SlideShare uma empresa Scribd logo
OS PURITANOS
Escola Bíblica IBLM 2018
IGREJA E CULTO
Os Puritanos Como Realmente Eram
“Sou da opinião de que todas as
coisas na igreja deveriam ser puras,
simples e afastadas o mais longe
possível dos elementos e pompas deste
mundo.” Richard Cox
A BASE BÍBLICA PARA
DETERMINAR A
POLÍTICA ECLESIÁSTICA
Os Puritanos Como Realmente Eram
A Base Bíblica Para Determinar a
Política Eclesiástica
◦O ponto de partida: a Bíblia;
◦Um marco puritano foram as exposições do
livro de Atos por Thomas Cartwright;
◦A atitude dos puritanos era um desenvolvimento
lógico de sua visão da autoridade bíblica;
“A Escritura é uma regra perfeita de fé
e conduta, não apenas parcial; nem há
nada que se deva observar na igreja de
Deus, que dependa da tradição, ou de
qualquer autoridade, e que não esteja
contido nas Escrituras.” William
Ames
A Base Bíblica Para Determinar a
Política Eclesiástica
◦A insistência na Bíblia era uma crítica direta à
tradição como um meio de autoridade para a
crença religiosa;
◦John Bale argumentou:
“Cristo nunca permitiu essas cerimônias. Ele
nunca foi em procissão de capa, cruz e candelabro...
Ele nunca rezou missas... Ele nunca consagrou
templo nem cálice, cinzas ou palmas, velas nem
sinos. Ele nunca fez água benta nem pão sagrado,
ou coisas semelhantes. Mas a tais cerimônias tolas,
sendo estas sem a ordem expressa de Deus, Ele
chamou de fermento dos fariseus e abominável
hipocrisia.”
A Base Bíblica Para Determinar a
Política Eclesiástica
◦Thomas Cartwright esboçou quatro critérios bíblicos
pelos quais os detalhes do culto devem ser medidos:
◦1Co 10.32 - Que não ofendam a alguém.
◦1Co 14.40 - Que tenha ordem e decência.
◦1Co 14.26 - Que seja para edificação.
◦Rm 14.6-7 - Que seja para a glória de Deus.
A IGREJA COMO
UMA REALIDADE
ESPIRITUAL
Os Puritanos Como Realmente Eram
A Igreja Como Uma Realidade
Espiritual
◦Talvez o maior legado dos puritanos tenha sido a noção
de que a igreja é uma realidade espiritual;
◦Não havia diferença entre “bispos, sacerdotes e outros
tais”;
◦Está implícito a preferência puritana pela igreja invisível
acima de qualquer tipo de estrutura institucional;
A Igreja Como Uma Realidade
Espiritual
◦Ver a igreja como essencialmente espiritual torna ela
dissociada de qualquer lugar em particular;
◦A descentralização da igreja teve efeitos profundos no
próprio conceito de culto;
◦Patrick Collinson resume bem essa prática puritana,
dizendo que:
“a vida do puritano era num certo sentido
um ato contínuo de culto, buscado debaixo
do senso incessante e ativo dos propósitos
providenciais de Deus, e constantemente
renovada pela atividade religiosa, pessoal,
doméstica e pública.”
A Igreja Como Uma Realidade
Espiritual
◦Se a igreja não é um clero profissional ou um prédio,
quais são os seus sinais visíveis?
◦A sã pregação da Palavra de Deus;
◦A correta administração do batismo e da ceia;
◦A disciplina;
◦Com autores individuais acrescentando coisas como a
oração e o dar esmolas.
“Se contemplarmos a aparência da igreja
papista, Senhor, como brilha e é esplêndida
em comparação com a verdadeira igreja de
Cristo, que é discernida nestes dias apenas
pela Palavra de Deus pregada fielmente,
pelas ordenanças puramente ministradas e
por alguma disciplina.” John Bradford
A Igreja Como Uma Realidade
Espiritual
◦As manifestações visíveis da igreja consistiam em
segundo lugar nos relacionamentos cristãos;
◦Isso implicava numa membresia voluntária em vez de
imposta por uma igreja do Estado;
◦Essa desvalorização puritana da igreja institucional foi
acompanhada de uma doutrina sobre a falibilidade desse
tipo de igreja.
A ELEVAÇÃO DO
PAPEL DA PESSOA
LEIGA
Os Puritanos Como Realmente Eram
A Elevação do Papel da Pessoa
Leiga na Igreja e no Culto
◦Tudo começou com as mudanças em relação ao governo
eclesiástico;
◦Assim nasceu uma das mais nobres práticas puritanas, “a
igreja dentro da igreja”, a comunhão espiritual daqueles
que levavam a sério a vida cristã;
◦Isso transformou o culto público.
“As pessoas são aqui ensinadas, primeiro a
examinar as doutrinas dos homens pela regra e o
padrão da Palavra... Pois, embora o julgamento da
interpretação pertença principalmente aos ministros
da Palavra, Deus no entanto deu a todos os crentes
uma capacidade de julgamento, para provar os
espírito e examinar as Escrituras, para ver se as
coisas que ouvem são assim ou não.” Edward
Reynold
SIMPLIFICANDO O
CULTO
Os Puritanos Como Realmente Eram
Simplificando o Culto
◦Dado o contexto da extravagância católico-
anglicana no culto público, toda a força do culto
puritano era em direção à eliminação da confusão
e a enfocar o essencial, que para eles resumia-se no
ideal de edificação. Como, então, era o culto
coletivo dos puritanos?
1. Uma Confissão de pecados
2. Uma oração por perdão
3. Um Salmo métrico
4. Uma oração por iluminação
5. Leitura da Escritura
6. Sermão
7. Batismos e publicação de exclusões
8. Oração Longa e o Pai Nosso
9. Credo apostólico (recitado pelo Ministro)
10. Um Salmo métrico
11. A Bênção (Araônica ou Apostólica)
Simplificando o Culto
◦O culto puritano restringia cerimônia e ritual;
◦Os puritanos abandonaram as vestes clericais;
◦O calendário católico-anglicano de dias santos e
sagrados, foram substituídos simplesmente pelo culto
dominical;
◦Os puritanos simplificaram a arquitetura e a mobília da
igreja;
Simplificando o Culto
◦O culto puritano simplificou a música na igreja;
◦Os puritanos também simplificaram os sacramentos;
◦Os objetivos do culto puritano eram muito claramente
definidos: os fins do culto são a honra de Deus, a
edificação dos crentes, a comunicação aos outros de
conhecimento espiritual, santidade e prazer, e o
aumento do próprio reino de Deus no mundo.
O DOMINGO
PURITANO
Os Puritanos Como Realmente Eram
O Domingo Puritano
◦A observação do Dia do Senhor era tanto uma questão
política e social quanto da igreja;
◦Os puritanos formularam uma base bíblica múltipla
para a observância do domingo:
1. Descansar um dia da semana era um memorial à
criação do mundo por Deus;
2. O quarto mandamento tornou a santificação de
um dia entre sete uma ordem moral;
3. O Dia do Senhor do NT torna o domingo um
memorial à ressurreição;
4. Porque o domingo é um dia de cessação do labor
terreno e um tempo de culto, é uma experiência
que prefigura a eterna felicidade do crente no céu.
“Não pense alguém que um mero
descanso do labor é tudo que se requer
do homem no Dia do Senhor, mas o
tempo que ele poupa dos trabalhos da
sua vocação deve dedicar aos deveres
espirituais.” Peter Bayley
“Aquele que guarda o Dia do Senhor
apenas descansando do seu trabalho
ordinário o guarda como um animal; pois o
descanso neste dia fica proibido na medida
em que impede o culto exterior e interior ao
Deus Todo-Poderoso.”
“A observância correta do dia requer duas coisas:
descanso e santificação deste descanso. A
santificação deste descanso, assim como do próprio
dia, está na nossa dedicação especial ao culto de
Deus. Contrários à observação do dia são todos os
negócios, comércio, festas, esportes e outras
atividades que distraem a mente do homem dos
exercícios da religião.” William Ames
“É um abuso notável de muitos fazer
do Dia do Senhor um dia de esportes e
lazer, enquanto deveria ser um dia
separado para o culto a Deus, acrescido
dos deveres da religião.” William
Perkins

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

(7) a teologia diante da modernidade
(7) a teologia diante da modernidade(7) a teologia diante da modernidade
(7) a teologia diante da modernidade
Afonso Murad (FAJE)
 
Introdução 1 cristologia
Introdução 1 cristologiaIntrodução 1 cristologia
Introdução 1 cristologia
frpoverello
 
Cristologia
CristologiaCristologia
Cristologia
Romulo Roosemberg
 
Lição 4 – A história da Igreja até a Reforma Protestante
Lição 4 – A história da Igreja até a Reforma ProtestanteLição 4 – A história da Igreja até a Reforma Protestante
Lição 4 – A história da Igreja até a Reforma Protestante
Éder Tomé
 
História das Missões - ppt da aula
História das Missões - ppt da aulaHistória das Missões - ppt da aula
História das Missões - ppt da aula
Paulo Dias Nogueira
 
Lição 1 - O que é Evangelização
Lição 1 - O que é EvangelizaçãoLição 1 - O que é Evangelização
Lição 1 - O que é Evangelização
I.A.D.F.J - SAMAMABAIA SUL
 
Lição 1 - A Igreja e o Plano Divino
Lição 1 - A Igreja e o Plano DivinoLição 1 - A Igreja e o Plano Divino
Lição 1 - A Igreja e o Plano Divino
Éder Tomé
 
As cartas pastorais
As cartas pastoraisAs cartas pastorais
As cartas pastorais
guest1671d3
 
Lição 11 - A Importância da Bíblia como única regra de Fé
Lição 11 - A Importância da Bíblia como única regra de FéLição 11 - A Importância da Bíblia como única regra de Fé
Lição 11 - A Importância da Bíblia como única regra de Fé
Éder Tomé
 
Discipulado de Cristo e o cuidado do novo convertido
Discipulado de Cristo e o cuidado do novo convertidoDiscipulado de Cristo e o cuidado do novo convertido
Discipulado de Cristo e o cuidado do novo convertido
Joary Jossué Carlesso
 
Teologia Contemporânea - Aspectos
Teologia Contemporânea - AspectosTeologia Contemporânea - Aspectos
Teologia Contemporânea - Aspectos
Gcom digital factory
 
Panorama do NT - A Plenitude dos Tempos
Panorama do NT - A Plenitude dos TemposPanorama do NT - A Plenitude dos Tempos
Panorama do NT - A Plenitude dos Tempos
Respirando Deus
 
Aula 6 - A Igreja Moderna
Aula 6 - A Igreja Moderna Aula 6 - A Igreja Moderna
Aula 6 - A Igreja Moderna
Adriano Pascoa
 
Historia da igreja
Historia da igrejaHistoria da igreja
Historia da igreja
ESTUDANTETEOLOGIA
 
História da Igreja #7
História da Igreja #7História da Igreja #7
História da Igreja #7
Respirando Deus
 
Panorama do NT - 2Pedro
Panorama do NT - 2PedroPanorama do NT - 2Pedro
Panorama do NT - 2Pedro
Respirando Deus
 
01 - Hermeneutica bíblica
01 - Hermeneutica bíblica01 - Hermeneutica bíblica
01 - Hermeneutica bíblica
José Santos
 
2. introdução ao novo testamento
2.  introdução ao novo testamento2.  introdução ao novo testamento
2. introdução ao novo testamento
Igreja Presbiteriana de Dourados
 
Historia da igreja i aula 1
Historia da igreja i  aula 1Historia da igreja i  aula 1
Historia da igreja i aula 1
Moisés Sampaio
 
Lição 7 Evangelização: A missão máxima da igreja
Lição 7   Evangelização: A missão máxima da igrejaLição 7   Evangelização: A missão máxima da igreja
Lição 7 Evangelização: A missão máxima da igreja
Wander Sousa
 

Mais procurados (20)

(7) a teologia diante da modernidade
(7) a teologia diante da modernidade(7) a teologia diante da modernidade
(7) a teologia diante da modernidade
 
Introdução 1 cristologia
Introdução 1 cristologiaIntrodução 1 cristologia
Introdução 1 cristologia
 
Cristologia
CristologiaCristologia
Cristologia
 
Lição 4 – A história da Igreja até a Reforma Protestante
Lição 4 – A história da Igreja até a Reforma ProtestanteLição 4 – A história da Igreja até a Reforma Protestante
Lição 4 – A história da Igreja até a Reforma Protestante
 
História das Missões - ppt da aula
História das Missões - ppt da aulaHistória das Missões - ppt da aula
História das Missões - ppt da aula
 
Lição 1 - O que é Evangelização
Lição 1 - O que é EvangelizaçãoLição 1 - O que é Evangelização
Lição 1 - O que é Evangelização
 
Lição 1 - A Igreja e o Plano Divino
Lição 1 - A Igreja e o Plano DivinoLição 1 - A Igreja e o Plano Divino
Lição 1 - A Igreja e o Plano Divino
 
As cartas pastorais
As cartas pastoraisAs cartas pastorais
As cartas pastorais
 
Lição 11 - A Importância da Bíblia como única regra de Fé
Lição 11 - A Importância da Bíblia como única regra de FéLição 11 - A Importância da Bíblia como única regra de Fé
Lição 11 - A Importância da Bíblia como única regra de Fé
 
Discipulado de Cristo e o cuidado do novo convertido
Discipulado de Cristo e o cuidado do novo convertidoDiscipulado de Cristo e o cuidado do novo convertido
Discipulado de Cristo e o cuidado do novo convertido
 
Teologia Contemporânea - Aspectos
Teologia Contemporânea - AspectosTeologia Contemporânea - Aspectos
Teologia Contemporânea - Aspectos
 
Panorama do NT - A Plenitude dos Tempos
Panorama do NT - A Plenitude dos TemposPanorama do NT - A Plenitude dos Tempos
Panorama do NT - A Plenitude dos Tempos
 
Aula 6 - A Igreja Moderna
Aula 6 - A Igreja Moderna Aula 6 - A Igreja Moderna
Aula 6 - A Igreja Moderna
 
Historia da igreja
Historia da igrejaHistoria da igreja
Historia da igreja
 
História da Igreja #7
História da Igreja #7História da Igreja #7
História da Igreja #7
 
Panorama do NT - 2Pedro
Panorama do NT - 2PedroPanorama do NT - 2Pedro
Panorama do NT - 2Pedro
 
01 - Hermeneutica bíblica
01 - Hermeneutica bíblica01 - Hermeneutica bíblica
01 - Hermeneutica bíblica
 
2. introdução ao novo testamento
2.  introdução ao novo testamento2.  introdução ao novo testamento
2. introdução ao novo testamento
 
Historia da igreja i aula 1
Historia da igreja i  aula 1Historia da igreja i  aula 1
Historia da igreja i aula 1
 
Lição 7 Evangelização: A missão máxima da igreja
Lição 7   Evangelização: A missão máxima da igrejaLição 7   Evangelização: A missão máxima da igreja
Lição 7 Evangelização: A missão máxima da igreja
 

Semelhante a Escola Bíblica: Os Puritanos - #05

O laicato na teologia e ensino dos reformadores antonio filho
O laicato na teologia e ensino dos reformadores   antonio filhoO laicato na teologia e ensino dos reformadores   antonio filho
O laicato na teologia e ensino dos reformadores antonio filho
Edison Junior
 
EIXOVocaçãoAula2.pptx
EIXOVocaçãoAula2.pptxEIXOVocaçãoAula2.pptx
EIXOVocaçãoAula2.pptx
ssuserc9ef03
 
Escola Bíblica: Os Puritanos - #06
Escola Bíblica: Os Puritanos - #06Escola Bíblica: Os Puritanos - #06
Escola Bíblica: Os Puritanos - #06
Respirando Deus
 
Doutrinas Bíblicas - Eclesiologia
Doutrinas Bíblicas - EclesiologiaDoutrinas Bíblicas - Eclesiologia
Doutrinas Bíblicas - Eclesiologia
Roberto Trindade
 
Por uma liturgia totalizante
Por uma liturgia totalizantePor uma liturgia totalizante
Por uma liturgia totalizante
11091961
 
Aula 2 os dons espírituais e ministeriais
Aula 2   os dons espírituais e ministeriaisAula 2   os dons espírituais e ministeriais
Aula 2 os dons espírituais e ministeriais
magnao2
 
Boletim cbg 16_mar_2013
Boletim cbg 16_mar_2013Boletim cbg 16_mar_2013
Boletim cbg 16_mar_2013
Silas Roberto Nogueira
 
Boletim cbg 16_mar_2013
Boletim cbg 16_mar_2013Boletim cbg 16_mar_2013
Boletim cbg 16_mar_2013
Silas Roberto Nogueira
 
Liturgia ministérios leigos
Liturgia ministérios leigosLiturgia ministérios leigos
Liturgia ministérios leigos
iaymesobrino
 
Uma avaliação do culto
Uma avaliação do cultoUma avaliação do culto
Uma avaliação do culto
Antonio Silva Matias
 
Discipulado lição 4 conhecendo a igreja
Discipulado lição 4 conhecendo a igrejaDiscipulado lição 4 conhecendo a igreja
Discipulado lição 4 conhecendo a igreja
Josue Lima
 
Conteúdo em Comemoração dos 50 anos do início do Concílio Vaticano II
Conteúdo em Comemoração dos 50 anos do início do Concílio Vaticano IIConteúdo em Comemoração dos 50 anos do início do Concílio Vaticano II
Conteúdo em Comemoração dos 50 anos do início do Concílio Vaticano II
Mary Donzellini MJC
 
E.b.d jovens 4ºtrimestre 2016 lição 11
E.b.d   jovens 4ºtrimestre 2016 lição 11E.b.d   jovens 4ºtrimestre 2016 lição 11
E.b.d jovens 4ºtrimestre 2016 lição 11
Joel Silva
 
Reunião Mensaal de Pastoral - Decreto presbiterorum ordinis (po) simplificado
Reunião Mensaal de Pastoral - Decreto presbiterorum ordinis (po)   simplificadoReunião Mensaal de Pastoral - Decreto presbiterorum ordinis (po)   simplificado
Reunião Mensaal de Pastoral - Decreto presbiterorum ordinis (po) simplificado
Kamila Mendonça
 
As diferenças denominacionais
As diferenças denominacionaisAs diferenças denominacionais
As diferenças denominacionais
Alberto Simonton
 
Doutrina Da Igreja Modulo 2
Doutrina Da Igreja Modulo 2Doutrina Da Igreja Modulo 2
Doutrina Da Igreja Modulo 2
fogotv
 
Lbj lição 3 a organização da igreja
Lbj lição 3   a organização da igrejaLbj lição 3   a organização da igreja
Lbj lição 3 a organização da igreja
boasnovassena
 
Portal escola dominical
Portal escola dominicalPortal escola dominical
Portal escola dominical
Railton Oliveira
 
Ibadep administracao e lideranca
Ibadep   administracao e liderancaIbadep   administracao e lideranca
Ibadep administracao e lideranca
claudiosilva375
 
Princípios e ações bíblicas para o desenvolvimento da igreja
Princípios e ações bíblicas para o desenvolvimento da igrejaPrincípios e ações bíblicas para o desenvolvimento da igreja
Princípios e ações bíblicas para o desenvolvimento da igreja
Pastor Marcelo Silva
 

Semelhante a Escola Bíblica: Os Puritanos - #05 (20)

O laicato na teologia e ensino dos reformadores antonio filho
O laicato na teologia e ensino dos reformadores   antonio filhoO laicato na teologia e ensino dos reformadores   antonio filho
O laicato na teologia e ensino dos reformadores antonio filho
 
EIXOVocaçãoAula2.pptx
EIXOVocaçãoAula2.pptxEIXOVocaçãoAula2.pptx
EIXOVocaçãoAula2.pptx
 
Escola Bíblica: Os Puritanos - #06
Escola Bíblica: Os Puritanos - #06Escola Bíblica: Os Puritanos - #06
Escola Bíblica: Os Puritanos - #06
 
Doutrinas Bíblicas - Eclesiologia
Doutrinas Bíblicas - EclesiologiaDoutrinas Bíblicas - Eclesiologia
Doutrinas Bíblicas - Eclesiologia
 
Por uma liturgia totalizante
Por uma liturgia totalizantePor uma liturgia totalizante
Por uma liturgia totalizante
 
Aula 2 os dons espírituais e ministeriais
Aula 2   os dons espírituais e ministeriaisAula 2   os dons espírituais e ministeriais
Aula 2 os dons espírituais e ministeriais
 
Boletim cbg 16_mar_2013
Boletim cbg 16_mar_2013Boletim cbg 16_mar_2013
Boletim cbg 16_mar_2013
 
Boletim cbg 16_mar_2013
Boletim cbg 16_mar_2013Boletim cbg 16_mar_2013
Boletim cbg 16_mar_2013
 
Liturgia ministérios leigos
Liturgia ministérios leigosLiturgia ministérios leigos
Liturgia ministérios leigos
 
Uma avaliação do culto
Uma avaliação do cultoUma avaliação do culto
Uma avaliação do culto
 
Discipulado lição 4 conhecendo a igreja
Discipulado lição 4 conhecendo a igrejaDiscipulado lição 4 conhecendo a igreja
Discipulado lição 4 conhecendo a igreja
 
Conteúdo em Comemoração dos 50 anos do início do Concílio Vaticano II
Conteúdo em Comemoração dos 50 anos do início do Concílio Vaticano IIConteúdo em Comemoração dos 50 anos do início do Concílio Vaticano II
Conteúdo em Comemoração dos 50 anos do início do Concílio Vaticano II
 
E.b.d jovens 4ºtrimestre 2016 lição 11
E.b.d   jovens 4ºtrimestre 2016 lição 11E.b.d   jovens 4ºtrimestre 2016 lição 11
E.b.d jovens 4ºtrimestre 2016 lição 11
 
Reunião Mensaal de Pastoral - Decreto presbiterorum ordinis (po) simplificado
Reunião Mensaal de Pastoral - Decreto presbiterorum ordinis (po)   simplificadoReunião Mensaal de Pastoral - Decreto presbiterorum ordinis (po)   simplificado
Reunião Mensaal de Pastoral - Decreto presbiterorum ordinis (po) simplificado
 
As diferenças denominacionais
As diferenças denominacionaisAs diferenças denominacionais
As diferenças denominacionais
 
Doutrina Da Igreja Modulo 2
Doutrina Da Igreja Modulo 2Doutrina Da Igreja Modulo 2
Doutrina Da Igreja Modulo 2
 
Lbj lição 3 a organização da igreja
Lbj lição 3   a organização da igrejaLbj lição 3   a organização da igreja
Lbj lição 3 a organização da igreja
 
Portal escola dominical
Portal escola dominicalPortal escola dominical
Portal escola dominical
 
Ibadep administracao e lideranca
Ibadep   administracao e liderancaIbadep   administracao e lideranca
Ibadep administracao e lideranca
 
Princípios e ações bíblicas para o desenvolvimento da igreja
Princípios e ações bíblicas para o desenvolvimento da igrejaPrincípios e ações bíblicas para o desenvolvimento da igreja
Princípios e ações bíblicas para o desenvolvimento da igreja
 

Mais de Respirando Deus

Escola Bíblica: Os Puritanos - #04
Escola Bíblica: Os Puritanos - #04Escola Bíblica: Os Puritanos - #04
Escola Bíblica: Os Puritanos - #04
Respirando Deus
 
Escola Bíblica: Os Puritanos - #03
Escola Bíblica: Os Puritanos - #03Escola Bíblica: Os Puritanos - #03
Escola Bíblica: Os Puritanos - #03
Respirando Deus
 
Escola Bíblica: Os Puritanos - #02
Escola Bíblica: Os Puritanos - #02Escola Bíblica: Os Puritanos - #02
Escola Bíblica: Os Puritanos - #02
Respirando Deus
 
História da Igreja #25
História da Igreja #25História da Igreja #25
História da Igreja #25
Respirando Deus
 
História da Igreja #24
História da Igreja #24História da Igreja #24
História da Igreja #24
Respirando Deus
 
História da Igreja #23
História da Igreja #23História da Igreja #23
História da Igreja #23
Respirando Deus
 
História da Igreja #22
História da Igreja #22História da Igreja #22
História da Igreja #22
Respirando Deus
 
História da Igreja #21
História da Igreja #21História da Igreja #21
História da Igreja #21
Respirando Deus
 
Calendário de Eventos IBLM 2018
Calendário de Eventos IBLM 2018Calendário de Eventos IBLM 2018
Calendário de Eventos IBLM 2018
Respirando Deus
 
História da Igreja #20
História da Igreja #20História da Igreja #20
História da Igreja #20
Respirando Deus
 
História da Igreja #19
História da Igreja #19História da Igreja #19
História da Igreja #19
Respirando Deus
 
História da Igreja #18 - As Cruzadas
História da Igreja #18 - As CruzadasHistória da Igreja #18 - As Cruzadas
História da Igreja #18 - As Cruzadas
Respirando Deus
 
História da Igreja #17
História da Igreja #17História da Igreja #17
História da Igreja #17
Respirando Deus
 
História da Igreja #16
História da Igreja #16História da Igreja #16
História da Igreja #16
Respirando Deus
 
História da Igreja #15
História da Igreja #15História da Igreja #15
História da Igreja #15
Respirando Deus
 
História da Igreja #14
História da Igreja #14História da Igreja #14
História da Igreja #14
Respirando Deus
 
História da Igreja #13
História da Igreja #13História da Igreja #13
História da Igreja #13
Respirando Deus
 
História da Igreja #12
História da Igreja #12História da Igreja #12
História da Igreja #12
Respirando Deus
 
História da Igreja #11
História da Igreja #11História da Igreja #11
História da Igreja #11
Respirando Deus
 
História da Igreja #10
História da Igreja #10História da Igreja #10
História da Igreja #10
Respirando Deus
 

Mais de Respirando Deus (20)

Escola Bíblica: Os Puritanos - #04
Escola Bíblica: Os Puritanos - #04Escola Bíblica: Os Puritanos - #04
Escola Bíblica: Os Puritanos - #04
 
Escola Bíblica: Os Puritanos - #03
Escola Bíblica: Os Puritanos - #03Escola Bíblica: Os Puritanos - #03
Escola Bíblica: Os Puritanos - #03
 
Escola Bíblica: Os Puritanos - #02
Escola Bíblica: Os Puritanos - #02Escola Bíblica: Os Puritanos - #02
Escola Bíblica: Os Puritanos - #02
 
História da Igreja #25
História da Igreja #25História da Igreja #25
História da Igreja #25
 
História da Igreja #24
História da Igreja #24História da Igreja #24
História da Igreja #24
 
História da Igreja #23
História da Igreja #23História da Igreja #23
História da Igreja #23
 
História da Igreja #22
História da Igreja #22História da Igreja #22
História da Igreja #22
 
História da Igreja #21
História da Igreja #21História da Igreja #21
História da Igreja #21
 
Calendário de Eventos IBLM 2018
Calendário de Eventos IBLM 2018Calendário de Eventos IBLM 2018
Calendário de Eventos IBLM 2018
 
História da Igreja #20
História da Igreja #20História da Igreja #20
História da Igreja #20
 
História da Igreja #19
História da Igreja #19História da Igreja #19
História da Igreja #19
 
História da Igreja #18 - As Cruzadas
História da Igreja #18 - As CruzadasHistória da Igreja #18 - As Cruzadas
História da Igreja #18 - As Cruzadas
 
História da Igreja #17
História da Igreja #17História da Igreja #17
História da Igreja #17
 
História da Igreja #16
História da Igreja #16História da Igreja #16
História da Igreja #16
 
História da Igreja #15
História da Igreja #15História da Igreja #15
História da Igreja #15
 
História da Igreja #14
História da Igreja #14História da Igreja #14
História da Igreja #14
 
História da Igreja #13
História da Igreja #13História da Igreja #13
História da Igreja #13
 
História da Igreja #12
História da Igreja #12História da Igreja #12
História da Igreja #12
 
História da Igreja #11
História da Igreja #11História da Igreja #11
História da Igreja #11
 
História da Igreja #10
História da Igreja #10História da Igreja #10
História da Igreja #10
 

Último

de volta as estrelas - Erich von Däniken.pdf
de volta as estrelas - Erich von Däniken.pdfde volta as estrelas - Erich von Däniken.pdf
de volta as estrelas - Erich von Däniken.pdf
marcobueno2024
 
O que está oculto na Maçonaria? Livro cristão.
O que está oculto na Maçonaria? Livro cristão.O que está oculto na Maçonaria? Livro cristão.
O que está oculto na Maçonaria? Livro cristão.
REFORMADOR PROTESTANTE
 
Lição 13 Estudo Biblico para alimento da alma.pptx
Lição 13 Estudo Biblico para alimento da alma.pptxLição 13 Estudo Biblico para alimento da alma.pptx
Lição 13 Estudo Biblico para alimento da alma.pptx
JaquelineSantosBasto
 
Enfermos - Unção para consagração dosa enfermos
Enfermos - Unção para consagração dosa enfermosEnfermos - Unção para consagração dosa enfermos
Enfermos - Unção para consagração dosa enfermos
FernandoCavalcante48
 
Lição 12 - A Bendita Esperança: A Marca do Cristão.pptx
Lição 12 - A Bendita Esperança: A Marca do Cristão.pptxLição 12 - A Bendita Esperança: A Marca do Cristão.pptx
Lição 12 - A Bendita Esperança: A Marca do Cristão.pptx
Celso Napoleon
 
PROFECIAS DE NOSTRADAMUS SÃO BÍBLICAS_.pdf
PROFECIAS DE NOSTRADAMUS SÃO BÍBLICAS_.pdfPROFECIAS DE NOSTRADAMUS SÃO BÍBLICAS_.pdf
PROFECIAS DE NOSTRADAMUS SÃO BÍBLICAS_.pdf
Nelson Pereira
 
Bíblia Sagrada - Jonas - slides testamento3 (1).pptx
Bíblia Sagrada - Jonas - slides testamento3 (1).pptxBíblia Sagrada - Jonas - slides testamento3 (1).pptx
Bíblia Sagrada - Jonas - slides testamento3 (1).pptx
Igreja Jesus é o Verbo
 
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (2)
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (2)Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (2)
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (2)
Nilson Almeida
 
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (3)
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (3)Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (3)
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (3)
Nilson Almeida
 
Lição 13 – A Cidade Celestial - CPAD.pptx
Lição 13 – A Cidade Celestial - CPAD.pptxLição 13 – A Cidade Celestial - CPAD.pptx
Lição 13 – A Cidade Celestial - CPAD.pptx
Celso Napoleon
 
Teresa Gerhardinger - corajosa mulher de fé e de visão mundial (1989)
Teresa Gerhardinger - corajosa mulher de fé e de visão mundial (1989)Teresa Gerhardinger - corajosa mulher de fé e de visão mundial (1989)
Teresa Gerhardinger - corajosa mulher de fé e de visão mundial (1989)
Elton Zanoni
 

Último (11)

de volta as estrelas - Erich von Däniken.pdf
de volta as estrelas - Erich von Däniken.pdfde volta as estrelas - Erich von Däniken.pdf
de volta as estrelas - Erich von Däniken.pdf
 
O que está oculto na Maçonaria? Livro cristão.
O que está oculto na Maçonaria? Livro cristão.O que está oculto na Maçonaria? Livro cristão.
O que está oculto na Maçonaria? Livro cristão.
 
Lição 13 Estudo Biblico para alimento da alma.pptx
Lição 13 Estudo Biblico para alimento da alma.pptxLição 13 Estudo Biblico para alimento da alma.pptx
Lição 13 Estudo Biblico para alimento da alma.pptx
 
Enfermos - Unção para consagração dosa enfermos
Enfermos - Unção para consagração dosa enfermosEnfermos - Unção para consagração dosa enfermos
Enfermos - Unção para consagração dosa enfermos
 
Lição 12 - A Bendita Esperança: A Marca do Cristão.pptx
Lição 12 - A Bendita Esperança: A Marca do Cristão.pptxLição 12 - A Bendita Esperança: A Marca do Cristão.pptx
Lição 12 - A Bendita Esperança: A Marca do Cristão.pptx
 
PROFECIAS DE NOSTRADAMUS SÃO BÍBLICAS_.pdf
PROFECIAS DE NOSTRADAMUS SÃO BÍBLICAS_.pdfPROFECIAS DE NOSTRADAMUS SÃO BÍBLICAS_.pdf
PROFECIAS DE NOSTRADAMUS SÃO BÍBLICAS_.pdf
 
Bíblia Sagrada - Jonas - slides testamento3 (1).pptx
Bíblia Sagrada - Jonas - slides testamento3 (1).pptxBíblia Sagrada - Jonas - slides testamento3 (1).pptx
Bíblia Sagrada - Jonas - slides testamento3 (1).pptx
 
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (2)
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (2)Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (2)
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (2)
 
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (3)
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (3)Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (3)
Oração Ao Sagrado Coração De Jesus E Maria (3)
 
Lição 13 – A Cidade Celestial - CPAD.pptx
Lição 13 – A Cidade Celestial - CPAD.pptxLição 13 – A Cidade Celestial - CPAD.pptx
Lição 13 – A Cidade Celestial - CPAD.pptx
 
Teresa Gerhardinger - corajosa mulher de fé e de visão mundial (1989)
Teresa Gerhardinger - corajosa mulher de fé e de visão mundial (1989)Teresa Gerhardinger - corajosa mulher de fé e de visão mundial (1989)
Teresa Gerhardinger - corajosa mulher de fé e de visão mundial (1989)
 

Escola Bíblica: Os Puritanos - #05

  • 2. IGREJA E CULTO Os Puritanos Como Realmente Eram
  • 3. “Sou da opinião de que todas as coisas na igreja deveriam ser puras, simples e afastadas o mais longe possível dos elementos e pompas deste mundo.” Richard Cox
  • 4. A BASE BÍBLICA PARA DETERMINAR A POLÍTICA ECLESIÁSTICA Os Puritanos Como Realmente Eram
  • 5. A Base Bíblica Para Determinar a Política Eclesiástica ◦O ponto de partida: a Bíblia; ◦Um marco puritano foram as exposições do livro de Atos por Thomas Cartwright; ◦A atitude dos puritanos era um desenvolvimento lógico de sua visão da autoridade bíblica;
  • 6. “A Escritura é uma regra perfeita de fé e conduta, não apenas parcial; nem há nada que se deva observar na igreja de Deus, que dependa da tradição, ou de qualquer autoridade, e que não esteja contido nas Escrituras.” William Ames
  • 7. A Base Bíblica Para Determinar a Política Eclesiástica ◦A insistência na Bíblia era uma crítica direta à tradição como um meio de autoridade para a crença religiosa; ◦John Bale argumentou:
  • 8. “Cristo nunca permitiu essas cerimônias. Ele nunca foi em procissão de capa, cruz e candelabro... Ele nunca rezou missas... Ele nunca consagrou templo nem cálice, cinzas ou palmas, velas nem sinos. Ele nunca fez água benta nem pão sagrado, ou coisas semelhantes. Mas a tais cerimônias tolas, sendo estas sem a ordem expressa de Deus, Ele chamou de fermento dos fariseus e abominável hipocrisia.”
  • 9. A Base Bíblica Para Determinar a Política Eclesiástica ◦Thomas Cartwright esboçou quatro critérios bíblicos pelos quais os detalhes do culto devem ser medidos: ◦1Co 10.32 - Que não ofendam a alguém. ◦1Co 14.40 - Que tenha ordem e decência. ◦1Co 14.26 - Que seja para edificação. ◦Rm 14.6-7 - Que seja para a glória de Deus.
  • 10. A IGREJA COMO UMA REALIDADE ESPIRITUAL Os Puritanos Como Realmente Eram
  • 11. A Igreja Como Uma Realidade Espiritual ◦Talvez o maior legado dos puritanos tenha sido a noção de que a igreja é uma realidade espiritual; ◦Não havia diferença entre “bispos, sacerdotes e outros tais”; ◦Está implícito a preferência puritana pela igreja invisível acima de qualquer tipo de estrutura institucional;
  • 12. A Igreja Como Uma Realidade Espiritual ◦Ver a igreja como essencialmente espiritual torna ela dissociada de qualquer lugar em particular; ◦A descentralização da igreja teve efeitos profundos no próprio conceito de culto; ◦Patrick Collinson resume bem essa prática puritana, dizendo que:
  • 13. “a vida do puritano era num certo sentido um ato contínuo de culto, buscado debaixo do senso incessante e ativo dos propósitos providenciais de Deus, e constantemente renovada pela atividade religiosa, pessoal, doméstica e pública.”
  • 14. A Igreja Como Uma Realidade Espiritual ◦Se a igreja não é um clero profissional ou um prédio, quais são os seus sinais visíveis? ◦A sã pregação da Palavra de Deus; ◦A correta administração do batismo e da ceia; ◦A disciplina; ◦Com autores individuais acrescentando coisas como a oração e o dar esmolas.
  • 15. “Se contemplarmos a aparência da igreja papista, Senhor, como brilha e é esplêndida em comparação com a verdadeira igreja de Cristo, que é discernida nestes dias apenas pela Palavra de Deus pregada fielmente, pelas ordenanças puramente ministradas e por alguma disciplina.” John Bradford
  • 16. A Igreja Como Uma Realidade Espiritual ◦As manifestações visíveis da igreja consistiam em segundo lugar nos relacionamentos cristãos; ◦Isso implicava numa membresia voluntária em vez de imposta por uma igreja do Estado; ◦Essa desvalorização puritana da igreja institucional foi acompanhada de uma doutrina sobre a falibilidade desse tipo de igreja.
  • 17. A ELEVAÇÃO DO PAPEL DA PESSOA LEIGA Os Puritanos Como Realmente Eram
  • 18. A Elevação do Papel da Pessoa Leiga na Igreja e no Culto ◦Tudo começou com as mudanças em relação ao governo eclesiástico; ◦Assim nasceu uma das mais nobres práticas puritanas, “a igreja dentro da igreja”, a comunhão espiritual daqueles que levavam a sério a vida cristã; ◦Isso transformou o culto público.
  • 19. “As pessoas são aqui ensinadas, primeiro a examinar as doutrinas dos homens pela regra e o padrão da Palavra... Pois, embora o julgamento da interpretação pertença principalmente aos ministros da Palavra, Deus no entanto deu a todos os crentes uma capacidade de julgamento, para provar os espírito e examinar as Escrituras, para ver se as coisas que ouvem são assim ou não.” Edward Reynold
  • 20. SIMPLIFICANDO O CULTO Os Puritanos Como Realmente Eram
  • 21. Simplificando o Culto ◦Dado o contexto da extravagância católico- anglicana no culto público, toda a força do culto puritano era em direção à eliminação da confusão e a enfocar o essencial, que para eles resumia-se no ideal de edificação. Como, então, era o culto coletivo dos puritanos?
  • 22. 1. Uma Confissão de pecados 2. Uma oração por perdão 3. Um Salmo métrico 4. Uma oração por iluminação 5. Leitura da Escritura 6. Sermão 7. Batismos e publicação de exclusões 8. Oração Longa e o Pai Nosso 9. Credo apostólico (recitado pelo Ministro) 10. Um Salmo métrico 11. A Bênção (Araônica ou Apostólica)
  • 23. Simplificando o Culto ◦O culto puritano restringia cerimônia e ritual; ◦Os puritanos abandonaram as vestes clericais; ◦O calendário católico-anglicano de dias santos e sagrados, foram substituídos simplesmente pelo culto dominical; ◦Os puritanos simplificaram a arquitetura e a mobília da igreja;
  • 24.
  • 25.
  • 26.
  • 27. Simplificando o Culto ◦O culto puritano simplificou a música na igreja; ◦Os puritanos também simplificaram os sacramentos; ◦Os objetivos do culto puritano eram muito claramente definidos: os fins do culto são a honra de Deus, a edificação dos crentes, a comunicação aos outros de conhecimento espiritual, santidade e prazer, e o aumento do próprio reino de Deus no mundo.
  • 28. O DOMINGO PURITANO Os Puritanos Como Realmente Eram
  • 29. O Domingo Puritano ◦A observação do Dia do Senhor era tanto uma questão política e social quanto da igreja; ◦Os puritanos formularam uma base bíblica múltipla para a observância do domingo:
  • 30. 1. Descansar um dia da semana era um memorial à criação do mundo por Deus; 2. O quarto mandamento tornou a santificação de um dia entre sete uma ordem moral; 3. O Dia do Senhor do NT torna o domingo um memorial à ressurreição; 4. Porque o domingo é um dia de cessação do labor terreno e um tempo de culto, é uma experiência que prefigura a eterna felicidade do crente no céu.
  • 31. “Não pense alguém que um mero descanso do labor é tudo que se requer do homem no Dia do Senhor, mas o tempo que ele poupa dos trabalhos da sua vocação deve dedicar aos deveres espirituais.” Peter Bayley
  • 32. “Aquele que guarda o Dia do Senhor apenas descansando do seu trabalho ordinário o guarda como um animal; pois o descanso neste dia fica proibido na medida em que impede o culto exterior e interior ao Deus Todo-Poderoso.”
  • 33. “A observância correta do dia requer duas coisas: descanso e santificação deste descanso. A santificação deste descanso, assim como do próprio dia, está na nossa dedicação especial ao culto de Deus. Contrários à observação do dia são todos os negócios, comércio, festas, esportes e outras atividades que distraem a mente do homem dos exercícios da religião.” William Ames
  • 34. “É um abuso notável de muitos fazer do Dia do Senhor um dia de esportes e lazer, enquanto deveria ser um dia separado para o culto a Deus, acrescido dos deveres da religião.” William Perkins

Notas do Editor

  1. O puritanismo começou como um movimento de pessoas que desejavam a reforma da igreja de acordo com a Palavra de Deus. Inicialmente era um desejo de retirar os vestígios católicos no culto e no sistema de governo da igreja, coisa que os puritanos ingleses não conseguiram realizar. Foi na América, onde os puritanos eram livres para organizar as suas próprias igrejas que o puritanismo constituiu uma denominação específica. Muitos puritanos se identificaram como presbiterianos, alguns tentaram permanecer anglicanos, mas na prática tornaram-se congregacionais.
  2. A igreja havia acumulado séculos de distorções católicas, foi necessário retornar para a bíblia e reestabelecer os limites para a organização das igrejas. Em 1570, ele expôs dos dois primeiros capítulos de Atos na Universidade de Cambridge, e ele usou a igreja primitiva como o modelo que deveria ser seguido, rejeitando as práticas católicas e anglicanas, como vestimentas e rituais baseados no Antigo Testamento. Para eles, como para Calvino, como para Lutero, a Bíblia era a autoridade completa e suficiente para a vida toda.
  3. Uma rejeição principalmente para a cerimônia ritual e da riqueza católica-anglicana;
  4. Talvez o pensamento mais revolucionário tenha sido este. Não são os prédios deslumbrantes, as lindas vestes clericais, mas a companhia dos redimidos é o que importa. Para os puritanos a igreja era a companhia de todos os homens que ouvem a Palavra de Deus e a obedecem. Sabem a diferença de igreja invisível e visível?
  5. William Tydale defendia isso, que Deus é espírito e adorado em espírito, em todo lugar, Deus ouve as orações em qualquer canto do mundo... O culto não estava mais confinado a algo que o sacerdote fazia num lugar santo específico. O culto se tornou algo que todos os cristãos faziam onde quer que estivessem durante o dia.
  6. Isso teve mais impacto do parece para nós, a consequência que talvez os puritanos nem notaram ou sequer planejaram foi: Uma igreja como pessoas unidas por mútuo consentimento, se comprometendo a viver juntos compartilhando de objetivos e uma mesma fé. A igreja institucional está sujeita à apostasia.
  7. As igrejas se tornavam cada vez mais independentes, ordenavam seus próprios pregadores. Isso foi tão forte que muitos ministros só abandonaram as vestes clericais por pressão dos leigos, acabavam forçados a abandonar esse costume. Muitos foram levados aos tribunais eclesiásticos por conta disso, nos registros históricos desses tribunais você encontra acusações de pessoas reunidas para compartilhar o que haviam aprendido na catequização pública; um grupo pequeno foi acusado de ter se reunido e encontrado em várias casas para fins religiosos, assim por diante. O culto era em inglês, não em latim. O estilo da pregação era simples, os puritanos mudaram a arquitetura das suas igrejas, de duas salas, para apenas uma sala. As pessoas eram encorajadas a criticar os sermões.
  8. Essa doutrina de elevação do papel da pessoa leiga baseava-se no princípio do sacerdócio de todos os santos. Isso elevou o status espiritual da pessoa comum.
  9. Salmo em métrica, tipo quando cantamos o salmo 1 Benção Araônica Números 6.24-26 / Apostólica 2Co 13.13
  10. Reparem a diferença, o choque de conceitos, um arcebispo anglicano havia dito que não há religião onde não há cerimônias, já um ministro puritano disse que quanto mais cerimônias, menos verdade. Teve um puritano chamado William Tumer, que chegou a treinar o seu cachorro para pular e pegar os bonés quadrados das cabeças dos clérigos. - Tiraram imagens e estátuas das igrejas, tiraram os altares, fizeram um amplo salão único. O objeto físico que atraia os olhos ao se entrar numa igreja puritana era um púlpito alto central.
  11. Eliminaram composições complexas, canções em latim, músicos profissionais; todos substituídos pelo cântico congregacional dos salmos. Reduziram dos sete católicos para apenas dois, a Ceia e o Batismo. -
  12. A história revela que o desejo de manter o domingo isento de trabalho era uma forma de ação social como um ato religioso.
  13. O domingo não deveria ser um dia de ociosidade, inatividade.
  14. Houve excessos? Sim! Mas digam, a santificação do domingo não é melhor que sua profanação?