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Impressionismo

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Impressionismo
Introdução
Com a autonomia do artista conquistada pelo romantismo, os artistas
impressionistas entendiam a arte a partir das emoções. Na pintura, a
representação dos efeitos da luz e da natureza através de pinceladas curtas
e rápidas deu origem ao termo “impressões”. O Impressionismo foi pois
um modo novo de ver a arte. A intenção dos pintores impressionistas era,
quase sempre, reter nos quadros um momento irrepetível ao ar livre.
Impressão: Sol Nascente, pintura de
Monet, 1874. Foi esta obra que deu
origem ao termo impressionismo.
Impressionismo
O Impressionismo foi um movimento artístico, sobretudo pictórico,
nascido em Paris, na segunda metade do século XIX. Segundo os
impressionistas, o principal elemento da sua arte é a luz e, através das suas
diferentes intensidades e efeitos, a cor.
Um jogo de luz e ar: A Gare
de Saint-Lazare em Paris
(pintada por Claude Monet,
1877).
Características do Impressionismo
As características do Impressionismo, são:
Inspiração realista, o autor pinta somente o que vê;
Caráter eminentemente visual, não interessam os valores subjetivos,
psicológicos ou intelectuais, o impressionista é considerado um artista alienado dos
problemas sociais;
Natureza científica resultante de simples intuição artística, a princípio é
comprovado por investigação no campo da física e química.
Conceção dinâmica do Universo pelo constante fluir de luzes e cores, dinâmica
do universo sob incessantes transformações. Para o impressionista nada existe na
realidade de permanente estático.
Os impressionistas queriam não só pintar o que viam, como também
como o viam. Em vez de ficarem no estúdio, pintavam no exterior, (
pintura em plen air ),
para capturar o mais puramente possível a impressão visual, o jogo da luz e
a atmosfera da natureza.
A dança da luz: o ambiente
festivo de um café ao ar livre
em Paris - Le Moulin de la
Galette ( Pierre-Auguste
Renoir, 1876 ).
Pontilhismo
George Seurat desenvolveu ainda mais o modo de pintar impressionista
nos meados da década de 80 do século XIX, dissolvendo, não só as
formas, mas também as cores. Seurat dividiu a cor de um objeto, a
chamada cor local, em pequenos pontos, consistindo unicamente em
cores primárias. A mistura das tonalidades das cores já não se realiza na
paleta, mas nos olhos do observador, onde os pontos se misturam na
retina para obter o tom desejado.
Esboço de Seurat
evidenciando o seu
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para pintar. O quadro
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  • 2. Introdução Com a autonomia do artista conquistada pelo romantismo, os artistas impressionistas entendiam a arte a partir das emoções. Na pintura, a representação dos efeitos da luz e da natureza através de pinceladas curtas e rápidas deu origem ao termo “impressões”. O Impressionismo foi pois um modo novo de ver a arte. A intenção dos pintores impressionistas era, quase sempre, reter nos quadros um momento irrepetível ao ar livre. Impressão: Sol Nascente, pintura de Monet, 1874. Foi esta obra que deu origem ao termo impressionismo.
  • 3. Impressionismo O Impressionismo foi um movimento artístico, sobretudo pictórico, nascido em Paris, na segunda metade do século XIX. Segundo os impressionistas, o principal elemento da sua arte é a luz e, através das suas diferentes intensidades e efeitos, a cor. Um jogo de luz e ar: A Gare de Saint-Lazare em Paris (pintada por Claude Monet, 1877).
  • 4. Características do Impressionismo As características do Impressionismo, são: Inspiração realista, o autor pinta somente o que vê; Caráter eminentemente visual, não interessam os valores subjetivos, psicológicos ou intelectuais, o impressionista é considerado um artista alienado dos problemas sociais; Natureza científica resultante de simples intuição artística, a princípio é comprovado por investigação no campo da física e química. Conceção dinâmica do Universo pelo constante fluir de luzes e cores, dinâmica do universo sob incessantes transformações. Para o impressionista nada existe na realidade de permanente estático.
  • 5. Os impressionistas queriam não só pintar o que viam, como também como o viam. Em vez de ficarem no estúdio, pintavam no exterior, ( pintura em plen air ), para capturar o mais puramente possível a impressão visual, o jogo da luz e a atmosfera da natureza. A dança da luz: o ambiente festivo de um café ao ar livre em Paris - Le Moulin de la Galette ( Pierre-Auguste Renoir, 1876 ).
  • 6. Pontilhismo George Seurat desenvolveu ainda mais o modo de pintar impressionista nos meados da década de 80 do século XIX, dissolvendo, não só as formas, mas também as cores. Seurat dividiu a cor de um objeto, a chamada cor local, em pequenos pontos, consistindo unicamente em cores primárias. A mistura das tonalidades das cores já não se realiza na paleta, mas nos olhos do observador, onde os pontos se misturam na retina para obter o tom desejado. Esboço de Seurat evidenciando o seu método pontilhista para pintar. O quadro acabado também consiste em muitos pontos individuais.
  • 7. Pintura A pintura, na segunda metade do século XIX, foi caracterizada por uma rutura com a tradição que se mantinha desde o Renascimento, esta nova conceção de pintura ficou conhecida por Impressionismo. A invenção da fotografia permitiu reproduzir fielmente o mundo vísivel, assim, os artistas tentaram captar o que a fotografia não conseguia: a cor e os instantes. Os temas da pintura impressionista são sobretudo cenas do quotidiano e paisagens, urbanas ou campestres. Aigues – Mortes é uma obra de Bazille. Bazille foi uma pintor francês impressionista. Muitas dos quadros deste autor são exemplos de pintura figurativa, nas quais Bazille pôs o sujeito dentro de uma paisagem pintada em plen air.
  • 8. O principal elemento da pintura impressionista é a luz. É através das diferentes intensidades de luz que se obtém a alteração das cores e os contornos difusos. Os impressionistas procuram impressionar a vista. A pintura privilegia a cor e a luz mais do que o desenho. Músicos numa Orquestra, 1872, quadro pintado a óleo, por Edgar Degas Raparigas num piano, 1892, pintura pintada por Pierre-Auguste Renoir.
  • 9. Claude Monet Claude Monet foi um incessante pesquisador da luz e dos seus efeitos, pintou vários motivos em diversas horas do dia, a fim de estudar as mudanças coloridas do ambiente com a sua luminosidade. Obras Destacadas: Mulheres no Jardim e a Catedral de Rouen em Pleno Sol. A obra “Mulheres no Jardim” foi feita em 1866 e a obra “Catedral de Rouen em Pleno Sol”, em 1894
  • 10. Escultura A escultura do fim do século XIX tentou renovar totalmente a sua linguagem. Foram três os conceitos básicos da escultura: a fusão da luz e das sombras, a ambição de obter estátuas visíveis a partir do maior número possível de ângulos e a obra inacabada, como exemplo ideal do processo criativo do artista. Os temas da escultura impressionista, como de resto da pintura, surgiram do ambiente cotidiano e da literatura clássica da época. A estátua: “O Pensador”, foi feita por Rodin, em 1902. Esta estátua encontra-se atualmente no Musée Rodin, em Paris e existem 28 estátuas originais
  • 11. Rodin considerava “O Escravo”, obra que Miguel Ângelo não terminou, a obra em que a ação do escultor melhor se refletia. Por isso achou tão interessantes os esboços de Carpeaux, começando então a exibir obras inacabadas. Outros escultores foram Dalou e Meunier, a quem se deve a revalorização dos temas populares. Os operários, camponeses, mulheres a fazerem atividades domésticas, todos faziam parte do novo álbum de personagens da nova estética. A estátua: “Monument Alphand”, foi feita por Dalou, em 1895 e está atualmente em Paris, no Musée du Petit Palais
  • 12. Literatura A literatura impressionista é bem relacionada ao simbolismo, entre os seus melhores exemplares podemos encontrar: Baudelaire, Mallarmé, Rimbaud e Verlaine. Autores tais como Virginia Woolf e Joseph Conrad escreveram trabalhos impressionistas de modo que, em vez de interpretar, eles descrevem as impressões, sensações e emoções que constituem uma vida mental de um caráter. Os Anos é o penúltimo livro da escritora inglesa Virginia Woolf; foi publicado pela primeira vez em 1937. O romance conta a história da família ficcional Pargiter entre as décadas de 1880 e 1930.
  • 13. Música Música impressionista é o nome dado ao movimento da música clássica europeia que surgiu no fim do Século XIX e continuou até o meio do Século XX. Música impressionista é caracterizada por sugestão e atmosfera. Compositores impressionistas preferiam composições com formas mais curtas, tais como o nocturne, arabesque, e o prelúdio; além disto, frequentemente exploravam escalas, como a escala hexafônica ou também chamada de tons inteiros. A influência de impressionismo visual na sua contraparte musical é bem discutida. Claude Debussy e Maurice Ravel são considerados, em geral, os maiores compositores impressionistas. Mas, Debussy não concordou com o termo, chamando-o de invenção dos críticos. Entre outros músicos impressionistas fora da França incluem-se obras de Ralph Vaughan Williams e Ottorino Respighi.
  • 14. Com Clair de Lune de Debussy e Bolero de Ravel, vemos que há ainda vestígios do Romantismo na Música Impressionista. Excerto do Bolero de Ravel: http://www.youtube.com/watch?v=3KgpEru9lhw
  • 15. Orquestras no séc. XIX No século XIX, a orquestra seguiu uma tendência de aumento na participação dos instrumentos de sopro. Assim, à orquestra sinfónica, incorporaram-se permanentemente os instrumentos do naipe dos metais, com tendência a ser aumentado o seu uso ao longo do século. A partir da década de 1820 estes instrumentos ganharam estabilidade e versatilidade pela incorporação de pistões, que permitiram aos instrumentos tornarem - -se totalmente cromáticos (especialmente as trompas e os trompetes).
  • 16. Como são instrumentos de grande potência sonora, o aumento no uso de instrumentos do naipe dos metais levou ao aumento do tamanho da orquestra. Para manter o equilíbrio sonoro com um crescente naipe de metais, as madeiras tiveram de sofrer um considerável aumento, chegando a ser comum o uso de madeiras a quatro. Este aumento em ambos os naipes de sopro levou à necessidade de uma quantidade gigantesca de músicos no naipe das cordas, para que o seu volume pudesse ser equilibrado aos demais naipes da orquestra.
  • 17. Este aumento progressivo aumento no tamanho da orquestra levou a duas grandes consequências, primeiro a orquestra tornou-se um grupo de maior potência sonora, com isto também foi acompanhado por uma tendência no aumento do tamanho das salas de concerto e do seu público, e em segundo permitiu aos compositores fazerem mais de combinações de timbres.
  • 18. Impressionismo, em Portugal Em Portugal, não existiram pintores verdadeiramente impressionistas. Alguns pintores de “ar livre” e naturalistas aproximaram-se no entanto do estilo impressionista. Em Portugal, os pintores Henrique Pousão e José Malhoa e, em algumas obras, Aurélia de Sousa foram os que mais se aproximaram da corrente impressionistas. “O Fado” é um quadro do pintor português José Malhoa, criado em 1910 é uma pintura a óleo. O quadro está no Museu do Fado, temporariamente cedido pelo Museu da Cidade, em Lisboa.
  • 19. Em Portugal, a escultura “O Desterrado”, de Soares dos Reis, constitui o melhor exemplo de transição entre o Impressionismo e uma outra tendência que se lhe seguiu, o Naturalismo. “O Desterrado” é uma escultura realizada em Roma, em 1872 e concluída no Porto, em 1874, por Soares dos Reis.
  • 20. Pós - Impressionismo Após 1880, terminou uma longa tradição e, com o pós-impressionismo, deu-se inicio a uma nova era. Os primeiros pós-impressionistas como Paul Cézanne, Vincent van Gogh, Paul Gauguin, James Ensor e Edvard Munch, afastaram-se da reprodução natural e da cor, bem como da regras de perspetiva usadas desde o Renascimento. Ao fazerem-no, afastaram-se da representação ilusória da realidade empregada pelos impressionistas. Inversamente, o efeito e a expressão teriam de ser comunicados através dos meios da própria pintura, isto é, através da escolha de cores e formas. O ponto central de uma pintura tornou-se não o «quê» mas sim o «como». “O Beijo” de Gustav Klimt de 1908 é uma das mais famosas obras da art nouveau (é uma filosofia e estilo internacional de arte e arquitetura- especialmente as artes decorativas- que foram mais populares de 1890 - 1910. O nome “Art Nouveau” é francês para “arte nova”).
  • 21. Vicent van Gogh Tendo começado como realista Van Gogh pintou, em tons escuros, camponeses e trabalhadores da sua Holanda natal. Mas depois de se mudar para a Provença, a sua pintura iluminou-se. Inspirado nas obras dos impressionistas criou uma linguagem imagética usando cores vivas. A sua obra foi mais tarde um estímulo importante para os artistas de expressionismo. Depois de uma surto de doença mental sobre a qual até hoje nada se descobriu, Van Gogh intensificou o uso da cor e da pincelada.  Vicent van Gogh nasceu em 1853 em Zundert e morreu em 1890 em Auver-sur—Oise.  O seu poderoso estilo de pintura não pretendia reproduzir impressões visuais, mas sim a expressão dos seus estados de espírito.  Após uma zanga com Paul Gauguin, para quem trabalhava ocasionalmente, o psicologicamente instável artista cortou parte de uma das suas orelhas. “Terraço do Café á Noite”, foi pintado em 1888.
  • 22. Um rodopio de espirais assemelha o céu a um campo de forças carregado de energia. O efeito sugestivo do quadro resulta da escolha das cores e do modo como a tinta foi aplicada na tela, principais instrumentos de pintura em si.
  • 23. Conclusão O Impressionismo está presente em várias áreas como a pintura, escultura, literatura e música. O Impressionismo marcou uma época. No Impressionismo destaca-se Monet, Degar e Renoir; e no Pós- Impressionismo destaca-se Vincent van Gogh, Paul Gauguin, Henri de Toulouse-Lautrec e Paul Cézanne. O “Mont Sainte-Victoire”, foi pintado por Paul Cézanne em 1904.