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CURSO CLÍNICA PSICANALÍTICA 2012 - Aula 5 - Adolescência e transgressão: o supereu imperativo

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CURSO CLÍNICA PSICANALÍTICA 2012 - Aula 5 - Adolescência e transgressão: o supereu imperativo

  1. 1. Clínica Psicanalítica: manejo e subjetivações na contemporaneidade Tema: Adolescência e transgressão: o supereu imperativo Servindo de introdução ao próximo tema: Adolescência e transgressão: a devastação do sintoma Alexandre SimõesALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de Coordenação autor reservados.
  2. 2. Em nosso último encontro, ao tratarmos do tema das atuações recorrentes entre ospacientes, chegamos a nos perguntar se elas não possibilitariam ao sujeito um chamado: reapropriar-se de sua condição desejante
  3. 3. Transgressões não seriamuma linha tênue entre o apagar-se e o apresentar-se ?
  4. 4. Na clínica psicanalítica, as questõesrelativas à Lei, seu cumprimento e transgressão findam por nos remeter ao conceito de
  5. 5. não teríamos um Supereu implacável especialmente na adolescência?
  6. 6. A um primeiro olhar, as definições doSupereu em Freud e Lacanparecem ser bem distantes uma da outra
  7. 7. O Supereu em Freud: O Supereu (nitidamente demarcado no percurso freudiano a partir de 1923, no Eu e o isso) é apresentado como uma instância psíquica que delimita,
  8. 8. O Supereu em Freud: O Supereu (nitidamente demarcado no percurso freudiano a partir de 1923, no Eu e o isso) é apresentado como uma instância psíquica que delimita, proíbe,
  9. 9. O Supereu em Freud: O Supereu (nitidamente demarcado no percurso freudiano a partir de 1923, no Eu e o isso) é apresentado como uma instância psíquica que delimita, proíbe, inibe,
  10. 10. O Supereu em Freud: O Supereu (nitidamente demarcado no percurso freudiano a partir de 1923, no Eu e o isso) é apresentado como uma instância psíquica que delimita, proíbe, inibe, interdita,
  11. 11. O Supereu em Freud: O Supereu (nitidamente demarcado no percurso freudiano a partir de 1923, no Eu e o isso) é apresentado como uma instância psíquica que delimita, proíbe, inibe, interdita, tolhe
  12. 12. O Supereu em Freud: O Supereu (nitidamente demarcado no percurso freudiano a partir de 1923, no Eu e o isso) é apresentado como uma instância psíquica que delimita, proíbe, inibe, interdita, tolhe a pulsão.
  13. 13. Temos aqui o lugar, no sujeito, que vai interditar o acesso ao gozo sexual Inclusive, há consequências decorrentes, tanto da tentativa de se adequar fielmente a esta proibição (a auto-cobrança neurótica), quanto das expectativas de burlá-la (sentimento de culpa).
  14. 14. O Supereu em Freud: tematizado como herdeiro do Complexo de Édipo O Supereu em Freud: ampara-se na introjeção da autoridade das figuras parentais, especialmente da figura do pai
  15. 15. O Supereu em Freud: Esta instância reguladora surge na experiência clínica da Psicanálise com uma marca: a extrema crueldade
  16. 16. O Supereu em Freud: Freud nota aqui uma exigência desmedida, a ponto de sugerir a sua falta de conexão com a realidade
  17. 17. O Supereu em Freud: Freud ressalta que o Supereu se manifesta por intermédio de uma ordem:
  18. 18. O Supereu em Freud: FARÁS!
  19. 19. O supereu em Lacan: figura obscena e feroz figura obscena e feroz figura obscena e feroz
  20. 20. Trata-se de uma lei tãoexagerada que, no limite, ela é a sua própria negação
  21. 21. Bem ao final do Seminário 18 (De um discurso que não fosse semblante, de 1971): “Qual é a essência do supereu? (...) Qual é a prescrição do supereu? Ele se origina precisamente nesse Pai original mais do que mítico, nesse apelo como tal ao gozo puro, isto é, à não castração. Com efeito, que diz esse pai no declínio do Édipo? Ele diz o que o supereu diz. (...) O que o supereu diz é: Goza!” (p. 166)
  22. 22. Daí, temos o Supereu como uma catapulta: GOZA !
  23. 23. Percebe-se uma tendência, em Freud, em localizar o Supereu como uma instância interditora desse gozo, enquanto que para Lacan ele seria uma instância que proferiria um comando ao gozo
  24. 24. Teríamos, assim, duas perspectivas distintas?
  25. 25. Não se trata, necessariamente, de duas teorias distintas (e até mesmo opostas) sobre o Supereu Lacan depura a formulação freudiana do Supereu, levando-a ao puro imperativo que impede o acesso do sujeito ao gozo fálico
  26. 26. Como?Quanto mais se avança em direção aoextremo do gozo do Outro - que poria em risco o sujeito - menos se usufruiu do gozo fálico.
  27. 27. Como? um gozo que consome osujeito, tal qual uma vela é consumida pela chama
  28. 28. Onde estarão os‘Farás!’ entre nós, hoje?
  29. 29. Onde estarão os ‘Farás!’ entre nós, hoje? “Tenha uma vida sexual intensa e prazerosa”
  30. 30. Onde estarão os ‘Farás!’ entre nós, hoje? “Seja bem-sucedido e famoso”
  31. 31. Onde estarão os ‘Farás!’ entre nós, hoje? “Seja feliz.”
  32. 32. Onde estarão os ‘Farás!’ entre nós, hoje? “Tenha um corpo belo e saudável”
  33. 33. Onde estarão os ‘Farás!’ entre nós, hoje? “Tenha uma vida sexual intensa e prazerosa” “Seja bem-sucedido e famoso” “Seja feliz” “Tenha um corpo belo e saudável”
  34. 34. Transgressões não seriamuma linha tênue entre o apagar-se e o apresentar-se ?
  35. 35. Prosseguiremos com o tema:21/05: Adolescência e transgressão: a devastação do sintoma Até lá! Acesso a este conteúdo: www.alexandresimoes.com.br ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.

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