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Claude Monet, “Impressões do Sol Nascente”, 1872 D.C.
O caráter de esboço e a aparente falta de acabamento dotrabalho desses artistas, que provocaram objeções porparte dos prim...
Desde meados do século XIX Paris havia se tornado aprimeira metrópole verdadeiramente moderna, física esocialmente, e muit...
Pierre-Auguste Renoir “O Baile no Moulin de La Gallete”, 1876.
Não é exagero afirmar que em toda a década de 1870, amaior parte das obras dos impressionistas denotavapreocupação com os ...
Edgar Degas,   “A Aula de Dança”, 1875.
No final da década de 1880 e na década de 1890o impressionismo foi aceito como um estiloartístico válido, disseminando-se ...
Auguste Rodin, “O Beijo”, 1889.
Apesar da existência das obras escultóricas deDegas e Renoir, não houve escultores diretamentefiliados o movimento. No ent...
O termo pós-impressionismo foi cunhado pelo crítico e pintor inglêsRoger Fry, que organizou a exposição Manet e os Pós-Imp...
Paul Gauguin, “Mulheres do Taiti” ou “Na Praia”, 1891.
Georges Seurat, “Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte”, 1884-86.
Cezanne, ao contrário dos impressionistas nãotinha seu interesse nas qualidades efêmeras daluz e nos momentos fugazes, mas...
Paul Cezanne, “A Montanha Sta Victoria”, 1902-04 e “Maçãs, Pêssegos, Peras e Uvas”, 1879-80.
Vincent Van Gogh também foi influenciado pelosimpressionistas quando jovem. Após mudar-se para Paris emfevereiro de 1886, ...
Vincent Van Gogh, “O Campo de Trigo Debaixo de Céus Ameaçadores”, 1890.
Já Tolouse Lautrec foi amplamente festejado em sua época.Ele se interessava pelos impressionistas, sobretudo Degas,conhece...
Henry de Tolouse-Lautrec, “No Moulin Rouge”, 1892-95.
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  1. 1. O impressionismo nasceu em abril de 1874, quando umgrupo de jovens artistas de Paris - Claude Monet, Pierre-Auguste Renoir, Edgar Degas, Camille Pissarro, Alfred Sisley,Berthe Morrissot e Paul Cezanne entre eles - frustradoscom a contínua exclusão de suas obras dos salões oficiais,reuniu-se com o objetivo de realizar as próprias exposiçõesno estúdio do fotografo Félix Nadar.Essa exposição foi recebida com curiosidade e confusãopor parte do público. A chacota, manifestado pela imprensapopular, e o título da tela de Monet, Impressão, solnascente (c. 1872), levaram Louis Leroy, um críticodesdenhoso, a dar ao grupo o nome de “impressionistas”.
  2. 2. Claude Monet, “Impressões do Sol Nascente”, 1872 D.C.
  3. 3. O caráter de esboço e a aparente falta de acabamento dotrabalho desses artistas, que provocaram objeções porparte dos primeiros críticos, eram exatamente aquelasqualidades que críticos mais receptivos identificariam maistarde como constituindo seu vigor. O que unia esse grupode artistas diversos era sua rejeição ao convencional daarte e seu monopólio sobre o que podia ser exposto. Maispara o fim do século XIX a academia ainda promovia osideais da Renascença, opinando que o tema da artedeveria ser nobre ou instrutivo e que o valor de uma obrade arte poderia ser julgado por sua “parecença” descritivacom os objetos naturais. A ação contestatória dosimpressionistas – que se rebelavam contra as convençõese o poder dos tradicionais guardiões da cultura, aopromoverem uma exposição independente – foi um modelopara os inovadores do século seguinte. Do mesmo modo,haveria de se tornar procedimento corriqueiro o fato decríticos sarcásticos ou escandalizados criarem “ismos”para descrever uma nova e radical forma de arte.
  4. 4. Desde meados do século XIX Paris havia se tornado aprimeira metrópole verdadeiramente moderna, física esocialmente, e muitas obras dos impressionistas captavama nova paisagem urbana parisiense. O papel da arte emuma sociedade modificada era objeto dos debatesartísticos, literários e sociais do momento e osimpressionistas tinham consciência da própriamodernidade ao incorporar novas técnicas, teorias,práticas e variedades nos temas tratados. Seu interesseem captar a impressão visual de uma cena, em captaraquilo que o olho via, no lugar daquilo que o artista sabia,foi tão revolucionário quanto sua prática de trabalhar ao arlivre (e não unicamente no ateliê) com o intuito de observaro jogo da luz e das cores. Evitar temas históricos oualegóricos e insistir nos momentos fugazes da vidamoderna – a fim de criar aquilo que Monet denominava“um trabalho espontâneo, no lugar de um trabalhocalculado” – marcou uma ruptura definitiva com os temas eprocedimentos até então aceitos.
  5. 5. Pierre-Auguste Renoir “O Baile no Moulin de La Gallete”, 1876.
  6. 6. Não é exagero afirmar que em toda a década de 1870, amaior parte das obras dos impressionistas denotavapreocupação com os efeitos de luz sobre as paisagens,mas no início da década seguinte ocorreu uma mudançaque se costuma designar como a “crise impressionista”.Muitos artistas começaram a sentir que, ao tentar captar aluz e a qualidade efêmera da atmosfera, eles haviamlevado longe demais a erosão da figura e, a partir dessemomento, o movimento se diversificou. O grupo começou aretratar uma gama mais ampla de temas. A crise, quetambém afetou a geração mais nova que expunha com osimpressionistas, resultaria mais tarde em divergênciasradicais com as ideias originais desses mesmos artistas.Paul Gauguin, Paul Cezanne, Georges Seurat e Paul Signac,por exemplo, acabaram criando seus próprios estilos.
  7. 7. Edgar Degas, “A Aula de Dança”, 1875.
  8. 8. No final da década de 1880 e na década de 1890o impressionismo foi aceito como um estiloartístico válido, disseminando-se pela Europa eEstados Unidos. Na virada do século a Alemanhase mostrou particularmente receptiva a influenciasexternas, e as novas técnicas francesas foramtransplantadas para o naturalismo local, que entãoprevalecia. Nos Estados Unidos o impressionismofoi acolhido com entusiasmo pela imprensa, opúblico, os artistas e os colecionadores e algumasdas mais importantes coleções impressionistas seencontram hoje naquele país.
  9. 9. Auguste Rodin, “O Beijo”, 1889.
  10. 10. Apesar da existência das obras escultóricas deDegas e Renoir, não houve escultores diretamentefiliados o movimento. No entanto, como o termopassou a se referir a um estilo geral, e não àspinturas do grupo original, a obra do escultorfrancês Auguste Rodin e do italiano Medardo Rossoforam denominadas impressionistas. Suasesculturas transportam para a terceira dimensão ointeresse por luz, espontaneidade, movimento,fragmentação e desintegração da forma operadospelo jogo de luz e sombra. Da mesma forma, obrasde outras áreas que procuram captar impressõestransitórias são denominadas com freqüência“impressionistas”, a exemplo das músicas de Ravele Debussy e até mesmo dos romances de VirgíniaWolf. (DEMPSEY, 2008, p 14-18)
  11. 11. O termo pós-impressionismo foi cunhado pelo crítico e pintor inglêsRoger Fry, que organizou a exposição Manet e os Pós-Impressionistasnas Grafton Galleries em Londres, de novembro de 1910 a janeiro de1911, marcando a primeira tentativa de se apresentar ao público inglêsas obras de uma geração que se seguiu aos impressionistas. Aexposição continha cerca de 150 obras, incluindo telas de Gauguin,Van Gogh, Cezanne, Denis, Derain, Manet, Matisse, Picasso, Redon,Rouault, Serusier, Seurat, Signac, Vallotton e Valminck, artistas tambémdenominados neo-impressionistas, sintetistas, nabis, simbolistas efauves. Na verdade, o pós-impressionismo jamais foi um movimentocoerente, mas um termo amplo, aplicado retrospectivamente paraabarcar uma arte que Roger Fry via como algo que brotava doimpressionismo ou que a ele reagia. Seguindo seus conceitos, oscríticos empregaram subseqüentemente o termo para cobrir adiversidade de estilos entre 1880 (fase final do impressionismo) e1905 (a emergência dos fauves), e para descrever com imprecisãoartistas que não se poderiam caracterizar com facilidade, tais comoPaul Cezanne, Vincent Van Gogh e Henry de Tolouse Lautrec. Algumasdas características fundamentais da arte pós-impressionista são maisbem percebidas nas obras desses três pintores.
  12. 12. Paul Gauguin, “Mulheres do Taiti” ou “Na Praia”, 1891.
  13. 13. Georges Seurat, “Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte”, 1884-86.
  14. 14. Cezanne, ao contrário dos impressionistas nãotinha seu interesse nas qualidades efêmeras daluz e nos momentos fugazes, mas na estrutura danatureza. Ele se deu conta de que o olharapreende uma cena de modo simultâneo econsecutivo e, em sua obra, a perspectiva única dálugar a uma visão cambiante, admitindo o fato deque a perspectiva muda à medida que os olhos e acabeça se movimentam e que os objetos, vistosem conjunto, participam mutuamente de suaexistência. Cezanne via as formas geométricas nãocomo um fim em si, mas como um meio dearquitetar a natureza no mundo paralelo da arte. Ésua a famosa frase: “Trate a natureza em termosde suas formas geométricas da esfera, do cilindroe do cone”.
  15. 15. Paul Cezanne, “A Montanha Sta Victoria”, 1902-04 e “Maçãs, Pêssegos, Peras e Uvas”, 1879-80.
  16. 16. Vincent Van Gogh também foi influenciado pelosimpressionistas quando jovem. Após mudar-se para Paris emfevereiro de 1886, conheceu Pissarro, Degas, Gauguin, Seurate Lautrec e começou a estudar as gravuras japonesas. Ostemas do realismo social desapareceram do seu trabalho esua paleta tornou-se mais brilhante, produzindo um estilomaduro, caracterizado por cores vibrantes, saboreadas devidoa suas possibilidades simbólicas e expressivas. “Em vez detentar reproduzir exatamente o que tenho diante dos meusolhos”, ele escreveu, “emprego a cor mais arbitrariamente demodo a expressar-me com maior eficácia.” Após breveexperiência, quando trabalhou a maneira do divisionismo deSeurat, desenvolveu aquele estilo de pinceladas amplas,vigorosas e espiraladas pelas quais é conhecido. Van Goghestudou intensamente a natureza, assim como fizeraCezanne; após mudar-se para Arles em 1888 pintou mais deduzentas telas em quinze meses. Durante a vida o pintor sóvendeu um quadro, mas após a sua morte sua obraconsagrou-se, influenciando de maneira profunda a arte doinício do século XX.
  17. 17. Vincent Van Gogh, “O Campo de Trigo Debaixo de Céus Ameaçadores”, 1890.
  18. 18. Já Tolouse Lautrec foi amplamente festejado em sua época.Ele se interessava pelos impressionistas, sobretudo Degas,conheceu Van Gogh e também entrou em contato comGauguin em 1888. As gravuras japonesas o influenciaramfortemente e seu estilo logo começou a evidenciar seuspadrões ousados e sua linha caligráfica. Pierre Bonnard, opintor nabi, deu-lhe conselhos sobre as técnicas litográficasque logo usaria com proveito. Por volta de 1888 Lautreccomeçou a pintar os temas pelos quais é conhecido –teatros, cabarés (sobretudo o Moulin Rouge), cafés, circos ebordéis. Embora o tema e o interesse pelas figuras emmovimento sejam semelhantes ao do próprio Degas, asfiguras de Lautrec não são tipos representativos, maspessoas identificáveis, seus amigos sobretudo, pintados oudesenhados a partir de observação direta. (DEMPSEY,2008, p 45-48).
  19. 19. Henry de Tolouse-Lautrec, “No Moulin Rouge”, 1892-95.

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