SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 18
sarampo
Sarampo
• O Sarampo é uma doença víral, e é uma infecção do
  sistema respiratório, causada por um paramixovírus
  do género Morbillivirus. É altamente contagiosa e
  afecta principalmente crianças. É transmitida através
  de gotículas expelidas pelo nariz, boca ou garganta de
  pessoas infectadas. Os sintomas iniciais, que
  geralmente aparecem 8-12 dias após a infecção,
  incluem febre alta, coriza, olhos vermelhos, e
  pequenas manchas brancas na parte interna da boca.
  Vários dias depois, uma erupção se desenvolve,
  geralmente começando no pescoço e na face e
  gradualmente se espalhando pelo corpo.
• A maioria das pessoas se recuperam mesmo sem
  tratamento dentro de 2-3 semanas. Contudo,
  principalmente as crianças desnutridas e pessoas
  com imunidade reduzida, o sarampo pode causar
  complicações sérias, incluindo dor de cabeça,
  cegueira, diarreia grave, infecção do ouvido e
  pneumonia. O sarampo pode ser prevenido
  através da vacinação. o sarampo alem de ser uma
  doença viral, pode ser uma doença bacteriana,
  além dos riscos de uma mãe passar para o filho
  durante a gestação, fazendo assim que o fecto se
  desenvolva já com complicação no crescimento e
  ainda depois no nascimento.
• A maioria das pessoas se recuperam mesmo sem
  tratamento dentro de 2-3 semanas. Contudo,
  principalmente as crianças desnutridas e pessoas
  com imunidade reduzida, o sarampo pode causar
  complicações sérias, incluindo dor de cabeça,
  cegueira, diarreia grave, infecção do ouvido e
  pneumonia. O sarampo pode ser prevenido
  através da vacinação. o sarampo alem de ser uma
  doença viral, pode ser uma doença bacteriana,
  além dos riscos de uma mãe passar para o filho
  durante a gestação, fazendo assim que o feto se
  desenvolva já com complicação no crescimento e
  ainda depois no nascimento.
 O vírus do sarampo é um vírus com genoma de RNA simples
  de sentido negativo (a sua cópia é que é DNA e serve para
  síntese proteica). É um vírus envelopado (com membrana
  lipídica externa) pleomórfico com cerca de 150-300
  nanômetros.
 Induz a fusão de células infectadas formando células
  gigantes, o que facilita a sua circulação e multiplicação sem
  ser reconhecido e inactivado por anticorpos circulantes, e é
  resistente ao complemento Ele infecta as células fundindo a
  sua membrana (envelope) com a da célula após acoplagem da
  sua proteína envelopar, ocorrendo a fusão a receptor
  específico. Reproduz-se no citoplasma da célula. A sua
  multiplicação destrói as células excepto nos neurónios Os
  eritemas cutâneos são causados mais pela acção do sistema
  imunitário contra o vírus que por ele próprio. A resolução da
  doença dá imunidade para toda a vida.
O sarampo é um dos cinco exantemas da infância
clássicos, junto com a varicela, rubéola, eritema
infeccioso e roséola. É altamente infeccioso e
transmitido por secreções respiratórias como
espirros e tosse. Após o início de uso da vacina
tornou-se raro nos países que a utilizam de forma
eficaz, como Brasil e Europa. Contudo, ainda
causa 40 milhões de casos e um a dois milhões de
mortes por ano em países sem programas de
vacinação eficientes. As epidemias tendem a
ocorrer a cada dois ou três anos, necessitando do
nascimento de novos bebés susceptíveis para se
propagar.
 Sinais e Sintomas
 No Período prodrômico: corresponde ao período de tempo entre os
  primeiros sintomas da doença e o início dos sinais ou sintomas com
  base no qual o diagnóstico pode ser estabelecido, alguns dos
  sintomas possíveis são:
 coriza,
 Mal estar geral,
 Febre alta,
 Infecções de garganta,
 Infecção no nariz,
 Aversão a luz,
 Conjuntivite,
 Tosse com catarro,
 Dificuldade de ingestão e;
 Sinal de Koplik (pequenos pontos brancos rodeados de uma zona
  vermelha, que se agrupam na mucosa interna das bochechas).
   Período Exantemático: Ocorre piora dos sintomas do período
    prodrômico, e as complicações podem incluir:
   Erupções cutâneas por todo corpo,
   Secreções aumentadas nas vias respiratórias superiores]],
   Elevada produção de muco nos pulmões,
   Voz rouca,
   Faringe e boca inflamadas.
   Período descamativo: nesse período as manchas escurecem e
    surge a descamação fina, febre e tosse diminuem sensivelmente.
   Possíveis complicações:
   Conjuntivite intensa,
   Pneumonia
   Infecção no ouvido
   Diarreia
   Encefalite
   raramente pode evoluir para a panencefalite esclerosante
    subaguda
 Transmissão

 A principal  forma de contágio é através da saliva ou outra
  secreção contaminada.
 É espalhada pela tosse, espirros, beijos, pelas gotículas
  que saem quando se fala e qualquer outra forma de
  contacto com fluidos do nariz de uma pessoa infectada e
  boca, directamente ou através de objectos (como copos e
  talheres). É altamente contagiosa, 90% das pessoas que
  ainda não possuem imunidade são contaminadas caso
  compartilhem o mesmo ambiente com uma pessoa
  infectada por algumas horas por dia (casa, creche, escola,
  trabalho...). O período contagioso começa 2-4 dias antes
  do aparecimento das marquinhas pelo corpo e continua
  até 2-5 dias após o início delas (Infectividade de quatro a
  nove dias no total).
 Diagnóstico
O  diagnóstico é clínico devido às características
  muito típicas, especialmente as manchas de
  Koplik - manchas brancas na mucosa da boca.
  parte interna da bochecha. Pode ser feita detecção
  de antigénios em amostra de sangue
 Possíveis diagnósticos diferenciais incluem outras
  doenças exantemáticas febris agudas como
  rubéola, exantema súbito, dengue, enteroviroses,
  escabiose e sífilis secundária.
 Prevenção
 A prevenção  é feita por vacinas. Geralmente a
 criança que nascem com algumas células de
 defesa da mãe protegendo-a e toma a primeira
 dose de vacina entre o primeiro e o segundo ano
 de vida, e a segunda dose entre os quatro e os
 cinco anos. Caso alguma criança seja
 identificada com a doença é recomendado que
 todos indivíduos não vacinados da região tomem
 a vacina imediatamente e os indivíduos
 contaminados fiquem de repouso em casa longe
 dos que não tenham a imunidade.
 Quando   não ocorrem complicações, o doente
  fica curado em 15 dias, o risco de transmissão se
  torna nulo apenas depois de 10 dias. Antes disso
  é recomendado evitar aglomerações.
 Adultos que nunca tomaram a vacina também
  devem ser vacinados, desde que não tenham
  condições de risco (imunidade baixa, grávidas,
  lactantes...). Os riscos de desenvolver
  complicações e morrer são maiores após os 20
  anos. O risco de mortalidade é de cerca de 10-
  15% para pessoas que desenvolvem
  complicações.
 Tratamento
 Complicações    são mais comuns em crianças
  menores de cinco anos de idade, ou adultos com
  mais de 20 anos de idade. Indivíduos com sistema
  imunológico enfraquecido são especialmente
  vulneráveis a complicações.
 Pacientes com sarampo devem descansar, beber
  bastante água e sucos, ter uma alimentação
  saudável rica em vitaminas, limpar os olhos com
  água morna, tomar antitéticos caso tenham febre
  alta e evitar coçar as manchas para não deixar
  feridas e cicatrizes. Pessoas não imunizadas
  devem passar um tempo
O consumo de vitamina A ajuda a proteger
crianças com menos de dois anos de
complicações nos olhos e diminui a
mortalidade. Beber soro fisiológico ajuda a
prevenir desidratação causada pela diarreia e
vómito.
Sarampo parasitologia

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados (20)

Rubeóla
RubeólaRubeóla
Rubeóla
 
O Sarampo
O SarampoO Sarampo
O Sarampo
 
Toxoplasmose e Rúbeola
Toxoplasmose e RúbeolaToxoplasmose e Rúbeola
Toxoplasmose e Rúbeola
 
Sarampo
SarampoSarampo
Sarampo
 
Rubéola
RubéolaRubéola
Rubéola
 
Sarampo - Patogênese, Profilaxia, Tratamento e Epidemiologia
Sarampo - Patogênese, Profilaxia, Tratamento e EpidemiologiaSarampo - Patogênese, Profilaxia, Tratamento e Epidemiologia
Sarampo - Patogênese, Profilaxia, Tratamento e Epidemiologia
 
Rubéola
RubéolaRubéola
Rubéola
 
Slides rubéola
Slides rubéolaSlides rubéola
Slides rubéola
 
Apresentação rubéola
Apresentação rubéolaApresentação rubéola
Apresentação rubéola
 
FEBRE AMARELA
FEBRE AMARELAFEBRE AMARELA
FEBRE AMARELA
 
Toxoplasmose
ToxoplasmoseToxoplasmose
Toxoplasmose
 
Tuberculose
TuberculoseTuberculose
Tuberculose
 
Varíola, rubéola, sarampo e caxumba
Varíola, rubéola, sarampo e caxumbaVaríola, rubéola, sarampo e caxumba
Varíola, rubéola, sarampo e caxumba
 
Sarampo e catapora
Sarampo e cataporaSarampo e catapora
Sarampo e catapora
 
Slides sobre dengue para eproinfo atual
Slides sobre dengue para eproinfo atualSlides sobre dengue para eproinfo atual
Slides sobre dengue para eproinfo atual
 
Toxoplasmose Congenita
Toxoplasmose CongenitaToxoplasmose Congenita
Toxoplasmose Congenita
 
Tuberculose
TuberculoseTuberculose
Tuberculose
 
Toxoplasmose
ToxoplasmoseToxoplasmose
Toxoplasmose
 
Toxoplasmose
ToxoplasmoseToxoplasmose
Toxoplasmose
 
CHIKUNGUNYA
CHIKUNGUNYACHIKUNGUNYA
CHIKUNGUNYA
 

Destaque (19)

Sarampo.
Sarampo.Sarampo.
Sarampo.
 
Seminário tópicos integradores
Seminário tópicos integradoresSeminário tópicos integradores
Seminário tópicos integradores
 
Doenças exantemáticas e dermatites na escola
Doenças exantemáticas e dermatites na escolaDoenças exantemáticas e dermatites na escola
Doenças exantemáticas e dermatites na escola
 
Varicela
VaricelaVaricela
Varicela
 
Rubéola descrição
Rubéola descriçãoRubéola descrição
Rubéola descrição
 
Bicho geográfico
Bicho geográficoBicho geográfico
Bicho geográfico
 
Wanda aguiar
Wanda aguiarWanda aguiar
Wanda aguiar
 
Doenças exantemáticas
Doenças exantemáticasDoenças exantemáticas
Doenças exantemáticas
 
Catapora - Riscos, sintomas e vacina
Catapora - Riscos, sintomas e vacinaCatapora - Riscos, sintomas e vacina
Catapora - Riscos, sintomas e vacina
 
Varicela
VaricelaVaricela
Varicela
 
Larva migrans
Larva  migransLarva  migrans
Larva migrans
 
Visceral Larva Migrans
Visceral Larva MigransVisceral Larva Migrans
Visceral Larva Migrans
 
LARVA MIGRANS CUTANEA (LMC)
LARVA MIGRANS CUTANEA (LMC)LARVA MIGRANS CUTANEA (LMC)
LARVA MIGRANS CUTANEA (LMC)
 
Catapora
CataporaCatapora
Catapora
 
Catapora slide tarba
Catapora slide tarbaCatapora slide tarba
Catapora slide tarba
 
Impétigo
ImpétigoImpétigo
Impétigo
 
Rubeola
RubeolaRubeola
Rubeola
 
Sifilis
SifilisSifilis
Sifilis
 
Biossegurança (2)
Biossegurança (2)Biossegurança (2)
Biossegurança (2)
 

Semelhante a Sarampo parasitologia

OBJECTIVOS DO PAV-TOE-4.pptx
OBJECTIVOS DO PAV-TOE-4.pptxOBJECTIVOS DO PAV-TOE-4.pptx
OBJECTIVOS DO PAV-TOE-4.pptxMarcosErnestoCome
 
Doenças contagiosas na infância apresentação
Doenças contagiosas na infância apresentaçãoDoenças contagiosas na infância apresentação
Doenças contagiosas na infância apresentaçãofergwen
 
Doenças contagiosas na infância apresentação
Doenças contagiosas na infância apresentaçãoDoenças contagiosas na infância apresentação
Doenças contagiosas na infância apresentaçãofergwen
 
Doencas em geral
Doencas em geralDoencas em geral
Doencas em geralescola
 
Trabalho final de saúde publica ii
Trabalho final de saúde publica iiTrabalho final de saúde publica ii
Trabalho final de saúde publica iiRenan Matos
 
Varicela trabalho de bruno e david
Varicela trabalho de bruno e davidVaricela trabalho de bruno e david
Varicela trabalho de bruno e davidbrunomachado666121
 
Varicela na infância
Varicela na infânciaVaricela na infância
Varicela na infânciaBruno Machado
 
Saúde coletiva - Caxumba (Parotidite infecciosa)
Saúde coletiva - Caxumba (Parotidite infecciosa)Saúde coletiva - Caxumba (Parotidite infecciosa)
Saúde coletiva - Caxumba (Parotidite infecciosa)Adriana Bonadia dos Santos
 
Gripe e Influenza A (H1N1)
Gripe e Influenza A (H1N1)Gripe e Influenza A (H1N1)
Gripe e Influenza A (H1N1)Aluisio Junior
 
Doenças Causadas Por Bactérias
Doenças Causadas Por BactériasDoenças Causadas Por Bactérias
Doenças Causadas Por BactériasSimone Miranda
 
Doenças infantis importantes
Doenças infantis importantes Doenças infantis importantes
Doenças infantis importantes ruben faria
 
Gripe E Resfriado
Gripe E ResfriadoGripe E Resfriado
Gripe E Resfriadoecsette
 
saude publica.pdf
saude publica.pdfsaude publica.pdf
saude publica.pdfANA FONSECA
 

Semelhante a Sarampo parasitologia (20)

OBJECTIVOS DO PAV-TOE-4.pptx
OBJECTIVOS DO PAV-TOE-4.pptxOBJECTIVOS DO PAV-TOE-4.pptx
OBJECTIVOS DO PAV-TOE-4.pptx
 
Doenças contagiosas na infância apresentação
Doenças contagiosas na infância apresentaçãoDoenças contagiosas na infância apresentação
Doenças contagiosas na infância apresentação
 
Doenças contagiosas na infância apresentação
Doenças contagiosas na infância apresentaçãoDoenças contagiosas na infância apresentação
Doenças contagiosas na infância apresentação
 
Saúde coletiva - Difiteria (crupe)
Saúde coletiva - Difiteria (crupe)Saúde coletiva - Difiteria (crupe)
Saúde coletiva - Difiteria (crupe)
 
Patologias Virais III
Patologias Virais IIIPatologias Virais III
Patologias Virais III
 
Doencas em geral
Doencas em geralDoencas em geral
Doencas em geral
 
Daniela
DanielaDaniela
Daniela
 
Trabalho final de saúde publica ii
Trabalho final de saúde publica iiTrabalho final de saúde publica ii
Trabalho final de saúde publica ii
 
Varicela
VaricelaVaricela
Varicela
 
Varicela
VaricelaVaricela
Varicela
 
Varicela trabalho de bruno e david
Varicela trabalho de bruno e davidVaricela trabalho de bruno e david
Varicela trabalho de bruno e david
 
Varicela
VaricelaVaricela
Varicela
 
Varicela na infância
Varicela na infânciaVaricela na infância
Varicela na infância
 
Saúde coletiva - Caxumba (Parotidite infecciosa)
Saúde coletiva - Caxumba (Parotidite infecciosa)Saúde coletiva - Caxumba (Parotidite infecciosa)
Saúde coletiva - Caxumba (Parotidite infecciosa)
 
Gripe e Influenza A (H1N1)
Gripe e Influenza A (H1N1)Gripe e Influenza A (H1N1)
Gripe e Influenza A (H1N1)
 
Doenças Causadas Por Bactérias
Doenças Causadas Por BactériasDoenças Causadas Por Bactérias
Doenças Causadas Por Bactérias
 
Doenças infantis importantes
Doenças infantis importantes Doenças infantis importantes
Doenças infantis importantes
 
Gripe E Resfriado
Gripe E ResfriadoGripe E Resfriado
Gripe E Resfriado
 
saude publica.pdf
saude publica.pdfsaude publica.pdf
saude publica.pdf
 
Papeira
PapeiraPapeira
Papeira
 

Sarampo parasitologia

  • 2. Sarampo • O Sarampo é uma doença víral, e é uma infecção do sistema respiratório, causada por um paramixovírus do género Morbillivirus. É altamente contagiosa e afecta principalmente crianças. É transmitida através de gotículas expelidas pelo nariz, boca ou garganta de pessoas infectadas. Os sintomas iniciais, que geralmente aparecem 8-12 dias após a infecção, incluem febre alta, coriza, olhos vermelhos, e pequenas manchas brancas na parte interna da boca. Vários dias depois, uma erupção se desenvolve, geralmente começando no pescoço e na face e gradualmente se espalhando pelo corpo.
  • 3. • A maioria das pessoas se recuperam mesmo sem tratamento dentro de 2-3 semanas. Contudo, principalmente as crianças desnutridas e pessoas com imunidade reduzida, o sarampo pode causar complicações sérias, incluindo dor de cabeça, cegueira, diarreia grave, infecção do ouvido e pneumonia. O sarampo pode ser prevenido através da vacinação. o sarampo alem de ser uma doença viral, pode ser uma doença bacteriana, além dos riscos de uma mãe passar para o filho durante a gestação, fazendo assim que o fecto se desenvolva já com complicação no crescimento e ainda depois no nascimento.
  • 4. • A maioria das pessoas se recuperam mesmo sem tratamento dentro de 2-3 semanas. Contudo, principalmente as crianças desnutridas e pessoas com imunidade reduzida, o sarampo pode causar complicações sérias, incluindo dor de cabeça, cegueira, diarreia grave, infecção do ouvido e pneumonia. O sarampo pode ser prevenido através da vacinação. o sarampo alem de ser uma doença viral, pode ser uma doença bacteriana, além dos riscos de uma mãe passar para o filho durante a gestação, fazendo assim que o feto se desenvolva já com complicação no crescimento e ainda depois no nascimento.
  • 5.
  • 6.  O vírus do sarampo é um vírus com genoma de RNA simples de sentido negativo (a sua cópia é que é DNA e serve para síntese proteica). É um vírus envelopado (com membrana lipídica externa) pleomórfico com cerca de 150-300 nanômetros.  Induz a fusão de células infectadas formando células gigantes, o que facilita a sua circulação e multiplicação sem ser reconhecido e inactivado por anticorpos circulantes, e é resistente ao complemento Ele infecta as células fundindo a sua membrana (envelope) com a da célula após acoplagem da sua proteína envelopar, ocorrendo a fusão a receptor específico. Reproduz-se no citoplasma da célula. A sua multiplicação destrói as células excepto nos neurónios Os eritemas cutâneos são causados mais pela acção do sistema imunitário contra o vírus que por ele próprio. A resolução da doença dá imunidade para toda a vida.
  • 7. O sarampo é um dos cinco exantemas da infância clássicos, junto com a varicela, rubéola, eritema infeccioso e roséola. É altamente infeccioso e transmitido por secreções respiratórias como espirros e tosse. Após o início de uso da vacina tornou-se raro nos países que a utilizam de forma eficaz, como Brasil e Europa. Contudo, ainda causa 40 milhões de casos e um a dois milhões de mortes por ano em países sem programas de vacinação eficientes. As epidemias tendem a ocorrer a cada dois ou três anos, necessitando do nascimento de novos bebés susceptíveis para se propagar.
  • 8.  Sinais e Sintomas  No Período prodrômico: corresponde ao período de tempo entre os primeiros sintomas da doença e o início dos sinais ou sintomas com base no qual o diagnóstico pode ser estabelecido, alguns dos sintomas possíveis são:  coriza,  Mal estar geral,  Febre alta,  Infecções de garganta,  Infecção no nariz,  Aversão a luz,  Conjuntivite,  Tosse com catarro,  Dificuldade de ingestão e;  Sinal de Koplik (pequenos pontos brancos rodeados de uma zona vermelha, que se agrupam na mucosa interna das bochechas).
  • 9. Período Exantemático: Ocorre piora dos sintomas do período prodrômico, e as complicações podem incluir:  Erupções cutâneas por todo corpo,  Secreções aumentadas nas vias respiratórias superiores]],  Elevada produção de muco nos pulmões,  Voz rouca,  Faringe e boca inflamadas.  Período descamativo: nesse período as manchas escurecem e surge a descamação fina, febre e tosse diminuem sensivelmente.  Possíveis complicações:  Conjuntivite intensa,  Pneumonia  Infecção no ouvido  Diarreia  Encefalite  raramente pode evoluir para a panencefalite esclerosante subaguda
  • 10.  Transmissão  A principal forma de contágio é através da saliva ou outra secreção contaminada.  É espalhada pela tosse, espirros, beijos, pelas gotículas que saem quando se fala e qualquer outra forma de contacto com fluidos do nariz de uma pessoa infectada e boca, directamente ou através de objectos (como copos e talheres). É altamente contagiosa, 90% das pessoas que ainda não possuem imunidade são contaminadas caso compartilhem o mesmo ambiente com uma pessoa infectada por algumas horas por dia (casa, creche, escola, trabalho...). O período contagioso começa 2-4 dias antes do aparecimento das marquinhas pelo corpo e continua até 2-5 dias após o início delas (Infectividade de quatro a nove dias no total).
  • 11.
  • 12.  Diagnóstico O diagnóstico é clínico devido às características muito típicas, especialmente as manchas de Koplik - manchas brancas na mucosa da boca. parte interna da bochecha. Pode ser feita detecção de antigénios em amostra de sangue  Possíveis diagnósticos diferenciais incluem outras doenças exantemáticas febris agudas como rubéola, exantema súbito, dengue, enteroviroses, escabiose e sífilis secundária.
  • 13.  Prevenção  A prevenção é feita por vacinas. Geralmente a criança que nascem com algumas células de defesa da mãe protegendo-a e toma a primeira dose de vacina entre o primeiro e o segundo ano de vida, e a segunda dose entre os quatro e os cinco anos. Caso alguma criança seja identificada com a doença é recomendado que todos indivíduos não vacinados da região tomem a vacina imediatamente e os indivíduos contaminados fiquem de repouso em casa longe dos que não tenham a imunidade.
  • 14.  Quando não ocorrem complicações, o doente fica curado em 15 dias, o risco de transmissão se torna nulo apenas depois de 10 dias. Antes disso é recomendado evitar aglomerações.  Adultos que nunca tomaram a vacina também devem ser vacinados, desde que não tenham condições de risco (imunidade baixa, grávidas, lactantes...). Os riscos de desenvolver complicações e morrer são maiores após os 20 anos. O risco de mortalidade é de cerca de 10- 15% para pessoas que desenvolvem complicações.
  • 15.
  • 16.  Tratamento  Complicações são mais comuns em crianças menores de cinco anos de idade, ou adultos com mais de 20 anos de idade. Indivíduos com sistema imunológico enfraquecido são especialmente vulneráveis a complicações.  Pacientes com sarampo devem descansar, beber bastante água e sucos, ter uma alimentação saudável rica em vitaminas, limpar os olhos com água morna, tomar antitéticos caso tenham febre alta e evitar coçar as manchas para não deixar feridas e cicatrizes. Pessoas não imunizadas devem passar um tempo
  • 17. O consumo de vitamina A ajuda a proteger crianças com menos de dois anos de complicações nos olhos e diminui a mortalidade. Beber soro fisiológico ajuda a prevenir desidratação causada pela diarreia e vómito.