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MÓDULO 9
A CULTURA DO CINEMA
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Sob o signo da provocação
Contexto: Desenvolve-se em França, em paralelo com o
expressionismo, entre 1900 e 1908. Influenciados por Cézanne ou
Gauguin reagiram contra o impressionismo e efeitos óticos ilusórios,
procurando transmitir emoções estéticas através da exaltação das
cores.
Temática: variada, retratos, paisagens...
Principais autores: Matisse, Derain, Braque, Vlaminck e Dufy
Para Matisse, seria a "perspetiva do sentimento", nas quais os
planos se aproximavam. Realce dos contornos com traços negros,
desligando a cor da própria figura.
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Características: Adoção de uma paleta
impressionista na qual associavam a cor à luz, de
uma forma quase agressiva.
- Rejeição da tradição académica:
• recusa do convencionalismo académico da
pintura tradicional;
• destruição dos conceitos e dos valores
estéticos e criação de novas linguagens artísticas;
• autonomia da obra de arte em relação à
realidade concreta;
• progressivo abandono da tridimensionalidade.
Restaurante, Maurice de Vlaminck
Click to edit Master text styles- Inovação temática, formal, cromática e
técnica:
• temática sem preocupações com
questões de índole psicológica ou
social; o objetivo é transmitir sensações
de alegria ou tristeza.
• transmissão de sensações e de
emoções profundas, através da
utilização expressiva da cor;
• «primitivismo» das formas,
simplicidade do traço e distorção dos
volumes;
La Danza, Henri Matisse
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• exaltação da cor, com recurso a
cores fortes e puras, usadas em
tonalidades arbitrárias e
contrastantes; a cor é utilizada
como elemento plástico
autónomo, como elemento
estruturante do espaço do quadro
• aplicação de pinceladas livres,
intuitivas e emotivas e de grossos
empastes;
• ausência de modelado.
Westminster bridge, Andre Derain
Contexto: entre 1905 e 1930. Foi um processo de
vanguarda surgido na Alemanha, que se exprimia
através da valorização dos elementos cromáticos e da
capacidade das figurações transmitirem sentimentos.
Há uma reação deliberada contra a representação
exata e científica do mundo ao redor. Deste modo, o
dramatismo dos temas e a acentuação dos elementos
plásticos decorrem da tensão psicológica do autor.
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O Expressionismo é o reflexo dos tempos conturbados
anteriores e contemporâneos à primeira grande guerra e
da renovação cultural e das mentalidades que então se
operou.
Temática: a prostituição, a miséria, o medo, a angústia e
a revolta, o drama interior do homem. A sua função
primária era denunciar ou criticar estas situações.
Principais autores: Van Gogh e Edward Munch foram os
precursores. Outros autores foram Auguste Macke ou
Otto Dix
Click to edit Master text stylesCaracterísticas:
· O realismo e as proporções são distorcidas pelas emoções
do artista (deformação intencional das imagens visuais),
· Arte surgida de reações subjetivas à realidade e não
diretamente da realidade,
· Emotividade, apresentação de um mundo dramático e
apaixonado,
· Expressão de sentimentos humanos, com vigor, dramatismo
e angústia,
· Prevalência da cor sobre o desenho,
· Esboço tosco, inacabado,
· Linguagem arcaizante, primitiva, infantil; simplificação das
formas.
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• Em França o expressionismo não teve
grande projeção.
• Na Alemanha vão existir dois grupos
principais de expressionismo:
• Die Brucke (A Ponte)
• Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul).
Otto Dix
• Procurava “a ponte que leva do visível para o invisível”, tentando ultrapassar os
objetivos do fauvismo e pretendendo expressar os sentimentos e traumas da alma
humana com vigor, dramatismo, coragem, angústia e violência, com crítica social e
política (a prostituição, a miséria, a opressão, injustiça).
• Formado em Dresden em 1905, por Ernst-Ludwig Kirchner, Karl Schmidt-Rottluff, Emil
Nolde (1867-1956) e sob a liderança de Max Pechstein (1881-1955).
Die Brucke (A Ponte)
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Aspetos técnicos, formais e temáticos:
- desenho simplificado e anguloso dos
ambientes e das figuras, sob a influência
de Van Gogh e do fauvismo;
- aplicação das cores, em pincelada larga
e intensa, expressando, essencialmente,
o espírito angustiado dos autores;
- linguagem pictórica dominada pela
deformação intencional das figuras; Ernst-Ludwig
Kirchner
Click to edit Master text styles - predomínio temático de cenas de rua e
de retratos que expressam a miséria
social, a angústia, os sentimentos, as
emoções e os dramas interiores vividos
pelo Homem;
- exploração de técnicas antigas de
representação da imagem, como a
xilogravura ou a gravura sobre metal.
- execução espontânea e
temperamental, desenfreada e
irrefletida, fazendo com que as obras
parecessem esboços inacabados, com
espaços da tela por pintar.
Cena de Rua Berlinense, Ernst Ludwig Kirchner
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Natureza Morta Romana, Erich Heckel
The Last Supper, Emil Nolde
- Nasceu em 1910 na cidade de Munique, impulsionado pelo artista russo Wassily Kandinsky,
juntamente com Franz Marc, a quem se juntariam outros: Auguste Macke, Franz Marc, Paul Klee.
- objetivo: unir sob o mesmo ideal artístico artistas de várias nacionalidades,
- concebiam as obras de arte como construções a partir das experiências, dos sentimentos
subjetivos e das sensações de cada um, atribuindo-lhes um sentido global, de modo a ser
compreendido por todos.
- Pretendiam criar uma arte livre, não dirigida a nenhum público em especial, que nascesse da
meditação e da necessidade interior de cada artista, na procura pessoal da harmonia espiritual.
Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul)
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- Aspetos técnicos, formais e temáticos:
- Preferência por temáticas
naturalistas (irreais e alegóricas),
por vezes com cenas sociais ou da
vida animal
- Execução refletida e pensada
(menos intuitivo do que o grupo Die
Brücke)
- Simplificação/geometrização das
formas (tendência para uma
crescente abstratização).
Cavalos vermelho e azul, Franz Marc
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- Valorização da mancha cromática na
construção das formas: utilização de
cores antinaturais, arbitrárias, mas
claras e líricas, com sentido de
complementaridade
- Composições equilibradas, orientadas
sobretudo por linhas circulares e
sinuosas, segundo ritmos musicais
- Exploração mágica e mística dos
conteúdos, próxima da musicalidade:
expressividade lírica e emotiva.
Composição II, Wassily Kandinsky
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“No Jardim de Oberhofen”, August Macke
“Caminhos Ensolarados”, August Macke
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Dierentuin Tiergarten, Paul Klee Red Balloon, Paul Klee
Contexto: movimento cultural que se desenvolveu na Europa, em
Zurique e nos Estados Unidos a partir de 1915. o nome dado deriva
de uma caricatura à linguagem dos bebés. Pretende-se assim negar
os conceitos de arte e de objeto. É o surgir da anti arte.
Temática: Este movimento constituiu uma reação/provocação
contra as formas tradicionais de produção artística e contra o
próprio sistema ainda ligado ao academismo e à produção
objetual, de sentido mercantilista. Revolta-se contra o os valores
criados, motivados pela violência e crueldade da guerra. Encontra
suportes filosóficos em Shopenhauer e Nietsche.
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Principais autores: defendem que é necessário destruir para criar.
Em Zurique: surge o clube artísitco e cultural de Tristan Tzara, autor do Manifesto Dadaísta –
Cabaret Voltaire. Destacam-se ainda nomes como Jan Arp, Hugo Ball e Richard Husseleck.
Em Nova York: Marcel Duchamp, Man Ray e Francis Picabia (responsáveis pela revista 291, um
vedadeiro órgão de movimento antipintura).
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Características: uso de objetos comuns e banais,
retirados do seu contexto tradicional e então
considerados arte.
Com temáticas provocatórias, por vezes sem
sentido, inspiram-se no cubismo sintético, mas
adicionando técnicas inventadas:
- na pintura - a mistura de colagem com objetos
encontrados (objects-trouvé), fotomontagens,
merzbilders…
Olho Crocoilato, Francis Picaba
Click to edit Master text stylesCaracterísticas: na fotografia - fotomontagens e os rayographs
Erwin Blumenfeld
Man Ray
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Man Ray
Click to edit Master text styles Características: na escultura – ready-made, neste caso
pretendiam demonstrar que o que determina o valor
estético de algo, é um ato mental. Conduz a uma
dessacralização do objeto artístico pela apropriação e
pela descontextualização de objetos de uso comum.
Cabeça Mecânica, Raoul Hausmann
Porta-Garrafa, Marcel Duchamp
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As obras pretenderam inquietar, provocar o público, promovendo a consciencialização do
vazio e do absurdo, contestando a ideia de arte e levando à sua própria negação. Há a libertação
da arte de valores pré-estabelecidos.
Defende-se a espontaneidade e o carácter anárquico e individualista da criação artística; a
ideia de que o artista deve voltar a artesão ou operário especializado, contribuindo de modo útil
para o bem estar da sociedade.
Marcel DuchampRené Magritte
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Os caminhos da abstração formal
Contexto: A primeira manifestação cubista ocorre em 1907
com a obra "Les Demoiselles d'Avignon“ de Pablo Picasso.
Nasce de experiências formais e técnico construtivas de
Picasso e Braque.
Temática: O homem e tudo o que o rodeia.
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George Braque e Pablo Picasso procuraram novas formas de representação formal e espacial,
realizando uma série de pesquisas para encontrar novos métodos e técnicas de representação
formal e espacial, de forma a ultrapassar as regras clássico-renascentistas.
Em vez de representarem o motivo (objeto, paisagem), tomado de um só ponto de vista (como na
representação tradicional), conseguem fazê-lo sob vários pontos de vista na mesma representação
– as perspetivas múltiplas – associando às três dimensões uma quarta: o tempo.
O processo de execução, a procura dessa linguagem, torna-se mais importante do que o próprio
resultado. Como resultado, derrubam os conceitos tradicionais de forma e espaço – abrindo
caminho à arte abstrata. Procuram substituir uma imagem real, por uma mental; “eu não pinto as
coisas como as vejo, mas sim como as penso”(Picasso).
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Características:
- Rutura com a forma tradicional de representação ilusória
do objeto no espaço, rebatendo-o de forma a que as
diferentes faces do seu volume possam ser mostradas
simultaneamente.
- Desenho anguloso e geométrico, substituindo a
tradicional técnica da perspetiva pela sensação de
volume (formas volumétricas) dando uma sensação
tridimensional.
Casas em l'Estaque, Georges Braque
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A Montanha Le Canigou, Juan Gris
Características:
- Rutura com a forma tradicional de
representação ilusória do objeto no
espaço, rebatendo-o de forma a que as
diferentes faces do seu volume possam
ser mostradas simultaneamente.
- - Desenho anguloso e geométrico,
substituindo a tradicional técnica da
perspetiva pela sensação de volume
(formas volumétricas) dando uma
sensação tridimensional.
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Primeira Fase: CEZANNISTA OU CEZANNIANA -
1907-1909:
- Influências: Cézanne, Escultura africana,
Teoria relativista de Einstein - redução da
realidade a estruturas simples e elementares;
- temáticas: paisagem e figura humana em
atelier;
- Representação racional e geométrica das
formas e dos planos; figuras distorcidas pela
perspetiva;
- Contorno quebrado…
Autorretrato, Pablo Picasso
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- Manutenção dos volumes; respeito pelas
volumetrias;
- Início do desdobramento de planos: figuras e
fundo confundem-se; planos sobrepostos +
eliminação da profundidade; fundo
fragmentado; espaço pictórico decomposto;
- Rostos simplificados ou em máscara (influência
da escultura africana);
- Redução da paleta cromática;
- ausência de claro-escuro.
Mulher com leque, Pablo Picasso
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Segunda fase: ANALÍTICA OU HERMÉTICA - 1909-
1912
- Temas: natureza-morta, objetos do quotidiano,
retrato;
- Multiplicação dos motivos, sendo difícil
distinguir por vezes os elementos figurativos;
- Infinidade de planos geométricos, totalmente
achatados;
- Total bidimensionalismo;
- Completa bicromia: a paleta reduz-se a cores
sóbrias, quase monocromáticas (terras ou cinzas
esverdeados).
Retrato de Kahnweiler
Click to edit Master text styles- A sugestão de movimento desaparece da tela,
passando para o olhar do observador;
- Acentua-se a ideia de que a pintura é uma
realização plástica que obedece a regras próprias.
- O artista representa uma idealização do objeto:
não representa aquilo que vê, mas o que dele
conhece. É irreconhecível, hermético.
Contraste de Formas, Fernand Leger
Click to edit Master text styles Terceira fase: SINTÉTICA - 1912-1914
- Retorno ao objeto;
- Sintetização e redução do número de planos;
- Os elementos figurativos são nítidos e os objetos
simplificados;
- A paleta altera-se, ganhando maior variedade
cromática.
- Braque e Picasso introduzem objetos reais e
tridimensionais: colagem de recortes de jornais, papel
de música, alfinetes, areias …
- A pintura Cubista torna-se uma Pintura-objeto; a
pintura encarada, não como decoração ou expressão,
mas como construção de uma obra.
Guitarra frente ao mar, Juan Gris
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Guitarra, Pablo Picasso
Fantomas, Juan Gris
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Caso prático: Guernica
Contexto: Em 1909 foi publicado o Manifesto Futurista,
escrito por Filippo Marinetti e publicado no Le Fígaro.
Este manifesto é a apologia do novo ritmo de vida
dinâmica das máquinas, do trabalho.
Marinetti dizia “o espaço e o tempo morreram ontem.”
Exalta-se a civilização industrial e a vida moderna (a
cidade, a máquina e a velocidade).
Foi inicialmente um movimento puramente literário, que
se difunde depois para as artes plásticas a partir do
Manifesto dos Pintores Futuristas, publicado em 1910.
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Principais autores: Boccioni, Giacomo Balla, Carlo Carrá,
Gino Severini.
Características: Exalta-se o movimento, a força e a
velocidade:
- Multiplicidade de planos (à maneira cubista)
exprimindo a continuidade do movimento no espaço;
- Dinamismo e movimento, transmitindo estados de
alma (aproximação ao expressionismo);
- Temas relacionados com modernidade, velocidade e
dinamismo;
- Decomposição geométrica das formas (linhas
quebradas em ângulo agudo) e/ou em curvas sinuosas.Lâmpada, Giacomo Balla
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- Planos simultâneos e interpenetrados para
obter o efeito de movimento no tempo (quarta
dimensão);
- Linhas de cor pura, ortogonais, angulares ou
espiraladas à semelhança de raios luminosos,
simulando movimento ou a decomposição da luz;
- Valorização da cor e da luz.
Automóvel correndo e Mercúrio passa diante do Sol, Giacomo Balla
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Primeira fase (1910 – primeira guerra): afirma-se
na Itália (surge o raionismo).
Segunda fase: entre as duas guerras. Alarga-se ao
cinema e afirma-se na ideologia de Mussolini.
Terceira fase: até 1950, restringe-se à França.
Visão simultânea, Umberto Boccioni
Nadadoras, Carlo Carra
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Dinamismo de um cão, Giacomo Balla
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Na escultura: Boccioni
Formas Únicas de Continuidade no Espaço, 1913
Desenvolvimento de uma garrafa no espaço, 1913
Click to edit Master text styles Correntes artísticas derivadas do Cubismo e do
Futurismo:
- Cubismo da Secção de Ouro (ou Secção Áurea):
racionalização do Cubismo através da aplicação da teoria
clássica e renascentista da visão piramidal do olho
humano, acabando por introduzir movimento e
dinamismo às obras.
Mulher com animais, Albert Gleizes
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Orfismo: aliança entre a técnica cubista e a cor e o movimento futuristas.
Electrics, Sonia Delaunay
Portuguesa alta, Robert Delaunay
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A nova complexidade material
Contexto: a arte abstrata tem origem nas
diversas reações ao Impressionismo e
desenvolve-se entre 1913 e 1933. É a arte não
representativa, resultado do processo de
destruição iniciado pelas vanguardas,
nomeadamente o cubismo e o futurismo. Em
1910, aparece a primeira obra abstrata, de
Kandinsky (ainda na fase Blau Reiter).
Segundo este, a pintura vive sem objeto e
apoia-se na livre estruturação da mancha e da
linha na tela.
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Características: liberdade da cor e
do traço, enquadradas num
entendimento filosófico e orgânico
da pintura.
Pretendia-se fazer com que as
obras transcendessem a aparência
do quotidiano, de modo a
encontrar nelas uma realidade
nova, oculta, mas profunda.
Último Julgamento, W. Kandinsky
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Abstracionismo Lírico
- Deriva diretamente do movimento Blau Reiter. Inspira-se na imaginação, ligada à emoção e à
necessidade interior.
- A organização e a composição do espaço pictórico têm uma lógica interna rítmica, definida por
manchas cromáticas e da dinâmica expressa pelo jogo de linhas, formas e cores.
Linha Transversal,
W. Kandinsky
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Características: a pintura liberta-se da
reprodução da Natureza;
- Manchas cromáticas vibrantes;
- Dinamismo no jogo de linhas, cores
e formas;
- Atribuição de valores psicológicos
ou espirituais às linhas e formas;
- Analogia com a música: as linhas
exprimem ideias.
- Há uma necessidade interior,
metafísica.Nel Blu, W. Kandinsky
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Abstracionismo Geométrico
- A Abstração Geométrica
aparece nos anos 50, nos EUA.
Distingue-se pela pureza e
limpidez das cores, as quais
preenchem superfícies de
contornos regulares.
- É anulada a expressão
individual do artista e a emoção,
fazendo da pintura um exercício
plástico e conceptual, onde a cor
se sobrepõe à forma. Artistas:
Josef Albers, Barnett Newman,
Ad Reinhardt e Morris Louis. Homenagem, Josef Albers
Contexto: nasce do Abstracionismo Geométrico
e na sequência do Raionismo, na Rússia por
volta de 1916 com Casimir Malevitch, que
procurou na pintura a noção pura de espaço.
- Devido à influência do Niilismo (filosofia que
defende a negação absoluta de qualquer
realidade), há uma procura da verdade e da
pureza plástica.
Quadrado negro sobre fundo branco, Malevitch
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Características: A gama cromática é limitada, constituída por cores primárias, secundárias e branco
e preto.
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A obra suprematista caracteriza-se pelo emprego de formas geométricas puras,
construídas com cor pura, sem modelado. O espaço é animado pela forma.
painterly architectonics, Liubov Popova Relevo escultórico, Ivan Puni
Contexto: movimento artístico holandês
criado em 1917 por Piet Mondrian, em
resultado da influência da Revista “De Stijl”.
Pretendeu-se atingir uma visão impessoal e
objetiva através de uma estética nova e
universal. Procurou a perfeição e a verdade
supremas, ultrapassando o mundo físico e
emotivo, de modo a atingir o mundo mental.
Trafalgar Square, Piet Mondrian
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A harmonia, a ordem perfeita e
universal poderia ser alcançada,
segundo os membros do De Stijl,
com a obediência às leis que regem
a produção artística, que previam
uma arte não figurativa pois, “como
representação pura do espírito
humano a arte expressar-se-á
numa forma esteticamente
purificada, isto é, abstrata”.
Casa Larga, Mondrian
Click to edit Master text styles Ruptura na conceção estética:
• rejeição do convencionalismo académico da
pintura figurativa e autonomia da obra de arte
em relação à realidade concreta;
• recusa de qualquer noção de subjetividade ou
de emotividade;
• linguagem plástica, abstrata, matemática…;
• formas geométricas simples; linhas verticais e
horizontais a negro que se cruzam em ângulos
retos (retângulos e quadrados);
• jogo cromático, cores contrastantes e primárias;
• exploração da assimetria e abandono da
tridimensionalidade.
Victory Boogie-Woogie
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Contra construção
Theo Van Doesburg
Composição XXII
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Pulverização dos caminhos artísticos
• A Arte Informal surge nos anos 40, influenciada pelo Abstracionismo Lírico de Kandinsky e
pelas novas técnicas introduzidas pelo Cubismo, Dadaísmo e Surrealismo.
• Engloba expressões plásticas individualizadas, havendo, por isso, uma grande diversidade.
A Arte Informal alterou radicalmente os processos de conceção e criação, apresentando a
arte como artesanato.
La Vie Sans L’Homme III, Jean Dubuffet
Click to edit Master text stylesCaracterísticas:
- a técnica e material como parte
essencial da conceção,
- a subordinação de todos os outros
elementos estilísticos (tema, cor e
composição),
- o ato criativo centrado no processo de
feitura, exaltando a improvisação
(grande liberdade individual do
artista),
- a recusa do caráter simbólico da arte
e da sua racionalização.
Antoni Tàpies
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ARTE INFORMAL – ARTE BRUTA
Aparece na Suíça, com Jean Dubuffet (1901-1985).
Caracteriza-se pela pintura de grossos empastes e mistura
diversificada de materiais (cartão triturado, vidros moídos,
limalhas metálicas, areia, pigmentos, …). É uma arte “em
bruto”, primitiva, infantil, sem quaisquer referências.
J’habite um Rian Pays, Jean Dubuffet
Radieux Météore, Jean Dubuffet
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ARTE INFORMAL – ACTION PAINTING
Normalmente associada ao trabalho de
Jackson Pollock. Este tipo de pintura,
fruto de um momento, é concebida
como um verdadeiro ritual de actuação
e traduz-se na criação de obras de
escorridos policromáticos.
Para pintar seus quadros, Pollock
colocava as telas no chão e não em
cavaletes como de costume os pintores
fazem, e respingava tintas sobre a tela
('dripping', gotejamento).
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ARTE INFORMAL – PINTURA MATÉRICA
A tónica é colocada na matéria com
execuções corpóreas, texturadas de
características abstratas, sobre as quais
intervém com grattages e outros
processos. Tàpies utiliza suportes de
madeira cobertos com pasta (pó de
mármore, pigmentos e aglutinantes)
sobre a qual executava grattages,
sulcos e escorridos. Também o italiano
Alberto Burri (1915-1995) utilizou telas
de sarapilheira “recosidas”, plástico,
ferros e chapas metálicas em
composições expressivas.
SACCO 5, Alberto Burri
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ARTE INFORMAL – PINTURA ESPACIALISTA
É marcada pela incorporação na tela de uma
terceira dimensão. Por norma monocromática,
usa uma linguagem directa e concisa. O seu
principal executante foi Yves Klein que
desenvolveu este género em três fases distintas:
1ª- fase antropomórfica ( marcada por corpos de
mulher besuntados com tinta que rolavam sobre
as telas);
2ª- fase monocromática (dourado, rosa e azul);
3ª- fase da cosmogonia (telas sobre as quais
atuavam elementos naturais como, chuva, vento,
fogo). Esponja azul, Yves Klein
Contexto: a pintura expressionista de tipo
informalista surgiu nos EUA, por volta de
1947, resultante da fusão do Surrealismo
com o Abstracionismo, utilizando uma
linguagem figurativa.
Os expressionistas abstratos foram
marcadamente antropocentristas e
individualistas, utilizando a pintura para
dar rédea solta às suas emoções e estados
de espírito, recalcamentos, angústias,
dores ou raiva.
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Arshile Gorky (1904-1948): influenciado pelo Surrealismo, utiliza linhas emaranhadas e livres,
manchas de cor planas, formas ondulantes e valoriza o processo, fazendo do acaso o protagonista
da criação.
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Willem de Kooning (1904-1997): revela uma execução gestualista, aplicada a figurações
esquemáticas. Posteriormente regressa à figuração (grosseira e grotesca).
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Jackson Pollock (1912-1956): aplica o conceito surrealista de automatismo psíquico,
estabelecendo uma relação direta entre o inconsciente, o gesto criativo e o material pictórico
como veículo do “conteúdo interior”.
Contexto: formado por artistas de Copenhaga, Bruxelas e
Amesterdão, cujas iniciais deram origem ao nome.
A arte que daqui resulta é uma arte de intensa liberdade
criativa, que defendia a experimentação, a
espontaneidade e a aproximação às expressões mais
simples das tradições populares e da etnologia (próximo
da Arte Bruta). Caracteriza-se pela expressão livre do
inconsciente e por cores estridentes.
Egill Jacobsen
Contexto: o Expressionismo Geométrico ou abstração
geométrica, nascido do Informalismo, distancia-se pela
limpidez das cores e das formas regulares, geométricas
ou de cobertura total da tela.
Esta forma de pintar elimina toda a expressão individual,
transformando a pintura num exercício plástico e
conceptual.
Foi influenciada por Mondrian, mas ao contrário das suas
obras, no abstraccionismo geométrico, a cor sobrepõe-se
à forma e torna-se independente dela.
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Recusa todo o que não seja estritamente pictórico, retirando das pinturas todo o significado
extravisual. Tem como representantes: Morris Louis, Barnet Newman e Ad Reinhardt.
Tundra, Barnet Newman
Mark Rothko (1903-1970)
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O regresso ao mundo visível
Contexto: surge na Europa após a I Guerra e
durante as décadas de 20 e 30 do séc. XX., como
retorno a uma linguagem técnica e plástica
figurativa.
A arte assume o compromisso da denúncia e da
intervenção social, política e ideológica.
Apresenta um carácter de intervenção social e
político, mas de cunho modernista, utilizando
linguagens pictóricas próximo das vanguardas
estéticas: Cubismo, expressionismo, pós-
dadaísmo, surrealismo.
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É o REALISMO SOCIALISTA. Depois de 1925, o Estado
socialista deixa de apoiar as vanguardas artísticas e
regressa ao rigor técnico formal neoclássico, exaltando
o povo anónimo, as vitórias do regime. A arte passa a
ter um carácter apologético e propagandístico, pela
exaltação do trabalhador anónimo, pela representação
da sua participação nas atividades diárias ou nas
vitórias do regime. A escultura, as artes gráficas e o
cartaz publicitário são os melhores exemplos.
O Operário e a Camponesa, Vera Múkhina
Click to edit Master text styles Na década de 20/30, Diego Rivera, José
Clemente Orozco e David Siqueiros,
influenciados pela revolução mexicana,
representam temáticas revolucionarias, de
forte sentido expressivo, simbólico e
poético.
Diego Rivera fez pinturas de grande escala,
pinturas murais, onde exalta o povo
mexicano e as suas origens pré-
colombianas. Os temas são tratados com
grande realismo e expressividade,
estimulando o sentido nacionalista e o
carácter didático da sua obra.
mural, Diego Rivera
Contexto: apareceu em 1924, em Paris, com a publicação
do Manifesto do Surrealismo. O surrealismo começa na
literatura, mas abrange outras áreas: pintura, escultura,
fotografia e o cinema. O nome foi atribuído por Apollinaire,
em 1917. Está intimamente ligado à teoria freudiana do
inconsciente, que Breton estudara, e à sua técnica de
«associação livre», de modo a iludir o controlo do
consciente.
Temática: O onírico, o irreal, o mundo dos sonhos.
Principais autores: Joan Miró, Max Ernst, André Masson,
Salvador Dali e René Magritte
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Características: tal como o dadaísmo, é um movimento que
pretende substituir a realidade e a representação do mundo
real, pela visão deformada, gerada no sonho e no inconsciente.
Em termos formais, procede-se ao regresso do figurativo, dando
importância ao próprio desenho em si, mostrando o seu
virtuosismo. Tem atmosferas oníricas (que se manifestam
através dos sonhos), recorrendo Às colagens, dripping, ou a
técnica dadaísta - retirar objetos do quotidiano e colocá-los
noutros contextos – não havendo uma ligação entre os objetos,
daí a recorrermos à psicanálise. Não se consegue encontrar uma
explicação lógica e coerente para o que está pintado porque não
é um mundo real que está representado, mas sim um mundo
irreal.
Crucificação Branca, Marc Chagall
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SALVADOR DALI
“A Persistência da Memória”
“Demónio Negro”
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“Intervenção Romântica” “Girafa Ardente”
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MARC CHAGALL
“A Bela Época”
“Aniversário”
“Paris pela janela”
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JUAN MIRÓ
“Personagens em presença de uma metamorfose”
“A Bailarina”
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“Carnaval de Arlequim”, Miró
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ESCULTURA: HENRY MOORE
“Figura Reclinada”
“Vertebrados”
“Rei e Rainha”
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ESCULTURA: GIACOMETTI

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Módulo 9 arte

  • 1. Click to edit Master text styles MÓDULO 9 A CULTURA DO CINEMA
  • 2. Click to edit Master text styles Sob o signo da provocação
  • 3. Contexto: Desenvolve-se em França, em paralelo com o expressionismo, entre 1900 e 1908. Influenciados por Cézanne ou Gauguin reagiram contra o impressionismo e efeitos óticos ilusórios, procurando transmitir emoções estéticas através da exaltação das cores. Temática: variada, retratos, paisagens... Principais autores: Matisse, Derain, Braque, Vlaminck e Dufy Para Matisse, seria a "perspetiva do sentimento", nas quais os planos se aproximavam. Realce dos contornos com traços negros, desligando a cor da própria figura.
  • 4. Click to edit Master text styles Características: Adoção de uma paleta impressionista na qual associavam a cor à luz, de uma forma quase agressiva. - Rejeição da tradição académica: • recusa do convencionalismo académico da pintura tradicional; • destruição dos conceitos e dos valores estéticos e criação de novas linguagens artísticas; • autonomia da obra de arte em relação à realidade concreta; • progressivo abandono da tridimensionalidade. Restaurante, Maurice de Vlaminck
  • 5. Click to edit Master text styles- Inovação temática, formal, cromática e técnica: • temática sem preocupações com questões de índole psicológica ou social; o objetivo é transmitir sensações de alegria ou tristeza. • transmissão de sensações e de emoções profundas, através da utilização expressiva da cor; • «primitivismo» das formas, simplicidade do traço e distorção dos volumes; La Danza, Henri Matisse
  • 6. Click to edit Master text styles • exaltação da cor, com recurso a cores fortes e puras, usadas em tonalidades arbitrárias e contrastantes; a cor é utilizada como elemento plástico autónomo, como elemento estruturante do espaço do quadro • aplicação de pinceladas livres, intuitivas e emotivas e de grossos empastes; • ausência de modelado. Westminster bridge, Andre Derain
  • 7. Contexto: entre 1905 e 1930. Foi um processo de vanguarda surgido na Alemanha, que se exprimia através da valorização dos elementos cromáticos e da capacidade das figurações transmitirem sentimentos. Há uma reação deliberada contra a representação exata e científica do mundo ao redor. Deste modo, o dramatismo dos temas e a acentuação dos elementos plásticos decorrem da tensão psicológica do autor.
  • 8. Click to edit Master text styles O Expressionismo é o reflexo dos tempos conturbados anteriores e contemporâneos à primeira grande guerra e da renovação cultural e das mentalidades que então se operou. Temática: a prostituição, a miséria, o medo, a angústia e a revolta, o drama interior do homem. A sua função primária era denunciar ou criticar estas situações. Principais autores: Van Gogh e Edward Munch foram os precursores. Outros autores foram Auguste Macke ou Otto Dix
  • 9. Click to edit Master text stylesCaracterísticas: · O realismo e as proporções são distorcidas pelas emoções do artista (deformação intencional das imagens visuais), · Arte surgida de reações subjetivas à realidade e não diretamente da realidade, · Emotividade, apresentação de um mundo dramático e apaixonado, · Expressão de sentimentos humanos, com vigor, dramatismo e angústia, · Prevalência da cor sobre o desenho, · Esboço tosco, inacabado, · Linguagem arcaizante, primitiva, infantil; simplificação das formas.
  • 10. Click to edit Master text styles • Em França o expressionismo não teve grande projeção. • Na Alemanha vão existir dois grupos principais de expressionismo: • Die Brucke (A Ponte) • Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul). Otto Dix
  • 11. • Procurava “a ponte que leva do visível para o invisível”, tentando ultrapassar os objetivos do fauvismo e pretendendo expressar os sentimentos e traumas da alma humana com vigor, dramatismo, coragem, angústia e violência, com crítica social e política (a prostituição, a miséria, a opressão, injustiça). • Formado em Dresden em 1905, por Ernst-Ludwig Kirchner, Karl Schmidt-Rottluff, Emil Nolde (1867-1956) e sob a liderança de Max Pechstein (1881-1955). Die Brucke (A Ponte)
  • 12. Click to edit Master text styles Aspetos técnicos, formais e temáticos: - desenho simplificado e anguloso dos ambientes e das figuras, sob a influência de Van Gogh e do fauvismo; - aplicação das cores, em pincelada larga e intensa, expressando, essencialmente, o espírito angustiado dos autores; - linguagem pictórica dominada pela deformação intencional das figuras; Ernst-Ludwig Kirchner
  • 13. Click to edit Master text styles - predomínio temático de cenas de rua e de retratos que expressam a miséria social, a angústia, os sentimentos, as emoções e os dramas interiores vividos pelo Homem; - exploração de técnicas antigas de representação da imagem, como a xilogravura ou a gravura sobre metal. - execução espontânea e temperamental, desenfreada e irrefletida, fazendo com que as obras parecessem esboços inacabados, com espaços da tela por pintar. Cena de Rua Berlinense, Ernst Ludwig Kirchner
  • 14. Click to edit Master text styles Natureza Morta Romana, Erich Heckel The Last Supper, Emil Nolde
  • 15. - Nasceu em 1910 na cidade de Munique, impulsionado pelo artista russo Wassily Kandinsky, juntamente com Franz Marc, a quem se juntariam outros: Auguste Macke, Franz Marc, Paul Klee. - objetivo: unir sob o mesmo ideal artístico artistas de várias nacionalidades, - concebiam as obras de arte como construções a partir das experiências, dos sentimentos subjetivos e das sensações de cada um, atribuindo-lhes um sentido global, de modo a ser compreendido por todos. - Pretendiam criar uma arte livre, não dirigida a nenhum público em especial, que nascesse da meditação e da necessidade interior de cada artista, na procura pessoal da harmonia espiritual. Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul)
  • 16. Click to edit Master text styles - Aspetos técnicos, formais e temáticos: - Preferência por temáticas naturalistas (irreais e alegóricas), por vezes com cenas sociais ou da vida animal - Execução refletida e pensada (menos intuitivo do que o grupo Die Brücke) - Simplificação/geometrização das formas (tendência para uma crescente abstratização). Cavalos vermelho e azul, Franz Marc
  • 17. Click to edit Master text styles - Valorização da mancha cromática na construção das formas: utilização de cores antinaturais, arbitrárias, mas claras e líricas, com sentido de complementaridade - Composições equilibradas, orientadas sobretudo por linhas circulares e sinuosas, segundo ritmos musicais - Exploração mágica e mística dos conteúdos, próxima da musicalidade: expressividade lírica e emotiva. Composição II, Wassily Kandinsky
  • 18. Click to edit Master text styles “No Jardim de Oberhofen”, August Macke “Caminhos Ensolarados”, August Macke
  • 19. Click to edit Master text styles Dierentuin Tiergarten, Paul Klee Red Balloon, Paul Klee
  • 20. Contexto: movimento cultural que se desenvolveu na Europa, em Zurique e nos Estados Unidos a partir de 1915. o nome dado deriva de uma caricatura à linguagem dos bebés. Pretende-se assim negar os conceitos de arte e de objeto. É o surgir da anti arte. Temática: Este movimento constituiu uma reação/provocação contra as formas tradicionais de produção artística e contra o próprio sistema ainda ligado ao academismo e à produção objetual, de sentido mercantilista. Revolta-se contra o os valores criados, motivados pela violência e crueldade da guerra. Encontra suportes filosóficos em Shopenhauer e Nietsche.
  • 21. Click to edit Master text styles Principais autores: defendem que é necessário destruir para criar. Em Zurique: surge o clube artísitco e cultural de Tristan Tzara, autor do Manifesto Dadaísta – Cabaret Voltaire. Destacam-se ainda nomes como Jan Arp, Hugo Ball e Richard Husseleck. Em Nova York: Marcel Duchamp, Man Ray e Francis Picabia (responsáveis pela revista 291, um vedadeiro órgão de movimento antipintura).
  • 22. Click to edit Master text styles Características: uso de objetos comuns e banais, retirados do seu contexto tradicional e então considerados arte. Com temáticas provocatórias, por vezes sem sentido, inspiram-se no cubismo sintético, mas adicionando técnicas inventadas: - na pintura - a mistura de colagem com objetos encontrados (objects-trouvé), fotomontagens, merzbilders… Olho Crocoilato, Francis Picaba
  • 23. Click to edit Master text stylesCaracterísticas: na fotografia - fotomontagens e os rayographs Erwin Blumenfeld Man Ray
  • 24. Click to edit Master text styles Man Ray
  • 25. Click to edit Master text styles Características: na escultura – ready-made, neste caso pretendiam demonstrar que o que determina o valor estético de algo, é um ato mental. Conduz a uma dessacralização do objeto artístico pela apropriação e pela descontextualização de objetos de uso comum. Cabeça Mecânica, Raoul Hausmann Porta-Garrafa, Marcel Duchamp
  • 26. Click to edit Master text styles As obras pretenderam inquietar, provocar o público, promovendo a consciencialização do vazio e do absurdo, contestando a ideia de arte e levando à sua própria negação. Há a libertação da arte de valores pré-estabelecidos. Defende-se a espontaneidade e o carácter anárquico e individualista da criação artística; a ideia de que o artista deve voltar a artesão ou operário especializado, contribuindo de modo útil para o bem estar da sociedade. Marcel DuchampRené Magritte
  • 27. Click to edit Master text styles
  • 28. Click to edit Master text styles Os caminhos da abstração formal
  • 29. Contexto: A primeira manifestação cubista ocorre em 1907 com a obra "Les Demoiselles d'Avignon“ de Pablo Picasso. Nasce de experiências formais e técnico construtivas de Picasso e Braque. Temática: O homem e tudo o que o rodeia.
  • 30. Click to edit Master text styles George Braque e Pablo Picasso procuraram novas formas de representação formal e espacial, realizando uma série de pesquisas para encontrar novos métodos e técnicas de representação formal e espacial, de forma a ultrapassar as regras clássico-renascentistas. Em vez de representarem o motivo (objeto, paisagem), tomado de um só ponto de vista (como na representação tradicional), conseguem fazê-lo sob vários pontos de vista na mesma representação – as perspetivas múltiplas – associando às três dimensões uma quarta: o tempo. O processo de execução, a procura dessa linguagem, torna-se mais importante do que o próprio resultado. Como resultado, derrubam os conceitos tradicionais de forma e espaço – abrindo caminho à arte abstrata. Procuram substituir uma imagem real, por uma mental; “eu não pinto as coisas como as vejo, mas sim como as penso”(Picasso).
  • 31. Click to edit Master text styles Características: - Rutura com a forma tradicional de representação ilusória do objeto no espaço, rebatendo-o de forma a que as diferentes faces do seu volume possam ser mostradas simultaneamente. - Desenho anguloso e geométrico, substituindo a tradicional técnica da perspetiva pela sensação de volume (formas volumétricas) dando uma sensação tridimensional. Casas em l'Estaque, Georges Braque
  • 32. Click to edit Master text styles A Montanha Le Canigou, Juan Gris Características: - Rutura com a forma tradicional de representação ilusória do objeto no espaço, rebatendo-o de forma a que as diferentes faces do seu volume possam ser mostradas simultaneamente. - - Desenho anguloso e geométrico, substituindo a tradicional técnica da perspetiva pela sensação de volume (formas volumétricas) dando uma sensação tridimensional.
  • 33. Click to edit Master text styles Primeira Fase: CEZANNISTA OU CEZANNIANA - 1907-1909: - Influências: Cézanne, Escultura africana, Teoria relativista de Einstein - redução da realidade a estruturas simples e elementares; - temáticas: paisagem e figura humana em atelier; - Representação racional e geométrica das formas e dos planos; figuras distorcidas pela perspetiva; - Contorno quebrado… Autorretrato, Pablo Picasso
  • 34. Click to edit Master text styles - Manutenção dos volumes; respeito pelas volumetrias; - Início do desdobramento de planos: figuras e fundo confundem-se; planos sobrepostos + eliminação da profundidade; fundo fragmentado; espaço pictórico decomposto; - Rostos simplificados ou em máscara (influência da escultura africana); - Redução da paleta cromática; - ausência de claro-escuro. Mulher com leque, Pablo Picasso
  • 35. Click to edit Master text styles Segunda fase: ANALÍTICA OU HERMÉTICA - 1909- 1912 - Temas: natureza-morta, objetos do quotidiano, retrato; - Multiplicação dos motivos, sendo difícil distinguir por vezes os elementos figurativos; - Infinidade de planos geométricos, totalmente achatados; - Total bidimensionalismo; - Completa bicromia: a paleta reduz-se a cores sóbrias, quase monocromáticas (terras ou cinzas esverdeados). Retrato de Kahnweiler
  • 36. Click to edit Master text styles- A sugestão de movimento desaparece da tela, passando para o olhar do observador; - Acentua-se a ideia de que a pintura é uma realização plástica que obedece a regras próprias. - O artista representa uma idealização do objeto: não representa aquilo que vê, mas o que dele conhece. É irreconhecível, hermético. Contraste de Formas, Fernand Leger
  • 37. Click to edit Master text styles Terceira fase: SINTÉTICA - 1912-1914 - Retorno ao objeto; - Sintetização e redução do número de planos; - Os elementos figurativos são nítidos e os objetos simplificados; - A paleta altera-se, ganhando maior variedade cromática. - Braque e Picasso introduzem objetos reais e tridimensionais: colagem de recortes de jornais, papel de música, alfinetes, areias … - A pintura Cubista torna-se uma Pintura-objeto; a pintura encarada, não como decoração ou expressão, mas como construção de uma obra. Guitarra frente ao mar, Juan Gris
  • 38. Click to edit Master text styles Guitarra, Pablo Picasso Fantomas, Juan Gris
  • 39. Click to edit Master text styles Caso prático: Guernica
  • 40. Contexto: Em 1909 foi publicado o Manifesto Futurista, escrito por Filippo Marinetti e publicado no Le Fígaro. Este manifesto é a apologia do novo ritmo de vida dinâmica das máquinas, do trabalho. Marinetti dizia “o espaço e o tempo morreram ontem.” Exalta-se a civilização industrial e a vida moderna (a cidade, a máquina e a velocidade). Foi inicialmente um movimento puramente literário, que se difunde depois para as artes plásticas a partir do Manifesto dos Pintores Futuristas, publicado em 1910.
  • 41. Click to edit Master text styles Principais autores: Boccioni, Giacomo Balla, Carlo Carrá, Gino Severini. Características: Exalta-se o movimento, a força e a velocidade: - Multiplicidade de planos (à maneira cubista) exprimindo a continuidade do movimento no espaço; - Dinamismo e movimento, transmitindo estados de alma (aproximação ao expressionismo); - Temas relacionados com modernidade, velocidade e dinamismo; - Decomposição geométrica das formas (linhas quebradas em ângulo agudo) e/ou em curvas sinuosas.Lâmpada, Giacomo Balla
  • 42. Click to edit Master text styles - Planos simultâneos e interpenetrados para obter o efeito de movimento no tempo (quarta dimensão); - Linhas de cor pura, ortogonais, angulares ou espiraladas à semelhança de raios luminosos, simulando movimento ou a decomposição da luz; - Valorização da cor e da luz. Automóvel correndo e Mercúrio passa diante do Sol, Giacomo Balla
  • 43. Click to edit Master text styles Primeira fase (1910 – primeira guerra): afirma-se na Itália (surge o raionismo). Segunda fase: entre as duas guerras. Alarga-se ao cinema e afirma-se na ideologia de Mussolini. Terceira fase: até 1950, restringe-se à França. Visão simultânea, Umberto Boccioni Nadadoras, Carlo Carra
  • 44. Click to edit Master text styles Dinamismo de um cão, Giacomo Balla
  • 45. Click to edit Master text styles Na escultura: Boccioni Formas Únicas de Continuidade no Espaço, 1913 Desenvolvimento de uma garrafa no espaço, 1913
  • 46. Click to edit Master text styles Correntes artísticas derivadas do Cubismo e do Futurismo: - Cubismo da Secção de Ouro (ou Secção Áurea): racionalização do Cubismo através da aplicação da teoria clássica e renascentista da visão piramidal do olho humano, acabando por introduzir movimento e dinamismo às obras. Mulher com animais, Albert Gleizes
  • 47. Click to edit Master text styles Orfismo: aliança entre a técnica cubista e a cor e o movimento futuristas. Electrics, Sonia Delaunay Portuguesa alta, Robert Delaunay
  • 48. Click to edit Master text styles A nova complexidade material
  • 49. Contexto: a arte abstrata tem origem nas diversas reações ao Impressionismo e desenvolve-se entre 1913 e 1933. É a arte não representativa, resultado do processo de destruição iniciado pelas vanguardas, nomeadamente o cubismo e o futurismo. Em 1910, aparece a primeira obra abstrata, de Kandinsky (ainda na fase Blau Reiter). Segundo este, a pintura vive sem objeto e apoia-se na livre estruturação da mancha e da linha na tela.
  • 50. Click to edit Master text styles Características: liberdade da cor e do traço, enquadradas num entendimento filosófico e orgânico da pintura. Pretendia-se fazer com que as obras transcendessem a aparência do quotidiano, de modo a encontrar nelas uma realidade nova, oculta, mas profunda. Último Julgamento, W. Kandinsky
  • 51. Click to edit Master text styles Abstracionismo Lírico - Deriva diretamente do movimento Blau Reiter. Inspira-se na imaginação, ligada à emoção e à necessidade interior. - A organização e a composição do espaço pictórico têm uma lógica interna rítmica, definida por manchas cromáticas e da dinâmica expressa pelo jogo de linhas, formas e cores. Linha Transversal, W. Kandinsky
  • 52. Click to edit Master text styles Características: a pintura liberta-se da reprodução da Natureza; - Manchas cromáticas vibrantes; - Dinamismo no jogo de linhas, cores e formas; - Atribuição de valores psicológicos ou espirituais às linhas e formas; - Analogia com a música: as linhas exprimem ideias. - Há uma necessidade interior, metafísica.Nel Blu, W. Kandinsky
  • 53. Click to edit Master text styles Abstracionismo Geométrico - A Abstração Geométrica aparece nos anos 50, nos EUA. Distingue-se pela pureza e limpidez das cores, as quais preenchem superfícies de contornos regulares. - É anulada a expressão individual do artista e a emoção, fazendo da pintura um exercício plástico e conceptual, onde a cor se sobrepõe à forma. Artistas: Josef Albers, Barnett Newman, Ad Reinhardt e Morris Louis. Homenagem, Josef Albers
  • 54. Contexto: nasce do Abstracionismo Geométrico e na sequência do Raionismo, na Rússia por volta de 1916 com Casimir Malevitch, que procurou na pintura a noção pura de espaço. - Devido à influência do Niilismo (filosofia que defende a negação absoluta de qualquer realidade), há uma procura da verdade e da pureza plástica. Quadrado negro sobre fundo branco, Malevitch
  • 55. Click to edit Master text styles Características: A gama cromática é limitada, constituída por cores primárias, secundárias e branco e preto.
  • 56. Click to edit Master text styles A obra suprematista caracteriza-se pelo emprego de formas geométricas puras, construídas com cor pura, sem modelado. O espaço é animado pela forma. painterly architectonics, Liubov Popova Relevo escultórico, Ivan Puni
  • 57. Contexto: movimento artístico holandês criado em 1917 por Piet Mondrian, em resultado da influência da Revista “De Stijl”. Pretendeu-se atingir uma visão impessoal e objetiva através de uma estética nova e universal. Procurou a perfeição e a verdade supremas, ultrapassando o mundo físico e emotivo, de modo a atingir o mundo mental. Trafalgar Square, Piet Mondrian
  • 58. Click to edit Master text styles A harmonia, a ordem perfeita e universal poderia ser alcançada, segundo os membros do De Stijl, com a obediência às leis que regem a produção artística, que previam uma arte não figurativa pois, “como representação pura do espírito humano a arte expressar-se-á numa forma esteticamente purificada, isto é, abstrata”. Casa Larga, Mondrian
  • 59. Click to edit Master text styles Ruptura na conceção estética: • rejeição do convencionalismo académico da pintura figurativa e autonomia da obra de arte em relação à realidade concreta; • recusa de qualquer noção de subjetividade ou de emotividade; • linguagem plástica, abstrata, matemática…; • formas geométricas simples; linhas verticais e horizontais a negro que se cruzam em ângulos retos (retângulos e quadrados); • jogo cromático, cores contrastantes e primárias; • exploração da assimetria e abandono da tridimensionalidade. Victory Boogie-Woogie
  • 60. Click to edit Master text styles Contra construção Theo Van Doesburg Composição XXII
  • 61. Click to edit Master text styles Pulverização dos caminhos artísticos
  • 62. • A Arte Informal surge nos anos 40, influenciada pelo Abstracionismo Lírico de Kandinsky e pelas novas técnicas introduzidas pelo Cubismo, Dadaísmo e Surrealismo. • Engloba expressões plásticas individualizadas, havendo, por isso, uma grande diversidade. A Arte Informal alterou radicalmente os processos de conceção e criação, apresentando a arte como artesanato. La Vie Sans L’Homme III, Jean Dubuffet
  • 63. Click to edit Master text stylesCaracterísticas: - a técnica e material como parte essencial da conceção, - a subordinação de todos os outros elementos estilísticos (tema, cor e composição), - o ato criativo centrado no processo de feitura, exaltando a improvisação (grande liberdade individual do artista), - a recusa do caráter simbólico da arte e da sua racionalização. Antoni Tàpies
  • 64. Click to edit Master text styles ARTE INFORMAL – ARTE BRUTA Aparece na Suíça, com Jean Dubuffet (1901-1985). Caracteriza-se pela pintura de grossos empastes e mistura diversificada de materiais (cartão triturado, vidros moídos, limalhas metálicas, areia, pigmentos, …). É uma arte “em bruto”, primitiva, infantil, sem quaisquer referências. J’habite um Rian Pays, Jean Dubuffet Radieux Météore, Jean Dubuffet
  • 65. Click to edit Master text styles ARTE INFORMAL – ACTION PAINTING Normalmente associada ao trabalho de Jackson Pollock. Este tipo de pintura, fruto de um momento, é concebida como um verdadeiro ritual de actuação e traduz-se na criação de obras de escorridos policromáticos. Para pintar seus quadros, Pollock colocava as telas no chão e não em cavaletes como de costume os pintores fazem, e respingava tintas sobre a tela ('dripping', gotejamento).
  • 66. Click to edit Master text styles
  • 67. Click to edit Master text styles ARTE INFORMAL – PINTURA MATÉRICA A tónica é colocada na matéria com execuções corpóreas, texturadas de características abstratas, sobre as quais intervém com grattages e outros processos. Tàpies utiliza suportes de madeira cobertos com pasta (pó de mármore, pigmentos e aglutinantes) sobre a qual executava grattages, sulcos e escorridos. Também o italiano Alberto Burri (1915-1995) utilizou telas de sarapilheira “recosidas”, plástico, ferros e chapas metálicas em composições expressivas. SACCO 5, Alberto Burri
  • 68. Click to edit Master text styles ARTE INFORMAL – PINTURA ESPACIALISTA É marcada pela incorporação na tela de uma terceira dimensão. Por norma monocromática, usa uma linguagem directa e concisa. O seu principal executante foi Yves Klein que desenvolveu este género em três fases distintas: 1ª- fase antropomórfica ( marcada por corpos de mulher besuntados com tinta que rolavam sobre as telas); 2ª- fase monocromática (dourado, rosa e azul); 3ª- fase da cosmogonia (telas sobre as quais atuavam elementos naturais como, chuva, vento, fogo). Esponja azul, Yves Klein
  • 69. Contexto: a pintura expressionista de tipo informalista surgiu nos EUA, por volta de 1947, resultante da fusão do Surrealismo com o Abstracionismo, utilizando uma linguagem figurativa. Os expressionistas abstratos foram marcadamente antropocentristas e individualistas, utilizando a pintura para dar rédea solta às suas emoções e estados de espírito, recalcamentos, angústias, dores ou raiva.
  • 70. Click to edit Master text styles Arshile Gorky (1904-1948): influenciado pelo Surrealismo, utiliza linhas emaranhadas e livres, manchas de cor planas, formas ondulantes e valoriza o processo, fazendo do acaso o protagonista da criação.
  • 71. Click to edit Master text styles Willem de Kooning (1904-1997): revela uma execução gestualista, aplicada a figurações esquemáticas. Posteriormente regressa à figuração (grosseira e grotesca).
  • 72. Click to edit Master text styles Jackson Pollock (1912-1956): aplica o conceito surrealista de automatismo psíquico, estabelecendo uma relação direta entre o inconsciente, o gesto criativo e o material pictórico como veículo do “conteúdo interior”.
  • 73. Contexto: formado por artistas de Copenhaga, Bruxelas e Amesterdão, cujas iniciais deram origem ao nome. A arte que daqui resulta é uma arte de intensa liberdade criativa, que defendia a experimentação, a espontaneidade e a aproximação às expressões mais simples das tradições populares e da etnologia (próximo da Arte Bruta). Caracteriza-se pela expressão livre do inconsciente e por cores estridentes. Egill Jacobsen
  • 74. Contexto: o Expressionismo Geométrico ou abstração geométrica, nascido do Informalismo, distancia-se pela limpidez das cores e das formas regulares, geométricas ou de cobertura total da tela. Esta forma de pintar elimina toda a expressão individual, transformando a pintura num exercício plástico e conceptual. Foi influenciada por Mondrian, mas ao contrário das suas obras, no abstraccionismo geométrico, a cor sobrepõe-se à forma e torna-se independente dela.
  • 75. Click to edit Master text styles Recusa todo o que não seja estritamente pictórico, retirando das pinturas todo o significado extravisual. Tem como representantes: Morris Louis, Barnet Newman e Ad Reinhardt. Tundra, Barnet Newman Mark Rothko (1903-1970)
  • 76. Click to edit Master text styles O regresso ao mundo visível
  • 77. Contexto: surge na Europa após a I Guerra e durante as décadas de 20 e 30 do séc. XX., como retorno a uma linguagem técnica e plástica figurativa. A arte assume o compromisso da denúncia e da intervenção social, política e ideológica. Apresenta um carácter de intervenção social e político, mas de cunho modernista, utilizando linguagens pictóricas próximo das vanguardas estéticas: Cubismo, expressionismo, pós- dadaísmo, surrealismo.
  • 78. Click to edit Master text styles É o REALISMO SOCIALISTA. Depois de 1925, o Estado socialista deixa de apoiar as vanguardas artísticas e regressa ao rigor técnico formal neoclássico, exaltando o povo anónimo, as vitórias do regime. A arte passa a ter um carácter apologético e propagandístico, pela exaltação do trabalhador anónimo, pela representação da sua participação nas atividades diárias ou nas vitórias do regime. A escultura, as artes gráficas e o cartaz publicitário são os melhores exemplos. O Operário e a Camponesa, Vera Múkhina
  • 79. Click to edit Master text styles Na década de 20/30, Diego Rivera, José Clemente Orozco e David Siqueiros, influenciados pela revolução mexicana, representam temáticas revolucionarias, de forte sentido expressivo, simbólico e poético. Diego Rivera fez pinturas de grande escala, pinturas murais, onde exalta o povo mexicano e as suas origens pré- colombianas. Os temas são tratados com grande realismo e expressividade, estimulando o sentido nacionalista e o carácter didático da sua obra. mural, Diego Rivera
  • 80. Contexto: apareceu em 1924, em Paris, com a publicação do Manifesto do Surrealismo. O surrealismo começa na literatura, mas abrange outras áreas: pintura, escultura, fotografia e o cinema. O nome foi atribuído por Apollinaire, em 1917. Está intimamente ligado à teoria freudiana do inconsciente, que Breton estudara, e à sua técnica de «associação livre», de modo a iludir o controlo do consciente. Temática: O onírico, o irreal, o mundo dos sonhos. Principais autores: Joan Miró, Max Ernst, André Masson, Salvador Dali e René Magritte
  • 81. Click to edit Master text styles Características: tal como o dadaísmo, é um movimento que pretende substituir a realidade e a representação do mundo real, pela visão deformada, gerada no sonho e no inconsciente. Em termos formais, procede-se ao regresso do figurativo, dando importância ao próprio desenho em si, mostrando o seu virtuosismo. Tem atmosferas oníricas (que se manifestam através dos sonhos), recorrendo Às colagens, dripping, ou a técnica dadaísta - retirar objetos do quotidiano e colocá-los noutros contextos – não havendo uma ligação entre os objetos, daí a recorrermos à psicanálise. Não se consegue encontrar uma explicação lógica e coerente para o que está pintado porque não é um mundo real que está representado, mas sim um mundo irreal. Crucificação Branca, Marc Chagall
  • 82. Click to edit Master text styles SALVADOR DALI “A Persistência da Memória” “Demónio Negro”
  • 83. Click to edit Master text styles “Intervenção Romântica” “Girafa Ardente”
  • 84. Click to edit Master text styles MARC CHAGALL “A Bela Época” “Aniversário” “Paris pela janela”
  • 85. Click to edit Master text styles JUAN MIRÓ “Personagens em presença de uma metamorfose” “A Bailarina”
  • 86. Click to edit Master text styles “Carnaval de Arlequim”, Miró
  • 87. Click to edit Master text styles ESCULTURA: HENRY MOORE “Figura Reclinada” “Vertebrados” “Rei e Rainha”
  • 88. Click to edit Master text styles ESCULTURA: GIACOMETTI