Os Maias Episódios da Vida Romântica Eça de Queirós Katipsoi Zunontee
Planos de acção <ul><li>2 planos de acção: </li></ul><ul><li>O 1º centra-se na família Maia e integra uma intriga secundár...
Relação Causa – Efeito entre os 2 planos <ul><li>Interligação entre os dois planos  através da personagem Carlos da Maia; ...
Esquema dos Planos da Acção Katipsoi Zunontee Carlos vê Maria Eduarda Jantar no Hotel Central Cap. VI Cap. VI Corridas de ...
Estrutura  Actancial <ul><li>Sujeito –  Procura um determinado objectivo </li></ul><ul><li>Objecto – Realidade procurada p...
Personagens da Intriga Principal – Estrutura  Actancial <ul><li>Sujeito  – Carlos da Maia </li></ul><ul><li>Objecto  – Mar...
Personagens da Intriga Secundária – Estrutura Actancial <ul><li>Sujeito  – Pedro da Maia </li></ul><ul><li>Objecto  – Mari...
Personagens Secundárias e Figurantes <ul><li>Tomás de Alencar </li></ul><ul><li>Eusébiozinho </li></ul><ul><li>Dâmaso Salc...
Estrutura da Novela/ Romance – 18 Capítulos <ul><li>Cap. I - situa-nos em 1875 – Carlos e Afonso vêm viver para o Ramalhet...
Vida da família desde a juventude de Afonso (Analepse – Caps I a IV) <ul><li>Ida de Afonso para Inglaterra. </li></ul><ul>...
<ul><li>Paixão de Pedro por M. Monforte. </li></ul><ul><li>Casamento de Pedro. </li></ul><ul><li>Nascimento de 2 filhos. <...
Cap. IV - Cap. XVIII:  Retoma-se o ano de 1875  <ul><li>Quotidiano de Carlos: vida familiar, vida social, vida profissiona...
O Narrador <ul><li>Focalização  omnisciente  – cap.I a cap.IV –Vida da família Maias – esporadicamente, ao longo do romanc...
Estrutura trágica  Desafio – Peripécia – Reconhecimento - Catástrofe <ul><li>O tema do incesto que inviabiliza qualquer so...
<ul><li>Presságios  e  Indícios . </li></ul><ul><li>(palavras de Ega, cap. VI, 152; semelhanças que Carlos encontra entre ...
Elementos simbólicos <ul><li>O Ramalhete – Ascensão e queda de  Os Maias. </li></ul><ul><li>A Toca – esconderijo de amor p...
Leitura simbólica <ul><li>Expressão do tédio e da decadência nacional, espelho do desânimo da Geração de 70, transformada ...
Passeio Final – Leitura simbólica <ul><li>O romântico passeio público é substituído pela moderna avenida mas, nada mudou n...
Katipsoi Zunontee Símbolo Espacial “  Estátua triste de Camões” “  Os altos da Cidade”, “O Castelo”, “ Os Palacetes decrép...
Classificação Literária <ul><li>Romance de espaço – relevo da análise do espaço social da 2ª metade do século XIX – microc...
Linguagem e estilo Queirosianos Katipsoi Zunontee
Impressionismo <ul><li>Construções impessoais </li></ul><ul><li>Anteposição da qualidade do objecto </li></ul><ul><li>Mist...
Katipsoi Zunontee Incidência nas qualidades visuais ao nível da cor e da luz <ul><li>“ avistou  uma claridade  que se movi...
Katipsoi Zunontee Anteposição da característica cromática ou luminosa do objecto, ao próprio objecto <ul><li>“ entre as ve...
O adjectivo Katipsoi Zunontee Adjectivação que animiza dados objectivos <ul><li>“ por cima uma  tímida  fila de janelinhas...
Katipsoi Zunontee Adjectivo com valor adverbial <ul><li>“ Carlos (…) deu uma volta curiosa e  lenta  pela sala” </li></ul>
O advérbio Katipsoi Zunontee Adverbiação dupla (em que um dos advérbios aponta para a realidade emocional) <ul><li>“ Cruge...
<ul><li>Visão metafórica:  “ copas  mesquinhas  das árvores” </li></ul><ul><li>Sinestesias: “  luz  macia ” </li></ul><ul>...
Uso do verbo <ul><li>Predilecção pelo gerúndio, superior em poder descritivo, ao imperfeito ou ao infinitivo, evitando as ...
O verbo Katipsoi Zunontee Verbos derivados de cor (a provocar um efeito impressionista) <ul><li>“ estátua de mármore (…)  ...
Katipsoi Zunontee Utilização do gerúndio <ul><li>“ Ega andava-se  formando  em Direito, mas devagar, muito pausadamente – ...
O diminutivo Katipsoi Zunontee Usado normalmente com intenções de ironia e caricatura <ul><li>“ Mas o menino, molengão e t...
Neologismos <ul><li>Substantivos :  Faiscação ,  lambisgonhice ,  politicote . </li></ul><ul><li>Adjectivos:  escrevinhado...
Galicismos <ul><li>Avenida  –alameda </li></ul><ul><li>Chaminé  – fogão </li></ul><ul><li>Conduta  – procedimento </li></u...
Caricatura e contraste Katipsoi Zunontee Caricatura <ul><li>Na construção das personagens tipo é, com frequência, utilizad...
Construção Frásica <ul><li>Período linear, frase curta, com justaposição de ideias sem  subordinação; ordem directa da fra...
Discurso indirecto livre Katipsoi Zunontee Falas das personagens incorporadas no discurso do próprio narrador Frequentemen...
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Katipsoi zunontee guerreiro_os_maias

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Os Maias, by Katipsoi Zunontee
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Katipsoi zunontee guerreiro_os_maias

  1. 1. Os Maias Episódios da Vida Romântica Eça de Queirós Katipsoi Zunontee
  2. 2. Planos de acção <ul><li>2 planos de acção: </li></ul><ul><li>O 1º centra-se na família Maia e integra uma intriga secundária – Pedro/ M. Monforte, e uma intriga principal – Carlos/ M. Eduarda. </li></ul><ul><li>O 2º, decorrente do subtítulo da obra, é a crónica de costumes, amplo quadro do ambiente sociocultural no qual se movem as personagens. </li></ul>Katipsoi Zunontee
  3. 3. Relação Causa – Efeito entre os 2 planos <ul><li>Interligação entre os dois planos através da personagem Carlos da Maia; a crónica de costumes apresenta-o em ligação com o meio social: </li></ul><ul><li>Momentos importantes para o desenrolar da intriga principal acontecem imediatamente antes ou depois de episódios da crónica de costumes. </li></ul>Katipsoi Zunontee
  4. 4. Esquema dos Planos da Acção Katipsoi Zunontee Carlos vê Maria Eduarda Jantar no Hotel Central Cap. VI Cap. VI Corridas de Cavalos Carlos vai a casa de M. a seu pedido Cap. X Cap XI Jantar em casa dos Gouvarinho Início e desenrolar da relação Carlos/ Maria Cap. XII Cap. XII a XVI Sarau no Trindade Separação de Carlos e Maria Cap. XVI Cap. XVII
  5. 5. Estrutura Actancial <ul><li>Sujeito – Procura um determinado objectivo </li></ul><ul><li>Objecto – Realidade procurada pelo sujeito </li></ul><ul><li>Destinador – Facilita ou dificulta a realização do objectivo </li></ul><ul><li>Destinatário – Beneficiado ou prejudicado pelo sucesso ou insucesso do sujeito </li></ul><ul><li>Adjuvante – ajuda na busca do objecto </li></ul><ul><li>Oponente – Dificulta a consecução do objectivo </li></ul>Katipsoi Zunontee
  6. 6. Personagens da Intriga Principal – Estrutura Actancial <ul><li>Sujeito – Carlos da Maia </li></ul><ul><li>Objecto – Maria Eduarda </li></ul><ul><li>Destinador – O destino – materializado em Guimarães </li></ul><ul><li>Destinatário – Carlos da Maia; Maria Eduarda; Afonso da Maia ( personagens directamente afectadas palas revelações de Guimarães.) </li></ul><ul><li>Oponente – Afonso da Maia ( a partir do momento em que sabe qual a relação Carlos/ M. Eduarda) </li></ul><ul><li>Adjuvante – João da Ega </li></ul>Katipsoi Zunontee
  7. 7. Personagens da Intriga Secundária – Estrutura Actancial <ul><li>Sujeito – Pedro da Maia </li></ul><ul><li>Objecto – Maria Monforte </li></ul><ul><li>Destinador – Factores naturalistas </li></ul><ul><li>Destinatário – Pedro da Maia e Afonso da Maia </li></ul><ul><li>Oponente – Afonso da Maia </li></ul><ul><li>Adjuvante – Alencar </li></ul>Katipsoi Zunontee
  8. 8. Personagens Secundárias e Figurantes <ul><li>Tomás de Alencar </li></ul><ul><li>Eusébiozinho </li></ul><ul><li>Dâmaso Salcede </li></ul><ul><li>Guimarães </li></ul><ul><li>Taveira </li></ul><ul><li>Conde Gouvarinho </li></ul><ul><li>Condessa Gouvarinho </li></ul><ul><li>Conde Steinbroken </li></ul><ul><li>Sousa Neto </li></ul><ul><li>Jacob Cohen </li></ul><ul><li>Palma Cavalão </li></ul><ul><li>Raquel Cohen </li></ul><ul><li>Vilaça Júnior </li></ul><ul><li>Cruges </li></ul><ul><li>Craft </li></ul><ul><li>General Sequeira </li></ul><ul><li>D. Diogo </li></ul><ul><li>Miss Sara </li></ul><ul><li>Rosa </li></ul><ul><li>Domingos </li></ul><ul><li>Rufino </li></ul><ul><li>Caetano da Maia </li></ul>Katipsoi Zunontee
  9. 9. Estrutura da Novela/ Romance – 18 Capítulos <ul><li>Cap. I - situa-nos em 1875 – Carlos e Afonso vêm viver para o Ramalhete, em Lisboa. </li></ul><ul><li>Cap. I - Início da Analepse que termina no capítulo IV – Novela - Eventos que abarcam cerca de 50 anos, em ritmo rápido, sem pausas descritivas, com avanços significativos no tempo. </li></ul>Katipsoi Zunontee
  10. 10. Vida da família desde a juventude de Afonso (Analepse – Caps I a IV) <ul><li>Ida de Afonso para Inglaterra. </li></ul><ul><li>Regresso a Portugal por morte do pai. </li></ul><ul><li>Casamento de Afonso. </li></ul><ul><li>Nascimento de Pedro. </li></ul><ul><li>Exílio voluntário em Inglaterra. </li></ul><ul><li>Infância de Pedro </li></ul><ul><li>Regresso a Portugal. </li></ul><ul><li>Viuvez de Afonso. </li></ul>Katipsoi Zunontee
  11. 11. <ul><li>Paixão de Pedro por M. Monforte. </li></ul><ul><li>Casamento de Pedro. </li></ul><ul><li>Nascimento de 2 filhos. </li></ul><ul><li>Fuga de M. Monforte, acompanhada pela filha. </li></ul><ul><li>Suicídio de Pedro. </li></ul><ul><li>Infância de Carlos em Santa Olávia com o avô. </li></ul><ul><li>Juventude de Carlos em Coimbra. </li></ul>Katipsoi Zunontee
  12. 12. Cap. IV - Cap. XVIII: Retoma-se o ano de 1875 <ul><li>Quotidiano de Carlos: vida familiar, vida social, vida profissional, vida amorosa, centrada na relação com M. Eduarda, a revelação do parentesco, o incesto consciente, a morte de Afonso e a desagregação da família. </li></ul><ul><li>14 capítulos centrados na vida de Carlos, contada ao pormenor, em ritmo lento, com pausas descritivas, estrutura própria de Romance . </li></ul>Katipsoi Zunontee
  13. 13. O Narrador <ul><li>Focalização omnisciente – cap.I a cap.IV –Vida da família Maias – esporadicamente, ao longo do romance. </li></ul><ul><li>Focalização interna – Condução da narrativa do ponto de vista de uma das personagens (Ega, Vilaça, Carlos, etc.): A focalização de Carlos domina tanto na representação do universo social como na concretização dos seus estados de alma mais íntimos e ainda no completar da definição de personagens apresentadas pelo narrador omnisciente dos capítulos iniciais, sobretudo, Afonso e Ega. </li></ul>Katipsoi Zunontee
  14. 14. Estrutura trágica Desafio – Peripécia – Reconhecimento - Catástrofe <ul><li>O tema do incesto que inviabiliza qualquer solução pacífica do conflito . </li></ul><ul><li>O estatuto social da família Maias e o prestígio de Carlos, seres de condição superior, atingidos pela tragédia. </li></ul><ul><li>O papel fundamental do destino no desenrolar da acção. </li></ul><ul><li>(Descrição do Ramalhete, cap. I, 8; os nomes, cap: II, 38; referência feita or Ega, cap. VI, 152 e cap: XII, 417; palavras de Carlos sobre M., cap. Xi, 346 e cap. XV, 516; conversa entre Carlos e Ega, cap. XVII, 646) </li></ul>Katipsoi Zunontee
  15. 15. <ul><li>Presságios e Indícios . </li></ul><ul><li>(palavras de Ega, cap. VI, 152; semelhanças que Carlos encontra entre M. Eduarda e o seu avô, cap. XIV, 417; a toca e o quarto de M. Eduarda, cap. XIII, 433 e seguintes, a 1ª noite de Carlos e M.; cap.XIV, 458) </li></ul><ul><li>Desafio de Carlos aos valores defendidos pelo avô, ao envolver-se com M. Eduarda, peripécia que altera os acontecimentos e abre caminho ao reconhecimento da relação incestuosa e à catástrofe da morte de Afonso. </li></ul>Katipsoi Zunontee
  16. 16. Elementos simbólicos <ul><li>O Ramalhete – Ascensão e queda de Os Maias. </li></ul><ul><li>A Toca – esconderijo de amor proibido. </li></ul><ul><li>O Cofre – Materialização do destino. </li></ul><ul><li>O Passeio Final de Carlos e Ega – Glória do passado, inércia presente do país sem estímulos para construir um futuro. </li></ul>Katipsoi Zunontee
  17. 17. Leitura simbólica <ul><li>Expressão do tédio e da decadência nacional, espelho do desânimo da Geração de 70, transformada no grupo dos vencidos da vida, como Carlos e Ega que embora dotados de um olhar crítico, se deixam contaminar pelo tédio nacional que não deixa Portugal sair do atraso em que vive. </li></ul><ul><li>Carlos regressa a Portugal em 1875, vem cheio de projectos mas estes vão sendo adiados, sucessivamente. </li></ul><ul><li>Ega nunca irá escrever “ As memórias de um Átomo”. </li></ul>Katipsoi Zunontee
  18. 18. Passeio Final – Leitura simbólica <ul><li>O romântico passeio público é substituído pela moderna avenida mas, nada mudou no país (“ Isto é horrível quando se vem de fora”; “Falhámos a vida, menino!”) </li></ul><ul><li>A “ estátua triste” de Camões é o símbolo da tristeza nacional </li></ul><ul><li>O consultório de Carlos permanece fechado, lembrando a frustração dos projectos. </li></ul><ul><li>O Ramalhete em ruínas evoca a ruína da família. </li></ul><ul><li>O grupo de amigos de Carlos continua mergulhado no diletantismo snob, ocioso e improdutivo. </li></ul>Katipsoi Zunontee
  19. 19. Katipsoi Zunontee Símbolo Espacial “ Estátua triste de Camões” “ Os altos da Cidade”, “O Castelo”, “ Os Palacetes decrépitos “ Chiado/ Restauradores Símbolo Humano Luís de Camões “ O Frade pingue”, “ Beatas de mantilha”,” Irmandades”, “ A tropa” “ A mesma sentinela sonolenta”, “ vadios”, sujeitos melancólicos”, Dâmaso e Eusébiozinho Época Histórica Simbolizada Portugal Expansionista (anterior a 1580) Portugal Absolutista ( anterior a 1820) Portugal Regenerado ( posterior a 1851) Sentimento Despertado Nostalgia Autenticidade ( condicionada) Decadência/ Frustração
  20. 20. Classificação Literária <ul><li>Romance de espaço – relevo da análise do espaço social da 2ª metade do século XIX – microcosmo da sociedade lisboeta que representa o país. </li></ul><ul><li>Romance naturalista – relevo dado à influência da hereditariedade, do meio e da educação em personagens como Pedro , Carlos, Maria Eduarda. </li></ul>Katipsoi Zunontee
  21. 21. Linguagem e estilo Queirosianos Katipsoi Zunontee
  22. 22. Impressionismo <ul><li>Construções impessoais </li></ul><ul><li>Anteposição da qualidade do objecto </li></ul><ul><li>Mistura de percepções por vezes contraditórias que traduzem, frequentemente, a ironia e a hipálage. </li></ul>Katipsoi Zunontee
  23. 23. Katipsoi Zunontee Incidência nas qualidades visuais ao nível da cor e da luz <ul><li>“ avistou uma claridade que se movia no fundo do quarto.(…) O clarão chegava, crescendo; a luz surgiu – e com ela o avô (…) Depois, com a cabeça branca a tremer, Afonso atravessou o patamar, onde a luz sobre o veludo espalhava um tom de sangue ” (pág. 169) </li></ul>Acentuação de traços visíveis nas personagens (o que, frequentemente, produz um efeito de ironia) <ul><li>“ passava horas à banca de Carlos, aplicado e vermelho , com a ponta da língua de fora , o olho redondo .” (pág. 175) </li></ul>
  24. 24. Katipsoi Zunontee Anteposição da característica cromática ou luminosa do objecto, ao próprio objecto <ul><li>“ entre as velas do piano, que lhe punham um traço de luz no perfil puro e tons de ouro esfiado no cabelo, o incomparável ebúrneo da sua pele ganhava em esplendor e mimo..” (pág. 153) </li></ul>
  25. 25. O adjectivo Katipsoi Zunontee Adjectivação que animiza dados objectivos <ul><li>“ por cima uma tímida fila de janelinhas…” </li></ul><ul><li>“ casarão de paredes severas …” (pág. 143) </li></ul>Adjectivação dupla (em que um dos adjectivos aponta para a realidade emocional) <ul><li>“ fértil e estúpida província espanhola…” (pág. 162) </li></ul><ul><li>“ os seus dois olhos redondos e agoirentos” </li></ul>Adjectivação tripla (ou utilização de ainda mais adjectivos para caracterizar a mesma realidade) <ul><li>“ traziam (Pedro) dias e dias mudo , murcho , amarelo …” (pág. 147) </li></ul><ul><li>“ longos , espessos , românticos bigodes grisalhos ” (pág. 176) </li></ul>
  26. 26. Katipsoi Zunontee Adjectivo com valor adverbial <ul><li>“ Carlos (…) deu uma volta curiosa e lenta pela sala” </li></ul>
  27. 27. O advérbio Katipsoi Zunontee Adverbiação dupla (em que um dos advérbios aponta para a realidade emocional) <ul><li>“ Cruges respirava largamente , voluptuosamente ” (pág.178) </li></ul>Adverbiação tripla <ul><li>“ ambos insensivelmente , irresistivelmente , fatalmente marchando um para o outro” (pág. 145) </li></ul>Adverbiação com efeito de superlativação <ul><li>“ Ser verdadeiramente ditoso” (pág. 153) </li></ul>
  28. 28. <ul><li>Visão metafórica: “ copas mesquinhas das árvores” </li></ul><ul><li>Sinestesias: “ luz macia ” </li></ul><ul><li>O advérbio como superlativação do adjectivo: “Na sua terrível perturbação, Carlos achava só esta palavra melancolicamente estúpida ” </li></ul>Katipsoi Zunontee
  29. 29. Uso do verbo <ul><li>Predilecção pelo gerúndio, superior em poder descritivo, ao imperfeito ou ao infinitivo, evitando as orações relativas e introduzindo factos em continuidade e fluente perenidade. </li></ul><ul><li>Substituição dos verbos introdutórios do discurso directo por verbos de acção. </li></ul>Katipsoi Zunontee
  30. 30. O verbo Katipsoi Zunontee Verbos derivados de cor (a provocar um efeito impressionista) <ul><li>“ estátua de mármore (…) enegrecendo a um canto” (pág. 143) </li></ul>Uso metafórico do verbo <ul><li>“ os dois olhos do velho (…) caíram sobre ele, ficaram sobre ele, varando-o até às profundidades da alma, lendo lá o seu segredo.” (pág. 169) </li></ul>Animização através do verbo <ul><li>“ o alto repuxo cantava” (pág. 181) </li></ul><ul><li>“ as paredes (…) onde já desmaiavam as rosas das grinaldas e as faces dos cupidinhos.” (pág. 143) </li></ul>
  31. 31. Katipsoi Zunontee Utilização do gerúndio <ul><li>“ Ega andava-se formando em Direito, mas devagar, muito pausadamente – ora reprovado, ora perdendo o ano.” (pág. 171) </li></ul>Criação de neologismos (verbos novos com sentido cómico ou irónico) <ul><li>“ na Havanesa fumavam também outros vadios, de sobrecasaca, politicando .” (pág. 191) </li></ul>
  32. 32. O diminutivo Katipsoi Zunontee Usado normalmente com intenções de ironia e caricatura <ul><li>“ Mas o menino, molengão e tristonho, não se descolava das saias da titi : teve ela de o pôr de pé, ampará-lo, para que o tenro prodígio não aluísse sobre as perninhas flácidas; e a mamã prometeu-lhe que, se dissesse os versinhos , dormia essa noite com ela… Isto decidiu-o (…) </li></ul><ul><li>Disse-a toda – sem se mexer, com as mãozinhas pendentes, os olhos mortiços pregados na titi .” (pág. 160) </li></ul>
  33. 33. Neologismos <ul><li>Substantivos : Faiscação , lambisgonhice , politicote . </li></ul><ul><li>Adjectivos: escrevinhador , chuviscoso , pensabudo . </li></ul><ul><li>Verbos: esverdinhar , gouvarinhar , insipidaram. </li></ul><ul><li>Advérbios de modo: gordamente , animalmente , gordalhufamente . </li></ul>Katipsoi Zunontee
  34. 34. Galicismos <ul><li>Avenida –alameda </li></ul><ul><li>Chaminé – fogão </li></ul><ul><li>Conduta – procedimento </li></ul><ul><li>Detalhe – minúcia </li></ul><ul><li>“ Estendeu a mão: mas o primeiro aperto foi goche e mole.” </li></ul>Katipsoi Zunontee
  35. 35. Caricatura e contraste Katipsoi Zunontee Caricatura <ul><li>Na construção das personagens tipo é, com frequência, utilizada a caricatura, através do exagero dos traços físicos, de vestuário, de linguagem, psicológicos ou comportamentais (ver, por exemplo, a personagem Dâmaso – págs. 173 a 175) </li></ul>Contraste <ul><li>O contraste entre personagens ou situações é recorrente na obra. Veja-se o caso de Carlos/Euzebiozinho, (págs... 156 a 161), relação Carlos/M.ª Eduarda, Carlos/Gouvarinho </li></ul>
  36. 36. Construção Frásica <ul><li>Período linear, frase curta, com justaposição de ideias sem subordinação; ordem directa da frase própria da linguagem oral, repetição, antítese e paralelismo. </li></ul><ul><li>Marcas de oralidade. </li></ul>Katipsoi Zunontee
  37. 37. Discurso indirecto livre Katipsoi Zunontee Falas das personagens incorporadas no discurso do próprio narrador Frequentemente o discurso indirecto livre alterna com o discurso directo <ul><li>“ Maria, que procurava os «nocturnos» de Chopin, voltou-se: </li></ul><ul><li>É esse grande orador de que falavam na Toca? Não, não! Esse era outro, a sério, um amigo de Coimbra, o José Clemente, homem de eloquência e de pensamento… Este Rufino era um ratão de pêra grande, (…) e sublime nessa arte, antigamente nacional e hoje mais particularmente provinciana, de arranjar, numa voz de teatro e de papo, combinações sonoras de palavras… </li></ul><ul><li>Detesto isso” – rosnou Carlos.” (pág. 153) </li></ul>

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