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Os Maias - Capitulos XII, XV e XVI.

cronica de costumes dos Maias. Trabalho de portugues.

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Os Maias
 Capítulo XII;
 Capítulo XV;
 Capítulo XVI.
Árvore genealógica
Capítulo XII


 Jantar em casa dos Gouvarinhos.
Objetivo:
Este jantar teve como objetivo juntar a aristocracia (nobreza) e a alta burguesia,
bem como a camada dirigente do país, e “desmascarar” a sua ignorância.
Permitiu, através das conversas, observar a subvalorização dos valores sociais, o
atraso intelectual do país e a mediocridade mental de algumas figuras de alta
burguesia e da aristocracia.
Relação com a intigra central:
Sabendo que a intriga central se foca nos amores de Carlos Eduardo e de Maria
Eduarda, a relação do capítulo XII com esta mesma intriga está no que acontece
a seguir ao jantar: Carlos, depois de sair da casa da tia da Condessa (onde o
mantiveram “aprisionado” durante a tarde), foi visitar Maria Eduarda, onde lhe
declarou o seu amor, que é, por sua vez, correspondido..
Críticas à sociedade Portuguesa:
Durante o jantar, houve momentos onde se discutiu assuntos como a
escravatura (Ega) – “A mulher só devia ter duas prendas: cozinhar bem e
amar bem”; (Conde) – “Decerto o lugar da mulher era junto ao berço, não
na biblioteca”), onde se fez paradoxos e onde se presenciou a
reconciliação entre Carlos e a Condessa. Ao longo da discussão dos vários
temas, o carácter impiedoso e crítico, a ignorância e a superficialidade nas
opiniões foram aspetos que se fizeram notar.
São aspetos como estes que sustentam a crítica que Eça faz à sociedade
portuguesa do século XIX, o qual a caracteriza como fútil, superficial e
ignorante. O facto de se prezar demasiado a importação de modas
estrangeiras também contribui para esta crítica, uma vez que impede o
progresso e a renovação das mentalidades. Assim, constitui uma verdadeira
caricatura da antiga sociedade portuguesa que, apesar de os contextos
serem diferentes, está ainda conservada.
Ambos se envolvem pela primeira vez. Perante o desejo de Maria Eduarda de
viver num lugar mais calmo, longe das coscuvilhices e dos vizinhos, Carlos
compra a Quinta dos Olivais a Craft – Afonso aprova o investimento,
desconhecendo, contudo, o motivo do mesmo.
Personagens intervenientes:
Neste jantar, intervêm os personagens Carlos da Maia, Sousa Neto e sua mulher,
João da Ega, conde e Condessa de Gouvarinho, D. Maria da Cunha e a
baronesa de Alvim, de entre os quais se destacam João da Ega, o Conde e
Condessa de Gouvarinho e Sousa Neto.
João da Ega
Apresentando uma função naturalista e realista na
obra, João da Ega era uma personagem
contraditória.
João da Ega por um lado, mostra-se romântico e
sentimental. Por outro, crítico e sarcástico.
Excêntrico, exagerado, ateu, leal aos seus amigos,
diletante, amigo inseparável de Carlos e um falhado
corrompido pela sociedade.
Conde do Gouvarinho
Conde de Gouvarinho era deputado. Era voltado para o
passado. Tem falhas de memória e revela uma enorme
falta de cultura. É fútil, vaidoso, maçador e
incompetente. Para além disso, não compreende a ironia
sarcástica de Ega. Representa a incompetência do
poder político.
Condessa de Gouvarinho
A condessa de Gouvarinho é uma mulher fútil, que
despreza o marido pelo seu fraco poder económico e
que desenvolve uma paixão por Carlos (até este se fartar
dela). É imoral, provocadora, sem escrúpulos, sensual e
anda sempre vestida de forma exuberante. Representa
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  • 1. Os Maias  Capítulo XII;  Capítulo XV;  Capítulo XVI.
  • 3. Capítulo XII    Jantar em casa dos Gouvarinhos. Objetivo: Este jantar teve como objetivo juntar a aristocracia (nobreza) e a alta burguesia, bem como a camada dirigente do país, e “desmascarar” a sua ignorância. Permitiu, através das conversas, observar a subvalorização dos valores sociais, o atraso intelectual do país e a mediocridade mental de algumas figuras de alta burguesia e da aristocracia. Relação com a intigra central: Sabendo que a intriga central se foca nos amores de Carlos Eduardo e de Maria Eduarda, a relação do capítulo XII com esta mesma intriga está no que acontece a seguir ao jantar: Carlos, depois de sair da casa da tia da Condessa (onde o mantiveram “aprisionado” durante a tarde), foi visitar Maria Eduarda, onde lhe declarou o seu amor, que é, por sua vez, correspondido..
  • 4. Críticas à sociedade Portuguesa: Durante o jantar, houve momentos onde se discutiu assuntos como a escravatura (Ega) – “A mulher só devia ter duas prendas: cozinhar bem e amar bem”; (Conde) – “Decerto o lugar da mulher era junto ao berço, não na biblioteca”), onde se fez paradoxos e onde se presenciou a reconciliação entre Carlos e a Condessa. Ao longo da discussão dos vários temas, o carácter impiedoso e crítico, a ignorância e a superficialidade nas opiniões foram aspetos que se fizeram notar. São aspetos como estes que sustentam a crítica que Eça faz à sociedade portuguesa do século XIX, o qual a caracteriza como fútil, superficial e ignorante. O facto de se prezar demasiado a importação de modas estrangeiras também contribui para esta crítica, uma vez que impede o progresso e a renovação das mentalidades. Assim, constitui uma verdadeira caricatura da antiga sociedade portuguesa que, apesar de os contextos serem diferentes, está ainda conservada. Ambos se envolvem pela primeira vez. Perante o desejo de Maria Eduarda de viver num lugar mais calmo, longe das coscuvilhices e dos vizinhos, Carlos compra a Quinta dos Olivais a Craft – Afonso aprova o investimento, desconhecendo, contudo, o motivo do mesmo.
  • 5. Personagens intervenientes: Neste jantar, intervêm os personagens Carlos da Maia, Sousa Neto e sua mulher, João da Ega, conde e Condessa de Gouvarinho, D. Maria da Cunha e a baronesa de Alvim, de entre os quais se destacam João da Ega, o Conde e Condessa de Gouvarinho e Sousa Neto. João da Ega Apresentando uma função naturalista e realista na obra, João da Ega era uma personagem contraditória. João da Ega por um lado, mostra-se romântico e sentimental. Por outro, crítico e sarcástico. Excêntrico, exagerado, ateu, leal aos seus amigos, diletante, amigo inseparável de Carlos e um falhado corrompido pela sociedade.
  • 6. Conde do Gouvarinho Conde de Gouvarinho era deputado. Era voltado para o passado. Tem falhas de memória e revela uma enorme falta de cultura. É fútil, vaidoso, maçador e incompetente. Para além disso, não compreende a ironia sarcástica de Ega. Representa a incompetência do poder político. Condessa de Gouvarinho A condessa de Gouvarinho é uma mulher fútil, que despreza o marido pelo seu fraco poder económico e que desenvolve uma paixão por Carlos (até este se fartar dela). É imoral, provocadora, sem escrúpulos, sensual e anda sempre vestida de forma exuberante. Representa as mulheres adúlteras.
  • 7. Sousa Neto Sousa Neto é representante da instrução pública. É um homem ignorante, defende a imitação do estrangeiro e não tem opinião própria. É uma personagem-tipo da burocracia, mostra ineficácia na Administração.
  • 8. Críticas à sociedade Portuguesa: Critica-se, nestes episódios, a decadência do jornalismo português, pois os jornalistas deixam-se corromper, motivados por interesses económicos (é o caso de Palma Cavalão, do jornal A Corneta do Diabo) ou evidenciam uma parcialidade comprometedora, originada por motivos políticos (é o caso de Neves, diretor do jornal A Tarde). Capítulo XV
  • 9. Capítulo XV - A Corneta do Diabo Carlos dirige-se, com Ega, a este jornal, que publicara uma carta escrita por Dâmaso Salcede, insultando Carlos e expondo, em termos degradantes, a sua relação amorosa com Maria Eduarda, Palma Cavalão revela o nome do autor da carta e mostra aos dois amigos o original, escrito pela letra de Dâmaso Salcede, a troco de “cem mil réis”; Personagens intervenientes: Neste capítulo, intervêm os personagens Carlos da Maia, João da Ega, Palma Cavalão e Dâmaso Salcede. Palma Cavalão Palma Cavalão surge como um jornalista corrupto, facilmente “agitado com o tinir do dinheiro”. O nome de “Cavalão” fora atribuído ao Palma para o distinguir de outro benemérito chamado Palma Cavalinho.
  • 10. Dâmaso Salcede Dâmaso Salcede era presumido, cobarde e sem dignidade. Mesquinho e convencido, provinciano e tacanho. Este tem uma única preocupação na vida, o “chic a valer”. Capítulo XV – Jornal A Tarde Neves, o diretos do jornal, acede a publicar a carta em que Dâmaso Salcede se confessava embriagado ao redigir a carta insultuosa, mencionando a relação de Carlos e de Maria Eduarda, por concluir que, afinal, não se tratava do seu amigo político Dâmaso Guedes, o que o teria levado a rejeitar a publicação.
  • 11. Personagens intervenientes: Neste capítulo, intervêm os personagens João da Ega, Dâmaso Salcede, Neves e Vitorino Cruges. Vitorino Cruges Vitorino Cruges era maestro e pianista patético, era amigo de Carlos e ìntimo do Ramalhete. Era demasiado chegado à sua velha mãe. É desmotivado devido ao meio lisboeta – “ Se eu fizesse uma boa ópera, quem é que ma representava”.
  • 12. Capítulo XVI  Antes do Sarau. Em casa de Maria Eduarda, Carlos tenta convencer Ega a não ir ao Teatro . Enquanto isto, Maria Eduarda toca piano. Carlos e Ega deixam a casa e dirigem-se ao Teatro pela Rua de S. Francisco, Maria Eduarda fica em casa, estes para em frente ao Teatro da Trindade e avistam o Sr. Guimarães.  Durante o Sarau. Ega conhece Sr. Guimarães, o tio de Dâmaso que vivia em Paris e trabalhava no jornal, que lhe viera pedir explicações sobre a carta que Dâmaso escrevera, que lhe disse ter sido Ega a obrigá-lo a fazer. Ega e Guimarães acabam por resolver tudo e ficam amigos.
  • 13.  Depois do Sarau. Mais tarde, quando Ega se ia embora, Guimarães aparece dizendo-lhe que tem um cofre da mãe de Carlos para entregar à família, que esta lhe tinha pedido para entregar antes de morrer. No meio da conversa, Ega descobre que Carlos tem uma irmã, e Guimarães diz tê-los visto aos três numa carruagem: Carlos, Ega e a irmã, Maria Eduarda. Depois, Guimarães conta a Ega o passado de Maria Monforte inclusive a mentira que ela dissera a Maria Eduarda sobre o seu pai, e diz que Maria é filha de Pedro da Maia, pois ele era amigo da família e nessa altura já os visitava. Fala também da fuga da Monforte com Tancredo, da filha que eles tiveram e morreu em Londres, e depois, da vida de Maria Eduarda no convento, que ele próprio visitara. Guimarães entrega o cofre a Ega, que chocado com a verdade, decide pedir a Vilaça para contar tudo a Carlos.
  • 14. Personagens intervenientes: Neste capítulo, intervêm os personagens Rufino, Guimarães, Prata, Maria Eduarda, Carlos da Maia, João da Ega , Sousa Neto, Gonçalo, Marquês, Vargas, Mendonça, Pinheiro, Neves, Gouvarinho e esposa, Alencar, Joaninha Vilar, D. Maria Cunha. Rufino Rufino é um deputado por Monção. É um símbolo da oratória parlamentar, utilizando uma retórica balofa e oca com uma mentalidade profundamente provinciana e retrógrada.
  • 15. Guimarães Guimarães conheceu a mãe de Maria Eduarda, que lhe confiou um cofre contendo documentos que identificavam a filha. Guimarães é, portanto, o mensageiro da trágica verdade que destruirá a felicidade de Carlos e de Maria Eduarda.
  • 16.  Ana Pereira;  Catarina Sousa;  Sandra Carvalho;  Vânia Silva. Trabalho elaborado por:Trabalho elaborado por: