IV EPBio - Ameaças à Biodiversidade de Águas Continentais

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Apresentação de Mário Orsi, da Universidade Estadual de Londrina.
Apresentações da manhã do dia 30/11 do IV Encontro Paulista de Biodiversidade.

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IV EPBio - Ameaças à Biodiversidade de Águas Continentais

  1. 1. Ameaças a Biodiversidade de Águas Continentais
  2. 2. Conserving Critical Sites for Biodiversity Provides Disproportionate Benefits to PeopleFrank W. Larsen1,2*, Will R. Turner1, Thomas M. Brooks; (2012) - PLoS ONE
  3. 3. AMBIENTES AQUÁTICOS CONTINENTAIS•AQUÍFEROS•LAGOS•RIOS•ZONAS DE TRANSIÇÃO
  4. 4. Luz, F.D. (2009)
  5. 5. Segundo Klement Tockner (2009) “fortes e incontestáveis são as evidências científicas de que estamos prestes a vivenciar uma enorme crise de biodiversidade em água doce. No entanto, poucos sabem do catastrófico declínio dessa biodiversidade em água doce, tanto em escala local como global“.Ameaças
  6. 6. PERDA DA BIODIVERSIDADE EM AMBIENTES AQUÁTICOS Interatividade entre os fatores Poluição da Exploração Exploração Modificação água 10% excessiva excessiva da vazão 3% 15% 15% Degradação Degradação Invasão de do hábitat do hábitat espéciesFLATHER et al. (1994),DUDGEON, D. et al (2006) 42% 42% 30%BRITTON et al. (2011)
  7. 7. BIODIVERSIDADE: VARIEDADE DAS FORMAS DE VIDA EM DIFERENTES NÍVEIS – Genes, espécies, ecossistemas e biomas (Edward O. Wilson)Estimativas atuais calculamque o homem conhece algopróximo de 10% dabiodiversidade do planeta
  8. 8. Até 2006 os peixes e alguns outros organismos aquáticos (invertebrados) deáguas continentais não eram incluídos na lista oficial de espécies ameaçadas
  9. 9. Os peixes e outros organismos de águascontinentais nem sequer são consideradoscomo FAUNA !!!!“Organismos aquáticos SÃO APENASRECURSOS PESQUEIROS” – ConsideraçõesGeneralistas – Dogma em várias esferasGovernamentais!!
  10. 10. ATÉ QUE PONTOPODEMOS PERDER ESPÉCIES ?
  11. 11. TIPOS DE AMEAÇAS1. CULTURAL , ECONÔMICO, POLÍTICO E TÉCNICO;2. FÍSICAS E QUIMICAS;3. BIOLÓGICAS
  12. 12. CULTURAL , ECONÔMICO, POLÍTICO ETÉCNICOda população com os nossos mananciais e a biodiversidade ? Conceito Frases populares – QUESTÕES CULTURAIS E DE EDUCAÇÃO“ Joga no rio que a água leva”“Jogo lixo no rio mesmo, pois não vem lixeiro aqui”“ A gente mora na beira do rio, não tenho pra onde ir e a turma da Prefeitura deixa” Unifil, 2008
  13. 13. CULTURALSalvem os feiosEnquanto sobram ONGs e governos dispostos a proteger pandas, golfinhos etigres, animais com problemas de aparência rumam para a extinção emvários pontos do planetaLarissa Veloso Isto é Nov- 2012A nossa evolução explica a preferência em proteger as FOFOSIDADES..
  14. 14. 2012
  15. 15. CULTURAL : “Os rios tem que ter peixe grande e muito não interessa a espécie” !! A relação mais comum é a pesca 1920 2012
  16. 16. Diferente é a relação das comunidades indígenas !!
  17. 17. Questões políticas sobrepondo a técnicaTransposição das águas do rio São Francisco
  18. 18. URBANIZAÇÃO E OCUPAÇÃO DESORDENADA
  19. 19. QUESTÕESPOLÍTICAS EECONOMICAS Eletrólatras A NOVA GERAÇÃO !? “A MENTIRA DA ENERIGA LIMPA” Aneel (2008)
  20. 20. UHE MAUÁ – RIO TIBAGI Nem a questão da vazão ecológica está sendo seguida!! Restricted-Range Fishes and the Conservation of Brazilian Freshwaters. Nogueira et al (2010) Plos ONE“Região de Maior Biodiversidade deespécies da bacia do rio Tibagi” Shibattaet al. (2002)
  21. 21. Preserve Brazil’s aquaticbiodiversityBrazil’s aquatic biodiversity isunder threat from a proposedlaw that aims to boost degradedfishery resources. If approved,the law — put forward by NelsonMeurer of the Brazilian NationalCongress — would allow thecultivation of non-native fishspecies in freshwateraquaculture cages, overridingthe currently prohibitedintroduction of non-nativespecies into Brazil.The fish that would beintroduced are tilapia and carpspecies, and other species thatare potentially invasive in Brazil Vitule et al. 2012 - Nature
  22. 22. AMEAÇASFISICO, QUÍMICAS E BIOLÓGICAS
  23. 23. Luz, F.D. 2009
  24. 24. EUTROFIZAÇÃO
  25. 25. POLUENTESRio Iguaçu
  26. 26. ASSOREAMENTODESMATAMENTO GARIMPO
  27. 27. QUAL A SITUAÇÃO ATUAL EFUTURA EM RELAÇÃO AOS BARRAMENTOS E A FRAGMENTAÇÃO DOS ECOSSITEMAS?
  28. 28. Agostinho et al. (2008)
  29. 29. UHE Aneel (2012)
  30. 30. ~ 60.500 MW UHE + PCH Aneel (2012)
  31. 31. Agostinho et al. (2009)
  32. 32. gem Barra Produção pesqueira Qualidade do pescado Recreação Sistema de pesca Biologia Relações sociais Comportamento DemografiaEstratégias reprodutivas Recrutamento Estrutura genéticaComposição de espécies Diversidade Distribuição espacial Fluxo de energia Pelicice, 2012 Níveis tróficos
  33. 33. Itaipu, rio Paraná... Hoeinghaus et al. (2009)
  34. 34. Programas de Manejo ? 1. Estocagem (peixamento) 2. Introdução de espécies3. Aqüicultura e pesca 4. Mecanismos de transposição Conservar... ou piorar? Pelicice, 2012
  35. 35. Desconhecimento do sistema de forma integrada ● Desconhecimento do problema ● Objetivos pouco claros ou ambíguos ● Abordagem inadequada ● Falta de avaliação de riscos ● Metodologia inadequada ● Ausência de monitoramento ● Ausência de avaliações
  36. 36. ESTOCAGEM E SOLTURAS DELIBERADAS Agostinho et al. (2008)
  37. 37. ● Competição intra-específica ● Abundância de presas ● Hábito alimentar de predadores selvagens ● Privação alimentar ● Exceder a capacidade suporte RISCOS ? ● Competição inter-específica Molony et al. (2003) ● Introdução de doenças e parasitas Agostinho et al. (2010) ● Gargalo genético ● Perda de diversidade genética e fitness ● Extinções ● Mudanças ecossistêmicas (regime) ● Impactos no ambiente físico ● Perda de recurso financeiroMODIFICADO DE PELICICE 2012
  38. 38. INTRODUÇÃO DE ESPÉCIESAQUICULTURA – produção nos ecossistemas (Tanques rede e tanquesescavados) ? TRANSLOCAÇÕES TRANSPOSIÇÕES AQUARIOFILIA USO DE ISCAS VIVAS
  39. 39. Híbridos X Pseudoplatystoma corruscans Ponto e vírgula
  40. 40. TIPOS DE IMPACTOS ECOLÓGICOS DA INVASÃO DE ESPÉCIES IMPACTOS GENÉTICOS IMPACTOS NO INDIVÍDUO IMPACTOS NA POPULAÇÃO IMPACTOS NA COMUNIDADE
  41. 41. Britto & Orsi, 2012
  42. 42. Índice de dominância Índice de dominância 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 100 10 20 30 40 50 60 70 80 90 0 A. piracicabae A. piracicabae A. paranae A. paranae A. altiparanae A. altiparanae B. iheringii B. iheringii P. argentea P. argentea H. malabaricus H. malabaricus H. anisitsi H. anisitsi O. stenodon O. stenodon O. paranense O. paranense S. notomelas S. notomelas Após Antesespécies espécies C. aeneus C. aeneus I. schubarti I. schubarti Microlepidogaster sp. Microlepidogaster sp. P. meeki P. meeki R. quelen R. quelen Trichomycterus sp. Trichomycterus sp. G. sylvius G. sylvius G. brasiliensis G. brasiliensis O. niloticus O. niloticus ponto 3 ponto 2 ponto 1 ponto 3 ponto 2 ponto 1 reservatórios em pequenos Homogeneização da comunidade!! Introdução da tilápia Orsi et al. (2010) (1989) COURTNEY África de 200 espécies Perca do Nilo lago Vitória – introduzida no (Lates niloticus) e extinção de cerca Predação excessiva
  43. 43. Transposição Restaurando a livre passagem? Pelicice 2012
  44. 44. Ecologicaltraps? Pelicice & Agostinho (2008)
  45. 45. ● Nem todas as espécies ascendemascendem em grande quantidade e causam depleção da popu ● Desorientação no STP é comum ● Algumas espécies conseguem atravessar o reservatório rio acima ● STP é ponto de elevada predação ● Ausência de migração descendente (ovos, larvas e adultos) ● Contexto e comportamento da fauna devem balizar decisões
  46. 46. O exemplo do reservatório de Capivara: (estimativa)Os cinco fatores de ameaça ocorrendo Orsi & Britton (em preparação)
  47. 47. Não se pode ignorar!!! O valor dos serviços dos ecossistemas mundiais e do capital natural NATURE (1997) U$ 33 tri/ano Rios e lagosPIB = U$ 18 tri/ano U$ 1,7 tri/ano U$ 4,9 tri/ano
  48. 48. O QUE FAZER?
  49. 49. ● Avaliações integradas das bacias● Avaliações ambientais sérias e fiscalizadas quanto a capacidadedos integrantes● Preservação de bacias inteiras, como mantenedores de biodiversidade● Total responsabilidade do empreendedor pela manutenção da diversidaderemanescente e qualidade ambiental/social● Ações preventivas e mitigadoras a eventos específicos (ex.:mortandade)● Preservação de trechos lóticos remanescentes inclusive da vegetaçãociliar ● Preservação de tributários ● Restauração de ambientes ● Vazão ecológica ● Prevenção e Controle de espécies não-nativas
  50. 50. “... o grande processo em cursodesde a década de 1980, que háde tomar milhões de anos para sercorrigido, é a perda da diversidadegenética e de espécies peladestruição de habitats naturais. Estaé a loucura que nossosdescendentes provavelmente menosnos perdoarão.” Edward Wilson

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