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Stress no trabalho

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Uma reflexão sobre o estresse e gerenciamento mental.

Publicada em: Saúde e medicina
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Stress no trabalho

  1. 1. Estresse no Trabalho DR. ANTONIO RICARDO NAHAS
  2. 2. O que é o estresse?  As primeiras referências à palavra “stress”, com significado de “aflição” e “adversidade”, datam do século XIV.  No século XVII, o vocábulo de origem latina passou a ser utilizado em inglês para designar “opressão”, “desconforto” e “adversidade”.
  3. 3. O que estas imagens têm em comum?
  4. 4. A Borboleta  Podemos evitar o estresse?  “Não podemos e não devemos evitá-lo. Segundo os especialistas, ausência de estresse é morte. Cientistas na França fizeram experimentos com lagartas de borboletas, retirando cuidadosamente as camadas externas de seus casulos para ver se aceleravam o tempo até a borboleta emergir. Não só as borboletas não saíam mais rapidamente, como elas jamais saíam. Morriam todas! Eles se deram conta de que lutar para sair do casulo estimulava a secreção de certas enzimas no corpo da lagarta para finalmente torná-la uma borboleta. Sabe-se também que estudantes cujo organismo secreta mais adrenalina durante as provas obtêm melhores notas. Mas existe estresse bom e estresse ruim. O que se busca é o bom.” Susan Andrews
  5. 5. Tipos  Estresse positivo (eustress): tensão com equilíbrio entre esforço, tempo, realização e trabalho;  Estresse negativo (distress): tensão com rompimento do equilíbrio biopsicossocial por excesso ou falta de esforço, incompatível com tempo, resultado e realização.
  6. 6. Como Transformar o estresse em algo favorável?  Segundo a neurociência, nossos estados emocionais são acompanhados por reações das moléculas de emoção: os neurotransmissores e os hormônios.  Em cada célula do corpo há inúmeros receptores para essas substâncias. Numa situação de curto prazo, a adrenalina mobiliza a reação de lutar ou fugir. Ela gera uma disposição proativa, ajuda a mente a ganhar foco e reforça o sistema imune.  O estresse se torna ruim quando é de longo prazo e sem pausa para recuperação ou quando a pessoa reage de forma hostil às situações. Nos dois casos, a adrenalina não é suficiente e o corpo precisa secretar cortisol. Em excesso, ele é um veneno para o organismo, pois enfraquece o sistema imunológico e causa a morte de células cerebrais.  Está diretamente ligado à violência e num estado de raiva, o corpo libera 40 vezes mais cortisol que o normal. Quem vive com altos níveis de cortisol tem cinco vezes mais chances de morrer precocemente.
  7. 7. SAG: Síndrome Geral da Adaptação  Hans Selye, médico endocrinologista, fez estudos sobre o estresse na área da saúde;  SAG é o conjunto de todas as reações gerais do organismo que acompanham a exposição prolongada do estressor”.
  8. 8. Estágios:  1ª- FASE DE ALARME:  O organismo tem uma excitação de agressão ou de fuga ao estressor, que pode ser entendida como um comportamento de adaptação.  Nos dois casos, reconhece-se uma situação de reação saudável ao estresse, porquanto possibilita o retorno à situação de equilíbrio após a experiência estressante.  Essa fase é caracterizada por alguns sintomas:  taquicardia, tensão crônica, dor de cabeça, sensação de esgotamento, pressão no peito, extremidades frias, dentre outros.
  9. 9.  2ª- FASE DE RESISTÊNCIA:  Havendo persistência da fase de alerta, o organismo altera seus parâmetros de normalidade e concentra a reação interna em um determinado órgão-alvo, desencadeando a Síndrome de Adaptação Local (SAL).  Nessa fase, ocorre a manifestação de sintomas da esfera psicossocial como ansiedade, medo, isolamento social, roer unhas, oscilação do apetite, impotência sexual e outros.
  10. 10.  3ª- FASE DE EXAUSTÃO: O organismo encontra –se extenuado pelo excesso de atividades e pelo alto consumo de energia.  Ocorre, então, a falência do órgão mobilizado na SAL, o que se manifesta sob a forma de doenças orgânicas.
  11. 11.  Os sinais e sintomas que ocorrem com maior frequência de nível físico são: aumento da sudorese, tensão muscular, taquicardia, hipertensão, aperto da mandíbula, ranger de dentes, hiperatividade, náuseas, mãos e pés frios.  Em termos psicológicos, vários sintomas podem ocorrer tais como: ansiedade, tensão, angústia, insônia, alienação, dificuldades interpessoais, dúvidas quanto a si próprio, preocupação excessiva, inabilidade de concentrar-se em outros assuntos que não o relacionado ao estressor, dificuldade de relaxar, ira e hipersensibilidade emotiva.  Obs. Sete em cada dez brasileiros relatam estresse no trabalho. Destes, quatro desenvolvem a síndrome de Burnout caracterizada por esgotamentos físico e mental.
  12. 12. Assédio Moral
  13. 13. Causas do estresse no trabalho  Altas cargas de trabalho;  Cargas de trabalho insuficientes. O colaborador se sente subutilizado;  Falta de controle sobre as atividades;  Bullying ou perseguição;  Falta de ajuda interpessoal podendo levar a uma sensação de isolamento;  Ambiente de trabalho com deficiências de iluminação, excessos de calor ou de frio, barulho, assentos poucos confortáveis, equipamentos que não funcionam e etc.  Obs. Ter que trabalhar sob pressão é a principal causa do estresse no trabalho.
  14. 14. Estresse Cibernético
  15. 15. “Technoestress”
  16. 16. O inimigo está dentro?
  17. 17. Atitude  A velha noção de que situações específicas são estressantes por si mesmas tem sido contrariada por novas pesquisas, que mostram que esse estresse não é algo de fora.  A reação do nosso corpo depende muito mais das avaliações que fazemos de um determinado evento da vida.  Tudo depende da maneira como interpretamos e nos relacionamos com o mundo ao redor.  Você é o tipo A?
  18. 18. Tipo A  Sempre com pressa, fazendo várias coisas ao mesmo tempo;  Altamente competitivo e hostil.  Propenso à ataques cardíacos.
  19. 19. Personalidade Resistente ao Estresse  As mudanças são desafios e não ameaças;  Otimistas;  Fracassos não , lições.  Dedicação a uma meta maior;
  20. 20. Qual a diferença entre o carvão e o diamante?  O diamante foi mais pressionado!  O problema não é o fato que causa o estresse, mas a maneira como nós respondemos à ele.
  21. 21. As defesas do ego  Que projeções eu faço?  Que expectativas crio?  O que idealizo?  O que escondo de mim mesmo (sombra)?
  22. 22. É preciso ser uma pessoa zen para não reagir as emoções negativas? Precisamos treinar para não alimentar essas emoções. O problema não é a causa do estresse - colegas de trabalho antipáticos, problemas em casa, falta de dinheiro, mas a nossa reação a ela. Simplesmente recordar durante cinco minutos uma situação de raiva ou hostilidade pode causar a secreção excessiva de cortisol. Isso baixa o nosso sistema imune por seis horas.
  23. 23.  E o que fazer para baixar as taxas de cortisol?  Há técnicas naturais que ajudam a manter as suprarrenais sob controle, recondicionando-as para que não secretem esse hormônio em excesso.  SPA no trabalho: Realizar, por alguns minutos e várias vezes ao dia, a técnica da respiração diafragmática. Quando o diafragma é mobilizado na respiração, estimula o sistema nervoso parassimpático, que produz a 'Resposta de Relaxamento', oposta à 'Resposta do Estresse'.
  24. 24.  Sugestões:  A primeira é fazer pequenas pausas ao longo do dia para respiração diafragmática (pode ser em qualquer lugar: na mesa de trabalho ou até parado no trânsito). É preciso imaginar que ao inspirar absorvemos energia para as células e ao expirar liberamos o cansaço e as toxinas.  A segunda é indicada para momentos de estresse ou conflito: devemos focar no coração e respirar, sentindo a força do amor e da compreensão, que pode superar qualquer onda negativa.  A terceira é procurar qualquer oportunidade de servir alguém, porque esta é uma das formas mais nobres de evolução pessoal e de saúde física.
  25. 25. Como ativar a resposta de relaxamento?  Para aprender a ativar a "resposta de relaxamento", nós precisamos ser capazes não apenas de ativar o sistema nervoso parassimpático, mas simultaneamente, de diminuir o nível de hormônios de estresse que, em altas concentrações, são um tipo de auto envenenamento.  Indicações: yoga, acupuntura, relaxamento, meditação, atividades físicas e psicoterapia.
  26. 26.  Uma das práticas mais eficazes para estimular a "resposta de relaxamento" e aliviar o estresse é o relaxamento profundo, desenvolvido por antigos sábios ao observarem o sono restaurador dos animais hibernantes.  A meditação alivia o estresse e energiza porque ajuda no revigoramento do sistema nervoso, diminuindo rapidamente a secreção dos hormônios do estresse.  Finalmente, o alimento que ingerimos afeta tremendamente o nosso nível de estresse. Devemos evitar uma dieta rica em gordura animal (carne, peixe, ovos).  O excesso de colesterol desses alimentos, combinado com o excesso de colesterol liberado pelo fígado [...] pode formar placas de gordura e provocar arteriosclerose, hipertensão e ataque cardíaco.
  27. 27. As Patologias do Tempo: Cronos ou Kairós?  Cronos: o que se produz no tempo. É o tempo quantitativo, da produção, medido com as batidas do relógio. Tempo sem experiência. Presente perpétuo carente de recordação. Um presente vazio. Tempo linear e acelerado e vazio. O tempo vivido nas grandes metrópoles.  Kairós: o que se obtém do tempo. É o tempo qualitativo dos significados, dos valores e sentidos, medido com as batidas do coração. O tempo das experiências (sair de um perímetro) ou da ampliação da consciência (o tempo que pode nos transformar). Atravessar o desconhecido para ampliar as percepções.  Obs. Kairós é uma palavra de origem grega, que significa "momento certo" ou "oportuno", relativo a uma antiga noção que os gregos tinham do tempo.
  28. 28. Patologias do tempo monótono e vazio:  Tédio e monotonia;  Vida mecânica sem sacralidade;  A perda do otimismo;  Melancolia (o tempo do luto, de onde surge a idéia de matar o tempo, de preenchê-lo com coisas vazias – o tempo das distrações e não do lazer);  Estresse;  Drogas, obesidade, guerras;  Depressão. Obs. Precisamos resgatar a capacidade de dar sentido às ações.
  29. 29. A Melancolia é Alada? Melancolia: o desinteresse pelo que explica o mundo e dá sentido para as coisas. O tédio como diminuição do sentido da vida e do sentido do mundo. Mundo esvaziado. Monotonia: tempo como inferno. O tempo das banalidades.
  30. 30. A Perda do Otimismo  O Otimismo é a forma mais perfeita e generosa da inteligência” – Domenico de Masi;  “Se teus olhos estiverem cheios de luz, todo o universo se iluminará” – Jesus Cristo;  Como eu percebo mundo?  Como vivo a temporalidade?  O que faço com o tempo livre?
  31. 31. O estresse: falta ou excesso?  A perda da capacidade de sacralizar a vida é o grande produtor de estresse;  Precisamos resgatar a capacidade de sacralizar cada instante, executando tarefas preenchidas de significados;  A vida espiritual (não religiosa) enquanto vida dotada de significados mais profundos;  Dar a cada ação um sentido maior (inteligência noética);  Transformar o tempo livre em tempo criativo e não apenas no tempo da distração.
  32. 32.  No Cronos, o estresse é o efeito do excesso do tempo sem experiência;  No Kairós, o estresse é o efeito da falta do tempo da experiência.  A incapacidade de tolerar as frustrações vem da dificuldade de dotar a vida de significados e valores mais profundos. Essas incompetências podem ser as verdadeiras fontes internas do estresse.
  33. 33. Grato pela Atenção Feliz Kairós

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