Os maias

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Os maias

  1. 1. 11ºTurismo ESCOLA SECUNDARIA FERREIRA DIAS Modulo 8 Português Obras De Eça De Queiroz Os Maias Episódios Da Vida Romântica Capitulo XVI Teatro Da Trindade Professora: Natividade Filipe1 Carina Silva nº8 Fábio Evo nº 13 Tiago Soares nº25 Tiago Montes nº26
  2. 2. 11ºTurismo ESCOLA SECUNDARIA FERREIRA DIAS Modulo 8 PortuguêsÍndiceIntrodução..................................................................3R e s u m o d o C a p i t u l o X V I .................................4O espaço físico..........................................................6Capitulo XVI“ Sarau Literário do Teatro daTrindade” ....................................................................7O modo como este espaço motiva os diálogosentre as personagens e se projecta nos seuscomportamentos. .....................................................9Actualidade da obra entre as temáticasdebatidas nesse espaço .......................................12Conclusão ................................................................13 2 Carina Silva nº8 Fábio Evo nº 13 Tiago Soares nº25 Tiago Montes nº26
  3. 3. 11ºTurismo ESCOLA SECUNDARIA FERREIRA DIAS Modulo 8 PortuguêsIntroduçãoFizemos este trabalho que nos foi proposto pelaprofessora, para conseguirmos ter mais conhecimentoacercado capítulo XVI. 3 Carina Silva nº8 Fábio Evo nº 13 Tiago Soares nº25 Tiago Montes nº26
  4. 4. 11ºTurismo ESCOLA SECUNDARIA FERREIRA DIAS Modulo 8 PortuguêsResum o do Cap it ulo X VINeste capítulo sabemos que a Maria já estavainstalada na Rua de S. Francisco, terminado o jantar,e Ega insistia com Carlos para irem ao sarau debeneficência que se realizava no Teatro da Trindadeem favor das vítimas das cheias.Carlos, com alguma resistência ao princípio aceita aideia de ir, já que o Cruges era um dos actuantes.Juntamente com o Ega, suporta estoicamente odiscurso de um parlamentar arrebatado, a actuaçãodo Cruges, e assiste ao Triunfo do Alencar, que recitaum poema seu, dedicado à Democracia, tudointercalado com idas ao botequim e conversas decorredor com os conhecidos.É no botequim que, pela mão de Alencar, o Egatrava conhecimento com o Sr. Guimarães, o tio doDâmaso, que se sentira atingido pelas declaraçõesdo sobrinho na célebre carta que o Ega redigira. Osobrinho alegara que assinara sob coacção. Mas,sabendo-o mentiroso, o Sr. Guimarães apenasdesejava que o Sr. Ega declarasse que não oconsiderava um bêbado, coisa que o Ega fez semdificuldade, pois, além do mais, simpatizara comaquele patriarca anarquista e republicano.Carlos, tendo apercebido o Eusebiozinho a sair dosarau, foi-lhe no encalço e cobrou-lhe com umatareia a intervenção que tivera no caso da Corneta.Mas, quando se tratou de regressarem a casa, os dois 4 Carina Silva nº8 Fábio Evo nº 13 Tiago Soares nº25 Tiago Montes nº26
  5. 5. 11ºTurismo ESCOLA SECUNDARIA FERREIRA DIAS Modulo 8 Portuguêsamigos, Carlos e Ega, desencontram-se, e Egacaminhava com o Cruges pela Rua Nova daTrindade, quando se ouviu chamado pelo Sr.Guimarães.O caso é que o Sr. Guimarães sabia o Sr. Ega, íntimodo Sr. Carlos da Maia. E ele, Sr. Guimarães, fora muitoamigo, em Paris, da mãe, que lhe confiara, antes demorrer, um cofre onde estariam, segundo ele, papéisimportantes. Como estava perdida, pedia ao Sr. Egaque entregasse o cofre ou ao Carlos ou à sua irmã. E,perante a estupefacção do Ega, o Sr. Guimarãesrevela candidamente ao Ega que Maria Eduarda erairmã de Carlos, aliás, o Sr. Ega devia estar informadomas não estava informado, mas, se dar por achado,arranca do Sr. Guimarães a história que, em tudo epor tudo, condiz com a que Maria Eduarda contara aCarlos. E, de posse do cofre, correndo para oRamalhete, Ega realiza, atordoado, a enormidade dasituação: Carlos amante da sua irmã! Que fazer?Indeciso numa primeira fase, toma depois a resoluçãode não pactuar com essa situação horrorosa e decontar tudo ao Vilaça, o procurador dos Maias, paraque seja este a dar notícia a Carlos. 5 Carina Silva nº8 Fábio Evo nº 13 Tiago Soares nº25 Tiago Montes nº26
  6. 6. 11ºTurismo ESCOLA SECUNDARIA FERREIRA DIAS Modulo 8 PortuguêsO espaço físico Nota-se o gosto dos portugueses, dominados por valores caducos, enraizados num sentimentalismo educacional e sociais ultrapassados. Total ausência de espírito crítico e analítico da alta burguesia e da aristocracia nacionais e a sua falta de cultura. Rufino, o orador “sublime”, que pregava a “caridade” e o “progresso”, representa a orientação mental daqueles que o ouviam: a sua retórica vazia e impregnada de artificialismos barrocos e ultra-românticos traduz a sensibilidade literária da época, o seu enaltecimento à nação e à família. Cruges, que tocou Beethoven, representa aqueles que, em Portugal, se distinguiam pelo verdadeiro amor à arte e que, tocando a Sonata patética, surgiu como alvo de risos mal disfarçados, depois de a marquesa dizer que se tratava da Sonata Pateta, o que o tornaria o fiasco da noite. Alencar declamou “A Democracia”, depois de “um maganão gordo” lamentar que nós Portugueses, não aproveitássemos “herança dos nossos avós”,revelando um patriotismo convincente. O poeta aliava, agora, poesia, e política, numa encenação exuberante, que traduzia a sua emoção pelo facto de ter ouvido “uma voz saída do fundo dos séculos” e que o levava a querer a República, essa ”aurora”(e os aplausos foram numerosos) que viria com Deus. 6 Carina Silva nº8 Fábio Evo nº 13 Tiago Soares nº25 Tiago Montes nº26
  7. 7. 11ºTurismo ESCOLA SECUNDARIA FERREIRA DIAS Modulo 8 PortuguêsCapitulo XVI“ Sarau Literário do Teatro da Trindade”As Personagens que frequentam o Sarau da Trindadesão: Carlos da Maia, João da Ega, Craft, Cruges,Alencar, Rufino, Sr. Guimarães, Eusebiozinho.Havia dois temas debatidos, sendo um deles o estadoagrícola da província do Minho e o outro o estado dapolítica em Portugal, que era um bom exemplo derealismo, o estilo que naquela altura predominava.Carlos da MaiaCaracterização Física: belo, alto, bem constituído,ombros largos, olhos negros, pele branca, cabelosnegros e ondulados, barba fina, castanha escurapequena e aguçada no queixo. Tinha bigodearqueado.Caracterização psicológica: culto, bem-educado(educação à inglesa), de gostos requintados.João da Ega- EscritorCaracterização Física: nariz adunco, pescoçoesganiçado, punhos tísicos e pernas e cegonha.Caracterização psicológica: é a projecção literáriade Eça de Queirós. Por um lado, romântico esentimental, por outro, progressista e crítico. Boémio,excêntrico, exagerado, caricatural, leal e romântico.Craft 7 Carina Silva nº8 Fábio Evo nº 13 Tiago Soares nº25 Tiago Montes nº26
  8. 8. 11ºTurismo ESCOLA SECUNDARIA FERREIRA DIAS Modulo 8 PortuguêsCaracterização psicológica: representa a formaçãobritânica, o exemplo do que deve ser um homem. Éculto e forte, de hábitos rígidos, rico e boémio.Cruges- Maestro e PianistaCaracterização Física: olhinhos piscos e narizespetado.Caracterização psicológica: desmotivado e patético.Alencar- Poeta do ultra-romantismoCaracterização Física: muito alto, com uma faceencaveirada, olhos encovados, e sob o nariz aquilino,longos, espessos e românticos bigodes grisalhos.Caracterização psicológica: não tem defeitos epossui um coração grande e generoso.Sr. Guimarães- DemocrataCaracterização Física: largas barbas e um grandechapéu de abas à moda de 1830.Eusebiozinho- representa a educação reaccionáriaportuguesa.Caracterização psicológica: tísico, molengão,tristonho e corrupto. 8 Carina Silva nº8 Fábio Evo nº 13 Tiago Soares nº25 Tiago Montes nº26
  9. 9. 11ºTurismo ESCOLA SECUNDARIA FERREIRA DIAS Modulo 8 PortuguêsO modo como este espaço motiva os diálogos entreas personagens e se projecta nos seuscomportamentos.Houve um jantar na Rua de S.Francisco, onde Egaperguntou a Maria se não ia ao sarau da Trindade, àqual esta respondeu: “não me interessa, estou muitocansada”.Carlos Eduardo da Maia murmurou dizendo que erauma seca.Ega protestou e acabou por convencer Maria a ir aosarau dizendo que neste sarau iria ver por dez tostõesuma coisa também rara que era a alma sentimentalde um povo exibindo-se num palco.Carlos perguntou a Ega quem era o Rufino e Egarespondeu que não sabia mas que ouvira dizer queera um deputado, um bacharel e um inspirado.Maria que andava à procura dos nocturnos deChopin perguntou se esse Rufino era o grande oradorde que falavam na Toca, à qual responderam quenão e que este era uma pessoa séria, um amigo deCoimbra, o José Clemente.Este Rufino era um ratão de pêra grande, deputadopor Monção e que era bastante sublime nessa arte.Depois de terem trocado opiniões sobre Rufino, Carlosteve uma ideia que era o sarau ser realizado ondeeles se encontravam. 9 Carina Silva nº8 Fábio Evo nº 13 Tiago Soares nº25 Tiago Montes nº26
  10. 10. 11ºTurismo ESCOLA SECUNDARIA FERREIRA DIAS Modulo 8 PortuguêsNesse sarau Maria tocaria Beethoven, Carlos e Egadeclamaria Musset.Maria perguntou “e há melhores cadeiras”e Carlosafirmou “melhores poetas”, “bons charutos”, “bomconhaque”.Depois de terem abandonado o sarau Carlos, disse aEga que estava contente em ter deixado os Olivaispois poderiam reunir-se para um bocado de cavacoe de literatura.Carlos tencionava arranjar a sala com mais gosto econforto para quando os amigos viessem cear.Queria também lançar a Revista que era a supremapândega intelectual, tudo isto anunciava um Invernochique a valer (como dizia Dâmaso).Ao entrarem no Teatro da Trindade, Carlos e Egacomeçaram a ouvir bater palmas e pensaram logoque fosse Cruges que estivesse a actuar, mas não, erao Rufino, o que não interessava a Carlos.Como estava sem curiosidade Carlos ficou junto deTeles da Gama, mas como era magro e esguio foirompendo pela coxia tapetada de vermelho.Algum tempo depois Ega reparou que Rufino seestava a fazer a uma princesa que dera seiscentos milreis para os inundados do Ribatejo.Ega já estava farto do Rufino e estava com aimpressão de que o padre cheirava mal, voltou paratrás para desabafar com Carlos. 10 Carina Silva nº8 Fábio Evo nº 13 Tiago Soares nº25 Tiago Montes nº26
  11. 11. 11ºTurismo ESCOLA SECUNDARIA FERREIRA DIAS Modulo 8 PortuguêsEga perguntou a Carlos “ Tu imaginavas uma bestaassim”, à qual murmurou Carlos “Horroroso”,eperguntou quando iria tocar Cruges.Carlos e Ega ao ouvirem atrás de si a ciciaremdiscretamente: bonsoir, messieurs, olharam para trás eera Steinbroken e o seu secretário.Steinbroken perguntou a Ega se Rufino era o grandeorador de que lhe tinha falado, e Ega afirmou compatriotismo que era um dos maiores oradores daEuropa.Depois da actuação de Cruges, D.Maria teve umasurpresa que foi ver o Sr. Carlos da Maia (o PríncipeTenebroso).Mais à frente neste capítulo, o Sr. Guimarães e o Egaiam descendo o Chiado e Ega parou um momento eficou a olhar para o velho, e depois perguntou se eletinha conhecido muito bem a Maria Monforte.De referir que no final deste capítulo, Vilaça tinhadeixado uma carta a Ega lembrando a este que aletrinha de duzentos mil réis no Banco Popular venciadaí a dois dias, e a reacção de Ega foi de fúria,atirando a carta amarrotada para o chão. 11 Carina Silva nº8 Fábio Evo nº 13 Tiago Soares nº25 Tiago Montes nº26
  12. 12. 11ºTurismo ESCOLA SECUNDARIA FERREIRA DIAS Modulo 8 PortuguêsActualidade da obra entre as temáticas debatidasnesse espaçoEga vai jantar à Rua de S. Francisco com Carlos eMaria Eduarda. Nos olhos do Ega e a fim de tentarconvencer Carlos ele diz que “Ora a Sr. a D. Maria,neste sarau, ia ver por dez tostões uma coisa tambémrara alma sentimental de um povo exibindo−se numpalco, ao mesmo tempo nua e de casaca.” Asinstâncias de Ega, Carlos vão ao sarau debeneficência, em favor das vítimas das cheias, noTeatro da Trindade. No sarau intervêm: Rufino, quefala da caridade e do progresso, recorrendo aimagens pouco originam. Num registo inflamado eapelando à emoção e à sensibilidade do público.Também Rufino mete na conversa a natureza queatacava os seus filhos neste caso os homens. No qualiria espalhar o terror. Nesse jantar houve tantasperguntas como no advento sublime da República?Se Era o pão carinhoso dado à criança? Se era amão justa estendida ao proletário? Se Era aesperança? 12 Carina Silva nº8 Fábio Evo nº 13 Tiago Soares nº25 Tiago Montes nº26
  13. 13. 11ºTurismo ESCOLA SECUNDARIA FERREIRA DIAS Modulo 8 PortuguêsConclusãoCom este trabalho ficamos a sabre, que Carlos eMaria Eduarda eram irmãos através pelo Sr.Guimarães que revela ao Ega mas Ega sabia queeram amantes e não sabia que fazer e contou aoVilaça, também um pouco mais acerca do teatro daTrindade. 13 Carina Silva nº8 Fábio Evo nº 13 Tiago Soares nº25 Tiago Montes nº26

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