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Tema:
Introdução ao estudo do Programa
Alargado de Vacinação (PAV).
Curso: TOE-04.
Objectivos de aprendizagem
Até no final da aula o aluno deve ser capaz de:
Definição e generalidades;
Conhecer os objectivos do PAV;
Explicar a importância da vacinação na
prevenção das doenças;
Definir vacina;
Caracterizar das vacinas do PAV.
Introdução
As vacinas permitem salvar mais vidas e
prevenir mais casos de doença do que qualquer
tratamento médico.
O Programa Alargado de Vacinação (PAV) foi
lançado em Moçambique em 1979, após a
Campanha Nacional de Vacinação, a primeira
realizada após a Independência Nacional,
mostrou ao longo dos anos notáveis ganhos de
saúde, como a redução da morbilidade e da
mortalidade pelas doenças infecciosas alvo da
vacinação.
PAV
É um Programa nacional e gratuito destinado a
vacinação de mulheres em idade fértil e crianças
bem como trabalhadores ou outros grupos alvos
sob condições especiais.
O actual Programa Alargado de Vacinação, inclui
as vacinas contra a tuberculose, a difteria, o
tétano, a tosse convulsa, a poliomielite, sarampo,
hepatite B,
pneumonias e meningite por Haemophilus
influenzae e diarreias provocadas por rotavirus
esta última introduzida no País em Setembro de
2015.
Grupo alvo do PAV
O grupo-alvo do PAV é um determinado grupo
específico de pessoas que está em risco comum
de contrair determinadas doenças. Para se obter o
grupo-alvo é relevante que seja conhecido o
número da população de cada área gerida por
uma Unidade Sanitária.
Grupo prioritário do PAV
Crianças de 0-11 meses;
Mulheres grávidas.
Outros prioritários
Crianças de 0-23 meses;
Mulheres em idade fértil (15-49 anos);
Alunos do ensino primário 1ª a 2ª classe.
Trabalhadores de empresas cuja actividade
profissional os torna vulneráveis ao risco de
contrair o tétano.
A imunização através da vacinação constituem uma
das formas mais eficaz da diminuição da
mortalidade neonatal e infantil.
No nosso país existem postos fixos de vacinação,
geralmente nos postos e centros de saúde bem como
brigadas móveis que se deslocam as comunidades
com vista atingir as zonas que não são cobertas
pelas unidades sanitárias.
Características e especifidades das vacinas
As vacinas são substâncias biológicas
preparadas no laboratório a partir de
microorganismos causadores de doenças -
bactérias ou vírus.
Esses microorganismos, depois de submetidos a
um tratamento laboratorial, perdem o poder de
causar doença, pelo que não mais representam
perigo quando entram na constituição da vacina
e, através dela, são inoculados no organismo
humano.
Vacinar é o acto de inocular ou administrar
substâncias biológicas no organismo de forma a
criar um estado de protecção contra
determinadas doenças transmissíveis.
Por exemplo: A vacina de BCG contém bactérias
que causam a Tuberculose. Contudo, essas
bactérias, modificadas por um processo
laboratorial, estão tão enfraquecidas que não
conseguem provocar doença.
A vacina contra o Sarampo contém vírus
respectivos. Porém, esses vírus, também estão
modificados e não conseguem desenvolver doença.
Objectivos do PAV
Reduzir a mortalidade infantil, morbilidade e
incapacidade utilizando as melhores vacinas
tecnológicas , medicas e praticas seguras
disponíveis.
Aumentar a cobertura da DPT-HepB-Hib 3ª
dose da vacina difteria/ Pertussis / tétano
/hepatite B e Haemophilus influenzae do tipo
b;
Reduzir a taxa da quebra vacinal ( reduzir o
numero de indivíduos que não completem
totalmente a séries de vacinação) ;
Elevar os níveis actuais de cobertura vacinal;
Desenvolver uma boa estratégia de
comunicação PAV e reforçar a comunicação
interpessoal entre provedores de saúde e a
comunidade.
Para que os objectivos sejam atingidos, é
fundamental garantir a formação e permanente
actualização de todos os que trabalham na área
da vacinação de modo a cumprirem a sua função
e melhor compreenderem a importância do
sentido humano em que assentam esses
objectivos.
Missão do PAV
A missão do PAV é melhor a qualidade de vida
da população moçambicana, protegendo lhe
contra e evitando o esforço para eliminar o
sofrimento causado por doenças infecciosas
preveníveis por vacinas.
Meta do PAV
A meta do PAV é proteger todas as mães e suas
crianças menores de 5 anos de todas as
doenças preveníveis por vacinas.
Fim: obrigado
Vacinar as crianças é defender a
Saúde e o futuro do País.
Tema:
Doenças alvo do PAV.
Curso: TMPSM-04.
Objectivo de aprendizagem
Descrever as doenças alvos do Programa
Alargado de Vacinação.
DOENÇAS-ALVO DO PAV
As doenças-alvo do PAV são as que se podem
evitar com a aplicação de vacinas específicas
incluídas no Programa. Uma vez que cada país
tem a sua política em relação às vacinas a serem
usadas nos seus respectivos programas, as
doenças-alvo do PAV devem ser bem definidas
de modo a facilitar a sua detecção e seguimento
a todos os níveis, através do sistema da
vigilância epidemiológica.
Actualmente Fazem parte das doenças do
Programa Alargado de Vacinação as seguintes:
Sarampo;
Tuberculose;
 Difteria;
 Tétano;
 Tosse convulsa (Pertussis);
 Poliomielite;
 Hepatite B;
pneumonias e meningite por Haemophilus
influenzae;
Diarreias provocadas por rotavirus.
1.Sarampo
O sarampo é uma doença altamente infecciosa
causada por um vírus. A doença é frequente em
algumas populações e frequentemente ocorre em
proporções epidémicas. O sarampo epidémico é
particularmente comum em condições de hiper-
povoamento e pobreza, onde elevado número de
pessoas não imunizadas vivem em contacto
muito próximo.
O sarampo é uma das doença de notificação
obrigatória, e é a mais letal nas crianças dentre as
doenças preveníveis pela vacinação.
Quadro Clinico do Sarampo:
Presença ou história de rash cutâneo generalizado
e febre, e qualquer um dos seguintes sinais:
constipação, corrimento nasal ou vermelhidão nos
olhos.
A epidemiologia do Sarampo é dinâmica, mudando
com o tempo à medida que os serviços de vacinação
alteram o “pool” de indivíduos susceptíveis (OMS,
1996).
As epidemias continuam a ocorrer mesmo
quando as coberturas vacinais se situam acima
dos 90%.
Isto se deve ao acúmulo de indivíduos
susceptíveis (os indivíduos não vacinados e os
que falham em fazer a seroconversão) associado
ao facto de o Sarampo ser uma doença altamente
infecciosa.
Em condições de alta densidade
populacional, é muito provável que o
Sarampo ocorra ao longo de todo o ano.
Em áreas de pouca densidade populacional, a
cada dois ou três anos. Nos casos em que um
grande “pool” populacional de crianças é
susceptível, um único caso de sarampo pode
provocar epidemias.
As pessoas que se recuperam do sarampo são
imunes por toda a vida, e crianças que nascem de
mães que tiveram sarampo, geralmente são
imunes por 6 a 8 meses. A vacinação é a
intervenção mais efectiva que existe em saúde
pública, para proteger uma criança contra o
Sarampo.
O vírus do Sarampo é transmitido através de
gotículas respiratórias libertadas por pessoas
infectadas quando tossem ou expiram.
O período de incubação vai de 7 a 18 dias.
A doença propaga-se rapidamente nos locais onde as
crianças e adolescentes se juntam, tais como,
hospitais, casas, escolas, mercados, centros de
refugiados e locais de convívio.
Crianças malnutridas, especialmente aquelas com
deficiência de Vitamina A.
Crianças vivendo em ambiente superlotados.
Crianças com fraco sistema imune devido, por
exemplo, ao HIV/SIDA.
O Sarampo mata muitos infantes e crianças;
assim, a vacinação contra o sarampo é a
melhor forma de prevenir.
Uma vez que trata-se de infecção viral, não
existe tratamento específico.
2.Tuberculose
A tuberculose (TB) é causada pelo
Mycobacterium Tuberculosis, um bacilo gram-
positivo também conhecido por Bacilo de Koch.
Afecta primariamente os pulmões, mas outras
partes do corpo podem ser atingidas, tais como,
os ossos, as articulações, os rins e o cérebro.
A TB é endémica em Moçambique, tanto nas
áreas rurais como nas urbanas, e afecta todas as
idades.
O período de incubação é de 4 – 12 semanas,
mas a infecção pode persistir por meses ou anos
antes da doença se tornar sintomática.
Características gerais tais como, sudação
nocturna, fraqueza geral e perda de peso.
História de tosse há mais de 4 semanas.
Os factores de risco para a tuberculose
incluem:
 Imunodeficiência;
 Malnutrição;
Alcoolismo;
Superlotação (superpovoamento);
Locais com ventilação inadequada e contacto
próximo com pessoa infectada.
A BCG protege principalmente contra as formas
infantis de TB. Não protege efectivamente contra
a forma adulta da tuberculose.
3. Poliomielite
É uma infecção viral aguda que se propaga pela
via fecal-oral. Consequentemente, a
transmissão é mais alta em áreas de pobre
saneamento e água contaminada. A paralisia
flácida aguda (PFA) que é a condição clínica para
se suspeitar da poliomielite, é uma doença
notificável.
Sintomatologia
Qualquer caso de início súbito de paralisia
flácida Aguda de um ou mais membros em
crianças menores de 15 anos de idade.
O vírus propaga-se pela via fecal-oral. Quase
todas as crianças que vivem numa casa onde
alguém esteja infectado pelo vírus, serão
infectadas. As pessoas infectadas são muito
susceptíveis de propagar o vírus 7 a 10 dias
depois de manifestarem os primeiros sintomas da
doença.
A poliomielite é causada por uma das três
estirpes de poliovirus (1, 2 e 3), e tem um
período de incubação até ao início da paralisia de
2 – 3 semanas.
A infecção pode ser assintomática ou causar uma
doença febril com mal-estar, cefaleias, náuseas,
vómitos e dores musculares. Depois de alguns
dias começa a paralisia dos membros.
A pólio é uma doença séria, sem tratamento e
que deixa sequelas graves no entanto é
facilmente prevenível pela vacinação.
4.Tétano Neonatal
O tétano é uma doença neurológica aguda
causada pela exotoxina (toxina) do bacilo do
tétano (Clostridium tetani), o qual cresce em
tecidos mortos na ausência de oxigénio, como
por exemplo, em feridas profundas e sujas, ou no
coto do cordão umbilical do bebé. O bacilo
forma esporos que podem sobreviver no
ambiente, particularmente na superfície de
metais enferrujados.
Os recém-nascidos podem sofrer de tétano
neonatal (TNN), que ocorre via cordão umbilical
se o parto ou cuidados pós-parto não tiverem
sido assépticos. A infecção ocorre como
resultado de uso de instrumentos contaminados.
Qualquer pessoa pode apanhar tétano. O tétano
neonatal é uma doença notificável.
Definição de caso
Doença caracterizada por início entre o 3o e o 28
dia de idade e história de incapacidade de sugar,
seguida de rigidez e ou espasmo muscular, e
frequentemente, morte.
O reservatório do bacilo é o meio ambiente em
locais com poeira e lixo
O recém-nascido nasce normal, mas pára de
sugar 3 a 10 dias mais tarde. O bebé
fica irritável e chora muito.
Em seguida ocorre rigidez generalizada,
convulsões e espasmos musculares severos por
estímulos como tocar na criança, barulho ou luz
e a morte segue-se em muitos casos.
Indivíduos imunizados com TT (toxóide
tetânico) desenvolvem anticorpos contra o
tétano. Mulheres grávidas com vacinação
antitetânica em dia passam os anticorpos para
seus bebés, assim, garantindo sua protecção
contra o tétano à nascença, mas por período
limitado.
Por isso, a VAT correcta às mulheres em idade
fértil (incluindo grávidas) protege-as à elas e aos
seus bebés contra o tétano.
O tétano neonatal também pode ser prevenido se
forem observadas as condições de assepsia em
todos os momentos do parto. Adicionalmente, o
manejo adequado das feridas também previne o
tétano. As feridas devem ser completamente
limpas.
5.Difteria
É uma infecção aguda causada por estirpes
de Corynebacterium diphtheria que
produzem a toxina diftérica. A toxina pode
lesar ou destruir os tecidos do corpo humano
e órgãos. Há dois tipos:
Forma tóxica: com falência cardíaca, pulso
rápido, pressão arterial baixa.
Forma obstrutiva: na qual as membranas
necróticas podem propagar-se a partir da
garganta e obstruir a laringe.
A difteria afecta pessoas de todas as idades, mas
principalmente crianças não-imunizadas.
Definição de caso
Dor de garganta, febre e membrana
esbranquiçada aderente às amígdalas, faringe e
ou passagens nasais.
A difteria propaga-se quer por contacto directo
pessoa-a-pessoa, ou através de gotículas quando um
portador tosse. A propagação da doença é favorecida
em locais superpovoados e com baixas condições de
vida.
A difteria devem ser prevenida com toxina
antidiftérica.
6.Tosse convulsa (Pertussis);
É uma doença bacteriana causada pela Bordatella
Pertussis, que vive na boca, nariz e garganta. A
doença é extremamente contagiosa, especialmente
em ambientes de superpovoamento e má nutrição.
Muitas crianças com Pertussis apresentam
quadros de tosse que duram 4 a 8 semanas. A
doença é comum em crianças não imunizadas.
A tosse convulsa tem uma mortalidade elevada
quando afecta crianças com menos de 1 ano de
idade. Devido à tosse com vómitos constantes, o
estado nutricional da criança doente tende a
complicar-se.
Quadro clinico
Tosse há pelo menos duas semanas e
caracterizada por, pelo menos, um dos seguintes
sinas: tosse, inspiração em guincho ou vómito e
olhos lacrimejantes.
A Pertussis propaga-se muito facilmente de
pessoa-para-pessoa através de gotículas
produzidas pela tosse ou espirro.
Hepatite B
É uma doença viral altamente infecciosa e que
afecta o fígado. A hepatite B é o maior problema
de saúde pública no mundo. Aproximadamente
30% da população mundial tem evidências
serológicas de infecção pelo vírus da hepatite B
(VHB).
O vírus da hepatite B é um dos 5 vírus
causadores da hepatite no homem. A doença
aguda causada por todos estes vírus é similar e é
necessário fazer testes laboratoriais específicos
para determinar o vírus causador numa pessoa
com sinais e ou sintomas de hepatite aguda.
As crianças geralmente são assintomáticas
quando são infectadas pelo VHB, mas
frequentemente desenvolvem infecção crónica.
As vias primárias de transmissão são:
Perinatal (da mãe para o filho);
De injecções e transfusões contaminados;
Contacto sexual.
Os sintomas e sinais da doença geralmente
duram várias semanas e incluem perda de
apetite, fraqueza, náuseas, vómitos, dor
abdominal (pele e olhos amarelados), urina
carregada e dor nas articulações.
Existe uma vacina segura e eficaz contra a
hepatite B há aproximadamente 30 anos.
A vacina da hepatite B é eficaz na prevenção da
infecção pelo VHB quando é aplicada. A OMS
recomenda a inclusão da vacina da hepatite B em
todos os programas de vacinação de rotina de
todos os países. Moçambique introduziu a vacina
contra a hepatite B no programa de vacinação em
Julho de 2001, sob a forma combinada de
DPT/Hepatite B.
Doenças causadas pelo Haemophilus
influenzae
Infecções causadas pelo Haemophilus influenzae
(Hib) são uma das principais causas de
morbilidade e mortalidade em crianças menores
de 5 anos no mundo. As manifestações mais
importantes causadas pelo Hib são pneumonia,
meningite e outras patologias.
O Haemophilus influenzae é um cocobacilo
Gram-negativo, aeróbio. Estirpes não-capsuladas
são menos virulentas do que as capsuladas.
Estirpes capsuladas podem ser classificadas em
seis serotipos (tipo a,b,c,d,e,f). São conhecidas
por causar doença mas, o tipo b é o mais
virulento e é responsável pelos quadros clínicos
mais graves.
A infecção é mais comum em crianças menores
de 5 anos.
Meningite por Haemophilus influenzae
É a infecção da membrana que cobre a medula
espinal e o cérebro, provocando inflamação
da mesma.
Quadro clinico
Caracterizado por febre, calafrios, cefaleias
intensas, náuseas, vómitos, irritabilidade ou
agitação, convulsões, alteração do estado de
consciência, sinais meníngeos (sonolência,
rigidez da nuca).
Pneumonia por Haemophilus influenzae
Nos países em desenvolvimento é a maior causa de
infecção pulmonar baixa na faixa etária dos 2 meses
até 5 anos.
Caracteriza-se por início agudo de febre e tosse. Os
achados do exame físico podem ser: dispnéia com
ou sem tiragem, expansibilidade torácica diminuída.
Prevenção
Vacina
Diarreias provocadas por rotavírus
Doenças diarreica é um síndrome causada por
diferentes agentes (vírus, bactérias e parasitas),
cuja manifestações predominante é o aumento do
numero de evacuações, com fezes aquosa ou de
pouca consistência.
Epidemiologia
• Em moçambique, no ano de 2015 o Rotavirus e o
Cryptosporidium foram responsáveis por
aproximadamente 27,8% e 14,6%correspodente a
menores de 12 anos.
Quadro Clinico
• Diarreia liquida e aquosa, febre, vómitos,
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• Prevenção.
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Introdução ao estudo do Programa Alargado de Vacinação (PAV

  • 1. Tema: Introdução ao estudo do Programa Alargado de Vacinação (PAV). Curso: TOE-04.
  • 2. Objectivos de aprendizagem Até no final da aula o aluno deve ser capaz de: Definição e generalidades; Conhecer os objectivos do PAV; Explicar a importância da vacinação na prevenção das doenças; Definir vacina; Caracterizar das vacinas do PAV.
  • 3. Introdução As vacinas permitem salvar mais vidas e prevenir mais casos de doença do que qualquer tratamento médico. O Programa Alargado de Vacinação (PAV) foi lançado em Moçambique em 1979, após a Campanha Nacional de Vacinação, a primeira realizada após a Independência Nacional, mostrou ao longo dos anos notáveis ganhos de saúde, como a redução da morbilidade e da mortalidade pelas doenças infecciosas alvo da vacinação.
  • 4. PAV É um Programa nacional e gratuito destinado a vacinação de mulheres em idade fértil e crianças bem como trabalhadores ou outros grupos alvos sob condições especiais. O actual Programa Alargado de Vacinação, inclui as vacinas contra a tuberculose, a difteria, o tétano, a tosse convulsa, a poliomielite, sarampo, hepatite B,
  • 5. pneumonias e meningite por Haemophilus influenzae e diarreias provocadas por rotavirus esta última introduzida no País em Setembro de 2015. Grupo alvo do PAV O grupo-alvo do PAV é um determinado grupo específico de pessoas que está em risco comum de contrair determinadas doenças. Para se obter o grupo-alvo é relevante que seja conhecido o número da população de cada área gerida por uma Unidade Sanitária.
  • 6. Grupo prioritário do PAV Crianças de 0-11 meses; Mulheres grávidas. Outros prioritários Crianças de 0-23 meses; Mulheres em idade fértil (15-49 anos); Alunos do ensino primário 1ª a 2ª classe. Trabalhadores de empresas cuja actividade profissional os torna vulneráveis ao risco de contrair o tétano.
  • 7. A imunização através da vacinação constituem uma das formas mais eficaz da diminuição da mortalidade neonatal e infantil. No nosso país existem postos fixos de vacinação, geralmente nos postos e centros de saúde bem como brigadas móveis que se deslocam as comunidades com vista atingir as zonas que não são cobertas pelas unidades sanitárias.
  • 8. Características e especifidades das vacinas As vacinas são substâncias biológicas preparadas no laboratório a partir de microorganismos causadores de doenças - bactérias ou vírus. Esses microorganismos, depois de submetidos a um tratamento laboratorial, perdem o poder de causar doença, pelo que não mais representam perigo quando entram na constituição da vacina e, através dela, são inoculados no organismo humano.
  • 9. Vacinar é o acto de inocular ou administrar substâncias biológicas no organismo de forma a criar um estado de protecção contra determinadas doenças transmissíveis. Por exemplo: A vacina de BCG contém bactérias que causam a Tuberculose. Contudo, essas bactérias, modificadas por um processo laboratorial, estão tão enfraquecidas que não conseguem provocar doença.
  • 10. A vacina contra o Sarampo contém vírus respectivos. Porém, esses vírus, também estão modificados e não conseguem desenvolver doença. Objectivos do PAV Reduzir a mortalidade infantil, morbilidade e incapacidade utilizando as melhores vacinas tecnológicas , medicas e praticas seguras disponíveis.
  • 11. Aumentar a cobertura da DPT-HepB-Hib 3ª dose da vacina difteria/ Pertussis / tétano /hepatite B e Haemophilus influenzae do tipo b; Reduzir a taxa da quebra vacinal ( reduzir o numero de indivíduos que não completem totalmente a séries de vacinação) ; Elevar os níveis actuais de cobertura vacinal; Desenvolver uma boa estratégia de comunicação PAV e reforçar a comunicação interpessoal entre provedores de saúde e a comunidade.
  • 12. Para que os objectivos sejam atingidos, é fundamental garantir a formação e permanente actualização de todos os que trabalham na área da vacinação de modo a cumprirem a sua função e melhor compreenderem a importância do sentido humano em que assentam esses objectivos.
  • 13. Missão do PAV A missão do PAV é melhor a qualidade de vida da população moçambicana, protegendo lhe contra e evitando o esforço para eliminar o sofrimento causado por doenças infecciosas preveníveis por vacinas.
  • 14. Meta do PAV A meta do PAV é proteger todas as mães e suas crianças menores de 5 anos de todas as doenças preveníveis por vacinas.
  • 15. Fim: obrigado Vacinar as crianças é defender a Saúde e o futuro do País.
  • 16. Tema: Doenças alvo do PAV. Curso: TMPSM-04.
  • 17. Objectivo de aprendizagem Descrever as doenças alvos do Programa Alargado de Vacinação.
  • 18. DOENÇAS-ALVO DO PAV As doenças-alvo do PAV são as que se podem evitar com a aplicação de vacinas específicas incluídas no Programa. Uma vez que cada país tem a sua política em relação às vacinas a serem usadas nos seus respectivos programas, as doenças-alvo do PAV devem ser bem definidas de modo a facilitar a sua detecção e seguimento a todos os níveis, através do sistema da vigilância epidemiológica.
  • 19. Actualmente Fazem parte das doenças do Programa Alargado de Vacinação as seguintes: Sarampo; Tuberculose;  Difteria;  Tétano;  Tosse convulsa (Pertussis);  Poliomielite;  Hepatite B; pneumonias e meningite por Haemophilus influenzae; Diarreias provocadas por rotavirus.
  • 20. 1.Sarampo O sarampo é uma doença altamente infecciosa causada por um vírus. A doença é frequente em algumas populações e frequentemente ocorre em proporções epidémicas. O sarampo epidémico é particularmente comum em condições de hiper- povoamento e pobreza, onde elevado número de pessoas não imunizadas vivem em contacto muito próximo.
  • 21. O sarampo é uma das doença de notificação obrigatória, e é a mais letal nas crianças dentre as doenças preveníveis pela vacinação. Quadro Clinico do Sarampo: Presença ou história de rash cutâneo generalizado e febre, e qualquer um dos seguintes sinais: constipação, corrimento nasal ou vermelhidão nos olhos. A epidemiologia do Sarampo é dinâmica, mudando com o tempo à medida que os serviços de vacinação alteram o “pool” de indivíduos susceptíveis (OMS, 1996).
  • 22. As epidemias continuam a ocorrer mesmo quando as coberturas vacinais se situam acima dos 90%. Isto se deve ao acúmulo de indivíduos susceptíveis (os indivíduos não vacinados e os que falham em fazer a seroconversão) associado ao facto de o Sarampo ser uma doença altamente infecciosa. Em condições de alta densidade populacional, é muito provável que o Sarampo ocorra ao longo de todo o ano.
  • 23. Em áreas de pouca densidade populacional, a cada dois ou três anos. Nos casos em que um grande “pool” populacional de crianças é susceptível, um único caso de sarampo pode provocar epidemias. As pessoas que se recuperam do sarampo são imunes por toda a vida, e crianças que nascem de mães que tiveram sarampo, geralmente são imunes por 6 a 8 meses. A vacinação é a intervenção mais efectiva que existe em saúde pública, para proteger uma criança contra o Sarampo.
  • 24. O vírus do Sarampo é transmitido através de gotículas respiratórias libertadas por pessoas infectadas quando tossem ou expiram. O período de incubação vai de 7 a 18 dias. A doença propaga-se rapidamente nos locais onde as crianças e adolescentes se juntam, tais como, hospitais, casas, escolas, mercados, centros de refugiados e locais de convívio. Crianças malnutridas, especialmente aquelas com deficiência de Vitamina A. Crianças vivendo em ambiente superlotados. Crianças com fraco sistema imune devido, por exemplo, ao HIV/SIDA.
  • 25. O Sarampo mata muitos infantes e crianças; assim, a vacinação contra o sarampo é a melhor forma de prevenir. Uma vez que trata-se de infecção viral, não existe tratamento específico. 2.Tuberculose A tuberculose (TB) é causada pelo Mycobacterium Tuberculosis, um bacilo gram- positivo também conhecido por Bacilo de Koch. Afecta primariamente os pulmões, mas outras partes do corpo podem ser atingidas, tais como, os ossos, as articulações, os rins e o cérebro.
  • 26. A TB é endémica em Moçambique, tanto nas áreas rurais como nas urbanas, e afecta todas as idades. O período de incubação é de 4 – 12 semanas, mas a infecção pode persistir por meses ou anos antes da doença se tornar sintomática. Características gerais tais como, sudação nocturna, fraqueza geral e perda de peso. História de tosse há mais de 4 semanas.
  • 27. Os factores de risco para a tuberculose incluem:  Imunodeficiência;  Malnutrição; Alcoolismo; Superlotação (superpovoamento); Locais com ventilação inadequada e contacto próximo com pessoa infectada.
  • 28. A BCG protege principalmente contra as formas infantis de TB. Não protege efectivamente contra a forma adulta da tuberculose. 3. Poliomielite É uma infecção viral aguda que se propaga pela via fecal-oral. Consequentemente, a transmissão é mais alta em áreas de pobre saneamento e água contaminada. A paralisia flácida aguda (PFA) que é a condição clínica para se suspeitar da poliomielite, é uma doença notificável.
  • 29. Sintomatologia Qualquer caso de início súbito de paralisia flácida Aguda de um ou mais membros em crianças menores de 15 anos de idade. O vírus propaga-se pela via fecal-oral. Quase todas as crianças que vivem numa casa onde alguém esteja infectado pelo vírus, serão infectadas. As pessoas infectadas são muito susceptíveis de propagar o vírus 7 a 10 dias depois de manifestarem os primeiros sintomas da doença.
  • 30. A poliomielite é causada por uma das três estirpes de poliovirus (1, 2 e 3), e tem um período de incubação até ao início da paralisia de 2 – 3 semanas. A infecção pode ser assintomática ou causar uma doença febril com mal-estar, cefaleias, náuseas, vómitos e dores musculares. Depois de alguns dias começa a paralisia dos membros. A pólio é uma doença séria, sem tratamento e que deixa sequelas graves no entanto é facilmente prevenível pela vacinação.
  • 31. 4.Tétano Neonatal O tétano é uma doença neurológica aguda causada pela exotoxina (toxina) do bacilo do tétano (Clostridium tetani), o qual cresce em tecidos mortos na ausência de oxigénio, como por exemplo, em feridas profundas e sujas, ou no coto do cordão umbilical do bebé. O bacilo forma esporos que podem sobreviver no ambiente, particularmente na superfície de metais enferrujados.
  • 32. Os recém-nascidos podem sofrer de tétano neonatal (TNN), que ocorre via cordão umbilical se o parto ou cuidados pós-parto não tiverem sido assépticos. A infecção ocorre como resultado de uso de instrumentos contaminados. Qualquer pessoa pode apanhar tétano. O tétano neonatal é uma doença notificável.
  • 33. Definição de caso Doença caracterizada por início entre o 3o e o 28 dia de idade e história de incapacidade de sugar, seguida de rigidez e ou espasmo muscular, e frequentemente, morte. O reservatório do bacilo é o meio ambiente em locais com poeira e lixo O recém-nascido nasce normal, mas pára de sugar 3 a 10 dias mais tarde. O bebé fica irritável e chora muito.
  • 34. Em seguida ocorre rigidez generalizada, convulsões e espasmos musculares severos por estímulos como tocar na criança, barulho ou luz e a morte segue-se em muitos casos. Indivíduos imunizados com TT (toxóide tetânico) desenvolvem anticorpos contra o tétano. Mulheres grávidas com vacinação antitetânica em dia passam os anticorpos para seus bebés, assim, garantindo sua protecção contra o tétano à nascença, mas por período limitado.
  • 35. Por isso, a VAT correcta às mulheres em idade fértil (incluindo grávidas) protege-as à elas e aos seus bebés contra o tétano. O tétano neonatal também pode ser prevenido se forem observadas as condições de assepsia em todos os momentos do parto. Adicionalmente, o manejo adequado das feridas também previne o tétano. As feridas devem ser completamente limpas.
  • 36. 5.Difteria É uma infecção aguda causada por estirpes de Corynebacterium diphtheria que produzem a toxina diftérica. A toxina pode lesar ou destruir os tecidos do corpo humano e órgãos. Há dois tipos: Forma tóxica: com falência cardíaca, pulso rápido, pressão arterial baixa.
  • 37. Forma obstrutiva: na qual as membranas necróticas podem propagar-se a partir da garganta e obstruir a laringe. A difteria afecta pessoas de todas as idades, mas principalmente crianças não-imunizadas. Definição de caso Dor de garganta, febre e membrana esbranquiçada aderente às amígdalas, faringe e ou passagens nasais.
  • 38. A difteria propaga-se quer por contacto directo pessoa-a-pessoa, ou através de gotículas quando um portador tosse. A propagação da doença é favorecida em locais superpovoados e com baixas condições de vida. A difteria devem ser prevenida com toxina antidiftérica. 6.Tosse convulsa (Pertussis); É uma doença bacteriana causada pela Bordatella Pertussis, que vive na boca, nariz e garganta. A doença é extremamente contagiosa, especialmente em ambientes de superpovoamento e má nutrição.
  • 39. Muitas crianças com Pertussis apresentam quadros de tosse que duram 4 a 8 semanas. A doença é comum em crianças não imunizadas. A tosse convulsa tem uma mortalidade elevada quando afecta crianças com menos de 1 ano de idade. Devido à tosse com vómitos constantes, o estado nutricional da criança doente tende a complicar-se. Quadro clinico Tosse há pelo menos duas semanas e caracterizada por, pelo menos, um dos seguintes sinas: tosse, inspiração em guincho ou vómito e olhos lacrimejantes.
  • 40. A Pertussis propaga-se muito facilmente de pessoa-para-pessoa através de gotículas produzidas pela tosse ou espirro. Hepatite B É uma doença viral altamente infecciosa e que afecta o fígado. A hepatite B é o maior problema de saúde pública no mundo. Aproximadamente 30% da população mundial tem evidências serológicas de infecção pelo vírus da hepatite B (VHB).
  • 41. O vírus da hepatite B é um dos 5 vírus causadores da hepatite no homem. A doença aguda causada por todos estes vírus é similar e é necessário fazer testes laboratoriais específicos para determinar o vírus causador numa pessoa com sinais e ou sintomas de hepatite aguda. As crianças geralmente são assintomáticas quando são infectadas pelo VHB, mas frequentemente desenvolvem infecção crónica.
  • 42. As vias primárias de transmissão são: Perinatal (da mãe para o filho); De injecções e transfusões contaminados; Contacto sexual. Os sintomas e sinais da doença geralmente duram várias semanas e incluem perda de apetite, fraqueza, náuseas, vómitos, dor abdominal (pele e olhos amarelados), urina carregada e dor nas articulações.
  • 43. Existe uma vacina segura e eficaz contra a hepatite B há aproximadamente 30 anos. A vacina da hepatite B é eficaz na prevenção da infecção pelo VHB quando é aplicada. A OMS recomenda a inclusão da vacina da hepatite B em todos os programas de vacinação de rotina de todos os países. Moçambique introduziu a vacina contra a hepatite B no programa de vacinação em Julho de 2001, sob a forma combinada de DPT/Hepatite B.
  • 44. Doenças causadas pelo Haemophilus influenzae Infecções causadas pelo Haemophilus influenzae (Hib) são uma das principais causas de morbilidade e mortalidade em crianças menores de 5 anos no mundo. As manifestações mais importantes causadas pelo Hib são pneumonia, meningite e outras patologias.
  • 45. O Haemophilus influenzae é um cocobacilo Gram-negativo, aeróbio. Estirpes não-capsuladas são menos virulentas do que as capsuladas. Estirpes capsuladas podem ser classificadas em seis serotipos (tipo a,b,c,d,e,f). São conhecidas por causar doença mas, o tipo b é o mais virulento e é responsável pelos quadros clínicos mais graves.
  • 46. A infecção é mais comum em crianças menores de 5 anos. Meningite por Haemophilus influenzae É a infecção da membrana que cobre a medula espinal e o cérebro, provocando inflamação da mesma. Quadro clinico Caracterizado por febre, calafrios, cefaleias intensas, náuseas, vómitos, irritabilidade ou agitação, convulsões, alteração do estado de consciência, sinais meníngeos (sonolência, rigidez da nuca).
  • 47. Pneumonia por Haemophilus influenzae Nos países em desenvolvimento é a maior causa de infecção pulmonar baixa na faixa etária dos 2 meses até 5 anos. Caracteriza-se por início agudo de febre e tosse. Os achados do exame físico podem ser: dispnéia com ou sem tiragem, expansibilidade torácica diminuída. Prevenção Vacina
  • 48. Diarreias provocadas por rotavírus Doenças diarreica é um síndrome causada por diferentes agentes (vírus, bactérias e parasitas), cuja manifestações predominante é o aumento do numero de evacuações, com fezes aquosa ou de pouca consistência.
  • 49. Epidemiologia • Em moçambique, no ano de 2015 o Rotavirus e o Cryptosporidium foram responsáveis por aproximadamente 27,8% e 14,6%correspodente a menores de 12 anos.
  • 50. Quadro Clinico • Diarreia liquida e aquosa, febre, vómitos, desidratação grave, choque e morte da criança. • Prevenção. • Vacinação