As bases neurologicas dos disturbios e dificuldades de aprendizagem

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As bases neurologicas dos disturbios e dificuldades de aprendizagem

  1. 1. Instituto Saber <ul><li>BASES NEUROBIOLÓGICAS DAS DIFICULDADES E DISTÚRBIOS DA APRENDIZAGEM </li></ul><ul><li>Prof. Gláucia Corrêa Peres </li></ul>
  2. 2. <ul><li>“ O homem deve saber que de nenhum outro lugar, mas apenas do encéfalo vem a alegria, o prazer, o riso e a diversão, o pesar, o luto, o desalento e a lamentação. E por isso, de uma maneira especial, nós adquirimos sabedoria e conhecimento e enxergamos e ouvimos e sabemos o que é justo e injusto, o que é bom e o que é ruim, o que é doce e o que é insípido... E pelo mesmo órgão nos tornamos loucos e delirantes, e medos e temores nos assombram... Todas essas coisas nós temos que suportar do encéfalo quando não está sadio... Nesse sentido, opino que é o encéfalo quem exerce o maior poder sobre o homem.” </li></ul><ul><li>- Hipócrates , Sobre a Doença Sagrada ( séc. IV a.C ) - </li></ul>
  3. 4. NEUROCIÊNCIAS <ul><li>A palavra data de 1970, mas o estudo é tão antigo quanto a própria ciência </li></ul><ul><li>Objetivo: compreender como o sistema nervoso funciona </li></ul><ul><li>Nível de análise: tentar entender o cérebro, para tanto ele foi desmembrado em pequenas partes passíveis de uma análise experimental sistemática. </li></ul>
  4. 5. Neurociências Níveis de Análise – <ul><li>Molecular </li></ul><ul><li>Celular </li></ul><ul><li>De Sistemas </li></ul><ul><li>Comportamentais – estudam como os sistemas neurais trabalham juntos produzindo comportamentos integrados. </li></ul><ul><li>Existem diferentes formas de memória executadas por diferentes sistemas? </li></ul><ul><li>Onde agem as drogas que alteram a mente? </li></ul><ul><li>Qual a contribuição desses sistemas para a regulação do humor e do comportamento? </li></ul><ul><li>De onde vêm os sonhos? </li></ul><ul><li>Qual sistema neural é responsável pelos comportamentos de cada gênero? </li></ul><ul><li>Cognitivas - compreender os mecanismo neurais responsáveis pelas atividades mentais superiores do homem:a consciência, a imaginação e a linguagem </li></ul><ul><li>A pesquisa neste nível investiga como a atividade do encéfalo cria </li></ul><ul><li>A MENTE. </li></ul>
  5. 6. Bases Estruturais do SN <ul><li>Neurônio </li></ul><ul><li>Sinapse </li></ul><ul><li>Transmissão do Impulso Nervoso </li></ul><ul><li>Mecanismos Celulares da Aprendizagem - processos que controlam a comunicação sináptica são vitais na aprendizagem e memória </li></ul><ul><li>Neuroplasticidade </li></ul><ul><li>Organização do SN </li></ul>
  6. 7. EVOLUÇÃO DO CÉREBRO HUMANO
  7. 8. EVOLUÇÃO DO CÉREBRO HUMANO <ul><li>Ao longo de sua evolução, o cérebro humano adquiriu três componentes que foram surgindo e se superpondo: </li></ul><ul><li>1. A parte inferior, a mais primitiva, correspondendo ao cérebro dos répteis, é onde se encontram algumas estruturas como as do tronco cerebral, responsáveis pela ações involuntárias e o controle de certas funções viscerais (cardíaca, pulmonar, intestinal, etc), indispensáveis à preservação da vida. </li></ul><ul><li>2.  A porção intermediária corresponde ao cérebro dos mamíferos antigos, formada pelas estruturas que regem as nossas emoções, as estruturas do sistema límbico. </li></ul><ul><li>3. A porção mais externa do cérebro, conhecida como cérebro superior ou racional, compreendendo a maior parte dos hemisférios cerebrais (formado por um tipo de córtex mais recente – o neocórtex). </li></ul>
  8. 9. REGIÕES E FUNÇÕES CEREBRAIS
  9. 10. TELENCÉFALO OU CÉREBRO
  10. 11. HEMISFÉRIOS CEREBRAIS - FUNÇÕES <ul><li>Esquerdo </li></ul><ul><li>Verbal </li></ul><ul><li>Proposicional </li></ul><ul><li>Analítico </li></ul><ul><li>Lógico </li></ul><ul><li>Abstrato </li></ul><ul><li>Categórico </li></ul><ul><li>Direito </li></ul><ul><li>Literal </li></ul><ul><li>Holístico </li></ul><ul><li>Sintético </li></ul><ul><li>Analógico </li></ul><ul><li>Concreto </li></ul><ul><li>Perceptual </li></ul>
  11. 12. NEURÔNIOS <ul><li>Células do Sistema Nervoso </li></ul><ul><li>O SN contém cerca de 100 bilhões de neurônios </li></ul><ul><li>O número de sinapses por neurônio é de, aproximadamente 1000 </li></ul><ul><li>Boa parte das sinapses de um determinado neurônio se faz dentro de uma área de 1-2 mm, ou seja, são predominantemente locais </li></ul>
  12. 13. VIAS NEURAIS
  13. 14. VIAS NEURAIS
  14. 15. SINAPSE <ul><li>Como os fios do sistema elétrico de uma casa, as células nervosas se comunicam entre si em circuitos chamados vias neurais . </li></ul><ul><li>Ao contrário dos fios de sua casa, as células nervosas não se tocam, mas ficam próximas em sinapses . </li></ul><ul><li>Na sinapse, as duas células nervosas estão separadas por um pequeno espaço, ou fenda sináptica. </li></ul><ul><li>O neurônio transmissor se chama célula pré-sináptica , ao passo que o receptor se chama célula pós-sináptica . </li></ul><ul><li>As células nervosas enviam mensagens químicas com os neurotransmissores em uma única direção pela sinapse a partir da célula pré-sináptica para a pós-sináptica. </li></ul>
  15. 16. NEUROTRANSMISSORES <ul><li>São mensageiros químicos que permitem a comunicação no cérebro e no corpo. Estas moléculas fluem de uma célula nervosa para outra. </li></ul><ul><li>A transmissão de informação através do neurônio é um processo elétrico. </li></ul><ul><li>A passagem do impulso nervoso começa numa extremidade do neurônio, percorrendo toda a célula, até atingir a extremidade oposta, que se encontra junto a uma segunda célula nervosa. </li></ul><ul><li>dopamina norepinefrina serotonina </li></ul>
  16. 17. Plasticidade do sistema nervoso <ul><li>Na tentativa de explicar a recuperação de funções após uma injúria cerebral, neurologistas levantam conceitos de reorganização funcional ou substituição funcional do sistema nervoso central (Ramirez, 1996; Sabel , 1997). </li></ul><ul><li>Vários estudos têm descrito que neurônios sobreviventes a um insulto no SNC passam por um processo de brotamento de sistemas axonais, formando contatos funcionais com regiões deprivadas de suas aferências originais. </li></ul><ul><li>Dada a natureza universal dessa resposta de brotamento, existe a possibilidade de que a formação desses novos contatos seja o substrato neural responsável pela reorganização funcional. </li></ul>
  17. 18. PLASTICIDADE DO SITEMA NERVOSO CENTRAL <ul><li>A plasticidade neural contribui para o aprendizado e memória e participa do processo de restauração funcional que se segue a um insulto cerebral </li></ul><ul><li>Plasticidade pode ser definida como qualquer mudança duradoura nas propriedades morfológicas ou funcionais do córtex cerebral em resposta a mudanças ambientais ou lesões </li></ul>
  18. 19. PLASTICIDADE DO SISTEMA NERVOSO <ul><li>Admitia-se que era uma capacidade do cérebro em desenvolvimento mas hoje sabemos que ocorre também no adulto </li></ul><ul><li>As alterações plásticas ocorrem ao nível das sinapses </li></ul><ul><li>O córtex cerebral com sua extensa rede de sinapses reúne as condições para a ocorrência dos processos plásticos </li></ul>
  19. 20. APRENDIZAGEM <ul><li>Definições </li></ul><ul><li>- Aprendizagem é a aquisição de conhecimento ou especialização; faz-nos ignorar todo processo oculto existente no ato de aprender; </li></ul><ul><li>- Mudança permanente de comportamento, resultado de exposição a condições do meio ambiente; </li></ul><ul><li>- Um processo evolutivo e constante, que implica uma seqüência de modificações observáveis e reais no comportamento do indivíduo, de forma global (físico e biológico), e do meio que o rodeia, onde esse processo se traduz pelo aparecimento de formas realmente novas compromissadas com o comportamento. </li></ul>
  20. 21. APRENDIZAGEM <ul><li>Na visão neurológica e em diversas correntes psicológicas, a aprendizagem, apresenta pontos comuns e com significados intrínsecos - convergem para o fato de que tudo aquilo que se sabe, o homem deve aprendê-lo. </li></ul><ul><li>É na escola que há um vínculo integrativo da sociedade, cuja principal forma de ação é sobre o indivíduo em seu desenvolvimento global, direta e abrangentemente, visando à maior possibilidade de renovação e liberdade. </li></ul><ul><li>Prestar atenção, compreender, aceitar, reter, transferir e agir são alguns dos componentes principais da aprendizagem. Se isso não ocorrer, com o aprendiz, implica que há um Distúrbio de Aprendizagem. </li></ul>
  21. 22. DISTÚRBIO OU DIFICULDADE? <ul><li>DISTÚRBIO -> perturbação, transtorno. </li></ul><ul><li>PERTURBAR -> alterar, modificar, mudar, desarranjar, atrapalhar, transtornar. </li></ul><ul><li>TRANSTORNO -> alterar a ordem, desorganizar. </li></ul>
  22. 23. <ul><li>Um DISTÚRBIO ou um TRANSTORNO é uma alteração na aquisição e/ou no desenvolvimento das habilidades necessárias para execução de atividades. </li></ul>
  23. 24. DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM <ul><li>Há potencial normal de aprendizagem, caracterizado por discrepância entre as capacidades e o nível de realização. </li></ul><ul><li>Verifica-se integridade global sensorial, motora, uma inteligência média (ou alta), mas com desempenho, rendimento escolar abaixo do esperado para o estágio de desenvolvimento. </li></ul>
  24. 25. DISTÚRBIO OU DIFICULDADE? <ul><li>Conforme (Fonseca: 1995) distúrbio de aprendizagem está relacionado a um grupo de dificuldades específicas e pontuais, caracterizadas pela presença de uma disfunção neurológica. Já a dificuldade de aprendizagem é um termo mais global e abrangente com causas relacionadas ao sujeito que aprende, aos conteúdos pedagógicos, ao professor, aos métodos de ensino, ao ambiente físico e social da escola. </li></ul>
  25. 26. DISTÚRBIO OU DIFICULDADE? <ul><li>Já em (Ciasca e Rossini: 2000) as autoras defendem que a dificuldade de aprendizagem é um déficit específico da atividade acadêmica, enquanto o distúrbio de aprendizagem é uma disfunção intrínseca da criança relacionada aos fatores neurológicos. </li></ul>
  26. 27. DISTÚRBIO OU DIFICULDADE? <ul><li>Os fatores neurológicos citados significa que essas dificuldades estão relacionadas na aquisição e no uso da audição, fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas que se referem as disfunções no sistema nervoso central. </li></ul><ul><li>As dificuldades de aprendizagem podem ocorrer concomitantemente com outras situações desfavoráveis, como: alteração sensorial, retardo mental, distúrbio emocional, ou social, ou mesmo influências ambientais de qualquer natureza. </li></ul>
  27. 28. DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM <ul><li>As causas mais freqüentes: </li></ul><ul><li>1- Escola - inadequação de currículos, de programas, de sistemas de avaliação, de métodos de ensino, e relacionamento professor – aluno. </li></ul><ul><li>2- Fatores intelectuais ou cognitivos. 3- Déficits físicos e ou sensoriais. 4- Desenvolvimento da linguagem. 5- Fatores afetivos-emocionais. 6- Fatores ambientais (nutrição e saúde). 7- Diferenças culturais e ou sociais. 8- Dislexia. 9- Deficiência não verbais. </li></ul>
  28. 29. DISTÚRBIO <ul><li>No Brasil, foi ( Lefèvre:1975) que introduziu o termo distúrbio de aprendizagem como sendo: “ síndrome que se refere à criança de inteligência próxima à média, média ou superior à média, com problemas de aprendizagem e/ou certos distúrbios do comportamento de grau leve a severo, associados a discretos desvios de funcionamento do Sistema Nervoso Central (SNC), que podem ser caracterizados por várias combinações de déficit na percepção, conceituação, linguagem, memória, atenção e na função motora” . </li></ul>
  29. 30. MAS O QUE É… <ul><li>Distúrbio de Aprendizagem? </li></ul><ul><li>Crianças que apresentam dificuldades de aquisição de matéria teórica, embora apresentem inteligência normal, e não demonstrem desfavorecimento físico, emocional ou social. </li></ul><ul><li>Segundo essa definição, as crianças portadoras de distúrbio de aprendizagem não são incapazes de aprender, pois os distúrbios não é uma deficiência irreversível, mas uma forma de imaturidade que requer atenção e métodos de ensino apropriados. </li></ul><ul><li>Os distúrbios de aprendizagem não devem ser confundidos com deficiência mental. </li></ul>
  30. 31. DISTÚRBIO DE APRENDIZAGEM <ul><li>Considera-se que uma criança tenha distúrbio de aprendizagem quando: </li></ul><ul><li>a) Não apresenta um desempenho compatível com sua idade quando lhe são fornecidas experiências de aprendizagem apropriadas; </li></ul><ul><li>b) Apresenta discrepância entre seu desempenho e sua habilidade intelectual em uma ou mais das seguintes áreas; expressão oral e escrita, compreensão de ordens orais, habilidades de leitura e compreensão e cálculo e raciocínio matemático. </li></ul>
  31. 32. CRITÉRIOS NO DIAGNÓSTICO DE DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM <ul><li>Para que a criança possa ser incluída neste grupo, ela deverá: </li></ul><ul><li>a) Apresentar problemas de aprendizagem em uma ou mais áreas; </li></ul><ul><li>b) Apresentar uma discrepância significativa entre seu potencial e seu desempenho real; </li></ul><ul><li>c) Apresentar um desempenho irregular, isto é, a criança tem desempenho satisfatório e insatisfatório alternadamente, no mesmo tipo de tarefa;  </li></ul><ul><li>d) O problema de aprendizagem não é devido a deficiências visuais, auditivas, nem a carências ambientais ou culturais, nem problemas emocionais. </li></ul>
  32. 33. DIAGNÓSTICO DOS DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM <ul><li>O processo de diagnosticar é como levantar hipóteses. Uma boa hipótese ou teoria explica uma grande quantidade de dados observáveis que são originados de diferentes níveis de análise. Para diagnosticar deve haver: </li></ul><ul><li>Sintomas apresentados </li></ul><ul><li>O histórico inicial do desenvolvimento </li></ul><ul><li>Histórico escolar </li></ul><ul><li>O comportamento durante os testes </li></ul><ul><li>Os resultados dos testes. </li></ul>
  33. 34. DIAGNÓSTICO DOS DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM <ul><li>Crianças com distúrbios de aprendizagem têm freqüentemente um segundo diagnóstico psiquiátricos co-morbido, que pode ou não estar separado dos distúrbios de aprendizagem. </li></ul><ul><li>Duas dimensões são observadas: </li></ul><ul><li>1. distúrbios de aprendizagem </li></ul><ul><li>2. distúrbios psiquiátricos. </li></ul><ul><li>A finalidade do diagnóstico é encontrar o ponto neste espaço bidimensional que melhor se ajuste ao funcionamento cognitivo e emocional presente do paciente. </li></ul>
  34. 35. DIAGNÓSTICO DOS DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM <ul><li>Não se supõe que os dois eixos tenham diferentes implicações , com os distúrbios de aprendizagem sendo mais orgânico e os distúrbios emocionais mais “ambientais”. Ao contrário, todos os diagnósticos em cada eixo são conceitualizados como resultado do funcionamento alterado do sistema nervoso central (SNC). </li></ul><ul><li>As alterações são causadas por certa mistura de influências genéticas e ambientais, em que influências ambientais se referem a fatores de riscos tanto neuro-evolutivos, como ferimento na cabeça, quanto à história de aprendizagem social da criança. </li></ul>
  35. 36. CAUSAS DOS DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM e ajustamento escolar <ul><li>F ísicas – perturbações somáticas transitórias ou permanentes. São provenientes de qualquer perturbação do estado físico geral da criança/ como por exemplo: febre, dor de cabeça, dor de ouvido, colicas intestinais, anemia, asma, verminoses e todos os males que atinjam o físico de uma pessoa, levando-a a um estado anormal de saúde. </li></ul><ul><li>S ensoriais – atingem os órgãos dos sentidos responsáveis pela percepção que o indivíduo tem do meio exterior. Problemas que afetam os órgãos responsáveis pela visão, audição, gustação, olfato, tato, equilíbrio, reflexo postural, ou os respectivos sistemas de condução entre esses órgãos e o sistema nervoso, causarão problemas no modo de captar as mensagens do mundo exterior e, dificultando a compreensão do que se passa nele. </li></ul>
  36. 37. CAUSAS DOS DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM <ul><li>Neurológicas – são as perturbações do sistema nervoso, tanto do cérebro, como do cerebelo, da medula e dos nervos. O sistema nervoso, comanda todas as ações físicas e mentais do ser humano. Qualquer distúrbio em uma dessas partes se constituirá em um problema de maior ou menor grau, de acordo com a área lesada.  </li></ul><ul><li>Emocionais – são distúrbios psicológicos, ligados às emoções e aos sentimentos dos indivíduos e à sua personalidade. Esses problemas geralmente não aparecem sozinhos, eles estão associados a problemas de outras áreas, como por exemplo da área motora, sensorial etc. </li></ul><ul><li>Intelectuais ou Cognitivas – são aquelas que dizem respeito à inteligência do indivíduo, isto é, à sua capacidade de conhecer e compreender o mundo em que vive, de raciocinar sobre os seres animados ou inanimados que o cercam e de estabelecer relações entre eles. </li></ul>
  37. 38. CAUSAS DOS DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM <ul><li>Educacionais – o tipo de educação que a pessoa recebe na infância irá condicionar distúrbios de origem educacional, que a prejudicarão na adolescência e na idade adulta, tanto no estudo quanto no trabalho. Portanto, as falhas de seu processo educativo terão repercussões futuras. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Sócio-econômicas – não são distúrbios que se revelam no aluno. São problemas que se originam no meio social e econômico do indivíduo. O meio físico e social exerce influência sobre o indivíduo, podendo ser favorável ou desfavorável à sua subsistência e também às suas aprendizagens. </li></ul>
  38. 39. CLASSIFICAÇÃO DOS DISTÚRBIOS (Lerner, 1989) <ul><li>Distúrbios da atenção e concentração que retrata os comportamentos das crianças com e sem hiperatividade e impulsividade; </li></ul><ul><li>Problemas receptivos e de processamento da informação diz respeito à competência lingüística, como as atividades de escrita, distinção de sons e de estímulos visuais, aquisição de léxico, compreensão e expressão verbal; </li></ul><ul><li>Dificuldades de leitura manifestada pela aquisição das competências básicas relacionadas a fase de decodificação, como sendo a compreensão e interpretação de textos, as dificuldades de escrita e presença de erros ortográficos em gera. </li></ul><ul><li>Dificuldades na matemática , que se revelam na aquisição da noção de números, no lidar com quantidades e relações espaços-temporais e problemas de aquisição e utilização de estratégias para aprender, manifestados na falta de organização e utilização de funções metacognitivas, comprometendo o sucesso na aprendizagem. </li></ul>
  39. 40. DISTÚRBIOS DA LINGUAGEM E DA FALA <ul><li>Podemos dizer que há um problema de linguagem em uma criança quando sua maneira de falar interfere na comunicação (distraindo a atenção do ouvinte sobre o que ela diz para enfocá-la no como ela diz ) ou quando a própria criança se sente excessivamente tímida e/ou apreensiva com seu modo de falar. Porém, é preciso muito cuidado ao classificar a linguagem, pois a fala normal tolera muitas “anomalias”. </li></ul>
  40. 41. DISTÚRBIOS DA LINGUAGEM E DA FALA <ul><li>Afasia – se caracteriza, mais especificamente, por falhas na compreensão e na expressão verbal, relacionadas à insuficiência de vocabulário, má retenção verbal, gramática deficiente e anormal, escolha equivocada de palavras. A afasia pode ser observada em criança que: ouve a palavra mas não a interioriza com significado; demora para compreender o que é dito; apresenta gestos deficientes e inadequados; confunde a palavra ou frase com outras similares; tem dificuldade de evocação, exteriorizada por ausências de respostas ou tentativas incompletas para achar a expressão ou emissões que a substituem. </li></ul>
  41. 42. DISTÚRBIO DA LINGUAGEM E DA FALA <ul><li>Mudez – esta incapacidade de articular palavras, geralmente é decorrente de transtornos do sistema nervoso central. Em boa parte dos casos, é decorrência de problemas na audição. </li></ul><ul><li>Atraso na linguagem - as principais características da criança que tem atraso na linguagem, são: deficiência no vocabulário; deficiência na capacidade de formular idéias e desenvolvimento retardado da estruturação de sentenças. </li></ul>
  42. 43. DISTÚRBIO DA LINGUAGEM E DA FALA <ul><li>Problemas de articulação – crianças com mais de 7 anos que não conseguem pronunciar corretamente todas as consoantes e suas combinações </li></ul><ul><li>1. dislalia - omissão, distorção, substituição ou acréscimo de sons na palavra falada; </li></ul><ul><li>2. disartria – dificuldade para realizar alguns ou muitos dos movimentos necessários à emissão verbal; </li></ul><ul><li>3. linguagem tatibite – conserva voluntariamente a linguagem infantil; </li></ul><ul><li>4. rinolalia – ressonância nasal maior ou menor que a do padrão correto da fala, que pode ser causada por problemas nas vias nasais, vegetação adenóide, lábio leporino ou fissura palatina. </li></ul>
  43. 44. TRANSTORNOS ESPECÍFICOS DAS HABILIDADES ESCOLARES <ul><li>Os Transtornos de Aprendizagem compreendem uma inabilidade específica, como leitura, escrita ou matemática, em indivíduos que apresentam resultados significativamente abaixo do esperado para o seu nível de desenvolvimento, escolaridade e capacidade intelectual. </li></ul><ul><li>Um conjunto de sinais sintomatológicos que provocam uma série de perturbações no aprender da criança, interferindo no processo de aquisição e manutenção de informações de uma forma acentuada. 1 </li></ul><ul><li>Nunca foram obtidas evidências conclusivas de danos ou lesões cerebrais significativas </li></ul><ul><li>O que tem sido sugerido é que o cérebro de indivíduos afetados apresentam desvios dos padrões habituais de assimetria observados naquelas regiões cerebrais envolvidas com as funções da linguagem e funções correlatas </li></ul>
  44. 45. - Transtorno da Leitura – DISLEXIA (Características gerais – DSM-IV – TR 2002) <ul><li>Contração do prefixo dis = difícil, prejudicada e lexis = palavra </li></ul><ul><li>Dislexia, antes de qualquer definição, é um jeito de ser e de aprender; reflete a expressão individual de uma mente, muitas vezes arguta e até genial, mas que aprende de maneira diferente... </li></ul><ul><li>Dislexia é uma dificuldade específica de aprendizado da Linguagem: em Leitura, Soletração, Escrita, em Linguagem Expressiva ou Receptiva, em Razão e Cálculo Matemáticos, como na Linguagem Corporal e Social. </li></ul><ul><li>Não tem como causa falta de interesse, de motivação, de esforço ou de vontade, como nada tem a ver com acuidade visual ou auditiva como causa primária. </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  45. 47. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS <ul><li>BEAR, M.,CONNORS, B.,PARADISO, M. Neurociências – desvendando o sistema nervoso. São Paulo: Artmed, 2008. </li></ul><ul><li>SCHARTZMAN, S. Neurologia da Infância e da adolescência. www.schartzman.com.br/ novo/jss.html </li></ul>

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