Historia da arte

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Historia da arte

  1. 1. Curso de História da Arte 1 Introdução a Arte 2 Pré-História 3 Idade Antiga 4 Idade Média 5 Idade Moderna 6 Idade Contemporânea 7 Arte Brasileira 8 Análise Estética
  2. 2. 1 Introdução a Arte
  3. 3. 2 Arte na Pré-História
  4. 4. Pré-HistóriaAntes de pintar as paredes da caverna, o homem fazia ornamentos corporais, comocolares, e, depois magníficas estatuetas, como as famosas “Vênus”.Existem várias cavernas pelo mundo, que demonstram a pintura rupestre, algumasdelas são:Caverna de ALTAMIRA, Espanha, quase uma centena de desenhos feitos a 14.000anos, foram os primeiros desenhos descobertos, em 1868. Sua autenticidade, porém,só foi reconhecida em 1902.Caverna de LASCAUX, França, suas pinturas foram achadas em 1942, têm 17.000anos. A cor preta, por exemplo, contém carvão moído e dióxido de manganês.Caverna de CHAUVET, França, há ursos, panteras, cavalos, mamutes, hienas,dezenas de rinocerontes peludos e animais diversos, descoberta em 1994.Gruta de RODÉSIA, África, com mais de 40.000 anos.
  5. 5. 3 Arte Antiga Egito Grécia Roma
  6. 6. Arte Antiga - EgípciaUma das principais civilizações da Antigüidade foi a que sedesenvolveu no Egito. Era uma civilização já bastante complexa emsua organização social e riquíssima em suas realizações culturais.A religião invadiu toda a vida egípcia, interpretando o universo,justificando sua organização social e política, determinando o papel decada classe social e, conseqüentemente, orientando toda a produçãoartística desse povo.Além de crer em deuses que poderiam interferir na história humana, osegípcios acreditavam também numa vida após a morte e achavam queessa vida era mais importante do que a que viviam no presente.O fundamento ideológico da arte egípcia é a glorificação dos deuses edo rei defunto divinizado, para o qual se erguiam templos funerários etúmulos grandiosos.
  7. 7. Arte Antiga - GregaEnquanto a arte egípcia é uma arte ligada ao espírito, a arte grega liga-se à inteligência, pois os seus reis não eram deuses, mas seresinteligentes e justos que se dedicavam ao bem-estar do povo. A artegrega volta-se para o gozo da vida presente. Contemplando a natureza,o artista se empolga pela vida e tenta, através da arte, exprimir suasmanifestações. Na sua constante busca da perfeição, o artista grego criauma arte de elaboração intelectual em que predominam o ritmo, oequilíbrio, a harmonia ideal. Eles tem como características: oracionalismo; amor pela beleza; interesse pelo homem, essa pequenacriatura que é “a medida de todas as coisas”; e a democracia.
  8. 8. Arte Antiga - RomanaA arte romana sofreu duas fortes influências: a daarte etrusca popular e voltada para a expressão darealidade vivida, e a da greco-helenística, orientadapara a expressão de um ideal de beleza.Um dos legados culturais mais importantes que osetruscos deixaram aos romanos foi o uso do arco eda abóbada nas construções.
  9. 9. Arte Antiga – PaleoCristãEnquanto os romanos desenvolviam uma arte colossal e espalhavam seu estilo portoda a Europa e parte da Ásia, os cristãos (aqueles que seguiam os ensinamentos deJesus Cristo) começaram a criar uma arte simples e simbólica executada por pessoasque não eram grandes artistas . Surge a arte cristã primitiva.Esta perseguição marcou a primeira fase da arte paleocristã subterrâneos : a fasecatacumbária, que recebe este nome devido às catacumbas, cemitérios em Roma,onde os primeiros cristãos secretamente celebravam seus cultos. Nesses locais, apintura é simbólica.Para entender melhor a simbologia:Jesus Cristo poderia estar simbolizado por um círculo ou por um peixe, pois apalavra peixe, em grego ichtus, forma as iniciais da frase: "Jesus Cristo de DeusFilho Salvador".Passagens da Bíblia também eram ali simbolizadas, por exemplo: Arca de Noé;Jonas engolido pelo peixe e Daniel na cova dos leões.
  10. 10. Arte Antiga – BizantinaO cristianismo não foi a única preocupação para o Império Romanonos primeiros séculos de nossa era. Por volta do século IV, começou ainvasão dos povos bárbaros e que levou Constantino a transferir acapital do Império para Bizâncio, cidade grega, depois batizada porConstantinopla. A mudança da capital foi um golpe de misericórdiapara a já enfraquecida Roma; facilitou a formação dos ReinosBárbaros e possibilitou o aparecimento do primeiro estilo de artecristã - Arte Bizantina.
  11. 11. Arte Antiga – IslâmicaAparentemente sensual, a arte islâmica foi na realidade, desde seu início, conceituale religiosa.No âmbito sagrado evitou-se a arte figurativa, concentrando-se no geométrico eabstrato, mais simbólico do que transcendental. A representação figurativa eraconsiderada uma má imitação de uma realidade fugaz e fictícia. Daí o emprego deformas como os arabescos, resultado da combinação de traços ornamentais comcaligrafia, que desempenham duas funções: lembrar o verbo divino e alegrar a vista.As letras lavradas na parede lembram o neófito, que contempla uma obra feita paraDeus.Na complexidade de sua análise, a arte islâmica se mostra, no início, comoexclusividade das classes altas e dos príncipes mecenas, que eram os únicoseconomicamente capazes de construir mesquitas, mausoléus e mosteiros. No entanto,na função de governantes e guardiões do povo e conscientes da importância dareligião como base para a organização política e social, eles realizavam suas obraspara a comunidade de acordo com os preceitos muçulmanos: oração, esmola, jejum eperegrinação.
  12. 12. 4 Arte Idade Média
  13. 13. Em 476, com a tomada de Roma pelos povos bárbaros, teminício o período histórico conhecido por Idade Média. NaIdade Média a arte tem suas raízes na época conhecidacomo Paleocristã, trazendo modificações no comportamentohumano, com o Cristianismo a arte se voltou para avalorização do espírito. Os valores da religião cristã vãoimpregnar todos os aspectos da vida medieval. A concepçãode mundo dominada pela figura de Deus proposto pelocristianismo é chamada de teocentrismo (teos = Deus). Deusé o centro do universo e a medida de todas as coisas. Aigreja como representante de Deus na Terra, tinha poderesilimitados.
  14. 14. 5 Arte Idade Moderna
  15. 15. Arte RenascentistaO termo Renascimento é comumente aplicado à civilização européiaque se desenvolveu entre 1300 e 1650. Além de reviver a antigacultura greco-romana, ocorreram nesse período muitos progressos eincontáveis realizações no campo das artes, da literatura e dasciências, que superaram a herança clássica. O ideal do humanismofoi sem duvida o móvel desse progresso e tornou-se o próprio espíritodo Renascimento. Trata-se de uma volta deliberada, que propunha aressurreição consciente (o re-nascimento) do passado, consideradoagora como fonte de inspiração e modelo de civilização. Num sentidoamplo, esse ideal pode ser entendido como a valorização do homem(Humanismo) e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural,conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade Média.
  16. 16. Arte ManeiristaParalelamente ao renascimento clássico, desenvolve-se emRoma, do ano de 1520 até por volta de 1610, ummovimento artístico afastado conscientemente do modeloda antiguidade clássica: o maneirismo (maniera, emitaliano, significa maneira). Uma evidente tendência paraa estilização exagerada e um capricho nos detalhes começaa ser sua marca, extrapolando assim as rígidas linhas doscânones clássicos.
  17. 17. Arte BarrocaA arte barroca (Barroco: termo de origem espanhola ‘Barrueco’,aplicado para designar pérolas de forma irregular), originou-se naItália (séc. XVII) mas não tardou a irradiar-se por outros países daEuropa e a chegar também ao continente americano, trazida peloscolonizadores portugueses e espanhóis.As obras barrocas romperam o equilíbrio entre o sentimento e a razãoou entre a arte e a ciência, que os artistas renascentistas procuramrealizar de forma muito consciente; na arte barroca predominam asemoções e não o racionalismo da arte renascentista.É uma época de conflitos espirituais e religiosos. O estilo barrocotraduz a tentativa angustiante de conciliar forças antagônicas: bem emal; Deus e Diabo; céu e terra; pureza e pecado; alegria e tristeza;paganismo e cristianismo; espírito e matéria.
  18. 18. Arte RococóRococó é o estilo artístico que surgiu na França como desdobramentodo barroco, mais leve e intimista que aquele e usado inicialmente emdecoração de interiores.Desenvolveu-se na Europa do século XVIII, e da arquiteturadisseminou-se para todas as artes. Vigoroso até o advento da reaçãoneoclássica, por volta de 1770, difundiu-se principalmente na partecatólica da Alemanha, na Prússia e em Portugal.Os temas utilizados eram cenas eróticas ou galantes da vida cortesã (asfêtes galantes) e da mitologia, pastorais, alusões ao teatro italiano daépoca, motivos religiosos e farta estilização naturalista do mundovegetal em ornatos e molduras.O termo deriva do francês rocaille, que significa "embrechado", técnicade incrustação de conchas e fragmentos de vidro utilizadasoriginariamente na decoração de grutas artificiais.
  19. 19. 6 Arte - Idade Contemporânea
  20. 20. NeoclassicismoNas duas últimas décadas do século XVIII e nas três primeiras do século XIX, uma novatendência estética predominou nas criações dos artistas europeus. Trata-se doNeoclassicismo (neo = novo), que expressou os valores próprios de uma nova e fortalecidaburguesia, que assumiu a direção da Sociedade européia após a Revolução Francesa eprincipalmente com o Império de Napoleão.
  21. 21. RomantismoO século XIX foi agitado por fortes mudanças sociais, políticas e culturais causadas poracontecimentos do final do século XVIII que foram a Revolução Industrial que gerou novosinventos com o objetivo de solucionar os problemas técnicos decorrentes do aumento deprodução, provocando a divisão do trabalho e o início da especialização da mão-de-obra, epela Revolução Francesa que lutava por uma sociedade mais harmônica, em que os direitosindividuais fossem respeitados, traduziu-se essa expectativa na Declaração dos Direitos doHomem e do Cidadão. Do mesmo modo, a atividade artística tornou-se complexa.Os artistas românticos procuraram se libertar das convenções acadêmicas em favor da livreexpressão da personalidade do artista.Características gerais:* a valorização dos sentimentos e da imaginação;* o nacionalismo;* a valorização da natureza como princípios da criação artística; e* os sentimentos do presente tais como: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
  22. 22. RealismoEntre 1850 e 1900 surge nas artes européias, sobretudo na pintura francesa, uma novatendência estética chamada Realismo, que se desenvolveu ao lado da crescenteindustrialização das sociedades. O homem europeu, que tinha aprendido a utilizar oconhecimento científico e a técnica para interpretar e dominar a natureza, convenceu-se de que precisava ser realista, inclusive em suas criações artísticas, deixando delado as visões subjetivas e emotivas da realidade.São características gerais:* o cientificismo* a valorização do objeto* o sóbrio e o minucioso* a expressão da realidade edos aspectos descritivos
  23. 23. ImpressionismoO Impressionismo foi um movimento artístico que revolucionou profundamente apintura e deu início às grandes tendências da arte do século XX. Havia algumasconsiderações gerais, muito mais práticas do que teóricas, que os artistas seguiam emseus procedimentos técnicos para obter os resultados que caracterizaram a pinturaimpressionista.
  24. 24. ExpressionismoO Expressionismo é a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramática, subjetiva,“expressando” sentimentos humanos. Utilizando cores irreais, dá forma plástica aoamor, ao ciúme, ao medo, à solidão, à miséria humana, à prostituição. Deforma-se afigura, para ressaltar o sentimento.Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais. Corrente artísticaconcentrada especialmente na Alemanha entre 1905 e 1930.
  25. 25. FovismoEm 1905, em Paris, no Salão de Outono, alguns artistas foram chamados de fauves(em português significa feras), em virtude da intensidade com que usavam as corespuras, sem misturá-las ou matizá-las. Quem lhes deu este nome foi o crítico LouisVauxcelles, pois estavam expostas um conjunto de pinturas modernas ao lado de umaestatueta renascentista. Matisse: Robe Violetas e a Dança
  26. 26. CubismoHistoricamente o Cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois para ele a pinturadeveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros.Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne. Passaram a representar osobjetos com todas as suas partes num mesmo plano. É como se eles estivessem abertose apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. Naverdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso defidelidade com a aparência real das coisas.O pintor cubista tenta representar os objetos em três dimensões, numa superfícieplana, sob formas geométricas, com o predomínio de linhas retas. Não representa, massugere a estrutura dos corpos ou objetos. Representa-os como se movimentassem emtorno deles, vendo-os sob todos os ângulos visuais, por cima e por baixo, percebendotodos os planos e volumes.
  27. 27. FuturismoOs futuristas saúdam a era moderna, aderindo entusiasticamente à máquina. Para Balla, "émais belo um ferro elétrico que uma escultura". Para os futuristas, os objetos não seesgotam no contorno aparente e seus aspectos se interpenetram continuamente a um sótempo, ou vários tempos num só espaço. O futurismo é a concretização desta pesquisa noespaço bidimensional. Procura-se neste estilo expressar o movimento real, registrando avelocidade descrita pelas figuras em movimento no espaço. O artista futurista não estáinteressado em pintar um automóvel, mas captar a forma plástica a velocidade descrita porele no espaço.
  28. 28. Pintura MetafísicaA pintura deve criar um impressão de mistério, através de associações pouco comuns deobjetos totalmente imprevistos, em arcadas e arquiteturas puras, idealizadas, muitas vezescom a inclusão de estátuas, manequins, frutas, legumes, numa transfiguração toda especial,em curiosas perspectivas divergentes. A pintura metafísica explora os efeitos de luzesmisteriosas, sombras sedutoras e cores ricas e profundas, de plástica despojada e escultural.Tem inspiração na Metafísica, ciência que estuda tudo quanto se manifesta de maneirasobrenatural.
  29. 29. DadaísmoFormado em 1916 em Zurique por jovens franceses e alemães que, se tivessem permanecidoem seus respectivos países, teriam sido convocados para o serviço militar, o Dada foi ummovimento de negação. Durante a Primeira Guerra Mundial, artistas de váriasnacionalidades, exilados na Suíça, eram contrários ao envolvimento dos seus própriospaíses na guerra.Fundaram um movimento literário para expressar suas decepções em relação aincapacidade da ciências, religião, filosofia que se revelaram pouco eficazes em evitar adestruição da Europa. A palavra Dada foi descoberta acidentalmente por Hugo Ball e porTzara Tristan num dicionário alemão-francês. Dada é uma palavra francesa que significa nalinguagem infantil "cavalo de pau". Esse nome escolhido não fazia sentido, assim como aarte que perdera todo o sentido diante da irracionalidade da guerra.Sua proposta é que a arte ficasse solta das amarras racionalistas e fosse apenas o resultadodo automatismo psíquico, selecionado e combinando elementos por acaso. Sendo a negaçãototal da cultura, o Dadaísmo defende o absurdo, a incoerência, a desordem, o caos.Politicamente , firma-se como um protesto contra uma civilização que não conseguiriaevitar a guerra.
  30. 30. AbstracionismoA arte abstrata tende a suprimir toda a relação entre a realidade e o quadro, entre as linhase os planos, as cores e a significação que esses elementos podem sugerir ao espírito. Quandoa significação de um quadro depende essencialmente da cor e da forma, quando o pintorrompe os últimos laços que ligam a sua obra à realidade visível, ela passa a ser abstrata.O Abstracionismo apresenta várias fases, desde a mais sensível até a intelectualidademáxima.
  31. 31. SurrealismoNas duas primeiras décadas do século XX, os estudos psicanalíticos de Freud e as incertezaspolíticas criaram um clima favorável para o desenvolvimento de uma arte que criticava acultura européia e a frágil condição humana diante de um mundo cada vez mais complexo.Surgem movimentos estéticos que interferem de maneira fantasiosa na realidade.O surrealismo foi por excelência a corrente artística moderna da representação doirracional e do subconsciente. Suas origens devem ser buscadas no dadaísmo e na pinturametafísica de Giorgio De Chirico.Este movimento artístico surge todas às vezes que a imaginação se manifesta livremente,sem o freio do espírito crítico, o que vale é o impulso psíquico. Os surrealistas deixam omundo real para penetrarem no irreal, pois a emoção mais profunda do ser tem todas aspossibilidades de se expressar apenas com a aproximação do fantástico, no ponto onde arazão humana perde o controle.
  32. 32. CobraMovimento artístico criado na Holanda, Sigla de Copenhague-Bruxelas-Amsterdam, grupoartístico europeu que surgiu entre 1948 e 1951. Ligado esteticamente ao expressionismofigurativo, teve como principais representantes Asger Jorn, Karel Appel e Pierre Alechinski.Assim como as obras de Jackson Pollock essa pintura é gestual, livre, violenta na escolha decores texturas. KAREL APPEL PIERRE ALECHINSKY ASGER JORN
  33. 33. Pop ArtA Movimento principalmente americano e britânico, sua denominação foi empregada pelaprimeira vez em 1954, pelo crítico inglês Lawrence Alloway, para designar os produtos dacultura popular da civilização ocidental, sobretudo os que eram provenientes dos EstadosUnidos.Com raízes no dadaísmo de Marcel Duchamp, o pop art começou a tomar forma no final dadécada de 1950, quando alguns artistas, após estudar os símbolos e produtos do mundo dapropaganda nos Estados Unidos, passaram a transformá-los em tema de suas obras.Representavam, assim, os componentes mais ostensivos da cultura popular, de poderosainfluência na vida cotidiana na segunda metade do século XX. Era a volta a uma artefigurativa, em oposição ao expressionismo abstrato que dominava a cena estética desde ofinal da segunda guerra. Sua iconografia era a da televisão, da fotografia, dos quadrinhos,do cinema e da publicidade.
  34. 34. Op-artA expressão “op-art” vem do inglês (optical art) e significa “arte óptica”. Defendia paraarte "menos expressão e mais visualização". Apesar do rigor com que é construída,simboliza um mundo precário e instável, que se modifica a cada instante.Apesar de ter ganho força na metade da década de 1950, a Op Art passou por umdesenvolvimento relativamente lento. Ela não tem o ímpeto atual e o apelo emocional daPop Art; em comparação, parece excessivamente cerebral e sistemática, mais próxima dasciências do que das humanidades. Por outro lado, suas possibilidades parecem ser tãoilimitadas quanto as da ciência e da tecnologia.
  35. 35. GrafiteDefinido por Norman Mailler como" uma rebelião tribal contra a opressoracivilização industrial" e, por outros, como "violação, anarquia social, destruiçãomoral, vandalismo puro e simples", o Grafite saiu do seu gueto - o metrô - e das ruasdas galerias e museus de arte, instalando-se em coleções privadas e cobrindo com seusrabiscos e signos os mais variados objetos de consumo.
  36. 36. InterferênciaComo a pintura já não é claramente definível e deixou de ser a única fornecedora dememoráveis imagens visuais. Alguns artistas interferem na paisagem, colocam cortinas,guarda-sóis, embrulhos em locais públicos.Atualmente, ressaltamos Christo, o único artista que se destaca com suas interferências.Obras Destacadas:: Cortina no Vale, Ponte Neuf (Paris) embrulhada para presente,Guarda-sóis colocados em um vale da Califórnia e mais recentemente o Reichstag( Parlamento Germânico em 1988 - Berlim), que foi envolvido em tecido sintético comduração de duas semanas.
  37. 37. InstalaçãoSão ampliações de ambientes que são transformados em cenários do tamanho de uma sala.É utilizada a pintura, juntamente com a escultura e outros materiais, para ativar o espaçoarquitetônico.O espectador participa da obra, e não somente à aprecia.Obra Destacada: Homenagem a Chico Mendes do artista Roberto Evangelista.
  38. 38. Art NaïfÉ a arte da espontaneidade, da criatividade autêntica, do fazer artístico sem escola nemorientação, portanto é instintiva e onde o artista expande seu universo particular. Claro que,como numa arte mais intelectualizada, existem os realmente marcantes e outros nem tanto.Art naïf (arte ingênua) é o estilo a que pertence a pintura de artistas sem formação sistemática.Trata-se de um tipo de expressão que não se enquadra nos moldes acadêmicos, nem nastendências modernistas, nem tampouco no conceito de arte popular.Esse isolamento situa o art naïf numa faixa próxima à da arte infantil, da arte do doente mentale da arte primitiva, sem que, no entanto, se confunda com elas.Assim, o artista naïf é marcadamente individualista em suas manifestações mais puras, muitoembora, mesmo nesses casos, seja quase sempre possível descobrir-lhes a fonte de inspiraçãona iconografia popular das ilustrações dos velhos livros, das folhinhas suburbanas ou dasimagens de santos. Não se trata, portanto, de uma criação totalmente subjetiva, sem nenhumareferência cultural.O artista naïf não se preocupa em preservar as proporções naturais nem os dados anatômicoscorretos das figuras que representa.
  39. 39. Expressionismo abstrato• Oposição à arte tradicional;• Valorização de composições abstratas;• Defesa da liberdade de criação;• Liberdade temática;• Uso do automatismo no processo de criação;• Telas em escala monumental;• Representantes : Jackson Pollock, Arshile Gorky, Clyfford Still ...
  40. 40. Minimalismo• Redução da arte aos mínimos elementos visuais, em especial quanto ao uso da forma e da cor, apresentando composições abstratas e fabricadas industrialmente;• Pinturas monocromáticas que não possibilitam a percepção da pinceladas;• Uso de materiais e processos de fabricação industriais;• Uso de superfícies lisas, em especial através de materiais que possibilitam polimento;• Representantes: Frank Stella , Agnes Martin, Donald Judd, Carl André, Richard Serra ...
  41. 41. 7 Arte - Brasileira
  42. 42. Arte Rupestre – Pré HistóriaAs mais importantes pinturas rupestres do Brasil:· PEDRA PINTADA (PA), aqui, em 1996, a arqueóloga americana Anna Rosevelt achoupinturas com cerca de 11.000 anos.· PERUAÇU (MG), tem vários estilos de pinturas entre 2.000 a 10.000 anos. Exibeespetaculares desenhos geométricos.· LAGOA SANTA (MG), suas pinturas de animais, conhecidas desde 1834, têm entre 2.000 e10.000 anos de idade.· SÃO RAIMUNDO NONATO (PI), segundo Niède Guindon, da Universidade Estadual deCampinas, possui vestígios humanos de 40.000 anos e pinturas de 15.000 anos.Para seu conhecimento:A tinta de pedra é feita de cacos de minério que forneciam as cores para as pinturasrupestres: os artistas raspavam as pedras para arrancar os pigmentos coloridos, o vermelhoe o amarelo vinham do minério de ferro, o preto, do manganês. Misturado com cera deabelha ou resina de árvores o pigmento virava tinta.As imagens no próximo slide referem-se à Serra da Capivara/Piauí.
  43. 43. Arte IndígenaOs olhos e as mentes intelectuais da humanidade começaram no séc. XX areconhecer os povos nativos como culturas diferentes das civilizações oficiais evislumbraram contribuições sociais e ambientais deixadas pelos guerreiros quetiveram o sonho como professores. Mas a maior contribuição que os povos dafloresta podem deixar ao homem branco é a prática de ser uno com a naturezainterna de si. A Tradição do Sol, da Lua e da Grande Mãe ensinam que tudo sedesdobra de uma fonte única, formando uma trama sagrada de relações e inter-relações, de modo que tudo se conecta a tudo. O pulsar de uma estrela na noite é omesmo que do coração. Homens, árvores, serras, rios e mares são um corpo, comações interdependentes. Esse conceito só pode ser compreendido através docoração, ou seja, da natureza interna de cada um. Quando o humano das cidadespetrificadas largarem as armas do intelecto, essa contribuição será compreendida.Nesse momento entraremos no Ciclo da Unicidade, e a Terra sem Males semanifestará no reino humano.
  44. 44. Arte ColonialApós a chegada de Cabral, Portugal tomou posse do território e transformou o Brasil emsua colônia. Primeiramente, foram construídas as feitorias, que eram construções muitosimples com cerca de pau-a-pique ao redor porque os portugueses temiam ser atacados peloíndios. Preocupado com que outros povos ocupassem terras brasileiras, o rei de Portugalenviou, em 1530, uma expedição comandada por Martim Afonso de Sousa para dar início àcolonização. Martim Afonso fundou a vila de são Vicente (1532) e instalou o primeiroengenho de açúcar, iniciando-se o plantio de cana-de-açúcar, que se tornaria a principalfonte de riqueza produzida no Brasil.Após a divisão em capitanias hereditárias, houve grande necessidade de construir moradiaspara os colonizadores que aqui chegaram e engenhos para a fabricação de açúcar. Pátio do Colégio Igreja Matriz de Cananéia
  45. 45. Arte HolandesaNa virada do século, os portugueses defenderam o Brasil dos invasores ingleses, franceses eholandeses. Porém, os holandeses resistiram e se instalaram no nordeste do país por quase25 anos (início em 1624).O Conde Maurício de Nassau trouxe à “Nova Holanda” artistas e cientistas que seinstalaram em Recife. Foi sob a orientação de Nassau que o arquiteto Pieter Post projetou aconstrução da Cidade Maurícia e também os palácios e prédios administrativos.Embora fosse comum a presença de artistas nas primeiras expedições enviadas à América,Maurício de Nassau afirmou, em carta à Luiz XIV, em 1678, ter a sua disposição seispintores no Brasil, entre os quais Frans Post e Albert Eckhout. Holandeses, flamengos,alemães, os chamados pintores de Nassau, por não serem católicos, puderam facilmentededicar-se a temas profanos, o que não era permitido aos portugueses. Em conseqüênciadisso foram os primeiros artistas no Brasil e na América a abordar a paisagem, os tiposétnicos, a fauna e a flora como temática de suas produções artísticas, livre dos preconceitose das superstições que era de praxe se encontrar nas representações pictóricas queapresentavam temas americanos. Foram verdadeiros repórteres do século XVII.
  46. 46. ALBERTECKHOUT
  47. 47. Arte BarrocaO estilo barroco desenvolveu-se plenamente no Brasil durante o século XVIII, perdurando ainda no iníciodo século XIX. O barroco brasileiro é claramente associado à religião católica. Duas linhas diferentescaracterizam o estilo barroco brasileiro. Nas regiões enriquecidas pelo comércio de açúcar e pelamineração, encontramos igrejas com trabalhos em relevos feitos em madeira - as talhas - recobertas porfinas camadas de ouro, com janelas, cornijas e portas decoradas com detalhados trabalhos de escultura.Já nas regiões onde não existia nem açúcar nem ouro, as igrejas apresentam talhas modestas e ostrabalhos foram realizados por artistas menos experientes e famosos do que os que viviam nas regiões maisricas.O ponto culminante da integração entre arquitetura, escultura, talha e pintura aparece em Minas Gerais,sem dúvida a partir dos trabalhos de Aleijadinho.
  48. 48. Arte FrancesaNesse momento, o Brasil recebe forte influência cultural européia, intensificada ainda maiscom a chegada de um grupo de artistas franceses (1816) encarregado da fundação daAcademia de Belas Artes (1826), na qual os alunos poderiam aprender as artes e os ofíciosartísticos. Esse grupo ficou conhecido como Missão Artística Francesa.Os artistas da Missão Artística Francesa pintavam, desenhavam, esculpiam e construíam àmoda européia. Obedeciam ao estilo neoclássico (novo clássico), u seja, um estilo artísticoque propunha a volta aos padrões da arte clássica (greco-romana) da Antigüidade. Nicolas-Antonine Taunay Jean-Baptiste Debret
  49. 49. Pintura AcadêmicaUma das características gerais da pintura acadêmica é seguir os padrões de beleza daAcademia de Belas Artes, ou seja, o artista não deve imitar a realidade, mas tentar recriar abeleza ideal em suas obras, por meio da imitação dos clássicos, principalmente os gregos, naarquitetura e dos renascentistas, na pintura. Pedro Américo de Figueiredo e Melo
  50. 50. Vitor Meireles de Lima José Ferraz de Almeida Júnior
  51. 51. Semana de Arte Moderna de 1922Essa arte nova aparece inicialmente através da atividade crítica e literária de Oswald deAndrade, Menotti del Picchia, Mário de Andrade e alguns outros artistas que vão seconscientizando do tempo em que vivem. Oswald de Andrade, já em 1912, começa a falar doManifesto Futurista, de Marinetti, que propõe “o compromisso da literatura com a novacivilização técnica”.Mas, ao mesmo tempo, Oswald de Andrade alerta para a valorização das raízes nacionais,que devem ser o ponto de partida para os artistas brasileiros. Assim, cria movimentos, comoo Pau-Brasil, escreve para os jornais expondo suas idéias renovadores de grupos de artistasque começam a se unir em torno de uma nova proposta estética.Antes dos anos 20, são feitas em São Paulo duas exposições de pintura que colocam a artemoderna de um modo concreto para os brasileiros: a de Lasar Segall, em 1913, e a de AnitaMalfatti, em 1917.Essa divisão entre os defensores de uma estética conservadora e os de uma renovadora,prevaleceu por muito tempo e atingiu seu clímax na Semana de Arte Moderna realizada nosdias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo. No interior doteatro, foram apresentados concertos e conferências, enquanto no saguão foram montadasexposições de artistas plásticos, como os arquitetos Antonio Moya e George Prsyrembel, osescultores Vítor Brecheret e W. Haerberg e os desenhistas e pintores Anita Malfatti, DiCavalcanti, John Graz, Martins Ribeiro, Zina Aita, João Fernando de Almeida Prado,Ignácio da Costa Ferreira, Vicente do Rego Monteiro e Di Cavalcanti (o idealizador daSemana e autor do desenho que ilustra a capa do catálogo).
  52. 52. Antropofagia Tarsília do Amaral Samba - Di CavalcantiA Negra – Tarsília do Amaral Operários Tarsília do Amaral Carnaval - Di Cavalcanti
  53. 53. Arte ExpressionistaNo Brasil, observa-se, como nunca, um desejo expresso e intenso de pesquisar nossarealidade social, espiritual e cultural. A arte mergulha fundo no tenso panorama ideológicoda época, buscando analisar as contradições vividas pelo país e representá-las pelalinguagem estética..
  54. 54. Arte PrimitivaA arte dos chamados "artistas primitivos" passou a ser valorizada após o MovimentoModernista, que apresentou, entre suas tendências, o gosto por tudo o que era genuinamentenacional. E um artista primitivo é alguém que seleciona elementos da tradição popular deuma sociedade e os combina plasticamente, guiando-se por uma clara intenção poética.Geralmente esses pintores são autodidatas e criadores dos recursos técnicos com quetrabalham.
  55. 55. 8 t ica E sté á li se A n
  56. 56. BIBLIOGRAFIAMARTINS, Simone R.; IMBROISI, Margaret H. Maneirismo. Disponível em:http://www.historiadaarte.com.br/linhadotempo.html, s.d. Acesso em 30 dezembro 2005IMAGENS, GOOGLE, 2007: Disponível em: http://www.google.com.br

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