Arte na idade média

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Arte na idade média

  1. 1. ARTE NAIDADE MÉDIA
  2. 2. ARTE BIZANTINA Raízes – Arte Cristã Primitiva
  3. 3. ARTE BIZANTINA• Os gregos foram os primeiros a se preocupar em definir o que é a arte e a discorrer sobre as emoções que a revelam. Essas emoções estão, geralmente, ligadas a um conceito de beleza, inter-relacionado com o meio social, com a cultura, com o ambiente no qual a obra de arte foi produzida. Por outro lado, a obra de arte conecta-se com o meio social, a maturidade e a cultura do espectador que absorve essa emoção de forma sutil e pessoal.
  4. 4. ARTE BIZANTINA• Vamos “aprendendo”, durante a vida, a reconhecer a emoção emanada de sons, cores, movimentos, expressões, palavras. Observamos que, em muitas sociedades antigas, como no Egito, essas emoções tinham origem na religião. É possível imaginar a emoção de um egípcio diante do palácio ou do túmulo do representante de Deus na terra, materializado na figura do faraó.
  5. 5. ARTE BIZANTINA• Um quadro como “A Anunciação”, de Fra Angélico, com uma virgem Maria recolhida e amável, pode provocar uma grande explosão de beleza em um devoto cristão. No entanto, para um agnóstico, a beleza do quadro pode estar no conteúdo histórico que a peça incorpora ou na composição formal e conceitual elaborada em um determinado estilo artístico.
  6. 6. A Anunciação”, de Fra Angélico, 1438 e 1445, afresco.
  7. 7. ARTE BIZANTINA• A arte medieval é, portanto, um mergulho na emoção religiosa em busca da expressão de uma estética religiosa, divina, que nos revela os valores, a beleza de um tempo em um espaço. Para facilitar o estudo e a compreensão mais esquemática dos acontecimentos desse período, os historiadores consideram que a Idade Média teve início com a desintegração do Império Romano do Ocidente, no século V (476 d. C), e teria terminado com a queda de Constantinopla no século XV (1453 d. C).
  8. 8. ARTE BIZANTINA• A religião do Império Romano era politeísta, eles adoravam uma grande quantidade de deuses, a maioria deles importados da religião grega e rebatizados com nomes latinos. A doutrina do cristianismo se opôs, imediatamente, ao tradicional culto romano aos deuses e aos imperadores, encontrando grande repercussão entre os pobres e escravos.
  9. 9. ARTE BIZANTINAInicialmente, a doutrina cristã foi combatidacom violência e brutalidade, e muitospesquisadores afirmam que diversos cristãosperderam a vida em sangrentos espetáculosnas arenas romanas. Devido às constantesperseguições romanas, os primeiros cristãosenterravam seus mortos em profundas galeriasdenominadas catacumbas.
  10. 10. ARTEPALEOCRISTÃFeita por cristãos perseguidos pelo ImpérioRomano.Imagens: CATACUMBAS.
  11. 11. Devido às constantes perseguições romanas,os primeiros cristãos enterravam seus mortosem profundas galerias denominadascatacumbas. Os mártires eram, porém,sepultados em locais maiores, que receberam,em seu teto e em suas paredes, as primeiraspinturas dos anônimos artistas cristãos .Pinturas de parede e teto da catacumba deSS. Pedro e Marcelino – Roma.
  12. 12. ARTE BIZANTINAA arte paleocristã tinha por características:Temas: religiosos.Pintura:- Aspecto sombrio.- Representações cristãs e Jesus Cristo.- Configuração rústica e simples.- Sem técnica de desenho (simples e pobres).- Pouca variação cromática: preto, vermelho, roxo e marrom; raramente o azul.- Composições planas e lineares sem qualquer noção de perspectiva.
  13. 13. ARTE BIZANTINAA pintura cristã, especialmente na primeiraépoca (paleocristã), limitava-se à representaçãode símbolos utilizados, como numa espécie decódigo secreto, pelos primeiros cristãos.• A cruz – símbolo do sacrifício de Cristo.• A palmeira – símbolo do martírio.• A âncora – símbolo da salvação.• O peixe – símbolo que representava Jesus.
  14. 14. ARTE BIZANTINA• Com o tempo, a pintura cristã começou a incorporar cenas do Antigo e Novo Testamentos, tendo, porém, como tema preferido, a representação de Jesus Cristo como Bom Pastor. Jesus era representado como um jovem, sem barba e com cabelos curtos, vestido em trajes simples declara influência romana. A mãe do Cristo era representada em maneira diferente da atual, sua aparência lembrava a de uma matrona romana vestida de maneira simples. O véu e a auréola (elementos simbólicos que remetem à castidade e à santidade) seriam introduzidos mais tarde.
  15. 15. ARTE BIZANTINA
  16. 16. ARTE BIZANTINAÀ medida que o império se deteriorava, eos novos cultos exigiam, o ImperadorConstantino converteu-se, liberando oculto cristão em todos os domíniosromanos por meio do Édito de Milão. Ocristianismo passou a ser a religião oficialdo Império Bizantino.
  17. 17. ARTE BIZANTINA• Em 330, o imperador Constantino I (c.272- 337) mudou o centro do Império Romano de Roma para Constantinopla (antiga Bizâncio, hoje Istambul, Turquia). A mudança teria graves consequências para o mundo das artes e da arquitetura. Constantinopla servia de entreposto para várias rotas comerciais que ligavam a Europa ao Oriente, tornando- se então um poderoso centro cultural e artístico romano.
  18. 18. ARTE BIZANTINA• A arte Bizantina se desenvolveu ao longo de mais de mil anos e se caracterizou por misturar o classicismo grego e a arte romana com a tendência oriental à alegoria, e por um predomínio cada vez maior dos ritos cristãos. A estética da arte bizantina evoluiu constantemente durante esse período começando com a primeira era de ouro do início da arte bizantina, que durou da fundação da nova capital até o século VIII.
  19. 19. ARTE BIZANTINA• Com que objetivo a arte bizantina, assim como a egípcia, seguia determinadas convenções?• Egito – frontalidade / relação arte e religião.• Expressar a autoridade absoluta do Imperador como representante de Deus e dotado de poderes espirituais.• E quais foram as linguagens e convenções? – pintura, escultura e mosaicos.
  20. 20. ARTE BIZANTINAA produção artística de Bizâncio,profundamente ligada ao cristianismo, tinhacomo um importante objetivo: expressar aautoridade do imperador considerado pelopovo um ser sagrado, um representante deDeus na terra, com poderes temporais eespirituais.
  21. 21. Corte do Imperador Justiniano – 548, Basílica de San Vitale, Ravena.
  22. 22. O imperador aparece no centro domosaico, com uma aureolarepresentando seu poder teocrático euma vasilha de ouro em suas mãosusada para distribuir os pães dacomunhão, enquanto ele celebra amissa ao lado de membros do clérigoe de seu exército. UnindoIgreja, Estado e o povo, o mosaicoserviu como uma poderosa peça depropaganda para o imperador, quetentava conquistar o coração e amente daqueles que estavam sob seudomínio.
  23. 23. ARTE BIZANTINAHavia uma controvérsia que dividia as Igrejasdo Ocidente e Oriente a respeito do uso depinturas e entalhes na vida religiosa. O quelevou à arte bizantina a um período deiconoclastia, tornando ilegal o uso de qualquerimagem de Cristo e da Virgem e de santos emforma humana, justificando assim a destruiçãodessas imagens.
  24. 24. ARTE BIZANTINAApós um longo período, em 843, as imagenshumanas foram liberadas e retornaram àsigrejas reforçando ainda mais o seu carátermajestoso, cujo o objetivo era exprimir poder eriqueza, dando lugar à uma arte mais abstrata edecorativa, na qual as cores vibrantes e osimbolismo ressonante eram usados para criaruma atmosfera mística.
  25. 25. OS ÍCONES BIZANTINOSÍcone, em grego, significa imagem. Os íconeseram quadros que representavam figurassagradas como o Cristo, a Virgem, osapóstolos, mártires e santos. Encontrados emigrejas e oratórios familiares, mantendo-semuito tempo como expressão artísticareligiosa. As principais técnicas empregadas: atêmpera e a encáustica.
  26. 26. OS ÍCONES BIZANTINOSAs características formais dos íconesretomavam a rigidez egípcia e a construçãosimétrica central. A utilização da frontalidadepermitia uma “leitura” mais fácil e abrangentedos corpos e dos rostospintados, proporcionando uma identificação doespectador com a imagem e uma compreensãomais clara da mensagem implícita na obraproposta.
  27. 27. Ícone de São Nicolau. São Miguel, Museu Cristão e Bizantino, Atenas.
  28. 28. OS ÍCONES BIZANTINOSOs ícones foram importantes meios decomunicação e de afirmação dos poderestemporal e secular da época; revelaramtambém a sensibilidade criativa de ummomento que estabeleceu rígidas regras, nãosomente para a vida comunitária, mas,também, para a representação de um processoimaginário necessário na busca de umaidentidade espiritual coletiva.
  29. 29. OS ÍCONES BIZANTINOS• Técnica da têmpera: Essa técnica consiste em misturar os pigmentos a uma goma orgânica para facilitar a fixação das cores à superfície do suporte. A substância mais comumente usada é a gema do ovo, que torna as cores mais brilhantes e luminosas.• Técnica da encáustica: Já os antigos gregos utilizavam essa técnica para cobrir suas esculturas em mármore. O processo consiste em diluir os pigmentos em cera derretida e aquecida no momento de sua aplicação. Essa técnica torna a pintura semifosca.
  30. 30. Madonna e criança, c.1300,ouro e têmpera sobremadeira.
  31. 31. Cristo Pantocrator do Sinai, feito emencáustica sobre madeira - podemosobservar que o semblante é um retratoconcreto, mas na fisionomia prevaleceum senso de contemplação e paz. Oolhar é pensativo e vívido, a pose énatural. No fundo, nota-se umaconstrução de arquitetura helênica.
  32. 32. OS ÍCONES BIZANTINOS• Rigidez egípcia• Construção simétrica central• Pintados sobre pequenos painéis de madeira.• Os seres humanos eram representados de maneira própria, de acordo com os valores da época.• FRONTALISMO / POSIÇÃO ¾ (leva o observador a uma atitude de respeito e veneração).• HIERATISMO e a TÉCNICA DA PERSPECTIVA INVERTIDA (critérios associados à importância religiosa) – desproporção entre as figuras.• ISOCEFALIA - Seguindo esta convenção, todos os caracteres devem ter a sua cabeça na mesma altura, localizada na mesma linha.• ISODATILIA – dedos das mãos iguais. - mãos expressam sofrimento e perdão.
  33. 33. A virgem e o menino em majestade rodeados de seis anjos.
  34. 34. OS MOSAICOSUma das mais importantes formas deexpressão, o mosaico, surgiu durante os séculosV e VI em Bizâncio e na cidade italiana deRavena. Os mosaicos eram produzidos paraimpulsionar a propagação da nova religiãooficial, o cristianismo. Otema, portanto, era, essencialmente, religioso,mostrando Cristo como mestre e senhor (CristoMajestade).
  35. 35. OS MOSAICOS• A técnica da arte musiva consiste na colocação de tesselas, que são pequenos fragmentos de pedras, como mármore e granito moldados com tagliolo e martellina, pedras semipreciosas, pastilhas de vidro, seixos e outros materiais, sobre qualquer superfície. Nos dias de hoje, o mosaico ressurgiu, despertando grande interesse, sendo cada vez mais utilizado, artisticamente, na decoração de ambientes interiores e exteriores.
  36. 36. OS MOSAICOSObs: O mosaico é a expressão máxima da arte bizantinae, não se destinando somente a decorar as paredes eabóbadas, serve também de fonte de instrução e guiaespiritual aos fiéis, mostrando-lhes cenas da vida deCristo, dos profetas, e dos vários imperadores.Plasticamente, o mosaico bizantino não se assemelha aosmosaicos romanos; são confeccionados com técnicasdiferentes e seguem convenções que regem também osafrescos. Neles, por exemplo, as pessoas são representadasde frente e verticalizadas para criar certa espiritualidade; aperspectiva e o volume são ignorados e o dourado éutilizado em abundância, pela sua associação a um dosmaiores bens materiais: ouro.
  37. 37. OS MOSAICOS• Uma nova linguagem figurativa, elaborada a partir das linhas e da ausência de profundidade de espaço, surgiu em Bizâncio. As figuras eram, rigidamente, frontais (pois a postura rígida da figura leva o espectador a uma atitude de respeito e veneração) e simétricas, enquanto os traços do rosto eram o resultado de uma codificação abstrata que se repetia em cada figura retratada.
  38. 38. Mosaico da Rainha Teodora - Teodora e suas aias avançam em procissão em direção ao Cristo. Carrega um cálice encrustado de joias e está coberta de adereços majestosos. Dois dignitários a procedem na igreja, na frente daqual está uma requintada fonte. Os rostos nobres de grandes olhos ecores magníficas são a essência da arte gloriosa de Bizâncio.
  39. 39. OS MOSAICOSA utilização do claro-escuro foi, aos poucos,desaparecendo, e as imagens perderam seuvolume. Para reproduzir os detalhesanatômicos ou os pregueados das vestes, eramutilizadas linhas e outros sinais gráficos cadavez mais simplificados. Foram simplificados,também, os fundos arquitetônicos, o espaço docéu foi substituído por uma superfície dourada,que se tornou o esplendoroso símbolo da luzdivina.
  40. 40. OS MOSAICOSSímbolos, como a auréola (herançaoriental), foram utilizados na representação doimperador, ressaltando sua conotação sagrada.A representação do Cristo tornou-se arepresentação de um rei (CristoMajestade), adotando as características daspersonalidades imperiais da épocaestabelecendo, dessa maneira, uma relaçãoentre o poder temporal e o poder secular.
  41. 41. Basílica de San Vitale, Ravena, Itália.
  42. 42. Não se sabe quem foi o arquiteto responsável pela basílica. Elacombina elementos romanos e bizantinos. Tem desenho octogonale mosaicos espetaculares no seu interior, que representamsacrifícios do Velho Testamento e retratos de quatro evangelistas.Seu valor é enorme por ser o único grande templo bizantino quepermanece intacto até os dias de hoje.
  43. 43. Acima, mosaico com Cristo, São Vital recebendo uma coroa de mártir, doisanjos e o bispo Eclesius que começou a construir a igreja. Nas laterais.mosaico com Justiniano I (à esquerda) e com a Imperatriz Teodora (à direita).
  44. 44. Teto com vários detalhes em formas geométricas que lembrama cruz torta da suástica, que já foi usada até por Hitler, mas emsânscrito significa felicidade, prazer e boa sorte.
  45. 45. Cúpula do mausoléu revestida com mosaicos que simulam um céuestrelado.
  46. 46. Outros detalhes dos mosaicos em formas de flores estilizadascom círculos concêntricos.
  47. 47. Mosaico "O Bom Pastor" sobre a porta de entrada.

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