Grupo Focal Avaliação de Projetos Cristiane Locatelli

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Orientações iniciais para utilização da técnica grupos focais em avaliação de projetos

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Grupo Focal Avaliação de Projetos Cristiane Locatelli

  1. 1. grupos focais cristiane locatelli [email_address]
  2. 2. grupos focais <ul><li>“ A coleta de dados através de grupo focal tem como uma de suas maiores riquezas se basear na tendência humana de formar opiniões e atitudes na interação com outros indivíduos” (KRUEGER) </li></ul>
  3. 3. vantagens do grupo focal <ul><li>a interação entre os membros do grupo conduz à geração de idéias que poderiam não emergir quando na presença de uma única pessoa </li></ul><ul><li>os resultados da pesquisa são disponibilizados mais rapidamente, muitos deles podem ser abstraídos durante a própria discussão entre os membros do grupo </li></ul><ul><li>possibilidade de avaliar a pertinência de explicações e concepções teóricas junto ao próprio grupo , reorientando ou confirmando sua interpretação </li></ul>
  4. 4. riscos do grupo focal <ul><li>Facilitador mal preparado </li></ul><ul><li>Ao acompanhar o aprofundamento da discussão, facilitador deve formular interpretações e averiguar se elas fazem sentido para o grupo </li></ul><ul><li>Exemplo: Dinâmica do grupo também contribui para que apareçam fatores periféricos ao invés dos centrais – evitar interpretação equivocada perguntando diretamente ao grupo </li></ul><ul><li>Dificuldade de análise </li></ul><ul><li>Compreender, além dos conteúdos colocados, a dinâmica do grupo </li></ul>
  5. 5. elaboração de roteiros <ul><li>Objetivo da pesquisa </li></ul><ul><li>A quem interessa a informação </li></ul><ul><li>Quem irá utilizá-la? </li></ul><ul><li>Por que precisa dela? </li></ul><ul><li>Razão da escolha da técnica grupo focal </li></ul><ul><li>Objetivo do grupo focal </li></ul><ul><li>Objeto de interesse </li></ul>
  6. 6. roteiro <ul><li>(ex. Avaliação de um curso) </li></ul><ul><li>Expectativas </li></ul><ul><li>Por que se inscreveu neste curso? </li></ul><ul><li>O que você encontrou? </li></ul>
  7. 7. roteiro <ul><li>Desenvolvimento </li></ul><ul><li>Como foi esse curso pra você? </li></ul><ul><li>O que pensava quando vinha para as aulas no início? </li></ul><ul><li>E depois de algum tempo? </li></ul><ul><li>Descreva algo do curso que você mais gostou. </li></ul><ul><li>Descreva algo que você não gostou. </li></ul><ul><li>Conte pra nós uma situação do curso em que você aprendeu algo que considerou importante, uma situação engraçada, uma situação chata… </li></ul>
  8. 8. roteiro <ul><li>Resultados </li></ul><ul><li>Consegue se lembrar do que pensou ao final do curso? </li></ul><ul><li>Você vem utilizando o que aprendeu? Como? </li></ul><ul><li>Procure se lembrar de algo que mudou em seu jeito de trabalhar depois de ter passado pelo curso (a resposta pode ser “nada”) </li></ul>
  9. 9. roteiro <ul><li>Finalização </li></ul><ul><li>Se você tivesse que falar deste curso para um amigo em uma frase, qual seria? (falar rapidamente e na sequência repetir a pergunta para a Amanco?) </li></ul><ul><li>Se você fosse o responsável por este curso, o que melhoraria? </li></ul><ul><li>De tudo o que vocês viveram/ de tudo o que foi apresentado a vocês no curso, o que ensinariam a seu filho ou a um jovem que esteja aprendendo com vocês a profissão? </li></ul>
  10. 10. técnicas projetivas <ul><li>Projeção: transferir para o objeto um processo subjetivo </li></ul><ul><li>Técnica projetiva: um método que confronta o sujeito com uma situação à qual responderá segundo o sentido que esta situação tenha para ele e segundo o que ele é, segundo o que ele sentia enquanto formulava a resposta </li></ul><ul><li>uma situação-estímulo que não tenha um significado previamente estabelecido pela opinião do avaliador e ao qual o sujeito possa imprimir um sentido particular </li></ul>
  11. 11. técnicas projetivas <ul><li>Maneiras indiretas de questionamento que encorajam os respondentes a projetar suas motivações, crenças, atitudes ou sentimentos subjacentes a respeito do tema em estudo (Malhotra, 1993) </li></ul><ul><li>comparação: “se a marca X fosse um carro, qual deles ela seria?”; “se a pessoa que compra na loja Y fosse um animal, qual deles ela seria?” </li></ul>
  12. 12. técnicas projetivas <ul><li>associação de idéias: podem ser trabalhadas palavras, figuras ou fotos. </li></ul><ul><li>o entrevistador lê uma lista de palavras, e o entrevistado, imediatamente após a citação de cada uma delas, deve dizer qual é a primeira coisa ou expressão que surge em sua mente </li></ul><ul><li>o entrevistador, apoiando-se em material expositivo (cartões com ilustrações ou fotos), segue um roteiro de questões referentes às associações que o inquirido faz com as figuras </li></ul>
  13. 13. técnicas projetivas <ul><li>complemento de frase: apresenta-se uma frase incompleta para ser preenchida pelo respondente. </li></ul><ul><li>complemento de história: apresenta-se o enredo de uma história incompleta que deve ser concluída pelo respondente. </li></ul><ul><li>complemento de ilustração: os respondentes devem criar uma história sobre o que acham que está ocorrendo em uma determinada ilustração. </li></ul>
  14. 14. técnicas projetivas – vant/ desvant <ul><li>Vantagens: </li></ul><ul><li>auxiliam a interpretar as motivações, crenças e atitudes que estejam operando nos indivíduos em nível não consciente </li></ul><ul><li>obtenção de respostas que os respondentes não conseguiriam elaborar sem o estímulo (temas difíceis de serem abordados-uso de drogas ou comportamentos sexuais; pessoas analfabetas; crianças pequenas) </li></ul><ul><li>Desvantagens: </li></ul><ul><li>necessidade de entrevistadores especializados e treinados nesse tipo de técnica </li></ul><ul><li>necessidade de analistas habilidosos para interpretar as respostas - dificuldades na interpretação dos resultados - análises subjetivas </li></ul>
  15. 15. Providências p/ realização do grupo <ul><li>Listagem de nomes e telefones dos participantes e do responsável pelo espaço para caso de imprevistos </li></ul><ul><li>Quadro impresso para ser preenchido com informações básicas dos participantes – nome, idade, curso, etc. </li></ul><ul><li>Um grupo tem no mínimo quatro participantes. Caso venham três pessoas ou menos, substituir por entrevistas individuais </li></ul><ul><li>Sala razoavelmente silenciosa e com pouca interferência </li></ul><ul><li>Participantes dispostos de forma a poderem se enxergar uns aos outros – sentar ao redor de uma mesa se possível (disponibilizar algo para comer/ beber) </li></ul><ul><li>Observador em posição oposta ao facilitador </li></ul>
  16. 16. observador <ul><li>Toma notas que transmitam informações sobre a dinâmica do grupo </li></ul><ul><li>Opera o gravador </li></ul><ul><li>Cuida das condições da sala (frio, calor, janelas) </li></ul><ul><li>Resolve interferências externas – barulho (cuidado com agudos), entrada de pessoas atrasadas para o grupo, pesoas estranhas ao processo </li></ul><ul><li>Participa da discussão apenas quando convidado pelo facilitador </li></ul>
  17. 17. facilitador <ul><li>Está bastante inteirado do assunto a ser tratado </li></ul><ul><li>Tem as questões memorizadas </li></ul><ul><li>Cria o clima: recepção simpática, conversa trivial antes do início do grupo (evitando o assunto que será posteriormente abordado) </li></ul><ul><li>Facilita a discussão </li></ul><ul><li>Toma algumas notas apenas para sua própria orientação </li></ul>
  18. 18. início do grupo <ul><li>Bem vindos! - Apresente-se e ao observador </li></ul><ul><li>Qual é a pesquisa, seu objetivo </li></ul><ul><li>Objetivos da reunião </li></ul><ul><li>Outros interessados </li></ul><ul><li>Estamos querendo conhecer… </li></ul><ul><li>O que vocês nos disserem será utilizado para… </li></ul><ul><li>Convidamos vocês porque participaram do curso em… e podem nos dizer de… </li></ul>
  19. 19. apresentação <ul><li>Guardar nomes e times – memória </li></ul><ul><li>Fotografias (facilitador apresenta várias, pede aos participantes que escolham uma que espelhe o que estão vivendo naquele momento e que depois contem para o grupo) </li></ul><ul><li>Brincadeiras (cadeira solidária – jogo do “tira uma cadeira a cada rodada”, mas todos os participantes devem se acomodar nas que restam; escravos de jó) </li></ul>
  20. 20. contrato <ul><li>Estamos planejando ficar aqui até 19:00h. Uma hora e meia, duas horas de reunião. Pode ser? </li></ul><ul><li>Vamos pedir autorização de vocês pra gravar… </li></ul><ul><li>Não queremos perder nada do que for dito e não conseguiremos escrever rápido o suficiente pra registrar tudo… Só nós dois ouviremos a gravação. </li></ul>
  21. 21. contrato <ul><li>Ao final do trabalho escreveremos um relatório que não terá o nome de nenhuma das pessoas que foi entrevistada no processo. </li></ul><ul><li>As informações vão voltar às equipes para ajudá-las a planejar os próximos cursos, mas vamos nos referir ao que “os ex-alunos pensam”, e não àquilo que “o grupo de Monte Azul” ou “o Roberto” pensam… </li></ul><ul><li>Podem ficar tranquilos quanto ao sigilo: o que vocês disserem aqui não terá qualquer consequência para outros cursos que vocês possam vir a fazer… </li></ul>
  22. 22. contrato <ul><li>Alguém fica muito incomodado? Pela nossa experiência, a gente só se lembra do gravador no início, depois esquece dele. </li></ul><ul><li>Mas, se estiver incomodando, a qualquer momento, me avise. </li></ul>
  23. 23. contrato <ul><li>Importante dizer que é muito difícil entender a gravação quando duas pessoas falam ao mesmo tempo, então vamos pedir a vocês que evitem falar com a pessoa ao lado </li></ul><ul><li>O gravador também é muito sensível a ruídos . Se acontecerem (choro de criança, barulho de ar condicionado, ferramentas), nós vamos tentar diminui-los </li></ul><ul><li>Mas não há uma ordem para vocês falarem, certo? (esquerda para direita, etc.) Quando vocês tiverem uma idéia, por favor, só esperem quem está falando acabar, e coloquem </li></ul>
  24. 24. <ul><li>Não queremos chegar a um consenso aqui. Não existem respostas certas ou erradas , só diferentes pontos de vista. </li></ul><ul><li>Por favor, fiquem a vontade para compartilhar o seu ponto de vista, mesmo que ele seja diferente do de seus colegas. </li></ul><ul><li>Nós estamos interessados tanto em comentários positivos quanto negativos . Vocês sabem que às vezes um comentário sobre algo que não correu bem ajuda mais que um elogio. </li></ul><ul><li>Não se preocupem em concordar com o que o colega falou. Quanto mais sinceros você puderem ser, mais informações de qualidade nós vamos ter. </li></ul>
  25. 25. contrato <ul><li>Vamos pedir que vocês desliguem celulares, nós também vamos desligar os nossos (façam isso) </li></ul><ul><li>Se não puderem desligar, ou se tiverem que sair por alguma razão do grupo, pedimos que o façam o mais silenciosamente possível e que retornem tão logo quanto possível </li></ul>
  26. 26. contrato <ul><li>Você vão perceber que o meu papel aqui vai ser o guiar nossa atividade e o dele vai ser mais de observar e tomar algumas notas que nos ajudem a lembrar de coisas importantes depois. </li></ul><ul><li>(preferencialmente, o observador só interfere na discussão quando convidado a isso pelo facilitador) </li></ul><ul><li>O mais importante é que vocês possam conversar entre vocês, certo? </li></ul>
  27. 27. desenvolvimento do grupo <ul><li>Bem, vamos começar… </li></ul><ul><li>Primeira pergunta quebra-gelo, fácil, objetiva, estimula a fala </li></ul><ul><li>Quando mesmovocês fizeram o curso? </li></ul><ul><li>Já trabalhavam com…? </li></ul>
  28. 28. dicas para o facilitador <ul><li>Use questões abertas e evite aquelas que se possa responder com “sim” ou “não” </li></ul><ul><li>Cuidado com perguntas que comecem em “por que”, porque pedem respostas racionais, teóricas, descoladas da vivência </li></ul>O que você pensou sobre o curso?
  29. 29. dicas para o facilitador <ul><li>Você pode falar um pouco mais sobre isso? </li></ul><ul><li>Você poderia dar um exemplo? </li></ul><ul><li>Eu não entendi, … (recoloque o que foi dito) </li></ul><ul><li>Retomando o foco: </li></ul><ul><li>Vamos só voltar um pouquinho… </li></ul><ul><li>Retomando o que fulano disse… </li></ul>
  30. 30. cuidado com o “roteiro” <ul><li>Evitar sequência automática de perguntas </li></ul><ul><li>Controlar aflição com o tempo (respeite o desenvolvimento do grupo) </li></ul><ul><li>Controlar aflição com a memória (pequenas notas e confiança na gravação) </li></ul>
  31. 31. cuidado com o “roteiro” <ul><li>Discussões superficiais </li></ul><ul><li>Atenção ao “vício”: Aprendemos que resposta errada cria problemas </li></ul><ul><li>Melhor optar por respostas que não nos incriminem, </li></ul><ul><li>que não ofendam ninguém </li></ul><ul><li>que não criem controvérsias </li></ul><ul><li>que não coloquem ninguém em maus lençóis </li></ul><ul><li>Observar respostas menos baseadas na verdade e mais na impressão que se quis criar </li></ul><ul><li>Atitude do facilitador: perguntar, ouvir a resposta e passar à próxima pergunta? </li></ul><ul><li>ou refletir sobre a resposta e ampliar a questão? </li></ul>
  32. 32. dicas para o facilitador <ul><li>Cuidado com a comunicação “automática”, evite: </li></ul><ul><li>movimentos de “sim” com a cabeça </li></ul><ul><li>repostas curtas como certo, isso mesmo, legal, hum hum </li></ul><ul><li>Quando se fizer um silêncio, faça pausas (5s?): isso pode dar uma chance a alguém que esteja querendo fazer uma colocação e ainda não tenha conseguido espaço </li></ul>
  33. 33. dicas para o facilitador <ul><li>Questões síntese </li></ul><ul><li>Faça um resumo do último tópico discutido e pergunte: é isso?; foi o que vocês quiseram dizer? </li></ul><ul><li>Balanço </li></ul><ul><li>Suponha que você tem um minuto para contar a alguém sobre nossa discussão de hoje. O que você diria? </li></ul><ul><li>De tudo o que falamos aqui hoje, o que lhe pareceu mais importante? </li></ul><ul><li>Questão final </li></ul><ul><li>Recoloque o propósito do estudo e pergunte se há algo mais que o grupo queira complementar, se faltou algo importante </li></ul>
  34. 34. exercício <ul><li>Organização internacional de proteção ao meio ambiente quer investir no fortalecimento de parceiros em Santa Catarina </li></ul><ul><li>para tanto vão oferecer uma formação em Educação Ambiental e precisam fazer uma pesquisa exploratória sobre o nível de engajamento dos formadores de opinião locais em questões ambientais </li></ul>
  35. 35. exercício <ul><li>Preocupação com questões ambientais (conhecimento e posicionamento) </li></ul><ul><li>Responsabilização por ações de proteção ambiental/ desenvolvimento sustentável </li></ul><ul><li>Imagem ONGs nacionais e internacionais de proteção ambiental </li></ul>
  36. 36. roteiro exercício <ul><li>Vocês vêm desenvolvendo trabalhos relacionados a questões ambientais? </li></ul><ul><li>Em caso afirmativo, como acreditam que poderiam aprimorá-los? Em caso negativo, acreditam que seria importante desenvolvê-los? De que forma? </li></ul><ul><li>Quais são os pontos mais importantes, relativos a questões ambientais, a serem trabalhados em seu estado? </li></ul><ul><li>Existe algum trabalho de destaque sendo realizado por organizações ambientais? Com quais delas vocês já tiveram contato? </li></ul><ul><li>O que pensam acerca do trabalho desenvolvido pelas seguintes organizações no Brasil: A, B, C? </li></ul>
  37. 37. relatórios <ul><li>Criatividade nas estratégias de comunicacão </li></ul><ul><li>Há uma variedade delas, não necessariamente relatórios formais. Utilize o formato que facilitará o entendimento do interessado. </li></ul><ul><li>Combine com o interessado o formato a ser apresentado – inclusive se narrativas ou quadros </li></ul><ul><li>De quais informações ele precisa? </li></ul><ul><li>Quais os formatos de relatórios utilizados comumente na organização? </li></ul>
  38. 38. relatórios <ul><li>Escolha do conteúdo – não apresentar tudo </li></ul><ul><li>Relatórios devem aumentar o nível de compreensão dos interessados e não repetir o que já é de conhecimento comum </li></ul><ul><li>Escolha pontos chave a serem tratados. Muitos pontos diminuem o impacto. Comece pelos mais importantes </li></ul>
  39. 39. relatórios <ul><li>Importância da comunicação oral </li></ul><ul><li>Deve ser breve, clara e concisa </li></ul><ul><li>Crie oportunidade para a colocação de questões </li></ul><ul><li>Indique a importância do estudo e o porquê dos achados serem significativos </li></ul><ul><li>Faça com que o ouvinte participe ativamente da exposição </li></ul>
  40. 40. <ul><li>Conversando é que a gente se entende </li></ul><ul><li>Já dizia o ditado popular </li></ul><ul><li>Conversando é que a gente se conhece </li></ul><ul><li>E as coisas começam a mudar </li></ul><ul><li>Sem você a conversa é incompleta </li></ul><ul><li>Obrigado por vir nos encontrar </li></ul>(Exemplo de mensagem de agradecimento a participantes do grupo focal)
  41. 41. referências <ul><li>D L Morgan. Focus Group as qualitative research . Newbury Park, Calif: Sage, 1988. </li></ul><ul><li>Krueger,RA. Focus Groups: a Practical Guide for Applied Research. Thousand Oaks, Calif: Sage, 1994. </li></ul><ul><li>Krueger, RA. Moderating Focus Groups . Thousand Oaks, Calif: Sage, 1998. </li></ul><ul><li>Krueger, RA. Analyzing and Reporting Focus Group Results . Thousand Oaks, Calif: Sage, 1997. </li></ul><ul><li>D L Morgan, R A Krueger. Focus Group Kit . Thousand Oaks, Calif: Sage, 199). </li></ul><ul><li>Malhotra, NK. Marketing research: an applied orientation. New Jersey: Prentice-Hall, 1993. </li></ul><ul><li>Marczak, M. Sewell, M. Using focus groups for evaluation. Cyfernet evaluation. University of Arizona. </li></ul><ul><li>http://ag.arizona.edu/fcs/cyfernet/cyfar/focus.htm </li></ul><ul><li>Gondim, S. M. G. Grupos focais como técnica de investigação qualitativa: Desafios metodológicos. Paidéia. Cadernos de Psicologia e Educação , v 12, n. 24, 2002, pp.149-161. </li></ul><ul><li>Révillon, ASP. A Utilização de Pesquisas Exploratórias na Área de Marketing. RIMAR - Revista Interdisciplinar de Marketing , v.2, n.2, p. 21-37, Jul./Dez. 2003. http://www.rimar-online.org/artigos/v2n2a2.pdf </li></ul>
  42. 42. pesquisa quantitativa <ul><li>descobrir quantas pessoas de uma determinada população compartilham uma característica ou um grupo de características </li></ul><ul><li>gerar medidas precisas e confiáveis que permitam uma análise estatística </li></ul><ul><li>pode medir opiniões, atitudes e preferências como comportamentos. Eleições: amostragem da população é possível quantificar as preferências do eleitorado </li></ul><ul><li>não é apropriada nem tem custo razoável para compreender &quot;porquês“ - questões devem ser diretas e facilmente quantificáveis </li></ul><ul><li>amostra deve ser grande o suficiente para possibilitar uma análise estatística confiável </li></ul>
  43. 43. pesquisa qualitativa <ul><li>ferramenta para identificar questões-chave, fomular perguntas e descobrir o que importa para as pessoas e porquê </li></ul><ul><li>compreender porquês </li></ul><ul><li>dados qualitativos: são elementos que o pesquisador sabe ou suspeita que respondem algo que ele procura entender </li></ul><ul><li>não se deve usar pesquisa qualitativa quando o que se espera é saber quantas pessoas irão responder de um determinada forma ou quantas terão a mesma opinião. A pesquisa qualitativa não é projetada para coletar resultados quantificáveis. </li></ul>
  44. 44. quanti x quali Quantitativa Qualitativa Objetivo Subjetivo Hard Science Soft Science Testa a Teoria Desenvolve a Teoria Uma realidade: o foco é conciso e limitado Múltiplas realidades: o foco é complexo e amplo Redução, controle, precisão Descoberta, descrição, compreensão, interpretação partilhada Mensuração Interpretação Possibilita análises estatísticas Possibilita narrativas ricas, interpretações individuais Os elementos básicos da análise são os números Os elementos básicos da análise são palavras e idéias Independe do contexto Depende do contexto Teste de hipóteses Gera idéias e questões para pesquisa O raciocínio é lógico e dedutivo O raciocínio é dialético e indutivo Estabelece relações, causas Descreve os significados, descobertas Busca generalizações Busca particularidades Preocupa-se com as quantidades Preocupa-se com a qualidade das informações e respostas

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