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  1. 1. LÍNGUA PORTUGUESA Professor Jason Lima Questões de Revisão – Turma Militar 2015 Página 1 de 20 1. (Espcex 2014) Ao se alistar, não imaginava que o combate pudesse se realizar em tão curto prazo, embora o ribombar dos canhões já se fizesse ouvir ao longe. Quanto ao processo de formação das palavras sublinhadas, é correto afirmar que sejam, respectivamente, casos de a) prefixação, sufixação, prefixação, aglutinação e onomatopeia. b) parassíntese, derivação regressiva, sufixação, aglutinação e onomatopeia. c) parassíntese, prefixação, prefixação, sufixação e derivação imprópria. d) derivação regressiva, derivação imprópria, sufixação, justaposição e onomatopeia. e) parassíntese, aglutinação, derivação regressiva, justaposição e onomatopeia. 2. (Espcex 2014) São palavras primitivas: a) época – engarrafamento – peito – suor b) sala – quadro – prato – brasileiro c) quarto — chuvoso — dia — hora d) casa – pedra – flor – feliz e) temporada – narcotráfico – televisão – passatempo 3. (Espcex 2014) Assinale a alternativa que contém um grupo de palavras cujos prefixos possuem o mesmo significado. a) compartilhar – sincronizar b) hemiciclo – endocarpo c) infeliz – encéfalo d) transparente – adjunto e) benevolente – diáfano 4. (Espcex 2014) A alternativa que apresenta vocábulo onomatopaico é: a) Os ramos das árvores brandiam com o vento. b) Hum! Este prato está saboroso. c) A fera bramia diante dos caçadores. d) Raios te partam! Voltando a si não achou que dizer. e) Mas o tempo urgia, deslacei-lhe as mãos... TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 4 QUESTÕES: Leia o texto abaixo para responder às questões. 27Aumenta o número de adultos que não consegue focar sua atenção em uma única coisa por muito tempo. 37São tantos os estímulos e tanta a pressão para que o entorno seja completamente desvendado que aprendemos a ver e/ou fazer várias coisas ao mesmo tempo. 34Nós nos tornamos, à semelhança dos computadores, pessoas multitarefa, não é verdade? 41Vamos tomar como exemplo uma pessoa dirigindo. 4Ela precisa estar atenta aos veículos que vêm atrás, ao lado e à frente, à velocidade média dos carros por onde trafega, às orientações do GPS ou de programas que sinalizam o trânsito em tempo real, 6às informações de 29alguma emissora de rádio que comenta o trânsito, ao planejamento mental feito e refeito 9várias vezes do trajeto 20que deve fazer para chegar ao seu destino, aos semáforos, faixas de pedestres etc. 35Quando me vejo em tal situação, 19eu me lembro que 14dirigir, 45após um dia de intenso trabalho no retorno para casa, já foi uma atividade prazerosa e desestressante. 18O uso da internet ajudou a transformar nossa maneira de olhar para o mundo. Não 23mais observamos os detalhes, 1por causa de nossa ganância em relação a novas e diferentes informações. Quantas vezes sentei em frente ao computador 44para buscar textos sobre um tema 38e, de repente, 24me dei conta de que estava em 39temas 15que em nada se relacionavam com meu tema primeiro. Aliás, a leitura também sofreu transformações pelo nosso costume de ler na internet. 16Sofremos de uma tentação permanente de 43pular palavras e frases inteiras, apenas para irmos direto ao ponto. O problema é que 22alguns textos exigem a leitura atenta de palavra por palavra, de frase por frase, para que faça sentido. 5Aliás, não é a combinação e a sucessão das palavras que dá sentido e beleza a um texto? 3Se está difícil para nós, adultos, focar nossa atenção, imagine, caro leitor, para as crianças. 2Elas já nasceram neste mundo de 8profusão de estímulos de todos os tipos; elas são exigidas, desde o início da vida, a dar conta de várias coisas ao mesmo tempo; elas são estimuladas com diferentes objetos, sons, imagens etc. 46Aí, um belo dia elas vão para a escola. Professores e pais, a partir de então, querem que as crianças prestem atenção em uma única coisa por muito tempo. 36E quando elas não conseguem, reclamamos, levamos ao médico, arriscamos hipóteses de que sejam portadoras de síndromes que exigem tratamento etc. 42A maioria dessas crianças sabe focar sua atenção, sim. Elas já sabem usar programas complexos em seus aparelhos eletrônicos, 10brincam com jogos desafiantes que exigem atenção constante aos detalhes e, se deixarmos, 21passam horas em uma única atividade de que gostam. 17Mas, nos estudos, queremos que elas prestem 26atenção no que é preciso, e não no que gostam. 28E isso, caro leitor, exige a árdua aprendizagem da autodisciplina. Que leva tempo, é bom lembrar. 32As crianças precisam de nós, pais e professores, para começar a aprender isso. Aliás, 31boa parte desse trabalho é nosso, e não delas. 12Não basta mandarmos que elas prestem atenção: 33isso de nada as ajuda. 13O que pode ajudar, por exemplo, é 40analisarmos o contexto em que estão 7quando precisam focar a atenção 25e organizá-lo para que seja favorável a tal exigência. 11E é preciso lembrar que não se pode esperar toda a atenção delas por muito tempo: 30o ensino desse quesito no mundo de hoje é um processo lento e gradual. SAYÃO, Rosely. “Profusão de estímulos”. Folha de São Paulo, 11 fev. 2014 – adaptado.
  2. 2. LÍNGUA PORTUGUESA Professor Jason Lima Questões de Revisão – Turma Militar 2015 Página 2 de 20 5. (Colégio Naval 2014) Em que opção a forma verbal em destaque transmite a ideia de continuidade, de processo que era constante ou frequente? a) “[...] dirigir, [...], já foi uma atividade prazerosa [...].” (ref. 14) b) “[...] que em nada se relacionavam com meu tema primeiro.” (ref. 15) c) “Sofremos de uma tentação permanente de pular [...].” (ref. 16) d) “Mas, nos estudos, queremos que elas prestem atenção [...].” (ref. 17) e) “O uso da internet ajudou a transformar nossa maneira [...].” (ref. 18) 6. (Colégio Naval 2014) Em qual opção a forma verbal em destaque em expressa uma ação hipotética? a) “[...] me dei conta de que estava em temas [...].” (ref. 24) b) “[...] e organizá-lo para que seja favorável [...].” (ref. 25) c) “[...] atenção no que é preciso, e não no que gostam.” (ref. 26) d) “Aumenta o número de adultos que não consegue focar [...].” (ref. 27) e) “Elas já nasceram neste mundo de profusão [...].” (ref. 2) 7. (Colégio Naval 2014) Assinale a opção em que o termo destacado está grifado corretamente, de acordo com o contexto em que foi utilizado. a) Ela precisa estar atenta às informações de algumas emissoras de rádio a cerca do trânsito. b) Com o advento da tecnologia, são tantos os estímulos e tanta pressão por que passam as pessoas. c) Uma pessoa dirigindo precisa estar mas atenta aos veículos que vêm atrás, ao lado e à frente. d) Os adultos mau conseguem focar sua atenção e uma única coisa. e) As crianças, afim de dar conta de várias coisas ao mesmo tempo, são muito exigidas desde o início da vida. 8. (Colégio Naval 2014) Assinale a opção em que as palavras destacadas recebem, respectivamente, a mesma classificação quanto à acentuação gráfica que as palavras sublinhadas em “Se está difícil para nós, adultos [...]. Elas já, nasceram neste mundo de profusão de estímulos[...].” (ref. 3). a) “Ela precisa estar atenta aos veículos que vêm atrás, ao lado e à crente, à velocidade média dos carros [...].” (ref. 4) b) “Aliás, não é a combinação e a sucessão das palavras que dá sentido a um texto?” (ref. 5) c) “[...] às informações de alguma emissora de rádio que comenta o trânsito, ao planejamento mental [...].” (ref. 6) d) “[...] quando precisam focar a atenção e organizá-lo para que seja favorável a tal exigência. E é preciso lembrar [...].“ (ref. 7) e) “[...] profusão de estímulos [...]; elas são exigidas, desde o início da vida, a dar conta de várias coisas [...].” (ref. 8) 9. (Espcex 2013) Assinale a alternativa em que todas as palavras são formadas por prefixos com significação semelhante. a) metamorfose – metáfora – meteoro – malcriado b) apogeu – aversão – apóstata – abster c) síncope – simpatia – sobreloja – sílaba d) êxodo – embarcar – engarrafar – enterrar e) débil – declive – desgraça – decapitar 10. (Espcex 2013) Assinale a alternativa que contém a classificação do modo verbal, dos verbos grifados nas frases abaixo, respectivamente. — Esse seu lado perverso, eu o conheço faz tempo. — Anda logo, senão chegarás só amanhã. — Se você chegar na hora, ganharemos um tempo precioso. — Acabaríamos a tarefa hoje, se todos ajudassem. a) indicativo – imperativo – subjuntivo – subjuntivo – indicativo – subjuntivo – indicativo b) subjuntivo – indicativo – indicativo – subjuntivo – indicativo – subjuntivo – indicativo c) subjuntivo – imperativo – indicativo – infinitivo – indicativo – subjuntivo – indicativo d) indicativo – imperativo – indicativo – subjuntivo – indicativo – indicativo – subjuntivo e) indicativo – subjuntivo – indicativo – subjuntivo – indicativo – subjuntivo – subjuntivo 11. (Espcex 2013) Em “Embarcaremos amanhã, então, vimos dizer-lhe adeus, hoje”, a alternativa que classifica corretamente a conjugação modo-temporal do verbo destacado no fragmento é a) Pretérito Perfeito do Indicativo b) Futuro do Presente do Indicativo c) Presente do Indicativo d) Imperativo Afirmativo e) Pretérito Imperfeito do Indicativo 12. (Espcex 2013) Assinale a sequência corretamente grafada. a) maizena – analisar – poetisa – faisão – balisa b) maizena – analisar – poetisa – faisão – baliza c) maisena – analisar – poetisa – faisão – baliza d) maisena – analisar – poetisa – faizão – baliza e) maisena – analisar – poetiza – faisão – baliza TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 4 QUESTÕES: GATES E JOBS Quando as órbitas se cruzam 7Em astronomia, quando as órbitas de duas estrelas se entrecruzam por causa da interação gravitacional, tem-se um sistema binário. Historicamente, ocorrem situações análogas quando uma era é moldada pela relação e rivalidade de dois grandes astros orbitando: Albert Einstein e Niels Bohr na física no século XX, por exemplo, ou Thomas Jefferson e Alexander Hamilton na
  3. 3. LÍNGUA PORTUGUESA Professor Jason Lima Questões de Revisão – Turma Militar 2015 Página 3 de 20 condução inicial do governo americano. Nos primeiros trinta anos da era do computador pessoal, a partir do final dos anos 1970, o sistema estelar binário definidor foi composto por dois indivíduos de grande energia, que largaram os estudos na universidade, ambos nascidos em 1955. Bill Gates e Steve Jobs, apesar das ambições semelhantes no ponto de convergência da tecnologia e dos negócios, 5tinham origens bastante diferentes e personalidades radicalmente distintas. À diferença de Jobs, Gates entendia de programação e tinha uma mente mais prática, mais disciplinada e com grande capacidade de raciocínio analítico. Jobs era mais intuitivo, romântico, e dotado de mais instinto para tornar a tecnologia usável, o design agradável e as interfaces amigáveis. Com sua mania de perfeição, era extremamente exigente, além de administrar com carisma e intensidade indiscriminada. 3Gates era mais metódico; as reuniões para exame dos produtos tinham horário rígido, e ele chegava ao cerne das questões com uma habilidade ímpar. Jobs encarava as pessoas com uma intensidade cáustica e ardente; Gates às vezes não conseguia fazer contato visual, mas era essencialmente bondoso. 4“Cada qual se achava mais inteligente do que o outro, mas Steve em geral tratava Bill como alguém levemente inferior, sobretudo em questões de gosto e estilo”, diz Andy Hertzfeld. “Bill menosprezava Steve porque ele não sabia de fato programar.” Desde o começo da relação, 6Gates ficou fascinado por Jobs e com uma ligeira inveja de seu efeito hipnótico sobre as pessoas. Mas também o considerava “essencialmente esquisito” e “estranhamente falho como ser humano”, e se sentia desconcertado com a grosseria de Jobs e sua tendência a funcionar “ora no modo de dizer que você era um merda, ora no de tentar seduzi-lo”. Jobs, por sua vez, via em Gates uma estreiteza enervante. 2Suas diferenças de temperamento e personalidade 1iriam levá-los para lados opostos da linha fundamental de divisão na era digital. Jobs era um perfeccionista que adorava estar no controle e se comprazia com sua índole intransigente de artista; ele e a Apple se tornaram exemplos de uma estratégia digital que integrava solidamente o hardware, o software e o conteúdo numa unidade indissociável. Gates era um analista inteligente, calculista e pragmático dos negócios e da tecnologia; dispunha-se a licenciar o software e o sistema operacional da Microsoft para um grande número de fabricantes. Depois de trinta anos, Gates desenvolveu um respeito relutante por Jobs. “De fato, ele nunca entendeu muito de tecnologia, mas tinha um instinto espantoso para saber o que funciona”, disse. Mas Jobs nunca retribuiu valorizando devidamente os pontos fortes de Gates. “Basicamente Bill é pouco imaginativo e nunca inventou nada, e é por isso que acho que ele se sente mais à vontade agora na filantropia do que na tecnologia”, disse Jobs, com pouca justiça. “Ele só pilhava despudoradamente as ideias dos outros.” (ISAACSON, Walter. Steve Jobs: a biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 189-191. Adaptado) 13. (Epcar 2013) Em relação ao texto, assinale a alternativa correta. a) O uso do presente do indicativo no subtítulo do texto se justifica por ser um presente histórico que exprime um fato passado como se fosse atual. b) Há no texto a predominância do pretérito imperfeito do indicativo para destacar a duração do fato passado expresso. c) O futuro do pretérito, na ref. 1, expressa incerteza a respeito de um fato já ocorrido por meio de um tempo composto. d) A reescrita ‘Suas diferenças de pensamento e personalidade levá-los-iam para lados opostos’ (ref. 2) atende à norma padrão da língua. 14. (Epcar 2013) Analise o excerto abaixo e assinale V para as proposições (verdadeiras) e F para as (falsas). “Em astronomia, quando as órbitas de duas estrelas se entrecruzam por causa da interação gravitacional, tem-se um sistema binário.” (ref. 7) ( ) A oração principal é constituída por sujeito simples. ( ) Há três elementos que exercem função sintática adverbial. ( ) O verbo entrecruzar é formado pelo processo de formação vocabular parassíntese. ( ) As duas ocorrências do se classificam-se morfologicamente como pronome pessoal oblíquo. ( ) Há, no excerto, uma preposição e uma locução prepositiva que estabelecem relações de estado e consequência, respectivamente.
  4. 4. LÍNGUA PORTUGUESA Professor Jason Lima Questões de Revisão – Turma Militar 2015 Página 4 de 20 A sequência correta é: a) V – F – V – F – V b) V – V – F – F – F c) F – F – F – V – V d) F – V – F – V – F 15. (Epcar 2013) Assinale a opção correta quanto à análise das palavras abaixo, em destaque, retiradas do texto a) Os termos indissociável e intransigente são formadas somente pelo processo de derivação prefixal. b) As palavras ímpar e saída seguem a regra de acentuação gráfica das vogais i e u tônicas dos hiatos. c) Na frase, “... tinham... personalidades radicalmente distintas.” (ref. 5), o termo distintas é sinônimo de notáveis. d) Nas palavras destacadas em “... Gates ficou fascinado por Jobs e com uma ligeira inveja de seu efeito hipnótico...” (ref. 6), há, respectivamente, dígrafo, dígrafo e encontro consonantal. 16. (Epcar 2013) Sobre a tira acima, NÃO se pode afirmar que a) a fala de São Pedro corrobora as ideias expostas no texto. b) depreende-se um tom sarcástico nas falas dos dois interlocutores. c) os verbos foram flexionados no imperativo afirmativo de acordo com a norma padrão. d) a colocação do pronome pessoal oblíquo no segundo quadrinho é marca da linguagem coloquial brasileira. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: VELHO MARINHEIRO Homenagem aos marinheiros de sempre... e para sempre. 28Sou marinheiro porque um dia, muito jovem, estendi meu braço diante da bandeira e jurei lhe dar minha vida. Naquele dia de sol a pino, com meu novo uniforme branco, 21senti-me homem de verdade, como se estivesse dando adeus aos tempos de garoto. 29Ao meu lado, as vozes de outros jovens soavam em uníssono com a minha, vibrantes, e terminamos com emoção, de peitos estufados e orgulhosos. 5Ao final, minha mãe veio em minha direção, apressada em me dar um beijo. 20Acariciou-me o rosto e disse que eu estava lindo de uniforme. 6O dia acabou com a família em festa; 11eu lembro-me bem, fiquei de uniforme até de tarde... Sou marinheiro, porque aprendi, naquela Escola, o significado nobre de companheirismo. 7Juntos no sofrimento e na alegria, um safando o outro, leais e amigos. Aprendi o que é civismo, respeito e disciplina, no princípio, exigidos a cada dia; depois, como parte do meu ser e, assim, para sempre. 23A cada passo havia um novo esforço esperando e, depois dele, um pequeno sucesso. 26Minha vida, agora que olho para trás, foi toda de pequenos sucessos. A soma deles foi a minha carreira. 19No meu primeiro navio, logo cedo, percebi que era novamente aluno. Todos sabiam das coisas mais do que eu havia aprendido. Só que agora me davam tarefas, incumbências, e esperavam que eu as cumprisse bem. 2Pouco a pouco, passei a ser parte da equipe, a ser chamado para ajudar, a ser necessário. 8Um dia vi-me ensinando aos novatos 12e dei-me conta de que me tornara marinheiro, de fato e de direito, um profissional! 32O navio passou a ser minha segunda casa, onde eu permanecia mais tempo, às vezes, do que na primeira. Conhecia todos, alguns mais até do que meus parentes. Sabia de suas manhas, cacoetes, preocupações e de seus sonhos. Sem dar conta, meu mundo acabava no costado do navio. 9A soma de tudo que fazemos e vivemos, pelo navio, 14é uma das coisas mais belas, que só há entre nós, em mais nenhum outro lugar. 24Por isso sou marinheiro, porque sei o que é espírito de navio. Bons tempos aqueles das viagens, dávamos um duro danado no mar, em serviço, postos de combate, adestramento de guerra, dia e noite. 30O interessante é que em toda nossa vida, 15quando buscamos as boas recordações, elas vêm desse tempo, das viagens e dos navios. 16Até 13as durezas por que passamos são saborosas 1ao lembrar, talvez porque as vencemos e fomos adiante. É aquela história dos pequenos sucessos. A volta ao porto era um acontecimento gostoso, sempre figurando a mulher. Primeiro a mãe, depois a namorada, a noiva, a esposa. Muita coisa a contar, a dizer, surpresas de carinho. A comida preferida, o abraço apertado, o beijo quente... e o filho que, na ausência, foi ensinado a dizer papai. 31No início, eu voltava com muitos retratos, principalmente quando vinha do estrangeiro, depois, com o tempo, eram poucos, até que deixei de levar a máquina. 10Engraçado, 22vocês já perceberam que marinheiro velho dificilmente baixa a terra com máquina fotográfica? Foi assim comigo. 34Hoje os navios são outros, os marinheiros são outros - sinto-os mais preparados do que eu era - mas a vida no mar, as viagens, os portos, a volta, estou certo de que são iguais. Sou marinheiro, por isso sei como é. Fico agora em casa, querendo saber das coisas da Marinha. E a cada pedaço que ouço de um amigo, que leio, que vejo, me dá um orgulho que às vezes chega a entalar na garganta. 4Há pouco tempo, voltei a entrar em um navio. Que coisa linda! 35Sofisticado, limpíssimo, nas mãos de uma tripulação que só pode ser muito competente para mantê-lo pronto. 33Do que me mostraram eu não sabia muito. Basta dizer que o último navio em que servi já deu baixa. 17Quando saí de bordo, parei no portaló, voltei-me para a bandeira, inclinei a cabeça... e, minha garganta entalou outra vez. Isso é corporativismo; não aquele enxovalhado, que significa o bem de cada um, protegido à custa do desmerecimento da instituição; mas o puro, que significa o
  5. 5. LÍNGUA PORTUGUESA Professor Jason Lima Questões de Revisão – Turma Militar 2015 Página 5 de 20 bem da instituição, protegido pelo merecimento de cada um. 27Sou marinheiro e, portanto, sou corporativista. Muitas vezes 25a lembrança me retorna aos dias da ativa e morro de saudades. 18Que bom se pudesse voltar ao começo, vestir aquele uniforme novinho — até um pouco grande, ainda recordo — Jurar Bandeira, ser beijado pela minha falecida mãe... 3Sei que, quando minha hora chegar, no último instante, verei, em velocidade desconhecida, o navio com meus amigos, minha mulher, meus filhos, singrando para sempre, indo aonde o mar encontra o céu... e, se São Pedro estiver no portaló, direi: – Sou marinheiro, estou embarcando. Autor desconhecido. In: Língua portuguesa: leitura e produção de texto. Rio de Janeiro: Marinha do Brasil, Escola Naval, 2011. p. 6-8) Glossário - Portaló: abertura no casco de um navio, ou passagem junto à balaustrada, por onde as pessoas transitam para fora ou para dentro, e por onde se pode movimentar carga leve. 17. (Esc. Naval 2013) Em que opção o autor, ao reportar- se ao passado, emprega um termo cujo sufixo tem valor intensificador? a) “Até as durezas por que passamos são saborosas ao lembrar [...].” (ref. 16) b) “Quando saí de bordo, parei no portaló, voltei-me para a bandeira [...].” (ref. 17) c) “Que bom se pudesse voltar ao começo, vestir aquele uniforme novinho [...].” (ref. 18) d) “No meu primeiro navio, logo cedo, percebi que era novamente aluno.” (ref. 19) e) “Acariciou-me o rosto e disse que eu estava lindo de uniforme.” (ref. 20) 18. (Esc. Naval 2013) “Sei que quando minha hora chegar, no último instante, verei, em velocidade desconhecida, o navio [...].” (ref. 3). Em que opção está corretamente justificado o emprego do tempo verbal destacado nesse fragmento? a) Indica um desejo que será realizado de forma irresoluta em muito pouco tempo. b) Marca a probabilidade de uma ação que, tudo indica, é iminente. c) Sugere a esperança improvável de uma condição que se deseja. d) Expressa a certeza de um acontecimento que ainda está por vir. e) Enfatiza a necessidade de um fato pelo qual se espera desesperadamente. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Texto I O silêncio incomoda 1Como trabalho em casa, assisto a um grande número de jogos e programas esportivos, alguns porque gosto e outros para me manter atualizado, vejo ainda muitos noticiários gerais, filmes, programas culturais (são pouquíssimos) e também, por curiosidade, muitas coisas ruins. Estou viciado em televisão. Não suporto mais ver 25tantas tragédias, crimes, violências, falcatruas e tantas politicagens para a realização da Copa de 2014. Estou sem paciência 20para assistir a tantas partidas tumultuadas no Brasil, consequência do estilo de jogar, da tolerância com a violência e do ambiente bélico em 14que 9se transformou o futebol, dentro e fora do campo. Na transmissão das partidas, 30fala-se e grita-se demais. Não há um único instante de silêncio, nenhuma pausa. O barulho é cada dia maior no futebol, nas ruas, nos bares, nos restaurantes e em quase todos os ambientes. O silêncio incomoda as pessoas. É óbvio 15que informações e estatísticas são importantíssimas. Mas exageram. 2Fala-se 26muito, mesmo com a bola rolando. Impressiona-me 18como 10se formam conceitos, dão opiniões, baseados em estatísticas 13que têm pouca ou nenhuma importância. Na partida entre Escócia e Brasil, um repórter da TV Globo deu a 6“grande notícia”, 21que Neymar foi o primeiro jogador brasileiro a marcar dois gols contra a Escócia em uma mesma partida. 22Parece haver uma disputa para saber 19quem dá mais informações e estatísticas, e outra, entre os narradores, 3para saber quem grita gol mais 23alto e 24prolongado. 11Se dizem 16que a imagem vale mais que mil palavras, por que se fala e se grita tanto? 21Outra discussão 27chata, durante e após as partidas, é 8se um jogador teve a intenção de colocar a mão na bola e de fazer pênalti, e se outro teve a intenção de atingir o adversário. Com raríssimas exceções, 4ninguém é louco para fazer pênalti nem tão canalha para querer quebrar o outro jogador. 7O que ocorre, com frequência, é 5o jogador, no impulso, sem pensar, soltar o braço na cara do outro. O impulso está à frente da consciência. Não sou também tão ingênuo para achar 17que todas as faltas violentas são involuntárias. Não dá para o árbitro saber 12se a falta foi intencional ou não. Ele precisa julgar o fato, e não a intenção. Eles precisam ter também bom senso, o que é raro no ser humano, para saber a gravidade das faltas. 29Muitas parecem 28iguais, mas não são. Ter critério não é unificar as diferenças. (Tostão, Folha de S.Paulo, caderno D, “esporte”, p. 11, 10/04/2011.) Texto II O ídolo Em um belo dia, a deusa dos ventos beija o pé do homem, o maltratado, desprezado pé, e, desse beijo,
  6. 6. LÍNGUA PORTUGUESA Professor Jason Lima Questões de Revisão – Turma Militar 2015 Página 6 de 20 nasce o ídolo do futebol. 7Nasce em berço de palha e barraco de lata e vem ao mundo abraçado a uma bola. 1Desde que aprende a andar, sabe jogar. Quando criança, alegra os descampados e os baldios, joga e joga e joga nos ermos dos subúrbios até que a noite cai e ninguém mais consegue ver a bola, e, quando jovem, voa e faz voar nos estádios. Suas artes de malabarista convocam multidões, domingo após domingo, de vitória em vitória, de ovação em ovação. 4A bola 13o procura, 14o reconhece, precisa dele. No peito de 18seu pé, ela descansa e se embala. 6Ele 19lhe dá brilho e 20a faz falar, e neste diálogo entre os dois, milhões de mudos conversam. 11Os Zé Ninguém, os condenados a serem para sempre ninguém, podem sentir- se alguém por um momento, por obra e graça desses passes devolvidos num toque, 16essas fintas que desenham os zês na grama, 17esses golaços de calcanhar ou de bicicleta: quando ele joga o time tem doze jogadores. — Doze? Tem quinze! Vinte! 10A bola ri, radiante, no ar. Ele a amortece, a adormece, diz galanteios, dança com ela, e vendo essas coisas nunca vistas, seus adoradores sentem piedade por seus netos ainda não nascidos, que não estão vendo 15o que acontece. 22Mas o ídolo é ídolo apenas por um momento, humana eternidade, coisa de nada; e quando chega a hora do azar para o pé de ouro, a estrela conclui sua viagem do resplendor à escuridão. 3Esse corpo está com mais remendos que roupa de palhaço, o acrobata virou paralítico, o artista é uma besta: — Com a ferradura, não! 8A fonte da felicidade pública se transforma no 12para-raios do rancor público: — Múmia! Às vezes, o ídolo não cai inteiro. 5E, às vezes, 2quando 9se quebra, a multidão 21o devora aos pedaços. (Eduardo Galeano. Futebol, ao sol e à sombra.) Texto III Sermão da Planície (para não ser escutado) Bem-aventurados os que não entendem nem aspiram a entender de futebol, pois deles é o reino da tranquilidade. Bem-aventurados os que, por entenderem de futebol, não se expõem ao risco de assistir às partidas, pois não voltam com decepção ou enfarte. (...) Bem-aventurados os que não escalam, pois não terão suas mães agravadas, seu sexo contestado e 3sua integridade física ameaçada, ao saírem do estádio. 4Bem-aventurados os que não são escalados, pois escapam das vaias, projéteis, contusões, fraturas, e mesmo da 5glória precária de um dia. 2Bem-aventurados os que não são cronistas esportivos, pois não carecem de explicar o inexplicável e racionalizar a loucura. (...) Bem-aventurados os surdos, pois não os atinge o estrondar das bombas da vitória, que fabricam os surdos, nem o 1matraquear dos locutores, carentes de exorcismo. (...) Bem-aventurados os que, depois de escutar esse sermão, aplicarem todo o ardor infantil no peito maduro para desejar a vitória do selecionado brasileiro nesta e em todas as futuras Copas do Mundo, como faz o velho sermoneiro desencantado, mas torcedor assim mesmo, pois para o diabo vá a razão quando o futebol invade o coração. (Carlos Drummond de Andrade. Jornal do Brasil, 18/06/1974.) 19. (Epcar 2012) Leia o trecho abaixo. “Os Zé Ninguém, os condenados a serem para sempre ninguém, podem sentir-se alguém por um momento, por obra e graça desses passes devolvidos num toque, essas fintas que desenham os zês na grama...” (ref. 11, texto II) De acordo com a análise morfossintática dos termos sublinhados abaixo, pode-se concluir que está INCORRETA a afirmativa: a) em Zé Ninguém, há uma derivação imprópria, já que foi utilizado um pronome indefinido como substantivo próprio. b) em “A fonte da felicidade pública se transforma no para- raios do rancor público”, (ref. 12, texto II), a expressão grifada é predicativo do sujeito. c) o substantivo destacado em “... esses golaços de calcanhar ou de bicicleta...” foi formado a partir de sufixação. d) caso antes da locução “... podem sentir-se alguém...”, houvesse uma palavra negativa, o pronome se teria que, obrigatoriamente, vir antes do verbo poder. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: Quando a rede vira um vício Com o titulo "Preciso de ajuda", fez-se um desabafo aos integrantes da comunidade Viciados em Internet Anônimos: "Estou muito dependente da web, Não consigo mais viver normalmente. Isso é muito sério". Logo obteve resposta de um colega de rede. "Estou na mesma situação. Hoje, praticamente vivo em frente ao computador. Preciso de ajuda." Odiálogo dá a dimensão do tormento provocado pela dependência em Internet, um mal que começa a ganhar relevo estatístico, à medida que o uso da própria rede se dissemina. Segundo pesquisas recém- conduzidas pelo Centro de Recuperação para Dependência de Internet, nos Estados Unidos, a parcela de viciados representa, nos vários países estudados, de 5% (como no Brasil) a 10% dos que usam a web — com concentração na faixa dos 15 aos 29 anos. Os estragos são enormes. Como ocorre com um viciado em álcool ou
  7. 7. LÍNGUA PORTUGUESA Professor Jason Lima Questões de Revisão – Turma Militar 2015 Página 7 de 20 em drogas, o doente desenvolve uma tolerância que, nesse caso, o faz ficar on-line por uma eternidade sem se dar conta do exagero. Ele também sofre de constantes crises de abstinência quando está desconectado, e seu desempenho nas tarefas de natureza intelectual despenca. Diante da tela do computador, vive, aí sim, momentos de rara euforia. Conclui uma psicóloga americana: "O viciado em internet vai, aos poucos, perdendo os elos com o mundo real até desembocar num universo paralelo — e completamente virtual". Não é fácil detectar o momento em que alguém deixa de fazer uso saudável e produtivo da rede para estabelecer com ela uma relação doentia, como a que se revela nas histórias relatadas ao longo desta reportagem. Em todos os casos, a internet era apenas "útil" ou "divertida" e foi ganhando um espaço central, a ponto de a vida longe da rede ser descrita agora como sem sentido. Mudança tão drástica se deu sem que os pais atentassem para a gravidade do que ocorria. "Como a internet faz parte do dia a dia dos adolescentes e o isolamento é um comportamento típico dessa fase da vida, a família raramente detecta o problema antes de ele ter fugido ao controle", diz um psiquiatra. A ciência, por sua vez, já tem bem mapeados os primeiros sintomas da doença. De saída, o tempo na internet aumenta — até culminar, pasme-se, numa rotina de catorze horas diárias, de acordo com o estudo americano. As situações vividas na rede passam, então, a habitar mais e mais as conversas. É típico o aparecimento de olheiras profundas e ainda um ganho de peso relevante, resultado da frequente troca de refeições por sanduíches — que prescindem de talheres e liberam uma das mãos para o teclado. Gradativamente, a vida social vai se extinguindo. Alerta outra psicóloga: "Se a pessoa começa a ter mais amigos na rede do que fora dela, é um sinal claro de que as coisas não vão bem". Os jovens são, de longe, os mais propensos a extrapolar o uso da internet. Há uma razão estatística para isso — eles respondem por até 90% dos que navegam na rede, a maior fatia —, mas pesa também uma explicação de fundo mais psicológico, à qual uma recente pesquisa lança luz. Algo como 10% dos entrevistados (viciados ou não) chegam a atribuir à internet uma maneira de "aliviar os sentimentos negativos", tão típicos de uma etapa em que afloram tantas angústias e conflitos. Na rede, os adolescentes sentem-se ainda mais à vontade para expor suas ideias. Diz um outro psiquiatra: "Num momento em que a própria personalidade está por se definir, a internet proporciona um ambiente favorável para que eles se expressem livremente". No perfil daquela minoria que, mais tarde, resvala no vicio se vê, em geral, uma combinação de baixa autoestima com intolerância à frustração. Cerca de 50% deles, inclusive, sofrem de depressão, fobia social ou algum transtorno de ansiedade. É nesse cenário que os múltiplos usos da rede ganham um valor distorcido. Entre os que já têm o vicio, a maior adoração é pelas redes de relacionamento e pelos jogos on-line, sobretudo por aqueles em que não existe noção de começo, meio ou fim. Desde 1996, quando se consolidou o primeiro estudo de relevo sobre o tema, nos Estados Unidos, a dependência em internet é reconhecida — e tratada — como uma doença. Surgiram grupos especializados por toda parte. "Muita gente que procura ajuda ainda resiste à ideia de que essa é uma doença", conta um psicólogo. O prognóstico é bom: em dezoito semanas de sessões individuais e em grupo, 80% voltam a niveis aceitáveis de uso da internet. Não seria factível, tampouco desejável, que se mantivessem totalmente distantes dela, como se espera, por exemplo, de um alcoólatra em relação à bebida. Com a rede, afinal, descortina-se uma nova dimensão de acesso às informações, à produção de conhecimento e ao próprio lazer, dos quais, em sociedades modernas, não faz sentido se privar. Toda a questão gira em torno da dose ideal, sobre a qual já existe um consenso acerca do razoável: até duas horas diárias, no caso de crianças e adolescentes. Quanto antes a ideia do limite for sedimentada, melhor. Na avaliação de uma das psicólogas, "Os pais não devem temer o computador, mas, sim, orientar os filhos sobre como usá-lo de forma útil e saudável". Desse modo, reduz-se drasticamente a possibilidade de que, no futuro, eles enfrentem o drama vivido hoje pelos jovens viciados. Silvia Rogar e João Figueiredo, Veja, 24 de março de 2010. Adaptado. 20. (Colégio Naval 2011) Marque a opção cuja grafia de todas as palavras está correta. a) Um sinal claro de nossa evazão social é termos mais amigos na rede do que fora dela. b) A proposta do texto não parece estravagante. Há, de certa forma, a necessidade de se chegar a uma dose ideal no uso da internet. c) Se uma vida mais consciente nos restitui a quase extinta vida social, que empecilhos mais fortes nos impediriam de desfrutá-la? d) O fato de a dependência em internet ser uma doença não exclue, é obvio, o empenho de encorporarmos formas razoáveis de utilização da web. e) Quem vive de forma mais displiscente não é capaz de perceber a drástica situação vivida pelos jovens na era digital. Mas aquele que atribue importância a essa realidade procura analisar tudo com cuidado. 21. (Colégio Naval 2011) Assinale a opção cujas palavras são, respectivamente, acentuadas pela mesma justificativa das que aparecem destacadas em "Na avaliação de uma das psicólogas, ‘os pais não devem temer o computador, mas, sim, orientar os filhos sobre como usá-lo de forma útil e saudável’." (4° parágrafo) a) Família, incluí-lo, saída. b) Prognóstico, atrás, fútil. c) Plausível, alguém, factível. d) Alcoólatra, razoável, vício. e) Múltiplos, amá-la, intolerância.
  8. 8. LÍNGUA PORTUGUESA Professor Jason Lima Questões de Revisão – Turma Militar 2015 Página 8 de 20 TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Bruxos, vampiros e avatares Lya Luft "A tecnologia abre territórios fascinantes, e ameaça nos controlar: se pensarmos um pouco, sentiremos medo" 19Cibernéticos e virtuais, 15nadamos num rio de novidades e nos consideramos moderníssimos. Um turbilhão de recursos trazidos pela ciência, pela tecnologia, nos atrai ou confunde. 13Se somos mais velhos, nos faz crer que jamais pegaremos esse bonde - embora ele seja para todos os que se dispuserem a nele subir, não necessariamente para ser campeões ou heróis. 11A tecnologia abre territórios fascinantes, e ameaça nos controlar: se pensarmos um pouco, sentiremos medo. O que mais vem por aí, quanto podemos lidar com essas novidades, sem saber direito quais são as positivas, quanto servem para promover progresso ou 16para nos exterminar ao toque do botão de algum demente no poder? Exageradamente entregues a esses jogos cada dia inovados, vamos nos perder da nossa natureza real, o instinto? 6Viramos homens e mulheres pós-modernos, sem saber o que isso significa; 1somos cibernéticos, somos twitteiros e blogueiros, mas não passamos disso. E, se não formos muito equilibrados, vamos nos transformar em hackers, e o mundo que exploda. 14Sobre a sensação de onipotência que esse mundo novo nos confere, lembro a história deliciosa do aborígine que, contratado para guiar o cientista carregado de instrumentos refinados, disse-lhe: 20“Você e sua gente não são muito espertos, porque precisam de todas essas ferramentas simplesmente para andar no mato e observar os animais". 9Não vamos regredir: a civilização anda segundo seu próprio arbítrio. Mas, como quase todas as coisas, 3seus produtos criam ambiguidade pelo excesso de aberturas 17e pelo receio diante do novo, que precisa ser domesticado, para se tornar nosso servo útil. As possibilidades do mundo virtual são quase infinitas. Sua sedução é intensa. 8Tão enganador quanto fascinante, no que tange à comunicação. 21Imenso, variado, assustador, rumoroso, ameaçador e frio, porque impessoal. 4Nesse mundo difuso, somos quase onipotentes, sem maior responsabilidade, pois cada ação nem sempre corresponde a uma consequência - e ainda podemos nos esconder no anonimato. Criam-se sérias questões morais e éticas não resolvidas nesse território: através da mesma ferramenta que nos abre universos e nos comunica com o outro, caluniamos e somos caluniados, ameaçamos e somos ameaçados, nos despersonalizamos, nos entregamos a atividades estranhas, algumas perversas; espiamos, espreitamos, maldizemos amigos e desconhecidos, odiamos celebridades, cortamos a cabeça de quem se destaca porque se torna objeto de inveja e ressentimento, escutamos mensagens sombrias e cumprimos, talvez, ordens sinistras. 18Relacionamentos pessoais começam e terminam, bem ou mal, nesse campo virtual – não muito diferente do mundo dito real, dos bares, festas e trabalho, faculdade e escola. 12Para as crianças, esse universo extenso e invasivo pode ser uma grande escola, um mestre inesgotável, 5um salão de jogos divertido em que elas imediatamente se sentem à vontade, sem os limites dos adultos. Mas pode ser a estrada dos pedófilos, a alcova dos doentes, ou a passagem sobre o limite do natural e lúdico para o obsessivo e perverso. 7Como quase tudo neste mundo nosso, duplo é o gume: comunicar-se é positivo, mas sinais feitos na sombra, sem verdadeiro nome nem rosto, podem acabar em fantasmáticas perseguições e males. Singularmente, mas de maneira muito significativa, enquanto 2estamos velozes e espertos no computador, criando mundos virtuais, e jogando jogos cada vez mais complexos, buscamos o nevoeiro desse anonimato e, na época das maiores inovações, curtimos voar com bruxos em suas vassouras, namorar vampiros e inventar avatares que vão de engraçados a sinistros. 10Estimulante, múltiplo, tão rico, resta saber o que vamos fazer nesse novo mundo - ou o que ele vai fazer de nós. Quando soubermos, estaremos afixados nele como borboletas presas com alfinete debaixo da tampa de vidro ou vaga-lumes em potes de geleia vazios, naquelas noites de verão quando a infância era apenas aquela, inocente, que ainda espia sobre nossos ombros. (Revista Veja, 17 de fevereiro de 2010) 22. (G1 - Epcar 2011) Assinale a alternativa que contém uma afirmação incorreta. a) Se se reescrever a expressão “namorar vampiros”, alterando-a para “namorar com vampiros” manter-se-á a correção de acordo com a norma padrão da língua. b) As formas verbais que figuram nesse parágrafo remetem ao mesmo tempo verbal, ou seja, pretérito perfeito do modo indicativo. c) Quando se menciona a busca do nevoeiro do anonimato remete-se a máscaras da realidade. d) Em “... sinais feitos na sombra, sem verdadeiro nome nem rosto...”, pode-se encontrar uma circunstância de modo. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: Os ideais da nossa Geração Y 5Uma pesquisa inédita mostra como pensam os jovens que estão entrando no mercado de trabalho. Eles são bem menos idealistas que os americanos. Daniella Cornachione 1Quando o jornalista Otto Lara Resende, diante das câmeras de TV, pediu ao dramaturgo Nelson Rodrigues que desse um conselho aos jovens telespectadores, a resposta foi contundente: “Envelheçam!”. A recomendação foi dada no programa de entrevistas Painel, exibido pela Rede Globo em 1977. Pelo menos no quesito trabalho, os brasileiros perto dos 20 anos de idade parecem dispensar o conselho. 9Apesar de
  9. 9. LÍNGUA PORTUGUESA Professor Jason Lima Questões de Revisão – Turma Militar 2015 Página 9 de 20 começarem a procurar emprego num momento de otimismo econômico, quase eufórico, os jovens brasileiros têm expectativas de carreira bem menos idealistas que os americanos e europeus — e olha que por lá eles estão enfrentando uma crise brava. É o que revela uma pesquisa da consultoria americana Universum, feita em 25 países. (...). No estudo, chamado Empregador ideal, universitários expressam seus desejos em relação às empresas, em diversos quesitos. O Brasil é o primeiro país sul-americano a participar -- foram entrevistados mais de 11 mil universitários no país de fevereiro a abril. 11De acordo com o estudo, 4dois em cada três universitários brasileiros acham que o empregador ideal oferece, em primeiro lugar, treinamento e desenvolvimento — quer dizer, a possibilidade de virar um profissional melhor. A mesma característica é valorizada só por 38% dos americanos, que colocam no topo das prioridades, neste momento, a estabilidade no emprego. 3Os brasileiros apontaram como segundo maior objetivo a possibilidade de empreender, criar ou inovar, numa disposição para o risco que parece estar diminuindo nos Estados Unidos. O paulista Guilherme Mosaner, analista de negócios de 25 anos, representa bem as preocupações brasileiras. “O trabalho precisa ser desafiador. Tenho de aprender algo todo dia.” 10Mosaner trabalha há um ano e meio em uma empresa de administração de patrimônio, mas acha improvável construir a carreira numa mesmacompanhia, assim como metade dos estudantes brasileiros entrevistados pela Universum. 2Entre as boas qualidades de um empregador, os universitários incluem seu sucesso econômico e a valorização que ele confere ao currículo. “A gente sabe que não vai ficar 40 anos em um mesmo lugar, por isso já se prepara para coisas novas”, diz Mosaner. 7Apesar de mais pragmáticos, os universitários brasileiros, assim como os americanos e europeus, 8consideram como objetivo máximo equilibrar trabalho e vida pessoal. 6Quem pensa em americanos como viciados em trabalho e em europeus como cultivadores dos prazeres da vida talvez precise reavaliar as crenças diante da geração que está saindo da faculdade: o bom balanço entre trabalho e vida pessoal é a meta número um de 49% dos brasileiros, 52% dos europeus e... 65% dos americanos. (ÉPOCA, 21 de junho de 2010) 23. (Epcar 2011) Assinale a alternativa em que a relação foi estabelecida corretamente. a) Em “O trabalho precisa ser desafiador”, o substantivo “trabalho” é sujeito da oração, e o adjetivo “desafiador”, sua atribuição. b) Nas palavras desenvolvimento, possibilidade, e improvável, os encontros destacados são denominados dígrafos. c) Nos vocábulos valorização, treinamento e dia foram destacados os ditongos. d) A locução “de acordo com”, ref.11, introduz uma ideia comparativa. 24. (Epcar 2011) Assinale a alternativa em que configura incorreção ortográfica. a) ... um de quarenta e nove por cento dos brasileiros, cinquenta e dois por cento dos europeus e ... sessenta e cinco por cento dos americanos. b) Os ideais de nossa geração ípsilon... c) .... uma pesquisa da consultoria americana Universum, feita em vinte e cinco países e publicada... d) ... exibido pela Rede Globo em mil novecentos e cetenta e sete. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Os ideais da nossa geração Y (continuação) Daniella Cornachione A busca desse equilíbrio é considerada uma característica básica dos trabalhadores mais jovens, com idades entre 18 e 29 anos — faixa apelidada de Geração Y. 2Dividir os profissionais por grupos etários é útil para as consultorias de recursos humanos 3como uma forma de perceber mudanças no comportamento e nos interesses das pessoas e ajudar as empresas a atrair e 7manter os trabalhadores que elas considerem mais valiosos. Por exemplo, os profissionais nascidos nos anos 70 e 80 4formam a Geração X, assim chamada porque parecia ser uma incógnita em termos de comportamento. “A Geração X chegou à adolescência quando as revoluções já estavam feitas, e as grandes causas mundiais mais ou menos resolvidas”, afirma Carlos Honorato, pesquisador do grupo especializado em tendências Profuturo, da Fundação Instituto de Administração (FIA). 5Apesar disso, os Xs brasileiros cresceram ouvindo falar em inflação, dívida externa e planos econômicos fracassados. 6Por isso, têm mais apego ao sonho do emprego estável e da maior segurança financeira possível para a família e os filhos. Isso explica muito sobre a Geração Y. Os Ys cresceram em ambiente bem diferente, com estabilidade econômica, inflação sob controle, globalização e oportunidades abertas. Convivem com a internet desde a infância e se acostumaram às decisões coletivas, ao debate sempre aberto, à interação permanente. Nas empresas, eles vêm sendo considerados, numa interpretação favorável, como questionadores; numa interpretação não tão favorável, como insolentes. “É uma geração mais aberta a novas possibilidades, que tem muito compromisso consigo mesma. 1Se o jovem não estiver satisfeito com o trabalho ou quiser outras oportunidades, não fica na empresa”, afirma Sara Behmer, presidente da consultoria de recursos humanos Voyer e professora da Brazilian Business School. Se a nova estabilidade econômica tornou os Ys brasileiros mais ambiciosos e dispostos a arriscar, o desenvolvimento econômico nos Estados Unidos (e uma certa decepção com jeito tradicional de fazer negócios, pelas crises dos anos 2000) tornou os Ys americanos extremamente exigentes e idealistas. Eles fazem questão de ter equilíbrio entre vida pessoal e carga de trabalho, buscam empresas com boa reputação e alto padrão ético 8e querem ter funções cujo objetivo seja o bem maior da
  10. 10. LÍNGUA PORTUGUESA Professor Jason Lima Questões de Revisão – Turma Militar 2015 Página 10 de 20 sociedade. Todas metas muito admiráveis – e que bateram de frente com a crise. (ÉPOCA, 21 de junho de 2010) 25. (Epcar 2011) Assinale a alternativa correta. a) As palavras “equilíbrio”, “etários” e “inflação” possuem, quanto à tonicidade, a mesma classificação. b) Na referência 1 – “Se o jovem não estiver satisfeito com o trabalho...” – observa-se a presença de um termo oracional que expressa circunstância de condição. c) Em com-pro-mis-so / sa-tis-fe-i-to / de-sen-vol-vi-men-to, os vocábulos foram divididos corretamente conforme a norma gramatical. d) Encontram-se nos vocábulos “família”, “tendências” e “etários” ditongos decrescentes orais. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: O Outro Marido 14Era conferente da Alfândega – mas isso não tem importância. Somos todos alguma coisa fora de nós; o eu irredutível nada tem a ver com as classificações profissionais. Pouco importa que nos avaliem pela casca. 9Por dentro, sentia-se diferente, capaz de mudar sempre, enquanto a situação exterior e familiar não mudava. Nisso está o espinho do homem: ele muda, os outros não percebem. Sua mulher não tinha percebido. Era a mesma de há 23 anos, quando se casaram (quanto ao íntimo, é claro). 3Por falta de filhos, os dois viveram demasiado perto um do outro, sem derivativo. Tão perto que se desconheciam mutuamente, como um objeto desconhece outro, na mesma prateleira de armário. 10Santos doía-se de ser um objeto aos olhos de Dona Laurinha. Se ela também era um objeto aos olhos dele? Sim, mas com a diferença de que Dona Laurinha não procurava fugir a essa simplificação, nem reparava; era de fato, objeto. Ele, Santos, sentia-se vivo e desagradado. 1Ao aparecerem nele as primeiras dores, Dona Laurinha penalizou-se, mas esse interesse não beneficiou as relações do casal. Santos parecia 6comprazer-se em estar doente. 11Não propriamente em queixar-se, mas em alegar que ia mal. A doença era para ele ocupação, emprego suplementar. O médico da Alfândega dissera-lhe que certas formas reumáticas levam anos para ser dominadas, exigem adaptação e disciplina. Santos começou a cuidar do corpo como de uma planta delicada. E mostrou a Dona Laurinha a nevoenta radiografia da coluna vertebral com certo orgulho de estar assim tão afetado. – Quando você ficar bom... – Não vou ficar. Tenho doença para o resto da vida. Para Dona Laurinha, a melhor maneira de curar-se é tomar remédio e entregar o caso à alma de Padre Eustáquio, que vela por nós. 2Começou a fatigar-se com a importância que o reumatismo assumira na vida do marido. E não se amolou muito 12quando ele anunciou que ia internar-se no hospital Gaffré e Guinle. – Você não sentirá falta de nada – assegurou-lhe Santos. – Tirei licença com ordenado integral. Eu mesmo virei aqui todo começo de mês trazer o dinheiro. Hospital não é prisão. – Vou visitar você todo domingo, quer? – É melhor não ir. Eu descanso, você descansa, cada qual no seu canto. Ela também achou melhor, e nunca foi lá. Pontualmente, Santos trazia-lhe o dinheiro da despesa, ficaram até um pouco amigos nessa breve conversa a longos intervalos. 4Ele chegava e saía curvado, sob a garra do reumatismo que nem melhorava nem matava. A visita não era de todo desagradável, desde que a doença deixara de ser assunto. Ela notou como a vida de hospital pode ser distraída: os internados sabem de tudo cá de fora. – Pelo rádio – explicou Santos. Um dia, ela se sentiu tão nova, apesar do tempo e das separações fundamentais, que imaginou uma alteração: por que ele não ficava até o dia seguinte, só essa vez? – 5É tarde – respondeu Santos. E ela não entendeu se ele se referia à hora ou a toda a vida passada sem compreensão. É certo que vagamente o compreendia agora, e recebia dele mais que a mesada: uma hora de companhia por mês. Santos veio um ano, dois, cinco. Certo dia não veio. 13Dona Laurinha preocupou-se. Não só lhe faziam falta os cruzeiros; ele também fazia. Tomou o ônibus, foi ao hospital pela primeira vez, em alvoroço. Lá ele não era conhecido. Na Alfândega informaram-lhe que Santos falecera havia quinze dias, a senhora quer o endereço da viúva? – Sou eu a viúva – disse Dona Laurinha, espantada. O informante olhou-a com incredulidade. Conhecia muito bem a viúva do Santos, Dona Crisália, fizera bons piqueniques com o casal na Ilha do Governador. Santos fora seu parceiro de bilhar e de pescaria. Grande praça. Ele era padrinho do filho mais velho de Santos. Deixara três órfãos, coitado. E tirou da carteira uma foto, um grupo de praia. Lá estavam Santos, muito lépido, sorrindo, a outra mulher, os três garotos. Não havia dúvida: era ele mesmo, seu marido. Contudo, 7a outra realidade de Santos era tão destacada da sua, que o tornava outro homem, completamente desconhecido, irreconhecível. – Desculpe, foi engano. 8A pessoa a que me refiro não é esta – disse Dona Laurinha, despedindo- se. (Carlos Drummond de Andrade) 26. (Espcex 2011) O verbo comprazer-se (ref.6), de forma geral, é classificado como a) defectivo e só se usa nas formas nominais, ou seja, infinitivo, gerúndio e particípio.
  11. 11. LÍNGUA PORTUGUESA Professor Jason Lima Questões de Revisão – Turma Militar 2015 Página 11 de 20 b) abundante, havendo as formas “comprazera-me e comprouve-me”. c) essencialmente pronominal como pentear-se, queixar-se e matar-se. d) transitivo e só se usa com dois objetos: um direto e outro indireto. e) regular com conjugação completa em todos os tempos do modo Indicativo e Subjuntivo. 27. (ITA 2005) Das opções a seguir, cujos textos foram extraídos do Manual do Proprietário de um carro, a única alternativa que não apresenta inadequação quanto à construção ou ao emprego de palavra é a) Se o veículo costuma permanecer imobilizado por mais que duas semanas ou se é utilizado em pequenos percursos, com frequência não diária (...) adicione um frasco de aditivo. b) Algumas [instruções], todavia, merecem atenção especial, em virtude das graves consequências que sua não observância pode representar para a integridade física dos ocupantes e para o funcionamento do veículo. c) Ao calibrar os pneus, não se esqueça de examinar também o de reserva. Veja instruções na Seção 7, sob Pneus. d) Somente se a utilização do veículo ocorrer essencialmente nas rodovias asfaltadas na maior parte do tempo é que se pode proceder à troca de óleo a cada 6 meses ou 10.000 km, o que primeiro ocorrer. e) O uso dos cintos de segurança deve também ser rigorosamente observado em veículos equipados com sistema "Air bag", que atua como complemento a este sistema. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: TEXTO 1 Valorizar o professor do ciclo básico Como não sou perito em futurologia, devo limitar-me a fazer um exercício de observação. Presto atenção ao que se passa na escola hoje e suponho que, daqui a 25 anos, as tendências atuais persistirão com maior ou menor intensidade. Provavelmente, o analfabetismo dos adultos terá sido erradicado e o acesso à instrução primária terá sido generalizado. Tudo indica que a demanda continuará a crescer em relação ao ensino secundário e superior. Se os poderes públicos não investirem sistematicamente na expansão desses dois níveis, a escola média e a universidade serão, em grande parte, privatizadas. A educação a distância será promovida tanto pelo Estado como pelas instituições particulares. Essa alteração no uso de espaços escolares tradicionais levará a resultados contraditórios. De um lado, aumentará o número de informações e instrumentos didáticos de alta precisão. De outro lado, a elaboração pessoal dos dados e a sua crítica poderão sofrer com a falta de um diálogo sustentado face a face entre o professor e o aluno. É preciso pensar, desde já, nesse desafio que significa aliar eficiência técnica e profundidade ou densidade cultural. O risco das avaliações sumárias, por meio de testes, crescerá, pois os processos informáticos visam a poupar tempo e reduzir os campos de ambiguidade e incerteza. Com isso, ficaria ainda mais raro o saber que duvida e interroga, esperando com paciência, até vislumbrar uma razão que não se esgote no simplismo do certo versus errado. Poderemos ter especialistas cada vez mais peritos nas suas áreas e massas cada vez mais incapazes de entender o mundo que as rodeia. De todo modo, o futuro depende, em larga escala, do que pensamos e fazemos no presente. Uma coisa me parece certa: o professor do ciclo básico deve ser valorizado em termos de preparação e salário, caso contrário, os mais belos planos ruirão como castelos de cartas. (BOSI, Alfredo. Caderno Sinapse. Folha de S. Paulo, 29/07/2003.) TEXTO 2 Diretrizes de salvação para a Universidade Pública "... poder-se-ia alegar que não é muito bom o ensino das matérias que se costuma lecionar nas universidades. Todavia, não fossem essas instituições, tais matérias geralmente não teriam sido sequer ensinadas, e tanto o indivíduo como a sociedade sofreriam muito com a falta delas..." Adam Smith (...) A grande característica distintiva de uma Universidade pública reside na sua qualidade geradora de bens públicos. Estes, por definição, são bens cujo usufruto é necessariamente coletivo e não podem ser apropriados exclusivamente por ninguém em particular. Quanto ao grau de abrangência, os bens públicos podem ser classificados em locais, nacionais ou universais. O corpo de bombeiros de uma cidade, por exemplo, é um bem público local, o serviço da guarda costeira de um país é um bem público nacional, ao passo que a proteção de áreas ambientais importantes do planeta, como a Amazônia, deve ser vista como bem público universal, assim como qualquer outra atividade protetora de patrimônios da humanidade ou de segurança global, como é o caso da proteção contra vírus de computador, para citar um exemplo mais atual, embora ainda não plenamente reconhecido. Incluem-se no elenco dos bens públicos as atividades relacionadas à produção e transmissão da cultura, ao pensamento filosófico e às investigações científicas não alinhadas com qualquer interesse econômico mais imediato. A Universidade surgiu na civilização porque havia uma necessidade latente desses bens e legitimou-se pelo reconhecimento de sua importância para a humanidade. Portanto, ela nasceu e legitimou-se como instituição social pública e não como negócio privado, como muitos agora a querem transformar, inclusive a OMC, contradizendo o próprio Adam Smith, o patriarca da
  12. 12. LÍNGUA PORTUGUESA Professor Jason Lima Questões de Revisão – Turma Militar 2015 Página 12 de 20 economia de mercado, como bem o indica a passagem acima epigrafada, retirada de "A Riqueza das Nações". As tecnologias podem ser "engenheiradas", transformando-se em produtos de mercado, mas o conhecimento que as originou é uma conquista da humanidade e, portanto, um bem público universal, como é o caso, por exemplo, das atividades do Instituto Politécnico de Zurique, de onde saiu Albert Einstein, e do laboratório Cavendish da Universidade de Cambridge, onde se realizaram os experimentos que levaram a descobertas fundamentais da física, sem as quais não teriam sido possíveis as maravilhas tecnológicas do mundo moderno, da lâmpada elétrica à internet. (...) (SILVA, José M. A. Jornal da Ciência, 22/07/2003. Extraído de: http://www.jornaldaciencia.org.br, 15/07/2003.) 28. (ITA 2004) O morfema "-ada" tem mais de um sentido. Assinale a opção em que esse morfema apresenta o mesmo sentido que tem na palavra "engenheirada". a) freada b) cajuada c) caldeirada d) cervejada e) aguada 29. (ITA 2003) Quanto ao tempo verbal, é CORRETO afirmar que, no texto abaixo, João e Maria Agora eu era herói E o meu cavalo só falava inglês A noiva do cawboy Era você além das outras três Eu enfrentava os batalhões Os alemães e os seus canhões Guardava o meu bodoque Ensaiava o rock Para as matinês (...) (CHICO BUARQUE DE HOLANDA) a) a relação cronológica, no primeiro verso, entre o momento da fala e "ser herói" é de anterioridade. b) o pretérito imperfeito indica um processo concluído num período definido no passado. c) o pretérito imperfeito é usado para instaurar um mundo imaginário, próprio do universo infantil. d) o conflito entre a marca do presente - no advérbio "agora" - e a do passado - nos verbos - leva à intemporalidade. e) o pretérito imperfeito é usado para exprimir cortesia. 30. (ITA 2002) Assinale a sequência de palavras acentuadas pela mesma regra gramatical: a) Cenário, circunstância, hífen, águia. b) Está, já, café, jacá. c) Eletrônica, gênero, bônus, ônibus. d) Cenário, águia, referência, série. e) Referência, para, líder, série. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Ela saltou no meio da roda, com os braços na cintura, rebolando as ilhargas e bamboleando a cabeça, ora para a esquerda, ora para a direita, como numa sofreguidão de gozo carnal, num requebrado luxurioso que a punha ofegante; já correndo de barriga empinada; já recuando de braços estendidos, a tremer toda, como se fosse afundando num prazer grosso que nem azeite, em que se não toma pé e nunca encontra fundo. Depois, como se voltasse à vida soltava um gemido prolongado, estalando os dedos no ar e vergando as pernas, descendo, subindo, sem nunca parar os quadris, e em seguida sapateava, miúdo e cerrado, freneticamente, erguendo e abaixando os braços, que dobrava, ora um, ora outro, sobre a nuca enquanto a carne lhe fervia toda, fibra por fibra, titilando. (AZEVEDO, Aluísio. O Cortiço, 25ª ed. São Paulo, Ática, 1992, p. 72-3.) 31. (ITA 2002) Neste trecho, o efeito de movimento rápido é obtido por verbos empregados no tempo ou modo: a) pretérito perfeito do indicativo. b) pretérito imperfeito do subjuntivo. c) presente do indicativo. d) infinitivo. e) gerúndio. 32. (ITA 2001) Os versos abaixo são da letra da música "Cobra", de Rita Lee e Roberto de Carvalho: Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente Com relação ao emprego do imperativo nos versos, podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas, portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra). c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3a para a 2a pessoa do sujeito verbal. d) o sujeito verbal (3a pessoa) mantém-se o mesmo, portanto o emprego está adequado. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo. 33. (ITA 1999) Assinale a opção que apresenta somente palavras formadas por derivação parassintética: a) desvalorização, avistar, resfriado, reintegração, infelizmente. b) expropriar, entortar, amanhecer, desalmado, ensurdecer. c) escolarização, antiinflação, retrospectivo, comilão, corpanzil.
  13. 13. LÍNGUA PORTUGUESA Professor Jason Lima Questões de Revisão – Turma Militar 2015 Página 13 de 20 d) desigualdade, endurecer, alfabetizar, abençoar, chuviscar. e) administração, entretela, contrabalançar, semicondutor, relembrar. 34. (ITA 1999) Assinale a opção que descreve corretamente UMA das ocorrências de formas verbais em fragmentos da obra "Os colegas": (1) - Não vai dar pé, ninguém vai acreditar que você é dono deles. (2) - E o bom daquele sonho é que ela ia acordar e ver que tudo que tinha sonhado continuava a ser verdade. (3) - Pega a mangueira aí! - Desenrola! - Engata naquela torneira! - Abre a torneira todinha! a) Uso de locução verbal (ir + infinitivo) com o verbo auxiliar no imperfeito do indicativo em vez do futuro do pretérito. b) Uso do pretérito-mais-que-perfeito simples em vez do pretérito imperfeito do indicativo. c) Uso de formas do subjuntivo em vez do imperativo. d) Uso de locução verbal (ir + infinitivo) com o verbo auxiliar no imperfeito do indicativo em vez do imperfeito do indicativo. e) Uso de locução verbal (ir + infinitivo) com o verbo auxiliar no presente do indicativo em vez do presente do subjuntivo. 35. (ITA 1999) Assinale a opção cujas formas verbais preenchem corretamente as respectivas lacunas do texto: É notável o fato de que as civilizações clássicas - gregos e romanos - não marcaram a história da humanidade por contribuições práticas ou inventos que ____(1)____ o esforço humano no desempenho do trabalho. Isso não significa que não ____(2)____ exemplos de dispositivos que se ____(3)____ a essa finalidade e que ____(4)____ a essa época. Em contraposição, as contribuições dessas civilizações no desenvolvimento da Filosofia, da ciência pura, das artes, da Política e do Direito ____(5)____ os fundamentos e os rumos de parte considerável do conhecimento humano. (Youssef, A.N.; Fernandez, V.P. INFORMÁTICA E SOCIEDADE. São Paulo: Ática, 1988.) a) atenuassem - existissem - prestem - remontam - estabelecem b) atenuem - existem - prestam - remontam - estabelecem c) atenuam - existissem - prestam - remontem - estabelecem d) atenuassem - existam - prestam - remontem - estabeleceram e) atenuem - existem - prestem - remontam - estabeleceram TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: É terminantemente proibido animais circulando nas áreas comuns a todos, principalmente para fazerem suas necessidades fisiológicas no jardim do condomínio, onde pode por em risco a saúde das crianças que alí brincam descalças. (Extraído de um RELATÓRIO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS da administração de um prédio.) 36. (ITA 1999) Assinale a opção em que os dois itens apresentam impropriedades com relação às normas gramaticais: a) (1) - Flexão de "circular" e "fazer"; (2) - emprego de "onde". b) (1) - Acentuação de "alí"; (2) - regência de "circular". c) (1) - Flexão de "comum"; (2) - emprego de "onde". d) (1) - Acentuação de "por" e "alí"; (2) - flexão de "comum". e) (1) - Acentuação de "por" e "alí"; (2) - emprego de "onde". 37. (ITA 1998) Assinale a opção que preenche correta e respectivamente as lacunas. Quando os dirigentes __________ às funcionárias que se __________ das cervejinhas e que _________ seus passatempos e diversões ________, muitas delas não se _________; pegaram seus pertences e retiraram-se. a) proporam - abstessem - revessem - preferidas - contiveram b) propuseram - abstivessem - revissem - preferidos - conteram c) proporam - abstenham - revejam - preferidas - conteram d) proporem - abstenhem - revejam - preferidos - contêm e) propuseram - abstivessem - revissem - preferidos - contiveram 38. (ITA 1998) Assinale a opção que preenche correta e respectivamente as lacunas. Embora ________ muitos candidatos, _________ que _______ poucas aprovações, visto que apenas 1 % deles _________ adequadamente. a) haja - preveem-se - deva haver - preparam-se b) sejam - prevê-se - hajam - prepararam-se c) haja - prevê-se - ocorrerão - se preparou d) concorram - preveem-se - haja - se preparou e) se tratem - prevê-se - ocorram - se preparou 39. (ITA 1998) Assinale a opção que preenche correta e respectivamente as lacunas. I. ________ os amigos, jamais ________ sua atenção e confiança. II. ________ dos políticos que dizem que os recursos
  14. 14. LÍNGUA PORTUGUESA Professor Jason Lima Questões de Revisão – Turma Militar 2015 Página 14 de 20 públicos não __________ do povo. a) I. Destratando - se granjeiam II; Divirjamos - provêm b) I. Distratando - se granjeiam II; Divirjamos - provêm c) I. Distratando - granjeamos II; Diverjamos - proveem d) I. Destratando - grangeamos II; Divirjamos - proveem e) I. Distratando - se granjeia II; Diverjamos - provêm 40. (ITA 1997) Assinale a opção que completa as lacunas do texto a seguir: As _______________ da OAB na região, que querem o porte ilegal de armas, serão as primeiras _______________ campanha pelo desarmamento. a) sub-seções - descriminar - a promover a b) sub-seções - discriminar - na adesão da c) subsedes - criminar - a dispenderem esforços na d) sub-sedes - criminalizar - em se empenharem na e) subsecções - incriminar - a aderir à 41. (ITA 1997) Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do texto a seguir: Há endereços na lnternet que trazem respostas às dúvidas sobre finanças pessoais e mostram as razões _______________ todos devem fazer um orçamento de seus gastos. O usuário _______________ interesse é investir no exterior, por exemplo, pode selecionar uma lista de fundos de investimento e obter dados como a moeda _______________ são calculados os ganhos e o país _______________ pertencem os fundos. O que ainda atrapalha os brasileiros é a lentidão _______________ os dados são transmitidos. a) por que - cujo - com que - onde - na qual b) pelas quais - cujo - em que - a que - com que c) com que - em que o - na qual - a quem - em que d) porque - por cujo - em que - ao qual - na qual e) do porquê - para quem o - com que - a que - com que 42. (ITA 1996) Observe as frases a seguir: I- Os alunos-mestres das escolas-modelo hão de enviar às vice-diretoras os abaixos-assinados contra os decreto-leis. II- Não sejais mesquinhos com vossos irmãos; não lhes negueis o pouco que vos pedem. III- "Neste ano, a Petrobrás obteve um lucro equivalente a empresas como a Exxon e a Shell". Está(ão) correta(s): a) Apenas a I b) Apenas a II c) Apenas a II e III d) Apenas a III e) Todas estão corretas 43. (ITA 1996) Assinale a opção que completa corretamente as lacunas. Se________ as consequência, não________na discussão. Entretanto não________, e________. a) previsse - teria intervindo - titubeou - interveio. b) prevesse - interviria - se conteve - interviu. c) tivesse previsto - interferiria - hesitou - interviu. d) predissesse - teria intervido - se absteve - interveio e) previsse - se intrometeria - titubiou - interferiu. 44. (ITA 1995) Indique a alternativa em que há erro gramatical: a) Sei por que razões ele se indispõe comigo. b) Ele saiu porque estava aqui há muito tempo? c) Não aguenta mais isso porquê... por que é demais? d) Foi a mais de dois quilômetros que o avisei. e) Além de ser mau sujeito, é mal humorado. 45. (ITA 1995) Indique a alternativa em que há erro gramatical: a) Eles se entreteram, contando piadas. b) Entrevi uma solução em todo este emaranhado. c) Para que não caiais em tentação, rezai. d) Ele se proveu do necessário e partiu. e) Quando o vir de novo, reconhecê-lo-ei. 46. (ITA 1995) Indique a alternativa em que há erro gramatical: a) Quando você reouver o carro, estará "depenado". b) Bom seria que vocês se contivessem em seus desejos. c) Perdi dinheiro mas o reouve. d) É necessário que você se precaveja contra contaminações. e) Eu me comprouve em olhar apenas. 47. (ITA 1995) Indique a alternativa em que há erro gramatical: a) Se isto lhe convir, aceite. b) Eu não cri, ele creu. c) Espero que você não me denigra. d) Não tínhamos chegado ainda mas ele já tinha escrito o aviso. e) Ele proveio de um lugar suspeito. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: As questões a seguir referem-se ao texto adiante. Analise- as e assinale, para cada uma, a alternativa incorreta. Hino Nacional Carlos Drummond de Andrade Precisamos descobrir o Brasil! Escondido atrás das florestas, com a água dos rios no meio, o Brasil está dormindo, coitado. 05 Precisamos colonizar o Brasil. Precisamos educar o Brasil. Compraremos professôres e livros, assimilaremos finas culturas, abriremos 'dancings' e subconvencionaremos as elites.
  15. 15. LÍNGUA PORTUGUESA Professor Jason Lima Questões de Revisão – Turma Militar 2015 Página 15 de 20 10 O que faremos importando francesas muito louras, de pele macia alemãs gordas, russas nostálgicas para 'garçonettes' dos restaurantes noturnos. E virão sírias fidelíssimas. 15 Não convém desprezar as japonêsas... Cada brasileiro terá sua casa com fogão e aquecedor elétricos, piscina, salão para conferências científicas. E cuidaremos do Estado Técnico. 20 Precisamos louvar o Brasil. Não é só um país sem igual. Nossas revoluções são bem maiores do que quaisquer outras; nossos erros também. E nossas virtudes? A terra das sublimes paixões... 25 os Amazonas inenarráveis... os incríveis João- Pessoas... Precisamos adorar o Brasil! Se bem que seja difícil caber tanto oceano e tanta solidão no pobre coração já cheio de compromissos... se bem que seja difícil compreender o que querem êsses homens, 30 por que motivo êles se ajuntaram e qual a razão de seus sofrimentos. Precisamos, precisamos esquecer o Brasil! Tão majestoso, tão sem limites, tão despropositado, êle quer repousar de nossos terríveis carinhos. O Brasil não nos quer! Está farto de nós! 35 Nosso Brasil é o outro mundo. Êste não é o Brasil. Nenhum Brasil existe. E acaso existirão os brasileiros? 48. (ITA 1995) A questão a seguir refere-se ao texto adiante. Analise-a e assinale a alternativa incorreta. a) 'Escondido' (v. 2) pode ser substituído por 'olvidado', embora modifique o sentido. b) 'Fidelíssimo' (v. 14) tem o mesmo radical de 'fidelidade' e de 'fidedígno'. c) 'Piscina' (v. 17) tem o mesmo radical de 'piscicultura'. d) 'Bem' (v. 27) tem valor de superlativo. e) O texto não foi transcrito em obediência à ortografia vigente.
  16. 16. LÍNGUA PORTUGUESA Professor Jason Lima Questões de Revisão – Turma Militar 2015 Página 16 de 20 Gabarito: Resposta da questão 1: [B] Alistar: parassíntese. Foram acrescentados, simultaneamente, um prefixo e um sufixo à palavra primitiva. Combate: derivação regressiva. A parte final da palavra primitiva (combater) foi retirada, gerando, como palavra derivada, um nome de ação. Realizar: sufixação. Foi acrescentado o sufixo “ar” ao radical do substantivo “realização”, levando-o a mudar de classe gramatical, de substantivo para verbo. Embora: aglutinação. Os elementos que formam o composto se ligam e há perda da integridade sonora de ao menos um deles. Assim, “em boa hora” torna-se “embora”. Ribombar: onomatopeia. A palavra é formada através da imitação de um som. Resposta da questão 2: [D] Em [A], “engarrafamento” é derivada; em [B], brasileiro; em [C], chuvoso; e, em [E], todas são derivadas. Assim, a única alternativa em que todas as palavras são primitivas é [D]. Resposta da questão 3: [A] O prefixo “com” (de “compartilhar”) indica contiguidade, companhia, agrupamento; e o prefixo “sin” (de “sincronizar”) significa ação conjunta, companhia, reunião, simultaneidade. Assim, ambos são semelhantes semanticamente. Resposta da questão 4: [C] O verbo “bramir” é onomatopaico, pois sua pronúncia imita o som emitido por animais bravios. Resposta da questão 5: [B] O enunciado faz referência a uma ação contínua, constante ou frequente no passado, apontando para o verbo conjugado no Pretérito Imperfeito do Indicativo – o que se encontra em [B]. Em [A] e [E], o verbo está conjugado no Pretérito Perfeito do Indicativo; em [C], o verbo está conjugado no Presente do Indicativo; em [D], o verbo está conjugado no Imperativo Afirmativo. Resposta da questão 6: [B] Uma ação hipotética é representada por um verbo conjugado no modo Subjuntivo, o que ocorre apenas na alternativa [B]. As demais alternativas apresentam verbos conjugados no modo Indicativo. Resposta da questão 7: [B] “Por que”, na alternativa [B], é um pronome relativo, o qual pode ser substituído sem qualquer prejuízo por “pela qual” ou “pelos quais”. Em [A], o advérbio apresenta a seguinte grafia correta: “acerca”; Em [C], o advérbio apresenta a seguinte grafia correta: “mais”; Em [D], o advérbio apresenta a seguinte grafia correta: “mal”; Em [E], o advérbio apresenta a seguinte grafia correta: “a fim de”; Resposta da questão 8: [D]
  17. 17. LÍNGUA PORTUGUESA Professor Jason Lima Questões de Revisão – Turma Militar 2015 Página 17 de 20 “Está” é acentuada por se tratar de uma oxítona terminada em –a; “difícil” é acentuada por se tratar de uma paroxítona terminada em –l; consequentemente, a alternativa correta é [D], pois “organizá-lo” é uma oxítona terminada em –a, e “exigência” é uma paroxítona, mesmo que terminada em ditongo. Nas demais alternativas, nota-se: [A] vêm: acento diferencial; média: paroxítona terminada em ditongo; [B] aliás: oxítona terminada em –a(s); dá: monossílaba tônica terminada em –a; [C] às: acento indicativo de crase; rádio: paroxítona terminada em ditongo; trânsito: proparoxítona; [E] estímulos: proparoxítona; início: paroxítona terminada em ditongo; várias: paroxítona terminada em ditongo. Resposta da questão 9: [B] Apenas em [B] existem palavras formadas com prefixo (a-) com a mesma significação: ausência ou privação, pois em [A] os termos “metamorfose”, “metáfora” e “meteoro” apresentam prefixo [met-(a)], com significado de mudança, mas em “malcriado” o prefixo (mal-) tem sentido de negação; [C] “simpatia”, “síncope” e “sílaba”, o prefixo (sin/sim/si) imprime noção semântica de simultaneidade, mas em “sobreloja” o prefixo (sobre) indica posição por cima; [D] “embarcar”, “engarrafar” e “enterrar” apresentam prefixo (en-/em-) sugerindo movimento para dentro, mas “êxodo” é formado por prefixo (ex-) com noção de movimento para fora; [E] “decapitar” e “declive” têm prefixo (de-) com noção de movimento de cima para baixo, mas “desgraça” apresenta prefixo (des-) com sentido de negação, e “débil” é um vocábulo formado por sufixação. Resposta da questão 10: [D] Os verbos assinalados apresentam, sequencialmente, verbos conjugados nos seguintes tempos e modos: presente do indicativo, imperativo e futuro do presente do indicativo, futuro do subjuntivo e futuro do presente do indicativo, futuro do pretérito do indicativo e pretérito imperfeito do subjuntivo. Assim, é correta a opção [D]. Resposta da questão 11: [C] Na oração “então, vimos dizer-lhe adeus, hoje”, o verbo é usado para relatar um fato ocorrido no momento da fala, ou seja, apresenta-se no presente do indicativo, também chamado de presente momentâneo. Resposta da questão 12: [C] Segundo o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, apenas as palavras em [C] estão corretamente grafadas: maisena, analisar, poetisa, faisão e baliza. Resposta da questão 13: [D] As opções [A], [B] e [C] são incorretas, pois o presente do indicativo no subtítulo apresenta a ideia de tempo permanente, o pretérito imperfeito do indicativo foi usado para indicar ação contínua no passado e o futuro do pretérito do indicativo, para indicar um fato futuro em relação a outro já ocorrido. Assim, é correta apenas a opção [D], pois, segundo a norma padrão da língua, a colocação do pronome oblíquo entre o radical do verbo e a desinência acontece quando o verbo se encontra no futuro do presente ou do pretérito, sempre que não houver circunstância de uso de próclise. Resposta da questão 14: [B]
  18. 18. LÍNGUA PORTUGUESA Professor Jason Lima Questões de Revisão – Turma Militar 2015 Página 18 de 20 São falsas as três últimas proposições, pois o verbo “entrecruzar” é formado por derivação prefixal, o termo “se” é pronome integrante do verbo na primeira ocorrência e partícula apassivadora na segunda e, finalmente, a preposição “em” e a locução prepositiva “por causa de” sugerem relação de assunto e causa, respectivamente. Resposta da questão 15: [D] Existem afirmações incorretas nas opções [A], [B] e [C], pois [A] na formação dos termos “indissociável” e “intransigente” também estão presentes os sufixos “-vel” e “-nte”; [B] a palavra “ímpar” é acentuada por se tratar de paroxítona terminada em “r” e “saída”, porque o hiato constituído pela vogal “i” isolada e não seguida de “s” ou “nh” assim o exige; [C] no contexto, o termo “distintas” significa “diferentes”. Assim, é correta apenas [D], pois em “fascinado”, “inveja” e “hipnótico” há, respectivamente, dígrafo [s], dígrafo [ĩ] e encontro consonantal [pn]. Resposta da questão 16: [C] Todas as opções são corretas, exceto [C], pois os termos verbais apresentam desvio da norma padrão por estarem conjugados em diferentes pessoas do discurso: “dê” (você), “vai” (tu) e “passa” (tu). Resposta da questão 17: [C] Em [A], apenas “saborosas” apresenta sufixo (sabor + -osa), o qual remete à ideia de “abundância”. Em [B] e [E], encontram-se apenas desinências verbais e nominais. Em [C], a palavra “novinho” apresenta sufixo (novo + -inho), formador do grau diminutivo. Neste caso, em específico, o sufixo agrega valor afetivo, intensificando a característica do uniforme. Em [D], a palavra “novamente” apresenta sufixo (nova + -mente), o qual remete à circunstância de modo. Resposta da questão 18: [D] O emprego do futuro do presente do Indicativo está relacionado à convicção (reforçada inclusive pelo verbo “saber”) de um ato futuro. Resposta da questão 19: [D] É correto o que se afirma em [A], [B] e [C], pois o uso do pronome indefinido “Ninguém” como nome próprio constitui uma derivação imprópria; “para-raios do rancor público” é predicativo do sujeito na oração com verbo de ligação em que o verbo “transformar” adquire sentido de mudança de estado; e “golaços” é termo formado por derivação sufixal. É incorreto o que se afirma em [D], pois, se antes da locução verbal “podem sentir” houvesse palavra negativa, o pronome “se” tanto poderia estar em situação de próclise em relação ao verbo “poder”, quanto em ênclise relativamente ao verbo “sentir” (“não se podem sentir ou não podem sentir-se”). Resposta da questão 20: [C] “Evasão”, “extravagante”, “exclui” deveriam substituir as palavras cuja grafia está incorreta em a), b) e c), assim como em e), “displicente” e “atribui”. Resposta da questão 21: [B]
  19. 19. LÍNGUA PORTUGUESA Professor Jason Lima Questões de Revisão – Turma Militar 2015 Página 19 de 20 A palavra “Psicólogas” é assinalada com acento agudo por se tratar de um proparoxítona, “usá-lo” (constituída por dois termos independentes) tem o primeiro termo acentuado por se tratar de uma palavra oxítona terminada em “a” ( regra ortográfica aplicável também se for seguida de “s”) e “saudável”, por ser uma paroxítona terminada em “l”. As palavras que são acentuadas pelas mesmas justificativas encontram-se na opção b). Resposta da questão 22: [B] Quando "namorar" significa “ter um relacionamento amoroso', o verbo aceita duas regências: namorar o/a e namorar com. As metáforas “Máscaras da realidade” e “nevoeiro do anonimato” equivalem-se semanticamente e “sem verdadeiro nome nem rosto” indica circunstância de modo. Assim, a opção b) é a incorreta, pois no parágrafo existem verbos no presente do indicativo (“estamos”, “buscamos”, “curtimos”), no gerúndio (‘criando’, ‘jogando’) e infinitivo (“voar”, “namorar”, “inventar”), nunca pretérito perfeito do indicativo. Resposta da questão 23: [A] Na sílaba “pro” da palavra “improvável” existe encontro consonantal; no termo “dia” acontece um hiato e a locução “de acordo” introduz ideia de conformidade, o que anula as opções B, C e D, respectivamente. Na oração apresentada em A, o substantivo “trabalho” é núcleo do sujeito e “desafiador” do seu predicativo. Assim, A está correta. Resposta da questão 24: [D] Existe erro de grafia no numeral cardinal 70 (setenta). Resposta da questão 25: [B] A conjunção subordinativa “se” inicia uma oração subordinada adverbial condicional, como se afirma em B. As demais opções apresentam afirmações erradas, pois as palavras “equilíbrio”, “etários” e “inflação” apresentam classificações diferentes quanto a sua tonicidade: as duas primeiras são paroxítonas e a última, oxítona. Também o vocábulo “satisfeito” não está corretamente dividido, pois não se separam ditongos (sa-tis-fei-to) e os vocábulos “família”, “tendências” e “etários” apresentam ditongos orais crescentes. Resposta da questão 26: [B] O verbo “comprazer-se”, verbo irregular, não é defectivo, nem essencialmente pronominal, e pode ser usado com objeto direto e/ou indireto, o que invalida as opções e), a), c) e d), respectivamente. Trata-se de um verbo abundante, pois apresenta duas formas em certos tempos, modos e pessoas. A forma do pretérito mais-que-perfeito do indicativo “comprazera-me” apresenta também a variante comprouvera-me, assim como a do pretérito perfeito do indicativo “comprouve-me” que pode ser substituída por comprazeu-me. Resposta da questão 27: [C] Resposta da questão 28: [A] Resposta da questão 29: [C] Resposta da questão 30: [D] Resposta da questão 31: [E] Resposta da questão 32: [C]
  20. 20. LÍNGUA PORTUGUESA Professor Jason Lima Questões de Revisão – Turma Militar 2015 Página 20 de 20 Resposta da questão 33: [B] Resposta da questão 34: [A] Resposta da questão 35: [D] Resposta da questão 36: [E] Resposta da questão 37: [E] Resposta da questão 38: [C] Resposta da questão 39: [A] Resposta da questão 40: [E] Resposta da questão 41: [B] Resposta da questão 42: [C] Resposta da questão 43: [A] Resposta da questão 44: [C] Erro com relação ao uso da palavra "porquê", pois, neste caso, não está substantivada, portanto não deve ser acentuada. O correto seria usar "porque". Resposta da questão 45: [A] Resposta da questão 46: [D] Resposta da questão 47: [A] Resposta da questão 48: [D]

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