HISTÓRIA DO CRISTIANISMO 5ª AULA
O cristianismo do ano 70 ao 312
OBJETIVO
A DEFESA DA FÉ
EBD - ESCOLA BÍBLICA DISCIPULADORA - 2017
Prof. Francisco Tudela
O Valor da História do cristianismo
• A História do cristianismo como uma síntese.
• A História do cristianismo como um auxílio para a compreensão do presente.
• A História do cristianismo como um guia
• A História do cristianismo como uma força motivadora
Conhecer as lutas e vitórias de grandes homens na fé nos fortalece em nossas
próprias lutas. Ex.: Esforços missionários de Wesley e William Carey, luta de
Ambrósio contra o imperador Teodósio.
Ao compreender a formação da doutrina cristã esclarecem-se dúvidas atuais.
Perceber a perseverança dos cristãos em momentos anteriormente difíceis
edifica o cristianismo atual. Ex.: Perseguições romanas, ...
• A História do cristianismo como uma ferramenta prática
• A História do cristianismo como força libertadora
Enquanto não surgirem leões historiadores a glória ficará com os caçadores
Períodos da História daIgreja
• ANTIGA (5 a.C – 590 d.C)
• O avanço do Cristianismo no Imperio (até 100 d. C)
• A luta da igreja primitiva para sobreviver (100 - 313)
• A instauração da Igreja Católica Imperial (313 - 500)
•MEDIEVAL (590 - 1517)
• Surge a Igreja Latino-Teutônico (590 - 800)
• Avanços e retrocessos nas relações entre Igreja e Estado (800 - 1054)
• A supremacia da papado (1054 - 1305)
• O ocaso medieval e o renascimento moderno (1309 - 1517)
• MODERNA (1517 e depois…)
CONHECENDO A CLASSE: ALUNOS E PROFESSOR
1. Se uma lei do governo nos proibisse o culto a Deus, que
ações você realizaria para superar esta situação?
2. Se o pastor da igreja, influenciado por outras formas de culto,
por ex. “pós-modernas”, passar a dirigi-lo de uma maneira
que você não concorda, o que você faria?
TEMÁTICAS DESTA AULA
1. As perseguições no império romano do ano 64 ao 303
2. A literatura dos Pais apostólicos, dos Apologistas e dos Polemistas
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ALGUNS FATORES QUE DIFICULTAVAM A PREGAÇÃO DO EVANGELHO AOS JUDEUS
1. Como admitir que um carpinteiro, fosse maior que Moisés, muito menos o
próprio Deus.
2. Era uma blasfêmia adorar quem fora crucificado como criminoso. 1Co 1.22-24.
3. A afirmação dos cristãos “Jesus é Senhor” equivale a afirmar que Jesus é Deus.
4. O nascimento virginal era associado a deuses gregos.
5. Acusavam os cristãos de desprezarem o templo: “não habita o Altíssimo em
casas feitas por mãos humanas” (At 7.48).
6. Os cristãos não observavam os ritos da lei de Moisés.
7. Os primeiros missionários não tinham formação rabínica formal (4.13).
Causas da perseguição
Política: O Império Romano obrigava todos os cidadãos
a prestarem culto ao imperador, como se fosse um deus.
A exceção era para os praticantes do judaísmo,
considerada uma “religião lícita” e, portanto, isenta de
serviço militar e do culto imperial.
O Cristianismo gozava destas isenções por ser considerada uma seita judaica.
Contudo, no ano 90, judeus, na cidade de Jamnia, decidiram que o cristianismo era
uma seita falsa e incluíram maldições a Jesus em seus ritos.
Tal segregação fez com que o cristianismo não mais gozasse dos benefícios
judaicos, sendo agora uma “religião ilícita”, o que obrigava seus membros à
adoração imperial ou à condenação por desobediência.
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ALGUNS FATORES QUE DIFICULTAVAM A PREGAÇÃO DO
EVANGELHO AOS GRECO-ROMANOS
1. Os romanos faziam diferença entre religião e fé (superstição).
A religião era um acordo do Estado com os deuses para defesa do império à
medida que os cidadãos lhes prestassem culto.
Todos deveriam participar dos cultos, independente de crer nos deuses.
Os romanos não se importavam com as superstições (fé), desde que não
prejudicassem o império nem fossem contrárias à lei e à ordem.
Vale notar que um dos principais motivos para o cristianismo ser declarado ilícito
era o fato de que exigia lealdade a Cristo acima de César, caso seus ideais
entrassem em conflito, e isso era uma deslealdade ao estado romano, algo
inaceitável pelos governantes, que desejavam um estado universal.
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2. Os cristãos eram acusados de ateísmo por não cultuarem os deuses comuns e
tinham que se defender de: acusações de canibalismo (comer a carne de
Cristo), incesto (amar irmãos) e anti-sociabilidade.
3. Barreira intelectual: a morte na cruz era sinal de escravidão, fraqueza,
inferioridade e vergonha.
4. Barreira cultural: o cristianismo prosperava entre as camadas mais pobres da
população (1 Co 1.26), criticava os ídolos (19.26),...
Autoridade e submissão: César é Senhor X Jesus “é o Senhor”, associar-se aos
cristãos era correr risco de vida.
ERA NECESSÁRIO OFERECER ARGUMENTOS SÓLIDOS PARA RESPONDER ÀS
OBJEÇÕES QUE SE APRESENTAVAM, TAL FOI A OBRA DOS APOLOGISTAS: A
PATRÍSTICA
Detalhe: os judeus foram expulsos de Roma no ano 52-53 pelo imperador Cláudio
(At 18.1,2).
Você sabe qual era o crime ou o erro dos
cristãos primitivos?
No ano 100 uma carta do governador Plínio ao imperador Trajano, trata do
crime dos cristãos, responde a essa pergunta:
"Todo o crime ou erro dos cristãos se resume nisto: têm por costume reunirem-
se num certo dia, antes do romper da aurora, e cantarem juntos um hino a
Cristo, como se fosse um Deus, e se ligarem por um juramento de não
cometerem qualquer iniquidade, de não serem culpados de roubo ou adultério,
de nunca desmentirem a sua palavra, nem negarem qualquer penhor que lhes
fosse confiado, quando fossem chamados a restitui-los. Depois disso feito,
costumavam separar-se e em seguida reunirem-se de novo, sem a menor
desordem. Depois dessas informações julguei muito necessário examinar,
mesmo por meio de tortura, duas diaconisas, mas nada descobri a não ser uma
superstição má e excessiva."
Os Romanos consideravamos
cristãos como:
•Anti-sociais
•Desleais ao imperador
•Marginais
•Ateus
•Anárquicos
•Antropófagos
•Incendiários
PERSEGUIÇÕES DO IMPÉRIO ROMANO
Motivos:
POLÍTICOS:
O imperador era o “Senhor”;
SOCIAIS:
Nobres não aceitavam a “igualdade” das classes;
ECONÔMICOS:
A indústria da idolatria sofreu prejuízos;
RELIGIOSAS:
Os cristãos eram chamados de “ateus” por não cultuarem os deuses
da sociedade romana.
Celsius, filósofo grego, no ano 245 escreveu a respeito do cristianismo:
“Longe de nós dizer que os cristãos sejam homens possuidores de cultura ou
sabedoria ou crítica, seu objetivo é convencer apenas as pessoas sem valor e
desprezíveis, imbecis, escravos, mulheres pobres e crianças [...] Essas são as únicas
pessoas que eles conseguem transformar em crentes”.
Nesta época cerca de 30 mil cristãos viviam em Roma!
A maioria vinha das classes mais humildes, falavam em grego, a língua dos escravos
e dos pobres, as classes mais elevadas falavam latim.
Doutrinas atacadas
NATUREZA DE DEUS
NASCIMENTO VIRGINAL DE JESUS
DIVINDADE DE JESUS
HISTÓRIA DA PERSEGUIÇÃO
Nero
Domiciano
Trajano
Marco
Aurelio
Sétimo
Severo
Décio
Diocleciano
Em 64, um grande incêndio atingiu Roma, culparam o próprio imperador, Nero,
porém, este acusou os cristãos de serem os causadores do incêndio.
Nero
Domici
ano
Trajano
Marco
Aurélio
Sétimo
Severo
Décio
Diocleciano
A convocação de uma saturnal (em honra de Saturno, o deus romano da colheita) de
destruição aos seguidores do Caminho em Roma e das redondezas.
Pedro e Paulo foram martirizados nesta época.
Nero
Domiciano
Traja
no
Marc
o
Auréli
o
Décio
Diocl
ecian
o
Local: Roma e Ásia menor – ano 76
Causa: Resgate das tradições romanas (culto ao imperador) / Os templos pagãos
estavam abandonados e não se encontravam compradores para a carne
sacrificada aos ídolos.
Acontecimento: Exílio de João
Nero
Domici
ano
Trajano
Marco
Aurélio
Sétimo
Severo
Décio
Diocleciano
Local: Roma – ano 98
Causa: templos abandonados e os vendedores de animais para os sacrifícios
empobrecidos. Decadência da Religião Romana
Acontecimento: Morte de Inácio – Não havia uma perseguição a todos, mas se
alguém fosse denunciado, era questionado três vezes e, somente se confessasse,
era condenado à morte.
Plínio, em 112, sobre os cristãos “Devo punir todo cristão, ou
só os que se obstinam?”
Trajano responde: “Não devem ser procurados; se te forem trazidos
e os reconheceres, devem ser punidos; mas aquele que se negue a ser
cristão e o demonstre, por exemplo suplicando aos nossos deuses,
mesmo que tenha tido conduta suspeita no passado, deve ser
perdoado.”
Servirá de base para a política de todo o século II
Nero
Domici
ano
Trajano
Marco
Aurélio
Sétimo
Severo
Décio
Diocleciano
Local: Todo o Império – ano 117
Causa: Atribuíram as calamidades naturais e artificiais do império aos cristãos, “os
deuses estavam irados com Roma por causa do abandono do culto a eles”.
Acontecimento: Morrem Justino e Policarpo de Esmirna
Nero
Domici
ano
Trajan
o
Marco
Aurélio
Sétimo
Severo
Décio
Diocleciano
Local: Todo Império – ano 193
Causa: Culto aos deuses pagãos , Política religiosa sincretista.
Acontecimento: Martírio de perpétua e felicidade
Um dos martírios que mais impacto causou em Roma foi a de Felicidade e seus sete filhos. Ela
foi acusada de ser cristã e o prefeito da cidade a ameaçou de morte, mas ela disse:
"Viva, eu te vencerei; se me matares, em minha própria morte te vencerei ainda mais.
Todos os seus filhos morreram na sua frente. O mais velho foi espancado até a morte.
Dois foram golpeados por clavas. O quarto foi jogado do despenhadeiro.
Três foram degolados. Por fim depois de muita tortura, ela foi decapitada.
Ne
ro
Do
mi
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no
Tra
jan
o
Ma
rco
Se
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o
Décio
Diocleciano
Local: Todo Império – ano 250
Causa: Um edito exigindo uma oferta anual de sacrifício nos altares romanos aos
deuses e à figura do Imperador.
Quem o oferecia recebia um certificado que o livrava da morte.
Acontecimento: O que fazer com os caídos, chamados de confessores, aqueles que
haviam apostatado para receber o certificado.
Hermas em “O Pastor” escreve que os lapsos (caídos) poderiam ser aceitos como
membros de 2ª classe, sem cargos de liderança.
Nero
Domici
ano
Trajano
Marco
Aurélio
Sétimo
Severo
Décio
Diocleciano
Local: Todo império – ano 284
Causa: Edito que ordenavam o fim das reuniões cristãs, destruição das igrejas,
prisão de quem persistisse no testemunho de Cristo e queima das Escrituras.
Acontecimento: Eusébio conta que eram tantos cristãos presos que faltou lugar
para criminosos comuns nas cadeias.
Houve confisco de bens, exílio, prisões e trabalhos forçados nas minas.
• Tetrarquia: divide o Império em quatro (293)
– Dois Augustus: Diocleciano e Maximiano
– Dois Césares: Galério e Constâncio Cloro
A grande perseguição: Edito de perseguição em 303
“Na Arábia, matava-se a machadadas; na
Capadócia, cortavam-se as pernas; na
Mesopotâmia, alguns foram pendurados
pelos pés, e acendiam-se em baixo fogueiras
cujo fumo os asfixiava; algumas vezes
cortavam o nariz, as orelhas ou a língua. No
Ponto, cravavam espinhos debaixo das unhas
ou lançavam chumbo derretido sobre as
partes mais sensíveis”.
Eusébio de Cesaréia. História Eclesiástica.
• Constâncio Cloro cessa a perseguição no ocidente
– Galério e Maximino Daia continuam no Oriente
– Edito de 306 obrigava os súditos a sacrificar os cristãos
No Egito cristãos se suicidavam para fugir da tortura e da desonra
• Galério é acometido de por uma terrível doença e em 311 assina um
Edito dando liberdade aos cristãos do seu território.
– Maximino Daia retoma a perseguição no mesmo ano
• Situação em 311
– Oriente: Licínio e Maximino Daia
– Ocidente: Constantino e Maxêncio
• Constantino vs. Maxêncio em 312
– “In hoc signo vincis”
– Após a vitória Constantino beneficia os cristãos.
Estabelecimento da Paz
COMO OS CRISTÃOS REAGIRAM ÀS HERESIAS E
PERSEGUIÇÕES?
Às perseguições e heresias os cristãos reagiram com:
1)A literatura dos Pais apostólicos, dos Apologistas e dos Polemistas
2) O estabelecimento de uma hierarquia administrativa na igreja
3) A formação do Cânon do cristianismo
4) Uma declaração de fé e crença cristã (Credo de Nicéia)
1) Pais apostólicos:
Clemente de Roma (30 – 100)
Inácio de Antioquia (38 – 107)
Policarpo (70 – 155)
Outros
Patrística é o nome dado à filosofia cristã dos primeiros sete séculos, elaborada
pelos Pais da Igreja, os primeiros teóricos, aqueles que tiveram relação mais ou
menos direta com os apóstolos — daí "Patrística" — e consiste na declaração de fé
do Cristianismo, na sua defesa contra os ataques dos "pagãos" e contra as heresias.
Pais da Igreja:
1. Pais apostólicos – escreveram para a edificação da igreja
2. Apologistas – escreveram para defender frente aos pagãos
3. Polemistas – escreveram para defender frente aos hereges
INÁCIO DE ANTIOQUIA (38 – 107)
Inácio, bispo de Antioquia da Síria, escreveu às 7 igrejas das cidades
que visitou a caminho de seu martírio em Roma, Policarpo de
Esmirna, aos Efésios, aos Esmirnionitas, aos Filadelfos, aos
Magnésios, aos Romanos e aos Trálios, para alertar sobre as
heresias gnósticas e docéticas que as estavam invadindo.
Também foi o primeiro a usar a palavra católica (Esmirna) para se
referir à igreja.
CLEMENTE DE ROMA (30-100)
Presbítero principal da igreja de Roma (hoje listado como o quarto
papa), escreveu uma carta aos Coríntios no ano 95 para exortar os
cristãos que estavam em revolta com seus presbíteros.
Temas da carta:
• Destacar a posição dos bispos na igreja.
• Que a unidade cristã requer obediência ao bispo.
• Separação entre clero e estado - laicato.
Policarpo de Esmirna (70-155)
• Discípulo de João, foi bispo de Esmirna por muitos
anos, antes de ser martirizado em 155, queimado
numa estaca após julgamento diante do procônsul
romano, por declarar que não poderia negar Cristo a
quem servira por 86 anos e que nunca lhe fizera mal.
• Conhecido por sua carta aos filipenses, que lembra a
carta de Paulo à mesma igreja, para exortar os
filipenses a uma vida virtuosa, às boas obras e à
firmeza mesmo ao preço de morte, se necessário,
pois estavam salvos pela fé em Cristo.
Didaquê
Texto conhecido como Ensino dos 12 Apóstolos, talvez escrito no ano 90, foi
descoberto em 1873 numa biblioteca de Constantinopla e publicado em 1883.
É um manual de instrução eclesiástica e tem 4 partes:
1º) Trata dos Caminhos da Vida.
2º) Trata de alguns problemas litúrgicos, como o batismo, o jejum e a ceia.
3º) Instrui com distinguir os falsos profetas e como nomear oficiais dignos.
4º) Alerta para uma vida vigilante e coerente face a vinda próxima do Senhor.
Detalhes interessantes do texto são do batismo por imersão em água corrente
ou outra água, ou por aspersão em casos especiais (locais com pouca água) e do
falso profeta como alguém que procura alimento e acolhida sem retribuir à
Igreja em termos de inspiração espiritual.
2) OS APOLOGISTAS - EM DEFESA DA FÉ
APOLOGÉTICA (do grego απολογία: "defesa verbal"), objetivos:
Refutar as falsas acusações de ateísmo, canibalismo, incesto, preguiça e práticas
antissociais atribuídas aos cristãos por escritores pagãos, como Celso.
Interpretar racionalmente o cristianismo para mostrar que tais acusações não
podiam ser provadas, daí os cristãos merecerem a tolerância civil e a proteção
das leis romanas.
PRINCIPAIS APOLOGISTAS:
1. Teófilo (180)
2. Justino – o mártir (100-170)
3. Aristides (140-150)
4. Tertuliano de Cartago (160-225)
5. Taciano (110-180)
Na igreja cristã primitiva proibia-se ser soldado por serem obrigados a oferecer
sacrifícios a Cesar e aos deuses e, principalmente, por serem obrigados a matar.
Havia uma oposição entre a fé e a cultura pagã e muitos rejeitavam a cultura
clássica como as obras e pensamentos de Platão e Aristóteles, pois aceitá-las seria
uma concessão ao paganismo.
Tertuliano, em uma frase famosa, “Que tem Atenas a ver com Jerusalém? Ou que
tem a ver a Academia com a Igreja?”
Tertuliano combate heresias que combinavam a fé cristã com a filosofia pagã.
Taciano no Discurso aos gregos:
“como podem chamar de “bárbaros” a todos os que não falam como vocês se
nem mesmo estão em acordo sobre como se deve falar o grego? Como podem
pedir que honremos deuses que são sob muitos aspectos inferiores a nós?
Homero e os demais poetas gregos contam coisas vergonhosas como a prática da
mentira, do adultério, do incesto e do infanticídio, outros fazem estátuas de
prostitutas que os escultores tomaram por modelos.”
Apologistas Orientais
TACIANO (110-180), discípulo de Justino em Roma e erudito oriental
muito viajado, escreveu o Discurso aos Helenos.
A obra é uma denúncia das pretensões gregas de liderança cultural.
Defendia que, como o cristianismo era superior à religião e filosofia
gregas, os cristãos mereciam melhor tratamento.
Compara os ensinos cristãos com a mitologia e filosofia grega e
mostra que o cristianismo é mais antigo que ambos.
JUSTINO MÁRTIR foi o principal apologista do séc. II.
Filho de pais pagãos, nasceu perto de Siquém na Cananéia.
Fora adepto do estoicismo, do idealismo nobre de Platão e das ideias
de Aristóteles.
Sua primeira obra foi a PRIMEIRA APOLOGIA, endereçada ao Imperador Antonino
Pio e seus filhos adotivos; exorta-os a examinarem as acusações contra os cristãos
e a libertá-los de seus constrangimentos legais, pois são inocentes.
Justino apresenta a moral, as doutrinas e o fundador do cristianismo.
Mostra que a vida e a moralidade superiores de Cristo estavam previstas no AT e
que as perseguições e erros vinham do demônio.
Faz uma exposição do culto cristão para mostrar que as acusações contra o
cristianismo eram falsas e a perseguição deveria ser suspensa.
Aristides de Atenas escreveu ao Imperador Antonino Pio (descoberta em 1889 em
um mosteiro no Monte Sinai) e compara as formas de culto cristão, caldeu, grego,
egípcio e judeu para provar a superioridade da maneira cristã de cultuar.
Logos
1. fil para Heráclito de Éfeso (sV a.C.), conjunto harmônico de leis que comandam o universo,
formando uma inteligência cósmica onipresente que se plenifica no pensamento humano.
2. 2. fil no misticismo filosófico de Fílon da Alexandria (sI d.C.), no neoplatonismo e
no gnosticismo, inteligência ativa, transformadora e ordenadora de Deus em sua ação sobre
a realidade.
A SEGUNDA APOLOGIA ilustra a crueldade e injustiças sofridas pelos
cristãos e afirma, após comparar Cristo com Sócrates, que o que há de bom
nos homens se deve a Cristo.
Apresenta aos judeus Jesus Cristo como o Messias esperado: a relação
entre o declínio da lei do velho concerto e o surgimento do Evangelho; a
identificação do logos com Cristo; e a chamada dos gentios a serem o povo
de Deus.
Enfatiza que Cristo é o cumprimento das profecias do AT.
TEÓFILO DE ANTIOQUIA escreveu a APOLOGIA A AUTÓLICO.
Apresenta a Autólico, magistrado pagão ilustre, o cristianismo
através de argumentos racionais.
A obra se divide em três livros.
1º Discute a natureza e a superioridade de Deus.
2º Compara a fragilidade da religião pagã com o cristianismo.
3º Responde às objeções de Autólico sobre a fé cristã.
Apologistas Ocidentais
TERTULIANO nasceu em Cartago, na casa de um centurião romano
a serviço na cidade, dominava o grego e latim, era advogado.
Converteu-se em Roma, onde advogava e ensinava oratória.
Tornou-se montanista em 202.
Desenvolveu uma teologia ocidental bem fundamentada para
confrontar as filosofias que se opunham ao cristianismo.
Na APOLOGETICUM, enviada ao governador romano de sua província, nega as
antigas acusações aos cristãos, ressalta que a perseguição era um fracasso, pois só
aumentava o número de cristãos, e que era baseada em razões dúbias, pois as
reuniões, doutrinas e moral cristãs eram superiores às dos vizinhos pagãos.
3) Polemistas – Os falsos ensinos dos hereges
Os métodos de defesa dos falsos ensinos foram diferentes no Oriente e Ocidente.
No Oriente a preocupação era com os desvios teológicos do cristianismo.
No Ocidente a preocupação era com os desvios administrativos da Igreja.
Principais polemistas:
1. Ireneu (130-200)
2. Orígenes (185-254)
3. Cipriano (200 – 258)
4. Clemente (155-215)
IRENEU, nascido em Esmirna, foi influenciado pela pregação de
Policarpo quando este era bispo na cidade.
Missionário na Gália, onde foi feito bispo no ano 180.
A ADVERSUS HAERESES é composta por três livros escritos em 185.
O Livro I descreve os ensinos do gnosticismo.
O Livro II trata da unidade de Deus e combate a ideia de um demiurgo.
O Livro III refuta o gnosticismo pela Bíblia e pela tradição, e defende a unidade da
igreja através da sucessão apostólica de líderes desde Cristo, e finda apresentando
uma regra de fé.
O livro IV refuta Marcião
O livro V defende a doutrina da ressurreição de Jesus em corpo.
CLEMENTE DE ALEXANDRIA, filósofo cristão, nasceu em Atenas e era filho de pais
pagãos, relacionou a filosofia grega ao cristianismo para mostrar que esta era a filosofia
suprema e definitiva, para tanto cita mais de 500 autores pagãos de sua época.
Seus textos colocam a Bíblia em primeiro lugar na vida do cristão, acima da filosofia.
PROTREPTICUS, OU EXORTAÇÃO AOS GENTIOS: a superioridade do cristianismo como a
verdadeira filosofia.
PAEDAGOGUS, OU TUTOR: Trato moral para os jovens cristãos.
STROMATA, OU SELEÇÕES (7 LIVROS): apresenta, com base nas Escrituras e na tradição, a
fé cristã de modo a responder às demandas de homens letrados e orientar os estudantes.
O livro I afirma que o cristão é o verdadeiro gnóstico, isto é, caminha-se para a perfeição
da vida cristã pela iniciação no conhecimento do evangelho. Que tudo de verdade na
filosofia grega foi copiado do AT.
No Livro II trata da moralidade cristã que é superior à pagã.
No Livro III trata do casamento cristão.
Nos livros demais livros apresenta o modo de viver dos cristãos.
ORÍGENES, desde criança, era polêmico e se expunha aos perigos em praça
pública; a mãe escondia suas roupas para não sair em confronto com os
perseguidores do pai Leônidas, que foi martirizado por ser cristão.
Aluno e sucessor de Clemente,era tão competente e culto que, aos 18 anos, foi
escolhido para suceder Clemente na direção da escola, ocupando o cargo até 231.
Contentava-se em receber pouco (4 óbolos= R$ 0,50) por dia de trabalho.
Auto castrou-se para não correr risco de pecar.
Tinha vida ascética e simples, apesar de diretor, dormia sobre uma tábua.
Um homem rico, chamado Ambrósio, convertido do gnosticismo, tornou-se seu
amigo e patrocinou a publicação de suas obras.
• HEXAPLA: Origenes escreveu versões gregas e hebraicas do AT dispostas em
colunas paralelas para buscar a melhor interpretação do texto, sendo esta a
primeira obra de análise exegética do texto.
• CONTRA CELSO: Celso em sua obra Discurso Verdadeiro aponta a
irracionalidade e falta de fundamentos históricos dos cristãos.
Em resposta às acusações deste platonista, Origenes mostra o estilo de vida
dos cristãos em comparação aos pagãos e a busca da verdade, da pureza e a
influência de Cristo.
• DE PRINCIPIIS: Origenes escreve o primeiro tratado de teologia sistemática.
No Livro IV, explica seu método alegórico de interpretação.
Considerava Cristo “eternamente gerado” pelo Pai, porém inferior ao Pai.
Afirma a preexistência da alma, a restauração final de todos os espíritos, a
morte de Cristo como resgate pago a Satanás e negou sua ressurreição física.
CIPRIANO era filho de pais pagãos, educado em retórica e
direito, foi professor de retórica.
Em 248 foi nomeado bispo de Cartago até seu martírio em 258.
• De Unitate Catholicae Ecclesiae: Sua obra mais importante,
dirigida aos seguidores separatistas de Novaciano, distingue o
bispo (como líder da igreja) do presbítero.
Aceitou a primazia de Pedro ao traçar a linha de sucessão
apostólica, mas não aceitou a primazia do bispo de Roma.
Considerava os clérigos como sacerdotes sacrificiais, ao
oferecerem o corpo e sangue de Cristo na Ceia, conceito que se
desenvolveria mais tarde como a “transubstanciação”.
Outro autor importante
Flavio Josefo ( 37 ou 38 -100)
46
Partilha:
1. Que ações os cristãos da igreja primitiva tiveram às proibições e
perseguições do governo e que marcaram a história do cristianismo?
2. Que ações os cristãos tiveram às heresias pregadas por alguns
pastores em suas igrejas e que marcaram a história do cristianismo?
47
1. HISTÓRIA DO CRISTIANISMO – Shelley B. L. - Ed Shedd– 1ª Edição 2004
2. UMA HISTÓRIA ILUSTRADA DO CRISTIANISMO – Gonzales J. L. – Ed Vida Nova -
1995
3. HISTÓRIA DO CRISTIANISMO – COLLINS&MATTHEW – Ed. Loyola - 2000
4. HISTÓRIA DA IGREJA – Walton R.C. – Ed VidaHistória do Cristianismo, Shelley,
Bruce L., 1927, Ed. Shedd
5. Textos Bíblicos extraídos da Bíblia Sagrada NVI; São Paulo; Ed. Vida; 2001
6. Bíblia De Estudo NVI, Barker; São Paulo; Ed. Vida; 2003
7. Reflexões extraídas da World Wide Web
PERPÉTUA, A JOVEM
 No reinado de Severo foi martirizada Perpétua, uma senhora
casada, de 22 anos, de boa família e mãe de uma criança, era
nova convertida, saída do paganismo. Nem com as suplicas de
seu pai, ela negou a cristo.
Nesse dia conduziram-na para fora com o irmão, e outra mulher
chamada felicidade e as duas foram atadas em redes, e lançadas
a uma vaca brava. Os ferimentos de Perpétua não foram mortais, e
a população farta, mas não saciada pela vista do sangue, disse ao
algoz (carrasco, indivíduo cruel) que aplicasse o golpe da morte.
 Como que
despertando de um
sonho agradável,
Perpétua chegou a
túnica mais a si,
levantou o cabelo que
lhe caíra pelas costas
abaixo, e depois de
ter dirigido com voz
fraca algumas
palavras de animação
a seu irmão, guiou ela
mesma a espada do
gladiador para o

5 perseguições e defesa da fé-5ª aula

  • 1.
    HISTÓRIA DO CRISTIANISMO5ª AULA O cristianismo do ano 70 ao 312 OBJETIVO A DEFESA DA FÉ EBD - ESCOLA BÍBLICA DISCIPULADORA - 2017 Prof. Francisco Tudela
  • 2.
    O Valor daHistória do cristianismo • A História do cristianismo como uma síntese. • A História do cristianismo como um auxílio para a compreensão do presente. • A História do cristianismo como um guia • A História do cristianismo como uma força motivadora Conhecer as lutas e vitórias de grandes homens na fé nos fortalece em nossas próprias lutas. Ex.: Esforços missionários de Wesley e William Carey, luta de Ambrósio contra o imperador Teodósio. Ao compreender a formação da doutrina cristã esclarecem-se dúvidas atuais. Perceber a perseverança dos cristãos em momentos anteriormente difíceis edifica o cristianismo atual. Ex.: Perseguições romanas, ... • A História do cristianismo como uma ferramenta prática • A História do cristianismo como força libertadora Enquanto não surgirem leões historiadores a glória ficará com os caçadores
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    Períodos da HistóriadaIgreja • ANTIGA (5 a.C – 590 d.C) • O avanço do Cristianismo no Imperio (até 100 d. C) • A luta da igreja primitiva para sobreviver (100 - 313) • A instauração da Igreja Católica Imperial (313 - 500) •MEDIEVAL (590 - 1517) • Surge a Igreja Latino-Teutônico (590 - 800) • Avanços e retrocessos nas relações entre Igreja e Estado (800 - 1054) • A supremacia da papado (1054 - 1305) • O ocaso medieval e o renascimento moderno (1309 - 1517) • MODERNA (1517 e depois…)
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    CONHECENDO A CLASSE:ALUNOS E PROFESSOR 1. Se uma lei do governo nos proibisse o culto a Deus, que ações você realizaria para superar esta situação? 2. Se o pastor da igreja, influenciado por outras formas de culto, por ex. “pós-modernas”, passar a dirigi-lo de uma maneira que você não concorda, o que você faria?
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    TEMÁTICAS DESTA AULA 1.As perseguições no império romano do ano 64 ao 303 2. A literatura dos Pais apostólicos, dos Apologistas e dos Polemistas
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    6 ALGUNS FATORES QUEDIFICULTAVAM A PREGAÇÃO DO EVANGELHO AOS JUDEUS 1. Como admitir que um carpinteiro, fosse maior que Moisés, muito menos o próprio Deus. 2. Era uma blasfêmia adorar quem fora crucificado como criminoso. 1Co 1.22-24. 3. A afirmação dos cristãos “Jesus é Senhor” equivale a afirmar que Jesus é Deus. 4. O nascimento virginal era associado a deuses gregos. 5. Acusavam os cristãos de desprezarem o templo: “não habita o Altíssimo em casas feitas por mãos humanas” (At 7.48). 6. Os cristãos não observavam os ritos da lei de Moisés. 7. Os primeiros missionários não tinham formação rabínica formal (4.13).
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    Causas da perseguição Política:O Império Romano obrigava todos os cidadãos a prestarem culto ao imperador, como se fosse um deus. A exceção era para os praticantes do judaísmo, considerada uma “religião lícita” e, portanto, isenta de serviço militar e do culto imperial. O Cristianismo gozava destas isenções por ser considerada uma seita judaica. Contudo, no ano 90, judeus, na cidade de Jamnia, decidiram que o cristianismo era uma seita falsa e incluíram maldições a Jesus em seus ritos. Tal segregação fez com que o cristianismo não mais gozasse dos benefícios judaicos, sendo agora uma “religião ilícita”, o que obrigava seus membros à adoração imperial ou à condenação por desobediência.
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    8 ALGUNS FATORES QUEDIFICULTAVAM A PREGAÇÃO DO EVANGELHO AOS GRECO-ROMANOS 1. Os romanos faziam diferença entre religião e fé (superstição). A religião era um acordo do Estado com os deuses para defesa do império à medida que os cidadãos lhes prestassem culto. Todos deveriam participar dos cultos, independente de crer nos deuses. Os romanos não se importavam com as superstições (fé), desde que não prejudicassem o império nem fossem contrárias à lei e à ordem. Vale notar que um dos principais motivos para o cristianismo ser declarado ilícito era o fato de que exigia lealdade a Cristo acima de César, caso seus ideais entrassem em conflito, e isso era uma deslealdade ao estado romano, algo inaceitável pelos governantes, que desejavam um estado universal.
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    9 2. Os cristãoseram acusados de ateísmo por não cultuarem os deuses comuns e tinham que se defender de: acusações de canibalismo (comer a carne de Cristo), incesto (amar irmãos) e anti-sociabilidade. 3. Barreira intelectual: a morte na cruz era sinal de escravidão, fraqueza, inferioridade e vergonha. 4. Barreira cultural: o cristianismo prosperava entre as camadas mais pobres da população (1 Co 1.26), criticava os ídolos (19.26),... Autoridade e submissão: César é Senhor X Jesus “é o Senhor”, associar-se aos cristãos era correr risco de vida. ERA NECESSÁRIO OFERECER ARGUMENTOS SÓLIDOS PARA RESPONDER ÀS OBJEÇÕES QUE SE APRESENTAVAM, TAL FOI A OBRA DOS APOLOGISTAS: A PATRÍSTICA Detalhe: os judeus foram expulsos de Roma no ano 52-53 pelo imperador Cláudio (At 18.1,2).
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    Você sabe qualera o crime ou o erro dos cristãos primitivos? No ano 100 uma carta do governador Plínio ao imperador Trajano, trata do crime dos cristãos, responde a essa pergunta: "Todo o crime ou erro dos cristãos se resume nisto: têm por costume reunirem- se num certo dia, antes do romper da aurora, e cantarem juntos um hino a Cristo, como se fosse um Deus, e se ligarem por um juramento de não cometerem qualquer iniquidade, de não serem culpados de roubo ou adultério, de nunca desmentirem a sua palavra, nem negarem qualquer penhor que lhes fosse confiado, quando fossem chamados a restitui-los. Depois disso feito, costumavam separar-se e em seguida reunirem-se de novo, sem a menor desordem. Depois dessas informações julguei muito necessário examinar, mesmo por meio de tortura, duas diaconisas, mas nada descobri a não ser uma superstição má e excessiva."
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    Os Romanos consideravamos cristãoscomo: •Anti-sociais •Desleais ao imperador •Marginais •Ateus •Anárquicos •Antropófagos •Incendiários
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    PERSEGUIÇÕES DO IMPÉRIOROMANO Motivos: POLÍTICOS: O imperador era o “Senhor”; SOCIAIS: Nobres não aceitavam a “igualdade” das classes; ECONÔMICOS: A indústria da idolatria sofreu prejuízos; RELIGIOSAS: Os cristãos eram chamados de “ateus” por não cultuarem os deuses da sociedade romana.
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    Celsius, filósofo grego,no ano 245 escreveu a respeito do cristianismo: “Longe de nós dizer que os cristãos sejam homens possuidores de cultura ou sabedoria ou crítica, seu objetivo é convencer apenas as pessoas sem valor e desprezíveis, imbecis, escravos, mulheres pobres e crianças [...] Essas são as únicas pessoas que eles conseguem transformar em crentes”. Nesta época cerca de 30 mil cristãos viviam em Roma! A maioria vinha das classes mais humildes, falavam em grego, a língua dos escravos e dos pobres, as classes mais elevadas falavam latim.
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    Doutrinas atacadas NATUREZA DEDEUS NASCIMENTO VIRGINAL DE JESUS DIVINDADE DE JESUS
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    Em 64, umgrande incêndio atingiu Roma, culparam o próprio imperador, Nero, porém, este acusou os cristãos de serem os causadores do incêndio. Nero Domici ano Trajano Marco Aurélio Sétimo Severo Décio Diocleciano A convocação de uma saturnal (em honra de Saturno, o deus romano da colheita) de destruição aos seguidores do Caminho em Roma e das redondezas. Pedro e Paulo foram martirizados nesta época.
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    Nero Domiciano Traja no Marc o Auréli o Décio Diocl ecian o Local: Roma eÁsia menor – ano 76 Causa: Resgate das tradições romanas (culto ao imperador) / Os templos pagãos estavam abandonados e não se encontravam compradores para a carne sacrificada aos ídolos. Acontecimento: Exílio de João
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    Nero Domici ano Trajano Marco Aurélio Sétimo Severo Décio Diocleciano Local: Roma –ano 98 Causa: templos abandonados e os vendedores de animais para os sacrifícios empobrecidos. Decadência da Religião Romana Acontecimento: Morte de Inácio – Não havia uma perseguição a todos, mas se alguém fosse denunciado, era questionado três vezes e, somente se confessasse, era condenado à morte. Plínio, em 112, sobre os cristãos “Devo punir todo cristão, ou só os que se obstinam?” Trajano responde: “Não devem ser procurados; se te forem trazidos e os reconheceres, devem ser punidos; mas aquele que se negue a ser cristão e o demonstre, por exemplo suplicando aos nossos deuses, mesmo que tenha tido conduta suspeita no passado, deve ser perdoado.” Servirá de base para a política de todo o século II
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    Nero Domici ano Trajano Marco Aurélio Sétimo Severo Décio Diocleciano Local: Todo oImpério – ano 117 Causa: Atribuíram as calamidades naturais e artificiais do império aos cristãos, “os deuses estavam irados com Roma por causa do abandono do culto a eles”. Acontecimento: Morrem Justino e Policarpo de Esmirna
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    Nero Domici ano Trajan o Marco Aurélio Sétimo Severo Décio Diocleciano Local: Todo Império– ano 193 Causa: Culto aos deuses pagãos , Política religiosa sincretista. Acontecimento: Martírio de perpétua e felicidade Um dos martírios que mais impacto causou em Roma foi a de Felicidade e seus sete filhos. Ela foi acusada de ser cristã e o prefeito da cidade a ameaçou de morte, mas ela disse: "Viva, eu te vencerei; se me matares, em minha própria morte te vencerei ainda mais. Todos os seus filhos morreram na sua frente. O mais velho foi espancado até a morte. Dois foram golpeados por clavas. O quarto foi jogado do despenhadeiro. Três foram degolados. Por fim depois de muita tortura, ela foi decapitada.
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    Ne ro Do mi cia no Tra jan o Ma rco Se ver o Décio Diocleciano Local: Todo Império– ano 250 Causa: Um edito exigindo uma oferta anual de sacrifício nos altares romanos aos deuses e à figura do Imperador. Quem o oferecia recebia um certificado que o livrava da morte. Acontecimento: O que fazer com os caídos, chamados de confessores, aqueles que haviam apostatado para receber o certificado. Hermas em “O Pastor” escreve que os lapsos (caídos) poderiam ser aceitos como membros de 2ª classe, sem cargos de liderança.
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    Nero Domici ano Trajano Marco Aurélio Sétimo Severo Décio Diocleciano Local: Todo império– ano 284 Causa: Edito que ordenavam o fim das reuniões cristãs, destruição das igrejas, prisão de quem persistisse no testemunho de Cristo e queima das Escrituras. Acontecimento: Eusébio conta que eram tantos cristãos presos que faltou lugar para criminosos comuns nas cadeias. Houve confisco de bens, exílio, prisões e trabalhos forçados nas minas.
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    • Tetrarquia: divideo Império em quatro (293) – Dois Augustus: Diocleciano e Maximiano – Dois Césares: Galério e Constâncio Cloro
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    A grande perseguição:Edito de perseguição em 303 “Na Arábia, matava-se a machadadas; na Capadócia, cortavam-se as pernas; na Mesopotâmia, alguns foram pendurados pelos pés, e acendiam-se em baixo fogueiras cujo fumo os asfixiava; algumas vezes cortavam o nariz, as orelhas ou a língua. No Ponto, cravavam espinhos debaixo das unhas ou lançavam chumbo derretido sobre as partes mais sensíveis”. Eusébio de Cesaréia. História Eclesiástica.
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    • Constâncio Clorocessa a perseguição no ocidente – Galério e Maximino Daia continuam no Oriente – Edito de 306 obrigava os súditos a sacrificar os cristãos No Egito cristãos se suicidavam para fugir da tortura e da desonra • Galério é acometido de por uma terrível doença e em 311 assina um Edito dando liberdade aos cristãos do seu território. – Maximino Daia retoma a perseguição no mesmo ano • Situação em 311 – Oriente: Licínio e Maximino Daia – Ocidente: Constantino e Maxêncio • Constantino vs. Maxêncio em 312 – “In hoc signo vincis” – Após a vitória Constantino beneficia os cristãos. Estabelecimento da Paz
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    COMO OS CRISTÃOSREAGIRAM ÀS HERESIAS E PERSEGUIÇÕES? Às perseguições e heresias os cristãos reagiram com: 1)A literatura dos Pais apostólicos, dos Apologistas e dos Polemistas 2) O estabelecimento de uma hierarquia administrativa na igreja 3) A formação do Cânon do cristianismo 4) Uma declaração de fé e crença cristã (Credo de Nicéia)
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    1) Pais apostólicos: Clementede Roma (30 – 100) Inácio de Antioquia (38 – 107) Policarpo (70 – 155) Outros Patrística é o nome dado à filosofia cristã dos primeiros sete séculos, elaborada pelos Pais da Igreja, os primeiros teóricos, aqueles que tiveram relação mais ou menos direta com os apóstolos — daí "Patrística" — e consiste na declaração de fé do Cristianismo, na sua defesa contra os ataques dos "pagãos" e contra as heresias. Pais da Igreja: 1. Pais apostólicos – escreveram para a edificação da igreja 2. Apologistas – escreveram para defender frente aos pagãos 3. Polemistas – escreveram para defender frente aos hereges
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    INÁCIO DE ANTIOQUIA(38 – 107) Inácio, bispo de Antioquia da Síria, escreveu às 7 igrejas das cidades que visitou a caminho de seu martírio em Roma, Policarpo de Esmirna, aos Efésios, aos Esmirnionitas, aos Filadelfos, aos Magnésios, aos Romanos e aos Trálios, para alertar sobre as heresias gnósticas e docéticas que as estavam invadindo. Também foi o primeiro a usar a palavra católica (Esmirna) para se referir à igreja. CLEMENTE DE ROMA (30-100) Presbítero principal da igreja de Roma (hoje listado como o quarto papa), escreveu uma carta aos Coríntios no ano 95 para exortar os cristãos que estavam em revolta com seus presbíteros. Temas da carta: • Destacar a posição dos bispos na igreja. • Que a unidade cristã requer obediência ao bispo. • Separação entre clero e estado - laicato.
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    Policarpo de Esmirna(70-155) • Discípulo de João, foi bispo de Esmirna por muitos anos, antes de ser martirizado em 155, queimado numa estaca após julgamento diante do procônsul romano, por declarar que não poderia negar Cristo a quem servira por 86 anos e que nunca lhe fizera mal. • Conhecido por sua carta aos filipenses, que lembra a carta de Paulo à mesma igreja, para exortar os filipenses a uma vida virtuosa, às boas obras e à firmeza mesmo ao preço de morte, se necessário, pois estavam salvos pela fé em Cristo.
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    Didaquê Texto conhecido comoEnsino dos 12 Apóstolos, talvez escrito no ano 90, foi descoberto em 1873 numa biblioteca de Constantinopla e publicado em 1883. É um manual de instrução eclesiástica e tem 4 partes: 1º) Trata dos Caminhos da Vida. 2º) Trata de alguns problemas litúrgicos, como o batismo, o jejum e a ceia. 3º) Instrui com distinguir os falsos profetas e como nomear oficiais dignos. 4º) Alerta para uma vida vigilante e coerente face a vinda próxima do Senhor. Detalhes interessantes do texto são do batismo por imersão em água corrente ou outra água, ou por aspersão em casos especiais (locais com pouca água) e do falso profeta como alguém que procura alimento e acolhida sem retribuir à Igreja em termos de inspiração espiritual.
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    2) OS APOLOGISTAS- EM DEFESA DA FÉ APOLOGÉTICA (do grego απολογία: "defesa verbal"), objetivos: Refutar as falsas acusações de ateísmo, canibalismo, incesto, preguiça e práticas antissociais atribuídas aos cristãos por escritores pagãos, como Celso. Interpretar racionalmente o cristianismo para mostrar que tais acusações não podiam ser provadas, daí os cristãos merecerem a tolerância civil e a proteção das leis romanas. PRINCIPAIS APOLOGISTAS: 1. Teófilo (180) 2. Justino – o mártir (100-170) 3. Aristides (140-150) 4. Tertuliano de Cartago (160-225) 5. Taciano (110-180)
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    Na igreja cristãprimitiva proibia-se ser soldado por serem obrigados a oferecer sacrifícios a Cesar e aos deuses e, principalmente, por serem obrigados a matar. Havia uma oposição entre a fé e a cultura pagã e muitos rejeitavam a cultura clássica como as obras e pensamentos de Platão e Aristóteles, pois aceitá-las seria uma concessão ao paganismo. Tertuliano, em uma frase famosa, “Que tem Atenas a ver com Jerusalém? Ou que tem a ver a Academia com a Igreja?” Tertuliano combate heresias que combinavam a fé cristã com a filosofia pagã. Taciano no Discurso aos gregos: “como podem chamar de “bárbaros” a todos os que não falam como vocês se nem mesmo estão em acordo sobre como se deve falar o grego? Como podem pedir que honremos deuses que são sob muitos aspectos inferiores a nós? Homero e os demais poetas gregos contam coisas vergonhosas como a prática da mentira, do adultério, do incesto e do infanticídio, outros fazem estátuas de prostitutas que os escultores tomaram por modelos.”
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    Apologistas Orientais TACIANO (110-180),discípulo de Justino em Roma e erudito oriental muito viajado, escreveu o Discurso aos Helenos. A obra é uma denúncia das pretensões gregas de liderança cultural. Defendia que, como o cristianismo era superior à religião e filosofia gregas, os cristãos mereciam melhor tratamento. Compara os ensinos cristãos com a mitologia e filosofia grega e mostra que o cristianismo é mais antigo que ambos.
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    JUSTINO MÁRTIR foio principal apologista do séc. II. Filho de pais pagãos, nasceu perto de Siquém na Cananéia. Fora adepto do estoicismo, do idealismo nobre de Platão e das ideias de Aristóteles. Sua primeira obra foi a PRIMEIRA APOLOGIA, endereçada ao Imperador Antonino Pio e seus filhos adotivos; exorta-os a examinarem as acusações contra os cristãos e a libertá-los de seus constrangimentos legais, pois são inocentes. Justino apresenta a moral, as doutrinas e o fundador do cristianismo. Mostra que a vida e a moralidade superiores de Cristo estavam previstas no AT e que as perseguições e erros vinham do demônio. Faz uma exposição do culto cristão para mostrar que as acusações contra o cristianismo eram falsas e a perseguição deveria ser suspensa.
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    Aristides de Atenasescreveu ao Imperador Antonino Pio (descoberta em 1889 em um mosteiro no Monte Sinai) e compara as formas de culto cristão, caldeu, grego, egípcio e judeu para provar a superioridade da maneira cristã de cultuar. Logos 1. fil para Heráclito de Éfeso (sV a.C.), conjunto harmônico de leis que comandam o universo, formando uma inteligência cósmica onipresente que se plenifica no pensamento humano. 2. 2. fil no misticismo filosófico de Fílon da Alexandria (sI d.C.), no neoplatonismo e no gnosticismo, inteligência ativa, transformadora e ordenadora de Deus em sua ação sobre a realidade. A SEGUNDA APOLOGIA ilustra a crueldade e injustiças sofridas pelos cristãos e afirma, após comparar Cristo com Sócrates, que o que há de bom nos homens se deve a Cristo. Apresenta aos judeus Jesus Cristo como o Messias esperado: a relação entre o declínio da lei do velho concerto e o surgimento do Evangelho; a identificação do logos com Cristo; e a chamada dos gentios a serem o povo de Deus. Enfatiza que Cristo é o cumprimento das profecias do AT.
  • 37.
    TEÓFILO DE ANTIOQUIAescreveu a APOLOGIA A AUTÓLICO. Apresenta a Autólico, magistrado pagão ilustre, o cristianismo através de argumentos racionais. A obra se divide em três livros. 1º Discute a natureza e a superioridade de Deus. 2º Compara a fragilidade da religião pagã com o cristianismo. 3º Responde às objeções de Autólico sobre a fé cristã.
  • 38.
    Apologistas Ocidentais TERTULIANO nasceuem Cartago, na casa de um centurião romano a serviço na cidade, dominava o grego e latim, era advogado. Converteu-se em Roma, onde advogava e ensinava oratória. Tornou-se montanista em 202. Desenvolveu uma teologia ocidental bem fundamentada para confrontar as filosofias que se opunham ao cristianismo. Na APOLOGETICUM, enviada ao governador romano de sua província, nega as antigas acusações aos cristãos, ressalta que a perseguição era um fracasso, pois só aumentava o número de cristãos, e que era baseada em razões dúbias, pois as reuniões, doutrinas e moral cristãs eram superiores às dos vizinhos pagãos.
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    3) Polemistas –Os falsos ensinos dos hereges Os métodos de defesa dos falsos ensinos foram diferentes no Oriente e Ocidente. No Oriente a preocupação era com os desvios teológicos do cristianismo. No Ocidente a preocupação era com os desvios administrativos da Igreja. Principais polemistas: 1. Ireneu (130-200) 2. Orígenes (185-254) 3. Cipriano (200 – 258) 4. Clemente (155-215)
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    IRENEU, nascido emEsmirna, foi influenciado pela pregação de Policarpo quando este era bispo na cidade. Missionário na Gália, onde foi feito bispo no ano 180. A ADVERSUS HAERESES é composta por três livros escritos em 185. O Livro I descreve os ensinos do gnosticismo. O Livro II trata da unidade de Deus e combate a ideia de um demiurgo. O Livro III refuta o gnosticismo pela Bíblia e pela tradição, e defende a unidade da igreja através da sucessão apostólica de líderes desde Cristo, e finda apresentando uma regra de fé. O livro IV refuta Marcião O livro V defende a doutrina da ressurreição de Jesus em corpo.
  • 41.
    CLEMENTE DE ALEXANDRIA,filósofo cristão, nasceu em Atenas e era filho de pais pagãos, relacionou a filosofia grega ao cristianismo para mostrar que esta era a filosofia suprema e definitiva, para tanto cita mais de 500 autores pagãos de sua época. Seus textos colocam a Bíblia em primeiro lugar na vida do cristão, acima da filosofia. PROTREPTICUS, OU EXORTAÇÃO AOS GENTIOS: a superioridade do cristianismo como a verdadeira filosofia. PAEDAGOGUS, OU TUTOR: Trato moral para os jovens cristãos. STROMATA, OU SELEÇÕES (7 LIVROS): apresenta, com base nas Escrituras e na tradição, a fé cristã de modo a responder às demandas de homens letrados e orientar os estudantes. O livro I afirma que o cristão é o verdadeiro gnóstico, isto é, caminha-se para a perfeição da vida cristã pela iniciação no conhecimento do evangelho. Que tudo de verdade na filosofia grega foi copiado do AT. No Livro II trata da moralidade cristã que é superior à pagã. No Livro III trata do casamento cristão. Nos livros demais livros apresenta o modo de viver dos cristãos.
  • 42.
    ORÍGENES, desde criança,era polêmico e se expunha aos perigos em praça pública; a mãe escondia suas roupas para não sair em confronto com os perseguidores do pai Leônidas, que foi martirizado por ser cristão. Aluno e sucessor de Clemente,era tão competente e culto que, aos 18 anos, foi escolhido para suceder Clemente na direção da escola, ocupando o cargo até 231. Contentava-se em receber pouco (4 óbolos= R$ 0,50) por dia de trabalho. Auto castrou-se para não correr risco de pecar. Tinha vida ascética e simples, apesar de diretor, dormia sobre uma tábua. Um homem rico, chamado Ambrósio, convertido do gnosticismo, tornou-se seu amigo e patrocinou a publicação de suas obras.
  • 43.
    • HEXAPLA: Origenesescreveu versões gregas e hebraicas do AT dispostas em colunas paralelas para buscar a melhor interpretação do texto, sendo esta a primeira obra de análise exegética do texto. • CONTRA CELSO: Celso em sua obra Discurso Verdadeiro aponta a irracionalidade e falta de fundamentos históricos dos cristãos. Em resposta às acusações deste platonista, Origenes mostra o estilo de vida dos cristãos em comparação aos pagãos e a busca da verdade, da pureza e a influência de Cristo. • DE PRINCIPIIS: Origenes escreve o primeiro tratado de teologia sistemática. No Livro IV, explica seu método alegórico de interpretação. Considerava Cristo “eternamente gerado” pelo Pai, porém inferior ao Pai. Afirma a preexistência da alma, a restauração final de todos os espíritos, a morte de Cristo como resgate pago a Satanás e negou sua ressurreição física.
  • 44.
    CIPRIANO era filhode pais pagãos, educado em retórica e direito, foi professor de retórica. Em 248 foi nomeado bispo de Cartago até seu martírio em 258. • De Unitate Catholicae Ecclesiae: Sua obra mais importante, dirigida aos seguidores separatistas de Novaciano, distingue o bispo (como líder da igreja) do presbítero. Aceitou a primazia de Pedro ao traçar a linha de sucessão apostólica, mas não aceitou a primazia do bispo de Roma. Considerava os clérigos como sacerdotes sacrificiais, ao oferecerem o corpo e sangue de Cristo na Ceia, conceito que se desenvolveria mais tarde como a “transubstanciação”.
  • 45.
    Outro autor importante FlavioJosefo ( 37 ou 38 -100)
  • 46.
    46 Partilha: 1. Que açõesos cristãos da igreja primitiva tiveram às proibições e perseguições do governo e que marcaram a história do cristianismo? 2. Que ações os cristãos tiveram às heresias pregadas por alguns pastores em suas igrejas e que marcaram a história do cristianismo?
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  • 48.
    1. HISTÓRIA DOCRISTIANISMO – Shelley B. L. - Ed Shedd– 1ª Edição 2004 2. UMA HISTÓRIA ILUSTRADA DO CRISTIANISMO – Gonzales J. L. – Ed Vida Nova - 1995 3. HISTÓRIA DO CRISTIANISMO – COLLINS&MATTHEW – Ed. Loyola - 2000 4. HISTÓRIA DA IGREJA – Walton R.C. – Ed VidaHistória do Cristianismo, Shelley, Bruce L., 1927, Ed. Shedd 5. Textos Bíblicos extraídos da Bíblia Sagrada NVI; São Paulo; Ed. Vida; 2001 6. Bíblia De Estudo NVI, Barker; São Paulo; Ed. Vida; 2003 7. Reflexões extraídas da World Wide Web
  • 49.
    PERPÉTUA, A JOVEM No reinado de Severo foi martirizada Perpétua, uma senhora casada, de 22 anos, de boa família e mãe de uma criança, era nova convertida, saída do paganismo. Nem com as suplicas de seu pai, ela negou a cristo. Nesse dia conduziram-na para fora com o irmão, e outra mulher chamada felicidade e as duas foram atadas em redes, e lançadas a uma vaca brava. Os ferimentos de Perpétua não foram mortais, e a população farta, mas não saciada pela vista do sangue, disse ao algoz (carrasco, indivíduo cruel) que aplicasse o golpe da morte.
  • 50.
     Como que despertandode um sonho agradável, Perpétua chegou a túnica mais a si, levantou o cabelo que lhe caíra pelas costas abaixo, e depois de ter dirigido com voz fraca algumas palavras de animação a seu irmão, guiou ela mesma a espada do gladiador para o

Notas do Editor

  • #15 - PORQUE É TÃO IMPORTANTE DEFENDER ESSAS DOUTRINAS?
  • #16 A PERSEGUIÇÃO FOI CONTÍNUA, MAS SEMPRE LOCAL. A PARTIR DO 3° SÉCULO HOUVE A MAIOR PERSEGUIÇÃO JÁ VISTA SOBRE OS CRISTÃOS. Porque preciso saber disso. Porque isso influencia a teologia e os próximos acontecimentos, incluindo o de constantino.
  • #17 Local: Roma Causa: Incêndio de Roma Acontecimento: Martírio de Pedro e Paulo
  • #18 Local: Roma e Ásia menor Causa: Resgate de tradições romanas (culto ao imperador) / Os templos pagãos haviam sido abandonados e que não se encontravam compradores para a carne sacrificada aos ídolos. Acontecimento: Exílio de João
  • #19 Local: Roma Causa: Decadência da Religião Romana Acontecimento: Morte de Inácio – Não havia uma perseguição a todos, apenas aqueles que eram acusados (formalmente) de serem cristãos
  • #20 Local: Todo o Império Causa: Superstição devido a desgraças do Império – Muitos acontecimentos naturais que recaiam sobre a crença de que os deuses estavam irados com roma por causa do abandono do culto pagão. Acontecimento: Martírio de Blandina
  • #21 Local: Todo Império Causa: Culto aos deuses pagãos , Política religiosa sincretista. Acontecimento: Martírio de perpétua e felicidade .
  • #22 Local: Todo Império Causa: Culto aos deuses pagãos. Os bárbaros estavam mais fortes e inquietos, economia em crise e tradições em desuso. Acontecimento: Os confessores. Aqueles que não sacrificavam diante dos deuses e queimado incenso diante da estátua do imperador. Assim ou os cristãos acatavam ao édito ou subornavam ou eram torturados. Aqueles que sobreviviam eram os confessores. Surgiu então uma questão: O que fazer com os caídos? (DISCUSSÃO)
  • #23 Local: Todo império Causa: Serviço Militar – Expulsão do exército por não sacrificar aos deuses. Acontecimento: A pior das perseguições. Edifícios Cristãos e livros sagrados destituídos e privação dos direitos civis. As opções eram sucumbir às ameaças, martírios e fuga. É preciso termos isso em mente, porque o próximo acontecimento influenciará muito a teologia.