IV Simpósio de Psicologia Hospitalar do
Centro-Oeste Mineiro
O PSICÓLOGO DE PLANTÃO:
UMA ESCUTA
Clínica da escuta à Cínica do sujeito
Alexandre Simões
TEMA:
“Cabe a cada analista reinventar a
psicanálise... Cabe a cada analista
reinventar a maneira de manter viva
a psicanálise” (Lacan, 1978)
O inconsciente
depende da escuta
ONTEM
sintoma
perspectiva da
formação de
compromisso =>
dimensão do
interpretável
comporta um modus
operandi da
Psicanálise mais
difundido
perspectiva da
satisfação
substitutiva => o que
não é interpretável
no sintoma ?
conduz a nos
perguntar sobre o
lugar do analista na
contemporaneidade
EM
Jacques Lacan
sintoma
perspectiva do
sintoma como
mensagem =>
dimensão do
interpretável
comporta um
modus operandi da
Psicanálise mais
difundido
perspectiva do
sintoma como
significação dada
ao Outro => Outro
do sujeito -> objeto
conduz a nos
perguntar sobre o
lugar do analista
na
contemporaneidade
3 hipóteses
não-redução da
clínica que se faz no
hospital a algo
menor
clínica no hospital
síncrona ao lugar
do analista na
contemporaneidade
nesta clínica, o que
está em jogo é uma
operação sobre o
gozo
GOZO
sintoma
trânsito entre
os discursos
significante
não-oposição
simplificadora
entre gozo e
significante
substância da
qual se fala na
análise
substância
que escorre
do discurso
fragmento
clínico
Localização do
gozo
Para se localizar o gozo, na
clínica analítica, devemos estar
atentos para não confundi-lo
com sua significação cotidiana
júbilo
Sendo assim,
façamos algumas localizaçõe
mais precisas
Gozo : tende mais para aquilo que se tem
do que para quilo que se sente
ou seja, o gozo não é uma fruição
Ainda que tenha uma relação com algo que nos
faz rir
origem do gozo -> GAUDERE (ter satisfação, alegrar-se, desfrutar)
-> GAUDIUM (alegria; daí vem o termo ‘gozado’)
Nesta
acepção, podemos
localizar a boa
provocação de
Lacan sobre o
gozo, em seu
Seminário XVII:
o gozo é aquilo que começa na
cosquinha e termina na fogueira
Gozo : tende mais para aquilo que se tem
do que para quilo que se sente
por isso, o gozo sempre passa
fundamentalmente pelo C
O
R
P
O
De qual maneira ?
o gozo só pode ser abordado a partir
de sua perda, de sua marca fugidia:
há uma erosão de gozo produzida no
corpo ... uma boçoroca
Assinatura do gozo em um sonho
Uma paciente histérica, com
traços ansiogênicos
marcantes, me fala sobre um
sonho recorrente (que data, no
mínimo da época de sua
graduação; ela se formou há
pouco mais de 5 anos):
ela sente que tem algo dentro
de sua boca, que preenche toda
a boca:
chiclete, macarrão, catarro... Ela
começa a tirar, com
agilidade, aquilo que está
dentro de sua boca. À medida
em que vai saindo, em grande
volume, vai tudo se embolando
em sua mão. É muita coisa...
É um sonho de angústia. A paciente acorda aflita do sonho e com alívio
por ter despertado. Outras vezes, vai se lembrar de que teve o sonho, ao
longo do dia, e a sensação é desagradável.
Associações: giram ao redor do que deve ou precisa sair de sua boca. A
paciente diz que agora ela fala mais do que antes, etc. Ou seja: é aí que
se localiza o sujeito.
trata-se de um sonho não exatamente
sobre a palavra, mas sobre o
silêncio, sobre isto que
você, desesperadamente, não suporta...
falar muito para não se encontrar com o
silêncio.
Minha intervenção:
Clínica da escuta à Cínica do sujeito
PELA INTERSEÇÃO COM A HIPÓTESE ACERCA DA OPERAÇÃO SOBRE O
GOZO, VALE PERGUNTAR:
CONSIDERANDO-SE:
de quem é o corpo ?
a que é dado um
corpo ?
que pode um corpo ?
Considerações práticas
Intervenções pontuais/ Fatias de análise / Manejo do
tempo na análise
F I MObrigado pela atenção!
Acesso a este conteúdo:
www.alexandresimoes.com.br
ALEXANDRE
SIMÕES
® Todos os direitos
de autor reservados.
• “... O sujeito sobre quem operamos em
psicanálise só pode ser o sujeito da ciência...”
(Lacan, 1966)
• “Por nossa posição de sujeito, sempre somos
responsáveis” (Lacan, 1966)
HOSPITAL SÃO JOÃO DE DEUS (parte 2): CLÍNICA DA ESCUTA À CLÍNICA DO SUJEITO
HOSPITAL SÃO JOÃO DE DEUS (parte 2): CLÍNICA DA ESCUTA À CLÍNICA DO SUJEITO
HOSPITAL SÃO JOÃO DE DEUS (parte 2): CLÍNICA DA ESCUTA À CLÍNICA DO SUJEITO
HOSPITAL SÃO JOÃO DE DEUS (parte 2): CLÍNICA DA ESCUTA À CLÍNICA DO SUJEITO
HOSPITAL SÃO JOÃO DE DEUS (parte 2): CLÍNICA DA ESCUTA À CLÍNICA DO SUJEITO
HOSPITAL SÃO JOÃO DE DEUS (parte 2): CLÍNICA DA ESCUTA À CLÍNICA DO SUJEITO
HOSPITAL SÃO JOÃO DE DEUS (parte 2): CLÍNICA DA ESCUTA À CLÍNICA DO SUJEITO
HOSPITAL SÃO JOÃO DE DEUS (parte 2): CLÍNICA DA ESCUTA À CLÍNICA DO SUJEITO
HOSPITAL SÃO JOÃO DE DEUS (parte 2): CLÍNICA DA ESCUTA À CLÍNICA DO SUJEITO
HOSPITAL SÃO JOÃO DE DEUS (parte 2): CLÍNICA DA ESCUTA À CLÍNICA DO SUJEITO
HOSPITAL SÃO JOÃO DE DEUS (parte 2): CLÍNICA DA ESCUTA À CLÍNICA DO SUJEITO
HOSPITAL SÃO JOÃO DE DEUS (parte 2): CLÍNICA DA ESCUTA À CLÍNICA DO SUJEITO

HOSPITAL SÃO JOÃO DE DEUS (parte 2): CLÍNICA DA ESCUTA À CLÍNICA DO SUJEITO

  • 1.
    IV Simpósio dePsicologia Hospitalar do Centro-Oeste Mineiro O PSICÓLOGO DE PLANTÃO: UMA ESCUTA
  • 2.
    Clínica da escutaà Cínica do sujeito Alexandre Simões TEMA:
  • 3.
    “Cabe a cadaanalista reinventar a psicanálise... Cabe a cada analista reinventar a maneira de manter viva a psicanálise” (Lacan, 1978)
  • 4.
  • 5.
  • 6.
    sintoma perspectiva da formação de compromisso=> dimensão do interpretável comporta um modus operandi da Psicanálise mais difundido perspectiva da satisfação substitutiva => o que não é interpretável no sintoma ? conduz a nos perguntar sobre o lugar do analista na contemporaneidade
  • 7.
  • 8.
    sintoma perspectiva do sintoma como mensagem=> dimensão do interpretável comporta um modus operandi da Psicanálise mais difundido perspectiva do sintoma como significação dada ao Outro => Outro do sujeito -> objeto conduz a nos perguntar sobre o lugar do analista na contemporaneidade
  • 9.
    3 hipóteses não-redução da clínicaque se faz no hospital a algo menor clínica no hospital síncrona ao lugar do analista na contemporaneidade nesta clínica, o que está em jogo é uma operação sobre o gozo
  • 10.
    GOZO sintoma trânsito entre os discursos significante não-oposição simplificadora entregozo e significante substância da qual se fala na análise substância que escorre do discurso
  • 11.
  • 12.
    Para se localizaro gozo, na clínica analítica, devemos estar atentos para não confundi-lo com sua significação cotidiana júbilo
  • 13.
    Sendo assim, façamos algumaslocalizaçõe mais precisas
  • 14.
    Gozo : tendemais para aquilo que se tem do que para quilo que se sente ou seja, o gozo não é uma fruição
  • 15.
    Ainda que tenhauma relação com algo que nos faz rir origem do gozo -> GAUDERE (ter satisfação, alegrar-se, desfrutar) -> GAUDIUM (alegria; daí vem o termo ‘gozado’)
  • 16.
    Nesta acepção, podemos localizar aboa provocação de Lacan sobre o gozo, em seu Seminário XVII: o gozo é aquilo que começa na cosquinha e termina na fogueira
  • 17.
    Gozo : tendemais para aquilo que se tem do que para quilo que se sente por isso, o gozo sempre passa fundamentalmente pelo C O R P O
  • 18.
    De qual maneira? o gozo só pode ser abordado a partir de sua perda, de sua marca fugidia: há uma erosão de gozo produzida no corpo ... uma boçoroca
  • 19.
    Assinatura do gozoem um sonho Uma paciente histérica, com traços ansiogênicos marcantes, me fala sobre um sonho recorrente (que data, no mínimo da época de sua graduação; ela se formou há pouco mais de 5 anos): ela sente que tem algo dentro de sua boca, que preenche toda a boca: chiclete, macarrão, catarro... Ela começa a tirar, com agilidade, aquilo que está dentro de sua boca. À medida em que vai saindo, em grande volume, vai tudo se embolando em sua mão. É muita coisa...
  • 20.
    É um sonhode angústia. A paciente acorda aflita do sonho e com alívio por ter despertado. Outras vezes, vai se lembrar de que teve o sonho, ao longo do dia, e a sensação é desagradável. Associações: giram ao redor do que deve ou precisa sair de sua boca. A paciente diz que agora ela fala mais do que antes, etc. Ou seja: é aí que se localiza o sujeito.
  • 21.
    trata-se de umsonho não exatamente sobre a palavra, mas sobre o silêncio, sobre isto que você, desesperadamente, não suporta... falar muito para não se encontrar com o silêncio. Minha intervenção:
  • 22.
    Clínica da escutaà Cínica do sujeito PELA INTERSEÇÃO COM A HIPÓTESE ACERCA DA OPERAÇÃO SOBRE O GOZO, VALE PERGUNTAR: CONSIDERANDO-SE:
  • 23.
    de quem éo corpo ? a que é dado um corpo ? que pode um corpo ?
  • 24.
    Considerações práticas Intervenções pontuais/Fatias de análise / Manejo do tempo na análise
  • 25.
    F I MObrigadopela atenção! Acesso a este conteúdo: www.alexandresimoes.com.br ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.
  • 28.
    • “... Osujeito sobre quem operamos em psicanálise só pode ser o sujeito da ciência...” (Lacan, 1966) • “Por nossa posição de sujeito, sempre somos responsáveis” (Lacan, 1966)