Cardiopatias

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Cardiopatias

  1. 1. DOENÇAS CORONARIANAS CARDIOPATIAS
  2. 2. DOENÇAS CORONARIANAS Podemos definir a cardiopatia como qualquer doença que atinja o coração e sistema sanguíneo (artérias, veias e vasos capilares). Dentre elas, as mais comuns e principais causas de morte no mundo são, a angina pectoris (angina do peito), Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), Acidente Vascular Cerebral (AVC), Aterosclerose e Hipertensão Arterial.
  3. 3. Não existe qualquer sintoma que identifique inequivocamente uma doença do coração (cardíaca), mas alguns sintomas sugerem esta possibilidade e a associação de vários permite estabelecer um diagnóstico quase exato. O diagnóstico inicia-se com uma entrevista (a história clínica) e um exame físico. Efetuam-se, muitas vezes, análises para confirmar o diagnóstico, para conhecer a gravidade do problema ou para facilitar a planificação do tratamento.
  4. 4. História clínica e exame físico - Pergunta acerca dos sintomas que sugerem a possibilidade de uma cardiopatia, como dor torácica, insuficiência respiratória, edema dos pés e tornozelos e palpitações. - Registro da presença de outros sintomas, como febre, falta de forças, fadiga, perda de apetite e mal-estar geral, que podem apontar diretamente para uma perturbação cardíaca. - Pergunta-se sobre infecções, exposição a produtos químicos, uso de medicamentos, consumo de álcool e tabaco, ambiente familiar e laboral e atividades recreativas. - Se algum membro da família teve doenças cardíacas e/ou outras perturbações e se o indivíduo tem alguma doença que possa afetar o sistema cardiovascular.
  5. 5. - Electrocardiograma - Teste/Prova de esforço - Electrocardiograma ambulatório contínuo História clínica e exame físico de diagnóstico
  6. 6. - Estudo electrofisiológico - Estudo radiológico - Tomografia computadorizada - Ecocardiograma (mais utilizada) - Ressonância magnética - Cateterismo cardíaco História clínica e exame físico de diagnóstico
  7. 7. Fatores de Risco Existem diversos fatores de risco para doenças cardiovasculares, os quais podem ser divididos em imutáveis e mutáveis. Fatores imutáveis não podemos mudar, mas podemos tratá-los. São eles : • Hereditários: filhos de pessoas com doenças cardiovasculares tem maior propensão para desenvolverem doenças desse grupo. Pessoas de pele negra são mais propensos a hipertensão arterial • Idade: Quatro entre cincos pessoas acometidas de doenças cardiovasculares estão acima dos 65 anos. Entre as mulheres idosas, aquelas que tiverem um ataque cardíaco terão uma chance dupla de morrer em poucas semanas. • Sexo: homens tem maiores chances de ter um ataque cardíaco e os seus ataques ocorrem numa faixa etária menor. Mesmo depois da menopausa, quando a taxa das mulheres aumenta, ela nunca é tão elevada como a dos homens.
  8. 8. Fatores mutáveis São os fatores sobre os quais podemos influir, mudando, prevenindo ou tratando. • Fumo: o risco de um ataque cardíaco num fumante é duas a quatro vezes maior do que num não fumante. Os fumantes passivos também tem o risco de um ataque cardíaco aumentado. • Colesterol elevado: Os riscos de doença do coração aumentam na medida que os níveis de colesterol estão mais elevados no sangue. Junto a outros fatores de risco como pressão arterial elevada e fumo esse risco é ainda maior. Esse fator de risco é agravado pela idade, sexo e dieta. Fatores de Risco
  9. 9. Fatores de Risco – Fatores mutáveis • Pressão arterial elevada: Para manter a pressão elevada, o coração realiza um trabalho maior, com isso vai hipertrofiando o músculo cardíaco, que se dilata e fica mais fraco com o tempo, aumentando os riscos de um ataque. A elevação da pressão também aumenta o risco de um AVC, de lesão nos rins e de insuficiência cardíaca. O risco de um ataque num hipertenso aumenta várias vezes, junto com o cigarro, o diabete, a obesidade e o colesterol elevado.
  10. 10. • Sedentarismo: A atividade física também previne a obesidade, a hipertensão, o diabete e abaixa o colesterol. • Obesidade: excesso de peso tem uma maior probabilidade de provocar um AVC ou doença cardíaca, mesmo na ausência de outros fatores de risco. A obesidade exige um maior esforço do coração além de estar relacionada com doença das coronárias, pressão arterial, colesterol elevado e diabete. Diminuir de 5 a 10 quilos no peso já reduz o risco de doença cardiovascular. Fatores de Risco – Fatores mutáveis
  11. 11. • Diabete melito: Dois terços das pessoas com diabete morrem das complicações cardíacas ou cerebrais provocadas. Na presença do diabete, os outros fatores de risco se tornam mais significativos e ameaçadores. • Anticoncepcionais orais • Tensão emocional (estresse) • Certos medicamentos podem ter efeitos semelhantes, por exemplo, a cortisona, os antiinflamatórios e os hormônios sexuais masculinos e seus derivados (esteróides anabólicos). • Ingestão de alimentos ricos em gordura e sal • Excesso de bebidas alcoólicas ou outro tipo de drogas Fatores de Risco – Fatores mutáveis
  12. 12. Algumas cardiopatias graves são assintomáticas até alcançarem um estado muito avançado. Os sintomas de uma cardiopatia incluem certos tipos de dor (angina) - Dispnéia (sensação de falta de ar ) - Fadiga (cansaço) - Palpitações (sensação de um batimento lento, rápido ou irregular), - Sensação de enjôo e desmaio. No entanto, estes sintomas não indicam necessariamente uma cardiopatia. Por exemplo, a dor torácica pode indicar uma doença do coração, mas também pode ser devida a uma perturbação respiratória ou gastrointestinal Sintomas
  13. 13. Arritmias: o coração deixa de obedecer a uma cadência regular, adulto está entre 60 a 100 bpm. Dor: o coração dói muito em situação de infarto no miocárdio e angina no peito. Dispinéia e Edema: é a sensação de falta de ar e edema é o inchaço nas pernas. Cianose: é quando a quantidade de oxigênio no sangue arterial está abaixo do normal e o paciente fica com uma cor azulada ou “roxo”. Sintomas
  14. 14. Principais cardiopatias existentes Cardiopatias Congênitas são aquelas desde o nascimento e deve-se a algum erro genético ou a infecções - como rubéola, sofrida pela mãe durante a gravidez. Doenças das Valvas do Coração Consistem no funcionamento defeituoso de uma das quatro valvas do coração. Esse defeito pode estar na abertura ou no fechamento da valva.
  15. 15. Doenças do Miocárdio Defeito no próprio músculo do coração, que se torna enfraquecido, contraindo-se com menos potência e cada vez menos capacidade de ejetar a quantidade de sangue que o organismo necessita. Uma das causas mais freqüentes é a Doença de Chagas Infecção no Coração Quando os agentes infecciosos ( bactérias, vírus, fungos e parasitas) acometem não só o miocárdio com o pericárdio e o endocárdio. Principais cardiopatias existentes
  16. 16. A cardiopatia isquêmica Inclui as doenças cardíacas desencadeadas pela acumulação de gordura nas paredes de vasos e artérias provocando estreitamento, dificuldade ou obstrução ao sangue de passar. O estreitamento pode originar angina de peito e a obstrução total, enfarte agudo do miocárdio
  17. 17. Aterosclerose atinge artérias de grande e médio calibre, é desencadeada pelo acumulo de gordura, cálcio e outras substâncias nas paredes internas das artérias. A redução do calibre da artéria provoca diminuição da quantidade de sangue que passa por elas e consequente aumento do esforço do coração para bombear. Este esforço provoca hipertensão arterial sistólica, podendo também a levar a acidentes vasculares cerebrais e doenças nas artérias coronárias.
  18. 18. Insuficiência cardíaca é uma doença crônica do coração. Este não tem capacidade suficiente para bombear eficazmente o sangue de forma a levar oxigênio e nutrientes a todo o organismo. A insuficiência cardíaca aparece após o coração ter sofrido várias doenças, que alteram o seu funcionamento, forçando-o a um esforço maior, provocando sua dilatação no decorrer do anos.
  19. 19. Sinais e sintomas - Insuficiência cardíaca - Cansaço; - Dispnéia (falta de ar); Com a evolução da doença a dispnéia pode surgir em repouso. O doente acorda muitas vezes com falta de ar devido à entrada de líquido nos pulmões na posição deitado. O simples ato de se sentar alivia porque esta posição ajuda a sair os líquidos dos pulmões. Alguns doentes só conseguem dormir sentados ou com várias almofadas nas costas. -Dor de barriga; -Palpitações; palidez, tonturas e fraqueza após alguma atividade física devido aos músculos não receberem o volume suficiente de sangue.
  20. 20. Se a insuficiência cardíaca for do lado direito do coração provoca edema (inchaço) nos pés, tornozelos e pernas. Se for do lado esquerdo pode provocar edema agudo do pulmão (líquido nos pulmões) e grande dispnéia. Os sinais e sintomas descritos não surgem todos no mesmo doente e podem surgir em outras doenças. Sinais e sintomas - Insuficiência cardíaca
  21. 21. Angina: Angina de peito ou angina pectoris é uma dor no peito consequente de um baixo abastecimento de oxigênio. Geralmente é devida à obstrução ou espasmos (contrações involuntária de um músculo, grupo de músculos ou órgão) das artérias coronárias (os vasos sanguíneos do coração). Principais cardiopatias existentes
  22. 22. Angina Angina estável - dor no peito que segue um padrão específico. Ocorre quando inicia uma atividade física que implique esforço ou situações de emoção extrema. O tabaco é um fator desencadeante da angina. A dor geralmente desaparece com o repouso ou ultrapassando as emoções. A angina instável - Os sintomas são menos previsíveis. A dor torácica ocorre em repouso, durante o sono ou, muitas vezes com esforço mínimo. O desconforto pode durar e a dor ser intensa. Ataques de angina que pioram, que ocorrem durante o descanso e que duram mais de 15 minutos podem ser sintomas de angina instável ou mesmo de um enfarto do miocárdio (popularmente conhecido por ataque cardíaco). Procurar imediatamente o médico.
  23. 23. Postura típica e localização da dor em um indivíduo com angina do peito
  24. 24. CARDIOPATIA ISQUÊMICA CRÔNICA Também conhecida como "cardiomiopatia isquêmica" e "cardiomiopatia coronariana". Esta doença ocorre geralmente em idosos e é o resultado do desgaste lento do músculo cardíaco por isquemia prolongada. O paciente geralmente apresenta quadro anterior de angina ou infarto do miocárdio.
  25. 25. INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO (IAM) Responsável pela maioria das mortes dentro das cardiopatias isquêmicas, mata mais do que todas as formas de câncer que existem. Aumenta com a idade, sendo mais comum entre 45 e 54 anos. É quatro a cinco vezes mais comum no sexo masculino. A principal causa de IAM é a aterosclerose coronariana (mais de 90% dos casos). O IAM pode ocorrer em um período bem variável, de alguns minutos à horas. Tipicamente, o início é súbito, com dor pré-cordial intensa que pode se irradiar para o ombro esquerdo, braço ou mandíbula. A dor é geralmente acompanhada por sudorese, náuseas, vômitos ou dispnéia.
  26. 26. O IAM ocorre geralmente quando a obstrução de uma artéria coronária restringe gravemente ou interrompe o fornecimento de sangue a uma região do coração. Se o fornecimento é interrompido ou reduzido significativamente durante mais do que alguns minutos, o tecido cardíaco é destruído. A capacidade do coração para continuar a bombear depois de um ataque cardíaco depende diretamente da extensão e da localização do tecido lesionado (enfarte). Devido ao fato de cada artéria coronária alimentar uma determinada secção do coração, a localização da lesão depende da artéria obstruída.
  27. 27. Se a lesão afeta mais de metade do tecido cardíaco, o coração, geralmente, não pode funcionar e é provável que se verifique uma incapacidade grave ou a morte. Mesmo quando a lesão é menos extensa, o coração pode não ser capaz de bombear adequadamente; produz-se, então, uma insuficiência cardíaca ou um choque (que é um quadro ainda mais grave). - A causa mais frequente de obstrução de uma artéria coronária é um coágulo sanguíneo. - Outra não frequente é um coágulo (êmbolo), que provenha do próprio coração. Este se desprende e se fixa numa artéria coronária. - Espasmo de uma artéria coronária, interrompendo o fluxo sanguíneo. Os espasmos podem ser causados por drogas como a cocaína ou pelo consumo de tabaco, mas às vezes a causa é desconhecida.
  28. 28. Sintomas - IAM - 2 em cada três pessoas que têm enfarte referem ter tido angina de peito intermitente, dispnéia ou fadiga poucos dias antes. Os episódios de dor podem tornar-se mais frequentes, inclusive com um esforço físico cada vez menor. - mais típico é a dor no meio do peito que se estende às costas, ao maxilar, ao braço esquerdo ou, com menor frequência, ao braço direito. A dor pode aparecer numa ou em várias destas localizações e, pelo contrário, não no peito. A dor de um enfarte é semelhante à da angina de peito, mas é, geralmente, mais intensa, dura mais tempo e não se acalma com o repouso .
  29. 29. • Com menos frequência, a dor sente-se no abdômen e pode confundir-se com uma indigestão, sobretudo porque o arroto pode aliviá-la de forma parcial ou transitória. • Outros sintomas incluem uma sensação de desfalecimento e de um forte martelar do coração. Os batimentos irregulares (arritmias) podem interferir gravemente com a capacidade de bombeamento do coração ou provocar a interrupção do mesmo (paragem cardíaca), conduzindo à perda de consciência ou à morte. Sintomas - IAM
  30. 30. • Durante um enfarte, a pessoa pode sentir-se inquieto, suado, ansioso e experimentar uma sensação de morte iminente. Há casos em que os lábios, as mãos ou os pés se tornam ligeiramente azuis (cianose). Também pode observar-se desorientação nos idosos. • Apesar de todos estes possíveis sintomas, uma em cada cinco pessoas que sofrem um enfarte até têm sintomas ligeiros ou mesmo absolutamente nenhum. Pode acontecer que este enfarte silencioso só seja detectado algum tempo depois, ao efetuar um (ECG) por qualquer outro motivo. Sintomas - IAM
  31. 31. Sopro no coração É uma alteração no fluxo do sangue dentro do coração provocada por problemas em uma ou mais válvulas cardíacas ou por lesões nas paredes das câmaras. Algumas pessoas já nascem com válvulas anormais. Outras vão apresentar esse tipo de alteração por causa de males como a febre reumática, a insuficiência cardíaca e o infarto, que podem modificar as válvulas.
  32. 32. Nem todas as doenças cardíacas provocam sopros e nem todos os sopros indicam uma perturbação. Mulheres grávidas têm sopros cardíacos pelo aumento anormal da velocidade do fluxo de sangue. Estes sopros inofensivos são também frequentes em crianças pequenas e nos idosos devido à rapidez com que o sangue atravessa as pequenas estruturas do coração. À medida que as paredes dos vasos, as válvulas e outros tecidos vão envelhecendo, o fluxo sanguíneo pode tornar-se turbulento, podendo não apresentar uma doença cardíaca.
  33. 33. Sintomas - Sopro no coração Sopros são caracterizados por ruídos anormais, percebidos quando o médico ausculta o peito e ouve um som semelhante ao de um fole. O problema pode ser diagnosticado de maneira mais precisa pelo exame de ecocardiograma, que mostra o fluxo sangüíneo dentro do coração. Estenose e regurgitação As válvulas cardíacas podem funcionar mal, porque não abrem adequadamente (estenose), ou porque permitem infiltrações (regurgitação).
  34. 34. Prolápso da válvula mitral No prolápso da válvula mitral há uma protrusão das valvas da válvula para o interior da aurícula esquerda durante a contração ventricular, o que pode provocar o refluxo (regurgitação) de pequenas quantidades de sangue para o interior da aurícula. De 2 % a 5 % da população em geral tem um prolápso da válvula mitral, embora isto não provoque, geralmente, problemas cardíacos graves.
  35. 35. Sintomas A maioria das pessoas com prolápso da válvula mitral não apresenta sintomas. Outras têm-nos (embora sejam difíceis de explicar com base somente no problema mecânico), como dor torácica, palpitações, enxaqueca, fadiga e vertigem. Em alguns casos, a pressão arterial desce abaixo do nível normal ao levantar-se; outros, podem aparecer batimentos cardíacos ligeiramente irregulares que causam palpitações (uma percepção subjetiva do batimento cardíaco

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