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Suposição <ul><li>Na formação de educadores realizada em meio ao uso pedagógico das TIC é necessário um  trabalho criterio...
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Protocolos de pesquisa - análise ideográfica (129)
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Análise fenomenológica (discursos)  Análise de conteúdo (trocas intertextuais) Aporte teórico Intencionalidade Interpretaç...
Interpretação fenomenológica dos dados Dialogia semântica (linguagem) Auto-organização pragmática (enfoque orgânico) Refle...
Interpretação dos dados <ul><li>A interpretação fenomenológica foi elaborada à luz: </li></ul><ul><li>da  análise de conte...
Análise <ul><li>Os  fatores facilitadores  da  dialogia digital : </li></ul><ul><li>ações compartilhadas entre os sujeitos...
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Discussão dos resultados <ul><li>Importância dos  vínculos afetivos , por promoverem vínculos de aprendizagem.  </li></ul>...
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Discussão dos resultados <ul><li>O mediador deve: </li></ul><ul><li>Viabilizar a  construção de um grupo de aprendizagem c...
Conclusões <ul><li>Para que as trocas intertextuais sejam profícuas, deve-se  evitar  que: </li></ul><ul><li>Que o mediado...
Referências bibliográficas <ul><li>BAKHTIN, M. [1979].  Estética da criação verbal . 2ª ed., Trad. M. E. G. Pereira. São P...
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Metodologia de mediação a distância

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  • Obs: como não é possível modificar a cor da fonte neste campo, nas próximas lâminas optei por escrever em caixa alta, para destacar o meu texto. Objetivos do chat : 1) A partir da revisão dos principais conceitos abordados no módulo, convidar os alunos a participar de uma discussão, para troca de opiniões e conseqüente aprofundamento da temática em questão. 2) Situar o próprio chat como um dos instrumentos de avaliação do módulo, coerentemente com as idéias tematizadas no módulo. Obs: esse segundo objetivo justifica-se pelo fato da questão proposta convidar o aluno a uma metarreflexão: na reflexão sobre o seu processo de formação no módulo e sobre as contribuições deste módulo à sua formação profissional, o aluno vivencia os movimentos meterreflexivos de retrospecção e prospecção.
  • Metodologia de mediação a distância

    1. 1. Analisando a metodologia de mediação a distância na formação de educadores, à luz da perspectiva lingüística sócio-histórica. 0/22 PESCE, Lucila. In: FELDMANN, Marina. (org.). Educação e mídias interativas: formando professores. São Paulo: EDUC, 2005. p. 99-118.
    2. 2. Suposição <ul><li>Na formação de educadores realizada em meio ao uso pedagógico das TIC é necessário um trabalho criterioso com a linguagem veiculada nos ambientes de interação digital, de modo a propiciar a interação dialógica. </li></ul>
    3. 3. Problema de pesquisa <ul><li>Em que medida a interação digital pode contribuir com a formação do educador como leitor crítico de textos e contextos? </li></ul>
    4. 4. Corpus de análise <ul><li>Ambiente digital de formação docente do Programa PEC Formação Universitária . </li></ul><ul><li>Entrevistas semi-estruturadas junto a 10 sujeitos de pesquisa : </li></ul><ul><li>7 professores em formação </li></ul><ul><li>3 formadores </li></ul>
    5. 5. Fundamentação teórica <ul><li>Abordagem lingüística sócio-histórica. </li></ul><ul><li>Formação de educadores crítico-reflexiva pós-formal. </li></ul><ul><li>Aprendizagem em ambientes virtuais. </li></ul>
    6. 6. Dialogismo em Bakhtin <ul><li>A dialogia ocorre quando a interação entre os sujeitos de fato servir à constituição mútua de ambos, pautada numa relação horizontal, que refute a diretividade de um sujeito sobre o outro. </li></ul>
    7. 7. Interação dialógica em Freire <ul><li>Processo de constituição mútua dos sujeitos, mediante as seguintes etapas : </li></ul><ul><li>investigação temática. </li></ul><ul><li>tematização do conhecimento articulada à realidade vivida. </li></ul><ul><li>problematização do conhecimento. </li></ul>
    8. 8. Leitor crítico em Lajolo e Zilbermann <ul><li>Ser que, por intermédio da linguagem, intervém no mundo, relacionando o texto lido com suas experiências e com textos anteriores, discutindo-o com seus pares e contextualizando-o com a sua realidade. </li></ul>
    9. 9. Na pesquisa, a busca de dialogia digital <ul><li>investigação temática : traduzida nas intervenções praxiológicas dos formadores e nas respostas praxiológicas dos professores. </li></ul><ul><li>tematização do conhecimento : expressa nas intervenções dos formadores que pedem avanços conceituais e nas que convidam o professor à pesquisa e ao diálogo com seus pares, com vista à elaboração de respostas reflexivas. </li></ul><ul><li>problematização do conhecimento : percebida nas intervenções problematizadoras dos formadores, que visem à transformação constante da realidade deles próprios e dos professores. </li></ul>
    10. 10. Método <ul><li>Dois métodos de investigação: </li></ul><ul><li>análise de conteúdo das trocas intertextuais veiculadas no ambiente de interação digital; </li></ul><ul><li>análise fenomenológica dos discursos dos sujeitos de pesquisa, sobre o sentido da experiência de aprendizagem no ambiente digital (M. PONTY). </li></ul>
    11. 11. Momentos da análise fenomenológica <ul><li>M1 - questionário semi-aberto aplicado aos professores, no início do curso. </li></ul><ul><li>M2 - questionário semi-aberto aplicado aos professores, no meio do curso. </li></ul><ul><li>M3 - entrevista semi-estruturada realizada junto a professores e formadores, no fim do curso. </li></ul>
    12. 12. Análise de conteúdo das trocas intertextuais <ul><li>Categorias de análise mediante o modelo misto . </li></ul><ul><li>(LAVILLE & DIONE, 1999) </li></ul>
    13. 13. Categorias de intervenção do formador: - Afetiva - Praxiológica - Conceitual: problematizadora / conclusiva / que pede avanços frente ao solicitado na questão - De convite: ao fórum / à exploração de sites - Sem intervenção (ex: OK) Categorias de resposta do aluno-professor: - Afetiva - Conceitual - Reflexiva - Praxiológica - Superficial - Sem resposta
    14. 14. Protocolos de pesquisa - análise de conteúdo (175). Ordem Escritor Leitor 009 PA2 A1,A2,A3 Linguagem Vejo que vc demonstra clareza frente aos aspectos questionados, porém precisamos refletir de que forma isso tudo é trabalhado na prática, com os alunos... Será que os alunos do ensino fundamental (especialmente das séries iniciais) apresentam esse discernimento, essa clareza??? Como você trabalha esses aspectos em sala de aula??? Categoria C02 categoria de intervenção praxiológica
    15. 15. Protocolos de pesquisa - análise ideográfica (129)
    16. 16. Análise Nomotética - categorias abertas - Articulação com a prática - Tempo - Autonomia profissional - Familiaridade com as TIC - Incorporação conceptual - Interação - Metodologia de intervenção - Reflexão - Sentimento Emergiram na articulação entre as asserções evidenciadas nos discursos dos sujeitos de pesquisa: A2 D14 As16
    17. 18. Análise fenomenológica (discursos) Análise de conteúdo (trocas intertextuais) Aporte teórico Intencionalidade Interpretação fenomenológica dos dados
    18. 19. Interpretação fenomenológica dos dados Dialogia semântica (linguagem) Auto-organização pragmática (enfoque orgânico) Reflexão sintática (formação educador)
    19. 20. Interpretação dos dados <ul><li>A interpretação fenomenológica foi elaborada à luz: </li></ul><ul><li>da análise de conteúdo das trocas intertextuais </li></ul><ul><li>da análise fenomenológica dos discursos dos sujeitos de pesquisa </li></ul><ul><li>do aporte teórico do estudo. </li></ul>
    20. 21. Análise <ul><li>Os fatores facilitadores da dialogia digital : </li></ul><ul><li>ações compartilhadas entre os sujeitos em interação </li></ul><ul><li>manifestações pessoais desses atores sociais. </li></ul>
    21. 22. Análise <ul><li>Os fatores dificultadores da dialogia digital : </li></ul><ul><li>tempo de interação alheio aos interlocutores, </li></ul><ul><li>inexpressividade do trabalho com investigação temática dos aprendizes </li></ul><ul><li>pouca atenção dada às várias dimensões da linguagem, dentre elas a reconstrutora. </li></ul>
    22. 23. Discussão dos resultados <ul><li>Embora as interações digitais do PECFOR não tenham ocorrido notadamente sob enfoque dialógico, pudemos observar alguns momentos pontuais de dialogia digital , os quais contribuíram à formação dos professores em formação como leitores críticos de textos e contextos. </li></ul>
    23. 24. Discussão dos resultados <ul><li>As interlocuções devem privilegiar: </li></ul><ul><li>a interação digital comprometida com a reflexão do professor em formação, sobre os conceitos trabalhados, o próprio percurso no curso e o contexto educacional; </li></ul><ul><li>a atribuição de significado ao objeto do conhecimento em questão, mediante estreita articulação entre os conceitos trabalhados no curso de formação e as experiências do cotidiano da escola. </li></ul>
    24. 25. Discussão dos resultados <ul><li>Importância dos vínculos afetivos , por promoverem vínculos de aprendizagem. </li></ul><ul><li>Trazem desdobramentos positivos ao processo de (re)construção da história de vida do educador em formação, com reflexos sobre a construção da sua identidade pessoal e sociocultural. </li></ul>
    25. 26. Discussão dos resultados <ul><li>Necessidade de inserir os mediadores no fulcro do processo educativo , de modo a resgatar sua função, em todas as etapas do processo de formação. </li></ul><ul><li>A interação digital deve ocorrer em contexto de autoria dos interlocutores : formando e formador. </li></ul>
    26. 27. Discussão dos resultados <ul><li>O mediador deve: </li></ul><ul><li>Atentar ao momento mais adequado para suas intervenções conceituais, de forma que estas realmente vinculem-se à demanda do grupo. </li></ul><ul><li>Viabilizar a possibilidade de utilização dos múltiplos códigos semióticos oferecidos pela tecnologia digital (imagens, textos, hipertextos, sons, animações etc.), em respeito aos estilos singulares de aprendizagem dos educadores em formação. </li></ul>
    27. 28. Discussão dos resultados <ul><li>O mediador deve: </li></ul><ul><li>Viabilizar a construção de um grupo de aprendizagem colaborativa , que privilegie a troca de experiências entre educadores, com vista a crescentes níveis de complexidade teórico-metodológica. </li></ul><ul><li>Focar não só as intervenções conceituais e reflexivas , mas também as afetivas , por incitarem as manifestações pessoais dos aprendizes, no ambiente digital. </li></ul><ul><li>Privilegiar as intervenções problematizadoras . </li></ul>
    28. 29. Conclusões <ul><li>Para que as trocas intertextuais sejam profícuas, deve-se evitar que: </li></ul><ul><li>Que o mediador seja destituído da concepção do conteúdo da interação. </li></ul><ul><li>Que tempo de interação não seja conduzido pelos interlocutores. </li></ul><ul><li>A fragmentação dos diversos ambientes de aprendizagem do programa de formação docente e da atuação dos diferentes formadores. </li></ul>
    29. 30. Referências bibliográficas <ul><li>BAKHTIN, M. [1979]. Estética da criação verbal . 2ª ed., Trad. M. E. G. Pereira. São Paulo: Martins Fontes, 1997.Freire </li></ul><ul><li>KINCHELOE, J. L. A formação do professor como compromisso político: mapeando o pós-moderno. Trad. N. M. C. Pellanda. Porto Alegre: ArtMed, 1997. </li></ul><ul><li>LAJOLO, M.. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. 3ª ed. São Paulo: Ática, 1997. </li></ul><ul><li>LAVILLE, C. & DIONNE, J. 1999. A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Trad. H. Monteiro e F. Settineri. Porto Alegre: ArtMed, 1999. M. Ponty </li></ul><ul><li>MERLEAU-PONTY, M. [1945]. Fenomenologia da percepção . Trad. C. A. R. de Moura. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999 (Tópicos). </li></ul><ul><li>PESCE, L. M. Dialogia digital: buscando novos caminhos à formação de educadores em ambientes telemáticos. São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Tese, Doutorado, 2003. </li></ul><ul><li>TARDIF, M. et al . Formação dos professores e contextos sociais: perspectivas internacionais. Porto, Portugal: Ed. Rés, 1997. p. 5-59. </li></ul><ul><li>ZILBERMAN, R. A literatura infantil na escola . 3ª ed. São Paulo: Global, 1983. </li></ul>

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