Os ensinos de Huss também serviram de inspiração para Lutero, quando enfrentou
problemas semelhantes na Alemanha em seus dias.
CONCLUSÃO
Iniciam-se os movimentos contra o distanciamento da igreja dos
princípios do evangelho de Jesus Cristo.
No próximo assunto veremos o ápice destes movimento com a Reforma
de Martinho Lutero
Soli Deo gloria!
1.HISTÓRIA DO CRISTIANISMO – Shelley B. L. - Ed Shedd– 1ª Edição 2004
2.UMA HISTÓRIA ILUSTRADA DO CRISTIANISMO – Gonzales J. L. – Ed Vida Nova -
1995
3.HISTÓRIA DO CRISTIANISMO – COLLINS&MATTHEW – Ed. Loyola - 2000
4.HISTÓRIA DA IGREJA – Walton R.C. – Ed VidaHistória do Cristianismo, Shelley,
Bruce L., 1927, Ed. Shedd
5.Textos Bíblicos extraídos da Bíblia Sagrada NVI; São Paulo; Ed. Vida; 2001
6.Bíblia De Estudo NVI, Barker; São Paulo; Ed. Vida; 2003
7.Reflexões extraídas da World Wide Web

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10 Os pré-reformadores do cristianismo - 10ª aula

  • 1. HISTÓRIA DO CRISTIANISMO 10ª AULA OBJETIVO A pré-reforma 1054 a 1453 EBD - ESCOLA BÍBLICA DISCIPULADORA - 2017 Prof. Francisco Tudela
  • 2. TEMÁTICAS DESTA AULA 1. Recapitulação 2. O 1º cisma do catolicismo ocidental 3. Queda de Constantinopla 4. Os pré-reformistas do cristianismo.
  • 3. 3
  • 5. A expansão do cristianismo Embora tenha sido considerada uma seita subsersiva, durante boa parte do Império Romano, o cristianismo se tornou a religião mais importante da Europa Ocidental. Paulo de Tarso, que nasceu 10 anos após a morte de Jesus Cristo, foi o grande responsável pela difusão do cristianismo.
  • 6. A expansão do cristianismo Com o cessar das perseguições e a liberdade de culto dadas por Constantino (306-337), o cristianismo teve condições para se expandir por todo o império romano (Europa, parte da África e àsia) entre os século IV e VI . Teodósio, em 391, tornou o cristianismo a religião oficial do Império Romano. Inicia-se a formação do corpo eclesiástico, responsável pela liturgia. Assim, com a hierarquia, foi montada uma das mais poderosas instituições da Idade Média. Bispos conduziam as cerimônias e presbiteros e diáconos serviam de auxiliares,
  • 7. A expansão do cristianismo
  • 8. A organização do clero ARCEBISPO BISPO DIOCESE (BISPADO) VÁRIAS IGREJAS VÁRIAS DIOCESES (PROVÍNCIA ECLESIÁSTICA) PARÓQUIAS VIGÁRIO
  • 9. O Culto e a Religião Popular Eram ministrados ao povo sacramentos que ocupavam a maior parte da adoração: a) batismo; b) confirmação (crisma); c) eucaristia; d) penitência; e) extrema unção; f) ordem; g) matrimônio. O cumprimento desses sacramentos era suficiente para a salvação. A missa era o elemento central do culto, celebrada com muito esplendor, com cerimoniais, movimentos, vestimentas de luxo, música solene e belíssimos templos, com objetivo de impactar o espírito através dos sentidos.
  • 10. A Igreja Católica Medieval Nas suas mãos estava o Poder Espiritual (poder sobre a família, e sociedade) e o Poder Temporal ( autoridade sobre a política, administração de bens, etc.) Nos Estados Pontifícios o Papa mantinha o Poder Temporal e Espiritual. A Igreja Medieval também matinhas obras de caridade, leprosários, orfanatos, asilos, além de escolas e centros culturais, administrados por Abades. Nas Abadias, existia um poder total por parte da Igreja, não podendo ser invadida sem autorização do próprio Papa. Assim, não foi incomum a Igreja dar asilo a quem lhe interessasse, sem que qualquer força policial pudesse intervir. A Igreja não era uma “célula” única e foi se dividindo em Ordens Religiosas.
  • 11. O Papado Origem: Constantino presidiu o 1º Concílio das Igrejas (313). Construída a primeira basílica em Roma. Em 402 Inocêncio I dizendo-se governante das Igrejas exigiu que todas as controvérsias fossem levadas a ele. Em 440 Leão I aumentou sua autoridade, sendo visto por alguns historiadores como o primeiro papa. Em 445 o Imperador Romano Valentiniano III reconheceu a pretensão do papa de exercer autoridade sobre as igrejas. A palavra "papa" significa pai. Até o ano 500 todos os bispos ocidentais foram chamados assim. Aos poucos, restringiram esse tratamento aos bispos de Roma, que valorizados, entenderam que a Capital do império desfeito deveria ser sede da Igreja.
  • 12. As Tradições: No segundo século surgiu uma tradição divulgada por Irineu de que tanto Paulo como Pedro haviam fundado e dirigido aquela igreja. Jerônimo chega a dizer que Pedro governou esta igreja por 25 anos. Consolida-se a lenda de que Pedro havia fundado a igreja em Roma e transferido para lá o seu pontificado.
  • 13. Escolasticismo – Vem do grego scholé, que significa o lugar onde se aprende. A mente medieval buscava uma unidade intelectual, política e eclesiástica, e o ressurgimento da filosofia aristotélica levou estudiosos a integrarem estes conhecimentos. Seus estudos partiam da Bíblia, dos credos e dos escritos dos Pais da Igreja, e buscavam resolver se a fé era ou não razoável. A metodologia era a dialética ou lógica aristotélica: parte de uma verdade ou lei geral que não se prova, mas se pressupõe. Relacionando a lei geral a um fato particular, busca-se uma conclusão que, por sua vez, torna-se uma nova lei ou verdade geral para ser relacionada a novos fatos. Movimentos escolásticos: Realismo: “Creio para que possa obedecer”. Anselmo de Cantuária. Realismo Moderado: “Conheço para que possa crer”. Tomás de Aquino. Nominalismo: “Eu creio – Algo separado do que conheço”. Roscelino e outros.
  • 14. As ordens religiosas Os beneditinos, a mais antiga Ordem Monástica, criada a partir de uma abadia em 529, por São Bento. A ordem foi criada no Monte Cassino, após a morte de São Bento (480-543), em Núrsia, na Itália Os monges deveriam fazer votos de castidade , pobreza e de obediência aos superiores. Outras ordens foram criadas na Baixa Idade Média, como a dos dominicanos, por Domingos de Guzmán, em 1260. Na Itália, com Francisco de Assis (1182-1226) os franciscanos, fizeram parte das chamadas ordens mendicantes, renunciavam a bens materiais. Administrado por abadessas, também existiam ordens femininas, como a das carmelitas, eram ordens seculares, que tinham contato com o mundo. De maneira geral, as ordens viviam da caridade pública e da ajuda de homens e famílias abastadas, que contribuíam para sua sobrevivência.
  • 15. • Baixo Império (século III a V d.C.): • Crise do Império Romano, pelos seguintes motivos: Fim das conquistas Insubordinaçãoeinvasões bárbaras  redução do nº de escravos  cai a produtividade Crise do século III Emissão de moedas Inflação Queda na arrecadação Crise militarDesproteção das fronteiras Êxodo urbano e ruralização 476 d.C.: hérulos conquistam Roma Fim da Idade Antiga e início da Idade Média (Ruínas do Fórum Romano, Roma, Itália.)
  • 16. O Cisma da Igreja – Ocidental e Oriental Razões para a separação: 1. Divisão do Império em Ocidente e Oriente, com duas lideranças estabelecidas por Teodósio, em 395. 2. Diferença de jurisdição: Oriente sob o Imperador, Ocidente sob o papa. 3. Diferenças culturais: a oriental mais introspectiva, monástica e mística e a ocidental, mais inovadora e eclética na absorção de práticas pagãs, dai a maioria das controvérsias teológicas surgirem no oriente entre 325 e 451. 4. Celibato no ocidente e casamento de clérigos abaixo de bispo permitido no Oriente. 5. Uso de barba: Manutenção obrigatória no Oriente, ao contrário do Ocidente. 6. Cláusula filioque: Inclusão de cláusula no credo Niceno que indicava que o Espírito Santo provinha do Pai e do Filho, algo não aceito no Oriente, gerou acusação do patriarca Fócio de heresia pelo Ocidente.
  • 17. 7. Ocidente usava o idioma latino, Oriente usava o grego. 8. Divergência na data em que se deve celebrar a Páscoa. 9. Controvérsia iconoclasta causada por decisão do imperador Leão III em 726 de proibir genuflexão a esculturas e imagens e, em 739, que tudo exceto a Bíblia fosse removido das igrejas e destruído, limitando o poder dos monges e refutando as acusações de idolatria dos muçulmanos. 10. A interferência do papa e do imperador Carlos Magno nos assuntos do Oriente gerou rusgas entre as duas facções. 11. O Ocidente continuou a usar as esculturas, enquanto que o Oriente conservou apenas os ícones, geralmente gravuras de Cristo que deveriam ser reverenciadas, mas não cultuadas. 12. Ressentimento pela tentativa do papa Nicolau I de interferir na nomeação do patriarca da Igreja no Oriente.
  • 18. Em 1054, todas as diferenças vieram à tona quando um problema menor surgiu. Miguel Cerulário, patriarca de Constantinopla de 1043 a 1059, condenou a Igreja do Ocidente pelo uso de pão não-levedado na Eucaristia. Esta era uma prática que se disseminara no Ocidente a partir do séc. IX. Leão IX enviou dois representantes e o cardeal Humberto ao Oriente para por fim à polêmica. Ao final das discussões as diferenças de opinião eram ainda maiores. Em 16/07/1054, os representantes romanos colocaram no altar superior da catedral de Santa Sofia um decreto de excomunhão do patriarca e seus seguidores. A resposta do oriente foi a anatematização do papa de Roma e seus seguidores. A excomunhão mútua só foi suspensa em 07/12/1965, durante o Concílio Vaticano II, pelo papa Paulo VI e pelo patriarca Atenágoras.
  • 19. V- Império Bizantino: • Capital: Constantinopla (ex-Bizâncio e atual Istambul). • Economia: agricultura e, principalmente comércio. • Política: estado Teocrático (Imperador como representante de Deus na Terra) e Autocrático (Imperador com o poder absoluto, sendo chefe político, militar e religioso). (Justiniano num mosaico na Igreja São Vitale em Ravenna.) • Principal Imperador: Justiniano (527 – 565 d.C), que criou o Corpus Juris Civilis (Corpo do Direito Civil, que influenciou vários povos) e construiu a catedral de Santa Sofia. • Religião: cristianismo peculiar (movimentos heréticos monofisista – que não acreditava na Santíssima Trindade – e iconoclasta – não admissão da adoração de imagens). • 1054: Cisma do Oriente: divisão do mundo cristão, em Igreja Católica Apostólica Romana (liderada pelo papa em Roma) e Igreja Cristã Ortodoxa (liderada pelo patriarca de Constantinopla). • 1453 d.C.: queda de Constantinopla pelos turcos otomanos (islâmicos) e início da Idade Moderna (1453 – 1789 d.C.).
  • 20. V- Império Bizantino: • Capital: Constantinopla (ex-Bizâncio e atual Istambul). • Economia: agricultura e, principalmente comércio. • Política: estado Teocrático (Imperador como representante de Deus na Terra) e Autocrático (Imperador com o poder absoluto, sendo chefe político, militar e religioso). (Justiniano num mosaico na Igreja São Vitale em Ravenna.) • Principal Imperador: Justiniano (527 – 565 d.C), que criou o Corpus Juris Civilis (Corpo do Direito Civil, que influenciou vários povos) e construiu a catedral de Santa Sofia. • Religião: cristianismo peculiar (movimentos heréticos monofisista – que não acreditava na Santíssima Trindade – e iconoclasta – não admissão da adoração de imagens). • 1054: Cisma do Oriente: divisão do mundo cristão, em Igreja Católica Apostólica Romana (liderada pelo papa em Roma) e Igreja Cristã Ortodoxa (liderada pelo patriarca de Constantinopla). • 1453 d.C.: queda de Constantinopla pelos turcos otomanos (islâmicos) e início da Idade Moderna (1453 – 1789 d.C.).
  • 21. A queda de Constantinopla foi o símbolo do declínio do Império Romano do Oriente (Império Bizantino), inaugurado por Constantino no século IV d.C. A basílica de Hagia Sofia (Santa Sabedoria), foi transformada em mesquita no mesmo dia em que os otomanos, com 200 mil homens (entre os soldados estavam meninos cristãos sequestrados e convertidos ao islamismo.), transpuseram as muralhas, como narra o historiador Alan Palmer: Quando o Sultão Mehmed II (com 19 anos) entrou em Constantinopla em seu tordilho naquela tarde de terça-feira, foi primeiro a Santa Sofia, a igreja da Santa Sabedoria, e pôs a basílica sob sua proteção antes de ordenar que fosse transformada em Mesquita. Cerca de sessenta e cinco horas mais tarde, retornou à basílica para as preces rituais do meio-dia da sexta. Logo a cidade de Constantinopla receberia o nome de Istambul (nome que significa “na cidade”) e se tornaria a sede do Império Otomano. Esse Império sobreviveu até a Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
  • 22. Por medo da conversão forçada ao Islã, gregos e outros povos dos Balcãs fugiram através do Mar Adriático para a Itália e levando obras de arte, manuscritos e estudos que foram imprescindíveis para o início do Renascimento.
  • 23. o Islam vê a Bíblia como um livro santo e Jesus Cristo como um profeta; aos olhos dos muçulmanos, portanto, a religião cristã era incompleta mas não completamente falsa, e cristãos sendo "Povo do Livro," não deveriam ser tratados como pagãos. Os cristãos não deveriam ser perseguidos, desde que se submetessem mansamente ao poder temporal do Islam. Deus lhes enviou outros livros além do Alcorão: o livro de Ibrahim (que se perdeu), a lei de Moisés (a Torá- pentatêuco), os Salmos de David e o evangelho de Jesus. Para o Islam o Cristianismo e os cristãos eram de segunda classe, inferiores. Contribuíam com mais taxas, usavam roupas distintas, não podiam servir no exército, proibidos de casar com muçulmanos e converter um muçulmano era crime.
  • 24. A Igreja Ortodoxa Hoje É um ajuntamento de igrejas autogovernadas. São administrativamente independentes e possuem vários ramos, embora todas reconheçam a preeminência espiritual do Patriarca de Constantinopla. Dão grande importância à tradição. Retornaram à prática de veneração e adoração dos ícones. E existe um intenso ritualismo e formalismo, na sua adoração.
  • 25. Desde o início existiram igrejas particulares que se separaram da Igreja. Existiram outros cismas?
  • 26. VOLTANDO À IGREJA OCIDENTAL: O questionamento do poder No século X iniciam-se grandes divergências entre algumas ordens religiosas, com destaque aos movimentos de contestação do poder temporal da Igreja. Na França, na abadia de Cluny, monges Beneditinos, formavam um mosteiro que se dedicava a seguir às ordens papais, sem interferência da nobreza. Questionavam, também, a simonia (venda de indulgências e sacramentos), além da vida suntuosa de alguns bispos . Em 1073, um monge de Cluny, se tornava papa com o nome de Gregório VII, tomando medidas soberanas no Dictatus papae.
  • 27. As Riquezas da Igreja Desde o Imperador Constantino o clero era isento dos impostos. Governos posteriores dispuseram que só fossem ordenados para o sacerdócio os de “pequena fortuna”, de poucas posses, de pouca ou nenhuma formação. A igreja recebia ofertas dos fiéis, doações de terras e edifícios para fins religiosos e dinheiro arrecadado com a venda das indulgências. A Igreja tornou-se rica na Europa e possuiu a quarta parte das terras da França, Alemanha e Inglaterra.
  • 28. A questão das investiduras Em 962, Otão I, fundou o Sacro Império Germânico- romano, substituto do Império Romano do Ocidente. Os sucessores de Otão I, afim de manter a autoridade real, passaram a nomear os bispos e abades, para dirigir os mosteiros e dioceses. Com isso, o rei tinha certa autoridade sobre os rumos da Igreja Católica. Entretanto, em 1075, o papa Gregório VII (1073-1085), publicou um decreto contra essa prática. Pelo decreto o papa proibia a escolha de bispos e abades pelo leigos, como o rei. Esse embate entre o poder espiritual (igreja) e o poder temporal (o rei), ficou conhecido como “A Querela das Investiduras”. O outro personagem desse fato foi o rei Henrique IV, da Germânia, imperador do Sacro Império Germânico-romano. O imperador declarou o papa deposto e, o papa, por sua vez, declarou o imperador excomungado. A atitude de Henrique IV acabou por provocar uma dissidência entre senhores feudais. Os senhores feudais acompanharam a autonomia da Igreja nas questões espirituais. Assim Henrique IV perdia o direito de suserania sobre os nobres de terras da Europa. Enfraquecido, Henrique IV teve de recuar em sua decisão contra o papado. O imperador , em 1077, se viu obrigado a se dirigir até a Itália, sede do papado, e humilhar-se pedindo perdão publicamente ao papa Gregório VII. Contudo, em 1080, frente a um poderoso exército, destronou o papa dando posse a um outro, Clemente III. O papa Gregório VII, fugiu se refugiando na Península Italiana, passando assim a existir dois papas, até 1122, durante 42 anos.
  • 29. Em 962, Otão I, fundou o Sacro Império Germânico- romano, substituto do Império Romano do Ocidente. Os sucessores de Otão I, afim de manter a autoridade real, passaram a nomear os bispos e abades, para dirigir os mosteiros e dioceses. Com isso, o rei tinha certa autoridade sobre os rumos da Igreja Católica. Entretanto, em 1075, o papa Gregório VII (1073-1085), publicou um decreto contra essa prática. Pelo decreto o papa proibia a escolha de bispos e abades pelo leigos, como o rei. Esse embate entre o poder espiritual (igreja) e o poder temporal (o rei), ficou conhecido como “A Querela das Investiduras”. O outro personagem desse fato foi o rei Henrique IV, da Germânia, imperador do Sacro Império Germânico-romano. O imperador declarou o papa deposto e, o papa, por sua vez, declarou o imperador excomungado.
  • 30. A questão das investiduras Em 962, Otão I, fundou o Sacro Império Germânico- romano, substituto do Império Romano do Ocidente. Os sucessores de Otão I, afim de manter a autoridade real, passaram a nomear os bispos e abades, para dirigir os mosteiros e dioceses. Com isso, o rei tinha certa autoridade sobre os rumos da Igreja Católica. Entretanto, em 1075, o papa Gregório VII (1073-1085), publicou um decreto contra essa prática. Pelo decreto o papa proibia a escolha de bispos e abades pelo leigos, como o rei. Esse embate entre o poder espiritual (igreja) e o poder temporal (o rei), ficou conhecido como “A Querela das Investiduras”. O outro personagem desse fato foi o rei Henrique IV, da Germânia, imperador do Sacro Império Germânico-romano. O imperador declarou o papa deposto e, o papa, por sua vez, declarou o imperador excomungado. A atitude de Henrique IV acabou por provocar uma dissidência dos senhores feudais. Os senhores feudais acompanharam a autonomia da Igreja nas questões espirituais. Assim Henrique IV perdia o direito de suserania sobre os nobres de terras da Europa. Enfraquecido, Henrique IV teve de recuar em sua decisão contra o papado. O imperador , em 1077, se viu obrigado a se dirigir até a Itália, sede do papado, e humilhar-se pedindo perdão publicamente ao papa Gregório VII. Contudo, em 1080, frente a um poderoso exército, destronou o papa dando posse a um outro, Clemente III. O papa Gregório VII, fugiu se refugiando na Península Italiana, passando assim a existir dois papas, até 1122, durante 42 anos. Com o papa Calixto II, em 1122, se chegava ao fim a Querela das Investiduras. O imperador Henrique V, e o papa assinaram um tratado pondo fim às disputas quanto ao poder, a Dieta ou Concordata de Worms, onde os bispos e abades passavam a receber do papa o poder espiritual simbolizado pelo báculo e o anel, devendo prestar juramento de fidelidade e vassalagem ao monarca. Quanto ao Imperador a coroa e o cetro , formalizariam o símbolo do seu poder temporal (político) aprovado pela igreja. Tais símbolos se tornaram tão importantes para as relações entre o Estado e a Igreja, que perduraram até o fim da Idade Média. Essa unidade esteve presente inclusive nas Cruzadas.
  • 31. Declínio do Papado (1309-1439) Exigência do celibato forçou diversos clérigos a tomarem concubinas ou se perderem em casos de amor ilícito com mulheres de suas congregações, tendo que lidar com a questão dos filhos nascidos dessas uniões. Alguns davam mais atenção a seus filhos do que a suas funções clericais. Clérigos gozavam de uma vida de luxúria, especialmente durante a Renascença. O feudalismo gerou dupla obediência: ao papa e ao senhor feudal, criando uma divisão de interesses. Com isso clérigos se preocupavam mais com suas responsabilidades seculares do que com as tarefas de ordem espiritual. “Cativeiro Babilônico” (1309-1377) e Grande Cisma Ocidental (1378-1417) foram responsáveis pela perda do prestígio do papa.
  • 32. O cativeiro de Avignon Com Felipe IV, o Belo, deu-se continuidade à política de seus antecessores, expandindo fronteira e centralizando o poder real. As dificuldades financeiras levaram Felipe IV a cobrar impostos da Igreja Católica, dando inicio a um conflito. O Papa Bonifácio VIII ameaçou o rei de excomunhão e através da Bula Unam Sanctam, reafirmou a autoridade da Igreja sobre os homens. Com o agravamento da situação, Felipe IV, convocou a Assembleia dos Estados Gerais, que reunia membros do clero, da nobreza e dos comerciantes que acabou autorizando os impostos. Com a morte de Bonifácio VIII o rei interferiu na sucessão papal escolhendo Clemente V e transferindo o papado para Avingnon, na França. Durante 70 anos (1307-1377) o papa esteve sob a tutela dos reis franceses, aumentado a crise na igreja católica. O papado se dividiu, com eleições de pontífices em Pisa e Roma determinando excomunhões e perseguições. Isso ficou conhecido como o “Cisma do Ocidente”. A crise só terminou em 1417, com a eleição de Martim V, no Concílio de Constança.
  • 33. Movimento Conciliar Concílio de Pisa (1409): Havia 2 papas, Bento XIII em Avignon e Gregório XII em Roma. Foram depostos Bento XIII e Gregório XII e eleito Alexandre V como papa legítimo. Apesar da decisão os dois papas anteriores decidiram não abandonar seus postos. Desta forma, o resultado concreto do Concílio de Pisa era que, agora, a Igreja Romana possuía três papas, e não apenas dois. Com a morte do papa Alexandre V, em 1410, sucedeu-o João XIII. Concílio de Constança (1414-1418): Gregório XII abdicou e, depois de negociações, Bento XIII e João XIII foram depostos em 1415. Martinho V foi eleito o novo papa e, de quebra, o Concílio ainda condenou as ideias de Wycliffe e condenou Huss.
  • 34. 16° Gregório XII e Martinho V Constança ano 1414 e 1418 Extingue o Grande Cisma do Ocidente. Condenação de John Wycliffe e de Jan Hus. Decreta a supremacia do concílio sobre o Papa (posteriormente o ab-rogado). Eleição do Papa Martinho V. 17° Eugênio IV Basileia- Ferrara- Florença Ano 1431 a 1432 Sanciona o cânon católico (relação oficial dos livros da Bíblia). Tenta nova união com as Igrejas Orientais Ortodoxas. Reconhecimento no romano pontífice de poderes sobre a Igreja Universal. Ratifica a figura do Purgatório.
  • 35. MOVIMENTOS DE PROTESTO No início do século XII surgiram movimentos de oposição à atitude do clero e ao estado moral da Igreja. Os Valdenses (1170). Liderados por Pedro Valdo, um comerciante de Lyon, na França, distribuiu todo o seu dinheiro entre os pobres vindo a tornar-se um evangelista itinerante. À ele juntaram-se grandes multidões que faziam frente à Igreja espiritualmente enfraquecida. Ainda que perseguidos pela inquisição papal continuaram sempre ativos no ensino do Evangelho e na distribuição de manuscritos parciais das Escrituras. Saíam em dois e se vestiam com simplicidade para pregar aos pobres em sua língua.
  • 36. Precursores da Reforma Em 1378, John Wycliffe, professor de Oxford, queria reformar a Igreja romana excluindo os clérigos imorais e tomando suas propriedades , que , segundo ele, eram a fonte da corrupção. Combateu a transubstanciação, que os elementos da ceia permaneciam e que Cristo estava espiritualmente presente sendo percebido pela fé. Esta ideia tirava a autoridade sacerdotal de deter a salvação de alguém por ter nas mãos o corpo e sangue de Cristo na ceia. Pregava que a Bíblia é a única autoridade para o crente e que a Igreja Romana deveria voltar aos padrões da Igreja do NT. Para apoiar suas ideias traduziu o NT para o inglês.
  • 37. Apesar de não conseguir que a Igreja aceitasse seus dogmas, Wycliffe, formou grupos de pregadores leigos, os lolardos. Os lolardos ao proclamarem os ideais evangélicos entre o povo na Inglaterra contribuiram para a Revolta dos Camponeses de 1381. As propostas de Wycliffe agradaram os nobres ingleses, que vislumbraram a possibilidade de colocar as mãos nas propriedades da Igreja. As ideias de Wycliffe foram condenadas em Londres, em 1382, sendo obrigado a se retirar para seu pastorado em Lutterworth. Em 1414 a Igreja Romana condenou suas pregações e Wycliffe à pena de morte.
  • 38. John Huss (1373-1415), pastor de 1402 a 1414, formado na Universidade de Praga, onde lecionou e chegou a ser reitor, conheceu os escritos de Wycliffe quando lecionava e começou a propagá-los, pregando contra as falhas morais do clero, bispos e papa defendendo a doutrina Wycliffista. Com a ocorrência do Grande Cisma Ocidental, Huss apoiou o antipapa Alexandre V (Gregório XII era o papa legítimo), na esperança de que este aceitasse suas ideias. Contudo, o antipapa rejeitou os ensinamentos de Wycliffe e ordenou que seus livros fossem queimados e a pregação cessasse. Huss tentou apelar da decisão, mas acabou excomungado pelo antipapa.
  • 39. Após a morte de Alexandre V, seu sucessor, João XIII, conclamou uma cruzada contra o rei de Nápoles, que apoiava o papa rival Gregório XII. Para cobrir as despesas da cruzada utilizou-se das indulgências, o que foi condenado por Huss e seus seguidores. Sua principal obra foi o livro De Ecclesia (1413), extrato de 2 obras de Wycliffe. Durante o Concílio de Constança, Huss foi convocado para defender suas ideias perante o clero, para tanto recebeu um salvo-conduto do Imperador Sigismundo. Ao chegar, o salvo-conduto foi desconsiderado, Huss foi imediatamente preso. Foi acusado de doutrinas que não pregara e defendeu as que pregou com base nas Escrituras Sagradas, Huss foi condenado pelo Concílio como herege e entregue às autoridades seculares, que o amarraram à estaca e queimaram vivo, em 6/7/1415. Com a morte de Huss revoltas armadas com sentido cruzado surgiram na Boêmia. Três foram lançadas contra Roma, sem sucesso. Contudo, um século depois, mais de 90% das terras rurais boêmias eram Hussitas.
  • 40. As ideias de Huss permaneceram através de seus seguidores. O grupo mais radical, conhecido como taborita, rejeitava tudo na fé e na prática da Igreja Romana que não se encontrasse na Bíblia. Do grupo taborita saiu um grupo menor que formou aquilo que ficou conhecido como a Unitas Fratrum (Irmãos Unidos), ou Irmãos Boêmios, em meados do séc. XV. Deste grupo saiu a Igreja Morávia, que existe até hoje. Uma curiosidade do grupo é que foi a fé dos irmãos morávios motivou John Wesley a iniciar seu ministério. Os ensinos de Huss também serviram de inspiração para Lutero, quando enfrentou problemas semelhantes na Alemanha em seus dias.
  • 41. CONCLUSÃO Iniciam-se os movimentos contra o distanciamento da igreja dos princípios do evangelho de Jesus Cristo. No próximo assunto veremos o ápice destes movimento com a Reforma de Martinho Lutero Soli Deo gloria!
  • 42. 1.HISTÓRIA DO CRISTIANISMO – Shelley B. L. - Ed Shedd– 1ª Edição 2004 2.UMA HISTÓRIA ILUSTRADA DO CRISTIANISMO – Gonzales J. L. – Ed Vida Nova - 1995 3.HISTÓRIA DO CRISTIANISMO – COLLINS&MATTHEW – Ed. Loyola - 2000 4.HISTÓRIA DA IGREJA – Walton R.C. – Ed VidaHistória do Cristianismo, Shelley, Bruce L., 1927, Ed. Shedd 5.Textos Bíblicos extraídos da Bíblia Sagrada NVI; São Paulo; Ed. Vida; 2001 6.Bíblia De Estudo NVI, Barker; São Paulo; Ed. Vida; 2003 7.Reflexões extraídas da World Wide Web