Arte Degenerada

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Arte Degenerada

  1. 1. Alemão nascido em 1891 - participou como voluntário na Primeira Guerra Mundial e, posteriormente, formou parte do dadaísmo de Berlim - o mais politizado dos grupos dadaístas alemães -, integrando a Primeira Feira Internacional DADÁ, realizada en 1920. Contudo, a sua passagem por esse movimento foi efémera, como tinham sido as suas anteriores afinidades com o expressionismo. É mais conhecido como o principal representante da Nova Objectividade - tendência desenvolvida na Alemanha a partir de meados dos anos vinte - nascida das cinzas do expressionismo. A Nova Objectividade pode classificar-se como um retorno ao cánones de composição tradicional, porém um retorno crítico, ácido, afastado do naturalismo conformista e das boas consciências burguesas. Dix - como o seu contemporâneo George Grosz - é difícil de classificar, embora tenha deixado uma obra de uma contundência - certamente expressionista na sua expressividade - inconfundível. Otto Dix nasceu em Untermhausen, na Alemanha, no dia 2 de Dezembro 1891 e morreu em Lake Constance em 25 de Julho 1969.
  2. 2. Expresionista alemão e artista gráfico cujas obras transmitem uma visão pessimista da sociedade. Nasceu na Alemanha, em Leipzig, em 1884 e estudou na Academia de Belas Artes de Weimar; as suas primeiras obras são de estilo impressionista. A sua traUmática experiência como ajudante no corpo médico durante la I Guerra Mundial, levou-o a pintar obras enérgicas e de grande dramatismo, caracterizadas por contornos muito marcados, colorido forte e violência implacável. Tal como as obras do movimento Nova Objectividade (Neue Sachlichkeit), os seus quadros expressavam uma crítica social à Alemanha do pós-guerra. Na década de 1930, Beckmann reflectiu a sua consternação pela ascensão do nacional-socialismo em nove trípticos, que são gigantescas alegorias figurativas com cores estridentes, como A Partida (1932-1933, Museu de Arte Moderna, Nova Iorque). Beckmann pintou esta obra imediatamente depois que os nazis o destituiram do cargo de professor de arte na Escola de Arte Städel, de Frankfurt, por ser considerado artista degenerado. Em 1937 emigrou para Amsterdão ao saber que a sua obra iria ser exposta como arte degenarada numa exposição nazi. Em1947 mudou-se para os Estados Unidos. Entre 1947 e 1949, foi professor na Universidade Washington de Saint Louis (Missouri), lugar que abandonou para ir para Nova Iorque, onde morreu no ano seguinte.
  3. 3. George Grosz nasceu em Berlim, em 1893. Decide tornar-se artista, aspirando ser um pintor de género, ideia que cedo abandonará para se dedicar à ilustração e à caricatura. Frequenta a Academia de Dresden e a Escola de Artes de Berlim, onde se depara com a valorização da arte enquanto transmissora dos grandes ideais clássicos. A cidade de Berlim fomenta a atracção de Grosz pela metrópole moderna e pela manifestação da vida vulgar e marginal. Interessa-se por situações bizarras, particularmente as que incluem crimes, assassínios, suicídios e violações. Grosz absorve os comportamentos excêntricos, não por representarem anomalias sociais, mas por acreditar que estes eram constituintes de todos os seres. Apesar de ser um profundo opositor da política alemã, voluntaria-se para a Primeira Guerra Mundial para fugir às consequências da obrigatoriedade.
  4. 4. Depois de sair da guerra, a sua arte ganha uma nova dimensão. Enche as suas obras do seu próprio ódio, protesta contra a propaganda de guerra alemã e transforma-se, segundo as suas próprias palavras, num “propangandista da revolta social”. Grosz incorpora a luta contra a guerra, tornando-se um artista explicitamente político, atacando e denunciando as classes dirigentes responsáveis e exploradoras da guerra, num discurso pautado por sarcasmo e ironia. É um dos membros fundadores do grupo Dadá de Berlim. É dentro das explorações dadá que inventa com Heartfield a fotomontagem. Quer nos seus desenhos lineares a tinta-da- china, quer nos seus óleos, Grosz constrói um discurso estético de ataque à classe burguesa e à classe dirigente. As composições desta época desenvolvem-se através do uso de técnicas futuristas e cubistas, sintetizando na mesma imagem aspectos contraditórios da sociedade. Grosz irá beber igualmente ao Expressionismo alemão no uso de cores fortes e de uma perspectiva distorcida, assim como sofrerá influências do construtivismo na estrutura espacial dos seus quadros. Morre um mês em 1958.
  5. 5. Fim da 1ª GuerraFim da 1ª Guerra arquitectura acompanha oarquitectura acompanha o “pensamento político”“pensamento político” do regimedo regime Europa: posicionamentos de “esquerda” / “direita”Europa: posicionamentos de “esquerda” / “direita” exportação de princípios arquitectónicos para os demais paísesexportação de princípios arquitectónicos para os demais países URSS / Alemanha Nazista / Itália FascistaURSS / Alemanha Nazista / Itália Fascista neoclássico “pesado” - “Monumental” dosneoclássico “pesado” - “Monumental” dos regimes totalitáriosregimes totalitários “Estética Totalitária” = “Propagandista”“Estética Totalitária” = “Propagandista” Estádio Olímpico de BerlimEstádio Olímpico de Berlim Hitler inaugurou o Estádio paraHitler inaugurou o Estádio para as Olimpíadas de 1936as Olimpíadas de 1936
  6. 6. Arte Monumental - ITÁLIAArte Monumental - ITÁLIA Monumento à Unificação: Vitor Emanuel II – 1911-1935
  7. 7. SÉCULO XX: OS REGIMESSÉCULO XX: OS REGIMES TOTALITÁRIOSTOTALITÁRIOS  Anos 20 – Filósofos da arte:Anos 20 – Filósofos da arte:  ““A imagem helénica da beleza éA imagem helénica da beleza é absolutamente nórdica (...) poder-se-iaabsolutamente nórdica (...) poder-se-ia demonstrar a história da Grécia como odemonstrar a história da Grécia como o conflito entre o espírito do estrato superiorconflito entre o espírito do estrato superior nórdico e o espírito do estrato inferior dasnórdico e o espírito do estrato inferior das raças estrangeiras”raças estrangeiras”  1928 – Paul Naumberg: publicou Arte e1928 – Paul Naumberg: publicou Arte e RaçaRaça  1930 – Alfred Rosemberg :O mito do1930 – Alfred Rosemberg :O mito do século XXséculo XX  Expressionismo alemão: sifilítico,Expressionismo alemão: sifilítico, infantil e mestiçoinfantil e mestiço  Raça ariana reproduziu a esculturaRaça ariana reproduziu a escultura grega e as obras primas dagrega e as obras primas da Renascença ItalianaRenascença Italiana
  8. 8. NazismoNazismo  Anti-comunistaAnti-comunista  Anti-liberalAnti-liberal  Supremacia arianaSupremacia ariana  Ideal nazista: produzir novo homemIdeal nazista: produzir novo homem  Arquitectura da destruiçãoArquitectura da destruição  Shoa:Shoa: HolocaustoHolocausto  9 milhões de mortos campos de extermínio: Judeus,9 milhões de mortos campos de extermínio: Judeus, ciganos, eslavos, homossexuaisciganos, eslavos, homossexuais
  9. 9. Campo do Zeppelin, NurembergueCampo do Zeppelin, Nurembergue Partido Nazista realizava congressosPartido Nazista realizava congressos ““Estética Totalitária”Estética Totalitária” TorresTorres Flak,Flak, HamburgoHamburgo O hitlerismo queria destruirO hitlerismo queria destruir tudo o que fosse "repugnante"tudo o que fosse "repugnante" Para os seusPara os seus afiadosafiados valores estéticosvalores estéticos Padrões de beleza físicaPadrões de beleza física encontravam raízes na Antiguidade,encontravam raízes na Antiguidade, gregos e romanosgregos e romanos ou em mitos medievais alemãesou em mitos medievais alemães

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