OFICINA DE PRODUÇÃO
DE TEXTOS:
COMPETÊNCIAS
LINGUÍSTICAS E
MIDIÁTICAS
Professoras autoras
Janaína de Aquino Ferraz
Ormezin...
Competências linguísticas e midiáticas 2
“Quando as pessoas
não sabem escrever
ou falar corretamente
a sua língua, surgem
...
Competências linguísticas e midiáticas 3
Prezado aluno,
O domínio da língua tem estreita relação com a possibilidade de pl...
Competências linguísticas e midiáticas 4
com a gramática seja compreendido, não como um fim em si mesmo, mas
como um meio ...
Competências linguísticas e midiáticas 5
domínio do modo de estruturação de suas frases, é preciso saber combinar
essas un...
Competências linguísticas e midiáticas 6
A intenção é que o estudante se sinta motivado a produzir textos
voltados para a ...
Competências linguísticas e midiáticas 7
SUMÁRIO
UNIDADE I ..................................................................
Competências linguísticas e midiáticas 8
Lista de Gêneros Textuais em Destaque
1-Edital
2-Ficha de Inscrição
3-Currículo
4...
Competências linguísticas e midiáticas 9
A WEBS@BER
UNIDADE I
A sociedade atual está impregnada de tecnologia. A escola, c...
Competências linguísticas e midiáticas 10
do aluno nela matriculado, lançou um edital na mídia local, com o anúncio
de uma...
Competências linguísticas e midiáticas 11
c) Carta de apresentação, com uma síntese do perfil acadêmico, indicando a motiv...
Competências linguísticas e midiáticas 12
4.5. O resultado final será a soma dos pontos da segunda fase e da nota da prova...
Competências linguísticas e midiáticas 13
5.2. Os pontos atribuídos por titulação não são acumuláveis, considerando-se ape...
Competências linguísticas e midiáticas 14
6.4. Em caso de não preenchimento das vagas, poderão ser chamados a se submetere...
Competências linguísticas e midiáticas 15
8.3. O prazo do contrato será definido de acordo com a necessidade das atividade...
Competências linguísticas e midiáticas 16
ANEXO I
Cargo
Nível de
Atuação
Componentes
Curriculares
n.
vagas
Titulação/Requi...
Competências linguísticas e midiáticas 17
Fundamen
tal – 6º ao
9º ano
habilitação específica
na área de atuação.
do Ensino...
Competências linguísticas e midiáticas 18
Anexo III
2. FICHA DE INSCRIÇÃO
Processo de Seleção de Professor
Nome do candida...
Competências linguísticas e midiáticas 19
Webs@ber Unidade Netcity, NetCity, Rua Virtual, S/N. CEP: 1234-012 Telefax.(00) ...
Um Currículo bem elaborado
deve:
• Ter objetividade: no
máximo duas páginas, para que
não perca sua praticidade. Dispor
as...
Competências linguísticas e midiáticas 21
3. Posicionamento profissional: Ex.: “secretária executiva bilíngue,
com 15 anos...
Algumas Dicas para redigir
uma carta de apresentação
Seja breve, a sua carta de
apresentação não deve ultrapassar
mais do ...
Competências linguísticas e midiáticas 23
FECHO: Atenciosamente ou Respeitosamente, conforme o caso.
ASSINATURA: Titular d...
Competências linguísticas e midiáticas 24
Com o advento da Internet, alguns gêneros emergentes têm se destacado:
1. e-mail...
Competências linguísticas e midiáticas 25
11. Endereço eletrônico (o endereço eletrônico seja o pessoal para e-mail
ou par...
Competências linguísticas e midiáticas 26
seu interlocutor e a natureza do texto que está produzindo, seja ele oral ou
esc...
Competências linguísticas e midiáticas 27
especialmente em e-mails, chats, listas de discussão, etc. Serve, também,
para r...
Competências linguísticas e midiáticas 28
Apesar de compartilhar apenas virtualmente um ambiente, ninguém é
obrigado a sup...
Competências linguísticas e midiáticas 29
ignorou a mensagem que ela enviou. Pelo menos escreva algo para confirmar
que le...
Competências linguísticas e midiáticas 30
têm responsabilidades e tarefas a cumprir no dia a dia, ficando o acesso aos
fór...
Competências linguísticas e midiáticas 31
Veja agora as formas de tratamento
Autoridades Universitárias
Cargo ou
Função
Po...
Competências linguísticas e midiáticas 32
Autoridades Judiciárias
Cargo ou
Função
Por
Extenso
Abreviatura
Singular
Abrevia...
Competências linguísticas e midiáticas 33
Autoridades Militares
Cargo ou
Função
Por
Extenso
Abreviatura
Singular
Abrevia-
...
Competências linguísticas e midiáticas 34
Endereço
Papa
Vossa
Santidade
V.S. -
Santíssimo
Padre
A Sua Santidade o
Papa
Sac...
Competências linguísticas e midiáticas 35
Autoridades Civis
Cargo ou
Função
Por
Extenso
Abreviatura
Singular
Abreviatura
P...
Competências linguísticas e midiáticas 36
Algumas Dicas
Concordância com os pronomes de
tratamento
Concordância de gênero
...
Competências linguísticas e midiáticas 37
8. REQUERIMENTO
Identidade nº.
domiciliado à
, CPF nº
, portador da Carteira de
...
Competências linguísticas e midiáticas 38
UNIDADE 2
Dando continuidade às etapas do processo de seleção, vamos assumir
que...
Saiba quem foi Paulo Freire
Paulo Reglus Neves Freire nasceu no dia 19 de
setembro de 1921, no Recife, Pernambuco, uma
das...
Competências linguísticas e midiáticas 40
Dica da Nova Ortografia
Deixam de ser acentuados os
ditongos abertos em palavras...
Competências linguísticas e midiáticas 41
Por planejamento encontramos:
Planejamento. S.m. 1. Ato ou efeito de planejar. 2...
Competências linguísticas e midiáticas 42
planejar é antecipar mentalmente uma ação a ser realizada e
agir de acordo com o...
Competências linguísticas e midiáticas 43
imaginação, “na medida em que nesta não há o compromisso com a
colocação em prát...
Competências linguísticas e midiáticas 44
Assim, considerando que planejar significa antever uma forma possível e
desejáve...
Competências linguísticas e midiáticas 45
Pelo exame do quadro acima, nota-se que os elementos essenciais de
um plano de a...
Competências linguísticas e midiáticas 46
melhora a efetividade do ensino e aprendizado, um programa só será efetivo
na su...
Competências linguísticas e midiáticas 47
entendidas no contexto dos planejamentos educacionais como uma forma de
garantir...
Competências linguísticas e midiáticas 48
Plano de aula, nesse sentido, é o produto da reflexão e das tomadas de
decisão, ...
Competências linguísticas e midiáticas 49
processo de planejamento é a programação ou programa da área de estudos
consider...
Competências linguísticas e midiáticas 50
ESTRUTURA DO PLANO DE AULA (PROPOSTA)
ÁREAS DO CONHECIMENTO:
Verifique qual ou q...
Competências linguísticas e midiáticas 51
interpretações, idéias organizadas, etc.) e habilidades (o que deve aprender
par...
Competências linguísticas e midiáticas 52
dramatizações, etc.
o Partindo dos conhecimentos que o aluno possui, ou seja, fa...
Competências linguísticas e midiáticas 53
trabalhos de elaboração mental, discussões, resolução de
exercícios, aplicação d...
Competências linguísticas e midiáticas 54
conceitos aprendidos no dia-a-dia, com pequenas atitudes, na
escola, na casa, na...
Competências linguísticas e midiáticas 55
resultados alcançados em relação aos objetivos, considerando o
contexto das cond...
Competências linguísticas e midiáticas 56
Os alunos mostram sua vivência do conteúdo, isto é, o que já sabem sobre o
tema...
Competências linguísticas e midiáticas 57
A seguir, apresentamos três planos de aula das respectivas áreas: Letras,
Geogra...
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Caderno competencias oficina_producao_textos
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Caderno competencias oficina_producao_textos

1.109 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.109
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
31
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Caderno competencias oficina_producao_textos

  1. 1. OFICINA DE PRODUÇÃO DE TEXTOS: COMPETÊNCIAS LINGUÍSTICAS E MIDIÁTICAS Professoras autoras Janaína de Aquino Ferraz Ormezinda Maria Ribeiro -Aya UnB – Universidade de Brasília
  2. 2. Competências linguísticas e midiáticas 2 “Quando as pessoas não sabem escrever ou falar corretamente a sua língua, surgem homens dispostos a escrever e a falar por elas e não para elas”. Wendell Jonhson “Toda palavra serve de expressão de um em relação ao outro. Através da palavra defino-me em relação ao outro, isto é, em última análise em relação à coletividade. A palavra é uma espécie de ponte entre mim e os outros. A palavra é o território comum do locutor e do interlocutor”. Mikhail Bahktin Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 2
  3. 3. Competências linguísticas e midiáticas 3 Prezado aluno, O domínio da língua tem estreita relação com a possibilidade de plena participação social, pois é por meio dela que o homem se comunica, tem acesso à informação, se expressa e defende pontos de vista, partilha ou constrói visões de mundo e produz conhecimento. A habilidade de ler é o primeiro passo para a assimilação dos valores da sociedade. E a escrita, associada à leitura é uma condição indispensável à vida em sociedade. Ao concebermos a leitura como prática social, privilegiamos a formação de leitores competentes, e por isso mesmo bons produtores de textos. Ler e escrever são as atividades mais requeridas no cotidiano de trabalho, principalmente em um ambiente universitário. De acordo com Barros (1985), é no ato de escrever que se aprende a redigir e é essa a condição para se adquirir possibilidades mais amplas de participação social, o que só pode ocorrer autenticamente em situações de comunicação. Desenvolver a competência comunicativa envolve tornar o aluno consciente e atento ao processo de construção do texto. Nesse sentido, trabalhar a produção de texto é criar condições mais apropriadas para a produção da escrita, colocando a gramática em uma posição diferente da que usualmente vem sendo colocada nos cursos de língua portuguesa. Ela deve ser enfocada como um recurso com o qual o usuário se beneficiará para promover escolhas linguísticas e não como um manual de regras a ser decorado e seguido, sem uma relação com o contexto em que é aplicada. É preciso mostrar ao aluno os fatores que deve levar em conta para que possa aprimorar a qualidade de seu texto e de criar uma intimidade com a escrita, proporcionando situações autênticas de produção de texto, com as quais ele se identifique e possa se sentir familiarizado. Assim, neste curso, busca-se a retomada das bases teóricas, a partir de uma perspectiva interdisciplinar. A intenção é possibilitar a análise das articulações linguísticas e das diversas possibilidades de sua aplicação à produção de textos em vários gêneros e tipologias, de forma que o trabalho Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 3
  4. 4. Competências linguísticas e midiáticas 4 com a gramática seja compreendido, não como um fim em si mesmo, mas como um meio de se chegar a produzir e a interpretar textos com competência e autonomia. Propomos um curso de leitura e produção de textos que, fundamentado em uma teoria consistente, dê ênfase à prática, de forma a evidenciar as competências linguísticas necessárias ao bom desempenho das atividades acadêmicas e às práticas sociais que envolvem a leitura e a produção de textos, considerando sua aplicação no meio acadêmico, de forma a agregar os recursos midiáticos. Pela visão teórica aqui assumida, a leitura é reconhecida como um processo que transcende ao próprio texto. A compreensão do texto, que se pretende ideal, implica a percepção das relações entre texto, contexto e intertexto. A leitura, nessa concepção, não está presa somente à palavra, mas a todo um mundo subjacente a ela, que vai sendo construído, antes mesmo de sua convenção. O que é mister considerar também o que não é imanente ao texto, mas que o circunda, tecendo a sua rede de significações, num mundo cada vez mais dependente da tecnologia e da linguagem midiática. Assim, o trabalho com a escrita é proposto na perspectiva de sua organização estrutural, da sua tessitura na organização do texto, e que evidencia os elementos da língua, como os operadores discursivos e os itens linguísticos responsáveis pelo estabelecimento de relações entre a língua e o pensamento, de como se articulam os mecanismos e traços linguísticos, que servem de suporte à construção do quadro da língua. É importante que o estudante perceba que toda essa estrutura deve ser adequada aos gêneros requeridos nos ambientes sociais e acadêmicos, tendo em vista principalmente a adequação dos recursos midiáticos à leitura e escrita necessárias à sua formação acadêmica. Sabe-se que a boa formação dos textos passa pela gramática e não somente porque o texto é composto por frases que têm uma estrutura gramatical, mas porque é na produção linguística que o falante joga todo o domínio dos processos de mapeamento conceptual e de síntese textual, dependendo, portanto, de uma “gramática” que proceda a essa organização. Assim, para se expressar bem em uma língua, é necessário mais do que o Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 4
  5. 5. Competências linguísticas e midiáticas 5 domínio do modo de estruturação de suas frases, é preciso saber combinar essas unidades sintáticas por meio de um agenciamento sintagmático, o que envolve a capacidade de adequar os enunciados às situações, aos objetivos da comunicação e às condições de interlocução. E isso tudo se integra na gramática. Isso implica criar uma atitude que faz do ensino da gramática, tendo em vista a leitura e a produção de texto, uma procura de coerência: as proposições estão em função de um significado, e devem ser interpretadas em função desse significado; as escolhas linguísticas do autor não são aleatórias, mas são aquelas que, na sua visão, garantem a coerência de seu discurso e esse discurso tem uma forma na estrutura linguística, o que deve ser percebido pelo estudante, não apenas decorado ou repetido. Como a escrita está intimamente associada à leitura, são processos simultâneos e interdependentes, ou seja, a leitura interage na escrita e a escrita interage na leitura, o estudante descobrirá que escrever significa operar escolhas linguísticas de modo a expressar seu pensamento com organização, clareza e adequação, na modalidade escrita da língua. E, considerando o ensino a distância, todo esse conjunto poderá contribuir efetivamente para o desenvolvimento pessoal, dando segurança e as competências linguísticas necessárias para a formação acadêmica. Somente encarando esse ensino como um processo simultâneo, concomitante ao ensino de leitura é que se poderá permitir ao estudante o desenvolvimento da habilidade de leitura crítica, ampliando sua capacidade de pensar e refletir, com conteúdos programáticos aprofundadores capazes de desenvolver plenamente sua competência comunicativa. (RIBEIRO, 2006a, p. 40-41) Neste módulo, serão descritas situações práticas que suscitarão a leitura e a escrita de textos em diversos gêneros necessários à formação acadêmica e profissional dos estudantes. Terá como tema a criação de uma cidade fictícia, que servirá de cenário para a elaboração de atividades demandadas a um grupo de professores de uma escola criada como referencial para a construção de textos, em que se privilegiem situações comunicativas mais próximas da realidade do estudante. Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 5
  6. 6. Competências linguísticas e midiáticas 6 A intenção é que o estudante se sinta motivado a produzir textos voltados para a sua realidade acadêmica e social, agindo como um protagonista e empregando os recursos e uma linguagem adequados ao tipo e gênero textual requeridos ao contexto fictício que lhe servirá de subsidio à sua formação acadêmica. Dessa forma, as aulas serão ministradas de modo a favorecer a compreensão global sobre o assunto, partindo de uma sugestão temática que leve o aluno a produzir textos com criatividade e autoria, ancorados em um apoio crítico do professor-tutor, que se comportará como um leitor atento dos textos produzidos e postados na plataforma. Os textos produzidos serão corrigidos pelo tutor, sob a orientação do professor supervisor, com comentários que deem ao aluno a oportunidade de reflexão e a análise liguística pela reescrita de texto, privilegiando a manutenção do estilo do autor, sem deixar de considerar as exigências formais requeridas pelo tipo de texto. Serão empregados vídeos, artigos, imagens e textos multimodais para a motivação e apoio da escrita. Por isso, ao longo do módulo, no desenvolvimento das oficinas de leitura e escrita, focalizaremos os gêneros necessários à realização de atividades de reflexão sobre os usos da modalidade padrão da língua. Também serão dadas dicas úteis sobre as novas mudanças advindas do Acordo Ortográfico em Língua Portuguesa, vigente desde o início de 2009. Sendo assim, esperamos que vocês tenham um ótimo aproveitamento em todas as tarefas previstas para esta disciplina e, principalmente, esperamos contribuir com o seu aprimoramento acadêmico e profissional. As autoras. Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 6
  7. 7. Competências linguísticas e midiáticas 7 SUMÁRIO UNIDADE I ..................................................................................................................................... 9 A WEBS@BER ............................................................................................................................ 9 1.EDITAL .............................................................................................................................. 10 2. FICHA DE INSCRIÇÃO....................................................................................................... 18 3. CURRÍCULO...................................................................................................................... 20 4. CARTA DE APRESENTAÇÃO.............................................................................................. 21 5. CARTA.............................................................................................................................. 22 6. OFÍCIO.............................................................................................................................. 23 7. CORREIO ELETRÔNICO..................................................................................................... 26 8. REQUERIMENTO.............................................................................................................. 37 UNIDADE 2 .................................................................................................................................. 38 9. PLANO DE AULA............................................................................................................... 39 10. SLIDES............................................................................................................................ 58 UNIDADE 3 .................................................................................................................................. 94 11. ARTIGO CIENTÍFICO........................................................................................................... 96 12. ARTIGO DE OPINIÃO.......................................................................................................... 97 13. RESUMO ............................................................................................................................ 99 14. NORMAS PARA PUBLICAÇÃO DE ARTIGOS...................................................................... 100 15. BLOG................................................................................................................................ 102 CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................................................ 110 REFERÊNCIAS............................................................................................................................. 112 Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 7
  8. 8. Competências linguísticas e midiáticas 8 Lista de Gêneros Textuais em Destaque 1-Edital 2-Ficha de Inscrição 3-Currículo 4-Carta de Apresentação 5-Carta 6-Ofício 7-Correio Eletrônico 8-Requerimento 9-Plano de Aula 10-Slides 11-Artigo de Opinião 12-Artigo Científico 13-Resumo 14-Normas para Submissão de Artigos 15-Blog Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 8
  9. 9. Competências linguísticas e midiáticas 9 A WEBS@BER UNIDADE I A sociedade atual está impregnada de tecnologia. A escola, como uma instituição social, não mais consegue deter a tecnologia trazida pelos estudantes ou pelas empresas que constroem material instrucional. Daí a educação em todos os seus níveis precisa estar integrada à educação tecnológica, principalmente, com os recursos da informática. Assim, podem- se discutir questões do ensino tendo como ferramenta de suporte o computador e outras mídias. Para que essas discussões sejam percebidas de forma concreta, de modo a relacionar a teoria à prática, tendo como norte as necessárias competências linguísticas aliadas às competências midiáticas, apresentamos a Escola “Webs@ber”: uma instituição de Ensino localizada em uma cidade fictícia, denominada “Netcity”. Por ser uma instituição que acredita na formação integral, a Webs@ber desenhou seu projeto pedagógico considerando o perfil dos alunos que têm como responsabilidade formar. Por isso, atenta aos requisitos essenciais necessários a um educador que possa contribuir para a formação integral Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 9
  10. 10. Competências linguísticas e midiáticas 10 do aluno nela matriculado, lançou um edital na mídia local, com o anúncio de uma seleção de professores para compor o seu corpo docente. O Edital era específico para a seleção de professores para preenchimento de vagas das seguintes áreas de Licenciatura: Geografia, Letras, Artes, Música, Pedagogia, Educação Física. Veja a seguir o Edital da Escola Web@sber- Unidade Netcity: 1.EDITAL EDITAL DE SELEÇÃO Nº 1/2011 SELEÇÃO DE PROFESSORES PARA A ESCOLA WEBS@BER- UNIDADE NETCITY O Diretor da Escola Webs@ber,no uso das atribuições que lhe são conferidas pela legislação vigente, torna pública a realização de Exame de Seleção para admissão de Professores para as disciplinas Geografia, Letras, Artes, Música, Pedagogia, Educação Física, na forma deste Edital. 1. DOS CANDIDATOS 1. Poderão inscrever-se ao Exame de Seleção à Admissão de Professores para a Escola Webs@ber- Unidade Netcity, sob o regime CLT, os portadores de diploma ou certificado de conclusão de curso de licenciatura graduação ou de pós-graduação, processando-se a escolha segundo a titulação e o desempenho em prova prática. 1.2. Somente serão considerados os títulos, graus, diplomas e certificados conferidos na forma da legislação vigente. 2. DOS DOCUMENTOS 2.1. No ato da inscrição o candidato deverá apresentar: a) Carteira de Identidade (cópia); b) Curriculum Vitae, acompanhado de documentos comprobatórios de titulação, experiência de magistério e produção intelectual; Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 10
  11. 11. Competências linguísticas e midiáticas 11 c) Carta de apresentação, com uma síntese do perfil acadêmico, indicando a motivação pessoal e profissional da candidatura á vaga na disciplina pretendida; d) Ficha de Inscrição devidamente preenchida, sem rasuras, com declaração quanto à: título de eleitor com comprovante de quitação com o serviço eleitoral (cópia); quitação com o serviço militar, quando couber (cópia);inscrição no cadastro individual de contribuinte do Ministério da Fazenda (CPF) (cópia); regularidade de permanência no Brasil, se estrangeiro(cópia); disponibilidade de horário para o exercício da docência no local e regime indicados; e) Instrumento de procuração, quando for o caso; 3. DA INSCRIÇÃO 3.1. O candidato fará a inscrição em formulário padrão preenchido e assinado (Anexo III), indicando a disciplina oferecida neste edital, observada a relação desta com a titulação exibida. 3.2. Os locais, o período e os horários estão indicados no Anexo II deste Edital. 4. DA SELEÇÃO 4.1. Será constituída, por ato do Diretor, uma Comissão de Seleção por disciplina, a quem competirá análise dos documentos apresentados pelos candidatos. 4.2 A Seleção constará de três fases: 4.2.1. A 1ª fase, Pré-seletiva, compreende o exame da comprovação de qualificação dos candidatos, feito pela Comissão de Seleção, e a análise da CARTA DE APRESENTAÇÃO, sendo inadmitidos os que não satisfizerem as exigências deste Edital. 4.2.2. A 2ª fase, que compreende a Análise do Curriculum Vitae e da Carta de Apresentação, consistirá na atribuição de pontos pela Comissão de Seleção à titulação, à experiência de magistério e à produção intelectual, devidamente comprovadas, de conformidade com o item 5. 5.4.2.3. A 3ª fase consiste na Prova Didática a que se submetem os primeiros colocados na Análise do Curriculum e Carta de Apresentação que é realizada de acordo com o estabelecido no item 6 ou 7 quando se tratar da área de música. 4.3. Os pontos atribuídos na Análise do Curriculum serão anotados em mapas individuais devidamente assinados pela Comissão de Seleção, gerando a classificação por pontos em cada área do conhecimento. 4.4. Após a classificação de que trata o item anterior, serão convocados os primeiros colocados para submissão à Prova Didática, observada a relação de duas vezes o número de vagas vaga/candidato/disciplina. Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 11
  12. 12. Competências linguísticas e midiáticas 12 4.5. O resultado final será a soma dos pontos da segunda fase e da nota da prova didática. 4.6. A Comissão de Seleção encaminhará à Diretoria Geral da Webs@ber o Relatório Final de Classificação dos candidatos por disciplina em disputa. 4.7. O resultado final será homologado pelo Diretor e publicado no site www.websaber.com.br 5. DA AVALIAÇÃO DO CURRICULUM 5.1 Na avaliação do Curriculum Vitae do candidato serão observados os seguintes critérios de pontuação: a) TITULAÇÃO (até 4,0 pontos): Pós-Doutorado, Doutorado .4 pontos Mestrado 3 pontos Especialização 1 ponto b) EXPERIÊNCIA DE MAGISTÉRIO (até 4,0 pontos) Será atribuído 0,50 ponto por ano completo de exercício comprovado de magistério na área da disciplina, até o máximo de 4,0 pontos. c) PRODUÇÃO INTELECTUAL, CIENTÍFICA E ARTÍSTICA (até 2,0 pontos) Livro publicado: Texto integral .. 0,50 ponto Capítulo ou colaboração ....... 0,20 ponto Trabalho completo em periódico especializado: Periódico internacional ........ 0,35 ponto Periódico nacional ............... 0,30 ponto Periódico regional ou local .. 0,20 ponto Trabalho em Anais:Trabalho completo ... 0,30 ponto Resumo .... 0,20 ponto Artigo em jornal .... 0,05 ponto Partitura musical: Orquestra ... 0,30 ponto Coral ... 0.25 ponto Canto ... 0,20 ponto Arranjo musical: Orquestral ... 0,25 ponto Coral . 0,20 ponto Canto ... 0,15 ponto Coreografia.....0,30 ponto Apresentação de obra artística: Musical....0,10 ponto (até 0,50) Coreográfica....0,20 ponto Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 12
  13. 13. Competências linguísticas e midiáticas 13 5.2. Os pontos atribuídos por titulação não são acumuláveis, considerando-se apenas o de maior valor. 5.3. A experiência de magistério, apesar de cumulativa, não poderá ultrapassar 4,0 (quatro) pontos. 5.4. Não serão atribuídos pontos para os títulos que não estiverem relacionados com as disciplinas que constituem a área de conhecimento pretendida pelo candidato. 5.5. Somente será admitida produção intelectual, científica ou artística, que esteja relacionada com a área de inscrição do candidato e que não constitua peça técnica profissional. 5.6. Os pontos atribuídos à produção intelectual, científica ou artística, são acumuláveis até 2,0 (dois); 5.7. Na hipótese de igualdade de pontos na avaliação do Curriculum Vitae e da Carta de Apresentação, os critérios de desempate serão, sucessivamente, os seguintes: maior experiência no magistério; título de maior valor;maior quantidade de pontos no item produção intelectual; maior número de aprovações em concurso para cargo compatível com a área do conhecimento; maior tempo de experiência em função, cargo ou emprego da Administração relativa à área de conhecimento do candidato. 5.8. O resultado da avaliação do Curriculum Vitae e Carta de Apresentação (vide anexo II) será publicado no portal da Webs@ber e afixado no quadro de avisos da Unidade Netcity, para a qual são oferecidas as vagas. 6. DA PROVA DIDÁTICA (EXCETO MÚSICA) 6.1. A prova prática consistirá em aula ministrada perante Banca formada por 3 (três) integrantes, designados pelo Diretor da Unidade, e versará sobre tema relacionado à disciplina para a qual é oferecida a vaga, escolhido por meio de sorteio. 6.2. Para a realização da prova didática proceder-se-á da maneira seguinte: a) O assunto da aula será sorteado de uma lista de 10 pontos elaborada para cada disciplina será o mesmo para todos os candidatos. b) O sorteio da ordem de apresentação dos candidatos será feito logo após a escolha do assunto. 6.3. As datas dos sorteios e da realização da prova prática(vide anexo II) serão fixadas no portal da Webs@ber e afixado no quadro de avisos da Unidade Netcity, juntamente com a divulgação do resultado da segunda fase. Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 13
  14. 14. Competências linguísticas e midiáticas 14 6.4. Em caso de não preenchimento das vagas, poderão ser chamados a se submeterem à Prova Didática a candidatos subsequentes na ordem de classificação da 2ª fase da mesma disciplina ou, se necessário, de áreas afins. 6.5. É vedado ao candidato assistir às aulas dos demais concorrentes. 6.6. Na avaliação do candidato serão observados os seguintes aspectos: a) domínio do conteúdo ........................ de 0 a 4 pontos b) organização da aula .......................... de 0 a 2 pontos c) desenvolvimento da aula .................... de 0 a 2 pontos d) correção e adequação da linguagem ...de 0 a 2 pontos 6.7. A nota de cada examinador para a prova prática corresponderá à soma dos pontos atribuídos a cada um dos aspectos expressos no item anterior 6.8. A nota final da Prova Prática será a média aritmética simples das notas dos examinadores. 6.9.Será eliminado o candidato cuja nota final da prova prática for inferior a 6, 0 (seis). 6.10. No caso de não haver candidatos aprovados em número suficiente para preenchimento das vagas, serão convocados para nova prova os candidatos subseqüentes, respeitada rigorosamente a ordem de classificação, da 2ª fase. 6.11. A prova prática será realizada no local de inscrição. 7. DA PROVA PRÁTICA DE MÚSICA 7.1. A prova prática de música será realizada perante Banca formada por 3 (três) integrantes, designados pelo Diretor da Unidade. 7.2. A realização da prova consistirá em execução, acompanhada de aula expositiva, de peças constantes do seguinte repertório: 1 peça de livre escolha; 1peça de choro ou mpb, 1 de bossa nova, 1 de salsa e 1 de jazz, com improvisação em todas elas; A aula expositiva versará sobre a interpretação do repertório executado e sobre a interpretação, o estilo, a harmonia e a improvisação utilizada pelo candidato. 7.3. Os candidatos de guitarra e baixo elétrico deverão levar seus próprios instrumentos. 8. DAS VAGAS 8.1. As vagas para contratação de professores são as que constam do Anexo I deste Edital. 8.2. A admissão dos selecionados será feita, no prazo de validade da seleção, na medida das necessidades dos Cursos e respeitada a ordem de classificação. Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 14
  15. 15. Competências linguísticas e midiáticas 15 8.3. O prazo do contrato será definido de acordo com a necessidade das atividades docentes, resguardados os direitos assegurados pela CLT. 8.4. Preenchidas as vagas, os demais candidatos classificados poderão ser convocados para lecionar disciplinas de outras áreas afins, no interesse da Unidade, respeitadas a afinidade e a ordem de classificação. 8.5. A discordância do candidato com a convocação de que trata o item anterior autoriza a Webs@ber a convocar, para contratação imediata, o que o seguir na ordem de classificação. 9. DA REMUNERAÇÃO E DA CARGA HORÁRIA 9.1. A remuneração inicial do cargo de Professor-20h, nível PH2, é de R$ 3 240,16 acrescido de 20% de regência; 9.2 A carga horária dos ocupantes do cargo de Professor é de 20 (vinte) horas semanais, incluindo as horas/atividade para programação e preparo do trabalho didático, de colaboração e participação em projetos e ações desenvolvidas pela escola e aperfeiçoamento profissional. 10 DOS RECURSOS 10.1. Somente será admitido recurso para impugnar erro de procedimento ou para efeito de recontagem de pontos. 10.2. O recurso, expostas as razões que o ensejam, será interposto no prazo decadencial de 24 (vinte e quatro)horas, após a publicação do resultado ou do conhecimento do fato ou ato impugnado, dirigido à Comissão de Seleção. 11. DISPOSIÇÕES FINAIS 11.1. A comissão de Seleção será constituída por 3 membros do quadro da Webs@ber 11.2. O prazo de validade da seleção é de 6 (seis) meses, contado da homologação do resultado. 11.3. A inscrição obriga os candidatos a todos os termos deste edital; 11.4. A constatação, a qualquer tempo, de informação falsa na ficha de inscrição ou na documentação correspondente, faz nulo todo o procedimento em relação ao candidato, inclusive a contratação, sem prejuízo das demais providências cabíveis. 11.5. Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão de Seleção. Gabinete do Diretor da Webs@ber Unidade Netcity, em NetCity, Rua Virtual, S/N. Sala 01 CEP: 1234-012 Tel.(00) 321- 0123 www.websaber.com.br Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 15
  16. 16. Competências linguísticas e midiáticas 16 ANEXO I Cargo Nível de Atuação Componentes Curriculares n. vagas Titulação/Requisitos Atividades Básicas Carga Horária Semanal Vencimento Inicial R$ Professor Educação Infantil 8 Curso de Graduação de Licenciatura Plena Completo com habilitação em Educação Infantil,ou Curso de Magistério do Ensino Médio Completo, com habilitação na Pré- Escola, de acordo com a legislação pertinente e de Curso de Graduação de Licenciatura Plena Completo. Regência de Classe de Educação Infantil 20 h/a R$ 3 240,16 acrescido de 20% de regência; Professor Anos Iniciais do Ensino Fundamen tal – 1º ao 5º ano Pedagogia 10 Curso de Graduação de Licenciatura Plena Completo com habilitação nas séries iniciais do Ensino Fundamental, ou Curso de Magistério do Ensino Médio Completo, acrescido de Curso de Graduação de Licenciatura Plena Completo. Regência de Classe nos anos iniciais do Ensino Fundamental 20 h/a R$ 3240,16 acrescido de 20% de regência; Professor Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamen tal – 1º ao 9º ano Artes Visuais 3 Curso de Graduação de Licenciatura Plena Completo com habilitação específica na área de atuação. Regência de Classe nos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental 20 h/a R$ 3 240,16 acrescido de 20% de regência; Professor Anos Finais do Ensino Fundamen tal – 6º ao 9º ano Biologia 5 Curso de Graduação de Licenciatura Plena Completo com habilitação específica na área de atuação. Regência de Classe nos anos finais do Ensino Fundamental 20 h/a R$ 3 240,16 acrescido de 20% de regência; Professor Anos Finais do Ensino Fundamen tal – 6º ao 9º ano Letras 7 Curso de Graduação de Licenciatura Plena Completo com habilitação específica na área de atuação. Regência de Classe nos anos finais do Ensino Fundamental 20 h/a R$ 3 240,16 acrescido de 20% de regência; Professor Anos Finais do Ensino Fundamen tal – 6º ao 9º ano Geografia 3 Curso de Graduação de Licenciatura Plena Completo com habilitação específica na área de atuação. Regência de Classe nos anos finais do Ensino Fundamental 20 h/a R$ 3240,16 acrescido de 20% de regência; Professor Anos Finais do Ensino Educação Física 4 Curso de Graduação de Licenciatura Plena Completo com Regência de Classe nos anos finais 20 h/a R$ 3 240,16 acrescido de 20% de Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 16
  17. 17. Competências linguísticas e midiáticas 17 Fundamen tal – 6º ao 9º ano habilitação específica na área de atuação. do Ensino Fundamental regência; ANEXO II DATAS DAS FASES DO PROCESSO DE RECRUTAMENTO E SELEÇÃO E LOCAIS DE REALIZAÇÃO DAS INSCRIÇÕES: FASES DATAS HORÁRIO LOCAIS INSCRIÇÃO De 8 a 20 de março de 2010 Das 8h às 12h E das 14h às 18h Site: www.websaber.com.br Pessoalmente: Rua Virtual, S/N. Sala 02 Unidade Webs@ber NetCity. Pré seleção e análise de curiculum e da Carta de Apresentação De 21 a 30 de março de 2010. Sorteio da prova didática 01 de abril de 2010 8h Rua Virtual, S/N. Sala 03 Unidade Webesaber NetCity.. Prova didática 02 de abril de 2010 Das 8h às 12h e das 14h às 18h Rua Virtual, S/N. Salas 02, 03, 04, 05, 06 e 07, Unidade Webs@ber NetCity. Resultado Provisório 05 de abril de 2010 Das 8h às 12h e das 14h às 18h Site: www.websaber.com.br Pessoalmente: Rua Virtual, S/N. Sala 02 Unidade Webs@ber NetCity. Recursos De 05 a 10 de abril Das 8h às 12h e das 14h às 18h Site: www.websaber.com.br Pessoalmente: Rua Virtual, S/N. Sala 02 Unidade Webs@ber NetCity. Resultado Final 20 de Abril A partir das 8h Site: www.websaber.com.br Pessoalmente: Rua Virtual, S/N. Sala 02 Unidade Webs@ber NetCity. Webs@ber Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 17
  18. 18. Competências linguísticas e midiáticas 18 Anexo III 2. FICHA DE INSCRIÇÃO Processo de Seleção de Professor Nome do candidato: Endereço: Cidade: UF CEP: Telefones - Residencial:( _) Celular: ( _ ) E-mail: Marque a disciplina para a qual se candidata: ( ) Biologia ( ) Letras ( ) Artes Visuais ( ) Pedagogia ( ) Educação Física Indique quais dos documentos requeridos, incluindo esta ficha de inscrição preenchida, estão sendo entregues, no ato da inscrição, conforme o Edital 01/10. ( ) Carteira de Identidade (cópia); ( ) Curriculum Vitae, acompanhado de documentos comprobatórios de titulação, experiência de magistério e produção intelectual; ( ) Carta de apresentação, com uma síntese do perfil acadêmico, indicando a motivação pessoal e profissional da candidatura á vaga na disciplina pretendida; ( ) Ficha de Inscrição devidamente preenchida, disponível no Anexo III e no endereço eletrônico www.websaber.com.br; ( ) título de eleitor com comprovante de quitação com o serviço eleitoral (cópia); ( ) quitação com o serviço militar, quando couber (cópia); ( ) inscrição no cadastro individual de contribuinte do Ministério da Fazenda (CPF) (cópia); ( ) regularidade de permanência no Brasil, se estrangeiro(cópia); ( ) disponibilidade de horário para o exercício da docência no local e regime indicados; ( ) Instrumento de procuração, quando for o caso ( ) Declaro que sou portador de necessidades especiais, minha necessidade para o trabalho nessa função é de . Assinatura do(a) Candidato(a): Local e Data: Netcity, de _de 2010. Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 18
  19. 19. Competências linguísticas e midiáticas 19 Webs@ber Unidade Netcity, NetCity, Rua Virtual, S/N. CEP: 1234-012 Telefax.(00) 321-0123 www.websaber.com.br O edital despertou um interesse na comunidade, pois a Webs@ber é uma escola conceituada e considerada pelos profissionais da educação como um excelente local de trabalho, uma vez que é uma instituição preocupada com a realidade e os novos paradigmas educacionais do mundo atual. Essa concepção e forma de compreender a educação exigem a formação de professores cada vez mais abrangente, e ainda, que sejam, sobretudo, comunicadores, que saibam fazer uso de sua língua com adequação para compreender e fazer-se compreender. Muitos educadores visitaram o portal da escola e procuraram se candidatar ao processo. Para tal, leram com atenção o Edital 01/11. Como vocês perceberam, o Edital indica um caminho para a efetivação da inscrição. Releia esse documento e responda às seguintes questões: 1- Quem está habilitado a se candidatar a uma vaga na Webs@ber? 2- Qual o regime de contratação de que dispõe o Edital 01/11 e por qual período? 3- Um professor de nacionalidade estrangeira poderá se inscrever? Sob que condição? 4- Qual a condição para a inscrição ser realizada por terceiros? 5- Em caso de empate na avaliação do Curriculum Vitae e Carta de Apresentação, quem terá prioridade? Para aqueles que julgaram preencher os requisitos, o primeiro passo, após lerem com atenção o Edital, foi preencher a ficha de inscrição, constante no Anexo III do Edital. Suponha que você tenha sido um desses professores, e, dentro da especificidade de sua disciplina, preencha a ficha indicada. Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 19
  20. 20. Um Currículo bem elaborado deve: • Ter objetividade: no máximo duas páginas, para que não perca sua praticidade. Dispor as informações de forma clara e objetiva. • Ter Boa Apresentação: Evite efeitos especiais; o ideal é imprimi-lo em uma impressora de qualidade e em papel branco. • Ter Concisão e Clareza: discorra de maneira objetiva sobre os resultados obtidos ao longo da carreira, evitando mencionar seus hobbies ou informações de caráter pessoal. • Apresentar Padrão Culto de Linguagem: observar a regra da gramática formal e empregar um vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma. Competências linguísticas e midiáticas 20 Outro requisito para a inscrição é a entrega do Curriculum Vitae e de uma Carta de Apresentação. Esses gêneros textuais são bastante usados nas relações de trabalho. Por isso é importante que você conheça um pouco sobre cada um deles. 3. CURRÍCULO É o documento informativo de apresentação, elaborado por uma pessoa em seu próprio interesse, quando da procura ou solicitação de emprego. Tem como finalidade fornecer dados pessoais e informações quanto à educação, experiência, interesses especiais, objetivos específicos e planos de trabalho. Também utilizado em outras situações como, por exemplo, trabalhos enviados a congressos, simpósios, apresentação de conferencistas, atividades públicas para comprovar as qualificações, obras de caráter técnico-científico ou literário para se poder avaliar o autor. Não há uma ordem rígida a ser observada na elaboração. O objetivo é permitir maior uniformidade na apresentação dos dados e facilitar a tarefa dos que devem analisar os elementos fornecidos. ESTRUTURA DO CURRÍCULO 1. Dados pessoais: nome, local e data de nascimento, nacionalidade, filiação, endereço, email, telefone, estado civil, documentos. 2. Objetivo: escreva uma frase, com o verbo no infinitivo, informando o que você deseja fazer na empresa, a que cargo se candidata. Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 20
  21. 21. Competências linguísticas e midiáticas 21 3. Posicionamento profissional: Ex.: “secretária executiva bilíngue, com 15 anos de experiência”. 4. Experiência profissional: o que sabe fazer. 5. Relação dos três últimos empregos. 6. Formação acadêmica e cursos de extensão. (Incluir também conhecimento de informática). 7. Idiomas: descreva também o grau de fluência. 8. Local e data. 9. Assinatura 10. No caso de mais de uma página, todas deverão ser numeradas. 4. CARTA DE APRESENTAÇÃO A carta de apresentação é uma prévia do candidato, em termos pessoais e profissionais. Ela pode ter as seguintes funções: 1. como APRESENTAÇÃO FORMAL na entrega do currículo em mãos, ou mesmo via postal, o meio mais utilizado no passado. 2. uma FERRAMENTA DE MARKETING, visando despertar o interesse pela seleção e leitura do seu currículo, bastante necessário hoje em dia, diante da grande quantidade dos mesmos recebidos por uma empresa, através do meio eletrônico (e-mail). Ou seja, a Carta de Apresentação é tão importante quanto o currículo. Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 21
  22. 22. Algumas Dicas para redigir uma carta de apresentação Seja breve, a sua carta de apresentação não deve ultrapassar mais do que 3 ou 4 parágrafos. Use papel de qualidade, branco ou claro (mesmo tipo de papel que usou para imprimir o CV). Utilize papel branco A4 e tinta azul ou preta. Procure acima de tudo transmitir uma imagem sóbria e profissional Mantenha um tom formal. Mas seja claro, evite frases muito confusas, que dificultem a compreensão das idéias base. Atenção com a linguagem! Erros de gramática e acentuação na carta são imperdoáveis! Se estiver com dúvidas, consulte um dicionário ou tente encontrar ajuda em sites online. Opte sempre por uma linguagem formal, mas sem ser muito exagerado. A Carta de Apresentação deve ser dirigida a alguém em particular (evite frases como "Exmo/a Senhor/a"). Deve tentar descobrir o nome da pessoa com poder para contratar. Se não for possível, pode endereçar a carta a um título ou ao departamento de Recursos Humanos. Nunca ocupe mais de uma página para escrever a Carta de Apresentação. Faça a sua apresentação no primeiro parágrafo. Explique, por que motivo envia o seu Curriculum Vitae (resposta a anúncio, candidatura espontânea, neste caso indique a área em que gostaria de trabalhar). No segundo parágrafo da carta de apresentação, deve justificar por que selecionou aquela empresa. Mostre que conhece a empresa e o setor de atuação. Aproveite o terceiro parágrafo para valorizar as suas competências e objetivos. Apresente argumentos que criem interesse para a realização de uma entrevista. Termine a carta de apresentação de uma forma cordial. Aproveite a entrevista para que possa falar Competências linguísticas e midiáticas 22 Muitas vezes, sem ela, o currículo é enviado em vão. A carta de apresentação é um gênero textual empregado no universo acadêmico e de trabalho, mas além desse gênero também temos outros, como bilhete, e-mail, carta pessoal, carta do leitor e a carta ao leitor, carta aberta, comunicado, aviso, circular, manifesto, carta argumentativa, memorando, requerimento, dentre outros. Esses gêneros possuem uma característica comum, contudo, trazem a sua especificidade na estrutura e no conteúdo, de acordo com a sua natureza e função sócio comunicativa. Vejamos alguns exemplos: 5. CARTA Forma de correspondência com personalidade pública ou particular, utilizada para fazer solicitações, convites, externar agradecimentos ou transmitir informações. ESTRUTURA DA CARTA TÍTULO: Carta (a letra inicial em maiúscula e o restante em minúsculas), com alinhamento à esquerda, seguido de número, ano e sigla da unidade organizacional e da instituição. LOCAL E DATA: Por extenso. DESTINATÁRIO: De acordo com as regras de forma de tratamento, nome e endereço. VOCATIVO: Que invoca o destinatário, seguido de vírgula. TEXTO: Desenvolvimento do assunto, sendo que, com exceção do fecho, todos os demais parágrafos devem ser numerados. de umaJfaonrmaíanamdaeisAaqburaingeFneterraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya daquilo que anteriormente tenha exposto. 22
  23. 23. Competências linguísticas e midiáticas 23 FECHO: Atenciosamente ou Respeitosamente, conforme o caso. ASSINATURA: Titular da unidade organizacional. 6. OFÍCIO Correspondência oficial externa usada pelas autoridades públicas para tratar de assuntos de serviço ou de interesse da Administração Pública. O Ofício Circular deverá ser utilizado quando a informação for dirigida, simultaneamente, a diversos destinatários. O Ofício Conjunto será utilizado quando elaborado por mais de uma unidade organizacional. ESTRUTURA DO OFÍCIO TÍTULO: Ofício, Ofício Circular ou Ofício Conjunto (as letras iniciais em maiúsculas e o restante em minúsculas), com alinhamento à esquerda, seguido de número, ano, sigla da unidade organizacional e da instituição. LOCAL E DATA: Por extenso. DESTINATÁRIO: Tratamento e designativo do nome civil do destinatário, sempre que conhecido e confirmado, do cargo ou função ocupado, seguidos da instituição e do endereço. ASSUNTO: Resumo do teor do ofício. VOCATIVO: Invoca o destinatário, seguido de vírgula. TEXTO: Desenvolvimento do assunto, sendo que, com exceção do fecho, todos os demais parágrafos devem ser numerados. FECHO: Respeitosamente ou Atenciosamente, conforme o caso. ASSINATURA: Titular da unidade organizacional. OBSERVAÇÃO: O modelo de ofício da Procuradoria-Geral da ANA segue as normas da Advocacia-Geral da União - AGU. O ofício também pode ser usado para tratar de assuntos com particulares. Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 23
  24. 24. Competências linguísticas e midiáticas 24 Com o advento da Internet, alguns gêneros emergentes têm se destacado: 1. e-mail (correio eletrônico na forma com formas de produção típicas). Inicialmente um serviço (electronic mail), resultou num gênero (surgiu em 1972/3 nos EUA). 2. bate-papo virtual em aberto (room-chat) (inúmeras pessoas interagindo simultaneamente). Surgiu como IRC na Finlâdia em 1988. 3. bate-papo virtual reservado (chat) (variante dos room-chats do tipo (2), mas com as falas acessíveis apenas aos dois selecionados, embora vendo todos os demais em aberto). 4. bate-papo agendado (ICQ) (variante de (3), mas com a característica de ter sido agendado e oferecer a possibilidade demais recursos tecnológicos na recepção e envio de arquivos). 5. bate-papo virtual em salas privadas (sala privada com apenas os dois parceiros de diálogo presentes). Uma espécie de variação dos bate-papos de tipo (2). 6. entrevista com convidado (forma de diálogo com perguntas e respostas num esquema diferente do que os dois anteriores). 7. aula virtual (interações com número limitado de alunos tanto no formato de e-mail ou de arquivos hipertextuais com tema definido em contatos geralmente assíncronos). 8. bate-papo educacional (interações síncronas no estilo dos chats com finalidade educacional, geralmente para tirar dúvidas, dar atendimento pessoal ou em grupo e com temas prévios). 9. vídeo-conferência interativa (realizada por computador e similar a uma interação face a face; uso da voz pela rede de telefonia ou a cabo) 10. lista de discussão (grupo de pessoas com interesses específicos, que se comunicam em geral de forma assíncrona, mediada por um responsável que organiza as mensagens e eventualmente faz triagens). Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 24
  25. 25. Competências linguísticas e midiáticas 25 11. Endereço eletrônico (o endereço eletrônico seja o pessoal para e-mail ou para a home-page tem hoje características típicas e é um gênero). GÊNEROS TEXTUAIS EMERGENTES NA MÍDIA VIRTUAL SUAS CONTRAPARTES EM GÊNEROS PRÉ-EXISTENTES Gêneros emergentes Gêneros já existentes 1 E-mail Carta pessoal // bilhete // correio 2 Bate-papo virtual em aberto Conversações (em grupos abertos) 3. Bate papo virtual reservado Conversações duais (casuais) 4 Bate-papo ICQ (agendado) Encontros pessoais (agendados) 5 Bate-papo virtual em salas privadas Conversações (fechadas) 6 Entrevista com convidado Entrevista com pessoa convidada 7 Aula virtual Aulas presenciais 8 Bate-papo educacional (Aula participativa e interativa) 9 Vídeo-conferência Reunião de grupo/ conferência / debate 10 Lista de discussão Circulares/ séries de circulares 11 Endereço eletrônico Endereço postal Fonte: Marcuschi, Luiz Antônio- Gêneros Textuais Emergentes no Contexto da Tecnologia Digital- Universidade Federal de Pernambuco. In: http://bbs.metalink.com.br/~lcoscarelli/GEMarcGTE.doc. Segundo Marcuschi, entre os mais praticados estão os e-mails, bate- papos virtuais e listas de discussão. Hoje começam a se popularizar também as aulas virtuais no contexto do ensino a distância. Em todos esses gêneros a comunicação se dá pela linguagem escrita. Como veremos, esta escrita tende a certa informalidade e a uma menor monitoração e cobrança pela fluidez do meio e pela rapidez do tempo. É muito importante que você reconheça as formas de tratamento necessárias a cada interlocutor desses textos. Assim como é fundamental que, para desenvolver sua competência comunicativa, empregando os recursos da Internet, você aprenda as regras de etiqueta- A Netqueta- para se comunicar com segurança e com a formalidade exigida em cada situação, considerando o Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 25
  26. 26. Competências linguísticas e midiáticas 26 seu interlocutor e a natureza do texto que está produzindo, seja ele oral ou escrito. 7. CORREIO ELETRÔNICO Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio eletrônico tenha valor documental e possa ser aceita como documento original, é necessário existir certificação digital, que ateste a identidade do remetente, na forma estabelecida em lei. O campo assunto do formulário de correio eletrônico deve ser preenchido de modo a facilitar a organização documental, tanto do destinatário quanto do remetente. Para os arquivos anexados à mensagem, deve ser utilizado, preferencialmente, o formato Rich Text. A mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas sobre seu conteúdo. Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de confirmação de leitura. Caso não seja disponível, deve constar da mensagem pedido de confirmação de recebimento. ESTRUTURA DO CORREIO ELETRÔNICO Não há estrutura definida para e-mail, entretanto, deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial. NETIQUETA Netiqueta é a etiqueta que se recomenda observar na internet. A palavra pode ser considerada como uma gíria, decorrente da fusão de duas palavras: o termo inglês net (que significa "rede") e o termo "etiqueta" (conjunto de normas de conduta sociais). Trata-se de um conjunto de recomendações para evitar mal-entendidos em comunicações via internet, Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 26
  27. 27. Competências linguísticas e midiáticas 27 especialmente em e-mails, chats, listas de discussão, etc. Serve, também, para regrar condutas em situações específicas (por exemplo, ao colocar-se a resenha de um livro na internet, informar que naquele texto existem spoilers; citar nome do site, do autor de um texto transcrito, etc.). Atente para o fato de que estas regras de etiqueta aplicadas à internet não são oficiais, nem estão documentadas em nenhum lugar. A compilação das normas a seguir está sendo escrita e expandida de forma colaborativa e voluntária, pelos próprios usuários da internet. Deste conjunto de normas de conduta online, podemos destacar algumas: Evitar enviar mensagens EXCLUSIVAMENTE EM MAIÚSCULAS ou grifos exagerados ou em HTML. Se bem empregadas, as maiúsculas podem ajudar a destacar, mas em excesso, a prática é compreendida como se você estivesse gritando, podendo causar irritação ou fazer com que o interlocutor se sinta ofendido. HTML aumenta substancialmente o tamanho das mensagens, o que impacta desnecessariamente o uso da largura de banda nos servidores. De maneira geral, procure não usar recursos de edição de texto, como cores, tamanho da fonte, tags especiais, entre outras, em excesso. Use-os, como explicado no item anterior, para destacar palavras e expressões importantes. Nunca para dar destaque injustificado à mensagem como um todo (mesmo que sua mensagem possua apenas três palavras). Respeite para ser respeitado e trate os outros como você gostaria de ser tratado. Lembre-se que dialogar com alguém mediado pelo computador não faz com que você seja imune às regras comuns da nossa sociedade, por exemplo, o respeito para com o próximo. Mesmo por intermédio de uma máquina, você está conversando com uma pessoa, assim como você. Não diga a essa pessoa o que você não gostaria de ouvir. Use sempre a força das ideias e dos argumentos. Nunca responda com palavrões, mesmo que usem de grosseria contra você. Afinal, pessoas inteligentes privilegiam os argumentos contra a falta deles. Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 27
  28. 28. Competências linguísticas e midiáticas 28 Apesar de compartilhar apenas virtualmente um ambiente, ninguém é obrigado a suportar ofensas e má-educação. Caso alguém insista nessas práticas, ignore-o. Evite enviar mensagens curtas em várias linhas. Além de ser maléfico à rede como um todo, causa bastante irritação. Escreva uma frase completa e envie! Em fóruns e listas de discussão, procure expressar-se claramente. Explique o problema com o máximo de informação que puder. Tente manter- se no contexto da discussão. Os fóruns são separados por tópicos, procure postar no tópico que mais convier à sua pergunta. Evite sempre mensagens do estilo "Me ajudem, por favor!", "Ajuda aqui!", "Vou jogar essa coisa fora" ou frases similares. Caso escreva um texto muito longo, deixe uma linha em branco em algumas partes do texto, paragrafando-o. Dessa maneira, o texto ficará mais organizado e fácil de ler. Dependendo do destinatário de seu texto, evitar o uso de acrônimos e do internetês, ou, pelo menos, reduzir a utilização deles. Preste atenção no que você escreve. É possível que, em alguns dias, nem você mesmo saiba o que havia escrito. Ninguém é obrigado a usar a norma culta, mas use um mínimo de pontuação. Ler um texto sem pontuação, principalmente quando ele é grande, gera desconforto e, além disso, as chances de ele ser mal interpretado são muitas. Quando você estiver perguntando, provavelmente é porque precisa de ajuda em algo, então aja como tal. Evite ser arrogante ou inconveniente. Não copie textos de sites ou qualquer outra fonte que possua conteúdo protegido por registro e que não permita cópias e, sempre, mesmo com autorização de cópia, cite as fontes quando utilizá-las. Enquanto estiver numa conversa em programas de mensagem instantânea, nunca corte (interrompa) o assunto tratado pela outra pessoa. Isso é extremamente desagradável. Se a pessoa enviar uma mensagem e você enviar outra completamente diferente, ela ficará sem saber se você leu ou Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 28
  29. 29. Competências linguísticas e midiáticas 29 ignorou a mensagem que ela enviou. Pelo menos escreva algo para confirmar que leu a mensagem. Ainda sobre conversas em programas de mensagem instantânea, evite ao máximo usar emoticons de letras, palavras e coisas do gênero. Isso torna a leitura das mensagens muito difícil e confusa, devido ao tempo que precisamos esperar para que esses emoticons sejam carregados e à irregularidade nos tamanhos e cores. Emoticons expressam emoções e não palavras. Procure usá-los fora das mensagens escritas. Há messengers que possuem a funcionalidade de se autodeterminar um status ou estado como away ou ausente. Procure usar esta ferramenta, enquanto você estiver online, mas fora do computador, para evitar que seus contatos conversem com você e tenham de aguardar horas pela sua resposta. Não envie uma mensagem supondo que a outra pessoa a entenda da forma como você a escreveu. Pode ser que ela entenda de forma diferente. Uma mensagem escrita nunca ficará tão clara quanto um conjunto de palavras faladas. Procure ser o mais claro possível para não gerar nenhuma confusão. Ao encaminhar um e-mail que recebeu, por exemplo, os típicos e- mails humorísticos, que percorrem grupos sociais diversos através de divulgação por listas de contatos gigantes, remova os e-mails presentes, das outras pessoas. Procure escrever os seus destinatários no campo "BCC" ou "CCO" em vez do campo "Para". Este campo esconde os endereços dos destinatários. Todos irão receber, mas ninguém, além de você, saberá quem mais recebeu a sua mensagem. Ao não fazer o recomendado acima, você está contribuindo para o spam com e-mails dos seus próprios conhecidos. Os endereços de e-mail acumulados serão "pescados", quer por parte dos destinatários, quer por empresas específicas existentes na Net, cuja função é acumular contatos de e-mail para envio de propaganda não solicitada ou phishing. Antes de fazer uma pergunta, pense na possibilidade de que sua dúvida já tenha sido solucionada por alguém, procure em fóruns e até mesmo em sites de busca como o Google. Caso não encontre, poste suas mensagens, pois sempre haverá algum usuário na internet para lhe ajudar. Mas não espere que a resposta seja imediata. As pessoas estão dispostas a ajudar, mas elas Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 29
  30. 30. Competências linguísticas e midiáticas 30 têm responsabilidades e tarefas a cumprir no dia a dia, ficando o acesso aos fóruns e comunidades em segundo plano. Seja paciente! Post-ups (ato de postar em um determinado tópico com o intuito de elevá-lo ao topo da lista de tópicos) geralmente são feitos para destacar injustificadamente tópicos em fóruns e comunidades virtuais. Procure evitar essa prática. É extremamente injusto fazer post-ups, pois faz com que os demais tópicos sejam levados cada vez mais para baixo na lista de tópicos, diminuindo a probabilidade de resposta a eles. Não seja egoísta. Aguarde a resposta às suas perguntas como todos os usuários de sua comunidade virtual ou fórum: sendo paciente. Se você estiver do outro lado, ou seja, respondendo às dúvidas dos usuários, seja humilde e só responda às dúvidas se realmente estiver interessado em ajudar. Respostas como "www.google.com.br", "procura na net" ou "larga de ser preguiçoso" não ajudam em nada. Procure responder acrescentando algo útil, que possa enriquecer o conhecimento coletivo. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Netiqueta Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 30
  31. 31. Competências linguísticas e midiáticas 31 Veja agora as formas de tratamento Autoridades Universitárias Cargo ou Função Por Extenso Abreviatura Singular Abreviatura Plural Vocativo Endereçamento Reitores Vossa Magnificênc ia ou Vossa Excelência V. Mag.ª ou V. Maga. V. Exa. ou V. Ex.ª V. Mag.as ou V. Magas. ou as V.Ex. ou V.Exas. Magnífico Reitor ou Excelentíssi mo Senhor Reitor Ao Magnífico Reitor ou Ao Excelentíssimo Senhor Reitor Nome Cargo Endereço Vice-Reitores Vossa Excelência V.Ex.ª, ou V.Exa. as V.Ex. ou V. Exas. Excelentíssi mo Senhor Vice-Reitor Ao Excelentíssimo Senhor Vice-Reitor Nome Cargo Endereço Assessores Pró-Reitores Diretores Coord. de Departamento Vossa Senhoria V.S.ª ou V.Sa. V.S.as ou V.Sas. Senhor + cargo Ao Senhor Nome Cargo Endereço Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 31
  32. 32. Competências linguísticas e midiáticas 32 Autoridades Judiciárias Cargo ou Função Por Extenso Abreviatura Singular Abrevia- tura Plural Vocativo Endereçamento Auditores Curadores Defensores Públicos Desembarga dores Membros de Tribunais Presidentes de Tribunais Procuradores Promotores Vossa Excelência V.Ex.ª ou V. Exa. V.Ex.as ou V. Exas. Excelentís- simo Senhor + cargo Ao Excelentíssimo Senhor Nome Cargo Endereço Juízes de Direito Meritís- simo Juiz ou Vossa Excelência M.Juiz ou V.Ex.ª, V. Exas. a s V.Ex. Meritíssimo Senhor Juiz ou Excelentís- simo Senhor Juiz Ao Meritíssimo Senhor Juiz ou Ao Excelentíssimo Senhor Juiz Nome Cargo Endereço Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 32
  33. 33. Competências linguísticas e midiáticas 33 Autoridades Militares Cargo ou Função Por Extenso Abreviatura Singular Abrevia- tura Plural Vocativo Endereçamento Arcebispos Vossa Excelência Reverendís- sima V.Ex.ª Rev.ma ou V. Exa. Revma. a s V.Ex. m a s Rev. ou V. Exas. Revma s. Excelentís- simo Reverendís- ssimo A Sua Excelência Reverendíssima Nome Cargo Endereço Bispos Vossa Excelência Reverendí ssima V.Ex.ª Rev.ma ou V. Exa. Revma. V.Ex. a s m a s Rev. ou V. Exas. Revma s. Excelentís- simo Reverendís- simo A Sua Excelência Reverendíssima Nome Cargo Endereço Cardeais Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendís- sima V.Em.ª, V. Ema. ou V.Em.ª Rev.ma , V. Ema. Revma. a s V.Em. , V. Ema s. ou a s V.Em m a s Rev. ou V. Emas. Revma s. Eminentís- simo Reverendís- simo ou Eminentís- simo Senhor Cardeal A Sua Eminência Reverendíssima Nome Cargo Endereço Cônegos Vossa Reverendís- sima V. Rev.ma ou V. Revma. V. Rev.mas V. Revmas. Reverendís- simo Cônego Ao Reverendíssimo Cônego Nome Cargo Frades Vossa Reverendís- sima V. Rev.ma ou V. Revma. mas V. Rev. ou V. Revma s. Reverendís- simo Frade Ao Reverendíssimo Frade Nome Cargo Endereço Freiras Vossa Reverendís- sima V. Rev.ma ou V. Revma. mas V. Rev. ou V. Revma s. Reverendí ssimo Irmã A Reverendíssima Irmã Nome Cargo Endereço Monsenho- res Vossa Reverendís- sima ma V. Rev. ou V. Revma. V. Rev.mas ou V. Revmas . Reverendís- simo Monsenhor Ao Reverendíssimo Monsenhor Nome Cargo Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 33
  34. 34. Competências linguísticas e midiáticas 34 Endereço Papa Vossa Santidade V.S. - Santíssimo Padre A Sua Santidade o Papa Sacerdotes em geral e pastores Vossa Reverendís- sima V. Rev.ma ou V. Revma. mas V. Rev. ou V. Revmas. Reverendo Padre / Pastor Ao Reverendíssimo Padre / Pastor ou Ao Reverendo Padre / Pastor Nome Cargo Endereço Autoridades Monárquicas Cargo ou Função Por Extenso Abreviatura Singular Abreviatura Plural Vocativo Endereçamento Arquiduques Vossa Alteza V.A. VV. AA. Serenís- simo + Título A Sua Alteza Real Nome Cargo Endereço Duques Vossa Alteza V.A. VV. AA. Serenís- simo + Título A Sua Alteza Real Nome Cargo Endereço Imperadores Vossa Majestade V.M. VV. MM. Majestade A Sua Majestade Nome Cargo Endereço Príncipes Vossa Alteza V.A. VV. AA. Serenís- simo + Título A Sua Alteza Real Nome Cargo Endereço Reis Vossa Majestade V.M. VV. MM. Majestade A Sua Majestade Nome Cargo Endereço Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 34
  35. 35. Competências linguísticas e midiáticas 35 Autoridades Civis Cargo ou Função Por Extenso Abreviatura Singular Abreviatura Plural Vocativo Endereçamento Chefe da Casa Civil e da Casa Militar Cônsules Deputados Embaixador es Governador es Ministros de Estado Prefeitos Presidentes da República Secretários de Estado Senadores Vice- Presidentes de Repúblicas Vossa Excelên- cia V.Ex.ª ou V. Exa. V.Ex.as ou V. Exas. Excelentís- simo Senhor + Cargo Ao Excelentíssimo Senhor Nome Cargo Endereço Demais autoridades não contempla- das com tratamento específico Vossa Senhori a V.S.ª ou V. Sa. V.S.as ou V. Sas. Senhor + Cargo Ao Senhor Nome Cargo Endereço Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 35
  36. 36. Competências linguísticas e midiáticas 36 Algumas Dicas Concordância com os pronomes de tratamento Concordância de gênero Com as formas de tratamento, faz-se a concordância com o sexo das pessoas a que se referem: Vossa Senhoria está sendo convidado (homem) a assistir ao III Seminário da FALE. Vossa Excelência será informada (mulher) a respeito das conclusões do III Seminário da FALE. Concordância de pessoa Embora tenham a palavra "Vossa" na expressão, as formas de tratamento exigem verbos e pronomes referentes a elas na terceira pessoa: Vossa Excelência solicitou... Vossa Senhoria informou... Temos a satisfação de convidar Vossa Senhoria e sua equipe para... Na oportunidade, teremos a honra de ouvi-los... A pessoa do emissor O emissor da mensagem, referindo-se a si mesmo, poderá utilizar a primeira pessoa do singular ou a primeira do plural (plural de modéstia). Não pode, no entanto, misturar as duas opções ao longo do texto: Tenho a honra de comunicar a Vossa Excelência... Temos a honra de comunicar a Vossa Excelência... Cabe-me ainda esclarecer a Vossa Excelência... Depois de reconhecer cada um desses gêneros e as formas de tratamento adequadas para se dirigir a alguém, e considerando o que diz o Edital 01/11, como candidato a uma vaga na área de seu interesse, você deverá elaborar uma carta de apresentação, expondo os motivos que o levaram a pleitear essa vaga. Escreva de forma sucinta e clara o seu perfil como educador. De acordo com o Edital, no Anexo II, a análise de seu Curriculum Vitae e da Carta de Apresentação, por uma comissão constituída por três professores da disciplina, eram requisitos básicos para a inscrição e sua classificação condição de prosseguimento no processo seletivo. Supondo que ao sair publicado o resultado da primeira etapa você verificou que seu nome não constava da relação de pré- selecionados. Então, decidiu entrar com um recurso, expondo os motivos que o levaram a esse ajuizamento e argumentando contra a decisão da banca. Veja um modelo desse gênero textual. Cabe-nos ainda esclarecer a Vossa Excelência... Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 36
  37. 37. Competências linguísticas e midiáticas 37 8. REQUERIMENTO Identidade nº. domiciliado à , CPF nº , portador da Carteira de , residente e , nascido em / / _, profissão , nos termos do Edital 01/11, REQUER amparado no disposto no item 10.2 do presente Edital, em face de Nestes termos, pede deferimento. , de março de 2011. Webs@ber Unidade Netcity, NetCity, Rua Virtual, S/N. CEP: 1234-012 Telefax.(00) 321-0123 www.websaber.com.br Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 37
  38. 38. Competências linguísticas e midiáticas 38 UNIDADE 2 Dando continuidade às etapas do processo de seleção, vamos assumir que a resposta de seu recurso foi favorável e você permaneceu na terceira etapa do concurso e, de acordo com o edital, essa fase consiste na Prova Didática. Assim, para organizar-se nessa etapa é preciso considerar que a avaliação consistirá nos seguintes pontos previstos em edital: 6.6. Na avaliação do candidato serão observados os seguintes aspectos: a) domínio do conteúdo ........................ de 0 a 4 pontos b) organização da aula .......................... de 0 a 2 pontos c) desenvolvimento da aula .................... de 0 a 2 pontos d) correção e adequação da linguagem ...de 0 a 2 pontos A apresentação da proposta pedagógica deve ser assegurada pelo uso de ferramentas que auxiliam o professor em sua prática e o domínio dessas ferramentas é fator decisivo para o sucesso de uma aula. Que recursos fazem parte da preparação de uma aula? Vamos elencar dois: Plano de aula; Slides em Power point. Além desses dois recursos, devemos lembrar que a revisão da linguagem é indispensável para que o material escrito sirva de guia para a exposição durante a aula e o discurso resultante dessa combinação tenha o efeito esperado, portanto concentrar nossas atenções nas bases do planejamento de aula e tudo que envolve essa prática, incluindo o cuidado com a ortografia, serão tarefas às quais nos dedicaremos nesta unidade. Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 38
  39. 39. Saiba quem foi Paulo Freire Paulo Reglus Neves Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921, no Recife, Pernambuco, uma das regiões mais pobres do país, onde logo cedo pôde experimentar as dificuldades de sobrevivência das classes populares. Ele foi quase tudo o que deve ser como educador, de professor de escola a criador de idéias e "métodos" A coragem de pôr em prática um autêntico trabalho de educação que identifica a alfabetização com um processo de conscientização, capacitando o oprimido tanto para a aquisição dos instrumentos de leitura e escrita quanto para a sua libertação fez dele um dos primeiros brasileiros a serem exilados. A metodologia por ele desenvolvida foi muito utilizada no Brasil em campanhas de alfabetização e, por isso, ele foi acusado de subverter a ordem instituída, sendo preso após o Golpe Militar de 1964. Depois de 72 dias de reclusão, foi convencido a deixar o país. Exilou- se primeiro no Chile, onde, encontrando um clima social e político favorável ao desenvolvimento de suas teses, desenvolveu, durante 5 anos, trabalhos em programas de educação de adultos no Instituto Chileno para a Reforma Agrária (ICIRA). Foi aí que escreveu a sua principal obra: Pedagogia do oprimido. Em Paulo Freire, conviveram sempre presente senso de humor e a não menos constante indignação contra todo tipo de injustiça. Paulo Freire é autor de muitas obras. Entre elas: Educação: prática da liberdade (1967), Pedagogia do oprimido (1968), Cartas à GuinéBissau (1975), Pedagogia da esperança (1992) À sombra desta mangueira (1995). Foi reconhecido mundialmente pela sua práxis educativa através de numerosas homenagens. Além de ter seu nome adotado por muitas instituições, é cidadão honorário de várias cidades no Brasil e no exterior. A Paulo Freire foi outorgado o título de doutor Honoris Causa por vinte e sete universidades. Por seus trabalhos na área educacional, recebeu, vários prêmios: No dia 10 de abril de 1997, lançou seu último livro, intitulado "Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa". Paulo Freire faleceu no dia 2 de maio de 1997 em São Paulo.trabalhou como secretário da Educação da Prefeitura de São Paulo. Adaptado de Moacir Gadotti em: Competências linguísticas e midiáticas 39 9. PLANO DE AULA A IMPORTÂNCIA DE SE PLANEJAR AS AULAS Sabemos que tudo que é planejado sempre obtém sucesso nos resultados e isso se constata principalmente no processo de ensino aprendizagem. Planejar é um ato coletivo que envolve a troca de informações entre professores, direção coordenadores, funcionários e pais. Com isso pautamos nosso interesse em constatar se os planejamentos escolares estão baseados nas reais necessidades de aprendizagem. Devido à grande quantidade de informações da qual dispomos atualmente, torna-se necessário para a escola selecioná-las e direcioná-las de acordo com os objetivos escolares. Por isso julgamos necessária a postura consciente do professor em considerar as reais necessidades de aprendizagem em seus planejamentos. De acordo com (1994) o planejamento é tão importante quanto o ensino. Para que haja um bom aprendizado faz-se necessário planejar, organizar as informações e métodos. Ele deve ser simples, funcional e flexível e acima de tudo condizer com a realidade dos alunos. Daí a importância do planejamento escolar. Ao tomar ciência da importância do planejamento para o ensino, assumimos a http://wJwawn.apíanualodfreeirAeq.ourign/oCrFpef/rCrrapzfAeceOrmezinda Maria Ribeiro - Aya rvo00003 39
  40. 40. Competências linguísticas e midiáticas 40 Dica da Nova Ortografia Deixam de ser acentuados os ditongos abertos em palavras paroxítonas. Fazem parte desse grupo de palavras: ANTES DO ACORDO Idéia Platéia Colméia Heróico DEPOIS DO ACORDO Ideia Plateia Colmeia Heroico Em contrapartida, vale lembrar que não fazem parte desse grupo de palavras os ditongos abertos em palavras oxítonas. ESSES permanecem acentuados, a saber: Herói Papéis tarefa de verificar se o programa proposto está de acordo com os interesses dos alunos, observando pontos positivos e negativos. Refletindo sobre as bases do planejamento de aula Considerando que os planos de aula são os registros das ações pretendidas pelo professor, vale lembrar que ao planejar uma aula o professor precisa refletir sobre as possíveis dificuldades de seus alunos e procurar planejar estratégias que minimizem estas dificuldades e que possibilitem o alcance de seus objetivos. Porém, as escolhas feitas pelo professor no planejamento de sua aula normalmente são cercadas por crenças e, por vezes, o professor pouco sabe sobre o real conceito de planejamento (grifo nosso). Neste ponto, Vasconcelos (2002, p.78) alerta que os conceitos (de planejamentos, de projeto, por exemplo) podem, por um lado, ajudar a clarear as ideias mais interessantes sobre a prática. Quanto mais se aprofunda o conceito, maior o grau de liberdade e de autonomia do professor. Por outro lado, quanto menor a fundamentação, maior a necessidade de receita, de modelo. Vale lembrar, no entanto, que chegar a um conceito de planejamento, não é tarefa fácil. Vejamos as definições de alguns termos referentes a planejamento, segundo o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 40
  41. 41. Competências linguísticas e midiáticas 41 Por planejamento encontramos: Planejamento. S.m. 1. Ato ou efeito de planejar. 2. Trabalho de preparação para qualquer empreendimento, segundo roteiro e métodos determinados; planificação: o planejamento de um livro, de uma comemoração. Planejar é definido como “projetar, traçar”, da seguinte forma: Planejar. V.t.d. 1. Fazer o plano de; projetar, traçar: Um bom arquiteto planejará o edifício. 2. Fazer o planejamento de; elaborar um plano ou roteiro de; programar planificar: planejar um roubo. 3. Fazer tenção ou resolução de; tencionar, projetar (...). Para plano e projeto encontramos: Plano. (Do lat. Planu) adj. (...) Projeto ou empreendimento com fim determinado. Conjunto de métodos e medidas para a execução de um empreendimento (...). Projeto. (do lat. Projectu, „lançado‟ para diante). S.m. 1. Idéia que se forma de executar ou realizar algo, no futuro; plano, intento, desígnio. 2. Empreendimento a ser realizado dentro de determinado esquema. Nota-se, porém que os conceitos de planejamento apresentados até o momento são restritos, pois ainda não têm como foco os sujeitos envolvidos no processo: professor e aluno. Isso nos leva à busca de conceito mais integral de planejamento: Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 41
  42. 42. Competências linguísticas e midiáticas 42 planejar é antecipar mentalmente uma ação a ser realizada e agir de acordo com o previsto. Planejar não é, pois, apenas algo que se faz antes de agir, mas é também agir em função daquilo que se pensou. [...] Trata-se, ao fim e ao cabo, de antever, projetar uma ação, mas não qualquer: é uma ação a ser realizada (realizar = tornar real); é uma ação, portanto, que visa um fim (age-se de tal forma para...), e por sua vez, tanto o fim quanto a ação estão referidos a uma realidade a ser transformada (VASCONCELOS, 2002, p.80). Nestes termos, planejamento pode ser entendido como “atividade consciente do homem que concebe uma coisa futura como possível e dependente dele, que para isto tende pelo desejo e vontade, e se esforça pela sua realização” (VASCONCELOS, 2002, p.78). Em outras palavras, planejar é se comprometer com a concretização daquilo que foi elaborado enquanto plano; é impulsionar e dar suporte para que os objetivos planejados sejam atingidos, numa mediação entre teoria e ação pedagógica. Assim, podemos considerar que o planejamento, nas palavras de Vasconcelos (2002, p.82) tem por finalidade “procurar fazer algo vir à tona, fazer acontecer, concretizar”, sendo necessário estabelecer as condições – objetivas e subjetivas – prevendo o desenvolvimento da ação no tempo (o que vem primeiro, o que vem em seguida), no espaço (onde vai ser feita), as condições materiais (que recursos, materiais, equipamentos serão necessários) e políticas (relações de poder, negociações, estruturas), bem como a disposição interior (desejo, mobilização), para que aconteça (VASCONCELOS, 2002, p. 82). Vasconcelos (2002, p.79) complementa que planejar tem aproximação com outras práticas, tais como: representar, antecipar, projetar, etc. Entretanto, Vasconcelos (op. cit.) explica que planejar não é simplesmente
  43. 43. Competências linguísticas e midiáticas 43 imaginação, “na medida em que nesta não há o compromisso com a colocação em prática”. Da mesma forma que planejar não é sonhar, uma vez que “prevê passos, seqüência determinada de ação, utilização de recursos, etc”. Como se vê, planejamento tem uma relação intrínseca com a prática, o que o difere de uma teoria educacional qualquer, pois o planejamento se dá em cima de uma ação específica, numa situação bem concreta, enquanto que uma teoria se aplica a vários objetos ou contextos (VASCONCELOS, 2002, p. 82). Vasconcelos (2002 p.148) afirma que é na proposta de trabalho do professor para uma determinada aula ou conjunto de aulas (Plano de Unidade) que se vê maior detalhamento e objetividade do processo de planejamento didático. Contudo, não podemos esquecer que o plano de aula ou unidade deve estar articulado ao Projeto de Curso e ao Projeto Político – Pedagógico da Escola. Por outro lado, a elaboração do Projeto de Curso não elimina o preparo de cada aula, pelo contrário, o pressupõe como complemento de realização. Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 42
  44. 44. Competências linguísticas e midiáticas 44 Assim, considerando que planejar significa antever uma forma possível e desejável, devemos destacar a necessidade de uma visão geral em relação ao que vai ser trabalhado na aula. Apresentamos no quadro seguinte as dimensões e os elementos de um plano de aula, segundo Vasconcelos (2002). Dimensões Elementos Análise da Realidade  Assunto  Necessidade Projeção de Finalidades  Objetivo Formas de Mediação  Metodologia  Tempo  Recursos  Avaliação  Tarefa  Observações Quadro 01. Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 43
  45. 45. Competências linguísticas e midiáticas 45 Pelo exame do quadro acima, nota-se que os elementos essenciais de um plano de aula são: assunto, definidos em termos de conteúdos; objetivos, baseado nas finalidades do curso e da aula; métodos, que leva em conta o tempo e os recursos; avaliação da aprendizagem, baseada em tarefas e observações; avaliação da aula, baseada em anotações de pontos positivos e negativos. Neste ponto, podemos considerar que a avaliação com vistas ao re- planejamento (grifo nosso), visa a sanar dificuldades e manter condições e processos satisfatórios de ações que deram certo ou não ao longo das aulas. Sendo assim, podemos resumir um plano de aula em quatro partes essenciais: 1) objetivos; 2) metodologia de ensino; 3) conteúdo; 4) avaliação da aprendizagem. O professor, ao planejar a sua aula, antecipa, de forma organizada, todas as etapas deste trabalho. Isto é, identifica os objetivos que pretende atingir, indica os conteúdos que serão desenvolvidos, seleciona os procedimentos que utilizará como estratégia de ação e prevê quais os instrumentos que empregará para avaliar o progresso dos alunos. É importante ressaltar que, com o plano em ação, embora as decisões do professor sejam detalhadas numa previsão inteligente, calculada e alicerçada no conhecimento da realidade dos seus alunos, os sujeitos envolvidos na ação (professor e alunos) assumem diferentes papéis, na concretização daquilo que fora planejado. Nesse sentido, podemos dizer que os objetivos são os principais responsáveis para o sucesso de uma aula, a medida que as pessoas são geralmente motivadas por objetivos específicos, uso de metas no ensino, isso Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 44
  46. 46. Competências linguísticas e midiáticas 46 melhora a efetividade do ensino e aprendizado, um programa só será efetivo na sua extensão se seus objetivos e metas forem claros e específicos (RICHARDS, 2003, p. 1). Assim sendo, a maioria dos planos de aula descrevem seus objetivos e metas levando em conta o conhecimento, as habilidades, e os valores que os projetos educacionais envolvidos estabelecem. Formular objetivos não é uma ação científica e definida, mas uma questão de julgamentos (crenças) e escolhas. Por isso, Richards (2003, p.1) comenta que, na formulação dos objetivos de planos de aula, é fundamental pensar nas necessidades atuais e futuras dos alunos, além de conhecer melhor os valores e ideologias que direcionam a natureza do plano e as práticas de ensino. Entre as ideologias, Richards (2003, p.1-12.) cita: racionalismo acadêmico, eficiência sócio-econômica, centralidade no aluno, reconstrucionismo social e pluralismo cultural. Richards (2003, p.1-3) afirma que o racionalismo acadêmico tem o papel de desenvolver “o intelecto, os valores humanísticos e a racionalidade do aluno”. O conteúdo abordado nos programas de ensino é visto como a base do currículo e como o principal meio para resolver problemas sociais ou para fornecer meios eficientes de atingir os objetivos esperados. O papel da instituição é fornecer acesso à cultura e ao conhecimento, que deve ser ensinado como parte de um contexto social. A eficiência sócio-econômica é uma filosofia educacional que dá ênfase às “necessidades práticas dos alunos e da sociedade”, fazendo com que o papel dos programas educacionais focalizem o conhecimento e as habilidades que são relevantes para as necessidades diárias dos alunos, e sejam “elaborados de forma a atender às necessidades práticas da sociedade” (RICHARDS, 2003, p. 4-5). Dessa forma, necessidades individuais dos alunos, papel das experiências individuais, e necessidade de desenvolver auto-reflexão, pensamento crítico, estratégias de aprendizado e outras qualidades e competências são Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 45
  47. 47. Competências linguísticas e midiáticas 47 entendidas no contexto dos planejamentos educacionais como uma forma de garantir, o que Richards (2003, p.6) chama de “centralidade no aluno”. Já o reconstrucionismo social enfatiza o papel que a escola e os alunos podem e devem exercer no que diz respeito a injustiças sociais. As escolas devem apresentar oportunidades iguais para todos, e jamais refletir as injustiças generalizadas da sociedade, para isso, professores e alunos precisam estar engajados em uma conscientização dos importantes problemas sociais e propor, nos planos de aula, formas de solucioná-los (RICHARDS, 2003, p. 8-9). Freire (1994) argumenta que professores e alunos são envolvidos em “um único processo de exploração e construção do conhecimento e que os alunos não são objetos do conhecimento, pelo contrário, eles devem saber reconhecer e resistir qualquer tentativa de controle ou domínio”. Por fim, Richards (2003, p. 10-11) argumenta que o pluralismo cultural, “é uma filosofia que defende a idéias que as escolas devem preparar os alunos para atuar em várias culturas diferentes”. Neste caso, a função dos professores é estabelecer, em seus planos de aula, maneiras de preparar os alunos não apenas para participar em diferentes culturas, mas também para domínio social e econômico da sociedade a que pertence. Vasconcelos (2002, p.80) ressalta que o plano de aula corresponde a certo momento de amadurecimento e de clareza no processo de planejamento de ensino ou de curso. O autor ainda lembra que o planejamento é “o processo, contínuo e dinâmico, de reflexão”, cercado de decisões que serão colocadas em prática e acompanhadas, ou até mesmo julgadas, pelo professor e pelos alunos. Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro – Aya 46
  48. 48. Competências linguísticas e midiáticas 48 Plano de aula, nesse sentido, é o produto da reflexão e das tomadas de decisão, que pode ser explicitado em forma de registro, de documento ou não. Como bem afirma Luckesi (1984, p.211 apud Vasconcelos 2002 p.80) o plano “poderá tão somente ser assumido como uma decisão e permanecer na memória viva como guia da ação. Aliás, só como memória viva ele faz sentido”. Em suma, o planejamento, enquanto processo, é permanente. Dica da Nova ortografia O trema deixa de fazer parte da escrita de palavras em português, ficando restrito ao registro de nomes estrangeiros que se utilizem desse sinal como Müller e seus derivados mülleriano. ANTES DO ACORDO Conseqüência Cinqüenta DEPOIS DO ACORDO Consequência Cinquenta O plano, enquanto produto é provisório. Fusari (1988, p.9 apud Vasconcelos 2002, p.80) comenta que: o planejamento da educação escolar pode ser concebido como processo que envolve a prática docente no cotidiano escolar, durante todo o ano letivo, onde o trabalho de formação do aluno, através do currículo escolar, será priorizado. Assim, o planejamento envolve a fase anterior ao início das aulas, o durante e o depois, significado o exercício contínuo da ação- reflexão-ação, o que caracteriza o ser educador. Para Noce (1970, p.01 apud Vasconcelos 2002, p.80) o planejamento é “um processo que consiste em preparar um conjunto de decisões tendo em vista agir, posteriormente, para atingir determinados objeti- vos”. Ou seja, consiste na previsão inteligente e bem calculada de todas as etapas do trabalho pedagógico e a programação racional de todas as atividades, de modo a tornar o ensino seguro, econômico e eficiente. Todo planejamento se concretiza num programa definido de ação, que constitui um roteiro seguro para conduzir progressivamente os alunos aos resultados desejados. Do ponto de vista propriamente didático, planejar significa estruturar, dentro de um sentido determinado, os conteúdos a serem adquiridos e prever, sistematicamente, as atividades e experiências educativas que conduzirão à apreensão de objetivos e fins considerados valiosos. Portanto, o resultado do
  49. 49. Competências linguísticas e midiáticas 49 processo de planejamento é a programação ou programa da área de estudos considerada adequada a uma determinada situação. Esse plano será revisto, refundido, ampliado, modificado, ajustado às novas condições subseqüentes. (VASCONCELOS, 2002). Examinaremos agora a estrutura do plano de aula comentado em cada uma de suas partes para que se esclareça na prática a maneira de elaborá-lo para os propósitos pretendidos. Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 47
  50. 50. Competências linguísticas e midiáticas 50 ESTRUTURA DO PLANO DE AULA (PROPOSTA) ÁREAS DO CONHECIMENTO: Verifique qual ou quais áreas do conhecimento (eixos) será(ao) trabalhado(s) em sua aula. CONTEÚDO/ASSUNTO: Cite o tema da aula a ser desenvolvido de forma interdisciplinar. OBJETIVOS: É a descrição clara do que se pretende alcançar como resultado da nossa atividade. Os objetivos nascem da própria situação: da comunidade, da família, da escola, da disciplina, do professor e principalmente do aluno. Os objetivos, portanto, são sempre do aluno e para o aluno. Os objetivos específicos são proposições referentes às mudanças comportamentais esperadas para um determinado grupo-classe. Para manter a coerência interna do trabalho de uma escola, o primeiro cuidado será o de selecionar os objetivos específicos que tenham correspondência com os objetivos gerais das áreas de estudo que, por sua vez, devem estar coerentes com os objetivos educacionais do planejamento de currículo. E os objetivos educacionais, consequentemente, devem estar coerentes com a linha de pensamento da entidade à qual o plano se destina. Dicas: Partindo dos conteúdos, redigirá os objetivos específicos, ou seja, os resultados a obter do processo de construção de conhecimentos, conceitos, habilidades. Na redação, o professor transformará tópicos das unidades numa proposição (afirmação) que expresse o resultado esperado e que deve ser atingido por todos os alunos ao término daquela aula. Os resultados são conhecimentos (conceitos, fatos, princípios, teorias, Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 48
  51. 51. Competências linguísticas e midiáticas 51 interpretações, idéias organizadas, etc.) e habilidades (o que deve aprender para desenvolver suas capacidades intelectuais, motoras, afetivas, artísticas, etc.) Na redação dos objetivos específicos, o professor deve indicar também as atitudes e convicções em relação à matéria, ao estudo, ao relacionamento humano, à realidade social (atitude científica, consciência crítica, responsabilidade, solidariedade, etc.) Devem ser redigidos com clareza, ser realistas, corresponder à capacidade de assimilação dos alunos, conforme seu nível de desenvolvimento mental e sua idade. Consulte a lista de verbos e a taxionomia de Bloom para facilitar a redação dos objetivos. Uma aula deve ter vários níveis de aprendizagem, desde conceitos mais elementares aos mais elaborados, tendo em vista a prática social. PROCEDIMENTOS (Introdução, desenvolvimento, fechamento) Introdução: O professor inicia o relacionamento com seus alunos, apresentando-se. A introdução de uma aula pode ser feita de várias maneiras, por exemplo: o Apresentar de uma situação-problema: o professor coloca um desafio frente aos alunos, para excitar sua curiosidade, incita- lhes a pensar, a procurar a solução. O problema pode ser apresentado como uma pergunta, como uma afirmação a ser constatada, como um caso de estudo, como um paradoxo, etc. o Uma dinâmica de motivação que tenha relação com o tema a ser estudado, ou que sirva de base para o início da discussão do assunto da aula. o Uma revisão da aula anterior e apresentação de uma música, poema, texto de literatura interessante, uma charge, sátira, charadas. Pode ser utilizados imagens, desenhos, vídeos, Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 49
  52. 52. Competências linguísticas e midiáticas 52 dramatizações, etc. o Partindo dos conhecimentos que o aluno possui, ou seja, faz um levantando sobre as curiosidades, dúvidas e as certezas que os alunos tem sobre o tema proposto. É um diagnóstico da realidade social ou do contexto do tema que será desenvolvido na aula. Desenvolvimento: Se você iniciou com a metodologia da problematização os próximos passos são: o Pesquisa conjunta da solução: os alunos, desafiados pelo problema, procuram a solução. Para isso, o professor lhes orienta no uso de técnicas variáveis de pesquisa (biblioteca, entrevista, dados estatísticos, correspondência, laboratório, debates, discussões, etc.). O trabalho é fundamentalmente dos alunos, preferivelmente em grupos. o Teorização: as descobertas dos alunos necessitam ser organizadas e explicadas. Só assim poderá haver transferência e generalização da aprendizagem. De fato, aprender fatos não é ainda aprender. As observações devem ser levantadas ao nível da teoria. Esta é uma responsabilidade do professor, no sentido de ajudar os alunos a criar modelos ou estruturas, nas quais aparecem as principais variáveis do problema e suas relações recíprocas. Se vo o cê iniciou com dinâmicas ou utilizando um recurso tecnológico: A função agora é articularem objetivos e conteúdos com métodos e procedimentos de ensino que provoquem a atividade mental e prática dos alunos. O professor apresenta o conteúdo novo/continuação de temas já estudados, com vistas à construção do conhecimento por parte do aluno, podendo ser organizada atividades de resolução de situações problemas, Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 50
  53. 53. Competências linguísticas e midiáticas 53 trabalhos de elaboração mental, discussões, resolução de exercícios, aplicação de conhecimentos e habilidades em situações distintas das trabalhadas em classe, etc. o O professor, ao organizar as condições favoráveis à aprendizagem, utiliza meio ou modos organizados de ação, conhecidos como técnicas de ensino. As técnicas de ensino são maneiras particulares de organizar a atividade dos alunos no processo de aprendizagem. o Ao planejar os procedimentos de ensino, não é suficiente fazer uma listagem de técnicas que serão utilizadas, como aula expositiva, trabalho dirigido, excursão, trabalham em grupo, etc. Devemos prever como utilizar o conteúdo selecionado para atingir os objetivos propostos. As técnicas estão incluídas nessa descrição. Os procedimentos têm uma abrangência bem mais ampla, pois envolvem todos os passos do desenvolvimento da atividade de ensino propriamente dita. Os procedimentos de ensino selecionados pelo professor devem:  Ser diversificados;  Estar coerentes com os objetivos propostos e com o tipo de aprendizagem previsto nos objetivos;  Adequar-se às necessidades dos alunos;  Servir de estímulo à participação do aluno no que se refere às descobertas;  Apresentar desafios. Fechamento Se você iniciou com a metodologia da problematização o próximo passo é: o Após a discussão dos pontos chaves aprendidos inicia-se a aplicação: Os alunos testam, contra a realidade, a validade do que foi aprendido, ou seja, volta a sua realidade para utilizar os Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 51
  54. 54. Competências linguísticas e midiáticas 54 conceitos aprendidos no dia-a-dia, com pequenas atitudes, na escola, na casa, na comunidade... É o verdadeiro processo de transformação social. Aí reinicia-se o ciclo, passando a outra situação-problema, que incorpore o já aprendido como um dado a mais. Se vo o cê iniciou com dinâmicas ou utilizando um recurso tecnológico: É o momento em que o professor retoma os pontos principais que estabeleceu nos objetivos da aula, ou seja, revisa, revê com os alunos o que foi discutido, as principais idéias da aula, relacionando com o contexto, com o cotidiano do aluno, procurando relacionar com a aplicação do tema proposto, reforçando as principais idéias. Esta atividade é aquele diálogo que fecha, por ora, o tema da aula. O aluno é capaz de compreender o que foi discutido e apresentar seus conhecimentos sobre o tema abordado, através de atitudes na vida real ou como pré-requisito para novas aprendizagens, assim como faz a relação interdisciplinar do tema. Este momento leva a consolidação criativa com base nos conhecimentos anteriores. É o que chamamos de práxis. ATIVIDADES: o Podem ser descritas durante o item desenvolvimento ou neste campo. o Lembre-se de fazer enunciados contextualizados em todas as atividades! o Você deve anexar uma cópia de todas as atividades (textos, exercícios, orientações, etc.) ao plano de aula, para o professor da turma e o professor de prática de ensino acompanhar o que foi proposto. AVALIAÇÃO: o Avaliação é o processo pelo qual se determina o grau e a quantidade de Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 52
  55. 55. Competências linguísticas e midiáticas 55 resultados alcançados em relação aos objetivos, considerando o contexto das condições em que o trabalho foi desenvolvido. o No planejamento da avaliação é importante considerar a necessidade de: o Avaliar continuamente o desenvolvimento do aluno. o Selecionar situações de avaliação diversificadas, coerentes com os objetivos propostos. o Você deve descrever como acompanhará a aprendizagem dos alunos, quais as formas e como será feito o registro se necessário. RECURSOS: Exemplos: álbum seriado, cartão-relâmpago, cartaz, ensino por fichas, estudo dirigido, flanelógrafo, gráficos, história em quadrinhos, ilustrações, jogos, jornal, livro didático, mapas, globos, modelos, mural, peça teatral, quadro- de-giz, quadro de pregas, sucata, textos, terrário, aquário, maquetes, equipamentos esportivos, computador, vídeo, dvd, cd, internet, sites, correio eletrônico, softwares, rádio, slide, TV, transparências para retroprojetor, etc. REFERÊNCIAS: É lista dos livros, jornais, cds, dvds, e outros tipos de materiais utilizados para a aula, dentro das normas da ABNT. METODOLOGIA DA PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA 1º passo: PRÁTICA SOCIAL INICIAL: Iniciar as atividades apresentando aos alunos os objetivos, os tópicos e subtópicos da unidade que se pretende estudar, e em seguida, dialogar com os alunos sobre os mesmos, Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 53
  56. 56. Competências linguísticas e midiáticas 56 Os alunos mostram sua vivência do conteúdo, isto é, o que já sabem sobre o tema a ser trabalhado e perguntam tudo que gostariam de saber sobre o novo assunto em pauta, e tudo será anotado pelo professor. A prática social inicial pode ser feita como um todo no início da unidade e retomada, em seus aspectos específicos, a cada aula, conforme o conteúdo a ser trabalhado. Ou, a cada aula, o professor destaca a prática social específica do conteúdo que vai trabalhar naquele dia. 2º passo: PROBLEMATIZAÇÃO: Identificar os principais problemas postos pela prática e pelo conteúdo curricular, seguindo-se uma discussão sobre eles, a partir daquilo que os alunos já conhecem; Explicar que o conhecimento (conteúdo) vai ser construído (trabalhado) nas dimensões conceitual, científica, social, histórica, econômica, política, estética, religiosa, ideológica, etc., transformadas em questões problematizadoras. 3º passo: INSTRUMENTALIZAÇÃO: É a apresentação sistemático-dialógica do conteúdo científico, contrastando- o com o cotidiano e respondendo às perguntas das diversas dimensões propostas. É o exercício didático da relação sujeito-objeto pela ação do aluno e mediação do professor. É o momento da efetiva construção do novo conhecimento. 4ºpasso: CATARSE: Representa a síntese do aluno, sua nova postura mental; a demonstração do novo grau de conhecimento a que chegou, expresso pela avaliação espontânea ou formal. 5° passo: PRÁTICA SOCIAL FINAL: É a manifestação da nova atitude prática do educando em relação ao conteúdo aprendido, bem como do compromisso em pôr em execução o novo conhecimento. É a fase das intenções e propostas de ações dos alunos. Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 54
  57. 57. Competências linguísticas e midiáticas 57 A seguir, apresentamos três planos de aula das respectivas áreas: Letras, Geografia e Ed. Física. Leia-os com cuidado e reflita sobre os aspectos organizacionais de cada um, procure identificar quais pontos positivos e negativos das propostas e pense em como você na qualidade de professor de uma dessas áreas os aplicaria em suas aulas. A ideia aqui é pensar sobre elaboração e planejamento, que sabemos agora serem fases em que a prática deve ser reflexiva para que o educador possa de fato atingir seu maior objetivo: o aprendizado do aluno. PLANO 1 Português Narração e redação Ana Rosa Silva* Introdução Uma das grandes escritoras brasileiras do século 20, Lygia Fagundes Telles recebeu o Prêmio Camões em 2005. Pertence à Academia Brasileira de Letras. Entre suas obras, podem-se citar os romances: "Ciranda de pedra" (1954), "Verão no aquário" (1964), "As meninas", vencedor do Prêmio Jabuti em 1973, e "As horas nuas" (1989). Escreveu vários contos, como "Venha ver o pôr do sol" e "As formigas", que são alguns dos mais conhecidos. Objetivos 1) Analisar o conto "Venha ver o pôr do sol", de Lygia Fagundes Telles. 2) Estudar os elementos da narrativa: enredo, narrador, personagens, espaço e tempo. Estratégias 1) O conto mencionado acima pode ser lido neste site ou no livro "Antes do baile verde". O estudo do texto poderá ser feito em duas aulas. Em primeiro lugar, deverá ser feita uma leitura silenciosa do texto. Depois, o professor poderá pedir que cada aluno leia em voz alta um período até o ponto final, seguindo a ordem das carteiras. Isso fará com que todos acompanhem a leitura. 2) Num segundo momento, os alunos sentarão em círculo e farão comentários sobre a história. Pedir a opinião dos alunos sobre o enredo, as personagens, o que acharam do final, etc. É importante que todos falem. Atividades 1) Pedir que os alunos identifiquem os elementos da narrativa: Enredo, narrador, personagens, espaço e tempo. Essa atividade pode ser oral. O professor anotará na lousa o que os alunos disserem. 2) Peça aos alunos para reescreverem o conto, modificando-lhe o final. 3) Depois de realizada a redação, peça que cada aluno leia o final que criou em voz alta. *Ana Rosa Silva é professora de português do ensino fundamental e médio da rede estadual de ensino de São Paulo. Janaína de Aquino Ferraz e Ormezinda Maria Ribeiro - Aya 55

×