Edição e Montagem - Aulas 8 e 9

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Edição e Montagem - Aulas 8 e 9

  1. 1. Edição e Montagem 1Universidade de Brasília http://introtoediting.com/mm_entertainment_image1.jpgFaculdade de ComunicaçãoDepartamento de Audiovisuais e PublicidadeBloco 1 de AudiovisualProfessor: Mauricio FontelesProfessor Orientador: David PenningtonAula 8 mauriciofonteles.com
  2. 2. A Forma do Filme EISENSTEIN, Sergei. A forma do filme - Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2002 Rio de Janeiro, 1978A Escola SoviéticaA Quarta Dimensão do CinemaMétodos de Montagem mauriciofonteles.com
  3. 3. A Escola Soviética• Período histórico: Após a revolução de 1917• Os Bolcheviques liderados por Lênin tomam o poder http://www.brasilescola.com/upload/conteudo/images/361b082d6543ffbd545b3c3bad702af7.jpg• Rússia recém industrializada e pós Primeira Guerra Mundial• Grande massa de operários e camponeses trabalhando muito e ganhando pouco.• A chegada dos filmes de Griffith• Lênin reconhece o Cinema como uma nova Arte mauriciofonteles.com
  4. 4. O Cinema Soviético• Os filmes como parte da luta revolucionária.• Usados para ensinar e fazer propaganda política.• Dupla missão:  Instrução das massas para os movimentos políticos Formação de jovens realizadores cinematográficos• A expressão de ideias pro meio do Cinema• O desenvolvimento de uma teoria do Cinema• Griffith era um homem de ação e por isso, não tinha tentado teorizar suas descobertas mauriciofonteles.com
  5. 5. mauriciofonteles.comOs Teóricos / Cineastas• Lev Kuleshov, Vsevolod Pudovkin, Sergei Eisenstein e Dziga Vertov• Foram os cineastas mais famosos da União Soviética• Estudos sobre as técnicas da montagem cinematográfica, expondo diversas teorias acerca das possibilidades narrativas, expressivas e plásticas deste recurso. http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/ http://www.carleton.edu/curricular/MEDA/ http://upload.wikimedia.org/wikipedia/ 1/16/Lev_Kuleshov.jpg/200px-Lev_Kuleshov.jpg classes/media110/Severson/pics/eisenstein3.jpg http://en.wikipedia.org/wiki/File:Vsevolod-Pudovkin.jpeg en/e/ee/Dziga_Vertov_photograph.jpg
  6. 6. Lev Kuleshov• O pioneiro de toda a estética da montagem soviética• O Efeito Kuleshov mauriciofonteles.com
  7. 7. Lev Kuleshov Mr. West• Provou que a significação de uma sequência pode depender exclusivamente da relação subjetiva que o espectador faz de diversos planos.• Expressividade e significado através da associação.• Um plano adquire significado em relação aos que o antecedem e lhe seguem.• O confronto destes planos propicia um terceiro nível de significado que é criado na mente do público. Pode somar ou diferenciar.• A matéria cinematográfica é constituída pelos fragmentos de película.• O método de composição consistem em uni-los, descobrindo uma ordem criadora mauriciofonteles.com
  8. 8. Vsevold Pudovkin• Para ele, tal como a língua, também a montagem tem a palavra (a imagem) e a frase (combinação das imagens)• Deste modo, acreditava que o poder do cinema vinha da montagem como gramática.• Pretendeu desenvolver uma teoria da montagem que permitisse ao cineasta ultrapassar a clássica montagem intuitiva de Griffith e encontrar um processo formal que pudesse transmitir ideias através da narrativa.• Formulou a teoria da "montagem construtiva" 1º - Matéria prima: fragmentos de película 2º - O realizador só opera sobre os fragmentos onde são filmados os fatos e não em fatos reais 3º - No processo de montagem, esses fragmentos podem ser modificados eliminando pontos de intervalo para concentrar a ação mauriciofonteles.com
  9. 9. Vsevold Pudovkin• A montagem é um instrumento que é usado para dar forma, para destacar determinados acontecimentos da realidade.• Plano como "tijolo" da construção• A função essencial da montagem é a determinação de processos psicológicos no espectador. O realizador não deveria apresentar toda a realidade, mas reduzi-la ao essencial.• Opôs-se teoricamente a Eisenstein…• Ao contrário de Eisenstein, na montagem definida por Pudovkin não havia choque, mas uma fragmentação da cena em vários planos, preferindo, desta forma, uma ligação construtiva entre os diversos planos. mauriciofonteles.com
  10. 10. Dziga Vertov• Apenas a verdade documentada poderia ser honesta o bastante para levar à verdadeira revolução• Partindo da ideia de que a matéria-prima do cinema é a realidade, Vertov desenvolveu o anti-estúdio e o cine-olho, tendo como grande objetivo apresentar a realidade como ela é, rejeitando deste modo a ficção, as reconstituições e as encenações.• Cine-Olho -> Kino-Glaz• O cinema é uma instrumento de análise do mundo, mas que para se mostrar é necessário ter visto realmente. mauriciofonteles.com
  11. 11. Man with the movieDziga Vertov camera• Vertov concebeu o operador de câmera, o kinok, como uma espécie de super olho.• Para ele, a câmera era mais perfeita que o olho humano.• Capturava a verdade mecanicamente.• Man With The Movie Camera - O propósito era mostar a dualidade entre a vida, tal como ela é, na realidade do olho humano, instrumento imperfeito devido à sua natureza e a realidade tal como é observada pelo olho da câmera. mauriciofonteles.com
  12. 12. Eisenstein e a Montagem Ortodoxa• Relação com o teatro Kabuki - provocação dos sentidos dos sentidos• Cenas isoladas - plano, fragmento de montagem• Filmes em “Atos” http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/12/Odori_Keiy%C5%8D_Edo-e_no_sakae_by_Toyokuni_III.jpg/640px-Odori_Keiy http://3.bp.blogspot.com/_pVFlTWVof0E/TKdjMgxvaLI/AAAAAAAAAWI/0YbaagSIiws/s1600/kabuki1.jpg %C5%8D_Edo-e_no_sakae_by_Toyokuni_III.jpg mauriciofonteles.com
  13. 13. Montagem Ortodoxa• Montagem sobre a dominante• Combinação de planos de acordo com suas indicações dominantes.• Montagem de acordo com o tempo• Montagem de acordo com o comprimento• Montagem de acordo com a principal tendência dentro do quadro• Montagem em conformidade com o que salta no primeiro plano mauriciofonteles.com
  14. 14. Dominante• As indicações dominantes de dois planos lado a lado produzem uma ou outra inter-relação conflitante, resultando em um ou outro efeito expressivo (efeito puramente de montagem) Planos de “Outubro” mauriciofonteles.com
  15. 15. Ideogramas• As características da dominante são variáveis e profundamente relativas. Uma revelação de suas características depende da combinação dos planos, que depende da dominante!• O quadro cinematográfico nunca pode ser uma inflexível letra do alfabeto, mas deve ser sempre um ideograma multissignificativo.• Pode ser lido apenas em justaposição, exatamente como um ideograma adquire significação, significado e até  pronúncia específicos mauriciofonteles.com
  16. 16. A “Composição” da Montagem• Comparação com a acústica e a formação musical• Tons dominantes, cercados por harmônicos e vibrações• Comparação com a ótica• Distorções de percepção causadas pela própria lente da câmera http://jessewalker717.files.wordpress.com/2011/02/sorabji_slurctxt.png mauriciofonteles.com
  17. 17. Fisiologia da Montagem• Atrás da indicação geral do plano, está presente a soma fisiológica de suas vibrações como um todo, como uma unidade complexa de manifestações de todos os seus estímulos. Esta é a "sensação" peculiar do plano, produzida pelo plano como um todo.• Qualidade fisiológica - “funcionamento do organismo”• A Linha Geral é o primeiro filme montado sobre o princípio harmônico-visual• A Montagem Atonal, em seus primeiros passos, teve de adotar uma linha de clara oposição a dominante• A montagem de A Linha Geral segue a linha de trabalho sobre as vibrações psicofisiológicas de cada fragmento. mauriciofonteles.com
  18. 18. Harmonia• Harmonia Visual e Harmonia Musical• Não podem ser encontrada no quadro estático• O fator “tempo”• Conflitos harmônicos não escritos - vistos, ouvidos, sentidos http://www.ucira.ucsb.edu/wp-content/files_flutter/1316807633bournemouth_symphony_orchestra11.jpg mauriciofonteles.com
  19. 19. A Quarta Dimensão• Está provado que a harmonia visual é uma peça real, um elemento real de - uma quarta dimensão!• No espaço tridimensional, espacialmente inexpressivo, que só surge e existe na quarta dimensão (tempo acrescentado às três dimensões) • Declaração lugar comum de que o mundo em que vivemos é um continuum espaço-tempo quadridimensional • O cinema pode proporcionar uma facilidade de orientação concreta nesse continuum espaço-tempo quadridimensional mauriciofonteles.com
  20. 20. Contraponto Visual - Auditivo• Método contrapontístico de misturar imagens visuais e auditivas.• Não podemos reduzir percepções visuais e auditivas a um denominador comum. elas são valores de dimensões diferentes.• Mas harmonia visual e harmonia sonora são valores de uma substância singularmente medida• Se o quadro é uma percepção visual, e a tonalidade uma percepção auditiva, as tonalidades visuais, assim como auditivas, são uma sensação totalmente fisiológica• Para ambos, uma nova fórmula uniforme deve entrar em nosso vocabulário: "Eu percebo" mauriciofonteles.com
  21. 21. Polifônia• A Linha Geral inaugura o conceito de atonalidade visual.• Do conflito polifônico entre as atonalidades visuais e auditivas nascerá a http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/7/78/The_General_Line.jpg/220px-The_General_Line.jpg composição do cinema sonoro soviético. Trecho: O sentido do Filme - Sincronização dos Sentidos mauriciofonteles.com
  22. 22. Métodos de Montagem• 1. Montagem Métrica (Revolta no Navio - Potemkin - 23min) Duração dos fragmentos• 2. Montagem Rítmica (Escadaria de Odessa - 48min) Duração do conteúdo• 3. Montagem Tonal (Porto Neblina - Potemkin - 33min) Composição da dominante• 4. Montagem Atonal (O Velho e o Novo - Procissão - 25min) Soma de fragmentos, conteúdo e dominante - fisiológica• 5. Montagem Intelectual (Outubro - Simbolos religiosos - 31min) Princípio intelectual de interpretação mauriciofonteles.com

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