SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 29
Baixar para ler offline
História da Cultura e
das Artes
12.º ano
Naturalismo e Realismo
Prof. Carlos Pinheiro

1
Contexto histórico… Século XIX – década de 30
 Surgem as primeiras crises económicas do capitalismo industrial e liberal.
 O problema dos operários era um dos mais importantes na sociedade do
século XIX;
 Organização do movimento operário começava, traduzindo-se em várias
greves e manifestações;
 A situação política complicara-se em quase todos os países (revoluções
liberais e nacionalistas que ora apoiavam alas mais conservadoras ora
apoiavam alas mais liberais);
 Desenvolvimento bastante acentuado na Imprensa, principalmente com os
jornais que se aproveitam destes acontecimentos para encher as suas páginas
e para conseguir fazer chegar mais rápido, as notícias ao maior número de
pessoas;
 As pessoas estão cada vez mais instruídas o que leva à laicização do
pensamento e das mentalidades;
 Dá-se um interesse pela realidade, pelo racionalismo, pragmatismo e
materialismo na vida quotidiana, na sociedade, na economia, política e cultura.
NATURALISMO
O interesse manifesto na realidade, chegou também à arte e isto vai fazer notarse pela primeira vez em França, onde um grupo de pintores, na década de 30 do
século XIX, saiu da agitação urbana e do rigoroso academismo da época e se
instala na Floresta de Fontainebleau, na aldeia de Barbizon onde desenvolveu

um tipo de pintura.
A Escola de Barbizon iniciou de uma nova corrente estilística na pintura: o
Naturalismo, uma tendência que atravessou a 2.ª metade do século XIX.
NATURALISMO

As pequenas bisnagas de zinco inventadas pouco tempo antes e que permitiam aos
artistas levarem para toda a parte pequenas porções de tintas variadas, tinham
favorecido o aparecimento deste novo método artístico.
Sem estas bisnagas a pintura ao ar livre não tinha sido possível.
NATURALISMO
Características:
• Pintura da Natureza, captada ar livre, inaugurando a pintura fora dos ateliers.
• Maior fidelidade possível aos fenómenos da Natureza.
• Rejeição do subjetivismo e sentimentalismo exagerados dos românticos
(abandono da maior parte das temáticas relacionadas ao romantismo como as
fantasias, temas históricos e literários).
• Representação objetiva do real visível: paisagem, retrato e cenas do

quotidiano.
• A luz e a atmosfera criadas pelos efeitos da luz desempenham um papel
primordial: ar torna-se num véu suave, e a luz numa substância atmosférica, que
preenche todo o espaço pictórico.
REALISMO
Foi influenciado pela “Escola de Barbizon” e pelo Naturalismo e surgiu por volta de
1848-50 a foi até 1870.
Esteve ligado aos acontecimentos sociais e políticos que marcaram a França
dessa época visando a captação da realidade social, com toda a fidelidade
possível em relação àquilo que observa, completamente isento de subjetividade.
Para os realistas a arte é um meio de denúncia social e política.
A sua fonte de inspiração foi por isso a vida quotidiana que se transformou num
dos principais temas da sua pintura, fazendo uso de pessoas anónimas e comuns.
Os pintores realistas foram fiéis à realidade tanto do local que pretendiam retratar
como das figuras humanas e tiveram tendência para simplificar a técnica de claroescuro, praticando uma composição bastante natural sem alterar o enquadramento
das cenas captadas.
Charles Daubigny (1817-1878)

A colheita– Daubigny, 1851
O moinho de Gobelle,Daubigny,
1852. Óleo sobre tela, 57x92 cm

Charles Daubigny (1817-1878)
A Primavera,Daubigny,
1862. Óleo sobre tela, 133 cm x240 cm

Charles Daubigny (1817-1878)
A Neve,Daubigny,
1873. Óleo sobre tela, 90 cm x 120 cm

Charles Daubigny (1817-1878)
A floresta de inverno ao nascer do sol
1845 -1846. Óleo sobre tela,

Théodore Rousseau (1812-1867)
Théodore Rousseau (1812-1867)

O Pescador
1853. Óleo sobre tela,
Théodore Rousseau (1796-1875)

Paisagem de Barbizon
Óleo sobre tela, 1850 . 24 × 32 cm
Jean-Baptiste-Camille Corot (1796-1875)

Floresta de Fontainebleau -1846
Óleo sobre tela,
Jean-Baptiste-Camille Corot (1796-1875)

Recordação de Mortefontaine
Óleo sobre tela, 1864. 65 cm x 89 cm
Jean-Baptiste-Camille Corot (1796-1875)

A Villa d’Auray -1867-70
Óleo sobre tela, 1864. 49.3 × 65.5 cm
Gustave Courbet (1819-1877)

As Peneiradoras do Trigo
1855. Óleo sobre tela .131 × 167 cm
Gustave Courbet (1819-1877)

Os britadores de Pedra
1849. Óleo sobre tela . 165 × 257 cm
Intitulada pelo artista de O Meu Ateliê – Uma Alegoria Real, ou ainda Resumo de Sete Anos da Minha Vida, esta
obra representa o pintor em frente da tela, pintando uma paisagem da sua terra natal, Ornans, rodeado por
personagens da sociedade parisiense do seu tempo: o seu núcleo de amigos e protetores (à direita); figuras da
política e da vida mundana (à esquerda). Paradoxalmente, esta multidão, que deveria estar no ateliê para ver a
obra do artista, parece distraída ou demasiado absorta nos seus pensamentos. A única figura que
verdadeiramente olha o quadro é a criança junto ao pintor.
Courbet usou esta obra como manifesto da pintura realista.

Gustave Courbet (1819-1877)

O Ateliê
1855. Óleo sobre tela . 359 × 598 cm
Honoré Daumier (1808-1879)

O Vagão de Terceira Classe
1862. Óleo sobre tela . 67 × 93 cm
Honoré Daumier (1808-1879)

Os Jogadores de Xadrez
1863. Óleo sobre tela . 24 × 32 cm
Honoré Daumier (1808-1879)

A Lavadeira
1863. Óleo sobre madeira. 49 × 33 cm
Jean François Millet (1814-1875)

As respigadoras do Trigo
1857. Óleo sobre tela. 83.5 × 110 cm
Jean François Millet (1814-1875)

Angelus
1857-59. Óleo sobre tela. 55.5 × 66 cm
Jean François Millet (1814-1875)

O Semeador
1850. Óleo sobre tela.
Jean François Millet (1814-1875)

Os apanhadores de batatas
1855. Óleo sobre tela. 54 cm x 65.2 cm
Jean François Millet (1814-1875)

Caçando pássaros à noite
1874. Óleo sobre tela. 74 cm x 93 cm

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

A cultura do cinema
A cultura do cinema   A cultura do cinema
A cultura do cinema Ana Barreiros
 
História da Cultura e das Artes - 12.º ano - Módulo 9
História da Cultura e das Artes - 12.º ano - Módulo 9História da Cultura e das Artes - 12.º ano - Módulo 9
História da Cultura e das Artes - 12.º ano - Módulo 9Carlos Pinheiro
 
Arquitectura romantica
Arquitectura romanticaArquitectura romantica
Arquitectura romanticaAndreia Ramos
 
Romantismo - Pintura em Portugal
Romantismo - Pintura em Portugal Romantismo - Pintura em Portugal
Romantismo - Pintura em Portugal Sílvia Tavares
 
O romantismo na arquitetura e na pintura
O romantismo na arquitetura e na pinturaO romantismo na arquitetura e na pintura
O romantismo na arquitetura e na pinturaCarlos Pinheiro
 
As grandes ruturas no início do seculo xx
As grandes ruturas no início do seculo xxAs grandes ruturas no início do seculo xx
As grandes ruturas no início do seculo xxAna Barreiros
 
HCA 11º, Espaço Virtual, Pintura e Arte Acontecimento
HCA 11º, Espaço Virtual, Pintura e Arte AcontecimentoHCA 11º, Espaço Virtual, Pintura e Arte Acontecimento
HCA 11º, Espaço Virtual, Pintura e Arte AcontecimentoValeriya Rozhkova
 
Arte em Portugal finais seculo xix
Arte em Portugal finais seculo xixArte em Portugal finais seculo xix
Arte em Portugal finais seculo xixAna Barreiros
 
Módulo 8 contextualização histórica
Módulo 8   contextualização históricaMódulo 8   contextualização histórica
Módulo 8 contextualização históricaCarla Freitas
 
Módulo 8 - Romantismo
Módulo 8 - RomantismoMódulo 8 - Romantismo
Módulo 8 - RomantismoCarla Freitas
 
Cesario Verde Ave Marias Ana Catarina E Ana Sofia
Cesario Verde   Ave Marias   Ana Catarina E Ana SofiaCesario Verde   Ave Marias   Ana Catarina E Ana Sofia
Cesario Verde Ave Marias Ana Catarina E Ana SofiaJoana Azevedo
 
Módulo 8 - Do impressionismo ao Pós-impressionismo
Módulo 8 - Do impressionismo ao Pós-impressionismoMódulo 8 - Do impressionismo ao Pós-impressionismo
Módulo 8 - Do impressionismo ao Pós-impressionismoCarla Freitas
 
Arte do Renascimento - Pintura
Arte do Renascimento - PinturaArte do Renascimento - Pintura
Arte do Renascimento - PinturaCarlos Vieira
 

Mais procurados (20)

A cultura do cinema
A cultura do cinema   A cultura do cinema
A cultura do cinema
 
Fauvismo
FauvismoFauvismo
Fauvismo
 
História da Cultura e das Artes - 12.º ano - Módulo 9
História da Cultura e das Artes - 12.º ano - Módulo 9História da Cultura e das Artes - 12.º ano - Módulo 9
História da Cultura e das Artes - 12.º ano - Módulo 9
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
Realismo
RealismoRealismo
Realismo
 
Arquitectura romantica
Arquitectura romanticaArquitectura romantica
Arquitectura romantica
 
O romantismo
O romantismoO romantismo
O romantismo
 
Romantismo - Pintura em Portugal
Romantismo - Pintura em Portugal Romantismo - Pintura em Portugal
Romantismo - Pintura em Portugal
 
Impressionismo
Impressionismo Impressionismo
Impressionismo
 
O romantismo na arquitetura e na pintura
O romantismo na arquitetura e na pinturaO romantismo na arquitetura e na pintura
O romantismo na arquitetura e na pintura
 
As grandes ruturas no início do seculo xx
As grandes ruturas no início do seculo xxAs grandes ruturas no início do seculo xx
As grandes ruturas no início do seculo xx
 
A Arte Rococó
A Arte RococóA Arte Rococó
A Arte Rococó
 
HCA 11º, Espaço Virtual, Pintura e Arte Acontecimento
HCA 11º, Espaço Virtual, Pintura e Arte AcontecimentoHCA 11º, Espaço Virtual, Pintura e Arte Acontecimento
HCA 11º, Espaço Virtual, Pintura e Arte Acontecimento
 
Arte em Portugal finais seculo xix
Arte em Portugal finais seculo xixArte em Portugal finais seculo xix
Arte em Portugal finais seculo xix
 
Módulo 8 contextualização histórica
Módulo 8   contextualização históricaMódulo 8   contextualização histórica
Módulo 8 contextualização histórica
 
Módulo 8 - Romantismo
Módulo 8 - RomantismoMódulo 8 - Romantismo
Módulo 8 - Romantismo
 
Cesario Verde Ave Marias Ana Catarina E Ana Sofia
Cesario Verde   Ave Marias   Ana Catarina E Ana SofiaCesario Verde   Ave Marias   Ana Catarina E Ana Sofia
Cesario Verde Ave Marias Ana Catarina E Ana Sofia
 
Arte renascentista
Arte renascentistaArte renascentista
Arte renascentista
 
Módulo 8 - Do impressionismo ao Pós-impressionismo
Módulo 8 - Do impressionismo ao Pós-impressionismoMódulo 8 - Do impressionismo ao Pós-impressionismo
Módulo 8 - Do impressionismo ao Pós-impressionismo
 
Arte do Renascimento - Pintura
Arte do Renascimento - PinturaArte do Renascimento - Pintura
Arte do Renascimento - Pintura
 

Semelhante a Naturalismo e Realismo na Pintura

Aula 6 Futurismo Purismo Orfismo Vorticismo
Aula 6   Futurismo Purismo Orfismo VorticismoAula 6   Futurismo Purismo Orfismo Vorticismo
Aula 6 Futurismo Purismo Orfismo VorticismoAline Okumura
 
História da arte II: Realismo
História da arte II: RealismoHistória da arte II: Realismo
História da arte II: RealismoPaula Poiet
 
Trabalho De Historia
Trabalho De HistoriaTrabalho De Historia
Trabalho De Historiaguest2932aa
 
Seminários história da arte 04
Seminários história da arte   04Seminários história da arte   04
Seminários história da arte 04Gabriela Lemos
 
Naturalismo e realismo
Naturalismo e realismoNaturalismo e realismo
Naturalismo e realismoadenicio
 
Material de Apoio Termo III (8° Ano)
Material de Apoio Termo III (8° Ano)Material de Apoio Termo III (8° Ano)
Material de Apoio Termo III (8° Ano)kamismilonas
 
Aula 08 fauvismo-expressionismo_futurismo_cubismo
Aula 08 fauvismo-expressionismo_futurismo_cubismoAula 08 fauvismo-expressionismo_futurismo_cubismo
Aula 08 fauvismo-expressionismo_futurismo_cubismoMarcio Duarte
 
Neoclassicismo realismo romantismo
Neoclassicismo realismo romantismoNeoclassicismo realismo romantismo
Neoclassicismo realismo romantismoFabiana Alexandre
 
Neoclassicismo realismo romantismo
Neoclassicismo realismo romantismo Neoclassicismo realismo romantismo
Neoclassicismo realismo romantismo Fabiana Alexandre
 
21.pós impressionismo
21.pós impressionismo21.pós impressionismo
21.pós impressionismoIsabella Silva
 

Semelhante a Naturalismo e Realismo na Pintura (20)

A Arte e a Ciência no Séc.XX
A Arte e a Ciência no Séc.XXA Arte e a Ciência no Séc.XX
A Arte e a Ciência no Séc.XX
 
Aula 6 Futurismo Purismo Orfismo Vorticismo
Aula 6   Futurismo Purismo Orfismo VorticismoAula 6   Futurismo Purismo Orfismo Vorticismo
Aula 6 Futurismo Purismo Orfismo Vorticismo
 
Anos 20
Anos 20Anos 20
Anos 20
 
HISTÓRIA DA ARTE - REVISÃO 02
HISTÓRIA DA ARTE - REVISÃO 02HISTÓRIA DA ARTE - REVISÃO 02
HISTÓRIA DA ARTE - REVISÃO 02
 
Modernismo
ModernismoModernismo
Modernismo
 
Novas figurações
Novas figuraçõesNovas figurações
Novas figurações
 
História da arte II: Realismo
História da arte II: RealismoHistória da arte II: Realismo
História da arte II: Realismo
 
Realismo
RealismoRealismo
Realismo
 
Trabalho De Historia
Trabalho De HistoriaTrabalho De Historia
Trabalho De Historia
 
Trabalho De Historia
Trabalho De HistoriaTrabalho De Historia
Trabalho De Historia
 
Seminários história da arte 04
Seminários história da arte   04Seminários história da arte   04
Seminários história da arte 04
 
Naturalismo e realismo
Naturalismo e realismoNaturalismo e realismo
Naturalismo e realismo
 
Material de Apoio Termo III (8° Ano)
Material de Apoio Termo III (8° Ano)Material de Apoio Termo III (8° Ano)
Material de Apoio Termo III (8° Ano)
 
História da arte
História da arteHistória da arte
História da arte
 
Aula 08 fauvismo-expressionismo_futurismo_cubismo
Aula 08 fauvismo-expressionismo_futurismo_cubismoAula 08 fauvismo-expressionismo_futurismo_cubismo
Aula 08 fauvismo-expressionismo_futurismo_cubismo
 
Cursinho novo1
Cursinho novo1Cursinho novo1
Cursinho novo1
 
Neoclassicismo realismo romantismo
Neoclassicismo realismo romantismoNeoclassicismo realismo romantismo
Neoclassicismo realismo romantismo
 
Impressionismo
Impressionismo Impressionismo
Impressionismo
 
Neoclassicismo realismo romantismo
Neoclassicismo realismo romantismo Neoclassicismo realismo romantismo
Neoclassicismo realismo romantismo
 
21.pós impressionismo
21.pós impressionismo21.pós impressionismo
21.pós impressionismo
 

Mais de Carlos Pinheiro

Formação de professores em Portugal e no AELC
Formação de professores em Portugal e no AELCFormação de professores em Portugal e no AELC
Formação de professores em Portugal e no AELCCarlos Pinheiro
 
Videoconferência - Dicas para professores
Videoconferência - Dicas para professoresVideoconferência - Dicas para professores
Videoconferência - Dicas para professoresCarlos Pinheiro
 
Recursos educativos digitais
Recursos educativos digitaisRecursos educativos digitais
Recursos educativos digitaisCarlos Pinheiro
 
Ensino online: dicas para escola e para professores
Ensino online: dicas para escola e para professoresEnsino online: dicas para escola e para professores
Ensino online: dicas para escola e para professoresCarlos Pinheiro
 
Formulários do Google - guia para professores
Formulários do Google - guia para professoresFormulários do Google - guia para professores
Formulários do Google - guia para professoresCarlos Pinheiro
 
Edpuzzle: guia para professores
Edpuzzle:  guia para professoresEdpuzzle:  guia para professores
Edpuzzle: guia para professoresCarlos Pinheiro
 
Apresentação do Manual de Instruções para a Literacia Digital
Apresentação do Manual de Instruções para a Literacia DigitalApresentação do Manual de Instruções para a Literacia Digital
Apresentação do Manual de Instruções para a Literacia DigitalCarlos Pinheiro
 
Tecnologias emergentes na sala de aula
Tecnologias emergentes na sala de aulaTecnologias emergentes na sala de aula
Tecnologias emergentes na sala de aulaCarlos Pinheiro
 
Leitura pública da Ilíada
Leitura pública da IlíadaLeitura pública da Ilíada
Leitura pública da IlíadaCarlos Pinheiro
 
Desinformação e noticias falsas
Desinformação e noticias falsasDesinformação e noticias falsas
Desinformação e noticias falsasCarlos Pinheiro
 
Apresentação da plataforma MILD
Apresentação da plataforma MILDApresentação da plataforma MILD
Apresentação da plataforma MILDCarlos Pinheiro
 
40 maneiras de usar o telemóvel na escola
40 maneiras de usar o telemóvel na escola40 maneiras de usar o telemóvel na escola
40 maneiras de usar o telemóvel na escolaCarlos Pinheiro
 
Citações e referências bibliográficas
Citações e referências bibliográficasCitações e referências bibliográficas
Citações e referências bibliográficasCarlos Pinheiro
 
Manual de Instruções para a Literacia Digital
Manual de Instruções para a Literacia DigitalManual de Instruções para a Literacia Digital
Manual de Instruções para a Literacia DigitalCarlos Pinheiro
 
A gamificação em sala de aula
A gamificação em sala de aulaA gamificação em sala de aula
A gamificação em sala de aulaCarlos Pinheiro
 
Van Gogh - obra completa
Van Gogh - obra completaVan Gogh - obra completa
Van Gogh - obra completaCarlos Pinheiro
 
Como fazer trabalhos escolares - Ensino Básico
Como fazer trabalhos escolares - Ensino BásicoComo fazer trabalhos escolares - Ensino Básico
Como fazer trabalhos escolares - Ensino BásicoCarlos Pinheiro
 
A BE como Cadinho de Uso das TIC na Aprendizagem
A BE como Cadinho de Uso das TIC na Aprendizagem  A BE como Cadinho de Uso das TIC na Aprendizagem
A BE como Cadinho de Uso das TIC na Aprendizagem Carlos Pinheiro
 

Mais de Carlos Pinheiro (20)

Formação de professores em Portugal e no AELC
Formação de professores em Portugal e no AELCFormação de professores em Portugal e no AELC
Formação de professores em Portugal e no AELC
 
Videoconferência - Dicas para professores
Videoconferência - Dicas para professoresVideoconferência - Dicas para professores
Videoconferência - Dicas para professores
 
Recursos educativos digitais
Recursos educativos digitaisRecursos educativos digitais
Recursos educativos digitais
 
Ensino online: dicas para escola e para professores
Ensino online: dicas para escola e para professoresEnsino online: dicas para escola e para professores
Ensino online: dicas para escola e para professores
 
Formulários do Google - guia para professores
Formulários do Google - guia para professoresFormulários do Google - guia para professores
Formulários do Google - guia para professores
 
Edpuzzle: guia para professores
Edpuzzle:  guia para professoresEdpuzzle:  guia para professores
Edpuzzle: guia para professores
 
Apresentação do Manual de Instruções para a Literacia Digital
Apresentação do Manual de Instruções para a Literacia DigitalApresentação do Manual de Instruções para a Literacia Digital
Apresentação do Manual de Instruções para a Literacia Digital
 
Tecnologias emergentes na sala de aula
Tecnologias emergentes na sala de aulaTecnologias emergentes na sala de aula
Tecnologias emergentes na sala de aula
 
Leitura pública da Ilíada
Leitura pública da IlíadaLeitura pública da Ilíada
Leitura pública da Ilíada
 
Desinformação e noticias falsas
Desinformação e noticias falsasDesinformação e noticias falsas
Desinformação e noticias falsas
 
Apresentação da plataforma MILD
Apresentação da plataforma MILDApresentação da plataforma MILD
Apresentação da plataforma MILD
 
40 maneiras de usar o telemóvel na escola
40 maneiras de usar o telemóvel na escola40 maneiras de usar o telemóvel na escola
40 maneiras de usar o telemóvel na escola
 
Citações e referências bibliográficas
Citações e referências bibliográficasCitações e referências bibliográficas
Citações e referências bibliográficas
 
Manual de Instruções para a Literacia Digital
Manual de Instruções para a Literacia DigitalManual de Instruções para a Literacia Digital
Manual de Instruções para a Literacia Digital
 
A gamificação em sala de aula
A gamificação em sala de aulaA gamificação em sala de aula
A gamificação em sala de aula
 
Van Gogh - obra completa
Van Gogh - obra completaVan Gogh - obra completa
Van Gogh - obra completa
 
Jacques-Louis David
Jacques-Louis DavidJacques-Louis David
Jacques-Louis David
 
Como fazer trabalhos escolares - Ensino Básico
Como fazer trabalhos escolares - Ensino BásicoComo fazer trabalhos escolares - Ensino Básico
Como fazer trabalhos escolares - Ensino Básico
 
A BE como Cadinho de Uso das TIC na Aprendizagem
A BE como Cadinho de Uso das TIC na Aprendizagem  A BE como Cadinho de Uso das TIC na Aprendizagem
A BE como Cadinho de Uso das TIC na Aprendizagem
 
Caravaggio
CaravaggioCaravaggio
Caravaggio
 

Naturalismo e Realismo na Pintura

  • 1. História da Cultura e das Artes 12.º ano Naturalismo e Realismo Prof. Carlos Pinheiro 1
  • 2. Contexto histórico… Século XIX – década de 30  Surgem as primeiras crises económicas do capitalismo industrial e liberal.  O problema dos operários era um dos mais importantes na sociedade do século XIX;  Organização do movimento operário começava, traduzindo-se em várias greves e manifestações;  A situação política complicara-se em quase todos os países (revoluções liberais e nacionalistas que ora apoiavam alas mais conservadoras ora apoiavam alas mais liberais);  Desenvolvimento bastante acentuado na Imprensa, principalmente com os jornais que se aproveitam destes acontecimentos para encher as suas páginas e para conseguir fazer chegar mais rápido, as notícias ao maior número de pessoas;  As pessoas estão cada vez mais instruídas o que leva à laicização do pensamento e das mentalidades;  Dá-se um interesse pela realidade, pelo racionalismo, pragmatismo e materialismo na vida quotidiana, na sociedade, na economia, política e cultura.
  • 3. NATURALISMO O interesse manifesto na realidade, chegou também à arte e isto vai fazer notarse pela primeira vez em França, onde um grupo de pintores, na década de 30 do século XIX, saiu da agitação urbana e do rigoroso academismo da época e se instala na Floresta de Fontainebleau, na aldeia de Barbizon onde desenvolveu um tipo de pintura. A Escola de Barbizon iniciou de uma nova corrente estilística na pintura: o Naturalismo, uma tendência que atravessou a 2.ª metade do século XIX.
  • 4. NATURALISMO As pequenas bisnagas de zinco inventadas pouco tempo antes e que permitiam aos artistas levarem para toda a parte pequenas porções de tintas variadas, tinham favorecido o aparecimento deste novo método artístico. Sem estas bisnagas a pintura ao ar livre não tinha sido possível.
  • 5. NATURALISMO Características: • Pintura da Natureza, captada ar livre, inaugurando a pintura fora dos ateliers. • Maior fidelidade possível aos fenómenos da Natureza. • Rejeição do subjetivismo e sentimentalismo exagerados dos românticos (abandono da maior parte das temáticas relacionadas ao romantismo como as fantasias, temas históricos e literários). • Representação objetiva do real visível: paisagem, retrato e cenas do quotidiano. • A luz e a atmosfera criadas pelos efeitos da luz desempenham um papel primordial: ar torna-se num véu suave, e a luz numa substância atmosférica, que preenche todo o espaço pictórico.
  • 6. REALISMO Foi influenciado pela “Escola de Barbizon” e pelo Naturalismo e surgiu por volta de 1848-50 a foi até 1870. Esteve ligado aos acontecimentos sociais e políticos que marcaram a França dessa época visando a captação da realidade social, com toda a fidelidade possível em relação àquilo que observa, completamente isento de subjetividade. Para os realistas a arte é um meio de denúncia social e política. A sua fonte de inspiração foi por isso a vida quotidiana que se transformou num dos principais temas da sua pintura, fazendo uso de pessoas anónimas e comuns. Os pintores realistas foram fiéis à realidade tanto do local que pretendiam retratar como das figuras humanas e tiveram tendência para simplificar a técnica de claroescuro, praticando uma composição bastante natural sem alterar o enquadramento das cenas captadas.
  • 7.
  • 8. Charles Daubigny (1817-1878) A colheita– Daubigny, 1851
  • 9. O moinho de Gobelle,Daubigny, 1852. Óleo sobre tela, 57x92 cm Charles Daubigny (1817-1878)
  • 10. A Primavera,Daubigny, 1862. Óleo sobre tela, 133 cm x240 cm Charles Daubigny (1817-1878)
  • 11. A Neve,Daubigny, 1873. Óleo sobre tela, 90 cm x 120 cm Charles Daubigny (1817-1878)
  • 12. A floresta de inverno ao nascer do sol 1845 -1846. Óleo sobre tela, Théodore Rousseau (1812-1867)
  • 13. Théodore Rousseau (1812-1867) O Pescador 1853. Óleo sobre tela,
  • 14. Théodore Rousseau (1796-1875) Paisagem de Barbizon Óleo sobre tela, 1850 . 24 × 32 cm
  • 15. Jean-Baptiste-Camille Corot (1796-1875) Floresta de Fontainebleau -1846 Óleo sobre tela,
  • 16. Jean-Baptiste-Camille Corot (1796-1875) Recordação de Mortefontaine Óleo sobre tela, 1864. 65 cm x 89 cm
  • 17. Jean-Baptiste-Camille Corot (1796-1875) A Villa d’Auray -1867-70 Óleo sobre tela, 1864. 49.3 × 65.5 cm
  • 18.
  • 19. Gustave Courbet (1819-1877) As Peneiradoras do Trigo 1855. Óleo sobre tela .131 × 167 cm
  • 20. Gustave Courbet (1819-1877) Os britadores de Pedra 1849. Óleo sobre tela . 165 × 257 cm
  • 21. Intitulada pelo artista de O Meu Ateliê – Uma Alegoria Real, ou ainda Resumo de Sete Anos da Minha Vida, esta obra representa o pintor em frente da tela, pintando uma paisagem da sua terra natal, Ornans, rodeado por personagens da sociedade parisiense do seu tempo: o seu núcleo de amigos e protetores (à direita); figuras da política e da vida mundana (à esquerda). Paradoxalmente, esta multidão, que deveria estar no ateliê para ver a obra do artista, parece distraída ou demasiado absorta nos seus pensamentos. A única figura que verdadeiramente olha o quadro é a criança junto ao pintor. Courbet usou esta obra como manifesto da pintura realista. Gustave Courbet (1819-1877) O Ateliê 1855. Óleo sobre tela . 359 × 598 cm
  • 22. Honoré Daumier (1808-1879) O Vagão de Terceira Classe 1862. Óleo sobre tela . 67 × 93 cm
  • 23. Honoré Daumier (1808-1879) Os Jogadores de Xadrez 1863. Óleo sobre tela . 24 × 32 cm
  • 24. Honoré Daumier (1808-1879) A Lavadeira 1863. Óleo sobre madeira. 49 × 33 cm
  • 25. Jean François Millet (1814-1875) As respigadoras do Trigo 1857. Óleo sobre tela. 83.5 × 110 cm
  • 26. Jean François Millet (1814-1875) Angelus 1857-59. Óleo sobre tela. 55.5 × 66 cm
  • 27. Jean François Millet (1814-1875) O Semeador 1850. Óleo sobre tela.
  • 28. Jean François Millet (1814-1875) Os apanhadores de batatas 1855. Óleo sobre tela. 54 cm x 65.2 cm
  • 29. Jean François Millet (1814-1875) Caçando pássaros à noite 1874. Óleo sobre tela. 74 cm x 93 cm