Projetos ii ponto 1

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Projetos ii ponto 1

  1. 1. ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS II Prof. Dra. Delza Rodrigues de Carvalho Profa.Delza R. de Carvalho
  2. 2. <ul><li>Definição de Projeto : Ponto de Vista de Interesse Social </li></ul><ul><li>É um conjunto sistemático de informações ordenadas, que nos permite estimar os custos e benefícios sociais de um determinado investimento,... as vantagens e desvantagens de utilizar os recursos de um país na produção de determinados bens e serviços. </li></ul><ul><li>Fonte: Holanda, ( 1985) </li></ul>Profa.Delza R. de Carvalho
  3. 3. <ul><li>Avaliação de Projeto : Ponto de Vista de Interesse Social </li></ul><ul><li>Serve para examinar os efeitos diretos e indiretos que são ou serão causados por um determinado projeto. Permite identificar quando a economia como um todo está sendo prejudicada ou favorecida. </li></ul><ul><li>Fonte: Contador, ( 2000) </li></ul>Profa.Delza R. de Carvalho
  4. 4. <ul><li>Diferença entre Projetos Privados e Sociais </li></ul><ul><li>O critério social distingue do privado pelo fato de que a eficiência que se busca com a análise é considerada do ponto de vista da economia como um todo e não do ponto de vista do projeto como tal; </li></ul><ul><li>Na análise dos projetos sociais, busca-se a eficiência na alocação dos recursos sociais; </li></ul><ul><li>Na avaliação privada dos projetos, os fluxos de receitas e dispêndios são estimados a preços de mercado, enquanto que na avaliação social, estes preços são substituídos por preços sociais </li></ul>Profa.Delza R. de Carvalho
  5. 5. <ul><li>Avaliação de Projeto : Ponto de Vista de Interesse Social </li></ul><ul><li>Os preços sociais refletem os custos de oportunidade para a economia como um todo; </li></ul><ul><li>Ignora-se as fronteiras particulares de interesses de indivíduos; famílias; empresas e regiões dentro da nação; </li></ul><ul><li>Elimina-se as transferências entre os indivíduos, tais como os impostos e subsídios; </li></ul><ul><li>Incorpora-se os efeitos indiretos do projeto em outras atividades e pessoas </li></ul>Profa.Delza R. de Carvalho
  6. 6. Induções à Escolha da Melhor Opção Social da Iniciativa Privada . <ul><li>Mudanças nos preços de mercado: eliminando ou reduzindo tributos e encargos sociais; </li></ul><ul><li>Subsídios e ajuda do governo na implantação: implantação favorecida através da doação de terrenos; </li></ul><ul><li>Incentivo à exportação: subsídios % sobre o valor de suas exportações; </li></ul><ul><li>Crédito subsidiado: financiamento à taxa de juros nominais fixos e abaixo do mercado. </li></ul>Profa.Delza R. de Carvalho
  7. 7. Induções à Escolha da Melhor Opção Social da Iniciativa Privada <ul><li>As medidas são meras transferências monetárias, pois, não envolvem mudanças no consumo de fatores e na produção; </li></ul><ul><li>Alteram os benefícios e custos privados, e nunca os sociais dos projetos. </li></ul>Profa.Delza R. de Carvalho
  8. 8. <ul><li>Projetos Públicos </li></ul><ul><li>Benefícios sociais: Méritos dos Projetos </li></ul><ul><li>Geração de emprego, renda ou produtos (valor agregado); </li></ul><ul><li>substituição de importações; </li></ul><ul><li>geração de divisas com exportação; </li></ul><ul><li>maior competitividade; </li></ul><ul><li>qualidade e produtividade dos produtos; </li></ul><ul><li>infra-estrutura social . </li></ul>Profa.Delza R. de Carvalho
  9. 9. AVALIAÇÃO SOCIAL DE POJETOS: FUNDAMENTOS TEÓRICOS <ul><li>Fundamenta-se na teoria do bem-estar. Parte da economia normativa; </li></ul><ul><li>A economia normativa se ocupa da avaliação de políticas econômicas ou proposições específicas , considerando ao mesmo tempo os juízos de valor da comunidade e os axiomas e teorias da economia positiva ( teoria do equilíbrio); </li></ul><ul><li>A economia positiva é a parte da teoria econômica que se ocupa do mecanismo de funcionamento do sistema econômico. </li></ul>Profa.Delza R. de Carvalho
  10. 10. AVALIAÇÃO SOCIAL DE POJETOS: FUNDAMENTOS TEÓRICOS <ul><li>Os juízos de valor ou premissas éticas em que se baseia a teoria normativa: </li></ul><ul><li>Prevalece o bem-estar do individuo; </li></ul><ul><li>A avaliação das mudanças no bem-estar de cada individuo deve ser feita pelo próprio individuo; </li></ul><ul><li>O critério para julgar essas mudanças, do ponto de vista social é o da melhoria de Pareto </li></ul>Profa.Delza R. de Carvalho
  11. 11. AVALIAÇÃO SOCIAL DE POJETOS: FUNDAMENTOS TEÓRICOS <ul><li>Melhoria de Pareto: define como uma situação resultante em que pelo menos um indivíduo fica melhor, sem que nenhum dos demais membros da sociedade fique em situação pior; </li></ul><ul><li>Melhoria de Pareto: Critério inatingível; </li></ul><ul><li>Substituição pela Melhoria potencial de Pareto , que incorpora o principio da compensação potencial de Hicks-Kaldor. </li></ul>Profa.Delza R. de Carvalho
  12. 12. AVALIAÇÃO SOCIAL DE POJETOS: FUNDAMENTOS TEÓRICOS <ul><li>Melhoria potencial de Pareto : se verifica quando quem ganha com as mudanças propiciadas pelo projeto pode potencialmente compensar quem perde e ainda assim ficar em situação melhor. </li></ul>Profa.Delza R. de Carvalho
  13. 13. AVALIAÇÃO SOCIAL DE POJETOS: FUNDAMENTOS TEÓRICOS <ul><li>1- Concorrência Perfeita </li></ul><ul><li>Atomicidade do mercado; </li></ul><ul><li>Inexistência de restrições artificiais do mercado de oferta e procura ( monopólios); </li></ul><ul><li>Inexistência de interferências governamentais no mercado: fixando impostos e subsídios; controle da taxa de juros; tabela de preços; fixação do salário mínimo); </li></ul><ul><li>Perfeita mobilidade de fatores </li></ul><ul><li>2- Pleno Emprego dos Fatores (aumento da produção de bens utilizando de fatores Ociosos) </li></ul>Profa.Delza R. de Carvalho
  14. 14. <ul><li>Projetos Públicos </li></ul><ul><li>Custos Sociais </li></ul><ul><li>Poluição da água, ar, solo, sonora e visual; </li></ul><ul><li>destruição de reservas não renováveis; </li></ul><ul><li>incêndios florestais; </li></ul><ul><li>desequilíbrios genéticos; </li></ul><ul><li>doenças, pragas, </li></ul><ul><li>pesquisa; </li></ul><ul><li>Segurança nacional; </li></ul><ul><li>Construção de rodovias; </li></ul><ul><li>Limpeza urbana . </li></ul>Profa.Delza R. de Carvalho
  15. 15. <ul><li>Projetos Públicos </li></ul><ul><li>Os investimentos privados: solicitações do mercado </li></ul><ul><li>Investimento público: antecipa-se ao crescimento da procura de um determinado bem ou serviço </li></ul><ul><li>Características: </li></ul><ul><li>Investimento de Capital elevado; </li></ul><ul><li>Tem rentabilidade social baixa ou negativa; </li></ul><ul><li>Longo prazo de maturação ( infra-estrutura e indústrias básicas; </li></ul><ul><li>Intervenção do governo em alguns setores: debilidade ou dinamismo do setor privado. </li></ul>Profa.Delza R. de Carvalho
  16. 16. <ul><li>NATUREZA DOS BENS E SERVIÇOS PARA AVALIAÇÃO SOCIAL </li></ul><ul><li>Bens específicos ou de mercado: bens de consumo divisível, geralmente voluntário, que trazem satisfação para o seu consumidor; </li></ul><ul><li>Bens públicos ou coletivos: Não são divisíveis e o consumo de um individuo não prejudica as possibilidades de consumo dos demais – segurança nacional, serviço de radiofusão; </li></ul><ul><li>Bens semi-públicos: são perfeitamente divisíveis, mas a sua produção ou consumo tem efeitos dos mais intensos em toda a sociedade – educação escolar. </li></ul>Profa.Delza R. de Carvalho
  17. 17. Partes Componentes do Projeto Profa.Delza R. de Carvalho Análise Da Demanda Análise Da Oferta Dimensionamento Do Projeto
  18. 18. Partes Componentes do Projeto <ul><li>Análise </li></ul><ul><li>da </li></ul><ul><li>Localização </li></ul>Análise da Tecnologia (Engenharia) Estudos Técnicos do Projeto Análise do Tamanho Profa.Delza R. de Carvalho
  19. 19. Partes Componentes do Projeto <ul><li>Análise </li></ul><ul><li>da </li></ul><ul><li>Rentabilidade </li></ul>Estrutura de Custos/Despesas Estudos Econômicos do Projeto Estrutura de Receitas Profa.Delza R. de Carvalho
  20. 20. Partes Componentes do Projeto Profa.Delza R. de Carvalho Estruturação do Investimento Total Estruturação do Capital de Giro Líquido Estudo Financeiro do Projeto
  21. 21. Classificação Macroeconômica de Projetos <ul><li>Projetos Agrícolas </li></ul><ul><li>Projetos Industriais </li></ul><ul><li>Projetos de Serviços </li></ul>Profa.Delza R. de Carvalho
  22. 22. Classificação Microeconômica de Projetos <ul><li>Projeto de Implantação </li></ul><ul><li>Projeto de Expansão ou de Ampliação </li></ul><ul><li>Projeto de Modernização </li></ul><ul><li>Projeto de Relocalização </li></ul><ul><li>Projeto de Diversificação </li></ul>Profa.Delza R. de Carvalho
  23. 23. Discrepâncias entre os Custos e Benefícios Privados e Sociais <ul><li>1 . Discrepâncias entre os Custos Privados e Sociais Subsídios na agricultura: custo privado inferior ao custo social do país </li></ul><ul><li>A existência de deseconomias externas( externalidades) </li></ul><ul><li>2.Discrepâncias entre os Benefícios Privados e Sociais </li></ul><ul><li>Efeitos decorrentes da distribuição da renda </li></ul><ul><li>Existem efeitos indiretos (economias internas ) </li></ul>Profa.Delza R. de Carvalho
  24. 24. Projetos Sociais <ul><li>DISTORÇÕES EXISTENTES NA ECONOMIA </li></ul><ul><li>Taxa social de câmbio é 35% mais elevada que a taxa oficial; </li></ul><ul><li>A mão-de-obra não qualificada tem um salário social 40% inferior ao salário de mercado; </li></ul><ul><li>A taxa social de desconto é 18% a.a, enquanto a taxa de mercado é 15%a.a </li></ul>Profa.Delza R. de Carvalho
  25. 25. Fábrica de perfumes – perfil privado <ul><li>Fábrica de Perfumes – Perfil Privado </li></ul><ul><li>Implantação </li></ul><ul><li>Equipamentos Nacionais (R$ 200.000) </li></ul><ul><li>Equipamentos Importados (R$ 600.000) </li></ul><ul><li>Mão-de-obra não qualificada (R$ 50.000) </li></ul><ul><li>Pag. dólares a téc.estrangeiros (R$ 250.000) </li></ul><ul><li>Outras Despesas (R$100.000 ) </li></ul><ul><li>Total (R$ 1.200.000 ) </li></ul>Profa.Delza R. de Carvalho
  26. 26. Fábrica de perfumes – perfil privado <ul><li>Em operação </li></ul><ul><li>Faturamento bruto (R$ 5.700.000) </li></ul><ul><li>Matéria Prima Importada (R$ 2.500.000) </li></ul><ul><li>Matéria Prima Nacional (R$ 700.000) </li></ul><ul><li>Mão de obra qualificada (R$ 1.200.000) </li></ul><ul><li>Mão de obra não qualificada (R$ 600.000) </li></ul><ul><li>Tributos (R$ 400.000) </li></ul><ul><li>Fluxo Líquido R$.300.000 </li></ul>Profa.Delza R. de Carvalho
  27. 27. Fábrica de perfumes – Perfil Social <ul><li>Para transformar o perfil privado no perfil social: </li></ul><ul><li>Corrige-se os preços; </li></ul><ul><li>Elimina-se os tributos e transferências </li></ul><ul><li>Os tributos, subsídios e transferências devem ser eliminados, uma vez que não representam perdas ou benefícios efetivos para a economia como um todo: a quantia que um indivíduo perde é recebido por outro indivíduo. </li></ul><ul><li>O VPL deverá ser descontado à taxa relevante de 18%a.a </li></ul>Profa.Delza R. de Carvalho
  28. 28. Fábrica de perfumes – Perfil Social Implantação Em $ mil Equipamentos Nacionais (R$ 200) Equipamentos Importados (R$ 600 x 1,35) (R$ 810) Mão-de-obra não qualificada (R$ 50 x 0,60) (R$ 30) Pag. a téc.estrangeiros (R$ 250x 1,35) (R$ 337,5) Outras Despesas (R$ 100) Total (R$ 1.477,5 ) Profa.Delza R. de Carvalho
  29. 29. Fábrica de perfumes – Perfil Social Em operação Em $ mil Faturamento bruto (R$ 5.700) Mat. Prima Importada (R$ 2.500x 1,35) (R$ 3.375) Matéria Prima Nacional (R$ 700 ) Mão de obra qualificada (R$ 1.200) Mão de obra não qualificada (R$ 600 x 0,6) (R$ 360) Fluxo Líquido R$ 65 Profa.Delza R. de Carvalho

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